Políticas económicas do PSD

«[...] No programa do PSD o grande suporte das propostas de redução da receita fiscal é o despedimento de 200 mil funcionários públicos. Dito por outras palavras, acabar com os serviços públicos de saúde, educação e prestações sociais e substitui-los por agentes privados e outsourcing.

No programa do PSD omite-se também que ao prescindir do investimento público o desemprego em vez de diminuir, aumenta. [...]» [SIMplex, João Paulo Pedrosa]

 

«[...] Na página 17, diz-se que se estudarão medidas para que "a pensão de reforma dos portuguesas passe a ser crescentemente encarada também como uma responsabilidade individual". Isto é, em português corrente, a evolução para um sistema de segurança social em que a partir de certos patamares dos rendimentos seria responsabilidade dos próprios entenderem-se com o sistema financeiro para gerir as suas reformas. Especulação? Não. Está explícito no seguimento da página 17 "o progressivo plafonamento das pensões e contribuições mais elevadas".

Na prática, isto significa privatizar progressivamente a segurança social, entregando aos indivíduos a responsabilidade pelas suas reformas, o que inevitavelmente os conduziria aos fundos de pensões e a produtos afins. [...]

Como se viu no último ano, é uma excelente ideia! Colocar as pensões de reforma ao sabor dos movimentos bolsistas ameaça o futuro, mesmo daqueles que estão perto do fim da carreira contributiva. E ameaça aquilo que os assessores de Manuela F. Leite admitiam na frase acima que o PS tinha conseguido: a sustentabilidade da Segurança Social, que deixou de estar em ameaça permanente de ruptura a curto prazo.

Se conjugarmos esta medida com a descida da taxa social única, percebemos que, na prática, o PSD está a sacrificar a segurança das reformas dos trabalhadores, em nome dos lucros das empresas. [...]» [O Valor das Ideias, Carlos Santos]

 

«[...] “Só por falta de respeito para com as pessoas, num país com grandes dificuldades, é que o PSD vem agora apresentar o seu programa eleitoral”, afirmou o deputado do Bloco de Esquerda, insistindo na maior dificuldade do PSD: “nada têm para apresentar”. [...]

A mesma insensibilidade social pode ser encontrada no PP, considera o dirigente do Bloco. Quando o país vive a maior crise dos últimos anos e injecta milhares de milhões de euros na banca, o PP já fez as “contas certas” para combater a crise. “As contas certas de Paulo Portas são cortar 125 milhões de euros aos 150 mil pobres que recebem um apoio de 80 euros por mês. Se há um problema, tiramos o dinheiro aos mais pobres”. [...]» [Esquerda.Net]

 

«[...] [A] ideia que perpassa é que o [programa do PSD] mesmo contorna (ignora) o facto de estarmos em plena crise económica e social. As medidas avulsas que preconiza têm uma única preocupação: contrastar com o programa do PS. [...]

[…] Pouco ou nada sabemos como combater com o défice das contas públicas, excepto uma angustiante preocupação que, aliás, é o denominador comum da grande maioria dos cidadãos. [...] Não foi explanado qualquer novo modelo económico, nem políticas sociais alternativas, nem aprofundado qualquer outro assunto. Este Programa insiste para que o eleitorado lhe passe um cheque em branco... [...]

O regresso em força a uma matriz política neo-liberal, sob uma capa social-democrata, explicitada pelo conhecido e repetitivo slogan: “menos Estado, melhor Estado”… é, exactamente, caminhar para trás, ao encontro das causas profundas que desencadearam a actual crise económica e social. [...]» [Ponte Europa, e-pá!]

 

«[...] O programa eleitoral do PSD cai nesse pecadilho. Inconscientemente – sem nunca o referir – dá de barato que o fim da recessão está à vista e arregaça as mangas para a reanimação da economia. Não escalpeliza nem os mecanismos nem as concertações económico-sociais preconizadas pela UE para fazer face à crise e que, naturalmente, envolveram o Governo português. [...]

Com o ar severo e atinado de uma “mestre-escola” divulga um programa que prevê a recuperação económica utilizando os mesmos instrumentos que foram a causa remota da crise. Isto é, um sub-reptício retorno ao mais feroz neo-liberalismo. Se, em 27 de Setembro, os portugueses enveredassem por esse caminho, era só esperar pela “incubação” – a breve prazo - de uma nova crise. Os ingredientes estão todos no referido programa. [...]» [Ponte Europa, e-pá!]

[Esquerda Republicana, Ricardo Schiappa]



Publicado por Xa2 às 00:01 de 10.09.09 | link do post | comentar |

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