14 comentários:
De -Cidadão activo ou 'tuga comido' ? a 2 de Dezembro de 2014 às 17:00

E agora?

Agora há um vazio. Partidos políticos que estão no lugar que há muito ocupam embora tenham perdido a confiança de grande parte dos seus apoiantes.
Um governo que está a usar a proteção da União Europeia e das suas troikas para transformar a sociedade portuguesa em benefício de uma ínfima minoria.

Agora há uma maioria no poder que nas próximas eleições deverá ser afastada, mas nada de sólido e confiável para a substituir.

Agora queremos diferentes coisas. Coisas contraditórias.
Segurança, por um lado. Mudança, por outro.
Não queremos correr riscos. Queremos corrê-los para que tudo não fique na mesma.
Sabemos que a política não é pêra doce, nem nada que seja sempre bonito de se ver.
Não queremos meter-nos na política. Queremos meter-nos porque se não haverá outros (eventualmente os menos recomendáveis) que o farão por nós.
Sabemos que a política nesta União Europeia deixou de ser a arte do possível. Sabemos que se não houver quem queira arriscar o (quase) impossível, outros continuarão a fazer o que dizem ser a única possibilidade.

Agora há um vazio político que começa a preencher-se. Vemos nascer novos movimentos políticos, partidos, candidaturas, muitos deles exprimindo sincera vontade de mudança.
Vemos gente que se mobiliza e organiza. Alguns trazem consigo experiências anteriores. Outros chegam agora.
Concordam, discordam, discutem, unem-se, dividem-se, aprendem. Não são super-homens, nem super-mulheres com estômago para tudo. São frágeis como é normal.
Ainda bem que assim é. Talvez haja lugar para muito mais gente nessa política de gente frágil.
Dessa forma não ficamos dependentes de heróis com estômago de aço.

(-por José M. Castro Caldas, Ladrões de B., 30.11.14 )


De ONU: austeridade prejudica a maioria. a 5 de Dezembro de 2014 às 09:25
Comité dos Direitos Económicos Sociais e Culturais, das Nações Unidas (ONU) considera que a «ajuda externa» teve um "impacto adverso" em Portugal, em particular nos direitos dos trabalhadores, segurança social, habitação, saúde e educação ... defendendo a necessidade de ir abandonando as medidas de austeridade ...



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