Espécies cinegéticas (II)

As múltiplas posições do Coelho

Onde situa Passos Coelho?

Vejo na liderança do PSD bastante imaturidade e isso explica alguns ziguezagues.



Publicado por JL às 15:16 de 15.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Baixa de preços

A partir de hoje e até ao final do ano muitos medicamentos vão ficar mais baratos.

Em Janeiro o custo voltará a subir.



Publicado por JL às 09:24 de 15.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Integradissimo salazarismo

Em 1967, o general Martiniano Homem de Figueiredo mostrou interesse na investigação de Cavaco Silva, na altura com 28 anos e já casado com a actual primeira-dama. Este pedido veio com a possibilidade de Cavaco poder ser autorizado a manusear documentação restrita na Comissão Coordenadora da Investigação para a NATO.

Cavaco Silva foi então chamado à sede da PIDE para preencher o “formulário pessoal pormenorizado”. À alínea “Sua posição e actividades políticas”, Cavaco Silva respondeu “Integrado no actual regime político”, acrescentando um reparo: “Não exerço qualquer actividade política”. Os documentos estão assinados pelo actual presidente da República.

Realmente este é o tipo de notícias que não têm um grande interesse nem se compreende porque terá o Sr. Silva omitido o facto na sua autobiografia. Vendo bem ele é do tipo de pessoa que tanto teria feito carreira política na falsa democracia em que vivemos como na bafienta ditadura do Salazar. Estava integrado na altura como está agora. Não presta agora como teria fedido então.

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Publicado por JL às 09:10 de 15.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

A Itália em Crise! Que País virá a seguir?

Para os que ainda teimam em dizer que há uma crise portuguesa depois de verem cair na falência dois países de “raça superior”, segundo muitos portugueses, a Islândia e a Irlanda, e antes disso a Grécia com a Bélgica, a Espanha e a Itália em perigo e em situações financeiras piores que a portuguesa.

O biltre Berlusconi escapou à risca de uma moção de censura por 314 contra 311 votos, mas o povo manifestou-se nas ruas de Roma com uma violência inaudita. Viaturas foram incendiadas e travaram-se violentas batalhas com a polícia. A situação italiana é caótica com uma dívida soberana de 130% do PIB e défices gigantescos, apesar de ser o país da Fiat e dos Ferraris com uma enorme indústria siderúrgica, de máquinas e equipamentos e moda, além de uma vasto sector agroindustrial e uma enorme marinha de mercante em que pontuam os grandes paquetes de cruzeiro. Até o velhinho “Funchal” pertence a um armador italiano.

A Itália tem dívidas a vencer em 2011 no valor de quase 25% do seu PIB e está em apuros com o crescimento dos juros dos seus títulos do tesouro, apesar de ser um país rico em que nada falta, pelo menos, a norte de Roma.

Os italianos são, a nível mundial, os reis do design. Não há automóvel europeu, japonês, coreano ou chinês que não tenha o toque estilístico dos grandes designers italianos que desenham tudo, desde a gravata ao automóvel, passando por todos os objectos e moda e de uso corrente.

Mas, pior ainda está a Bélgica, incorrigivelmente dividida entre flamengos e francófonos, a braços com uma problemática financeira mais gravosa que a portuguesa. A sua dívida soberana ultrapassa o valor do PIB e, mesmo assim, está quase sem governo há um ano ou mais.

Na Grécia, os bem pagos controladores aéreos entraram em greve contra as medidas financeiras do Governo. Não se convencem que um governo não possa fazer aparecer dinheiro por decreto.

Enfim, só os néscios é que não percebem que há mesmo uma crise europeia e que o euro, afinal, não serve para grande coisa enquanto a bruxa Merkel e o apoucado Sarkozy continuarem as suas mesquinhas políticas financeiras que pretendem ser alteradas só em 2013, porque a partir de 1 de Janeiro de 2014, as decisões na EU serão tomadas por maioria e as duas grandes nações dos dois medíocres não formam a maioria na Zona Euro nem na União Europeia.

A Alemanha sente-se fora da crise e a França julga que pode imitar os germânicos e ter o seu apoio financeiro. Talvez estejam errados porque parece que a crise acabará por tocar a todos com greves ou sem greves com políticas de direita ou de esquerda.  Para já a política morreu na Europa, a única preocupação dos governos é arranjar dinheiro para pagar os salários dos funcionários, as pensões e pagar alguns serviços essenciais, além de resgatar dívidas vencidas.



Publicado por DD às 00:17 de 15.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Postais II

Bancos, estes e outros

 

Bancos estufados

Aqui não há crises de tesouraria, ainda que as almofadas, também, acabem por derreter-se.



Publicado por Zé Pessoa às 22:17 de 14.12.10 | link do post | comentar |

Precários: Portugal quase em 1º

O 1º lugar está perto, só teremos de nos esforçar um pouco mais.

Segundo os dados recentemente, divulgados pelo Eurostat. Portugal, com 22%, está atrás da Espanha (25,4%) e da Polónia (26,5%)

Essas são as taxas mais elevadas de trabalhadores com relações precárias em toda a União Europeia.

Quase lá, hem!



Publicado por Zurc às 16:06 de 14.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Comunidade cigana com casas novas

A comunidade cigana de Famalicão foi ontem realojada em casas novas, após terem vivido mais de 30 anos em barracas.

O sentimento geral é de alegria, mas os moradores ainda não esqueceram a demora na atribuição das habitações.

...

«Os novos inquilinos estiveram durante todo o dia em mudanças. A urbanização é composta por três blocos com 30 habitações (três T1, oito T2, treze T3 e seis T4), naquilo que foi um investimento municipal de 2,8 milhões de euros. As antigas casas vão ser demolidas para nascer ali um ‘transfer' rodoferroviário.»

Ver notícia completa no CM



Publicado por [FV] às 15:39 de 14.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Países periféricos devem unir-se e opor-se a estas políticas da UE

Mário Soares: Sócrates e Zapatero devem juntar-se e erguer a voz contra Merkel e Sarkozy

(i on line, 13.12.2010, via Dar à tramela

-Estamos a viver agora uma crise gravíssima. Há alguma maneira de não ficarmos derrotistas?

     Há. Há sempre. Já atravessámos muitas crises. Vencemo-las sempre, melhor ou pior. Talvez esta seja a mais grave, é certo. Lembro-me daquelas que, como primeiro-ministro, atravessei, quando cá veio o Fundo Monetário Internacional, duas vezes, em 1978 e 1983-85. Foram duas crises muito difíceis. Ultrapassámo-las. Conseguimos, simplesmente, vencê-las. Tínhamos mais armas, como é sabido. Tínhamos uma moeda própria - o escudo - podíamos desvalorizá-lo. Contudo, desvalorizando a moeda, destruíamos a riqueza das pessoas.
     Agora não podemos fazer isso. O que, para quem nos governa, é pior. Mas temos outros recursos. Não estamos isolados. E esta é uma crise que veio de fora. Foi importada.
     Agora, temos uma crise que é essencialmente europeia. O que mais me preocupa, a mim, não é que Portugal tenha um grande défice e grandes endividamentos públicos e privados. Os défices vão e vêm.
    O problema mais grave consiste em o Estado ficar sem meios para pagar às pessoas. O desemprego, o aumento da pobreza, as desigualdades sociais, cairmos em recessão.
    A União Europeia não tem um plano concertado para fazer face à crise. E os actuais dirigentes europeus, na sua maioria, resvalam para o nacionalismo e esquecem o projecto europeu, a solidariedade e a unidade entre os Estados-membros, como ensinaram os grandes Pais Fundadores.
- Está a falar da senhora Merkel e do senhor Sarkozy...

     A chanceler Merkel e o presidente Sarkozy olham só para a moeda única - o euro - e não para o risco da recessão que aí vem. Quando ultrapassarmos a crise da moeda, sem valer às pessoas, aos desempregados, aos imigrantes, aos mais desfavorecidos...

Agora encontraram-se para preparar a reunião que vão ter, que se espera seja pior do que aquilo que disse o presidente do Banco Central Europeu, que ajudou a moderar os apetites gananciosos dos mercados especulativos.

     Merkel e Sarkozy pensam apenas nos seus Estados e não no projecto europeu. É um erro colossal que lhes vai - e nos vai, a nós - sair muito caro. Portugal hoje não está isolado. Teve propostas muito interessantes, da China, que se manifestou disposta a comprar uma parte da nossa dívida, o pequeno Timor (que tem petróleo) e também a generosa proposta do Presidente Lula, que já foi corroborada pela nova Presidente Dilma. Isto é: fazer um empréstimo a Portugal, exactamente no mesmo sentido. São sinais importantíssimos, que valem bem mais do que os dislates das empresas de rating ou os comentários dos economicistas que temem os mercados desregulados, e só pensam no lucro pelo lucro.

 - E isso vai evitar que tenhamos que recorrer ao FMI, como estamos a ser pressionados a fazer?

      Não estamos a ser tão pressionados como dizem. Os jornais dizem isso, mas acho que não estamos a ser tão pressionados assim. O FMI quando quer pressionar vem cá e ainda não veio. Por outro lado, o presidente Dominique Strauss-Khan, até já disse que Portugal não estava numa situação tão difícil quanto lhe era atribuída...
     Acho que, quem vive das especulações, gosta que se diga isso, para ver se pega. Mas ainda não pegou. Também se o Fundo Monetário Internacional vier um dia a Portugal não é morte de ninguém. Haverá mais medidas a tomar - obviamente duras e impopulares - se as que estão anunciadas não forem aplicadas.
     De qualquer forma o problema irá resolver-se, se a moeda única não entrar em colapso e a União não se desintegrar, como espero... Portugal - e a Espanha, se possível em conjunto - devem fazer ouvir a sua voz na União. A Península Ibérica, no seu conjunto - com os falantes lusos e hispânicos - representam mais de um décimo da Humanidade. Não podemos deixar-nos dominar por uma senhora Merkel ou por um senhor Sarkozy, que estão em matéria europeia a perder o norte, como escreveram Helmut Schmidt e Jacques Delors, em entrevistas recentes.


Publicado por Xa2 às 08:07 de 14.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

WikiLeaks : o Interesse público, a Censura ou as Vendas ?

Acordem do suave torpor , por Daniel Oliveira

 

   Através da WikiLeaks, que, diz-se, nos dá informação pouco relevante e que não devia ser conhecida, ficamos a saber que Carlos Santos Ferreira, presidente do Millenium/BCP, propôs aos Estados Unidos "prestar serviços de espionagem" ao "desembarcar no Irão e em troca oferecer a Washington informação sobre as actividades financeiras desta República Islâmica". E que, "no mínimo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português está a par desta abordagem à Embaixada".   E ficámos a saber que o primeiro-ministro terá "permitido aos Estados Unidos utilizar a Base das Lajes nos Açores para repatriar presos de Guantánamo". Quatro meses depois Sócrates garantiu que o Governo "nunca" tinha recebido qualquer pedido dos EUA.

 

   Ficámos a saber por factos o que suspeitávamos:

 que somos liderados por capachos - os elogios a Luís Amado são dignos daqueles que se reservam a um criado leal - e por gente sem qualquer respeito pela verdade. E têm razões para isso. Nos telegramas revelados sabemos igualmente que o Presidente da República terá tranquilizado os seus interlocutores norte-americanos:   "Portugal tem uma imprensa muito suave". Como se viu no manto de silêncio sobre as suas ligações ao BPN, Cavaco Silva sabe bem do que fala.

 

    Entretanto, entre muitos jornalistas, não se sente, perante a perseguição à WikiLeaks, no que é a primeira tentativa de censura à escala global, o mesmo furor que, justamente, se sentiu com casos bem menos relevantes em Portugal e no Estrangeiro. Porquê? Porque a perseguição não é feita a jornalistas e sem o sentimento corporativo não aquecem algumas almas.

    Muitos jornalistas confundem liberdade de imprensa com direito à informação. A primeira, fundamental, existe para garantir o segundo. Protegemos os jornalistas para proteger o nosso direito a ser informados.

    Se os jornalistas não cumprirem este papel a sociedade não se irá mobilizar para os defender dos ataques do poder. Se forem "suaves" não merecem o nosso empenho. E se, ainda por cima, não forem os primeiros a agir em defesa de quem que cumpra o seu papel, tornam-se num problema.

 

   O debate é quase todo ao lado. Sendo material secreto, é legitimo divulga-lo? Instalou-se a ideia de que tudo pode ser considerado segredo de Estado, desde que o Estado assim o determine, mesmo que estejamos perante crimes, espionagem a aliados ou a instituições internacionais ou cumplicidades com violações dos direitos humanos.

   E chega-se mesmo a confundir o direito à privacidade com os negócios da coisa pública. Como se o que as diplomacias andam a fazer não fosse coisa que dissesse respeito a todos os cidadãos. Como se o jornalismo estivesse obrigado a aceitar as regras éticas (ou a ausência delas) da realpolitik.

 

   Mas o problema não é, na realidade, o que deve ser ou não ser secreto. Não é isso mesmo que está em causa com o segredo de justiça? Ou com informações vindas de fontes anónimas de instituições do Estado? E nestes casos os jornalistas vacilam?

   Não será a ausência do crivo jornalístico a única diferença? Não será a evidência que alguém está a cumprir melhor a função dos jornalistas o único verdadeiro problema de muitos jornalistas?

 

   A outra questão: não há selecção. Mistura-se informação relevante com coisas sem interesse. A informação que nos foi dada veio em bruto. Coube aos jornalistas seleccionar. E, no entanto, foram os jornalistas, e não quem disponibilizou a informação, que começaram por dar o mesmo destaque a irrelevâncias escritas sobre a personalidade de alguns líderes europeus e a verdadeiros escândalos de espionagem e abusos. Ou seja, o papel de selecção que é suposto os jornalistas cumprirem revelou-se, em muitos casos, absolutamente dispensável.

   Mais do que se preocuparem com o interesse público, o primeiro instinto foi saber o que vendia mais. Ou seja, não é fácil descortinar esse papel técnico indispensável que torna a WikiLeaks menos merecedora de respeito do que uma redacção. Até ver, pelo contrário.

 

A guerra virtual que trava na Internet, que começou com a divulgação desta informação, continuou com a prisão do porta-voz da WikiLeak, a tentativa de silenciar a organização e de impedir o seu financiamento e continuou com a reacção de cidadãos, contra-atacando quem aceitou ser veículo da censura (ainda ouviremos alguém a chamar-lhes de ciberterroristas) está, por enquanto, a ser ganha por quem cumpriu a missão de informar. Mas não acaba aqui. Haverá, com toda a certeza, uma tentativa de impor "regras" na Internet (como tem defendido o senador Lieberman) para impedir que outros casos se repitam. Depende de quem vencer esta guerra o que será a liberdade de expressão e de informação no futuro.

 

Mas já existe um derrotado:

grande parte da imprensa nos países democráticos (a outra não conta neste campeonato). Com a sua integração em gigantescos grupos, que dormem na cama e comem na mesa do poder político e económico, a imprensa deixou há muito de ser livre. Por isso, organizações como a WikiLeaks (e muitas mais, para que não lhe aconteça o mesmo) e os cidadãos que as defendem são a esperança para que os poderes não possam viver descansados com uma "imprensa suave". E que acordem a comunicação social tradicional do torpor em que tem vivido. Tudo o que se está a passar dá-nos algumas razões para optimismo. Pode ser que já não seja possível continuar a adormecer tão facilmente as nossas democracias



Publicado por Xa2 às 00:07 de 14.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

CÂNDIDA ASSANGE

Ministério Público está a analisar documentos sobre voos de Guantánamo



Publicado por JL às 22:22 de 13.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

As vergonhas do Sr. Silva

O Presidente da República considerou que os portugueses têm de se sentir “envergonhados” por existirem em Portugal pessoas com fome, um “flagelo” que se tem propagado pelos mais desfavorecidos de forma “envergonhada e silenciosa”.

Se há alguém se se deva sentir envergonhado por haver quem passe fome em Portugal não são os portugueses, mas sim aqueles que nos últimos anos tiveram a responsabilidade de estar à frente do estado e nada fizeram para o evitar. Pior, impuseram políticas e soluções económicas que não só não evitaram a fome e a pobreza como contribuíram para o seu aumento. Quem lutou por menos direitos, menores salários e maior precariedade no emprego é que se deve sentir envergonhado pelas culpas que tem no cartório. Eu, não é vergonha que sinto por haver quem passe fome, mas uma vontade enorme de contribuir para o fim das acusas que a criaram, ou seja correr com a corja que se tem alimentado e engordado à custo do que devia ser distribuído por todos. Certamente que o Sr. Silva não se lembra dos que passam fome quando oferece os grandes banquetes com copos de cristal e talheres de prata, nem quando mostra satisfação pela realização de grandes cimeiras, como a da NATO que custou muitos milhões a Portugal. Certamente não era no problema dos que passam fome que pensa quando abraça os Dias Loureiros deste país. Vergonha devia ter quando recebe as confederações patronais e lhes sorri quando estes afirmam que as empresas não podem pagar mais 80 cêntimos por dia a quem recebe o ordenado mínimo.

Mas, realmente há uma coisa de que nós portugueses podemos e devemos ter vergonha, é a de termos como Presidente da República uma pessoa como o Sr. Silva. Disso tenho vergonha, muita vergonha.

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Publicado por JL às 17:55 de 13.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

LOJA DO CIDADÃO x LOJA DO MUNÍCIPE

Venho elogiar o projecto LOJA DO CIDADÃO nomeadamente a de Odivelas que para além do serviço que presta idêntico a tantas outras Lojas do Cidadão nacionais está vantajosamente inserida num centro comercial com fáceis acessos onde há, sempre estacionamento (gratuito), serviços comerciais e de restauração e ainda conta com um elevado grau de eficiência quer na metodologia de organização do espaço como no profissionalismo e simpatia dos funcionários que ali prestam serviço.

E esta experiência positiva de cidadão utilizador fez-me colocar a seguinte questão:

Porque não acabar com as Juntas de Freguesia e criar umas bem pensadas LOJAS DO MUNÍCIPE dependentes directamente das Câmaras Municipais onde seriam prestados os habituais serviços que hoje fazem as Juntas.  Estas poderiam ser maiores (mais serviços) ou menores (menos serviços) conforme as características das zonas de implantação.

Acabariam as politiquices de Juntas de «cor» diferente da Câmara e saía de certeza mais barato a todos nós, contribuintes.



Publicado por [FV] às 12:17 de 13.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Bangla Desh: Trabalhadores morrem por um novo ordenado mínimo de 32 euros

No Bangla Desh, trabalhadores de ambos os sexos da indústria têxtil realizaram ontem marchas de protesto para levar as empresas a aceitarem o ordenado mínimo de 32 euros mensais, o qual foi elevado dos anteriores 24 euros.

O Bangla Desh é um dos países mais pobres do mundo e possui uma indústria têxtil com mais de 3 milhões de trabalhadores e os produtos da sua indústria têxtil são exportados principalmente para Europa onde não pagam quase direitos aduaneiros.

Quem visitar em Portugal qualquer loja da IKEA verifica que a maior parte dos têxteis para casa e muitos outros artigos são originários dos Bangla Desh. Por isso, o proprietário do grupo IKEA é o segundo ou terceiro homem mais rico do Mundo. Nada pois como explorar o trabalho até às últimas consequências.

Com ordenados de 32 euros mensais sem férias nem 13º e 14º ordenado e quase sem descontos para segurança social podemos dizer que um trabalhador português ganha em duas horas o mesmo que um homem ou mulher do Bangla Desh ganha num mês de trabalho com apenas um dia livre por semana, a sexta-feira.

Saliente-se que a polícia daquele país matou quatro trabalhadores que protestavam contra a não aplicação do novo ordenado mínimo de 32 euros.

É evidente que com ordenados deste valor, a indústria têxtil portuguesa não pode concorrer. Quanto muito poderá deslocalizar-se para aquele país para, pelo menos, manter o negócio de importação e eventual distribuição pela Europa, aproveitando contactos comerciais estabelecidos e o conhecimento dos desenhos e modelos mais procurados que é o que fazem muitas empresas europeias e americanas.

O desemprego em Portugal tem origem na exploração máxima da mão de obra chinesa e de muitos países do terceiro mundo. Quem não sabe isso, é completamente estúpido.               



Publicado por DD às 11:18 de 13.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

PORQUE NÃO PASSAMOS DA CEPA TORTA

Três exemplos ilustrativos dessa realidade em que vamos vivendo faz tempo qualquer que seja o governo a (des)governar-nos.

Toda a gente conhece, ainda que superficialmente, o que foi o “folhetim novelesco” da revalidação do contrato entre a administração do Porto de Lisboa (APL) e a Lisconte, empresa do grupo Mota-Engil agora gerida pelo ex-ministro das Obras publicas, senhor J. Coelho. Este processo que transita actualmente nos tribunais administrativos de Lisboa teve como episodio a suspensão da, respectiva, lei que o aprovou pela oposição na Assembleia da República.

Ainda o andor, da procissão anterior, vai no adro, tudo parece indiciar que já o governo se meteu noutra idêntica. Segundo divulgação da Lusa, fonte oficial da Transdev, empresa francesa que opera em várias regiões sobretudo no domínio dos transportes, apresentou uma providência cautelar, no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, para suspender a prorrogação da concessão da operação do Eixo Norte-Sul da região de Lisboa, atribuída à Fertagus, do grupo Barraqueiro, até 31 de Dezembro de 2019.

O argumento apresentado por esta operadora foi que "Não foi lançado um concurso internacional para essa concessão como a lei prevê", afirmou à Lusa fonte da Transdev, considerando que "não é normal fazer um ajuste directo".

Também, como é visto e não desmentido, o número dois do Partido Socialista a governar Lisboa, parece nada ter aprendido com tais “falcatruas processuais” e está prestes a negociar, conforme publicação do DN, no negócio da rede de esgotos da cidade.

As negociações já decorrem há cinco anos e ambas as partes ainda não chegaram a um acordo, mas existem conversações e há hipóteses razoáveis de chegarem a um consenso. "Estes processos são complicados por natureza, existem outras entidades privadas envolvidas, por isso levam o seu tempo a resolver-se", disse ao DN o presidente da EPAL, João Fidalgo.

Cem milhões de euros é o preço que a EPAL irá ter de pagar à autarquia para poder ser a gestora da rede de esgotos em baixa. Como contrapartida, a CML irá abdicar das taxas de saneamento, ou seja, de cerca de 50 milhões de euros anuais. "Será uma mais-valia para a cidade e para os municípios, as infra-estruturas serão melhoradas, o que contribuirá para uma melhor qualidade da água", disse.

A empresa também terá de pagar cerca de 25 milhões de euros por ano à Simtejo, que é responsável por recolha, tratamento e rejeição das águas residuais.

A EPAL ficará responsável pela renovação e manutenção das infra-estruturas, que terão um custo de 160 milhões de euros nos próximos dez a 12 anos.

Será este acordo possível, face ao que, actualmente, dispõe o Código dos Concursos Públicos (CCP), ou não haverá aqui, também, uma argolada juridica-administrativa e processual?

O estranho é que nunca ninguém é responsabilizado, o que andaram a fazer os senhores procuradores da república que têm por incumbência própria conforme a Constituição da Republica “...representar o Estado e defender os interesses que a lei determinar...”?

Então a lei não determina que quem faz gestão danosa da “coisa pública” deve responder civil e criminalmente? Parece que não!



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 13.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

A Presidencial falta de memória

 

Cavaco Silva denuncia "flagelo" da fome em Portugal.

Seria bom recordar à data da fundação do Banco Alimentar Contra a Fome quem era primeiro-ministro e já agora, quem foi o chefe de governo que quando abandonou funções tinha uma taxa de pobreza de 23%, contra os actuais 18%.

Carlos Alberto [Rotunda da Anémona]



Publicado por JL às 00:10 de 12.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Aliança dos Estados períféricos e Alternativas ao desastre

( por João Rodrigues )

O partido da esquerda europeia realizou, no passado fim-de-semana, o seu congresso, tendo eleito uma direcção de que é vice-presidente Marisa Matias. Destaque para o programa de acção política , infelizmente ainda só em inglês, onde se apontam alternativas de política económica para uma Europa democrática e social, ou seja, para uma União viável – da taxação das transacções financeiras à alteração do papel do BCE, passando pela emissão de obrigações europeias para financiar os Estados.

 

Esta última proposta, formulada no início do anos noventa por economistas keynesianos como Stuart Holland, foi esta semana defendida pelo Luxemburgo e pela Itália. Uma ideia que contribuiria para superar a assimetria da integração europeia: não há moeda europeia sem orçamento e sem dívida pública europeus, a espinha dorsal dos mercados financeiros.

O governo português, pela voz demasiado discreta de um secretário de estado, veio apoiar tardiamente. O governo deveria estar na frente de iniciativas deste tipo. O respeitinho do governo e de Cavaco pelos mercados existentes não é bonito.

 Esquecem-se que estes (mercadospodem e devem ser reconfigurados através da acção política deliberada. Só assim será possível contrariar as suas tendências destrutivas.

 

Manuel Alegre, pelo contrário, há muito que introduziu estes temas na sua agenda política, tendo sido também o primeiro líder político nacional a defender uma aliança das periferias para fazer face a uma austeridade que as vai escavacar.



Publicado por Xa2 às 00:07 de 12.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Espécies Cinegéticas (I)

 

Afinal, o Coelho também hiberna. Pelo menos em Portugal.


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Publicado por JL às 21:40 de 11.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Modelo social e poderes: militar, financeiro, comunicacional, informático, ...

É o mundo que está a mudar

     Para os que estavam descansados porque com o fim do muro de Berlim tinha sido decretado o fim da luta de classes e o mundo ocidental iria viver em tranquilidade e harmonia os últimos meses terão sido uma surpresa.

     O que a espionagem soviética nunca teria conseguido foi feito pela Wikileaks, o que nenhum sindicato tradicional ousaria fizeram os controladores aéreos dos aeroportos espanhóis, o que nenhuma organização política extremista conseguiria fazer foi conseguido pelos magistrados a que supostamente caberia defender a democracia.

     Os segredos são expostos na internet, os governantes são escutados, a segurança do espaço aéreo é posta em causa, tudo isso sem qualquer controlo de uma organização política ou sindical e sem visar qualquer revolução.

 

     Clama-se vitória porque Zapatero mandou a tropa para os aeroportos e faz-se o elogio póstumo de Ronald Reagan mas ninguém garante que amanhã os controladores aéreos franceses ou britânicos não façam o mesmo, que os operadores das centrais eléctricas decidam desligar o sistema, algo que até uma cegonha conseguiu quando Guterres era primeiro-ministro, ou que algum informático desiludido decida desligar um satélite de telecomunicações.

Os sistemas informáticos são vulneráveis, os equipamentos de escutas estão disseminados e facilmente podem ser utilizados sem qualquer controlo, a segurança dos países deixou de estar nas mãos de generais para dependerem de meros técnicos especializados.

 

     Num dia crucificamos os controladores aéreos espanhóis porque ganham ordenados exorbitantes e montaram um esquema de enriquecimento fácil, fazendo chantagem sobre a vida de milhões de passageiros.

     No outro resignamo-nos perante os mercados onde alguns ganham biliões à custa da vulnerabilidade de algumas economias europeias e lançam milhões de europeus na miséria económica.

     Aos primeiros manda-se a tropa, aos segundos mandam-se manifestações de obediência e de subserviência.

 

     É uma ilusão pensar que se destrói um modelo social em nome da globalização e da igualização global dos custos da mão de obra e que o modelo político fica na mesma.

O poder já não está apenas na ponta de uma espingarda como ensinava Mao no seu livrinho de citações, os golpes de Estado já não se conseguem apenas com tanques, a força dos regimes já não depende apenas do poder militar e financeiro, o operador de um sistema informático tem tanto poder de destruição como um general, as vulnerabilidades dos sistemas informáticos tornam qualquer hacker num potencial terrorista, a vida íntima de qualquer político pode ser exposta por sistemas de escutas acessíveis a baixo custo.

     Não vale a pena barafustar contra as corporações ou acusar o responsável da Wikileaks de abusos sexuais, o mundo sofreu uma profunda mudança e quem pretender a proletarização forçada da classe média do ocidente em nome de uma globalização geradora de uma imensa riqueza mal distribuída enfrenta agora adversários mais poderosos e perigosos do que sindicalistas enquadrados ideologicamente.

 

     É verdade que os operadores espanhóis comportam-se de forma oportunista e que o responsável da Wikileaks acaba por ser mais útil ao terrorismo do que à defesa dos valores que supostamente defende. Mas não passam de dois pequenos exemplos de como o Ocidente é vulnerável e de como o poder já não pode ser decidido apenas com dinheiro, espingardas e votos.

     Se as democracias são incapazes de controlar os abusos do poder financeiro que escapa a qualquer controlo político podendo usurpar uma boa parte da riqueza produzida no mundo, ficaram agora a perceber que também não conseguem controlar o imenso poder detido pelo Know How de muitos grupos profissionais e mesmo cidadãos anónimos.

     Não vale a pena barafustar ou pensar que tudo se resolverá com perseguições, processos disciplinares ou sargentos.

Depois de anos de falsa tranquilidade o Ocidente está a ser abanado por sucessivas revoltas, fenómenos como as revoltas nos bairros franceses, a publicação de segredos de Estado, os ataques à segurança do espaço aéreo ou as manifestações dos estudantes gregos poderão não ser fenómenos isolados.

     Não estamos perante fenómenos isolados, é o mundo que está a mudar.

  -por Jumento , em 7.12.2010



Publicado por Xa2 às 00:59 de 11.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Postais: Estatuas e... pessoas

Tirem-me daqui, que já não aguento mais...

Tanta injustiça... social



Publicado por Zé Pessoa às 15:10 de 10.12.10 | link do post | comentar |

Acerca dos imperativos categóricos da retórica de Assis

Para que se perceba a verdadeira natureza dos imperativos categóricos da retórica de Assis, que o tornam um autêntico discípulo de Sócrates e justificam, com evidência, a sua escolha para líder da bancada socialista, trago à reflexão um texto que escrevi numa coluna (Educação e cidadania) que, em tempos, dispunha no Jornal de Notícias.

Transcrevo-o:
“Todos iguais, todos diferentes”

Há situações que são paradigmáticas da necessidade de uma profunda reforma dos partidos e do sistema político por forma a dar credibilidade, rigor e transparência à actividade política.

Francisco Assis, nas últimas eleições autárquicas, apresentou-se como cabeça de lista à Assembleia Municipal do Marco pelo PS.

Muitos não acreditaram que esse gesto fosse apenas um “número de espectáculo” para conquistar votos (como alguns já faziam crer), mas uma marca de um novo modo de estar na política, servir a causa da democracia e os ideais socialistas.

Foram, por isso, criadas naturais expectativas que se apoiavam no suposto de que o líder distrital do PS pudesse dar uma outra visibilidade aos problemas de prepotência, caciquismo e má gestão de que era publicamente acusado Ferreira Torres.
Rapidamente, estas expectativas foram frustradas:
por acumulação de faltas, o deputado e líder do PS foi obrigado a renunciar ao mandato.

A justificação avançada pela Federação do PS é digna de ficar registada numa antologia da especialidade:
a presença de Assis na Assembleia Municipal do Marco era susceptível de “limitar e inibir a participação” dos restantes membros do seu partido na assembleia.

Foi, agora, tornado público que Francisco Assis tinha aceitado o cargo honorífico (segundo o mesmo) de presidente da assembleia-geral da Edinorte, empresa ligada a um dos empreiteiros do regime de Ferreira Torres que é compadre de Major Valentim Loureiro.

Uma questão se colocará, entretanto: será que os interesses da luta contra a prepotência, o caciquismo e a falta de transparência da gestão de Ferreira Torres não nobilitavam tanto o deputado e líder distrital do PS, como ser presidente da assembleia-geral da polémica empresa Edinorte?!...

Tal como um rolo compressor, vai-se se impondo a ideia de um centrão político, onde se aplica o slogan “todos iguais e todos diferentes”.

Se o PS quer marcar a diferença tem de promover reformas que evitem que, no seu interior, o sucesso se faça por jactos de verborreia incoerentes, mas pela competência, coerência e rigor.

De contrário, não faltarão razões para seguir a lucidez do “voto em branco” de que nos fala Saramago no último livro.


# posted by Primo de Amarante, http://margemesquerdatribunalivre.blogspot.com/,02,12.2010

 

O da "Retórica e coerência" vai-me desculpar, mas entendo que este assunto é mais um IMPORTANTE contributo para identificar este PS e por isso merece um destaque mais consentâneo.



Publicado por Izanagi às 09:36 de 10.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

PS compra votos em Coimbra

A delegação do PS de Coimbra gastou mais de 50 mil euros a pagar quotas a militantes para estes poderem votar, avança a revista Sábado. .

 

O pagamento das quotas tinha uma condição: votar em Mário Ruivo, que ganhou a eleição da distrital por apenas dois votos. Houve casos de militantes que pagaram as suas quotas e depois perceberam que afinal já tinham sido pagas no Largo do Rato, em Lisboa. Alguns destes militantes revelaram à Sábado os talões de pagamento e os comprovativos do pagamento pelo partido que foi feito na véspera da eleição exigindo o voto em Mário Ruivo.

in Sábado

 

Só hoje tive conhecimento da notícia, mas há muito que suspeito que o PS é porto de muitos fascistas da escola de Salazar. Basta ver o arregimento que é feito aquando de comícios, onde a Acção Nacional Popular (ANP) tinha muito que aprender, em que aos figurantes tudo é oferecido: transporte, alimentação e “subsídio de deslocação “. A DEMOCRACIA Socialista  no seu melhor !



Publicado por Izanagi às 09:30 de 10.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Querem Despedir a Democracia e a Justiça

DESPEDIMENTO: a cereja no bolo!


Como tem acontecido nos últimos anos os Governos chamam os sindicatos à concertação social. Não porque queiram concertar algo, mas apenas para lhes dizer que agora vai ser assim ou assado!
Agora a Comissão Europeia e outras entidades neo liberais acham que Portugal tem que alargar os motivos para o despedimento individual. Quem manda em Portugal ?  Isto é democracia?

Já existe uma dúzia de motivos para o despedimento individual no Código do Trabalho. Mas não chega, querem a liberalização completa do despedimento. Querem o «eu quero, posso e mando» patronal!
O velho argumento é que se criará mais emprego! Não está provado pelos estudos efectuados que isso sempre aconteça ou sequer aconteça. Mas o pior é que todo o trabalho será precário e o trabalhador fica sem qualquer protecção para defender os seus direitos perante o patrão! Será o aumento assustador da exploração do trabalhador! É isto democracia?

A principal consequência será a de que, mais do que hoje, o trabalhador fará sempre o que o patrão disser. Mesmo hoje muitos trabalhadores da privada e da pública já não dizem não a nada. Trabalhar mais horas sem pagamento? claro. Trabalhar doente? quantas vezes! Engolir o pão que o diabo amassou como diziam os antigos!
E os sindicalistas? Esses estarão tramados! Se hoje já muitos jovens hesitam e não aceitam um cargo sindical muito mais isso acontecerá no futuro! Isto será democracia?

Mas para além de quererem despedir com facilidade querem mandar o trabalhador com as mãos a abanar, ou seja sem indemnizações. Olha vai para casa a empresa agora não precisa de ti, come da segurança social, se por acaso tiveres subsídio de desemprego! Ah! Tinhas filhos a estudar? Tira-os da universidade. Tens prestação da casa? Vive numa barraca! Meus amigos, isto será democracia?

Mas eles ainda querem mais! Querem anular a contratação colectiva em muitas áreas, nomeadamente na questão da flexibilização dos horários! Este Código do Trabalho, apesar de feito á maneira, ainda não deu tudo! Querem que isto de trabalhar mais ou menos horas fique inteiramente nas mão dos patrões e não seja objecto de negociação séria com as organizações de trabalhadores. Querem negociar directamente com o trabalhador, ou seja, não querem negociar, querem impor a sua vontade! Mas que democracia é esta?

Não meus caros amigos isto não é democracia! Estamos isso sim a caminhar para uma ditadura económica que será necessariamente política!
E perante uma ditadura será legítimo o combate por todos os meios disponíveis!


Publicado por Xa2 às 00:08 de 10.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (12) |

Integridade, Coerência e Transparência

** Wikileaks - transparência é o remédio    [- por Ana Gomes

No "Conselho Superior" da ANTENA 1, esta manhã, a partir de S. Francisco, falei sobre as implicações da divulgação de telegramas diplomáticos americanos classificados pela Wikileaks.  Procurei reflectir os debates acalorados (a par do voyeurismo deliciado) que o assunto está a suscitar nos EUA.  E abordar os problemas suscitados: 
   - do zelo excessivo na classificação da telegrafia diplomática, ao alargamento excessivo da sua circulação, extremamente imprudente face à generalização das novas tecnologias de informação; 
   - e da revelação que se justifica para expôr comportamentos governamentais imorais e violadores da lei, à que é irrelevante e pode até ser perigosa por oferecer pretextos e informações a quem tenha designios anti-democráticos ou terroristas.

Fundamental é reagir democraticamente. Ou seja, não à chinesa, com repressão e obstrução da difusão da informação. Percebendo que, com a globalização e as tecnologias da informação, cada vez menos é possível manter secreto o que respeita à governação ou à diplomacia.

Integridade, coerência e transparência, são o remédio.

PS - Julian Assange entregou-se à policia britânica, entretanto. Fez bem - face aos apelos ao seu assassinato ouvidos em diversas latitudes, é prudente confiar a sua vida à protecção policial.

 

** Wikileaks salerosos

 

** Wikileaks     [-por Vital Moreira

Há quem ache que nada de oficial merece resguardo nem segredo (também há entre nós quem ache o mesmo das coisas privadas...).
Todavia, por mais latitudinário que possa ser, o direito à informação não desculpa pelo menos o furto de dados nem a infidelidade dos servidores públicos (que continuam a ser crimes ).

PS - A divulgação dos "lugares sensíveis" para a segurança dos Estados Unidos constitui uma excelente ajuda ao terrorismo internacional...


Publicado por Xa2 às 00:07 de 10.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

NÃO SE INCOMODEM, ACOMODEM-SE

A situação de crise que vamos vivendo teve a virtude de ter trazido à ribalta do nosso vocabulário corrente um termo verbal da maior importância e muito pouco usual anteriormente.

As exigências colocadas pelo PSD para viabilizar o Orçamento de Estado de 2011 e a que o Ministro das Finanças se viu obrigado a arranjar maneira de ACOMODAR, tiveram, pelo menos, a virtude de trazer um enriquecimento verbal da língua portuguesa, de uso diário.

Acomodar, segundo o dicionário universal da língua portuguesa -Porto Editora significa:

Que outro termo mais adequado poderiam ter arranjado? Nenhum, está claro.

Acomodar, como se pode ver, tem um enorme alcance, grande abrangência e muita flexibilidade. Tudo o que os políticos dos nossos dias mais necessitam.

Foi tudo isso que o governo de José Sócrates, tendo como homem do leme da navegação à vista o Ministro Teixeira, com mais ou menos dificuldades, conseguiu acomodar a maioria das exigências colocadas pelos Sociais Democratas, tendo como “moeda” de troca deixar passar o Orçamento proposto pelo PS com o qual nos irá des)governar no próximo ano, além de permitir o fecho das contas do descalabro governativo de 2010 onde o fundo de pensões da PT desapareceu antes de ter entrado. Coisitas de BPN`s e SLN,s e outras.

Do mesmo modo, e por igual via, também, Passos de Coelho conseguiu acomodar os seus pares às ziguezagueantes propostas apresentadas pelo governo socialista. É que, tanto nos dias presentes como nos de futuro que se avizinham, a situação não estará para brincadeira e as alternativas no horizonte são nenhumas.

Acomodaram-se, com a iniciativa de última hora da bancada socialista onde os deputados se acotovelam uns aos outros ou mesmo o próprio líder, as exigências colocadas pela CGD onde muitos dos excelsos quadros saídos de cargos governativos hibernam esperando novos dias soalheiros.

Acomodaram-se os Hospitais e outras empresas públicas, onde se não consegue vislumbrar quaisquer vestígios de redução de custos e gastos por vezes supérfluos de mordomias desnecessárias onde até se chegam a fazer contratos de modo a permitirem que sejam recebidos dois ordenados.

Acomodaram-se assessores nas autarquias depois de terem recebido, junto do fundo de desemprego, a totalidade dos subsídios a que, hipoteticamente, teriam direito de modo a criarem os seus próprios projectos empresariais.

Acomodaram-se muitos secretários de Estado e outros governantes na aprovação de projectos e compras públicas, junto de empreiteiros e fornecedores.

Acomoda-se a população com os aumentos de impostas e taxas mais diversas aplicadas nas facturas da água, do gás e electricidade como ainda da redução dos rendimentos ou com a perda dos salários fazendo exercício cada vez maior na gestão caseira. Quem já não tenha dinheiro para frequentar o ginásio entretenha-se a acomodar o aperto do cinto que eu sinto que melhores dias demorarão a chegar, pelo menos para a maioria da população portuguesa.

As crises, como sempre, são más para a maioria, mas sempre houve quem com elas enriquece-se.

Não se incomodem, acomodem-se. Vivemos tempos tais que até anda muita gente a tentar acomodar-se em torno de um cadáver chamado Sá Carneiro, sem respeito pelo rigor e coerência do que foi a pessoa no seu percursos político, quer na ala liberal do velho regime como no pouco tempo de democracia em que viveu.

Tentam ressuscitar o homen, ainda que saibam só ser possível metaforicamente, e com ele a velha AD realizada em 1979. Só que os tempos como as pessoas são muito diferentes, sobretudo nos seus acomodares...



Publicado por Zé Pessoa às 00:21 de 09.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Dívidas, não controlo da U.E./BCE e governos amigos da finança

Não foi o despesismo do Estado que gerou esta crise

Ao contrário da retórica dos economistas que nos endoutrinam depois das 8 da noite, é preciso insistir num ponto essencial: a chamada “crise da dívida soberana” não foi provocada pelo despesismo público. O caso da Grécia é uma excepção que, por si só, não produziria esta crise não fora a existência de uma outra dívida na periferia da UE que esses economistas colocam em segundo plano. De facto, foi a dívida privada que originou esta crise europeia (ver este artigo de Paul De Grauwe), e é a arquitectura institucional da Zona Euro que a agrava.

Claro que os défices públicos também aumentaram na sequência da Grande Recessão, mas esse aumento deveu-se a causas bem conhecidas que não podem ser rotuladas de despesismo: a recessão que fez disparar os estabilizadores automáticos (mais despesa com subsídios sociais e menos receitas fiscais), o gasto público de estímulo à economia nos termos acordados com a Comissão Europeia e (no caso de Portugal, Espanha, e sobretudo Irlanda) o resgate de bancos insolventes.
Tivesse havido continuidade na política expansionista iniciada pela UE em 2008 (e, no mínimo, tivesse regulamentado a especulação “a descoberto”), hoje estaria em condições de solucionar os casos da Grécia e da Irlanda com custos sociais suportáveis.

Mas a doutrina monetarista atacou em força em 2009 e levou os decisores políticos, incluindo socialistas e sociais-democratas, a aceitar que com esses défices expansionistas a Europa corria um sério risco de hiperinflação.
Com uma capacidade produtiva longe do pleno emprego, o receio era absurdo mas a verdade é que, aos primeiros sinais de retoma do crescimento do PIB, os media deram o palco aos economistas que clamavam pelo fim das medidas de estímulo e pela urgência de medidas de austeridade.
Uma doutrina com pressupostos errados (agentes económicos dotados de informação perfeita e racionalidade calculatória infalível, capaz de antecipar e neutralizar os efeitos das políticas económicas num horizonte de muitos anos) só podia levar a decisões erradas.
A recessão não só nunca terminou (para mim, os milhões de cidadãos entretanto lançados no desemprego contam para a definição de recessão) como está a agravar-se com a generalização da austeridade. Discretamente, o FMI já o assume (ver aqui, antepenúltimo parágrafo).

A dívida privada que causou esta crise é a consequência da grande disparidade de nível de desenvolvimento que existe entre o centro da UE (liderado pela Alemanha) e a sua periferia (Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda, Países Bálticos e Hungria).
Com taxas de juro baixas, e com toda a força permitida ao marketing bancário, foi fácil aplicar os excedentes financeiros do “centro” em endividamento do sector privado na “periferia”.  A incapacidade para competir num mercado aberto com as importações dos países com salários de subsistência afectou profundamente a indústria da “periferia” e encaminhou os empresários mais ricos para os lucrativos negócios abrigados dessa concorrência (actividade financeira, telecomunicações, grande distribuição, centros comerciais, imobiliário, energia, etc.).

Assim, o endividamento da classe média da “periferia” não foi mais do que uma ilusão de melhoria do nível de vida que foi vendida pela finança europeia com a cumplicidade dos seus governos, do Banco Central Europeu e das suas antenas nacionais. Estas autoridades dispunham de meios para travar este processo, mas não quiseram prejudicar o negócio dos seus amigos da finança. Apesar dos enormes lucros que esta distribuiu aos accionistas, e dos escandalosos bónus que pagou a administradores e directores, os governos, a Comissão Europeia e o BCE continuam a adiar a inevitável reestruturação das dívidas (privadas e públicas) da Grécia e da Irlanda com penalização dos credores. Como também adiam uma inevitável escolha política:
(1) avançar para uma governação federal do euro, o que obrigaria a construir uma federação política (“não há impostos sem eleições”) ou … (
 2) reconfigurar a Zona Euro tornando-a mais reduzida.

Indiferentes à retórica de negação dos dirigentes políticos, os especuladores acabarão por provocar uma qualquer decisão, não necessariamente a melhor como se imagina. O que é imoral é que as classes mais desfavorecidas, e alguns segmentos da classe média, estão a pagar por uma crise que não produziram, nem sequer como titulares de dívidas.


Publicado por Xa2 às 00:12 de 09.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Na Suíça não há reformas de luxo

Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros

Porque será que estas notícias de serviço públicopassam(!!!) na RTP2?



Publicado por JL às 23:10 de 08.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

FÁBULA...dos nossos tempos!

O doutoramento do Coelho

Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o computador portátil e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.

No entanto, ficou intrigada com a actividade do coelho e aproximou-se, curiosa:

- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?

- Estou redigindo a minha tese de doutoramento - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.

- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?

- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

A raposa ficou indignada:

- Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!

- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.

O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois se ouvem alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.

Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.

Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.

No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:

- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?

- A minha tese de doutoramento, senhor lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.

O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.

- Ah, ah, ah, ah! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...

- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?

O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.

Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois se ouvem uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redacção da sua tese, como se nada tivesse acontecido.

Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.

Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.

Moral da história:

1. Não importa quanto absurdo é o tema de sua tese;

2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;

3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;

4. Não importa nem mesmo se suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos...

5. O que importa é quem é o seu padrinho!


MARCADORES: ,

Publicado por JL às 14:16 de 08.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

SERVIÇO PÚBLICO

Contagem de dias para efeitos de férias

Nos tempos actuais, malogrado toda a evolução tecnológica, são cada vez menos os trabalhadores a terem direito a gozo de ferias e menos são ainda os que as podem usufruir quando e onde gostariam.

Outra das pertinentes questões, que frequentemente vem a debate (com a precariedade das relações e vinculo laborais a coisa agravou-se bastante), é o que reporta à contagem de dias para efeitos de férias, a tal ponto que o Inspector-Geral do Trabalho emitiu “Oficio-Circular”.

Aí, conforme se pode ler, é clarificado, ao abrigo do disposto no artigo 238º do Código do Trabalho, que “o período anual de férias tem a duração mínima de 22 dias úteis”.

Determina o nº 2 do referido artigo que “para efeito de férias são úteis os dias de semana de segunda-feira a sexta-feira, Com excepção de feriados”.

Em caso do trabalhador laborar apenas alguns meses do ano sempre tem direito a, pelo menos, 2 dias de ferias por cada mês trabalhado, conforme disposto no artigo 239º do supra referido diploma.

Há, com demasiada frequência, patrões e entidades patronais, a pretender dar outras interpretações ao clausulado o que é vedado pelo disposto no nº 2 do artigo 9º do Código Civil ao determinar que “não pode, porém, ser considerado pelo intérprete o pensamento legislativo que não tenha na letra da lei um mínimo de correspondência verbal, ainda que imperfeitamente impresso”.



Publicado por Otsirave às 00:10 de 08.12.10 | link do post | comentar |

Esquerda na Europa e 'iniciativa política dos cidadãos', na U.E.

A ESQUERDA NA EUROPA - Partido da Esquerda Europeia (PEE)

Marisa Matias, eurodeputada e dirigente do Bloco de Esquerda, foi hoje eleita, por voto secreto, vice-presidente do Partido da Esquerda Europeia (PEE). (5.12.2010 ) O terceiro congresso do PEE decorreu em Paris de 3 a 5 de Dezembro reunindo mais de 300 delegados e inúmeros convidados de várias organizações políticas, sindicais e sociais de todo o globo.

O partido da Esquerda Europeia é uma associação de partidos que agrupa actualmente 38 partidos de 30 países, que trabalham e cooperam a nível da actividade política na Europa com base nos princípios e objectivos políticos estabelecidos no Manifesto da Esquerda Europeia. A adesão de novos membros está aberta aos partidos e organizações de esquerda que se revejam nos seus princípios. Marisa Matias considera o PEE “a única força de esquerda anti-capitalista organizada a nível europeu com capacidade de organizar acções conjuntas e campanhas e de pôr em prática um programa político de acção comum”.

Por decisão do congresso, a Esquerda Europeia irá promover uma “iniciativa política dos cidadãos”(*) propondo a criação de um fundo europeu para o Desenvolvimento Social que financie os investimentos públicos geradores de emprego, ampliando a formação, a pesquisa, as infra-estruturas úteis, e a obtenção de resultados no domínio do ambiente. Para Marisa Matias, “este fundo assume-se como alternativa ao actual fundo europeu para a estabilização financeira e à submissão aos mercados financeiros que tem levado a sucessivos planos de austeridade contra os povos da Europa”. O fundo deverá ser financiado através da tributação das transacções financeiras, mas também através da criação de moeda pelo Banco Central Europeu, não o tornando dependente do mercado.

(*) O Tratado de Lisboa prevê, pela primeira vez, esta figura de “iniciativa política dos cidadãos” permitindo aos cidadãos sugerirem directamente legislação europeia através da recolha de um milhão de assinaturas de cidadãos de, pelo menos, um terço dos Estados-Membros.
 Marisa Matias considera esta iniciativa do PEE “um instrumento de acção popular e de mobilização dos cidadãos contra a própria lógica dos Tratados”, que pretende “quebrar o consenso neoliberal da austeridade” e responder “às necessidades dos cidadãos"
( in - a Matias eleita Vice-Presidente do Partido da Esquerda Europeia Esquerda


Publicado por Xa2 às 00:07 de 08.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

As Finanças Portuguesas e a Zona Euro

           

 

            Publiquei um pouco abaixo um post com os números da União Europeia a 27 e Zona Euro a 16, pelo que seria conveniente analisar algumas realidades.

 

            Os quadros dão os valores finais e revistos de 2009 e entre parênteses os de 2008. Salta logo à vista que tanto os 27 países da União Europeia como os 16 da zona Euro viram os seus Pibs descerem de 2008 para 2009 e não foi por influência do Sócrates, pois o PIB português representa apenas 1,38% da UE e em população somos apenas 1,9%.

 

            Depois, a dívida pública portuguesa ou soberana é inferior à da maior parte dos países da zona euro, tanto em percentagem como em volume per capita.

 

            Na Zona Euro, cada um dos seus 330 milhões de habitantes devia 21.491,2 euros a 31 de Dezembro de 2009, enquanto cada português deve 11.847,8 euros. A dívida pública do conjunto dos países da Zona Euro era de 79% do Pib total, a portuguesa de 77%.

 

            A França do liberal de direita Sarkozy tinha uma dívida pública de 78%, enquanto a portuguesa era de 77% e compara-se as dívidas por residente; 23.139 em França e 11.847 em Portugal.

 

            A Alemanha com a sua pujante indústria e exportações tem uma dívida soberana de 73% do seu enorme PIB quando em 2008 a mesma dívida foi de 66%. Por habitante, cada alemão turco ou outro residente da RFA deve 21.489 euros.

 

            A Irlanda, em 2009, antes da crise, já devia 64% do Pib, o que era considerado bom, com 23.520 euros por residente.

 

            Curiosamente, tenho lido e ouvido muitos meios de comunicação alemães. Pois nenhum fala da dívida alemã. A revista “Der Spiegel” , de tendência independente de esquerda moderada, não morre de amores pela bruxa que governa a Alemanha, publicou no seu último número de ontem um extenso artigo sobre a “crise do euro”, criticando com severidade as dívidas dos “porcos” (“pigs”) sem escrever uma linha sobre a gigantesca dívida alemã de 1.762,2 mil milhões. Contudo, escreveu que a recente fraqueza do euro em relação ao dólar tem facilitado as exportações alemãs que têm aumentado para a China, Rússia, Índia e outros países em crescimento

 

            As rádios alemãs falam muito das questões financeiras, mas ninguém ataca o seu país, mesmo a Rádio Info Berlim que é muito para a esquerda.

 

            Só em Portugal é que toda a gente ataca a sua Pátria com uma raiva inaudita, veiculando para fora a ideia de que a crise é muito pior que a dos outros países da União Europeia quando se trata de uma MENTIRA resultante, a meu ver, da absoluta ignorância de muita gente.

 

            Os economistas que têm falado muito nas televisões como o Salgueiro, um tal Cantigas, um Duque e um Medina desconhecem em absoluta estes números ou não têm a honestidade intelectual para os reconhecer.

 

            O Medina com o Crespo atacam tanto a dívida portuguesa, mas nunca souberam, explicar a razão porque a nossa dívida é inferior à dívida total dos 16 países da Zona Euro. No fim de 2009, Portugal tinha uma dívida menor em 2%.

 

            Fora deste contexto direto, saliente-se que a OCDE, no seu estudo PISA sobre a educação, colocou Portugal em sexto lugar ao nível da Alemanha, o qual é um bom lugar dado o elevado número de países membros da OCDE, muito superior aos 27 da União Europeia. O lugar revela que a educação em Portugal está perfeitamente ao nível da Europa mais desenvolvido. Apesar dos ataques ao sistema de ensino português, a realidade é que o País apresenta já um apreciável número de investigadores, sendo que muitos têm feito carreira no exterior com notável sucesso e outros têm produzido bons trabalhos no País e criado algumas empresas de excelência no domínio da utilização de inovações científicas e tecnológicas. Para denegrir o fato, o Diário de Notícias de hoje falava em exportações ilegais de produtos farmacêuticos que estariam a ser esgotados nas farmácias quando não há exportações ilegais pois a exportação não é sujeita a licenciamento e é bem vinda pelos poderes públicos. É verdade que a indústria farmacêutica portuguesa, a que muitos já tinham passado uma certidão de óbito, afinal está bem viva a exportar em quantidade apreciável, principalmente para fora da UE e a criar novos medicamentos graças aos excelentes investigadores saídos das universidades portuguesas..

 

            Há sempre jornalistas de má fé que procuram denegrir a nação porque para eles quanto pior melhor.

 

           

 



Publicado por DD às 23:10 de 07.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Voluntariado, desemprego e ... dignidade mínima !

VOLUNTARIADO ,CRISE E DESEMPREGO!

Neste fim de semana as televisões, para além da crise e do futebol, falaram muito do voluntariado. Alguns jornais davam como certo que mais de 15 mil pessoas se tinham oferecido para acções de voluntariado e que cerca de 800 instituições sociais desejavam esses voluntários!

No século passado o voluntariado estava quase circunscrito á Igreja Católica e a algumas tias que não tinham que fazer! Falar em voluntariado era algo anacrónico e as classes altas e burguesas fugiam a sete pés de tal actividade!
Hoje, porém, tornou-se moda fazer voluntariado social e ambiental. Algum voluntariado aparece patrocinado por multinacionais e pela banca e as classes ricas, nomeadamente altos quadros de grandes empresas, dedicam-se com inestimável afinco a acções de voluntariado dirigido aos «mais carenciados», aos sem abrigo, crianças, deficientes, enfim a todo um caudal humano que cresce a olhos vistos com a crise provocada pela finança!

Para além de ser moda (chic) o voluntariado é uma terapia e previne as depressões ou pelo menos pode minorá-las, com origem particularmente nas condições em que é exercido o trabalho, a profissão. Muitas das frustrações que as classes médias enfrentam podem ser minoradas com esta busca de reconhecimento e satisfação no voluntariado!

Muito deste voluntariado faz aquilo que deveria ser feito por outros (trabalhadores), nomeadamente por pessoas que não têm emprego e pelos actores dos processos. O voluntariado acrítico serve perfeitamente o sistema e aumenta a crise. É necessário aprofundar esta onda de voluntariado e ter em atenção os seus objectivos.
O voluntariado deve intervir de forma crítica visando fundamentalmente humanizar. Mesmo atacando situações de emergência, deve proporcionar as saídas da pobreza e da opressão e não substituir possíveis empregos ou lavar a cara de empresas que frequentemente adoptaram técnicas de gestão arrasadoras dos empregados!
Mais ainda, existem acções de voluntariado em empresas que visam a manipulação dos seus trabalhadores e a criação de um falso clima de coesão, erradicando assim qualquer clima de reivindicação e de autonomia!
Estas estratégias levadas a cabo por gestores experientes são absorvidas com muita facilidade pelos jovens trabalhadores que têm frequentemente uma visão ingénua das relações de trabalho!
SALÁRIO MÍNIMO...DIGNIDADE MÍNIMA!

O debate que se trava no Conselho de Concertação Social sobre o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros é um dos sinais mais chocantes das desigualdades sociais em Portugal e da miséria moral a que chegou o nosso País!
Será que um aumento de oitenta cêntimos por dia a um trabalhador vai criar assim tantos problemas ás empresas como dizem as associações patronais?

Será que uma empresa que não é capaz de tomar esta medida tem alguma viabilidade e futuro?
Como é possível travar o aumento do salário mínimo sem reparar para o aumento da actividade dos bancos alimentares contra a fome? Vamos passar a um país de pobres e dependentes da caridade? Como se devem sentir mal os Capitães de Abril ao olhar para este país!
Há crianças com fome e a pobreza ataca uma larga percentagem de trabalhadores de baixos salários.

É aí que se deve atacar a pobreza. E não me venham com a criação de riqueza pois esta existe em grande escala nomeadamente no nosso País. Ainda hoje se noticiava que a venda de carros da marca Porsche aumentou 60% em Portugal. Cada uma unidade destes carros é vendida acima de 100 mil euros!! Não ver com os olhos abertos é a pior cegueira que existe! Esta cegueira está a atacar Portugal e Europa. Todavia, esta cegueira pode levar-nos a todos ao desastre!


Publicado por Xa2 às 13:07 de 07.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

Situação Global dos Países da Eurozona, UE e Outros - 2009 e (2008)

Valores de 2009 e (2008)

 

Estados

PIB em MM (mil milhões de Euros)

Défices(-) em MM Euro

Défice(-) em % do PIB

Dívida Pública em MM. Euro

Dívida Pública em % do PIB

Dívida Pública por habitante em Euro

EU - 27

11.804,7 (12.500,1)

-801,9 (-285,7)

-6,8% (-2,3%)

8.690,3 (7.697,0)

74% (61,6%)

17.390,2 (15.466,8)

Euro Zona (Euro-16)

8.977,9 (9.258,9)

-565,1 (-181,2)

-6,3% (-2%)

7.062,6 (6.424,6)

79% (69,4%)

21.491,1 (19.639,8)

Itália

1.520,9 (1.567,9)

-80,8 (-42,6)

-5,3% (-2,7%)

1.760,8 (1.663,5)

116% (106,1%)

29.324,1 (27.901,2)

Grécia

237,5 (239,1)

-32,3 (-18,3)

-13,6% (-7,7%)

273,4 (237,3)

115% (99,2%)

24.280,4 (21.157,2)

Bélgica

337,8 (344,7)

-20,2 (-4,1)

-6% (-1,2%)

326,6 (309,5)

97% (89,8%)

30.382 (29.017,1)

França

1.919,3 (1.948,5)

-144,8 (-64,7)

-7,5% (-3,3%)

1.489 (1.315,1)

78% (67,5%)

23.139,2 (20.554,7)

Portugal

163,9 (166,5)

-15,4 (-4,7)

-9,4% (-2,8%)

125,9 (110,4)

77% (66,3%)

11.847,8 (10.395,7)

Alemanha

2.407,2 (2.495,8)

-79,4 (1)

-3,0% (0%)

1.762,2 (1.646,2)

73% (66%)

21.489,8 (20.022)

Malta

5,7 (5,7)

-0,2 (-0,3)

-3,8% (-4,5%)

3,9 (3,6)

69% (63,7%)

9.545,2 (8.840,1)

Áustria

276,9 (281,9)

-9,5 (-1,2)

-3,4% (-0,4%)

184,1 (176,5)

66% (62,6%)

22.034,6 (21.222,8)

Irlanda

163,5 (181,8)

-23,4 (-13,2)

-14,3% (-7,3%)

104,7 (79,9)

64% (43,9%)

23.520,6 (18.144,3)

Holanda

570,2 (595,9)

-30,2 (4,2)

-5,3% (0,7%)

347 (346,7)

61% (58,2%)

21.049,7 (21.132,5)

Chipre

16,9 (17,2)

-1 (0,2)

-6,1% (0,9%)

9,5 (8,3)

56% (48,4%)

11.955,5 (10.575,6)

Espanha

1.051,2 (1.088,5)

-117,6 (-44,3)

-11,2% (-4,1%)

559,7 (432,2)

53% (39,7%)

12.211,9 (9.545,1)

Finlandia

171 (184,2)

-3,7 (7,7)

-2,2% (4,2%)

75,2 (63)

44% (34,2%)

14.121,8 (11.890)

Eslovénia

34,9 (37,1)

-1,9 (-0,6)

-5,5% (-1,7%)

12,5 (8,4)

36% (22,6%)

6.159,8 (4.173,1)

Eslováquia

63,3 (67,2)

-4,3 (-1,5)

-6,8% (-2,3%)

22,6 (18,6)

36% (27,7%)

4.172,9 (3.446,2)

Luxemburgo

37,8 (39,3)

-0,3 (1,1)

-0,7% (2,9%)

5,5 (5,4)

14% (13,7%)

11.071,9 (11.122,4)

Países Não Membros da União Monetária

Ungfria

26094,8 HUF (26.543,3 HUF)

-1.055,7 HUF (-1.014,8 HUF)

-4% (-3,8%)

20.421,3 HUF (19.348 HUF)

78% (72,9%)

2.035.820,1 HUF (1.926.058 HUF)

Reino Unido

1.395,9 GBP (1.448,4 GBP)

-160,3 GBP (-71,4 GBP)

-11,5% (-4,9%)

950,4 GBP (753,6 GBP)

68% (52%)

15.419,2 GBP (12.318,3 GBP)

Polónio

1.342,6 PLN (1.272,8 PLN)

-95,7 PLN (-46,9 PLN)

-7,1% (-3,7%)

684,4 PLN (600,8 PLN)

51% (47,2%)

17.945,4 PLN (15.763,3 PLN)

Suécia

3.057,1 SEK (3.154,6 SEK)

-16,7 SEK (77,7 SEK)

-0,5% (2,5%)

1.293,8 SEK (1.207,5 SEK)

42% (38,3%)

139.769,3 SEK (131.497,8 SEK)

Dinamarca

1.657,9 DKK (1.737,4 DKK)

-45,1 DKK (59 DKK)

-2,7% (3,4%)

689 DKK (593,8 DKK)

42% (34,2%)

125.019 DKK (108.440,6 DKK)

Letónia

13,2 LVL (16,3 LVL)

-1,2 LVL (-0,7 LVL)

-9% (-4,1%)

4,8 LVL (3,2 LVL)

36% (19,5%)

2115,2 LVL (1.400,8 LVL)

Rep. Checa

3.627,2 CZK (3689 CZK)

-215 CZK (-100,3 CZK)

-5,9% (-2,7%)

1.282,3 CZK (1104,9 CZK)

35% (30%)

122.501,6 CZK (106.434,9 CZK)

Lituânia

92,4 LTL (111,2 LTL)

-8,2 LTL (-3,6 LTL)

-8,9% (-3,3%)

27,1 LTL (17,4 LTL)

29% (15,6%)

8.091,4 LTL (5.161,4 LTL)

Roménia

491,3 RON (514,7 RON)

-40,8 RON (-27,9 RON)

-8,3% (-5,4%)

116,5 RON (68,5 RON)

24% (13,3%)

5.420,2 RON (3.183,3 RON)

Bulgária

66,3 BGN (66,7 BGN)

-2,6 BGN (1,2 BGN)

-3,9% (1,8%)

9,8 BGN (9,4 BGN)

15% (14,1%)

1.287,7 BGN (1.228,9 BGN)

Estónia

214,8 EEK (251,5 EEK)

-3,7 EEK (-6,9 EEK)

-1,7% (-2,7%)

15,5 EEK (11,6 EEK)

7% (4,6%)

11.564,3 EEK (8.650,7 EEK)

Outros Países

Japão (Iene)

       

189,8 % (173,1 %)

 

EUA (USD))

       

82,9 % (70,7 %)

 

Suíça (Franco)

538.4 CHF (541.5 CHF)

13,6 CHF (4,4 CHF

2.5% (0.8%) H

208.9 CHF (222.5 CHF)

38.8% (41.1%)

 

 

 

 

 Como se vê não há um problema financeiro de Portugal, mas essencialmente dos 330 milhões de habitantes da Zona Euro, cujas dívidas públicas por habitante são quase o dobro da portuguesa.

 

Convém analisar estes números e perguntar qual a razão porque a Europa fala de três ou quatrio países quando estão todos mal.

Os títulos do tesouro a 10 anos estão a ser adquiridos pelos obscuros mercados  a juros de 2,7% a 8%, conforme os países, apesar de estarem todos quase na mesma situação de endividamento.

 



Publicado por DD às 11:38 de 07.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

REGENERAÇÃO PRECISA-SE

Os partidos políticos estão, internamente, apodrecidos e já não é crível que, por si só, sejam capazes de se regenerar, nem internamente nem no seu comportamento social e político-gestionário da “coisa pública”. Os seus militantes, vulgares cidadãos com os mesmos vícios e iguais virtudes de todos os restantes, o que vêm no seu respectivo partido, minoritariamente falando (a maioria foi virando as costas ou sendo “empurrada” para fora), não é outra coisa que um trampolim para progredir no emprego ou uma forma de ocupação de um qualquer lugar de influência partidária por meio da qual seja eleito/nomeado para uma qualquer autarquia ou para a gestão de uma entidade publica empresarial, quando não uma assessoria de gabinete ministerial.

Um tal senhor que “anda por aí” disse que “qualquer dia o povo chateia-se”. Duvido que, pelo menos nos tempos mais próximos, esse desiderato possa suceder, ainda que seja essa a vontade manifestada por esse ex-primeiro ministro de má moeda e má memoria. A minha duvida deriva do simples facto de que a razão, a origem de tudo o que se passa neste “nosso” país, reside e emerge da própria sociedade, é fruto do próprio povo que somos. “O mal está em nós” como ainda há bem pouco tempo um outro filósofo repetiu o que já José Gil havia dito quando afirmou que “temos medo de existir”.

Nós, agregado colectivo, é que “produzimos” os “medíocres políticos” que nos (des)governam, é que permitimos que sejam colocados mas empresas (publicas e privadas) os gestores que, com facilidade, se deixam corromper pela “natural” razão de que a corrupção se tornou moda e nunca ninguém foi, nem há perspectivas que o venha a ser, exemplarmente condenado por tão energúmeno vicio.

Se algum dia o povo se vier a chatear terá que o fazer, primeiramente, consigo mesmo, de imediato com os políticos e partidos que temos e que nos têm desgovernado tão descarada e estupidamente, substituindo uns e outros com critérios de rigor e de permanente controlo.

O caso, no mínimo profundamente discutível e no máximo amplamente criticável, dos magistrados do Ministério Público auto-assumirem-se como um qualquer grupo assalariado de funcionários publicos, juntando-se a greves gerais, é (bem) ilustrativo do como evoluíram certas camadas da sociedade portuguesa.

Com tanto protestar, tais magistrados, não se colocarão a jeito para que o poder político instalado resolva, efectivamente, equipará-los aos trabalhadores da função pública em geral, procedendo à abolição do seu estatuto especial, incluindo no plano remuneratório?

Há profissionais que se não dão conta das suas prerrogativas e vantagens como contrapartidas do exercício de um dos poderes democráticos, pressupostamente, exercidos “em nome do povo” conforme disposto constitucionalmente, nº 1 do artigo 202º conjugado com o disposto no artigo 219º da mesma lei fundamental.



Publicado por Zé Pessoa às 00:16 de 07.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

AINDA LHE CHAMAM “A CONSTITUIÇÃO DE 1976”...

Pode, também aqui, colocar-se a teoria do copo meio cheio meio vazio.

Para um optimista de esquerda ela ainda é de 1976, para um pessimista será uma mescla de remendos dos vários interesses económico-financeiros. Para um optimista ou pessimista de direita (tanto faz) é uma constituição a abater, diga-se ela de 1976 ou seja ela uma “mescla de remendos”.

Os pessimistas (sobretudo os de esquerda) dirão que vigora, constitucionalmente e não só, o primado do dinheiro sobre o primado da política e das pessoas.

No sentido de criar consensos ou aprofundar, ainda mais, as divergências aqui ficam anotadas as seis revisões, já efectuadas, e algumas das respectivas motivações:

A 1ª revisão constitucional foi logo em 1982 com objectivos de diminuir a carga ideológica da Constituição, flexibilizar o sistema económico e redefinir as estruturas do exercício do poder político, sendo extinto o Conselho da Revolução e criado o Tribunal Constitucional.

Em 1989 teve lugar a 2ª Revisão Constitucional que deu maior abertura ao sistema económico, nomeadamente pondo termo ao princípio da irreversibilidade das nacionalizações directamente efectuadas após o 25 de Abril de 1974.

As revisões de 1992 e 1997, foram feitas, a 3ª e 4ª revisões, por imperativo de adaptar o texto constitucional aos princípios dos Tratados da União Europeia, Maastricht e Amesterdão, consagrando ainda outras alterações referentes, designadamente, à capacidade eleitoral de cidadãos estrangeiros, à possibilidade de criação de círculos uninominais, ao direito de iniciativa legislativa aos cidadãos, reforçando também os poderes legislativos exclusivos da Assembleia da República.

Em 2001 a Constituição foi, pela 5ª vez, revista, a fim de permitir a ratificação, por Portugal, da Convenção que cria o Tribunal Penal Internacional, alterando as regras de extradição.

Em 2004 foi feita 6ª Revisão Constitucional, que aprofundou a autonomia político-administrativa das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, designadamente aumentando os poderes das respectivas Assembleias Legislativas e eliminando o cargo de “Ministro da República”, criando o de “Representante da República”.

Nesta revisão foram também alteradas e clarificadas normas referentes às relações internacionais e ao direito internacional, como, por exemplo, a relativa à vigência na ordem jurídica interna dos tratados e normas da União Europeia bem como o aprofundamento do princípio da limitação dos mandatos, designadamente dos titulares de cargos políticos executivos, bem como reforçado o princípio da não discriminação, nomeadamente em função da orientação sexual.

Em 2005 foi aprovada a 7ª Revisão Constitucional que através do aditamento de um novo artigo (295º), permitiu a realização de referendo sobre a aprovação de tratado que visou a construção e o aprofundamento da União Europeia.

Post scriptum

Por aqui, também, se pode aferir de que é muito difícil haver o mínimo de estabilidade legislativa e de segurança nas decisões tomadas pelos tribunais, quando a própria lei fundamental é submetida à agitação que se ilustra...



Publicado por Zurc às 00:09 de 06.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A lei dos mais fortes

Segundo o DN a "greve selvagem" teve início após a aprovação, em Conselho de Ministros, de uma lei que prevê que os controladores só possam trabalhar 1670 horas por ano (apenas 80 das quais extraordinárias).

Em Espanha há 2300 controladores aéreos, que ganham em média 200 mil euros ao ano (135 ganham mais de 600 mil euros).

Enquanto o mundo continuar, sobretudo, em torno dos mais fortes, este universo terraquio não terá significativas melhoras e muito menos equilibrio social e justiça na distribuição da riqueza produzida.



Publicado por Zurc às 19:21 de 05.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O Pensamento Fascista em Marcha na Direita Portuguesa

Em situações de grande crise um líder deve ser "militar", ou seja, ter mão firme nas exigências e pôr a equipa a participar na gestão da crise, aconselhou. Nessas alturas, "as equipas mais do que esperar o que a empresa pode fazer por elas, devem reunir-se em torno do líder". – Palavras de um tal Horta Osório nomeado para um banco britânico.

Na sequência deste tipo de pensamento, Rui Rio, o PR da CMP disse que nos tempos da ditadura as pessoas tinham mais liberdade e viviam melhor. É evidente que tinha ele, oriundo de uma família rica, mas no 25 de Abril de 1974 havia apenas 250 mil reformados, quase não havia assistência média, as caixas não correspondiam ao Serviço Nacional de Saúde e havia a liberdade de não matricular as crianças no ensino obrigatório pelo que tínhamos quase 30% de analfabetos. Além disso, nos anos sessenta, quase dois milhões de portugueses tiveram a “liberdade” de fugir a salto do país para França e outros países europeus porque o Estado fascista português não concedia passaportes a quem não pertencesse às classes médias e ricas. Claro, depois em França os consulados concediam passaportes para Portugal não passar a vergonha de ter milhões de apátridas na Europa e porque repararam que os emigrantes mandavam dinheiro para as famílias e vinham passar as férias a Portugal com as suas economias que investiam em arranjos nas suas casas e nas dos pais, etc.

Há um número cada vez maior de economistas e políticos da direita PSD a pensarem que as soluções do País passam por uma ditadura, obviamente fascista. A primeira a dizer isso em público foi a Manuela Ferreira Leite. Ontem no programa da SIC “plano inclinado” do Crespo dois sapiens arcaicos, o Medina e um tal professor Cantigas, falaram muito para dizerem por palavras enviesadas que o Estado Social tinha de ser demolido em Portugal. Sim não confundir a sua destruição com uma gestão mais cuidadosa dos meios financeiros para o tornar mais sustentável. A direita quer o fim do Estado Social e pretende que parte do IRS e IVA pagos pelos trabalhadores sejam canalizados para as empresas, eufemísticamente denominadas de micro, pequenas e médias empresas.

A direita quer substituir o Estado Social por uma espécie de “sopa dos pobres” denominada hoje “banco alimentar contra a fome” de uma dama da extrema direita fascista. Tomem lá um pacotinho de arroz e umas maçãs e retira-se o rendimento mínimo garantido, o serviço nacional de saúde, grande parte das reformas e, principalmente, não se aumenta o miserável salário mínimo de 475 euros para os não menos miseráveis 500 euros como ficou acordado quando este devia ser de, pelo menos, 750 euros.

Quando Passos Coelho veio dizer que estava preparado para governar com o FMI, quis afirmar que lhe seria conveniente utilizar o FMI como desculpa para demolir o Estado Social.

Enfim, no PSD toda a gente sabe que não poderá fazer melhor que o atual governo PS, antes pelo contrário, a assumir o poder em 2011 como esperam com o apoio do PCP e BE no derrube de Sócrates, irão para o Governo sem experiência e conhecimento dos dossiês, pelo que nos primeiros dois a três anos só poderão fazer pior. Não basta pretender que são necessários meios financeiros para aparecerem por milagre ou que é preciso gastar menos para o conseguir.

Toda a gente sabe pois na direita que só uma ditadura fascista férrea poderia fazer o País regressar a situações financeiras equilibradas com menos reformados e quase sem prestações sociais.

Curiosamente, na cimeira ibero-americana recentemente realizada na Argentina foi tomada uma decisão de não reconhecimento de qualquer ditadura e expulsão de qualquer país das organizações de comércio e outras sempre que se instale nele uma ditadura.

Na União Europeia há o mesmo espírito; uma ditadura seria expulsa, mesmo que resultante de eleições democráticas. Um PSD maioritário com Cavaco na presidência poderia ser tentado a tomar medidas tão impopulares que o fariam perder as eleições seguintes ou, então, rasgava a Constituição e assumia-se como poder fascista ditatorial com censura aos meios de informação, eleições num quadro diferente, etc. Isto, apesar da bruxa alemã estar a fazer tudo para que algumas situações sejam tão más que as direitas se assumem como ditaduras. Hoje, são já mais de 70 milhões de europeus a terem de viver com medidas de austeridade extremas (Grécia, Irlanda, Espanha e Portugal) e admite-se que a Itália possa cair no mesmo dilema, aumentando então o número para uns 130 milhões, o que provocará um contágio tal que nenhum país europeu ficará imune, nomeadamente a Alemanha, até porque é a nação que tem a maior dívida soberana por residente e na soma global por país, ou seja, mais de 1.800.000 milhões de euros, ou mais de 21 mil euros per capita quando a portuguesa é de 13 mil euros por residente.

A brincadeira da direita europeia está a chegar ao fim. Ou transformam o BCE numa espécie de Fed americano com capacidade para injetar euros no mercado, ou arruínam-se todos. Utilizar a problemática financeira como brinquedo para destruir os Estados Sociais e criar ditaduras capitalistas na Europa é sonho de estúpidos.

Claro que o oposto também é uma brincadeira de estúpidos. Em plena crise exigir uma ausência de rigor ou mais Estado Social e menos empresas também é inviável.

Pessoalmente acredito que a greve ilegal dos controladores do espaço aéreo espanhol foi uma manobra da direita, pois, sendo esses trabalhadores dos mais bem pagos da Espanha e de outros países, é óbvio que não são de esquerda e uma greve não anunciada e disfarçada com baixa fraudulenta por doença não pode deixar de ser uma provocação para apalpar a força ou fraqueza do governo socialista de Zapatero. A greve custou milhões às empresas de aviação e ao turismo espanhol, pelo que se vai iniciar um processo judicial para inquirir da veracidade sobre uma doença colectiva de todos os trabalhadores daquela atividade e saber qual a determinação do PSOE perante esta provocação. Sim, muitas greves são bem mais de direita que de esquerda.



Publicado por DD às 18:00 de 05.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O milagre dos negócios

Uma coisa são os desejos, de cada um de nós, outra bem diferente é a realidade factual ou os sinais, mais ou menos providencias, de putativas realizações futuras.

O que é o meu desejo e para esse desiderato tenho, pelo menos tentado, contribuir é a eleição de um presidente capaz de trabalhar em estreita cooperação com um governo competente de maioria de esquerda.

Receio que os sinais, abençoados por um sindicalista Presidente, enviados do longínquo Mar del Plata adivinhem um outro desiderato, para mal dos nossos pecados económicos e manutenção da hipocrisia política de quem tem responsabilidades políticas de  governação  desde a AD de Sá Carneiro e se continua a afirmar de não ser político. Uma verdadeira atitude camalionica digna dos economistas que levaram as populações para a situação em que grande número de países se encontra.

 

Dignidade

1. O primeiro-ministro e a ministra André deram sinais de que iriam voltar atrás no compromisso de subir o salário mínimo. Vieram assim dar razão a algumas associações patronais que argumentavam não conseguir fazer face a esse aumento. Só se consegue entender a postura dos patrões em função duma qualquer negociação. Talvez relacionada com possíveis alterações na legislação laboral ou outras. Não tenho qualquer dúvida de que os representantes das empresas sabem que o custo associado a este aumento no salário mínimo é praticamente irrelevante para as suas companhias. Mau era se assim não fosse: uma empresa que não consegue suportar um aumento de 25 euros mensais com um trabalhador que apenas ganha 475 não se manterá por muito tempo no mercado, mesmo uma pequena ou média empresa. Mais, mostrem-me uma boa empresa com muita gente paga a 475 euros por mês e eu estou disposto a dançar todo nu no Rossio.

....

Como é que se pode pedir sacrifícios a quem traz para casa 475 euros? Como é que se pode exigir qualidade de trabalho a quem tem dificuldades imensas em conseguir sequer providenciar alimentação para si próprio? Como é que se pode apelar a um esforço comum numa sociedade em que um gestor duma empresa é pago acima dos padrões europeus e um trabalhador mal consegue sobreviver? E ainda há quem se mostre espantado ao saber que os trabalhadores portugueses mostram grandes níveis de produtividade no estrangeiro e aqui, segundo uns patetas, são preguiçosos.

Pedro Marques Lopes [Diário de Notícias]

 

P.S.

Acham que ainda precisa de comentários? Ou será que os chineses e indianos só atacam o mercado português?



Publicado por Zé Pessoa às 14:40 de 05.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Uma, tenue, luz ao fundo do tunél

Parece que, finalmente, os lideres europeus tomaram uma medida disciplinadora do regabofe que por aí se diz existir com a actuação das agencias de notação das divididas soberanas de cada país e das avaliações de mercados e de empresas. As famosas agencias de rating.

Os ditosos lideres terão chegado a acordo na passada quinta feira sobre a necessidade de criar uma entidade de supervisão das ditas avaliadoras dos créditos alheios. As Poor`s; Moody`s; Fitch`s e outras que possam pretender vir a operar no espaço europeu terão de passar a solicitar licença de actuação neste espaço.

o que tudo isto irá adiantar? Não se sabe ao certo mas, o facto dos juros da divida portuguesa ter estado a baixar nos últimos dias não se deverá, só a esforços internos, até porque estes com tantos avanços e recursos e excepcionalidades vindas a terreiro pouca credibikidade deixam tal como garantias de realização futura.

A ver vamos como diz o povo.


MARCADORES: , ,

Publicado por Zé Pessoa às 15:58 de 04.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Serviço Público: Petição on-line

Em boa hora a DECO decidiu promover esta petição on-line que já conta com cerca de centena e meia de milhares de consumidores a aderir à petição, no portal, em www.deco.proteste.pt. A todos, agradecemos a participação e divulgação.

Também o caro acompanhante, leitor do LUMINÁRIA pode aderir e acompanhar os desenvolvimentos no portal ou na página do Facebook em www.facebook.com/decoproteste.

Divulgue à sua rede de contactos e partilhe os posts que publicamos no mural.

Há que reduzir nos Custos de Interesse Geral que pesam na factura da electricidade. Adira já à nossa petição on-line. A sua participação é a força da nossa acção.

É indispensável e urgente repensar a política de taxas e sobrecustos que recai nas nossas facturas da electricidade. A componente mais pesada, os “Custos de Interesse Geral” (42%), inclui verbas como o apoio à produção especial (que engloba as energias renováveis), rendas aos municípios e compensação aos produtores, entre dezenas de outras rubricas. Em Outubro, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propôs, para 2011, um aumento, em média, de 3,8 por cento. Face ao clima de crise e às fortes medidas de austeridade do Governo, qualquer acréscimo num serviço público essencial é difícil de suportar pelas famílias.

Para dar mais energia a esta causa, basta visitar o portal, preencher a petição e clicar em Submeter. A única forma de subscrevê-la é através do nosso portal. Não se deixe enganar por mensagens que não canalizam para a petição original. Se não tem acesso à Internet, pode fazê-lo nas nossas instalações ou em qualquer delegação.

Proteste já, e juntos seremos mais fortes contra os custos extras na factura da electricidade.



Publicado por Zurc às 12:24 de 03.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Eu, também, estou tentado a acreditar que:

"Foi assim que tudo aconteceu

Um dia, decidi sair do trabalho mais cedo e fui jogar golfe!

Ao escolher o taco, notei que havia uma rã perto dele.

A rã disse:

- Croc-croc! Taco de ferro, número nove!

Eu achei graça e resolvi provar que a rã estava errada.

Peguei no taco que ela sugeriu e bati na bola.

Para minha surpresa a bola parou a um metro do buraco!

- Uau! - gritei eu, virando-me para a rã - Será que você é a minha rã da sorte?

Então resolvi levá-la comigo até ao buraco.

- O que é que acha, rã da sorte?

- Croc-croc! Taco de madeira, número três!

Peguei no taco 3 e bati. Bum! Directa ao buraco!

Dali em diante, acertei todas as tacadas e acabei por fazer a maior pontuação da minha vida!

Resolvi levar a rã para casa e, no caminho, ela falou:

- Croc-croc! Las Vegas!

Mudei o caminho e fui directo para o aeroporto!

Nem avisei a minha mulher!

Chegados a Las Vegas a rã disse:

- Croc-croc! Casino, roleta!

Evidentemente, obedeci à rã, que logo sugeriu:

- Croc-croc! 10 mil dólares, preto 21, três vezes seguidas.

Era uma loucura fazer aquela aposta, mas não hesitei.

A rã já tinha credibilidade.

Coloquei todas as minhas fichas no 21! Ganhei milhões!

Peguei naquela massa toda e fui para a recepção do hotel, onde exigi uma suite presidencial.

Tirei a rã do bolso, coloquei-a sobre os lençóis de cetim e disse:

- Rãzinha querida! Não sei como te pagar todos esses favores! Fizeste-me ganhar tanto dinheiro que ser-te-ei grato para sempre!

E a rã replicou:

- Croc-croc! Dê-me um beijo! Mas tem que ser na boca!

Tive um pouco de nojo, mas pensei em tudo que ela me fez e acabei por lhe dar o beijo na boca!

No momento em que eu beijei a rã, ela transformou-se numa linda ninfa de 17 anos, completamente nua, sentada sobre mim.

Ela foi-me empurrando, devagarinho, para a banheira de espuma...

"Eu juro", - disse o ex-Presidente do BPN ao Presidente da Comissão de Ética -"foi assim que consegui a minha fortuna!”

Não só o Presidente da Comissão de Ética acreditou, como também, deputados e os membros do Supremo Tribunal de Justiça.



Publicado por Zurc às 09:37 de 03.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Camorra global

Camorra global ,  por Daniel Oliveira (www.expresso.pt) , 2.12.2010

 [ INSIDE  JOB - Official trailer, http://www.youtube.com/watch?v=F768DJ8Lxow&feature=player_embedded ]

    

Há dois anos, quando rebentou a crise do subprime, sucederam-se as promessas de regulação dos mercados financeiros. Os bancos, as seguradoras e os especuladores  (i.e., ''os  mercados'') iam ser postos na ordem.

     A falência da Lehman Brothers, da Enron e de bancos por essa Europa fora; o colapso da Islândia, depois de um processo de privatização da banca; a quase falência da AIG, um gigante que segurava o lixo que por aí se vendia; os erros grosseiros das agências de rating, que vendiam com AAA o que não valia um cêntimo, revelavam o bordel em que se transformara Wall Street.

     Os colossos financeiros seriam salvos com o dinheiro dos contribuintes mas nada ficaria na mesma. Os culpados seriam punidos. As leis seriam alteradas. O neoliberalismo falhara e seria enterrado sem direito a exéquias.

 

 Não foi preciso esperar um ano para que tudo fosse esquecido. De repente o problema era o modelo social que sugava os investidores para distribuir dinheiro por pobres e preguiçosos.

     Veio mais uma leva de 'reformas' para catar as migalhas que ainda sobravam para os que não têm que chegue para jogar na roleta das finanças. Alguém tinha de pagar a fatura do resgate da banca. E para que tal fosse possível, o jornalistas e académicos fizeram o seu trabalho: reconverteu-se uma crise do modelo económico que nos oferece ciclos cada vez mais curtos de normalidade numa crise do modelo social que protegeu durante meio século os menos afortunados.

     E assim se canalizaram os recursos públicos e os custos do trabalho para a reconstrução dos arruinados grupos financeiros.

Nenhuma lei foi alterada, nenhuma medida política relevante foi tomada, ninguém foi julgado e condenado, os reguladores que fecharam os olhos a tudo foram reconduzidos nos seus lugares, os jogadores foram salvos e voltaram a atacar, desta vez brincando às dívidas soberanas dos países, e tudo voltou à anormalidade de antes. A bomba-relógio começou de novo a sua contagem decrescente até à próxima crise.

 

     Como conseguiram estes eternos sobreviventes transformar a sua irresponsabilidade em novas oportunidades de negócio?

     No intervalo da avalancha de economistas, especialistas e académicos avençados, que repetem um guião que já se transformou em conversa de autocarro, vale a pena ver "Inside Job", um documentário que nos recorda uma história demasiado recente. Ele revela-nos, com a frieza indesmentível dos factos, um mundo onde tudo se compra: os políticos que recebem donativos, os burocratas que arranjam lugares nas instituições financeiras, os economistas que vivem de pareceres bem pagos.

     Um mundo onde a Sicília foi finalmente globalizada. Ao contrário da Camorra (máfia siciliana), não manda eliminar os delatores. Não precisa. Ninguém os consegue ouvir.

 



Publicado por Xa2 às 00:07 de 03.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Porque não lhe chamar Paralização Geral?

Para que toda a gente lhe devesse aderir, os que trabalham, os reformados, os a recibos verdes, os a sem recibo, os reformados, o que querem e não podem trabalhar, os que não querem... viver nesta forma de sociedade, manhosa e desonesta, as de trabalho domestico com ou sem ordenado, os sem abrigo, os famintos, os oportunistas... porque lhe não chamar "Paralisação Geral Europeia"?

Com essa experiencia bem poderiam, as forças sociais mundiais, decretar um dia mundial de paralização geral

GREVE EUROPEIA?

A Greve Geral de 24 de Novembro foi forte nos transportes e na Função Pública e fraca no sector privado!Ela foi, no entanto, uma importante manifestação de protesto de centenas de milhares de trabalhadores contra a política de austeridade que o Governo Português, tal como acontece na restante Europa, está a impor em particular aos trabalhadores e aos que dependem da protecção social.
Na presente conjuntura os trabalhadores do privado quase não podem fazer greve sem que coloquem em causa o seu emprego.O direito á greve existe apenas em teoria.Daí que certos comentadores afirmem isto mesmo de uma forma absolutamente cínica!Mais ,consideram que os funcionários públicos são uns felizardos porque usam ainda o direito á greve!Podemos dizer que este pensamento é neofascista!
Esta greve, que demonstra que o sindicalismo ainda é a força social capaz de mobilizar milhares de pessoas, vai ter várias consequencias positivas ,em particular a possibilidade de uma acção conjunta CGTP e UGT para o futuro!Poderá também perspectivar a necessidade de uma greve conjunta de todos os países europeus que efectivamente sofrem na pele a política de austeridade na desigualdade social!Será que a CES cumpre o seu papel e vai além de um protesto inócuo em Bruxelas?
por A.Brandão Guedes em "Bemestarnotrabalho"


Publicado por Zurc às 16:18 de 02.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Futebol, Fado e Fátima, nem tudo é negativo.

Se sair derrotada, a candidatura conjunta de Espanha e Portugal à realização do campeonato do mundo de futebol, ainda bem, dizem alguns que viram nesta propositura uma humilhação nacional, uma vergonha daquele nacionalismo ressurgido, reganhado no 1º de Dezembro de 1640.

Argumentam, para tal tomada de opinião, que mais de 70% dos jogos e nem o jogo inaugural como o de fecho do evento se realizariam neste jardinzinho à beira mar em plantio.

Por mim, que não me arreganho tanto na defesa nacionalista, até acho que quer a partilha de jogos como o facto de comparar Lisboa e o Porto a Cidades de terceira linha espanholas não deixam de não ser uma realidade à nossa medida e à medida do jardim de cada um.

Há por aí muita gente que continua a pretender enganar a realidade dos factos e a ter a mania das grandezas, pretendendo dar uma imagem de si próprios que em nada corresponde à realidade do que somos.

Se olharmos ao tamanho do mercado, mesmo do futebol, ao número e dinamismo das cidades, passando pelos comportamentos dos cidadãos no exercício dos deveres e dos direitos de cidadania, teremos de concluir que os 30% de realização dos jogos que nos foram atribuídos até nos sobrevalorizam.

De resto também lá o Barcelona malha forte e feio em Madrid como cá o Porto esmaga Lisboa, em qualquer dos casos nada menos que os cinco para zero. Sempre existem algumas igualdades, né?

E viva o futebol, o fado e que Fátima nos ajude, no futuro



Publicado por Zé Pessoa às 15:03 de 02.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Sóbrios, conscientes e conhecedores

Pelo caminho que as coisas estão levando e com a imagem que estão dando ao povo, a generalidade daqueles que desempenham cargos públicos, não será necessário estar *etílico*, *alcoolizado* ou *mamado* para que toda a gente os mande para a p... que os pariu.

 

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

- *Compatriotas*, *companheiros*, *amigos*! Encontramo-nos aqui, *convocados *, *reunidos* ou *juntos* para *debater*, *tratar* ou *discutir* um *tópico*, *tema* ou *assunto*, o qual me parece *transcendente*, *importante* ou de *vida ou morte*. O *tópico*, *tema* ou *assunto* que hoje nos *convoca*, *reúne* ou *junta* é a minha *postulação*, *aspiração* ou *candidatura* a Presidente da Câmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?

O candidato respondeu:

- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':

 - Senhor *postulante*, *aspirante* ou *candidato*: (hic) o *facto*, *circunstância* ou *razão* pela qual me encontro num estado *etílico*, *alcoolizado* ou *mamado* (hic), não *implica*,*significa*, ou *quer dizer* que o meu nível (hic) cultural seja *ínfimo*, *baixo* ou mesmo *rasca* (hic). E com todo a *reverência*, *estima* ou *respeito* que o senhor me merece (hic) pode ir *agrupando*, *reunindo* ou *juntando* (hic) os seus *haveres*, *coisas* ou *bagulhos* (hic) e *encaminhar-se*, *dirigir-se* ou *ir direitinho* (hic) à *leviana da sua progenitora*, à *mundana da sua mãe biológica* ou à *puta que o pariu*!

(autor desconhecido)

 

Anda por aí um senhor a clamar pela falta de credibilidade por parte dos políticos e, embora desempenhe cargos de primeiro nível na política há mais de 15 anos, posiciona-se como se não fosse político. Esta atitude, de estar dentro querendo ficar de fora, demonstra pouca/nenhuma credibilidade.

Esta gente não tem espelhos em casa e arranja péssimos conselheiros que, andado na política há mais de 20 anos, também afirma não ser políticos.


MARCADORES:

Publicado por Zurc às 10:10 de 02.12.10 | link do post | comentar |

Frente periférica por melhor Europa

 Salsicharia europeia 

[por Ana Gomes]

    Na semana passada, na rúbrica “Conselho Superior” da Antena Um, sublinhei que o Governo deveria usar os eurodeputados portugueses para concertar em Bruxelas uma estratégia europeia contra a crise.  No “Conselho Superior” de hoje lamentei que Portugal não tenha neste momento política externa e muito menos política europeia.
    Devíamos meter ombros à prioridade de promover uma frente de países ditos periféricos, em situação de ataque e aperto semelhante à nossa, para fazer compreender à Sra. D. Merkel que esta Europa, assim, sem solidariedade e sem visão estratégica, entrincheirada na defesa do graal/Euro não vai a parte nenhuma – e, que com o Euro, vai acabar por enterrar também a UE. E, mais prosaicamente para alcance merkeliano, que, quando o fogo pegar em Espanha, os bancos alemães também vão começar a arder....
    É desesperante que tenhamos a Europa entregue à gestão quadrada dos ministros das Finanças e do BCE - uma espécie de raposas velhas e relhas, a tentar tomar conta de uma capoeira esburacada, que repetidamente deixaram assaltar... 
    É enfurecedor que tenhamos uma Comissão Europeia com a consistência barrosa da plasticina e um comissário da Economia e Finanças afoito apenas a calcar quem faz por se levantar do chão
    É trágico que não haja hoje na Europa um só Chefe de Estado ou de Governo com sentido estratégico, determinação europeista e capacidade de liderança para fazer a UE tirar finalmente as lições da crise e tomar as medidas que se impõem (e várias o PE tem sugerido) para corrigir os desequilibrios estruturais, retomar o crescimento e a criação de emprego
    A demissão é colectiva - a quem restar honestidade, não sobra rasgo para ir além do rasteiro "sound-bite".
Precisavamos de mais Europa - a da convergência, da coesão, da solidariedade, pré-federal (confederada).
    Sai-nos uma salsichada franco-alemã, mistela de sabor rançoso e digestão funesta.


Publicado por Xa2 às 08:07 de 02.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

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