Problemas da nossa economia e da comunicação social

                 É aquele o nosso caminho?

 

Ricardo Costa deverá ter carteira profissional de jornalista mas na realidade há muito tempo que não faz jornalismo. É visível que uma parte importante da sua actividade consiste em formatar a opinião pública portuguesa através do que diz na televisão e do que escreve no Expresso.
...

Ricardo Costa rejubila com a transformação neoliberal da sociedade portuguesa que o novo governo se propõe alcançar. Porém, cego pela ideologia que professa, ainda não conseguiu ler as notícias dos jornais ingleses sobre os riscos de recessão que a política de austeridade praticada por David Cameron (PM) está a produzir no Reino Unido. Felizmente, a política monetária expansionista e a desvalorização da libra vão compensando os estragos da política orçamental recessiva, também lá a pretexto de uma dívida (considerada excessiva pelos conservadores) que acabará por não baixar significativamente.
Se Ricardo Costa recusa a aprender alguma coisa com as consequências da austeridade neoliberal imposta à Grécia, ao menos que perceba que o Reino Unido dispõe de política económica própria. E ainda assim ...
     O fervor ideológico de Vítor Gaspar na política orçamental de austeridade, a que se junta a política monetária recessiva conduzida a partir de Frankfurt, vai mesmo levar-nos ao fundo. Qualquer economista que não esteja possuído pelos dogmas da “economia da oferta”, e pelas ideias de Milton Friedman, sabe que o governo não vai travar o crescimento da dívida porque nenhum governo controla as receitas públicas. Esperam-nos sucessivos cortes na despesa e aumentos nos impostos à medida que a receita fiscal deixa de ser cobrada em resultado da recessão.
    Não haverá exportações que nos salvem. Os resultados do défice no primeiro trimestre deste ano (7,7%) ilustram bem a dinâmica para o abismo que já começámos a percorrer.
    O que virá a seguir vai depender da forma como o povo português assimilar a dolorosa experiência da Grécia.
    Mas também vai depender da capacidade dos que estão conscientes deste desastre em fazerem-se ouvir no espaço público para confrontar Ricardo Costa e demais colegas propagandistas do neoliberalismo com a sua ignorância, sectarismo ideológico e a grande responsabilidade que têm pela falta de pluralismo de opinião dos órgãos de comunicação que dirigem.
    Creio que não será preciso um ano para que a maioria dos portugueses perceba isto.



Publicado por Xa2 às 18:08 de 30.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

OURO ISENTO DE IVA

O ouro para investimento está isento de IVA

Considera-se ouro para investimento:
a) O ouro sob a forma de barra ou de placa, com pesos aceites pelos mercados de ouro, com um toque igual ou superior a 995 milésimos, representado ou não por títulos, com excepção das barras ou placas de peso igual ou inferior a 1 g;
b) As moedas de ouro que, cumulativamente, preencham os requisitos seguintes...

Continuar a ler

- Então quem tem dinheiro para comprar «barras de ouro» não paga IVA e quem quiser comprar «pão e leite» tem de o pagar?

- Mas que raio de sociedade é esta? Mas que raio de crise é esta?

 



Publicado por [FV] às 13:58 de 30.06.11 | link do post | comentar |

U.E., Grécia e o resto

Questionando os Presidentes da UE

a de que a receita de austeridade, sózinha, não funciona. Pelo contrário, como a Grécia demonstra, essa receita só enterra mais a economia grega, portuguesa, irlandesa, italiana, espanhola, etc... e expoe o Euro à especulação nos mercados.
- O que espera o Conselho para adoptar medidas verdadeiramente europeias e solidárias?

como os eurobonds, para mutualizar a divida soberana;

um imposto sobre as transacções financeiras, para financiar a recuperação económica e o emprego na Europa;

e avançar na governação económica europeia, com harmonização de politicas fiscais, industriais e comerciais para travar os desiquilibrios macro-económicos entre os membros da UE?
- O que espera o Conselho para obrigar os bancos europeus a comunicar ao governo grego todos os haveres gregos que ajudaram a desviar para paraisos fiscais no ultimo ano, ajudando assim a frustrar o "plano de ajuda" europeu?

         Presidente Barroso -
- O que farão Conselho e Comissão se o Parlamento grego amanhã não aprovar o plano do Conselho Europeu? Qual é o plano B do Conselho?
- Será que o Conselho realiza que, com o impacto estupido e doloroso da sua receita neo-liberal sobre os cidadãos, não está apenas a enterrar a Grécia, mas o Euro, a construção europeia e a própria democracia na Europa, além de desencadear uma crise global pior que a resultante da queda do Lehman Brothers, como avisam os nossos aliados americanos?"


Dirigi-as esta tarde aos Presidentes van Rompuy e Barroso, em Conferência de Presidentes aberta, no PE.
Ambos se mostraram muito confiantes em que o Parlamento grego aprove o novo pacote de medidas de austeridade.
Barroso negou, por isso, que houvesse Plano B...(se o parlamento grego chumbar as medidas, deixa-se a Grécia cair na bancarrota?).
Barroso admitiu, no entanto, que o dinheiro dos gregos está de facto a ser desviado para o exterior. Com visível exasperação, proporcional à incapacidade da UE para o impedir.
O que, só por si, diz tudo sobre a eficácia da receita até aqui aplicada pelo Conselho Europeu!

 

Maltratar a Grécia afunda a UE 

     A crise das dividas soberanas resulta da falta de governação económica na UE e consequente falta de sustentabilidade do Euro.
Por isso, Portugal poderá ser tremendamente afectado (e será certamente o primeiro país da zona Euro a ser afectado), se se deixar a Grécia entrar em incumprimento (default) - o que pode resultar de eventual votação amanhã no Parlamento grego, tendo o Conselho Europeu feito depender dela a libertação de uma tranche do empréstimo acordado em 2010 e a concessão de eventual novo empréstimo. E não se sabe se o governo socialista grego consegue essa aprovação, não só porque o povo protesta vivamente nas ruas influenciando deputados do PASOK, como porque o maior partido à direita - cujo lider fez ouvidos moucos às admoestações da Sra. Merkel - se recusa a aprovar as novas e durissimas condições exigidas à Grécia em troca da "assistência".
     Em Portugal não devemos alimentar ilusões, como as semeadas por aqueles que acham que bastou Pedro Passos Coelho apresentar-se no Conselho Europeu de baraço ao pescoço, por todos nós, e agradecer muito o empréstimo nas condições determinadas pela Troika, repetindo o mantra "nós não somos a Grécia".
     Por mais que cumpramos com rigor o acordo com a ‘troika’, se a Grécia se afundar, nós afundamo-nos a seguir. E é toda a Europa que se afunda.
     Por isso, teve razão Mário Soares ao fazer notar como é vergonhosa a forma como os lideres da União Europeia estão a tratar a Grécia.
E teve razão António José Seguro quando advertiu o Governo para não se exceder no zelo neo-liberal de ultrapassar o que a Troika nos impõe em medidas de austeridade, antes se aplique a investir o que for possível em crescimento económico e emprego.

Porque é sobretudo à conta da receita de austeridade punitiva, sem condições para relançar o crescimento económico, que hoje a Grécia se acha ainda mais endividada e desesperada.

[- por  AG  em 28.6.2011



Publicado por Xa2 às 13:24 de 30.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

É só passar o código de barras e já está

O buracão com os medicamentos (do jornal «O Médico»)

A direcção das farmácias tem vindo a ser abandonada pelos farmacêuticos e a ser ocupada por toda a sorte de "investidores"; por outro lado, o regime jurídico da farmácia tem assistido a vários ziguezagues e remendos avulsos, sem que ninguém fiscalize nada. Portanto, não será generalizado mas devem ser crescentes situações como esta:

«- Uma grande fraude que se está a passar nas farmácias

- Ai sim? Ora conte lá isso...

- O senhor jornalista lembra-se de quando ia aviar remédios à farmácia e lhe cortavam um bocadinho da embalagem e a colavam na receita, que depois era enviada para o Ministério da Saúde, para reembolso às farmácias?

- Lembro, perfeitamente... Mas isso já não existe, não é verdade?

- É... Agora é tudo com código de barras. E é aí que está o problema...É aí que está a fraude. Deixe-me explicar: como o senhor sabe, há muita gente que não avia toda a receita. Ou porque não tem dinheiro, ou porque não quer tomar um dos medicamentos que o médico lhe prescreveu e não lhe diz para deixar de o receitar. Ora, em algumas farmácias - ao que parece, muitas - o que está a acontecer é que os medicamentos não aviados são na mesma processados como se o doente os tivesse levantado. É só passar o código de barras e já está. O Estado paga.

- Mas o doente não tem que assinar a receita em como levou os medicamentos? - Perguntei.

- Tem. Mas assina sempre, quer o levante, quer não. Ou então não tem comparticipação...Teria que ir ao médico pedir nova receita...

- Continue, continue – Convidei

- Esta trafulhice acontece, também, com as substituições. Como também saberá, os medicamentos que os médicos prescrevem são muitas vezes substituídos nas farmácias. Normalmente, com a desculpa de que "não há... Mas temos aqui um igualzinho, e ainda por cima mais barato". Pois bem: o doente assina a receita em como leva o medicamento prescrito, e sai porta fora com um equivalente, mais baratinho. Ora, como não é suposto substituírem-se medicamentos nas farmácias, pelo menos quando o médico tranca as receitas, o que acontece é que no processamento da venda, simula-se a saída do medicamento prescrito. É só passar o código de barras e já está. E o Estado paga pelo mais caro...

Como o leitor certamente compreenderá, não tomei de imediato a denúncia como boa. Até porque a coisa me parecia simples de mais. Diria mesmo, demasiado simples para que ninguém tivesse pensado nela. Ninguém do Estado, claro está, que no universo da vigarice há sempre gente atenta à mais precária das possibilidades. Telefonei a alguns farmacêuticos amigos a questionar...

- E isso é possível, assim, de forma tão simples, perguntei.

- É!... Sem funfuns nem gaitinhas. É só passar o código de barras e já está, responderam-me do outro lado da linha.

- E ninguém confere? - Insisti.

- Mas conferir o quê? - Só se forem ter com o doente a confirmar se ele aviou toda a receita e que medicamentos lhe deram. De outro modo, não têm como descobrir a marosca. E ó Miguel, no estado a que as coisas chegaram, com muita malta à rasca por causa das descidas administrativas dos preços dos medicamentos... Não me admiraria nada se viessem a descobrir que a fraude era em grande escala...

E pronto... Aqui fica a denúncia, tal qual ma passaram...

P.S.

Quase de certeza que quem promoveu tal legislação sabia que isso iria suceder, o nosso legislador não é ingénuo, é gente muito bem preparada e assessorada em certos escritórios de advogados e apoiada em bons pareceres jurídicos.

Como diria o poeta “ o povo é que paga, o povo é que paga...”



Publicado por DC às 09:30 de 29.06.11 | link do post | comentar |

A NOVA SITUAÇÃO POLÍTICA
(Nós aqui, no LUMINÁRIA, preferiríamos substituir o adjectivo Nova pelo "Actual" na medida em que de nova apenas e não é pouco, para mal das nossas penas, o aprofundado agravamento que se avizinha e apregoado até à exaustão como se de uma coisa positiva se trata-se. Parece aquele desígnio que afirma "uma mentira tantas vezes repetida que acaba por se tornar verdade.)

Portugal tem agora uma nova situação política com uma aliança das forças liberais e conservadoras. Os portugueses que votaram e os que não votaram não apostaram nas esquerdas para resolver a situação!
Essa deve ser a grande questão que deve ser respondida! Porquê? A segunda grande questão será -como vai ser o futuro? Estão em curso diversas análises e auto-críticas que me dispenso enumerar. Parece-me todavia relevante fazer algumas considerações muito rápidas:


-Não basta dizer aos trabalhadores para resistirem e aos sindicatos para lutarem contra as políticas de austeridade. Sem uma alternativa política de esperança a médio prazo temos a sensação de que tudo se parece com o mito de Sísafo -levar a pedra ao cimo da montanha para depois a deixar cair outra vez! As esquerdas (PS, PCP, BE e outras forças sociais e cívicas)terão que resolver com tempo e paciência o nó que as impede de criarem uma alternativa como as direitas o têm feito sempre que os seus interesses assim o exigem!

-Nesse sentido faz todo o sentido perguntar a razão de muitos votantes ficarem em casa e a maioria votar nas direitas. Mal ou bem tiraram a conclusão que a solução da situação não passava pelas esquerdas? Uma parte da esquerda estava comprometida com a política de austeridade e a outra lavou as mãos, simplesmente!

-Assim é necessária a construção de uma alternativa com um programa adequado à nossa situação económica, sem escamotear a dívida .Uma alternativa capaz de apontar com fundamento um outro caminho para a Europa, para o euro e para Portugal. Só assim terão sentido as lutas sociais e sindicais!A luta pela luta é um projecto estéril que apenas anima alguns funcionários partidários ou sindicais. As manifes e greves gerais não terão qualquer sentido! Será apenas o desgaste das poucas energias que restam!

Ao contrário do que dizia um cronista do jornal Publico de hoje (26 de Junho) a esquerda não é irrelevante! Poderá a prazo sê-lo se não resolver o tal nó com que os interesses geoestratégicos e económicos a ataram. Isto apesar do Muro de Berlim já ter caído!Caramba, é obra!
 
artigo de A. Brandão Guedes in Bem-estar-no-trabalho


Publicado por Zurc às 15:31 de 28.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

FAO-Um Senhor Silva à brasileira

Depois de ter conseguido reduzir em mais de 24 milhões de brasileiros a passarem fome durante a governação do Presidente Lula e através do chamado programa "Fome Zero", José Graziano da Silva assume agora o desafio de levar a efeito idêntica evolução ao nivel mundial.

Calculam-se que existam cerca mil milhões de pessoas no mundo em subnutrição. a FAO está na primeira linha do combate a esse drama. Na conferência de Roma do ultimo fim-de-semana, onde se reuniram os mais de 191 países membros desta agência da ONU elegeram esse brasileiro para director-geral, que assim sucede ao senegalês Jacques Diouf, há 17 anos no desempenho de tais funções.

À frente da FAO, este Senhor Silva, José Graziano procurará, muito naturalmente e com a experiência adquirida, ao nivel global, uma espécie de Fome Zero e com idênticos resultados aos conseguidos no seu país de origem.

Embora as estatísticas, do ano passado, apontem para uma redução de 80 milhões, o número de famintos muito ainda está por fazer para que tal tormento permita qualquer descanso.

o objectivo agora assumido é que, até 2015, se passe de 925 milhões para metade. Para se conseguir tal desiderato será preciso contrariar os especuladores, limitar o desvio de terras para biocombustíveis e investir forte na agricultura, alem da exigência de que a América Latina terá de duplicar as colheitas e a África quintuplicá-las. Contra as vozes derrotistas, o novo líder da FAO declarou "que erradicar a fome é uma meta razoável e alcançável".

O que se deseja a este Senhor Silva é que tenha, no mínimo, igual sucesso ao obtido inter-portas.



Publicado por DC às 16:09 de 27.06.11 | link do post | comentar |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 3)
 
Como puderam ver as soluções para a regulação destes ganhos de milhões em mais-valias
e que hoje continuam sem tributação,
já foi «inventado» e funciona noutros países da europa.
Pergunto e em Portugal porque não se tributam estas mais-valias
que decorrem simplesmente por despacho administrativo e não de trabalho efectuado?
 
E volto a perguntar:
Estupidez? Má-fé? Ou algo mais?
E ninguém vai preso?
 


Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 2)

 



Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 1)
 
Vejam como se ganham «milhões»
e não se pagam nem «dois tostões»
 
E é tudo legal... Estupidez? Má-fé? Ou algo mais?
E ninguém vai preso?
 

 



Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar |

Partido Socialista, Refundação ou apenas fumaça?

O que nós, aqui no LUMINÁRIA, vimos escrevendo há muitos, mesmo muitos e largos meses.

Talvez agora, não pela vontade próprias, mais pelas circunstancias e pelo peso da boca de quem diz palavras iguais às muitas vezes, neste blog, escritas, seja feita essa referida "refundação".

Para que tal desiderato possa ser consumado torna-se necessário mexer em toda a estrutura, eleger novos responsáveis para todos os lugares electivos, debater o conceito e a forma de inerências reduzindo-as ou simplesmente eliminando-as, rever estatutos e reapreciar os princípios e bases ideológicas do partido. Se o Partido Socialista, especialmente seus dirigentes, forem capazes assumir tais desafios então haverá refundação. de outro modo não será outra coisa diferente do que vem sendo faz tempo. Só fumaça.

Mário Soares diz que o PS "tem de ser refundado" e "ter política a sério"

 
 
foto Fábio Poço/Global Imagens
Mário Soares diz que o PS "tem de ser refundado" e "ter política a sério"
Mário Soares diz que o PS "tem de discutir política a sério"
Mário Soares defendeu este sábado, em Arcos de Valdevez, que o Partido Socialista "tem de ser refundado" e "ter política a sério".

"O PS tem de ser refundado de alguma maneira, tem de ser melhorado, tem de discutir política a sério e tem de ter política a sério e grandes ideias para o futuro", afirmou Mário Soares.

Em relação às eleições para a liderança do PS, Soares reafirmou que não toma partido por nenhum dos candidatos.

"Sou amigo de ambos, são ambos muito inteligentes, muito bem preparados, qualquer um dá um bom secretário-geral do partido", afirmou.

Soares falava à margem da iniciativa Concelho de Estado, que nesta segunda edição homenageou Mikhail Gorbachov.

O antigo líder não esteve presente, por questões de saúde, mas enviou uma mensagem gravada, em que alerta para o "impressionante estado das finanças" na Europa e para o perigo de serem os mercados a comandar os destinos dos países, em vez de serem os governos.



Publicado por Zé Pessoa às 09:29 de 27.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 5


Publicado por [FV] às 11:22 de 25.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 4


Publicado por [FV] às 11:21 de 25.06.11 | link do post | comentar |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 3

 



Publicado por [FV] às 11:21 de 25.06.11 | link do post | comentar |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 2

 



Publicado por [FV] às 11:21 de 25.06.11 | link do post | comentar |

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 1


Publicado por [FV] às 11:21 de 25.06.11 | link do post | comentar |

Mais um (MAU) exemplo da governação pela “esquerda”

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, recentemente revogou uma lei que dificultava a desflorestação, beneficiando assim os grandes latifundiários.

Agora, procura“esconder” as contas públicas.

Depois de (mais) um escândalo envolvendo o ministro Palocci, a presidente presidenta Rousseff desobrigou o governo de divulgar informação sobre os custos das obras relacionadas com o Mundial de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Foi uma decisão prudente quando já se antecipa a irremediável derrapagem das obras e dos orçamentos, o que criará o maior dilúvio de corrupção já visto pelo Brasil e o Brasil já viu muitos - esta terra ainda vai cumprir seu ideal / Ainda vai tornar-se um imenso Portugal. Estão em causa compensações por trabalhos a mais e por encurtamento dos prazos, em cima de cambões e adjudicações pela porta do cavalo, que no final custarão milhares de milhões de reais. (*)


MARCADORES: ,

Publicado por Izanagi às 11:20 de 25.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Importam-se de repetir?

«…O novo pacote de austeridade grego recebe luz verde de Bruxelas...»

«…Pedro Passos Coelho, afirmou hoje no final da sua primeira cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, que a reunião não podia ter corrido melhor a Portugal…»

(?) Apesar disto os indicadores de risco de Portugal sobem. (?)

Será isto a que habitualmente se chama o «mercado» a funcionar?

Será que se tivesse sido «chumbado» o novo pacote de austeridade grego e a Cimeira tivesse corrido mal a Portugal, os indicadores de risco tinham descido?

Então «economistas» como é? Decidam-se!



Publicado por [FV] às 14:57 de 24.06.11 | link do post | comentar |

Governo Chama PS ?

A ser verdade o que o SOL revelou este fim-de-semana, não só constitui mais um sinal positivo na mudança de fazer política como retira aos socialistas a pouca capacidade de que já dispõem de fazer oposição ao nivel das medidas negociadas com a chamada troika.

O Sol revela que “o primeiro-ministro quer o PS a liderar uma comissão parlamentar que fiscalize a par e passo o cumprimento das medidas da troika.

O Governo alem da garantida «cooperação activa» do Presidente, Cavaco Silva, pretende garantir no parlamento a segurança absoluta da aprovação do seu respectivo programa político.

Nessa medida, a maioria PSD/CDS prepara-se para rapidamente garantir outro tipo de cooperação, envolvendo o PS na aplicação do programa de austeridade. Este que pouco espaço de manobra lhe resta não terá outro remédio que garantir o mínimo de governabilidade.

Mesmo assim ao PS, se ainda lhe restar alguma coerência, pingo de vergonha e alguma veia social, muito tem para defender no que reporta à salvaguarda e defesa de alguma equidade na repartição dos sacrifícios, de defesa de critérios de solidariedade, de justiça social, do combate conta a corrupção de um melhor funcionamento dos tribunais em particular e da justiça em geral

O SOL apurou que Luís Montenegro vai avançar, logo no início da semana, com a proposta no Parlamento para a formação de uma comissão de acompanhamento, sugerindo que ao PS caiba a presidência dessa comissão.



Publicado por Otsirave às 11:06 de 24.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

CRISE? QUAL CRISE?

Estado esconde pensões políticas

Os nomes dos políticos que pedem ao Estado a atribuição da pensão mensal vitalícia passaram a ser secretos.

Quando a sociedade portuguesa clama por mais transparência, a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), cujo presidente é eleito pelos deputados, considera que a subvenção vitalícia não é uma informação pública. Por isso, a Assembleia da República, que até há pouco tempo divulgava os nomes dos beneficiários dessa regalia, está agora impedida de o fazer, avança hoje o Correio da Manhã.

A decisão da CNPD, organismo presidido por Luís Silveira desde 2001, não protege só os beneficiários da pensão vitalícia: os nomes dos políticos que solicitem a atribuição do subsídio de reintegração, pago aos políticos que cessam os cargos e ficam no desemprego, também não podem ser divulgados. E o montante do subsídio não pode também ser público.

A Assembleia da República, em resposta às questões do CM, é categórica: "Relativamente à indicação nominal dos senhores ex-deputados que solicitaram quer a subvenção mensal vitalícia quer o subsídio de reintegração a Comissão Nacional de Protecção de Dados, na sua deliberação nº 14/2011, considera que as informações respeitantes a esta matéria são dados pessoais, não públicos, pelo que não é possível responder às questões colocadas".

[sapo]


Se o critério para atribuição de pensões políticas já contrariava os critérios comparados aos restantes trabalhadores nacionais e poderia ser considerado contrário à igualdade de tratamento entre cidadãos, pelos vistos a AR optou, não pela correcção dessa situação, mas pelo encobrimento dessa imoralidade.

E depois ainda há quem se admire por os cidadãos estarem desinteressados pelas questões da cidadania e em actos eleitorais optarem pelo abstencionismo...



Publicado por [FV] às 10:23 de 24.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

BOYS

porque se perdem eleições

 

Graves deficiências" na contratação de consultoras e outros serviços por empresas do Estado

O relatório de actividades de 2010, publicado no site da IGF, salienta que foram analisados 46 contratos de consultorias e outras prestações de serviços em 2008 e 2009, num total superior a 39,9 milhões de euros.

Neste conjunto de contratos analisados, foram detectadas “graves deficiências”, que se estendem pelo “incumprimento frequente das normas de contratação pública, em especial na fase de formação dos contratos”. Estas situações verificam-se em maior número nas empresas detidas indirectamente pelo Estado.

Por outro lado, é rara a justificação da necessidade de contratar, “tanto do ponto de vista económico como da ausência de soluções internas” ou explicações sobre os objectivos desses trabalhos, indica a IGF.

E já após a entrega dos serviços, “só excepcionalmente” foram avaliados os respectivos resultados, tal como “a justificação dos desvios de realização” dos contratos.

 

+ BOYS

 

Para além de autorizar um pagamento extraordinário (de duvidosa legalidade) ao cônjuge, que mais fez o Ministro da Justiça do governo PS?

 

Ministério da Justiça não sabe o que paga nem a quem paga

O Ministério da Justiça não dispõe de “informação actualizada sobre os trabalhadores a quem processa as remunerações e suplementos e sobre a sua assiduidade” e não realiza “um controlo prévio das folhas de vencimento e comparações frequentes entre os valores pagos e as retenções na fonte”. Quem o diz é a Inspecção-Geral de Finanças (IGF) no seu relatório de actividades de 2010, com base na auditoria às despesas com o pessoal de um organismo da Justiça que não identifica

A IGF detectou, por exemplo, o pagamento de 165 mil euros, a título de subsídio de compensação a magistrados (através de depósito em conta) “após a data do falecimento de jubilados, por inexistência de comunicação daquela ocorrência por parte dos serviços do Instituto do Registo e Notariado (IRC)”.

 

Mais BOYS

 

Presidente da câmara de Grândola nomeia filho para adjunto do seu gabinete pessoal

 

O presidente da Câmara Municipal de Grândola, Carlos Beato (eleito pelo PS), nomeou o seu filho para o cargo de adjunto do seu gabinete de apoio pessoal, decisão que qualifica como “consciente e responsável”, mas que a oposição considera “completamente indefensável”.

Carlos Beato justificou a decisão com a necessidade de “encontrar alguém com o perfil profissional e pessoal que garantisse a qualidade, a eficácia e a confiança que o desempenho destes cargos exige”.

Público



Publicado por Izanagi às 09:24 de 23.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Cidadãos e Estados: pela Aliança das periferias e Federalismo Europeu

Um cv europeu

 

    O cv e as competências técnicas de Vítor Gaspar (novo min. finanças) têm sido muito elogiados. Não sou eu que vou criticar tão distinta figura, com tão notável percurso. Noto apenas que, da negociação de Maastricht até a posições de relevo no BCE e na Comissão Europeia, não houve momento da viragem neoliberal da construção europeia em que Gaspar não tivesse participado.

    Esta viragem deu origem à chamada regulação assimétrica da UE, cujas consequências negativas temos vindo a assinalar desde há alguns anos. É difícil perceber a sua fé neste euro, expressa em artigo de 2008: tudo correu bem, no melhor dos mundos. Portugal é uma minudência. As finanças públicas estão saudáveis e tudo, imediatamente antes da recessão fazer sentir os seus efeitos. É o milagre das bolhas a marcar os ritmos das posições orçamentais, tão confortáveis que estas eram.

    Os desequilíbrios entre centro e periferia não interessam para nada, com o seu mau cheiro a teoria da dependência, e a política económica constrangida por regras absurdas, sujeitas a revisões que não alteram a sua essência, é do melhor, com a política monetária a chegar para salvar a situação e com a desregulamentação das relações laborais a acompanhar na criação de postos de trabalho. Viu-se.

    Não seria irónico se alguém com este cv e com estas posições tivesse de intervir conscientemente no esboroar inconsciente de uma construção para a qual deu tão prestimosos contributos? É claro que Gaspar, administrador-delegado da troika, não poupará a maioria dos cidadãos portugueses a todos os sacrifícios para salvar esta aberração institucional, esta utopia liberal, e os agentes financeiros que dela beneficiaram.

    Dito isto, a correcção da tal regulação assimétrica pode ser feita consistentemente por uma saída nacional, com a recuperação das políticas monetária, orçamental, cambial e industrial, ou por uma saída europeísta, na linha da “modesta proposta”, que recrie à escala europeia os instrumentos de política perdidos nacionalmente. Como estamos é que não dá. Julgo que a saída europeísta é a quem tem menos custos e a mais desejável politicamente, mas está bloqueada. A saída nacional ocorrerá, mais tarde ou mais cedo, se deixarmos as coisas como estão.

    

    - Como evitar isso? Eu só vejo uma saída e tenho insistido nela:

 uma aliança diplomática das periferias e dos sectores federalistas do centro, caso de Juncker, que, como bem sublinha Rui Tavares, parece, em certos momentos, ter consciência do desastre em curso. Uma aliança que use a ameaça credível da reestruturação da dívida, liderada pelos devedores, como defende há muitos meses o Research on Money and Finance, para conseguir uma solução europeia para um problema europeu. Essa solução, que quase ninguém com poder quer encarar, pressupõe que se esteja disposto a colocar a hipótese da saída almofadada do euro como plano B, na linha de Lapavitsas, Weisbrot ou Ferreira do Amaral, para fazer ver ao centro qual é o seu interesse próprio esclarecido.

     É claro que no Ministério das Finanças ninguém será incentivado a pensar o impensável.

Resta-nos o recurso a uma das armas retóricas da direita: não há alternativa...

Estados    ['' Punindo o pobre: o Governo Neoliberal da Insegurança Social '']    O aumento do número de reclusos, recentemente noticiado, aponta para uma ideia em que temos insistido, alinhados com alguma investigação de economia política:

    o desmantelamento do Estado Social que nos propõe a utopia de mercado não é o início do reino da liberdade, mas sim o início do Estado Penal, do Estado que encarcera os pobres e excluídos ou que promove a administração de paliativos caridosos que não passam de incentivos à subordinação e ao preconceito, maus substitutos dos direitos sociais.
    A escolha nunca inteiramente confessada do neoliberalismo é clara:
estruturação política das instituições por forma a dirigir recursos para os mais ricos e repressão para os mais pobres.
    A austeridade entusiástica da direita poderá bem ter como contrapartida o aumento do número de polícias, já muito acima da média europeia, a continuação da prosperidade da indústria da segurança privada e uma maior propensão para transformar problemas sociais em problemas de repressão. Há todo um Estado que engorda para que outro emagreça...


Publicado por Xa2 às 00:09 de 23.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

CRISE? QUAL CRISE?

Imóveis no Algarve comprados a estrangeiros

Portugueses investem em casas de luxo no Algarve

 

Com a crise financeira na Irlanda e a desvalorização da libra, há ingleses e irlandeses a vender as suas casas de férias no Algarve. Os portugueses aproveitam esta oportunidade para adquirir habitação de férias, essencialmente no segmento de luxo - prime - com o preço das casas a variar entre 500 mil e um milhão e meio de euros, noticia o Jornal de Negócios.

Esta tendência é confirmada pelos mediadores imobiliários, que apontam para o surgimento de um cliente português vocacionado para investimentos a médio e longo prazo. O jornal salienta ainda que grande parte das compras são feitas a pronto pagamento.   Em declarações, o director-geral da ERA Imobiliária, Miguel Poisson, referiu que "há uns anos eram os portugueses que vendiam esses imóveis aos ingleses e agora vê-se o contrário. Hoje em dia, no Algarve, mais de 90% dos compradores são portugueses".

 

- Será que nesta notícia, a ser verdade, se chame "investimento"  a pagamentos em "dinheiro vivo"? Não terá outro nome ou não poderá ser «outra» coisa? Afinal estamos ou não estamos em «crise»?



Publicado por [FV] às 11:48 de 22.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Se assim for, este será o meu candidato
Francisco Assis quer eleições do PS abertas aos cidadãos

Eleições para secretario geral do Partido Socialista e, não só...

Conforme hoje os jornais “Publico” e DN dão conta, o candidato à liderança dos socialistas Francisco Assis quer que o PS seja o primeiro partido em Portugal a escolher os candidatos a primeiro-ministro, deputados e autarcas em eleições primárias abertas à sociedade.

Francisco Assis referiu que este ponto de “ruptura na orgânica de funcionamento dos partidos” faz parte da sua moção de estratégia para as eleições directas no PS, que se realizam a 22 e 23 de Julho.

Na sua moção de estratégia, que será entregue formalmente quarta-feira, Francisco Assis propõe que os socialistas portugueses tenham como paradigma de escolha de candidatos o modelo norte-americano, sobretudo o dos Democratas.

Nas eleições primárias norte-americanas, todos os cidadãos, independentemente de estarem ou não filiados, podem registar-se em cada Estado para participar na escolha dos candidatos do seu partido de simpatia, incluindo a do candidato a presidente dos Estados Unidos.

Em Portugal, a escolha de candidatos dos partidos a cargos locais ou nacionais é feita pelos órgãos partidários, que por sua vez são eleitos por militantes.

No caso do PS e do PSD, os militantes escolhem por voto directo os líderes do partido e os dirigentes distritais, sendo os restantes órgãos eleitos por delegados em congresso.

Francisco Assis propõe agora que haja primárias abertas à sociedade na escolha dos candidatos do PS a primeiro-ministro, deputados e presidentes de câmara, entre outros cargos.

“Quero criar um sistema que enfraqueça ao máximo os sindicatos de voto, que são uma doença em todos os partidos”, justificou o candidato à liderança do PS.

Interrogado se propor este sistema não lhe poderá retirar votos entre os militantes socialistas, uma vez que pretende retirar-lhes poder de influência, Assis respondeu que “quem quer ser secretário-geral tem de dizer o que pensa”.

Acentuou ainda que não quer “ganhar as eleições no PS a qualquer preço”, porque diz querer “uma mudança real”.

Outro ponto da moção que Francisco Assis entrega quarta-feira relaciona-se com a ideia de “políticas públicas activas com respeito pela lógica de funcionamento do mercado” – ponto que o candidato socialista considera “decisivo para a reconquista da confiança das classes médias”.

Em sectores como saúde, educação, segurança social e ciência, as políticas públicas são considerada “essenciais, mas não concorrentes do mercado”, nessas mesmas áreas.

A moção de estratégia de Francisco Assis teve entre os principais colaboradores Rui Pena Pires, sociólogo, João Galamba, deputado, Filipe Nunes, ex-chefe de gabinete de ex-ministro da Defesa, Augusto Santos Silva) e Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado da Saúde.



Publicado por DC às 10:05 de 22.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

O exemplo surge das cinzas

A revolução processada nos sectores do textil e do calçado deveria alastrar ao país.

É hoje, dia 22 de Junho, que a CGTP (quem diria) apresenta um estudo levado a efeito por uma investigadora do Instituto de Solidariedade e Segurança Social (ISSS), sobre a evolução colossal que se processou no sector têxtil e calçado, em Portugal.

A autora do estudo, Berta Granja do ISSS, apresenta os resultados em sessão conjunta com a CGTP com quem se associou num trabalho efectuado em parceria.

Assim, a CGTP aproveita a realização de um seminário internacional a decorrer no Porto, Hotel IBIS, para fazer a apresentação dos referidos resultados de um estudo em boa hora levado a cabo e demonstrativo do que o país é capaz de fazer quando para tal reúnem capacidades e vontades

A reestruturação do sector têxtil e do calçado no norte e centro de Portugal é bem a ilustração desse desiderato.

O referido seminário internacional e faz parte de um projecto mais amplo a nível europeu -Projecto Apenach- que visa melhorar a acção sindical sobre as práticas de antecipação e gestão das mudanças e reestruturações de empresas através de instrumentos de formação sindical e gestão de competências com vista á preparação dos quadros sindicais.

Estas práticas de acção, de antecipação da gestão e dos comportamentos em mudança são, há muitos anos, uma constante em países da Europa central e que têm dado como resultado o evitar crises económicas e sociais, o travar do desemprego e a sustentabilidade na criação de riqueza, diversificando quer as produções como inovando nos sectores de actividade.

No seminário serão ainda apresentados resultados de outros estudos realizados noutros países europeus.

A iniciativa é organizada pelo departamento da CGTP área do desenvolvimento sustentável, economia social e defesa do consumidor, cujo responsável é o dirigente João Lourenço, proveniente da corrente autonomia sindical.



Publicado por Zurc às 09:46 de 22.06.11 | link do post | comentar |

Primeira Mulher Presidente da A.R. Portuguesa

Assunção Esteves, ''a 1ª escolha da A.R.''.

 
[-por AG ] 


Publicado por Xa2 às 08:08 de 22.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Um governo, politicamente, “descamisado” e com Moedas?

O governo escolhido por Pedro Passos Coelho é, segundo rezam as estatísticas e ao nivel de ministros, o mais novo do pós 25 de Abril.

É facto que, por enquanto, alem dos ministros, apenas foram empossados dois Secretários de Estado, coisa que não é de somenos importância visto que por eles passaram muitas das políticas que os ministros terão de assumir enquanto primeiros responsáveis ministeriais.

Os secretários de Estado desempenham um papel de crivo entre as decisões políticas estabelecidas em conselhos de ministros e o que cada sector vai (ou não) desenvolvendo e o respectivo modo de o fazer. Além, claro está da gestão dos “jobs para os boy`s and girl`s”.

Todavia, o que se pode, desde já, afirmar é que existem, sem sombra de dúvidas, algumas inovações e arrojadas mudanças não só na própria constituição do governo como na afirmação de que não vão ser nomeados mais governadores civis, que em bom rigor não se tem vislumbrado para o que têm servido além de constituírem uma reminiscência do passado salazarento.

Embora custe e muito doa a um coração dilacerado por tantos erros pelas esquerdas cometidos já me rendo como alguém diria, num qualquer programa de comentadores, “já me não importa se o governo é de esquerda ou de direita se todos passarmos a viver com maior equilíbrio e a justiça passar a funcionar atempada e competentemente”.

Este Executivo que foi empossado hoje e já despiu o casaco, agora terá de proceder à escolha dos respectivos Secretários de Estado e o Governo tem de levar o seu programa à discussão no Parlamento. Só aí é que o novo executivo entra no pleno das suas funções.

Este é o elenco já empossado a quem se devem desejar os maiores sucessos políticos que venham em favor de tornar um país mais rico e uma sociedade mais justamente ajustada aos conceitos da solidariedade, da partilha, da responsabilidade,...

Primeiro-ministro - Pedro Passos Coelho

Ministro Negócios Estrangeiros - Paulo Portas

Ministro das Finanças - Vítor Gaspar

Ministro da Economia - Álvaro Santos Pereira

Ministro da Educação - Nuno Crato

Ministro da Saúde -  Paulo Macedo

Ministro da Segurança Social - Pedro Mota Soares

Ministro da Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas

Ministro da Defesa - Aguiar Branco

Ministro da Justiça - Paula Teixeira da Cruz

Ministro da Administração Interna - Miguel Macedo

Ministro dos Assuntos Parlamentares - Miguel Relvas

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Marques Guedes

Secretário de Estado adjunto do PM - Carlos Moedas



Publicado por Zé Pessoa às 15:43 de 21.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Nossos vizinhos e primos do sul.

 Entre "muita" maquilhagem e a "revolução tranquila"
«Dois líderes derrubados, um hospitalizado no estrangeiro, outro sob as bombas da NATO.

Mohammed VI sabe que não pode ficar indiferente às ondas de choque da Primavera Árabe, que começou na Tunísia mas chegou já ao Iémen. Também em Marrocos há quem proteste contra o poder abusivo e exija mais liberdade, uma coragem que vem dos tempos de Hassan II. Por isso, o rei propõe uma nova Constituição que aproxima o seu país das monarquias parlamentares ao estilo da Europa. Cumpre mais uma parte das promessas que fez em 1999, quando subiu ao trono. Mas mesmo assim o texto a ser referendado a 1 de Julho não corresponde ainda à ideia de que um monarca "reina mas não governa", como acontece em Espanha, só para falar do outro vizinho.
      Sim, porque Marrocos é o nosso vizinho do Sul. Rabat só não fica mais próximo de Lisboa do que Madrid por uma unha negra. A unir-nos estão mais de mil anos de história, desde quando Tariq atravessou o estreito de Gibraltar e trouxe o islão até esse século XVIII em que, transportando toda a gente de Mazagão para o Brasil, Portugal desistiu do seu sonho de conquista das terras marroquinas pelo qual viu morrer D. Sebastião. Também nos liga o presente, seja porque nesse país do Magrebe passa o gasoduto que traz a energia para os fogões das nossas casas, seja porque uma grave crise poderia tornar o Algarve uma espécie de Lampedusa. Não é a rota mais lógica, mas os ventos e as marés já trouxeram barcos de ilegais às nossas costas.
 
      Mohammed VI aceita perder o seu carácter "sagrado", passando a ser apenas "inviolável". O primeiro-ministro poderá escolher os ministros, mesmo que o rei continue a presidir às reuniões do Governo. No preâmbulo, a Constituição de Marrocos salientará, além do carácter árabe, os contributos hebraicos, andaluzes e africanos para a sua identidade, nota o El País. E a língua berbere, falada no Rif e no Atlas, tornar-se-á oficial. O islão mantém-se religião de Estado, mas é reconhecida a liberdade de culto, ainda que não a de consciência, que legalizaria conversões de muçulmanos e daria argumentos aos islamitas, alguns deles - minoritários - adeptos do terror, como se viu em Maraquexe. 
     Herdeiro de uma dinastia com 400 anos mesmo que o país só se tenha libertado do jugo francês em 1956, Mohammed VI possui uma legitimidade que não se compara às de Ben Ali, Mubarak, Ali Saleh ou Kadhafi, só para falar dos quatro dirigentes árabes mais afectados pela Primavera Árabe. Descendente do profeta, é também Comendador dos Crentes. Por isso pode arriscar aquilo que o Le Monde chama "Revolução Tranquila", outros de mera "mudança de roupa e muita maquilhagem", como é o caso do intelectual Ahmed Benseddik, adepto das manifestações convocadas via Facebook.
     Por trás das palavras da nova Constituição, um pormenor prometedor: todos os partidos vão poder usar tempo de antena. Até o Via Democrática, marxista, que defende a república e a autodeterminação do Sara Ocidental, dois tabus em Marrocos.» [DN, Leonídeo Paulo Ferreira].



Publicado por Xa2 às 13:07 de 21.06.11 | link do post | comentar |

Sofrer uma derrota política ainda antes de tomar posse

Foi mesmo necessário passar por esta derrota?

FERREIRA FERNANDES-DN

Se na eleição para primeira figura do Estado acabou por ter uma saída airosa - uma derrota, mas com votação acima do esperado -, Fernando Nobre não conseguiu ser a segunda figura do Estado com uma derrota tão cruel como as expostas pelas televisões: apesar de ladeado por dois futuros ministros, Paula Teixeira da Cruz e Miguel Macedo, e sentado na primeira fila do PSD onde estavam Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas, ele nem conseguiu, por duas vezes, ter o pleno dos votos do partido que o propunha. As derrotas doem mais quando são desnecessárias e previsíveis.

Ao ir ontem ao Parlamento, Passos Coelho sabia que só os votos do seu partido (108 deputados) não chegavam para eleger o seu candidato a presidente da AR (116 votos, no mínimo). E o seu aliado Paulo Portas sabia que sem os votos dos centristas (24), Fernando Nobre dificilmente reuniria entre a oposição os votos necessários para, acrescentados aos do PSD, ser eleito. Desses dois saberes tirava-se uma conclusão lógica: o Governo indigitado corria o risco de sofrer uma derrota política ainda antes de tomar posse. Aparentemente, o presidente do PSD e o presidente do CDS preferiram esse risco a faltarem à palavra: Passos Coelho escudou-se na promessa que fizera de apresentar Nobre, e Portas na de rejeitá-lo. A ver vamos se mais não valia ter negociado, de forma assertiva e aliciante, com Fernando Nobre para ser ele próprio a desistir. E o líder do PSD viu aritmeticamente demonstrado - 106 votos na primeira votação (secreta) a favor de Nobre, e 105 votos, na segunda - que nem conseguiu convencer todos os seus.

Por ironia, Fernando Nobre acabaria por ver, pela forma como foram conduzidas as duas votações que o derrotaram, que a principal acusação que lhe faziam pode ser infundada. A inexperiência dos procedimentos parlamentares impediam, dizia-se, a escolha para presidente da AR de alguém que nunca fora deputado. Ora, ontem, a mesa que dirigiu as votações era constituída por três parlamentares experimentadíssimos: Guilherme Silva e Duarte Pacheco, do PSD, e Celeste Correia, do PS. Mas o traquejo não os impediu de cometer um erro na primeira votação, ao recolher os votos antes de saberem qual o quórum no hemiciclo. Quando se fez a contagem, 106 a favor, 101 brancos e 21 nulos (total: 228 deputados), deu--se conta da falta de dois deputados. Emendou--se na segunda votação, chamando deputado a deputado e só deixando um votar depois do outro o ter feito - descobriu-se quem eram os faltosos (dois socialistas). Essas emendas também Nobre aprenderia depressa...



Publicado por DC às 10:32 de 21.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

E ninguém vai «preso»?

SANGUE

É um facto, ontem confirmado pelo presidente do Instituto Português do Sangue:
Portugal destrói o plasma do sangue recolhido nas muitas campanhas feitas em todo o País.

País destrói plasma e gasta 70 milhões a comprá-lo lá fora

O aproveitamento do plasma do sangue recolhido poderia gerar poupanças na ordem dos 15 milhões de euros anuais.

Câmaras de frio para armazenar o sangue estão a ser usadas como arrecadação.

A incapacidade para tratar o plasma força a sua destruição.

Isto apesar de Portugal ter câmaras de frio, para armazenar milhares de unidades de plasma, que custaram 1,5 milhões de euros.

[DESTAK]

Ou como lamenta o sociólogo António Barreto: A gestão incompetente não está sujeita a qualquer tipo de penalização.

Ou ainda, como diria o Zé das Esquinas: E ninguém vai preso?


MARCADORES:

Publicado por [FV] às 14:47 de 20.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

De quem descendemos nós?

Um jovem diplomata, em diálogo com um embaixador que viera a despacho com o ministro e enquanto esperavam que este os recebesse, revelava o seu inconformismo.

A situação económica do país é, deveras, muito complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, cada vez mais significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospectivamente, tudo parece indicar que uma qualquer "sina" nos condena a esta permanente "décalage", que se aprofunda. E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal "partira" bem:

- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que "deram novos mundos ao mundo", que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.

O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:

- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.

- Não descendemos? - reagiu, perplexo, o jovem diplomata - Então de quem descendemos nós?

- Nós descendemos dos que ficaram por aqui...

 

Como diz o Zé das Esquinas, o Lisboeta a 20 de Junho de 2011 às 10:24

Gostava de voltar a ler aqui no Luminária, coisas sérias.
Faz tempos que não «vejo» aqui nada de jeito.
Só minudências e ressabios...
Onde pairam os ideais para uma possível melhor sociedade e vida que norteavam muito do que aqui se postava?
Andam todos escondidos? Ou «morreram»?

 

Nós, portugueses que por aqui ficamos, gostamos muito da má-língua. Coisas sérias obrigam a reflectir e cansam muito o cérebro. Cultivamos muito aquela ideia de mãe que dizia para a filha “chama-lhe p... a ela antes que ela te chame a ti”. A mãe lá saberia o que a filha andava a fazer!



Publicado por Zé Pessoa às 12:35 de 20.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Oportunidade ou desperdício ? ... e à custa de quem ?

Os nomes das políticas

      Falar dos novos ministros (do novo governo PSD-PP) só é interessante na medida em que se fala das políticas e das estruturas que as condicionam.

O ministro das finanças, Vítor Gaspar, é o administrador-delegado que a troika precisa para garantir que o seu programa inviável é adoptado com toda a convicção. Com carreira feita no BCE, monetarista e admirador de Milton Friedman, tem o perfil ideal para traduzir em políticas as obsessões de um moralismo das finanças públicas que é incapaz de compreender o que se tem passado na Zona Euro e que a crise como uma oportunidade e não como um imenso desperdício.

     Álvaro Santos Pereira(min. economia,trabalho...), por sua vez, poderá meter na gaveta as ideias sobre reestruturação da dívida, que ocorrerá quando der jeito aos credores, mas será incentivado a levar à prática o seu projecto de liberalização das relações laborais, ou seja, de aumento da discricionariedade empresarial e de redução do trabalho a um custo a economizar. Os sectores mais reaccionários do patronato ficarão gratos. O desemprego continuará a aumentar, claro, porque é a crise de procura que determina a sua evolução. As parcerias público-privadas permanecerão intactas e serão provavelmente alargadas, na saúde, por exemplo, apesar do cepticismo de um ministro sem peso político.

    Peso terá Paulo Macedo, ex-administrador da Médis e novo ministro da saúde, que vem do BCP, um dos grupos interessados em capturar este apetitoso sector, onde os lucros se fazem à custa do Estado e da vulnerabilidade dos cidadãos.

    Austeridade, desemprego e fragilização da provisão pública. Com estes ou com outros nomes, estas são as políticas.



Publicado por Xa2 às 08:10 de 20.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

Passos Coelho, uma derrota muito (pouco) Nobre

Se, como lhe sugere o “senhor de cascais”, Atónio Capucho, o agora indigitado primeiro-ministro “não desistir de Fernando Nobre” arrisca-se a uma estrondosa derrota com alguns quistos dentro das próprias fileiras parlamentar.

Passo Coelho averbará o que será a sua primeira, grande, derrota e logo na Assembleia da Republica, berço da sustentação do poder do executivo governativo do país, do qual é o primeiro responsável.

Como afirma Daniel Oliveira, em artigo de opinião no Expresso, “O problema de Passos Coelho é que, com tudo isto, começa mal. Não sendo sequer seguro que toda a sua a bancada vote em Nobre, estreia-se como primeiro-ministro com uma derrota parlamentar e a falta a uma promessa eleitoral. É obra! Para compensar a coisa ainda se falou da escolha de Nobre para ministro. Dois péssimos sinais para o exterior. Antes de mais, do próprio: fica-se com a ideia que desde que lhe seja dado um lugar ele está por tudo. Depois, para o novo primeiro-ministro: os ministros não são escolhidos pela sua competência e preparação mas para resolver os problemas políticos da liderança do PSD.”

Efectivamente como diria Jackes de Lá Palice, (uma ridícula evidencia) nem todos os meios são nobres para atingir determinados fins e, normalmente, quando os meios são pouco sérios os resultados saiem furados e trazem complicações futuras. Como é o caso.



Publicado por DC às 12:38 de 17.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

NA AMEIXOEIRA, LISBOA

Na Ameixoeira há quem diga que “a oposição anda de bico calado” e já nem sei se ainda terá bico ou sequer se ela existi. Não se sente, não se vê, não se ouve e não se lê.

Nós, que aqui e ali fazemos, de vez em quando, os reparos de inércia ou abandono é mister reconhecer que o executivo da respectiva junta de freguesia de vez em quando dá sinal de sua existência mandando cortar ervas, por vezes arvores (infelizmente em lugar de planta-las) e até o arranjo/consolidação de muros, vejam bem e não se pode acusar de eleitoralismo visto que já são conhecidos os resultados das recentes e não estão, por ora, marcadas outras, nem no Sporting e na FPF o Dr. Madaill está que nem lapa apegado ao poder. Esperamos que os trabalhos sejam concluídos com uma “borradela” de tinta de modo a dar algum colorido ao bairro.

Já que andam “com as mãos na massa” não se esqueçam de consolidar, também, a escadaria que liga a Rua Cidade de Tomar à Calçada da Carriche!

P.S.: Segundo convocatória afixada nos locais habituais amanhã, dia 17, há Assembleia de Freguesia, quem quizer saber o que andam a fazer, executivo e oposições, terá de lá ir, assistir ou mais tarde pedir licença para ler as actas. Talvez assim fique com uma vaga ideia de como são geridos os recursos de que dispõe uma freguesia.



Publicado por Zurc às 22:05 de 16.06.11 | link do post | comentar |

gnomos de jardim

Porque concordo quase integralmente com as palavras de Sérgio Sousa Pinto (discordo do apoio a Assis – o meu apoio vai para António José Seguro -) e porque as mesmas são oportunas, tomo a liberdade de aqui as colocar.

 

" Um apoiante de Assis, Sérgio Sousa Pinto, assinou uma violenta nota contra os “oportunistas silenciosos” do PS que aguardam o futuro secretário-geral para lhe irem oferecer os seus valiosos préstimos, no partido, no grupo parlamentar ou em ambos. Estes “habilidosos sempre-em-pé”, são uma doença, um fungo político. Quebrarão o seu manhoso silêncio para se encostarem ao vencedor, quando tal operação puder ser realizada sem excesso de escândalo. Se Assis vencer, espero que conte com os camaradas que lealmente apoiaram António José Seguro. E que deixe aqueles gnomos de jardim, peritos na arte da sobrevivência política, prolongarem sine die a sua “reflexão” na berma da estrada."


MARCADORES:

Publicado por Izanagi às 20:10 de 16.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

REFLEXÕES...

«…Temos de exigir que os novos líderes nos falem sempre a verdade. De mentiras estamos fartos. Ou os políticos nos falam sempre a verdade ou não os queremos. Temos de exigir que os novos líderes afastem para longe das áreas de decisão e da vida nacional todos os oportunistas que, após todas as eleições, se colam aos vencedores para encontrarem modo de beneficiarem pessoalmente das novas situações criadas. O povo não quer mais oportunistas perto de quem governa. É necessário que os sacrifícios que vamos ter de fazer nos sejam muito bem explicados e, sobretudo, que sejam muito bem repartidos, sendo maiores para quem mais pode. É necessário que aqueles que trabalham produzam o dobro para que, assim, se criem lugares para os que têm a infelicidade de não poder trabalhar. Assim como é necessário dizer aos preguiçosos, àqueles que não trabalham porque não querem, que não há mais lugar para preguiçosos em Portugal. É necessário criar um governo de competentes e não de vaidosos. Resumindo, é necessário que a sociedade portuguesa, a começar pelos governantes, se torne mais séria, mais responsável, mais trabalhadora.…»
[Magalhães Pinto | Poliscópio]

«…Será bom ver caras sinceramente dispostas a mudar Portugal. Encher o executivo de gente que apenas lá estão como retribuição de favores ao partido ou pela campanha, seria um péssimo sinal. Decidir cada ministro em função da proveniência – e não da competência – seria outro terrível sinal. Não compreender que o espaço à esquerda do PSD também deve estar comprometido com as duras tarefas que enfrentamos, seria outro desastroso sinal…»
[Henrique Monteiro | Expresso]

«…O ponto de partida para a mudança não é animador. O País está sobreendividado, a sociedade civil não é participativa nem exigente e todas as áreas de actividade encontram-se infestadas de práticas e interesses corporativos…»
[João Luís de Sousa | Vida Económica]

 

Espero que PPC nos surpreenda pela positiva. O que for bom para o País é bom para mim.
Até porque, lembro:

«A oposição nunca ganha as eleições. Quem está no governo é que as perde»
[W. Churchill]



Publicado por [FV] às 11:23 de 16.06.11 | link do post | comentar |

A herança envenenada

Pela primeira vez em Portugal, um primeiro-ministro eleito perdeu umas eleições legislativas. E isso aconteceu com o pior resultado que o PS teve nos últimos vinte anos. Sócrates despediu-se depressa, tinha preparado no teleponto um longo discurso em que, mais uma vez, procurou negar a verdade e fugir às evidências - sobretudo a de que deixa um país encurralado e à beira da ruína e um PS embalsamado e com os seus valores patrimoniais fundamentais muito abalados.

O que o discurso revelou - apesar do que dizia o teleponto - foi, por um lado, um Sócrates aterrorizado com o juízo da história e com o lugar que ela certamente lhe reserva, associado à bancarrota de 2011. E, por outro lado, a obsessão em condicionar o natural debate interno sobre as lições que há que tirar deste desaire, que se traduziu na perda, em seis anos, de um milhão de votos.

 

Tudo indica que a vida não vai ser fácil para o Partido Socialista, que fica agora à mercê de uma diabolização política que não vai tardar, em previsível resposta ao funambular optimismo dos últimos tempos.

Sócrates deixa nos braços do PS uma herança envenenada, que é a de ter que "ser oposição" a um programa que ele próprio assinou. O socratismo corre, assim, o risco de se tornar numa verdadeira maldição para o PS

Em suma, o PS precisa, antes do regresso ao combate político, de dar ao País um forte sinal político, mas também ético, feito de humildade e de verdade. Este vai ser, sem dúvida, o maior e o mais imediato desafio da sua próxima liderança.

DN 09-06-2011



Publicado por Izanagi às 10:03 de 16.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Combate aos escravocratas e traficantes de seres humanos

COMBATE AO TRABALHO CLANDESTINO E ESCRAVO !

Recentes notícias dão conta da existencia de trabalhadores portugueses escravizados em Espanha. Isto significa que existem angariadores deste tipo de trabalho a actuar no nosso País!
      Por outro lado existem muitos indivíduos, a quem não se pode chamar de empresários, que recrutam trabalhadores clandestinos, sem contrato e sem descontos para a segurança social e para o fisco.
     «Constata-se que continuam a ter uma dimensão considerável os fenómenos de não declaraçao de trabalhadores»- diz a Autoridade para as Condições do Trabalho no seu Relatório do ano de 2010. Esta entidade responsável pela legalidade das relações de trabalho, prevê que as coisas se agravem pois está a planificar para 2012 uma Campanha de combate ao trabalho não declarado ou clandestino!
      Ora, Portugal aderiu ao combate internacional de tráfico de seres humanos, nomeadamente da Convenção 129 e que deu origem a um Plano Nacional de combate ao Tráfico de seres humanos 2007-2010.
      Por sua vez as inspecções de trabalho ibéricas têm reunido para planificar acções transfronteiriças e vigiar as acções destes novo energúmenos, traficantes de carne humana que se valem da miséria e ingenuidade das pessoas para as escravizar !
      Com a situação de crise estas situações de trabalho clandestino e tráfico de humanos tendem a aumentar pelo que é fundamental um serviço de fronteiras menos preocupado com os desgraçados dos imigrantes e mais preocupado com os traficantes. Uma inspecção do trabalho menos burocrática e mais actuante e sem contemplações com situações de trabalho não declarado!
      Em recentes entrevistas o actual Inspector-Geral do Trabalho afirmou que não pactuaria com estas situações! É isso mesmo que se espera. Não pactuar com os negreiros do mundo do trabalho actual!
Ver manual da OIT para combater trabalho forçado.


Publicado por Xa2 às 08:03 de 16.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

INCERTEZAS E INSEGURANÇAS POLITICAS

Eu não estou Seguro que este seja o próximo líder dos Socialistas, o que significa querer dizer que, também, não podemos estar Seguros que o mesmo “santo” possa ser o 1º Ministro de Portugal, antes ou depois de 2014. Ou que o não seja.

Nos tempos que correm a política em Portugal ou qualquer outra parte do mundo é possuidora de uma volatilidade, confrangedoramente, atroz.

Quem manda são as agencias de rating e quem por traz delas tudo manobra. Há quem lhes chame “Maçonaria”, “Opus Dei”, “Cúria Romana”, “Banco Ambrosiano”, “Camorra Napolitana” “Máfia Chinesa”..., ou seja lá quem for, o certo é que suga até ao tutano as economias das famílias e dos estados que deixaram umas e outros de ser soberanas/os, com as cumplicidades dos maus governantes que alastram pelo mundo fora.

Os resultados são os já conhecidos e os mais que estão para nos atormentar. É verdade que os povos, as populações têm-se posto muito a jeito, pelo menos pela sua atitude demissionaria das obrigações que nos competiriam no exerci-o das enormes obrigações de cidadania. Demitimo-nos, constantemente, de participar na “Polis”, enquanto “governo da cidade”.



Publicado por Zé Pessoa às 10:29 de 15.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (17) |

Despesa pública e ruptura de capital nos bancos, coisas muito diferentes

Não sei, nem faço a menor ideia, quem seja este AAA, o texto de Carta me foi enviado via e-mail, muito antes de realizadas as recentes eleições. Contudo, estando de acordo com o registo, até porque em alguns postes, no LUMINARIA e em outras circunstâncias, aludi a tais argumentos, aqui o postulo.

 

Meus Caros

Não sou um técnico em  questões macro-económicas, nem em nada, mas tenho presente o desenvolvimento humano que se verificou em Portugal  nos últimos 60 anos, que por acaso acompanhei.

Quando se fala em despesa pública incontrolada (certamente a custear em excesso a despesa com os funcionários  e outras com a  máquina  do Estado, mas também a custear as infra-estruturas hospitalares e a qualidade da prestação dos serviços de saúde - que não é uma falácia - o parque escolar e as condições de ensino e de apoio social oferecido/concedido aos estudantes e às famílias, nas infra-estruturas dos transportes rodoviários, ferroviários e aéreos, etc. etc.), interrogo-me se devíamos continuar a ter as Misericórdias como principal instrumento de apoio hospitalar e a serem financiadas com recurso aos cortejos de oferendas realizados periodicamente, se as crianças das serranias do interior deveriam fazer 7/10 Kms a pé, quando não mais,  diariamente para irem à escola até completarem, se o conseguissem, uma quarta classe mal amanhada - ainda se lembram das Regentes escolares? - Possivelmente comendo uma bucha com toucinho quando houvesse, e o não dar condições às crianças do sexo feminino para estudarem e assim não pressionarem o mercado do trabalho  que não o das chamadas "criadas", não contando, portanto,  nas estatísticas do desemprego,  ou se devia continuar a demorar 6/7 horas a viajar de automóvel de Lisboa à Beira Alta ou ao Algarve ou se queríamos voltar ao tempo em que o país nada devia mas pouco ou nada investia e acumulava o ouro em Fort Knox, no BIS ou nos cofres do Banco de Portugal (naturalmente a dívida pública era de 12% do PIB!...). 

 Não estou a tecer loas aos Governos que sucederam ao do Dr. Cavaco, nem vou falar na responsabilidade deste com o desmantelamento da frota pesqueira e destruição da agricultura nacionais, nem a reforma dos vencimentos dos funcionários que criou o "monstro", nem do CCB cujo custo e utilidade lembro-me de ter sido na altura muito questionado, nem dos cursos financiados pela CEE cuja utilidade não foi prévia e posteriormente avaliada. Não quero dizer que não se poderia ter feito o mesmo com custos inferiores e, portanto, menor endividamento,  se houvesse maior controlo. Nem que não se devia ter ajustado há muito tempo os preços dos bens públicos aos custos reais devidamente auditados para evitar a situação em que se encontram as empresas que os oferecem.   Quero somente dizer que falar da dívida e do desenvolvimento da economia  actual e compará-lo com os de 1850, 1900,  1950 ou 1973  fica bem, a meu ver,  como exercício académico, de contabilista ou para eleitor ver.

Talvez por força da minha experiência de vida e também profissional, acho que é incorrecto não ter em conta  os ganhos em desenvolvimento humano alcançados (equivalente ao lucro/resultado intangível da actividade do Estado e dos próprios cidadãos) e os activos existentes  e que estão à vista, e que, se forem devidamente utilizados/aproveitados e sobretudo bem geridos, são fundamentais para o futuro desenvolvimento  do país.  Saibam os futuros Governos (PSD) promover a sua utilização em benefício da economia,   "exigindo" aos cidadãos e em especial  aos empresários que os aproveitem em benefício de maior produtividade e, consequente, melhoria da competitividade.

Não gostava de voltar ao tempo do Estado Novo em que pouco ou nada se fazia para não aumentar a dívida ou não vender o ouro. A meu ver é preferível estarmos a dever, com obra feita, que a dívida se há-de pagar...

Sei que muitos de vós não está de acordo com esta visão. É, contudo um desabafo pois não acho bem a forma infra de procurar ganhar eleições.

 AAA



Publicado por Zé Pessoa às 15:34 de 14.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Globalização: o princípio do fim ?... Alternativas para a crise.

Alternativas económicas

Mariana Mortágua fecha muito bem o debate, se é que um debate como este alguma vez está fechado, com Paulo Pedroso, duplamente equivocado: sobre a questão fundamental do trabalho como custo relevante em Portugal, também descascada aqui pelo Alexandre Abreu, talvez reflexo da influência da “economia da oferta”, ainda que com verniz progressista, à maneira da fracassada Agenda de Lisboa, em social-democratas como Pedroso; sobre o suposto anti-europeísmo dos que nunca se deixaram encantar por um romance de mercado europeu que foi durante demasiado tempo a leitura de cabeceira no PS.
      Felizmente, a avaliar pelo que se escreve no Social Europe, as intuições keynesianas parecem ter reconquistado direito de cidade numa parte da social-democracia europeia, com a qual as convergências em matéria de integração são agora grandes, passada que está a ilusão sobre a natureza e o estado deste euro. Esta ilusão foi um dos brilhantes resultados da hegemonia do social-liberalismo que varreu os socialistas do poder e os esventrou ideologicamente.
      O primeiro, e mais importante, equívoco de Pedroso, que até já foi desmentido pelo próprio Banco de Portugal, parece ser, em certa medida, partilhado por economistas como o francês Jacques Adda, autor do informativo livro A Mundialização da Economia, talvez influenciado por instituições internacionais que nele continuam a insistir. Tirando isso, que é só uma linha, a análise de Adda sobre a economia portuguesa, publicada na Alternatives, a melhor revista de divulgação económica que eu conheço, é certeira. Deixo aqui a tradução do último parágrafo:
     “A austeridade draconiana, imposta pelo FMI e pela União Europeia (...), não permite que a economia portuguesa recupere uma trajectória de crescimento num horizonte previsível. Ao imporem um reequilíbrio das finanças públicas, gerador de uma recessão severa, correm o risco de acentuar os desequilíbrios financeiros do sector privado e, desta forma, a fragilidade dos bancos, que terão de fazer face a uma acumulação de crédito mal parado por parte das famílias e das empresas. Uma perspectiva pouco animadora, quer para Portugal, quer para os dirigentes de Bruxelas e Frankfurt.”
A austeridade não funciona
Os dados económicos mais recentes indicam que o governo necessita urgentemente de adoptar um plano B para a economia. Como economistas e académicos, sabemos que o plano de redução apressada do défice, assente sobretudo no corte das despesas, é contraproducente. Provavelmente não conseguirá eliminar o défice no prazo previsto e a estratégia do governo terá muito mais custos do que benefícios. Acreditamos que uma estratégia mais eficaz para um crescimento sustentável seria alcançada da seguinte forma:
(1) New Deal verde e enfoque numa política industrial direccionada;
(2) combate à fuga e evasão fiscais e um aumento das taxas sobre os que têm maior capacidade para pagar;
(3) reforma financeira real, criação de emprego, superação da estagnação dos rendimentos da maioria, atribuição de mais poder aos trabalhadores e maior equilíbrio entre trabalho e lazer. Estas são as bases de uma alternativa real e o governo deve adoptá-las.
     Carta publicada no The Guardianpor vários economistas britânicos. Entre eles contam-se algumas das vozes mais interessantes na elaboração de alternativas de economia política e de política económica para tempos sombrios...
(- por João Rodrigues )

O que fazer com esta dívida? O que é a auditoria e como se faz

      Este é o tema do seminário organizado pelo CES LX no dia 30 de Junho das 10h00 às 17.30 no Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza- Rua Viriato, 13, Núcleo 6-E, 1º). A entrada é livre.
10h00 | Abertura : Boaventura de Sousa Santos
10h30 – 11h30 | Éric Toussaint : O que é a auditoria da dívida e como se faz?
12h00 – 13h00 | Debate
14h30 – 16h00 | Intervenções do Painel (composição a divulgar)
16h30 – 17h30 | Debate e encerramento por Éric Toussaint
     Éric Toussainté historiador e politólogo, presidente do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, membro do conselho científico da Attac França, da rede científica da Attac Bélgica e do conselho internacional do Fórum Social Mundial. Participou no Comité de Auditoria nomeado pelo Presidente do Equador Rafael Correa e acompanhou a par e passo a experiência de reestruturação desse país.
(-


Publicado por Xa2 às 08:17 de 14.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

Rui Vilar | Gente que conta / DN

Para o presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Aníbal Cavaco Silva tem legitimidade para, após as eleições, intervir nos arranjos de governação em benefício de um executivo...

 



Publicado por [FV] às 11:51 de 13.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Socialistas Entalados

Os militantes socialistas continuaram, como sempre e qualquer que seja a escolha, entalados entre as cúpulas e o aparelho. Os primeiros apoiam Assis, os outros apoiam Seguro, que há muito tempo vem preparando a rampa de lançamento.

Como as cúpulas são, tambem elas, o aparelho, os chamados “pesos pesados” que têm, como é costume dizer-se, o controlo (da faca e do queijo) no centrão e como neste país tudo se compra e tudo se vende (não só os votos) é muito provável que, em tais negocios de compra e venda entre oferta e procura (de tachos), o poder venha a pender para Assis.

Têm duvidas? Está visto que desconhecem o que se passou com as escolhas dos deputados. Não foram muitos os presidentes federativos e concelhios a “venderem-se”?

Mas os militantes são os primeiros culpados dado que, nos casos raros em que aparecem mais que uma lista a concorrer a estruturas de secção ou intermédias, quase sempre, votam nos que já lá estavam o que, na prática, constitui uma hipócrita contradição.

Anda por aí muita gente a ter gosto de ser entalado, sempre com a esperança de apanhar uma o outra migalha. É a vida!?



Publicado por DC às 10:06 de 09.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Não queremos ser enganados !

NÃO QUEREMOS SER EMPURRADOS !

     O  PS não pode deixar que o transformem numa agremiação de bons rapazes que pedem desculpa por existir, recebendo generosas instruções da canzoada que até anteontem lhe mordia ferozmente nas canelas.
    O  PS deve cumprir os compromissos que o governo anterior realmente subscreveu, mas não o modo como os seus adversários interpretam esses compromissos. E, muito menos, o excesso de zelo bacoco, tributário de um fundamentalismo neoliberal que vê na boleia da "troika" a grande oportunidade, para fazer tropelias tentando não ser responsável por elas.
     O  PS não desencadeou a crise que trouxe a "troika" até nós, pelo que não tem que se sentir obrigado a admitir que lhe peçam pressa, seja para o que for, em nome de um alegado interesse nacional. Interesse com o qual, os que agora pedem pressa não se preocuparam, quando precipitaram a realização de eleições. Formem lá o vosso governozinho de estimação, desenrrascassem-se como souberem, mas deixem de nos estar constantemente a dizer o que temos que fazer ou não fazer. Vamos ser oposição, de acordo com os nossos critérios, não de acordo com os vossos
    Vem tudo isto a propósito da escolha do próxima secretário-geral do PS e do Congresso do PS que se vai realizar. A última coisa de que o PS precisa é de atamanacar um congresso à pressa , pôr em campo duas ou três moções superficiais e previsíveis, deixando passar a oportunidade de se repensar e actualizar , de tirar todas as lições do que se passou nos últimos anos, e do que se tem passado na Europa e no mundo.
    Espero que a Comissão Nacional saiba, hoje, desencadear um processo transparente, susceptível de permitir uma clarificação substancial das alternativas em confronto e capaz de incorporar as correcções mais óbvias dos regulamentos, sem as quais a democraticidade do Congresso sofre logo à partida o primeiro abanão.
    Na verdade, o PS não pode consentir, nesta conjuntura, que a escolha do Secretário-geral se transforme numa concorrência entre apoios de imaginários "notáveis", entre invocação do alinhamento de estruturas invocadas sem serem consultadas, entre manobras mediáticas e declarações pomposas (ou manhosas), quase sempre vazias de conteúdo. Vazias, por terem mais a ver com a concorrência entre "marketings" de imagem do que com o combate político.
    Não é isso que queremos. Queremos uma reflexão sobre o lugar do PS em Portugal e no mundo, na Europa e na esquerda. Não queremos um concurso de previsíveis trivialidades que nos fariam correr o risco de continuarmos separados de muitos dos nossos eleitores habituais que perdemos e exilados da nossa própria base social.

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Publicado por Xa2 às 08:11 de 08.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (19) |

Quotas e militâncias.

Vá lá gente do PS, vamos de arregaçar as mangas, pagar cotas e votar para escolher o próximo Secretário-Geral do Partido. A Comissão Nacional vai marcar as directas e há já candidatos a pôr-se em bicos de pés.

Eu, cá, vou-me transferir para Coimbra ou outra qualquer federação onde um qualquer apoiante de um qualquer concorrente a líder me pague todas as cotas em atraso. Não sou menos que outros... Se assim não for não vou votar, o que se não põe em risco a eleição do novo líder faz perigar a expressiva percentagem, quase unanimidade com que o ultimo, tão apregoadamente, foi eleito!

Contudo, garanto, pela saúde do meu canário, que se ninguém me pagar as cotas, se não votar, não ameaço rasgar o cartão, como já ouvi e muito provavelmente irá suceder por parte de certos camaleões para garantirem “emprego”.



Publicado por Zurc às 17:07 de 07.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

A hora das reformas, em Portugal, é chegada

O povo, na sua soberana sabedoria, falou e disse aceitar a vinda da troika.

Houve quem tivesse “especulado” que a queda do governo Sócrates terá sido uma “jogada” estratégica do próprio para possibilitar a entrada da Troika internacional na medida em que terá concluído não haver condições, por modo próprio interno, para implementar as reformas de que o país tanto necessita.

Agora poderá haver quem “alcovite” que a mesma “jogada” de “fazer cair o governo” foi não só para permitir a vinda da troika como para o homem se libertar da responsabilidade de ter de impor o pesado fardo que nos vai carregar os ombros a propósito das medidas que vão ser implementadas.

FRANCESC RELEA em artigo publicado no “El País”, há um certo tempo atrás, deu bem conta disso (do fardo pesado, entenda-se) quando preconizou que “o governo que surgir das próximas eleições terá de confrontar-se com a obrigação imposta, tanto pela necessidade como sobretudo, pelo memorando de entendimento assinado com o FMI, BCE e CE, como contrapartida para a solvência financeira do país, em modificar leis como a do arrendamento, da partidocracia na gestão das empresas públicas, nomeadamente as dos transportes, legislação autárquicas e do financiamento das autarquias, da justiça e processuais.”

Como é referido no artigo “os problemas seriam mais maleáveis se Portugal tivesse um sistema de justiça eficiente. O que não é o caso. E a economia ressente-se por duas vias, segundo o coordenador científico do Observatório Permanente da Justiça, Boaventura de Sousa Santos: a corrupção, que desequilibra a competitividade entre empresas, e a demora na tomada de decisões que pode levar a elevados custos monetários.” (o bold é da nossa autoria)

O facto de em Agosto de 2010 haver tribunais com mais de um milhão de acções pendentes para cobrança de dívidas (70% do total dos processos em curso), conforme divulgou o Conselho Superior da Magistratura é revelador da inércia do sistema e da ineficácia da justiça.

Será agora o governo de Passos Coelho e Paulo Portas capaz de implementar as tais, exigentes, reformas?

Terá esse governo a capacidade de ser (suficientemente) justo e imune a abusos e corrupções?

Terão os membros do futuro governo uma consistente formação intelectual e forte personalidade para serem capazes de aplicarem de medidas correctoras e reformadoras que não permitam satisfazer interesses clientelares?

Assim se espera, até porque desta vez existe uma ajuda de peso a Troika. Contudo, a avaliar pelas notícias que nos chegam dos meandros de Bruxelas não são de modo a dar-nos descanso, infelizmente.



Publicado por DC às 09:55 de 07.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Meio povo de outro meio...

O POVO VOTOU !  E AGORA ?

    Globalmente ontem deu-se uma viragem eleitoral á direita em Portugal com a vitória do PSD !  É verdade que a abstenção foi grande, assim como foi assinalável o voto branco ! Quase metade dos portugueses não votaram !  A maioria dos abstencionistas pensa que já não adianta nada votar !
O contexto em que decorreram estas eleições ajudou a esta absetenção!  A sentença já tinha sido lida e escrita ( o memorando do FMI,CE e BCE) e agora tratava-se de eleger apenas o carrasco!
    Todavia, mais do que mérito da direita foi por desmérito das esquerdas que esta derrota aconteceu! A começar pela governação Sócrates ! Foi um completo equívoco! Pretendeu fazer reformas atacando os potenciais actores das reformas! Não se muda o Estado atacando profissionalmente os funcionários públicos, inclusive na sua honra profissional como aconteceu no primeiro governo! Não se muda a educação gerando um conflito permanente com os professores... e por aí adiante!Isto para não falar das reformas do código do trabalho que o próprio patrão dos patrões dizia que nem a direita iria tão longe naquele momento!
    Portanto, o PS perdeu as eleições há muito tempo e não ontem ! 
Quanto à restante esquerda limitou-se a lavar as mãos da questão da dívida, numa linha de protesto que não é suficiente! O BE se não arrepia caminho perderá a sua oportunidade histórica e o PCP apenas joga a meio tempo neste campeonato eleitoral !  O seu principal objectivo é a coesão do Partido na tempestade.
    Nestes próximos anos algo de novo, consistente, terá que nascer nas esquerdas! Algo que seja para mudar o nosso destino e não apenas para ir a votos! Algo que envolve necessáriamente os partidos da esquerda (PS,PCP e BE) e as forças sociais mais activas na sociedade portuguesa!  Algo credível que sirva para melhorar a nossa vida que não vai ter ponta por onde se pegue nos próximos tempos! O filme grego é mesmo real!
 (-


Publicado por Xa2 às 08:07 de 07.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Programa + liberal aprovado pelo Povo. Vai doer.

Desta vez os portugueses sabem no que votaram

É provável que muitos eleitores tenham votado no PSD para se verem livres de José Sócrates. Sobre as razões porque o líder do PS conseguiu somar tanto ódio escreverei amanhã. 

     Só que nestas eleições houve uma novidade: não há forma dos eleitores dizerem que foram enganados. Desta vez o voto contra quem está (no Governo) não podia ignorar o conteúdo do programa de quem vinha aí. Nunca um candidato a primeiro-ministro foi tão claro nos seus propósitos.

     A descapitalização da segurança social, através da drástica redução do taxa social única; o provável aumento do IVA; a privatização parcial do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Publica; a privatização das Águas de Portugal e de muitas empresas e serviços públicos; a liberalização dos despedimentos; e a redução das prestações sociais foram sufragadas nas urnas. Ninguém poderá dizer que Passos prometeu uma coisa e fez outra. Não foi assim com Durão Barroso. Não foi assim com José Sócrates. Mas Passos, honra lhe seja feita, foi claro.

    Claro que quando as pessoas forem afetadas diretamente por estas medidas se irão opor. Claro que se vão sentir enganadas. Claro que vão protestar. Claro que vão falar mal da classe política. Mas espero que não se esqueçam nunca que a democracia exige responsabilidade.

    Dito isto, não ignoro as culpas do PS, em particular (e ninguém pode dizer que não merece esta pesada derrota), e da esquerda em geral. Mas disso tratarei nos próximos dias. Agora fico-me por isto: o programa mais liberal da história da política nacional foi aprovado pelo povo. Vai doer. Mas dói com legitimidade democrática.

     Escreverei, nos próximos dias, mais três textos sobre os resultados eleitorais, incluindo sobre o PS e restantes partidos. (-por Daniel Oliveira)



Publicado por Xa2 às 13:08 de 06.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

De nós depende a Justiça ...

A INJUSTIÇA CAMINHA HOJE COM PASSO FIRME

      Foi apenas uma derrota eleitoral. Grande, é certo. Do PS, mas também da esquerda, em geral. ...
Em política, tal como na vida, as burrices podem custar caro. Em política, como na vida, as rotinas exemplarmente seguidas podem não ser suficientes. E não foram.  ... poder-se-á discutir tudo isso.
Hoje, nada melhor do que um grande poeta para nos levar a ver o verdadeiro fundo das coisas. Lembremos pois de Bertolt Brecht , numa tradução de Paulo Quintela, o seu "Louvor da Dialéctica ":
«
A injustiça caminha hoje com passo firme.
Os opressores instalam-se pra dez mil anos.
A força afirma: Como está, assim é que fica.
Voz nenhuma soa além da voz dos dominadores
E nas feiras diz alto a exploração: Agora é que eu começo.
Mas dos oprimidos dizem muitos agora:
O que nós queremos, nunca pode ser.

Quem ainda vive, que não diga: nunca !
O certo não é certo.
Assim como está, não fica
Quando os dominadores tiverem falado
Falarão os dominados.
Quem se atreve a dizer: nunca?
De quem depende que a opressão continue ? De nós.
De quem depende que ela seja quebrada? Igualmente de nós.
Quem for derrubado, que se levante!
Quem estiver perdido, lute.
A quem reconheceu a sua situação, quem poderá detê-lo?
Pois os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã
E do Nunca se faz : Hoje ainda!


Publicado por Xa2 às 13:07 de 06.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Poderes e governação

A maioria absoluta na próxima Assembleia da República é de centro-direita. A esquerda perdeu.

Passo Coelho e o PSD ganharam, inequivocamente ganharam, e têm o direito e a obrigação de formara governo, após a normal e natural indigitação do Presidente da República que, como toda a gente sabe, é originário da mesma família política.

Quando menos se esperaria (ou talvez não dadas a actuais circunstancias) o desiderato que tanto ambicionou Sá Carneiro (pelo menos teve essa premunição) haveria de ser alcançado por um jovem promissor acabado de chegar à liderança do seu partido.

Depois de diversas tentativas, Passos Coelho não só consegui chegar ao lugar do fundador do PSD, presidente do seu partido, como haveria de conseguir ir mais além do que o próprio pretendeu, alcançar a Presidência da Republica, conseguir uma maioria no parlamente (ainda que em coligação, mas também nunca foi dito que seria de um só partido), formar governo e como cereja do bolo a presidencia da Assembleia da republica. É a prova provada que, como dizia Mário Soares “só são vencidos os que desistem de lutar”.

Aqui, do Luminária assumimos, como esquerda que nos declaramos, democraticamente a derrota. Sem hipocrisias nem mau agoiro desejamos as maiores felicidades ao próximo governo liderado por Passos Coelho e pelo PSD, que será assim esperamos e conforme o próprio futuro 1º Ministro afirmou publicamente, “o governo de todos os portugueses”.

Na nossa perspectiva não poderão existir desculpas, com tudo o poder concentrado, ideologicamente, na área social-democrata só tem que ser bem e honestamente usado em favor do pais e para bem de Portugal. Assim esperamos nós e todos os portugueses.



Publicado por Zé Pessoa às 09:42 de 06.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

LIMPA NEVES PARA ANGOLA E EM FORÇA, JÁ!

O alerta terá partido do BES quando recebeu uma ordem de pagamento, para a qual já não tinha cobertura.

Segundo noticiaram alguns órgão de informação a queixa do, Estado angolano, terá chegado já há precisamente um ano, ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal, dirigido por Cândida Almeida.

Em causa estará, tudo indicia, uma burla gigantesca que envolve empresários portugueses.

Segundo vem sendo apurado, Angola terá sido lesada em mais de 300 milhões de euros. Empresários e quadros do Banco Nacional de Angola terão forjado ordens de pagamento, através da falsificação da assinatura do governador do banco e do ministro da tutela angolana.

Os suspeitos terão, tambem, forjado títulos de importação/exportações de mercadorias. Neste rol de aquisições consta inclusivamente a venda de limpa-neves.

As ordens de pagamento do Banco Nacional de Angola foram cumpridas no balcão do Banco Espírito Santo, em Londres.

É do conhecimento jornalístico que a Polícia Judiciária portuguesa tem vindo a fezer buscas na casa de um empresário (só de um?) com ligações à banca, nos arredores de Lisboa, inclusivamente já, terão sido, apreendidos documentos e material informático.

Estão em causa crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, associação criminosa e branqueamento de capitais.

É caso para nos perguntarmos se o dinheiro entrado em Londres alguma vez se passeou nas praias do Algarve ou sentido o sol português.

Já agora quem iria produzir as maquinas arrastadeiras das neves angolanas? Não poderiam ser umas geringonças quaisquer, visto que as neves de Angola são muito especiais.

O BES só se queixou quando sentiu que lhe poderiam ir ao bornal. Não é estranho pois não?

Não há pepinos que aguentem!


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Publicado por DC às 08:20 de 06.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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