PSD e o seu cozinheiro de serviço

O tacho já tem muito uso e está bastante sujo

A sombra de Passos Coelho

A revista do DN deste sábado publica uma entrevista ao "cozinheiro" Miguel Relvas, que faz os petiscos do PSD e, das várias fotos publicadas na primeira e principal podemos ver que o tacho já tem muito uso e está bastante sujo. A politica, que deveria ser um "cozinhado" limpo, infelizmente não o é. Em Portugal tem sido até bastante suja, com muito desgoverno e corrupção à mistura.



Publicado por Zurc às 23:02 de 30.04.11 | link do post | comentar |

Reprovados

A coligação negativa - formada pelo PSD, CDS, PCP, BE e Os Verdes -, é a responsável pela estagnação política vivida em Portugal nos dois últimos anos, em que o governo do PS esteve em minoria no parlamento. Num país pequeno e concentrado como Portugal, a estagnação política afecta outros sectores: económico, cultural, civilizacional... É um cancro.

Foi ela que abriu as portas ao FMI. O chumbo do PEC IV foi só a passadeira vermelha. Aliás, imediatamente após o envio do convite aos cobradores sem rosto, este promíscuo concubinato juntou de novo os trapinhos para fazer o frete à Fenprof, aprovando uma lei para suspender a avaliação dos professores.

Recorde-se que esta lei foi discutida e aprovada duma vezada, na generalidade e na especialidade, numa só tarde… Nunca o parlamento teve tanta produtividade!

Para fazer regredir as melhorias introduzidas nos últimos anos no sector da Educação, reconhecidas e valorizadas internacionalmente, aqueles partidos não olharam a meios. Nem sequer repararam na Constituição.

Este atabalhoado processo legislativo ficará para história da Assembleia da Republica como uma das suas mais negras páginas. A decisão do Tribunal Constitucional não deixa margem para dúvidas: “O decreto aprovado pelos partidos da oposição na Assembleia da República violou o “princípio da separação e interdependência dos poderes” e representou uma “invasão nas competências que cabem ao Governo enquanto órgão de soberania”.

Ao contrário de outras vezes, o boicote ao desenvolvimento do país foi mal sucedido, desta vez. Mas os responsáveis continuam por aí, a atirar pedras, na vã tentativa de esconderem os seus telhados de vidro...

É importante para os portugueses, pais e jovens em particular, identificar quem se preocupa com a melhoria das condições do ensino, não os confundindo com os que temem enfrentar as corporações, as quais, no que à educação diz respeito, têm como uma única preocupação que os professores atinjam o topo da carreira o mais depressa possível. Todos!

José Ferreira Marques [A Forma e o Conteúdo]



Publicado por JL às 21:17 de 30.04.11 | link do post | comentar |

1º Maio: unir e lutar

Primeiro de Maio, abnegação e luta

[  O próximo futuro não augura nada de bom para os trabalhadores, pensionistas, reformados e para o povo em geral. Maio e luta são duas palavras indissociáveis, há mais de cem anos. Carregam sofrimento, coragem, honra, dignidade, emancipação e justiça.

   Numa sociedade dual, nunca nada foi dado aos mais fracos. Tudo teve que ser arrancado aos mais fortes. Trabalho digno, direitos económicos e sociais foram emergindo do sangue, suor e lágrimas dos que celebramos no dia 1.º de Maio, e do exemplo que nos legaram.
   Depois, revivescendo, e exercitando, quotidianamente, esse legado, e passando esse testemunho de mão em mão, foi possível à classe trabalhadora lavrar um terreno de maior respeito por quem trabalha, mais humano, menos injusto.
   Dia após dia, ano após ano, com luta e abnegação, os trabalhadores têm vindo a forçar a sucessiva correcção das injustiças existentes. Com avanços e recuos, porque a cada avanço respondem as forças ultraliberais com uma panóplia de "munições", visando a perda dessas conquistas sociais. Muitas vezes parece um combate desigual, com sucessivos benefícios do infractor.
  

   Não há direitos sem deveres, nem deveres sem direitos. Mas há quem, erradamente, queira impor mais deveres à revelia dos legítimos direitos de quem trabalha e produz riqueza.
   A única resposta reside na luta constante, ordeira e organizada, dos trabalhadores e dos seus sindicatos.
   Luta é a palavra que nunca poderá sair do léxico dos trabalhadores. Luta é o comportamento permanente dos que não aceitam que se confunda empresas com "sanzalas" nem trabalho com escravatura.
   Este 1.º de Maio decorre num dos momentos mais graves da nossa vida colectiva.
   A vida nunca foi fácil para os portugueses. A bancarrota, no final do século XIX, os desvarios da I República, a ditadura, a guerra colonial, a descolonização, e os choques petrolíferos obrigaram-nos a enormes sacrifícios colectivos, ao longo dos últimos 115 anos. Mas esta crise, com a sua dimensão exógena, de responsabilidade exclusiva de um modelo criminoso e egoísta de capitalismo selvagem, especulativo, de "casino", apanha-nos, a nós portugueses, de uma forma brutal, e quase indefesos.

   A inépcia dos nossos governantes, o silêncio dos nossos intelectuais, a cumplicidade de muitos dos que nunca desistiram de vingar as nossas conquistas sociais e a perda concomitante de alguns dos seus privilégios foram o caldo de cultura da crise portuguesa. A somar à paralisia do processo de integração europeia, onde os egoísmos nacionais se sobrepõem, adiam e postergam a solidariedade, a coesão, a convergência e a competitividade da zona euro, condição sine qua non à sobrevivência do projecto europeu.
   É crise a somar à crise. Nacional, internacional, europeia e, desgraçadamente, política, com eleições, campanhas, disputas, insultos e desresponsabilizações, quando os "homens do fraque" já cá estão, para nos impor as condições que lhes garantam receber o dinheiro que nos vão emprestar, no mais curto espaço de tempo. Sem que tivéssemos feito, responsavelmente, o trabalho de casa que nos competia: a negociação de um Pacto de Salvação Nacional, que envolvesse e responsabilizasse todos (cf. por mim proposto num artigo de opinião publicado na edição deste jornal de 11 de Março de 2011), constituindo uma garantia de co-responsabilização colectiva - como aconteceu em 1983 - e, assim, travar e conter muitas das receitas que nos irão ser impostas pela troika de credores, sem racionalização, humanidade e justiça, enfraquecidos e desnorteados que estamos, perante esta "loucura" política a que nos conduziram os nossos governantes e "responsáveis"políticos, só comparáveis ao anti-herói literário Macunaíma, do escritor Mário de Andrade. "(Trata-se de) alguém que apenas transita pelo mundo ao sabor do acaso, sem outro fim ou projecto que não seja o da própria sobrevivência, capaz de tudo para consegui-la".

   O presente e o futuro apresentam-se assustadores para quem trabalha.
   Desde as medidas que o FMI nos vai impor como garantia do empréstimo que evite a bancarrota (um PEC IV muito mais gravoso), até às propostas do Mais (Alta) Sociedade dos amigos de Passos Coelho - com toda a tralha de políticas e soluções de pendor "reaccionário", contra quem trabalha e, preservando os interesses dos banqueiros e dos grandes grupos económicos - o próximo futuro não augura nada de bom para os trabalhadores, pensionistas, reformados e para o povo em geral. 
   Avizinha-se a vitória do capitalismo selvagem. Será efémera, se os trabalhadores e o seu movimento sindical assumirem sem tibiezas o seu papel prioritário - a Luta. Que este 1.º de Maio seja o ponto de partida de uma enorme mobilização dos trabalhadores, para a "guerra social" que, inevitavelmente, terá uma vez mais que ser travada, igual a todas as que desde os mártires de Chicago foram desencadeadas pela emancipação da classe trabalhadora.

[José Manuel Torres Couto * , Público.pt, 29-04-2011,(via MIC )

* Secretário-geral da UGT de 1978 a 1995, dirigente nacional do PS de 1978 a 2002


Publicado por Xa2 às 00:07 de 30.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Serviço Publico

Por Unanimidade

TC chumba revogação da avaliação dos professores aprovada, por toda a oposição, numa das ultimas sessões da Assembleia da Republica.

O Tribunal Constitucional declarou, hoje, a inconstitucionalidade da revogação da avaliação do desempenho docente, cuja fiscalização preventiva tinha sido pedida pelo Presidente da República.



Publicado por Zurc às 16:26 de 29.04.11 | link do post | comentar |

Os significados destas eleições

As sondagens publicadas na última semana revelam várias novidades: por um lado uma ligeira subida do PS, aproximando-se do PSD; uma continuação da descida do Bloco de Esquerda, e pequena subida do CDS-PP.

Esta evolução reflecte de forma particularmente precisa os resultados da luta que se tem travado entre os vários protagonistas políticos nas últimas semanas.

Antes de mais, é um claro sinal da resiliência do formato do nosso sistema partidário, "malgré tout". Na luta entre os grandes partidos (PS e PSD) vs os pequenos (CDS, BE e PCP) os grandes continuam a dominar. Apesar de haver a convicção generalizada de que o sistema político, com todos os seus defeitos, foi construído pelo PS e PSD, os portugueses recusam abandonar estes partidos em massa por opções irrealistas (PCP e BE) ou populistas (alguns novos partidos). Isto, não deixa de ser revelador de um extraordinário bom senso. Que é também marcado por alguma esperança no futuro, patente na sondagem do Expresso publicada na última semana, em que uma maioria de portugueses considera que a vinda da "troika" para Portugal vai ser positiva para o país.



Publicado por JL às 00:15 de 29.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Prestar contas

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, defende que "é crucial que os decisores de política e os gestores públicos prestem contas e sejam responsabilizados pela utilização que fazem dos recursos postos à sua disposição pelos contribuintes".

Carlos Costa rompe assim a tradição desresponsabilizante de Constâncio (entretanto premiado com uma sinecura no BCE), que os portugueses se habituaram a ouvir repetidamente reclamar que os sucessivos défices, alimentados pela imprudência, quando não pela gestão danosa, dos governos dos últimos 12 anos, fossem resolvidos à custa da redução de salários e pensões.

É, de facto, escandalosamente imoral que os erros dos decisores políticos sejam pagos pelos 257.745 desempregados que, segundo números da Segurança Social, perderam o subsídio de desemprego e o subsídio social de desemprego, o que significa igual número de famílias na miséria, ou pelas outras centenas de milhar que ficaram sem RSI ou abono de família (retirado a 645.600 famílias desde Novembro).

Isto enquanto os encargos com vencimentos, "despesas de representação", horas extraordinárias, ajudas de custo, suplementos, prémios, subsídios de residência e alojamento e outros mais dos "boys" e "girls" dos gabinetes ministeriais ascenderam a 19,7 milhões de euros em 2010. E ainda ficam de fora os gabinetes dos 38 secretários de Estado, às vezes mais "populosos" do que os dos próprios ministros...

Manuel António Pina [Jornal de Notícias]



Publicado por JL às 00:11 de 29.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A crise e o dominó europeu
 
por Daniel Oliveira, Expresso Online, 28.4.2011

      Enquanto o debate político português continua centrado no seu próprio autismo - dedicado à autoflagelação e ignorando a crise europeia -, estão a acontecer coisas interessantes. Duas, por agora:

 a lenta agonia espanhola e a ameaça de reestruturação da dívida grega.

 Basta que a última aconteça para a queda de Espanha ser uma questão de dias. E depois dela, o contágio a Itália e à Bélgica.

     Este efeito dominó acabará por criar uma situação financeira, mas também política, absolutamente nova. Com a queda de dois grandes a Europa será mesmo obrigada a reagir.

     O egoísmo alemão terá de fazer uma escolha: ou muda de rumo ou prepara a morte do euro e da União Europeia. E a segunda escolha terá um preço de tal forma arrasador para os alemães - sempre foram os que mais ganharam com a moeda única - que nem é sequer uma alternativa para quem não queira ficar na história como o chanceler que matou a economia alemã.

     Se este cenário se confirmar - e cada vez mais sinais apontam para aí -, os seus efeitos dependerão da rapidez de uma reação europeia. Se for, como tem sido, a passo de caracol, estamos todos tramados. O barco vai ao fundo e ninguém se salva. Se for, por pressão dos gigantes em queda, rápida, talvez haja futuro para a Europa. E talvez haja futuro para Portugal.

     Triste situação é esta, em que a nossa sobrevivência depende da desgraça alheia. Triste Europa é esta, que só acordará no dia do Apocalipse. Tristes líderes políticos são estes, tão dependentes dos poderes financeiros que só pensarão no futuro quando a tragédia lhes bater à porta.

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José Erre Ponto
"Tristes líderes políticos são estes..."  Líderes?  Eles são uns simples servos. Uns servozitos! Todos os dias "rezo" um terço (laico, obviamente) para que a Espanha seja já a seguir.  Logo eu, que gosto da Espanha!  Mas não há outra maneira de as agências e os do dinheiro, donos dos servozitos, nos desmontarem... porque nos montam, mesmo! E mandam morder-nos nas canelas os rafeiros a soldo que vão latindo pela TV. Tudo coisas que irritam!


Publicado por Xa2 às 00:07 de 29.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

As mãos esquerdas com a marca única de Carrilho

Essa personalidade aberrante de guerras e intrigas que responde pelo nome de Manuel Maria Carrilho e que instalou ninho no Partido Socialista para alcançar objectivos que por si só dificilmente obteria, tornou-se a imagem do vilão letrado, do carente desagradecido, do companheiro que atraiçoa...

Mas vale a pena ler na íntegra o artigo exclusivo da socialista e coordenadora do Blogue de Esquerda da Sábado, Marta Rebelo, no qual o retracto do indivíduo em causa é feito na perfeição.

A. A. Barroso [Dar À Tramela]



Publicado por JL às 16:47 de 28.04.11 | link do post | comentar |

Cidadãos, formem vossos batalhões ... *

Islandiarizar, se for preciso

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Álvaro de Campos

 
    Não sou daqueles que defendem que precisamos de mudar de regime. Acredito na democracia como regime e bater-me-ei, sempre, para que esse seja o regime português.
     Sou daqueles que defendem que precisamos de mudar de democracia. Sou também daqueles que defendem que, se os Partidos que formam esta democracia insistirem em produzir os bonecos que nos oferecem para ir a votos, vai ser necessário islandiarizar a classe política, os actuais Partidos e os mecanismos democráticos.
     Sou daqueles que defendem que só é possível mudar se nos deixarmos do "eles" e do "nós" para passarmos a ser o "todos nós, Nação" com cidadãos participativos, envolvidos na busca de soluções e no repúdio ao determinismo e ao imobilismo.
     Sou daqueles que defendem que a arma está no voto e que, quando entender que esse voto é inútil por não me rever em quê e em quem votar, saberei participar na construção de alternativas.
     Sou daqueles que não votam em Sócrates, mas sim no Partido Socialista (e até tenho a sorte de votar em Eduardo Ferro Rodrigues que é o cabeça de lista do meu distrito) mas que entendem que compete aos Partidos políticos elegerem os seus dirigentes e que não é regra da democracia negar negociações de regime tendo como argumento os titulares que lideram os Partidos democráticos.
     Sou daqueles que se estão nas tintas para os juros que os especuladores dos mercados fixam porque acredito que temos de ser capazes de trabalhar e produzir de forma a evitar pedir dinheiro para pagar a nossa preguiça e o nosso deslumbramento consumista.
     Sou daqueles que combatem o subsidio para não-produzir e que não vivem da semente subsidiada que produzir o subsídio na não-colheita.
     Sou daqueles que não acreditam nos bruxos que já disseram tudo e o seu contrário e que por isso têm sempre razão embora, quando foram chamados a apresentar e implementar soluções, tenham sido tão ineficazes e incapazes como todos os outros que criticam.
     Sou daqueles que se recusam a olhar para os outros sem primeiro olhar para mim.
LNT [A barbearia do Senhor Luís]

(*- da Marselhesa: ...'citoyens,...' )



Publicado por Xa2 às 13:07 de 28.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

E querem ser governo

Conceito de riqueza de um ministeriável do PSD

Coitadinhos dos ricos...



Publicado por JL às 12:55 de 28.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

BANCOS E BANQUEIROS, TANTA LATA!

A. Palhinha Machado, Abril 2011

 

Tanta hipocrisia, será que ninguém, politicamente responsável, pede contas?

E a Procuradoria-geral da República ou o Provedor de Justiça não encontram matéria de facto para actuar?

É estranho, não é?



Publicado por DC às 10:55 de 28.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Anda por aí um homem singular…

As cerimónias do 25 de Abril, em Belém, decorreram sob a bandeira da necessidade de encontrar “soluções convergentes” entre as forças políticas e da busca de um clima de unidade.

Pedro Passos Coelho esteve presente nesta cerimónia e ouviu os apelos.

Uma vez acabada a cerimónia surge a primeira atoarda: interpretou os apelos de Belém como um incitamento a uma nova “União Nacional”. Leu mal a História e daí decorre uma interpretação enviesada sobre o anterior regime, o que se reflecte na avaliação estapafúrdia que faz. O que não é propriamente um cartão de apresentação para um homem com as suas ambições políticas.

Hoje, suponho que para emendar a mão, iniciou uma nova fase de abertura aos partidos. Não será nenhuma novidade. O PSD sabe - como de resto o País - que a presente intervenção externa exige compromissos interpartidários pré-eleitorais. Compromissos que se estendem aos integrantes do chamado “arco do poder”, já que o PCP e o BE se puseram de fora, melhor, não subscrevem o pedido de auxílio em curso.

Mas para não ficar mal na fotografia, condiciona esse entendimento com os outros partidos. Para que ele exista será condição sine qua non a exclusão de José Sócrates. Um político que tem no interior do PS a sua legitimidade refrescada pelo último Congresso. Esta intromissão ao interior de um partido adversário nas próximas eleições é, para ser comedido, singular.

Mas põe mais condições. Para que essa concertação funcione é necessário o País escolher a “mudança”. Isto é, para o putativo dirigente, o eleitorado deverá transformar o PSD no partido maioritário. Uma condicionante ainda mais vasta. Só faltou dizer o que deve ser feito se tal não acontecer. Na verdade, os votos não estão contados. Todavia, é possível adiantar a postura do PSD. Se não for o PSD a liderar o actual dirigente regressa a penates. E aí temos um grave problema. Como é usual no PSD o líder seguinte “renasce das cinzas” e passa por cima do que a anterior direcção acordou.

Ficamos, a verificar-se este cenário, a um passo do total descrédito perante a UE. Um descrédito amanhado por um homem que se julga com “algum crédito para gastar”.

"Invulgar" este homem e esta estratégia. Existe outro nome para estes malabarismos tácticos: chantagem eleitoral!

e-pá! [Ponte Europa]



Publicado por JL às 10:06 de 28.04.11 | link do post | comentar |

SÓCRATES E PASSOS, LAMENTÁVEIS E VELHOS

Estamos entalados entre dois casmurros e prensados entre o nosso, irresponsabilizado, desígnio e uma troika sem princípios sociais e a só olhar para os números.

Depois de Sócrates ter anuído, em entrevista à TVI, num entendimento pós eleitoral com o PSD, Passos Coelho veio publicamente afirmar que não está interessado nesse entendimento com Sócrates à frente do PS.

Passos Coelho, ao tomar tal atitude reactiva, vem demonstrar que se está borrifando para os soberanos (?) interesses do país e para o bem-estar dos portugueses. Demonstra que só o move pretender ser Primeiro-ministro e não os verdadeiros e necessários interesses do Estado, do país e de quem cá tem de viver. Muitos há que já vão fugindo.

Passos Coelho, ao dizer não a entendimento com o hipócrita e desonesto argumento de o não fazer com "quem meteu o país na crise", deveria ser coerente e não o fazer igualmente com os seus próprios companheiros de jornada dado que o descalabro consumista, despesista e desviador de recursos vem dos tempos de Cavaco Silva. Já esqueceu o que se passou com a construção do Centro Cultura de Belém?

Já olvidaram o chorrilho de apoios financeiros, mal desbaratados, para abate de navios, para deixar de produzir bens agrícolas, para dar cabo de quase todo o processo produtivo incluindo as escolas técnicas e outros?

"Tenho dito que o PSD está aberto a acordos com outros partidos depois das eleições, mas primeiro o país que diga que mudança quer. Aqueles que nos puseram na crise não têm condições para nos tirar", acrescentou o líder social-democrata.

A tomar tais palavras a rigor ninguém deveria votar no PS como também não no PSD que de resto e a olhar ao que a espasmos tem vindo a lume Deus nos livre que venha a ser governo. Como o PSD ao leme da governação seria mais um virar na senda neoliberal ou mesmo ultra-liberal que vem assolando esta velha Europa, coisa de que tanto EUA, Japão, Mercosul e outras regiões procuram fugir.

O líder do PSD frisou ainda que "o país precisa de conhecer a mudança, precisa de quem tenha crédito para gastar daqui para a frente". Tem razão, só que tal desiderato não será consigo nem com seus comparsas que, conforme já referido, nada de novidades aportam, nem com uma roupagem tão pouco enobrecida como foi a triste jogada da caça ao voto eleitoral das recentes eleições presidenciais.

Lamentável, simplesmente lamentável e velho.

Até o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, cuja autonomia parece mais consentânea com a função e diferente da forma de actuar do seu antecessor, veio afirmar, conforme aqui se pode ler, que a actual crise orçamental é "reveladora de uma persistente falha do regime financeiro da administração pública" e defendeu que "a inscrição na Constituição de uma regra sobre saldos orçamentais pode ajudar a criar um círculo virtuoso de qualidade institucional do ponto de vista da disciplina orçamental e do crescimento".

Perante o desgoverno, demonstrado pelos vários partidos, e incapacidades fiscalizadoras das respectivas comissões e da própria Assembleia da República, será o mimo que se pode exigir.

O homem afirma que é "reveladora de uma persistente falha..." portanto que não é recente ou seja é vinda de há largos anos, vem dos tempos de outros senhores que agora se pretendem "vender" ao povo com outras roupagens e por novos preços, naturalmente muito mais exigentes e mais caros.

O povo, por vezes parece, efectivamente, andar distraído mas, também, por vezes, acorda.



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 28.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Administração danosa

Parece que Castanheira Neves, advogado de Coimbra, apresentou queixa-crime contra Sócrates pela prática de um crime de administração danosa, previsto e punido pelo art.º 235º do Código Penal.

A notícia foi veiculada em primeira mão pelo Campeão das Províncias, um "jornal" até agora desconhecido da generalidade dos portugueses e sediado em Coimbra. O método já foi utilizado antes: começa-se por "meter uma cunha" num órgão de comunicação social local e desconhecido e a notícia é difundida pelos media nacionais. Mas vamos então à notícia...

Ao ler a notícia, quem não conheça Castanheira Neves pode até ficar com a sensação de que se trata de um cidadão vulgar e normal que apenas pretende o bem do país ("sublinhando que a decisão 'nada tem de pessoal' contra José Sócrates - a quem, aliás, reconhece 'várias qualidades'"). Mas sucede que Castanheira Neves é filiado no PSD, já concorreu a presidente do partido e, actualmente, é o coordenador do Gabinete de Estudos do PSD para a Justiça. Mas nas peças divulgadas pelos media nada disto é referido. Porque será?

Este frete trata-se, no fundo, de uma simples manobra política. Castanheira Neves, enquanto advogado, sabe muito bem que não houve crime. O que pretende é a publicidade em torno da notícia, da queixa-crime apresentada contra o Diabo, aquele ser odiado por muitos, que tem de ser "rasteirado". E é no campo meramente político que devemos analisar esta "notícia", pois no campo jurídico é uma aberração. Porque se houve crime aqui, então muito mais gente teria que ser acusada, a começar por muitos colegas de partido (e certamente amigos) de Castanheira Neves. Ou foi apenas o governo de Sócrates que deu tolerância de ponto nas festividades (Carnaval, Páscoa, Natal, etc)?...

Poderia aqui escrever mais umas quantas coisas sobe esta aberração jurídica, mas limito-me à análise política, pois juridicamente havia muito mais a dizer. Mas, enquanto advogado, tenho deveres éticos e deontológicos (desde logo o dever de urbanidade e respeito pelos colegas de profissão) e não serei eu a desrespeitá-los.

Ricardo Sardo [Legalices]



Publicado por JL às 00:01 de 28.04.11 | link do post | comentar |

Como usar a democracia

37 anos depois do 25 de Abril vivemos um dos piores momentos da nossa democracia. Anos de alheamento da realidade e de incompetência pura e simples conduziram-nos a um ponto de endividamento, público e privado, terrível. Passámos décadas a fazer construções, com betão, cimento e asfalto, como se fossemos todos meninos a construir Legos sem querer saber do dia de amanhã. Demos todos os direitos por adquiridos, mas fugimos quando ao longe ouvimos dizer que também há deveres. A pesadíssima factura está aí e vai ser dura de pagar.

Os políticos cá da terra seguiram exactamente o mesmo rumo que os demais: irresponsabilidade regada com um despudorado apego ao poder. Com os aparelhos partidários e as campanhas eleitorais sustentados durante anos pelas grandes construtoras (no pais) e até pelas médias e pequenas (nas autarquias), os políticos da praça comprometeram o futuro em troca de licenças e adjudicações de obras.

Fizeram-se auto-estradas paralelas umas às outras, imaginaram-se projectos gigantescos mas não se cuidou de mais nada. Pelo contrário, aceitaram-se, em troca dos dinheiros comunitários para as auto-estradas, imposições que liquidaram a nossa agricultura e a nossa pesca. Como sempre os empregos criados nas grandes obras foram voláteis e desapareceram. A indústria portuguesa tornou-se menos competitiva e centenas de fábricas fecharam. Hoje em dia produzimos muito menos e estamos muito mais dependentes do exterior. Portugal tornou-se um país de serviços subalternos e não tratou de cuidar do futuro – este é o legado da classe política ao fim de quase quatro décadas.

Talvez fosse altura de olharmos bem para os candidatos e ver o que fizeram. Talvez fosse bom olhar para estes seis anos de Sócrates e ver como era o país antes, e como é agora. Talvez fosse bom recordar todas as promessas que Sócrates fez e que negou logo a seguir às eleições. E talvez fosse bom dar-lhe uma pesada derrota eleitoral. É a única paga possível para o que ele nos fez. A democracia serve para usar o voto para pôr na rua quem governou mal.

Manuel Falcão [Jornal Metro]



Publicado por [FV] às 21:58 de 27.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

SÃO PROPOSTAS DO DIABO?

Propostas novas, devem ser propostas do diabo porque se assim não fosse elas seriam, pelo menos, debatidas se não mesmo aceites.

Estranho é (ou talvez não) que no velho continente, dito berço da civilização solidária, onde as raízes culturais judaico cristãs é pressuposto serem a base do caldeamento societário e de vivência dos povos, hoje viva uma encruzilhada de dúvidas e de incertezas quanto aos caminhos próximo-futuros, a devermos percorrer.

Em sociedades cujo caldo cultural se baseia no cristianismo e no catolicismo como, segundo os dados estatísticos, é suposto pertencerem tanto a maioria os povos como os dirigentes políticos e económicos da Europa, e reforçados na senda do pós período iluminista com os princípios da revolução francesa, da liberdade, de igualdade e de fraternidade, a que agora acrescentamos os de solidariedade e da responsabilidade, coerentemente não deveriam permitir-se a tais desideratos como os que as actuais circunstâncias nos obrigam a viver. É uma profunda e inadmissível contradição.

Enquanto na Europa se vive uma, quase total, submissão a uma economia de mercado submetida pela “mafiosa especulação financeira”, atirando os europeus para profunda negritude quanto ao futuro seja ele próximo ou longínquo, conforme tudo vai evidenciando, tanto nos EUA do Norte como nos chamados BRICs e em outras economias em vias de desenvolvimento, se evidenciam o trilhar de novos caminhos de socialização, chamando a si preocupações inovadoras e práticas reguladoras que sejam equilibrantes de uma natural e salutar harmonia social entre povos e nações.

São sinais, simultaneamente, de grandes preocupações e de muita esperança de um mundo novo, inovado e inovador, sinais de que muito e muito profundamente alguma coisa possa estar mudando.

Conforme postulado no Manifesto dos Economistas Aterrados, na Europa, as longas ditaduras ideológica/governativas, até há duas três décadas existentes, cederam os lugares a novas ditaduras, de capitalismo financeiro e especulativo, alicerçadas nas economias ultraliberais dos mercados, depois de debilitadas democracias e governos, ditos de esquerda, terem fracassado e também eles cedido a ideologias ultraliberais que, hodiernamente, vingam nesta Europa dita comunitária.

“A Europa vê-se, de facto, aprisionada na sua própria armadilha institucional: os Estados Têm de pedir empréstimos a instituições financeiras privadas que ontem liquidez abaixo do custo no Banco Central Europeu”. Estes bancos por sua vez são os que adquirem as dívidas soberanas do Estado cujos juros especulativos já chegam à vergonha de 11%. Como se isto não fosse suficiente ainda são estes mesmos estados que se endividam para ocorrer à capitalização desses bancos.

“Que se interprete como um desejo de «tranquilizar os mercados», por parte dos governantes assustado, quer como um pretexto para impor opções ideológicas, a submissão a esta ditadura não é aceitável.”

Não se entende, a não ser por submissão aos interesses de mafiosos especuladores e de energúmenos banqueiros, que tenham sido desvalorizados, como sucedeu em Portugal, os incentivos à poupança por intermédio dos certificados de aforro ou títulos da divida publica interna assim como os desincentivos as captações das remessas dos emigrantes, o laxismo de controlo da evasão fiscal ou o combate à economia paralela, que tenha sido promovida a subsidiodependência em vez da criação de postos de trabalho de apoio às populações e de utilidade publica.

Não se compreende que ao nível europeu se não tenham dado passos e evoluído, pelo menos para alguma, harmonização fiscal e para a criação de mecanismos de controlo dos fluxos financeiros, nomeadamente o papel do BCE no financiamento directo às dívidas soberanas dos estados.

São falhas ou intencionalidades que, manifestamente, servem interesses especulativos, degradam as economias e fragilizam as sociedades, como bem ilustrado está no manifesto acima referido onde são, também, feitas sérias propostas as quais deveriam merecer a “obrigatória” dos políticos que nos têm (des)governado em cada país e no conjunto desta Europa moribundizada.


MARCADORES: ,

Publicado por DC às 14:16 de 27.04.11 | link do post | comentar |

Dois passos atrás sem passos à frente...

As sondagens publicadas nos últimos dias dão conta que tudo está no fio da navalha, quer quanto à escolha do primeiro-ministro, quer quanto a maiorias parlamentares.

A seis semanas das eleições, ninguém arrisca dizer quem sairá vencedor do confronto eleitoral de 5 de Junho - se José Sócrates ou Passos Coelho. As sondagens publicadas nos últimos dias dão conta que tudo está no fio da navalha, quer quanto à escolha do primeiro- -ministro, quer quanto a maiorias parlamentares. Este quadro, a manter-se, indicia sérias dificuldades na formação de um governo sustentado por uma maioria parlamentar, com os perigos que daí advêm, particularmente quando paira no ar um cheiro a bancarrota. Mas não deixa de ser, também, um cenário arrasador para o PSD e, sobretudo, para o seu líder.

 Parece estranho que José Sócrates, com o desgaste natural de mais de seis anos no poder e no meio de uma profunda crise internacional, se mantenha em condições de ser eleito de novo primeiro-ministro. Mas é notória a desconfiança dos portugueses em relação às capacidades de Passos Coelho para o substituir. Sobretudo neste período de grandes dificuldades. Essa desconfiança começou no Verão passado, com a proposta de revisão constitucional. Passos Coelho mostrou que as suas "convicções" navegam à vista, ao sabor de sondagens. Meteu os pés pelas mãos, sem saber o que queria ou se o sabia não queria dizer.

Os dois exemplos mais significativos foram a "justa causa" nos despedimentos e o fim dos serviços de saúde "tendencialmente gratuitos". Mesmo se lhe assistisse razão na proposta inicial, as sucessivas alterações moldaram-lhe o perfil político. Contudo, foi a partir de 12 de Março que esse perfil se consolidou. O momento e os motivos do derrube do governo e as erráticas e contraditórias propostas avulso que tem apresentado ditaram a imagem de imaturidade política. A escolha de Fernando Nobre para Lisboa e o imbróglio da "oferta" da presidência da Assembleia da República foram a cereja em cima do bolo.

 Mesmo para quem tem razões de queixa do governo e de José Sócrates - e razões de queixa sobejam - é incompreensível a rejeição do PEC IV, numa estranha sintonia com a extrema-esquerda, exactamente no momento em que o primeiro-ministro tinha alcançado um pré-acordo com os parceiros europeus, para uma saída "airosa" da degradada situação financeira e económica em que nos encontramos.

Essa incompreensão aumentou quando, dias depois, o líder do PSD, ao contrário do que sustentara antes, desenvolveu, em versão inglesa, a tese segundo a qual o PEC IV não ia "suficientemente longe" nas medidas de austeridade a adoptar.

Esta reviravolta levantou a interrogação sobre os verdadeiros motivos da rejeição do PEC IV. E quando começaram as recusas públicas de figuras cimeiras do PSD em aceitar o convite de Passos Coelho para integrar as listas de deputados, caso de Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, António Capucho ou Luís Filipe Menezes; ou as críticas implacáveis de José Pacheco Pereira ou Morais Sarmento, entre outros, percebeu-se que os motivos que estiveram na origem do derrube do governo podem estar mais relacionados com a instabilidade interna da sua liderança do que com a situação do país.

A acelerada degradação da situação financeira após a demissão do primeiro-ministro e o pedido de "ajuda externa", percebido como consequência da crise política, evidenciaram ainda mais quão inoportuna foi a abertura desta crise política.

Por tudo isto, não é estranho que José Sócrates esteja, ainda, neste momento, em condições de ser eleito, pela terceira vez consecutiva, primeiro-ministro.

Tomás Vasques [i]



Publicado por JL às 10:23 de 27.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Oligopólios e 'bangsters' fazem Guerra aos Estados e Pessoas

O triunfo dos agiotas - uma história de gangsters

1 Duas nações:

... Tal como essas "duas nações" de costas voltadas uma para a outra, também hoje se poderá falar de "duas Américas", de "duas Europas" ou mesmo de "duas nações" de costas voltadas em vários países da União Europeia. Estamos de facto a viver uma crise profunda e a assistir a uma degradação inquietante da democracia representativa. Há uma distância cada vez maior entre a classe política e os cidadãos, entre o povo e os seus representantes, entre a minoria dos muito ricos e o resto da sociedade, com uma classe média em erosão acentuada que vai engrossando as fileiras dos pobres e dos desempregados. O partido dos abstencionistas é cada vez maior e a representação política é cada vez mais a imagem inversa do país real.

...Cresce a sensação de que os políticos nacionais já não têm autonomia para tomar as decisões indispensáveis para combater eficazmente a crise nos seus países, tal como a noção de que esses políticos foram substituídos pelos novos poderes fácticos: mercados e especuladores financeiros, bancos e agências de rating, tecnocratas e políticos escolhidos em instâncias superiores, que tomam decisões além-fronteiras encerrados em "torres de marfim" (BCE, FED, Wall Street, City, Bruxelas, etc.).

... Quando o topo e a base se afastam excessivamente, o poder vai perdendo a autoridade à medida que a confiança se degrada. E vai tomando forma, entre o povo, o sentimento de que existem "duas nações" ou "dois países": um país de cima, constituído pelos muito ricos, por uma minoria de pessoas moldadas na mesma matriz, que obedecem aos mesmos códigos e vivem encerradas na mesma torre de marfim; e um país de baixo, constituído pela grande maioria, abandonada à sua sorte, esquecida pelos que tudo têm, pelas elites, vítima de uma espécie de desprezo de classe. Como salienta o filósofo esloveno Slavoj Zizek, "o capitalismo actual move-se segundo uma lógica de apartheid, em que uns poucos se sentem com direito a tudo e a grande maioria é constituída por excluídos". Como também diz, "os capitalistas actuais são fanáticos religiosos que defendem a todo o custo os seus lucros, mesmo que causem a ruína de milhões de pessoas". É a lógica neoliberal.

2 Neoliberalismo:

Não se trata de uma fantasia imaginada por esquerdistas. Como nos explica David Harvey, no seu livro "O Enigma do Capital e as Crises do Capitalismo" (Editorial Bizâncio, 2011), o termo "neoliberalismo" "refere-se a um projecto de classe que foi tomando forma durante a crise da década de 1970". "Mascarado por muita retórica sobre liberdade individual, autonomia, responsabilidade pessoal e as virtudes da privatização, do mercado livre e do comércio livre, o termo ''neoliberalismo'' legitimou políticas draconianas concebidas para restaurar e consolidar o poder da classe capitalista. Projecto que tem sido bem-sucedido, a julgar pela incrível concentração de riqueza e poder que se verifica em todos os países que enveredaram pela via neoliberal. E não há provas de que esteja morto" - ao contrário do que pensam os que não se cansam de falar de um "novo paradigma", mas não conseguem sequer defini-lo ou explicá-lo.

Num texto publicado em 2000, "A mão invisível dos poderosos", Pierre Bourdieu dizia que "a visão neoliberal é difícil de combater com eficácia porque, sendo conservadora, apresenta-se como progressista e pode remeter para o lado do conservadorismo, e até do arcaísmo, todas as críticas que lhe são dirigidas, nomeadamente aquelas que tomam por alvo a destruição das conquistas sociais do passado". Todavia, é um facto que "o neoliberalismo visa destruir o Estado social, a mão esquerda do Estado (que é fácil mostrar ser o melhor garante dos interesses dos dominados, desprovidos de recursos culturais e económicos, mulheres, etnias estigmatizadas, etc.)". Para os que praticam esta doutrina, é a economia que está "no centro da vida" - e não o homem. E acham que o mercado não se dá bem com a res publica.

De facto, o neoliberalismo está na base daquilo que alguns designam por "hipercapitalismo" e, evidentemente, na base da "financeirização da economia". A finança - que nunca devia ter deixado de ser um meio, um instrumento, uma alavanca - tornou-se um fim em si mesma. O dinheiro é rei e o homem é súbdito, a especulação financeira não conhece limites nem regras, o lucro imediato é o Santo Graal. Pior: a dívida é consubstancial, é indispensável ao bom funcionamento do sistema. A ganância e o egoísmo estão na essência do hipercapitalismo. São os agiotas, e não os políticos, que governam o mundo e estão a dar cabo da democracia representativa.

O hipercapitalismo, é bom lembrar, nasceu nos EUA e em Inglaterra durante a década de 1980, nos anos Reagan-Thatcher (e também teve como fiéis executores, através de férreas ditaduras militares,..,todos adeptos da doutrina neoliberal elaborada por Milton Friedman, acolitado pelos seus Chicago boys). Foi nessa altura que a progressão dos salários começou a ser bloqueada, o desemprego em massa gerou a precariedade e esta foi instituída em regra, ao mesmo tempo que os accionistas passaram a ser privilegiados em detrimento do factor trabalho. A acentuada diminuição da parte dos salários dos trabalhadores na redistribuição das riquezas, que partiu do mundo anglo-saxónico, alastrou em seguida a todos os países desenvolvidos e foi reforçada pela irrupção da China e da sua mão-de-obra barata. Só que, para a máquina continuar a funcionar, era preciso que os assalariados consumissem. Para tanto, urgia estimulá-los a endividar-se, e a sobreendividar-se, enquanto as desigualdades se iam acentuando. "Você não ganha o suficiente? Peça emprestado, consuma, sobretudo produtos importados baratos, e o mundo continuará a girar." O hipercapitalismo tem, estruturalmente, necessidade de um endividamento sempre crescente para prosperar. E as vítimas tanto são os indivíduos como os estados.

Desregulamentação financeira, baixos salários, aumento do trabalho precário, feminização crescente da mão-de-obra (e da pobreza) a nível mundial, acesso do capital às reservas de mão-de-obra barata em todo o mundo - são algumas das características essenciais da doutrina neoliberal, que estão na base da famosa globalização e da subordinação dos governos às exigências do mercado. Ao Estado passou a estar reservada uma função essencial: usar o seu poder para proteger as instituições financeiras a qualquer custo (em contradição, aliás, com o não intervencionismo preconizado pela doutrina neoliberal). No fundo trata-se - como salienta David Harvey "com toda a crueza" - de "privatizar os lucros e socializar os riscos", de "salvar os bancos e extorquir ao povo". A pretexto de não poder haver um risco sistémico, "os bancos comportam-se mal porque não têm de se responsabilizar pelas consequências negativas dos seus comportamentos de alto risco". Como se viu nos EUA e no Reino Unido, a partir da brutal crise das hipotecas subprime, em 2008. E como se viu em Portugal no caso absolutamente escandaloso do BPN. Mas há muito mais exemplos.

É verdade o que diz Jean-Claude Trichet, presidente do BCE: "Os bancos teriam todos desaparecido se nós não os tivéssemos salvo." Mas o paradoxo é evidente: os estados endividaram-se para evitar o colapso dos bancos, mas agora são os bancos que impõem aos governos a adopção de políticas de austeridade brutais, que podem conduzir ao colapso dos povos e dos estados. Para tanto, socorrem-se das já famosas agências de rating, que espancam os governos até estes atirarem a toalha ao chão.

3 Gangsterismo:

Parece-me ser a expressão mais adequada para descrever a actividade das agências privadas de qualificação de riscos, mais conhecidas como agências de rating. Trabalham para quem lhes paga, sobretudo os bancos, proporcionando aos especuladores financeiros, e aos investidores oportunistas de alto calibre, juros cada vez mais elevados para os seus empréstimos. Para tanto, sovam os governos de vários países em sérias dificuldades económicas e financeiras, até eles não aguentarem mais espancamentos. E se continuarem a resistir apontam-lhes uma pistola à cabeça e ameaçam: "Ou cedes ou morres de bancarrota!" As agências de rating são assim uma espécie de gangsters ao serviço da agiotagem.

Apesar da veneração que suscitam entre os economistas e os jornalistas especializados ao serviço do capital financeiro, as agências de rating não são entidades de direito divino. De facto, são empresas privadas ao serviço de interesses privados, que acumulam já, ao longo da sua história, muitos casos de manifesta incompetência, escandaloso favoritismo e oportunismo irresponsável. Além disso, não são avaliadas nem fiscalizadas por qualquer entidade reguladora e ainda por cima funcionam praticamente em regime de oligopólio: apenas três agências - Moody''s, Standard & Poor''s e Fitch - repartem entre si mais de 90 % do mercado e as duas primeiras quase 80 %. Isto para não falar dos óbvios conflitos de interesses em que incorrem.

O actual Presidente da República, Cavaco Silva, gostaria de impor um silêncio patriótico aos políticos e comentadores (infelizmente, poucos!) que criticam as agências de rating. Todavia, abundam os casos em que elas contribuíram para agravar as crises. Vejamos dois exemplos recentes.

Desde logo, o caso do magnata Bernard Madoff, sem dúvida um dos maiores vigaristas do século, que exibia, no cartão de apresentação da sua entidade financeira, um rutilante triplo A (AAA), a classificação positiva máxima atribuída pelas agências de rating. Foi parar à cadeia.

Depois o caso das famosas hipotecas subprime e dos tão sofisticados como tóxicos produtos financeiros que ajudaram a fabricar, que incluíam nomeadamente títulos de dívida (obrigações) do Lehman Brothers. Todos eles beneficiaram também de um rutilante triplo A. Mas foi precisamente a falência do Lehman Brothers que desencadeou a gigantesca crise financeira de 2008 nos EUA, que depois alastrou à Europa, e cujas consequências ainda hoje estamos a sofrer. Vale a pena lembrar aqui uma passagem do relatório final da Comissão de Investigação do Congresso dos EUA que foi constituída para apurar as causas da grave crise financeira. Reza assim:

"Concluímos que os erros cometidos pelas agências de qualificação de riscos (agências de rating) foram engrenagens essenciais na maquinaria de destruição financeira. As três agências foram ferramentas-chave do caos financeiro. Os valores relacionados com hipotecas, no coração da crise, não se teriam vendido sem o selo de aprovação das agências. Os investidores confiaram nelas, na maioria dos casos cegamente. [...] Esta crise não teria podido ocorrer sem as agências de rating. As suas qualificações (máximas) ajudaram o mercado a disparar, e quando tiveram de baixá-las (até ao nível de lixo), em 2007 e 2008, causaram enormes estragos".

O relatório salienta que a Moody''s - que em 2006 foi uma autêntica fábrica de atribuição de classificações máximas a títulos hipotecários - deve ser considerada um case study das más práticas que provocaram a crise. De facto, entre os anos 2000 e 2007, a Moody''s considerou de máxima solvência (AAA) nada menos que 45 mil valores relativos a hipotecas. O relatório refere a existência de modelos de cálculo desfasados, as pressões exercidas por empresas financeiras e a ânsia de ganhar quota de mercado, que se sobrepôs à qualidade das qualificações atribuídas.

Apesar destas conclusões devastadoras para a credibilidade das agências de rating, estas não hesitaram em aumentar os salários e prémios dos seus executivos, já depois de conhecido o relatório. O caso da Moody''s foi o mais escandaloso. O seu presidente executivo, Raymond Mc Daniel, recebeu em 2010 um aumento de 69 % do seu salário anual, que trepou até aos 9,15 milhões de dólares (cerca de 6,4 milhões de euros). Um dos motivos invocados, entre outros, foi ter ajudado a "restaurar a confiança (!) nas qualificações atribuídas pela Moody''s Investors Service, ao elevar o conhecimento do papel e da função dessas qualificações".

Raymond McDaniel foi chamado a testemunhar perante a Comissão de Inquérito acompanhado pelo principal accionista da Moody''s, Warren Buffet. Este lavou as mãos, como Pilatos, declarando que não fazia a menor ideia da gestão da agência, e que nunca lá tinha posto os pés. Explicou, no entanto, que tinha investido na empresa porque o negócio das agências de rating era "um duopólio natural, o que lhe dava um incrível poder sobre os preços"! Na transcrição do depoimento de Raymond McDaniel perante a Comissão de Inquérito do Congresso também surge uma declaração surpreendente. Disse ele: "Os investidores não deveriam confiar nas qualificações (das agências) para comprar, vender ou manter valores"! Não foi ingenuidade. Foi insolência e hipocrisia. Infelizmente, em relação a Portugal, ninguém seguiu o conselho deste senhor Raimundo...

4 Portugal:

... Portugal foi sovado pelas agências de rating até à exaustão. Estava marcado para morrer de bancarrota se não cedesse às exigências do capital financeiro. No dia 5 de Abril de 2011, o "Jornal de Negócios" noticiava: "Bancos cortam crédito ao Estado". E explicava: "Os banqueiros reuniram-se ontem no Banco de Portugal. Não vão financiar mais o Estado. Querem um pedido de ajuda intercalar de 15 mil milhões - e já! O governo tem de pedir e o PSD e o PP têm de subscrever."

"E já!" Percebeu? Foi assim, sem qualquer pudor, que o ultimato foi anunciado, que a pistola foi apontada à cabeça da vítima, que já estava na fila de espera para ser garrotada pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Cerca de 24 horas depois, já tínhamos direito a ouvir o sr. Olli Rehn (criatura finlandesa em quem não votámos e que fala inglês aos soluços) a explicar à Europa e ao mundo o que é bom para Portugal - e não necessariamente para a grande maioria os portugueses. Olli Rehn é comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros. Trabalha, portanto, sob a direcção (!?) do sr. Durão Barroso, ex-presidente do PSD e ex-primeiro-ministro, que foi sovado pelo PS (de Ferro Rodrigues) nas eleições europeias de 2004 e que a seguir abandonou o governo que chefiava com o rabo entre as pernas, pouco depois de ter prometido ao país que não o faria, para ir ocupar em Bruxelas o cargo de presidente da Comissão Europeia, que lhe foi oferecido pela direita.

Como escreveu Pierre Bourdieu há 11 anos: "Temos uma Europa dos bancos e dos banqueiros, uma Europa das empresas e dos patrões, uma Europa das polícias e dos polícias, teremos em breve uma Europa das forças armadas e dos militares" (esta está quase!). Infelizmente, ainda não existe um movimento social europeu unificado, capaz de reunir diferentes movimentos, sindicatos e associações de diferentes naturezas, e capaz de resistir eficazmente às forças dominantes, a essa "Europa que se constrói em torno dos poderes e dos poderosos e que é tão pouco europeia".

Ao contrário do que algumas vozes bem intencionadas andaram a proclamar, a gravíssima crise económica e financeira desencadeada pelas más práticas do hipercapitalismo não deu origem a um novo paradigma. Paralisada (e neutralizada) pelas sucessivas concessões à doutrina neoliberal, a social-democracia europeia assiste, política e ideologicamente desarmada, ao que alguns já designam como "nova contra-revolução social thatchero-reaganiana". Até onde poderá ela ir? Nesta verdadeira guerra dos mercados contra os estados, foi manifesta a incapacidade dos europeus de definir uma estratégia progressista comum para enfrentar a crise. Isso foi perfeitamente percebido pelos mercados, que decidiram aproveitar essa sua vantagem para atacar frontalmente os estados mais frágeis, com o objectivo de desregular ainda mais os mercados internos e de exigir mais privatizações. É exactamente o que está a acontecer aqui e agora.

A estratégia europeia de saída da crise mundial é clara: desregulação dos mercados de trabalho, deflação salarial, desemprego estrutural, menor protecção no emprego, restrições orçamentais, privatizações em massa, etc. É uma estratégia aparentemente paradoxal, que torna ainda mais vorazes os "mercados", que exigem sempre tudo e nunca se sentem saciados. Mas é também uma estratégia fundamentalmente recessiva, que pode provocar um aumento significativo das reivindicações sociais e políticas. Neste braço-de-ferro, o estatuto do euro é um teste definitivo, dizem os entendidos. E a questão está em saber se será, finalmente, posto ao serviço da promoção de um modelo social sustentável ou irá tornar-se o vector da destruição do que resta do estado de bem-estar europeu. Os exemplos da Grécia, da Irlanda e de Portugal não auguram nada de bom para o Estado social.

Como já se noticia, a "ajuda" financeira do FEEF e do FMI servirá essencialmente para Portugal "pagar o que deve aos credores, sobretudo bancos estrangeiros, que, ao longo de décadas, foram fornecendo fundos aos bancos nacionais e que estes depois canalizavam para a compra de casas, carros e créditos às empresas" (DN, 08/04/2011). Além de cortes em salários, pensões, subsídios de desemprego e outras prestações sociais, fala-se em reformas mais profundas do mercado de trabalho, menor protecção no emprego, maior abertura da educação e da saúde aos privados, subida dos impostos (o dr. Passos Coelho deve estar radiante!). Também se diz que mal as condições melhorem, o Estado deve começar a sair (privatizar) das empresas de transportes. Casos da ANA, da TAP, da CP, da Refer, da Carris, da Metro de Lisboa e do Porto. Não haverá mais nada para privatizar? Claro que há! Um Estado bem desmantelado dá para enriquecer vários oligarcas.

Enfim, temos este país pronto a morrer da cura. Graças ao trabalho sujo das agências de rating (os gangsters desta história) ao serviço dos mercados (os agiotas). Mas também graças aos bons ofícios do actual Presidente da República, à ansiedade do pote de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, e ao extraordinário sentido de oportunidade de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã. Sem esquecer as evidentes responsabilidades de José Sócrates, que não resistiu às sucessivas concessões que foi fazendo ao blairismo e ao neocentrismo, ou seja, à doutrina neoliberal.

Observação final. Várias são as vozes que afirmam que o FMI não é nenhum papão e não mete medo a ninguém, porque já cá esteve no século passado e tudo correu às mil maravilhas. É quase verdade, mas esquecem-se de um pequeno pormenor que faz toda a diferença: é que, quando o país sair exausto e exangue dos próximos anos de brutal austeridade, não haverá mais uma CEE à nossa espera para inundar Portugal com as catadupas de fundos comunitários que fizeram a felicidade do cavaquismo!

Alfredo Barroso [Jornal I]



Publicado por Xa2 às 08:07 de 27.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (17) |

PELA POSITIVA

Ruas asfaltadas na zona do Lumiar

aqui, fizemos referência a situações lastimosas do mau estado das vias públicas sempre com a intenção de chamar à atenção dos serviços municipais e respectivos responsáveis autárquicos para que se esforcem no sentido de melhorarem as condições de vida dos munícipes que os elegeram e que lhes pagam.

Pela positiva, hoje fazemos referência à recente colocação do tapete alcatroado na ponta final da Alameda das Linhas Torres, onde esta termina e a Rua do Lumiar começa. Atente-se na diferença ilustrada pelas fotos e que as muitas viaturas que por ali circulam, bem como os respectivos ocupantes, sentem, muito acentuadamente.

Idêntico trabalho urge que seja feito, como também já aqui, foi alertado, na Estrada do Paço do Lumiar e Rua Direita entre o Museu do Trajo e o cruzamento com a Azinhaga da Torre do Fato.


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Publicado por Zé Pessoa às 00:01 de 27.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Os nossos avós eram drogados e não sabiam (II)

Olhem 100 a 120 anos para trás e...pasmem! Os "remédios" dos nossos avós...

Vinho de Coca

O vinho de coca da Metcalf era um de uma grande quantidade de vinhos que continham coca disponíveis no mercado. Todos afirmavam que tinham efeitos medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor "recreador" também.


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Publicado por Zurc às 00:00 de 27.04.11 | link do post | comentar |

PERGUNTEM AO ZÉ

Vai, mais uma vez, ser aberta a caça ao cheque em branco ou seja a eleger incertos, pardos e, por vezes, camaleões a que chamamos de deputados à Assembleia da Republica.

Tais circunstâncias começam, desde logo, por total ausência de qualquer, minimamente considerada, reflexão e debate, no seio dos próprios partidos. Os militantes, para tais efeitos, não são, minimamente, existentes ou considerados.

A credibilidade partidária nunca antes andou tão por baixo, tão pelas ruas da amargura.

Raro é o caso e poucas são as vezes em que a palavra dada é minimamente respeitada ou quando falhas, justificadamente, possam existir elas apareçam.

Aos cidadãos só lhes resta, nestas circunstâncias, aproveitar os tempos de campanha para tirar satisfações pelo incumprimento das promessas feitas.

Por isso se virem por aí o Zé perguntem-lhe porque não cumpriu esta promessa feita publicamente no dia 12.02.2010 "É possível ter o projecto de execução pronto em Setembro” e se também não cumprirá a de “ter a obra pronta em 2011", disse Sá Fernandes, durante a apresentação do estudo prévio da requalificação do jardim de Santa Clara na Freguesia da Ameixoeira, em Lisboa, numa sessão de esclarecimento à população feita quinta-feira, no Instituto Superior de Gestão.”?



Publicado por Zé Pessoa às 18:23 de 26.04.11 | link do post | comentar |

Mais e mais além

O grupo que avança com ideias que PPC ainda não quer assumir propõe que o subsídio de desemprego seja descontado na reforma. Só não entendo porque não se vai mais além: quem recorre ao SNS, deve ter o valor correspondente cortado na reforma; quem tem isenção de propinas, idem; rendimento social de inserção, aspas aspas; etc.

Ricardo Alves Esquerda Republicana



Publicado por JL às 14:10 de 26.04.11 | link do post | comentar |

Capitalismo neoliberal mafioso

Novidade - a chegada do capitalismo mafioso.

1.Assisti hoje a um programa telivisivo oriundo dos USA, onde se mostrava detalhadamente, com testemunhos directos de intervenientes e de vítimas, como foram executados milhares de despejos de compradores de casas insolventes, com base em falsificações de assinaturas de que beneficiaram diversos bancos, dos quais pelo menos um grande banco europeu. É uma gigantesca fraude que acentua muito as tintas mais negras das vigarices que despoletaram esta crise.

2. A imprensa grega noticiou a abertura de uma investigação para apurar o mistério de um banco internacional que desencadeou manobras especulativas assentes num futuro resgate da dívida grega. Não é pois um falhanço grego que está no horizonte como provável, mas um miserável assalto aos gregos perpretado pelos criminosos de colarinho branco, que parecem ter ao seu serviço as instituições financeiras internacionais que, em vez de desempenharem um papel regulador, parecem limitar-se a incentivar as transferências de dinheiro do bolso de cidadãos honestos para os cofres de banqueiros corruptos.

3. É a passagem para uma nova fase do capitalismo que os manuais universitários ainda não incluem:a passagem do capitalismo financeiro para o capitalismo mafioso. Por isso, mais apropriado do que mascarar de missões técnicas os garrotes tecnocráticos que assombram os Estados escolhidos como vítimas, seria mandar as polícias para as instituições que alimentam a crise.



Publicado por Xa2 às 13:25 de 26.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Comemorar o 25 de Abril e o 1º de Maio

Comemorar um 25 de Abril pela liberdade e concomitante responsabilidade e assinalar um 1º de Maio, enquanto data comemorativa da emancipação da mulher, em particular, e da humanidade em geral é de assinalar que vivemos momentos marcados por desafios que se nos colocam tanto no plano individual como, sobretudo, no contexto do colectivo, enquanto povo, enquanto sociedade.

Comemoramos, essas marcantes datas da nossa história de povo português e da história da humanidade, eminentemente, dos chamados povos desenvolvidos onde têm germinado princípios e valores de liberdade, de solidariedade, de responsabilidade e do respeito pelas diferenças, quaisquer que sejam as suas origens e natureza, no preciso momento em que nos “visitam” os representantes dos donos do mundo económico/financeiro.

Ironia do destino? Talvez não. Talvez, o que é certamente mais acertado dizer, consequências das irresponsabilidades de grande parte ou, pelo menos, de muitos dos portugueses que se deixaram encantar com a fartura dos cartões de crédito a cor de ouro pintados e, mais grave do que isso, fruto da responsabilidade dos nossos políticos (governantes ou não), dos nossos banqueiros (em particular) e dos nossos, empresários (em geral).

Depois do paradigma imperial que fomos, na sequência de termos dado novos mundos ao mundo, depois da capacidade pós modernista de termos feito a revolução política, é altura de enfrentarmos novos desígnios e encontrarmos novos paradigmas, nesta sociedade global de que fazemos parte, numa permanente interactividade de causa e consequencia, de vítimas e vitimadores.

Um novo paradigma que se consubstancie numa nova relação contratual entre o individual e o colectivo, entre o Estado e os cidadãos. Um novo “Contrato Social” que tenha em conta a natureza humana reflectida por Thomas Hobbes, que aprofunde o entendimento da humanidade preconizado por John Locke, e que, na senda do idealizado por Jacques Rousseau, seja capaz de responder aos desafios actuais da humanidade.

Comemorar hoje, no princípio do Século XXI, estas, tão profundamente simbólicas, datas como são o 25 de Abril e o 1º de Maio, em época pré-eleitoral e com o FMI, UE, e BCE dentro das nossas casas, exige que sejamos capazes de ir mais além do que temos ido, que sejamos capazes de dar continuidade aos feitos dos nossos antepassados, de modo a que os nossos filhos e netos não venham a ter uma vida pior que a nossa, ou pior à que foi a de muitos dos nossos avos.

Está nas nossas mãos faze-lo, está nas nossas capacidades transmiti-lo.

Também nós aqui, no Luminária, queremos, ideologicamente, fazer parte dos nascidos depois do 25 de Abril de 1974 e pugnamos para que ninguém se veja obrigado a abandonar um país, qualquer que seja o regime, a ideologia o credo ou a cultura nele vigorante, por razões de pensamentos que tenha, por ideologias que expresse, por opiniões que escreva ou, tão pouco, por razões económicas. À liberdade de circulação de bens e capital deverá sobrepor-se a liberdade da circulação das pessoas e de tudo o que a elas seja inerente. Esta é a base ideológica de pensamento e matriciadora editorialista dos fundadores deste nosso blog.



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 25.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

25 de Abril, sempre

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Publicado por JL às 00:00 de 25.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Feliz Páscoa

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Publicado por JL às 00:00 de 22.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Um pouco mais de decoro, sff

Compreende-se que os dirigentes do PSD tenham ficado à beira de um ataque de nervos com uma sondagem eleitoral destas.

Mas atribuir esse mau resultado à "máquina de propaganda" do PS, como eles se apressaram a justificar-se, revela um enorme despudor político, quando é evidente que actualmente o PSD domina avassaladoramente a comunicação social, a começar pelas televisões, que alimentam uma sistemática campanha de hostilidade contra o PS (como mostrou a miserável cobertura mediática do seu recente Congresso). O que os devia preocupar justamente é que eles não conseguem descolar nas sondagens apesar da sua própria "máquina de propaganda" tentacular...

Vital Moreira [Causa Nossa]


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Publicado por JL às 19:33 de 21.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Instantâneos

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Publicado por JL às 19:31 de 21.04.11 | link do post | comentar |

PS à frente? olha o milagre!

PSD - Razões da queda

A óbvia recusa de Capucho e de muitas outras figuras publicas ou cidadãos anónimos

António Capucho, uma das mais destacadas figuras do PSD, presidente até há bem pouco tempo da Câmara de Cascais,  recusou o convite de Pedro Passos Coelho para ser segundo na lista às legislativas pelo círculo de Lisboa, a seguir a Fernando Nobre, e candidato a vice-presidente da Assembleia da República.

Numa carta dirigida à concelhia de Cascais do PSD, publicada hoje pelo semanário Sol, Capucho diz que foi contactado por telefone por Passos Coelho, que lhe fez este convite, para além de o informar que seria ele próprio, Passos Coelho, a encabeçar a lista ao Conselho de Estado.

Capucho refere que recusou qualquer convite que não fosse para ser candidato à presidência da AR, excepto se esse cargo fosse para um outro militante, apontando nomes como Manuela Ferreira Leite ou Luís Marques Mendes, rejeitando, sem o referir, ser segundo de Fernando Nobre.

“Quanto à Assembleia, recusei liminarmente apresentar-me às eleições se não tivesse subjacente a candidatura à respectiva Presidência, salvo se fosse entendido que um dos militantes que antes referi [Marques Mendes ou Ferreira Leite] seria mais apropriado para o efeito. Mas não poderia aceitar ser vice-presidente de Fernando Nobre por uma questão de coerência”.



Publicado por Zurc às 12:42 de 21.04.11 | link do post | comentar |

Garantidamente…são nove!

O presidente do PSD reiterou que quer formar “um Governo muito mais pequeno” e que considera possível ter “dez ministros ou menos”. Não quis, contudo, adiantar nomes: “Não ficaria bem, nem faz sentido. Quando for o tempo próprio, conhecerão o Governo”.


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Publicado por JL às 10:20 de 21.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Um marco humilhante

Sem uma estratégia para reorientar o modelo de crescimento, o país estará ainda perante o espectro da bancarrota Com o pedido de assistência financeira externa, o Governo colocou um marco humilhante num dos períodos mais indigentes e irresponsáveis da política portuguesa nas últimas décadas. Primeiro, o Governo foi sistematicamente negando que a crise financeira tocasse Portugal. Só muito tarde, na primeira quinzena de Maio de 2010, José Sócrates descobriu que o mundo tinha mudado, e muito. Mas, entretanto, já tinha feito o que queria: utilizar eleitoralmente o Orçamento de 2009 para tentar nova maioria absoluta. Não a alcançou, e iniciou a queda para o abismo, não percebendo nem controlando mais os impactos que os resultados finais daquele orçamento iriam ter daí para a frente na perda de credibilidade amealhada no controlo do défice em 2006-7. Daí para cá, vimos um Governo em actuação táctica com mentiras, mistificações e manobras de guerrilha, sobretudo com o maior partido da oposição, procurando esconder a realidade das contas públicas e do endividamento externo, e evitar uma moção de censura caso tomasse as medidas verdadeiramente necessárias para corrigir o défice. Pego agora numa dessas mentiras/mistificações que se fizeram ouvir. A tese de que não estaríamos tão mal como outros países porque não tivemos uma bolha imobiliária. Mas a verdade é que não só tivemos uma grande bolha imobiliária, como ainda tivemos uma bolha de consumo, de endividamento privado e de endividamento público. Em suma, Portugal construiu, durante parte das últimas duas décadas, uma enorme bolha económica global, uma bolha que políticos e alguns economistas confundiram com vitalidade económica e sinal de prosperidade! Mas, infelizmente, essa bolha foi a base do descalabro e da vergonha em que nos encontramos hoje. A experiência e a investigação sobre as bolhas na economia ensinam-nos que não há recuperação da situação anterior ao estouro das bolhas. Logo... preparemo-nos para uma dieta de ajustamento profundo com o estouro da bolha económica nacional! Podemos ter uma percepção do significado dessa bolha através de um gráfico que apresentei em Plenário da Assembleia da República, a 15 de Abril de 2009. O gráfico que nesta página se reproduz compara os valores do PIB e do endividamento conjunto do Estado, das famílias e das empresas, entre 1997 e 2007. É fácil constatar que, enquanto o PIB cresceu 1,7 vezes, o endividamento cresceu 3,2 vezes no mesmo período! Se o PIB tivesse crescido na mesma proporção que o endividamento, então o PIB per capita teria ultrapassado, em 2007, o do Japão ou da Alemanha! Depois de 2007, estes dados económicos pioraram, o que mostra que a política global seguida pelo país não alterou este rumo, nem travou a vertigem em direcção à insolvência. Onde foram aplicados tantos recursos? Alguns leitores irão lembrar-se de empresas, escolas, hospitais, complexos desportivos, centros de congressos, bibliotecas, auto-estradas, reabilitação urbana, abastecimentos de água, sistemas de tratamento de esgotos, etc. As cidades ganharam, de facto, uma fachada de modernidade e melhoraram alguns serviços públicos. Mas houve muitas outras aplicações destes recursos: especulação com a habitação e terrenos, bonitos relvados, centros comerciais, mais de dois milhões de automóveis novos, viagens de férias ao estrangeiro, bens de consumo duradouro, espectáculos, maiores salários, subsídios vários e muitas outras despesas correntes no Estado. Não esquecer que muitos impostos arrecadados pelo Estado como receita corrente tiveram, na sua origem, empréstimos pedidos pelas famílias para aquisição de casa própria e automóveis. Assim, uma parte importante da dívida do Estado foi para pagar despesas... correntes! Só para pagar o défice externo (7 a 8 por cento do PIB pelo menos!) de cada um dos anos deste período, o país teria que aumentar a criação de riqueza em pelo menos 1 por cento por ano. Como não houve quase nenhum crescimento do PIB ao longo da década, e os défices externos se tornaram crónicos, dá para perceber que a cada ano ia diminuindo a nossa capacidade de honrar as dívidas. Os mercados e a Europa viram perfeitamente este quadro de insolvência no horizonte! Por isso, a actual discussão sobre quem tem culpa na vinda do BCE e do FMI constitui um insulto à inteligência dos portugueses. A inevitabilidade do pedido de ajuda não se discutia, e eu sei, de fonte segura, que antes do fim de 2010 já se preparava o trabalho para esse efeito, mesmo que as instâncias europeias o neguem. Se o pedido de assistência financeira evita momentaneamente o desastre, ele ainda fica a pairar. Porquê?! Porque a assistência financeira apenas assegura durante os próximos 2-3 anos que Portugal honrará os seus compromissos de reembolso da dívida pública, nas datas dos vencimentos, e sem recurso ao mercado a juros insuportáveis. Mas, sem uma estratégia para reorientar o modelo de crescimento, o país estará ainda perante o espectro da bancarrota, em que os credores irão sofrer inevitavelmente uma perda dos seus créditos, de que resultará um período negro de anos de dificuldade de acesso a novos financiamentos, ficando o país limitado às esmolas dos fundos comunitários! Uma saída para a crise nacional existe, e só a classe política actual será o obstáculo maior, com José Sócrates, para já, como principal problema.

Joaquim Ventura Leite, Economista, ex-deputado, militante do PS [Público]



Publicado por Izanagi às 10:15 de 21.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

OS “CABECILHAS” DO CENTRÃO NAS LEGISLATIVAS

A necessidade de mesclarem a imagem, entre a novidade e o encaixe de figuras do aparelho partidário, leva a uma mudança de pedras no xadrez da política que “obriga” a uma variação entre o pára-quedismo e a marcenaria.

Como alguns alcoviteiros vinham agoirando (não era preciso ser-se bruxo) o PSD já começou a perder terreno o qua não admira, tantas são as calinadas.

Algumas dessas figuras são uns verdadeiros pára-quedistas, como seja o caso de Paulo Campos, no PS, que sendo de Oliveira do Hospital salta de Coimbra, de cuja federação faz parte, para concorrer na Guarda. Até que não é um salto muito desconforme.

O mesmo, com maior ou menor evidencia, sucede com todos os outros partidos, cujas listas são pintadas com as cores do cinzentismo de muitas, pardas, figuras, numa mistura mal disfarçada, entre a promíscua irresponsabilidade dos interesses pessoais e os lobbys acomodados à “porca de muitas tetas” que Bordalo Pinheiro bem caracterizou.



Publicado por DC às 09:37 de 21.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

O álibi

Ao ver as reportagens do Congresso do PS, a pergunta que mais frequentemente me ocorreu foi como é que os Portugueses, na angustiante situação que vivemos, olhariam para aquele espectáculo.

Um espectáculo que exibia uma incómoda exuberância de meios ao mesmo tempo que revelava uma montagem atenta ao mais ínfimo pormenor (com música, abraços e lágrimas). Mas de onde, na verdade, não brotava uma só ideia, uma só preocupação com o País, uma só proposta para o futuro...

Onde, pelo contrário, era bem visível a obsessão com o poder e a preocupação em bajular o líder no seu bunker, seguindo um guião e repetindo "ad nauseam" um só argumento, com uma disciplina de fazer inveja ao PCP!...

Ter-se-á atingido aqui o lúgubre apogeu do "socialismo moderno", esse híbrido socrático que ficará na história por ter esvaziado o Partido Socialista de quase todos os seus valores patrimoniais e diferenciadores, reduzidos agora a um mero videoclip.

Como na história ficará também a indigência intelectual e o perfil ético de tantos "senadores" do PS que subiram ao palco para - com completo conhecimento de causa sobre o gravíssimo estado do País - acenar cinicamente aos militantes e aos Portugueses, por puro e interessado calculismo político.

O Congresso assumiu a estratégia de Sócrates que é, há muito, clara: ignorar os factos e sacudir as responsabilidades. Inventando uma boa história, que seja simples, que hipnotize as pessoas e, sobretudo que as dispense de olhar para os últimos seis anos de governação, para os números do desemprego, do défice, da dívida ou da recessão. Ou de pensar nas incontornáveis consequências de tudo isto no nosso futuro. Eis o marketing político no seu estado mais puro, e mais perverso.

A força da história avalia-se pelo modo como deforma os factos e maquilha a realidade. Em Matosinhos, ela foi muito eficaz para esconder aquilo que na verdade mais perturba os socialistas: esta é a terceira vez que o FMI é chamado a intervir em Portugal, e, sendo verdade que veio sempre a pedido de governos liderados pelo PS, esta é a primeira vez em que vem devido a erros de governação do próprio PS.

Isto nunca tinha, de facto, acontecido: em 1977/78 o FMI veio por causa dos "excessos" revolucionários, e em 1983/84 para corrigir os deslizes do governo de direita, da Aliança Democrática. Em ambas as situações o PS apareceu, com a coragem de Mário Soares, a corrigir os erros de governações anteriores e a defender o interesse nacional. Desta vez é diferente: o FMI é chamado a Portugal justamente devido à acção de um governo do PS, dirigido pelo seu secretário-geral.

Não consigo conformar-me com este modo de "fazer política". Sofro, como milhares de socialistas, e certamente muitos mais portugueses, com este tipo de comportamento que joga no "vale tudo" para permanecer no poder. Ao arrepio de todos os valores, ignorando as mais elementares regras da ética, transformando a política num mero exercício de propaganda que se avalia por um único resultado: continuar no poder.

O Partido Socialista ficou reduzido ao álibi de Sócrates. Um secretário-geral que deu sem dúvida provas como candidato eficaz, mas que também já as deu como governante medíocre, conduzindo o País à bancarrota e à mais grave crise que o País já conheceu desde o 25 de Abril de 1974.

Foi com estes dados que o PS saiu do Congresso, à espera de um milagre eleitoral no próximo dia 5 de Junho. Mário Soares falava prudentemente, aqui no DN de anteontem, no risco de um duche gelado que entretanto o PS corre. Mas mesmo que tal não aconteça, não haja ilusões: ganhe ou perca, no dia seguinte às eleições este PS do álibi vai estar como estava na véspera - com uma mão-cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Talvez, finalmente, a olhar para o abismo onde nos conduziu. E quanto a Portugal, o que será de nós?

Manuel Maria Carrilho [Diário de Notícias]



Publicado por Izanagi às 09:24 de 21.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

E se o próximo for um Juiz?

Leio que em Braga "um estudante de 20 anos foi detido por ter agredido a pontapé na rua um homem de 60 anos que nem conhecia e sem haver motivo. O idoso veio a falecer no hospital". O Juiz que tratou deste caso decidiu manter o jovem em liberdade até julgamento "por não constituir perigo para a sociedade".

Que estranhas razões. O jovem não é um perigo?! Penso que uma decisão destas não é de uma pessoa em perfeito equilíbrio mental.

Apetece dizer. Foi pena que o ponteado sem haver motivos, sem ser conhecido, não tenha sido o juiz que decidiu pôr "este menino tão bem comportado" em liberdade.

João Abel de Freitas [PuxaPalavra]


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Publicado por JL às 00:03 de 21.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

O Semeador de estrelas

Também, nós por cá, precisamos ver além do que parece e necessitamos de semeadores de estrelas mas que tenham os pés bem assentes no chão.

Não temos tido e nada nos diz que venhamos a ter, pelo menos, nos tempos mais próximos.

O Semeador de Estrelas é uma estátua localizada em Kaunas, Lituânia.

Durante o dia passa desapercebida...

mas quando chega a noite, a estátua justifica o seu nome...


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Publicado por DC às 00:01 de 21.04.11 | link do post | comentar |

Ovo de Páscoa

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Publicado por JL às 15:46 de 20.04.11 | link do post | comentar |

agora já se comprende porque é tão pequeno

"Tenho o Governo na minha cabeça", diz Passos Coelho.

O Presidente do PSD diz que já tem na cabeça a composição do Governo que pretende formar se ganhar as eleições legislativas de 5 de Junho.

Durante uma visita ao porto de pesca de Sesimbra, questionado sobre se já sabe a quem vai entregar a pasta das Pescas, Passos Coelho respondeu: "Eu tenho o Governo na minha cabeça, sim".

O presidente do PSD não quis, contudo, adiantar nomes: "Não ficaria bem, nem faz sentido. Quando for o tempo próprio, conhecerão o Governo".

Mais tarde, antes de iniciar uma visita à Santa Casa da Misericórdia do Montijo, Passos Coelho apelidou de "ficção" a ideia de que o seu partido defende a extinção do Ministério da Agricultura: "Foi uma coisa que o PSD nunca defendeu".

E será que nunca pensou?



Publicado por Zé Pessoa às 14:49 de 20.04.11 | link do post | comentar |

UM VIOLINO NO TELHADO

Qual crise qual carapuça, tradição é tradição!

Páscoa, pontes e produtividade.



Publicado por DC às 13:39 de 20.04.11 | link do post | comentar |

Dizer a verdade aos portugueses
O que, hoje, os povos civilizados querem é saber os factos, mais do que o juízo de valor que sobre eles faz recair o fanatismo generalizado.

Os partidos, sobretudo os que se situam na oposição, alegam e criticam aos poderes instituídos, sobretudo ao Governo, a falta de verdade. O Governo esconderá a verdade, manipulará a realidade, falseará os dados económicos e financeiros do país, e por aí fora.

Primeira pergunta: e a oposição, apenas diz a verdade? Tem o dom da transparência, do realismo político, da infalibilidade quanto ao estado do Estado?

Segunda questão: mas o que é a verdade?

A minha compreensão, colhida, algures, num texto de Levinas, é que a verdade é a soma de todas as verdades. E nisso creio, sem ignorar que a mentira, por enfermidade psicológica ou conveniência política, alaga, porém, todo o espaço público desde há tempos imemoriais.

Parece-me ser de inteligência curta isso de gastar o tempo, hoje, à procura de culpados políticos para a situação actual, tanto quanto a permanente atribuição, recíproca, de responsabilidades quanto ao actual estado das coisas. É, afinal, a polémica do “quem lava mais branco” que, como não ignoramos, não leva a lado nenhum nem resolve o que quer que seja. Vende jornais e engana tontos, quando muito.

Fosse a magna questão portuguesa apenas a de se saber a verdade, a de identificar quem está a mentir ao povo! Não é, obviamente. E já me arrepia e revolta o arrastamento deste discurso espalhando-se, como azeite, na narrativa dos que pretendem ter o exclusivo da explicação do passado, do diagnóstico do presente e das chaves do futuro. Frases como “(…) era justo que os portugueses, por uma vez, soubessem com [sic] a verdade toda a real situação do país” (Expresso, 9 Abril 2011, Henrique Monteiro) são ridiculamente bacocas mesmo num país subdesenvolvido. E graves, escritas onde estão.

Defende-se, então, o culto da mentira?

Decerto que não.

O que, hoje, os povos civilizados querem é saber os factos, mais do que o juízo de valor que sobre eles faz recair o fanatismo generalizado. Os factos que lhes dizem respeito e o contexto em que os mesmos se inserem, bem como as consequências que deles poderão advir no futuro.

Na crueldade dos dias que passam poucos homens políticos – mesmo muito poucos – poderão atirar a primeira pedra. Contudo, andam pedras sem conta pelo ar vindas de todos os quadrantes e não se vê quem, com autoridade ética, possa pôr cobro a este destempero.

Não me reporto, no transe, à inopinada cambalhota política do Dr. Fernando Nobre, que apenas me parece revelar uma desmedida ânsia de protagonismo vinda de alguém que se pretendeu insinuar no espaço público como uma referência cívica categoricamente apartidária.

Afinal só os burros é que não mudam de ideias…

Também quero ignorar, aqui, a manipulada informação que os protagonistas trouxeram a público – Sócrates e Passos Coelho – a respeito do modo e local das suas conversas a respeito do chamado PEC 4.

Afinal são como mentiras de garotos sem consciência do que fazem…
O que me inquieta, porém, é que a noite cai e ninguém sabe o que será o dia de amanhã, se amanhã houver. O fanatismo partidário, ao serviço do qual está a mais incompetente classe política de que tenho memória, aponta para o pior dos cenários para Portugal. Se o dia-a-dia é o que se tem visto, e é a isso que se chama democracia, confesso que já estou na valeta do sistema e humilhado por ver o meu país vendido “democraticamente” a poderes sem rosto, a egoísmos esconsos, a caprichos e interesses inqualificáveis.
Será que ainda encontraremos forças para nos libertarmos – no nosso interior e face à adversidade externa – dos grilhões que já pesam demais sobre nós? A resposta, politicamente correcta, é a de que sim, havemos de conseguir. Mas a realidade parece desmentir tal resposta.
Vamos penar, e muito, os nossos pecados sem podermos, agora, bater mais a penitência no peito dos outros.
Amargo futuro, desditosa pátria!

[António Vilar]


Publicado por [FV] às 10:45 de 20.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Uma saída para muitas Entradas

Isto mais parece a tourada à Fernando Tordo

Ora veja, leia e pense

 

Estrofe da troika

Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.
Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
esperas.

 

Desfile das reuniões
Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.

Estrofes do povo

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.


E diz o inteligente
que acabaram as canções.

 

Lá la lá lará, lá la lá Lará rárá



Publicado por DC às 10:38 de 20.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Ainda o XVII Congresso do PS e a comunicação social

Decorreu na passada semana o XVII Congresso do Partido Socialista, o qual, conforme resulta da comunicação social, foi não um Congresso, mas sim um comício de José Sócrates.

Da comunicação social “livre” passou a ideia que o unanimismo à volta de Sócrates foi total. Felizmente, ainda que poucas, houve vozes corajosas que disseram aquilo que pensam sobre o que foi a governação do primeiro-ministro demissionário.



Publicado por Izanagi às 10:17 de 20.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

ESVAZIAR LISBOA

Lisboa é uma cidade tão bonita para os estrangeiros que cá vêm passar um fim-de-semana, como pouco confortável e desagradável para quem cá vive.

Cada vez que um empreiteiro abre um buraco numa rua de Lisboa a reparação provoca um solavanco. Não há tampas de esgoto niveladas com o resto do pavimento e cada nova vala resulta num buraco ou numa lomba -cada remendo é uma armadilha. Quem por estes dias descer a Marquês da Fronteira, frente ao El Corte Inglês, depara-se com buracos onde estavam postes de obras, com bocados de cimento no pavimento, com uma anarquia que se prolonga pela Duque de Ávila. Nesta última artéria o caos está instalado quase há uma década, graças à arrogância do Metropolitano de Lisboa e ao deixa andar da Câmara Municipal - o fim das obras já vai atrasado mais de três anos sobre o prazo original e o desrespeito das autoridades que governam a cidade pelos seus habitantes é total. A Câmara Municipal de Lisboa, sobretudo com António Costa, encara os munícipes apenas como fonte de rendimento -taxas, taxas, multas da EMEL; mas não encara os munícipes como pessoas que têm direitos.

O troço de rua entre o Jardim de S. Pedro de Alcântara e o Cais do Sodré quase tem mais obstáculos e buracos que uma pista de motocross. A situação repete-se nas zonas mais antigas de Lisboa onde a deterioração do pavimento e as armadilhas são totais. Os peões também têm razão de queixa -passeios ondulados, sujos, que não são lavados e se tornam uma armadilha escorregadia, buracos na calçada pensados para fazer tropeçar quem vai a pé. Lisboa é uma cidade tão bonita para os estrangeiros que cá vêm passar um fim-de-semana, como pouco confortável e desagradável para quem cá vive. O resultado disto está à vista: a cidade perde cada vez mais habitantes, a sua população está envelhecida. Quem opta por viver em Lisboa pode contar com uma perseguição bem organizada por parte da Câmara Municipal, mas escusa de pensar que os impostos que paga lhe podem valer de alguma coisa. As autoridades da cidade preferiam que Lisboa não tivesse habitantes - assim teriam menos incómodo e ouviriam menos queixas. Pelos vistos trabalham com esse objectivo.

Manuel Falcão [Metro]



Publicado por Izanagi às 09:33 de 20.04.11 | link do post | comentar |

CARRIS, EP

Recebi este email sem qualquer indicação de reserva de divulgação. E porque o conteúdo da carta é de interesse público aqui fica a transcrição:

 

Exmos. Senhores 

José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina Rocha,

Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860*** da República Portuguesa. Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:

Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de 776,6 milhões de euros, epresenta um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?

Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?

A dívida do país está acima dos 150 mil milhões de euros, o que significa que eu estou endividada em 15 mil euros. Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a minha parte da dívida colectiva. E com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro, os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que realmente devem pagar: o bem-estar colectivo.

A sua cara está publicada no site da empresa. Todos os portugueses sabem, portanto, quem é. Hoje, quando parar num semáforo vermelho, conseguirá enfentar o olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos, jovens e crianças?

Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente, e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusivé em empresas estatais como a “sua”) sem sequer terem direito a Baixa se ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes. Alguma vez pensou nisso? Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepôr às mais elementares necessidades de outros seres humanos?

Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa e com esperança que consiga reactivar alguns genes da espécie humana que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.

Marisa Moura

 

Notícia que originou este meu mail  em:

http://economia.publico.pt/Noticia/carris-administracao-recebeu-viaturas-topo-de-gama-em-ano-de-buraco-financeiro-de-7766-milhoes_1487820



Publicado por Izanagi às 01:14 de 20.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Alôôô? Posso elogiar?

Uma senhora telefona para a redacção da TSF pouco depois das 21H00 de segunda-feira. Eis o diálogo:

- Boa noite, olhe, recebi uma mensagem do PSD para me inscrever no Fórum da TSF. Queria inscrever-me...

- Bem, enganou-se. As inscrições não são feitas agora. Só amanhã...

- Ah...desculpe. Disseram-me que era às nove. Pensei que fosse da noite.

Nota: O Fórum da TSF, de terça-feira, teve como convidado Pedro Passos Coelho.

Emídio Fernando [Correio Preto]



Publicado por JL às 00:07 de 20.04.11 | link do post | comentar |

Este bacano é alternativa a Sócrates!?

Na política não é político quem quer, mas quem tem as competências criticas requeridas e quem, não sabendo, humildemente vai aprendendo.

Os romanos antigos tinham para a vida pública um exigente "cursus honorum", percorrido por um modesto edil ou, por força de razão, por um general de exércitos de campanha.

Em Portugal assim não é.

Os políticos, candidatos a cargos públicos, são como os melões, só depois de abertos é que se percebe a qualidade...

O jovem líder do PSD, à medida que se deixa ver e abrir, percebe-se, claramente, a péssima qualidade do fruto.

Ele é disparate atrás de asneira.

Foi o suicídio, em directo, na entrevista a Judite de Sousa na TVI, quando confessa a reunião (parece que durou 4 horas...) a sós que teve com José Sócrates para discutir o PEC4, como ficou conhecido, antes daquele se dirigir a Bruxelas para participar no Conselho extraordinário de Março.

Depois, foi o SMS que mandou enviar a todos os deputados sociais-democratas para não se pronunciarem sobre o que estava a decorrer em Bruxelas quanto ao PEC...que depois recebeu uma adenda: "para não prejudicar as negociações que o governo estava a levar a cabo...".

Agora, a flor em cima da "bosta".

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, convidou os partidos, a semana que passou, para com eles conversar sobre a ajuda externa. Começou pelo PSD.

A delegação deste integrava Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas e Eduardo Catroga.

Iniciada a reunião o juvenil líder do PSD entregou as tais 27 perguntas ao governo e sugeriu que se ia embora, ameaçando levantar-se...só a intervenção de Eduardo Catroga, que o incitou a conversar com Sócrates e permitiu que o encontro durasse, ao que parece...vinte minutos.

Este bacano é alternativa a Sócrates!?

O eleitorado assim o ajuizará...no próximo dia 5 de Junho.

Weber [Mainstreet]



Publicado por JL às 00:05 de 20.04.11 | link do post | comentar |

UM COMPROMISSO NACIONAL DE MERCEARIAS

António Barreto e Lobo Xavier

Os representantes das duas maiores mercearias portuguesas:

 Pingo Doce e Continente 

disfarçados de promotores de "Um compromisso nacional”.

Após um encontro de perto de hora e meia com o Presidente da República, António Barreto e António Lobo Xavier, dois dos promotores do manifesto “Um compromisso nacional”, já subscrito por mais de uma centena de personalidades, adiantaram aos jornalistas que a reunião teve como objectivo apresentar ao chefe de Estado “algumas das propostas, das sugestões ou das eventuais recomendações dos signatários”.



Publicado por JL às 00:03 de 20.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Bloco e PCP ausentes e algumas perguntas que merecem resposta

Os representantes do BCE, da Comissão Europeia e do FMI convidaram todos os partidos para reuniões. Tratava-se de uma oportunidade para fazer chegar a quem vai intervir neste País durante os próximos anos a voz, as propostas, o aplauso ou a indignação dos portugueses. De todos os portugueses. De aceitar ou recusar esta forma de intervir nas economias. De aceitar o veneno que nos vai ser oferecido ou de apresentar alternativas. De mostrar a quem votou nos vários partidos que não se desistiu completamente da soberania e que os eleitos ainda os representam. De dizer aos cangalheiros do País quais serão as consequências sociais e políticas - as económicas eles conhecem de ginjeira - do pacote que se preparam para apresentar.

Um quinto dos eleitores não se fez ouvir. Bloco de Esquerda e PCP decidiram não comparecer.

Porque não se encontram com o inimigo? Desde quando só se fala com aliados? Dizem que cabe ao governo negociar. Verdade. Mas não cabe à oposição de esquerda aproveitar esta oportunidade para dizer de sua justiça? Prefere ficar calada? Vai deixar que os partidos do bloco central repitam que são os únicos a querer lidar com a realidade? As pessoas estão assustadas e desesperadas. Todos os sinais de esperança, que só a apresentação de alternativas pode dar, são poucos. E qualquer sinal de irresponsabilidade será mal recebido.

Ir a este encontro com o BCE, Comissão Europeia e FMI não mudaria nada? Não os convenceriam de nada? E os nossos protestos convencem? E não temos a obrigação de protestar na mesma? Não perceberão que ao aceitarem que são impotentes dizem aos portugueses que são inúteis? É essa a ideia que querem passar?

Os portugueses que votaram nestes partidos não gostariam que eles se batessem, em todos os momentos e lugares, junto de todas as instituições, incluindo os organismos que vão comandar esta intervenção, pelas suas soluções? Que se batessem por juros mais baixos; que dissessem que é inaceitável que em troca do empréstimo o FMI se substitua aos poderes eleitos; que defendessem junto dos representantes europeus na "troyka" um socorro de curto prazo seguido de uma renegociação das condições de pagamento da divida; que mostrassem que uma intervenção cega terá efeitos políticos e sociais que se podem voltar contra a estabilidade do euro.

Sabemos que BE e PCP são contra este empréstimo nos moldes e nas condições que foram impostos à Irlanda e à Grécia. Eu também sou e não me canso de o dizer. E lutam calados? Para não se sujarem ao se sentarem na mesma mesa que os representantes do FMI e da União? Nos princípios não se cede. Mas ir a uma reunião não fere qualquer princípio. E nunca se fecha a porta à possibilidade de dizer o que se pensa e a tentar minorar os efeitos de uma derrota. Também é isto a política.

O PCP fala para o seu eleitorado fiel. Mas não é assim com os eleitores do Bloco. A ideia é empurrá-los para os braços do PS? É facilitar a vida a Sócrates?

Daniel Oliveira [Expresso Online]


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Publicado por JL às 00:01 de 20.04.11 | link do post | comentar |

Melhor do que um canivete suíço...

Para todos aqueles que gostam da vida ao ar livre.

E também para todos aqueles que vivem em Portugal e que já estão a sentir a crise.

A solução passa por esta nova ideia vinda da Suiça...


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Publicado por JL às 20:36 de 19.04.11 | link do post | comentar |

É a crise, é a crise, meus senhores!

Segundo divulgaram, nos últimos tempos, diversos órgãos de comunicação social, algumas empresas públicas cortarão, nos tempos mais próximos, mais de mil empregos.

A alguns destes “sacrificados” não lhes acontece mais nada que não seja o regressarem às suas empresas de origem e com vantagens de manterem algumas mordomias, entretanto, adquiridas.

Contudo, as circunstancias em que alguns foram forçados a pedir a demissão do cargo, para não serem, compulsivamente, afastados, são bastante ilustrativas da crise que as empresas e o país estão/estamos atravessando.

Conforme divulgado pelo DE, CP, Carris e STCP já anunciaram despedimentos.

Números redondos, a exigência do Governo para que as empresas públicas cortem 15% dos seus custos operacionais já em 2011 poderá custar no sector dos transportes 1.085 postos de trabalho. As contas somam os despedimentos previstos na CP, Carris e STCP, enquanto na Metro do Porto e no Metro de Lisboa não está previsto, pelo menos para já, o corte de postos de trabalho.

O plano de corte de custos na STCP prevê, caso seja autorizado, a cessação de contratos de trabalho com cerca de 100 a 120 trabalhadores.

Já na CP o objectivo é, de acordo com o plano entregue à tutela do Ministério das Obras Públicas, o despedimento de 815 trabalhadores. O "Plano de Actividades e Orçamento 2011" especifica que, do total de rescisões previstas, 239 serão na própria CP e as restantes nas participadas da empresa, como a EMEF (468 rescisões), CP Carga (60), Fernave (32), Fergráfica (13, incluindo o administrador delegado que apresentou a sua demissãoe e Ecosaúde (três rescisões).



Publicado por DC às 00:07 de 19.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Aprender a encarar a realidade

Quando Fernando Nobre diz que nem conhece ainda o programa político de Passos Coelho e já é candidato numero um por Lisboa e putativo Presidente da AR, é grave. Ou melhor, é revelador da figura e do seu carácter.

Agora, quando o mesmo Fernando Nobre vem à RTP explicar-se, e consegue piorar o quadro - quem votar nele, passa um cheque em branco, dado que o senhor só decide o que vai fazer com a sua eleição depois de mesma ocorrer… -, ele dá-nos um banho de verdade e transparência.

Daqui para a frente, só loucos ou inconscientes votam, em Lisboa, no PSD. Porque depois da vitória, Nobre decide se fica, se parte, se fica independente a votar contra o próprio PSD, se fica a fazer sudoku na Assembleia, se vai brincar no Facebook, enfim…

[Pedro Rolo Duarte]


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Publicado por JL às 00:05 de 19.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

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