Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Não acham que é, no mínimo, um termo esquisito?

Esquisito até pode ser mas não incorrecto dado que, uma coisa mal parada, é algo que deu para o torto, é qualquer acordou ou negocio que deixou de evoluir conforme estava previsto.

Contudo, no tocante a créditos, já há muito tempo era espectável que a bolha rebentasse, só quem viva na lua, quem viva de expedientes, quem viva de realidades virtuais é que não se daria (ou não se dá ainda) conta que tal viesse a suceder.

O ”crédito à sua medida” ou “o banco X oferece-lhe um cartão dourado” conjugados com o facilitismo e a irresponsabilidade na gestão da economia caseira, associados, ainda, às dificuldades e instabilidade no mercado de trabalho não poderiam, de todo, dar certo. É muito combustível em cima de uma fogueira a arder em lume brando que, a qualquer momento, se propagaria de forma incontrolado.

Os governantes e políticos que, directamente ou associados aos especuladores de diversa natureza muito em especial os financeiros, criaram condições, facilitaram o assedio usurário, são os maiores responsáveis da actual situação de banca rota mundial. O mais grave de tudo isto é que continuam com malabarismos de medidas sem nexo e inconsequentes e a permitir a existência das mesmas regras, das mesmas atitudes, das mesmas especulações o que comprova a existência de interesses coniventes.

É público que o crédito malparado voltou a disparar em Maio, dado que tanto as famílias como empresas estão a sentir cada vez mais dificuldades em cumprir as suas responsabilidades perante a banca que está, por seu lado, a apertar as condições de financiamento (maiores garantias reais e mais alto juro) e a restringir o acesso ao crédito.

Só o crédito particular (à habitação e ao consumo) representa 77% do total do malparado, que ascendeu a 3,955 mil milhões de euros. Destes, os créditos ao consumo, em situação de cobrança duvidosa, aumentaram 37%, passando de 382 milhões para 524 milhões de euros, no intervalo de Janeiro 2009 a Janeiro de 2010.

O crédito ao consumo representa cerca 9% do crédito total concedido em Portugal, ascendendo o seu saldo a 13,7 mil milhões de euros em Janeiro último.

O Banco de Portugal informou ainda que no mês passado, os bancos realizaram 4,1 mil milhões de euros em novos empréstimos, menos 23% que no período homólogo e com quebras em todos os segmentos: empresas, habitação, consumo e outros. O banco central referiu ainda que a taxa de poupança das famílias continua a subir.

Será que os cidadãos e as empresas começam a ter o juizo que tem faltado aos políticos e governantes? Que assim seja para bem de todos e do país.



Publicado por Otsirave às 11:32 | link do post | comentar

Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

A ser verdade será uma boa noticia tendo em conta o continuado deficit das contas, a recorrente falta de cobrança das rendas, os vícios criados entre os funcionários e os moradores dos bairros, a não responsabilização dos moradores pela boa conservação das casas e prédios onde habitam, etc, etc...

 Conforme hoje divulgado em vários órgãos de comunicação social A Câmara de Lisboa admite extinguir a Gebalis, mas qualquer decisão sobre o futuro da empresa que gere os bairros municipais só será tomada daqui a um mês, depois de concluído o estudo financeiro entretanto encomendado.

À Lusa a vereadora da Habitação, Helena Roseta terá afirmado «Pedi ao presidente da Câmara que retirasse da agenda de hoje o Plano de Actividades da Gebalis, bem como as contas, porque pedi ao presidente da Gebalis que encomendasse um estudo rápido, por uma entidade externa, que analisasse os cenários futuros para a empresa, incluindo o cenário de extinção».

De resto esta empresa, que gere os bairros municipais, contrariamente ao previsto no Plano de Actividades e Orçamento para 2009”, apresentou, mais uma vez, resultados negativos, desta feita em 2,2 milhões de euros, sendo o sexto ano consecutivo a faze-lo.



Publicado por Zé Pessoa às 17:18 | link do post | comentar | comentários (4)

Num post publicado por “DD” intitulado “Afinal os Convidados do Crespo são Fascistas” foram produzidos pertinentes comentários de que destaco, por me parecerem tocar a raiz da questão, do regime em que vivemos, os seguintes:

De Ramos secos I

De benfiquismos e partidarite está o povo farto, do que ele precisa é de respostas para os problemas do país, e este PS como as aposições não são capazes de apresentar medidas de fundo que sejam capazes de alterar o paradigma económico, social e político em que estamos mergulhados.

Os partidos, tal como estão actualmente, já representam ramos secos de uma árvore doente a que um dia se chamou democracia.

Veja-se a pobreza franciscana em que se tornaram os grupos partidários nas assembleias de freguesia, nas assembleias municipais, na própria Assembleia da Republica.

Não creio que “DD” esteja senil, acredito, contrariamente ao que afirma, é que ele alimentou (e parece alimentar ainda) uma vaga esperança que os “donos” locais do PS lhe reservassem algum, honroso, lugar na Assembleia de Freguesia do Lumiar ou na respectiva concelhia partidária.

Engano seu, essa gente partilha, ente si (alguns com algum valor, a maioria uns oportunistas) os poucos (deveriam ser ainda menos) lugares disponíveis de cargos políticos.

Estas são as verdadeiras e quase exclusivas razões que hodiernamente movem a maioria dos militantes socialistas e de todos os mais agrupamentos partidários. È a crise...

De Ramos secos II

Não se põem em dúvida a honestidade e até as “verdades” que “DD” aponta.

O problema de “DD” é que, a forma como escreve, deixa a ideia (será que ele próprio acredita?) de que tais erros e maus comportamentos se não verificam actualmente.

“Porra! Aceitem que as burlas eleitorais são uma falta de honestidade e de carácter e um profundo desprezo pelo povo e que há muita coisa em Salazar e Caetano que nunca se chegou a saber”, escreve “DD”.

Então e as “burlas eleitorais” dentro dos próprios partidos? Qual é a posição de “DD” sobre tais realidades dos nossos dias, em democracia?

É verdade que “o português andava descalço pelas ruas e bem me lembro disso. Não se lembram como viviam os pescadores da Caparica numas barracas atrás das dunas. Claro, vocês não sabem nada disso e julgam que o gangster Salazar era honesto” contudo, era muito mais solidário e consciente dos seus direitos sem se espezinharem mutuamente, digo eu aqui e agora. O povo, os trabalhadores estavam imbuídos de um conjunto de valores que se perderam e disso esta “democracia”, estes partidos, estes políticos, são os grandes responsáveis.

Porra!, será difícil a “DD” entender, também estas realidades?

Está visto que “DD” anda de acordo com a actual situação porque se não andasse não escrevia como escreve e colocava toda a sua experiencia, o estatuto de “histórico” do PS para refundar o partido, começando desde logo por promover uma lista para concorrer à secção de residência a que pertence. Ainda é pelos alicerces que se começa a construção de uma casa. Menos conversa e mais acções, é o que faz falta.



Publicado por Zurc às 09:16 | link do post | comentar | comentários (3)

Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Ignorância

É no mínimo estranho este Mundo onde se aplaude quando se exige silêncio, onde se usa ácido quando se exige açúcar, onde se age privado quando se exige público.

Digo “no mínimo estranho” para não aprofundar a descaracterização total do que nos identifica e para evitar rotular comportamentos de quem não sabe estar no mundo dos homens e dos seus significados.

Tudo isto é espelho da decadência e resulta da impreparação ético-cívica de quem desempenha cargos públicos a todos os níveis. Vai do mais alto que se abstém do seu papel representativo ao mais baixo que se apresenta num canal público, em dia de luto nacional, de gravata berrante a questionar quem quer recolhimento com as mais inacreditáveis cretinices.

A culpa talvez não seja deles mas de nós que somos cada vez menos exigentes.

A causa talvez não resida só na incapacidade dos pais transmitirem aos filhos os conceitos base dos comportamentos em sociedade, mas nesta bandalheira ignóbil que transformou Portugal numa gigante bancada de futebol incapaz de assistir ao jogo sem insultar o árbitro por ele não se dar ao respeito e sem esbofetear o vizinho de cadeira por ele usar uma camisola diferente.

Na fona da instrução para a inscrição estamos a transformar este País num reduto de ignorantes com estudos.

LNT, A Barbearia do Senhor Luis



Publicado por Xa2 às 08:07 | link do post | comentar | comentários (11)

Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

 

Perante a presente e grave crise, económica e social, em que a Europa e o mundo se encontram, tem cabimento alguma reflexão, com retrospectiva às organizações e ao passado recente das mesmas.

Que é feito da OIT?

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma agência multilateral ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), especializada nas questões do trabalho e da economia.

Com sede em Genebra, Suíça desde a data da fundação, a OIT tem uma rede de escritórios em todos os continentes. Tem representação paritária de governos dos 182 Estados-Membros e de organizações de empregadores e de trabalhadores.

A OIT foi criada pela Conferência de Paz após a Primeira Guerra Mundial (1919). A sua Constituição é um documento que foi introduzido na Parte XIII do Tratado de Versalhes.

Em 1944, à luz dos efeitos da Grande Depressão a da Segunda Guerra Mundial, a OIT adoptou a Declaração da Filadélfia como anexo da sua Constituição. A Declaração antecipou e serviu de modelo para a Carta das Nações Unidas e para a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A ideia de uma legislação trabalhista internacional surgiu como resultado das reflexões éticas e económicas sobre o custo humano da revolução industrial. As raízes da OIT estão no início do século XIX, quando os líderes industriais Robert Owen e Daniel le Grand apoiaram o desenvolvimento e harmonização de legislação trabalhista e melhorias nas relações de trabalho.

A criação de uma organização internacional para as questões do trabalho baseou-se em argumentos:

  • Humanitários: condições injustas, difíceis e degradantes de muitos trabalhadores,
  • Políticos: risco de conflitos sociais ameaçando a paz, e
  • Económicos: países que não adoptassem condições humanas de trabalho seriam um obstáculo para a obtenção de melhores condições em outros países.

Em 1969, no seu 50º aniversário, a Organização foi agraciada com o Nobel da Paz. No seu discurso, o presidente do Comité do Prémio Nobel afirmou que a OIT era "uma das raras criações institucionais das quais a raça humana podia orgulhar-se".

Será que tal orgulho não se tornou já, apenas e só, uma reminiscência longínqua do passado? Não estaremos, hoje, a regressar àquele passado?

Que andará a fazer a Confederação Europeia de Sindicatos (CES)?

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) fundou-se em 1973 com o objectivo de representar de maneira unitária os trabalhadores e aos filiados de seus respectivos países a escala europeia. Segundo os seus escritos, o seu papel no processo de tomada de decisões na Europa tem  adquirido a cada vez mais importância desde o momento no que a integração europeia tem ampliado a influência da União nas políticas económicas, sociais e de emprego nos 27 Estados Membros. Que estranha influencia, a avaliar pelos resultados!

Actualmente, entre as organizações filiadas aos CES encontram-se 81 confederações nacionais de sindicatos pertencentes a um total de 36 países europeus, e 12 federações industriais europeias que dão cobertura aproximadamente a 60 milhões de sindicalistas.

A missão dos CES tem como intenção criar uma Europa unida na qual se respire paz e estabilidade, em onde os trabalhadores e suas famílias desfrutem de plenos direitos humanos, civis, sociais e de emprego, bem como de um alto nível de vida. Para atingir esta meta, a CES promove o chamado modelo social europeu que combina o crescimento económico sustentado com a melhora das condições de vida e de trabalho, entre as que se incluem o pleno emprego, a protecção social, a igualdade de oportunidades, o emprego de boa qualidade, a inclusão social e a elaboração de uma política aberta e democrática que implique totalmente os cidadãos na tomada das decisões que lhes afectam de forma directa.

Perante os factos e a realidade existente é caso pare se perguntar, aos dirigentes da CES, se não têm andado a dormir e a sonhar?

Como explicam aos trabalhadores, que dizem representar, a presente situação de crise económica, social e de disparidades tão grandes na distribuição da riqueza produzida?

Aceitam que tudo seja deixado ao controlo da “mão invisível” do mercado?

Qual é o papel da Confederação Sindical Internacional (CSI) que surgiu da fusão de duas antigas centrais mundiais?

A Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres (Ciosl), que já representava o casamento da social-democracia europeia com o tradeunionismo dos EUA; e a democrata-cristã Confederação Mundial do Trabalho (CMT), alem da adesão de outros sindicatos.

Nenhum dos problemas que actualmente afectam o mundo laboral, económico e social se resolve se as atitudes e as respostas não forem tomadas globalmente. A problemas globais só podem corresponder respostas igualmente globais.

Não é, de todo, possível sair da presente crise se não forem encontradas respostas que enquadrem mecanismos de regulação e controlo envolvendo os poderes regionais ou seja encontrados com a participação da Europa, EUA, China, Japão e Rússia, além da União Africana, o Mercosul e outras estruturas de influência.

Continuar a tentar resolver estas questões num raciocínio localizado (país ou região) constitui uma enorme imbecilidade que só aproveita a especuladores e a traficantes qualquer que seja a natureza do negócio destes sangues sugas.


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Publicado por Zé Pessoa às 00:07 | link do post | comentar | comentários (12)

Domingo, 20 de Junho de 2010

Os habituais convidados de Mário Crespo na SIC Notícias, Medina Carreira e João Duque, desmascararam-se como fascistas ao elogiarem tanto o antigo e velho chamado “Estado Novo” salazarista. A Filomena Mónica, também presente no programa, disse que Salazar era honesto.

Salazar era honesto, não enganava o povo nas eleições, não aldrabou os resultados na eleição de Humberto Delgado, não mandou matar o general sem medo, não proibia aos outros aquilo que se permitia a si mesmo, ou seja, todo o tipo de propaganda política. Medina criticou as eleições actuais, mas não falou nas gigantescas burlas eleitorais feitas por Salazar e os seus capangas. Não falou num Artigo 8º da Constituição de 1933 que garantia todas as liberdades, mas que o aldrabão do António de Oliveira Salazar sonegava a todo um povo. Em termos eleitorais, Salazar era um gangster e nunca foi eleito democraticamente seja por quem for. Mas não, dizia o Medina, pagava a sua conta de electricidade e da água. Formidável????

A Filomena disse a dada altura que Cavaco é honesto. Crespo falou no negócio das acções não cotadadas do BPN que foram compradas por Cavaco a 1 Euros e vendidas a quem as comprou a 2.tal euros, dando um lucro enorme por serem mais de 100 mil. Medina desvaloriza e finge que se tratavam de acções cotadas na bolsa que tanto podem subir como descer e quem compra pode ganhar como perder. Medina deve ter lido o Expresso de hoje e deveria saber que não eram acções cotadas e que, no caso do Cavaco, foi uma forma de o corromper, dando-lhe uma boa maquia. O BPN tinha o hábito de vender acções da SLN aos seus accionistas com a promessa de as voltar a comprar passado um certo tempo e por um valor mais alto e predefinido. O assunto vem no Expresso de hoje e era uma espécie de Dona Branca, mas no caso de Cavaco foi a sério porque se tratava de um político importante e muito "sério", além de economista e, como tal, pessoa entendida nestas altas finanças.

O João Duque disse que os homens do direito do tempo de Salazar era melhores que os actuais. O pobre homem nunca soube da existência de medidas de segurança que levavam uma pessoa do contra a ser condenada a um ano de cadeia e ficar lá mais de dez por simples informação de um inspector da Pide. Não sabia da existência da censura prévia a tudo o que era escrito, falado ou visto. Enfim, Salazar era honesto, o sistema eleitoral era honesto, só podia ganhar a União Nacional. Não sabiam que um inspector (esbirro) da Pide tinha o poder de um juiz de instrução e podia prender seja quem for e mantê-lo preso sem ter de apresentar provas.

Medina Carreira ainda disse que o PM teria dito que se deveria resolver o problema do Mário Crespo, mas, enfim, a Filomena Mónica lembrou ao tarado que estavam ali na televisão frente a todos os telespectadores daquele canal. Crespo não foi saneado.

O estúpido do Medina Carreira chegou a defender o Condicionamento Industrial e confundiu essa legislação com a protecção aduaneira quando se tratava de um sistema corrupto de licenciamento interno de indústrias e empresas até aos táxis que permitia todo o tipo de falcatruas e negócios baseados em alvarás e que foi uma das causas do atraso português, principalmente logo após 1945 em que a Europa estava destruída e o pobre Portugal poderia ter atraído técnicos alemães para instalar muitas indústrias no País. Medina disse que o Condicionamento era necessário quando na verdade era um sistema de concessão de alvarás a uns tantos amigos de Salazar e que tendencialmente não consentia nada. Há histórias fantásticas de como o condicionamento chegou a fechar pequenas fabriquetas de pessoas que queriam fabricar rádios, amplificadores, condensadores, etc.

Depois defendeu a escola fascista que seria muito boa quando a Filomena teve a coragem de falar nos mais de 80% de “alunos” que guardavam cabras nas aldeias sem frequentar qualquer escola.

Mas, ninguém disse que na década de sessenta mais de dois milhões de portugueses votaram com os pés e emigraram para a França, Alemanha, Luxemburgo, etc., deixando as aldeias meio vazias, mas com divisas.

O Crespo, vá lá, ainda lembrou que Medina foi Ministro das Finanças e ele respondeu que nada fez então porque o País estava na mendicidade. Na verdade, não estava, mas os contribuintes eram então tratados como cães vadios. Medina não foi capaz de reduzir no mínimo que fosse a arrogância dos funcionários de finanças fascistas dos primeiros tempos da democracia. Nada pois que se compare com um funcionário de hoje.

Eles dizem que Portugal não tem um projecto. Por acaso a Filomena perguntou pelos projectos dos outros países ao que o Duque respondeu que não vivia nesses países. Qualquer pessoa ilustrada que acompanhe o noticiário internacional pela Internet e em jornais e revistas, etc. sabe o que se passa na maior parte dos países do Mundo e conhece os gráficos e números da actual crise e do passado, aqui como em Espanha, Reino Unido, França, etc. Na net é possível ler e ouvir noticiários da BBC e de todas as grandes rádios do Mundo e ler os mais diversos jornais "online" desde que saiba inglês, pelo menos, o que pode não ser o caso do Medina e do Duque.

Medina elogiou a China que teria um projecto de desenvolvimento. Tem sim o projecto de explorar ao máximo os seus trabalhadores que começam já a protestar e moverem-se em pequenas greves e reivindicações internas nas maiores empresas. Curiosamente, numa zona em que há fábricas da Toyota rebentou uma luta entre os capitalistas chineses que não querem ver a Toyota aumentar em 70% os salários dos seus trabalhadores.

Enfim, o facciosismo actual leva Crespo a ter convidados neo-fascistas que vestiram há tempos um fato de democrata que não correspondia às suas medidas, ou seja, às suas ambições e daí a raiva contra quem está no poder e quem pode vir a ocupar o poder pela via de eleições democráticas que nada têm a ver com as burlas eleitorais de Salazar.          


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Publicado por DD às 00:03 | link do post | comentar | comentários (15)

Sábado, 19 de Junho de 2010

A jornalista Carla Tomás revela no Expresso em tom crítico que vai ser instalada perto da Figueira da Foz uma importante fábrica de produtos para tintas de impressão, essencialmente derivados de colofónia para uma produção de 40 mil toneladas/ano.

As autoridades ambientais dispensaram a avaliação de impacto ambiental por considerarem que o fabrico é de “nível inferior de perigosidade”, o que foi contestado por um particular e pelo Bloco de Esquerda. A maior parte da produção destina-se à exportação e fará uma séria concorrência a produtos similares chineses que têm estado a aumentar de preço por se estar a esgotar o material vegetal chinês para o efeito.

Fundamentalmente, a fábrica vai produzir derivados da resina do pinheiro, ficando instalada nas proximidades das maiores áreas de pinheiros do país.

A resina do pinheiro bravo quando destilada produz vários produtos de grande interesse industrial como a essência de terebentina, mais conhecida por aguarrás. A destilação é feita por aquecimento e arrastamento por vapor e obtém-se também um resíduo muito importante, a colofónia ou pez louro. Enquanto a essência de terebentina é um excelente diluente de tintas, a colofónia permite a produção de ácidos gordos diversos com aplicação no fabrico de tintas, colas, papel, componentes electrónicos, revestimentos diversos, etc.

Há muitos anos, nos tempos em que eu trabalhava neste ramo das biotecnologias, Portugal produzia mais de 140 mil toneladas por ano e admito que não produza mais agora, mesmo menos, mas então como hoje, a maior parte da resina de pinheiro não era aproveitada, ou seja, não era extraída. Uma valiosa matéria-prima exportável e NATURAL fica abandonada nos pinhais.

Os preços dessas matérias e outras de origem natural têm aumentado muito devido ao consumo chinês e em Portugal essa fábrica que recebeu um importante apoio de 3,5 milhões de euros do QREN vai dar trabalho nas suas instalações e na extracção da resina nos pinheiros. O resineiro é uma profissão quase desaparecida que pode voltar a ser importante por via do enorme aumento dos preços das resinas naturais.

Não chegam para o BE os mais de meio milhão de desempregados? Devemos estar proibidos por bestas como o Louçã ou o pide Semedo de criar alguns postos de trabalho mais? Também as três fábricas de móveis e sofás da IKEA foram criticadas por opositores que querem ainda mais desemprego.

Portugal tem na floresta a sua maior riqueza, pelo que não pode ser um partido como o Bloco de Esquerda a opor-se por raiva e facciosismo político à instalação de uma fábrica nova quando fecharam tantas dos mais diversos produtos neste país à beira-mar plantado.

Na floresto temos a cortiça, a pasta de papel, o papel de impressão de alta qualidade e preço, a madeira, as resinas naturais, etc.

Em Portugal critica-se tudo, lamenta-se a crise, mas qualquer coisa que se faça é sempre mal. Que mais não seja por poluir. Ora, todo o posto de trabalho é poluente e os fabricos ainda mais. Consomem energia, libertam resíduos, etc. e os próprios trabalhadores vão de vez em quando cagar nas retretes e até os peidos ricos em metano CH4 são poluentes.

Devido a facciosismos anti-Portugal é que eu defendo tanto tudo o que é português e qualquer actividade positiva do actual governo.. 


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Publicado por DD às 17:34 | link do post | comentar | comentários (2)

Um tal Micael Pereira veio hoje provar no Expresso que Sócrates mentiu.

Isto porque um gajo lá da magistratura revelou que às 0 horas e 56 minutos do dia 25 de Junho de 2009 foi escutado e gravado um telefonema entre um telefone registado como pertencente ao gabinete de Sócrates e um tal Paulo Penedos.

O telefonema foi gravado umas sete ou oito horas depois de Sócrates falar na AR e dizer que desconhecia o negócio PT/Televisão Espanhola. No telemóvel do gabinete estaria a falar um tal João Vasconcelos que negou ao Expresso ter alguma vez tido qualquer conversa acerca da televisão hispânica em Portugal e mal conhecer o Paulo Penedos.

Tratou-se da primeira escuta do caso PT/Prisa com alguém de S. Bento, da equipa de assessores e adjuntos do primeiro-ministro e foi interceptado pela PJ muitas horas depois de o assunto ter sido discutido na Assembleia da República e um a dois dias depois de ser revelado nos jornais.

Assim, o Pereira do Expresso quis insinuar que o DEPOIS pode ser o ANTES se houver conveniência política nisso.

No telefonema é dito que Granadeiro se portou bem e que não terá dito em público que falou com Sócrates um dia antes.

Mais uma vez, vemos que a “mentira” de Sócrates pode ser de um dia antes e essas 24 horas são de uma importância fantástica relativamente a um assunto com mais de um ano de existência.

Não sabemos ao certo se Granadeiro esteve em S. Bento; dizem que esteve. Também não sabemos se falou acerca da televisão espanhola em Portugal, mas tal como nos revela todo o relatório escrito pelo Inquisidor Pidesco Semedo, o melhor que se arranjou foram aquelas vinte e quatro horas ou nem tanto e não ficou demonstrado o principal, isto é, que Sócrates tinha conhecimento do negócio desde o início e que até teria vindo dele a ideia de a PT comprar a estação espanhola de televisão em Portugal, conhecida por TVI.

Nada ficou provado, mas cada um consola-se com o que tem e o Pereira do Expresso até quer que o depois confirme o antes.

Curiosamente, todos os opositores dizem que o objectivo do negócio era correr com o casal Moniz da televisão espanhola, mas ninguém diz que o mesmo casal saiu, sem que se saiba como e porquê e sem que a PT tivesse investido um cêntimo na televisão espanhola.

O que eu disse em posts anteriores sobre este assunto foi um raciocínio ou uma especulação sem a obrigatoriedade de ser a verdade.


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Publicado por DD às 16:10 | link do post | comentar | comentários (1)

Centenário do nascimento de Manuel Tito de Morais assinalado com conjunto de iniciativas

Tito de Morais, fundador do PS e antigo presidente da Assembleia da República, foi hoje evocado como “marco de ética e coerência” e homem entregue “à causa pública”, na apresentação do programa de comemorações do centenário do seu nascimento. Para assinalar os cem anos do nascimento de Manuel Alfredo Tito de Morais, a Comissão Executiva das Comemorações anunciou hoje um conjunto de iniciativas públicas entre 28 de junho – data de aniversário do ex militante socialista – e 2 de julho, promovidas em conjunto com a Assembleia da República, a Câmara Municipal de Lisboa, o Grande Oriente Lusitano (GOL), o PS, a Fundação Mário Soares, a RTP e os CTT.

A Comissão de Honra das Comemorações é presidida pelo Presidente da República, Cavaco Silva, seguida do Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, do primeiro ministro, José Sócrates, e diversas figuras da política nacional e internacional – o presidente argelino Abdelaziz Bouteflika, o antigo secretário geral do PSOE Felipe Gonzalez, e o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Pierre Schori.

Na apresentação do programa, que começou a ser trabalhado em setembro do ano passado, a filha do homenageado, Teresa Tito de Morais caraterizou-o como um homem com “sentido do dever, de entrega à causa pública e, sobretudo, com uma vontade inabalável de que Portugal progredisse”.

“Penso que o seu combate fundamental foi a fundação do PS”, afirmou.

Já Luís Novaes Tito, coordenador da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Manuel Tito de Morais, sublinhou que este conjunto de iniciativas congrega “todo o espectro político nacional e todas as correntes”. O organizador defendeu que este é o reconhecimento de que Tito de Morais foi “um marco da ética na política e de coerência com o que defendeu durante toda a sua vida”.

As comemorações do centenário iniciam-se a 28 de junho com a apresentação de uma fotobiografia de Tito de Morais, no Palácio Galveias.

No dia 29, a Assembleia da República organiza o descerramento de uma lápide na casa onde viveu o fundador do PS, na rua Magalhães Lima, seguida de uma sessão solene, da apresentação de uma biografia, uma exposição e o lançamento de um postal evocativo dos CTT.

A Câmara de Lisboa promove, a 30 de junho, o descerramento de um busto no jardim público junto à sede do PS e o GOL uma sessão branca, no Palácio do Grémio Lusitano.

A 1 de julho vai ser criada a Associação Tito de Morais e haverá uma sessão solene na Fundação Mário Soares, terminando as comemorações a 2 de julho, com uma sessão na sede do PS, no Largo do Rato.

A 26 de junho a RTP2 transmitirá um documentário com depoimentos de várias figuras ligadas a Tito de Morais.

Para mais informação ver o Blog da CCTM - Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais.

Ionline


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Publicado por Xa2 às 00:09 | link do post | comentar | comentários (4)

Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

 Orçamento Participativo do Minicipio de Lisboa

4ª Assembleia Participativa4ª Assembleia Participativa4ª Assembleia Participativa

Foi no passado dia 14 do corrente mês que teve lugar a 4ª Assembleia do Orçamento participativo para o biénio de 2010/2011 levado a efeito pela Câmara Municipal de Lisboa

Esta quarta sessão foi destinada às freguesias do Lumiar, Ameixoeira e charneca, sem prejuízo de cidadãos de outras freguesias participarem como foi o caso.

Participaram só 22 pessoas que se dividiram por cinco mesas e apresentaram 36 propostas. Perante estes números não se pode deixar de perguntar se a divulgação foi fraca ou se os cidadãos não acreditam que valha a pena participar em tais iniciativas?

Responda quem souber, eventualmente os responsáveis políticos locais e autárquicos.



Publicado por Zurc às 14:22 | link do post | comentar | comentários (4)

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