4 comentários:
De Crise, gov.minoritário e sindicalismo a 27 de Agosto de 2009 às 15:28
«Partidos vão manipular os eleitores com a crise»
(14/08/2009)- Entrevista de Elísio Estanque ao
Jornal de Negócios:
Que papel terá a crise nas eleições?

EE - Vive-se um clima de incerteza, há uma grande apreensão com o emprego, a economia, com a própria política e o ciclo eleitoral acrescenta ainda mais indefinição. Numa situação normal, quando há sinais de saturação em relação à maioria anterior seria expectável que o eleitorado votasse alternadamente nos partidos com vocação de poder. Mas os portugueses estão apreensivos em relação ao cenários pós-eleições e os candidatos vão tentar usar isso no seu discurso para amedrontar e tentar mostrar que não há alternativa para além daquilo que eles próprios propõem. Vão manipular esse estado de espírito.

JN: As estratégias que propõem para ultrapassar a crise são distintas...

EE – Os portugueses sentem que as políticas sociais são necessárias, sendo que as orientações viradas para o combate ao desemprego, para os subsídios e apoios sociais são fundamentais num país como o nosso. A economia não é suficientemente dinâmica nem pujante para, por si própria, resolver estes problemas. Por outro lado, há uma sensação de descrédito numa larga parte do eleitorado de centro-esquerda e que pode (ou poderia) dar maioria absoluta; há um sentimento de frustração e saturação em relação a Sócrates. Os eleitores (que votaram PS nas últimas Legislativas) não se sentiram compensados e os principais protagonistas do PS perderam crédito junta do opinião pública.

JN: PS e PSD são vistos como partidos muito iguais nas opções governativas. As diferenças que revelam na abordagem à crise são genuínas ou servem para se diferenciarem nas urnas?

EE – Há diferenças estruturais que têm que ver com a própria tradição, não só doutrinária como governativa. A grande diferença será uma maior sensibilidade do PS em relação às questões sociais, ao papel do Estado na economia, um maior proteccionismo. N o entanto, o PSD também não é monolítico, tem sensibilidades diferentes, mas a tendência geral é para ter uma orientação mais competitiva e orientada para o privado, inclusive para a privatização de alguns importantes grupos económicos que o Estado ainda controla. Mas o bondoso discurso de Sócrates já perdeu a sua aura de credibilidade.

JN: É mesmo dramático que o próximo Parlamento seja minoritário?

EE – Dramático, em tese não é. Só pode ser dramático no nosso país porque as esquerdas que temos não se conseguem entender no essencial. Duvido que a estratégia do PS para apelar ao voto útil condicione o eleitorado significativamente. O Governo tem estado sob o fogo da crítica de várias classes profissionais e aliou-se a incapacidade de em chegar acordos – nenhum governo alcançarias acordos amplos com facilidade... – à múltiplas contradições e tiques de arrogância e autoritarismo que levaram a um “corte emocional” com o PS por parte de muitos dos que nele votaram em 2005.

JN: Que papel está reservado para o sindicalismo no combate à crise durante a próxima legislatura?

EE – Há o possível ou provável e o desejável, que nem sempre são coincidentes. O sindicalismo devia mostrar mais capacidade para criar consensos com os outros actores sociais, sobretudo numa situação de crise. Por outro lado, tem levado muita pancada. E isso mostrou como é quase impossível as esquerdas dialogarem. Contra essa rigidez de posições, se a instabilidade o justificar, espero que haja sentido de responsabilidade para fazer concessões de parte a parte para se criarem pactos efectivos em várias áreas, sobretudo na área laboral, onde houve, nos últimos anos uma falsa negociação.

JN: Vê uma maior sensibilidade social?

EE – Se houver uma situação parlamentar de grande instabilidade, o governo não irá ter a mesma solidez e é aí que a democracia será posta à prova, pois, é um regime naturalmente repleto de contradições e de conflitualidade. É preciso capacidade de aprofundar os mecanismos e processos de diálogo para negociar e criar consensos entre os diversos agentes e interesses. Isso acrescenta outra complexidade: o facto de o actual líder do PS ter sobretudo uma cultura de governação em maioria absoluta. Veremos se terá capacidade para, caso vença as eleições, responder às exigências numa situação diferente.
-Boa sociedade.blogspot.com


De Após-eleições a 27 de Agosto de 2009 às 15:30
UM NOVO GOVERNO EM SETEMBRO. O QUE HÁ DE NOVO?

No próximo mês de Setembro teremos um novo(velho?) Governo em Portugal!Que podem esperar os portugueses, em especial, os trabalhadores portugueses?Salários congelados, em particular os funcionários públicos,mais sacrifícios e impostos indirectos ou directos para combater o deficit e dívida pública que, dizem, está a crescer de forma preocupante! Será que, entretanto, se fala verdade ao povo português?Qual é o verdadeiro estado do País?

A classe dirigente dos principais partidos já tem as receitas todas!Os economistas dizem mais ou menos o mesmo...o que interessa agora é conquistar o poder!Nem à esquerda nem á direita se pensa em outra coisa que não seja ganhar as eleições.Ganhar para manter o poder económico e político de uma clique do Estado e uma burguesia que vivem de forma imoral perante as desigualdades e a pobreza de muitos, uma saúde pública cada vez mais pobre para os pobres, uma escola pública manietada e em guerra permanente, uma justiça que é a face mais visível da injustiça!

Entretanto, os trabalhadores e as suas organizações sindicais, sempre bem comportadas esperam que as eleições se cumpram no dia e na hora marcada...para voltarem à "luta" inútil e desgastante ou para festejarem mais um acordo na concertação social que não passa de um acordo de compadres!

Assim a democracia não vai a lado nenhum, ou pior, pode ir a algum lado que de todo não desejamos!

Já no tempo da primeira república os democratas se serviram dos trabalhadores para consolidarem o regime.Depois bateram nos trabalhadores e dispensaram-nos!Será que a democracia pode dispensar as organizações de trabalhadores?Será que estas estão a cumprir o seu papel?

- A.Brandão Guedes, 15.8.2009, bestrabalho.blogspot.com


De em política nada é por acaso... a 27 de Agosto de 2009 às 16:19
‘Partidos pactuam com impunidade’,

«Basta de hipocrisia», clama Marques Mendes em artigo de opinião. o ex-líder do PSD diz que o objectivo de impedir candidaturas de políticos acusados de crimes graves foi colocado na agenda política em 2005. Mas não avançou porque «os partidos teimam em fazer vista grossa à ética, faltando-lhes coragem para pôr cobro a práticas de impunidade»

A política em Portugal está cheia de exercícios de hipocrisia. Diz-se uma coisa a pensar fazer-se logo o seu contrário. O último exemplo paradigmático tem a ver com o projecto de lei com vista a impedir candidaturas de políticos pronunciados ou condenados por crimes especialmente graves (como corrupção ou fraude fiscal).

Esta questão não surgiu agora, em vésperas de eleições. Ela foi colocada na agenda política em 2005, há quatro anos, por ocasião das últimas eleições autárquicas. Um projecto de lei com esse objectivo até foi aprovado na generalidade, no princípio de 2006, há mais de três anos.

Entretanto, hipocritamente, os partidos deixaram na gaveta, fizeram-se de esquecidos e não o concretizaram, à espera que ele caducasse e não se aplicasse nestas eleições. Não foi uma omissão casual. Foi uma intenção deliberada. Não foi falta de tempo para discutir. Foi falta de vontade para decidir.

Sol, 27.08.2009


De Das duas três a 28 de Agosto de 2009 às 08:52
O Zé Pessoa (não sei se será nome próprio ou pseudónimo ) é adivinho, ou tem boas fontes de informação, ou boa percepção politica.

O PS já hoje fez divulgar que o seu líder aceita os debates a dois o que , como muito apropriadamente afirma Zé Pessoa, serão no seu conjunto pelo menos dez.

Esperamos que, efectivamente, os debates sejam eticamente apropriados e o esclarecimento seja o necessário.


Comentar post