PP - Partido Unipessoal

Paulo Portas encarna, no PP, algo menor que o partido do táxi.

Não se pode, seria uma desonestidade intelectual e uma grave diminuição da democracia, comparar o líder do PP a Hitler. Contudo, tal como o ditador da Alemanha da época nazi foi eliminando os adversários da estratégia interna dentro do partido até excluir os que lhe eram mais próximos mas que detinham, simultaneamente, potenciais de se lhe poderem opor, numa qualquer imprevista circunstancia.

À cautela e conforme certas ideologias recomendam, à que os arredar do caminho.

Assim, Paulo Portas troca de mascara com mais rapidez que qualquer ministro troca de camisa. Ele é líder da bancada parlamentar, é o homem das feiras e dos mercados, é o orador (único) de todos os comícios, representa os agricultores, lidera a luta contra o rendimento de inserção social, representa os militares na reforma. Enfim é o homem, o único, que tem o dom da ubiquidade.

Apesar de quando em vez ser acicatado pelas populações, como sucedeu ontem na feira de Odivelas, às portas da capital, o homem não desiste, para mais agora que se quer assumir como o “partido do desempata” entre a esquerda e a direita. Não será por acaso que só faz criticas ao PS e tem Sócrates como inimigo figadal poupando as indefinições e ziguezagues do PSD.

Apesar de tantos esforços, Paulo Portas tornou o CDS num partido unipessoal. PP e PP são uma e a única coisa, fora disso ninguém sabe nem conhece quem são os outros líderes do CDS pela simples razão de que não existem.

Como poderia um partido assim ser responsabilizado na governação e fazer parte integrante de um governo deste país, civilizadamente, democrático? Os deuses, se é que eles existem, andariam loucos a permitir tal desiderato.

Contudo, uma coisa é certa, a direita parece mais inteligentemente pragmática em relação a uma busca de unidade para a governação do que a esquerda que persiste em continuar a atirar pedras uns aos outros sem se cuidarem de ver que essas atitudes só beneficiam a direita e prejudicam os portugueses e o avanço do país nos caminhos da modernização.

Se a direita ganhar maioria no Parlamento não se podem culpar os deuses pelos erros e teimosias de responsáveis de esquerda, mais preocupados com o próprio umbigo que com os interesses do pais e dos português.



Publicado por Zé Pessoa às 12:20 de 25.08.09 | link do post | comentar |

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