Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

Conforme se pode consultar no sítio da AR “Estatuto Remuneratório e outros Direitos” os valores são os seguintes, que já poderão não estar actualizados

II)  Remunerações

As remunerações, para o ano de 2010 – vencimentos mensais e despesas de representação mensais, consagradas em Lei são as seguintes:  

 Cargo

 Vencimento* 

 Desp.Repres.* 

 Total * 

 Presidente da A. R.

6 104,26

2 370,07

8 474,34

 Vice-Presidente da A. R. 

3 815,17

925,81

4 740,98

 Membro do C. A.

3 815,17

925,81

4 740,98

 Presidente de Grupo Parlamentar  

3 815,17

740,65

4 555,82

 Secretário da Mesa da A. R.  

3 815,17

740,65

4 555,82

 Presidente de Comissão Parlamentar   

3 815,17

555,49

4 370,66

 Vice-Presidente Grupo Parlamentar  

3 815,17

555,49

4 370,66

 Vice-Secretário da Mesa da A. R.

3 815,17

555,49

 4 370,66

 Deputado

3 815,17

370,32

4 185,49

* Com incidência no IRS

 

III) Outros Abonos e Direitos

A).  DURANTE O FUNCIONAMENTO DO PLENÁRIO E/OU COMISSÕES

Os Deputados que residam fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro, Amadora e Odivelas – 69,19 €/dia,  a título de ajuda de custo em cada dia de presença em trabalhos parlamentares.

Os Deputados que residam nos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro, Amadora e Odivelas – 23,05 €/dia, a título de ajuda de custo em cada dia de presença em trabalhos parlamentares.

Os Deputados residentes em círculo diferente daquele por que foram eleitos para deslocação ao círculo eleitoral  - 69,19 €/dia, até dois dias por semana, nas deslocações que, para o exercício das suas funções, efectuem ao círculo por onde foram eleitos, durante o funcionamento efectivo da Assembleia da República.

Os Deputados residentes no seu círculo eleitoral e dentro dos concelhos de Cascais, Barreiro, Vila Franca de Xira, Sintra, Loures, Oeiras, Seixal, Amadora, Almada e Lisboa - 0,40 €/km, em cada dia de presença em trabalhos parlamentares.

Os Deputados residentes no seu círculo eleitoral mas fora dos concelhos de Cascais, Barreiro, Vila Franca de Xira, Sintra, Loures, Oeiras, Seixal, Amadora, Almada e Lisboa - 0,40 €/km - uma viagem semanal de ida e volta entre a residência e a Assembleia da República, condicionada à presença em trabalho parlamentar na respectiva semana.

Os Deputados residentes fora do seu círculo eleitoral mas dentro dos concelhos de Cascais, Barreiro, Vila Franca de Xira, Sintra, Loures, Oeiras, Seixal, Amadora, Almada e Lisboa - 0,40 €/km,  em cada dia de presença em trabalhos parlamentares.

Os Deputados residentes fora do seu círculo eleitoral e fora dos concelhos de Cascais, Barreiro, Vila Franca de Xira, Sintra, Loures, Oeiras, Seixal, Amadora, Almada e Lisboa - 0,40 €/km - uma viagem semanal de ida e volta entre a residência e a Assembleia da República, condicionada à presença em trabalho parlamentar na respectiva semana, acrescido de duas viagens mensais de ida e volta entre a capital do distrito do círculo eleitoral de origem e a residência.

Os Deputados residentes nas Regiões Autónomas  - o montante de uma viagem de avião de ida e volta na classe mais elevada  por semana, entre o aeroporto da residência e Lisboa, acrescido da importância da deslocação entre aquele aeroporto e a residência.

Os Deputados eleitos pelos círculos da emigração da Europa residentes no respectivo círculo eleitoral – uma viagem de avião de ida e volta na classe mais elevada  por semana, entre o aeroporto da cidade de residência e Lisboa, acrescida da importância da deslocação entre aquele aeroporto e a residência.

Os Deputados eleitos pelos círculos da emigração de fora da Europa residentes no respectivo círculo eleitoral - duas viagens mensais de ida e volta, em avião, na classe mais elevada entre o aeroporto da cidade de residência e Lisboa, acrescidas da importância da deslocação entre aquele  aeroporto e a residência.

 B). DESLOCAÇÕES EM TRABALHO POLÍTICO NO CÍRCULO ELEITORAL

Deputados residentes fora do seu círculo eleitoral e eleitos pelos círculos eleitorais do Continente - 0,40 €/km - valor semanal correspondente ao dobro da média de quilómetros verificada entre a capital do distrito e as respectivas sedes de concelho.

Deputados residentes nas Regiões Autónomas - valor semanal resultante do quociente da divisão do valor médio das tarifas aéreas inter-ilhas por 0,40 €

 C). DESLOCAÇÃO EM TRABALHO POLÍTICO

a) Em território nacional - 412,44 €/mês

b) Nos círculos de emigração Europa - 5.411,36 €/ano  Fora da Europa - 12.897,49 €/ano

D). DESLOCAÇÕES DE DEPUTADOS NO PAÍS EM REPRESENTAÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 69,19 €/dia a título de ajudas de custo.

E). DESLOCAÇÕES DE DEPUTADOS AO ESTRANGEIRO EM MISSÃO OFICIAL – 167,07 €/dia a título de ajudas de custo.

F). Valores constantes nos respectivos orçamentos da AR que, segundo noticias públicas recentes, terão sido alterados

 

2010

2009

deslocações e estadia

2.363.400,00

3.372.646,00

remuinerações a deputados

12.349.600,00

13.572.367,00

Ajudas de custas

2.724.050,00

3.360.724,00



Publicado por Otsirave às 12:35 | link do post | comentar | comentários (2)

Não produzimos bananas mas somos uma república onde o governo, a avaliar pelos mais recentes desalinhos, deixou de se fazer respeitar. Entrou, o governo, e o partido que o apoia não reage, num total desnorte que já não tem pejo em cortar nos apoios aos desempregados e aos pobres deste país ao mesmo tempo que aumenta desmesuradamente os benefícios dos deputados.

E o que diz, sobre esta sem vergonhice o Paulo Portas? Nada;

E que manifestações promove o Jerónimo contra isto? Nenhuma;

E que exigências faz o Passos Coelho para que as despesas da Assembleia diminuam em vez de aumentarem? Nenhumas.

É, tal e qual, como sucedeu a propósito do pagamento das viagens a depudas/os, todos têm rabos-de-palha, por isso por acção ou por omissão todos foram coniventes em paga-las.

São estes os políticos que nos governam. Seria uma vergonha, se ainda houvesse alguma. Tudo indica que já não há.



Publicado por Otsirave às 09:33 | link do post | comentar | comentários (12)

O professor de Direito, penalista, Paulo Pinto de Albuquerque, da Universidade de Lisboa, defendeu que a criminalização da corrupção, não é corrosiva do Estado de Direito, pelo contrário, reforça-o, ao combater essa mesma corrupção.

O que Paulo Pinto de Albuquerque acabou de propor, no Parlamento, já aqui no LUMINÀRIA foi defendido há algum tempo, a criação do crime de enriquecimento sem causa como forma de combater a corrupção, sem prejuízo da salvaguarda do princípio constitucional de presunção de inocência que, contudo, não pode funcionar com chapéu protector aos corruptos.


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Publicado por Zé Pessoa às 00:11 | link do post | comentar | comentários (1)

Terça-feira, 25 de Maio de 2010

Vou transcrever de imediato, na íntegra, o texto ontem divulgado pela Plataforma Socialista na qual participo.

A Plataforma Socialista não concorre, mas continua.

Com o objectivo de contribuir para dar relevância política à disputa inerente às próximas eleições para a Comissão Política Concelhia de Coimbra do Partido Socialista foi constituída uma Plataforma Socialista que escolheu Luís Santarino, para encabeçar a sua participação nessas eleições.

Verificamos hoje que só muito limitadamente o conseguimos. A alergia dos outros dois candidatos a tomarem uma posição clara e a assumirem responsabilidades inequívocas, quanto às questões políticas cruciais que corroem o Partido Socialista em Coimbra, bem como quanto às que o atingem no plano nacional e às que trazem todo o país em sobressalto, fez com que estivesse para além das nossas forças a possibilidade de o conseguirmos por completo. Também por isso, chegado o momento de avaliarmos o sentido, a oportunidade e o significado político da nossa participação nesse acto eleitoral, tomámos três decisões que vimos tornar públicas.

1º Não concorremos às próximas eleições para a Comissão Política Concelhia de Coimbra do Partido Socialista;

2º A nossa Plataforma Socialista manter-se-á activa, como instância de intervenção política no concelho de Coimbra, sem que isso signifique alheamento, nem quanto à globalidade da vida interna do PS, nem quanto ao combate político em geral;

3º Nesta eleição abstemo-nos de votar em qualquer dos dois outros candidatos anunciados, o que significa que a nossa opção, muito provavelmente, coincidirá com a posição que irá ser tomada pela larga maioria dos membros do PS, filiados no Concelho de Coimbra.

De facto, apesar de algumas cerimónias públicas de análise de temas cívicos, postas em prática pelas outras duas listas, no essencial, a campanha que fizeram cuidou mais de elogiar as qualidades pessoais dos candidatos, do que tratar da conjuntura política e das dramáticas dificuldades vividas actualmente pelo Governo, pelo PS e pelo país. No essencial, foi como se a grande questão que aflige os cidadãos de Coimbra seja a de saberem se é Carlos Cidade ou Paulo Valério, quem merece ser investido na qualidade de guia do PS de Coimbra.

Mas se já foi negativo que a campanha dessas duas listas tivesse ignorado no essencial, quase por completo, a dramaticidade política do momento que atravessamos, pior foi a baixa qualidade democrática de todo o processo eleitoral. Na verdade, não podemos ignorar que esta campanha eleitoral interna, seguindo o modelo adoptado nos últimos anos, ficou muito longe do nível democrático necessário para que a contenda fosse limpa e equitativa, e eticamente irrepreensível, de modo a poder originar um poder que realmente todos os militantes do PS encarassem como legítimo, de um ponto de vista democrático.

Nomeadamente, uns por ostensiva escolha outros por consentimento tácito, inviabilizaram o caminho que teria feito da campanha uma sucessão de debates abertos e esclarecedores, entre todas as candidaturas, de modo a que nenhuma delas pudesse tirar vantagem do seu possível domínio do aparelho, ou de qualquer outro tipo de renda de situação, para, a seu favor, congelar fidelidades ou petrificar sindicatos de votos.

E para tornar o horizonte ainda mais enublado, se olharmos para alguns sinais políticos, dados por alguns episódios que têm envolvido a difusão da lista liderada por Carlos Cidade, nomeadamente, lendo com atenção, nome a nome, a sua enormíssima Comissão de Honra, constatamos com alarme que em aspectos nevrálgicos do bom nome e da credibilidade externa do PS de Coimbra, parece querer retroceder-se rumo à difícil posição para onde foi arrastado o PS de Coimbra há uns anos atrás.

Paralelamente, os seus opositores, embora alheados dessa deriva, parecem encarar o sentido da sua afirmação como alternativa, não como uma outra forma de se ser partido, mas como a substituição de um aparelho por outro, o que podendo, na melhor das hipóteses, suscitar algumas melhorias, ficará sempre longe da grande metamorfose por que o PS precisa de passar.

Por fim, não podemos deixar de constatar que ambas as candidaturas em liça revelaram, embora em graus diferentes, uma tal exuberância de meios que, ou estamos perante candidatos ricos, ou pairou nesta pugna eleitoral a sombra generosa de ignotos mecenas.Ora, de uma vez por todas, não pode continuar admitir-se que em eleições internas do PS os resultados dependam, mesmo que parcialmente, do dinheiro de que disponham ou que consigam angariar as diversas candidaturas.

Somos um colectivo de militantes que, com base numa plataforma política substancialmente diferenciada e identificável, quer contribuir para retirar o PS no concelho de Coimbra do cinzentismo para onde foi arrastado. Não quisemos ser um terceiro saco de apoiantes de um terceiro nome, fosse ele qual fosse. É claro, que um de nós foi escolhido para liderar a nossa lista, mas é de toda a plataforma política, de todos os participantes na Plataforma Socialista a responsabilidade por tudo o que nesse plano foi feito e decidido.

Compreende-se pois que, se nunca nos quisemos reduzir a uma simples soma de apoiantes fosse de quem fosse, não estejamos agora dispostos a deixarmo-nos meter dentro de qualquer dos dois grupos de apoiantes que disputam entre si uma competição pouco mais do que numérica.

Rui Namorado, O Grande Zoo



Publicado por Xa2 às 08:07 | link do post | comentar | comentários (7)

As reservas monetárias da China Comunista em dólares aumentaram de 165 biliões em 2000 para 2.400 biliões no fim de 2009, ou seja, multiplicaram-se por 14,50, ultrapassando um quarto das reservas monetárias de todos os bancos centrais e moedas do Mundo que são de 7.810 biliões de dólares, sendo 65% em dólares, 25% em euros e 10% noutras moedas. A queda do euro resulta da necessidade que a China sente em fortalecer o dólar por ser a moeda em que são feitas quase todas as suas transacções.

 

Os países asiáticos que praticam baixos salários são os proprietários de 3.409 biliões de dólares em reservas monetárias.

Essas imensas massas monetárias foram depositadas em bancos americanos, ingleses em europeus e causaram um excesso de moeda não convertida em produções, portanto trabalho, que, por isso, seguiu para a especulação financeira e o subprime e originou a crise financeira de 2007/8/9.

 

Curiosamente, verificamos que na China, as vendas dos seus retalhistas foram de 1.835 biliões de dólares (12.485 biliões de renminbis – nome da moeda chinesa). Em média, cada chinês consumiu bens e serviços no valor de 1.411 dólares no decurso de 2009, o que dá um pouco mais de 117 dólares por mês ou uns 94 euros, segundo as estatísticas oficiais chineses publicadas na net pelo “The US-China Business Council”. Temos aqui uma média dos consumos dos milhares de milionários chineses e dos mais pobres trabalhadores com os das novas classes médias.

Os chineses dizem que a sua população urbana ganhou 209 dólares mensais, enquanto a população rural ficou com apenas 62 dólares mensais.

A China Comunista detém actualmente 30% das reservas monetárias mundiais, mantendo o seu povo num nível de miséria extrema, principalmente no campo.

 

Na China Comunista, cerca 60% de população rural gera 10% do seu PIB e 40% geram 90%. Recordemos ainda que o PIB chinês é rigorosamente igual ao italiano e a Itália até está endividada, pois o poder de compra dos trabalhadores do país de Berlusconi é quase 100 vezes superior ao dos seus homólogos chineses, sendo menos de 5% em número que os chineses. Dos 801 milhões de trabalhadores chineses, 480 milhões geram um PIB igual a 10% do italiano. Saliente-se que a China deixou de fornecer estatísticas sobre a sua taxa desemprego.  Em 2008 diziam que era de 4,2%.

Enfim, a crise mundial resulta de um desnível entre uma exploração asiática do trabalho que gera moeda que não é consumida e provoca um desemprego crescente nos países onde reina uma maior justiça social e democracia com sindicatos, etc. como são as nações europeias, EUA, Canadá, etc.

 

O problema chinês é o causador da crise financeira e da crise produtiva devido à concorrência provocada pela sua mão-de-obra extremamente barata. Neste aspecto a China é acompanhada pela Índia e Bangla Desh com o mesmo número de habitantes, Indonésia, Filipinas, Paquistão e até países da América Latina como o Brasil, em cujas florescentes economias os trabalhadores auferem salários de miséria.

 

A China Comunista suscitou a gula do capitalismo mundial, levando-o a instalar qualquer coisa como 350 mil fábricas na China que originaram outras tantas para fabricar cópias ou produtos semelhantes. A gigantesca Intel fabrica quase todos os chips e placas de mais de 70% dos computadores do Mundo na China e até instalou uma universidade informática em Beijing para formar um grande número de engenheiros chineses. Claro, tudo isto cria uma estranha dependência da China Comunista relativamente ao resto do Mundo e uma certa impossibilidade de aumentar o nível de vida dos seus trabalhadores. Se a China resolvesse utilizar as suas reservas monetárias na aquisição de bens alimentares e outros para os seus trabalhadores, os preços subiriam extraordinariamente, o que acarretaria uma perda milhões ou biliões de horas de trabalho. Se não utilizar essas reservas, a perda supera 10 biliões de horas de trabalho, considerando que cada dólar corresponde a duas horas de trabalho chinês.

 

Portugal é um país altamente afectado pela concorrência chinesa e asiática em geral porque não adquiriu uma alta tecnologia semelhante à alemã, mas recordemos que os alemães enfrentam um alto nível de desemprego, um pouco disfarçado pelo trabalho a meio dia. Como as empresas não podem prescindir os seus trabalhadores especializados despedem-nos por meio dia, recebendo estes 40% do salário do fundo de desemprego e perdendo 10%.

 

Por isso, pretender que Portugal resolve o seu problema cortando um pouco nas despesas do Estado e aumentando 1% o IVA e 1 a 1,5% o IRS não é absolutamente certo. Portugal pode aumentar bastante as suas exportações e resolver o seu desequilíbrio da balança de pagamentos, mas nada está garantido à partida, tanto mais que todos os países do Mundo estão a esforçar-se numa política de exportação e todos querem reduzir os seus consumos. Isso é manifestamente impossível, a não ser que a Ásia se torne num grande mercado e os trabalhadores asiáticos passem a usufruir de salários muito superiores aos actuais.

 

A economia portuguesa representa 2,4% da zona euro que corresponde a cerca de 20% da economia mundial. Portanto, um país com 0,48% da economia do Mundo não pode por si próprio sair de uma crise económica mundial.



Publicado por DD às 00:33 | link do post | comentar | comentários (8)

Dando por certos os números expostos nos quadros seguintes e tendo em consideração a credibilidade das sua fontes (também não podemos de tudo duvidar), podemos, com alguma facilidade, concluir que se não temos andado a dormir também não temos andado acordados por aí além.

Muito por culpa de algumas asneiras políticas (como foi o caso do desincentivo à poupança, nomeadamente por desvalorização dos títulos da divida publica e certificados de aforro...), de esbanjamento que o governo, em má hora, decidiu entregar à banca que promoveu com agressividade e sem vergonha campanhas de endividamento, arrastaram para a lama os mais incautos que sucumbiram a cânticos de seria bancária.

Agora estamos, os pobres e a classe média, a pagar as asneiras que nós e os outros fizemos, durante muito tempo. É a vida!

 



Publicado por Zé Pessoa às 00:07 | link do post | comentar | comentários (3)

Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

Título de notícia do jornal Público on-line de hoje

 

 

Não sei se os militantes com quotas em atraso também vão pode pronunciar-se ou se apenas abrange os militantes com quotas em dia.

Como tenho as quotas em dia, podem imaginar a minha “ansiedade” e simultâneo "desalento" por ver a data aproximar-se e ainda, ao contrário do que é habitual quando há processos eleitorais, quer sejam internos ou externos, não ter sido contactado para me pronunciar.

Será que houve qualquer anomalia na base de dados? Vocês já foram contactados?

 

PS –Post scriptum

Depois de ter escrito isto falei com amigos que me disseram que não posso continuar a ser ingénuo (confessaram mais tarde que foram simpáticos, porque o adjectivo que deviam ter utilizado era antes “ignorante” ou mais forte ainda "PARVO"), que militante é mesmo isso: pagar quotas e estar disponível para as campanhas nos momentos eleitorais.

Eu nunca mais aprendo !!!!


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Publicado por Izanagi às 19:44 | link do post | comentar | comentários (4)

Antes do Século XVII, os médicos europeus prescreviam a sangria por tudo e por nada. Na verdade, eram tão incompetentes como grandiloquentes. Agarrados aos dogmas, pouco mais sabiam do que profetizar a desgraça com nomes sonantes ou prescrever sangrias. E mesmo estas eram executadas por barbeiros de casta inferior, pois os sacrossantos médicos não podiam sujar as mãos com o sangue dos desgraçados.

 

No século XVIII as coisas começaram a mudar por várias razões. Primeiro, os barbeiros tornaram-se cirurgiões e médicos, confiando mais na observação directa do que nos dogmas. Segundo, descobriu-se que a cólera vinha da água contaminada. Pasteur e a imunização viriam a seguir e, só no século passado, passaríamos a dispor dos antibióticos. Identificados os agressores – vibriões, bacilos, cocos, riquétsias, vírus – existem hoje várias formas de nos defendermos. A sangria desactualizou-se.

 

Parece que também existem comunidades – instituições e países – que estão doentes. Os seus médicos – os economistas – só sabem profetizar desgraças ou receitar sangrias. Do cimo da sua arrogância e dos seus dogmas, também eles entregam a sangria nas mãos da casta inferior dos políticos. Entretanto, vão-se conhecendo os nomes de alguns agressores: short-selling, naked CDSs, agências de rating, edge funds e outros. O remédio, porém, parece ser sempre o mesmo: sangria.

 

Não se percebe porque é que os tratamentos dos economistas são tão básicos. Mas há quem lembre que os médicos privados podem ganhar mais com a doença do que com a saúde dos outros.

[J. L. Pio Abreu, Destak, via O Grande Zoo]


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Publicado por Xa2 às 08:07 | link do post | comentar | comentários (2)

É verdade que Lisboa nem sempre acolhe como deveria quem a visita, veja-se a falta de casas de banho públicas em muitos locais sensíveis ao turismo, conforme já aqui no LUMINÁRIA referenciado e como seja, também, a falta de parqueamentos adequados a auto-caravanistas ou camping-car como se diz por essa Europa, e, igualmente, já aqui alertado o município.

Na verdade é que nem todos os seres vivos, que visitam esta nossa capital, se queixam ou sequer pedem o livro de reclamações. Alguns até constroem, paulatinamente, as suas “clandestinas” e temporárias habitações que, mesmo assim, nos deixam enternecidos.

Ora digam lá se não há coisas positivas nos tempos que correm?


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Publicado por Zé Pessoa às 00:06 | link do post | comentar | comentários (1)

Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Em Portugal existem, pelo menos, dois tipos de ‘pobres’.

A classe baixa que em 2005, representava 27.3% e a classe média baixa 29.8%, do Universo dos residentes no Continente com + de 15 anos, não deve estar toda metida no mesmo ‘saco’ quando se afirma estar a passar por grandes dificuldades perante esta grave crise ‘económica’, pois existem nesta duas faixas de classes verdades de prática de vida bem diferentes.

 

Quero com este post chamar à reflexão do seguinte:

Uma família que vive numa casa dada pelo 'estado', sem renda, que a electricidade é uma ligação directa a um poste da EDP e que recebe subsídios mínimos, de integração ou congéneres, não está no mesmo patamar que:

Uma família que não tem dinheiro para pagar o seu andar por empréstimo contraído a um banco, ou renda de casa, que está em risco ou já lhe cortaram a electricidade por atraso no pagamento à dita EDP, por estarem sem emprego, sem subsídio de emprego por limite de anos de desemprego, etc..

 

Não estamos a ‘falar’ da mesma coisa, são todos cidadãos com dificuldades financeiras, mas não estão todos no mesmo ‘saco’.

Fiz-me entender?

Quando falamos de crise a qual nos referimos?

Crise? Qual crise?



Publicado por [FV] às 12:45 | link do post | comentar | comentários (1)

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