O jogo dos ratos e banqueiros

O JOGO DOS RATOS

[- por AG, em Causa Nossa, 3.05.2010]

     Na semana passada foi animador ver o Primeiro Ministro e o líder da Oposição juntos para rechaçar o ataque dos especuladores financeiros à economia portuguesa.

Mas a montanha pariu um rato. Largado contra os desempregados, que não têm culpa da crise provocada pelos especuladores financeiros. Um rato que nem sequer se sabe quanto alivia ao orçamento do Estado!

Não se percebe a lógica, quando o Governo afirma que não há ataques especulativos que o façam desistir ... do programa de obras públicas.

De entre elas, só uma vincula já internacionalmente Portugal e é verdadeiramente estratégica para a competitividade do país: o projecto TGV Lisboa-Madrid.

Mas esse e outros projectos vão obrigar o Estado e as empresas a fazer mais daquilo que alimenta e atiça os especuladores financeiros: ir buscar financiamento ao exterior, agravando o nível de endividamento nacional.

 

É caso para perguntar:

De que está o Governo à espera para lançar empréstimos publicos obrigacionistas que captem e incentivem as poupanças dos portugueses, a fim de travar o nível de endividamente do país?

 Porquê continuar a fazer o jogo dos bancos e dos especuladores financeiros?

 

Redução do rating português considerada “duvidosa”

[- por Macro (RM) at 29.4.10 macroscopio]

 

A redução da nota da dívida de Portugal pela agência de “rating” Standard & Poor´s foi hoje considerada “duvidosa” pela edição alemã do Financial Times, que sublinha que a economia portuguesa teve uma forte recuperação nos últimos meses.

 

“Os dados macroeconómicos de Portugal não pioraram nas últimas semanas e meses”, afirma o chefe do gabinete de estudos económicos do Dekabank, Ulrich Kater, no mesmo jornal.

Outro economista citado pelo Financial Times Deutschland, Roland Doehrn, do Instituto de Pesquisa RWI, defendeu também que a situação económica de Portugal “não é motivo” para agravar a nota da sua dívida.

“Os problemas económicos de Portugal e da Grécia não se agudizaram agora, o que mostra, mais uma vez, que as economias nacionais, durante a crise, se tornam um joguete dos mercados internacionais, com forte apoio das agências de rating”, observou ainda Doehrn.

No artigo chama-se ainda a atenção para o facto de, em Março, Portugal ter subido no Índice ESI da Comissão Europeia, que mede diversos indicadores, de 91 para 95,2 pontos, enquanto a Grécia desceu sucessivamente no mesmo índice nos últimos cinco meses.

 

Commerzbank considera realista a previsão de crescimento do Governo

Além disso, as previsões de crescimento económico do Governo português – de 0,7 por cento do Produto Interno Bruto em 2010 e quase um por cento em 2011 – são positivas e na opinião dos analistas do Commerzbank, segundo maior banco privado alemão, são também “bastante realistas”.

O jornal alemão destaca ainda que Governo e oposição chegaram a acordo em fins de Março sobre um novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e que a dívida pública portuguesa, 78,6 por cento do PIB, “é moderada”, em comparação com os 115 por cento da Grécia.

Porém, na opinião de Charles Wyplosz, professor no Institute of International Studies, de Genebra, citado pelo Financial Times Deutschland, entretanto “já não interessam as perspectivas económicas de um país, quando este cai na mira dos mercados”.

“Nos dias que correm, todos os países com défices e dívidas elevados são vulneráveis a ataques dos mercados, porque, quando os investidores começam a apostar contra um país, os outros vão atrás”, explicou o economista.

 

Agências alimentam “círculo vicioso”

Wyplosz afirmou ainda que as agências de “rating” desempenham um “papel especial” neste processo, como “os canais de transmissão do círculo vicioso” que amplificam o sentir dos mercados.

É possível, no entanto, travar esta espiral e acalmar os mercados, “não através do anúncio de um pacote de ajudas financeiras de outros países, mas sim através da implementação do mesmo pacote”, refere Ulrich Leuchtmann, perito em macroeconomia do Commerzbank, dando o exemplo do que aconteceu na Hungria.

Quando este país da Europa de Leste iniciou negociações com o FMI, há dois anos, os mercados não reagiram, mas quando as primeiras ajudas chegaram, a taxa de risco da Hungria melhorou.  

Obs:

Já se percebeu que as agências de rating do costume têm uma agenda política (escondida) sobre a fragilidade económica dos países em dificuldades, e é sobre eles que pretendem ganhar dinheiro, de forma parasitária e sem escrúpulos gerando e convocando ainda mais as ondas especulativas que se põem em marcha no terreno por parte dos investidores especulativos, sempre ávidos e fazer dinheiro.

Nesta ordem, o timing que escolhem para lançar os seus avisos à navegação é cirúrgico e tem um fito económico e financeiro altamente especulativo.

Talvez não foi marginal repensar na taxa Tobin a ser aplicada em sede de transações em bolsa...

Assim sendo, seria de toda a conveniência que a Europa constituísse de forma credível uma grande Agência de Rating para avaliar com maior rigor e isenção os indicadores económicos com que hoje os países têm ou não crédito internacional.

Esta seria uma reforma importante na Europa a 27, não se compreende por que razão Durão Barroso não mexe uma palha nesse sentido, e os países membros, através dos seus ministros das Finanças, também não propõem nada nesse sentido. O que revela bem o estado de letargia desta Europa.



Publicado por Xa2 às 08:00 de 04.05.10 | link do post | comentar |

Democracia e participação

O vazio interno partidário

Alguns responsáveis do Partido Socialista afirmam que nos últimos anos tem havido significativo aumento de militantes. A ser verdade não o será na concelhia de Lisboa a avaliar pelos resultados da última sexta-feira.

Dos presumíveis 4000 eleitores (palavras do agora cessante responsável da Concelhia, há já alguns anos) votaram 1582 distribuídos da seguinte forma: lista A 1072 votos que corresponde a 68% dos votos, validamente, expressos e menos de 27% do universo eleitoral; lista B com 510 ou seja 32% dos votos expressos e menos de 13% do universo eleitoral.

Se isto não faz reflectir os responsáveis partidários o que poderá faze-lo?  

O que mais será necessário para que tais responsáveis (quem controla as estruturas desde as secções, concelhias, federações e nacional) lancem o debate interno em ordem a uma certa refundação partidária?

No caso de Lisboa, o agora eleito, fez promessas de alargamento do debate interno. A ver vamos e iremos também ver (ou não) qual a reacção daqueles que se têm demitido de participar argumentando falta de condições políticas para o fazer. Será que se vão ficando só e apenas pela lamúria em regime de acantonamento?

O regime democratico muito precisa ser fortalecido, é necessário que uns criem condições de participação e que outros dela se não demitam.



Publicado por Otsirave às 12:30 de 03.05.10 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

Transportes públicos, investimentos e rentabilidades

O Relatório da Auditoria do Tribunal de Contas ao Metropolitano de Lisboa

Durante alguns dias da passada semana verificou-se um certo alerido nos órgãos de comunicação social, de resto recorrente nesta altura do ano que, muito certamente por mera coincidência, é quando estão para ser aprovadas e publicadas as peças contabilísticas inerentes ao relatório e contas de cada ano, divulgou o Tribunal de Contas a auditoria que fez no Metropolitano de Lisboa, aos exercícios de 2003 a 2007, ou seja de há três anos.

Em tal alarido o que saiu a público foi uma completa deturpação do trabalho realizado pelos auditores, uma vergonhosa desinformação que em nada abona o jornalismo, os jornalistas nem o país.

Já seria tempo de serem banidos os maus jornalistas, o mau jornalismo, o jornalismo de “faca e alguidar” mas depois o que nos restaria? Pouco mais que nada, certamente.

Desse relatório (que pode ser consultado na net em (“actos do Tribunal - relatórios de auditoria – ano 2010 – 2ª Secção)” bastará ler algumas passagens dos pontos 1 e 2 do “Cenário Geral do Serviço de Transportes Públicos Colectivos na Cidade de Lisboa” que passo a enunciar e que os demagogos dos jornalistas da nossa praça não leram e muito menos quiseram explicar ou sequer referir:

“... Concretamente, na cidade de Lisboa, no quinquénio 2003-2007, os investimentos efectuados pelos operadores públicos daquela cidade, carris e Metropolitano, totalizaram 597,5 milhões de euros. No entanto, no mesmo período, conjuntamente perderam 36,8 milhões de passageiros.”

Ora, a estarem correctos estes valores, o poder politico que é quem determina as orientações estratégicas para as empresas deveria equacionar medidas em ordem a obter melhores eficiências dos investimentos aplicados e/ou tomar medidas complementares visando aumentar o número de utilizadores nos Transportes Públicos (TP) ou diminuindo os investimentos, caso estes não sejam tão necessários.

“Em particular, o Metropolitano de Lisboa, naquele quinquénio realizou investimentos, no montante de 507,9 milhões de euros, recebeu 207,5 milhões de euros, por conta de subsídios ao investimento, o seu passivo remunerado cresceu 765,6 milhões de euros (+32%) e pagou 435,6 milhões de euros em juros (montantes quase equiparado aos investimentos realizados). Aqueles investimentos, nomeadamente o prolongamento dos troços até Odivelas e Amadora, concretizaram-se no aumento de 3,6 milhões de passageiros transportados, entre 2003 e 2007, contribuindo assim para atenuar a diminuição do número total de passageiros transportados pelas duas empresas públicas.”

Duas conclusões simples e imediatas se podem elidir a primeira é que os investimentos nos transportes, especialmente Metropolitano, são muito elevados e acarretam um esforço, uma honorabilidade financeira muito grande. A segunda é a de que com aquele acréscimo de passageiros são necessários muitos anos para obter o retorno dos investimentos efectuados, se é que tal alguma vez será conseguido. Por isso é pertinente o referido a seguir pelos auditores, a questão é saber se os governantes e as oposições lêem, com olhos de ver, este relatório ou se continuam a fazer o mesmo que fazem a muitos outros que têm recebido.

Logo a seguir aquele relatório refere que “com efeito, nem sempre as melhorias implementadas, isoladas, se mostram suficientes para a solução dos problemas da mobilidade. Esta passa, inevitavelmente, por uma acção integrada e envolvente das várias componentes -politica das cidades, administração interna, energia, ambiente, obras públicas, transportes, e o que é facto é que os interesses de cada uma não são muitas vezes compagináveis com os das restantes,...”

A titulo de exemplo do que os auditores aqui abordam é oportuno perguntar se alguém se deu conta da actividade que as, entretanto criadas, Autoridades Metropolitanas de Transportes já desenvolveram no sentido de colmatar tais ineficiências?

Por outro lado e, certamente, competiria a esses entidades criar condições para que as politicas de capelinhas existentes, quer entre os diversos operadores de transportes e mais grave ainda entre estes e as diversas autarquias fosse, pelo menos, grandemente atenuada, se não terminasse de todo o que é bem mais desejável.

Outro exemplo se traz à colação a este propósito. Com a extensão do Metropolitano a Odivelas e à Amadora esperava-se viesse a verificar-se uma mais drástica redução na entrada de viaturas rodoviárias na cidade, oferecendo-se adequados parques de estacionamento junto das novas estações. O que efectivamente acontece é que no caso do Senhor Roubado (Odivelas) nos terrenos que a autarquia teima em não rentabilizar nem ceder ao Metropolitano para que este os rentabilize onde poderiam existir alguns milhares de lugares não chegam a duas centenas.

A estes pertinentes e fundamentais factos os jornalistas não dedicaram uma vírgula, ficaram-se, só e apenas, por um jornalismo do “bota abaixo” como já se tornou corriqueiro e quanto ao aprofundar, sério, das questões nada. Será assim que se liberta o país da crise em que mergulhou? É de crer que não.



Publicado por Zé Pessoa às 00:16 de 03.05.10 | link do post | comentar |

O Senhor Inquisidor Mor

             Se a Santa Inquisição não tivesse sido banida, o senhor Inquisidor Mor era cardeal do Santo Ofício com o seu ar seráfica de quem sabe de antemão que o crime de saber existe e só o fogo pode purificar a sociedade daqueles que sabiam que a Terra gira em torno do Sol, entenda-se o fogo em que o prevaricador deve ser queimado lentamente para que do inferno oiçam os seus gritos e venham buscá-lo para a figueira eterna. Mas, se a PIDE ainda existisse, o Inquisidor seria inspector-chefe com a missão de provar aquilo que o chefe sabe que sabe e se fosse alemão dos anos trinta seria um Obergauleiter da Gestapo destinado a demonstrar que determinada personagem sabe que tem sangue judeu e, como tal, não pode deixar de ir para a Câmara de Gás. Se, pelo contrário, fosse russo, teria encontrado provas de que todos os bolcheviques que fizeram a Revolução de Outubro, à excepção do José, não passavam de traidores porque sabiam que o que o José sabia que não deviam saber.

 

            Mas, chamemos-lhe simplesmente Inquisidor porque é numa Comissão de Inquérito ou Inquisição que funciona e aí esforça-se por confirmar um crime de bruxaria tentada, o Primeiro-ministro tinha de saber aquilo que não aconteceu e deve ser condenado em público.

 

            O senhor Inquisidor Mor, de nome João Pedro Furtado da Cunha Semedo, agarrou-se ao trabalho que é como dizer aos livros e aos papéis. Não quer voltar a sofrer a derrota de não ter conseguido provar que Victor Constância merecia a fogueira lenta no Largo de S. Domingos. Em vez disso, foi nomeado vice-cardeal no Vaticano do Euro na cidade de Francoforte, isto a propósito de um confesso muito bem tratado pelo senhor Inquisidor, um tal Oliveira e Costa, que foi ouvido com muita paciência a falar dos livros que lê e da música que ouve. Segundo o senhor Inquisidor, o confesso merecia todos os santos perdões se tivesse demonstrado que o vice-cardeal merecia a fogueira. Não aconteceu assim, o confesso vai a tribunal e daqui a dez ou vinte anos, se ainda estiver entre os vivos, ouvirá a sentença, pois parece que os senhores da Justiça já não acreditam que os mortos possam ouvir seja o que for e dão então por terminado o processo com o fim da vida do prevaricador não confesso.

 

            É um tal José Sócrates, mas não filósofo, que o senhor Inquisidor quer levar para a fogueira ali bem junto à Ginjinha, frente á Igreja de São Domingos, para gáudio dos engraxadores que deixam uns sapatinhos a brilhar por dois euros e meio.

 

            O senhor Inquisidor consulta sempre a sua bíblia ou caderninho de capa negra em que está traçado o esquema de guerra para levar os confessos a acusarem os alvos, os que nasceram predestinados para morrer na fogueira em auto de fé transmitido pela televisão, culpados do gravíssimo crime de saberem que ganharam eleições, coisa que nunca foi do conhecimento dos amigos do senhor Inquisidor.

 

            Nas suas inquisições, o senhor Inquisidor João Pedro Furtado da Cunha Semedo não se preocupa que o povo não perceba nada do seu latim e ninguém sabe do que está a falar e que perguntas são aquelas. Ele sabe da experiência de séculos de inquisição continuada com os interrogatórios públicos da Santíssima Inquisição, da NKVD, da Gestapo ou da PIDE que nada daquilo deve ser entendível e, muito menos, claro. Os inquisidores proferiam as suas sentenças em latim, mesmo que os prevaricadores do ser e estar no Mundo nada soubessem de línguas mortas e que interessava se estavam também destinados a morrer como o latim. O essencial é que fique a suspeita no ar que o alvo sabia o que outros sabiam e que sabiam que não sabiam se sabiam que podiam saber o que não sabiam que pudesse ser sabido e que fosse susceptível de ser sabido por quem podia saber ou não saber mas que no entender do senhor Inquisidor deveria saber que sabia o que ele sabe que sabe mas não sabe se outros devem saber, nomeadamente o povo.

 

            Para a fogueira da Inquisição ou para a Câmara de Gás bastava ter sangue judeu ou outra coisa qualquer, mesmo que o visado não o saiba, mas não é isso o importante, pois basta que o senhor Inquisidor João Pedro Furtado da Cunha Semedo saiba que é assim e que se sabe e que tudo se sabe pois saber é próprio do saber ser e que tudo tem de ser sabido de modo a que se saiba que a santa fogueira é o único meio de eliminar o saber de que na opinião do senhor Inquisidor não deve ser sabido ou a ser sabido deveria ser confessado com o arrependimento sincero de saber o que sabiam os outros pois saber é a mais terrível das armas que os humanos têm à face da terra. O saber, segundo o senhor Inquisidor, deve ser condenado nas catacumbas das salas suturnas da Santa Inquisição do Palácio de São Bento.

 

            Passados que foram 36 anos da Revolução dos Cravos, nós, um povo de malucos, elegemos a Santíssima Inquisição num palácio erguido em homenagem a um tal Bento porque sabia que não sabia para condenar os que sabiam que outros sabiam que o senhor Inquisidor sabe que sabiam e demonstra que saber o que sabe é condenar os que sabiam tudo o que se sabe.

 

            Criámos a democracia inquisitorial e entrámos na época negra da caça às bruxas que sabem o que outros sabiam que sabem e não devia saber que sabiam por a nova Inquisição achar que saber o que outros sabiam que sabiam é o mais nefando dos pecados contra o Deus do Saber do Santo Inquisidor Jão Paulo da Cunha Semedo. Só Deus sabe e só o seu Inquisidor Mor pode saber que sabe.

 

            Ainda não chegámos a Meca, para lá caminhamos. Há dias um “bruxo” da televisão libanesa em peregrinação à pedra santa e negra de Meca foi condenado pelos inquisidores à morte por decapitação porque assim mandou Alá e Maomé, o seu profeta que o tenho nas suas boas graças, deu a conhecer ao santo povo. O dito “bruxo” sabia o que outros só iriam saber muito tempo depois e para isso nada como cortar logo a cabeça, a sede do saber.

 

 

 



Publicado por DD às 18:47 de 01.05.10 | link do post | comentar |

Apresentação pública de livro no CMN - “Um Século de Guerra no Mar”

 

Teve lugar no passado dia 22 de Abril, pelas 18h30, no Clube Militar Naval (CMN), ao Saldanha, em Lisboa, a cerimónia de apresentação pública da recém- publicada obra de Dieter Dellinger "Um Século de Guerra no Mar - da guerra Russo-Japonesa à guerra do Golfo".
A apresentação desta obra é também o regresso da ENN - "Editora Náutica Nacional, Lda", à actividade editorial, após um longo hiato de mais de vinte anos.


Numa sala completamente cheia, a sessão foi iniciada pelo Cte. Vladimiro Neves Coelho, Presidente da Direcção do Clube, que cumprimentou os presentes e assinalou ser o CMN talvez o local mais apropriado para apresentar uma obra com esta temática; seguiu-se-lhe o Editor, Alm. Henrique Alexandre da Fonseca, que assinalou o regresso da ENN à edição de livros, fez os agradecimentos da praxe e referiu existirem mais dois projectos editoriais já em curso: a terceira edição do livro de Maurício de Oliveira, "Os Submarinos na Marinha Portuguesa" e a tradução e publicação do livro "It's your ship", do Cte Michael Abrashoff, USN, facto que a Revista de Marinha oportunamente comentou (RM 946). Referiu ainda, ser com grande interesse e prazer que edita este livro, que contém as descrições de diversas batalhas navais que foram objecto de artigos saídos na revista entre 1995 e 2000, e apresentou o autor, o Sr. Dieter Dellinger, colaborador antigo, desde Abril de 1988, da "Revista de Marinha", jornalista de profissão e um apaixonado pelas coisas do mar.


Em seguida, o Sr. Alm. Leiria Pinto, ex-Presidente da Comissão Cultural de Marinha e Licenciado em História, apresentou, detalhadamente, a obra em apreço, concluindo ser um livro de particular valia, indispensável na biblioteca de todos os leitores que se interessem pela História Moderna e em particular pelas Marinhas de Guerra. O autor fechou as intervenções desta sessão, dando a conhecer as razões que o levaram a redigir a presente obra, e que têm que ver com a necessidade de levar ao conhecimento das novas gerações o que foi, quer no que se refere ao bom, quer ao mau, o pretérito século XX. Como, curiosamente, nos disse, o século abriu em 1900 com expectativas de desenvolvimento e progresso e com a convicção generalizada de que a guerra entre nações civilizadas era algo do passado, já erradicado; poucos anos volvidos, porém, os exércitos alemães invadiam o norte de França e a Bélgica, e o submarino trouxe a guerra para o Mar do Norte e para o Atlântico, com tal sucesso que colocou mesmo em risco de colapso o comércio externo britânico, algo essencial, vital mesmo, para a sobrevivência das populações do Reino Unido.
Terminada a apresentação, o autor autografou as várias dezenas de livros adquiridos pelos presentes, muitos dos quais, aliás, colaboradores ou assinantes da "Revista de Marinha", após o que, teve lugar um bem servido cocktail, tendo o catering sido responsabilidade dos serviços do CMN.
"Um Século de guerra no Mar" poderá ser adquirido, directamente, junto da editora, com um preço especial de 20 Euros, a que acrescem as despesas com os portes de correio. Os pedidos poderão ser feitos através do e-mail ddcorsen@netcabo.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou dos tel 213533269, fax 214001 292, t/m 917255120 ou directamente na Rua Gomes Freire 11-3ºB / 1150-175 Lisboa (perto do Campo dos Mártires da Pátria ou Campo de Santana)..

 

 

 



Publicado por DD às 12:31 de 01.05.10 | link do post | comentar |

1º Maio: Dia do Trabalhador, da precariedade e do desempregado

Jovem suicida-se após rejeição em 200 empregos

 Família quer criar fundação para ajudar a lidar com o mercado de trabalho. [dn, Patrícia Viegas, 26.4.2010]

       Vicky Harrison estudou som e imagem e tinha o sonho de ser produtora de televisão. Inicialmente foi sobre essa área que incidiu a sua procura de emprego. À medida que o tempo foi passando alargou o âmbito da pesquisa, até ser candidata a empregada de balcão, de mesa, repositora em cadeias de supermercados. Mas a reposta foi sempre negativa. Duzentas recusas e dois anos depois, a jovem britânica, de 21 anos, pegou em várias caixas de comprimidos e suicidou-se por overdose.

A tragédia aconteceu há um mês mas só agora a família parece ter encontrado coragem para tornar o caso público nos media. Os pais e o namorado, a quem deixou bilhetes de despedida, pretendem criar uma fundação que ajude os jovens a lidar com as dificuldades do mercado de trabalho.

Numa altura em que as eleições legislativas britânicas estão à porta e o desemprego atinge dois milhões e meio de jovens no Reino Unido, os críticos do Labour, no poder, acusam as suas políticas de estarem a "criar uma geração perdida". Os mais radicais culpam a abertura que existe face aos imigrantes, que fazem o mesmo trabalho que os cidadãos britânicos, mas por salários relativamente mais baixos.

 

"A Vicky era uma rapariga brilhante e inteligente que entrou em depressão por não conseguir encontrar trabalho. Estar no desemprego durante tanto tempo, parecia-lhe demasiado humilhante", disse a mãe, Louise, de 43 anos, citada pelos media britânicos. "Teve tantas recusas que a sua confiança ficou afectada. Ela sentia que não tinha futuro", afirmou o pai, Tony, de 53 anos, ao jornal local Lancashire Telegraph.

 

Vicky Harrison cresceu em Darwen, Lancashire, tendo-se formado com boas notas pela Faculdade de Runshaw, em Leyland, integrando depois a universidade londrina de South Bank. Não chegou a completar o curso, porque não estava a gostar muito dele. Foi então que iniciou a difícil missão de entrar no mercado de trabalho. A 30 de Março, recebeu a última recusa de um infantário. No dia seguinte o pai encontrou-a estendida na sala de estar. "Eu já não quero ser mais eu. Não fiquem tristes, a culpa não é vossa, só quero que sejam felizes", escreveu a jovem no seu epitáfio. A família criou agora um memorial na Internet que contém alguns dados e algumas fotografias de Vicky, permite deixar mensagens de apoio, escrever tributos, acender velas e oferecer presentes virtuais.

Obs:

Medite-se seriamente neste tipo de situações que, porventura, é maior do que pensamos, pois as estatísticas oficiais não choram, e só uma parte é oficialmente conhecida, como a violência doméstica e problemas conexos gerados pela sociedade post-modernaça que criámos e que a globalização predatória agravou. Que descanse em paz.

-posted by Macro (RM) at 26.4.10, Macroscópio

  

 O que é o MayDay ?

O May Day é uma protesto de trabalhadores/as precários/as que se realiza no 1º de Maio. É uma iniciativa que começou em Milão em 2001 e, desde então, se espalhou por várias cidades europeias e do Mundo.
O MayDay Lisboa arrancou em 2007 e em 2009 foi pela primeira vez organizado no Porto.
Parada MayDay : Sábado, 1 de Maio, 13h, Largo Camões, Lisboa :: concentração, almoço, performances :: 14h30 início do desfile que se irá juntar a manifestação do dia do trabalhador.


Publicado por Xa2 às 00:07 de 01.05.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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