Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Setembro começou para o PSD com um fantástico Euromilhões. Manuela Ferreira Leite, que apostou na “verdade” como palavra-chave e alertava para a asfixia democrática, teve a sorte de a TVI afastar Manuela Moura Guedes.
Um golpe com ar de censura, em que o Governo de Sócrates, que tinha o ‘Jornal de Sexta’ como inimigo público, ficou mal na fotografia. Para muitos cidadãos, o cancelamento do ‘Jornal de Sexta’ era a ilustração prática daquilo que Manuela F. Leite apregoava.
Mas a líder da Oposição cometeu um erro na Madeira. Não se pode ser credível alertando para a asfixia democrática em Portugal e dizer que tal não se passa na ilha. Se há região do País onde é difícil ser de oposição, onde criticar o governo regional pode custar muito caro, é precisamente na Pérola do Atlântico. A. João Jardim mudou a face da Madeira.
Tem uma obra de betão extraordinária à custa da solidariedade fiscal de todo o País, mas em matéria de tolerância democrática só será exemplo para qualquer tiranete sul-americano. Manuela F. Leite também elogiou a governação madeirense. Basta ver os sucessivos relatórios do Tribunal de Contas sobre a região para verificar que o rigor financeiro não é propriamente uma prioridade.
Manuela mostra que a verdade na política é um conceito relativo e subjectivo.
[Correio da Manhã, Armando Esteves Pereira]
De jugular a 9 de Setembro de 2009 às 11:34
"En Madeira, la línea que separa medios de comunicación y propaganda es imperceptible. El Telejornal de la cadena pública RTP Madeira es conocido popularmente como TeleJardim. De la decena de emisoras de radio privadas, todas reciben subsidios del Estado. El Jornal de Madeira, antaño propiedad de la Iglesia, es el único diario estatal en Portugal como instrumento de propaganda política. La ley impide que sea gratuito y se vende al precio simbólico de 10 céntimos.". Via Boss, El País de Janeiro mas tão, tão actual, credo.
Diz que Ferreira Leite não encontrou "asfixia democrática" na Pérola do Atlântico, em calhando porque alguém se lembrou de a congelar antes dela e, vai-se a ver, o que ela não encontrou mesmo foi democracia.
O episódio do carro não é, como dizer?, elegante, mas verdadeiramente demonstrativas foram as "jardinices" que se lhe seguiram e a conivência da líder social democrata (?) nacional com as "Verdades" de Alberto João. É preciso ter cara de pau, safa.
Adenda com dedicatória: Vá lá saber-se porquê, acabei de me lembrar da conversa entre os dois putos gordos que não sabiam dizer os "rrr" - um omitia o som e o outro era "teguesa de bgagança". Com a frontalidade ruim que caracteriza as crianças berra um deles "fóte", ao que o segundo responde "fode-te tu, gôgdo de megda".
(quase em eco)
comentários:
De Maria a 8 de Setembro de 2009 às 17:57
Será que aquele Fuck them " incluía a MFL . É que ela, pela sua expressão facial, parece que gostou!! Será que a MFL não aprendeu inglês ?
Sendo assim, pelas provas dadas o nosso PM tem 20 pontos e só prova que ele é mesmo Bom, mesmo tendo estudado na Independente.
Agora, com seriedade. Toda aquela cena e dixotes ordinários, com o aval da pretensa ex futura pmª ?
Será possível que o povo não consigo discernir na hora do voto?
E o PR , também não sabe inglês? O dixote também é para ele, porque também é do continente.
Estou revoltada com tanta ordinarice e baixo nível de alguns políticos.
De
rosa a 9 de Setembro de 2009 às 16:44
Eu, julgava que a minha memória andava mesmo mal.
Nunca me lembro de uma campanha com tão baixo nível.
Infelizmente para este rectângulo há mais a pensar como eu.
Enfim........
De
DD a 9 de Setembro de 2009 às 19:42
Manuela não consegue uma linha de rumo: ora diz uma coisa, ora diz outra e pretende que é tudo verdade.
O problema é que ela tem assessores que lhe dizem umas coisas, mas não tem ideias próprias e não sabe o que iria fazer se fosse eleita/nomeada primeira ministra.
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