Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Os recentes conflitos sociais como o dos professores têm colocado algumas pessoas de esquerda em desconforto perante os sindicatos e o seu papel nas actuais sociedades. Algumas pessoas consideram que os sindicatos, nomeadamente no actual conflito na educação, deveriam ceder e pôr os interesses da educação em primeiro lugar, outras consideram que o Governo tem a legitimidade do voto e, portanto, deve decidir e resolver o conflito impondo a sua vontade.

Não tenho como objectivo agora dizer qual a posição que me parece mais justa ou adequada. Antes pretendo partir para uma reflexão sobre o sindicalismo para os próximos tempos.

Lembro, no entanto, aos que consideram que o Governo deve vencer este confronto com um episódio não muito longínquo no Reino Unido com o Governo da “Dama de Ferro”, a senhora Tatcher que teve um braço de ferro com os sindicatos, vencendo-os e privatizando diversos sectores e serviços públicos. O desemprego e a pobreza aumentaram, os transportes e o serviço de saúde não melhoraram, antes pelo contrário!

É no, entanto, importante que nos entendamos sobre o que queremos em termos sindicais, ou seja que sindicalismo defendemos para uma democracia que não é mera ficção, mas que é participativa não se limitando a um voto periódico em políticos profissionais! Em geral os governos gostam de sindicatos colaboracionistas e excomungam os mais protestantes e inconformistas.

Ora, o sindicato colaboracionista apenas ganha as migalhas que sobram do banquete dos ricos! Em geral os trabalhadores desconfiam daqueles que estão sempre dispostos a assinar acordos e a brindar com os governos!

Assim, e contrariando algumas pessoas acomodadas, os sindicatos devem continuar a ser reivindicativos, apesar da crise e por causa da crise. Devem, obviamente fazer uma leitura da situação concreta nacional e internacional, enquadrando na mesma as suas reivindicações. Mas, em tempos de sacrifícios todos devem contribuir, em particular os que mais ganham ou mais rendimentos usufruem!

Um papel importante do sindicato continua a ser a repartição da riqueza nacional! Há pouco? Há menos a dividir!

Discordo assim daqueles que defendem que os sindicatos deveriam calar as suas exigências salariais para, enfim, mais tarde recuperarem o que perderam....como se tal fosse fácil!

A Luta pela promoção da saúde no trabalho deve ser central na acção sindical!

Embora a reivindicação salarial continue a ser central na melhoria das condições de vida o sindicato deve ser reivindicativo ao nível de melhores condições de trabalho, nomeadamente de saúde e segurança e bem-estar no trabalho.

A promoção da saúde no trabalho é, assim, um dos grandes desafios do sindicalismo actual, nomeadamente no que respeita aos novos riscos do trabalho como o stress e a violência psicológica e até física!

Os imigrantes e operários desqualificados são as principais vítimas do trabalho! Em muitas empresas, a segurança é uma ficção!

Todavia, os sindicatos terão que fazer um grande esforço de formação dos seus quadros neste domínio. Tal como os empregadores os sindicalistas continuam, embora por razões diferentes, a menorizar a luta pela promoção da saúde no trabalho! Ora, nos tempos actuais e futuros esta reivindicação é central, já que está no centro da luta pelo trabalho digno e de qualidade!

Embora pouco estudadas, as consequências da precarização do trabalho, dos ritmos de trabalho e dos horários prolongados vão fazer-se sentir na saúde e na vida das pessoas!

Os sindicatos deverão adoptar rapidamente uma abordagem mais empenhada e mais fundamentada desta realidade. O recente projecto de estudo e de sensibilização para a prevenção do stress nos locais do trabalho promovido pela CGTP e pela CCP no âmbito do Acordo Europeu sobre a mesma questão parece-me uma iniciativa promissora se prosseguir após os apoios. (continua) [A.Brandão Guedes, Bem Estar no Trabalho]



Publicado por Xa2 às 18:59 | link do post | comentar | comentários (1)


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Publicado por [FV] às 17:42 | link do post | comentar | comentários (1)

 

Desapareceram quadros do BPN no valor de 2,5 milhões.

O BPN efectuou um levantamento da localização de património artístico registado nas contas do banco. Resultado? Não foi "possível localizar quadros cujo valor global ascende a 2,5 milhões de euros".

Este desconhecimento da localização de obras de arte é divulgado precisamente oito meses após Miguel Cadilhe ter apelidado 80 obras de Juan Miró, uma colecção de moedas comemorativas do campeonato de futebol ‘Euro 2004' e uma colecção egípcia de "activos extravagantes".

Na altura, o objectivo da Sociedade Lusa de Negócios - ex-dona do BPN antes da nacionalização - era alienar, além de várias áreas de negócio, esses activos excêntricos, que permitiriam, a valor de balanço, encaixar mais 110 milhões de euros. [Diário Económico]


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Publicado por JL às 00:46 | link do post | comentar | comentários (2)

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

… Mas uma coisa é a indignação e o protesto a que têm direito os professores. Outra coisa é um sindicato entrar em campanha eleitoral. A Fenprof, que se saiba, não vai a votos no próximo domingo, tão-pouco nas próximas legislativas. Resulta, por isso, bizarro ouvir Mário Nogueira dizer, perante a imensa plateia, que "não podemos admitir que volte a funcionar uma maioria absoluta". Ficámos todos a saber que não foi o líder do sindicato dos professores que discursou, sábado à tarde, em Lisboa, foi o militante do PCP que aspira a ser líder de um sindicato de voto... [Rafael Barbosa, Jornal de Notícias]



Publicado por JL às 22:48 | link do post | comentar | comentários (2)

«CML quer tirar 80 mil carros de Lisboa e apostar nos transportes públicos…o estacionamento em Lisboa pode vir a ficar mais caro.»

Entrevista do arquitecto e vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa Manuel Salgado ao jornal i.


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Publicado por JL às 22:03 | link do post | comentar | comentários (1)

Vi, de raspão, uma intervenção de Maria Filomena Mónica, na RTPN, se não estou em erro.

Mas o que ouvi deixou-me perplexa. Dizia Maria Filomena Mónica que a avaliação tem de ser subjectiva, que tinha pedido a reforma antecipada porque o ministério queria que ela preenchesse uns formulários e que ela se recusava.

Não consigo perceber como é que Maria Filomena Mónica foi avaliada e avaliou ao longo destes anos todos, os conhecimentos, as publicações, os curricula de tantos quantos se cruzaram o seu caminho. Foi pela cor dos olhos, pelo que vestiam, pelo som dos apelidos? Como é que ela própria foi avaliada? Por testes, em que tinha que responder a perguntas iguais às dos seus colegas, que tinham uma grelha de avaliação e que, no fim, somavam um determinado valor? Ou pelos ares de inteligência ou de indigência mental que tinham?

Como se pode ser a favor da meritocracia se não há formas de comparar e avaliar? Como se comparam e avaliam procedimentos, atitudes, conhecimentos, aptidões, sem que se tende uma objectividade exemplar? Como se pode dar possibilidade a quem é avaliado de contestar a própria avaliação, se esta não seja o mais clara e transparente possível?

É claro que há, e deve haver, algum lugar para a subjectividade. Avaliar pressupõe responsabilidade do avaliador e, por muito que se seja objectivo, as pessoas não são computadores. Essa responsabilidade deve ser assumida e quem avalia deverá prestar contas da sua avaliação.

Como é possível alguém que se diz democrata e meritocrata defender uma forma de avaliação que permite um poder discricionário sobre quem está a ser avaliado?

Maria Filomena Mónica defende o indefensável, fala de uma escola que já não existe, se é que alguma vez existiu. E se o diagnóstico é que este é um problema que tem oitocentos anos, de certeza que não estaria à espera que alguém o resolvesse em quatro. Muito menos ela própria, cujas ideias não se percebem se são para este século ou para o XIX, onde ela confessa que vive na maior parte do tempo. [Sofia Loureiro dos Santos, Defender o Quadrado]



Publicado por JL às 21:15 | link do post | comentar | comentários (1)


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Publicado por Xa2 às 12:43 | link do post | comentar | comentários (3)

Verifica-se hoje que o eleitor está a ficar cada vez mais órfão, porque os políticos e as políticas por eles levadas a cabo, estão num estado em que o eleitor acredita cada vez menos, com as quais não se identifica e tanto de uns como de outras está cansado.

É necessário agir. Agir não é ficar em casa ou apenas ir colocar o seu voto em branco na urna, sempre que haja eleições. É necessário agir, porque a omissão é uma acção destruidora. É imperioso criar e desenvolver um Movimento de Residentes Independentes pelo Lumiar (em Lisboa) que, se possível já em Outubro de 2009, possa ir a votos para a autarquia, concorrendo tanto com aqueles que estão há oito anos na Junta como com aqueles que estão na oposição, na Assembleia de Freguesia.

A abstenção e a omissão são armas tão perigosas e destruidoras quanto a atitude autoritária e demagógica de indivíduos que dominam em algumas das nossas Autarquias. Os residentes independentes conhecem e poderão defender melhor a Freguesia do que muitos daqueles que actualmente se sentam nas cadeiras da Assembleia e nada melhor que a vivência e a sabedoria popular para encontrar e fazer propostas de modo a irem ao encontro da resolução das necessidades da Freguesia e das populações que nela vivem ou trabalhem.

Uma coisa é certa: apenas aqueles que elogiam a figura de proa, têm as suas compensações, aqueles que não a admiram e não elogiam não tem grande sorte. Caiu-se numa partidarite balofa, num carreirismo oportunista a que urge por cobro.

Este é o estado em que se vive no Lumiar e que confirma o velho ditado popular “mais vale cair em graça do que ser engraçado.” A situação caiu em desgraça, sem graça.

O Lumiar e os lumiarenses pedem, um projecto ambicioso, conduzido por pessoas conhecedoras das realidades, credíveis, capaz de mobilizar os cidadãos e de recolocar a Freguesia numa posição de relevo.

Embora se registe a falta de ambição, a pouca dinâmica e a fraca capacidade reveladas pelo actual presidente de Junta, não é menos verdade, também, a perspectiva de que o mesmo venha a suceder com as tradicionais oposições que  com ele se confrontarão nas próximas eleições.

É por estes motivos que a classe política detentora do poder e os próprios partidos são cada vez mais olhados pelo cidadão comum com total descrédito.

Assim, na actual conjuntura, não parece ser difícil promover um projecto mobilizador de Residentes Independentes pelo Lumiar, capaz de melhorar a Freguesia e de se assumir como uma alternativa mais válida que o actual Poder Local.

É esta a sua percepção?

Será de avançar com o Movimento de Residentes Independentes pelo Lumiar?

Nova Sociedade pelo Lumiar


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Publicado por Gonçalo às 00:06 | link do post | comentar | comentários (39)

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