De DD a 16 de Setembro de 2009 às 00:07
Louçã fala muito do desemprego, mas até agora nada disse como resolveria o problema.
Aparentemente pretende simplesmente proibir o despedimento e o fecho de empresas. Mas, quando não há dinheiro por falta de clientes?
Louçã não disse quais as fábricas de automóveis, aviões, computadores, sapatos, meias ou canetas que devem ser instaladas no País e por quem para empregarem os 500 mil desempregados de que fala.
Defende umas nacionalizações, mas não diz se isso conduz a mais empregos ou não e se conduzir é para aumentar a produção?
O actual governo e o do Guterres promoveu o desenvolvimento da energia eólica com quase 3.500 aerogeradores de grande porte já instalados no País e indústrias novas a fabricar e exportar os componentes. Não chega para acabar com o desemprego, mas é um passo em frente.
Com a próxima inauguração da maior fábrica de papel fino de impressão do Mundo em Setúbal, Portugal ficará a ser o maior exportador desse tipo de papel do Mundo e deixará de exportar pasta para vender apenas o papel e até poderá ser um importador de pasta para transformar em papel.
Também não chega, mas não deixa de ser um sector interessante. Acrescente-se que a Soporcel/Portucel deve largos milhares de milhões de euros à CGD e a alguns bancos, pelo que o papel do Estado no fabrico do papel é muito mais importante do que se julga, mas claro, não para empregar as pessoas que não são necessários e encarecer o produto de modo a inviabilizar a sua exportação.

Curiosamente ninguém reparou que Louçã disse esta manhã na TSF que está disponível para fazer um acordo até de coligação com o PS na base de uma profunda alteração do Código Laboral e mais umas tantas leis. Ele sabe que se tiver os tais 16% de votos tem de assumir responsabilidades e não estar de forma como esteve o Partido Renovador Democrático que acabou por desaparecer e foi comprado por um grupelho fascista e racista que o transformou em PNR - pretos para África já.


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