Sábado, 31 de Outubro de 2009

O país precisa de uma Oposição responsável e credível. Quem perdeu as eleições não serve para liderar a Oposição mas, no PSD, ninguém pode acreditar que o problema foi a Dr.ª Manuela Ferreira Leite. O problema é o partido. A actual líder não é pior que nenhum dos dirigentes que se perfilha para a substituir, bem pelo contrário.

Ferreira Leite devolveu ao PSD a credibilidade. Falhou no discurso, mas não falhou nas ideias para o país. Era uma alternativa ao actual Poder, não era uma mera alternância. O povo escolheu a continuidade, mas não desistiu de exigir a todos os partidos que encontrem soluções para ultrapassar a crise.

Falhada a conquista do Poder, problema maior para um partido da alternância, o PSD não pode agora falhar a discussão programática. Não pode e não deve centrar a discussão no candidato que melhor passa na Comunicação Social. É um erro acreditar que o mais mediático dos candidatos é o que melhor pode servir os interesses do partido.

Acontece até que o mais mediático dos candidatos é o mais ponderado nas propostas para devolver ao PSD a capacidade de ser uma alternativa credível. Marcelo Rebelo de Sousa propõe que o PSD se encontre a si próprio antes de pedir ao país que encontre o PSD. Talvez, por isto, seja o melhor líder que o PSD pode ter, mas é bom que os militantes do partido não o queiram, apenas, porque é o mais popular dos seus militantes.

Por uma vez, Marcelo disse que não seria líder do PSD "nem que Cristo desça à Terra". Acabou por ser. Desta vez, não ouviremos declarações tão peremptórias. Marcelo, inteligente, astuto, bem informado, poderá ser o melhor líder da Oposição que o país pode ter. O que todos esperam, a começar pelos militantes do PSD, é que prove também que pode ser a melhor alternativa como chefe de governo. O país não pode ficar à espera de um D. Sebastião que nunca se concretiza. É que é mais fácil acreditar na ressurreição de Jesus Cristo.

[Jornal de Notícias, Paulo Baldaia]


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Publicado por JL às 19:57 | link do post | comentar | comentários (1)

O presidente da CIP entende que empresas continuam a precisar de apoios, pelo menos até 2011. Sobre o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) em 25 euros, Francisco Van Zeller defendeu que, em 2010, esta retribuição não deve ser aumentada porque as empresas correm o risco de fechar.

É assim mesmo, o estado que continue a apoiar as empresas com o dinheiro dos nossos impostos que eles não podem dar uns miseráveis 25 euros (80 cêntimos por dia) a quem vive com 450 euros de ordenado mínimo. Se não podem então algo está errado porque eu não vejo faltar dinheiro para pagar dezenas ou centenas de milhares de euros aos administradores e gestores. Quando ouvimos que políticos trabalham para dezenas de empresas, (lembro-me do Nobre Guedes que para ser Ministro do Ambiente teve de abdicar de 30 cargos em empresas), e onde só devem ir quando o rei faz anos e recebem milhares de euros não podemos deixar de nos revoltar. Vão todos à merda e quem trabalha acorde e lute pelos seus direitos. Já basta desta pouca-vergonha. [wehavekaosinthegarden]



Publicado por JL às 19:53 | link do post | comentar | comentários (1)

Pedro Passos Coelho, Aguiar Branco, Paulo Rangel, Morais Sarmento, Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes e Luís Filipe Menezes são, no momento presente, os grandes accionistas dessa fantástica agremiação político-empresarial que é o Partido Social Democrata.

Cada um deles dispõe de uma quota específica do capital social da empresa, representa interesses accionistas divergentes e tem uma visão própria para a sua estratégia empresarial.

O grave é todos fazerem parte do Conselho de Administração e não se conseguirem entender.

Filhos mais ou menos próximos de Aníbal Cavaco Silva, demonstram-se incapazes de gerir a herança deixada pelo pai.

Enquanto o PSD não for tomado por um accionista largamente maioritário, estará condenado a perder mercado e, quem sabe, mesmo até à falência.

[Portugal Contemporâneo, Rui Albuquerque]


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Publicado por JL às 19:51 | link do post | comentar

Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Segundo o velho provérbio, "o importante não é dar o peixe, é ensinar a pescar". Mas às vezes isso não basta e é importante também dar o peixe.

O novo governo elegeu a justiça social como uma das suas prioridades. Isso é uma boa notícia. Mas é também necessário pensar sobre o real significado desse propósito. Nisto, como noutras coisas, creio que existe uma divisão entre a esquerda e a direita.

Para a esquerda, a justiça social implica maior igualdade de oportunidades e redução das desigualdades sociais medidas pelo índice de Gini. A direita não pensa exactamente da mesma forma. Esta considera que é importante promover a igualdade de oportunidades, mas não costuma prestar grande atenção à diminuição das desigualdades sociais (apenas à assistência aos muito pobres - o que é diferente). Para a direita, a igualdade de oportunidades é importante, mas não a igualdade de resultados.

A disjunção entre igualdade de oportunidades e de resultados é atraente porque corresponde à visão do senso comum. Tendemos a pensar que se deve ensinar a pescar em vez de oferecer o peixe. O importante é que cada um tenha oportunidade de pescar, embora uns possam obter melhores pescarias do que outros. Mas será que esta disjunção é conceptualmente satisfatória? Vejamos.

Aquilo a que chamamos "igualdade de oportunidades" requer, em primeiro lugar, a ideia de "abertura das carreiras às competências", isto é, a não-discriminação em função das hierarquias sociais, da raça, do sexo, etc. Em segundo lugar, a igualdade de oportunidades, para ser substantiva e não meramente formal, implica o efectivo acesso de todos, inclusive dos mais desfavorecidos, à educação e formação profissional e a cuidados de saúde básicos. Até aqui não fugimos da intuição do senso comum: uma igualdade de oportunidades ao mesmo tempo formal e substantiva é uma forma de "ensinar a pescar" e não de "oferecer o peixe".

Mas será que pode existir uma verdadeira igualdade de oportunidades numa sociedade que seja profundamente desigual em termos de rendimento e riqueza?

Claro que não. Os mais favorecidos estarão sempre numa posição privilegiada para aceder a mais oportunidades - educativas e outras - para si mesmos e para os seus filhos. Portanto, o aprofundamento da igualdade de oportunidades implica sempre a diminuição da desigualdade social medida pelo índice de Gini. Não basta ensinar a pescar. Para que as oportunidades sejam verdadeiramente iguais é também necessário que não haja uma grande disparidade entre os recursos de que dispõem os diversos pescadores - o peixe que cada um tem à partida e serve de isco, por assim dizer.

O tema da igualdade de oportunidades e a sua relação com outros aspectos da igualdade social estará em discussão a partir de hoje e até sábado na Biblioteca Nacional, numa conferência internacional organizada em conjunto pela Universidade do Minho e pela Universidade Nova de Lisboa. O tema é complexo. Para além dos aspectos meramente conceptuais, será necessário explorar as suas muitas ramificações com a economia, os sistemas de saúde, a escola e a família.

[ i , João Cardoso Rosas]



Publicado por JL às 13:57 | link do post | comentar | comentários (2)

As manifestações são uma terapia com provas dadas: convencem-nos de que as nossas ideias (chamemos-lhes assim, às frases rimadas) estão certas porque arrastam multidões. Já é discutível uma ideia ser certa porque é de muitos, mas o que agora se põe em causa é isto: multidões?

A convicção de que uma manifestação é enorme nasce porque há sempre alguém esganiçando-se ao microfone: "Se isto não é povo, onde é que está o povo?" E os jornais do dia seguinte confirmam: "Meio milhão nas ruas!" Era assim, é assim, mas há que rever essas orgias de números - porque, agora, há tecnologia que apanha mais depressa uma manifestação do que um coxo.

As notícias chegam de Espanha, de uma manifestação (por acaso de direita, mas com a esquerda seria o mesmo) contra o aborto. Estimaram os organizadores: 2 milhões. A Comunidad de Madrid (do PP, próxima dos organizadores): 1,2 milhões. A polícia: 250 mil. Extraordinária diferença! Mas ainda não viram nada.

A empresa Lynce, especialista do assunto, pôs um zepelim no ar, com quatro câmaras de alta resolução e dois vídeos de alta definição. E não estimaram, contaram: 55 316 cabeças!

A ciência lá nos deu cabo de mais uma ilusão. Mas nada está perdido: se cada um passar a levar um balão, a manifestação, filmada de cima, dobra.

[Diário de Notícias, Ferreira Fernandes]



Publicado por JL às 13:55 | link do post | comentar | comentários (1)

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Mário Cordeiro, pediatra, disse numa conferência organizada pelo Departamento de Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos.

Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta e o telemóvel e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar. Passados dez minutos eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras. Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida. Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou até encurtados conforme as circunstâncias do momento ou de cada dia. A ideia é que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a atenção.

Por incrível que pareça, esta atitude de largar tudo e desligar o telemóvel tem efeitos imediatos e facilmente verificáveis no dia-a-dia.

Todos os pais sabem por experiência própria que o cansaço do fim de dia, os nervos e stress acumulados e ainda a falta de atenção ou disponibilidade para estar com os filhos, dão origem a uma espiral negativa de sentimentos, impaciências e birras.

Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os vê chegar, não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma. Por tudo isto e pelo que fica dito no início sobre a importância fundamental que os pais-homem têm no desenvolvimento dos seus filhos, é bom não perder de vista os timings e perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a nosso favor.

[Boletim da Acreditar]


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Publicado por JL às 15:19 | link do post | comentar | comentários (1)

As cotações de corredor dos funcionários públicos

Um dos aspectos mais interessantes na gestão dos serviços de uma Administração Pública, que foi partidarizada ao longo de anos, é o facto de os funcionários de muitos serviços já não valerem pela sua competência e honestidade, mas por uma cotação de corredor, que corresponde ao poder que se pensa que um funcionário tem em função das suas amizades com gente do poder.

Já quando entrei para o Estado, vão mais de vinte anos conheci funcionários sem qualquer qualificação que nas cotações de corredor estavam quase ao nível dos directores-gerais.

Como se ganha esta cotação de corredor?

Antes de mais pelos laços com o poder, basta ser militante do PS ou do PSD para se subir na cotação, se for militante do partido do poder sobe-se, mas se for militante do partido da oposição é-se respeitado porque com a alternância convém evitar militâncias.

A partir daqui há todo um conjunto de parâmetros que podem valorizar um funcionário.

Se o funcionário for conhecido como sendo amigo de um alto dirigente do PS ou do PSD a sua cotação sobe exponencialmente, pouco importa se o dirigente for do partido da oposição porque a partir de certo nível as inimizades são apenas para consumo público.

Se um funcionário se encontra neste grupo nem precisa de meter a cunha para alcançar os cargos que pretender, com a sua alta cotação é tratado como se fosse portador de uma espécie de passe social válido para ascender a todo e qualquer cargo ou para todas as promoções.

Depois há os conhecidos, basta ter-se a fama de se ter um namorico com algum figurão ou constar que se toma a bica do Sábado com alguém importante da praça para se subir na cotação, basta ser primo do primo ou pouco mais.

Com uma Administração Pública onde nos lugares de direcção pontuam muitos cobardes e lambe-botas esta situação leva a quês haja uma total inversão de valores, a competência é desvalorizada em favor do amiguismo, a honestidade dá lugar a um sistema de cunhas.

Não bastam os “simplexes” para modernizar o Estado, não basta melhorar na aparência para manter uma máquina podre geradora de maus valores, onde muito inútil se torna um pequeno déspota e ainda é pago com dinheiro dos contribuintes. [O Jumento]



Publicado por Xa2 às 07:50 | link do post | comentar | comentários (7)

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

 



Publicado por JL às 22:14 | link do post | comentar | comentários (11)

Em 2005, e pela primeira vez na história do semipresidencialismo em Portugal, um Presidente da República demitiu um primeiro-ministro de um governo que tinha maioria absoluta, dissolveu a Assembleia e convocou eleições.

Os resultados foram os conhecidos: o partido desse presidente, o PS, ganhou com maioria absoluta e Jorge Sampaio, sim era ele o Presidente, conseguiu afastar Santana Lopes de S. Bento. É certo que poderá sempre dizer-se que foram as trapalhadas do governo de Lopes e Portas que levaram Sampaio a tal acto extremo, mas a verdade é que o fez, e só o fez quando o PS escolheu como líder alguém – Sócrates – que Sampaio considerava ter condições para ganhar.

Em 1987, o que aconteceu foi diferente. Nesse já longínquo ano, um presidente que tinha sido eleito pela esquerda – Mário Soares – dissolveu o Parlamento e convocou eleições, que foram ganhas pelo PSD de Cavaco Silva, com maioria absoluta. Constâncio, o líder do PS na época, não convencia ninguém e Soares não o ajudou, tendo optado por beneficiar Cavaco.

Com estes dois exemplos na memória, devemos reflectir sobre o que se pode vir a passar até às presidenciais de 2011. Sabendo que Sócrates e Cavaco não têm as melhores relações, como agirá Cavaco? Como Soares em 87? Ou como Sampaio em 2005?

À partida, acredito que Cavaco gostaria mais de ser Sampaio 2005 do que de ser Soares 1987. Ou seja, acredito que esperará que o PSD escolha um líder em condições e, a partir desse momento, aproveitará um qualquer pretexto para puxar o tapete a José Sócrates, como Sampaio fez a Santana. Contudo, se o líder escolhido pelo PSD não agradar a Cavaco, ele poderá ter de mudar de rumo, e mesmo a contragosto, escolher ser mais Soares 1987, deixando Sócrates governar sem pressão presidencial.

A estratégia de Cavaco está, pois, muito dependente do PSD. Tal como Sampaio esteve dependente do PS até este trocar Ferro por Sócrates, Cavaco espera ardentemente que o PSD escolha bem o seu próximo líder. O espaço de manobra do Presidente aumenta se o PSD tiver à sua frente alguém credível e com hipóteses de convencer o País. Nesse caso, duvida-se que o actual governo dure muito. Se, pelo contrário, a escolha do PSD não entusiasmar ninguém, Cavaco tenderá a ser mais prudente, e José Sócrates pode mesmo conseguir ficar primeiro-ministro mais quatro anos. A cooperação entre Belém e S. Bento depende mais do PSD do que de José Sócrates ou de Cavaco Silva.

[Correio da Manhã, Domingos Amaral]



Publicado por JL às 22:04 | link do post | comentar

O que têm em comum estes dois exercícios? À primeira vista, nada, mas talvez a coisa não seja bem assim, como veremos.

O país foi recentemente surpreendido com a notícia da detenção, pela GNR, do padre de Covas do Barroso, em cuja residência foi apreendido um arsenal de armamento capaz de fazer inveja a qualquer um dos gangs da nossa praça.

Ele era espingardas, pistolas e revólveres e para que todo aquele abundante material não se tornasse de todo imprestável, lá havia também uma quantidade generosa de munições que quase dava para sustentar uma guerra. Ah, já me esquecia, o padre protagonista desta façanha chama-se Fernando Guerra.

Assim que soube da notícia, confesso, que comecei a logo a pensar sobre as razões da existência de tanto material daquele tipo na casa de um padre, pois não conseguia encontrar um nexo de relação entre armamento e ofício religioso.

Estava eu nestas absorventes magicações, eis que me chega a explicação, felizmente cabal, para mais vinda de onde veio, logo do senhor bispo responsável pela diocese de Vila Real a que pertence o “nosso” sacerdote. Se não indico o nome do senhor bispo é porque não sei, mas também não cuido de saber.

Ouçamos, então, a interpretação daquele prelado, segundo um jornal: “ A ser verdade que ele tinha aquele armamento, só poderia tratar-se de um negócio atrevido de armas de caça para fornecimento de amigos. Mas não sei….”

Posso assegurar que com esta explicação fiquei tranquilo e duplamente satisfeito: Por um lado, respondeu de certo modo à pergunta inicial. E por outro, fiquei a saber que o padre de Covas do Barroso é tão amigo do seus amigos que até lhe arraja armas para irem caçar.

Agora num registo mais sério, pergunto: Será que a hierarquia da Igreja Católica não se sente incomodada com esta cena? Ou só sente incómodo quando alguém se atreve a pôr em causa os seus dogmas? Gostava de saber.

C. Quintino Ferreira


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Publicado por JL às 21:31 | link do post | comentar

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