A Dra. Manuela Ferreira Leite, líder (por enquanto e ao que parece a curto prazo) do PSD que, como se viu, não tem ideia nenhuma para o país, quer saber que ideias de governação o PS tem para apresentar, enquanto responsável governativo.
A (a ainda) líder do PSD, pretende que o PS não governa segundo o seu próprio programa apresentado a sufrágio e não percebeu que José Sócrates precisa de tempo para resolver o “diferendo” existencial entre a ala esquerda do seu próprio partido, que recusará alianças à direita com um PP populista e irresponsavelmente conservador ou um PSD vazio de ideias e a pressão de empresários sempre habituados em alternar entre a mama do Orçamento do Estado e os baixos salários com a concomitante precariedade no emprego quando não as duas em simultâneo. Empresários tais que vendo a debilidade do PSD não se coibiram de o substituir na oposição reivindicativa ao governo, mesmo antes de este ter sido formado.
Sócrates, respeitando os seus próprios compromissos e, acima de tudo, os evidentes sinais manifestados pelos portugueses através do seu voto não terá, não poderá ter, duvidas sobre qual a opção tomar para formar governo com personalidades (militantes e independentes) de credível competência, culturalmente de esquerda e, acima de tudo, que dêem garantias de actuação de rigor, trabalhem com honestidade, e observem práticas transparentes na gestão dos recursos públicos. Pessoas totalmente adversas a quaisquer indícios de corrupção.
Não é fácil, mas é absolutamente necessário, para que os portugueses possam acreditar nos seus governantes em particular e nos políticos em geral.
Os resultados eleitorais obrigam ao sentido de responsabilidade e à partilha da mesma, sobretudo à esquerda dos futuros parlamentares e respectivos grupos com assento na Assembleia da Republica. O modelo de “democracia assertiva” tem de ser mais inclusivo do que o de “cooperação conflitual” sob pena da esquerda dar argumentos à direita para que esta a venha a acusar de relação fratricida mais própria de contendores de guerras sucessórias.
Sem radicalismos, é necessário, será possível e (porque não) obrigatória uma convergência governativa à esquerda. Depende do PS é certo, do BE e do PCP dependerá muito mais, assim estes, sem perder a face não compliquem entendimentos.
Para bem do país e satisfação dos portugueses.
De Porquê só agora?! ... já desapareceram a 6 de Outubro de 2009 às 11:13
Submarinos...
[Publicado por AG] [Permanent Link]
"E depois de eu ter escrito aqui, no CAUSA NOSSA, que fonte ligada ao processo de aquisição revelara que depois da entrada em cena da ESCOM os custos para o erário público do programa de aquisição haviam disparado em mais de 35%, em comissões distribuidas à esquerda e à direita, alguém no Governo ou no PS agiu ou reagiu?".
Este é um extracto de post que escrevi aqui no CAUSA NOSSA, em 1 de Julho de 2008.
2.10.2009
De Impostos e dívidas a 6 de Outubro de 2009 às 11:37
“Por que os impostos não vão baixar” de Camilo Lourenço (Jornal de Negócios)
Fernando Teixeira dos Santos, o provável “novo” ministro das Finanças, disse ao “DE” que Portugal não vai precisar de “medidas draconianas para cortar o défice (orçamental)”. Em sua opinião, o défice (que, o ministro insiste, ficará em 5,9%) explica-se pelos apoios que o Governo deu para minimizar a crise (nomeadamente às empresas) e pela redução de receitas fiscais (associada à recessão). Quando os apoios forem retirados e a economia recuperar, pressupõe-se das suas palavras, o défice voltará ao patamar dos 3%.
Talvez sem querer, Teixeira dos Santos resumiu aquela que é a maior debilidade estrutural da nossa economia: a rigidez da despesa pública. Ela significa que de cada vez que temos uma recessão, com a inevitável quebra de receitas, o défice dispara. Ou seja, a despesa pública é excessivamente rígida e não deixa margem de manobra para o Governo (este ou outro) reduzir a pressão fiscal.
Mas as suas palavras confirmam também que o esforço de consolidação orçamental, repetido “ad nauseam” pelo Governo, foi mais “vaporware” que realidade (o Banco de Portugal explicou isso num dos últimos relatórios): bem vistas as coisas, o maior contributo para a redução do défice veio das receitas, e não da contenção da despesa.
Nada disto teria grande importância se as consequências para a economia (e famílias) não fossem trágicas. É que com este nível de despesa pública (fora a dívida pública, de que Teixeira dos Santos se esqueceu de falar) é impossível baixar impostos.
De Luminários a 6 de Outubro de 2009 às 14:19
Como alguém já referiu em comentários a outros postes "ainda bem que aqui no LUMINÁRIA , salvaguardando um ou outro exagero pontual, posta-se e comenta-se livremente"
Parabens e continuem sempre livres, ainda que comprometidos ideologicamente, mais que partidariamente, ainda que também.
De outro anónimo Tolerante e Crítico a 6 de Outubro de 2009 às 14:33
isso mesmo, 'Luminários' - que podemos ser todos nós.
De marcadores a 6 de Outubro de 2009 às 17:08
"Sem radicalismos, é necessário, será possível e (porque não) obrigatória uma convergência governativa à esquerda."
Mas como se essa tal "esquerda" não está interessada em responsabilidades governativas, ou seja, passar da "conversa da treta"/utopia para a realidade/prática?
Não está preocupada com o País (governar) mas apenas com os linguajares na Assembleia da República, pois o ordenado não é mau, os anos para a reforma são poucos e a notoriedade enche-lhes o ego - acreditam que são "alguém".
Qual igualdade, qual entre pares... e outros republicanices ou democratices ...
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