Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Ainda nem foi a votos e já despertou uma crise que pode ter impacto internacional... trata-se de Manuela Ferreira Leite, claro! A líder do PSD, escudada num nacionalismo bacoco que pretende justificar-se com custos e benefícios para o país, decidiu investir contra um acordo de Estados, causando perplexidades e declarações públicas do Ministro do Fomento e das autoridades regionais extremenhas de Espanha que deixaram claro não poder vir a confiar num Estado que rompe unilateralmente com os acordos, a palavra e a cooperação. Como se não bastasse, a artificial polémica sobre o TGV (que o PSD defendeu e de que não prescindiria se fosse Governo) implica, no caso da desistência nacional deste investimento no calendário previsto, uma perda de 333 milhões de euros para Portugal... e assim cai por terra mais um dos argumentos da senhora que insiste em querer liderar o Governo de um país que não tem estrutura económico-social para falhar investimentos desta ordem à conta de "gaffes" e irreponsabilidades cujos efeitos nem do ponto de vista político são acautelados. Envergonhados devem também ficar muitos dos jornalistas da "nossa praça" que se têm empenhado, na campanha eleitoral em curso, em construir de Manuela Ferreira Leite uma imagem em tudo contrária ao que a mais simples observação do senso comum constata... enfim... cada um olha e vê o mundo com a côr das lentes que se lhe assemelha conveniente... o que é inegável é que não se vislumbram, entre parte significativa da comunicação social e no maior partido da oposição, efectivos sinais de preocupação com o interesse nacional. É pena! [A Nossa Candeia, Ana Paula Fitas]



Publicado por JL às 00:01 | link do post | comentar

4 comentários:
De Zé T. a 15 de Setembro de 2009 às 10:18
Estas não-propostas/ propostas e gaffes eleitoralistas vão-nos sair bastante caras ...

. 330 milhões de euros da UE não voltam ...
. acusações (e chatices diplomáticas) a Estados estrangeiros com os quais temos acordos (políticos, culturais, económicos ... e muitas ligações e interdependências) só podem trazer prejuízos e complicações para muitos portugueses...
. confundir Estados (Espanha, Angola, ...) com investimentos - que, neste ambiente capitalista global em que vivemos, não têm pátria (apesar de existirem sedes e nomes que dão algumas referências ...legais, apenas) - é estar ''mais que ultrapassada'' em macro-economia actual ou então é pura demagogia associada a manipulação de perigosos nacionalismos...

srª MFL e PSDs:
Atenção, estão muito enganados no caminho e nas escolhas !!


De os outros 'micro' partidos e movimentos a 15 de Setembro de 2009 às 11:34

Os Outros!

de José Manuel Faria 15 de Setembro de 2009 | Legislativas

Vi parte do debate dos 10 pequenos partidos nos prós e contras, e achei humilhante, que a TV do Estado os obrigue a participarem no “todos ao molho”ou no programa “ então não levam nada!…”.
Os dez têm deveres e direitos iguais aos cinco, mas são absolutamente discriminados por terem poucos votos uns, e serem novos, outros.
Há uma curiosidade/estranheza que me apoquenta: “Os Verdes”, partido ecologista, não participa na I nem na III Liga, e deixa andar, não reclama, nem estrebucha! Só há uma explicação – Jerónimo representa-os, coisa misteriosa.

Os 10 “piquenos” dividem-se em 4 grupos:
- Os centristas moderados: MMS, MEP; MPT/PH
- Os radicais institucionais: POUS, MRPP;
- Os “originais”: PTP, PND, Pró/Vida, PPM;
- O radical neofascista: PNR.

Há um grupo forçado, o 3º, mas têm em comum algumas características: o estranho sentido da sua existência: defesa da monarquia, sem a imensa massa monárquica; defesa do feto, chamando-lhe criança; defesa do Minho quando não há províncias (deputados representam o todo nacional) e defesa do não se sabe o quê, o misterioso PTP.

Curiosidades:
POUS, luta por uma união de esquerda;
MRPP, tornou-se reformista e largou o maoismo;
MMS, o que vale é ser o melhor;
FEH, Portugal Verde e muito humano;
MEP, politicamente correcto e muito civilizado;
PTP, não se percebeu nada, anti-Magalhães;
PND, partido nacional, mas só com preocupações “minhotas”;
Pró-Vida; contra a IVG e em força;
PPM, família Câmara Pereira;
PNR, pretos para África, já!

http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/pros-contras/


De DD a 15 de Setembro de 2009 às 23:44
Os pequenos partidos têm direito à vida, mas a liberdade jornalística também existe e se os jornalistas têm o direito de atacar o PM e fazer dele o seu alvo, também têm o direito de não perder muito tempo a andar atrás de 10 pequenosd partidos, sendo que alguns tiverem 50 a 100 votos nas últimas eleições para o PE.
A questão que se coloca é saber se um juiz pode obrigar todos os jornalistas portugueses a relatarem factos que o juiz entende que devem relatar ao contrário da opinião dos jornalistas.


De Anónimo a 17 de Setembro de 2009 às 22:35
Falso. Não perde nada e tem tudo a ganhar. Conhecimento básico, fazer umas contas e deixar de defender os partidos como se de um clube de futebol se tratassem. Portugal não perde nada!!!


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