2 comentários:
De Izanagi a 27 de Outubro de 2009 às 10:54
Todos os portugueses, todos não… aqueles que têm alguma memória, ainda que só recente, lembram-se de propostas em programas de governo, que foram sufragadas, mas não foram implementadas, mesmo quando a maioria dos eleitores sufragou essas medidas. Actualmente apenas um terço dos eleitores sufragou a medida. Por aí, tem uma legitimidade muito duvidosa.
Não conheço pessoalmente a Sofia Loureiro dos Santos, mas conheço-a através das suas crónicas enquanto porta-voz não oficial do anterior governo. Não sei se é casada, mas no pressuposto que é, por que motivo quando em alguma situação, oficial ou não, for questionada se é casada e responder sim, ser legítimo pensar: é lésbica. Ou do marido concluir-se, 90% erradamente! que é homossexual.
O substantivo casamento é um conceito que define uma situação muito objectiva e que mais de 80% da população teoricamente pode vir a integrar. Qual a legitimidade para menos de 20% da população criar uma nebulosa num conceito tão transparente, quando, com facilidade se pode criar um conceito que defina, com rigor e sem possibilidade de diferentes interpretações, esse diferente contrato? Sim, o contrato celebrado entre homossexuais não reúne os requisitos que o contrato casamento exige.
O que é legítimo é que os homossexuais exijam a atribuição dos mesmos direitos e obrigações que é atribuída aos heterossexuais quando casam, ou a estes quando vivam em união de facto.
Seguramente que a maioria da população não se oponha a esse desiderato. Mas, aparentemente o objectivo de alguns homossexuais, numa atitude egoísta, não é esse, mas sim a provocação, correndo o risco de prejudicar todos os outros que apenas aspiram a uma igualdade de direitos e obrigações.


De Alex a 28 de Outubro de 2009 às 09:41
"Sim, o contrato celebrado entre homossexuais não reúne os requisitos que o contrato casamento exige."

Ai não?

Não me diga que vem outra vez com a história dos filhos. Então repito a pergunta:
Os casais sem filhos, não são casados ou não devem ser?
Talvez nesse caso seja melhor divorciarem-se não vá a situação causar dificuldades de linguagem. Imagine-se que a Sofia Loureiro ou outra pessoa diz que é casada e afinal não tem filhos. A perplexidade que isto causa no interlocutor. Sim, arranje-se outro substantivo, casamento não....
A dificuldade que neste País, laico na letra da lei, algumas pessoas têm em separar estado e religião é preocupante.


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