Haja bom senso

É espantoso o que ocorre nos dias que passam. Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Aguiar Branco, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e outros, acolitados por uma mão cheia de jornalistas e ‘opinion-makers’, têm vindo a desenvolver uma infame campanha para tentar consolidar uma, mais uma, conspiração segundo a qual está em curso um processo de "asfixia democrática".

Erguem-se estas almas para chorar o fim de um jornal televisivo, que, de forma sistemática, violou leis da República e, ao mesmo tempo, espezinhou os códigos ético e deontológico. Deixam assim o seu nome ligado e comprometido com os abusos praticados por Manuela Moura Guedes, em que o bom--nome das pessoas era aviltado e posto em causa com prepotência e sem hipótese de defesa das vítimas, com uma prática insuportável de sonegação de informação, de adulteração da verdade, de manipulação dos factos.

Se com Paulo Portas isto não surpreende por tudo o que fez de absurdo no ‘Independente’, já custa a acreditar que os outros afinem pelo mesmo diapasão. É inquestionável que a decisão da administração da TVI liderada por Cebrian, um nome de referência do jornalismo internacional, é um acto de gestão. A Administração da TVI, legitimamente, limitou-se a não contemporizar como reinício do regabofe das sextas-feiras. [Correio da Manhã, Emídio Rangel]



Publicado por JL às 00:07 de 08.09.09 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Discutir política diplomática-económica a 8 de Setembro de 2009 às 12:52
E que tal discutir política?

por Ferreira Fernandes, DN, 8.9.2009

O jornal i fez, ontem, o levantamento de algumas das exportações portuguesas durante o Governo de José Sócrates. Fez o levantamento, sim: aqueles negócios levantaram voo.
Com a Venezuela (em quatro anos, quintuplicaram), Angola (triplicaram), Argélia (quadruplicaram), Rússia (triplicaram), Líbia e China (em ambas, quase duplicaram) e Jordânia (quase triplicaram)...

Esse sucesso foi acompanhado (e, em alguns casos, foi motivado) por uma diplomacia económica em que os governantes não se importaram de fazer de caixeiros-viajantes. Nesses destinos há um país muito importante (Angola, já o quarto comprador) e outros são mercados tentadores (bastava lá estar a China). Eis, pois, um balanço extraordinário - mas que merecia discussão, agora que julgamos quem nos governou nos últimos quatro anos.
Todos aqueles países são susceptíveis de crítica (mais uns que outros) sobre o seu comportamento democrático. Eu digo que sim, há que fazer esses negócios - e, daí, eu achar bons os resultados conseguidos.
Mas gostaria de saber se isso divide os partidos. Gostaria que na campanha se discutisse política. E não hipóteses de primos, hipóteses de asfixias e tricas sobre carros oficiais.
.......................
Passo a pergunta para o leitor:
foi positiva uma política de diplomacia económica que ignorou ostensivamente as diferentes "debilidades democráticas" de diferentes mercados potenciais em nome da eficácia no incentivo ao aumento das exportações?

Deveríamos ter abdicado dessa riqueza em nome da defesa de valores democráticos? Deveria ter existido uma solução intermédia?
-João Vasco, esquerda-republicana.blogspot.com

Ricardo Alves escreveu:

Pois. «Diplomacia económica». Mas era mesmo necessário juntar-lhe a diplomacia política, com a participação nas celebrações da implantação do regime de Kadhafi, e enviar até a Força Aérea portuguesa (diplomacia militar)?

ricardo schiappa escreveu:

concordo com o ricardo:
podiamos ter-nos ficado pela parte económica; era suficiente.
esta diversificação de destinos das exportações é, pragmaticamente, uma das razões pela qual estávamos em recuperação económica antes da crise, e pela qual estamos agora a passar pela crise bem melhor que espanha, irlanda, e companhia.
e pode ser um boom muito importante para o pós-crise, o que não é de menosprezar...

mas, como diz o ricardo, não me parece que isso implique juntar-se-lhe a parte política com participação da fap e tudo! isso era dispensável...


De uriel oliveira a 8 de Setembro de 2009 às 11:01
A Manuela Moura Guedes é um atentado ao jornalismo sério em Portugal, pelo que, sem o marido para a segurar, a decisão parece-me normal e previsível. Para mim esta polémica, aproveitada politicamente ao máximo, foi ateada pelo próprio Moniz quando ao sair da TVI disse que seria um escândalo tirar a MMG do ar. Eu acho que seria um escândalo mantê-la.
Link para o post que fiz sobre o assunto: http://outofthebox.blogs.sapo.pt/16967.html


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