2 comentários:
De previsões partidarias 2010, 2011 a 29 de Setembro de 2009 às 22:58
Comentário de viana em 5dias
29.09.2009, 16:33

Mas é óbvio que será o PSD a viabilizar (pela abstenção) o programa do novo governo PS e os orçamentos para 2010 e 2011.
Um eventual apoio do CDS ao PS é demasiado incómodo para os dois, e o PSD precisa do tempo que o seu apoio ao PS lhe dará.
Tempo para arranjar um novo líder (apenas em 2010, e que estou convencido será Rui Rio), que consolide e renove o partido.

Tempo para deixar passar o pior da actual crise económico-social, que na sua vertente social atingirá o pico em 2010, esperando que o apoio eleitoral ao PS saia ainda mais corroído por ela.
Tempo calmo para Cavaco até às próximas eleições presidenciais no início de 2011, evitando a necessidade de Cavaco ter de dissolver a AR ainda em 2010 e amarrando o PS – e a comunicação social que lhe é subserviente – a uma paz (podre) com Cavaco. Este será o jogo do PSD.

E depois das eleições presidenciais… vai-se atirar de unhas e dentes ao PS, em conjunto com o CDS, submetendo uma moção de censura, e pedindo eleições antecipadas onde concorrerá em coligação com o CDS (o Rui Rio tem governado assim, e politicamente é muito parecido com Portas, com o mesmo gosto pelo autoritarismo e o discurso contra a “preguiça”).

Isto é mais do que previsível. As duas grandes questões serão então: conseguem PS, BE e CDU entender-se em 2011 e derrotar a moção de censura de PSD+CDS? caso a resposta seja negativa, a quem é que o eleitorado de Esquerda vai assacar a “culpa” do fracasso no entendimento à Esquerda?


De Izanagi a 30 de Setembro de 2009 às 08:19
Não podeia estar mais de acordo. Um comentário que vem de encontro á leitura política que faço do resultado eleitoral.


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