O Bloco de Esquerda esconde o seu Programa Eleitoral

Quem clicar na Internet em Programa Eleitoral do Bloco de Esquerda encontra alguns locais com a possibilidade de encontrar o texto completo em PDF, mas ao clicar aí aparece a informação "Not Found", isto tanto pelo Google como directamente pelo Sapo.

Encontramos noticiário sobre a apresentação do Programa e uma entrevista a um tal Herculano sobre o Programa em que se faz uma referência à nacionalização da energia e nada mais.

De resto, uma das características de sempre do BE foi falar muito pouco no que pretende verdadeiramente fazer e, eventualmente, enumerar benesses sociais. Eles escrevem e dizem mesmo que não está previsto para já serem governo, mas terem um papel propositivo na Assembleia da República. Claro, como acontece actualmente, sem maioria absoluta e sem estar numa coligação, as propostas do BE só serão aceites se as maiorias quiserem.

Foi mesmo uma surpresa anunciada por Sócrates que o BE tem um vasto programa de nacionalizações das grandes empresas que lançariam o País na confusão e estão fora de tempo. O PCP tem também um programa semelhante e ambos pretendem pagar as indemnizações aos accionistas que são mais de 1,5 milhões de portugueses sem contar as participações indirectas através de fundos de investimento.

As grandes empresas portuguesas como a Portucel/Soporcel, EDP, Galp, PT, etc. têm lucros porque são bem dirigidas e prosseguem objectivos nacionais e algumas investem fora como maneira de colher lucros que reduzam a diferença entre o PIB e o Rendimento Nacional (ex-Produto Nacional Bruto) que é o PIB mais o saldo entre lucros vindos de fora e idos para fora. Saldo esse que é francamente negativo para Portugal dada a existência de muitas empresas estrangeiras em Portugal.

O BE tem no seu Programa Eleitoral uma oposição total à presença de Portugal na Nato, na União Europeia e até no Euro. O BE pretende, no mínimo, uma recusa do Tratado de Lisboa que se fosse concretizada por Portugal iria criar uma grande confusão na Europa e em Portugal.



Publicado por DD às 23:20 de 12.09.09 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Anónimo a 13 de Setembro de 2009 às 12:32
"!As grandes empresas portuguesas como a Portucel/Soporcel, EDP, Galp, PT, etc. têm lucros porque são bem dirigidas"

Afinal não são só alguns muçulmanos que são fundamentalistas: há também "socialistas??" ainda mais fundamentalistas.

Para um não fundamentalista aquelas empresas estariam de rastos se não tivessem aqueles dirigentes. Há que promover a sua canonização.


De DD a 13 de Setembro de 2009 às 21:25
Não se trata de fundamentalismos, mas sim de contabilidade de que só conheço os números que surgem nos jornais.

O aspecto fundamental de algumas grandes empresas como PT, EDP, Galp, Soporcel/Portucel foi a política de investimentos e expansão. Com a entrada em breve da maior máquina de papel do Mundo na Mitrena a Soporcel/Portucel fazem de Portugal o maior fabricante e exportador de papel fino do Mundo.

Mas, também é verdade que os sindicatos, comunistas e outros têm um respeito reverente às empresas privadas enquanto malham a torto e a direito no Metro, na Soflusa dos Cacilheiros, na CP e agora na TAP os trablhadores mais bem pagos no país querem uma greve para aumentos de ordenado quando a empresa está em situação crítica e a inflação até está abaixo de zero.

Nenhuma escola privada fez greve e o Nogueira nem fez referência ao facto e parece que nada exige dos privados em que os professores são avaliados pelos patrões da escola e assim ficam ou vão para a rua ao fim de cada ano pois estão quase todas a trabalhar à hora, mas não precisam de ser avaliados porque se esforçam.

Por acaso estou a escrever num portátil que adquiri ontem a um preço inferior em 250 euros ao de há umas semanas atrás. Um programa Office que custava há dias 99 euros foi-me vendido a 69 euros na Worten e o famoso software Flip7 de português e outras línguas já me foi oferecido a 48 euros quando comprei há anos uma das primeiras versões a mais de 100 euros..

Na empresa em que trabalho estamos a vender quase tudo a uns 30% abaixo dos preços praticados no mesmo mês do ano passado e são produtos para a agricultura como sementes, pesticidas, herbicidas, etc.

Nas economias de mercado, quando faltam os clientes, os preços descem e nas lojas Dia, os pobres como eu e outros muito mais pobres compram alimentos básicos a preços incrivelmente baixos. Já fiz uma contabilidade alimentar e verifiquei que posso comer uma refeição um 1,50 euros com base nas salsichas ou enchidos do Dia e uma batatinha e uma fruta. E faz-me muito bem porque sou contra a obesidade, a minha, entenda-se.



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