Há Alternativas e propostas para um Novo Rumo

Congresso Democrático das Alternativas

 

 "Nós não estamos num momento crucial de ajustamento; estamos num momento dramático de desajustamento" - José Reis, membro da Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas (CO.CDA) e Diretor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra  (vídeo aqui , aos 16h46mn). E  Manuel Carvalho da Silva (CO.CDA) também esteve no "Grande Jornal" da RTP Informação falando sobre o Congresso Democrático das Alternativas (vídeo aqui, aos 43:30mn).

       Os textos aqui publicados constituem contributos para o debate preparatório do Congresso Democrático das Alternativas nas suas cinco áreas temáticas:

- Os desafios da denúncia do Memorando

- Uma economia sustentável que dignifique o trabalho

- O lugar de Portugal na Europa e no Mundo

- Uma sociedade mais justa e inclusiva

- Uma democracia plena, participada e transparente

       Os textos são da responsabilidade dos respetivos autores e não comprometem o conteúdo das decisões que venham a ser adotadas no Congresso.

 

       No dia 5 de Outubro será colocado à discussão e votação pelos congressistas o projecto de Declaração do Congresso Democrático das Alternativas .
       Este documento encontra-se em preparação pela Comissão Organizadora, tendo por base os debates preparatórios que tiveram lugar nas últimas semanas em vários pontos do país – Viana do Castelo, Braga, Barcelos, Porto, Viseu, Coimbra, Lisboa, Setúbal, Évora e Faro – e as muitas dezenas de contributos escritos enviados para alimentar os debates temáticos (disponíveis aqui).

       O projecto de Declaração, bem como o Regulamento do Congresso, serão divulgados neste site a partir do dia 1 de Outubro. 
       A participação nos trabalhos do Congresso de 5 de Outubro na Aula Magna da Universidade de Lisboa, com direito de intervenção e de voto, está reservada aos cidadãos subscritores do manifesto que se inscrevam expressamente para participar no Congresso.
       A subscrição da Convocatória pode ser efectuada aqui e a inscrição para participar no Congresso de 5 de Outubro aquiParticipem.


Publicado por Xa2 às 08:15 de 30.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Consciência e União contra troikistas e ultraliberais

    O  Povo  Unido  Jamais  Será  Vencido (-por Ricardo S. Pinto )

                                                            Precisamos de Lisboa e Portugal assim.
                    A  todos  o  que  é  de  todos        (-por Tiago M. Saraiva)

     O próximo Sábado (29/9/2012, 15H, no Terreiro do Paço) será, certamente, uma jornada de luta histórica contra o roubo dos salários, das pensões e das reformas, contra o (des)governo dos troikistas ultraliberais.
     A Lisboa chegará gente de todo o país. Haverá quem venha pela primeira vez a Lisboa (como tive oportunidade de constatar na última manifestação nacional da CGTP) e haverá quem participe pela primeira vez numa manifestação organizada pela central sindical de todos os trabalhadores derrotando a ideia, muito difundida por sectores da sociedade pouco amigos da democracia, que a luta dos cidadãos é diferente da luta dos trabalhadores em torno dos seus sindicatos.
     Nos autocarros que vêm de todo o país virá também quem organizou ou esteve nas manifestações descentralizadas do 15 de Setembro, prontos para continuar a luta que não terminará este Sábado.
     À CGTP competir-lhe-á a difícil tarefa de organizar e dar a cara por esta enorme mobilização tendo a consciência que a manifestação, como Arménio Carlos acaba de declarar à SIC Notícias, deixou de ser “da CGTP” para ser de todos.

                    O  fundamental          (-por Nuno R. Almeida)

     É normal termos divergências.   É ocasional haver mal-entendidos.   Agora, estamos juntos porque assumimos que estas diferenças são enriquecedoras e que  aquilo que nos une é muito mais do que nos separa.     É bom que estejamos todos unidos a 29 de Setembro contra a troika e os seus governos apesar das nossas diferenças.     Todos somos ainda poucos, mas estamos muito mais perto de os fazer mudar de rumo.    Até à próxima  manif..

              Mas  acham que o Povo Português tem cara de parvo ?  (-por Rafael Fortes)

Se isto vai tudo correr bem  ou  tudo correr mal  depende muito da nossa vontade colectiva”   Passos Coelho dixit

- e   Governo autoriza Gaspar a transferir 2 mil milhões para o MEE -Mecanismo Europeu de Estabilidade

                   Há uma linha que separa a derrota da vitória    (-por Raquel Varela)

    Howard Zinn, autor da História do Povo dos EUA, e inspirador de tantos os que o seguiram, fazendo a história dos debaixo, contava que tinha aprendido o que era o Estado quando levou porrada da polícia, num porto onde trabalhava como operário. E escreveu mais tarde, com a doçura que sempre o caracterizou: « Se querem quebrar a lei,  façam-no com  2.000 pessoas » (ou + ).  Os vídeos de Espanha não mostram a realidade – a realidade é que metade dos feridos são polícias. Divulgar vídeos de manifestantes a levar porrada da polícia é uma escolha editorial destes meios de comunicação, que obviamente, a coberto de denunciar o abuso policial, procuram amedontrar as pessoas. Se as redes de informação alternativa estão ao serviço da mudança crítica porque não fazer um vídeo de todas as vezes – verdadeiras – que a polícia leva porrada?


      “Recuerdo de España” foi o que a polícia escreveu nas balas de borracha que disparou durante a greve geral. É assim no País Basco. Para que não haja dúvidas de que é um território ocupado.     Era assim que estavam muitas cidades bascas esta tarde em dia de greve geral. Sempre que o capitalismo/poder é posto em causa, os poderosos e seus capatazes respondem com violência.
     Por isso é que à violência do capital há que responder com o tenaz combate dos trabalhadores e do povo.   A diferença entre os bascos e os de Madrid é que os primeiros foram calejados por décadas de repressão e já aprenderam que o problema não são os partidos e a política.   O problema é o capitalismo (ultraliberal/selvagem) e os seus representantes políticos.   O povo basco quando responde sabe que está a dar uma resposta política, consciente e organizada.   As armas dos bascos não são as mãos.  As armas dos bascos são a organização e a consciência política.   É disso, principalmente, que os capitalistas têm medo.   Porque um povo desorganizado e que não sabe definir os seus inimigos é um povo fácil de derrotar.


Publicado por Xa2 às 07:52 de 28.09.12 | link do post | comentar |

Islândia e comunicação social

"A negativa do povo da Islândia a pagar a dívida que as elites abastadas tinham adquirido com a Grã-Bretanha e a Holanda gerou muito medo no seio da União Europeia. Prova deste temor foi o absoluto silêncio na comunicação social sobre o que aconteceu. Nesta pequena nação de 320.000 habitantes a voz da classe política burguesa tem sido substituída pela do povo indignado perante tanto abuso de poder e roubo do dinheiro da classe trabalhadora. O mais admirável é que esta guinada na política sócio-económica islandesa aconteceu de um jeito pacífico e irrevogável. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu tantos outros países maiores até a crise atual.

Este processo de democratização da vida política que já dura dois anos é um claro exemplo de como é possível que o povo não pague a crise gerada pelos ricos."

in Youtube



Publicado por Izanagi às 19:59 de 27.09.12 | link do post | comentar |

Contestar o funcionamento do regime é afirmação de um povo

 

Sim, são importantes as manifestações de contestação às, desastrosas, politicas que nos têm vindo a impor, sobretudo, pelos maus resultados que delas emergem.

Andaram a enganar-nos com uma pomposa sigla que, de todo, nunca lhe correspondeu qualquer realidade, era o PEC: Plano de Estabilidade e Crescimento. Nunca promoveu qualquer estabilidade e de crescimento só para os especuladores usurários e oportunistas do situacionismo, os mesmos de sempre.

Agora atiram-nos com um brutal aumento da, erradamente, chamada Taxa Social Única, quando toda a gente sabe que nem é social e muito menos é única. Nos tempos actuais TSU mais parece corresponder, e a traduzir a expressão de “Troikos Sanguessugas Unguiformes”.

Há quem afirme que “o povo não é contra o regime, o regime é que está contra o povo”, talvez o mal resida nisso mesmo. Pergunto não será tempo do povo se revoltar e se manifestar contra o regime e propor, debatendo com seriedade, um novo regime?

Não deveríamos debater a construção de um novo regime, um regime onde sejam claras as fronteiras e os conteúdos da democracia directa e a democracia representativa?

Debater a constituição de um regime onde estejam, mais claramente, determinadas as responsabilidades e os mecanismos de controlo por parte dos eleitores sobre o comportamento dos eleitos;

Fazer aprovar um regime onde não seja necessário alterar, repetidamente e sempre no mesmo sentido ideológico, a Constituição da República e onde se consagre que, quando tal for promovido fazer-se, seja feito por via de referendo popular e não pela maioria de dois terços de deputados com assento na Assembleia da República onde a promiscuidade de interesses se tornou escandalosa.

Acham que, mesmo mudando os deputados, se pode confiar, de ânimo leve, nos eleitos?

Cá por mim já nem de ânimo leve nem de ânimo pesado, a avaliar pela forma como são constituídas as listas e o estado, lastimoso, em que se encontram, no presente, os partidos políticos (verdadeiros esquemas aparelhistícos de controlo de interesses marginais) são uma, real, negação intrínseca do regime democrático.

É por tudo isso, por tudo o que aqui no LUMINÁRIA se tem feito eco, por tudo aquilo que muitos outros, como nós, se não tem cansado de esgrimir contra ventos e mares de mau agoiro, se leva a efeito, no próximo dia 5 de Outubro, o Congresso Democrático das Alternativos.

Daí se espera comecem a surgir ideias novas para um exercício de uma nova democracia. Uma democracia responsável, refundada na razão, na ética e na virtude solidária.



Publicado por Zé Pessoa às 18:55 de 27.09.12 | link do post | comentar |

Não sejamos mansos / alienados

        Derrotas  (a força do povo “intimidou” o governo e ... ; mas o projecto ideológico da economia política da austeridade é destruir o Estado social e a força do trabalho organizado, através do desemprego gerado pela austeridade recessiva, ... e mais impostos e 'cortes' para os de sempre /aqueles que não podem fugir ...)

        Antes vagamente certo do que seguramente errado  (+austeridade de "bom aluno" não nos salvará, ... auditoria à dívida... renegociar antes que ... suspender temporariamente o serviço da dívida... racionalizar e investir... 'limpar' corrupção/'outsourcing', nepotismo e não-justiça ... "ajuda" é endividamento, agiotagem, recessão e morte/emigração.)

        O caniche alemão não foi a Roma  (e recusa aliados europeus para combater a crise ... e culpados) 

        No meio da crise, há quem continue a tratar da vidinha  ('governantes' e gr. escritórios de advogados, pareceres a peso d'ouro, negócio das privatizações...)

       Indigestão à Portuguesa:    Ingredientes:  1 coelho, 1 gaspar,  1 portas,  1 cavaco, 1 troika, 1 diploma relvas,  2 subsidios,   TSU,  IRS,   2 submarinos,  1 BPN,  dívida enorme,  PPP's rendosas,   privatizações,  fundações,  contribuintes.       Preparação:  Coloque o coelho, o gaspar, o portas e o cavaco (cortados aos pedaços) a marinar na troika;    Corte os subsídios às rodelas e junte a tsu, o irs, o diploma do relvas e corrupção a gosto;     Retire os pedaços do coelho, do gaspar, do portas e do cavaco da marinada (sem desperdiçar nada) e passe-os por uma enorme divida;     Aloure-os num tacho grande, aumentando progressivamente a taxa de desemprego;   Deixe ferver, e adicione ao preparado 2 submarinos, 1 bpn, muitas ppp's, privatizações, fundações, e outras coisas terminadas em ões !!!      Em seguida, reduza os salários aos contribuintes já pelados, tape e deixe cozer.      Recomenda-se o acompanhamento deste prato com muita luta, indignação e protesto.



Publicado por Xa2 às 07:53 de 26.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

A dívida existe mesmo?

Sei que dívidas tenho. Tenho uma dívida a um banco, contraída para comprar a casa onde moro e garantida por uma hipoteca, que pago mensalmente. E tenho pequenas dívidas pontuais no meu cartão de crédito, que vou saldando conforme me convém.

A maior parte das pessoas que conheço tem uma estrutura de dívida semelhante, que paga com maior ou menor dificuldade, mas vai pagando sempre. De facto, enquanto uma empresa pode ter um limiar de endividamento elevadíssimo, que pode ir subindo para além do sustentável com alguma chantagem ("Se não puder comprar matéria-prima, declaro falência, lanço os trabalhadores no desemprego e os credores ficam a arder!"), os particulares têm em geral de ser mais comedidos (com as óbvias excepções de dirigentes do PSD e amigos de Cavaco Silva, como Dias Loureiro ou Duarte Lima), pois não possuem as mesmas formas de pressão.

Há uns anos, começámos a ouvir falar do volume excessivo da dívida pública (que hoje rondará os 124% do PIB) e disseram-nos que precisávamos de a pagar urgentemente. Devíamos dinheiro a bancos estrangeiros e, como precisávamos de pedir mais dinheiro para as despesas correntes, não podíamos correr o risco de falhar uma prestação dos empréstimos anteriores. Tínhamos vivido acima das nossas possibilidades, disseram-nos. O Governo de Passos Coelho, quebrando as promessas eleitorais, pôs fim aos subsídios de férias e Natal com impostos extraordinários, cortou os nossos salários com aumentos de IRS, cortou subsídios e pensões, aumentou os preços de serviços e fez cortes a eito na saúde e na educação garantindo que a única saída para a crise era empobrecermos. E, como esses cortes não chegariam, também ia ser preciso vender empresas públicas para fazer dinheiro depressa.

Tudo isto, recorde-se, para reduzir a nossa dívida, que gerava défices insustentáveis, já que para pagar mensalidades dos empréstimos antigos se contraíam novos empréstimos a juros mais elevados.

Foi em nome do pagamento desta dívida que nos foram impostos sacrifícios e que se foi sacrificando o Estado social. É em nome do pagamento desta dívida que se vendem os bens do Estado a preço de saldo. É em nome do pagamento desta dívida que se sacrificam os mais pobres, com o argumento de que temos de competir com a mão-de-obra barata da Ásia. É em nome do pagamento desta dívida que se desbaratam os investimentos feitos na educação, na investigação e na tecnologia nos últimos anos. É em nome do pagamento desta dívida que se sacrificam os cuidados de saúde - considerados um luxo incomportável num país endividado como o nosso. É em nome do pagamento desta dívida que se diz aos jovens que emigrem, que se diz aos pobres que não sejam piegas, que se diz aos trabalhadores que têm de ser formiguinhas trabalhadeiras e deixar de cantar canções do Lopes Graça nas manifestações.

Mas que dívida é esta? Para começar, quanto devemos exactamente e a quem? Alguém já viu a lista das dívidas? Quem a certificou? Quem a auditou? Quem são os credores? E devemos de quê? O que comprámos? O que pedimos emprestado? Em que condições? Quando? Quem pediu? Quem recebeu? Onde e quando? Para onde entrou o dinheiro? Para que serviu? Ainda podemos questionar se o dinheiro foi bem gasto ou não. Se serviu principalmente para encher os bolsos das empresas das PPP, da Soares da Costa, da Mota-Engil, do grupo Espírito Santo, do grupo José Mello, se serviu para fazer estádios ou se serviu algum objectivo social meritório, mas antes disso eu gostava de saber se devemos mesmo, a quem, quanto e porquê. E não sei.

É que essa é a informação a que eu tenho acesso na minha hipoteca e no meu cartão de crédito. Essa é a informação que qualquer credor tem de mostrar (e provar) quando exige pagamento. Não há uma operação que eu pague que não venha discriminada nos meus extractos. Mas sobre as dívidas cujo pagamento hipoteca o futuro dos nossos filhos, não nos dão explicações.

Podem dizer-me que são transacções com histórias muito longas, que vêm de longe, que são coisas muito complexas, que não íamos perceber. Mas a verdade é que não existe absolutamente nenhuma razão para que esta informação não nos seja fornecida em todos os detalhes, actualizada e explicada, na Internet, onde toda a gente a possa consultar e auditar.

Podem dizer-me que tenho de confiar naquilo que me diz o Governo, o Banco de Portugal, o Tribunal de Contas. Mas o problema é esse. É que eu não confio. Nem um bocadinho.

E penso que há uns milhões que também não confiam. É que todos sabemos que há vigaristas que se acoitam nos organismos do Estado, a começar pelo Governo, para servir interesses inconfessáveis. Podemos confiar no Banco de Portugal ou no Tribunal de Contas quando ambos se deixam enganar como anjinhos pelas declarações dos administradores do BCP e do BPN ou pelas contas das PPP? Alguém saberá alguma coisa verdadeira sobre a dívida? Na verdade, deveremos alguma coisa?

In Público

 



Publicado por Izanagi às 18:18 de 25.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

CAVACO SILVA, O PADRINHO II

O “nosso” ideólogo económico, desta democracia pouco social que nos governa desde que o próprio foi 1º responsável governativo, passou a maior parte da sua vida a promover e a apadrinhar ideias e comportamentos cujas acções envolveram agricultores, pescadores, empresários, investidores e população em geral.

A uns sugeriu o arranque de vinhas, oliveiras, a redução de quotas leiteiras e drásticas reduções produções em geral a troco de uns tantos patacos e promessas de bom futuro à sombra de uma PAC que acabou por definhar; a outros, com igual pago, aconselhou, convictamente, que virassem costas ao mar visto que as suas embarcações eram, demasiadamente, obsoletas e nada rentáveis comparadas com os arrastões espanhóis; aos operários, funcionários públicos e trabalhadores em geral aconselhou-nos a investir nas empresas públicas, por si privatizadas, embebedados num “capitalismo popular” onde todos seriamos empresários de sucesso; certos amigos criaram bancos pouco transparentes ou mesmo fraudulentos que vão sugando o suor de quem trabalha. Era um estado de alma, era um modo de vida à cavaquistão.

Tudo nadava num oceano de fartura de fundos da CEE que permitiam o surgimento de empresas (quase só para colocar amigos altamente remunerados) associadas em tudo que era Empresas Publicas e Comunidades Municipais. Assim se foi edificando uma cultura social, e se criou uma ideologia cavaquista.

Agora, conhecedor dos devastadores resultados, com o mesmo esforço e empenho este “nosso” padrinho deveria desconstruir a/s mentalidade/s que não só apadrinhou mas foi convicto mentor (não basta vir agora dizer, numas mansas palavras, que “o mar é o nosso desígnio”) sob pena dos portugueses continuarem na senda inversa do que foi, historicamente, a evolução das sociedades que “se foram, pouco a pouco, separando da selvajaria para alcançar a civilização” de que a história das mentalidades, no escrito de Georges Duby faz registo.

A manterem-se as práticas mais recentes (dos últimos 20 anos) caminhamos a passos largos - Passos de Coelho – ou talvez de Canguru, da civilização para a selvajaria. Se assim for de pouco valeu o esforço de Jean-Jacques Rousseau, filósofo suíço, ao aprofundar a relação entre o eu e o outro, enquanto membros de um todo regulado pela entidade Estado, a que se acrescentaram os conceitos de Estado Previdência e Estado Socialmente Solidário.

Cavaco Silva, quer enquanto pessoa quer como PR, que jurou defender a Constituição da República, identifica-se com a civilização ou com a selvajaria económica e financeira e com a ideologia de agiotagem? Terá, obrigatoriamente, de ser consequente.

É nosso dever de cidadãos exigirmos essa consequência. Exigirmos a transparência das contas e divida públicas. Exigirmos saber o que devemos e não devemos pagar. Nós, população, temos o direito de saber o que, da dita divida soberana, corresponde à responsabilidade das nossas distracções e o que derivou da fuga/esbulho que nos querem/estão a impor indevida e desonestamente.



Publicado por Zé Pessoa às 14:22 de 25.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Liberdade, internet e cidadania em Perigo

          liberdade  nunca  deixou  de  estar  em  perigo   (por Sérgio Lavos)

Não são apenas a chamadas "ditaduras" que procuram controlar a informação, quem tem acesso a ela e, em última análise, os seus próprios cidadãos        Este texto do Helder Guerreiro é muito importante:
                        "A  Internet  como  a  conhece  está  em  perigo  de  desaparecer.
     As empresas de publicidade, perseguindo o seu desejo normal de terem cada vez melhores resultados, querem a todo o custo eliminar a navegação anónima na Internet.   Ainda ontem se descobriu que o facebook anda a pedir aos utilizadores que denunciemamigos” que não usem o seu nome real na rede.   É bem conhecida a política em relação a nomes adoptada pela Google.   Isto para já não falar nos serviços que, graciosamente, se oferecem para guardar toda a nossa informação pessoal (mais uma vez os piores são a Google, a Apple com o iCloud, etc).
 
              Bufo 2.0: como delatar na Internet (roubado daqui)
     Para além das ameaças das empresas, os políticos começam a aperceber-se do verdadeiro poder dos cidadãos organizados e estão por isso a tomar medidas para se certificarem que mantém o monopólio sobre a informação, capturando para si o controlo da Internet. Há vários exemplos dessas tentativas, que temos comentado aqui no Aventar.
     O último ataque às nossas liberdades, financiado com o nosso dinheiro, vem da comunidade europeia. O projecto Clean IT, financiado pela Comissão Europeia (sim um dos três da troika), pretende lutar contra o terrorismo através de medidas auto-regulatórias que defendam o estado de direito (qualquer pessoa que conheça os crimes perpetrados nas chamadas industrias auto-reguladas deverá neste ponto ficar com os cabelos em pé – estou a referir-me, por exemplo, ao que aconteceu no mundo financeiro).
      As propostas feitas por este projecto são secretas, apenas tomámos conhecimento devido a uma fuga de informação que tornou público um documento com as respectivas recomendações (PDF em inglês).  E quais vêm a ser estas medidas?  Em resumo temos:
  • Eliminação de qualquer legislação que iniba a filtragem e monitorização das ligações à Internet feita pelos empregados;
  • As forças da lei deverão ser capazes de remover conteúdos sem “seguirem os procedimentos formais mais intensivos em trabalho para levantamento de autos e acção”;
  • Fazer links com conhecimento de causa para “conteúdo terrorista” (o draft não refere que o conteúdo tenha de ser considerado ilegal por um tribunal, refere-se a “conteúdo terrorista” em geral) será considerado uma ofensa/crime equivalente a “terrorismo”;
  • Dar suporte legal a regras de “nomes reais” para evitar a utilização anónima de serviços on-line;
  • Os provedores de Internet serão responsáveis por não fazerem esforços “razoáveis” para utilizarem vigilância tecnológica que identifique o uso “terrorista” da Internet (o tipo de uso não é definido);
  • As empresas que forneçam sistemas de filtragem de utilizadores e os respectivos clientes serão responsabilizados se não reportarem actividades “ilegais” que tenham detectado;
  • Os clientes também serão responsabilizados se reportarem com dolo conteúdos que não são ilegais;
  • Os governos deverão usar o grau de colaboração dos provedores de Internet como critério para atribuírem contratos públicos;
  • Os sites de media social devem implementar sistemas de bloqueio ou de aviso sobre conteúdos;
  • O anonimato dos individuos que denunciem conteúdos (possivelmente) ilegais deverá ser preservada, no entanto, o respectivo endereço IP será guardado para o caso de terem de ser processados por fazerem uma falsa denuncia
     Ou seja, os políticos pretendem ter a última palavra sobre os conteúdos que podem ser colocados na Internet. Escusado será dizer que só um terrorista muito estúpido se deixaria apanhar por estas medidas. – Não, quem é afectado por elas é o cidadão comum, isto é uma verdade evidente.      Há muito mais medidas explicadas no documento, muitas vezes contraditórias entre si. O estado actual da tecnologia que suporta a Internet ainda não permite o tipo de controlo sonhado pelos políticos.    No entanto, estão sem dúvida a dar-se os passos necessários na direcção de um controlo muito mais apertado.
      Desde sistemas de hardware que removem o controlo ao utilizador (pensem em iCoisas de todo o género) até sistemas de rastreio do uso da Internet que criam perfis super detalhados de cada um de nós (utilização de tracking cookies, criação de ecosistemas como os da Google ou o Facebook onde todas as acções são observadas, analisadas e guardadas, etc…).
    Nós temos representantes em Bruxelas, pergunte-lhes porque motivo gastam o nosso dinheiro com projectos que nos cerceiam a liberdade."
             (tags: ,  )


Publicado por Xa2 às 13:36 de 24.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Sorria, está a ser Roubado !! ACORDAI ...

         A     acordar        (-por Daniel Oliveira )                     Alternativas      

 
 
 
 
 
 
 
 
 

          Um cretino é um cretino é um cretino   (-por Sérgio Lavos)

O Governo parece não ter aprendido a lição que o povo tem dado nas ruas.   Continua a culpar os portugueses pobres e da classe média pelo falhanço das suas próprias políticas.   Já fomos chamados de tudo:    piegas, inconsequentes, gastadores.   Numa entrevista recente, o primeiro-ministro veio queixar-se, incrivelmente, do aumento da poupança privada e da consequente quebra no consumo e nas receitas fiscais.  

  Agora, o ministro das polícias insiste:    somos mandriões, e por isso Portugal não consegue chegar às metas do défice, suster o crescimento da dívida pública, estancar a destruição de emprego, etc., etc.    Isto vindo de alguém cujo currículo fala por si:  uma vida profissional à sombra do partido a que pertence, mais um produto da JSD, como Relvas e Passos Coelho.

      limite para a nossa paciência, e este bando de ladrões e incompetentes parece ainda não ter percebido que o ultrapassou.   É a nossa responsabilidade, a nossa obrigação, continuar a dar a resposta na rua. Esta gente tem de ser rapidamente apeada do poleiro que ocupa.     

               Alternativas ?     (-por Sérgio Lavos)

   Não serão certamente as alternativas que agradam ao grande capital nem aos partidos que o defendem, mas arrecadar-se-iam 6 mil milhões de euros, sem penalizar nem as classes mais desfavorecidas nem a classe média.  E os conselhos do Tribunal Constitucional seriam seguidos, ao taxar-se o capital em vez do trabalho.   Ficam aqui as propostas da CGTP, que sabemos que nunca irão sequer ser consideradas pelo Governo, que detém o poder apenas para defender os interesses estabelecidos e aprofundar as desigualdades sociais e a exploração capitalista:

   - Um novo imposto sobre as transações financeiras.

   - Introdução de mais um escalão de IRC para as empresas com grande volume de negócios.

   - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos aos grandes accionistas de empresas.

   - Medidas de combate à fraude e à evasão fiscais.

Há sempre alternativa. Simplesmente, as que existem não servem as linhas ideológicas que motivam este Governo.

          Congresso Democrático das Alternativas - 5 Out.2012, Aula Magna Univ. Lisboa.- Participe.

                                                                             Resgatar Portugal para um Futuro Decente



Publicado por Xa2 às 13:05 de 24.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Governantes Malfeitores preferem matar os Trabalhadores e o Estado !

              Krugman contra a política de austeridade      (# por R. Narciso, PuxaPalavra, 23/9/2012)

  A quem se interesse por compreender a atual crise política em Portugal e na Europa, a sua origem, as razões que movem os políticos defensores da austeridade "custe o que custar" e perceber ao serviço de que interesses elas estão, aconselho o livro do prémio Nobel, Paul Krugman, recentemente publicado em português "Acabem com esta crise, JÁ"
   Sinopse:  Acabem com Esta Crise Já! é um autêntico «apelo às armas» do Nobel de Economia e autor bestseller Paul Krugman, perante a profunda recessão que estamos a viver e que se prolonga já há mais de quatro anos. No entanto, como o autor refere nesta obra brilhantemente fundamentada, «As nações ricas em recursos, talentos e conhecimento, que possuem todas as condições para gerar prosperidade e um padrão de vida decente para todos, permanecem num estado que acarreta um intenso sofrimento para os seus cidadãos».
      Como é que chegámos a este ponto? Como é que ficámos atolados no que agora só pode ser considerado como uma das maiores depressões desde 1929? E acima de tudo, como podemos libertar-nos dela?
     Krugman responde a estas perguntas com a lucidez e perspicácia tão características dele. A mensagem que aqui transmite é sem dúvida poderosa para qualquer pessoa que tenha suportado estes últimos, penosos anos: uma recuperação rápida e forte está apenas a um passo, se os nossos líderes encontrarem a "clareza intelectual e vontade política" para acabar com esta depressão agoraLink índice e Introdução.
     Interpelado pelo PS no Parlamento, o Primeiro-Ministro não negou que estivesse a pensar em privatizar a CGD, ao menos parcialmente, o que traduziria o último passo para liquidar o sector empresarial público, num processo de privatizações que não poupou a REN (que gere a infraestrutura de transmissão de gás e electricidade, que além do mais é um monopólio natural) nem as Águas de Portugal (que gere a infraestrutura básica de captação, tratamento e transporte de água em todo o País). Agora é o banco público.
     Todavia, a CGD não é somente um importante activo do Estado e uma fonte de receita através dos dividendos, mas também uma alavanca de "regulação" do sector financeiro e de interveção indirecta na economia, tanto mais importante quanto é certo que quase todos os maiores bancos privados nacionais têm ou estão em vias de ter uma decisica participação estrangeira.    Mas, que importa o interesse público da CGD face ao programa ideológico do PSD?!
     É evidente que não há lugar para a noção de banco público no léxico ultraliberal deste (des)Governo.
               Contra o Governo ou só contra a TSU?    
     Matos Correia, um dos "spinners" capazes do PSD, está na SIC-N a vender a tese de que manifestações não foram contra o Governo, só contra a "mal explicada" mudança na TSU, a tal que Passos Coelho agora se diz pronto a modular/modelar...
     Sucede que o povo não é parvo:
     além da TSU "Robin dos Bosques ao contrário", este Governo é responsável, mas foge como o diabo da cruz, por prestar contas pela colossal derrapagem no défice e na dívida publica, apesar dos brutais sacrifícios impostos aos portugueses.
     Um Governo que é responsável pelo agravar da depressão e pelo disparar do desemprego e que manda os jovens emigrar e a isso também obriga menos jovens.
     Um Governo que escandalosamente se demite de se bater pelos interesses nacionais e europeus junto da Troika e de quem nela manda - Itália, Irlanda, Grécia e Espanha reúnem em Roma dia 21, a convite de Monti, mas Portugal brilhará pela ausência!!!
     Um Governo incompetente, insensível e desnorteado, que manda às urtigas o consenso social e político que punha a render no exterior. E que até se dá ao luxo de não se concertar entre parceiros de coligação. E que "custe o que custar" se obstina em empobrecer os portugueses e afundar Portugal.
     Razões não faltam para os portugueses, com ou sem TSU a transbordar do saco cheio, se manifestarem a plenos pulmões contra o Governo.


Publicado por Xa2 às 07:52 de 24.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

OS 2 MELHORES CARTAZES...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Manifestação de 15 de Setembro)



Publicado por [FV] às 17:56 de 23.09.12 | link do post | comentar |

PINÓQUIO II

MARCADORES:

Publicado por [FV] às 17:44 de 23.09.12 | link do post | comentar |

Cavaco Silva, o padrinho

O casamento dura à cerca de ano e meio mas as desavenças e traições, entre o casal e outros membros das duas famílias, eram (são) de monta e, acentuadamente, publicas.

As famílias atiram culpas mútuas e o divórcio está por um fio. O padrinho entra em cena, obriga o casal a ser comedido em declarações públicas e força as respectivas famílias a tomarem medidas para salvar o casamento.

Assim, com o apadrinhamento ideológico e cultural de Cavaco, reuniram mesmo sem a presença do casal desavindo e decidiram, é sempre assim!, por mais que se saiba que a receita raramente resulta, que se decidem pelo nascimento de um filhote para salvação do matrimónio. Nasce o CCC.

Para reforço de tal iniciativa e valorização do evento o padrinho convoca o conselho de anciãos que paradoxalmente, ilustra a desconfiança deste no afilhado predilecto, pois convoca o articulista de palavras inconsistentes, o feitor dos números errados e cálculos mal feitos do orçamento. Entre um mentiroso e um tecnocrata desajustado venha um padrinho e escolha.

Coitados, como sempre as famílias não sabem ou não querem assumir por falta de coragem a verdadeira raiz do problema, são cegos, surdos, analfabetos políticos e amnésicos democráticos. As famílias e o padrinho.

Há já quem alvitre que a seguir à queda da TSU, como estamos no outono, se seguirá a queda de ministros a que se seguirá a queda do próprio governo.

Não nos iludamos, digo eu, sejam quais forem os desideratos seguidos à queda de ministros e governo, se não contestarmos a forma de funcionamento o actual regime (democracia directa/ democracia representativa) e não assumirmos nas próprias mãos a condução e tomadas de decisão tudo continuará na mesma, oportunistas na AR e nos Governos e o povo a pagar.



Publicado por Zé Pessoa às 14:52 de 23.09.12 | link do post | comentar |

Polícias com lágrimas nos olhos

Na manifestação do passado dia 15 de Setembro frente à Assembleia da República alguns manifestantes questionaram os polícias para que, em vez de estarem a ser sujeitos às garrafas, pedras e petardos que com indignação alguns manifestantes lhes arremessavam, porque se não juntavam ao povo em nome dos seus próprios interesses e do futuro dos seus filhos?

Eu sei, não estive nas escadarias da Assembleia da República, mas o meu filho estava lá e foi um dos que dialogou com os "agentes da autoridade" tendo alguns deles afirmado, com lágrimas nos olhos, que muito gostariam de estar do lado oposto ao que estavam.

Os polícias perguntaram-lhe porque usava um colete salva vidas na manifestação tendo respondido: "com um governo como este a meter tanta água e o país a afundar-se desta maneira, não sei se mesmo assim me safo".

Já não basta usar colete é preciso varrer com este estado de coisa e com estes, incompetentes e mentirosos, políticos. Afinal parece que já não têm a segurança que julgam ter!

 

 



Publicado por DC às 15:44 de 19.09.12 | link do post | comentar |

Medidas Alternativas e grandes interesses privados

José Reis, Em Portugal há povo, senhor ministro [no Público, 19.9.2012]:

       'Perante um primeiro-ministro tão incapaz, sem prova de saber ou de fazer, falho da mais elementar capacidade para governar, reina o cônsul designado pelos mais soturnos centros de ideologia e de poder fáctico, o ministro das Finanças.   É a ele que, adicionalmente, há que dizer coisas básicas:

   que destruirá a economia e condenará as empresas por não haver repartição digna de rendimento através do trabalho e que a linha vermelha do erro foi pisada em Portugal;

   que os custos salariais não são a fonte da competitividade, como o prova o facto de as empresas exportadoras terem níveis salariais mais elevados;

   que com benefícios errados às empresas gera apenas um pequeno núcleo de ganhadores ricos que se desprenderão ainda mais da economia portuguesa (é isso que já fazem os que colocaram as suas holdings lá fora, sob outra bandeira).


É preciso ainda dizer que há ideias responsáveis que servem para fazer regressar a vida a uma economia ferida de morte e a uma sociedade ameaçada por uma longa e sombria "nova Idade Média". É possível dizer que os que se comprazem com o empobrecimento, porque julgam que só assim podemos existir, estão profundamente errados, para além de estarem perdidos no mundo fictício que criaram e nos querem impor. É preciso dizer que cada decisão tomada por estes ideólogos é uma fonte cruel de problemas, uma nulidade como solução. Eis seis sugestões realistas e alternativas, sabendo que outros podem acrescentar dezenas muito melhores:

1.  Reposição imediata das mais grosseiras reduções dos rendimentos do trabalho; a economia pagá-las-á com crescimento.

2.  Compromisso com a manutenção dessa base remuneratória por cinco anos (sim, em economia pode pensar-se a um pequeno prazo, não pode resumir-se a dizer que só se conhece o dia de hoje!).

3.  Incentivo poderoso, através de Certificados do Tesouro garantidos, à poupança dos que podem poupar, em vez da submissão patética do financiamento do Estado aos "mercados", a que a cabeça ideológica dos que mandam reduzem o mundo.

4.  Aposta deliberada em soluções de consumo, de mobilidade, de produção e trabalho, de qualificação das pessoas e de crédito sustentáveis, equilibradas e frugais feita através de uma política urbana e de pequenos centros no espaço rural, o que implica um contrato radicalmente novo com as autarquias (esta é a única "austeridade" que faz sentido).

5.  Intensa renovação da capacidade exportadora através de acordos positivos, baseados na facilitação da ação empresarial e num compromisso com o emprego e os trabalhadores, com empresas, sectores, sistemas industriais locais.

6.  Negociação no plano europeu de um programa de investimentos públicos politicamente assumido como um compromisso com a Europa baseado na coesão social e na inclusão do povo e na salvaguarda do seu direito a uma vida digna.'

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7. Dar eficiência ao sistema de Judicial (leis, MP, PJ, juízes), combater a corrupção e o nepotismo, reduzir o 'outsourcing' e  a intermediação 'jurídico-bancária', baixar os rendimentos milionários das 'excelências e prima-donas' deste país, cortar na 'financeirização de casino' e no rentismo de PPP e alterar os seus 'contratos leoninos', ...

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Paulo Morais:  Porque a Justiça não  investiga ganhos de ex-governantes nas  PPP ? 

    Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e vice-presidente da ONG “Transparência e Integridade disse estranhar porque a Justiça não actua nos casos em que ex-governantes obtêm benefícios das parcerias público-privadas que ajudaram a erguer... e estarem hoje a retirar benefícios pessoais de PPP que, quando estiveram no governo, ajudaram a desenhar ou a lançar. Referindo os nomes de ex-ministros, secretários de Estado e administradores de empresas, o convidado da TVI  citou os casos da travessia do Tejo e das concessões rodoviárias para apontar os  casos que, na  sua opinião, o Ministério Público devia investigar. (Fonte: Diário Digital)

 

Veja também a «A Máfia das P.P.P.» por J.G.Ferreira,  na SIC Notícias.



Publicado por Xa2 às 07:50 de 19.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Não Queremos ser Mais cobaias, basta

Não queremos ser mais cobaias, basta.

Na próxima 6ªfeira, 21 de Setembro, Cavaco reúne o Concelho de Estado. Pretende obter uma alternativa à TSU,  para dessa forma mostrar que Passos Coelho recuou, com o intuito de nos convencer de que obtivemos uma vitória.  Continuaremos determinados na luta contra as  políticas de austeridade e desemprego. Não nos vamos acalmar e deixar  tudo como está. Apelamos à criação de comités de trabalhadores, tanto desempregados como no activo, para que, em conjunto,  decidamos o que fazer com o País. Há alternativas ao empobrecimento de 99% da população! Vem connosco!

 



Publicado por DC às 19:09 de 18.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Caminhos para a República Portuguesa

      As  hipóteses de Cavaco e a  importância do  Conselho de Estado   (- por  Tiago M. Saraiva )

     Até à próxima 6ª Feira, haverá certamente inúmeros contactos entre Belém, S. Bento, PSD, CDS e PS. Na sequência do Conselho de Estado poderá ser adoptado um de quatro caminhos: 
     1. Ainda que os cavaquistas tenham vindo a terreiro puxar o tapete ao governo de Passos Coelho, Cavaco Silva poderá tentar dar-lhe um balão de oxigénio. Nesta hipótese será provável que Cavaco force, até 6ªfeira, uma remodelação ministerial e ele ou Passos a apresentem ao país. Esta solução tem a grande desvantagem de colar definitivamente Cavaco à governação de Passos, e sabe-se que Cavaco é pouco dado a solidariedades a quem não seja do grupo do BPN, sendo provável que o próprio Presidente da República passe a ser um dos focos da contestação popular – coisa com que Cavaco lida mal. De qualquer forma será sempre uma solução a prazo, enquanto a rua ou o CDS deixarem.
    2. Outra das opções será a do governo de unidade nacional ou de tecnocratas. Já se sabe que o CDS e parte do PSD estarão de acordo, resta saber se Seguro o verá como a única oportunidade para sobreviver na liderança do PS (não assumindo funções de governo mas aprovando as políticas gerais de um governo com umas quantas figuras próximas do PS). Esta opção, provavelmente a que mais agradará a Cavaco, poderá ser dramatizada a partir dos sinais hoje dados por Bruxelas e Merkel (que deverão crescer nos próximos dias) e sob o argumento que “o poder não pode cair na rua”. Por outro lado poderia amedrontar muita gente que contesta as medidas deste governo e diminuir a generalização da luta, por uns tempos. Ao invés teria a desvantagem de clarificar definitivamente as águas, entre quem está contra e a favor da troika o que pasokizaria o PS deixando de haver uma solução eleitoral alternativa no quadro do bipartidarismo. A médio prazo seria inevitável o crescimento eleitoral da oposição de esquerda, nas ruas e nas sondagens.
    3. Convocação de eleições antecipadas. Este poderá ser o coelho da cartola. Independentemente do desgaste, PS/PSD/CDS ainda conseguiriam assegurar uma maioria pró-troika no parlamento. Não sendo de crer que o anti-troikismo, conseguisse que a esquerda fizesse das eleições algo de extraordinário.
    4. Atrasar a decisão. Cavaco pode não conseguir alcançar o consenso para um governo de unidade nacional, pode não conseguir que Passos aceite a remodelação, pode não conseguir convencer Seguro, pode ter receio de ir para eleições e pode não querer ficar conotado com as políticas de Gaspar.       
      Até 6ª feira está tudo em cima da mesa. É preciso continuar a luta.
      No dia 15 de Setembro o país tomou as ruas para dizer BASTA !, naquelas que foram as maiores manifestações populares desde o 1º de Maio de 1974. Exigimos o rasgar do memorando da Troika e a demissão deste governo troikista.
      Se o governo não escuta, que escute o Presidente da República e o seu Conselho de Estado.
      Não, é não !
      Não queremos apenas mudanças de nomes, queremos mudanças de facto. A 21 de Setembro iremos concentrarmo-nos junto ao Palácio de Belém para demonstrar que 15 de Setembro não foi uma mera catarse colectiva, mas um desejo extraordinário de MUDANÇA DE RUMO (e de políticas) !
      A Luta Continua !      Chega  de  'poeira',   Mentiras  e  MEDO  !
Que se Lixe a Troika !   Que se Lixem os Troikistas !     Queremos as Nossas Vidas !
   
 A convocatória do facebook foi criada há vinte e quatro horas e já conta com mais de 5.000 adesões.


Publicado por Xa2 às 13:58 de 18.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Há alternativa : retroceder da via da desgraça e racionalizar

          Mas onde cortavam, então?  (-por   João Vasco, Esquerda Republicana)

     «Onde cortavam, então?», é o desafio que tenho visto, nas redes sociais, por parte de quem dá a cara para defender o Governo de Pedro Passos Coelho. No geral, o desafio menciona de alguma forma que «criticar é fácil, mas apresentar propostas alternativas é difícil», e admitindo que o Governo comete erros, não deixa de afirmar que não existe melhor alternativa para governar o país. Nesse sentido, há um lamento da manifestação «sem soluções» de dia 15 de Setembro.
     Respondi a desafios neste sentido de três pessoas diferentes, mas a alguns não pude responder por falta de tempo e disponibilidade, pelo que fica já aqui esta resposta.
     Em primeiro lugar, devo dizer que me parece um desafio corajoso. Os ataques por parte de Manuela Ferreira Leite, Alberto João Jardim, Paulo Portas (!) ao actual Governo não surgem por acaso: o Governo está com dificuldade em encontrar quem o defenda perante a nova realidade política. Dar a cara por este Governo na actual conjuntura pode revelar alguma cegueira e falta de memória, mas também revela coragem.
     Mas se digo que o desafio revela cegueira, devo justificá-lo. E justifico-o com uma lista que tenho várias vezes mencionado. (compilação do despesismo e corrupção).  Com completa falta de pudor, este Governo tem desbaratado o erário público em negociatas que favorecem uma minoria. Onde cortar? E que tal começar por aí?
     Aliás, nem que mais não seja por esta simples questão, a manifestação de dia 15 de Setembro seria de louvar, mesmo que nenhuma proposta fosse apresentada. As negociatas que prejudicam o interesse público têm mais tendência a acontecer num contexto de cidadãos desatentos e desinteressados. Se os cidadãos mostram vontade e capacidade de mobilização, o poder político reage, e o nível de «pudor» aumenta quando «toda a gente está a olhar».
     Disse também que o desafio revela falta de memória. E afirmo-o porque Pedro Passos Coelho ganhou as eleições apresentando uma resposta a essa pergunta: as famosas «gorduras» do estado. Ele defendia que era possível cortar na despesa do estado sem afectar as prestações sociais. Fazia umas alusões a motoristas e carros caros, ou ordenados verdadeiramente pornográficos, e voila: problema resolvido. Passos Coelho disse que chumbava o PECIV, porque os sacrifícios exigidos neste pacote eram excessivos.
    Então, o que é que foi feito para atacar «as gorduras»?
    Podemos dizer que era mentira que isto permitisse resolver o problema sem exigir mais sacrifícios. Mas o engano principal não foi esse - era mentira que se iria fazer o que quer que fosse a este respeito. A realidade da sua governação comprova-o.
    Neste sentido, creio que se impõe uma pequena viagem ao passado, começando pelo vídeo que não me canso de repetir:

     Alguns 'tweets' de Pedro Passos Coelho:
O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento.
A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos.
Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português.
      E há muitos mais...
     Por fim, uma pequena nota. Tendo em conta que algumas vezes o desafio é feito em jeito de procurar alternativas à medida relativa à TSU, convém lembrar que grande parte do corte nos rendimentos que esta medida representa não vai ajudar o Estado na sua situação orçamental difícil.
     Aliás, as razões para defender uma medida tão absurda parecem-me bem escrutinadas aqui.



Publicado por Xa2 às 13:55 de 18.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

As espadas

O Governo estragou tudo. Tudo. Estragou a estabilidade política, a paz social, estragou aquilo que entre a revolta e o pasmo agregava o país: o sentido de que tínhamos de sair disto juntos. Sairemos disto separados? Hoje não é dia de escrever com penas, é dia de escrever de soqueira. Passos Coelho, Gaspar e Borges estiveram fechados em salas tempo de mais. Esqueceram-se que cá fora há pessoas. Pessoas de verdade, de carne, osso, pessoas com dúvidas, dívidas, família, pessoas com expectativas, esperanças, pessoas com futuro, pessoas com decência. Pessoas que cumpriram. Este Governo prometeu falar sempre verdade. Mas para falar verdade é preciso conhecer a verdade. A verdade destas pessoas. Quando o primeiro-ministro pedir agora para irmos à luta, quem correrá às trincheiras? Não é a derrapagem do défice que mata a união que faz deste um território, um país. É a cegueira das medidas para corrigi-lo. É a indignidade. O desdém. A insensibilidade. Será que não percebem que o pacote de austeridade agora anunciado mata algo mais que a economia, que as finanças, que os mercados - mata a força para levantar, estudar, trabalhar, pagar impostos, para constituir uma sociedade? O Governo falhou as previsões, afinal a economia não vai contrair 4% em dois anos, mas 6% em três anos. O Governo fracassou no objectivo de redução do défice orçamental. Felizmente, ganhámos um ano. Mas não é uma ajuda da troika a Portugal, é uma ajuda da troika à própria troika, co-responsável por este falhanço. Uma ajuda da troika seria outra coisa: seria baixar a taxa de juro cobrada a Portugal. Se neste momento países como a Alemanha se financiam a taxas próximas de 0%, por que razão nos cobram quase 4%? Mais um ano para reduzir o défice é também mais um ano de austeridade. E sem mais dinheiro, o que supõe que regressaremos aos mercados em 2013, o que será facilitado pela intervenção do BCE. Mas "regressar aos mercados" não é um objectivo político nem uma forma de mobilizar um país. São os fins, não os meios, que nos movem. Sucede que até este objectivo o Governo pode ter estragado. Só Pedro Passos Coelho parece não ter percebido que, enquanto entoava a Nini, uma crise política eclodia. A nossa imagem externa junto dos mercados, que é uma justa obstinação deste Governo, está assente em três ou quatro estacas - e duas delas são a estabilidade política e a paz social. Sem elas, até os juros sobem. E também aqui o Governo estragou tudo. Tudo. Os acordos entre partidos da coligação e o PS, e entre o Governo e a UGT, têm uma valor inestimável. Que o diga Espanha, que os não tem. Mas não só está anunciado um aumento brutal de impostos e de corte de salários públicos e pensões, como se inventou esta aberração a destempo da alteração da taxa social única, que promove uma transferência maciça de riqueza dos trabalhadores para as empresas. Sem precedentes. Nem apoiantes. Isto não é só mais do mesmo, isto é mal do mesmo. O dinheiro que os portugueses vão perder em 2013 dá para pintar o céu de cinzento. O IRS vai aumentar para toda a gente, através de uma capciosa redução dos escalões e do novo tecto às deduções fiscais; os proprietários pagarão mais IMI pelos imóveis reavaliados, os pensionistas são esmifrados, os funcionários públicos são execrados. É em cima de tudo isto que surge o aumento da TSU para os trabalhadores. Alternativas? Havia. Ter começado a reduzir as "gorduras" que o Governo anunciou ontem que vai começar a estudar para cortar em 2014 (!). Mesmo uma repetição do imposto extraordinário de IRS que levasse meio subsídio de Natal, tirando menos dinheiro aos trabalhadores e gerando mais receita ao Estado, seria mais aceitável. O aumento da TSU é uma provocação. É ordenhar vacas magras como se fossem leiteiras. Poucos políticos têm posto os interesses do país à frente dos seus. Desde 2008 que tem sido uma demência. Teixeira dos Santos aumentou então os funcionários públicos para ganhar as eleições em 2009. Cavaco Silva devia ter obrigado a um Governo de coligação depois dessas eleições. José Sócrates jamais deveria ter negociado o PEC IV sem incluir o PSD. O PSD não devia ter tombado o Governo. E assim se sucedem os erros em que sacrificam o país para não perderem a face, as eleições ou a briga de ocasião. O que vai agora o PS fazer? E Paulo Portas? E o Presidente da República, vai continuar a furtar-se ao papel para que foi eleito? João Proença foi das poucas pessoas que pôs o interesse do país à frente do seu, quando fez a UGT assinar um acordo para a legislação laboral que, obviamente, lhe custaria a concórdia entre os sindicalistas. Até Proença foi agora traído. Com o erro brutal da TSU, de que até meio PSD e o Banco de Portugal discordam. Sim: erro brutal. É pouco importante que Passos Coelho não tenha percebido que começou a cair na sexta-feira. É impensável que lance o país numa crise política. É imperdoável que não perceba que matou a esperança a milhares de pessoas. Ontem foi o dia em que muitos portugueses começaram a tomar decisões definitivas para as suas vidas, seja emigrar, vender o que têm, partir para outra. Ou o pior de tudo: desistir. Foi isto que o Governo estragou. Estragou a crença de que esta austeridade era medonha e ruinosa, mas servia um propósito gregário de que resultaria uma possibilidade pessoal. Não foi a austeridade que nos falhou, foi a política que levou ao corte de salários transferidos para as empresas, foi a política fraca, foi a política cega, foi a política de Passos Coelho, Gaspar e Borges, foi a política que não é política. Esta guerra não é para perder. Assim ela será perdida. Não há mais sangue para derramar. E onde havia soldados já só estão as espadas.

 

Por Pedro Santos Guerreiro [JORNAL DE NEGÓCIOS]


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Publicado por [FV] às 15:20 de 17.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Povo ... a revolta na rua e em voz alta.

15s.jpg

15 Set.2012 - alguns cartazes e dizeres na manifestação :

 

-- Que se lixe a Troika, queremos as nossas Vidas.

-- Basta de governos troica-tintas, pandilha de mentirosos, corruptos ao serviço do capitalismo selvagem

-- A minha GENTE precisa de um PAÍS . 

-- Não somos números, somos PESSOAS  !

-- Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir .

-- Sou pequena mas luto por um FUTURO  !!

-- Um ESCRAVO  feliz é o maior inimigo da LIBERDADE .

-- Basta de passividade  !!!  Vão-se  f.....  vamos agir  !!!

-- É oficial :  Ele esta a ...(PM na sanita)...-se para nós !

-- Até onde, Passos  ?! (com 'bigodinho')

-- Destroyko Passos

-- Sorria,  está a ser Roubado !

-- Gatunos !  Gatunos !

-- Eles comem tudo e não deixam nada !  Vampiros.

-- BASTA  !

...

-- (bandeira com o brasão da República Portuguesa mas com fundo preto em vez do verde e vermelho)


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Publicado por Xa2 às 13:34 de 17.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Portugal a Secar

Os nossos governantes colocam-nos, quase a todos, a secar.

É verdade que muitos dos portugueses tal como os gregos já somos tratados como aquele doente internado num hospital psiquiátrico que se atirou para o fundo de uma piscina com o intuito de se suicidar imediatamente um outro doente se atirou à piscina para o salvar.

Quando o director do estabelecimento (nesta rábula a Tróica) chamou o doente salvador, supostamente curado, e comunicou-lhe:

-Tenho boas e más noticias a comunicar-te:

-As boas são que vamos dar-te alta, visto teres demonstrado possuir capacidade racional para ultrapassares uma situação de crise, e salvares a vida de um doente. O teu acto mostra que estás recuperada!

-As más notícias são de que o doente, depois de o teres salvo, enforcou-se na casa de banho com o cinto do roupão,

.Lamentamos imenso, mas está morto.

E o Passos Coelho respondeu:

 -Ele não se suicidou, eu é que o pendurei a secar!



Publicado por Zurc às 10:24 de 17.09.12 | link do post | comentar |

Travar a destruição do país

               Dias iniciais?

     Segundo a polícia, participaram vinte mil pessoas na manifestação em Coimbra. Centenas de milhares – oitocentas mil, um milhão? – por esse país fora. Nunca tinha visto tanta gente junta na minha cidade a fazer política. Estas coisas marcam. Acabou-se a narrativa de um país resignado, exemplar na aceitação do destino regressivo definido por elites medíocres e orgulhosas de um Portugal dos pequenitos. Agora resta um governo cada vez mais isolado e a quem só a troika vai valendo.
     Ontem ganhou força um “contramovimento” de protecção da sociedade, das capacidades individuais e colectivas, com uma maturidade democrática revelada também no realismo dos testemunhos que a comunicação social foi ecoando, na força das razões apresentadas para estar ali e em mais lado nenhum. O contraste com as utopias liberais que escondem sempre as pilhagens reais foi flagrante. Dois mundos.
     Um movimento com continuidade a 21 de Setembro, para evitar que Cavaco comece a cozinhar uma “evolução na continuidade” governativa, a 29 de Setembro, graças à CGTP, e a 5 de Outubro, com um congresso democrático que aposta nas alternativas. É todo um movimento que terá de levar à queda de Passos, Gaspar e companhia, a novas eleições e à denúncia do memorando por um governo alinhado com os interesses que ontem contaram. Optimismo da vontade.   
             Para que não se esqueçam que o absurdo afecta as pessoas
     Durante os últimos dias ouvi mil vezes as estrelas que desfilam pelas passadeiras vermelhas da comunicação social perguntarem nas televisões o que se iria fazer com o resultado das manif’s que hoje decorreram.
     Há gente assim, gente que gosta de fazer estas questões. É natural, porque o simples facto de serem as estrelas que passeiam pelas passadeiras da comunicação social já faz entender que as coisas têm de ter sempre, para eles, algum lucro.
     Estive lá, no meio dos muitos milhares de portugueses que hoje saíram à rua com o intuito de nada lucrarem com isso. A grande maioria, famílias inteiras de classe média, desceram à rua desenquadradas, desalinhadas, corajosas e sem se deixarem manipular. Estiveram só com a intenção de lembrar aos senhores que desenham, no sossego dos seus gabinetes, os absurdos teóricos que aprenderam nos livros que esses absurdos afectam a vida de pessoas reais que eles pensam não existir.
     Eram muitos milhares de pessoas. Penso que nunca vi coisa tão grande.
     O resto andava também por lá. Líderes políticos à procura de vantagem, agitadores à procura do caos, gente diversa à procura de protagonismo e à espera de ganhar alguma coisa com isto.  (-por LNT [0.431/2012] )

         Travar a Destruição deste país... é o alerta deste folheto  (-por # J.A. Freitas)

 


Publicado por Xa2 às 07:54 de 17.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Manifestações: indignados contra a Maldade social e desgoverno

                

    (clica na imagem para saber horas e local.   Vai actualizando.)         (imagem da Gui Castro Felga.) 

          A   roubalheira      Manuela Ferreira Leite, de quem me orgulho de divergir, disse ontem algumas coisas muito acertadas. Confirma-se que “eles” não são todos iguais. Ela é uma social-democrata de direita e a tríade Coelho/Gaspar/Borges são experimentalistas-fundamentalistas-radicais da Lei da Selva.       A um social-democrata, mesmo de direita, preocupa o social e está-lhe adjacente o humanismo. Aos robots servis do capital só está subjacente a primazia do dinheiro.   ...

            O   alvo 

       Concordo e possivelmente participarei na manif que está agendada para o dia 15 em Lisboa. (e também nas que se seguirão)
       Saberei demarcar-me, caso alguém ou alguma coisa me queira enquadrar e, tal como diz o nosso PM, estar-me-ei lixando para os aproveitamentos políticos que alguém ou alguma coisa queiram fazer.
       No entanto gostaria de deixar claro que o alvo que me leva a aderir à rua é a insatisfação com as políticas extremistas e os modelos desumanos que este Governo está a seguir e que levam ao empobrecimento da nossa Nação, à destruição da nossa economia, à abolição da qualidade de vida conseguida pela evolução do conhecimento, pela liberdade e pela igualdade de oportunidades e ao radical corte com a coerência social que a civilização europeia e a nossa Constituição apontam como caminho.
       ...   A minha luta é contra o modelo anti-social que este Governo está a seguir para atingir as metas a que se comprometeu e pela desumanidade do modelo do “sempre a eito, custe-o-que-custar”(e que custa sempre aos mesmos) mesmo após já ter verificado o falhanço que esse modelo comporta.  ...  -  LNT  [0.423/2012]

       ...   O PSD foi tomado de assalto por ideologias que nada têm a ver com a social-democracia. Esta gente mentiu a todos, vestiu a pele de cordeiro e está a comer o rebanho sem dó nem piedade. A carneirada só irá acordar quando já não houver força para pegar no cajado.  -  LNT [0.421/2012]

      ...  Apareçam, para que quem pretende lançar o país no abismo do retrocesso e do empobrecimento, não possa continuar a dizer: «Queremos a troika, que se lixem as vidas deles!». 

Nota:  

       A Manifestação 'Queremos as nossas vidas' em Lisboa está marcada para  Jardim/Pr.  José Fontana (Liceu Camões, Saldanha) às 17h. e seguirá depois para a Pr. Espanha.      Convocada pela CGTP  também  vai haver Manifestação no mesmo dia mas em S.Bento/ frente à Assembleia da República.      PARTICIPEM.



Publicado por Xa2 às 07:47 de 14.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

UMA ANTEVISAO DE UM NOVO 25 DE ABRIL?

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http://economico.sapo.pt/noticias/militares-avisam-governo-que-estao-com-a-populacao-contra-a-austeridade_129069.html

 

Militares admitem endurecer as manifestações de descontentamento e já marcaram um encontro nacional para 22 de Outubro.

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) reagiu hoje às novas medidas de austeridade anunciadas ontem pelo Governo e que vão fazer parte do Orçamento do Estado para 2012.

Ao Económico, O presidente da ANS diz que "já há muito tempo" que os militares estão "a preparar uma série de iniciativas". E "se alguma dúvida existia na mente dos mais crédulos, as afirmações de Passos Coelho deitaram abaixo qualquer dúvida". António Lima Coelho lembra que "há meses atrás, na oposição, Passos Coelho disse a Sócrates, na altura primeiro-ministro, que cortar nos subsídios era um disparate" e acrescenta: "Nós temos de ter memória, não podemos continuar a ser adormecidos com conversas bem ditas". Por isso, no próximo dia 22, oficiais, sargentos e praças vão realizar um encontro nacional. "E este não é um encontro que se encerra em si mesmo, dado que poderão ser encontrados outros caminhos, quer sejam de demonstração de mau estar quer sejam de reiterar a disponibilidade para com quem está no poder de encontrar soluções para todas as partes", sublinha António Lima Coelho. É que, segundo o responsável, as novas medidas de austeridade anunciadas ontem por Passos Coelho, "põem em causa os direitos constitucionais e inclusive de soberania" do país, sendo que "o corte dos subsídios é um agravamento de uma situação que já era muito difícil".

"As revoluções não se anunciam"

António Lima Coelho admite que "para o cidadão comum é muito difícil não conseguir cumprir os seus compromissos, mas para um militar que está obrigado a cumprir com as leis da República é muito mais grave". Os militares garantem assim que "estão ao serviço do povo português e não de instituições particulares", e avisam: "Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar". Questionada sobre um possível endurecimento dos protestos por parte dos militares, a Associação avança que "as revoluções não se anunciam, quando chegam, chegam porque têm de chegar, mas espero que a bem do Estado de direito que nunca um cenário desses se venha a pôr", conclui.

Recorde-se que no mês passado Passos Coelho fez questão de frisar, no discurso que escolheu para a sessão de encerramento das Festas do Povo, em Campo Maior, que "em Portugal, há direito de manifestação, há direito à greve. São direitos que estão consagrados na Constituição e que têm merecido consenso alargado em Portugal".

No entanto, avisou na altura o primeiro-ministro, "aqueles que pensam que podem agitar as coisas de modo a transformar o período que estamos a viver numa guerra com o Governo", quando o que existe é "uma guerra contra o atraso, a dívida e o desperdício", esses "saberão que nós sabemos dialogar, mas que também sabemos decidir".



Publicado por DC às 22:52 de 12.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

cláusulas secretas nas PPP

Sobre as novas medidas de austeridade,

o sociólogo António Barreto falou em “inexperiência”

e considerou que já foram ultrapassados todos os limites.

 

O sociólogo António Barreto chama a atenção para a existência de cláusulas secretas nas parcerias público-privadas (PPP). Sem querer pormenorizar, pediu transparência ao actual Governo e também que não seja conivente com o anterior Executivo, quando foi tão crítico sobre esta mesma matéria.

“Estamos há um ano e meio à espera. Eu sei há muito tempo, há quatro anos, que há cláusulas secretas nas parcerias público-privadas (PPP). Não é aceitável que um estado democrático tenha cláusulas secretas”, começou por dizer António Barreto.

“Este Governo, já que as criticou em tempos, devia tornar, em primeiro lugar, todas as cláusulas transparentes. Não pode haver cláusulas secretas em contratos do Estado e, portanto, há um bocadinho de insatisfação nisto tudo”, acrescentou.

Sobre as novas medidas de austeridade, e falando como cidadão, o ex-ministro falou em “inexperiência” e considerou que já foram ultrapassados todos os limites.

“Os sinais dos últimos meses, os desvios inesperados, o imprevisível, afinal de contas foi pior do que se pensava, a despesa aumentou, a receita diminuiu”, apontou.

“Parece que há qualquer coisa de falta de perícia, de inexperiência. Eu acho que se está a passar dos limites, afirmou. “Porque é que se está a mexer nas pensões dos velhotes, nas pensões mesmo baixas? Não pode haver um pouco mais de selectividade? Eu penso que sim, podia haver mais cautela.”

“Será verdade que se vai compensar os grandes grupos económicos, as grandes empresas, e que vai de facto criar emprego e aumentar o investimento? Isto não está claro. Não se pode continuar a pedir, a pedir, a pedir, sem explicar melhor. Isso é que eu critico, sobretudo, às autoridades, é não explicarem nem partilharem melhor com os cidadãos”, concluiu António Barreto.

O sociólogo falava em Évora, à margem do IV Congresso Português de Demografia, que decorre até esta quinta-feira.

In RR



Publicado por [FV] às 17:43 de 12.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A consciência orçamental de um munícipe acidental

Li no Público e assisti na televisão à notícia infra. Pergunto: Continuamos a apostar nestes políticos? somos masoquitas? Começo a acreditar que sim.

Reza assim a notícia:

 

Foi acidental, disse-o e repetiu, ao presidente da câmara, quando este lhe deu a palavra, concluída a conferência de imprensa. E tão acidental foi quanto assertivo na sua intervenção, manifestando consciência orçamental na ponta da língua. Luis Garcia, de 74 anos — "tenho a quarta classe e já feita em adulto", precisou —, um ror deles passados na construção civil, atirou, irónico: Então vamos ter aqui o rio Marquês? É que. e estava aqui de passagem, reparei que nesta obra [parte do troço da rotunda exterior, reasfaitada diante do instituto Camões] não existe qualquer sumidouro [sarjeta de escoamento de águas pluviais]. Ora, quando chover tudo isto vai alagar. Como é que fazem uma obra destas?" António Costa chutou o assunto para a directora municipal de obras, Helena Bicho, que admitiu contratempos, falhas técnicas (também na placa de cobertura do metro) e o carácter provisório da obra. A técnica concedeu que está em falta o necessário sistema de drenagem de agua. mas que não está esquecido.

Luis Garcia não se comoveu com a explicação da engenheira e voltou a interrogar: "Então ê assim que se faz uma obra? O contribuinte vai pagar, novamente, para partirem o alcatrão e colocarem depois os sumidouros?" A técnica concordou, mas referiu que foram encontrados inesperados problemas derivados da laje do metro. Luís Garcia ficou então a saber, peio autarca, que aquelas e outras obras do projecto do Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade vão custar 750 mil euros. 


O presidente, com a ligeireza de verbo fácil e irresponsabilidade que se lhe conhece, remeteu para a engenheira, e esta, sempre acompanhada de um artificial sorriso, consegui dar-nos um exemplo assustador da qualidade da engenharia portuguesa, onde nos últimos anos, até com notas negativas a matemática e física, houve admissões. E nós, contribuintes?  Pagamos pois.



Publicado por Izanagi às 11:03 de 12.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Deixar de ser "burro" e "manso" ... ou afastado

 

       

 

 

                                   ... e então serás Enganado, Roubado, Maltratado, ... escravizado.

 

Em vez de "comer e calar" ...  Protesta,  MANIFESTA-te,  JUNTA-te a outros que têm algo em comum contigo (mesmo que tenham diferenças noutras questões).   Vamos  PARTILHAR  e  LUTAR  por uma  VIDA  MELHOR .   PARTICIPA .

 

Este sábado, 15 Set. há Manifestação em Lisboa (Pr. José Fontana e Escadaria da AR / S.Bento), no Porto e na praça ou largo principal da tua terra. Sai á Rua. 

 

E quando forem Eleições aproveita-as bem (se não, também te tiram esse direito!):  questiona os candidatos e suas propostas concretas;  Apoia uma candidatura ou Candidata-te TU mesmo.

E em vez "não ligares" à Política, em vez de te absteres ou votares em branco/nulo VOTA diferente, não em quem + te «LIXOU» e anda a «LIXAR».



Publicado por Xa2 às 13:07 de 11.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Querem + ?! ... Rua !!

 

       ...? !  CAOS ?? !!

               Roubar aos pobres para dar aos ricos  (por S.Lavos)   ...  E ainda faltam as medidas para tapar o buraco de 2012... 

     Este quadro preparado pelo Jornal de Negócios mostra que o roubo ainda vai ser maior do que aquilo que se pensava, podendo o Governo vir a arrecadar até dois salários e meio anuais, e isto ainda antes de sabermos ao certo como vai ser feita a prometida simplificação fiscal e antes de conhecermos as tabelas de retenção na fonte para 2013.   Como é que alguém no seu perfeito juízo pode achar que esta medida vai criar emprego? Estamos a lidar com criminosos que se julgam inimputáveis e precisamos de fazer qualquer coisa urgentemente.     (- tags:   )

  

"Hoje, pouco depois das 19h, foi anunciada pelo governo a maior transferência de riqueza, de que há memória, dos 99% que vivem do seu trabalho para os 1% que vivem de rendimentos de capital.    São cerca de 2 mil milhões de euros que em 2013, e em todos os anos subsequentes, serão tirados aos trabalhadores por conta de outrém (que passam a descontar mais 7% do seu salário para a Segurança Social) e dados aos proprietários dos meios de produção (cujas empresas passam a pagar menos 5.5% do salário de cada trabalhador para a Segurança Social).     Sem quaisquer condições associadas. 

     Podiam, por exemplo, exigir que tal apenas ocorresse se uma dada empresa mantivesse o mesmo número de postos de trabalho no final do ano em causa. Isto se a intenção do governo fosse realmente tentar diminuir a progressão do desemprego, como tentou argumentar (pensando que os portugueses são idiotas chapados). Mas não.    ...    (- P.Viana no Vias de Facto)

 

Congresso Democrático das Alternativas

Responder! Dizer já basta!  ... Estes dois acontecimentos são neste momento pontos focais. Tenho estado a seguir a dinâmica dos apoios a ambas as iniciativas na internet. É impressionante o ritmo a que crescem as adesões. Reforcemo-lo, dando sinal da intenção de ir à manifestação e subscrevendo o apelo do congresso.  (-JMC Caldas)


Publicado por Xa2 às 07:45 de 10.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (21) |

A Passos de Coelho

Toskiados com dor e até à medula

António Borges e Passos Coelho, assim como Miguel Relvas, Paulo Portas e Cavaco Silva, não são mais nem menos que bons alunos, agora sob a batota (batuta reles) da Tróica e a mando das filosofias gestionárias e ideológicas mundialmente consagradas, nos livros secretamente distribuídos, pelos ideólogos do Goldman Sachs.

Podem jurar a pés juntos e pelas alminhas de quem lá têm que actuam em nome de Portugal e segundo os cânones dos interesses do povo português que já pouca gente poderá acreditar, muito menos agora com mais estas cavadelas na sepultura económica dos trabalhadores portugueses e da economia interna nacional.

Aliás, com tais políticas e tal submissão aos interesses externos, interesses de quem nos explora até à medula, será melhor mudar o nome do país e dos portugueses; o país pode passar a chamar-se Troikistão e aos seus, desgraçados espoliados, habitantes fica-lhes bem o epíteto de troikistaneses.

Tão toskiados estamos que daqui a pouco nem coiro teremos onde possa crescer qualquer vestígio laneiro.

Devem andar revoltos os espíritos dos nossos antepassados, que tantos novos mundos deram ao mundo, ao se aperceberem de tantas e tão graves submissões, por parte de seus descendentes, a tais perniciosas filosofias económicas e sociais.

Mais parece que se aproximam dias de escravidão para os jovens, para desempregados, para trabalhadores, para reformados, para os pequenos empresários que vivem do mercado interno e para povo em geral.

Não será isso que nos espera se aceitarmos manter como nossos governantes quem promete uma coisa em campanha eleitoral e faz o inverso quando chegados ao poder?

O povo aceitará, e sem ripostar minimamente, esse desiderato?

Porque nos escondem, quase ninguém fala ou escreve, a experiencia islandesa?

Porque será que, entre nós, nunca ninguém (os detentores do poder) esteve interessado em fazer auditorias às aplicações dos dinheiros públicos que “obrigaram” à tão elevada divida soberana?

É mais fácil e conveniente, aos políticos e deputados na nação, fazer apertar o cinto aos fracos do povo do que apertar a garganta aos gulosos na medida em que são estes a garantir, impunemente, putativas colocações no privado, chorudamente remuneradas.



Publicado por DC às 18:07 de 09.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Miséria moral

por BAPTISTA-BASTOS

O dr. António Borges é um senhor de meia idade, cabelos ruivos e ralos, carregado de currículo, de patronímicos virtuosos e de tarefas cintilantes. Onde há funções que exijam perícia e frieza, lá está ele a preenchê-las com zelo e vultosas compensações. Em matéria de números, estratégias de lucro, prospectivas financeiras, mercados e juros, o dr. Borges sabe-a toda. Um jornalista de Le Monde, que o estudou, fala de mistério e de oclusão, num livro que está aí, cujo título, O Banco - Como o Goldman Sachs Dirige o Mundo, e cujo conteúdo é demasiado perturbador para que o ignoremos.

Sobre todos estes tranquilos predicados, o dr. Borges é cristão, formal e brunido, conselheiro do Governo para as privatizações, dedicando-se, claro!, a outros biscates. Em 2011 arrecadou 225 mil euros, fora o que escorre, isentos de impostos. Pois o dr., em declarações a um jornal, foi veemente e irretorquível, na defesa da redução de ordenados.

Disse, entre outras pérolas cristãs e compassivas: "A diminuição de salários, em Portugal, não é uma política, é uma urgência e uma emergência." Apesar da "miséria moral" em que vivemos [Francisco Pinto Balsemão dixit], as ditosas frases não caíram no vazio. Um vendaval de protestos e de indignações cobriu-o e à desvergonha das afirmações. O coro estendeu-se. A bojarda foi execrada por gente do PSD e do CDS, não muita, diga-se de passagem, mesmo assim...

Sorridente e na aparência são, o dr. Pedro Passos Coelho apoiou, com límpido silêncio, as declarações do dr. Borges. Loquaz foi, isso sim, com os procônsules da troika que, entre outras exigências, prescrevem o afastamento dos sindicatos de negociações e uma maior flexibilização das leis do trabalho. Dias antes, no jantar do Conselho Europeu, o governante português, "contrariando Monti, Hollande, Rajoy, Juncker, o FMI e a OCDE, entre muitos outros líderes e instituições, apoiou Angela Merkel contra as euro-obrigações", escreveu (DN, 25 de Maio, pp) o prof. Viriato Soromenho-Marques. Este, com a habitual lucidez, acrescentou: "O escândalo racional da chanceler alemã é, assim, apoiado pelo mistério irracional do comportamento do primeiro-ministro português. A lógica da subserviência tem, na decência, o seu limite moral, e no interesse nacional o seu absoluto limite político. Passos está a rasgar todos os limites."

A situação não é, apenas, política; é, também, moral, como diz o articulista. A história, para muitos de nós, continua a ser uma memória de facínoras, com as linhas de sustentabilidade mantidas por vastos interesses e por jornalistas e comentadores estipendiados. A comunicação de sentido, ao público, é propositadamente ambígua, a fim de salvar as aparências. Esta gente que dirige o País não se recomenda pela decência e pela integridade. É uma "miséria moral".



Publicado por Zurc às 16:34 de 07.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Terrorismo financeiro sobre a economia real e a cidadania

O texto que está a incendiar Espanha foi publicado recentemente no El País, tendo-se tornado absolutamente viral em Espanha.  Reflecte sobre o terrorismo financeiro e a captura económica.  Chama as coisas pelos seus nomes e faz uma análise sobre o actual capitalismo (selvagem ou de casino) que está a incendiar não só Espanha como todo o mundo.   O título é "Um canhão pelo cú", e é escrito por Juan José Millas.

                                                     Um canhão pelo cú
      Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.
      Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.
      Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
      Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
      A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
      Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.
      Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
      A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
      A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? Não, de forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.
      Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
      Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
         Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo.   E com a cumplicidade dos nossos.
                 (- por  Juan José Millas,  via  PI- Assoc. de Combate à Precariedade, 24/8/2012)


Publicado por Xa2 às 13:04 de 07.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Offshores, gangsters da finança, fraude e evasão fiscal e metralhas locais

              repatriamento  de  capitais    (fugidos para offshores)
      Aqui fica o que disse ... sobre a quinta avaliação da Troika ao programa de assistência financeira a Portugal. E também sobre a pergunta que enviei hoje à Comissão Europeia sobre a conformidade da política de repatriamento de capitais levada a cabo por este Governo à legislação europeia em matéria de branqueamento de capitais e princípio da igualdade:

    "Recentes acordos sobre troca de informação fiscal entre Portugal e a Suíça, o Luxemburgo, as Ilhas Cayman  e outros paraísos fiscais,  revelaram a existência de, pelo menos, 3,4 mil milhões de euros em depósitos, seguros de vida, fundos de investimento e outros valores mobiliários, transferidos para o exterior de Portugal  e não declarados ao fisco. Este património foi identificado ao abrigo da terceira edição do Regime Excepcional de Regularização Tributária (RERT), que permite aos detentores a  "limpeza"  da sua situação fiscal, com amnistia dos crimes associados e a legalização desse património contra o pagamento de um imposto de, apenas, 7,5%. O RERT III, sublinhe-se, não implica a identificação pública do beneficiário/detentor, nem cuida de apurar a origem, lícita ou ilícita, dos capitais legalizados.
     Isto é, num Portugal intervencionado pela troika CE, BCE e FMI,  quem comete fraude e evasão fiscal, colocando capitais ilegalmente no exterior, acaba, além de ver perdoados os crimes fiscais e outros, por ser beneficiado pelo Estado,  pagando muito menos impostos do que quem depende dos rendimentos do trabalho: os trabalhadores por conta de outrem podem pagar  47% de IRS, todos e pagam 23% de IVA. Quem tem depósitos a prazo em Portugal paga 20% de imposto sobre o capital.    E ao contrário do que sucedeu com os dois primeiros RERT em 2005 e 2010, o RERT III permite uma regularização sem repatriamento obrigatório do capital, desde que permaneça no território da União Europeia.
    1 - Não estima a Comissão que estão a ser violadas as Directivas sobre branqueamento de capitais, visto que o regime oferece a regularização dos capitais não declarados e sob regime de sigilo bancário, sem inquirir sobre os beneficiários reais dos mesmos e a sua forma de obtenção?
    2 - Não pensa a Comissão estarmos em presença de uma violação do princípio da igualdade e de outros princípios de Direito e da Justiça consignados no Tratado da União Europeia, além da mais elementar justiça fiscal no plano nacional, quando um Estado Membro, mesmo a pretexto de recuperar um mínimo de receita fiscal, beneficia os infractores das regras fiscais, sem lhes aplicar qualquer tipo de penalização ou majoração, permitindo-lhes o retorno à legalidade e mostrando que o crime compensa?"------
           Elizabeth Warren
      Já aqui a citei, a esta professora de Direito Financeiro de Harvard. ... Ajudou-me a perceber a crise.
      Ajuda os americanos a compreender como o sistema de mercado está viciado, no capitalismo de casino criado pela financeirização da economia, que a desregrou. Ajuda a expor os gangsters da finança e do "big business" e a defender os consumidores contra as invenções tóxicas dos financeiros, na origem da crise financeira.
     ...Coube-lhe hoje falar antes de Bill Clinton na Convenção. O "it's the economy, stupid" do tempo dele tornou-se no "is the middle class stupid?" desta campanha pela reeleição de Obama.  Elizabeth falou, dessa classe média e dos seus valores, para essa classe média. Explicando como as políticas económicas e anti-sociais dos Republicanos a deixarão "maltratada, amachucada e alquebrada" para imoralmente cortar impostos aos super-ricos, que já pagam uma fracção do que pagam as suas secretárias.
         Privatizar o Pai Natal
"If Mitt Romney was Santa Claus, he would fire the reindeer and outsource the elves". (Se ... fosse PaiNatal, despedia as renas e adjudicava a... o trabalho dos duendes)
Acaba de dizer o Governador do Ohio na Convenção Democrática, delirantemente aplaudido pela audiência, que ri a bom rir com outras pertinentes piadas sobre o opositor de Obama.
Um rol de chistes a anotar, porque potencialmente aplicável ao luso trio metralha "Borges, Relvas e Coelho".
 
(-por AG, CausaNossa, 4a6.9.2012)


Publicado por Xa2 às 07:57 de 06.09.12 | link do post | comentar |

Urge aliança anti- mercados/ finança multinacional e bandidagem neoliberal

           A   CONSPIRATA   NEOLIBERAL

     No site da prestigiada revista semanal brasileira de grande circulação, CartaCapital, Claudio Bernabucci, um dos seus colunistas, publicou um interessante texto que merece ser lido. O autor é conselheiro especial da United Nations Office for Project Services – UNOPS. O texto tem como sugestivo título "A conspirata neoliberal". Ei-lo:

     "Em toda parte estamos assistindo a uma epidemia de comportamentos criminosos e corruptos nos vértices do capitalismo. Os escândalos bancários não representam exceções nem erros, são fruto de fraudes sistêmicas, de uma avidez e arrogância sempre mais difundidas.”

     A autor dessa declaração, poucas semanas atrás, não é um líder bolivariano ou um jovem contestador do movimento Occupy Wall Street. Trata-se do renomado professor americano Jeffrey Sachs, economista que outrora flertou com o neoliberalismo, consultor do BM, FMI e ONU, entre outros atributos.
Por sorte, Sachs não está só na batalha de ideias que ocorre, finalmente, contra o modelo econômico dominante: numerosas vozes do mundo acadêmico e da intelligentzia internacional, protestos dos jovens, alguns governos do Hemisfério Sul e, mais recentemente, parte da Europa, fazem parte da minoritária tropa. Já é alguma coisa, mas é dramaticamente pouco para domar a fera do capitalismo selvagem.
     Resulta particularmente perigoso é que, paralelamente, foi desencadeado um ataque sem precedentes à evolução democrática do chamado Ocidente. Nestas cruciais semanas de agosto, acho importante conferir uma leitura política, precisa e sem nuances, aos acontecimentos econômico-financeiros europeus, de sorte a aumentar a atenção sobre os riscos deste momento, inclusive nas nossas latitudes.
     O epicentro da guerra em curso – que não utiliza armas de destruição física, mas visa igualmente a férrea submissão de homens a outros homens – encontra-se hoje na Europa, com ataques especulativos furiosos contra os países mais frágeis do Euro. O objetivo estratégico, evidentemente, não é a falência deste ou daquele país, mas o fracasso ruinoso da experiência da moeda única e do processo de integração europeia.
     Uma vez superado o momento agudo da crise bancária em 2008, graças ao socorro providencial dos governos centrais, o sistema financeiro neoliberal conseguiu evitar qualquer satisfação à pressão da Administração Obama para o estabelecimento de novas regras e controles. Diante da aliança lobista entre Wall Street, a City londrina, Fundos Hedge e bancos de investimento americanos que administram, entre outros, os imensos tesouros dos paraísos fiscais, até mesmo o mais poderoso governo do planeta teve de baixar a crista. Ainda assim, foi dado o sinal de que a política quer enfrentar o problema. Juntamente com um novo clima geral, os donos dos mercados (vale lembrar: poucas dezenas de grupos de poder multinacional) perceberam recentemente outros sinais “subversivos”, como a vitória socialista na França e a onda de críticas teórico-ideológicas, inimaginável na fase precedente do pensamento único.
     Qual ocasião melhor que a derrubada do Euro, para reverter a própria momentânea fraqueza em um sucesso histórico? A inadequada arquitetura do sistema político e financeiro da Europa tem se manifestado de forma patente, com lutas e contradições internas que podem provocar paralisia fatal. Resulta claro que a sobrevivência do Euro se liga de forma indissolúvel à aceleração da união política federal, fortalecimento que representaria ameaça gravíssima para os senhores das finanças. Por outro lado, se a zona da moeda europeia precipitar-se em uma depressão ainda mais aguda – comprometendo a fraca recuperação americana –os donos dos mercados alcançariam o primeiro objetivo de curto prazo: a derrota de Obama pelo reacionário integralista Romney, aliado político por definição. Uma vez eliminado o inimigo principal, seria mais fácil o ataque final à moeda antagônica e, com essa, a definitiva humilhação do quanto resta do modelo social europeu.
     Enormes lucros especulativos, dizem os especialistas, escondem-se por trás da constante conspiração de Wall Street &cia contra o Euro. A possível explosão da União Europeia e a volta às antigas moedas nacionais, ademais, abriria pradarias a novas incursões bárbaras, com compras de bens, territórios e almas do Velho Continente a preços de saldo.
     Fantapolítica, como dizem os italianos? A realidade dos factos nos diz que a bandidagem do capitalismo contemporâneo supera as piores fantasias.
     A integração europeia, com todos os limites, representa um exemplo decisivo para similares processos como o Mercosul, uma experiência democrática e um modelo de pacificação acompanhados por crescimento econômico e políticas sociais sem paralelo. A desgraçada hipótese de sua derrota pode representar uma involução da civilização ocidental com consequências inimagináveis no mundo inteiro.
    A manutenção e possível evolução virtuosa de tal experiência enfrenta inimigos mortais e, hoje, necessita da aliança vitoriosa entre progressistas e federalistas europeus. Seria importante que os aliados destes, se existem, se manifestassem já."
     (-por Rui Namorado, 19/08/2012, OGrandeZoo)


Publicado por Xa2 às 07:34 de 06.09.12 | link do post | comentar |

Pelo Emprego e Justiça Social ! (- basta !!. alternativas existem. )

CENTRO  DE  RELAÇÕES  LABORAIS !   PARA QUE TE QUERO ?

    Materializando um comprimisso de 1966, no âmbito da concertação social, foi publicado hoje o decreto-lei que cria o Centro de Relações Laborais (CRL) que tem por missão apoiar a negociação coletiva e assegurar o acompanhamento da evolução do emprego.
    É curioso ser criado agora este órgão tripartido num momento em que se atravessa a maior crise na negociação coletiva e no emprego de que há memória na história democrática!
    Poder-se-ia dizer que agora, mais do que nunca, será necessário um órgão que dinamize as relações coletivas de trabalho e o emprego. As imposições do governo e da Troika na legislação laboral conduzem a um enfraquecimento da contratação coletiva e do reforço do contrato individual e precário !
    Então, não é contraditória esta política de agora se instituir um órgão tripartido que tem por missão valorizar aquilo que o governo desvaloriza na prática e na lei ? Claro que sim! Todavia, analizando o diploma que institui o CRL vemos com clareza que não passará de um órgão fantasma! Não tem meios e não tem estrutura executiva substancial !
   Será que os parceiros sociais estão com vontade de dar corpo ao CRL, um órgão técnico, quando algumas questões políticas fundamentais continuam por resolver ?
 
  ALTERAÇÕES  AO  CÓDIGO  DO  TRABALHO  (Síntese)!
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) publicou no seu site uma síntese comparada das alterações ao Código do Trabalho no âmbito da Lei nº 23/2012 de 25 de Junho.
 O documento tem  a vantagem de nos mostrar como era no anterior regime e no atual após a aprovação da polémica lei que veio materializar um conjunto de mudanças que altera profundamente a relação de forças nas empresas em desfavor dos trabalhadores, retirando direitos laborais importantes.   Ver
 
    PEDIDOS  DE  LAY-OFF  AUMENTAM !   
       Em 2012 aumentaram de forma preocupante os pedidos de lay-off em relação a 2011. Com efeito, este ano a ACT já registou 149 pedidos abrangendo 2.772 trabalhadores, contra os 43 pedidos em 2011 que abrangeram, por sua vez, 3.772 trabalhadores.  Os setores mais afetados são a industria têxtil, o comércio, a industria de produtos metálicos e material elétrico e a cerâmica.
     Lay-off consiste numa redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo devido a:
- Motivos de mercado;
- Motivos estruturais ou tecnológicos,
- Catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa;
    Desde que tais medidas se mostrem indispensáveis para assegurar a viabilidade económica da empresa e a manutenção dos postos de trabalho.
   Trata-se de procedimento no âmbito da competência do Centro Distrital do Instituto da Segurança Social da área onde as empresas têm a sua sede ou estabelecimento em que foi aplicada a medida.
   O legislador laboral introduziu importantes alterações no regime aplicável à suspensão ou redução da laboração em situação de crise empresarial com a 3.ª revisão do Código do Trabalho, nos termos da Lei n.º 23/2012, de 25 de Junho, a saber:
- A empresa que recorra ao lay-off tem de ter a sua situação regularizada perante o fisco e a segurança social, salvo quando se encontre em situação económica difícil ou em processo de recuperação de empresa.
- Disponibilização, para consulta pública, dos documentos contabilísticos e financeiros que fundamentam a adoção da medida
- O processo de informação e negociação passa a ser regulado por portaria
- Comunicação a cada trabalhador: 5 dias após comunicação aos representantes dos trabalhadores
- Início do lay-off: 5 dias após comunicações ou imediatamente, em caso de impedimento à prestação de trabalho ou em caso de acordo
- Possibilidade de prorrogação da medida
- Durante o lay-off o empregador, além de outros deveres:
     a) Tem de pagar pontualmente a compensação retributiva bem como o acréscimo a título de formação profissional
     b) Está proibido de cessar contratos de trabalho abrangidos pela medida (salvo comissões de serviço, a termo ou justa causa), bem como nos 30 ou 60 dias seguintes, consoante a sua duração seja < ou > 6 meses, sob pena de devolução dos apoios recebidos relativamente ao trabalhador cessante.
- A compensação retributiva é assegurada em 30% pelo empregador e 70% pela segurança social (a segurança social paga ao empregador e este a totalidade ao trabalhador).
  Se o trabalhador frequentar formação profissional adequada à sua valorização, o empregador e o trabalhador têm direito a 30% do IAS, em partes iguais.
 
(- , BemEstarNoTrabalho, 20a29/8/2012)


Publicado por Xa2 às 07:35 de 04.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Não sejam piegas…

Há quem diga e escreva que a escravatura não terminou porque os escravos se tenham revoltado mas, acima de tudo, porque certas consciências abolicionistas associadas à profunda contradição da evangelização com a prática da escravatura que fez abolir tais processos de exploração de seres humanos. A escravatura terminou, segundo muitos historiadores, mais por interesses e vontade dos escravizadores do que dos escravizados,

Também há quem afirme, preto no brando, que nunca serão os sindicalistas e os sindicatos a libertar os trabalhadores das amarras dos patrões, tal qual faziam os negros livres ao longo dos séculos para com seus pares, considerados seres inferiores.

De igual modo há quem jure a pés juntos que nunca serão os detentores das forças partidárias, os patrões dos aparelhos partidários com seus séquitos de “negros” putativamente livres, que alguma vez incentivaram as revoltas libertadoras das populações espoliadas e oprimidas por novas formas de escravidão. O Estado soberano, apropriado por novos colonos e senhores do sistema económico e social, passou a ser o novo senhor. Cada vez nos impõe mais medidas sancionatórias para engodarem os usurários do sistema. É o que estão a preparar, dizem-nos!

Nós, agora chamados de cidadãos, de forma mais branda e sofisticada, continuamos a ser submetidos à restrição da liberdade, ao impedimento do exercício democrático, ao esbulho de direitos como a dignidade e a auto-suficiência, enfim, a uma moderna escravidão.

Agora dizem-nos não sejam piegas e ainda que mordam a língua ou queimem o céu-da-boca terão de ir para pobres e regressar ao passado.

Assim será, até que a liberdade seja conseguida por vontade e meios próprios. Tudo depende de nós, da capacidade de nos organizarmos e dizermos basta.

Comecemos pelo nosso prédio, pela nossa rua, pelo nosso bairro, pela nossa freguesia pelo nosso concelho. É preciso e urgente começar e actuemos em acções ao nível do nosso alcance, acções que possam em pouco tempo produzir resultados.

Porque não começar a debater, com os vizinhos, a problemática da freguesia e concorrer às próximas eleições com listas autónomas, listas de verdadeiros cidadãos?

 



Publicado por Zé Pessoa às 18:21 de 03.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Política: globalização e consumo vs vida e desenvolvimento sustentável

José "Pepe" Mujica presidente do Uruguai:  um HOMEM

     Que político é este José Mujica (n.: 1935)?   É o presidente do Uruguai (República Oriental do U.).
Realmente não tem aspecto de político moderno, nem gravata nem patuá nem aqueles gestos largos para o eleitorado... E diz coisas tão, tão, como direi... disparatadas como esta "não podemos ser governados pelos mercados, temos de ser nós a governar os mercados". Está-me a parecer que não é um político com aquela estatura a que estamos habituados. Não tem o traquejo nem o "look" dos nossos grandes líderes políticos do momento. Compara-se lá com o nosso Coelho, ou o nosso Relvas ou o nosso Cavaco. Não deve ter tido a tarimba das jotas nem os créditos doutorais da  Lusófona. Penso eu... 
     Depois de ver e ouvir o seu discurso (aqui em baixo) na recente cimeira do Rio+20, fui num instantinho ao Google saber mais alguma coisa sobre este político que... nem parece um político, destes modernos.
     CAMPONÊS - Então não é que o homem - estava-se mesmo a ver - era e continua a ser um camponês, tem umas courelas, pequeninas, nos arredores da capital, Montevideu, onde cultiva e vende flores. É do que tem vivido. Tem um carro carro de 1987 e a mulher outro. Uns chaços.
     PRESIDENTE - Desde que foi eleito presidente lá conseguiu então um belo ordenado 10.000 euros por mês. Mas fica só com 1.000, dá os restantes para obras sociais. Numa entrevista ao Globo desculpou-se dizendo que há muitos cidadãos uruguaios que vivem com menos. E não quiz ir viver para o palácio. Continua a viver na casita dos arredores e não quer, atrás dele, os 20 ou 30 guarda-costas a que tem direito.
     Não estou a ver um político a sério, por exemplo, o nosso Aníbal a viver numa quintinha, com uma horta, em Loures e dar a massaroca que ganha em Belém mais as reformas, para obras sociais. Nem os "mercados" que ele venera, achariam bem!
O despautério é tal que agora, quando chegou o inverno (lá para baixo no Uruguai o inverno é no verão, é tudo ao contrário de cá...) deu ordem para abrigar no palácio, que estava às moscas, os sem abrigo da capital...
     Fui espiolhar mais. O homem foi, afinal, um dos guerrilheiros fundador do movimento revolucionário TUPAMAROS e bravo lutador contra a ditadura. Esta não perdoou e fê-lo passar 13 anos na cadeia até que foi derrubada.
Sempre ativo na política foi eleito deputado e depois eleito senador. Aí enamorou-se e casou-se com uma senadora que vive com ele lá na quintinha, dos arredores de Montevideu. Foi ainda ministro do anterior governo de esquerda e foi eleito PR para o mandato de 2010-15.
     Em suma, a política não é monopólio de corruptos nem de gente que só quer tratar (da sua) vidinha. Há gente séria e honrada e até pessoas, uma espécie de santos (mas guerrilheiros quando é preciso!) como José "Pepe" Mujica que daqui, humildemente, saúdo.
Eis o seu currículo no site da Presidência do Uruguai  ou um artigo no ABC, um jornal de direita, aqui de Espanha, que titula José Mujica, o presidente do governo «mais pobre» do mundo.  
     Importante ver seu discurso (sobre desenvolvimento sustentável, mercados, consumo, ... POLÍTICA ):


Publicado por Xa2 às 07:56 de 03.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Cidadãos (e políticos) de qualidade

  Farto de burlões e escumalha engravatada ...  prefiro gente com cabeça e mérito próprio :

 

        

 
 
 
         ... a continuar ...
 
 
 


Publicado por Xa2 às 07:42 de 03.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

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