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De DD a 23 de Agosto de 2009 às 18:14
Não sei se a entrada dos grupos económicos em parcerias com o Estado torna os grupos mais dependentes da política ou a política mais dependente dos grupos privados.
Parece-me que a primeira alternativa é a mais correcta, pois o Estado aqui é o grande cliente e o grupo económico ínsere-se num mercado com apenas um cliente. Daí pois a necessidade de haver contratos detalhados para não haver abusos de parte a parte..
Hoje, os grupos económicos não estão contra o Estado porque são parceiros e interessa-lhes o TGV, o novo aeroporto, as autoestradas, os hospitais, os bairros sociais, as creches, as escolas do Estado, os lares de 3ª idade, etc., as energias renováveis, os apoios à exportação e os finaciamentos parciais de grandes investimentos como o da Portucel/Soporcel, etc.

O Estado pode mandar construir e até ter as suas empresas de construção ou fazer parcerias com privados. Os grupos BES e outros não têm poder para fazer algo para apenas vender bens ou serviços a quem os quiser comprar.

O mercado privado está saturado com mais de seis milhões de unidades habitacionais para 3,8 milhões de famílias e 5,8 milhões de viaturas ligeiras, além de metade das casas com computador ligado á Net, 10 milhões de telemóveis, todas as casas com televisores e quase todos os principais electrodomésticos, etc., etc.

No sector privado não há um grande mercado porque as pessoas têm quase tudo e não têm dinheiro.

Nos serviços públicos, principalmente, na saúde, educação e justiça ainda há qualquer coisa a fazer.


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