Jerónimo de Sousa a propósito das próximas eleições para a Assembleia da República afirmou que «O dilema de Setembro é se vamos dar a volta a isto ou se é mais do mesmo. Nós vamos dizer: é possível mudar. Se os portugueses confiarem nesta força de ruptura, com certeza o país vai mudar».
Ontem a líder do PSD, Manuela F. Leite veio defender um Estado minimalista e a «ruptura» de modelo. Só não diz, apenas se pode ler nas entrelinhas, que o modelo que defende é um neoliberalismo retrógrado que provoca crises, que permite duas coisas diametralmente opostas. Uma é a rápida recomposição do capital e a especulação bolsista associada à corrupção cujos lucros se escapam através das offshores. Não terá sido por acaso que persistiu em mater nas listas indiciados pela justiça. A outra é os pobres cada vez em maior número e em pior situação destruindo a classe média.
O secretário-geral do PCP insiste na mesma tecla, na tecla de sempre em considerar o PCP como um partido que só faz coligações com ele próprio e em persistir ser uma força de “rupturas” e confrontações com tudo e com todos os que não se guiem pelos seus ideais.
Jerónimo afirmou no comício de Gaia que «durante estes quatro anos, a direita andou desorientada, porque o PS era o melhor executante dessa política de direita. Na entrevista dada recentemente, Manuela Ferreira Leite não apresentou propostas. Pois se aquilo é farinha do mesmo saco, que fazem a mesma política, que têm a mesma visão, apenas têm estilos diferentes», disse.
Para o PCP e seu secretário-geral, socialismo e social-democracia confundem-se com neo-liberalismo e retrocesso do Estado-Social.
Naturalmente, com tal conservadorismo como se poderia esperar um entendimento de governação ao nível nacional se mesmo ao nível local ele foi negado, privilegiando os hipotéticos interesses partidários em detrimento dos interesses de Lisboa e do país?
Uma coisa é certa, os comunistas são os militantes mais conservadores. Há quem diga que a sua Militância vai tão longe que mesmo a dormir a fazem. Continuam a sonhar com a revolução do proletariado. É por isso que eles fazem os levantamentos onde possam existir conflitos ou dificuldades laborais para aí mobilizarem os trabalhadores para as manifestações de rua.
Manuela F. Leite, em concordância com o PCP, queria, se ganha-se a próximas eleições, deixar de avaliar os professores numa clara atitude de caça ao voto, num país onde tudo e toda a gente é cada vez mais avaliada.
Quem parece farinha do mesmo saco, afinal, é PSD e PCP.
«...se os portugueses confiassem nestas forças de ruptura, com certeza o país iria mudar». Depois da ruptura o que se seguiria? Naturalmente que o descalabro social e económico da já depauperada economia dos trabalhadores e do povo português.
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