Impostos injustos e não transparência
Tributar as grandes fortunas, património, heranças/doações e/ou os grandes rendimentos ?

Não sejamos ingénuos... nem aceitemos continuar a ser enganados.

1º- a ''oferta/benevolência'' destes RICOS é no interesse deles próprios, com medo que governos (pressionados ...) lhes 'ataquem' exactamente onde lhes pode fazer mossa... ou que a turba popular enfurecida lhes parta/incendeie/assalte bens e ...
Aliás, nesse sentido, os mais esclarecidos, já estão a ''pedir'' aos líderes sindicais e de outras organizações de trabalhadores e populares que controlem/conduzam 'ordeiramente' as manifestações que aí virão... servindo de ''válvula de escape'' da frustação e descontentamento mas não deixando ''descarrilar'' o povão.

2º- o que pode ser tributado (mais), segundo o que se conhece e com as regras existentes ... é através de IRS, do IRC, do IMI, Imposto sobre capitais/transações financeiras, ... para além do IVA, IA, ... 

2.1- IRS pagam os trabalhadores por conta de outrém (dependentes)... e em IRS deveriam ser criados novos escalões para os mais altos pagarem mais (impostos progressivos, como diz a Constituição)... mas o que se tem visto é precisamente ficarem no último escalão tanto os rendimentos mensais de 10.000 como os de 50.000 e mesmo 150.000 e mais...

2.2- IRC pagam as empresas, se obtiverem lucros e estiverem sedeadas em Portugal (com excepção para o 'offshore'/zona franca da Madeira)... e o que se vê é que:
 
2.2.1- A maioria das micro, pequenas e médias empresas aqui sedeadas, declaram que não têm lucros durante 2 anos e no terceiro têm lucros mínimos e vão repetindo o esquema (com algumas variantes de inclusão/dedução de todas as despesas pessoais e familiares dos sócios/administradores, facturas falsas, subfacturação, e falência ''fraudulenta legal'' - transferindo os activos/bens para um familiar ou para nova empresa e deixando o passivo/dívidas a fornecedores e os trabalhadores ''a arder''...), isto é, na prática as PME quase não pagam IRC (e fogem ao IVA, segurança social, ...IMI, derrama) e algumas ainda recebem subsídios vários... e eles e seus familiares recebem apoios do Estado, porque são 'importantíssimos empresários' mas, fiscalmente, vivem próximo do rendimento mínimo...

2.2.2- As grandes e lucrativas empresas têm a sua sede fiscal em offshores (Madeira, Holanda, Gibraltar, ilhas da Mancha e Caraíbas, ...Suiça, Liechenstein, Luxemburgo) e não pagam impostos/IRC aqui, nem lá (só uma pequena taxa/ comissão de gestão contabilística...).

2.2.3- Os 'trabalhadores' que são grande accionistas e/ou administradores (''excelências turbo-dourados'') também fogem aos impostos/IRS (e de capitais) através de empresas offshores onde lhes são depositados as participações nos lucros, dividendos, prémios, juros, reformas douradas, chorudas comissões por intermediação, ''fringe benefits'', ... e eles, ''simples cidadãos trabalhadores'', apenas declaram um salário mixuruca (pelo qual é tributado e de que fazem descontos obrigatórios mínimos, pois ''o grosso passa ao lado ou por baixo da mesa'').

2.2.4- Património- Os grandes accionistas/administradores e outros herdeiros de famílias ''muito bem'', gozam de excelentíssimos serviços e bens de RICOS  (moradias, herdades, carros topo de gama, aviões, férias, criados/empregados, almoços, festas, jóias, roupas, electrónica, ... cartões de crédito gold/platina e corporate, seguros de saúde, seguros de reforma, propinas de colégios e universidades, membros de clubes restritos, ... seguranças) ... mas, coitadinhos, esses serviços e bens NÃO são deles (legalmente, são de empresas ... ou de outros familiares que as 'cedem gratuitamente' ou a preço simbólico)... eles e os seus apenas os usufruem como BENEFÍCIO do seu alto cargo na empresa... as mais das vezes conseguido 'meritoriamente' por via sanguínea ou nepotismo cruzado entre a 'élite deste quintal'.
    Do património, o registado como mais valioso está em nome de empresas (em offshore), e os ricos apenas deixam em seu nome o mínimo e aquele que pouco ou quase nada paga (com registos inexistentes ou sub-avaliado para efeitos fiscais ...), como é o caso do imobiliário rural e antigo (herdades, quintas, mansões...) que nunca é actualizado decentemente, ... enquanto o IMI do urbano recente está elevadissimo, especialmente apartamentos e moradias que cresceram nas grande cidades e arredores... para as classes médias e trabalhadores.

3.- Resumindo.
   De facto, os duques oligarcas, mais os barões e baronetes da República de-faz-de-conta, mandam, legislam, usufruem e isentam-se de pagar impostos, seja de IRS, IRC, capitais, ... 
    Com honrosas excepções, quem paga a crise e os serviços que o Estado disponibiliza a todos os cidadãos são, principalmente, os TRABALHADORES por conta de outrém, especialmente a 'classe média' (pois os pobres são isentos, e os ricos e os trabalhadores por conta própria 'isentam-se a eles próprios').

- Até quando esta injustiça fiscal permanecerá?
- Para quando a harmonização fiscal na U.Europeia (e a verdadeira federação)?
e o fim dos offshores (paraísos fiscais e ninho de burlões e criminosos)?
e a tributação das transações financeiras ('taxa Tobin')?
e a revisão do valor patrimonial das propriedades rurais e prédios antigos urbanos?
e a actualização do cadastro predial ?
e a completa TRANSPARÊNCIA bancária, fiscal, accionista e orçamental (quem, o quê, quanto)?
 
Os cidadãos devem exigir justiça fiscal, pois se todos pagarem a sua quota parte, têm legitimidade para exigir melhor Estado/serviços públicos e menos impostos.
    (-por Zé T., adaptado)


Publicado por Xa2 às 19:50 de 31.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (17) |

riquezas, impostos e (des)governança–tamanhos e vontades

É obvio que também não será a falaciosa medida (caso venha a ser implementada) de taxação a 3% de imposto sobre as grandes fortunas que irá colmatar a tão elevada discrepância na distribuição da riqueza produzida ou dos empréstimos obtidos. As graves disparidades de tal distribuição irão, ainda, por mais tempo acentuar o fosso entre ricos, cada vez mais ricos, e pobres, cada vez em maior número e cada vez mais afundados na exclusão social e espoliados de uma vida com dignidade. É preciso ir mais fundo e ao nível planetário.

Hoje à tarde, Vítor Gaspar, o super Ministro das finanças apresentará, em conferência de imprensa, os contornos do documento aprovado ontem em Conselho de Ministros, e que define a estratégia económica a seguir nos próximos tempos. Sendo verdade como já divulgado que as medidas, até agora implementadas não têm resultado como previsto o que é certo e seguro é que será mais do mesmo. Malhar nos ceguinhos e acumulação de riquezas, nas fortunas do costume?

Contudo, entre Buffet, o segundo homem mais rico do mundo, segundo o jornal Público e o terceiro segundo o Expresso, e Amorim, o nosso número um, a diferença estará no tamanho e sobretudo no conceito de riqueza. O segundo afirma-se “um humilde trabalhador”.

Há quem diga que a diferença entre eles, também, está no número de postos de trabalho que um e o outro conseguem, quando querem, criar.

Outros andam afirmando, que a diferença, entre tais ricos, está no valor dos impostos que cada um paga, pela riqueza acumulada.

Também há quem afirme que a diferença, entre tais figuras, está na vontade filantrópica e de desprendimento ao vil metal de um e de outro. O de cá será mais tio patinhas?

Qual será a sua opinião, caro visitante e comentador do LUMINÀRIA?



Publicado por Zé Pessoa às 10:29 de 31.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Renovação Socialista

MANIFESTO PARA UMA RENOVAÇÃO SOCIALISTA

 Um conjunto de 45 militantes do Partido Socialista, constitui o grupo de subscritores iniciais de um Manifesto Para uma Renovação Socialista, que foi tornado público no passado dia 13 de Julho, em conferência de imprensa realizada em Coimbra. ... Entre os subscritores iniciais há militantes de diversos concelhos do país, mas a maioria é de Coimbra.
    ... A estrutura do manifesto projecta-o no médio prazo, fá-lo englobar algumas questões de fundo que estão em aberto no mundo em que vivemos e são decisivas para um aprofundamento da identidade socialista. Não esquece a Europa.

   Numa primeira fase, pretendemos congregar todos os militantes do PS que se sintam suficientemente em consonância com o essencial do documento para o subscreverem publicamente. Está em causa, nesta primeira fase, dar força às posições assumidas no texto, para as valorizar como contributo para uma evolução positiva do PS. Sabemos que há outras perspectivas dentro do nosso partido. Não as menosprezamos e estaremos sempre abertos ao diálogo com todas elas. A pluralidade interna do PS não é um embaraço, mas um inestimável recurso. ...
    Logo que achemos que está terminada a primeira fase, será dada a todos os subscritores, que até então tenham apoiado publicamente o Manifesto, a oportunidade de se congregarem num clube político, semelhante a muitos outros que já existem (ou existiram) dentro do PS. Sublinhe-se, no entanto, que qualquer dos subscritores pode, com toda a legitimidade, querer apenas subscrever o Manifesto. Quanto a estes últimos, ficarão sempre abertos canais de informação e contacto, que serão por eles usados se e quando quiserem. É claro que qualquer decisão, como seria, por exemplo, uma possível criação de um clube político, será sempre precedida de uma consulta democrática a todos os subscritores do Manifesto.

Quem quiser subscrever basta deixar no blog  ManifestoPS um comentário com nome, nº de militante e a secção/concelho a que pertence.
       Não pode continuar ignorada a necessidade de um renovação profunda do PS.
                      (texto adaptado, via oGrandeZoo)
Eis alguns extractos do manifesto:
1.1. A deriva neoliberal do capitalismo aumentou o risco de catástrofes económicas e sociais, bem como o de um agravamento suicidário da degradação ambiental.
2. Para um horizonte socialista.
6. PS - um partido com um novo tipo de funcionamento. 6.1-Eleições primárias; 6.3- Separação rigorosa entre política e negócios; 6.5- Um partido que seja uma rede de solidariedade; ...
8.1- Trabalho.
   A repartição da riqueza produzida entre o capital e o trabalho tem de passar para o primeiro plano da concertação social e ser explicitada com transparência nos programas políticos dos socialistas. Não podemos continuar a consentir que o trabalho vivo seja instrumentalizado, completa e grosseiramente, pelo “trabalho morto”. E para sair desta subalternidade estrutural o primeiro caminho a percorrer há-de levar-nos a uma justa repartição do trabalho, do lazer e dos rendimentos. O capital, enquanto “coisa”, tem de se converter num instrumento de humanização do trabalho, para assim deixar de ser um factor de “coisificação” das pessoas. “Coisificação” resultante do facto de se sujeitar o trabalho à lógica linear e irrestrita da reprodução do capital.

8.5. Segurança social.

   Um sistema público de protecção social é um vector estruturante das democracias modernas, nomeadamente, no que concerne a pensões de reforma, a subsídios de doença e de desemprego. A sua garantia reforça-se pela sua sustentabilidade financeira, sendo certo que o seu limite, em democracia e em última instância, é o da própria subsistência e reprodutibilidade do Estado no seu todo.

9. Conclusão

   Este Manifesto parte da necessidade de uma metamorfose do PS que o coloque em condições de responder com êxito aos desafios históricos suscitados pela conjuntura vivida pelas sociedades actuais. Não pretende ser um programa, nem um projecto fechado. Quer apenas afirmar um horizonte de referência correspondente à identidade socialista, procurar caminhos que dele nos aproximem e partilhar uma visão do mundo emancipatória e solidária, que leve a liberdade ao extremo de si própria. Afinal, o que essencialmente se pretende, é a socialização dos direitos humanos  fundamentais, com vista a garantir a dignidade e a igualdade real de todos os portugueses.

    Essa necessária metamorfose do PS não pode afastá-lo da sua identidade histórica, nem dos seus valores, nem da sua base social e eleitoral, mas tem que o adequar à sua missão histórica. Uma missão exigente que o século actual tornou mais visível e que implica um PS, não só capaz de interferir em todos os planos do combate político e de ser digno de um horizonte socialista, mas também capaz de ser um movimento social, culturalmente vivo, ecologicamente activo e humanamente solidário.

    Para isso, gostaríamos que se abrisse, o mais rapidamente possível, um processo de profunda renovação estrutural e funcional do Partido Socialista, que venha culminar num Congresso especialmente destinado a potenciar essa renovação. 



Publicado por Xa2 às 00:07 de 31.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Escutas e espionagens

Eu escuto e só oiço desgraças

Tu escutas e não me ouves

Eles escutam e vasculham as nossas vidas

Nós escutamos barbaridades

Vós escutais políticos desonestos

Eles escutam, sabem e não actuam contra os criminosos



Publicado por Zurc às 15:10 de 30.08.11 | link do post | comentar |

Boys à vez, agora são os do PSD

Governo já fez quase 500 nomeações em dois meses.

Segundo divulgação da Lusa e o DN publicou, de acordo com os dados disponíveis sexta-feira no portal do Governo, entre as 65 pessoas do ministério de Miguel Relvas, 15 foram nomeadas para o gabinete do ministro, e nove para o gabinete do secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

Estas nomeações também podem ser elencadas através de consulta da publicação no DR, no portal da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM).

Para a secretaria de Estados dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade foram nomeadas 10 pessoas, para o gabinete da secretária de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa foram nomeados 13 funcionários, enquanto na secretaria de Estado do Desporto e Juventude existiram 18 nomeações.

Contudo, tal como em outros ministérios, como o caso do ministério da Agricultura, o Governo não divulga os nomes e remunerações de todas as pessoas que foram nomeadas para o ministério de Miguel Relvas.

Por exemplo, no quadro disponível relativo ao gabinete do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares é indicado que foram feitas 15 nomeações, mas apenas se encontram "discriminados" os nomes e remunerações de 12 pessoas.

O segundo maior ministério em termos de pessoal nomeado é o da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, com 60 nomeações, incluindo 14 para o gabinete de Assunção Cristas, 10 para a secretaria de Estado da Agricultura, sete para a secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, 10 para a secretaria de estado do Mar e 19 para a secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território.

É obra! Ainda houve quem tivesse acreditado nas inverdades de PPC & C.ª que afirmaram: “não iremos substituir os boys socialistas pelos do PSD”, os números revelam tais mentiras.



Publicado por Zé Pessoa às 12:28 de 30.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Democracia manifesta-se

Vem aí o 15 de Outubro

por Miguel Cardina

 

PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO

− Pela Democracia participativa.
− Pela transparência nas decisões políticas.
− Pelo fim da precariedade de vida.

Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida.
Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.

A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto!

Queremos uma Democracia participativa, onde as pessoas possam intervir activa e efectivamente nas decisões. Uma Democracia em que o exercício dos cargos públicos seja baseado na integridade e defesa do interesse e bem-estar comuns.

Queremos uma Democracia onde os mais ricos não sejam protegidos por regimes de excepção.
Queremos um sistema fiscal progressivo e transparente, onde a riqueza seja justamente distribuída e a segurança social não seja descapitalizada; onde todas as pessoas contribuam de forma justa e imparcial e os direitos e deveres dos cidadãos estejam assegurados.

Queremos uma Democracia onde quem comete abuso de poder e crimes económicos e financeiros seja efectivamente responsabilizado por um sistema judicial independente, menos burocrático e sem dualidade de critérios. Uma Democracia onde políticas estruturantes não sejam adoptadas sem esclarecimento e participação activa das pessoas. Não tomamos a crise como inevitável. Exigimos saber de que forma chegámos a esta recessão, a quem devemos o quê e sob que condições.

As pessoas não são descartáveis, nem podem estar dependentes da especulação de mercados bolsistas e de interesses financeiros que as reduzem à condição de mercadorias. O princípio constitucional conquistado a 25 de Abril de 1974 e consagrado em todo o mundo democrático de
que a economia se deve subordinar aos interesses gerais da sociedade é totalmente pervertido pela imposição de medidas, como as do programa da troika, que conduzem à perda de direitos laborais, ao desmantelamento da saúde, do ensino público e da cultura com argumentos economicistas.

Os recursos naturais como a água, bem como os sectores estratégicos, são bens públicos não privatizáveis. Uma Democracia abandona o seu futuro quando o trabalho, educação, saúde, habitação, cultura e bem-estar são tidos apenas como regalias de alguns ou privatizados sem que daí advenha qualquer benefício para as pessoas.

A qualidade de uma Democracia mede-se pela forma como trata as pessoas que a integram.
Isto não tem que ser assim!  Em Portugal e no mundo,  dia 15 de Outubro  dizemos basta !

                                          A Democracia sai à rua .   E nós saímos com ela .
Organizações subscritoras
Acampada Lisboa – Democracia Verdadeira Já 19M
Alvorada Ribatejo
Attac Portugal
Indignados Lisboa
M12M – Movimento 12 de Março
Movimento de Professores e Educadores 3R’s
Portugal Uncut
Precários Inflexíveis



Publicado por Xa2 às 08:01 de 30.08.11 | link do post | comentar |

Fortunas, impostos e fugas de capitais

Publicou recentemente o jornal “Expresso” que De janeiro a maio saiu de Portugal mais de €1,3 mil milhões em direção a paraísos fiscais (off-shores), segundo os últimos dados do Banco de Portugal. Um valor recorde face aos €165 milhões que saíram do país em igual período de 2010 e que corresponde a um aumento de 700%. Para isso poderá ter contribuído o pedido de ajuda financeira de Portugal à União Europeia e ao FMI feito em março. Até porque o mês de março concentrou, em termos montante de dinheiro (€440 milhões), a maior saída nos cinco meses em análise. O receio quanto a medidas de austeridade e regras que penalizassem as poupanças poderá ter sido um dos motivos mais relevantes. Desde 1996, ano em que começou a haver dados relativos à saída de capitais para off-shores, apenas em 2009 se verificou um regresso dos capitais que haviam saída — €1000 milhões.“

É sabido, o estranho é que não se conheçam quaisquer acções de investigação e qualquer constituição de arguidos, que em escritórios de certos (honrosos) advogados pouco mais seja feito do que negociar, a troco de determinada percentagem, a colocação de avultado pecúlios em tais paraísos fiscais. Alguns desses (prestigiados!?) advogados dedicam-se, quase em exclusivo, no assédio angariador de potenciais clientes que, dispondo de algumas poupanças, lhes trará maiores vantagens coloca-las a salvo das “maquias” que em cada ano se deve contribuir segundo o compromisso assumido pela relação contratual entre os cidadãos e o Estado, dado os bens por este, colectivamente, assegurados e conforme, muito apropriadamente, escalpelizado por Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau nos séculos XVII e XVIII.

Depois das declarações proferidas pelo investidor norte-americano Warren Buffet que, num artigo de opinião publicado no dia 15 no jornal "New York Times", propondo que o Fisco parasse de "mimar os milionários" e lhes aplica-se medidas idênticas às aplicadas aos demais cidadão americanos. Depois de proferidas as deflações feitas por certos privilegiados cidadãos franceses, o mínimo que se exige é que os políticos tomem medidas de conformidade

Por isso os proponentes da criação de um imposto especial sobre fortunas financeiras e patrimoniais deverão igual e simultaneamente propor normas e mecanismo de controlo que impeçam fugas de capitais bem como a taxação dos valores envolvidos nos contratos desportivos. A não ser assim a manta legislativa ficará ainda mais curta e o que se cobrir na cabeça ficara destapado nos pés e a riqueza continuará a escapar-se por entre papéis muito bem urdidos em escritórios de certos advogados legisladores.

Não nos queiram continuar a enganar de forma tão obtusa, desonesta e desrespeitosa. O povo pode acordar e um destes dias revolta-se, sem apelo nem agrado mas com muito agravo.



Publicado por DC às 08:54 de 29.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Alternativas à pilhagem e ao declínio

Pequenitos?

por João Rodrigues

 

     Os senhores da troika, que aterraram na Portela há meses para nos ajudar a pôr tudo em ordem, regressaram para avaliar os nossos progressos. Os senhores da troika disseram hoje que estão muito satisfeitos e isso deve deixar o país cheio de orgulho. Esta é mais ou menos a linha da (in)formação que parece dominar os telejornais. Os pobres têm de ser controlados porque, já se sabe, tendem a gastar o dinheiro, que os ricos generosamente lhes dão, todo em vinho ou, no caso dos Estados e suas políticas públicas, sei lá, em programas sociais.

     A realidade só entra no ecrã pequenito para mostrar algumas das consequências da “ajuda”, sem bater bota com perdigota, mostrando um país com demasiados cidadãos encolhidos, que as elites dominantes sempre quiseram pequenitos, disciplinados, sem força vital, sem esperança, sem cidadania. Nem sempre conseguiram. Nem sempre conseguirão?

     A realidade de que não se trata de uma ajuda” passa por relembrar uma tomada de posição pública contra o uso deste termo manipulatório por alguma imprensa e por lembrar algumas palavras cada vez mais importantes, associadas aos senhores da troika e a um governo bem comportado, de austeridade entusiástica, por contraste com o governo anterior, de austeridade relutante em alguns sectores: desemprego, recessão, redução do salário directo e indirecto, insolvência, redistribuição de baixo para cima e muitas privatizações a baixo preço.

     Para quê? Para que os bancos, que estiveram na origem da crise, não sofram grandes perdas nas periferias. A lógica da capitalização e das garantias previstas, sem quaisquer contrapartidas de controlo público dos bancos, é a lógica dos senhores da troika. Quais são as alternativas a este declínio, a este capitalismo sem pressão salarial, de pilhagem e de sabotagem das energias nacionais?

      Só há duas alternativas consistentes e nenhuma força de esquerda pode, neste contexto periclitante, colocar de lado qualquer uma delas, sob pena de ser ultrapassada pela realidade e de se tornar irrelevante.

A primeira passa por uma federalização democrática da Europa, com a emergência de soluções cooperativas mutuamente vantajosas. No campo económico, esta alternativa teria de envolver, por exemplo, a reestruturação de uma parte da dívida existente, emissão de euro-obrigações, ou seja, títulos de dívida pública europeus emitidos conjuntamente e cujo serviço da dívida, menos oneroso, seria suportado proporcionalmente pelos Estados, com garantia do poder financeiro de um BCE autorizado a agir como um verdadeiro Banco Central, à imagem da Reserva Federal norte-americana ou do Banco Central do Japão, suportando, em conjunto com o Banco Europeu de Investimento, uma política de estimulo económico, uma pré-condição para a sustentabilidade a prazo das finanças públicas numa economia capaz de gerar emprego.

     A segunda alternativa é o fim do euro e, como já argumentei no Ladrões, temos de estar preparados para este desenlace e para todas as suas implicações, potenciando vantagens e minimizando desvantagens. As duas alternativas têm de estar politicamente articuladas, até porque o uso da segunda, como ameaça credível, no quadro, por exemplo, de uma renegociação a sério, envolvendo uma reestruturação da dívida por iniciativa de países devedores, como propõem muitas forças de esquerda, pode ajudar a fomentar a consciência da necessidade de enveredar pela primeira, apesar de tudo mais desejável.

    Seja como for, qualquer uma das duas alternativas é certamente preferível a este declínio de muitos e muitos anos, na hipótese heróica de que o arranjo europeu, mal desenhado em Maastricht, consiga sobreviver.

Processo de redistribuição em curso 

por João Rodrigues

 

     Pedro Lains, um economista liberal que vale a pena ler e ouvir, parece por vezes acreditar que os mercados não pressupõem maciças doses de intervenção política na sua criação, estabilização ou legitimação. O liberalismo é sempre um activismo político, por vezes mascarado por uma retórica naturalista de “deixar que as coisas sigam o seu curso”, que é apenas a expressão de uma preferência pelo status quo, depois de alcançadas as vitórias políticas e as transformações institucionais desejadas.
     Mas vamos aos mais relevantes pontos convergentes na questão da chamada desvalorização fiscal. Lains concorda que está em curso uma maciça redistribuição do rendimento, regressiva, claro, “que é aquilo com que este governo parece querer ficar na história”. Lains sublinha três pontos importantes adicionais: a mexida na TSU e no IVA não tem impactos estruturais relevantes, tem efeitos recessivos no “curto prazo”, ou seja, tem impactos recessivos ponto, e intervém em contribuições sociais que estão abaixo da média da área euro. Isto para não falar dos modelos delirantes, que, por exemplo, eu e o Nuno Teles aqui criticámos, usados para simular os efeitos das medidas.
     Além disso, sublinho eu uma vez mais, o peso do regressivo IVA na estrutura dos impostos já está acima da média e o que o relatório encomendado pelo governo, numa gralha deliciosa, apoda de impostos “direitos” estão abaixo da média, exprimindo um Estado que sobrecarrega mais os que são mais pobres, os que não podem deixar de consumir todo o seu rendimento. É o tal Estado fiscal de classe, o que beneficia as fracções do capital mais poderosas, como os bancos, uma realidade socioeconómica que o governo de Gaspar recusa reconhecer, mas que as suas políticas se encarregam de tornar cada vez mais visível. Só espero que ninguém à esquerda tenha a ousadia de aceitar esta opção e, já agora, que alguma direita a rejeite também...



Publicado por Xa2 às 18:08 de 28.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Cavacadas

O poder político enterrado até à ponta dos cabelos mas, quem paga?

O Sr. Facebook, leia-se Dr. Cavaco Silva, Presidente da República comunicou ao país que é a favor da taxação da riqueza, incluindo a patrimonial.

O PÚBLICO diz saber que foi recebida com agrado, em Belém, a notícia de que o executivo pondera suscitar o debate sobre o assunto quando for analisado o Documento de Estratégia Orçamental, na Assembleia da Republica.

Já agora, seria interessante que o PÚBLICO procurasse saber como poderá e deverá ser taxado o empréstimo não pago feito pelo BPN à Amorim Energia para comprar a participação desta na Galp.

Segundo o que foi noticiado e conforme requerimento, recentemente, feito pelo BE na Assembleia da Republica ao respectivo previdente, os mil e seiscentos milhões de Euros (€1.600.000.000,00) emprestados pela entidade bancária gerida pelos amigos do Dr. Cavaco Silva não foram pagos.

Estas artimanhas financeiras não deveriam ser objecto de processo de investigação criminal? O Ministério Público e os senhores procuradores gerais  não deveriam, ex-oficio, meter as mãos na massa destas falcatruas?

Esperamos (sentados esta claro) respostas a estas e a muitas outras perguntas que continuam com as interrogações de pé.

 

 



Publicado por Zé Pessoa às 15:00 de 26.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Defender o Trabalho e a Humanidade
[-por Elísio Estanque/Manuel Carvalho da Silva, 28-07-2011]
 
O trabalho é uma dimensão essencial da economia e da sociedade. Todavia, a forma como se encara o campo laboral tem revelado ao longo da história, e continua a revelar, concepções antagónicas. Por vezes o trabalho assalariado é encarado como uma mera mercadoria, outras vezes como uma tarefa que, além de ser vital para a sociedade, confere dignidade e respeito àqueles que a executam. Para uns, preserva uma dimensão ética e de prazer, e é fonte de dignidade, de realização e de obra (Lutero, Weber); para outros, é sinónimo de actividade e de energia transformadora, factor de criação de riqueza, como foi consagrado pela teoria do valor-trabalho (A. Smith, Marx).

A palavra latina Tripalium, que está na raiz etimológica de “trabalho”, correspondia no Império Romano a um instrumento de tortura e, como sabemos, ao longo da Idade Média foi negado ao trabalhador, tal como ao escravo e ao servo, qualquer estatuto de dignidade. Trabalhar foi durante muitos séculos visto como algo execrável e estigmatizante. Era o tempo em que o «ócio» era apanágio das elites e o trabalho era relegado para escravos, servos ou indigentes. A era do «neg-ocio» é recente. Foi, nomeadamente, com a ajuda do calvinismo e do protestantismo que se reconheceu ao trabalho e à actividade económica (ao negócio) um novo sentido ético, positivo, libertador e até salvífico. Mas, mesmo após a máquina a vapor e a expulsão dos camponeses (factores decisivos da Revolução Industrial) a contradição manteve-se: o homo faber é aquele que se realiza no trabalho e pelo trabalho, manipulando a técnica – um prolongamento do homo sapiens –, embora na prática tal concepção seja negada desde os primórdios do capitalismo. Infelizmente, não faltam os exemplos deploráveis de como o trabalho é muitas vezes sinónimo de uma realidade opressiva e alienante. Basta lembrar os cenários retratados em filmes como Metropolis (F. Lang, 1925) ou Tempos Modernos (C. Chaplin, 1936).

Vale a pena recordar Marx para lembrar que o trabalho é um elemento vital da sociedade. Ele foi, sem dúvida, um dos que melhor definiu a natureza social do Homem e ao mesmo tempo soube identificar o carácter contraditório, injusto e paradoxal do capitalismo moderno. Na verdade, este sistema, resultante da confluência entre o progresso técnico, o mercado livre e o trabalho assalariado, promoveu do mesmo passo as maiores conquistas civilizacionais e as formas mais desumanas de dominação e exploração. E aí se inscrevem alguns dos sentidos paradoxais do trabalho nas sociedades modernas.

É verdade que o mundo desenvolvido, já no século XX, instituiu o Direito do Trabalho e reconheceu importantes direitos aos trabalhadores, tornando a profissão e o emprego um factor de realização e de progresso, elementos estruturantes da edificação do Estado Providência. Mas isso não foi dado de bandeja. Decorreu das inúmeras lutas laborais e sindicais desde o século XIX, contribuindo para um maior reequilíbrio na distribuição da riqueza e outras conquistas sociais que trouxeram mais justiça e harmonia, designadamente, às sociedades europeias. Sabemos bem que a sociedade mudou e que é preciso responder a múltiplos questionamentos e dificuldades desse modelo social. Mas temos de impedir que se atire para o “caixote do lixo da história” essa referência essencial. Numa perspectiva institucional e reformista, precisamos de manter o papel regulador do Estado, recuperar e fortalecer políticas sociais que travem o capitalismo cada vez mais descontrolado e assim dar um novo sentido ontológico aos valores do universalismo, da solidariedade, do progresso e da justiça social que a Europa nos legou.

Evidentemente que existem empresários com sentido ético e de responsabilidade social. Esses, porém, são infelizmente a excepção, em particular em tempos de sistemática invocação da crise. Por isso é que o fim do Direito do Trabalho – enquanto direito que jamais se pode submeter às designadas leis do mercado – significaria o acirrar do despotismo por parte de patrões sem formação, sem capacidade de liderança e sem consciência social. Na verdade, a visão dominante acerca do trabalho exprime-se, no momento actual, numa ideologia anti-direitos laborais, segundo a qual os diferentes regimes e formas de prestação devem ser nivelados “por baixo”, tornando cada vez mais o trabalho numa mera peça – quantificável –, um “custo” que se mistura com um vasto somatório de taxas, números e índices, simples elemento de uma engrenagem económica (segundo a noção mais estreita e abstracta da economia). Deve por isso perguntar-se: é a economia separável da sociedade e das pessoas? Se é, faz sentido ser a primeira a impor-se às segundas? Não deverá ser o contrário, isto é, a economia ser colocada ao serviço das pessoas?!

O artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. O trabalho não é mero número. O trabalho deve contribuir para aquele objectivo e nunca resumir-se a servir os objectivos de uma economia desumanizada e submetida à ditadura dos mercados. Como se afirma na Declaração de Filadélfia (sobre os fins e objectivos da Organização Internacional do Trabalho), “o trabalho não é uma mercadoria”.

Para a concepção neoliberal, já não basta o facto de o trabalho se estar a desmembrar e a desarticular sob múltiplas – e cada vez mais precárias – formas contratuais. A sua “utopia” (na verdade uma distopia) é um sistema em que o domínio do mercado não só submete os trabalhadores como os torna completamente descartáveis. Deseja-se voltar aos velhos tempos do taylorismo puro e duro, apoiado na absoluta impotência de “exércitos famintos” de força de trabalho sem qualquer tipo de vínculo, nem direitos, nem dignidade. E espera-se, a todo o momento, a extinção dos sindicatos. Um tal cenário seria um regresso à barbárie, aos tempos da mendicidade e da “vagabundagem” do século XVIII. A esta visão – em que se filiam os programas de austeridade em curso –, importa contrapor e lutar por uma nova centralidade do trabalho, requisito para a retoma do crescimento económico e condição para a construção de uma alternativa ao “austeritarismo” que nos está a ser imposto.

Apesar das profundas transformações que os regimes produtivos e as relações laborais sofreram nos últimos anos, o potencial do trabalho (e da indústria) não desapareceu. E a sua centralidade reforçou-se. Além de factor de produção e de desenvolvimento, o trabalho é um importante espaço de construção identitária, um campo de afirmação de qualificações, uma fonte de emanação de direitos e de cidadania. Quando os trabalhadores choram à porta de cada fábrica encerrada não é apenas por terem perdido a sua fonte de subsistência. É porque se sentem agredidos no mais fundo da sua dignidade humana. Ou seja, o trabalho é uma dimensão fulcral de sociabilidade que liga o indivíduo à natureza e à sociedade. Nele se exprimem e se reestruturam dimensões indissociáveis – como sejam a componente social, cultural, política e económica – de uma sociedade democrática avançada e coesa. Remeter o trabalho para o estatuto de dimensão intangível ou algo etéreo e completamente desumanizado só pode ser obsessão de mentes mal formadas ou empregadores sem escrúpulos, sem sensibilidade social e sem visão empresarial.

Sem dúvida que o trabalho é um elemento intrínseco da economia. Mas esta, sendo parte integrante da sociedade, terá necessariamente de ser regulada segundo critérios e estratégias delineadas pelas instituições democráticas na base das normas e princípios sociais, culturais e políticos que regem a democracia. Não na base do puro princípio mercantilista cujos efeitos irracionais e anti-sociais estão à vista de todos. De todos menos daqueles para quem o sacrossanto “mercado” se tornou a nova religião do século XXI.
 __________________
 Elísio Estanque - Sociólogo, investigador do Centro de Estudos Sociais/ professor da Fac. de Economia da Univ. Coimbra
 Manuel Carvalho da Silva - Secretário-Geral da CGTP-IN/ investigador do C. Estudos Sociais e professor da Univ. Lusófona


Publicado por Xa2 às 13:14 de 26.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

O NOSSO CAPITALISMO SELVAGEM !

Na Itália, na França e, mesmo nos USA, as maiores fortunas não perderam o sentido da solidariedade e disponibilizaram-se para pagar um imposto extraordinário para ajudarem ao saneamento financeiro dos Estados. Curiosamente, Warren Buffett, o 3º homem mais rico do mundo, clama que os Estados devem deixar de “mimar os ricos” e cobrar-lhes a devida e justa contribuição fiscal!

Em Portugal, segundo o “Expresso”, muitos dos capitais, receando um agravamento fiscal, encontram-se em vergonhosa demandada. De Janeiro a Maio deste ano, saiu do  País qualquer coisa como  1,3 mil milhões de € em direcção aos chamados “paraísos fiscais” (vulgo Off–Shores), representando mais cerca de 700 % em comparação com igual período do ano anterior!

Com este cenário, é evidente que por mais cortes que o Estado faça na Despesa (serviços que deixa de prestar às populações!), a receita fiscal vai sempre diminuindo, NUNCA chegando para cobrir o deficit! Menos receita fiscal, mais necessidade de o Estado aumentar as taxas dos impostos, aos que cada vez menos podem pagar. E este ciclo infernal não vai terminar!

É o extermínio da classe média, principal sustentáculo da estabilidade e sustentabilidade do desenvolvimento de um país, o crescimento acelerado dos empobrecidos e a demandada selvática das maiores fortunas que, por sinal, têm vindo, paradoxalmente, a crescer em tempos de crise!

Que País é este, onde os capitalistas, apesar de “muito mimados” pelo Estado, dão uma triste imagem de falta de humanismo e solidariedade institucional, senão mesmo de um anti-patriotismo vergonhoso?

ACABEI DE SABER QUE SOU MAIS UM POBRE DESTE PAÍS!

Tenho uma declaração a fazer (não  preciso de conferência de imprensa!): Depois de Américo Amorim afirmar que é apenas um “assalariado” e do Banqueiro Mira Amaral (TVI 24H) ter acabado de dizer que é um “remediado”, chego à conclusão que sou mais um paupérrimo deste país, que vê a sua pequena pensão progressivamente  diminuir, mas que dotado de um enorme espírito de solidariedade, vai pagando cada vez mais impostos, para ajudar os “assalariados” e os “remediados” deste país!

Em compensação, quando morrer, vou directo ao Paraíso sem paragem em qualquer apeadeiro!

 

Enviado pelo amigo  R. V. C.

 



Publicado por Zurc às 09:58 de 26.08.11 | link do post | comentar |

Condições de trabalho, desemprego, revoltas ...

               FOI MORTO UM PEDREIRO DE 25 ANOS !  25.8.2011

    O desabamento de uma barreira de terra numa obra ontem em Évora matou mais um jovem operário da construção para além de um ferido! Mais um entre muitos acidentes no sector! Um jovem operário que, como de costume, não tem nome, não tem família, enfim, é um número, um recurso, que durou o que durou!
... Por certoalgo falhou no domínio da segurança...e falha-se demais! E porquê?  porque temos/somos um «Pas-do-faz-de-conta»!
    Quantos donos de obra ou empreiteiros foram efectivamente responsabilizados criminalmente após tantas mortes? Quantos estão presos? Ah! Temos efectivamente uma (in)justiça e uma tolerncia zero para os crimes de «pé descalço» e magnanimidade para os grandes! Daí as nossas prisões estarem cheias de gente sem beira nem eira mas apenas um banqueiro em prisão em casa!
ma calamidade silenciosa! Será quentre a dívida soberana e respectivas ameaças, os portugueses ficaram tolhidos?!

              TRABALHADORA  MATA-SE  DURANTE VISITA DO MINISTRO !  5.8.2011 

    O suicídio no trabalho, tal como o acidente, é um sintoma de que algo está mal nesse local de trabalho. Uma pessoa que se suicida não toma esta decisão de ânimo leve. Pensa na forma e no local para o fazer!
    Os estudos realizados em França (Dejours), nomeadamente com os vários suicídios na Renault e na France Telecom revelaram que os problemas no emprego são agravados, por vezes, com as questões familiares e vice-versa. Curiosamente, porém, no início os dirigentes dessas empresas ou serviços recusam fazer ligação do caso com as más condições de trabalho (stress, bulling, assédio, grande desgaste físico e/ou psicológico do trabalhador, cargas/ritmos de trabalho, turnos irregulares, banco de horas, trabalho à comissão nas vendas, objectivos exagerados, trabalho temporário ... baixo salário, austeridade, ameaça de mobilidade forçada ou desemprego) e deitam as culpas para os «problemas familiares».


... sem espanto, verifiquei que os jornalistas, sempre tão curiosos, não retomaram a notícia. Silêncio! Um silêncio sintomático e assustador! ... em contexto político e social de opressão e exploração no trabalho ... O sistema não quer pensar/falar sobre o assunto! Querem abafar o acto subversivo do suicida e com isso ocultar-nos a dura realidade do dia-a-dia, das pessoas em concreto mas desunidas !

     Os que não se suicidam o que fazem? A maioria aguenta muito mal mas quer dar ares de valentia! Porquê? Homens e mulheres engolem as lágrimas, a raiva, a frustração! Procuram vingar-se no colega, na mulher ou nos filhos. Fraquejar no trabalho é que não.... Oh! como isso é importante para se manter o sistema! Mas a que custo?(pessoal, familiar, social) Hoje a maior doença no trabalho já é a depressão segundo a OMS !!

     No momento em que se modifica a legislação laboral no sentido do embaratecimento dos custos do trabalho e da intensificação do mesmo, caberá aos sindicatos (e ...) fazerem algo para que estas situações não fiquem esquecidas !

                    INSPECÇÃO  DO  TRABALHO  REMETIDA  AO  LIMBO ?

    A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), passou para o mega Ministério da Economia e poderá ficar numa espécie de limbo, desvalorizand!
   Segundo algumas filosofias económicas, a que chamam neoliberalismo, há que promover a desregulação das relações de trabalho, deixar as empresas livres de ''constrangimentos'', em particular em tempo de crise... O ideal seria mesmo a autoregulação acabando com a legislação laboral em definitivo!Seria a lei do mercado a vigorar, ou seja a lei do mais forte e onde o trabalho é uma mera mercadoria! O trabalhador? Um factor de produção que interessa baixar o preço o mais possível! O bolo do rendimento cada vez está mais magrinho para o lado de quem trabalha!
    Esperamos que o Ministério da Economia não vá por este caminho pois seria desastroso para o País e seria absolutamente contrário a toda a cultura democrática que impera nomeadamente na Organização Internacional do Trabalho!
    No memorando da Troika aquele espírito está lá! Todavia, as forças sociais, em particular os sindicatos, deverão estar atentos e, na sua maioria, não estão comprados! Os trabalhadores são pessoas e as suas organizações são actores fundamentais da sociedade! A situação é difícil sem dúvida alguma. Mas olhem para os recentes acontecimentos de Londres....

                     AS  REVOLTAS  DE  LONDRES !
    As revoltas nos bairros de Londres e de outras cidades inglesas são claramente sinais dos tempos! Do tempo que se vive numa Europa sem rumo, ao sabor de interesses privados, quase num salve-se quem puder, ou quem puder que fuja! O que ali acontece, pode acontecer novamente em Paris, em Berlim ou Madrid.... e até em Lisboa!
    Estas revoltas são fruto de décadas de políticas (de direita/conservadoras/neoliberais) iniciadas com a chamada «dama de ferro», políticas substancialmente seguidas pelo Tony Blair e os adeptos da famosa terceira via que, reconhecem hoje muitos socialistas, foi a desvirtuação completa das politicas social-democratas e socialistas!
    Com efeito, nas últimas décadas a Inglaterra caiu no declínio social e económico. Os sindicatos, fortemente atacados pelos adeptos das privatizações, perderam muito do seu poder efectivo e a sindicalização baixou.
    Em muitos bairros operários, outrora orgulhosos, vemos o desemprego crónico passando de geração em geração, a marginalidade e a frustração!
    A estes juntam-se os imigrantes e filhos de imigrantes sistematicamente tratados á margem e com desconfiança por todos, em particular a partir do 11 de Setembro. Os serviços públicos sofrem cortes, em especial os serviços sociais, em nome da austeridade e para favorecer a concentração da riqueza de uma minoria privilegiada!
    Mas estas revoltas juntam gente diversificada, inclusive empregada e outrora satisfeita com o sistema. Isto quer dizer que a situação económica está a empurrar nova gente para a acção (violenta). Uma acção agora com pouca organização e liderança aparente, a mais grave de todas ...

 

(-por A.Brandão Guedes, adaptado, BemEstarNoTrabalho)



Publicado por Xa2 às 08:16 de 26.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Discursos de Pontal, Algarve

A foto ilustra as palavras fortes do discurso proferido por um primeiro ministro e presidente de um PSD num Pontal, do Algarve.

Idependentemente da forma de extursão e de quem forem os agentes, aquele discursante não poderia ser mais claro. Falar claro foi a promessa feita há já algum tempo.
 
Publicado pelo blog "Leva de Mar"


Publicado por DC às 16:52 de 25.08.11 | link do post | comentar |

vaginas confortáveis, pois claro!

Paula Cosme Pinto escreve no jornal expresso que “Em 2010, pelo menos duas mil mulheres recorreram ao SNS inglês para fazer correcções dos lábios vaginais, revela um estudo publicado no "British Journal of Obstetrics Gynaelogy". A maioria destas mulheres não tinha qualquer anomalia ou assimetria nesta parte do corpo: apenas queria reduzir o tamanho da entrada da vagina.”

Acrescenta que “Os médicos mostraram-se coniventes: "Quando questionados, os cirurgiões dizem que as mulheres queixam-se porque não conseguem, por exemplo, estar confortáveis ao usar calças de ganga ou a andar de bicicleta", lê-se no estudo, que conclui: "A realidade é que ninguém garante que uma cirurgia vá mudar esse desconforto".”

Ler mais: Paula Cosme Pinto, sapato nº38 (www.expresso.pt)

Se a moda pega por cá, vamos ver todas as tias de Cascais e não só num corrupio ao SNS. Então é que a gestão privada dos hospitais publicos não vai conseguir reduzir custos, conforme exigência da troika e já os PEC´s impunham, mesmo em 2010.

Será que os ingleses não se debatem com deficits publicos e elevados encargos com os serviços de saúde?

Se todos pagam, os ingleses deveriam exigir (pelo menos) ver os resultados, não acham?



Publicado por DC às 15:27 de 25.08.11 | link do post | comentar |

Mais impostos aos bancos e 'fujões' ou fúria popular

Mais impostos sobre quem foge aos impostos 

Mais impostos sobre os mais ricos

 

      Warren Buffett, um dos mais ricos do mundo, foi um dos que começou a defendê-los, compreendendo como a crise evoluiria, da economia para a política. Uns mais ricos franceses, historicamente escaldados desde 1789 (Revolução Francesa), ouviram-no, perceberam logo e alinharam. Espanhois e outros preparam-se para ir atrás. E os governos respectivos "obligent", atentos, veneradores e obrigados...
      Mas por cá os mais ricos - que o ano passado aumentaram em média os ganhos em 20%, apesar da crise - estarão "indisponíveis ou relutantes", dizem os media, recorrendo a eufemismos para disfarçar a oposição, a resistência.
      Não é por súbito acesso de generosidade ou de loucura que Buffett e milionários franceses se aprestam a pagar mais impostos:

é por elementar bom senso, de quem percebe que é preferível redistribuir um bocadinho para que o sistema em que ganha faraonicamente possa continuar; de quem percebe que se não partilhar um pouquinho se arrisca a vir a ser alvo de fúria popular - o seu negócio ou mesmo a sua cabeça poderão rolar.
     Buffett e os outros já perceberam e admoestam os políticos que pagam a não arrastar mais os pés, pondo-lhes o fisco à porta, a cobrar mais e ruidosamente.
     Os nossos, novos-ricos, gananciosos e toscos, não. É, em última análise, como tudo o que explica atrasos de Portugal, uma questão de educação. De nível de educação.


Publicado por Xa2 às 13:08 de 25.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Líbia

Libia  Hourra !  Tripoli  Hourra !

 "Cobre-te canalha na mortalha,
hoje o rei vai nu,
os velhos tiranos há mil anos morrem como tu..."
É o velho Zeca que cantarolo assistindo, contente, às manifestações populares em Tripoli celebrando a entrada dos rebeldes e o fim do tirano. Como supus, o povo de Tripoli estava tão deserto como o de todas as outras regiões por se ver livre do torcionário - ou porventura mais, dado tem sido ainda mais martirizado, como refém do regime nos ultimos meses.
Vejo a praça da Liberdade a abarrotar em Benghazi, a demonstrar como têm estado errados os comentadores de bancada, em Portugal e não só, que papagueiam as teses khadaffianas de que não há sentido de unidade nacional na Libia, de que a fragmentação tribal impede, bloqueia, dificulta, bla, bla, bla....  Não há pachorra!...

["E o povo líbio, estará preparado para a democracia?..." foi neste sentido a pergunta.
E que povo está preparado para a democracia, antes de começar a praticá-la? pergunto eu. É que a aprendizagem da democracia só se faz de uma maneira - praticando-a.  ... Mais do que nós em 1974 ... e cá andamos, continuando a procurar aprender. ]

Dois aviões sul-africanos estão estacionados em Tripoli, diz a Al Jazeera, para levar Khadaffy para o exilio, no Zimbabwe ou em Angola. Os povos obviamente não o merecem, mas os dirigentes daqueles países são anfitriões à altura do exilado, sem dúvida nenhuma. Deixá-lo ir, se for - não perderá pela demora.
Dois ou três filhos do louco assassino terão sido entretanto detidos, incluindo o odiado/desprezado Saif Al Islam. Ao menos que esses sejam levados a julgamento.
Cobre-te canalha na mortalha....
E os canalhas não são só Khadaffy, filhos e os lacaios do regime que restam. Há a corte internacional, incluindo lusa, que se esmerou no beija-mão do torcionário, à conta dos proventos petrolíferos e outros. Cubram-se, canalhas, pelas migalhas...

 

Portugal e a Libia 

Estranho é que até hoje não haja informação transparente sobre os bens libios que Portugal devia ter congelado para oportunamente entregar aos novos representantes do Estado libio, em conformidade com decisões do Conselho de Segurança da ONU - e Portugal, recorde-se, até preside ao respectivo Comité de Sanções instituido pelo CSNU.
A "amizade" que levou Luis Amado e José Sócrates a visitar Khadaffy e a recebê-lo em Lisboa varias vezes é suposta ter-se traduzido em investimentos no nosso país, designadamente da Libyan Investment Authority e outras fachadas utilizadas pela ladroagem de Khadaffy, para além de portas que possa ter aberto ao BES e empresas portuguesas.
Quando visitei Benghazi, em Maio passado, interlocutores do CNT pediram a minha intervenção para lhes serem rapidamente entregues por Lisboa dois aviões C-130 libios que estavam já prontos, depois de reparações nas OGMA. Com garantias de pagamento de todas as responsabilidades, com a devida autorização do CSNU e com conhecimento da NATO, evidentemente. Fiz logo as diligências que me pareceram adequadas, junto das instâncias competentes. Pouco depois, um emissário do TNC veio a Lisboa formalizar o pedido.
Ignoro se ainda o anterior governo, ou já o actual, trataram de corresponder ao pedido dos representantes dos "rebeldes" libios.
Era bom que sim.
... a verdade é que os "rebeldes" já são o poder na Líbia.
E, afinal, onde está realmente Portugal, para além de declarações cantantes?



Publicado por Xa2 às 13:07 de 25.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

A Sr.ª Merkel é uma deles?

As suas mais recentes atitudes indiciam isso.

Afinal pouca coisa mudou nos comportamentos de certas pessoas que, hodiernamente, governam certos países e pretendem impor-se a certas regiões e ao mundo.

A filósofa russo-americana Ayn Rand (Judia, fugitiva da revolução Bolchevique,   que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa, proferiu a seguinte afirmação:

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens,  mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência,  mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar,  que sua sociedade está condenada”.

A Srª Angela Merkel, nascida na cidade de Templin, em 1954, filha de um pastor luterano, viveu na Alemanha Oriental até à queda do Muro de Berlim em 1989.

Depois de ter sido convidada para ministra, para os assuntos da Mulher e da Juventude, logo após a reunificação das duas alemanhas, em 1990, por Helmut Kohl, por ele mesmo haveria de ser apadrinhada para a entrada na CDU. É agora o mesmo Helmut Kohl que parece estar arrependido daquele apadrinhamento e lhe tece duras e publicas criticas à forma como conduz a politica alemã e como trata o projecto Europeu.

Esta senhora, que a revista forbes considerou, em 2009, a mulher mais poderosa do mundo, não se preocupa, minimamente, que a Grécia já tenha de suportar uma taxa de juro de 41%, como se algum país ou sociedade pudesse, algum dia, sobreviver e honrar os seus compromissos, com tais imposições.

Contudo, esta magnânime senhora tem solução para o caso, sugere que, depois de esgotadas todas as empresas e áreas de actividade geridas pelos Estado, os gregos abram mão de umas tantas ilhas que, certamente, alguns bancos e outros credores alemães sempre estariam dispostos a adquirir.

No caso português depois dos BPN`s, EDP`s, GALP`s, PT`s, CGD`s, ÁGUAS, Rede Eléctrica, Hospitais, Prisões, Transportes e tudo o mais que haja de alienável sempre poderemos hipotecar as Berlengas, as Desertas e a ilha de Faro onde farão um aeroporto internacional de entrada e saída para gestores e quadros de primeira linha. Nós, por cá, a geração do futuro, seremos a carne para canhão ou seja a geração 500.



Publicado por Zé Pessoa às 09:56 de 25.08.11 | link do post | comentar |

Arabes e outros investidores que por aí há

Esgotado e desesperado com a sede, um árabe arrasta-se pelo Saará quando, de repente, se apercebe de um movimento à distância. 
Esperançado em encontrar água, foi-se aproximando da imagem.

Era um velho mercador sentado em frente de um expositor cheio de gravatas. 
- Estou a morrer de sede. Poderia dar-me um pouco de água? - implorou o árabe. 
O mercador respondeu:
- Na verdade não tenho água mas ... porque não me compra uma gravata? Tenho aqui uma que diz perfeitamente com a sua túnica. 
- Não quero uma gravata, berrou o árabe. Água, quero água! 
- Bem, não me compre uma gravata se não quizer mas, para ver que sou boa pessoa, posso dizer-lhe que, depois daquela colina, a cerca de 6 quilómetros, há um pequeno oásis com um bom restaurante. Caminhe nesse sentido pois eles têm toda a água que desejar. 
O árabe agradeceu e desapareceu rapidamente por trás da colina.

Quatro horas depois, o árabe regressou para junto do mercador que continuava sentado em frente do seu expositor de gravatas. 
O velho mercador pergunta ao árabe:
 - Eu disse 6 quilómetros para além da colina. Não encontrou o restaurante? Perdeu-se? 
- Encontrei-o perfeitamente mas o sacana do teu irmão disse-me que não se podia entrar no restaurante sem gravata!



Publicado por Zurc às 10:28 de 24.08.11 | link do post | comentar |

"Desvio" de 6,78 milhões de euros...

“… Um levantamento feito pelo actual Governo, detectou ainda um total de 6,78 milhões de euros de dívidas do IDP por contabilizar. Em causa estão débitos junto de 176 fornecedores. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, adiantou que as facturas vão ser enviadas para o Ministério Público e Tribunal de Contas. O ex-secretário de Estado Laurentino Dias, que tutelava o IDP, recusou a existência dessa dívida…” [CM]

Estranho, muito estranho…  

Facturas por contabilizar? Então, para a prestação de serviços ou para qualquer fornecimento ao Estado, não é necessária uma Requisição prévia do próprio serviço estatal? Havendo requisição está logo contabilizada a despesa, ou não? Não havendo requisição o pagamento não é devido.

Estranho, muito estranho… Ou então, é uma «história» muito mal contada.



Publicado por [FV] às 10:28 de 24.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Partidos: Líderes precisam-se

Embora o campeonato futebolístico já tenha sido iniciado a verdade é que politicamente e mesmo depois da realização, amedrontada e incipiente, do comício do Pontal (que até foi em outro local) por parte do PSD/Algarve tudo indicia que os líderes, sobretudo dos dois grandes (os maiores) partidos, continuam em defeso banhistico.

Tanto para José Segura cansado/exausto devido ao esforço dispendido  nos périplos eleitorais, por secções, federações e concelhos, já repetidamente e por iguais causas percorridos, como para Passos Coelho, derreado pelo peso de consciência (será isso, ainda possível?) a propósito dos sacrifícios impostos aos sacrificados do costume, continuam a banhos balneários, numas quaisquer termas de águas temperadas ou mornas mais ou menos sulfurosas, que lhes permitam superar um inverno que se avizinha cheiro de amargos calafrios.

O PSD entretido na distribuição de jobs, mais ou menos inventados, de modo a satisfazer as clientelas costumeiras e o PS escondido entre as nuvens, carregadas de poeira acinzentada, e a deriva ideológica, tornaram-se quase inexistentes, no que ao debate político diz respeito, tanto interna como socialmente e na perspectiva dialéctica de busca de soluções económicas, qualquer que sejam os sectores de actividade que se possam imaginar.

Em tais circunstâncias, não há que admirar, ouvem-se cada vez mais vozes a argumentar que com partidos moribundos a democracia fica doente e o regime abeira-se de abismos. Já ninguém, salvo os de pouco juizo, arrisca qualquer prognóstico para os dias futuros. Passamos a viver um dia de cada vez até que esta instabilidade de uma sociedade, globalmente à rasca, se estabilize, minimamente.  



Publicado por DC às 16:20 de 22.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Golpe de Estado nos Estados Unidos

“O que às vezes se passa por alto em nossa situação é o fator propósito: a democracia norte-americana sofreu um golpe de Estado encoberto. Seus autores ocupam os postos mais altos dos negócios e das finanças, seus leais servidores dirigem as universidades, os meios de comunicação e grande parte da cultura, e igualmente monopolizam o conhecimento profissional científico e técnico”, escreve Norman Birnbaum em artigo publicado no jornal espanhol El País.

Norman Birnbaum (*) - El País

Publicado em português na página do IHU Online/Unisinos.

A tradução é do Cepat.

Já se escreveu muito sobre a crise dos Estados Unidos. Aludiu-se à complacência e ao fracasso de nossas elites, à ignorante fúria de um segmento de cidadãos espiritualmente plebeus, à importância intelectual e política de boa parte do resto, à ausência de uma conexão entre uma intelligentsia crítica e os movimentos sociais que no passado deram suas ideias à esfera pública, à fragilização da própria esfera pública e à consequente atomização do país. Esses diagnósticos são corretos. O que às vezes se passa por alto em nossa situação é o fator propósito: a democracia norte-americana sofreu um golpe de Estado encoberto. Seus autores ocupam os postos mais altos dos negócios e das finanças, seus leais servidores dirigem as universidades, os meios de comunicação e grande parte da cultura, e igualmente monopolizam o conhecimento profissional científico e técnico.

Seus dispostos seguidores se encontram em toda parte, especialmente entre aqueles que sentem que são ignorados, inclusive desprezados, e experimentam uma desesperada necessidade de compensação íntima. Incapazes de atuar de forma autônoma, negam em voz alta que sejam dominados e explorados. Identificam como inimigos os grupos sociais a serviço do bem público, cuja existência rechaçam como princípio. Sua hostilidade ao Governo é tão grande quanto sua falta de conhecimento de como este realmente funciona, ou a história de seu próprio país.

Evidentemente, há uma substancial coincidência entre aqueles que deram sua aquiescência ao golpe de Estado e os muitos que pretendem a recristianização do país, que acreditam que o aborto e a homossexualidade são ao mesmo tempo crimes civis e pecados religiosos, que respondem à imigração com xenofobia. Esses são os brancos, principalmente no sul e no oeste, e nas cidades menores, que ficaram escandalizados pela eleição de um presidente afro-americano e que se criaram (e ainda se criam) muitas das falsidades sobre sua pessoa, desde o seu nascimento no Quênia até sua adesão ao islamismo.

Os iniciadores do golpe de Estado são, geralmente, muito sofisticados para essas vulgaridades, embora indubitavelmente não sejam muito escrupulosos na hora de utilizá-las para conseguir o apoio para os seus objetivos primários. Que não são outros senão reduzir as funções e poderes redistributivos e reguladores do Estado norte-americano, revogando, privatizando ou, ao menos, limitando importantes componentes do nosso Estado de bem-estar: Seguridade Social (pensões universais), Medicare (seguro público de saúde para os maiores de 65) e todo um espectro de benefícios e serviços nos campos da educação, emprego, saúde e na manutenção de ingressos. A possibilidade de uma regulação ambiental em grande escala, ou de um projeto para reconstruir toda a infra-estrutura de modo que seja mais compatível com um futuro benévolo com o meio ambiente, provoca igualmente sua sistemática oposição. Os obstáculos administrativos e legais à atividade sindical são outra parte do programa.

Os esforços do capital politicamente organizado para manter o controle do sistema político são tão velhos quanto a república norte-americana. De modo algum excluíram a utilização do Governo em muitas ocasiões em todas as épocas da nossa história. O que distingue a recente situação é a propagação explícita e resoluta de uma ideologia que declara o mercado como superior ao Estado, que busca transferir para o setor privado funções governamentais até agora reservadas ao Estado, e que não permite que a consideração de um maior interesse nacional (como no comércio com outros países) interfira nos interesses imediatos do capital.

A obra de inumeráveis economistas, as simplificações de um grande número de comentaristas e jornalistas, a intromissão nos sistemas escolares e sua manipulação, e, sobretudo, o fato de que os meios de comunicação e o que temos de discurso público fiquem excluídos da discussão séria de alternativas, culminaram na fervorosa obsessão com que os congressistas republicanos fizeram sua a crença de que os déficits orçamentários são uma ameaça para o país.

Em 1952, John Kenneth Galbraith publicou sua primeira obra-primaCapitalismo americano: o conceito do poder compensatório (Novo Século Editora). Nela sustentava que a busca do benefício sem limite, a cegueira de curto prazo do capitalismo, havia sido corrigida pelo Governo, apoiado por uma cidadania consciente de seus diferentes interesses, por grupos de interesse público, por sindicatos e por um Congresso (e Governos estatais) com um grau notável de independência política.

Em 1961, Galbraith pediu ao presidente Kennedy que não o nomeasse chefe do Conselho de Assessores Econômicos: era um alvo muito visível. Durante alguns anos o ponto de vista de Galbraith seguiu sendo convincente. No entanto, também foi se produzindo um gradual enfraquecimento das forças compensatórias com as quais Galbraith contava para tornar permanente o new deal; e um enfraquecimento, assim mesmo, das elites capitalistas com maior formação e visão de longo prazo, dispostas a aceitar um contrato social.

As razões deste duplo declive seguem sendo objeto de discussão para os historiadores. A absorção dos recursos materiais e morais do país pela guerra fria, que se converteu em um fim em si mesma, desempenhou certamente um papel. Tornou-se muito mais difícil desenvolver programas de reconstrução social em grande escala pela composição racial dos pobres nos Estados Unidos, embora os brancos – de modo geral, brancos do sul – fossem uma maioria entre eles. A própria prosperidade proporcionada pelo contrato social do pós-guerra socavou a combatividade e a militância da força de trabalho sindicalizada, que ficou relativamente indefesa diante da competição da indústria estrangeira e da fuga do capital norte-americano para outros países.

Os efeitos que essas mudanças estruturais tiveram foram magnificados à medida que o capital financeiro (o reino da pilhagem e a liquidação de empresas produtivas, dos derivados, dos hedge funds e da especulação arcana) se fez quantitativa e qualitativamente dominante.

Este tipo de capitalismo, especialmente, requeria a abstinência política do Estado, que somente se poderia obter se pouco a pouco se comprasse o Estado. O novo capitalismo fez sérios avanços no Partido Democrata, reduzindo a uma insistente atitude defensiva os herdeiros do new deal que havia em seu interior. Quando, em 2008, o presidente Obama mobilizou milhões de afro-americanos, latinos, jovens e velhos, mulheres e os restos do movimento sindical, não foi menos solícito com o novo capitalismo, que tinha muito menos votos, mas muito mais dinheiro. A singular insignificância das iniciativas da Casa Branca em 2009, 2010 e este ano em matéria de estímulo econômico, emprego e reconstrução nacional poderiam ser explicadas como um reflexo do real equilíbrio de forças políticas do país.

Deixando de lado o furor provocado pelo Tea Party e pelo limite da dívida, a explicação também poderia estar nessa quinta coluna constituída pelos agentes ideológicos e políticos do novo capitalismo, que está ocupando a própria Casa Branca. Deste ponto de vista, a extraordinária boa disposição do presidente ao acordo mútuo não é o resultado de um novo alinhamento da política norte-americana, mas uma parte previsível do mesmo

(*) Norman Birnbaum é professor emérito na Faculdade de Direito da Universidade de Georgetown.



Publicado por [FV] às 15:28 de 20.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Stop Coddling the Super-Rich

A página de opinião do New York Times de hoje traz um editorial surpreendente de Warren Buffet, dono e CEO da Berkshire Hathaway (que por sua vez é dona da Moody’s) e o terceiro homem mais rico do mundo.

Além do dinheiro e do poder que tem, Buffet é considerado um pensador iconoclasta e pouco convencional, frequentemente citado pelas suas afirmações tão pertinentes como provocatórias. Finalmente é um filantropo à medida da sua fortuna: prometeu legar 83% à Fundação Gates. Quanto aos filhos, disse:

“Quero deixar-lhes o suficiente para que sintam que podem fazer o que quiserem, mas não tanto que achem que não precisam de fazer nada.”

Para ter uma pequena ideia do que pensa este homem, uma citação chega:

“Não sinto culpa nenhuma em relação ao dinheiro. O que acho é que o dinheiro representa uma data de pagamentos à sociedade. É como se tivesse uns papeizinhos que posso transformar em consumo. Se me apetecesse, podia contratar dez mil pessoas para não fazer mais nada a não ser pintar o meu retrato até ao fim da minha vida. E o PNB subiria. Mas a utilidade desse produto seria nula e estaria a tirar a essas pessoas a possibilidade de serem cientistas, ou professores, ou enfermeiros. Todavia não faço tal coisa. Não utilizo muitos papeizinhos. Não há nada de material que queira muito.”

Ora bem, sendo Buffet um super investidor, com certeza que os seus conselhos podem ser seguidos pelos "nossos" Vítor e Álvaro, uma vez que o nosso Governo em pouco mais de um mês já demonstrou a sua vontade politica (e ideológica) de apostar nos investidores. Como se sabe, os Estados Unidos também estão metidos numa alhada financeira maior do que as suas capacidades, com falta de investimento, desemprego e dívida soberana inflacionada.

E o que diz Buffet no New York Times?

 

“Os nossos dirigentes têm falado em “partilhar sacrifícios”.

Mas quando os pediram, pouparam-me.

Perguntei aos meus amigos mega-ricos mas a eles também não lhes aconteceu nada.

Enquanto os pobres e a classe média (...), a maioria dos americanos, luta para chegar ao fim do mês, nós, os mega-ricos, continuamos a beneficiar com extraordinárias reduções de impostos.(...) Alguns gerem investimentos que rendem biliões de dólares mas podem classificá-los como “juros” (“carried interest”) conseguindo assim um imposto à taxa de 15%. Outros compram activos futuros, vendem-nos dez minutos depois e pagam 15% de 60% do que ganharam, como se fossem investidores a longo prazo. (...)

No ano passado paguei apenas 17,4% sobre o meu rendimento sujeito a imposto, menos do que as outras vinte pessoas que trabalham no meu escritório. A carga fiscal desses empregados ficou entre 33 e 41%

Quem faz dinheiro com dinheiro, pode pagar ainda menos do que eu. Mas quem faz dinheiro a trabalhar pagará certamente uma percentagem maior – provavelmente muito maior. (...)

No ano passado, cerca de 80% das receitas do Estado veio de Imposto sobre Capitais e IRS. Os mega ricos pagam Imposto sobre Capitais a 15% e praticamente não pagam IRS. Com a classe média é diferente: em geral caem nos escalões (...) em que apanham pesadas taxas de IRS. (...)

De acordo com uma teoria que tenho ouvido, eu devia recusar-me a investir quando as taxas são muito altas nos ganhos de Capital e Dividendos. Mas nunca me recusei, e os outros investidores também não. Trabalho com investimentos há 60 anos e ainda estou para ver alguém — nem mesmo quando o Imposto sobre Capitais era de 39,9%, em 1976-77 — fugir de um bom investimento por causa dos impostos sobre o lucro previsível. As pessoas investem para ganhar dinheiro e os impostos potenciais nunca as assustaram. E, para aqueles que afirmam que impostos mais altos impedem a criação de emprego, lembro que houve um aumento de 40 milhões de empregos entre 1980 e 2000. E todos sabemos o que aconteceu depois: impostos mais baixos e menor criação de postos de trabalho.”

 

Em seguida, Buffet faz algumas propostas concretas para subir os impostos sobre o Capital e reduzir o IRS:

"Eu deixaria as taxas para 99,7% dos contribuintes na mesma e continuava com a mesma redução de 2% no que os empregados pagam. Esta redução ajuda os pobres e a classe média, que precisam de todos os descontos que puderem.

Para quem tem um rendimento superior a um milhão de dólares (...) subiria imediatamente o imposto para o rendimento colectável superior a um milhão, incluindo, evidentemente, dividendos e ganhos de capital. E para quem ganhe dez milhões ou mais, sugeria um aumento ainda maior na taxa."

 

Mas o que interessa para nós é apenas isto:

Um homem que sabe de dinheiro como poucos reconhece que taxar menos o capital e mais o trabalho é o caminho errado para recuperar uma economia – mesmo não considerando a injustiça social evidente.

Vítor e Álvaro, porque é que vocês não ouvem o homem?

 



Publicado por [FV] às 18:10 de 18.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Casualidade, causalidade.

Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.

A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".

A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.

E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.

O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.

Por: Manuel António Pina [JN]


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Publicado por [FV] às 15:00 de 18.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

PSD: jobs for the boys in Washington

Como não bastando o regabofe que por cá vai, numa desenfreada repetição do que tanto foi condenado a anteriores governos, a tudo se deita mão num completo desapego ao mínimo de ética política social e jornalística.

Segundo divulgação do Expresso, Mário Crespo terá sido convidado pelo Governo para correspondente da RTP em Washington. O Convite parece ter sido feito por Miguel Relvas completamente à revelia da administração da RTP surpreendida pela notícia e viola critérios da direcção de informação do operador público para a escolha de correspondentes.

As (apregoadas) públicas virtudes não conseguem esconder vícios perniciosos, tantas vezes repetidos, depois de condenados a adversários.

Mas Mário Crespo não desmente a abordagem. "Não me foi feita nenhuma proposta formal. Mas é um lugar que me honraria muito nesta fase da minha carreira e para o qual me sinto habilitado", respondeu o jornalista ao Expresso, desvalorizando as interpretações que possam surgir na opinião pública pelo facto de ser convidado pelo actual governo, depois de uma convivência turbulenta com o executivo de José Sócrates.

Bem pregava frei tomas. Não faças o que ele diz, faz o que ele faz. Ou como dirá a mãe para a filha que sabendo o seu adultero comportamento a aconselhava “chama-lhe puta a ela antes que ela te chame a ti”.

A sem vergonhice abunda, olá se abunda!

Sendo verdade, como tudo indicia, não resta outra saída à administração e à direcção de informação outra coisa que não seja demitirem-se, dada a desautorização a que foram sujeitas por governantes sem pingo de vergonha.



Publicado por DC às 12:49 de 18.08.11 | link do post | comentar |

Strauss-Kahn, um mentiroso compulsivo?

Dando-se por verdadeira a notícia divulgada pela revista francesa L'Express, de que um exame médico feito à empregada de quarto que acusou de agressão sexual o ex-director do FMI Dominique Strauss-Kahn confirma que foi violada, o dito é um mentiroso compulsivo que exige seja castigado de forma exemplar.

A revista L'Express afirma que, Segundo um relatório de um hospital nova-iorquino, a "causa dos ferimentos" apresentados por Nafissatou Diallo era efectivamente de "agressão, violação". O ex-director do FMI, que se diz inocente, é acusado de vários crimes por alegadamente ter tentado violar Diallo num hotel de Nova Iorque.

Depois de detido a 14 de Maio, porque foi Strauss-Kahn posto, no início de Julho, em liberdade condicional?

Se Diallo tinha sido e sentido tão brutas agressões porque foi, segundo a imprensa americana, apanhada em várias contradições nos seus testemunhos à polícia, prescindiu do seu direito ao anonimato e tem dado entrevistas aos "média" dos EUA?

Se o ex-director do FMI se afirma inocente e os relatórios médicos dão como comprovada a violação não há duvida que a justiça americana tem um grande imbróglio para desvendar:

         O homem mente e deve ser exemplarmente condenado;

        Os exames são falsos e o hospital deve ser responsabilizado e os técnicos responsáveis pelos ditos e respectivo relatório devem ser irradiados da actividade;

         Dominique fala verdade, os exames são verdadeiros e há outro violador.

Terá Straus-Kahn caído numa grande cilada para o destruir tanto politica como económica e socialmente?

Convirá não se olvidar que o sujeito era considerado um potencial candidato à presidência de França nas eleições de 2012, com fortes probabilidades de êxito, em representação dos socialistas, o que não conviria mesmo nada à actual ideologia que governa esta moribunda Europa. Se é que o socialismo actual amedronte alguma coisa a alguém, diga-se em abono da verdade!



Publicado por DC às 10:07 de 17.08.11 | link do post | comentar |

Ainda o BPN. Crime? Qual crime?

O cancro do BPN
A reprivatização do BPN mantém o banco na senda daquilo que sempre foi: um verdadeiro tratado sobre a nossa incapacidade e impotência.
Nasceu de forma obscura, cresceu como tinha nascido, na base do puro tráfico de influências incrustado no coração do poder político, contaminou a credibilidade de várias instituições, teve uma nacionalização desastrosa e acaba a ser vendido a pataco. Nada verdadeiramente surpreendente num país que acomoda o compadrio como forma de estar na política e nas áreas mais sensíveis do poder de Estado. Basta atentar na vertiginosa circulação de pessoas entre quadros da Justiça e do BPN ou de outros bancos para perceber o patamar em que se joga o negócio da influência.
Por: Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto do CM

 

Pesada herança
A venda do BPN realça bem a pertinência de um dos mais conhecidos provérbios populares – o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. De facto, o negócio que o Estado fez com o BPN não é brilhante. Longe disso. O problema, porém, é que o mal vem muito de trás, as causas são profundas e, face ao desastre que se conhece, o desfecho dificilmente poderia ter sido diferente. Negar isto é negar a evidência.

O caso BPN é um filme de terror. Começou com a actuação ruinosa de gestores sem escrúpulos e a omissão irresponsável de reguladores incompetentes que transformaram uma instituição financeira num caso de polícia. Continuou com a leviandade de um governo que nacionalizou o que nunca devia ter nacionalizado, porque o plano Cadilhe representava uma alternativa melhor e menos onerosa. Prosseguiu com as mentiras reiteradas de Sócrates e Teixeira dos Santos, garantindo que aquela nacionalização não custaria um euro aos contribuintes. E chegou até aqui, sem que o governo anterior tivesse conseguido arranjar comprador para o banco ou logrado sequer estancar a sua continuada degradação.

Entretanto, as más práticas continuaram. A justiça, que deveria agir de modo exemplar, ainda não puniu ninguém. Vítor Constâncio, que falhou redondamente na regulação cá dentro, foi promovido com estrondo lá para fora. Os governantes que nos meteram nesta aventura suicida estão a salvo, quando deviam ser pessoalmente responsabilizados. O Estado, o tal a quem a nacionalização não custaria um euro, já meteu no BPN mais de 2,4 mil milhões de euros.

Perante esta pesada herança, é espantoso ver a ligeireza com que se critica o actual governo pela decisão tomada. Afinal, este governo resolveu em mês e meio, em condições altamente adversas, um problema que se arrastava há anos. E como disse, e bem, a Secretária de Estado do Tesouro, a alternativa da extinção do banco, em vez da sua venda, ainda sairia mais cara aos contribuintes. Face a estas evidências, o Governo só peca mesmo num pormenor – em não recordar os coveiros desta situação e as suas pesadas responsabilidades. Afinal, se o passado não legitima as decisões de hoje, também não pode fazer esquecer as responsabilidades de ontem.

Por: Luís Marques Mendes [CM]

 

Crise, crime e impunidade

Uma vez mais foram socializadas as perdas e privatizamos os benefícios.

E a procissão ainda vai no adro…
O crescimento dos últimos anos, antes da actual crise, foi, tão rápido como virtual. Cometemos, nesse tempo, um grave erro ao não aproveitar devida e democraticamente tantos fundos que tivemos à disposição para desenvolver a nossa economia, aumentando, nomeadamente, a produtividade e o desenvolvimento tecnológico. Desaproveitámos uma oportunidade de ouro para reforçar os serviços públicos e, portanto, construir um país mais justo, solidário e equitativo. Também, não aproveitámos o crescimento para avançar na coesão social.

 Alguns – os oportunistas do costume, as clientelas partidárias e os abutres da economia e da finança – encheram-se, porém, à tripa forra, como vamos, agora, percebendo.

Entretanto vieram os ventos da crise, que não param de soprar, e esses, mesmos oportunistas e abutres mudaram-se para novos poleiros continuando tranquilamente a ganhar tanto quanto nós, cidadãos comuns, continuamos a perder. A pouca riqueza que produzimos é distribuída apenas por alguns e nunca chegará, sequer, para o país pagar as suas dívidas, crescentes, apesar de todos os sacrifícios impostos aos cidadãos.

Num tempo em que o dinheiro é rei e senhor das nossas vidas, o Estado resgatou a banca e empenhou no sistema financeiro dinheiro público para pagar fraudes e crimes económico-financeiros dos magnatas da banca.

Uma vez mais foram socializadas as perdas e privatizamos os benefícios. E a procissão ainda vai no adro…

O caso do BPN será, porventura, o mais elucidativo do que se afirmou acima. É certo que, três anos volvidos sobre o conhecimento público da situação, há um julgamento em curso, cerca de duas dezenas de inquéritos a correr na justiça criminal e perto de trinta arguidos constituídos – alguns dos quais, diga-se, continuam no “mercado” a fazer as suas negociatas, a brilhar nos melhores restaurantes de Lisboa e a pavonear-se nas praias algarvias e nas revistas cor-de-rosa. Diz-se, entanto, que, pelo menos, 800 milhões de euros terão sido desbaratados em negócios ruinosos e também aconchegado as contas bancárias e o património de vários intervenientes nesse escândalo.

Ora, se se pode compreender (dificilmente) a morosidade da justiça em agir criminalmente, não se pode aceitar, de todo, que tantos milhões não tenham sido apreendidos pelos Tribunais acautelando os interesses do Estado e a efectiva realização da justiça. Refiro-me, no transe, aos dinheiros que circulavam no BPN e na SLN, sua detentora, e que de favoreciam uma casta de plutocratas que continuam por aí a rir-se de todos nós usufruindo dos resultados dos seus crimes enquanto muitas empresas fecham as portas por dificuldades económicas graves (a que ninguém acode), o desemprego aumenta, e as pessoas e as famílias, endividadas em limites insuportáveis, caem para a valeta da sociedade (e o Estado social se desvanece).

E, neste contexto, imperativo patriótico e moral assinalar a quem de direito que o dinheiro resultante desses crimes – e o de outras fraudes fiscais e da corrupção em geral – não se evaporou. É preciso é ir no seu encalço e recuperá-lo para o Estado e para os seus legítimos donos.

Quem lucrou com esses negócios ilícitos? Quem recebeu lucros, dividendos e quem contraiu empréstimos fraudulentos na banca sabendo que os não iria pagar? Quem aumentou despudoradamente o seu património nesses negócios ilegais e imorais? Onde está, enfim, o dinheiro (ou o património) dai resultante?

A crise que nos atormenta e promete levar-nos à miséria poderá encontrar um lenitivo se forem postos a nu aqueles que se alimentaram, ao longo de anos, de todas essas falcatruas. Mas será que o poder político quer e pode (não estará comprometido nos escândalos?) deitar mão aos instrumentos legais que tem ao seu dispor ou criar outros adequados a este tipo de criminalidade?

No nosso país o crime continua a compensar.
Por: António Vilar, advogado



Publicado por [FV] às 16:51 de 16.08.11 | link do post | comentar |

Victor Raspar

O homem que nos trata da saúde da nossa carteira e das nossas poupanças.

A troika, o ministro das finanças, em particular e o governo em geral, estão apostados, as circunstancias a tal obriga, segundo palavras do próprio Primeiro-ministro Passos coelho, em raspar-nos os últimos cobres, que nos restam, da algibeira.

Enquanto os portugueses (aqueles que ainda vão tendo essa sorte) foram a banhos os nossos (des)governantes, acolitados pela troika, fizeram o favor de nos fazer a cama onde, no próximo futuro, iremos deitar os nossos parcos rendimentos de, desafortunados, trabalhadores neste país acantonados.

O IVA de bens essenciais como o pão e o leite passam a pagar mais que certos negocios de ouro, nada menos que 13% ou seja mais 7% e a taxa máxima de 23% acrescida de mais 2%.

Depois do abre mão das goden shares (posição de valor privilegiado e estratégico em determinadas empresas) sem qualquer contrapartida por parte dos restantes accionistas, como alias acabou por ser o deita fora do BPN, a prejudicar de forma escandalosa o interesse publico do Estado, irão seguir-se, pelo mesmo caminho, a alienação de participações em empresas detidas pelo mesmo Estado.

A venda de participações na PT, EDP, GALP e outras, irá acontecer no preciso momento em que as agencias de rating as desvalorizar até que os putativos compradores (sobretudo accionistas de tais agencias) o entenderem como apropriado aos seu especulativos interesses. Um real e escabroso pacto leonino que ainda há não muitos anos ofenderia um qualquer usurário judeu.

Ao aumento do gás e da electricidade juntam-se o fim, em alguns casos, ou aumento noutros de certas taxas moderadoras a quem recorra aos serviços de saúde como se vivêssemos num pais de ricos onde mais de 25% da população vive abaixo do limiar mínimo da sobrevivência ou mesmo em estado de pobreza vegetativa.

Para os que ainda vão tendo a, já muito invejada e quase obscena, sorte do acesso a um, promíscuo, decimo quarto mês ser-lhes-á retirado uma boa maquia que poderá atingir os 52%.

Não se queixem, comam raspas porque no raspar é que está a virtude!



Publicado por Zé Pessoa às 15:16 de 16.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

AVISADOS CONSELHOS

Uma esposa, aflita, dirige-se a um psicólogo, filosofo, nos seguintes termos:

 

Caro Dr. António Ptolomeu Grego


Espero que me possa ajudar. Saí de casa ontem à tarde no meu carro para ir trabalhar, e deixei o meu marido em casa, a ver televisão. Andei pouco mais de 1km quando o motor parou e não voltou a arrancar. Voltei para casa, para pedir ajuda ao meu marido e quando cheguei, apanhei-o em flagrante na cama com a filha da minha vizinha!

Eu tenho 32 anos, o meu marido tem 34 e a desavergonhada, 19. Estamos casados há 10 anos e ele confessou que mantinha aquela relação há mais de 6 meses. Eu amo o meu marido e estou desesperada. Preciso urgentemente do seu conselho.

Antecipadamente grata.

Patrícia

 

A resposta de, Ptolomeu

Cara Patrícia,

Quando um carro pára, depois de ter percorrido uma pequena distância, isso pode ser devido a uma série de factores. Pode não haver combustível no depósito ou o filtro estar entupido, também pode ser da injecção electrónica ou da bomba de gasolina que, não fornecendo combustível ou pressão suficiente nos injectores impede que o motor funcione. Nesse caso, a pessoa a contactar deve ser um mecânico. Não volte a incomodar o seu marido. Ele não é mecânico.

Espero ter ajudado.

António Ptolomeu Grego, psicólogo

 

Tão avisado conselho, como este, só os que a  troika nos tem andado a dar, apadrinhados pelos nossos políticos, que nem um filosofo grego, da Grécia antiga, seria capaz de esgrimir. e os resultados começam a estar à vista, mais claramente.

 

 



Publicado por DC às 10:36 de 16.08.11 | link do post | comentar |

Porquê, Senhor administrador?
 
 "A fusão entre a Carris e o Metro é uma coisa sinistra", afirmação feita por José Silva Rodrigues, administrador da Carris,  ao Jornal de Negocios que  contudo, e apesar de hora e meia de exposição, não se vislumbram, na entrevista concedida, válidos argumentos dessa, putativa, sinistralidade. Por nós adivinhamos algumas delas que, politicamente, seria inconveniente aponta-las.

Terá começado por reconhecer que a intervista era  "... um exercício de alto risco" dado que é um gestor público, de uma empresa de transportes, após um aumento de 15% das tarifas. Mas Silva Rodrigues aceitou vir à "Redacção Aberta" do Negócios.

Hora e meia de pé, "hábito académico" deste também docente. "Já sabíamos que íamos chegar aqui", à ruptura financeira das empresas públicas de transporte, "só não sabíamos que seria num ambiente tão hostil". Sobre a empresa que gere, separa como trigo do joio: "A Carris tem uma autoridade moral que outras empresas não têm: estamos em reestruturação desde 2003". E por ali seguimos.



Publicado por DC às 14:11 de 12.08.11 | link do post | comentar |

Porquê?

TRABALHADORA MATA-SE DURANTE VISITA DO MINISTRO!

Hoje, (5 de Agosto) durante a visita do Ministro da Saúde, uma auxiliar da saúde enforcou-se no Hospital de Évora. O Ministro esteve para suspender a visita mas não fez e o Hospital veio com aquela já conhecida de que a trabalhadora teria problemas familiares!

O caso exige ser mais conhecido através de um inquérito independente realizado por equipa que queira estudar o problema numa perspectiva  para evitar outros! O suicídio no trabalho, tal como o acidente, é um sintoma de que algo está mal nesse local de trabalho. Uma pessoa que se suicida não toma esta decisão de ânimo leve. Pensa na forma e no local para o fazer!
Os estudos realizados em França (Dejours), nomeadamente com os vários suicídios na Renault e na France Telecom revelaram que os problemas no emprego são agravados, por vezes, com as questões familiares e vice-versa. Curiosamente, porém, no início os dirigentes dessas empresas ou serviços recusam fazer ligação do caso com as condições de trabalho (stress,bulling, assédio) e deitam as culpas para os «problemas familiares».
Caberá aos respectivos sindicatos fazerem algo para que este caso não fique na clandestinidade como tantos em Portugal! ver France Telecom
 
in bem estar no trabalho
 
P.S.
Se tinha problemas familiares porque terá posto fim à vida no local de trabalho?
Um hospital não tem apoio psicologico à sua comunidade de trabalho, porquê?
 


Publicado por DC às 15:21 de 11.08.11 | link do post | comentar |

Um ex-independente que foi próximo do PS

Um amigo, mandou-me um e-mail que não sei se é integralmente correcto, mas estou em crer que sim. Ele acredita que sim e eu também, dai a sua e minha indignação, que espero o contagie a si, leitor

E o que diz o e-mail? Descreve as múltiplas funções de um antigo secretário de Estado do Tesouro e das Finanças do XIV ,um governo PS, concretamente do segundo governo de Guterres, que foi um dos mentores da parte económica do actual programa do PSD.

 

António Nogueira Leite vai ser vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos e ganhar mais de 20 mil euros por mês. O académico, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho (quem diria?), vai assumir funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo presidente executivo do banco público.

 

Actualmente, já é:

- administrador executivo da CUF,

- administrador executivo da SEC,

- administrador executivo da José de Mello Saúde,

- administrador executivo da EFACEC Capital,

- administrador executivo da Comitur Imobiliária,

- administrador (não executivo) da Reditus,

- administrador (não executivo) da  Brisa,

- administrador (não executivo) da Quimigal

- presidente do Conselho Geral da OPEX,

- membro do Conselho Nacional da CMVM,

- vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank,

- membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações,

- vogal da Direcção do IPRI.

É membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010.

Os amigos começam a ocupar os bons lugares e, mesmo quando dizem que querem poupar e reduzir nas despesas, quando aumentam impostos, quando aumentam os transportes, a saúde e anunciam que ainda agora começaram os sacrifícios, não têm vergonha de aumentar o número de administradores da CGD de sete para onze. Há que haver lugares para todos e aos Barões não serve qualquer um. Têm de ser lugares de luxo e prestigio que são gente importante.

 

Que autoridade moral, ética e profissional tem uma pessoa com este desempenho profissional e este percurso político?



Publicado por Izanagi às 13:20 de 09.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Idosos e presos, desigualdades de tratamento

Portugal foi classificado como um dos países que pior trata os seus idosos por isso propomos o seguinte: Colocar os nossos idosos nas cadeias, e os delinquentes fechados nas casas dos velhos. Estes até pensariam estar numa qualquer colónia balnear, de férias.

Esta troca permitiria que os idosos:

Por outro lado, nas casas dos idosos, os delinquentes:

  1. Viveriam com €200  numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos.

  2. Teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas.

  3. Teriam que tratar da sua roupa.

  4. Viveriam sós e sem vigilância.

  5. Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse.

  6. De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados.

  7. Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar.

  8. As instituições e os políticos não lhes ligariam qualquer importância.

  9. Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica.

    10.Não teriam ninguém a quem se queixar.

    11.Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha.

    12.Passariam frio no Inverno porque a pensão de €200 não chegaria para o aquecimento.

    13.O entretenimento diário consistiria em ver telenovelas e o Goucha na televisão.

 Digam lá se desta forma não haveria mais justiça para todos, e os contribuintes não agradeceriam?

(recebido por mail, de autor desconhecido)



Publicado por Zurc às 09:36 de 09.08.11 | link do post | comentar |

Portagens, e a calçada da Carriche, porque não?

Veio hoje a publico, em alguns órgãos de comunicação social, que Estradas de Portugal (EP) querem portajar certos Itinerários Complementares (IC`s) e outros tantos Itinerários Principais (IP`s), como seja o IC19 ou a CRIL.

Só no caso da IC 19, onde circulam por dia mais de 45 mil carros, camiões, autocarros e motos, tal medida, a ser aplicada, constituiria uma verdadeiro poço de petróleo com a vantagem de já estar feito o investimento e não ser necessário recorrer a qualquer empréstimo para ocorrer a custos de exploração.

O «Jornal de Negócios» adianta na edição desta quarta-feira que a empresa pública já comunicou ao Governo a sua pretensão: tornar os troços rodoviários com características de auto-estrada portajados e justifica a medida com uma maior sustentabilidade do sector e reforço o princípio do utilizador-pagador.

Assim, sugere-se aqui, no Luminária que a Estradas de Portugal proponha também portagens na Calçada da Carriche, Segunda circular, Eixo Norte-Sul, circular de Carnide, Av. Infante Dom Henrique; Av. Gago Coutinho; Av. Marechal Gomes da Costa, pelo menos estas. O povo agradece, pois claro!



Publicado por DC às 16:00 de 03.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Bestas de duas patas

Confundem-se com os humanos,

Estes são os “verdadeiros” ciganos.

Às vezes raciocinam, quase sempre não,

Vestem o seu humano corpo, como qualquer cidadão

Vagueiam, de noite, como uma coruja,

Comem que nem glotões, em roupa suja

Espojam-se em ricos currais,

Com amantes, em formas naturais.

Da corrupção, fazem vida continuada,

Sem que nunca lhes aconteça nada.

Misturam a política com negocios,

Não trabalham, vivem em constantes ócios.

Usurpam a vida alheia,

Constroem castelos de areia,

Que quase todo o cidadão paga,

São uma verdadeira praga,

A viver da teta do orçamento,

Tornando o deficit num tormento,

Devido aos lixos bancários,

Promovidos a corruptos vários,

E ainda nenhum foi preso,

Porque são bestas de peso.

Até os tribunais, por elas, estão minados,

São monstros, pelo sistema, muito estimados.

Vivem em perfeitas concordatas,

Estas bestas de duas patas.

 

(alguém adivinhará quem são?)

 



Publicado por Zé Pessoa às 10:19 de 02.08.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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