20 comentários:
De Alugam-se títulos de Rei e Nobres... a 20 de Abril de 2010 às 10:45
Negócios são negócios - por uma monarquia lucrativa.

1. O pretendente ao inexistente trono de Portugal, aliás, oriundo do que houve de mais retrógrado na monarquia portuguesa, o miguelismo, dispõe de uma imagem simpática, quando se apresenta como pessoa comum nas revistas que povoam as salas de espera dos cabeleireiros.

Se o homem se limitasse a ficar aconchegado dentro daquele seu esgar habitual que ele julga ser sorriso, talvez até viesse a conseguir um lugar na galeria dos reis simpáticos, ao lado do rei dos frangos e do príncipe da chanfana, num clima de bonomia em que o nosso povo é perito e que lhe facultaria, certamente, uma confortável simpatia entre as leitoras das revistas cor de rosa e entre os coleccionadores de selos com efígies régias. Mas o homem fala. Estimulado pela rede endinheirada dos alegados condes, duques e marqueses, o homem chega, de quando em vez, a cometer uma entrevista sem rede. Daquelas em que se mostra despido perante os seus espectadores, sem a caridade de uma correcção, sem a diligência amiga de um retoque.

Se o mencionado cidadão possuísse umas pálidas luzes, vindas dos mais elementares guias da política, talvez pudesse ter um pouco de cautela. Cautela, de modo a não desmentir, com a ostensibilidade da profunda reaccionarice do que afirma, a ficção, que cansativamente repete. A ficção de que, alegando-se subido a alteza real, paira apoliticamente sobre todos os portugueses, como impossível e generosa ave, sejam eles de direita, esquerda, centro, ou apenas distraídos. Mas nenhuma dessas luzes ameaça sequer a sua mente.

Por isso, Duarte Pio, quando fala sobre algo de mais complexo do que a chuva e o bom tempo, raramente deixa de mostrar, com indesmentível claridade, o seu profundo conservadorismo ideológico, bem como um reaccionarismo político dinossáurico, que decerto lhe dita, em noites de insónia, o espectro esbatido do seu antepassado Dom Miguel.

Mas desta vez, talvez estimulado pela forte dose de maresia da praia da claridade, sob o olhar, creio eu, de algum espanto da própria Fátima Campos Ferreira, Duarte Pio levou até ao máximo, na escala dos dislates, o que nos disse sob a nossa actual democracia e sobre a nossa Constituição. O seu tom, pela força das coisas, não deixou de ser real, mas o seu nível roçou tangencialmente o puro analfabetismo político.


2. Mas numa coisa, tenho que reconhecer, se revelou um arguto tradutor do ar dos tempos: foi quando, num argumento supremo, ofereceu aos portugueses, em preço de saldo, um reinado seu em vez da Presidência da República.

Aceito como boas as suas contas, pensando até, que, se for caso disso, o pretendente miguelista talvez faça um desconto. Estou mesmo a imaginar um debate interessante entre os portugueses duros que exigem um desconto de 50% e os mais moderados que aceitam o preço oferecido.

Mas a crise que atravessamos e a vertigem modernizadora, que assola tantos espíritos luminosos, levam-me a não excluir a hipótese de que, entre os portugueses mais somíticos, alguns se lembrem de propor: "Já que a monarquia vale sobretudo pelo seu baixo preço, por que não transformá-la num negócio, passando-se a levar a leilão o lugar de rei. Em vez de despesa, a chefia do estado passaria a dar lucro".


E, já que estamos em maré de propostas, atrevo-me eu nessa lógica a ir um pouco mais longe. Assim, eu proporia que se leiloasse, não um lugar vitalício de rei, mas, melhor do que isso, por fatias temporárias: um ano, quatro meses, quinze dias, uma semana.

Poder-se-ia então ouvir a Dª Miquelina dizer afogueada de emoção para a vizinha do lado. “ Estou muito emocionada. Juntei dinheiro vinte anos, mas consegui comprar um lugar de rainha para o próximo fim-de-semana”. E às crianças, ouviríamos dizer, com impaciência: “Papá, quando for grande também quero ser rei”. E aos paizinhos, decerto: “Se te portares bem, prometo-te uma semana de rei, quando fizeres dezoito anos”.

Se os nossos circunspectos pastores de ideias admitissem esse caminho, tudo se poderia reconciliar. A monarquia talvez ficasse mais popular do que a república, mas, mais do que isso, seria seguramente mais barata; ou até mais rentável. O Banco Central Europeu babar-se-ia de gozo.

Aliás,...


De Monarquia lucrativa ... para alguns a 20 de Abril de 2010 às 10:48
Negócios são negócios - por uma monarquia lucrativa.
...
Aliás, indo ainda mais longe, com uma verdadeira modernização da nossa Constituição, poder-se-ia mesmo retomar a outorga pelo Estado dos títulos nobiliárquicos. E assim talvez, sob a égide de uma empresa concessionada, a qual ficaria autorizada a alugar títulos, podia conceder-se um título de duque durante um fim-de-semana, ou durante a uma viagem ao Brasil; ou ser-se marquês durante uma peregrinação a Roma; ou conde, enquanto durasse o Mundial de futebol; ou ser-se baronesa, durante um desfile de moda em Sintra. Tudo isso seriam alegrias, necessariamente bem pagas, é certo, mas alegrias. Alegrias que, além do mais, dariam um forte impulso à saída da crise.

Não me admiraria, aliás, que o Sr. Duarte Pio viesse a soprar àquele seu escudeiro e partidário, que diz querer ser Presidente da República, o Dr. Nobre, para ele enriquecer o seu programa presidencial com essa proposta revolucionária: substituir a nossa dispendiosa república democrática por um monarquia lucrativa, na qual quem quisesse ser rei pagaria bem caro o sonho, embora num esforço democratizador e com um preço mais modesto se admitisse também a monarquia precária. Rei por um mês, uma semana, um dia, a preços convidativos, já se vê.

- postado por Rui Namorado, em O GRANDE ZOO, 18.04.2010.


De prós e contra monarquia a 20 de Abril de 2010 às 10:51
Ricardo Gomes da Silva disse...
Caro,

Não percebo este "clubismo" anti-monárquico que nem sequer chega a ser pró-republicano.

Portugal teve os seus ultimos 100 anos a ser governado por uma dúzia de familias e pontuais ditadores de fraco calibre.
Na Grã- Bretanha que até tem uma monarquia onde a aristocracia tem ainda poderes efectivos os cidadãos participam mais, ganham mais e têm melhor educação (formação)...já para não falar da Holanda ou Dinamarca.

O meu caro , ao atacar SAR D. Duarte pretende defender o quê?

100 anos de obscuridade, 40 de ditadura ou um qualquer "salvador da pátria" que qualquer rei afastaria mal se aproximasse?

bem haja
18 de Abril de 2010 20:44

JGama disse...
O Senhor RG da Silva é defensor de que um tal herdeiro do Sr. D. Miguel será a melhor solução para vencermos a "obscuridade". Não está mal visto. Que tal começar por nomeá-lo rei das Berlengas e experimentar a luz que daí irá irradiar? Ninguém o confundirá com a luminosidade do pôr do sol num anoitecer de verão.
18 de Abril de 2010 22:32

Rui Namorado disse...
1. As monarquias da Europa não traduzem uma forma específica de poder, nem têm verdadeiro conteúdo político. São recipientes onde cabe tudo, resquícios formais de antigas monarquias efectivas, resultantes de uma transformação negociada das instituições políticas. O preço que pagaram as casas reais para as deixarem durar foi o de aceitarem a sua quase completa irrelevância política. Os méritos ou deméritos dos governos que dirigem esses países não lhes podem ser assacados, mas apenas aos partidos políticos que os tenham governado.

2. Aliás, não é compreensível que se diga que a monarquia, como realidade não democrática, é admissível por não ter conteúdo político, para simultaneamente se porem no seu activo como méritos os resultados do funcionamento dos respecitvos Estados. Na sua Grã-Bretanha, por exemplo, os discursos do trono são escritos pelo primeiro-ministro.

3. Uma dúzia de famílias ? Certamente não se está a referir nem á primeira nem á segunda república, mas ao salazarismo.Ora o salazarismo foi o poder das direitas autoritárias lideradas por um monárquico. E teria bastado ler-se a imprensa monárquica da época (O Debate) para se constatar isto mesmo que acabo de dizer.

4. Não fui eu quem tomou a iniciativa de um qualquer ataque. Respondi apenas aos dislates públicos do seu Rei, com muito menos agressividade do que a que ele teve contra a actual democracia potuguesa e a Constituição.

5. Mas o essencial para mim é que o Chefe de Estado tem que ser escolhido, directa ou indirectamente pelos eleitores,em eleições livres para um período limitado de tempo. Ora, isso pode acontecer numa República, mas, pela própria natureza das coisas, não pode acontecer numa Monarquia.

6. Por último, em Portugal o Sr. Duarte Pio não é mais do que olíder de uma parte dos monárquicos, da parte masi reaccionária e conservadora.
acho muito bem que possa dizer livremente o que entender, mas tem que sujeitar a sobre o que diz sejam também dadas opiniões.
Portanto, se quiser rebata o conteúdo das minhas críticas , mas não se fique pela crítica ao facto de eu criticar.
19 de Abril de 2010 01:13

Ricardo Gomes da Silva disse...
Caro Sr. JGama,

Não vejo qual seja a relevância da conduta politica (descrita pelos opositores politicos) de um antepassado remoto no presente...isso é o mesmo que dizer que o antepassado do actual Presidente ,como cavava batatas torna incapaz o actual descendente...não tem lógica nem conteudo.

Quanto à luminosidade...o meu caro amigo tem ai debaixo da pele um salazarismo perene de que Portugal precisa de um D. Sebastião...não é saudavel!

A presença de um Rei no topo da estrutura politica torna a dinâmica da mesma diferente...dizer que as casas reais das monarquias reinantes são "irrelevantes" é de uma ignorância que roça o ridiculo, caro Rui Namorado!

Esse argumento alinha com aqueles que acham quem nem sequer devia haver Presidente e a última experiência politica desse género foi a 1º República (onde no projecto inicial da Constituição o PR nem existiria...mas apenas o Parlamento).....esta-se mesmo a ver quem beneficiaria disso!

Os discursos da Corora ...


De ... a 20 de Abril de 2010 às 10:53
...
Os discursos da Corora não são escritos pelo primeiro ministro...apenas o discurso que precede à abertura do parlamento (um discurso...singular) e é uma prova da imparcialidade do Trono perante o poder executivo...pois que o discurso é normalmente propaganda!

14 famílias ,para ser exacto...isso é um facto conhecido e que naturalmente decorreria da concentração industrial.
Um forte sinal disto começaria logo em 1911 com as revoltas rurais ..."um monárquico lider de uma direita"??..não sei ao que se refere

Norma legal é a de que as Constituições devem ser referendadas...por acaso o meu amigo votou na actual?...ou foi-lhe imposta como tem sido práctica corrente dos actuais e passados politicos...como bom povo bovino que acham que devemos ser, até nem contestamos ,mas defendemos o que outros nos mandam fazer

Por causa dos curtos mandatos presidênciais (em nome de uma regra democrática que disso apenas tem a intenção) é que as republicas não passam de jangadas à deriva...o PIB dos EUA varia em sintonia com os mandatos presidênciais, na mesma medida em que os partidos negoceiam entre si o bem publico sem haver uma unica pessoa que o impeça
Um Rei não rouba, é o garante do bem publico e da liberdade de todos nós...o resto é demagogia como aquela que dizia que era melhor ser escravo porque assim tinha comida garantida

Por último SAR D. Duarte não é lider de facção nenhuma, se calhar..se o fosse não faltaria dinheiro para propagandear a monarquia.
Mas como ainda não percebeu, isso (dinheiro) é coisa escassa e uma prova de que D. Duarte não é bem a pessoa que pensa (e não é o único)ou o perigo que possa representar

Quanto aos gastos da presidência da Republica...tal não é mentira nenhuma e dizer a verdade nunca foi ofensa

Por muito que não se goste não vivemos em Republica...se tem duvidas vá ver quem são os ascendentes próximos dos actuais politicos...tudo aristocracia...sem Rei!

O meu caro amigo, como todos nós, não passa de mais uma ovelhinha a pastar na pradaria da ignorância

bem haja
19 de Abril de 2010 07:24


De Diferenças a respeitar a 6 de Outubro de 2009 às 17:03
Eu não gostar da bandeira (prefiro a verde-amarela...)

Eu discordar do senador Soares:
esta é a 3ª (e não a 2ª) República, pois a segunda (de que não gostei) foi a de 1926 a 1974.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 6 de Outubro de 2009 às 17:11
Eu concordar contigo.
Tá a ranjar uma bandeira só prá gente... muta gira
e também não gostei da 2ª República
Acho que o senador como também nã gostou, quer esquecer...


De Porque sou a favor da República a 6 de Outubro de 2009 às 14:29
Respeito o chefe de estado (nosso e de outros países democráticos, republicanos ou monárquicos), tal como respeito qualquer PESSOA especialmente se tiver comportamento 'civilizado' e tolerante,... mas não gosto de ser súbdito de ninguém !
nem servo, nem ''capacho'' !
se alguma vez o for é porque a força bruta ou a imposição injusta a isso me obriga.

Igualdade entre pares é o princípio mais justo.
Se assim não for, então que seja eu o monarca !!
- pelo menos enquanto estiver convencido que não sou menos (talvez eu até seja bem melhor em algumas áreas) do que os outros.

Já me basta ter de ''engolir'' (para manter o emprego) alguns 'chefes chefinhos e chefões' sem ou menor categoria técnica, académica ou cívica... - muitas vezes apenas o são por actos de NEPOTISMO e falcatrua... - porque àqueles a quem reconheço mérito e capacidade não me custa obedecer e colaborar com eles/elas.

É por isto que sou Republicano.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 6 de Outubro de 2009 às 15:37
É por estas e por outros pensamentos e comportamentos aqui mostrados, que não vamos a lado nenhum.
Este comentário fez-me lembrar várias coisas, uma o Bocage e aquela piada "... e quando na rua gritei - oh putas quem quer laranjas - até a minha irmã e a minha mãe, vieram à janela..."
Lamento muito que o amigo tenha que "engolir o emprego...", mas tem sempre a hipótese de não engolir. Diga o que pensa aos seus "chefes, chefinhos e chefões" e assuma -se. Não seja, como é que hei-de dizer... um vendido (não quis ofender). Isso é conversa de prostituta, que não deixa de o ser por ganha um bom salário, trabalhar num Centro Comercial custa muito e ganha-se menos... A luta faz-se com sacrifícios. E se "engole" e não vomita, pode não apreciar, mas gosta. Tem um preço - o do salário.
É como os outros, merecem-se uns aos outros.
Outra coisa que o seu comentário me lembra, é quando um antigo colega meu, no antigamente, era enquanto estudante da faculdade todo contestatário, no dia em que finalista, foi convidado para Professor Assistente, nunca mais ninguém o ouviu contestar o que quer que fosse. Essa está mal porque sou eu a obedecer, mas já está bem se for eu a mandar, é de uma grande tristeza intelectual e moral.
Foram exemplos disso a prática de inúmeros regimes de ditadura quer fascistas quer sociais fascistas.
Lembra-me ainda o pós 25 de Abril, no meu bairro castiço de Lisboa, onde todos os meus vizinhos que eram da PIDE (bufos como se dizia) passaram todos para o PCP...
E faz-me extrapolar que tudo estaria bem consigo se a sua "mulher, mãe, irmã e filhos" tivessem um "tacho" - está mal porque são as dos outros, né?


De pela Répública e pela Igualdade ! a 6 de Outubro de 2009 às 16:18
Parece que lê, interpreta e extrapola mal ... e vomita ...
Inspire ar fresco e tente perceber:

«...Igualdade entre pares é o princípio mais justo. »

«...não gosto de ser súbdito de ninguém !
nem servo, nem ''capacho'' !
se alguma vez o for é porque a força bruta ou a imposição injusta a isso me obriga.»

«...àqueles a quem reconheço mérito e capacidade não me custa obedecer e colaborar com eles/elas.»

Em Monarquia, só na posição de Monarca não rebaixaria a minha Liberdade, Igualdade ...

Ah... não sou Herói nem masoquista !


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 6 de Outubro de 2009 às 16:52
Eu, eu, eu, eu, eu eu...
Já viu bem como escreve/pensa?
Tudo centrado em si.
"EU, não gosto de ser súbdito..."
"EU, não gosto de ser servo..."
"EU, não gosto de ser capacho..."
"...àqueles a quem EU reconheço mérito e capacidade..."
"só na posição de Monarca EU não rebaixaria a minha Liberdade..."
"só na posição de Monarca EU não rebaixaria a minha Igualdade..."
Se isto não é egocentrismo, vou ali já venho!
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

Eu, eu, eu, eu, eu eu... <BR>Já viu bem como escreve/pensa? <BR>Tudo centrado em si. <BR>"EU, não gosto de ser súbdito..." <BR>"EU, não gosto de ser servo..." <BR>"EU, não gosto de ser capacho..." <BR>"...àqueles a quem EU reconheço mérito e capacidade..." <BR>"só na posição de Monarca EU não rebaixaria a minha Liberdade..." <BR>"só na posição de Monarca EU não rebaixaria a minha Igualdade..." <BR>Se isto não é egocentrismo, vou ali já venho! <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Estavamos</A> feitos no dia em que fosse vossemecê a mandar e a bitola do que é "mérito e capacidade"... <BR>Talvez não e esteja a ser injusto, mas lá que parece, parece.


De marcadores a 6 de Outubro de 2009 às 12:31
Ainda bem que no Luminária se pode postar ou comentar livremente ideias e ideais...
Pena é que por vezes isso seja menos bem tolerado por alguns.
Faz-me lembrar tempos do antigamente: Podes dizer o que te apetece, mas levas...
É muito diferente ter uma opinião diferente, pensar de outra maneira, do que ser contra.
É mais uma vez a política do futebol... Mais que ser do Benfica há sempre quem seja anti-Porto ...
Triste, mas é o que temos.
E já agora: A Bélgica, Suécia ou a Espanha, são menos evoluídos enquanto Países ou Democracias, por terem um Rei em vez de um PR ?
Será que termos tido 40 anos de regime Republicano com Salazar, nos deu alguma glória?
Não foi apenas com o 25 de Abril que se recomeçou a cumprir o ideário da República? E não foi com Juan Carlos que esse mesmo ideário começou a ser cumprido? Não se calhar foi com Franco que era republicano...
Será que temos orgulho no PR que nos representa?
Haverá quem diga sim e haverá quem diga, não.
O que importa é que sem educação as democracias são fracas, sejam elas com Rei ou com Presidente.
Quem se revê num regime e não o questiona porque acha que o pode pôr em causa, é míope intelectual e a causa de empobrecimento do regime.
Quem acha que os seus filhos são os mais belos e os melhores é cego e a tem imensas hipóteses da beleza da Vida lhe passar ao lado.
Bem hajam.



De Banas há muitas e chapéus também a 6 de Outubro de 2009 às 12:48
O que vale (valha-nos isso) é que, para bem e bastante para mal, é que nesta rés-publica também há bananas, olá se as há.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 6 de Outubro de 2009 às 14:04
Em Espanha (Monarquia) felizmente não, não há bananas
Há plátanos...


De Herdeiros e Nepotismo a 6 de Outubro de 2009 às 12:02
De DD a 12 de Junho de 2009 às 21:30

Na Roménia foi considerado escandaloso o facto de o presidente colocar a sua filha na lista dos deputados elegíveis ao PE; na Itália, Berlusconi colocou lá algumas antigas amantes e "amigas" caracterizadas pela sua beleza.
É certo que os partidos comunistas e trotsquistas não se incomodam com a monarquia comunista da Coreia do Norte, nem com a ditadura da família Castro em Cuba.
Eu considero que os partidos não devem escolher pessoas por serem da família ou por terem relações sexuais.
Como socialista, sou fundamentalmente republicano e anti-monárquico. Acho que a política não deve ser dirigida por famílias ou por pessoas com outras relações que não sejam a qualidade e o prestígio junto das massas populares.


De Abaixo o NEPOTISMO directo e cruzado! a 6 de Outubro de 2009 às 12:30
Aqui é que está o busílis.
Seja em Monarquia (e existem bons exemplos de monarquias, como na Escandinávia, onde não existem ''nobres'' nem títulos de nobreza, para além da família real, e, até, os títulos académicos raramente são exibidos, antes se tratando todos entre si por ''senhor'' ou ''senhora''...)

ou em República, existe o problema - a combater - de dar preferência/ transmitir cargos e prebendas aos seus parentes (consortes, filhos, genros, sobrinhos, ...), eliminando os ''plebeus'' do acesso ou relegando-os para posições secundárias... - porque independentemente do seu mérito pessoal, o que realmente conta são as relações familiares.
Isto é NEPOTISMO e tanto deve ser combatido em monarquia como em república.
Para disfarçar, os ''barões'' detentores do poder (político, económico, cultural, sectorial, administrativo, autárquico, ...), por vezes utilizam o NEPOTISMO Cruzado :
em que o ''barão'' detentor do cargo, em vez de nomear/ atribuir o cargo/ 'tacho' directamente ao familiar atribuem/nomeiam o familiar de um outro ''barão'' e este faz algo semelhante oferecendo cargo/tacho ao familiar do ''barão'' amigo, sócio ou correlegionário...
Deste modo, mantém-se a fachada legal e ética, e os filhos e parentes de barões sucedem-se no poder(es) e vão estendendo os seus tentáculos para todas as áreas 'rendosas'.



De marcadores a 6 de Outubro de 2009 às 12:37
É isso mesmo. O que conta mesmo são as pessoas e a forma como elas se comportam. Tudo o resto é paisagem... Há quem goste de Campo e quem goste de Praia. Interessa é a maneira como se vive - não nós próprios, mas nós TODOS enquanto país.


De Nepotismo e telhados de vidro... a 6 de Outubro de 2009 às 14:58
«... Eu considero que os partidos não devem escolher pessoas por serem da família ou por terem relações sexuais.

Como socialista, sou fundamentalmente republicano e anti-monárquico.
Acho que a política não deve ser dirigida por famílias ou por pessoas com outras relações que não sejam a qualidade e o prestígio junto das massas populares. »»- DD

Partilho inteiramente estas afirmações de DD - um dos fundadores do Partido Socialista.
Em outros aspectos e pormenores ... nem sempre concordo com o que DD escreve - mas a sua 'praxis' merece-me muito respeito.

Se calhar, muitos 'barões' e bem falantes ''saltitões'', de vários partidos ou 'independentes', sempre por cima da ''carne seca'', têm vindo a 'colocar bem' os filhos, filhas, genros, consortes, ... - cujas ligações e estórias DD e outros históricos conhecem bem.

Sem negar ou esconder o que se passa noutros países e em outros partidos, também internamente existe demasiado Nepotismo e telhados de vidro... e um verdadeiro democrata e republicano não pode calar e não deve olhar só para o lado...


De República vs Monarquia a 6 de Outubro de 2009 às 11:58
De Xa2 a 30 de Setembro de 2009 às 15:07
''Desculpem, soberano não posso dizer, pois pode ser considerado monárquico e isso é pecado..., neste blog de republicanos, socialistas e laicos.'' - é afirmação incorrecta.

Quem é ou o que pode ser «Soberano»?:
- um governante (imperador, rei, príncipe, ...);
- uma casta ou classe (sacerdotal, militar, financeira, fundiária, ...oligarcas)
- os governados (o Povo, cidadãos eleitores);
- algumas instituições (não as pessoas/membros, mas ''estas em função'': Pres.República ou rei; parlamento ou A.R.; tribunais / juízes; Governo; ...'conselho supremo')
- a LEI, com a primazia da Constituição --- a nossa preferida (apesar dos maus tratos, 'seguimentos', interpretações e aplicações).

No blog «Luminária» não é ''pecado'' ser monárquico, nem ser religioso, nem ter outra filosofia ou ideal político ou partidário.
Neste blog defende-se a Igualdade de Direitos (e deveres) e uma Cidadania activa, sempre de modo Democrático e tolerante.

Quanto a ser ''súbditos'' de (pretensos) monarcas ou ''nobres'' (titulados ou sem título, herdeiros para-legais ou ilegítimos) isso NÃO !!
''Nobreza'' só de coração, intelecto e actos, por mérito próprio, fraternalmente reconhecido e nunca hereditário.

Somos cidadãos nascidos e criados numa República, exigimos igualdade de tratamento e de acesso e defendemos o Bem Público (da ilegítima apropriação ou assalto, estrago e deterioração) !

As opções de cada 'postante' ou comentador são pessoais e só a ele/ela vinculam.
A fé, religião ou a sua falta (do laico até ao ateu...do animista ao budista, do sefardita ao 'supremo arquitecto do universo', ...) não é aqui assumida em termos colectivos, o que não impede de ser abordada e de ser uma livre opção individual.

Quanto ao ideal e prática política-partidária, neste blog reconhece-se um 'mainstream' ''socialista'', o qual não é impeditivo de várias ''correntes'', com apoiantes e críticos em diversos graus e fases... para além de algum humor, ironia, militância, sindicalismo, ecologismo, ... e até 'anarquismo'.

Sejam felizes.


De Viva a Res Pública !! a 6 de Outubro de 2009 às 11:50
Viva a 1ª República portuguesa !

Separação do Estado da Igreja
Registo Civil obrigatório
Laicização do ensino

Igualdade de direitos civis entre homens e mulheres
Lei do divórcio
Criação de Universidades fora de Coimbra
Fomento do ensino primário e secundário
Equilíbrio das contas públicas

Tudo isto devemos à 1ª República Portuguesa.

Etiquetas: república
Publicado por Ricardo Alves, esquerda republicana, 5.10.2009


De Milhões para ''comissões''... a 6 de Outubro de 2009 às 11:33
… Relativa à efeméride que hoje se comemora (???) e visando obstar ao crescimento da despesa pública, passaria pela extinção da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, vulgo CNCCR. É inconcebível que se delapidem 10 milhões de euros (dos quais já ”derreteram” pelo menos meio milhão) ...


Comentar post