Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

“Convites envenenados” significam militantes mal tratados

Foi um alerido exagerado e injustificado, sobretudo porque o motivo que lhe deu argumento não é sério nem relevante.

Convites, a sua maioria são fictícios, inexistentes e apenas aludidos para relevar uma importância que nem sempre se tem, uma valorização que ainda não foi conseguida junto de quem se insinuam os ditos.

As crianças, para chamar à atenção, também, provocam algumas diabruras e praticam certos disparates até conseguir os seus intentos.

Na política são recorrentes as incursões de umas forças partidárias no campo de batalha de um ou outro campo alheio.

Ainda que tivesse sido verdadeira a abordagem por alguém do PS junto de Joana Amaral Dias, tambem é sabido que tais abordagens se iniciam, sempre, por auscultação mais ou menos no campo hipotético das probabilidades, no sentido de se obter indicações de reacção a existir um convite formal à pessoa sondada.

A jovem JAD empolgada pela, putativa, sondagem, interpretou esta como se de um convite se tratasse (terá confundido a realidade com os seus desejos?) foi a correr insinua-lo junto do líder do clube de que, ainda, faz parte mas que, vá-se lá saber porquê, a afastaram da mesa directiva.

Essa atitude, algo exagerada e mais ainda precipitada, visaria por parte da JAD enviar uma chapada de luva branca do género: “como vêm o Bloco não me dá o devido valor mas há quem o não enjeite”.

Faz lembrar aquela anedota do empregado que foi pedir aumento ao patrão dizendo que era um funcionário muito eficiente e de elevado valor que até tinha umas cinco empresas atrás dele,...

Contudo, tanto JAD, Francisco Louça, como o PS, embora por diferentes razões, demonstraram que padecem de males idênticos como sejam o servirem-se de todos os meios para atingirem os fins que lhes são convenientes e no caso do Partido Socialista acaba por ofender os seus militantes porque, em boa verdade, quando faz convites a militantes alheios é uma forma de dizer, reconhecidamente, à opinião publica, que não dispõe de gente capaz e competente nas suas próprias fileiras e em todo o território nacional.

O Partido Socialista mais recente e contrariamente às suas raízes doutrinárias entrou numa deriva cultural exagerada no sentido do culto da personalidade, na pessoa de José Socrates e esvaziamento do partido no seu todo. Há diversos indícios e vestígios, alem dos comportamentos que dão nota desse estádio cultural. Não é bom para o futuro de qualquer partido, também o não será para o PS.

Esta atitude constitui aquele arrimo cultural que se consubstancia no invejar o alheio sem sermos capazes de valorizar o que é nosso. Esta atitude continua a ser uma pecha cultural portuguesa e que os partidos cultivam exageradamente em tempos eleitorais, para nosso mal.



Publicado por Zé Pessoa às 10:36 | link do post | comentar

1 comentário:
De Transparências e julgamentos a 3 de Agosto de 2009 às 13:04
Com comportamentos destes como querem combater a corrupção e vilanagem que por aí graça sem que os tribunais lhe consigam por cobro?

Os partidos e seus dirigentes, através de certas atitudes, por acção ou por omissão, dão indicações para que tudo continue piorando.

Quando se verificam impunidades e se publicita o cantar de oussanas e de glorificando-se as absolvições de processos judiciais, de faltas de ética, de pouco rigor e de nenhuma transparência na condução dos interesses publicos, a mensagem que se está a divulgar ao comum dos cidadãos é de que não há nada a fazer e que vivemos num mundo do salve-se quem puder, de que o dinheiro tudo resolve e tudo paga.

Os envergonhados não foram capazes de actuar atempadamente nem em tempo util, porquê?


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