De DD a 4 de Setembro de 2009 às 11:29
Foi a própria Manuela F. Leite e o resto da oposição que pôs na rua o casal Moniz.
O pior que uma administração de uma multinacional pode fazer é evitar um negócio que a administração central quer fazer.
A Prisa enfrenta graves dificuldades financeiras e quis/quer vender a TVI. Apareceu um comprador, a EDP. Por causa dos protestos de MFL e oposição, Sócrates ordenou que o negócio não fosse feito. A partir daí o destino do casal Moniz ficou traçado.
Sim, se a TVI não tivesse a campanha feroz e esquizofrénica de Manuela Guedes contra o Sócrates, provavelmente, ninguém se importaria que a EDP comprasse a estação porque no resto do noticiário a TVI tem uma postura normal, sem exageros nem campanhas políticas.
Por outro lado, seria natural que Zapatero influencie a Prisa para acabar com a campanha contra Sócrates. Os espanhóis estão a construir o TGV para Barcelona e Sócrates, mais uma vez fez o que Manuela Ferreira Leite quis, ao suspender o concurso da linha portuguesa. Ora os 400 km de Madrid para Badajoz serão altamente ruinosos se não houver continuação para Lisboa. Os espanhóis estão aflitos e encaram já a suspensão das obras com perda de muitos milhões de euros. Curiosamente, atrás de tudo está inadvertidamente a Manuela F. Leite.
Fez-se o que ela quis e assim a Administração da TVI teve de mandar calar a MMG para poder negociar livremente a venda ou participação de capital na sua empresa.
A Prisa continua com grandes dificuldades e já vendeu 20% do seu capital à empresa americana IBN International Broadcast Net ), a qual não quer ser prejudicada pela campanha louca da Manuela Moniz.
Por outro lado, Moniz meteu-se na Ongoing que tem activos, mas tem um passivo gigantesco. Tem de negociar com a CGD, BCP, etc. e, provavelmente, só com garantias estaduais é que poderá obter empréstimos para a compra da TVI.
Enfim, ninguém é independente, nem o capital nem a oposição nem o governo. Tudo o que se faz tem reflexos aqui ou acolá.


De DD a 4 de Setembro de 2009 às 23:06
Afinal, a MMG não foi calada, pois a rasquíssima peça foi para o ar baseada em "arguidos anónimos" que relatam agora a existência de um primo gordo que ninguém conheceu ao longo dos mais de cinco anos de inquérito.

Talvez a TVI quisesse apenas mostrar o carácter tremandamente rasca do jornalismo da Moura Guedes e, assim, justificar plenamente a sua saída. Pode ser?


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