De marcadores a 2 de Setembro de 2009 às 14:39
Essa do "é preferível um mau acordo, a uma boa demanda", tem muito que se lhe diga.
Primeiro, é conversa de advogados. Para os advogados qualquer acordo (bom ou mau) significa dinheiro, passar recibo.
Segundo, conheço muito boa gente que por seguir essas indicações ou essa linha de actuação, passou o resto da vida com um nó no estômago Nunca se perdoou a si próprio pela cedência em relação a terceiros (o tal mau acordo).
Terceiro, já não há quem vá à luta que pela sua dignidade, honra, ou lucidez, lute até ao fim para tentar fazer valer os seus princípios. Ou seja, vende-se ou desiste, enfim é um perdedor.
Mas os tempos são de mudança, não de progresso. E somos hoje mais urbanos, mais bem falantes, mas mais de plástico, logo piores seres humanos.


De Zé T. a 2 de Setembro de 2009 às 17:38
Tem alguma razão, mas...

com a «demanda» é que os 'advogados/intermediários/...' ganham e sugam ambas as partes;

a «demanda» (ou luta até às últimas consequências) pode ser heróica mas, geralmente, é destruidora,
e quando se entra numa escalada de violência, somos cada vez mais cegos e bárbaros ...
- estamos preparados para isso?, para aguentar esse custo? e os nossos entes queridos, valores e bens?

mas concordo em que há ocasiões/ situações em que não há fuga possível, em que a luta/demanda é a única hipótese, especialmente se já não temos mais nada, mas mesmo NADA a perder ...
(por isso convém avaliar muito bem a situação e o adversário/inimigo, e prepararmo-nos para as consequências, para o pior que possa acontecer...)


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