Espelho meu...

«O cabeça-de-lista social-democrata às eleições europeias, Paulo Rangel, acusou no sábado à noite o PS de usar espelhos nos comícios.

Ao subir ao palco, durante um comício do PSD no pavilhão municipal de Barcelos, Paulo Rangel observou: “É impressionante esta moldura humana.”

“Isto sim, é uma festa social-democrata, uma festa que não tem espelhos, que não tem efeitos especiais, ao contrário dos comícios do PS, onde se usam espelhos para duplicar as imagens”, acrescentou.

O comício do PSD começou com mais de uma hora de atraso, tempo durante o qual o pavilhão se foi enchendo, com a ajuda do “speaker”, que pedia à “malta jovem” para ocupar o rinque, que então se encontrava meio vazio.» [Público]

 

Que jeito dava ao Paulo Rangel este espelho e respectivos efeitos especiais.


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Publicado por JL às 23:38 de 31.05.09 | link do post | comentar |

Já tenho saudades

Luís Figo começou a dar os seus primeiros pontapés na bola no União Futebol Clube "Os Pastilhas", um clube de bairro da freguesia da Cova da Piedade, antes de ser transferido para o Sporting Clube de Portugal onde jogou 4 anos e fez sucesso. Atraiu a atenção do FC Barcelona onde jogou 5 anos de sucesso, sendo 2 vezes campeão nacional. Mais tarde surgiu uma proposta milionária do "outro" gigante, Real Madrid, onde jogou também 5 anos e foi por 2 vezes, campeão nacional. Depois rumou para o Inter de Milão onde foi sempre campeão.

Foi eleito o melhor jogador da Europa em 2000. No ano de 2001, Figo foi escolhido como o melhor jogador do mundo pela FIFA.

Participou em vários Campeonatos da Europa e do Mundo, representando Portugal.

O seu estilo de futebol é clássico, com cruzamentos milimétricos e dribles curtos e certeiros.

Luís Figo é casado, desde 2001, com a modelo sueca, Helen Svedin.

Em Maio de 2009, Figo anunciou o fim da sua carreira como jogador profissional de futebol. Hoje foi o derradeiro jogo.

Já tenho saudades.

 


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Publicado por JL às 20:42 de 31.05.09 | link do post | comentar |

Quem tem medo arranja um cão

Manuela Ferreira Leite a propósito da instalação obrigatória de "chips" nas matrículas:

«Cada um de nós vai passar a ser localizado em qualquer momento. Alguém, não sabemos quem, vai passar a fazer esse controlo e isso é absolutamente inadmissível. Pelo menos, deveria ser facultativo. Então eu agora de cada vez que vou para um lado tenho a certeza de que alguém sabe onde é que eu estou? Então eu já tenho medo de ouvir o telemóvel com medo de estar a ser escutada, agora ainda vou ter medo de sair de casa com medo de ser seguida?» [Público]


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Publicado por JL às 19:03 de 31.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Um homem só

Paulo Rangel espirra, transpira, derrete. É um homem sozinho, em dias de 32º C com um sol radiante. Um verdadeiro globe-trotter disposto a acorrer a tudo, empenhado em responder a todos. Paulo Rangel está sozinho na fase intensa da campanha eleitoral. Manuela Ferreira Leite evaporou-se. Os vice-presidentes do partido eclipsaram-se.

Os barões do PSD assistem à corrida. Mas Rangel não está para brincadeiras. Fez um programa do governo para tentar ganhar o lugar de deputado ao Parlamento Europeu. Chapou os ‘highlights’ do programa, que não foi discutido nem sufragado por ninguém no PSD, colocou a sua foto, um primeiro plano com brilhantina e tudo, inundou o país de cartazes e continua a sua volta a Portugal. Até nos cartazes Paulo Rangel está sozinho. Talvez não seja exagero dizer-se que Rangel fez um golpe de Estado, tomou o poder e não dá cavaco às tropas. É indiscutível que ele vale por muitos. Fez mais em 15 dias do que Manuela Ferreira Leite em meses. Não se sabe se Manuela Ferreira Leite ainda é líder do partido ou não. Não se percebe se os vice-presidentes ainda vice-presidenciam alguma coisa.

O que é um facto indiscutível é que Paulo Rangel continua sozinho. Ninguém esclarece se é Paulo Rangel que dispensa a presença dessas figuras do PSD ou se são essas figuras que, face aos resultados negativos das sondagens, já apanharam outro comboio para não serem chamuscadas. O estoicismo de Paulo Rangel é grande, mas as forças vão-se quebrando. Contudo, ainda dispara para tudo o que mexe. Dá ideia que lhe falta estratégia, apoios, meios, solidariedade, palavras amigas etc, etc. e a campanha prossegue sem norte. A sua obsessão está centrada no primeiro-ministro e secretário-geral do PS.

"Dizei uma só palavra e eu disparo" – é o lema da campanha de Paulo Rangel. Mas os resultados não aparecem. Nunca vi o PSD em roda livre, só agora. Cada um faz o que lhe dá na gana. Por exemplo, Rangel nunca disse nada sobre o Parlamento Europeu, mas quer ser deputado à Europa. Francamente, eu acho que ele aproveita o tempo e os tempos de antena para tentar vir a ser primeiro-ministro de Portugal. Mas... e Manuela? Não gosta de comícios, não gosta de debates, não gosta de política. Como quer ser alternativa a Sócrates? Um conselho a Rangel – esqueça o Parlamento Europeu, substitua Manuela na liderança do PSD, escolha uma equipa de combate e parta à conquista das legislativas. [Emídio Rangel, Correio da Manhã]


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Publicado por JL às 17:07 de 31.05.09 | link do post | comentar |

O desemprego no âmago do capitalismo!

O desemprego não é conjuntural, mas estrutural, ou seja, é produzido no âmago do sistema capitalista, o qual encontrou uma forma de acumulação, chamada ‘acumulação flexível’, que elimina uma imensa quantidade de trabalhadores da possibilidade de obter um emprego.

Ao mesmo tempo, a flexibilização das relações entre capital e trabalho tem oportunizado a geração de postos de trabalho cada vez mais precários, assim, não é por acaso que também nos países centrais do capitalismo, cresce o número de pessoas que fazem da rua o seu local de trabalho. Quem anda pelo Rio de Janeiro ou em qualquer outro centro urbano já percebeu que se faz sol e o trânsito engarrafa, é dia de muitos vendedores de água mineral. Como se fosse um mistério da natureza, quando chove, ‘chovem’ guarda-chuvas por todos os lados. Se nos perguntassem que profissões, actualmente estão ‘em alta’ no mercado, poderíamos dizer que, são a dos moto-táxis e catadores de latinha, além de psicólogos e psiquiatras para tentar driblar os problemas de saúde mental agudizados pela mais nova crise económica (leia-se crise do capital).

Tornando-se uma mercadoria cada vez mais lucrativa para os empresários do ensino, a escola e a universidade-empresa prometem desenvolver as chamadas competências básicas para a empregabilidade e para o empreendedorismo (sendo este último, a mais nova versão do ‘ganhar a vida por conta própria’). No actual contexto em que a capacidade destrutiva do capital repercute na deterioração do planeta e das condições de vida dos seres humanos, seria pura ‘ideologia’ dizer que o problema do desemprego será superado com aumento de escolaridade e com a melhor qualificação profissional dos trabalhadores. Na verdade, apesar da esperança dos trabalhadores e seus filhos, a escola ajuda, não pode ser considerada como a ‘redentora da humanidade’, no sentido de propiciar um lugar ao sol a todos os cidadãos. No regime de acumulação flexível, assegurado pelas políticas neoliberais que retiram da população os direitos sociais historicamente conquistados, não há lugar para todos. Com poucas oportunidades de “trabalho decente” (conforme apregoa a Organização Internacional do Trabalho – OIT), apenas os ‘mais aptos’ sobreviverão.

É fundamental garantir uma Educação Básica que seja pública, gratuita e de qualidade social para todos. Esta é uma palavra de ordem actual. No entanto, é hora de perceber que o objectivo da educação não é atender ao mercado, mas o bem-estar social e humano. A qualificação profissional de que precisamos é a que capacite reflexões e pensamentos, possibilitem a criação de propostas e práticas que modifiquem as relações económico-sociais em todos os seus aspectos. Afinal, o sistema capital não é um sistema inexorável. [Lia Tiriba via Bem Estar no Trabalho]



Publicado por Xa2 às 12:55 de 31.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Dia Mundial sem Tabaco


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Publicado por JL às 00:03 de 31.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A origem de @ (arroba)

Na Idade Média os livros eram escritos à mão pelos copistas.

Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço, nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem económica: a tinta e o papel eram valiosíssimos.
Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um 'm'ou um 'n') que nasalizava a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a Letra.
O nome espanhol Francisco, que também era grafado 'Phrancisco', ficou com a abreviatura 'Phco' e 'Pco'. Daí que foi fácil o nome Francisco ganhar em espanhol o diminutivo Paco.
Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de 'Jesus Christi Pater Putativus', ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde, os copistas passaram a adoptar a abreviatura 'JHS PP' e depois 'PP'. A pronúncia dessas letras em sequência explica porque José em espanhol tem o diminutivo de Pepe.
Já para substituir a palavra latina 'et' ('e'), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como ' e' comercial e, em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do 'and' ('e' em inglês) + 'per se' (do latim 'por si') + 'and'.
Com o mesmo recurso do entrelaçamento de letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina 'ad', que tinha, entre outros, o sentido de 'casa de'.
Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço; por exemplo, o registo contabilístico '10@£3' significava '10 unidades ao preço de 3 libras cada uma'.
Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês, 'at' ('a' ou 'em').
No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contabilísticas dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @, supuseram, por engano, que o símbolo seria uma unidade de peso. Para este entendimento contribuíram duas coincidências:
1- A unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo 'a' inicial lembra a forma do símbolo.
2- Os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo de '10@£3' como 'dez arrobas a 3 libras cada uma'. Então, o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.
Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa 'a quarta parte': arroba (15 kg em números redondos) correspondia a 1/4 de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).
As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais dactilografados). O teclado tinha o símbolo '@', que sobreviveu nos teclados dos computadores.
Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio electrónico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido '@' ('at' em inglês), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim Fulano@ProvedorX passou a significar 'Fulano no provedor (ou na casa) X'.
Em diversos idiomas, o símbolo '@' ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma: em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco). Noutros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel em Israel, strudel na Áustria, pretzel em vários países europeus.

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Publicado por JL às 00:00 de 31.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Os EUA atrás de Portugal em Saúde

Os EUA têm o maior orçamento militar mundial e mantêm mais de vinte mil bombas nucleares, milhares de mísseis intercontinentais e aviões e a sua marinha possui 14 gigantescos porta-aviões, cada um com mais de 5 mil pessoas de guarnição e dezenas de navios de apoio e defesa, etc., etc.

Contudo, não possuem um Serviço Nacional de Saúde e vimos hoje na televisão uma senhora famosa de 66 anos, hoje quase reduzida à miséria por causa de despesas de saúde apesar de ter um chamado bom seguro de saúde. A filha deu uma queda de cavalo e foi operado e o seguro só cobriu uma parte da despesa, o marido adquiriu a doença de Alzheimer, deu uma queda e fracturou o fémur, pelo que a operação complicada deixou mais umas centenas de milhares de dólares de dívidas.

A senhora disse à TV que tem de voltar a trabalhar e, eventualmente, vender a casa. Pelas imagens vê-se que é uma boa casa, típica da classe média alta norte-americana.

Nos EUA é preciso pagar uma fortuna em seguro de saúde para que este cubra um transplante cardíaco, uma doença grave de velhice, uma série de operações ou de tratamentos oncológicos, etc. O tratamento infantil da diabete tipo 1 ou 2 é caríssima e não há seguros de saúde que o cubram completamente.

Corre tudo bem nos EUA se uma pessoa não adoecer.

Uma cunhada médica que estagiou num grande hospital americano, encontrou um dia um jovem colega americano que tinha feito um entorse no “jogging” a tentar curar-se com o pé metido numa bacia de água e perguntou-lhe porque não ia ao hospital. A resposta foi simples: não tenho dinheiro, o hospital nada dá tratamentos gratuitos ao seu pessoal médico e enfermeiro e ainda não ganho o suficiente para ter um seguro de saúde.

Obama quer introduzir nos EUA um Serviço Nacional de Saúde, o que é uma tarefa ciclópica para uma nação com 300 milhões de habitantes em que os contribuintes aceitam que o dinheiro dos seus impostos vá para bombas atómicas, mas nada para a educação pública e para cuidados de saúde para todos.

A Organização Mundial de Saúde colocou, há tempos os EUA, no 31º lugar, enquanto que Portugal ficou no 13º e isto devido à falta de um SNS e porque quase 30% dos americanos não terem dinheiro para seguros de saúde.

O sistema liberal americano de seguros privados de reforma e saúde tem-se mostrado profundamente ineficiente e afectado pela crise. Milhares de pessoas das classes médias e até altas viram-se agora desprovidas de muitos dos seus meios, tendo mesmo alguns seguros de reforma falido completamente. As classes médias baixas estão, naturalmente, ainda em pior situação porque muitos dos seus membros não ganham para os respectivos seguros e ficam condenados no fim da vida aos chamados cheques sociais extremamente baixos e que variam muito de Estado para Estado.


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Publicado por DD às 22:00 de 30.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O email que deveria dar a volta ao mundo

email’s que não deviam ficar só entre um número restrito de amigos e cingirem-se apenas àquele tipo de passatempo que consiste, afinal, numa certa forma de comunicarmos uns com os outros, mesmo à distância.

Uns, porque nos mostram lindíssimas paisagens existentes no nosso Planeta, outros porque nos apresentam obras extraordinárias executadas pelas mãos de grandes artistas, outros ainda porque expressam pensamentos e sentimentos que nos fazem meditar e dar menos valor àqueles que o intereseirismo ou a apressada passagem do tempo nos levam a colocar em primeiro plano.

Por isso, muitas dessas mensagens deviam ser passadas ao maior número de pessoas, o ideal seria a todas, porque eram bem capazes de alterar profundamente a sua maneira de olhar para certas situações e o seu modo de estar no Mundo. Claro, sabemos bem, que nem todos são sensíveis a certos estados de espírito, pois estão mais vocacionadas para o imediatismo dos seus interesses e certas concepções político-sociais. Portanto, quanto a esses nada há a fazer, tudo o que se lhes pode dizer é como pregar no deserto.

Vêm todas estas considerações a propósito de um e-mail que recebi recentemente com o título “Este email deveria rodar o mundo” . E deveria mesmo, quanto mais não fosse por uma questão de justiça e de bom senso.

O referido email mostra-nos uma menina ainda de tenra idade a olhar, com ar entristecido, para o cimo de um altíssimo poste de iluminação para onde caprichosamente um balão, certamente por seu descuido, se lhe escapou das mãos e se fixou onde só muito dificilmente poderia ser retirado.

Por sorte, um cidadão qualquer, por sinal de cor, que casualmente por ali passava e apercebendo-se da tristeza da criança atreveu-se, mesmo arriscando uma queda fatal dada a elevada altura do poste, a trepar até ao seu cimo, desprendeu o balão, desceu o poste e quando se preparava para o entregar à criança, que estaria felicíssima por recuperar o seu balãozinho, chega entretanto a mãe da miúda, pega nela e num gesto brutamente arrebatado não deixa que a filha receba o balão das mãos do homem, naturalmente por ser negro. Foi simplesmente chocante de ver.

Que lições tirar desta cena? A meu ver, pelo menos três:

Uma, talvez a primeira lição, foi a inexplicável recusa e a ingratidão da mãe da menina, quando deveria ficar reconhecida pela atitude do homem, fosse ele preto ou branco. Era sua obrigação agradecer-lhe pelo seu trabalho, pelo risco que correu e pela sua amabilidade face à tristeza da criança pela perda do seu balão, que até poderia ser um outro brinquedo qualquer.

A segunda, foi a sua falta de consideração e compreensão perante a frustração da criança, que se viu privada de uma coisa que para ela poderia ter um valor estimativo muito para além do seu valor real, que era nulo ou quase nulo. O mais angustiante para a criança terá sido o sentimento de perda, coisa que a mãe não conseguiu ou não quis entender. Demonstrou bem que as suas capacidades de pedagoga não faziam parte do seu currículo.

Por fim, a mais repugnante, foi o racismo, não foi só um mero preconceito que evidenciou por não ter deixado a filha receber o seu balão já dado como perdido, mas milagrosamente recuperado, das mãos de um negro.

Um gesto que nunca se poderá aceitar, para mais porque machucou de forma violenta psicologicamente uma pessoa que acabara de praticar uma acção louvável. E que o terá entristecido de tal maneira que o levou a seguir para casa cabisbaixo e demasiado magoado.

Aquela cena, o mais certo, é ter sido encenada. Mas se o foi, não terá sido por acaso, ela reflecte o que muitas vezes se passa e teve em vista uma função que, à falta de melhor termo, chamaria de didáctica. Ela encerra em si mesma uma lição moral e vem mostrar-nos como muitas vezes as pessoas se comportam de uma forma inaceitável.

 Mas se ainda fosse fruto de um gesto irreflectido ainda se poderia desculpar, mas o caso vertente tem todas as características de um acto verdadeiramente consciente. E não é com comportamentos daquela natureza que se contribuirá para o apaziguamento social, sem o qual o Mundo nunca terá a paz tão desejada.

É por isso, que procedimentos deste tipo não poderão ser tolerados, antes deverão ser combatidos a todo o custo. Oxalá que todos os que tiveram oportunidade de verem o email hajam aprendido alguma coisa com ele. [C. Quintino Ferreira]


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Publicado por JL às 18:18 de 30.05.09 | link do post | comentar |

Sondagem Intercampus: Vital alarga vantagem

Vital Moreira ganha uma grande vantagem sobre Paulo Rangel e Nuno Melo, do CDS-PP, fica fora do Parlamento Europeu. São estas as duas principais ilações da sondagem realizada pela Intercampus para a TVI e Rádio Clube Português.

Na projecção dos resultados da sondagem, o PS atinge os 37,1%, o que lhe garante entre nove e dez deputados. O PSD fica-se pelos 32 (7 a 9 deputados), o Bloco atinge o limiar dos 10% (mais precisamente 9,9) e pode estar entre dois e três deputados. Em quarto lugar surge a CDU com 7,7 (1 ou 2 deputados) e no quinto vem, então, o CDS-PP, com apenas 3,5%, o que deixa Nuno Melo fora do Parlamento Europeu. Os outros partidos, todos juntos, deverão chegar aos 4,9%. [Portugal Diário]


Publicado por JL às 23:55 de 29.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Manuela Moura Guedes faz "jornalismo reprovável"

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera reprovável o desempenho da jornalista Manuela Moura Guedes na condução do "Jornal Nacional - 6ª", na sequência da discussão que a apresentadora teve em directo com o bastonário da Ordem dos Advogados.

"Consideramos esta forma de estar no jornalismo e de fazer jornalismo reprovável", afirmou o presidente do Conselho Deontológico (CD), Orlando César.
"O Conselho Deontológico não pode deixar de reprovar o desempenho de Manuela Moura Guedes na condução do 'Jornal Nacional - 6.ª feira' e concitar a própria e a direcção da TVI ao cumprimento dos valores éticos da profissão", refere o órgão em comunicado.
Numa reunião realizada hoje, os membros do CD analisaram a emissão de 22 de Maio do "Jornal Nacional", em que a jornalista Manuela Moura Guedes e o bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, tiveram uma discussão em directo.
Considera-se inaceitável que, para além de outros aspectos, na apresentação das notícias, o jornalista confunda factos e opiniões e se exima da responsabilidade de comentar as notícias com honestidade", refere o comunicado, acrescentando ainda que "os pivôs devem estar claramente conscientes de qual o seu papel, se o de 'entertainer' ou o de jornalista, não devendo confundir o conflito e o espectacular com a importância das notícias".
Para os membros do CD, os jornalistas que conduzem telejornais, "devem abster-se de introduzir apartes, comentários, expressões e recorrer à linguagem não oral, susceptíveis de conotarem e contaminarem o conteúdo informativo, comprometendo a própria isenção dos profissionais que, conjuntamente, trabalham naquele espaço de informação".
Na nota, o CD sublinha ainda que os jornalistas "não podem substituir a acutilância pela agressividade", e devem "permitir que os seus entrevistados expressem os seus pontos de vista com serenidade e não sejam apenas convidados a participar num espectáculo de enxovalho, em que eles são as vítimas". [Diário de Notícias]

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Publicado por JL às 23:11 de 29.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Uma colherada de Maizena dá saúde e faz crescer

A rapaziada e outra gente mais crescida do PSD gosta de dizer, desde o início das hostilidades para as Europeias, que estas eleições têm pouca importância em termos eleitorais (não vão os maus resultados dar-lhes cabo da propaganda) mas que funcionam como um teste, uma espécie de sondagem-à-boca-das-urnas, para aquilo que se irá passar nas legislativas.

Essa rapaziada e outros seniores desenvolvem estas teorias de desvalorização ao mesmo tempo que se centram no pecado maior de Portugal (leia-se: - dos deputados eleitos em Portugal para o PE) poder vir a não apoiar o porreiro José Manuel na sua nova recandidatura ao lugar para onde foi catapultado por Bush, Blair e Aznar, na sequência dos cafés que serviu nas Lajes.
Estranha-se que venha agora a rapaziada e os demais adultos analisarem outra ligeira subida do empate técnico a favor do PS com a lembradura de que este facto se deve à entrada do engenheiro na campanha e no empurrão que ele está a dar ao Professor coimbrão.
Afinal em que ficamos? Se estas eleições são um teste punitivo ao engenheiro, como pode o seu empurrão fazer arrancar as intenções de voto no PS? Será por o engenheiro apoiar José Manuel e o Professor não? Será porque, como sonha Rangel, a disputa ser entre ele (Rangel) e Sócrates, ou será que isto é tudo uma fantochada e nem Barroso é candidato nestas eleições, nem Rangel tomou ainda o lugar de dona Manuela e por isso não é candidato a Primeiro-Ministro, ao contrário de Sócrates?
Era bom que a rapaziada esclarecesse estes assuntos. Dizem que a papa Mayzena ajuda. Experimentem! [LNT, A Barbearia do Senhor Luís]


Publicado por JL às 22:32 de 29.05.09 | link do post | comentar |

Medalha de ouro para Ministra

Ministra da Educação desde 12 de Março de 2005, se terminar o seu mandato vai bater o tempo de permanência no cargo de José Veiga Simão (15 de Janeiro de 1970 a 25 de Abril de 1974), tendo já ultrapassado por dois dias Roberto Carneiro (17 de Agosto de 1987 a 31 de Outubro de 1991), sendo estes os dois ministros que mais tempo permaneceram no cargo nos últimos 40 anos. Para conseguir este record a Ministra teve de enfrentar " oito greves e a sete manifestações de professores". [Público]

 
Não é fácil fazer mudanças. Os instalados rejeitam-nas. Os que podem ganhar com as mudanças, receiam-nas. Antes do conforto, vem sempre o desconforto. Daí que seja difícil fazer reformas. A actual Ministra da Educação operou uma grande mudança na educação. Nem tudo o que fez, fez bem mas o balanço é, a meu ver, muito positivo. O abandono escolar é menor, os alunos alcançam melhores resultados, o absentismo dos professores diminuiu e estão mais envolvidos na vida na escola. A meritocracia foi reintroduzida na carreira docente. Os vários stakeholders da escola são chamados a dar o seu contributo através da participação no Conselho Geral que elege o Director da Escola. Foi preciso resistir para bater um recorde velho de 4 décadas. Compreende-se, agora, porque é que em 35 anos de democracia tivemos 27 Ministros da Educação. O caminho mais fácil é sempre o da cedência. Agrada-se aos mais barulhentos mas penaliza-se o país. Perseguir objectivos, com coragem e determinação, é apanágio de poucos. A Ministra bem merece a medalha de ouro. A Escola Pública agradece. [José Manuel Dias, Cogir]

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Publicado por JL às 22:11 de 29.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Contra o interesse público…

O facto do Professor Jorge Miranda não ter sido eleito na AR para o exercício do cargo de Provedor de Justiça envergonha a democracia portuguesa!… mais ainda quando, intencionalmente, se conduziu esta eleição a uma segunda volta! A estas atitudes políticas pouco ou nada há a acrescentar, uma vez que foram claras as suas opções por outras candidaturas - opções sustentadas, diga-se em abono da verdade, por um duplo oportunismo, capaz de, por um lado, sacrificar uma personalidade intelectual e política como a de Jorge Miranda, apenas para exibição da habitual oposição ao PS e, por outro lado, no contexto do presente período pré-eleitoral, por nelas se assumir o puro calculismo político inerente à persistência do impasse… com esta postura, PSD e PCP, afirmaram a sua capacidade em sacrificar o interesse público, em nome dos respectivos interesses partidários. Porém, cabe acrescentar a título de comentário, o facto desta estratégia da oposição demonstrar que, ao invés da afirmação de uma campanha eleitoral europeia clara e positiva, as forças partidárias persistem no recurso a mecanismos paralelos de que resulta, para o cidadão comum, apenas uma mensagem altamente contraproducente: a consciência da impossibilidade de acreditar que, mesmo quando o interesse público é o que, efectivamente, está em causa, não se pode nem deve(!) contar com o sentido de Estado e de responsabilidade social subjacente à construção de consensos políticos. [Ana Paula Fitas, Eleições 2009]



Publicado por JL às 21:36 de 29.05.09 | link do post | comentar |

PS e PCP sobem nas intenções de voto para as europeias

Uma subida das intenções de voto no PS, que se distancia do PSD, e no PCP, que ultrapassa o BE, são as duas novidades do estudo sobre intenção de voto para as eleições europeias de 7 de Junho feito pela Eurosondagem para a Renascença, Expresso e SIC.

O PS subiu 1,2 por cento e atinge os 35,5 por cento. O PSD atinge os 32,5 por cento, o que significa uma diferença de três por cento em relação ao PS.
A CDU, coligação que integra o PCP e o PEV, sobe três por cento, para 9,2 por cento. O BE aparece com 8,8 por cento, isto é, com menos 0,4 por cento do que a CDU. Já o CDS recebe 6,5 por cento das intenções de voto. [Público]


Publicado por JL às 14:06 de 29.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Propostas com credibilidade e pernas para andar

Imposto europeu sobre as transacções financeiras

Segundo o Diário Digital e órgãos de comunicação social divulgaram, «a Comissão Europeia apresentou, em Bruxelas, propostas para reforçar a supervisão financeira na Europa, através de uma "reforma profunda" do sistema actual de controlo de fluxos financeiros, que espera irá evitar crises no futuro.
"É agora ou nunca", afirmou o presidente da Comissão Europeia em conferência de imprensa, acrescentando que "uma melhor supervisão dos mercados financeiros transfronteiriços é essencial por razões éticas e económicas".
Bruxelas pretende que, no futuro, novos organismos pan-europeus possam ter uma maior influência na regulação do sector financeiro a nível nacional.
O executivo comunitário quer reformar a arquitectura actual através da criação de um Conselho Europeu do Risco Sistémico encarregue da supervisão ao nível macroeconómico e capaz de advertir as autoridades nacionais na eventualidade de serem detectados problemas graves no sistema.
Esse Conselho poderá ser coordenado pelo presidente do Banco Central Europeu e os governadores dos bancos centrais da União Europeia também podem seriam envolvidos, segundo a ideia apresentada.
A Comissão Europeia propõe, ainda, a criação até 2010 de um Sistema Europeu de Supervisão Financeira que ligará as autoridades nacionais de supervisão e com o objectivo de facilitar a harmonização da regulamentação e a coerência das várias práticas nacionais.
Estas medidas serão agora examinadas, em Junho, pelos ministros das Finanças da UE e pelos líderes europeus, antes de Bruxelas avançar, no Outono com propostas legislativas concretas
 
Serão, entre outros certamente, factos como estes que levam Vital Moreira a insistir na ideia do Imposto Europeu. Parece que a UE lhe dará razão, só por cá foi (e ainda é) a reacção, negativista e contraditória, que se viu. Persistem em apresentar propostas legislativas isolacionistas, para consumo interno, que nada resolvem nem vão ao encontro dos desafios globais dos tempos actuais.
Efectivamente, neste caso, e mais uma vez se pode aplicar o ditado popular “é muito difícil ser-se pároco numa freguesia destas” ou então o de que “santos da casa não fazem milagres”.
Os eleitores, mesmo os insatisfeitos, e porque sabem distinguir a realidade dos factos das demagogias oportunisticas, saberão dar a devida resposta aos demagogos no momento adequado, quando forem depositar o seu voto.


Publicado por Zé Pessoa às 00:31 de 29.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Fumaça tóxica

A tentativa de equiparar a responsabilidade de Vítor Constâncio à dos autores materiais das fraudes bancárias é uma operação perversa e eivada de má fé.

Quem nos quer entreter com assuntos colaterais desta natureza?
Os pecadores precisam de novo de um Agnus Dei? [José Medeiros Ferreira, Bicho Carpinteiro]

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Publicado por JL às 23:49 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Evidências do caso BPN

… É evidente que o Ministério Público tem conseguido preservar o segredo de justiça no caso BPN como nunca o fez em qualquer outro processo o que nos permite questionar se estamos perante um aumento da eficácia das medidas ou se face a uma escolha selectiva dos processos que devem chegar a público. Se neste caso o Ministério Público resolveu e conseguiu evitar a fuga ao segredo de justiça é legítimo questionar que grandes segredos estão a ser preservados, que nomes de figuras públicas estão a ser salvaguardados? É também evidente que há partidos imunes aos efeitos das fugas ao segredo de justiça, tão evidente como o facto de o PS ter sido sistematicamente prejudicado por fugas manhosas e cirúrgicas, mas isso nunca levou um presidente a chamar o Procurador-Geral ou o presidente do sindicato dos magistrados a Belém.

É evidente que os magistrados do Ministério Público ou os jornalistas estão mais preocupados com os trocos do Freeport do que com os dois mil milhões que desapareceram do BPN, até digo que é uma pena que ninguém se lembre que Sócrates recebeu algum, talvez fosse a forma de sabermos mais qualuqer coisa sobre este processo. … [O Jumento]

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Publicado por JL às 23:27 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Os Bocaças da TVI

ERC reprova actuação da TVI em peças do Jornal Nacional de sexta

O Conselho Regulador da ERC deliberou "reprovar a actuação da TVI nas situações objecto de análise na presente deliberação, por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística". Em causa estão sete peças de três edições do Jornal Nacional de sexta da TVI, que foram analisadas pelos serviços técnicos da ERC depois de terem sido apresentadas 13 queixas na ERC sobre essas edições do serviço noticioso. Todas as queixas têm como elemento comum o facto de acusarem a TVI de violar deveres ético-legais do jornalismo, designadamente de falta de rigor e de isenção, em peças jornalísticas que apresentam o Primeiro-Ministro ou outras pessoas ligadas ao Governo e ao PS como protagonistas.
Na deliberação, o Conselho Regulador considerou "verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias (tal como resulta do artigo 14.º, n.º 2, alínea c) do Estatuto do Jornalista)". Afirma ainda o Conselho que a TVI se afastou de alguns princípios expostos no seu Estatuto Editorial, a cujo cumprimento se encontra vinculada, e onde se compromete "a observar, nomeadamente, nos seus programas de Informação, regras estritas de honestidade, de isenção, de imparcialidade, de pluralismo, de objectividade e de rigor".
Assim, o Conselho Regulador da ERC decidiu "instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalísticas, aqui se incluindo, nomeadamente, o dever de demarcar "claramente os factos da opinião" (artigo 14.º, n.º 1, alínea a) do Estatuto do Jornalista)".
O Conselho Regulador não deixa de "reafirmar, sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos". [ERC]
 
José Eduardo Moniz garante que vai manter práticas da TVI
O director-geral da TVI garantiu que a estação vai manter as suas práticas de produção de notícias, reagindo a uma deliberação do organismo regulador dos media que acusa o canal de misturar factos com opinião.
"As práticas em vigor no que diz respeito à produção de notícias, bem como a trabalhos de investigação, manter-se-ão, no respeito por aquilo que são os padrões de independência, profissionalismo e rigor que tornaram os jornais da TVI nos serviços informativos mais procurados pelos portugueses", avançou José Eduardo Moniz em comunicado hoje divulgado.
A posição do director-geral visou reagir a uma deliberação divulgada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que reprovou "a actuação da TVI" em várias edições do "Jornal Nacional" e instou a estação a cumprir "de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalística".
Os membros do conselho regulador consideraram que a TVI deve "demarcar 'claramente os factos da opinião'", como determina o Estatuto do Jornalista.
Uma deliberação que José Eduardo Moniz disse não o ter surpreendido por este organismo se tratar "de um órgão que resulta da vontade dos partidos políticos". … [Jornal de Notícias]

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Publicado por JL às 22:59 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O Imposto Europeu

O PSD está contra o Imposto Europeu que já votou a favor e que foi referido por Vital Moreira.

Muita gente indignada e zangada como se não existisse actualmente um imposto europeu, único para todos os países na sua fórmula e diferente no valor de país para país, além de existirem outros impostos europeus únicos.
O principal Imposto Europeu é o IVA na percentagem em que é aplicado, mas sobre a respectiva receita. Assim, dos 20% de IVA cobrados sobre qualquer produto, 4% vão para Bruxelas. Além disso, existem os Impostos Compensatórios ad valorem que incidem sobre o valor de certas mercadorias importadas de fora da União Europeia, principalmente de natureza agrícola. Essas receitas relativamente reduzidas sobre sementes de soja, cereais, etc. revertem para os apoios à agricultura europeia.
Este último tipo de imposto compensatório deveria ser alargado a outros produtos oriundos de países que promovem o “dumping” social com salários extremamente baixos e reduzem o valor da sua moeda para os tornar ainda mais baixos em termos de divisas internacionais.
Um amigo disse-me hoje que viu num novo centro comercial T-Shirts a 50 cêntimos, provavelmente oriundas da Índia. Eu tenho visto a 5 euros nas lojas C&A, mas a 50 cêntimos ainda não. Ora um imposto ad valorem de 10 a 20% sobre esses artigos proporcionariam mais receitas para ajudas às indústrias em dificuldades e não iam encarecer demasiado os referidos artigos dado o seu preço baixíssimo. Nem iriam perturbar os produtos das grandes multinacionais da confecção, calçado, etc. que fabricam na China e vendem na Europa, EUA, etc. a preços bastante elevados. As suas margens de lucro são tão grandes que podem muito bem encaixar 20% sobre o valor cif-Europa dos artigos chineses.


Publicado por DD às 21:41 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Salário mínimo vale hoje menos do que há 35 anos

Salário mínimo vale hoje menos do que há 35 anos

O Salário Mínimo Nacional vale actualmente menos do que em 1974 quando foi criado. Se tivesse evoluído ao ritmo da inflação deveria ser hoje de 584 euros, mais 30 por cento do que os 450 definidos no início do ano.
Se tivesse evoluído ao ritmo do crescimento dos preços, o Salário Mínimo Nacional podia valer hoje mais de 580 euros.
Nascido em 1974, faz hoje 35 anos, o decreto-lei então publicado explicava os objectivos de criar uma retribuição mínima mensal: garantir a correcção dos desequilíbrios sociais e económicos, melhorando os «níveis de vida muito baixos».
Na altura, a decisão iria beneficiar 50 por cento da população activa. Era esse o objectivo escrito no decreto-lei assinado pelo primeiro Governo provisório, liderado por Adelino da Palma Carlos. 3.300 escudos (ou 16 euros e meio) era o salário mínimo de então. … [TSF]
Miguel Cadilhe custou 2,5 vezes mais do que ganhei durante 10 anos
"A entrada de Miguel Cadilhe custou 2,5 vezes mais do que eu ganhei durante 10 anos", afirmou Oliveira e Costa, o antigo presidente do BPN. [Diário de Notícias]
 
Apesar do forte aumento do Salário Mínimo Nacional promovido pelo actual governo, Portugal, nos países da zona euro apenas a Eslováquia, que entrou recentemente na EU e consequentemente beneficiária de muito menos fundos comunitários, apresenta um SMN inferior ao português.
Mas em simultâneo e sem a menor vergonha remuneramos generosamente gestores cuja actuação ou omissão de desempenho gerariam idênticos benefícios nessas empresas. A única coisa que os distingue é a sua ligação á “elite” política e a facilidade com que “ordenham a teta do Estado”.
No caso da notícia supra, não se trata de uma remuneração, mesmo que obscena, mas sim de “um enriquecimento sem causa” previsto no Código Civil.
Porque é, numa perspectiva de direito civil, de”enriquecimento sem causa” que de facto se trata e não sei não haverá mataria para ilícito penal, espero que o Governo, através da comissão liquidatária, ou de qualquer outra entidade, obrigue á restituição do pagamento indevido, porque uma coisa é certa, o BPN já está a custar muito dinheiro a contribuintes sérios, que pagam impostos frutos do seu trabalho honesto.
Vamos estar atentos ao comportamento dos deputados da Comissão de inquérito face á situação descrita e á incompetência do Banco de Portugal, que recordo não tem só um Governador, tem também um Conselho de Administração, que se mostrou sempre competentes para receber os elevados salários, só superados por dois países.

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Publicado por Izanagi às 03:06 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Pontes abertas à boa governança e à actualização da democracia

Diz a arquitecta Helena Roseta que a decisão do cidadão Manuel Alegre de ficar no PS, deixa todas as pontes abertas para negociações à esquerda, podia ter dito portas, só que todas as portas abertas podia gerar tempestade, logo, semanticamente, pontes é coisa mais sólida.

Quanto a esta perspectiva poderia ser uma realidade, se o militante Manuel Alegre se tornar num líder emergente e combativo no interior do PS, o que não foi no país, disposto a alterar a correlação de forças e a natureza viciada do aparelho de poder no interior do partido.
...
No meu caso falo claramente:
- De um novo modo de fazer política assente na verdade, na recta intenção, nos valores e espírito de Missão, e não na retórica e no marketing político, suportado por aparelhos partidários verticais alicerçados nos interesses de clãs que, através de um centralismo fechado, impõem a vontade dos dirigentes a todos os outros níveis que se habituam a filtrar a informação dissonante, bem como, todo o pensamento divergente. Todavia em democracia os partidos, de um modo particular, deveriam privilegiar na organização a adocracia: objectivos colectivamente definidos, identificação com os objectivos, autonomia e responsabilidade individual, supervisão. Com uma gestão de porta aberta e do “ andando por todo o lado e contactando directamente com os cooperadores/militantes ( experimentei este tipo de gestão na muito rígida instituição militar, com êxito - auto e hetero-avaliado- ao nível dos meus vários comandos)
- De combater a imoralidade dos salários e dos rendimentos de ofensa à maioria dos trabalhadores e, de um modo inaceitável, aos que precisariam de trabalhar séculos para obterem os rendimentos de um mês, dos magnatas;
- De combater a corrupção que é intersticial. Está presente em todos os aparelhos partidários e outros, em todas as instituições e organizações, mesmo na que tem como dever combatê-la, a justiça, que não funciona em Portugal, nem contra os poderosos, nem contra os marginais, só funciona nas coisas mais laterais e contra os que não têm recursos para contratarem os advogados dos grandes escritórios.
- Da miséria, dos guetos e da exclusão social e da sua superação, através de políticas de segurança social proactivas não assistenciais, nem promotoras de subsiodependência.
- Da arrogância política e empresarial;
- De promover o restabelecimento dos direitos de quem trabalha, e de um modo essencial e determinante o próprio direito ao trabalho, conciliando sempre trabalho e vida familiar (isto, é, uma necessidade para a sobrevivência do nosso modo de vida que corre um real perigo de ser submetido por outros em franca expansão). Neste capitulo o estado perante as debilidades do sector privado e das crises a que a má gestão empresarial e a desregulação da esfera financeira têm acarretado, deve de intervir na defesa do emprego e no combate ao desemprego ilegal, pelo que sem descurar as dificuldades dos empresários, não pode considerar os sindicados como uma força hostil;
- De restabelecer a autoridade democrática do Parlamento, combatendo a sua governamentalização, e criando a ética do deputado que responde perante os eleitores pelos programas sufragados, pelo que não pode por ditadura partidária votar contra os programas votados e a sua consciência, sem nova audição dos eleitores, ou sem ser fora de um contexto moral ou de emergência que o justifique e a consciência aceite;
- De fortalecer o prestígio e o mérito das instituições e dos servidores do estado: funcionários públicos, professores, polícias e militares, com a criação da carta dos deveres éticos e deontológicos do Servidor Público que deverá ser definido com a grandeza e a utilidade social e humana que tal função comporta. O Servidor Público terá de ser dos melhores trabalhadores, entre os melhores;
- Da actualização das nossas responsabilidades humanitárias, politicas, sociais, diplomáticas e militares na União Europeia e na Comunidade Internacional, onde, se deve ter uma atitude de condenação do militarismo e da cumplicidade em relação a tantas ditaduras que se estendem pelo mundo e, nomeadamente, no combate internacional, sob a Bandeira da ONU, ao recrutamento de crianças para a guerra, à proliferação de armas nucleares e ao eventual descontrolo das mesmas por estados debilitados, como o Paquistão;
- Da defesa da nossa produção agrícola e industrial e do nosso mercado, bem como, de uma adequada politica da aplicação dos fundos europeus e da formação profissional que é, entre nós, em muitos casos, um grande “bluff”;
- Da promoção da ética do consumo, de modo a evitar um excessivo consumo supérfluo com o agravamento do endividamento das famílias e do externo do estado, o que, a médio prazo, obrigará a cortes dramáticos nas nossas despesas domésticas e do estado, tornando a vida das famílias com níveis muito graves de deficiências não no supérfluo, mas no essencial. Estamos por questões eleitorais e de detenção do poder, hipotecando, de um modo irresponsável o Futuro de Portugal e a Democracia;
- De combate eficaz e não retórico a todas as políticas de monopólio e cartel por mais sofisticadas que sejam, porque de facto existem, mas pela largueza da malha legislativa todas as mega concentrações conseguem escapar ao crivo da lei, ou dos observadores ;
- De uma supervisão forte, rigorosa e inequívoca dos bancos, das seguradoras, das empresas de energia, água e telecomunicações, de modo a que, não se tornem o verdadeiro estado, como parece que já acontece em Portugal, e não possam para aumentarem os seus lucros penalizarem, a seu bel prazer, os clientes com taxas e sobre taxas, umas atrás das outras, se uns bancos têm menores taxas no produto x, têm mais no produto Y, o que tem como resultante que de facto o cliente acaba por pagar sempre o mesmo no final, dado a politica de concertação, implícita ou explicita, existente. E porque o estado, não quer, ou não pode este estado de coisa mantém-se e, assim, somos tratados como escravos perante estas instituições. Seria importante que o sector bancário do estado, o cooperativo e associativo se distinguissem da lógica do sector privado, o que não acontece;
- De uma rigorosa e estritamente repressiva política contra o desrespeito dos direitos dos consumidores. Os órgãos existentes são ineficazes, distantes dos cidadãos e altamente burocráticos e sem meios, neste contexto o livro de reclamações é uma mera intenção;
- Da promoção de políticas de desenvolvimento humano nas áreas da cultura, da comunicação social, da saúde, do entretimento, do turismo histórico, do desporto no apoio à população em geral, mas dos jovens, dos idosos e das gentes do interior de Portugal em particular;
- Da promoção de uma televisão pública e de uma política de apoio a outros órgãos da comunicação social que promovam produtos com qualidade estética e não o lixo tóxico da violência, e ainda uma informação plural e com critérios editoriais que impeçam a promoção de pequenas histórias por exemplo do jet set, do futebol, das telenovelas ou do mundo da criminalidade a grandes acontecimentos noticiosos nacionais e, ou internacionais. Aceitação de que esta politica para a TV pública, não se submetendo à regra do lixo televisivo que dá lucro, terá um custo acrescido para o erário público que deverá ser suportado, como um investimento para o desenvolvimento humano;
- Da efectivação da descentralização de competências e verbas para os órgãos locais da administração pública, com um combate ao caciquismo e à corrupção, através da rigorosa fiscalização da despesa pública, com um tribunal de contas a ter uma atitude mais eficaz do que a de mero denunciador de irregularidades, isto, faz melhor a comunicação social. Aquele tribunal deveria ter funções de um verdadeiro tribunal de julgamento, com adequada celeridade, das fraudes, pelo menos, ao nível administrativo, disciplinar e financeiro ;
- De uma politica de desenvolvimento social, da família e da natalidade que tenha como factor central a questão demográfica quer do envelhecimento, mas também da substituição de gerações, o que, ao não acontecer, pode vir a pôr em causa a civilização e os nossos modos de vida, por fenómenos de islamização da Europa ou outros;
- Da promoção de uma verdadeira política ambiental, com ordenamento territorial adequado, combatendo todos os processos corruptos da passagem de terrenos com aptidão agrícola para urbanos, o abandono das florestas e do cultivo familiar, e ainda a valorização dos recursos hídricos do país e da sua capacidade para as energias renováveis.
Numa palavra ouvir as queixas dos cidadãos, ouvir a rua, as associações e promover a legalidade própria do Estado de Direito com o combate à corrupção, através da criação de um observatório contra corrupção e um alto comissariado para a sua repressão administrativa e extra judicial, face à situação de emergência que se vive no sector da justiça que vive num estado de colapso; moralização dos rendimentos; promoção da eficiência, da eficácia e do prestígio de todas as instituições do estado e dos seus agentes; primado da politica, evitando que bancos, seguradoras e grandes empresas, sós, ou através de politicas de cartel e, ou megas fusões sejam o estado; promoção dos direitos fundamentais dos cidadãos, como o de terem emprego, habitação, família, acesso à saúde, à cultura, à educação e dos direitos humanos em todo o mundo, isto é, e em jeito de conclusão maior, actualizar a Democracia de modo que o poder resida no povo e seja exercido, no interesse da comunidade, por cidadãos probos e competentes a quem os eleitores delegaram o poder de o representar, e que respondam, pelos seus actos, individualmente, enquanto deputados, perante os seus eleitores.
Será que estando nós a caminho de uma nova idade média, em Portugal, mas na Europa –a chinisação do mundo- mais severa que a dos séculos anteriores, não se precisaria em Portugal de um novo sujeito político que separe neoliberalismo de social- democracia e socialismo democrático, ou dito de outro modo, de democracia e semi-democracia, ou ainda, estado de liberdade, de estado tendencialmente concentracionário.  ... [Andrade da Silva, MIC]

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Publicado por Xa2 às 00:34 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

BPN


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Publicado por JL às 19:29 de 27.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Hortas de Lisboa

O exemplo que a Ameixoeira deveria seguir.

Segundo já aqui foi referido, na qual é dado um justo destaque à horta comunitária que a EB 34 tem vindo a desenvolver ao longo deste ano. Esperemos que estas experiências se tornem tão óbvias para todos que passe a ser notícia a sua ausência das escolas e bairros. Até lá, é fundamental incentivarmos e, havendo disponibilidade e interesse, participarmos no seu desenvolvimento
Nesta escola, da Alta de Lisboa, ao Lumiar, onde estudam 330 crianças com idades entre os três e os 14 anos, houve em tempos um matagal que deu lugar a uma horta, que rapidamente se transformou na menina-dos-olhos dos professores, auxiliares e alunos. Num terreno lavrado e cultivado por muitas mãos, na Alta de Lisboa, crescem couves, favas, feijões, ervilhas, batatas, cebolas, cenouras, pepinos, pimentos e outras espécies hortícolas.
No ano lectivo passado, as abóboras transformaram-se num doce que foi comido com tostas por todos os alunos, junto de quem se tenta, através do projecto da horta, promover uma alimentação mais saudável.
É por isso que para este ano lectivo estão reservadas para a festa do dia das bruxas. Os pais contribuíram para a plantação com sementes e plantas, e são também eles os principais clientes compradores dos produtos que os alunos vendem à porta da escola sempre que há colheitas.
Também naquele bairro da Alta de Lisboa poderá nascer nos próximos tempos uma outra horta, esta comunitária, sonhada pelo morador e arquitecto paisagista Jorge Cancela, que tem vindo a recrutar futuros hortelões. O mentor da ideia adianta já que conseguiu convencer “mais de 40″ e precisa que vai tentando tentar reunir o maior número de apoios para o projecto, incluindo o necessário terreno.
Não se entende, uma vez que no Vale da Ameixoeira, já há tantos anos proposto pelo arquitecto Ribeiro Telles, e onde até existe uma associação de defesa do património histórico, não se conjuguem esforços inclusive entre a junta de freguesia, a câmara municipal e as forças vivas existentes, para se levar por diante iniciativa idêntica. É que, neste vale correm, permanentemente, límpidas águas que poderiam e deveriam ser aproveitadas para regadio.

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Publicado por Otsirave às 17:31 de 27.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Corporativismos

Dentro do conceito de liberdade, um dos segmentos que mais estimo é o que respeita à liberdade de imprensa. Neste em especial, porque forma opinião, o seu exercício tem de ser enquadrado na responsabilidade, na ética e na isenção e seguir a deontologia estabelecida.

Não é pelo facto, ou não deveria ser, das notícias estarem sujas de tinta das rotativas que os jornalistas podem esquecer os princípios e os códigos de referência que os norteiam.
Vem isto a talhe de foice para recordar um acontecimento, já requentado, que se deixou maturar na esperança de o ver relatado, mas que a classe envolveu em blackout total.
O bate-papo esgrimido na passada semana entre Manuela Moura Guedes e Marinho Pinto não foi relatado nem analisado na comunicação social e não fosse a W2 com as suas funcionalidades, You Tube, redes sociais e blogs, teria morrido ali mesmo. A estação encerrou-o nas catacumbas da TVI, não o deu ao prelo nem ao formato electrónico e o silêncio absurdo tratou-o como se nunca tivesse acontecido.
Tivesse Marinho Pinto dito o que disse a outro interlocutor advogado, político, informático ou médico, as primeiras páginas não perdoavam e as colunas de opinião publicada não refeririam outra coisa. Como a questão se passou com uma jornalista nada sobrou.
Afinal há corporações onde a auto-censura se revela e se esquece o mesmo dever de informar sempre evocado em casos semelhantes, desde que com outros actores.
George Orwell continua actual. [LNT, A Barbearia do Senhor Luís]


Publicado por JL às 15:59 de 27.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Procedimentos

Sempre me habituei a ler as crónicas de António Barreto com muito interesse e respeito, por longos anos de opiniões descomprometidas e, quanto a mim, certeiras e honestas, como setas em alvos, e muitas vezes incómodas.

De há algum tempo para cá tem assumido um estilo semelhante a Medina Carreira, ou seja está tudo mal, tudo horrível, nada tem conserto.
Particularmente a última crónica que publicou no Público deixou-me tão desconfortável, tão espantada pelo arrazoado de opiniões desconexas, desfasadas e ultrapassadas, numa tal cegueira e em contradição com o que já defendera, que nem sei o que pensar.
Os manuais de procedimentos têm vantagens e desvantagens, que podem ser transformadas em ridículo sempre que se queira. Mas são feitos para que haja uniformidade nos procedimentos, para que as normas sejam idênticas e cumpridas da mesma forma por toda a gente. É um dos objectivos de quem está perante uma prova, ter as informações o mais detalhadas possível, todos perante as mesmas circunstâncias. Em qualquer laboratório são essas normas e esses manuais que garantem que todos procedam seguindo os mesmos rigorosos critérios, permitindo resultados fiáveis e reprodutíveis.
Quanto à forma como António Barreto se refere aos professores e à sua cruz diária, à dificuldade do ano e ao autoritarismo da Ministra, foi a melhor maneira de deitar para o lixo qualquer hipótese de reforma que contrarie o poder instalado na escola pública, fantástica que estava e tem estado nestes últimos 30 anos, em rigor, exigência, disciplina, etc.
A crónica de António Barreto demonstra, mais uma vez, que alguém que se queira importar e lutar para mudar qualquer coisa., tem a total incompreensão de todos, mesmo de quem sempre defendeu precisamente o caminho de maior exigência e melhor trabalho nas escolas.
Foram feitos erros, sem dúvida, mas assistimos, nesta legislatura, a uma honesta tentativa de exigir mais e melhor da escola, talvez a única desde o 25 de Abril. [Sofia Loureiro dos Santos, Defender o Quadrado]


Publicado por JL às 15:10 de 27.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

Eleições – Porque o Homem é um animal, eminentemente, politico

No dia 7 de Junho, era para já estar no Algarve a banhos, aproveitando o dia feriado, de 10 que já foi apelidado do “Dia da Raça” e agora, muito hipocritamente se apelida “de Portugal, de Camões e das Comunidades” e 11, um dia santo evocativo, segundo a igreja católica, “do Corpo de Deus”.

São umas mini férias, que constituem “dois em um”: duas sortes que são o ter trabalho e, simultaneamente, a possibilidade de gozar “férias” numa semana privilegiada para os portugueses. Nos tempos que correm é ter muita sorte e não dou graças a Deus porque, a acreditar na sua existência teria de concluir que ele era muito “sacana”, permite tanta miséria ao lado de tanto esbanjamento.
Por outro lado, depois de ter visitado a exposição evocativa dos 200 anos sobre o nascimento de Darwin e de 150 da publicação da sua obra “Origem das espécies”, a ser verdade a conclusão a que chegaram os paleontólogos e anatomistas de que, anatomicamente, o Homem se parece com a galinha e o cavalo, cheguei à conclusão que o animal politico, por natureza, não pode ter sido “criado à imagem e semelhança de Deus” que em “rigor cientifico” essa imagem vem tendo diversas, diferentes e evolutivas configurações.
Mas deixemos as “coisas sagradas”, que misturar politica com tais observações não lembraria ao diabo, muito menos se pode admitir a um santo. Sim, porque hoje em dia qualquer um pode aspirar a tal honraria. Cruzes canhoto, não me desejem tal sorte que ainda me punham a “andar” por aí, de um lado para o outro, depois de morto.
Voltemos, pois, às coisas sérias da política e do momento. Como ia dizendo, era para ir a banhos na sexta-feira dia cinco, logo ao fim da tarde. Certamente será o que a maioria dos lisboetas irá fazer. Os políticos e os partidos concorrentes na disputa dos lugares não dão aos eleitores, motivos que os mobilizem, tendo em consideração as intervenções de uns e o já longo mau comportamento de outros. É lógico que o apelo das praias algarvias seja mais forte.
Eu, apesar de reconhecer que a maioria tem razão, o povo tem mesmo muitos motivos para o descontentamento que sente, também reconheço que existem bastantes culpas próprias. É que o eleitorado já não só se demite nos actos eleitorais como anda, permanentemente, no dia-a-dia, demissionário sobre todos os problemas que, a uns e a outros, mais tarde ou mais cedo, acabam por afectar de qualquer maneira.
É corrente a ideia de que as eleições internas são mais importantes que as europeias. Puro engano. Então não é verdade que, hodiernamente, os problemas, mesmo os que se sentem localmente, sofrem influência das decisões tomadas em Bruxelas, Washington, Pequim ou Moscovo?
É ou não é frequente, diariamente mesmo, que a nossa legislação interna sofre alterações e quase sempre no preambulo é referenciado o argumento de transposição de directivas e do necessário(?) “alinhamento” das normas internas com a legislação comunitária.
Ou ainda, “conforme os princípios do bom governo internacionalmente reconhecidos, designadamente recomendações da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) e da Comissão Europeia.”
É verdade que os governos (e as populações) de cada país fazem/fazemos muitas asneiras, dão/damos muitos tiros nos próprios pés, mas não é menos verdade que (para o mal e para o bem) já não somos (des)governados sozinhos e muito menos livremente.
É por tudo isto e tudo o mais que se possa argumentar, que constitui um erro crasso, virar as costas às eleições europeias e não lhes dar a importância e dignidade que às outras.
Em boa verdade e por muito que nos custe, a mim parece-me que as eleições do dia 7 têm a maior importância nas vidas das populações de cada um dos 27 países que compõem, actualmente, a União Europeia.
Por tudo isto, mais uma vez, e embora a muito custo, reconheço, submeto-me a “perder” um dia de praia e vou votar cedo, pela fresquinha, e à hora do almoço já devo estar a sentir os ares do Algarve a “fanfarras” um qualquer petisco da região, depois do dever cívico cumprido.
Porque não faz, também, o mesmo?
Não deixe em mãos alheias a decisão que só pode ser sua!

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Publicado por Zé Pessoa às 00:01 de 27.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Sondagem Europeias 2009: PS à frente com 38%

A sondagem da Aximage para o Jornal de Negócios e o Correio da Manhã dá uma vantagem de sete pontos ao PS nas eleições para o Parlamento Europeu. Abstenção atinge 64,7%.

O PS recolhe 38% das intenções de voto nas eleições para o Parlamento Europeu, de acordo com os resultados de uma sondagem realizada pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã. Este desempenho permitiria aos socialistas a eleição de nove eurodeputados para o Parlamento de Estrasburgo, resultado que significaria, apesar da vitória nas eleições, a perda de três lugares em comparação com o número de eleitos em 2004.
O PSD recolhe 31,1% das intenções de voto, segundo o mesmo estudo, o que abriria a possibilidade de eleger oito eurodeputados. O Bloco de Esquerda surge como a terceira força política mais votada, ao alcançar 8,5% das intenções de voto. Com este comportamento, o BE conseguiria eleger mais um deputado, aumentando a sua representação em Estrasburgo para dois representantes.
O PCP manteria os seus dois deputados no Parlamento Europeu, com uma votação de 7,9%, e o CDS conseguiria eleger um deputado, passando a quinta força política mais votada, com 6,3% das intenções de voto.
O estudo da Aximage prevê uma abstenção elevada, na ordem de 64,7%, sendo os eleitores que se situam na faixa etária entre os 18 e os 29 anos aqueles que menor interesse demonstram em votar para as eleições em causa: 74,6% deverão abster-se, revela a sondagem. [Jornal de Negócios]


Publicado por JL às 22:37 de 26.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

“Arrempradores” da Alta de Lisboa

Os cidadãos interessados em morar na Alta de Lisboa poderão, a partir de hoje, arrendar uma casa com a possibilidade de a comprar até ao 60º mês do contrato sem que o preço do imóvel se altere.

Segundo o conceito imobiliário “arremprar”, lançado na zona pela Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL), os inquilinos têm até cinco anos para decidir se querem adquirir o apartamento pelo mesmo valor da altura em que assinaram o contrato e beneficiar do aproveitamento de parte das rendas pagas para abater na compra.
Até ao final do primeiro ano de arrendamento a percentagem a abater será de 40 por cento das rendas pagas, valor reduzido anualmente em 10 por cento. [Lusa]

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Publicado por JL às 22:33 de 26.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

HERESIAS | A (des)união europeia

Foi com Maastricht (1992) que se tornou evidente a cisão entre as pessoas e a construção europeia. Formou-se aí um estilo fingido e ‘chavista’ que fez escola e se tornou regra (como se viu na recusa do referendo da ‘constituição’ europeia). Prescindiram de ouvir os cidadãos. Os poucos que se pronunciaram sofreram pressões insuportáveis até dizerem que ‘sim’.

Os ‘crentes-na-Europa-a-qualquer-preço’ dizem que os resultados são mais importantes do que a forma – quase que já sinto raiva por essa gente! Como europeísta, culpo-os pelo desfasamento entre as pessoas e aquele que deveria ser o desígnio mais valioso das actuais gerações.
A abstenção obscena que aí vem leva-me a pensar se não seria mais curial pouparem-nos a esta paródia de democracia. [Carlos Abreu Amorim, Correio da Manhã]

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Publicado por [FV] às 18:24 de 26.05.09 | link do post | comentar |

Os contratos de MFL

Nos últimos quatro anos, o Estado português já entregou ao Citigroup €3741 milhões em novas dívidas para substituir créditos que se revelaram inexistentes incluídos na carteira cedida por Ferreira Leite em 2003. São €935 milhões por ano, em média, que deixaram de entrar nos cofres do Estado para serem enviados ao banco americano.

Ao todo, foi já substituído mais de um terço do valor da carteira. Esta situação faz parte do acordo assinado entre o Governo, na altura liderado por Durão Barroso e com Ferreira Leite nas Finanças, e o Citigroup. O Estado português cedeu uma carteira de créditos ao Fisco e à Segurança Social no valor de €11.441 milhões em troca de uma verba de €1765 milhões que ajudou a reduzir o défice orçamental abaixo dos 3% em 2003.
As dívidas que integraram o acordo terminavam em Setembro de 2003 só que estava previsto que, caso se revelassem inexistentes (por decisão de um tribunal, por exemplo) teriam que ser substituídas.
O contrato, bastante polémico na altura por comprometer receita futura em troca de um encaixe presente, previa ainda que a partir de Junho de 2007 não pudesse haver substituições de créditos e que o Estado português tivesse que os recomprar ao Citigroup.
Algo que até este momento ainda não aconteceu. Como referiu fonte oficial do ministério das Finanças: "o Estado ainda não efectuou qualquer recompra de créditos titularizados".
A substituição de créditos mais antigos por novos - e com maior probabilidade de serem recuperados - ajuda a explicar a melhoria no ritmo de cobrança nos últimos semestres.
Até ao dia 28 de Abril, o Estado cobrou €1864 milhões da carteira cedida ao Citigroup. Uma verba que já ultrapassa o dinheiro que entrou nos cofres do Estado no início do contrato, em 2003, e que se reparte entre €1627 milhões do Fisco e €255 milhões da Segurança Social, segundo dados fornecidos pelo ministério das Finanças.
Os relatórios semestrais publicados pela Direcção-Geral dos Impostos mostram que, desde o período entre Setembro de 2007 e Fevereiro de 2008, ou seja, nos últimos três semestres de contrato, a taxa de cobrança ficou acima de 75% do cenário-base projectado no acordo.
Um limiar definido no contrato a partir do qual o Estado recebe uma comissão e que serve de incentivo ao Fisco e à Segurança Social para se esforçarem na cobrança das dívidas. É que, embora tenham sido cedidas ao banco norte-americano, continuaram a ser recolhidas pelos serviços portugueses. [Expresso]

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Publicado por JL às 11:51 de 26.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Liderança ou caos
A percepção da enorme crise do sistema de Justiça tem vindo a agravar-se ao ponto de ser considerado como o mais grave problema do país.
Existindo um diagnóstico generalizado na opinião pública de que tem de ser feita alguma coisa de forte impacto para pôr termo à degradação, temos igualmente de reconhecer que não existe um mínimo de consenso quanto à terapêutica. E é aí que reside o impasse.
Digo com sincero pesar que não me enganei quando desde há muitos anos previ o que está a acontecer no mundo da Justiça. E penso não me ter enganado ao dizer que a crise da Justiça não se resolve com a mudança das leis que regem os processos, nem com mais meios humanos. As nossas leis processuais têm vindo a reduzir os direitos das partes, a diminuir os recursos e em geral a conferir aos investigadores e magistrados amplos poderes de investigação, disciplina nos processos e liberdade de decisão. No que toca aos meios, as estatísticas demonstram que Portugal compara bem com os seus parceiros em percentagem do PIB afecto à Justiça e em número de magistrados. O problema reside no modo de organização do MP, Polícias de investigação e Tribunais. E, principalmente, na absoluta falta de liderança no sector, que assumisse a responsabilidade de criar maior eficiência. Muitos portugueses ignoram que o ministro da Justiça não tem qualquer poder de influência para melhorar o serviço prestado pelo MP e Tribunais.
Mas o que mais tem descredibilizado a Justiça é o comportamento de alguns dos agentes da investigação criminal, que se mostram incapazes de impedir a prática diária do crime de violação do segredo de justiça, revelam cumplicidades vergonhosas com os media em julgamentos sumários nos meios de comunicação social, discutem permanentemente na praça pública as leis a que deviam obedecer e agem na mais absoluta irresponsabilidade. O sindicato do MP comporta-se como dono da Instituição e não mero representante sindical dos seus membros.
A única forma de pôr termo a este descalabro é conferir ao Procurador-Geral - única entidade com legitimidade democrática dentro do MP - a responsabilidade e o poder de pôr ordem na casa e garantir o seu bom funcionamento.
Os principais partidos do sistema - PS e PSD - e o próprio Presidente da República têm o dever de cooperar nessa missão, extinguindo o Conselho Superior do MP e garantindo ao Procurador-Geral os poderes necessários para a sua responsabilização.
Com o respeito que tenho pelo Presidente da República, acho que fez muito mal em receber o sindicato do MP, no contexto em que o fez. Com essa atitude, diminuiu a autoridade do PGR, quando é necessário e urgente reforçá-la. [Daniel Proença de Carvalho, Diário Económico]


Publicado por JL às 11:12 de 26.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Partido Pirata (sueco) no Parlamento Europeu

O Partido Pirata sueco tem quase garantido assento no Parlamento Europeu, ao posicionar-se actualmente como a terceira força política da Suécia. Esta formação defende o fim das restrições no uso da Internet, o que inclui a livre partilha de ficheiros, mesmo que estes estejam sujeitos ao pagamento de direitos de autor.

Se as actuais sondagens se mantiverem, é muito provável que o Partido Pirata (que conta com oito por cento das intenções de voto) obtenha mais do que um assento no Parlamento Europeu. Em declarações ao diário “The Times”, o cabeça-de-lista dos “piratas” às europeias, Christian Engstrom, assegurou que o plano de “conquista” do partido vai por esta ordem: “Suécia, Europa, Mundo”.
O Partido Pirata foi fundado em 2006 e engrossou recentemente as suas fileiras após a sentença contra os criadores do site sueco de partilha de ficheiros “Pirate Bay”, que determinou o pagamento de uma multa de mais de 2,7 milhões de euros a gigantes mundiais como a Warner Bros, Sony Music, EMI e Columbia Pictures. Após a sentença dispararam as filiações partidárias, que se cifram actualmente em mais de 46 mil membros, sobretudo jovens, um factor que causa a inveja dos partidos mais “tradicionais”, incluindo o do primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt.
No ano de “estreia” eleitoral, 2006, o Partido Pirata obteve 0,63 por cento dos votos nas eleições legislativas da Suécia. Mas esta situação poderá mudar na iminente votação europeia, caso as sondagens se mantenham como estão. O programa eleitoral do partido centra-se quase exclusivamente nas comunicações electrónicas, prometendo igualmente lutar pela confidencialidade e liberdade na Internet.
“Os nossos políticos são analfabetos digitais”, declarou o líder da formação, Rick Falkvinge, que assegurou que “o sistema e os políticos declararam guerra a toda uma geração”. Para “não sermos intimidados para qualquer potência estrangeira, votar nas eleições para a UE é mais importante que nunca”, concluiu. [Público]

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Publicado por Xa2 às 15:54 de 25.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

O silêncio dos culpados

O episódio televisivo que envolveu na passada 6ª feira, durante o telejornal nocturno da TVI, a jornalista Manuela Moura Guedes e o bastonário António Marinho Pinto, não foi um acontecimento banal ou passageiro. Pode dizer-se, sem hipérbole, que em 35 anos de democracia, raras vezes se viu verbalizada uma acareação tão directa de critérios acerca do modo de informar e de fazer jornalismo. Concorde-se ou não com o estilo ou com algumas das atitudes públicas de Marinho Pinto, a verdade é que este, servindo-se na perfeição da mesmíssima estratégia retórica, e da mesmíssima agressividade, habitualmente utilizadas pela sua entrevistadora, questionou ali com frontalidade a transformação sistemática do trabalho informativo num libelo acusatório lançado sobre quem se entrevista ou sobre muitas das pessoas às quais se refere.

Bastante mais significativo que o episódio em causa é, porém, que um tal momento de televisão – no qual, aliás, escorreu esse «sangue» tão ao gosto de um jornalismo que tem vindo a fazer escola e do qual Moura Guedes é um dos rostos mais conhecidos – esteja a correr na blogosfera à velocidade da luz enquanto é completamente ignorado pelos jornais nacionais e pelas televisões. O néscio e «bigbrotheriano» corporativismo jornalístico que está por trás desta exclusão, silenciando ou minimizando os argumentos de quem ousa discutir critérios e estilos no modo de informar, é um perigo para a democracia.
Deve ser uma causa nossa denunciá-lo e combatê-lo. [Rui Bebiano, A Terceira Noite.via Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos]

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Publicado por Otsirave às 15:51 de 25.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Escola de Lisboa tem terreno cultivado por centenas de mãos

Na Escola 34, na Alta de Lisboa, ao Lumiar, onde estudam 330 crianças com idades entre os três e os 14 anos, houve em tempos um matagal que deu lugar a uma horta, que rapidamente se transformou na menina-dos-olhos dos professores, auxiliares e alunos. Num terreno lavrado e cultivado por muitas mãos, na Alta de Lisboa, crescem couves, favas, feijões, ervilhas, batatas, cebolas, cenouras, pepinos, pimentos e outras espécies hortícolas.

No ano lectivo passado, as abóboras transformaram-se num doce que foi comido com tostas por todos os alunos, junto de quem se tenta, através do projecto da horta, promover uma alimentação mais saudável.
É por isso que para este ano lectivo estão reservadas para a festa do dia das bruxas. Os pais contribuíram para a plantação com sementes e plantas, e são também eles os principais clientes compradores dos produtos que os alunos vendem à porta da escola sempre que há colheitas.
Também naquele bairro da Alta de Lisboa poderá nascer nos próximos tempos uma outra horta, esta comunitária, sonhada pelo morador e arquitecto paisagista Jorge Cancela, que tem vindo a recrutar futuros hortelões. O mentor da ideia adianta já que conseguiu convencer "mais de 40" e precisa que vai tentando tentar reunir o maior número de apoios para o projecto, incluindo o necessário terreno.
Uma das ambições desta horta comunitária é aproximar os moradores realojados naquela zona da cidade dos que lá compraram casa, contribuindo para uma maior harmonia entre este "mix social" e para o aumento do sentimento de pertença dos próprios ao todo da comunidade. A produção, explica o arquitecto paisagista Jorge Cancela, será biológica e a zona a cultivar terá que ter "um acesso relativamente fácil, seja de automóvel, seja pedonal", além de fornecimento de água e uma vedação.
O projecto e a eventual cedência de um terreno por parte da Câmara Municipal de Lisboa já estão a ser analisados pelos serviços da autarquia, garante aquele arquitecto paisagista.
No mesmo sentido, e segundo a Câmara Municipal de Lisboa, que aponta os exemplos das hortas no Vale Fundão e no Bairro Padre Cruz, o desafio da autarquia é intervir nas hortas comunitárias já existentes, algumas das quais em espaços privados e que não têm fornecimento de água ou acessos em condições, garantindo que nenhum dos hortelões deixa de ter um espaço de cultivo.
"É a primeira vez que a câmara aposta mesmo nas hortas", garante Sá Fernandes, acrescentando que "antigamente" a prática era simplesmente "fechar os olhos" e ir permitindo a sua existência. [Público)

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Publicado por Gonçalo às 15:14 de 25.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Deslocalizações

Capitalismo é desumano, sem rosto nem fronteiras...

E, a gente admira-se?
Hipocrisia total!
Era certo e sabido, que as politicas dos baixos salários e das actividades de fraco valor acrescentado, têm curta durabilidade, não duram para sempre.
O que nós fizemos, há meia dúzia de anos aos alemães, franceses, ingleses, japoneses..., estão agora a fazer-nos a nós os chineses, ucranianos, eslovacos, polacos, moldavos, etc., etc.
A Autoeuropa, em Palmela, que já viveu dias felizes e até constituiu caso exemplar de negociações (ainda que sem cobertura legal, pois não compete às comissões de trabalhadores fazer acordos de contratos colectivos de trabalho, cuja atribuição a lei determina, com competência própria, aos sindicatos) entre trabalhadores e administração, vive, neste momento, dias de aperto e incerteza.
O recente rompimento de negociações entre a CT e a Administração da empresa terá surgido na sequencia do anuncio feito, há cerca de um mês, pelo grupo de que a futura nova viatura, uma minivan derivada do Space Up! Concept é um dos modelos nos planos da marca para a nova linha Up a ser construída na Eslováquia, mais propriamente na cidade de Bratislava!
Na sua primeira apresentação, a Volkswagen chegou a informar que a nova família Up! teria motor e tracção traseira, mas em seguida fora divulgado que os custos seriam altos para um modelo que deveria ser “barato” e global. Por enquanto, não existe um posicionamento oficial da marca sobre a disposição do motor na traseira.
O investimento na fábrica de Bratislava gira em torno de 308 milhões de euros, com geração de 1.500 vagas de emprego. As vendas estão previstas para começar em 2011, inicialmente na Europa e posteriormente nos demais mercados da marca.
Vêem-se assim, os trabalhadores de Palmela, a braços com mais este constrangimento, e, embora hoje tentem voltar às negociações a verdade é que dispõem de pouco espaço de manobra perante as actuais circunstâncias de crise mundial e, também à mistura, alguma falta de escrúpulos do próprio sistema ultraliberal que (des)governa o mundo.
Isto só terminará quando os trabalhadores tiverem, ao nível planetário, as mesmas condições de trabalho, direitos e obrigações.
Só acabará este ciclo vicioso quando as leis laborais tiverem o mesmo tratamento que tem a legislação financeira e a circulação das pessoas a mesma liberdade que se admite à circulação do dinheiro.
Porque é que o dinheiro há-de ter mais valor e ser mais respeitado que os seres humanos?


Publicado por Zé Pessoa às 00:04 de 25.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

A Bolha Financeira Mundial

 

A actual crise económica e financeira mundial tem duas vertentes essenciais: a da bolha financeira mundial e a da saturação dos mercados, já aqui descrita.
Ambas as vertentes estão intimamente ligadas, pois a saturação dos mercados é um obstáculo ao investimento produtivo e, como tal, ao retorno elevado do capital, favorecendo o excesso de liquidez financeira que resultou fundamentalmente de desequilíbrios do comércio externo e de outros factores.
As imensas exportações da China e dos produtores de petróleo fizeram verter na banca mundial quantidades enormes de dólares. A exploração de muitas centenas de milhões de trabalhadores na China, Índia e outros países geraram saldos comerciais positivos de valores astronómicos que desestabilizaram de todo o sistema económico mundial, contentando-se muitos países como a China em receber papel ou contas computorizadas em vez de alimentos e bem-estar para os seus povos. Se é verdade que os países emergentes tinham a necessidade de colocar nos mercados mundiais uma grande quantidade de produtos manufacturados a baixo preço, também é verdade que o desequilíbrio foi o grande responsável pelo “crash” financeiro mundial em que a questão dos “subprime” nos EUA foi apenas o fósforo que provocou o fogo globalizado.
Para além disso, a banca nos mais diversos países foi gerando agregados monetários por via do tão útil e prático cartão Multibanco ou de crédito, o qual alargou o factor financeiro gerado pelo cheque e pelo crédito.
O nosso cartãozinho faz com que o dinheiro de um casal pobre que aufira dois salários que somam entre os mil e os dois mil euros permaneça permanentemente na banca, passando de uma conta para outra. Isto multiplicado por milhares de milhões de pessoas em Portugal e no Mundo produziu uma liquidez extraordinária e tanto mais elevada quanto mais altos os salários de certos países europeus e dos EUA, à qual se acresce a liquidez das classes mais abastadas, das empresas, da própria banca e seguradoras e, por fim, das milhares de aplicações e fundos, e a liquidez das imensas reservas em dólares dos países emergentes.
A liquidez vagabunda no Mundo passou de 12 biliões de dólares (milhões de milhões) em 1980 para 196 biliões em 2007. Atingiu assim quatro vezes o PIB mundial que em 2007 rondava os 49 biliões de dólares, sendo portanto insusceptível de ser aplicada na produção, ou seja, em 25 anos os meios financeiros internacionais cresceram três vezes mais que o valor de toda a produção de bens e serviços mundiais. Acresce ainda a liquidez nacional nos países capitalistas sem liberdade de circulação monetária para o exterior e na componente bancária nacional de cada um.
No fundo, tratou-se de uma curiosa liquidez não inflacionária porque pertence a todos e a ninguém, além de a alguns muito ricos e só parcialmente aplicada na produção e compra de bens e serviços. A liquidez aumentou também substancialmente pela via da expansão da bolha especulativa dos diversos produtos financeiros que pareciam representar valor enquanto eram procurados pelos gestores da liquidez. Com a falência do Lehmans Bank adquiriu-se repentinamente a consciência de que tudo não passava de papel sem valor e a liquidez encolheu tanto que levou muitas dezenas de bancos à falência e outros tantos a pedirem ajuda aos Estados para não falirem. Desmoronou-se um modelo capitalista financeiro e rentista. O capitalismo com rating AAA passou a um CCC.
Os mercados não foram auto-reguladores, o liberalismo económico e financeiro falhou. Os liberais acusam os reguladores de não terem actuado quando antes foram sempre visceralmente inimigos de qualquer regulação e intervenção estatal nos mercados. Hayek, o grande teórico do liberalismo puro e duro, acusava em todos os seus escritos a intervenção do Estado de ser a culpada de não vivermos num mundo ideal regulado pela “mão invisível” do mercado. O teórico americano nem queria sistemas de Segurança Social estatais com subsídios de desemprego, assistência médica, reformas, etc. quanto mais bancos centrais a regular negócios privados.
Keynes falou do “animal spirit” do capitalismo. Efectivamente, o capitalismo financeiro seguiu uma via animalesca de procura de lucro máximo sem matemática ou qualquer tipo de racionalidade. Não só lucro como também simplesmente poder. A “mão invisível” contribuiu para todos os excessos e para a crise depois de criar bolhas fantasmagóricas de dinheiro totalmente irracional. Enquanto os estados europeus do euro se auto-disciplinavam, os bancos entravam na embriaguez total da liquidez e transaccionavam entre si biliões de euros ou dólares
A liquidez permitiu operações financeiras de compra e venda de empresas por milhares de milhões de euros. Pequenas empresas adquiriram grandes grupos com créditos bancários garantidos por acções altamente cotadas nas bolas. Com a queda de todos os títulos ficaram os créditos a descoberto e muitas empresas dependentes da vontade da banca em as levar ou não à falência. Antes dessas compras e fusões, as diferentes empresas estavam em excelente situação financeira.
Relativamente aos salários praticados em todo o Mundo existe um excedente de capacidade de produção da ordem dos 20 a 30%. A economia mundial deixou de ser uma realidade, mas antes um balão insuflado que se esvazia agora. Tudo tem os seus limites, mas ninguém estava preparado para evitar o rebentamento das bolhas. Antes ganhavam os accionistas e os capitalistas de todos os lados e, muito ligeiramente, o proletariado. Não havia motivos para evitar que o balão se fosse enchendo.
Agora, a crise está em todo o lado e atingiu países desenvolvidos e em desenvolvimento. Ninguém ficou de fora da crise. Por isso ela é grave, pois os circuitos comerciais que progrediram tanto nos últimos 25 anos estão a abrandar e a provocar o desemprego em massa. Os governos atónitos pouco ou nada podem fazer, porque também os Estados podem falir e isso seria ainda mais catastrófico. Se os Estados não encontrarem compradores para os títulos de dívida pública entram em falência se não forem capazes de reduzir as despesas.


Publicado por DD às 22:08 de 24.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

PCP e a eterna convulsão comunista
Mais do que firmar ou afirmar a sua matriz e propostas, o embuste da CDU ou se preferirem do PCP, vive na sombra e no desejo desesperado de diminuir o PS. O seu último e maior dos objectivos passa por retirar a maioria absoluta aos socialistas portugueses.
Muito pouco para um partido político com assento na Assembleia da República. Mas o que se pode esperar mais dos comunistas portugueses? [Miguel Teixeira, Câmara de Comuns]

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Publicado por JL às 19:23 de 24.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A senhora com a boca grande

… Numa mesma semana duas personalidades chamaram jornalismo miserável ao jornalismo da família Moniz cuja cara principal é Manuela Moura Guedes, aquela senhora com a boca grande e lábios muito inchados, que é pivot do jornal de sexta-feira da TVI. Primeiro foi Henrique Monteiro, director do Expresso, depois foi Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados. Em relação ao director do Expresso a família Moniz ficou calada pois não teve coragem de se meter com um grupo que também tem televisões, já quanto a Marinho Pinto é de esperar que a distinta família tudo faça para o destruir, quem se mete com os Monizes da 4 leva. … [O Jumento]


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Publicado por JL às 17:27 de 24.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Manuel Alegre prepara congresso nacional

O ainda deputado do PS quer fazer uma grande reunião a seguir ao ciclo eleitoral. A ideia é lançar a discussão sobre uma petição defendendo a possibilidade de candidaturas independentes à Assembleia da República.

Manuel Alegre está a preparar um "congresso da cidadania". A iniciativa, segundo revelou o deputado do PS, deverá decorrer ainda este ano, mas só depois de terminado o ciclo eleitoral ou seja, apenas depois das legislativas.
O congresso, segundo acrescentou, servirá, nomeadamente, para lançar a nível nacional a recolha de assinaturas para uma petição defendendo a possibilidade de candidaturas independentes à Assembleia da República. Os "alegristas" querem que o Parlamento discuta uma proposta nesse sentido e vão tentar alavancar a sua discussão nessa petição. A proposta, seja como for, dificilmente será acolhida. Precisaria de dois terços (um acordo entre o PS e o PSD) e, no quadro actual, não é de admitir que nenhum dos partidos a viabilize. Se a petição reunir mais de quatro mil assinaturas, isso torna obrigatória a discussão pelos deputados.
O congresso será evidentemente visto na perspectiva, também, de uma nova candidatura presidencial de Manuel Alegre, em 2011. Na semana passada, quando anunciou que não seria recandidato a deputado pelo PS, Alegre admitiu a hipótese de vir a ser de novo candidato presidencial. "Na altura se verá", afirmou.
Entretanto, o MIC (Movimento de Intervenção e Cidadania), criado pelos alegristas depois das eleições presidenciais de 2006, vai-se reorganizando, tendo em vista transformar-se na plataforma quotidiana de acção política de Manuel Alegre depois deste deixar a Assembleia da República.
Preparam-se eleições gerais na organização. O ainda deputado do PS e vice-presidente da Assembleia da República quer dar-lhe mais operacionalidade, criando um novo órgão, uma comissão executiva de apenas três elementos. Pretende recrutar também a experiência de dissidentes do PCP que têm vindo a aproximar-se do "alegrismo". Actualmente, o órgão mais executivo do MIC é a comissão coordenadora, que reúne onze elementos, sendo presidida pelo advogado João Correia. Manuel Alegre, apesar de ser a figura inspiradora do movimento, integra apenas um órgão: o conselho de fundadores, a que preside.
Para já, está posta de parte a ideia de do MIC nascer um novo partido, ideia que em tempos foi alimentada pelo próprio Manuel Alegre. Os movimentos nesse sentido no interior da organização "alegrista" são considerados muito minoritários. [Diário de Notícias]


Publicado por JL às 23:01 de 23.05.09 | link do post | comentar |

Elevador para o castelo arranca em Agosto

Oito anos após ter sido abandonado devido às vozes contra da opinião pública, o projecto da ligação em elevador da Baixa ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, foi reformulado e começa a ser construído já no mês de Agosto.

A ligação irá fazer-se por um primeiro elevador colocado num prédio devoluto no começo da Rua dos Fanqueiros, que terá uma saída [ao nível do último piso] para o Largo Adelino Amaro da Costa. Depois, um outro elevador dentro do Mercado do Chão do Loureiro estabelece a restante ponte com a cota do castelo.
Segundo o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) já deu um parecer positivo ao projecto. "É uma obra que se insere no plano de acesso às encostas. O 'Mobilidade Suave", adiantou.
Além do elevador, o mercado integrará ainda um parque de estacionamento em silo automóvel, um supermercado e um restaurante panorâmico [ver pormenores na caixa ao lado]. Trabalhos que serão custeados pela Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), à excepção do mecanismo de ligação ao castelo.
Fonte da empresa adiantou que a "transformação do mercado - actualmente sem actividade - em silo automóvel remonta ao mandato de Santana Lopes, tendo sido adjudicado à construtora Soares da Costa, em 2006". "Essa obra arranca em Agosto e o Município assume o custo relativo aos elevadores", disse a mesma fonte. [Jornal de Notícias]

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Publicado por JL às 21:19 de 23.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Marinho Pinto: "Você faz um péssimo jornalismo"

Em entrevista dada à TVI, o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, ao ser apelidado de “bufo” por Manuela Moura Guedes, respondeu violentamente à jornalista afirmando: “você não tem autoridade nenhuma para emitir juízos de valor acerca do que se passa na justiça”, e continuando no mesmo tom, acusou a jornalista de fazer um “péssimo jornalismo” que “viola sistematicamente o código deontológico”.
A entrevista não acabou sem Marinho Pinto afirmar que “se você me quiser fazer uma entrevista decente eu estarei disponível, mas esta estação devia ter aqui uma jornalista decente e não alguém que deturpa constantemente as regras do jornalismo”. [Diário de Notícias]

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Publicado por JL às 00:31 de 23.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Lisboa: Costa recusou encabeçar «movimento de cidadãos»

A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, Helena Roseta, revelou que propôs ao presidente da Câmara, António Costa, que encabeçasse um «movimento de cidadãos alargado» nas próximas eleições autárquicas, tendo este recusado o convite.

Roseta lamenta que o autarca tenha declinado o convite, adiantando que aquele justificou a sua recusa com o argumento de que «não se tratava de uma situação clara» em termos políticos.
A revelação foi feita durante um jantar de apresentação da sua candidatura à autarquia.
Segundo a vereadora, a ter avançado, o movimento alargado venceria sem dificuldades as eleições. [Portugal Diário]

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Publicado por JL às 00:03 de 23.05.09 | link do post | comentar |

Da escola ao trabalho

O Comité Internacional da Associação Internacional de Segurança Social (AISS) para a Educação e Formação vai realizar de 1 a 3 de Junho, em Lisboa, em conjunto com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), um seminário sobre o acolhimento nas empresas, a formação em segurança e saúde dos jovens trabalhadores.

O evento dirige-se, sobretudo, aos profissionais e responsáveis pelas decisões nas áreas da segurança e saúde no trabalho e da formação profissional e técnica, bem como às empresas em geral que pratiquem uma política de acolhimento e acompanhamento dos jovens na integração do mercado de trabalho, salvaguardando e promovendo a segurança e saúde dos mesmos. [via A. Brandão Guedes, Bem Estar no Trabalho]


Publicado por Otsirave às 15:14 de 22.05.09 | link do post | comentar |

183 milhões de euros por cobrar

A Câmara de Lisboa (CML) tem 183,2 milhões de euros de receitas por cobrar. Só no que se refere a verbas de parques de estacionamento (EMEL) e outros serviços, o município tem a receber 32 milhões de euros, 7,4 milhões dos quais respeitantes a 2008.

Segundo o relatório de gestão do ano passado, a receita liquidada da CML foi de 603,2 milhões de euros face aos 568 milhões efectivamente cobrados. Para esta diferença de 35,2 milhões de euros, contribuíram em grande parte os impostos, com uma diferença de 10,3 milhões de euros, que assenta nas deduções à colecta de IMI e no IMT. Também a rubrica de taxas, multas e outras penalidades teve o seu peso, com uma diferença de cerca de 10,1 milhões de euros entre a receita liquidada e cobrada. Há ainda a venda de bens e serviços correntes, com 7,4 milhões de euros de diferença, originada pela falta de cobrança de receitas dos parquímetros da EMEL e outros serviços.
Contas feitas, no final de 2008, a receita não cobrada pela autarquia ascendeu a 183,2 milhões de euros, potenciada pelo grupo de taxas, multas e outras penalidades (51,3%), venda de bens de investimento (19,8%) e venda de bens e serviços correntes (17,5%). [Correio da Manhã]


Publicado por JL às 15:03 de 22.05.09 | link do post | comentar |

Os muros da escola

A missão de um professor é ensinar. É para isso que estuda, é para isso que lhe pagam. A missão de um professor de História é partilhar conhecimentos sobre História. Não é aproveitar a parte da matéria sobre os romanos e debitar impropérios avulsos sobre vómitos e orgias, como aconteceu com a docente da escola de Espinho. Não é humilhar quem se espera seja ajudado, não é questionar a suposta perda da virgindade de uma aluna de 12 ou 13 anos. Não é alcandorar-se a um patamar de superioridade que raia quase o insano. Mas a professora da Escola Sá Couto é só uma professora. Não é o sistema de ensino português nem é a classe profissional onde se insere. Mais do que académico, a senhora tem um problema emocional. Quem é temperamental àquele ponto não pode ensinar ninguém.

Coloca-se, todavia, outra questão, bem mais pertinente: o Conselho Executivo da Escola Básica 2, 3 Sá Couto conheceria alguns dos episódios decorrentes da personalidade sui generis de Josefina Rocha e terá tentado encobri-los, adiando o relato de queixas e situações menos claras à Direcção Regional da Educação do Norte. É por isso, de resto, que está a ser investigado pela Inspecção-Geral da Educação.
E aqui reside a dúvida: com que propósito se oculta das autoridades competentes este tipo de informação? Estará o esquecimento relacionado com o facto de, durante aquele período, terem decorrido eleições para o órgão máximo da Escola Sá Couto (coincidência ou não, a nova presidente do Conselho Executivo foi eleita no mesmo dia em que a SIC divulgou a gravação da aula)? Teria a professora de História qualidades tamanhas, como reconhecem alguns alunos, que justificassem que a direcção da escola se "atravessasse" por ela? Mesmo sendo verdade que há queixas reportando comportamentos menos próprios da docente pelo menos há três anos? Estamos, ou não, perante um público ajuste de contas entre alguns pais e uma professora? E, já agora, o que será que se ouve na parte substancial da gravação de quase duas horas que não foi tornada pública?
A tentação portuguesa, nesta como em outras situações, é sempre a mesma: têm de rolar cabeças, temos de crucificar alguém. No caso concreto, a mais forte candidata ao lugar é sem dúvida Josefina Rocha (embora os pais que arquitectaram a estratégia também não fiquem bem na fotografia). A professora dificilmente encontrará uma explicação para ter dito o que disse. E deve, depois de esclarecidos todos os factos, ser responsabilizada pelos seus actos.
Porém, este psicodrama nacional pode ter outro alcance. Sobretudo pelas mazelas que arrisca causar, no futuro, numa classe profissional que se espera exemplar e impoluta. A partir deste momento, com que segurança vai um professor para uma sala de aulas partilhar experiências, dizer uma piada ou outra, repreender um aluno faltoso ou desatento, impor a disciplina? Um docente condicionado pelo perigo de haver um gravador algures escondido numa mochila que depois vai parar à secretária de um jornalista não cumprirá bem a sua missão.
É certo que os professores têm de saber estar nas aulas, mas não podemos permitir a perversão de serem os alunos a dizer-lhes como. E este pode ser o principal ensinamento a tirar de uma aula de História do 7.º ano que devia ser uma coisa séria, mas foi exaltada como um espectáculo de entretenimento: a escola não pode sair dos muros da escola. [Pedro Ivo Carvalho, Jornal de Notícias]

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Publicado por JL às 14:11 de 22.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A revolta dos corvos

Constâncio, Amado da Silva, Manuel Sebastião e outros, vão ser aumentados em 5% este ano.

“Larápios” actuam pela cala dos gabinetes draconianos onde emitem pareceres de ideologias restritivas para serem aplicadas a terceiros, aplicando-se a si próprios regalias de fausto e esbanjamento.
É por estas e por outras que já ninguém acredita em nada do que os políticos e gestores por aí andam apregoar.
São todos como diz o provérbio de São Tomás, “Faz o que ele diz, não faças o que ele faz”.
É preciso virar do avesso o provérbio “Não faças o que ele diz, faz o que ele faz. A crise existe, efectivamente, mas não atinge a todos...
De acordo com um comunicado de imprensa do Ministério, veio um tal senhor secretário de Estado do Tesouro e Finanças, que dá pelo nome de Carlos Costa Pina, dizer que assinou, no último dia de Abril, um despacho que clarifica as orientações para a definição das remunerações, "aplicáveis ao exercício da função accionista do Estado em empresas participadas" e que, o ditoso documento, determina que "devem observar-se, em geral, as recomendações emitidas a nível comunitário" e "o enquadramento e as orientações definidas no Regime Jurídico do sector Empresarial do Estado, no Estatuto do Gestor Público e nos princípios do bom governo das empresas do sector empresarial do Estado".
Ou o governo permite a existência de muitos pesos e muitas medidas, ou andam a deitar serradura aos olhos do povo. Se calhar são as duas coisas em simultâneo. É que o povo, também, já se não deixa iludir assim tão facilmente. O povo tornou-se desconfiado e parece que terá razões de sobra.
Então não é que veio agora a público que Constâncio, o senhor do Banco de Portugal, aquele que ainda não há muito tempo afirmou que "é evidente que a actualização de 2,9 por cento para a função pública não terá justificação perante uma previsão de inflação de 0,2 por cento", será aumentado em 5% este ano?
E um igual aumento, também, para Amado da Silva assim como os restantes administradores da Anacom. E ainda, como não poderia deixar de ser, também, a liderança da Autoridade da Concorrência, coordenada por Manuel Sebastião, ex-administrador do Banco de Portugal, recebe igualmente mais 2,1% do que os (ricos) dos funcionários públicos, os trabalhadores em geral ou mesmo os (também ricos) reformados e pensionistas.
É preciso que se diga que o salário de Vítor Constâncio – e por arrasto de outros (pobres assalariados) reguladores – é decidido por Teixeira dos Santos (“patrão” daquele outro Secretário de Estado) que, definiu para 2007, uma remuneração anual de 250 mil euros, cerca de 18 vezes o rendimento nacional percapita, o que, por esta medida, faz de Constâncio um dos banqueiros centrais mais bem pagos do mundo.
Revolta-te meu povo que “a maré se vai levantar, que a liberdade está a passar por aqui, maré alta, maré alta, aprende a nadar companheiro.”


Publicado por Zé Pessoa às 11:03 de 22.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Sindicalismo, crise interna na CGTP/IN

PCP instrumentaliza, cada vez mais, a central sindical.

A guerra entre PCs e PSs, na Intersindical constitui uma enorme irresponsabilidade, sobretudo neste momento de crise. Cabe aos outros sindicalistas e correntes pluralistas dizer não a esta situação. Será que conseguem?
Os primeiros, numa atitude de um saudosismo bolorento e vazio de futuro, continuam a sonhar em aderir à Federação Sindical Mundial (FSM), naturalmente, de ortodoxia comunista, sendo que os socialistas e outras correntes dentro da central preconizam, mais racionalmente, uma adesão à organização internacional, recentemente, criada a partir do “desaparecimento” da CISL e CMT de ideologia pluralista, a Confederação Sindical Internacional (CSI), onde aliás a UGT já tem assento. Repete-se, neste caso, o “fenómeno” já sucedido a propósito da adesão à Confederação Europeia de Sindicatos, (CES) a que já tardiamente e por razões de completo isolamento a Intersindical acabaria por aderir.
Os recentes acontecimentos do 1º de Maio constituíram mais um passo dado pela actuação sectária, antidemocrática, de um grupo que se considera “proprietário” da CGTP, em direcção à disputa pela filiação internacional de central sindical. De todo, não é a melhor forma de debate de uma decisão tão séria, ainda bem que Vital Moreira e Carvalho da Silva já procuraram pôr uma “pedra” no assunto, a ver vamos se os ortodoxos aceitam essa iniciativa.
Estes pseudo donos do movimento sindical unitário não se coíbem de praticar agressões em pessoas que sendo convidadas, para participarem na manifestação, pela direcção CGTP, que não deixa de não ser uma manifestação dos trabalhadores portugueses e de quem nela se queira, democraticamente, manifestar.
Tal actuação é condenável mesmo que se admitam razões explicativas da animosidade do referido grupo pelo posicionamento político do candidato Vital Moreira, outrora, como é do conhecimento público e o próprio não o esconde, militante comunista.
Todavia, o facto não nos deve esconder o que de mais importante se passa, neste momento, na CGTP. Por diversos factores a corrente comunista na CGTP, cultiva cada vez menos a unidade que pugnava no tempo de Cunhal. Actualmente existe uma dinâmica cada vez mais forte para transformar a Intersindical na central comunista, a questão internacional é uma das componentes onde melhor se acentua essa dinâmica, além, claro está, do uso abusivo das suas estruturas, para proveito próprio partidário, como tem vindo a suceder ao longo desta semana da manifestação promovida pelo PCP.
Em resposta, a esta evolução negativa tanto para a central como para a defesa dos interesses dos trabalhadores, a corrente socialista, de menor expressão, enveredou, também, por uma estratégia, também, partidária de ruptura e de confronto que aprofunda o conflito actualmente existente na direcção da CGTP.
O caso Vital Moreira foi mais um episódio que veio aprofundar este conflito interno e com a saída de Carvalho da Silva a situação irá agudizar-se. De resto e apesar da sua militância comunista não se vislumbra, no seio da central, quem da maioria possa vir a desempenhar um papel, minimamente, democrático na CGTP, como vinha sucedendo até à realização do ultimo congresso. Aliás, para que se não note tanto a transição, Carvalho da Silva, na prática, está a endurecer a luta não tanto por convicção mas, sobretudo, por imposição.


Publicado por Zé Pessoa às 00:09 de 22.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

As patetices deviam pagar imposto

Creio que foi na TSF que ouvi a Dr.ª Ferreira Leite declarar que Portugal deve mais do que aquilo que produz num ano e, portanto, se fosse uma empresa, o país estaria falido.

Ora como decerto saberão, a insolvência numa empresa não acontece quando as dívidas são superiores àquilo que produz. Quando muito, poderemos dizer que a empresa está em sérias dificuldades de tesouraria, mas, se os activos forem suficientes para garantir as obrigações a empresa não se encontra em estado de falência.
Como acredito piamente, que a Sr.ª está a fazer um esforço sério, para falar verdade aos portugueses, tenho que concluir que não sabe do que fala.
Não quero errar, mas julgo ter sido o insuspeito Mira Amaral que escreveu: "a Dr.ª Manuela apenas percebe de contabilidade nacional, e mesmo assim, muito pouco!" [Oscar Carvalho, Perplexo]


Publicado por JL às 00:06 de 22.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Debate: Políticas de Ambiente para o Século XXI

 

Para mais informação visite A Linha – Clube de Reflexão Política

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Publicado por Xa2 às 21:00 de 21.05.09 | link do post | comentar |

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