Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

O apoio de Pina Moura ao programa do PSD não deve surpreender ninguém.

Pina Moura veio assumir o que já de há muito se percebera estar presente nas escolhas subjacentes ao seu percurso profissional.

Seduzido pelo fascínio dos grandes negócios e do mundo do dinheiro que ignora e minimiza, nas suas prioridades, o domínio social em que se move o mundo real dos cidadãos dolorosamente marcado pelo desemprego e o empobrecimento da qualidade da vida, o testemunho de Pina Moura vem subscrever afinal, um programa político que mais não é do que o Manifesto dissimulado do neo-liberalismo reeditado à maneira portuguesa, no contexto de um mundo que assumiu, com a crise, a dúvida sistemática sobre a utilidade e adequação do mercado sem regulação.

O programa do PSD é, para além da ambiguidade vaga de uma demagogia populista e insidiosa, um apelo ao ressuscitar de receitas gastas e prejudiciais ao recuperar de uma economia que só com um planeamento tranquilo e coordenado pode consolidar a tímida convalescença que se anuncia. [A Nossa Candeia, Ana Paula Fitas]



Publicado por JL às 00:05 | link do post | comentar

17 comentários:
De marcadores a 2 de Setembro de 2009 às 14:39
Essa do "é preferível um mau acordo, a uma boa demanda", tem muito que se lhe diga.
Primeiro, é conversa de advogados. Para os advogados qualquer acordo (bom ou mau) significa dinheiro, passar recibo.
Segundo, conheço muito boa gente que por seguir essas indicações ou essa linha de actuação, passou o resto da vida com um nó no estômago Nunca se perdoou a si próprio pela cedência em relação a terceiros (o tal mau acordo).
Terceiro, já não há quem vá à luta que pela sua dignidade, honra, ou lucidez, lute até ao fim para tentar fazer valer os seus princípios. Ou seja, vende-se ou desiste, enfim é um perdedor.
Mas os tempos são de mudança, não de progresso. E somos hoje mais urbanos, mais bem falantes, mas mais de plástico, logo piores seres humanos.


De Zé T. a 2 de Setembro de 2009 às 17:38
Tem alguma razão, mas...

com a «demanda» é que os 'advogados/intermediários/...' ganham e sugam ambas as partes;

a «demanda» (ou luta até às últimas consequências) pode ser heróica mas, geralmente, é destruidora,
e quando se entra numa escalada de violência, somos cada vez mais cegos e bárbaros ...
- estamos preparados para isso?, para aguentar esse custo? e os nossos entes queridos, valores e bens?

mas concordo em que há ocasiões/ situações em que não há fuga possível, em que a luta/demanda é a única hipótese, especialmente se já não temos mais nada, mas mesmo NADA a perder ...
(por isso convém avaliar muito bem a situação e o adversário/inimigo, e prepararmo-nos para as consequências, para o pior que possa acontecer...)


De marcadores a 2 de Setembro de 2009 às 18:34
O pior é sempre relativo. E a Morte é a única certeza que temos da Vida.
E a violência, desde que não seja gratuita, é muito nossa - ainda somos animais, no bom sentido.
E se deixamos morrer os nossos instintos e passamos só a ser racionais, lá se vai a humanidade para a robotização...
E muitas vezes é após a "destruição" que vem a regeneração. Que tem custos? Claro que tem, senão era fácil. E se fosse fácil não estávamos aqui a falar destas coisas.
Mas quando se ganha, sabe muito, mas muito, muito bem...
E como dizia Tao, "não há verdadeiro crescimento sem dor".
Bem haja.


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