2 comentários:
De como se recicla/ forma um governo a 2 de Novembro de 2009 às 10:35
Secretários de Estado oriundos de várias alas
[ALEXANDRA MARQUES, JN, 30-10-2009]

Entre os 17 novos secretários de Estado há os que têm ligações a personalidades do PS, os muito próximos de Sócrates e os tecnocratas, alguns nem filiados. Desavenças e ambições ditaram algumas exclusões.

Para além das duas promoções dos homens de maior confiança do primeiro-ministro - o chefe de gabinete Pedro Lourtie para os Assuntos Europeus e do adjunto político, considerado a eminência parda de S. Bento, José Almeida Ribeiro, para seu secretário de Estado adjunto -, as estreias têm outros tipos de razões: partidárias ou tecnocráticas.

Entre os novos governantes com um percurso ascendente dentro do aparelho partidário, contam-se José Junqueiro, próximo de Jorge Coelho, que volta ao Governo depois da experiência no Executivo de Guterres.

As escolhas revelam também que várias sensibilidade internas estão representadas, a começar pelos chegados a António Costa: Marcos Perestrello, que se prestou ao "sacríficio" eleitoral em Oeiras, contra Isaltino Morais, fica com a Defesa e o Mar, enquanto Dalila Araújo, governadora civil de Lisboa e candidata na lista de Costa ao executivo municipal nas eleições de dia 11 - mas que, na distrital do PS/Lisboa, pertenceu à direcção de Joaquim Raposo - obtém a Administração Interna.

A subida de João Tiago Silveira (adjunto da Presidência) e a continuidade de Bernardo Trindade (Turismo) também são apontadas como tendo o "dedo" do antigo número dois de Sócrates no Executivo. António Costa também terá influenciado a saída de Ana Paula Vitorino dos Transportes. A ruptura entre ambos deve-se ao negócio dos contentores do Porto de Lisboa e à expulsão da câmara da administração do Metropolitano.

Quanto às saídas de Eduardo Cabrita (Administração Local) e de Ascenso Simões (Desenvolvimento Rural e das Florestas), são explicadas por ambos ambicionarem mais do que tiveram na anterior legislatura.

Se a ala (João) soarista é visada com a entrada do ex-vereador da Câmara de Lisboa, Vasco Franco, para a Protecção Civil, os alegristas podem aplaudir a indigitação (na Justiça) do advogado João Correia, presidente do MIC (Movimento de Intervenção e Cidadania) - que apoiou Manuel Alegre nas presidenciais de 2006.

Há ainda os que tiveram um "empurrãozinho" de figuras mais antigas ou influentes do partido: Jorge Lacão não terá sido alheio à indigitação de Elza Pais para a Igualdade. Assim como Capoulas Santos terá apoiado a nomeação de Rui Barreiro - seu director-geral no Governo - para uma das pastas da Agricultura.

O ex-conselheiro de Guterres, Óscar Gaspar, que trabalhou com Pina Moura, volta ao Governo mas para a Saúde e Elísio Summavielle - sampaísta e candidato de Costa em 2007 - vai coadjuvar Gabriela Canavilhas, na Cultura.

Se Fernanda Carmo deixa o anonimato da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo para o Ordenamento do Território, Carlos Zorrinho salta da coordenação do Plano Tecnológico para a Energia e da Inovação.

Restam os tecnocratas, independentes ou filiados, cujo percurso profissional se sobrepõe ao protagonismo partidário, em que se destacam os dois "ajudantes" de Isabel Alçada: próximos da ex-ministra da Educação. Se Alexandre Ventura integrou o Conselho Científico de Avaliação, João Mata foi assistente de investigação de Maria de Lurdes Rodrigues.

Nas Finanças, Teixeira dos Santos promoveu o ex-chefe de gabinete, Gonçalo Castilho, e foi buscar Sérgio Vasques (pós-graduado em Direito Fiscal) para os Assuntos Fiscais. Para os Transportes foi escolhido um entendido, tal como o ministro: ex-comunista.


De Descrente a 27 de Outubro de 2009 às 22:19

É, efectivamente, um governo que promete. mas, atenção de promessas está o inferno cheio diz o povo e com muita razão visto que as reformas que foram, sendo feitas continuaram , também como sempre a prejudicar os mesmos assim como a beneficiar.

Tanto na administração da justiça, passando pela reforma da administração publica ou do ensino, com tanto simplex , é verdade que só se sentiram benefícios em termos de desmaterialização das burocracias ao nível contratual e registral e pouco mais.

O mais importante continua por fazer que é tornar a justiça (e os preços santos deus, se é que ele existe) e os serviços do Estado mais rápidos e eficazes nas respostas atempadas às solicitações feitas pelos cidadãos.


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