Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Ana Paula Vitorino, ex-secretária de Estado dos Transportes, terá testemunhado em tribunal que Mário Lino, ex-ministro das Obras Públicas, a tentou sensibilizar para os problemas que existiam entre o empresário Manuel Godinho (o único arguido em prisão preventiva no processo Face Oculta) e a Rede Ferroviária Nacional (Refer). Mário Lino tentou convencê-la a intervir, dizendo-lhe que Manuel Godinho era “amigo do PS”, avança a edição de hoje do Diário de Notícias.

Este pedido de intervenção de Mário Lino terá acontecido numa altura em que o sucateiro Manuel Godinho queria mais contratos com a empresa, mas o presidente da Refer, Luís Pardal, não queria a adjudicação de mais concursos a este empresário.

O processo Face Oculta investiga casos de corrupção relacionados com empresas privadas e do sector empresarial do Estado. Até ao momento, foram constituídos mais de 20 arguidos, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, que suspendeu as funções, José Penedos, presidente da REN, suspenso de funções pelo tribunal, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA. Esta é a empresa que está no centro da investigação e o seu proprietário.

Contactada ontem pelo Diário de Notícias, Ana Paula Vitorino recusou prestar qualquer esclarecimento: "Não faço qualquer comentário sobre processos em segredo de justiça. Até me recuso a ouvir o que quer que seja", declarou.

Mário Lino, igualmente contactado pelo mesmo diário, também não quis comentar nada: "Sobre esse assunto não faço declarações, porque é um processo em segredo de justiça. Desconheço quaisquer declarações que tenham sido prestadas pela Ana Paula Vitorino no âmbito desse processo."

O despacho de acusação do Ministério Público de Aveiro terá ficado concluído ontem. Os 30 arguidos deverão conhecer hoje a acusação.

 

PÚBLICO

 

Até trânsito em julgado, todo o arguido ou suspeito deve gozar  a presunção de inocência. Contudo quero lembrar que Ana Paula Vitorino, aquando do início do processo, confirmou que nunca foi  sensibilizada, pressionada. Em que ficamos? Que créditos nos merecem estes políticos do PS? Não terá o PS militantes  ou “independentes”em que a ética e a honra se sobreponha ao princípio de que o dinheiro é o “único valor moral?”



Publicado por Izanagi às 09:57 | link do post | comentar | comentários (4)

Estamos em 2008, cimeira luso-venezuelana em Caracas. José Sócrates e Hugo Chavez assinam vários acordos de cooperação económica entre Portugal e Venezuela. Os dois saem jubilosos. Um dos compromissos prevê um projecto de 50 mil habitações sociais a construir pelo grupo Lena, e a construção de três fábricas. Outra promessa: a compra de milhões em computadores Magalhães fabricados pela JP Sá Couto. E por aí fora.

Em Março de 2009, o Expresso noticia que a Venezuela tinha decidido cancelar o projecto de construção de 50 mil casas prefabricadas. A crise financeira e a flutuação do preço do petróleo pareciam ser o motivo. Mário Lino, ministro das Obras Públicas, reconhece a lentidão do processo.

Em Maio de 2010, responsáveis do grupo Lena confirmam à Lusa que o "projecto" das 50 mil casas não "registara qualquer evolução", embora já existisse um contrato. Sócrates parte para a Venezuela para "desbloquear", no jargão do costume, os acordos por cumprir.

De 2008 a 2010 continua a "lentidão do processo". Novidades só para pior: as 50 mil casas iniciais passam para 12.500; os valores do investimento inicial começam a descer. Entretanto, outros compromissos também revelam ser fogo-de-vista: a compra do Magalhães nos valores acordados e o fornecimento de bens alimentares. Em Maio passado, sabe-se que a Venezuela devolveu 10 mil toneladas em soja sem pagar à empresa portuguesa Sovena.

Outubro de 2010. Chavez desembarca no Porto para nova cerimónia com Sócrates, a quem trata como amigo. Ministros, televisões, jornalistas, são testemunhas do acto. Chavez quer ajudar Portugal com "as duas mãos" neste momento difícil. Sócrates, de cabeça baixa, aceita tudo o que lhe oferecem. Além das casas que nunca cumpriu e do resto que devolveu sem pagar, Chavez quer também um navio de transporte construído nos Estaleiros de Viana de Castelo, que não serviu ao governo dos Açores. A 30 de Maio de 2010, com a sua habitual verborreia, elogiou "a aquisição de um ferry que [lhes] vai ser de grande utilidade". E aos empresários portugueses dizia: "Venham!"

Afinal, as casas pré-fabricadas já não serão 50 mil, como em 2008. Ficámos a saber que serão mais de 12 mil. Ficámos a saber que neste encontro Chavez reafirmou compromissos que já tinha assinado.

Melhor isto que nada, dirão alguns. Melhor esta diplomacia requentada do que diplomacia nenhuma. Mas não terá toda esta encenação ultrapassado já níveis razoáveis de decoro, político e jurídico? Pesquisar um pouco do que têm sido as relações entre Chavez e o Governo português é entrar num carrossel de promessas e intenções, acordos feitos e desfeitos, contratos que não se cumprem, muito fumo e circo. Quando a esmola é muita, o pobre desconfia. Agora pensem que a esmola vem de pobre para pobre. É motivo para desconfiar ao dobro.

Aquilo que sabemos sobre ditaduras populistas como a de Chavez nas relações internacionais é muito simples: não cumprem os contratos que assinam. Não são parceiros fiáveis. Servem-se das relações com outros Estados para alimentar a sua política de propaganda. Por isso é que as democracias têm interesse em fazer diplomacia com outras democracias. Sai-lhes menos caro e não precisam de anunciar não sei quantas vezes frustrantemente os mesmos acordos. Custa ver o Estado português nesta posição de vexame.

 

Público


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Publicado por Izanagi às 09:34 | link do post | comentar | comentários (2)

1- Acha mesmo que escolhemos (os nossos governantes)? Ou são apenas uns dos que, no meio de meia dúzia, nos deram hipóteses de escolher?

R:1- Sim, acho que fomos NÓS que os 'escolhemos'... mesmo que eu ou você não tenha votado ou tenha votado noutros candidatos/partidos, pois em política democrática (...) funciona a regra da maioria (mesmo que relativa), i.e. fomos NÓS (os que têm capacidade eleitoral) que os escolhemos (pela negativa ou pela afirmativa).

Numa análise simplista, concordo que as ''Hipóteses de Escolha são limitadas'' ou condicionadas, demasiado...
Mas a análise também tem de passar por: ''...que nos deram... '' . E aqui não temos desculpa.

Tendo nós o estatuto (direito e deveres) de cidadãos eleitores e elegíveis, não é aceitável esperar que os outros (partidos, candidatos, militantes, cidadãos, vizinhos, ...) nos venham dar ou fazer por nós próprios.
Se queremos algo diferente... temos de ser nós próprios a fazê-lo, a juntarmo-nos a outros, a apresentar candidaturas e propostas, a denunciar o que está mal, protestar e exigir mudanças !

2- Acha mesmo que qualquer um de nós pode ter livremente uma hipótese de atingir um alto cargo na nação? Sem fazer os fretes e entrar nos jogos dos corredores para o poder?

R:2- Qualquer um, realmente, Não.
Embora todos sejamos cidadãos, de facto somos diferentes e não temos iguais competências, recursos, possibilidade de acesso e vontades.
...''sem fazer os fretes ou entrar nos jogos de poder'' as probabilidades são próximas de Zero.
Mas acredito que bastantes podem chegar ao poder político mais elevado sem cometer crimes ... nem graves atropelos à Justiça.

3- Acha mesmo que isso da Res Publica funciona na prática? Em que mundo o amigo vive?

R:3- Sim, acho que a RES PÚBLICA existe mas funciona com deficiências ... há que melhorá-la, sempre...

e também acho que muitos se aproveitam da ''coisa pública'', usando 'esquemas' e meios eticamente reprováveis, seja como forma de sobrevivência ou como forma de obter mais recursos (e poder), mesmo 'pisando'/'pilhando' o que é da comunidade (ou de outros mais fracos ou descuidados) mas não está suficientemente salvaguardado.

Eu / nós vivemos num MUNDO imperfeito e dinâmico, com 'estados, regiões e nichos' muito diversos, uns mais ricos/pobres do que outros e melhor ou pior geridos ... seja por 'ditaduras', 'democracias', 'ditamoles', 'oligarquias', 'monarquias', 'autarcias', ... ou por 'carteis', 'monopolistas', 'banqueiros', 'gangsters', 'feiticeiros', 'clérigos', ... e seja em paz ou em guerra, à força bruta, à força de votos, de discursos ou de dinheiro.
Mas este é o Nosso Mundo e não temos outro... logo, se não gostamos de algo... há que tentar mudá-lo para melhor, enquanto cá estamos.

 

Zé T. (em resposta a Zé das Esquinas, o L.)



Publicado por Xa2 às 00:07 | link do post | comentar | comentários (1)

Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

A realidade mata todos os sonhos, mentiras, corporações, reivindicações e devia, em circunstâncias normais, liquidar os vigaristas que andam há anos a encher os bolsos à esquerda e à direita.

Democraticamente, à pala dos votos que os indígenas depositam alegremente nas urnas. Vamos a factos. A economia lusa foi a terceira que menos cresceu na última década num conjunto de 180 países.

A Justiça é a segunda mais lenta, a que emprega mais juízes e a que paga melhor a procuradores e magistrados do topo da carreira. Este retrato pode estender-se a outras classes e a outros sectores da vida nacional. As crises não têm apenas coisas más. Permitem desmascarar muitas carecas e destapar muitas panelas e panelinhas.

Com um cheirinho nojento muito especial. Um cheiro a Portugal.

 

Correio da Manhã


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Publicado por Izanagi às 18:53 | link do post | comentar | comentários (1)

O paradoxo ou talvez não, é sempre uma questão de perspectiva no olhar, é o facto das agencias de rating e de Bruxelas terem dito que o orçamento proposto pelo governo português, para vigorar em 2011 é positivo e cá dentro, tanto oposição como comentadores, dizerem do pior que alguma vez foi dito de qualquer documento orçamentista.

Será que esta gente estudou por bíblias diferentes?

Que credibilidades nos poderão dar, tanto as universidades onde estudaram como tão ilustres sabedorias que nos empurraram para este beco cuja saída ninguém descortina nem aponta com o mínimo de perspectiva futura?

Cavaco Silva bem pode limpar o buraco que poisa nos bancos e cadeiras a tão digno, de si próprio, guardanapo.

Nunca, jamais em tempo algum se viu tanta hipocrisia e incompetências juntas em Portugal. Até onde iremos ou, não iremos...



Publicado por Zé Pessoa às 15:26 | link do post | comentar | comentários (6)

Da mentira ao oportunismo da (des)informação

Escreve o “Avante” na sua edição N.º 1925 de 21.Outubro “A apresentação do Orçamento do Estado e a insistência patronal no ataque aos salários vêm acentuar a necessidade da greve geral, cujo sucesso está a ser preparado com os trabalhadores.

 

Nas oficinas da Pontinha do Metropolitano de Lisboa teve lugar anteontem, de manhã, um plenário que contou com «a maior participação de sempre», reunindo mais de 500 trabalhadores dos cerca de 1600 que integram a empresa - como salientou ao Avante! o coordenador da CT. Paulo Alves realçou que, com o chamado «PEC III», o Governo determina que deixa de haver negociação colectiva na empresa. Além das perdas comuns a todos os trabalhadores, o pessoal do Metro teria, em 2011, uma redução salarial «na ordem dos seis por cento, para todos que ganhem menos de 1500 euros brutos por mês, e entre 9,5 e 16 por cento, para todos os outros», refere-se na moção aprovada por unanimidade e aclamação. Nesta afirma-se o compromisso de «engrossar a luta marcada para 24 de Novembro» e que tem o apoio de todos os sindicatos com representação na empresa. ”

...

Embora significativamente participado, ninguém pode afirmar que tenham ali estado “mais de 500 trabalhadores”, nem os que lá estiveram autorizaram a que lhes fossem tiradas fotografias, muito menos que elas pudessem ser publicadas no Avante. Um abuso, um oportunista aproveitamento partidário que os trabalhadores não admitem, certamente.



Publicado por Zurc às 00:14 | link do post | comentar | comentários (4)

É claro que todos temos de sofrer e ser responsáveis

excepto a malta do costume.  ...  (por Sérgio Lavos)
 

(por  João Rodrigues)

Eu tenho argumentado que os “economistas” neoliberais estão totalmente equivocados, em particular na questão laboral, a questão socioeconómica mais importante. E basta. No entanto, não resisto a adicionar um elemento, certamente secundário, mas muito revelador sobre o estado moral das nossas “elites”.

Comecemos por um bom artigo no Público de sábado sobre a erosão da democracia causada pelo “mercados”. São José Almeida faz uma pergunta a propósito do último Prós e Contras: “Houve uma coisa que saltou aos olhos e provocou uma clara sensação de mal estar: por que razão sorria Mira Amaral?” O livro “Os Donos de Portugal”, acabado de ser lançado, responde: “Como a ponta de um iceberg, os mais notórios globetrotters dos conselhos de administração são Mira Amaral, Nogueira Leite, Joaquim Ferreira do Amaral, Murteira Nabo e Luís Todo Bom.” (p. 321). Juntem a pensão da CGD e é só sorrir.

Mais motivos para sorrir:

 Mira Amaral era o grande defensor da desastrosa austeridade à irlandesa e apesar deste e de outros disparates continua por aí com amplo tempo de antena. Ex-ministros sempre com boas sinecuras públicas e privadas e com controlo televisivo quase total. A banca ou outros grupos económicos rentistas reconstruídos por privatizações ruinosas foram o destino da esmagadora maioria, como está bem documentado em “Os Donos de Portugal”.

    Estas coisas não são para se dizer entre as pessoas por quem se deve ter consideração:

é o que, inspirado pelo Rui Tavares, já apodei de economia da consideração. E a ordem dos economistas, que supostamente vela pela ética da profissão, é presidida por Murteira Nabo, precisamente um dos globetrotters. Desde os meus tempos de estudante no ISEG que sou contra a ordem dos economistas.

     O que é que isto mostra? O que o Daniel já defendeu:

“economistas” demasiado bem alimentados andam a brincar com a vida dos outros há muito tempo neste país. E estão errados. E demasiados privilégios toldaram os seus sentimentos morais. A passividade dos outros também ajudou à festa.

    Daí para a incapacidade de pensar realisticamente a economia como um conjunto de mecanismos e de relações sociais e políticas é só um pequeno salto para o abismo da politica económica seguida desde há muitos anos: foi esta gente que nos meteu alegremente no colete de forças deste euro mal instituído. E agora aí estão a dar a cara por todos os PEC que afundam a economia e geram desemprego para os outros. Sempre a sorrir? Só se deixarmos. A greve geral também é contra esta economia de predação.

 

A crise Fica para os outros    (por Daniel Oliveira)

    O Banco de Portugal está a esquivar-se à redução dos salários dos seus funcionários. ...E isto naquela que é, provavelmente, a instituição do Estado com os mais escandalosos privilégios. Aquela da qual muitos dos principais advogados da sangria salarial em todo o País recebem reformas pornográficas, por vezes resultado de passagens fugazes pelo Banco.

    Esta é apenas mais uma história bem reveladora da verdadeira natureza desta crise. Uma história em que o sacrifício é sempre transferido para o vizinho de baixo. Porque esta crise não é apenas financeira. É ética. Aliás, se se lembram como isto começou, a primeira resulta da segunda.


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Publicado por Xa2 às 00:07 | link do post | comentar | comentários (9)

Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

A ANA Aeroportos gastou há um ano 767 mil euros na construção de uma pista ciclável entre o Vale de Chelas e o Parque das Nações, de acordo com o portal dos contratos públicos. Esta é uma das despesas mais elevadas desta empresa em contratos por ajuste directo. Questionada pelo PÚBLICO, a empresa que gere os aeroportos nacionais especificou que se trata de uma ciclovia entre o aeroporto e o Parque das Nações, com aproximadamente 3,5 quilómetros que deriva de um protocolo assinado com a Câmara de Lisboa para reduzir o uso do transporte individual. A ciclovia integra a rede lisboeta de pistas cicláveis no corredor entre Monsanto, Telheiras e a zona oriental da cidade, num total de 12 quilómetros.

A ANA justifica um investimento tão avultado - são 229 mil euros por cada quilómetro - com o seu "interesse na implementação de medidas que permitam conferir maior eficiência à mobilidade no acesso às suas instalações, nomeadamente na existência de condições de acesso dedicado a peões e bicicletas ao Aeroporto de Lisboa". Questionada sobre o ajuste directo, a empresa afirma que se tratou de "uma adjudicação na sequência de uma consulta de cinco empresas especializadas em pavimentações, de modo a dar continuidade ao percurso da pista ciclável sem interrupções na sua extensão"

Uma busca no portal dos ajustes directos de televisores revela compras com valores muito díspares. Se o Inatel comprou 47 televisores para reequipar o centro de férias na Foz do Arelho que foi alvo de uma profunda remodelação no ano passado por 16 mil euros - uma média de 340 euros por aparelho -, e o Centro de Saúde açoriano de Santa Cruz da Graciosa adquiriu dois LCD por 490 euros cada, já o INEM gastou 8736 euros em quatro televisores para o CODU - Centro de Orientação de Doentes Urgentes.

As comparações podem estender-se a outras áreas, como a das viagens. É comum as autarquias inscreverem compras de viagens no portal com parcas informações: em muitas não há data do contrato e menos dados sobre o número de pessoas abrangidas pela viagem. Bom exemplo disso é o Infarmed, que tem, entre outras, deslocações a Praga (2335 euros) e Bruxelas (uma de 2462 euros e outra por 4267), à Tunísia (3569); à Nigéria (4484), e de oito dias a Cancun (30.283 euros), sem referência a número de viajantes ou data. O Estado-Maior do Exército pagou a viagem e pensão completa a 32 pessoas à República Dominicana por 28.480 euros.

Outro caso é o da Câmara de Oeiras, que pagou por uma deslocação de sete dias ao Brasil e "serviços associados" a quantia de 79.640 euros, em Abril de 2009. Em Setembro deste ano inscreveu a "aquisição de uma viagem à ilha da Madeira", por 27.390 euros.

Sem qualquer justificação escrita no respectivo contrato surge também a aquisição de relógios em ourivesarias, com dinheiros públicos. O município de Almada adquiriu na ourivesaria Gomes & Góis um relógio de 27.353,72 euros em Maio de 2010, e os SMAS de Loures gastaram 11.537 euros na aquisição de outro na ourivesaria Catita, em Agosto de 2009. E a câmara de Matosinhos adquiriu, em Julho de 2009, canetas e salvas em prata para a cerimónia de homenagem ao professor aposentado por 16.740 euros.

A Frente Tejo, sociedade que gere a requalificação e reabilitação da frente ribeirinha lisboeta, gastou, só em 2009, 772.470 euros em pareceres jurídicos, consultadoria e assessorias diversas. A maior fatia vai para a sociedade de advogados Sérvulo & Associados, à qual foram pagos 250.000 euros em assessoria jurídica durante esse ano. Desse total, 100.000 euros foram para representação da Frente Tejo no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa por causa da providência cautelar interposta pelo Automóvel Clube de Portugal para suspender as obras na Baixa que se transformou em processo judicial.

A sociedade de advogados Abalada Matos, Lorena de Sèves e Cunhal Sendim ocupa o segundo lugar no montante de serviços jurídicos facturados, com um total de 210.000 euros. Esta firma prestou, conforme informação no portal, assessoria jurídica nos últimos dois anos a entidades como o Instituto da Água, o gabinete da ministra do Ambiente e diversos municípios. M.L., R.B.G.

Público via Cidadania LX

 

229 mil euros por Km de ciclovia?

Todo (excepto talvez o caso dos LCD´S do Inatel e Graciosa) este texto espelha bem a maneira com se gasta, mal, neste País.

Crise? Qual crise?



Publicado por JL às 20:52 | link do post | comentar | comentários (8)

« Saúdo todas e todos os camaradas sem mais pormenores pois deixei a caixa da graxa no largo de São Domingos.»- início da moção de DD.
Esta é uma frase sintomática de um militante histórico (33º) e acérrimo defensor do partido, do ‘status quo’ e seus dirigentes (e do governo).
Por “GRAXA”, entenda-se gordura e mesura subserviente e pacóvia, ‘saloiíce’ e ‘lambe-botice’ de muitos eternos esperançosos de ‘tachos’, ‘cunhas’ ou milagres e, ainda, a ‘esperteza’ de uns poucos beneficiados do ‘sistema’ ou de ‘padrinhos’, apesar do seu mais que duvidoso mérito cívico, profissional ou académico.

Se retirarmos a usual e excessiva ‘graxa’ das intervenções … o que fica deste 14ºcongresso da FAUL ?
Fica o ‘pavoneio’ pela ‘passerelle’, a fugaz proximidade dos ‘(des)astros’ político-partidários, algum rever de velhos conhecidos e ‘compagnons de route’, a curiosidade de novatos, …
Fica a postura (aparentemente séria e preocupada) do presidente da mesa que procurava cumprir o horário (e despachar os trabalhos) …
Ficam as acusações de traição e de ilegalidades (mútuas) no processo eleitoral … e de um regulamento de congresso (que só é conhecido no próprio dia) que continua a reservar ‘até um terço’(!!) de lugares na Comissão Política Federativa para ‘inerentes’, para não eleitos directamente pelos militantes nestas eleições…
Ficam as veladas referências de falta de transparência e de democracia interna, do uso de ‘sindicatos de voto’, de caciquismo, de nepotismo, … de vergonhosas práticas e comportamentos que (embora sejam semelhantes aos que existem noutras ‘casas’) muito nos dói e prejudica … e que os cidadãos não devem aceitar acriticamente, nem auto-marginalizar-se da política e nunca fazer como os “3macacos” (não querer ver, ouvir, falar).

Quanto ao acordo alcançado (‘de cima sugerido… com muita força’) entre as duas facções/ candidaturas e a partilha (a quase 50%) dos cargos e representantes parece ser racional e ‘politicamente coerente’ …, embora ‘ilegal’ e duramente criticado (e recusado com muitos abandonos do congresso) por alguns militantes que mais se empenharam na disputa … seja por verem defraudadas as suas esperanças numa vitória retumbante da sua linha de apoiantes, seja pela não hecatombe dos seus ‘caros inimigos figadais’, seja por serem impedidos de acederem a lugares proeminentes…

O que a alguns pareceu errado foi não se ter aproveitado a ocasião (o congresso) para pôr tudo em ‘pratos limpos’, se necessário partindo mesmo a louça toda… em vez de se voltar a esconder o lixo debaixo da passadeira vermelha… da graxa verbal, aplausos e palmadinhas nas costas.
O que também pareceu errado (a um grupo ainda menor e desunido) foi a falta de qualidade da generalidade das moções (que mal se divulgaram, não se debateram e poucos leram…’’também eram as redondas tretas do costume’’), intervenções e práticas que, em parte, se revelaram neste congresso … quase igual aos outros.

Mas falta referir que houve um 3ºcandidato, polidamente ostracizado (“glória aos vencidos”, ainda mais sendo “uma vitória pírrica” e tendo plena consciência desta via … “Avé César ! os que vão morrer te saúdam”), e que ainda há excepções com valor (independentemente de concordâncias ou críticas) que, apesar das dificuldades, ousaram pensar/ apresentar contributos e ser Socialistas diferentes.

Zé T.



Publicado por Xa2 às 19:00 | link do post | comentar | comentários (2)

Habemos papa, no habemos papa?

Não há maneira de sair fumo branco dos passos perdidos de São Bento!

Todos (tenhamos ou não aproveitado de BPNs, SLNs, ...) vamos ser papados, isso já nós sabemos, o que não se sabe, ainda bem, é como o seremos.

Não percamos as esperanças suas eminências haverão de decidir em abono das nossas preocupações, de gente do povo.



Publicado por Otsirave às 09:51 | link do post | comentar | comentários (10)

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