Explicar o BCE na esplanada do café

Assim até os tolos entendemos, é isso que têm e pretendem continuar a fazer de nós cidadão, também com culpas próprias, pelo menos por omissão e acomodamento.

 

A Primavera esmerou-se. Um sol agradável acariciava-nos na esplanada do café à beira da minha porta. A chegada do Senhor Antunes, o mais popular dos meus vizinhos, deu ensejo a uma lição sobre Europas e finanças a nós todos que disto pouco ou nada percebemos.

- Oh Sô Antunes explique lá isso do Banco Central Europeu, aqui à rapaziada do Café.

- Então vá, vá lá, Só por esta vez. O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

- E donde veio o dinheiro do BCE?

- O capital social, o dinheiro do BCE, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.

- E é muito, esse dinheiro?

- O capital social era 5,8 mil milhões de euros mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

- Então se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a Portugal, não? Como qualquer banco pode emprestar dinheiro a um ou outro dos seus accionistas.

- Não, não pode.

- ??

- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

- Então a quem pode o BCE emprestar dinheiro?

- A outros bancos, já se vê, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

- Ah percebo, então Portugal, ou a Alemanha, quando precisa de dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua vez vão ao BCE e tal.

- Pois.

- Mas para quê complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia ou a Alemanha irem directamente ao BCE?

- Não. Sim. Quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

- ??!!..

- Sim os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos XPTO, a 1% e esse conjunto de bancos XPTO emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

- Mas isso assim é um "negócio da China"! Só para irem a Bruxelas buscar o dinheiro!

- Neste exemplo ganharam uns 3 ou 4 mil milhões de euros. E não têm de se deslocar a Bruxelas, nem precisam de levantar o cu o rabo da cadeira. E qual Bruxelas qual carapuça. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt, onde é que havia de ser?

- Mas então isso é um verdadeiro roubo... com esse dinheiro escusava-se até de cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou de nos tirarem o 13º mês, que já dizem que vão tirar...

- Mas, oh seu Zé, você tem de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

- Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?

- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

- Deixa ver se percebo. Então os Governos dão o nosso dinheiro ao BCE para eles emprestarem aos bancos a 1% para depois estes emprestarem a 5 e a 7% aos Governos donos do BCE?

- Não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.

- Nós somos os donos do dinheiro e nós não podemos pedir ao nosso banco...

- Nós, nós, qual nós? O país, Portugal ou a Alemanha, é composto por gentinha vulgar e por pessoas importantes que dão emprego e tal. Você quer comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou com um calaceiro que anda para aí desempregado com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.

- Mas e os nossos Governos aceitam uma coisa dessas?

- Os nossos Governos, os nossos Governos... mas o que é que os governos podem fazer? Por um lado são na maior parte amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos. Em resumo, não podem fazer nada, senão quem é que os apoiava?

- Mas oh que porra de gaita então eles não estão lá eleitos por nós?

- Em certo sentido sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é que manda. Não viu isto da maior crise mundial de há um século para cá?
Essa coisa a que chamam sistema financeiro que transformou o mundo da finança num casino mundial como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam e que ia levando os EUA e a Europa à beira da ruína? É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gentinha que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos a ver navios. Os governos então, nos EUA e cá na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram que repor o dinheiro.

- E onde o foram buscar?

- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. Donde é que havia de vir o dinheiro do Estado.

- Mas meteram os responsáveis na cadeia.

- Na cadeia? Que disparate. Então se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rathing que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram passados à reforma. O Sr. McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

- Oh Sor Antunes, então como é? Comemos e calamos?

- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar
 

(autor desconhecido)



Publicado por DC às 15:04 de 31.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Há escolha. Vota.

 

 

 

 

 

 


... ESCOLHE.    não deixes que decidam por ti.    dia 5 de Junho vai votar.  
 Arma de destruição maciça  (r.c.f., oblogouavida, 11.5.2011)
 


Publicado por Xa2 às 13:07 de 31.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

desaparecido da campanha PSD

Há quem afirme que o homem se refugiou no Brasil, esse país irmão e acolhedor...

 

Ministério do Ambiente enviou à PGR denúncia contra empresa ligada a Catroga

25.05.2011
José António Cerejo

A Agência Portuguesa de Ambiente (APA) remeteu à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território e à Procuradoria-Geral da República, no passado dia 2 de Maio, uma denúncia anónima, na qual são apontadas graves ilegalidades à gestão da Sisav - uma empresa que se dedica ao tratamento de resíduos industriais perigosos e que tinha como accionistas a Egeo, presidida por Júlio Castro Caldas, e a Sapec, presidida por Eduardo Catroga.

O documento, que a direcção da APA diz ter recebido a 19 de Abril, sustenta que a Sisav declarou em 2009 uma facturação inferior à realidade em cerca de dois milhões de euros, o que terá levado ao apuramento de um prejuízo de cerca de 800 mil euros. Este alegado "desvio de facturação" terá permitido que a empresa não pagasse o Imposto sobre o Rendimento Colectivo correspondente aos seus resultados efectivos, servindo também para reduzir em cerca de dez mil euros o valor da taxa anual de 0,5 por cento da facturação constituída, por lei, a favor da APA. 

A denúncia - a que a APA, que é a autoridade nacional dos resíduos, atribuiu credibilidade suficiente para enviá-la à Inspecção do Ambiente e ao Ministério Público - aponta também para o recurso à subfacturação como forma de reforçar a ideia de crise no sector dos resíduos perigosos, provocada pela falta de matéria-prima. Com efeito, a diferença entre o volume de negócios previsto no modelo financeiro que serviu de base ao licenciamento da empresa (12,8 milhões de euros em 2009) e o constante das suas contas (9,7 milhões no mesmo ano) foi um dos principais argumentos utilizados no pedido de prorrogação da validade da sua licença, de dez para 15 anos, apresentado à APA em 14 de Março.

A Sisav é uma das duas empresas a quem o Ministério do Ambiente atribuiu em 2006, na sequência de um concurso público, a licença para construir e explorar um dos dois centros integrados de recuperação, valorização e eliminação de resíduos perigosos (CIRVER) em actividade no concelho da Chamusca desde 2008. O capital da empresa estava distribuído até há poucas semanas pelo grupo Egeo (liderado por Manuel Serzedelo, um ex-administrador do Grupo Espírito Santo, e com cerca de 57 por cento das acções) e pela Sapec (presidida por Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, e com uma participação de 34 por cento).

A Sapec vendeu entretanto a sua parte à Egeo, numa operação que foi formalizada a 2 de Maio - precisamente o dia em que a APA fez seguir a denúncia recebida - e que pôs termo às graves divergências que desde o Outono passado opunham os dois accionistas da Sisav.

Guerra de accionistas

De acordo com documentos internos de ambas as sociedades, a que o PÚBLICO teve acesso, a Sapec, que partilhava as responsabilidades da gestão da Sisav com a Egeo, considerava, tal como os autores da denúncia anónima, que havia importantes desvios de facturação nas contas da empresa. Em correspondência trocada entre as partes em Outubro de 2010, a Sapec exige a realização de uma auditoria independente e alega que a subfacturação referente apenas a 2009, com benefício para outras empresas do grupo Egeo, atinge perto de 2,2 milhões de euros. 

Quanto às quantidades de resíduos entradas no CIRVER da Sisav e não facturadas, a administração da Sapec apontava para cerca de 2900 toneladas em 2008 (a exploração foi iniciada em Junho desse ano, depois de um investimento próximo dos 30 milhões de euros), 14.600 toneladas em 2009 e 11.500 em parte de 2010. As quantidades declaradas nos relatórios oficiais da Sisav para 2009 são 105.814 toneladas facturadas.

Na altura em que o litígio entre os dois accionistas atingiu o auge, em Outubro do ano passado, dizia-se nos meios ligados à indústria dos resíduos que a Sapec se estava a preparar para adquirir a participação maioritária da Egeo. O que sucedeu, porém, foi que as partes chegaram a acordo no sentido de não ser feita qualquer auditoria à empresa e de ser a Egeo a comprar as acções da Sapec. 

O negócio foi formalizado no dia 2 deste mês, tendo tido parte activa no mesmo o advogado Júlio Castro Caldas (actualmente membro do Conselho Superior do Ministério Público e antigo ministro da Defesa de António Guterres), que preside à administração da Sisav desde Dezembro, altura em que substituiu Manuel Serzedelo, da Egeo.

 

foi-me enviada poe e-mail



Publicado por Zé Pessoa às 12:58 de 30.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

É a economia de mercado, estúpido

Um país, dois pesos e várias medidas

É preciso é coragem, darmos as mãos, muito sacrifício colectivo e ânimo, muito ânimo.

Que se divida o esforço por todos. Que todos nós sejamos contribuintes para o esforço nacional de recuperação deste pobre país.

Por exemplo:

Li numa revista que a Drª Judite de Sousa levava 32 anos de RTP. Ou seja, ainda que uma funcionária pública especial, era paga pelo estado, por todos nós.

Dizia também a revista que a Drª Judite achou que 32 anos era uma longa vida e que tinha resolvido mudar de ares. Às vezes faz falta. Sempre no mesmo lugar, sempre a contar os parcos tostões, cansa, claro que cansa.

Mas esta mudança de ares tem outros "ares" pelo meio. Tomem nota.

Após a última entrevista da Drª Judite ao 1º ministro Sócrates (logo após a determinação do corte de 10% nos salários mais elevados da função pública), terminada a entrevista, ocorreu o seguinte diálogo em off:

- Drª Judite: Ó sr. 1º ministro! Então agora vão-me cortar 10% do meu salário...?! São 1.500?, já viu...?!

- Sócrates: (espantado) 1.500?...? Então a senhora está a ganhar bem...! Olhe a mim cortaram-me 500...!

- Drª Judite:...!

Dias depois a Drª Judite fez as malas e correu para a TVI, onde não há funcionários públicos, e lhe prometeram aumentar mais o salário, juntando-se à família (Dr. Fernando Seara, que havia deixado a "O Dia Seguinte" onde aboletava 1.250? por sessão...! Não por mês...!), fintando assim os 10% com que a queriam molestar, ao fim de 32 anos de maus ares e salários mixerucas na RTP...

Nesta hora de aperto, corações ao alto...!

Afinal ainda temos bons portugueses e gente que sente o país e está disposta a contribuir com parte dos seus magros salários.

Com portugueses assim, estamos bem.

A crise passará (por cima de alguns de nós, esmagando muitos, é certo...), mas passará...!

Nota: Não se apresse a desmentir Drª Judite... Está gravado...! Se necessário... pomos aqui...!



Publicado por Otsirave às 11:46 de 30.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

É como certos políticos, não reconhecem as evidências

João e Maria estavam internados num hospital psiquiátrico.

Um dia, durante o seu passeio habitual, o João saltou para dentro da piscina e afundou-se de imediato.

Maria saltou rapidamente para a piscina e conseguiu salva-lo.

Quando o director teve conhecimento do acto heróico da Maria, deu imediatamente ordem para que esta fosse dada como curada.

Mandou chama-la e comunicou-lhe:

-Tenho boas e más notícias a comunicar-te: As boas são que vamos dar-te alta, visto teres demonstrado possuir capacidade racional para ultrapassares uma situação de crise, e salvares a vida de um doente. O teu acto mostra que estás recuperada! As más notícias são de que o João, depois de o teres salvo, enforcou-se na casa de banho com o cinto do roupão. Lamentamos imenso, mas está morto.

E a Maria respondeu:

-Ele não se suicidou, eu é que o pendurei a secar!



Publicado por Zurc às 10:48 de 30.05.11 | link do post | comentar |

É tempo de questionar o "inevitável" !

Auditar

Auditoria Cidadã à Dívida Pública - O que é? Luís Bernardo, Mariana Avelãs e Nuno Teles explicam no Portugal Uncut uma das propostas políticas que pode ajudar a superar o Estado predador, derrotando a aliança interna e externa que o suporta.
Tempos 
  O sinistro Olin Rehn afirmou que o tempo da Grécia está a esgotar-se. Na realidade, é o tempo de muitos bancos europeus que pode estar esgotado.
  A democracia é incompatível com a lógica austeritária em vigor. Como diz o economista grego Yanis Varoufakis, co-autor de uma "modesta proposta" para resolver a crise do euro, a propósito de um plano europeu para gerir a pilhagem dos activos gregos a partir do exterior:
"Este é o momento em que a alma democrática da Europa está a ser enterrada. Em Atenas, onde nasceu."
  A única forma de evitar o esgotamento da soberania democrática é declarar esgotado o tempo da economia da chantagem. É chegado o tempo da reestruturação.


Publicado por Xa2 às 08:07 de 30.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

DEFESA DO AMBIENTE E O PAPEL DOS ELEITOS LOCAIS

Ainda não vai muito tempo que um postante, aqui no LUMINARIA, referiu que, passo a citar, ””A ineficácia do executivo premeia-nos com estes mimos. A bicharada sente-se à solta. Conforme já me referiu um amigo “os moradores resolveriam o problema se criassem uma cooperativa e comprassem um rebanho de cabras””

Uma moradora referia-me há pouco mais de uma hora que viu um membro do executivo com pessoal da junta, no local, e o que deixaram é o que se vê. o que faz a natureza contrasta com o que não fazem os eleitos e ditos representantes das populações.

Ainda que se vejam já, alguns arbustos limpos não se compreende que virem as costas, ainda que por um dia ou dois, ao passeio neste estado calamitoso.

E os caixotes do lixo ali tão perto!



Publicado por DC às 21:43 de 27.05.11 | link do post | comentar |

Gente que não sabe o que é a democracia

MARCADORES:

Publicado por [FV] às 10:38 de 27.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

10 LIÇÕES JAPONESAS

1. A calma

Nem um único sinal de pânico. A tristeza foi crescendo, mas a atitude positiva manteve-se.

2. A dignidade

Foram feitas longas filas para a água e mantimentos. Nem uma palavra áspera ou um gesto bruto.

3. A capacidade

Arquitectura incrível e engenharia irrepreensível. Os edifícios oscilaram, mas nenhum caiu.

4. O civismo

As pessoas compravam somente o que precisavam para o presente, para que todos pudessem ter acesso aos bens.

5. A ordem

Não houve saques nas lojas. Não houve buzinões nem ultrapassagens nas estradas. Apenas a compreensão pelo momento pelo que todos passavam.

6. O sacrifício

Cinquenta trabalhadores não foram evacuados das instalações da central Nuclear para assegurarem que a água do mar fosse bombeada para os reactores. Nunca serão reembolsados!

7. A ternura

Os restaurantes reduziram os preços. Uma ATM foi deixada sem segurança. Os fortes cuidaram dos fracos e a entreajuda estava na rua em todos os locais.

8. O treino

Os idosos e as crianças sabiam exactamente o que fazer. E fizeram exactamente o que era pressuposto fazer.

9. A comunicação social

Os jornalistas mostraram dignidade e contenção no modo como reportaram as notícias. O sensacionalismo foi rejeitado. Somente reportagens serenas.

10. A consciência

Quando, numa loja, A energia eléctrica falhou, as pessoas colocaram as coisas que tinham na mão nas prateleiras, e saíram tranquilamente.



Publicado por Zé Pessoa às 08:14 de 27.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Crise Portuguesa, crise da U.E. e crise global

A Crise Portuguesa em 10 minutos  2011-05-24

    Para melhor explicar a crise económica portuguesa, a ATTAC Portugal redigiu o documento:

ATTAC Portugal - A Crise Portuguesa em 10 minutos.pdf (1,9 MB) 


Sucedem-se diariamente as explicações para os problemas das finanças nacionais, dadas pelos economistas do costume. As teorias que levaram Portugal ao abismo económico são reproduzidas diariamente.
 
Por isso surge este documento. Porque a crise económica portuguesa não tem origem num «Estado gastador», não é só da «responsabilidade deste Governo» nem dos cidadãos «que vivem acima das suas possibilidades».

Para compreendermos as verdadeiras causas dos problemas do país temos de recuar no tempo e analisar o conjunto de decisões políticas, tomadas nos últimos anos, justificadas por teorias económicas bastante em voga e enquadradas por premissas ideológicas que têm sido hegemónicas nas últimas décadas.
 
Estamos empenhados no  ATTAC  à  CRISE  !

Solução: o fim da economia de casino e do poder absoluto dos mercados financeiros. 

Pelo que a ATTAC:

·    Recusa (a privatização dos lucros e) a socialização dos prejuízos, como nos casos BPN e BPP

·    Exige a responsabilização dos especuladores (e dos agentes fraudulentos e corruptos)

·    Defende o reforço do sistema bancário público e cooperativo

·    Acabar com as ferramentas de destabilização do sistema económico

·    Promove uma economia social e ambientalmente responsável

 

   Aqui, como em todo o mundo, a ATTAC bate-se por uma globalização solidária, contra a guerra, a exploração e a discriminação. Esta é uma luta de milhões, em que cabe sempre mais um(a).

   Dar força ao comércio justo, desarmar e regular os mercados financeiros, dinamizar uma sociedade democrática e solidária, fechar os paraísos fiscais e dar força a uma taxação global para financiar o bem comum.

   É por isto que a ATTAC - Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda aos Cidadãos se bate.  A  ATTAC está hoje presente em cerca quatro dezenas de países, desde a Europa, à Austrália, África ou América Latina.  É por tudo isto que a ATTAC se move.



Publicado por Xa2 às 00:07 de 27.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Parceiros da finança

Um mundo perfeito

   Há uma aflição. Um país em dificuldades. As causas podem ser diversas. Dívida grande aos bancos ou fundos na maior parte estrangeiros. Não lhe emprestam dinheiro, na emergência ou só a juros que o arruínam. Chama-se o FMI para "ajudar".
   Que faz o FMI? Promete emprestar muito dinheiro, tanto quanto o que aquele país em aflição necessita para pagar aos credores que o apertam: bancos ou fundos, em geral estrangeiros, que lhe emprestaram o dinheiro e cujos interesses o FMI vem acautelar.
   Mas, mas com condições. Que aliás não podem deixar de ser draconianas e exigem muita "coragem". Coragem? Sim coragem porque é preciso obrigar a pagar a factura,   não a quem teve, eventualmente, responsabilidades na aflição, não aos banqueiros nem às grandes empresas accionistas dos bancos, em resumo, não aos muito ricos, parceiros, afinal, do mundo da finança, parceiros do FMI, mas  aos trabalhadores e às classes médias. O que desagradavelmente os leva à ruína, à miséria ou apenas a um sério abaixamento da sua qualidade de vida. E para isso é preciso "coragem".
    E quem tem essa coragem? Os que chamam o FMI. Os que obrigam os governantes, que são quem governa, a chamar o FMI ou o BCE ou a troica, que é a mesma coisa, e que obviamente são poupados aos sacrifícios que "corajosamente" mesmo que com alguma (mesmo que pouca) relutância, têm de impor à generalidade da população".
E resulta?     Claro que resulta.
    Os credores são pagos e os banqueiros internos e os cidadãos muito ricos, seus accionistas ou accionistas das grandes empresas ficam, invariavelmente, tão ou mais ricos.
    E os trabalhadores e as classes médias ?  Digamos o poviléu em geral ?  Bem alguém tem de pagar a fatura. Claro que é muito desagradável o sacrifício, por isso é preciso "coragem", medidas "corajosas" mas que outro remédio?    Nós ! ?


Publicado por Xa2 às 08:17 de 26.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

Impasse europeu/ U.E. e sindical/ C.E.S., enterra trabalhadores e cidadãos.

IMPASSE EUROPEU VERSUS IMPASSE SINDICAL !
      Na passada semana teve lugar em Atenas o Congresso da Confederação Europeia de Sindicatos (CES). Dos documentos emergentes do Congresso não existe novidade de maior!

    As mesmas críticas moles á governação europeia e aos planos de austeridade, a mesma retórica impotente, a mesma incapacidade estratégica de definir em conjunto uma proposta de luta para além dos nacionalismos! A única novidade foi a eleição de uma mulher para secretária geral!
    Não querem ver ou acreditam mesmo que esta União Europeia vai a algum lado da maneira como está a gerir o problema grego? Está à vista o que pode dar a situação na Grécia e talvez depois em Portugal e por aí fora!
    Os sindicatos europeus deveriam ser os primeiros a definirem claramente uma estratégia de solidariedade efectiva com os países alvos da jogadas dos mercados financeiros. Romperem, se necessário com o diálogo social até que seja delineado um plano de grande envergadura para salvar os países (e a U.E.) em dificuldades!
    Não com medidas de austeridade acumuladas que levam ao desastre, mas com medidas de investimento na economia, no emprego produtivo, no saneamento das dívidas a taxas de juro que são agiotagem do capital!
    Para que serve este diálogo social em que se deixam definhar as economias dos países da moeda única, aumentar o desemprego de forma fria e hipócrita, dar uma imagem da Europa de nau sem piloto?
    É sabido que a maioria dos sindicatos europeus habituaram-se a viver acima das suas possibilidades! Os cofres da UE foram em tempos generosos!Cresceram os funcionários sindicais, assinaram-se pactos indevidos! Houve demasiados compromissos!

    E agora? Há que reestruturar! Há que renovar! Há que defender os interesses dos trabalhadores doa a quem doer!
    Caso contrário cava-se a própria sepultura após a crise.... em alguns casos a cova já está a ser aberta há algum tempo!


Publicado por Xa2 às 08:07 de 26.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

UM CANDIDATO MUITO (POUCO) NOBRE

Fernando Nobre terá por certo grandes virtudes que quase toda a gente conhece e terá tambem alguns defeitos, contudo, “quem nunca pecou que atire a primeira pedra.

Se ninguém te condenou quem sou eu para condenar-te?” e quem sou eu para avaliar tais virtudes ou defeitos. E, obviamente, tem todo o direito e legitimidade para se candidatar ainda que tenha jurado pelas alminhas (será que o homem é mesmo crente? Tenho muitas duvidas!) não faze-lo.

Só que, obviamente, com tal cartada, tudo indicia, já deu de mão beijada a vitória a Sócrates, sem que este tenha, sequer, de fazer um grande (nem pequeno) acto de contrição dos disparates cometidos pelo seu governo, muito especialmente o de se ter metido (e arrastado os portugueses) debaixo da sacanagem banqueira que nos andou a meter pelos olhos dentro cartões doirados agora a terem de ser pagos com língua de palmo e meio.

Também o Sr. Presidente Cavaco Silva não esta isento de culpas, talvez por isso agora se “esconda” atrás de um facebook a que nem todas/os as/os portugueses tem acesso.

Mas enfim, tudo isto pouco interessa, enquanto muita gente for acreditando em D. Quixotes deste calibre e natureza!


MARCADORES:

Publicado por Zé Pessoa às 08:27 de 25.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Assim é gasto o nosso dinheiro

"Eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada"


Uma Câmara com mais de 12 000 (doze mil) funcionários, dos quais muitos são juristas, encomenda pareceres jurídicos. Será que o principal gestor da Câmara  (vulgo presidente) também gere assim as suas finanças privadas?

 

Diz o Público de hoje:

 

A Câmara de Lisboa pagou 23.196 euros, em 2009, por um estudo jurídico de cuja existência os serviços do município duvidam, mas que nunca esclareceram se foi feito. O trabalho em causa era um dos quatro previstos num contrato celebrado, por ajuste directo, com uma sociedade de advogados, no valor de 46.392 euros (mais IVA), e que foi anulado por causa de um alegado conflito de interesses, relativo a uma das intervenientes.

Celebrado em Dezembro de 2008, o contrato, subscrito pelo então director municipal de Cultura, Rui Pereira, e pela sociedade Amaral & Lourenço - representada pela advogada Inês Amaral -, previa um estudo sobre o Museu do Design e da Moda (Mude) e três outros trabalhos, referentes à Casa Fernando Pessoa e às fundações que se dedicam à promoção de grandes autores. A proposta de adjudicação foi assinada, em Novembro, pela advogada Adelaide Silva, que, tal como Inês Amaral, assessorava Rui Pereira, ao abrigo de um contrato de avença que terminava a 31 de Dezembro.

Nos termos contratuais, a Amaral & Lourenço - de que Inês Amaral era uma das duas sócias - receberia os primeiros 23.196 euros contra a "entrega do estudo sobre a titularidade dos direitos de autor que recaem sobre o espólio de Fernando Pessoa, propriedade da Câmara de Lisboa".

Sete dias depois do final das avenças de ambas as juristas, a 7 de Janeiro de 2009, a sociedade apresentou a primeira factura, tendo Rui Pereira - que quatro dias depois passaria a director municipal de Recursos Humanos - autorizado o pagamento. Seis meses depois, foi apresentada uma segunda factura, com os restantes 50 por cento, juntamente com um parecer sobre as "soluções jurídicas para o futuro" do Mude, assinado por Adelaide Silva e Inês Amaral.

Confrontada com o facto de a primeira destas advogadas ser a autora da proposta de contratação da sociedade, e com a não entrega dos estudos relativos à "protecção da marca Casa Fernando Pessoa" e às fundações, a então vereadora da Cultura, Rosalia Vargas, que não quis falar ao PÚBLICO, pediu a apreciação jurídica do caso, concluindo pela invalidade da contratação. De acordo com o serviço de Ouvidoria do município, "existe um notório conflito de interesses", que gera a anulação do contrato, no facto de a proposta de adjudicação ter sido assinada, enquanto prestadora de serviços da câmara, pela mesma advogada que subscreveu, em Julho de 2009, o parecer sobre o Mude.

O documento salienta que "não existe qualquer registo associado à entrega" do primeiro parecer, "pelo que é impossível confirmar a sua efectiva entrega e eventual destino". Já quanto aos trabalhos sobre a protecção da marca Casa Fernando Pessoa e sobre as fundações, o texto, que mereceu a aprovação da vereadora da Cultura, insiste em que se desconhece "se [os mesmos] foram realizados e entregues".

Contactado pelo PÚBLICO, Rui Pereira garantiu que o primeiro trabalho lhe foi, de facto, entregue e que o mesmo "ficou nos serviços". Foi, aliás, "fazendo fé" nessa confirmação do ex-director, assinalada sobre a própria factura, que a directora do Departamento Jurídico e a vereadora entenderam "não haver lugar à devolução da quantia já paga".

Rui Pereira - que está em vias de ser substituído como director dos Recursos Humanos ao abrigo da reestruturação dos serviços e era um dos dois únicos directores municipais pertencentes ao PSD - assegurou também que "ignorava, de todo, que a dr.ª Adelaide Silva viria a ser contratada" pela sociedade Amaral & Lourenço para fazer o estudo sobre o Mude.

Na sequência do parecer da Ouvidoria, o contrato com esta sociedade foi anulado pela câmara e o trabalho sobre o Mude devolvido, não sendo paga a segunda factura apresentada

 

 



Publicado por Izanagi às 17:47 de 24.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Obrigar a U.E. a mudar de política
Soares : "Bélgica, Espanha e Itália poderão ser as próximas vítimas",  Económico 24/05/11
Os mercados especulativos continuam a dominar a política dos Estados membros da União.

     Os mercados especulativos continuam a dominar a política dos Estados membros da União.

Mário Soares diz que a União Europeia vai ter de mudar de política, quer os seus líderes queiram quer não.

    O antigo Presidente da Repúbllica escreve hoje no DN que "a União Europeia vai mal (...) a União Europeia não vai poder aguentar, por muito mais tempo, a política neoliberal que tem prosseguido". É que "ao contrário da América do Norte, [a UE] tem persistido em não ver a realidade e em não querer mudar de paradigma ou seja: o modelo económico de desenvolvimento", acrescenta.

    Diz Soares que "os mercados especulativos continuam a dominar a política dos Estados membros da União, por enquanto apenas os considerados mais fracos, e a sobrepor-se a todos os outros valores: às conquistas sociais, às políticas de bem-estar, ao pleno emprego, aos próprios valores éticos..."

    E critica: "Perante a crise que se vai estendendo a toda a União, o que conta, para os líderes europeus, é manter os equilíbrios financeiros: combater os deficits e o endividamento externo. Esquecendo o desenvolvimento económico, os perigos da recessão, o desemprego alarmante e as desigualdades sociais".

    "Não admira, assim, dados os exemplos citados, que comece a alastrar um espírito de mal-estar e mesmo de indignação, contra os líderes comunitários, pelas populações europeias", sublinha o histórico socialista.

         "Mercados especulativos não vão desistir de ganhar dinheiro" (enquanto a UE não os regular...)

Mário Soares explica ainda que "num momento difícil de crise, os portugueses devem perceber que, em grande parte, as nossas dificuldades dependem da evolução da União Europeia, que nos condiciona"

"Portugal, a Grécia e a Irlanda - embora, tenham, entre si, diferenças consideráveis - deviam conversar e definir uma estratégia comum relativamente à União. Somos velhos Estados, com histórias que, de diferentes ângulos, marcaram a Europa, o que nos dá o direito a sermos ouvidos e respeitados", acrescenta.

É que "os mercados especulativos não vão desistir de ganhar dinheiro. Outros Estados vão ser igualmente atacados. A Bélgica, a Espanha, a Itália, talvez mesmo a França, poderão ser as próximas vítimas, o que obrigaria a União a mudar de política, quer os seus líderes queiram quer não", defende o socialista.



Publicado por Xa2 às 13:03 de 24.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Renegociar já.

A palavra proibida desta campanha: renegociação.

por Daniel Oliveira

      A palavra que sempre aparece associada à dívida irlandesa, grega e portuguesa em todos os textos que por esse Mundo se vão escrevendo tornou-se numa palavra proibida no debate político português: renegociação. As contas são simples e não deixam enganar: é virtualmente impossível pagarmos a dívida acumulada e a que, para pagar a que já temos (e recapitalizarmos os bancos), acabámos de contrair. Mesmo cumprindo todo o programa da troika tal não acontecerá. Os nosso credores sabem disso e preparam-se para a renegociação que virá. Apenas querem ganhar tempo. A verdade é esta: daqui a uns anos ou estaremos a pedir mais dinheiro emprestado para pagar os juros - olhem para a Grécia -, ou estaremos a não pagar ou estaremos a renegociar.

      Mas, em Portugal, quem ouse falar do assunto é chamado de radical, irrealista, caloteiro e irresponsável. E, no entanto, são os que se recusam a debater o inevitável que merecem cada um destes adjetivos.

      Radicais, porque acreditam que é da destruição da nossa economia e daquilo a que chamam de "regime" que nascerá a solução para os nossos problemas. Os ultras do liberalismo económico repetem o discurso que antes era mais comum na extrema-esquerda: sobre as ruínas da sociedade antiga nascerá o homem novo e deste tempo nada sobrará a não ser uma memória distante de um "Estado gastador" e dos privilégios dos "direitos adquiridos".

      Irrealistas, porque qualquer economista ou político sério sabe que nem em circunstâncias diferentes, com melhor situação económica, se conseguiria pagar esta dívida, com estes juros e estes prazos. Quanto mais num momento de crise internacional, quando os estímulos públicos ao crescimento nos estão vedados, se advinha uma recessão e se sabe que as receitas fiscais cairão e as despesas sociais, mesmo com todos os cortes, aumentarão. Olhe-se para os números da Grécia, um ano depois da "ajuda" externa, e aprenda-se alguma coisa.

     Caloteiros, porque esses é que pedem emprestado em condições que sabem que nunca poderão cumprir. Na realidade, tal como na economia doméstica ou nas empresas, só quer renegociar a dívida quem a tenciona pagar. Os caloteiros, esses, enganam os credores e enganam-se a si próprios, adiando a confissão das suas dificuldades até ao momento em que o inevitável se impõe.

      Irresponsáveis, porque tencionam empurrar o problema com a barriga. Alimentam uma bola de neve: pedir emprestado para pagar o que se pediu emprestado para pagar o que se pediu emprestado para pagar o que se pediu emprestado. Não percebendo que a única forma de quebrar este ciclo vicioso é garantir crescimento económico. Podem cortar toda a despesa do Estado, que os juros da dívida continuarão a aumentar se não combatermos o nosso verdadeiro problema estrutural: a divida externa, sobretudo privada. E que só há uma forma de a reduzir: crescer e poupar. Não há crescimento com políticas públicas recessivas. Não há poupança com uma austeridade cega e desvairada.

      Não estaremos pior daqui a uns anos porque era inevitável. Estaremos pior porque aceitámos a cartilha ideológica da moda no lugar do debate sério sobre a nossa economia. E esse debate sério inclui a proposta proibida: renegociação da dívida. Quanto mais tarde menos útil ela será. E quando os credores a quiserem fazer já de pouco nos servirá. A nossa economia será uma ruína. Diz-se: renegociar dará mau nome ao País. Imaginem o nome com que ficaremos quando não conseguirmos pagar de todo.



Publicado por Xa2 às 08:07 de 24.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (19) |

A HORA DAS REFORMAS EM PORTUGAL É CHEGADA

Há quem diga que a queda do governo Sócrates terá sido uma “jogada” estratégica do próprio para possibilitar a entrada da Troika internacional na medida em que terá concluído não haver condições, por modo próprio interno, para implementar as reformas de que o país tanto necessita.

Francesc Relea em artigo publicado no El País, a 24 do mês passado, dá bem conta disso quando preconiza que o governo que surgir das próximas eleições terá de confrontar-se com a obrigação imposta, tanto pela necessidade como sobretudo, pelo memorando de entendimento assinado com o FMI, BCE e CE, como contrapartida para a solvência financeira do país, em modificar leis como a do arrendamento, da partidocracia na gestão das empresas públicas, nomeadamente as dos transportes, legislação autárquicas e do financiamento das autarquias, da justiça e processuais.

Como é referido no artigo “os problemas seriam mais maleáveis se Portugal tivesse um sistema de justiça eficiente. O que não é o caso. E a economia ressente-se por duas vias, segundo o coordenador científico do Observatório Permanente da Justiça, Boaventura de Sousa Santos: a corrupção, que desequilibra a competitividade entre empresas, e a demora na tomada de decisões que pode levar a elevados custos monetários.”

O facto de em Agosto haver tribunais com mais de um milhão de acções pendentes para cobrança de dívidas (70% do total dos processos em curso), conforme divulgou o Conselho Superior da Magistratura é revelador da inércia do sistema e da ineficácia da justiça.


MARCADORES: ,

Publicado por Zé Pessoa às 08:50 de 23.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

UE | Organigrama


MARCADORES: ,

Publicado por [FV] às 13:52 de 22.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Os nossos avós eram drogados e não sabiam (IV)

Olhem 100 a 120 anos para trás e...pasmem! Os "remédios" dos nossos avós...

Maltine

Este vinho de coca foi fabricado pela Maltine Manufacturing Company de Nova York.

A dosagem indicada dizia: "Uma taça cheia junto com, ou imediatamente após, as refeições. Crianças em proporção."


MARCADORES:

Publicado por Zurc às 00:01 de 22.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Muito Basílio e pouco Nobre

Há coisas que, como vulgarmente se diz, custam a engolir e que, houvesse memória e uma pitada de vergonha, teriam um efeito devastador, não só na imagem dos próprios mas, acima de tudo, na credibilidade dos agentes políticos em geral.

Dois desses fenómenos angustiantes e infelizmente cada vez mais comuns ocorreram na elaboração das listas de deputados.

Em posição destacada, temos Basílio Horta, actual presidente da AICEP - cargo de nomeação política -, fundador do CDS, ministro e, entre outras funções de relevo, candidato presidencial deste partido, nas eleições de 1991, contra o Dr. Mário Soares, fundador do PS e da democracia portuguesa.

Se bem me lembro, ambos protagonizaram aquele que foi, por responsabilidade exclusiva do primeiro, um dos mais lamentáveis episódios do combate político democrático em Portugal, num debate televisivo tristemente célebre em que Basílio, em desespero de causa e à falta de melhores argumentos e atributos, atacou o seu opositor de forma rude e pouco elevada. Resultado: humilhou-se e foi humilhado nas urnas.

Ora, não fosse alguém pensar que só os burros não mudam, Basilio, fundador da democracia-cristã, integra, como cabeça-de-lista, naturalmente pela quota do secretário-geral - no pressuposto de que não terá sido indicado por qualquer estrutura - as listas do Partido Socialista, laico e republicano. Enfim... mais palavras para quê...

O segundo destes fenómenos é Fernando Nobre. Salientar, antes de mais, que estou convicto de que este candidato a candidato à segunda figura (regimental) do Estado, é um cidadão comprometido e bem intencionado, vítima, não só de uma gestão política desastrosa mas, acima de tudo, de si próprio.

Depois de décadas de meritório e reconhecido trabalho humanitário em prol dos que menos podem e dos que menos têm, Nobre decidiu, legitimamente, prodigalizar

uma reputação sólida e candidatar-se à Presidência da República. Realizou uma campanha populista, demagógica e infantilmente errática, em que as ideias e as propostas fluíram com a lógica duma batata. Mais, cavalgando com afinco a sempre perigosa onda da independência partidária e da alegada superioridade daí resultante, fez juras públicas de não alinhar nas suas tenebrosas máquinas, quaisquer que fossem as circunstâncias, qualquer que fosse o momento. Uma conjugação cósmica de factores deu-lhe uma votação expressiva.

Escassos dois meses após tais juras, emolduradas de nunca e jamais, Nobre encabeça as fileiras do PSD que, com oportunismo, dirão uns, ou alguma ingenuidade, penso eu, o decidiu arregimentar. Que dizer...?

José Gil, em recente entrevista, perguntava onde estão os políticos que pensam menos nas suas carreiras e na sua agenda pessoal e social e mais nos interesses do país e dos seus concidadãos. Ao que se vê, esta é uma pergunta muito pertinente.

 

Público



Publicado por Izanagi às 16:05 de 21.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Para melhor entender a crise...

Há 20 pessoas em Portugal
que têm mil cargos de administração
em empresas diferentes.

O coordenador do BE, Francisco Louçã, denunciou quinta-feira dados dum relatório da CMVM que expõe que "há 20 administradores das maiores empresas portuguesas que têm mil cargos de administração", numa média de 50 empregos por cada um.

No discurso do comício de quinta-feira à noite em Elvas, Francisco Louçã referiu-se a um "relatório" de que "certamente nenhuma televisão ainda falou mas que é importantíssimo porque nos diz alguma coisa sobre o retrato do nosso país".

"Há 20 administradores das maiores empresas portuguesas que têm mil cargos de administração em empresas diferentes. Cada um deles tem, em média, 50 empregos", denunciou.

Segundo o coordenador do BE "um deles tem 62 empregos e os outros não lhe ficam muito longe", acrescentando que "o ordenado mais importante que é pago a uma destas pessoas, é o que está à frente, no topo, é de dois milhões e meio de euros".

"Os outros receberão um pouco menos. São os homens mais poderosos de Portugal", condenou.

Louçã explicou, assim, que quando se pergunta "onde é que está a dívida, que problema é que tem a economia, porque é que nos últimos anos cresceram os problemas, porque é que se fizeram construções desnecessárias, a resposta está aqui: "20 pessoas com mil cargos de administração, cruzando grupos diferentes, cruzando todo o mapa da economia".

"É um pequeno grupo de turbo-administradores que voam de empresa para empresa. Chamam a isto trabalho talvez mas certamente a isto chama-se renda", condenou.

[Lusa/sapo]

 



Publicado por [FV] às 14:17 de 21.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

RTP | José Sócrates x Passos Coelho

 

O presidente do PSD criticou a execução do Orçamento para 2011 dizendo que a redução da despesa está a ser feita pela metade, o que levou o primeiro-ministro e secretário-geral do PS a acusá-lo de maledicência.

"A execução orçamental que foi hoje divulgada e que, pelos vistos, gera a satisfação ao senhor engenheiro Sócrates, gera a maior preocupação para quem pode vir a ser Governo a partir de Junho", porque a despesa primária "está a descer pela metade", disse o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, num debate com o secretário-geral do PS, na RTP.

Segundo Passos Coelho, "os objectivos fixados para este ano de 5,9 por cento para o défice já não são atingíveis se o resultado da execução orçamental que foi hoje divulgada for projectado para o resto do ano", o que significa que "o engenheiro Sócrates não conseguiu deixar arrefecer o que assinou com a União Europeia e já não está a cumprir".

José Sócrates confrontou Passos Coelho com posições que defendeu sobre a economia portuguesa em 2009 e sobre a saúde, enquanto o líder do PSD exigiu que o secretário-geral do PS discutisse as suas responsabilidades enquanto primeiro-ministro.

A primeira metade do debate entre os líderes do PS e do PSD, na RTP, foi caracterizado por uma autêntico braço de ferro em torno de quem comandava os temas a colocar à discussão.

Sócrates começou por apresentar um relatório assinado por Passos Coelho enquanto administrador da Fomentinvest (de 2010, em relação à situação económica de 2009) em que este último assumiu a dimensão internacional da crise financeira portuguesa e, mais à frente, citou diversas posições do presidente do PSD sobre saúde, acusando-o de pretender "destruir" o Serviço Nacional de Saúde.

[visão]



Publicado por [FV] às 08:51 de 21.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Portugueses trabalham mais do que alemães e finlandeses

Semana de trabalho lusa tem mais horas do que alemã ou finlandesa. Mas o que sai das empresas não tem o valor acrescentado de um BMW ou de um Nokia. Reside aqui a falta de competitividade portuguesa.

Na escalada da crise grega, há um ano, o tablóide alemão Bild publicou um editorial em que dava conselhos ao país do mediterrâneo sobre como ultrapassar as dificuldades económicas que estava a viver. À semelhança dos alemães, escreveu o jornal, os gregos deviam levantar-se «razoavelmente cedo» e trabalhar o dia todo. A proposta foi reproduzida em meios de comunicação internacionais e gerou chacota à escala europeia, mas tem um problema. Os gregos, tal como os portugueses, já são dos povos que mais horas trabalham por semana, ultrapassando países nórdicos como a Alemanha ou a Finlândia.

Quem pensa que as dificuldades económicas dos povos periféricos são causadas por passarem demasiado tempo na praia, está enganado. Segundo dados do Eurostat do último trimestre de 2010, baseados em inquéritos, os portugueses trabalham quase 39 horas por semana, acima da média europeia (37,5 horas). São mais três horas do que os alemães e quase mais duas do que os finlandeses. E os gregos ainda mais: a semana laboral tem 42,2 horas, o valor mais alto dos 27 Estados-membros da União Europeia. Portugal ocupa a 11.ª posição, a seguir a países como a Eslovénia ou a Hungria.

Mão-de-obra intensiva

Portugal tem de facto um problema de produtividade, mas está sobretudo relacionado com outra variável da questão: o que se faz com o tempo passado no posto de trabalho. O país está muito especializado em sectores de mão-de-obra intensiva, sem incorporação tecnológica ou geração de valor acrescentado, pelo que o rendimento gerado pela actividade económica é menor. Uma coisa é trabalhar em cafés, restaurantes ou em fábricas de têxteis que concorrem com produtos chineses; outra é fabricar telemóveis Nokia e automóveis BMW, dois dos produtos mais inovadores e vendidos do mundo.

«A questão não é trabalharmos mais, mas sim trabalharmos de forma diferente», resume a economista Aurora Teixeira, que fez vários trabalhos de investigação sobre o papel do capital humano e da investigação e desenvolvimento no crescimento dos países.

Segundo a docente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, a falta de produtividade portuguesa tem sobretudo a ver com a «concentração em sectores de mão-de-obra intensiva», a par da falta de competências dos recursos humanos e da falta de capacidade de gestão e de organização das empresas. «Estar a trabalhar mais horas não significa estar a produzir mais», acrescenta, clarificando que o conceito de produtividade é «produzir o mesmo com menos custos ou produzir mais com custos semelhantes».

E neste campo Portugal não sai bem do retracto. Um dos indicadores de produtividade mais simples da OCDE consiste em dividir o Produto Interno Bruto de cada país, em paridade de poder de compra, pelo total de horas trabalhadas nessa economia.

Em Portugal, 60 minutos laborais resultam num retorno de 21 euros para a economia nacional, em termos de PIB. É praticamente metade da produtividade alemã: 37 euros de PIB por hora de trabalho. Só há três países com pior produtividade do que a portuguesa – Polónia, Hungria e República Checa –, e este desempenho tem depois reflexos a nível salarial.

Um trabalhador português recebe menos de metade do que um alemão, segundo dados sobre vencimentos também da OCDE. Só há salários mais baixos em alguns países de Leste.

Apesar de a produtividade agregada do país estar abaixo da média europeia, Aurora Teixeira destaca a capacidade que alguns sectores tiveram, nas últimas décadas, de melhorar o seu desempenho. A docente recorda o caso do calçado, cuja produtividade subiu, desde meados dos anos 80, com melhorias tecnológicas e na organização das empresas, com uma aposta mais forte no design. «Ajudou a subir a competitividade externa, ao contrário do que aconteceu com o sector têxtil».

Como melhorar

Para Aurora Teixeira, o que aconteceu no calçado devia ser replicado. As melhorias surgiram depois de ser elaborado um plano estratégico para o sector e de ser gerada uma ‘plataforma’ eficaz entre empresas, universidades e institutos públicos. «Teve um impacto assinalável na inovação e capacidade de ajustamento das empresas. O sector emagreceu em quantidade de empresas e emprego, mas aumentou em valor acrescentado».

Outro economista, Vítor Bento, tem-se destacado exactamente por defender que tem havido uma excessiva canalização dos investimentos nacionais para o sector não transaccionável, o que prejudicou a competitividade do país. E para sair da actual situação, considera ser necessária uma maior aposta no sector transaccionável. Num post recente do blogue da Sedes, defendeu que a descida da Taxa Social Única negociada com a troika «é uma boa ideia, sobretudo para quem não dispõe de moeda própria e pretende emular uma desvalorização».

João Paulo Madeira [SOL]



Publicado por DC às 00:07 de 21.05.11 | link do post | comentar |

Que raio de Justiça é esta?

Procuradora com álcool perdoada.
Procurador liberta colega que conduzia alcoolizada.

Francisca Costa Santos, a procuradora libertada, conduzia em contramão com 3,08 g/l de álcool, e foi libertada porque o colega da magistrada considerou ilegal a detenção em flagrante pela Polícia Municipal.

[CM]



Publicado por [FV] às 10:41 de 20.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Movimento «Democracia Real Já»

 « NO somos MERCANCIA en Manos de  POLITICOS  y  BANQUEROS »

 « INDIGNATE »,  « ESTO solo ES el COMIENZO »,  « E isto foi só o começo ...»

 

Movimento espanhol internacional « Democracia Real Já »

 

     Lisboa – O movimento espanhol «Democracia Real Já» que tem tido a adesão das principais capitais europeias, chega também a Portugal.

As manifestações que decorrem há quatro dias nas principais cidades espanholas, organizadas pelo movimento «Democracia Real Já», têm crescido com convocatórias feitas através das redes sociais, expandiram-se pela Europa e já chegaram a Lisboa.
    Como em Espanha, a convocatória insiste na natureza «pacífica» das concentrações, apelando a mais controlos à banca, mais impostos sobre os mais ricos e uma reforma da lei eleitoral que garanta um sistema verdadeiramente representativo.
    No combate ao desemprego, o movimento defende uma melhor «distribuição do trabalho». Reduções de jornadas e conciliação laboral, mantendo a idade da reforma nos 65 anos para combater o desemprego juvenil.
    O movimento defende também que o Estado deve garantir o direito à habitação, expropriando casas desocupadas que devem ser postas no mercado de arrendamento, com ajudas para os desempregados e que tenham menos recursos, além disso, reclama a reforma da lei das hipotecas para que o empréstimo fique saldado com a entrega da casa ao banco, em caso de incumprimento.
    Apesar de na capital portuguesa já ter decorrido uma manifestação à porta da embaixada de Espanha, na quinta-feira à noite, estão marcadas para hoje às 20h no Rossio, em Lisboa, praça da Batalha no Porto, e praça 8 de Maio, em Coimbra, segundo uma nova convocatória que começou a circular no Facebook.
    O objectivo é conseguir que as concentrações, à semelhança do que está a ocorrer nas cidades espanholas, se mantenham nos locais até ao domingo, dia de eleições regionais e municipais em Espanha.

(c) PNN Portuguese News Network , 20.5.2011 

 

 Acampada de solidariedade com a «Democracia real Já!»

A assembleia continua a decorrer com 200 pessoas na rua a debaterem o que fazer amanha e nos proximos dias e como articular com este movimento europeu.
Ja se decidiu que amanha a concentracao sera as 19:00 no rossio e que havera uma assembleia as 22:00 tambem no rossio, onde todos e todas estao convidados a participar.
Há varias pessoas que irão pernoitar na avenida da liberdade hoje e o acampamento sera montado ainda com a assembleia a decorrer para todos tenham proteccao.
O movimento esta na rua e todos e todas estao convidados a juntar se.
Se tiveres informações sobre outros países onde este movimento esteja a avançar deixa na caixa de comentários para podermos publicar.
      -
Bruxelas. Sexta-Feira 20. Frente à embaixada espanhola. 18.30h.
Berlim. Tiergarten: Frente à embaixada espanhola. 15:30 h
Birmingham: Victoria Square - 20 de Maio. 12:00h AM
Bogotá: Frente à embaixada espanhola. Sexta-Feira 13:00
Buenos Aires. Plaza Mayo. 19 de Maio. 17:30h.
Bristol. UK. Center City. 22 Maio. 17h.
Edimburgo (UK): 19 de Maio. 15:00h e 20:00h
Florença (IT): Piazza Santa Croce.19 de Mayo. 20:00h.
Londres (UK): Frente à embaixada espanhola. 18 de Maio.
México DF: Frente à embaixada espanhola. 12h.
Padova-Italy; Prato della Valle 20/05 18h
Paris. (FR): Frente à embaixada espanhola. 19 de Maio · 20:00 – 23:00
Turim, Itália - Piazza Castello. 20 de Maio de 2011 20:00h.
Viena, (Austria): Domingo, 22 de Maio. 12:00 – 12:30
 
Lisboa (Rossio), Coimbra (Praça 8 Maio), Porto (Praça Batalha), Faro (Jard. M.Bívar), ...hoje 20 Maio, a partir das 20h ;)
« Tomemos as ruas, exijamos o que é nosso ! »


Publicado por Xa2 às 08:40 de 20.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

ESCOLHAS ELEITORAIS

Mais uma vez, a montanha pariu um rato, ainda que louvável a iniciativa, independentemente de quem a tenha tomado e de onde tenha ela partido, isso é uma questão secundária. Lamenta-se é que sejam curtas as pernas para tamanhas passadas por isso são invisíveis quaisquer frutos.

O facto de Bloco de Esquerda (BE) e Partido Comunista Português (PCP) se reunirem constitui, só por si, uma assinalável novidade que ninguém acreditava, ainda há muito pouco tempo, contudo o que daí decorreu, pelo menos por agora, foi um completo vazio.

Por isso continuamos a ver e ouvir mais do mesmo, não é garantido que tanto em separado como conjuntamente (terão que evoluir nesse sentido e disso dar mostras), tanto um como o outro, evidenciarem comportamentos e apetências capacitantes que garantam, ao eleitorado, a certeza do não desperdício de votos enquanto compromisso de uma inovadora acção governativa.

Nem o argumentário, tão pouco as práticas ou programas eleitorais desse desiderato de acção governativa dão, evidentes, mostras, por enquanto.

Enquanto assim for, tanto votantes como eleitos, não se posicionam alem do limiar da contestação, da reivindicação de direitos, muitas das vezes sem qualquer compromisso de responsabilização ou obrigação dela, fora do sempre putativo contrato social que deverá, continuadamente e em cada momento, ser estabelecido entre governantes e governados, entre o cidadão individual e colectivamente tutelados pelas obrigações do Estado, que, em conjunto, consubstanciamos num todo colectivo.

Assim e enquanto deste modo formos vivenciando as nossas reclamações e lamurias, não sendo um completo vazio, não vamos alem de podermos escolher entre os disparates e erros governativos cometidos pelos socialistas de José Sócrates, detentores de ligeiros princípios sociais e os ímpetos de uma agenda ultraliberal preconizada pelo PSD de Passos Coelho que tem atrás de si toda uma legião de oportunistas para se apropriarem de sectores de actividade, ainda detidos pelo Estado e potenciadores de fabulosos lucros num mercado desregulado e a seu jeito.

Eu, cidadão que ideológica e culturalmente de esquerda me confesso, não tenho, as mínimas, dúvidas da escolha.

Sou crítico e, crítico continuarei, seja qual for o resultado das eleições do próximo dia 5 de Junho, sem olvidar que nelas tenho a obrigação de separar o trigo do joio e o essencial do acessório. Nos tempos que correm é o mínimo que teremos de exigir a nós próprios.



Publicado por Zé Pessoa às 08:35 de 20.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Fuga da U.E. aos problemas da política económica inviável

O inevitável é inviável...

Joana Lopes chama a atenção para uma ideia que vai fazendo o seu caminho nas esquerdas e muito para lá delas: falo, é claro, da renegociação da dívida, que foi abordada ontem por Medeiros Ferreira e até por Santana Lopes. A renegociação de juros, prazos e montantes pode ser encarada como uma arma de diplomacia económica. Manejada de forma atempada pelas periferias pode persuadir o centro europeu a avançar com soluções institucionais para os problemas da Zona Euro.

De resto, é sempre aconselhável ler e ver Medeiros Ferreira e Fernando Rosas. Em debate semanal na TVI24 geram externalidades positivas no campo do conhecimento: até Santana Lopes, que também participa no programa, acaba por enriquecer o debate, pelo menos a avaliar pela sua prestação de ontem. Constança Cunha e Sá, com acusações preconceituosas de “radicalismo” e “irrealismo” a tudo o que altera este insustentável status quo, aliás facilmente desmontáveis, contribui inadvertidamente para que as coisas possam ir sendo esclarecidas. Aqui está um programa de debate a ver regularmente.   (



Publicado por Xa2 às 13:07 de 19.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Sub-viver para a agiotagem enriquecer ...

Escolha já a sua ponte (ou buraco para ''sub-viver'')

por Andrea Peniche

     Hoje em dia usa-se muito dizer que somos um País de proprietários, isto é, que todos nós temos a nossa casinha. Na verdade, somos um País de hipotecados. Eu, por exemplo, mantenho uma relação com o senhor Ulrich, que se manterá até aos meus 72 anos.

     Acontece que há uns anos os salários não só não chegavam para pagar uma renda como praticamente não havia casas para arrendar. Mas os salários iam dando para pagar uma hipoteca ao banco. Neste País, nunca houve políticas de incentivo ao arrendamento. A escolha foi sempre a de facilitar o crédito. A banca agradecia e quando a banca está contente o País rejubila.

     Gostava de dizer que eu não escolhi ser proprietária; eu escolhi emancipar-me e isso custou-me 40 anos de hipoteca.

     Porém, tudo está a mudar. A troika, com a concordância do PS, PSD e CDS, decidiu animar o mercado de arrendamento. E decidiu fazê-lo castigando quem foi obrigado a comprar casa. Assim, no memorando da troika pode ler-se (a tradução é do Aventar, uma vez que o Governo ainda não teve oportunidade de a disponibilizar):

 

«O governo vai modificar a tributação da propriedade, com vista a equilibrar os incentivos para arrendar, face à aquisição de habitação. (4T 2011) Em especial, o Governo irá:

i) limitar a dedutibilidade nos impostos sobre os rendimentos das rendas e juros das hipotecas a partir de 1 de Janeiro de 2012, excepto para as famílias de baixos rendimentos. O pagamento do capital não será dedutível a partir da mesma data;

 ii) gradualmente, reequilibrar a tributação sobre a propriedade imobiliária para o imposto recorrente (aumentar o IMI) e dar menos importância ao imposto de transferência de propriedades (IMT), sempre tendo em conta os mais vulneráveis socialmente. A isenção temporária de IMI para habitação ocupada pelo proprietário será consideravelmente reduzida e o custo para propriedades devolutas ou não arrendadas será significativamente aumentado».

 

     A juntar a isto, hoje, perante a suspeita de que o BCE poderá aumentar as taxas de juro, a Euribor subiu pelo quarto dia consecutivo e o Banco de Portugal decidiu autorizar a violação unilateral dos contratos estabelecidos entre os clientes e a entidades credoras. Assim, se houver «razão atendível» ou «variações de mercado», a banca vai poder fazer «repercutir nos clientes os efeitos da conjuntura desfavorável, ou seja, os consumidores serão sempre chamados a pagar as oscilações de risco da banca». Os encargos negociados, nomeadamente o spread, passam a ser letra morta sempre que os bancos assim o entenderem.

     Como diz José Sócrates, para não contaminar todo o sistema financeiro, o Governo decidiu nacionalizar os prejuízos do BPN (mais de 6 mil milhões de euros); a banca, apesar dos lucros, continua a pagar menos impostos do que as empresas, sendo também responsável pela diminuição da receita fiscal em 2010; dos 78 mil milhões de euros do empréstimo a Portugal, 12 mil milhões de euros vão directamente para a dita «recapitalização da banca». 

     A nós, que pagamos todos os impostos, directos e indirectos, é-nos exigido que continuemos a ajudá-los. Haja decência.



Publicado por Xa2 às 13:07 de 18.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

SINDICALISMO

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) realiza nos dias 16 a 19 de Maio na cidade de Atenas, Grécia, o seu 12º Congresso.

Neste evento a confederação espera reunir mais de 1000 delegados oriundos de 36 países e representando 83 organizações sindicais europeias!

Aqui irão ser debatidos vários documentos com destaque para o Relatório e Programa a realizar até 2015.

Neste Congresso vão ser realizadas eleições do novo secretariado, do Presidente, Ignacio Fernadez Toxo e da nova Secretária Geral, Bernardette Ségol. Relembrar que a, ainda, ministra do trabalho Helena André, interrompeu o seu mandato de Vice-presidente desta organização sindical.

A CGTP e a UGT portuguesas enviaram uma delegação ao Congresso dado que são organizações filiadas na CES.

Este Congresso é realizado num dos piores momentos da curta história da União Europeia e da CES. Apesar disso não se vislumbram mudanças substanciais na estratégia sindical da CES!

É pena, as actuais circunstâncias exigiam medidas de fundo e propostas arrojadas para serem iniciadas mudanças substanciais nesta Europa em, decadência, a vários níveis.


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Publicado por Zurc às 12:51 de 18.05.11 | link do post | comentar |

PARTIDOS E MILITÂNCIAS

Da reflexão que qualquer, mais ou menos, ilustre cidadão deste nosso, actualmente, amargurado país poderá tirar-se a seguinte conclusão, com estes ou com outros identificativos, não deixará de ser o exacto mesmo conteúdo.

Para mal dos próprios e desgraça do nosso, adoentado, regime democratico, os militantes, actualmente, configurados partidariamente resumem-se a três categorias ou classificações:

Os militantes ausentes são aqueles que deixaram, completamente, de aparecer, seja ao que for, já desiludidos de tudo. São aqueles que deixaram de participar em quaisquer debates partidários. Não querem saber de quaisquer propostas ou programas do seu nem dos outros partidos. São militantes, apenas e só, de papel pela única razão estarem a engrossar as listas dos cadernos eleitorais, ainda que, em muitos casos tais registados já tenham falecido e já nem para efeitos estatísticos contam, por isso se compreende que tanto os aparelhistas como a própria comunicação social já só se preocupem com os votos validamente (?) expressos para serem apuradas as votações nas respectivas lideranças.

Está explicada a razão porque se ouve, recorrentemente dizer e se escreve que o líder X foi eleito com 98,99% ou líder Y conseguiu fazer-se eleger com a esmagadora maioria de 95,88% da votação.

Os militantes imbecilizados são aqueles que, recorrentemente, se deixam usar como “carne para canhão” como em outras épocas de guerras coloniais se dizia à boca pequena. São os que nunca desistem, na esperança de melhores dias e convictos de uma inabalável fé iurdiana e por isso são chamados e aceitam encher salas em horários nobres para televisões registarem. São os que aceitam trilhar calçadas e alcatrão com bandeiras ao ombro em arruadas que nem rebanhos de carneiros seguindo seus pastores ou ainda bater palmas em congressos e comícios, apoiando propostas que mal ouviram, menos ainda compreenderam e nem sabem quem ou como as aplicará, se tal algum dia suceder.

O militantes papistas são aqueles que, eventualmente, como todos os outros, têm família, são divorciados, uma ou varias vezes, vivem outras tantas em concubinato, união de facto ou, simplesmente vivendo exercem, em um ou vários níveis de funções do aparelho partidário e conseguem ter tempo para passar pela Assembleia da Republica, põe executivos ou assembleias municipais, por executivos ou assembleias de freguesia, ser coordenadores de federativos, concelhias ou de secções, arranjar tempo, em certos casos, ainda para fazer uma perninha num qualquer conselho de administração ou assessoria contratada a recibo verde de alguma empresa municipal.

Ainda há quem diga não haver, nos partidos políticos, gente Nobre!

São uns energúmenos e uns más-línguas, é o que é. Move-os a inveja e pronto.

Por mim tenho, todavia, a convicção de que um caldeamento feito na base de bastante menos ausências, imbecilidade quanto baste, associada a uma boa dose de critica, misturadas com muito menos, quer em numero como em grau, de militância papista, seria, simultaneamente, um bálsamo para os partidos, um rejuvenescimento para a democracia e um reforço do sistema que a sustenta.

A excessiva personificação, quiçá endeusamento das lideranças nunca perduraram por muito tempo nem foram positivas tanto para os povos como para as respectivas sociedades, tambem o não podem ser, de todo, para os partidos políticos na medida em que isso corrói a essência democrática e corrompe a sociedade no âmago da sua dinâmica de confrontação positiva das ideias. O resultado é o que se vê ainda que muitos papistas e papas o não queiram ver.



Publicado por Zé Pessoa às 08:42 de 18.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

O polvo jardinista e a cobardia do PSD

O POLVO JARDINISTA E A COBARDIA DO PSD

«Acabado de chegar da Madeira, depois de participar num debate sobre a liberdade de imprensa na região, trago, como sempre acontece quando lá vou, um conjunto de histórias extraordinárias. Histórias que o resto do País vai ignorando, enquanto sorri com as palermices do senhor Jardim. 
 
Antes de mais, a história do "Jornal da Madeira". Um pasquim detido numa ínfima parte pela diocese do Funchal mas que é, na realidade, propriedade do Governo Regional da Madeira. Apesar de ninguém querer ler aquilo, já custou quase cinquenta milhões aos contribuintes. Tem o preço de capa de dez cêntimos mas é, na realidade, distribuído gratuitamente por toda a Madeira. Dizer que é um jornal de propaganda ao regime jardinista seria injusto para aquela coisa. Um recente relatório da ERC fez o levantamento de 15 edições. A esmagadora maioria das notícias era elogiosa para o presidente, secretários regionais e presidentes de câmara (todos do PSD). Uma pequena parte era neutra. Em nenhuma notícia (de centenas) havia uma qualquer informação que lhes fosse negativa. Todos os colunistas são da área do partido do poder, começando pela coluna diária "escrita" por Alberto João. A promoção do jornal é clara: "se quer conflitos inúteis, leia os outros". Ali não há conflitos, úteis ou inúteis. Todos falam a voz do dono.
  
Já não se critica o facto do governo regional pagar um órgão de propaganda descarada, onde nem sequer se simula o pluralismo. Já nem se critica que um jornal pago pelos contribuintes seja mero porta-voz de um partido político. Aliás, num relatório recente da Assembleia Legislativa da Madeira, o papel de divulgar o ponto de vista do governo é assumido, considerando-se que os problemas da liberdade de imprensa na região resultam da existências dos outros órgãos de comunicação social que, veja-se o desplante, também dão voz à oposição. O que se critica, veja-se ao ponto mínimo que se teve de chegar na exigência democrática, é que o Estado pague para ele ser distribuído gratuitamente enquanto os restantes, para sobreviver - apesar de terem muito mais leitores - têm de ser vendidos. O que se critica já é apenas a concorrência desleal promovida com o único objetivo de levar à falência a imprensa regional independente. Com especial atenção para o "Diário de Notícias" do Funchal, que, tendo muito mais leitores, não desiste de fazer jornalismo e de ser pago por isso.
  
Já veio uma decisão da ERC. Já veio uma decisão da Autoridade para a Concorrência. Aquilo tem de acabar. Mas, já se sabe, as leis da República não atravessam o Atlântico. Alberto João Jardim não cumpre a decisão. Porque não quer. E quando Alberto João Jardim não quer não se fala mais nisso. Se, quando foi à Madeira, o Presidente da República teve de se encontrar com os partidos da oposição clandestinamente, num hotel, já que foi proibido de ir à Assembleia Legislativa, como pode alguém acreditar que alguma vez alguém obrigará o senhor Jardim a acatar a Constituição? Se todos se vergam ao ditador, como podemos esperar que a lei chegue à Região Autónoma?
 
Os relatos sobre os atropelos à liberdade de imprensa e de expressão estão longe de acabar aqui. Jornalistas expulsos, com recurso à força, de conferências de imprensa, agressões, ameaças, insultos, tudo é banal no regime de Jardim. O presidente diz o que quer, nos termos que quer. Ameaça publicamente os seus opositores. Insulta. Recorre à calúnia. Está protegido pela imunidade, que ele confunde com impunidade. Mas se alguém lhe responde o processo é mais do que certo. Alberto João Jardim é recordista nacional de processos contra jornalistas, colunistas e políticos por abuso de liberdade de imprensa. Processos onde o governo regional envolve recursos públicos. Se os opositores também têm, como ele, imunidade, a coisa resolve-se sem problemas: o parlamento regional, onde o PSD domina, retira-lhes a imunidade. Ou seja, Jardim diz o que quer sem nunca ter de responder perante a lei. Essa, aplica-se a quem lhe responda. E os tribunais vão colaborando com a cobardia, condenando dezenas de pessoas por responderem ao inimputável Jardim.
 
Poderia falar do resto, para além da liberdade de imprensa. Da inexistência do regime de incompatibilidades (que vigora no resto do País) para os titulares de cargos públicos, que permite, como é aliás comum acontecer, que os beneficiários de uma medida participem na decisão que os envolve. Ainda recentemente um importante político do PSD foi brindado com a concessão, por mais de trinta anos, do Casino de Porto Santo. Jaime Ramos, um dos principais homens do jardinismo, é dono de meia Madeira. Se em todo o País se pode falar de promiscuidade entre política e economia, entre interesse público e interesses privados, seria absurdo falar nestes termos daMadeira. Ali, não há sequer qualquer tipo de distinção entre PSD, Estado e empresas. São uma e a mesma coisa. E o polvo jardinista está em todo o lado, manda em tudo e não se lhe pode fugir. Quem tem a coragem de se lhe opor ou tem rendimentos próprios que não dependam de negócios locais ou é bom preparar-se para a penúria e para o desemprego.
  
Visto tudo isto, e tanto mais que havia para contar, não deixa de ser curioso ver o PSD encher a boca com concorrência, menos Estado e liberdade de iniciativa no continente enquanto na Madeira institui um regime autoritário, onde o Estado está em tudo menos naquilo em que é necessário. Pedro Passos Coelho, os que o antecederam e os que lhe sucederão bem podem pregar sobre as suas convicções liberais. Onde o PSD está no poder há 35 anos não há nem social-democracia, nem liberalismo democrático. Há um regime que não respeita a liberdade, há um Estado clientelar, há a utilização dos recursos públicos para pôr a economia ao serviço do cacique local e dos seus amigos. Enquanto o PSD não afastar este homem das suas fileiras não tem qualquer credibilidade para criticar o que, de forma tão tímida quando comparada com o comportamento do senhor Jardim, se faz no continente. Não gostam os senhores do PSD de falar da sua coragem para tomar decisões difíceis? Provem-no. Comecem na sua sua própria casa
  
Ainda não tinha aterrado em Lisboa e já tinha mais um processo de Alberto João Jardim. E vão quatro. Uma gota nas centenas de processos por difamação, atentado ao bom nome ou abuso de liberdade de imprensa com que Alberto João Jardim inunda o tribunal do Funchal. Um automatismo que é fácil para Jardim: não põe os pés no tribunal (um privilégio que os juízes lhe garantem sempre ) e quem paga o advogado e as custas são os contribuintes. »  [- Daniel Oliveira, Expresso]
 


Publicado por Xa2 às 13:07 de 17.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Troika: desafio ao sindicalismo

TRABALHO DIGNO E REFORMA DIGNA!(I)


     O memorando assinado com a chamada TROICA (FMI, BCE e CE) é, no campo laboral, um desafio tremendo para as organizações de trabalhadores, em especial para o Movimento Sindical Português e de igual modo para a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) que vai agora no dia 16 realizar o seu Congresso em Atenas. Atenas capital da Grécia, outro país que está com as calças na mão tal como a Irlanda e, em breve, outros países da zona euro!
     Fez muito bem a CGTP apresentar-se para ser ouvida pelos representantes das instituições financeiras e apresentar aos mesmos os seus pontos de vista ! Sem qualquer ilusão, pois são os mentores da cartilha ultraliberal já conhecida em todo o mundo e que pelos seus ''programas de ajustamento'' garantem que os investidores e o FMI ganhem com as suas operações!
     A CES continua a balbucear em Bruxelas desejos de uma governação económica da UE que cuide do emprego e não aplique políticas económicas de austeridade !  Vê o que acontece na Grécia e na Irlanda, agora em Portugal e está sem caminhos !  Parte das organizações da CES comunga do pensamento conservador e liberalizante !
    O que se perspectiva no campo das relações laborais é um golpe contra a constituição.O despedimento é clara e obscenamente liberalizado. Diz textualmente:«despedimentos individuais ligados á inadaptação do trabalhador deve ser possível mesmo sem a introdução de novas tecnologias ou outras alterações ao local de trabalho(CT). Entre outras coisas, um novo objectivo pode ser adicionado em relação a situações em que o trabalhador tenha acordado com o empregador objectivos específicos de entrega e não os cumprir, por razões decorrentes exclusivamente da responsabilidade do trabalhador».   Objectivos ?!  Então não sabemos como podem ser definidos os objectivos ?!  Algumas empresas definem os objectivos por e-mail !
    Já viram algo mais cínico ?  É do tipo «Eh pá arranjem aí algo para se despedir, qualquer coisa serve..» E acrescentam:«Despedimentos individuais, pelas razões acima referidas, não devem ser sujeitos a obrigação de tentar uma transferência para uma eventual posição adequada(CT). Como regra sempre que houver postos de trabalho disponíveis que correspondem às qualificações do trabalhador, as demissões devem ser evitadas.» Enfim, um rebate final de consciência que não servirá na prática para nada!
    Vamos ver como vai ser elaborada a legislação nacional que deverá incorporar esta directiva da troica. Mas isto é a abertura para o despedimento individual liberalizado, à vontade do patrão !
    Mas o que está previsto no memorando é brutal para os trabalhadores e para os reformados. A luta pelo trabalho digno e uma reforma digna deve mobilizar todos os democratas e todos os trabalhadores e suas organizações ! Voltaremos a esta questão!


Publicado por Xa2 às 08:07 de 17.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Saiba o que fazer ao PC que já não usa

A reciclagem e tratamento apropriado dos resíduos eléctricos e electrónicos tem conquistado espaço na discussão sobre os problemas ambientais, à medida que também a sociedade se consciencializa dos vários tipos de lixo que cria e que, por isso, lhe compete tratar.

Entidades públicas nacionais e União Europeia têm feito progressos em matéria de legislação e aplicação prática de sistemas de recolha e gestão dos resíduos e os próprios utilizadores estão cada vez mais despertos para a necessidade de desempenharem o seu papel nesta "cadeia". O problema é que muitos deles simplesmente não sabem como fazê-lo.

A redacção do TeK não tem sido indiferente ao tema, que mereceu a nossa atenção em sugestões anteriores, mas face à importância do tema e aos pedidos de alguns leitores propomo-nos responder às dúvidas daqueles que ainda não sabem onde podem dirigir-se para entregar aquele computador que já não serve para nada, um telemóvel que só ocupa espaço ou as lâmpadas fundidas… Porque existe uma enorme diferença entre isto:

E isto:

Em Portugal existem duas entidades que fazem a gestão dos resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (EEE). Embora grande parte da actividade seja feita em coordenação com as empresas que colocam os dispositivos no mercado, e se encontram legalmente obrigadas a suportar o tratamento no final do seu período de vida útil, existem pontos onde os consumidores se podem dirigir para deixar os equipamentos usados.

A ERP Portugal conta com 795 pontos de recolha de resíduos (instalações destinadas a empresas e contentores para particulares), entre eles o Depositrão para lojas e empresas, e os postos do Portugal Depositrão, para os Municípios.

É também aos municípios que se deve recorrer quando se quer deitar fora electrodomésticos de grandes dimensões, contactando os serviços camarários para esse efeito, que depois os reencaminham para os pontos de recolha.

A entidade esclarece também que os consumidores têm o direito de exigir gratuitamente a recolha do seu equipamento velho quando compram um novo, tanto na aquisição em loja como na altura da entrega no domicílio.

Para que o consumidor saiba se existe um ponto de recolha perto da sua zona de residência, a entidade disponibiliza um mapa onde se encontram assinaladas as regiões em que estão disponíveis. Lisboa é a região onde se concentram o maior número de contentores deste género (17,74 por cento dos existentes no país), seguida do Porto (15,60%).

Para além dos centros próprios a European Recycling Platform conta ainda com mais 122 pontos de recolha nas lojas Bluestore da PT. Outra das plataformas de recolha passa pelas escolas, através da iniciativa Geração Depositrão, explicada no site dedicado ao projecto. Estes pontos encontram-se abertos a toda a comunidade, pelo que também a população pode recorrer ao Depositrão da escola para deixar pequenos EEE e pilhas usadas.

A mesma aposta é feita pela Amb3E, a "concorrente" da ERP em território nacional. O programa de recolha da Amb3E nas escolas chama-se Escola Electrão e também conta com site próprio.

Até Dezembro de 2010, a empresa contabilizava 500 locais de recepção de equipamentos, entre os quais se contam 159 Pontos Electrão, no continente e ilhas, especialmente dedicados à entrega de equipamentos por parte dos consumidores.

A companhia afirmou, na altura, ter Pontos Electrão instalados "em quase todos os espaços comerciais do país". O mapa das zonas contempladas, que reproduzimos, está também disponível no site da Amb3E, onde é possível refinar a pesquisa por distrito, concelho e localidade.

Para além da indicação da rede de Pontos Electrão, existe um mapa que contempla apenas os contentores dedicados à recolha de lâmpadas - os Pontos Electrão para Lâmpadas. Também aqui a pesquisa pode ser refinada em função do local onde se encontra.

Se preferir contribuir com os seus velhos equipamentos e consumíveis informáticos para causas humanitárias, podem sempre deixar a recolha nas mãos da rede dinamizada pela AMI. A Assistência Médica Internacional começou em 2005 uma campanha de recolha de toners e tinteiros de impressoras que entretanto vem sendo alargada a mais parceiros e equipamentos, como os telemóveis. O lixo é transformado em receita aplicada a fins sociais.

A lista de pontos de recolha e parceiros é apresentada no site da iniciativa, mas qualquer escola ou estabelecimento comercial pode participar e tornar-se mais um ponto de recolha.

Em matéria de telemóveis, pode sempre optar antes por levar o seu equipamento velho consigo na altura de trocar de telemóvel e dá-lo para "retoma". A decisão vale descontos no preço de aquisição do novo equipamento, que normalmente se situam na casa dos 10 euros. [tek]



Publicado por DC às 00:01 de 17.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

EUROPA PRECISA DE UM, CORAJOSO, PASSO EM FRENTE

Nas presentes circunstancias a Europa não está, nem poderia estar, bem consigo própria e com o mundo na medida em que se encontra acossada por uma crise existencial conflituante entre uma ideologia a raiar o ultraliberalismo e as dificuldades de defesa das garantias sociais e de princípios de solidariedade que a caracterizaram nos últimos tempos, sobretudo, a partir da revolução francesa e com constituição da comunidade económica, então CEE.

Há já quem afirme que esse sonho, levado a cabo por Robert Schuman, ministro francês e Jean Monnet, o seu primeiro presidente, de criarem uma Europa Unida e solidária terá entrado num processo de desagregação. Se é verdade que atravessa uma crise grave não poderá ser menos verdadeiro que é abusiva a tese de declínio para a morte.

A estabilidade e a paz, conseguidas através do desiderato criativo da União Europeia, obrigam a que essa construção seja aprofundada e aperfeiçoada sem se perderem de vista os princípios impressos a quando da sua fundação.

A Europa é, como sempre foi, e nunca poderá deixar de o ser, um rico, concreto e caldeado mosaico cultural que deve coexistir consigo própria como com as outras mais, mundialmente, existentes sempre enriquecendo-se com o próprio evoluir societário, mas sem nunca perder de vista o respeito mútuos por esse pluralismo de ideias e pensamentos. Os mimos com que nos vamos atribuindo, como é agora o caso, entre portugueses e finlandeses são bem a prova disso.

Vivemos, hoje em dia, tanto na Europa como no mundo completamente globalizados, momentos de convulsões e incertezas existências. Um ciclo de catástrofes naturais que vão desde as enxurradas na Ilha da Madeira aos terramotos e tsunamis asiáticos e, mais recentemente, o desastre ocorrido no Japão, tudo circunstancias negativas, que agravaram o rebentamento das bolhas económico-financeiras.

Umas decorrem da necessidade natural que o planeta em que vivemos e raramente respeitamos, também, ele tem de proceder a ajustamentos tectónicos, as outras decorrem dos egoísmos e disparates que os Homens cometem uns contra os outros.

A falta de mecanismos, minimos que fossem, de controlo dos mercados bolsistas associados aos offshore, a ausência de instrumentos de controlo das relações interbancárias, o excessivo recurso ao credito, num total descontrolo e balizamento de relações entre oferta e procura, mesmo em defesa dos grupos mais vulneráveis e indefesos da população, empurraram-nos para o fundo do abismo de um mercantilismo sem qualquer ponta de ética ou sinais de princípios morais.

Os erros cometidos no âmbito da UE, nomeadamente em torno da criação do Euro, em que não foram previstos os adequados e necessários mecanismos de intervenção politica ou a determinação de critérios de actuação, quer quanto a politicas fiscais, como no âmbito orçamental, tanto em cada um dos estados membros como no seu todo, constituíram falhas graves.

Exige-se uma mais clara clarificação das responsabilidades do Estado em tudo o que seja obrigações sociais, concessões de exploração de sectores de actividade (transportes, saúde, educação...), parcerias em obras públicas e responsabilidades próprias nomeadamente ao nivel da segurança e defesa, bem como a das autarquias locais e a, concomitante, gestão de empresas que foram surgindo que nem cogumelos, para iludir tanto os orçamentos como conflitos de interesses e mesmo actos corruptivos.

Mesmo ao nivel do sector privado, tendo em conta o princípio de que qualquer actividade económica como empresa deverão ter sempre como objectivos a obtenção do lucro e o aspecto social, quer em termos directos como colateralmente, visto que a boa ou má reputação beneficia ou afecta empresários, trabalhadores, fornecedores, clientes, os cidadãos em geral, através dos efeitos fiscais, qualquer responsável que, por acção ou omissão, não acautele tais interesses deveria responder, criminalmente, perante os tribunais e ser julgado em conformidade com o dano provocado.

Certamente seriam bastante menores em número e em menor grandeza as crises que de um modo ou de outro a todos, honestos cidadãos, nos afectam.


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Publicado por Zé Pessoa às 08:15 de 16.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

Aliança e convergência de esquerda para a União Europeia

O canto do cisne da social-democracia

No dia em que as notícias se concentram na alegada agressão sexual de Dominique Strauss Kahn, director geral do FMI e favorito às próximas presidenciais em França, vale a pena assinalar a celebração, na semana passada, dos trinta da subida ao poder do PSF, em aliança com o Partido Comunista e os Radicais de Esquerda. Esta foi a última vez que um programa de esquerda, progressista, em “ruptura com o capitalismo”, ganhou umas eleições na Europa. As últimas eleições celebradas nas ruas com uma imensa mobilização popular (foto acima). Este programa envolveu uma resposta à crise estrutural de então, que passou por nacionalizações, aumento do salário mínimo, redução para 39 horas da semana laboral, forte controlo do sector financeiro, imposição de um imposto sobre as grandes fortunas, etc. A este programa económico somaram-se medidas tão importantes como o fim da pena de morte ou a regularização de imigrantes ilegais.
Esta foi, todavia, uma experiência breve. A subida ao poder da coligação coincidiu com a extraordinária subida da taxa de juros norte americana (chegando quase a 20%) o que causou um profunda recessão mundial que afectou a França (a chegada do FMI a Portugal nesta altura também não é coincidência). O resultado foi uma viragem de 180º da política do governo francês, comandada por Jacques Delors, rendendo-se ao neoliberalismo então reinante. Os comunistas saíram do governo em 1984, colapsando nas eleições subsequentes. Em 1986, a CEE faz a sua própria viragem neoliberal, através do Acto Único Europeu.
Este breve período deixou, no entanto, lastro histórico. Não só no campo das conquistas sociais, como também no espectro político francês. Uma experiência com muitas lições para quem pretende a convergência das esquerdas
      A celebração dos trinta anos da vitória da esquerda juntou, novamente, milhares de pessoas na Bastilha.   
 
           As periferias têm de exigir em conjunto
Grécia volta a pedir emissão de obrigações europeias para combater crise. É isso ou a reestruturação. Mas, é claro, podemos começar pela últimaopção antes de chegarmos à primeira.    
Recuo de 0,7 por cento do PIB no primeiro trimestre oficializa recessão no país. Entretanto, a Comissão Europeia prevê uma retracção de 2,2% para este ano, pior do que a previsão da troika. Aposto que, dentro da mesma lógica insana da desconstrução europeia, vão recomendar um reforço da austeridade recessiva. Razão tem Stiglitz: a austeridade não funciona porque destrói a capacidade de criação de emprego.  (-
Este rumo era previsível a partir do momento em que o poder político, pressionado pelo poder financeiro, enveredou pelas medidas austeritárias. Mais previsível ainda se tornou quando o governo e todo o arco da austeridade, reagindo à escalada da pressão transformada em sequestro, convidaram o sequestrador a assumir as rédeas da governação. A crónica deste sequestro da democracia era anunciada desde que, com a mais recente crise internacional, a especulação se virou para as dívidas dos Estados periféricos da Zona Euro, com economias mais vulneráveis. Só a construção de entendimentos entre esses países periféricos, acompanhada pela recusa, no plano nacional, de transferir para os cidadãos o pagamento de uma crise originada na esfera financeira e na captura dos recursos públicos pelos interesses privados, poderia ter permitido trilhar um caminho alternativo. - Sandra Monteiro, Democracia sequestrada.

Destaque ainda no número deste mês para o editorial de Serge Halimie para o artigo do economista Nuno Ornelas Martins, mobilizando Keynes e Sen para argumentar que o crescimento das desigualdades na distribuição de rendimentos é responsável pelos défices de procura efectiva e que a prioridade democrática tem de ir, também por isso, para a sua redução. No meu artigo faço um ponto da situação da intervenção externa e da desunião europeia.  (-


Publicado por Xa2 às 07:11 de 16.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Qual Cultura?

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, afirmou hoje que a possibilidade desta área passar a Secretaria de Estado é um "retrocesso civilizacional", colocando Portugal ao nível de Malta e Hungria, únicos países da União Europeia em que isso acontece.

 

"É inacreditável e inaceitável que seja esta a ambição que o PSD e CDS têm para a Cultura: equiparar-nos a Malta e Hungria", afirmou à agência Lusa a ministra, reagindo à proposta do PSD .

Para a governante, declarações de alguns responsáveis do Partido Social Democrata "são a confirmação de que o PSD e o CDS pretendem a destruição de uma das maiores conquistas que o meio cultural alcançou e que foi uma conquista do PS: a criação do Ministério da Cultura".

Gabriela Canavilhas referiu que "é também uma antecipação clara de uma intenção de desorçamentar a cultura, nomeadamente no apoio às artes".

Alguns jornais têm referido a proposta do PSD de juntar no mesmo ministério a Educação, a Ciência e a Cultura.

Para Gabriela Canavilhas, o fim da estrutura constitui um "retrocesso civilizacional e o PS não acredita em retrocessos civilizacionais".

E nem os problemas económicos podem justificar esta opção, segundo a ministra, que dá o exemplo da Irlanda que "em plena crise, no pico da intervenção do FMI, decidiu criar o ministério da Cultura".

Aliás, "um ministério tem custos similares a uma secretaria de estado, a diferença é mínima", acrescentou.

Sapo/Lusa

 

Qual cultura? O que tem feito este Ministério pela Cultura nos últimos anos?


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Publicado por [FV] às 14:51 de 14.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Associações, movimentos e acções cívico-políticas

Geração à rasca vira movimento e agora quer uma assembleia popular

  - por Sara Sanz Pinto, 21.4.2011, ionline
"Se fosse agora para um partido político era por puro oportunismo", explicou ao i Alexandre de Sousa Carvalho, um dos fundadores do protesto.
       Os fundadores do protesto geração à rasca em Lisboa - e mais outros que a eles se juntaram antes da manifestação que reuniu cerca de 300 mil pessoas por todo o país a 12 de Março - apresentaram ontem os objectivos do Movimento 12 de Março (M12M) numa conferência de imprensa informal, tal como tem sido a acção do grupo. À porta do cinema São Jorge, em Lisboa, nas escadas de acesso, os jovens voltaram a explicar que o movimento se caracteriza por ser "não hierárquico, laico e pacífico, um movimento que defende o reforço da democracia em todas as áreas da vida". Segundo João Labrincha, de 27 anos, um dos quatro fundadores do protesto que começou com um apelo numa página do Facebook, o M12M vai começar por convocar "uma assembleia popular não deliberativa decorrente do ''Fórum das Gerações - 12/3 e o Futuro''".
      A conferência de imprensa teve início com uma citação de José Saramago: "Quando dizemos que é um resultado importante viver em democracia, dizemos também que é um resultado mínimo, porque a partir daí começa a crescer o que verdadeiramente falta, que é a capacidade de intervenção do cidadão em todas as circunstâncias da vida pública. Ou seja, fazer de cada cidadão um político." E é sob esse mesmo pretexto que o movimento surgiu. Depois da manifestação da geração à rasca "houve muitas pessoas que nos trataram como messias do activismo cívico", explicou ao i Alexandre de Sousa Carvalho, 25 anos, outro dos fundadores e bolseiro de investigação em Ciência Política. "Não queremos subir ao palco, ou então o palco será de todos", sublinha quando questionado sobre que atitude o grupo iria agora adoptar: "Se fosse agora para um partido político isso seria puro oportunismo, era aproveitar-me do mediatismo que tivemos para sair a ganhar", respondeu quando confrontado com o facto de alguns partidos quererem aproveitar-se da capacidade de mobilização do lema "geração à rasca".
     Quanto ao panorama político nacional, Alexandre descreve-se a si e aos três colegas como "empreendedores sociais" e é claro na definição de papéis: "É um tabuleiro sem peões. Quando se introduzem peças no jogo, as regras mudam. E é isso que estamos a tentar fazer."
     Os fundadores do movimento dizem que têm outros projectos, também apresentados ontem, e que querem realizar em conjunto com outras associações, como a iniciativa legislativa dos cidadãos, uma proposta de lei contra a precariedade laboral, a Portugal Uncut, um ciclo de reflexões e debates subordinado ao tema "Aprofundamento da Democracia", a Plataforma MayDay 2011 na celebração do Dia Internacional do Trabalhador, a auscultação dos vários partidos políticos e a promoção da necessidade de um debate sobre a importância de um referendo nacional acerca do pagamento da dívida soberana.
     "Há alguma confusão entre aquilo que são os organizadores do protesto e o movimento", explica Labrincha, o único desempregado entre os quatro fundadores: "As pessoas têm-se vindo a referir aos vários organizadores do protesto em cada cidade como fazendo parte de um movimento geração à rasca que nunca existiu", sublinha, acrescentando que "estão a ser criados vários movimentos decorrentes de organizadores, ou não".


Publicado por Xa2 às 12:04 de 13.05.11 | link do post | comentar |

GOVERNO E (DES)GOVERNOS

 

 

E os políticos que nos governam e os que pretendem vir a governar-nos,

continuam numa «campanha de brincar» onde a única certeza

é que o futuro dos portugueses está hipotecado!



Publicado por [FV] às 11:25 de 13.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

PSD, onda privatizadora vai muito para além das exigências da troika

Segundo divulgação da Revistas transportes online

O programa eleitoral do PSD prevê que, “em tempo devido, o governo do PSD procederá à avaliação da potencial concessão das linhas e rotas da Carris, STCP e Metro de Lisboa”.

De acordo com o documento orientador das políticas daquele partido, as empresas que constituem o sector empresarial do Estado podem ser distribuídas em três grupos, correspondendo a diferentes abordagens no curto prazo.

“Em primeiro lugar, as empresas que se encontram em condições de serem alienadas no curto prazo, por critérios de posicionamento estratégico, eficiência operacional e estrutura de capitais (exemplos: TAP, ANA e CP Carga);

Em segundo lugar, as que, tendo um claro posicionamento estratégico e resultados operacionais positivos, têm uma estrutura financeira desequilibrada, sendo por isso, necessária uma solução para reduzir o seu nível de endividamento e, em alguns casos, proceder a uma prévia clarificação do modelo de funcionamento e relacionamento nos subsistemas sectoriais em que se enquadram (exemplos: Carris, STCP,);

Em terceiro lugar, as empresas que apresentam défices de natureza operacional e uma estrutura de capitais desequilibrada, para as quais o Estado deve, no sentido de acautelar o interesse público, e de forma prévia a qualquer processo de alienação/concessão:

i) proceder a um plano de recuperação operacional,

ii) proceder a uma reestruturação financeira,

iii) clarificar todo o modelo de relacionamento sectorial (exemplos: Refer, CP, Metro de Lisboa, Metro do Porto, Transtejo/Soflusa).”


A onda privatizadora é geral e genérica, indo da educação à saúde, passando pela segurança social aos transportes, sem esquecer a energia, as águas e tudo o mais que houver e seja capaz de produzir lucros.

Pelos vistos, sempre querem conseguir o desiderato “um presidente um governo e uma maioria (esta não será na Assembleia da Republica mas sim de empresários).

Desta feita o PSD parece querer cumprir a promessa de Cavaco Silva, feita quando prometeu que todos (quase todos) os portugueses iríamos ser accionistas, a quando da primeira onda privatizadora. Esquecem-se da razia de postos de trabalho destruídos sem qualquer alternativa que não seja engrossar as hostes dos subsidio-dependentes ou de emigrantes.



Publicado por DC às 10:32 de 13.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Os nossos avós eram drogados e não sabiam (III)

Olhem 100 a 120 anos para trás e...pasmem! Os "remédios" dos nossos avós...

Vinho Mariani

O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo.

O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou o seu criador, Ângelo Mariani, com uma medalha de ouro.


MARCADORES:

Publicado por Zurc às 00:03 de 13.05.11 | link do post | comentar |

"Pintelhos" by Eduardo Catroga



Publicado por [FV] às 19:04 de 12.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Juízes sem vergonha e justiça que não há

Médico absolvido de violação porque não foi muito violento

Relação do Porto absolveu psiquiatra com argumentos muito polémicos.

O Tribunal da Relação do Porto absolveu o psiquiatra João Villas Boas do crime de violação contra uma paciente sua, grávida de 34 semanas, que estava a ter acompanhamento devido à gravidez.

Segundo a maioria de juízes, os actos sexuais dados como provados no julgamento de primeira instância não foram suficientemente violentos. Agarrar a cabeça (ou os cabelos) de uma mulher, obrigando-a a fazer sexo oral e empurrá-la contra um sofá para realizar a cópula não constituíram actos susceptíveis de ser enquadrados como violentos.

Leia mais pormenores no e-paper do DN.



Publicado por Zé Pessoa às 16:31 de 12.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Estado assumiu mais dez mil milhões de euros para introdução de portagens nas SCUT

Neste contexto, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas ainda em curso, “os contratos iniciais apresentavam pagamentos fixos a realizar pelo Estado relativamente curtos”, mas “com a alteração dos mecanismos de pagamento, as concessionárias passaram a beneficiar de rendas avultadas, baseadas no conceito de disponibilidade”, conta o Correio da Manhã de hoje, que teve acesso ao documento e deu a notícia.

 

Diz-se também que “o facto de se introduzirem portagens não alterará o facto do contribuinte pagador”, pois será “este que continuará a pagar a maior fatia daqueles encargos”, pois as receitas previstas das portagens não são suficientes para cobrir as rendas anuais de cerca de 650 milhões de euros a pagar pelo Estado, lê-se naquele jornal.

 

O documento da auditoria ainda não foi aprovado pelo Tribunal de Contas, que por isso se recusou a comentar o caso ao Correio. Ontem a TVI também tinha noticiado esta auditoria, dizendo que os juízes se queixaram de ter sido induzidos em erro para aprovar cinco auto-estradas, no valor de dez mil milhões de euros, porque lhes terão sido sonegadas informações.

 

Àquela estação de televisão explicou que antes, “o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros” e que agora, “a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com uma dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.”

O problema é que “a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público”.

 

Público

 

A confirmar-se a notícia, você, leitor, é capaz de me esclarecer quem é beneficiado com a renegociação?

  

 



Publicado por Izanagi às 15:07 de 12.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A via 'salvadora' passa por melhor U.E.

Finalmente, uma boa ideia 

Sucede mesmo aos mais desastrados líderes políticos, de vez em quando terem uma boa ideia. Assim acontece com Passos Coelho, ao mostrar "abertura" ao estabelecimento de um imposto europeu para financiar directamente a UE, em vez das actuais contribuições orçamentais nacionais:
«Passos Coelho (...) revelou a "abertura" do PSD para que a UE possa ser financiada directamente pelos contribuintes. O designado imposto europeu não significa necessariamente um novo imposto, antes a afectação directa aos cofres comunitários de parte de uma taxa já existente, que substituiria as transferências para Bruxelas através do OE.» (Jornal de Negócios)
Muito bem. Trata-se rigorosamente da mesma ideia que defendi há dois anos, nas eleições europeias. Na altura fui "cruxificado" pelo PSD, bem como pela imprensa. Será que desta vez a ideia já é boa e de aplaudir, só por vir do próprio PSD?!
O problema é que, como já nos habituou, o mesmo PSD pode amanhã vir desdizer o que hoje disse...
---------------------
 
Se 'salvação' existe para a Democracia euro sociedade e valores Europeus, a via passa por  melhor U.E. :
. por um imposto comum, um orçamento comum, ... por mais integração (confederação) e solidariedade;
. em vez da Comissão E. e do Cons.Ministros/PM dos Estados haver um executivo/governo eleito directamente pelos cidadãos através do Parlamento Europeu, por um PE com poderes efectivos;
. pela luta contra o hipercapitalismo desregulado, contra os seus santuários/'offshores' e as actuais agências de 'rating' desestabilizadoras facciosas e ao serviço de quem melhor lhes paga e do capital predador e agiota (para obviar a tal, a UE deve criar uma agência própria e isenta);
. pela união (diplomacia concertada) dos países periféricos da UE  (GIPS...) contra a hegemonia do eixo Berlim-Paris-Londres ;
. pela união de forças sociais (movimentos e associações cívicas, sindicatos, partidos ... personalidades e simples cidadãos) democratas e europeístas de cada país e sua ligação/coordenação inter-países da UE, de acções comuns em defesa destes objectivos.
 


Publicado por Xa2 às 10:07 de 12.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

"Lello" "xateado" com Scrates

Quem eu não quero que fique chateado é o FV pelo facto de eu plagiar uma frase sua, neste post.

  

  

   

"Há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!"

Como? Importa-se de repetir?

 



Publicado por Izanagi às 09:55 de 12.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

O sangue nas ruas

de BAPTISTA-BASTOS

 

Portugal está deprimido, aflito, perplexo com o que lhe está a acontecer. Nada do que o prof. Medina Carreira não tivesse prevenido, com a veemência que lhe custou um rol de inimigos cheios de azebre. O costume, para quem recusa a obediência cega e não cala a voz da razão.

 Anteontem, na SIC, a excelente Clara de Sousa apresentou uma reportagem inquietante, que prova a dissolução dos laços sociais, pondo em causa a nossa própria identidade. Os portugueses estão a vender tudo o que lhes parece acessório e a desfazer-se não só de objectos que lhes são queridos como de utensílios absolutamente necessários. Afogados em dívidas, relegam o que lhes resta de privado e de pessoal para a esfera pública. Os exemplos fornecidos explicam-nos a dimensão da miséria em que subsistimos e a grandeza das dificuldades com que nos enredaram.

Estamos cercados de prestamistas, os maiores do quais, acaso, aqueles da troika, sem esquecer ou minimizar os compradores de oiro, de artigos em segunda mão, de recheios de casas, os quais não ocultam que "o negócio vai bem." A velha fórmula de Rockefeler: "Quando há sangue nas ruas, compra", parece dar amplo resultado.

Os piedosos discursos, cujo conteúdo se baseia na perda de referências, na ausência de valores, na desagregação de princípios, não constituem novos pressupostos de autoridade moral. Palavras, palavras. Os seus autores, na generalidade, são grandes responsáveis pela desumanização desta sociedade visível. Quem acredita, seriamente, nos dirigentes políticos? os quais têm tripudiado não só sobre a natureza da sua função, como nos próprios rituais públicos.

Há dias, ante uma plateia de jovens, Eduardo Catroga, emocionado, incitou esta geração a enviar para tribunal, porventura para a cadeia, Sócrates e seus apaniguados. Só estes?, pergunta a minha malvada curiosidade. Não será verdade que o ex-ministro simboliza, ele também, um parágrafo da história?

As regras da arte almejavam uma sociedade que deveria basear-se em associações com características afectivas e solidárias. Nada disso. A ganância, a febre do lucro pelo lucro, o individualismo mais atroz criaram a sobranceria e o desprezo pelo humano. Onde se situa a fronteira da compaixão? As pessoas que querem permanecer elas próprias não têm espaço nem possibilidades. Esta exigência de compromisso perde-se com o desaparecimento do altruísmo de proximidade. Não nos cruzamos nas ruas, nos bairros, nas cidades. Trespassamo-nos, numa distância prática, física e mental que nos isola cada vez mais uns dos outros.



Publicado por Zé Pessoa às 09:00 de 12.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O espectro do FMI

"Anda um espectro pela Europa — o espectro do…" FMI. A frase original era de Marx e Engels e referia o comunismo.

O objectivo do manifesto do então jovem movimento de esquerda era denunciar as perseguições de que era alvo por parte "de todos os poderes da velha Europa".

Os tempos eram outros e também outra a nossa inocência. Após inúmeras experiências fracassadas, o comunismo perdeu encanto e foi desacreditado como mecanismo salvador do mundo. Mas o seu actual parceiro de ‘assombrações’, embora falhando rotundamente os objectivos de fundo de todas as intervenções que tem feito, embora sendo sabido e ‘ressabido’ que o resultado de um resgate (nome delicado para ‘empréstimo com juros insustentáveis’) é a recessão, e que esta gera a bola de neve da dependência dos países em crise relativamente a todos os ‘espectros’ do poder financeiro mundial, o FMI mantém-se imparável na sua marcha. São mistérios da História que só o tempo pode deslindar.

O que é bem mais fácil de deslindar são os resultados da actual intervenção em Portugal do FMI e dos seus parceiros: não mudará mentalidades nem comportamentos; custará muito caro e deixará o país tão pobre como antes. E de quem é a culpa? Como dizia José Mário Branco: "A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém. […] Há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!"

Por:Francisco J. Gonçalves, Jornalista [CM]

 

"Há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!"

Como? Importa-se de repetir?


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Publicado por [FV] às 14:32 de 11.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

TAXA de JURO



Publicado por [FV] às 14:12 de 11.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

FREGUESIA DA AMEIXOEIRA, Lisboa

 

Um pouco por todo o lado mas, sobretudo, ali para os lados das ruas Quinta das Lavadeiras e Cidade de Tomar é um completo desleixo e total abandono, tanto por executivo como pelas oposições. Será que tais eleitos vivem mesmo na freguesia?

Há quem diga que as oposições já nem abrem o bico. A ineficácia do executivo premeia-nos com estes mimos. A bicharada sente-se à solta. Conforme já me referiu um amigo “os moradores resolveriam o problema se criassem uma cooperativa e comprassem um rebanho de cabras”.

Se assim procedessem fariam jus à tradição da freguesia que, historicamente, sempre foi de silvicultura e pastorícia, contrariamente, segundo me diz um meu vizinho, que já ouviu, variadíssimas vezes na Assembleia desta Freguesia, a uma “ilustre” engenheira, pretender fazer aprovar um famigerado projecto florestal, no val da Ameixoeira. Será que quer dar emprego a alguns acólitos partidários?

Ideias malucas é o que é, coisas dignas de serem vistas é que não há maneira de aparecerem.

Pelos vistos, tanto de executivo como de oposições, estamos muito mal servidos, infelizmente.



Publicado por Zurc às 11:51 de 11.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Agências de 'rating' ... sob alçada da Justiça ?... e a ''U.E.''...?

PGR abre inquérito contra Moody's, Standard & Poor's e Fitch

O DCIAP decidiu abrir um inquérito crime contra três agências de «rating» internacionais, a Moody's, Standard & Poor's e Fitch, depois das queixas apresentadas no início de Abril, por quatro economistas, José Reis e José Manuel Pureza, da Universidade de Coimbra, e Manuel Brandão e Maria Manuela Silva, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), que alegaram estarem essas agências a cometer crime de manipulação do mercado.
"... José Reis afirmou que as agências que «intervêm no mercado português dominam mais de 90% do mercado» internacional, pelo que «é preciso saber se as leis da concorrência são respeitadas».
Duas dessas agências têm inclusive um «mesmo fundo de investimento como proprietário», advertiu o economista, e as decisões que tomam, que «influenciam as taxas de juro», têm um impacto significativo no endividamento dos países, «podendo afectar a sua estabilidade financeira» e económica."
.... Link.
CÃES DE CAÇA   
Estas agências de rating desempenham o papel dos cães de caça em que os caçadores são instituições financeiras dedicadas ao saque de quem estiver menos defendido. O caçador leva a caçadeira de 2 canos ou de um cano e cinco tiros, preparada para atirar. A mão direita (se não é canhoto) segura-a pelo parte dianteira da coronha e o dedo indicador sente o gatilho. Os canos repousam no antebraço esquerdo e a espingarda segue pronta e cruzada com o corpo do caçador. À frente a Moody's, Standard & Poor's e Fitch os perdigueiros farejam e levantam as perdizes que correm lépidas crendo escapar ao cão de caça.
     Logrado o intento os países pedem ajuda levantam, opresso, o voo raso e esse é o momento. O momento em que os luzidos canos se levantam, o gatilho recua, a pólvora explode, o chumbo voa e a perdiz, se bem desenhada a trajetória pela mira e a alça, descontrola o voo retilíneo e cai, sem compreender, cem metros à frente. O perdigueiro segue o voo da presa e quando ela aterra, segurando a vida, já ele chega e, amestrado, trá-la, inerte e da boca pendurada, ao caçador.
     Nesta caça, a Moody's, a Standard & Poor's e a Fitch, não precisam, como os cães de caça, de levar as perdizes os países ao caçador. Estes com o chumbo das taxas de juro a subir aos céus entregam-se ao FMI, ao BCE e à UE e se no país houver um Passos ele agradece o programa que era o seu.
     Atenção, isto é apenas uma imagem, sem ofensa, não levem tudo à letra - como diria Obama a Donald Trump quando  apresentou o vídeo do seu nascimento.

- por Raimundo Narciso , PuxaPalavra

 

Mas não nos esqueçamos que os perdigueiros têm sempre uns rafeiros cá de dentro a dar uma ajudinha. (-Henrique Dória)



Publicado por Xa2 às 17:37 de 10.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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