Ameixoeira, Insegurança aumenta a olhos vistos

Quando se não tomam medidas as situações agravam-se

Já tinhamos referido aqui, no Luminária, a propósito do esfaqueamento de jovens em visita a Lisboa aquando das festas populares da cidade, precisamente na noite de Santo António, tendo um deles sido obrigado a delicada cirurgia e internamento hospitalar de cerca de quinze dias.

O processo-crime e a respectiva queixa, apresentada junto dos serviços de segurança foi arquivada sem que qualquer responsável tivesse sido encontrado e responsabilizado.

Agora foi um morto além de um policia ferido, após troca de tiros no Lumiar, em Lisboa conforme a própria policia confirmou. A vítima mortal será um dos ladrões, tendo o outro sido detido.

Após o tiroteio que ocorreu ao início desta tarde, na Azinhaga da Cidade, freguesia da Ameixoeira em perseguição de dois indivíduos que teriam roubado uma viatura de passageiros.

A excessiva passividade da justiça associada ao agravamento económico e social tornam, como é evidente, a cidade menos segura que urge colmatar com mais regular policiamento bem como a adopção de medidas socioeconómicas mais responsabilizantes dos jovens em particular e dos cidadãos em geral.



Publicado por Zé Pessoa às 15:14 de 31.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Familias desfeitas = Crianças sem familia

Que sociedade é esta, em que vivemos, na qual permitimos que existam tantas famílias desestruturadas ao ponto de “empurrarem” mais de 10.000 crianças para instituições ou andarem por aí ao abandono, conforme no passado domingo relatava o DN?

Lamentavelmente, muito se debate o problema da adopção e dos problemáticos contornos dela, naturalmente de elevada importância e acuidade, mas ao Estado e à sociedade é-lhe exigível o debate das situações familiares que levam a tão grandes e graves disfuncionalidades familiares.


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Publicado por Zurc às 14:18 de 31.01.11 | link do post | comentar |

Socialistas enredados em quezílias: assim não vamos lá

Segundo escreve a Lusa, o presidente do PS, Almeida Santos, considerou este domingo que Cavaco Silva foi «cruel» na hora da sua vitória ao mesmo tempo que lamentou ver Manuel Maria Carrilho zangado por ter sido «apeado» de embaixador de Portugal na UNESCO,.

«Neste momento, o dr. Carrilho é quase um adversário do PS, porque está agastado por ter sido apeado do lugar que tinha [embaixador de Portugal na UNESCO, em Paris]. Está zangado connosco, compreendo isso, mas não é bem o exemplo típico do indivíduo que se possa citar como característica da situação interna do partido», sustentou o presidente do PS, terá afirmado, Almeida Santos, aos jornalistas à entrada para a reunião da Comissão Nacional do PS, que confirmou as datas da eleição do Secretario Geral e da realização do próximo congresso nacional, no PORTO.

Parece que, quem critica o partido, com razão ou sem ela, para o núcleo duro socialista “está zangado connosco”. Mal vai o PS quando as suas principais figuras assim se posicionam publicamente. Mesmo que tais criticas tiverem como razão a reacção ao desapeamento deveria ser questão de debate interno, para se averiguar da justeza ou não desse facto, e de igual modo também deveriam ser debatidas certas colocações em Governos Civis e outros lugares de nomeação.

Como querem que haja debate se quando se levanta uma voz a segregam de imediato?

Promovam o debate interno e desvalorizem o que é feito na comunicação social não se pondo a jeito para dar razão a tais quezílias.



Publicado por Otsirave às 12:21 de 31.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

O Primeiro Resultado dos Estudos de Passos Coelho

Passos Coelho mostrou a sua extrema “lucidez” e “inteligência” ao exigir do Governo a lista das empresas públicas que têm prejuízos e que devem encerrar.

Qualquer cidadão sabe que as empresas públicas de transporte registam prejuízos, os quais são tanto maiores quanto mais elevados são os custos em combustíveis. Em particular podemos citar a CP, as empresas dos Metros, a Carris, a Soflusa, a TAP e um certo número de empresas municipais, umas mais que outras.

O Coelho falou em fechar as empresas públicas que dão prejuízo. Será que ele quer deixar os lisboetas sem o Metro, a Carris e os cacilheiros da Soflusa, etc.

Estas empresas dão prejuízo porque cobram valores relativamente baixos e a sua atividade tem grandes implicações sociais, principalmente no que respeita aos passes sociais, algo fundamental para os portugueses e que não podem ser retirados através de qualquer birra de Passos Coelho.

Assim, a CP tem linhas muito lucrativas como as suburbanas com grande número de passageiros, a linha Lisboa ao Porto, mas tem igualmente linhas para o interior com poucos passageiros e resultados negativos, mas não com uma menor valia social.

Não há muitas outras empresas públicas significativas com grandes prejuízos excepto o BPN, a empresa do PSD Cavaquista com figuras gradas do partido do Passos Coelho como o Oliveira e Costa e Dias Loureiro.

Segundo o Expresso, Passos Coelho está rodeado de economistas radicalmente financeiros e, na maior parte dos casos, milionários ou quase, que nunca andam de Metro ou de comboio, pelo que nada entendem de transportes públicos e acham que o País se resume às finanças públicas e que seria barato fechar empresas importantes com grande relevância social. Será que Catroga, Bento, Duque, Moedas e outros percebem algo de qualquer coisa que não sejam as suas contas bancárias.

Essas e outras empresas até podem ser privatizadas, mas na condição de os preços que cobram subirem bem mais de 150%, segundo um estudo publicado há tempos num blog.

Passos Coelho, diz o Expresso, anda a estudar a fundo com uma equipa de 60 pessoas as questões do Estado, nomeadamente as finanças. Pela primeira proposta parece que não aprendeu muito ou está rodeado de nabos.



Publicado por DD às 21:36 de 30.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Por uma esquerda modernizadora

A candidatura de Manuel Alegre prejudicou a esquerda no seu conjunto e muito em particular o PS que se viu envolvido numa teia funesta.

A derrota foi tremenda, pelo humilhante número de votos abaixo dos 20%, mas também porque não serviu nenhum objectivo estratégico positivo. Tratou-se de um ato pueril, incongruente e portador de falaciosas esperanças.

Este desenlace era contudo mais do que previsível. Alegre é um homem do passado que já só entusiasma o conservadorismo que se vem instalando à esquerda. Alegre representa uma nova espécie de saudosismo pseudo-revolucionário, tacanho e reaccionário como todo o saudosismo o é.

Mas, pelo menos num aspecto, o desaire serviu para alguma coisa. Mostrou como a aliança entre Bloco e PS não tem qualquer viabilidade prática nem aceitação popular. Mostrou como esta cooperação não acrescenta mas antes diminui. Facto que serve também de lição e aviso para aqueles que no PS acenam com a miragem de uma grande esquerda. Ela, simplesmente, não é possível. Nem desejável, acrescento.

Nas últimas décadas, sobretudo a partir do rescaldo do Maio de 68, temos vindo a assistir a uma deriva daquilo que se designa por esquerda, ou seja, o que sempre foi a componente liberal e progressista das sociedades. Agarrada a uma espécie de "espírito de missão" na defesa dos mais pobres e desfavorecidos, tantas vezes de perfil quase religioso, parte da esquerda foi-se tornando conservadora, na defesa intransigente do Estado, na resistência contra qualquer mudança, no ódio à inovação. Nesse processo foi-se esquecendo que a esquerda, a par da luta contra as injustiças, sempre teve um papel fundamental e pioneiro na modernização social, cultural e económica. A esquerda, precisamente porque de raiz liberal e progressista, sempre foi historicamente um motor de modernidade contra as forças conservadoras. O drama é que hoje parte dessas forças conservadoras estão também na própria esquerda.

A incompatibilidade entre o PS - ou pelo menos a sua parte representada no actual governo de Sócrates -, e o Bloco e o PC, tem pouco a ver com personalidades e tudo com visões totalmente opostas da evolução social. Bloco e PC assumem-se como movimentos de resistência contra qualquer mudança, enquanto o PS protagoniza a modernização social, cultural, científica, tecnológica e económica. É aliás o único partido que em Portugal o faz com convicção e determinação. E por isso, apesar de tanta campanha suja e tanto ódio destilado, se mantém com uma forte expressão eleitoral.

Assim, da aventura desastrada de Manuel Alegre devem tirar-se algumas lições importantes para o futuro próximo. As ilusões de alianças partidárias à esquerda devem ser frontalmente desfeitas. PC e Bloco são partidos conservadores que devem ser tão combatidos como as forças conservadoras da direita. O PS deve fazer o seu caminho e assumir-se, se possível ainda mais e sem quaisquer hesitações, como partido da modernização do país.

Há contudo uma aliança possível à esquerda que não deve ser minimizada. A evolução social tem ampliado o campo daqueles que não estando filiados em qualquer partido são activos na sua cidadania e nos contributos diversos que dão para o avanço do país. São os chamados independentes, ainda que o nome seja ambíguo e por vezes inapropriado já que há muita maneira de se fazer política que não só a partidária. Sobretudo nos domínios do empreendedorismo, das novas tecnologias, da investigação científica, da criatividade e da inovação existe um mar de gente empenhada em fazer Portugal evoluir. São, na sua maioria, pessoas que não apreciam os rituais de submissão partidária, nem têm tempo para retóricas sem sentido nem propósito. Mas estão disponíveis para a cooperação em projectos concretos e mobilizadores. Por isso, mais do que debater geometrias ideológicas, o PS tem que mostrar um empenho declarado em continuar a via da modernização, única aliás que nos pode fazer ultrapassar as crises conjunturais.

O mundo, tal como está, não precisa de uma esquerda resignada na resistência. Precisa sim de uma esquerda, plural, liberal e progressista, que ajude decisivamente a construir um futuro melhor. Gente não falta se houver determinação.

Leonel Moura [Jornal de Negócios]



Publicado por JL às 00:25 de 30.01.11 | link do post | comentar |

A origem do conceito de "licença de parto"

Num período de dois anos, entre 1913 e 1915, a América seguiu atentamente uma dura batalha judicial que haveria de mudar radicalmente a forma como as mulheres eram encaradas nos locais de trabalho.

Uma professora de Nova Iorque fora despedida a 22 de Abril de 1913 por estar grávida, com as autoridades escolares a defenderem o despedimento com base em “negligência do dever com o propósito de dar à luz”.

Numa atitude rara para a época, a professora não aceitou a decisão dos seus superiores e levou o caso para tribunal. Dois anos depois, o processo acabaria por instituir as bases de um direito que alastraria por todo o globo: a licença de parto. Esta professora, pioneira na luta pelos direitos laborais das mulheres chamava-se Bridget Peixotto e era membro da comunidade de judeus nova-iorquinos de ascendência portuguesa.

Bridget casara a 12 de Fevereiro de 1912 com Francis Raphael Maduro Peixotto, um corretor de seguros — que, nascido em 1860, era 20 anos mais velho que ela. Quando casou, Bridget Peixotto trabalhava já há 18 anos no sistema de ensino primário nova-iorquino, tendo passado com distinção os exames de promoção aos escalões mais elevados do magistério primário.

No ano lectivo de 1912/1913, Bridget e Francis Maduro Peixoto moravam no número 41 de St. Nichols Terrace, em Manhattan, ela era professora principal da Escola Pública 14, em Thongs Neck, Bronx, auferindo um salário anual de 2400 dólares (o que daria hoje qualquer coisa como 4500 dólares mensais ajustados pela inflação).

Em Fevereiro de 1913, Bridget Peixotto adoece gravemente enquanto estava grávida e notifica de imediato as autoridades escolares, tal como obrigava a lei. Na altura, no entanto, as professoras não podiam continuar na profissão depois de darem à luz, uma vez que a sociedade não via com bons olhos que uma mulher casada, e mãe de filhos, trabalhasse fora de casa.

Bridget Peixotto acabou por ser suspensa e seguidamente despedida — enquanto estava ainda no hospital depois de ter sido mãe de Helen Esther Peixotto — por “negligência do dever com o propósito de dar à luz”.

Não se dando por vencida, Bridget Peixotto desafia a acusação e a própria ideia de que uma mulher não poderia continuar a ensinar depois de ser mãe. Citada na edição de 29 de Maio de 1913 do New York Times, ela afirma: Contestarei o caso até ao fim. O Conselho Educativo, ao permitir que mulheres casadas ensinem ao mesmo tempo que as proíbe de cumprirem uma função fundamental do casamento, está a agir de forma ilegal. É absolutamente imoral e não será apoiado por nenhum tribunal. Em nenhum lado se pode proclamar a maternidade como uma negligência do dever. É permitido às mulheres casadas ensinarem nas escolas públicas, mas negasse-lhes tempo para que tenham filhos.

Em primeira instância, a verdade é que o Conselho Educativo manteve a decisão, votando 27 contra 5 em favor do despedimento de Bridget Peixotto. É então que ela avança para os tribunais. Depois de ver o processo arrastar-se infinitamente, com várias decisões judiciais em seu favor, por ordem do Supremo Tribunal, em 1914 Bridget Peixotto faz uma exposição ao Comissário Estadual para a Educação, John Huston Finley, que anos mais tarde seria director do New York Times. Em resposta, Finley dá-lhe razão e escreve: A Senhora Peixotto foi acusada de negligência do dever, mas não foi declarada culpada de negligência — foi sim declarada culpada de ter dado à luz.

Finalmente, em Janeiro de 1915, numa decisão histórica, John Finley dá ordens para que Bridget Peixotto seja reabilitada nas suas funções prévias com salário pago por completo. Três anos depois, em 1918, ela tornar-se directora da escola, mantendo-se no magistério primário em Nova Iorque até se reformar, em 1948, quando atingiu a idade limite de 70 anos.

Bridget Peixotto faleceu a 10 de Abril de 1972, em Nova Iorque, aos 92 anos de idade, deixando um legado invejável. No obituário que lhe dedicou dois dias após o seu falecimento, o New York Times afirmava que ela era responsável pela institucionalização da licença de parto por todo o país e pelo mundo: O seu caso permitiu que largos milhares de mulheres pudessem tirar uma licença para dar à luz. A decisão motivou também alterações no sistema do sector privado, fazendo com que hoje seja perfeitamente normal que uma mulher possa manter o emprego quando fica grávida.


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Publicado por JL às 00:14 de 30.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Alguém quer uma ditadura para Portugal?

É inacreditável como uma estalada dada por um polícia na Tunísia num engenheiro informático sem emprego que para sobreviver andava a vender hortaliças na rua tenha causado a queda do regime ditatorial da Tunísia e passou para o Egito em que a teimosia do ditador de há trinta anos está a causar uma verdadeira explosão popular sem liderança nem partido legal ou ilegal atrás. O jovem tunisino desesperado imolou-se pelo fogo e com isso desencadeou a revolta popular. O exemplo passou para o Egito, onde a partir de informações dadas na Internet e twiters centenas de milhares de jovens vieram para a rua e iniciaram uma verdadeira guerra civil de desarmados contra a polícia que já matou e feriu um número apreciável de pessoas.

Mubarak está de saída e acicatou ainda mais os ânimos ao nomear como vice-presidente o chefe da secreta militar, uma espécie de Pide local. O presidente não tentou falar com o prestigiado político El Baradei, prémio Nobel da Paz, o qual poderia exercer uma influência pacificadora, dirigindo um governo ou substituindo provisoriamente o próprio Mubarak para convocar eleições democráticas.

As imagens dadas pela CNN, BBC e outros canais mostram como as multidões jovens perderam o medo e o exército apareceu de uma forma quase neutra, pelo que admito como possível que, tal como na Tunísia, venham a ser as forças armadas a deporem o ditador Mubarak que apostava em colocar no poder o seu filho.

Os países árabes, africanos e alguns asiáticos como a China são ditaduras. Depois da queda das ditaduras comunistas parece ter chegado a hora das restantes ditaduras. Todas deixam obra por fazer e se mantiverem países unidos pela força, não resolveram os problemas das populações que cresceram muito para além do próprio crescimento económico, principalmente nos países árabes e não se modernizaram a não ser nas fachadas de prédios e gigantescos edifícios.

Enfim, todas as ditaduras têm os dias contados e chegará a vez também à China. Aí a exploração desmesurada do trabalho originou um crescimento económico gigantesco e uma classe capitalista podre de rica em poucos anos que vive rodeada de uma luxo inacreditável para quem visita Xangai, Beijing e Cantão. Por enquanto, os pobres acreditam que a riqueza chegará também a eles, mas se não chegar, a ditadura comunista e capitalista terá de os enfrentar um dia e não resolverá o problema tão facilmente como na praça Tien A Men.

A atual situação económica que tem favorizado apenas a China e alguns outros países emergentes está a provocar a queda das ditaduras. Por enquanto não de todas, mas a prazo todas vão cair, mesmo que substituídas por outras ditaduras. Contudo acalente-se a esperança que muitas democracias acabarão por surgir com todos os seus defeitos, mas mais visíveis e mais susceptíveis de serem punidos.

A solução ditadura, mesmo a termo, não responde a nada. Será sempre um vácuo para a grande maioria da população.

  



Publicado por DD às 00:04 de 30.01.11 | link do post | comentar |

A Peregrina Ideia do Expresso sobre a Raiva do Sr. Silva na Noite Eleitoral

Um tal L.M., colunista ou jornalista do Expresso, apareceu com a peregrina ideia de que o ministro Santos Silva era o principal motivo da raiva mostrada pelo Sr. Silva na noite da vitória eleitoral.

A "indignação" de Cavaco acerca da afirmação do Ministro da Defesa de que quer um “presidente que não torpedeia e que não se mete onde não é chamado” não tem nenhuma lógica.

Ora, o Sr. Silva apresentou-se mesmo às eleições com o propósito de respeitar a Constituição e de respeitar os poderes dos diferentes órgãos de soberania e de não se meter a governar o País. Além disso, nada há de ofensivo nas afirmações de Santos Silva.

Toda a gente sabe e viu pela crispação de Cavaco Silva na televisão que aquilo que mais o irritou foram duas questões nada esclarecidas: a das ações compradas a 1 euro e vendidas a 2,4 e a forma como adquiriu a nova moradia no Algarve num terreno da aldeia da Coelha que pertenceu ao BPN/SLN com vários amigos como vizinhos muito próximos como o conhecido Dr. Oliveira e Costa.

Aparentemente, não há registos notariais da transação, a qual teria sido feita por permuta com um construtor civil. Permuta ou não, tudo tem de ficar notarialmente registado e deveria haver licença de construção, etc.

Estes dois casos fragilizam o Sr. Silva durante todo o seu próximo mandato e causam-lhe uma profunda ansiedade e crispação porque se apresentou ao eleitorado precisamente como uma pessoa impoluta e que para se ser mais honesto que ele alguém teria de nascer duas vezes.

Acrescente-se ainda que outras críticas de Santos Silva sobre questões sociais relacionadas com os restos dos restaurantes, etc., são apenas matéria de política que surge em qualquer campanha eleitoral. Ninguém pode aspirar a participar numa campanha eleitoral sem ser criticado e sem criticar.

Cavaco tem agora de aguentar com algo que não explicou e isso é, em termos de opinião pública, pior que o caso Freeport para Sócrates que sempre se explicou e que a Justiça não encontrou a mais pequena matéria de facto que permitisse elaborar uma acusação e, mesmo assim, os dois magistrados deixaram ao fim de mais de seis anos de investigações umas perguntas em forma de rasteira para enganar a opinião pública com a ideia que não tiveram tempo para investigar tudo e que muito ficou por perguntar ao PM, quando nos últimos momentos antes de o processo terminar nenhum facto novo apareceu que justificasse aquelas perguntas.

Cavaco Silva é na verdade um político como muitos outros, interessado em si mesmo e capaz de muita malandrice para lixar o parceiro como fez com o caso das pretensas escutas que estavam a ser sujeito pelo Governo quando era precisamente o PM Sócrates que estava a ser escutado ilegalmente pelos magistrados do Ministério Público ou à ordem deles.



Publicado por DD às 22:04 de 29.01.11 | link do post | comentar |

chutem-nos

Entre a “bagunçada eleitoral” que o Ministro Rui Pereira atribui a responsabilidade ao Ministério da Administração Interna, tutelado por Rui Pereira e a responsabilidade da Agencia para a Modernização Administrativa, que gere o Cartão do Cidadão, tutelada por Silva Pereira e que deveria ter respondidos às solicitações de esclarecimento via DMS e que terá impedido cerca de 4000 cidadãos de votar anda a irresponsabilidade dos factos.

Entre chuta para cá e o chuta para lá o melhor seria chutar os dois e aproveitar a remodelação do governo para satisfação da oposição e refrescamento da política. Já agora que o Benfica e o Sporting precisam de reforços talvez fossem boas aquisições para aqueles debilitados clubes.


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Publicado por Otsirave às 19:48 de 29.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Mira Amaral e Cavaco querem um Novo Ciclo Político Sem Energia Verde

No Expresso, o professor Luis Mira Amaral do IST ataca as energias renováveis com a afirmação que não permitem poupar na importação de petróleo, pois este combustível é quase todo utilizado nos transportes.

É verdade e significa um êxito espetacular do atual governo e dos anteriores do PS que muito fizeram para não termos a eletricidade toda à base de carvão, hidrocarbonetos pesados ou gás natural importados. Não importamos o vento nem a água e criámos uma indústria importante no que respeita às eólicas.

As centrais térmicas, diz o professor, não consomem petróleo, mas toda a gente sabe que o carvão e o gás natural não descem quando o petróleo sobe, antes pelo contrário, sobem e muito. Na atual conjuntura no Egito e acreditando que o efeito dominó vá afectar o preço do petróleo que está a subir quase hora a hora, o efeito das eólicas é cada vez mais importante.

Mira Amaral pretende que a poupança em gás natural no ano passado não compensou o sobrecusto resultante das energias renováveis. É evidente que sim e já escrevi aqui que seria possível importar centrais térmicas a carvão da China extremamente baratas e importar carvão um pouco mais barato que o petróleo em termos de caloria produzida, mas teríamos uma produção altamente poluente de energia eléctrica e, além disso, estaríamos na total dependência do estrangeiro, sabendo, como afirmei antes, que a um aumento muito grande do preço do petróleo corresponde também a aumentos no carvão e no gás natural.

No futuro, é natural que as energias renováveis possam vir a tornar-se ainda mais baratas, mas mesmo assim, mais caras que a produção térmica, salvo o caso de a turbulência no mundo árabe ter reflexos muito graves no custo do crude. Isto porque todo o Mundo está a instalar parques eólicos e, curiosamente, sem informarem o professor, até países grandes produtores de petróleo estão a fazê-lo, o que pode vir a causar uma queda brutal no preço de todos os combustíveis poluentes. A China que é o maior produtor de carvão do Mundo está a braços com a poluição e começou a instalar grandes parques eólicos e a apostar mais na energia nuclear. A Austrália que produz carvão extremamente barato a céu aberto, instalou igualmente grandes parques eólicos, apesar de pagar um preço mais alto pelo vento devido ao custos dos equipamentos, os quais tenderão a tornar-se mais baratos quanto mais vulgares forem no Mundo.

Mira Amaral acaba o seu artigo com a pergunta de “quando é que entraremos num novo ciclo político para aceitar a proposta do Presidente e começarmos a tratar os assuntos de uma forma séria”?

Parece que ele entende que Cavaco é favor do carvão ou do gás natural importado da Argélia e que a independência nacional em termos de produção de eletricidade não é um assunto sério, principalmente agora quando o mundo árabe começa a agitar-se e verificaram-se graves acidentes com a exploração petrolífera no mar.

Sabe o senhor professor Mira Amaral se a ditadura argelina permanecerá estável no futuro próximo?

Mira Amaral deve estar ligado a um grupo interessado nas centrais térmicas ou é estúpido e anti-patriota, pois qualquer pessoa inteligente percebe que, na atual conjuntura financeira, a independência nacional, a produção nacional e a exportação de equipamentos da Martinfer, Efacec, Estaleiros Navais de Viana do Castelo, etc. são importantes para o futuro do País.

Saliente-se ainda que o governo Sócrates não está só apostado no desenvolvimento das energias renováveis para a eletricidade de consumo domésticos e industrial, mas também no transporte eléctrico, a começar pelo TGV, agora suspenso, e pelo automóvel movido a eletricidade para o qual Sócrates quer trazer fábricas de baterias e até de automóveis movidos exclusivamente a eletricidade, pensando já em adoptar um rede nacional de carregamento ou substituição de baterias. Os comboios e os metros são transportes movidos a eletricidade, o que parece ser desconhecido do engenheiro professor do IST. Ainda este ano, o Metro chegará ao Aeroporto de Portela, o que permitirá poupar bastante em gasolinas e gasóleos.

 

Nota: Pessoalmente não tenho a mais pequena ligação a qualquer tipo de negócio de produção de energia e nada ganho com uma ou outra energia, mas acredito que a independência do País em termos energéticos é muito importante para a minha pessoa por o ser para todos os portugueses sem exceção. Ao contrário disso, é sabido que muita gente do PSD e do BPN está ligada aos negócios de importação de gás natural em que Angelo Correia pontua com grandes lucros. Passos Coelho foi gestor financeiro de uma das empresas do grupo de Angelo Correia dedicada ao lixo. Parece pois que há ligação corrupta entre PSD, Mira Amaral, Cavaco e Passos Coelho contrária à independência energética nacional.

 

Adenda: A motivação do eng. Mira Amaral nos seus ataques às eólicas resulta afinal de ser a favor da instalação de uma central nuclear em Portugal, estando ligado a um grupo nacional e estrangeiro que pretende essa instalação, como li noutro local do Expresso.
No canal do Crespo, um gajo defendeu como solução o conjunto renováveis e nuclear quando uma central nuclear trabalha continuamente, é difícil pará-la e é demasiado cara para funcionar uma parte do ano. O nuclear não é um complemento das renováveis para quando não há chuva ou o vento é pouco. Para isso, as centrais térmicas são muito mais baratas e, mesmo assim, o Estado tem de pagar algo para estarem paradas quando não são necessárias. Quanto teria de pagar por uma central nuclear parada?
Mira Amaral escreve de acordo com os seus interesses corruptos e pessoais e pretende que Cavaco está com ele. Estará? Será que o Sr. Silva vai receber alguma comissão se for instalada uma central nuclear m Portugal? Será que temos dinheiro para isso quando a potência instalada em Portugal ultrapassa já os picos de consumo?
É evidente que no PSD quando se trata de interesses pessoais, ninguém é a favor do País. Todos são como os homens da SLN/BPN



Publicado por DD às 18:40 de 29.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Carta à maioria do futuro
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Há uma geração que nasceu depois do 25 de Abril, que tem convicções políticas profundas, que não desistiu da democracia e que quer para Portugal algo mais que este cenário triste e bloqueado em que nos encontramos.

Para essa geração o que conta é construir com as suas próprias mãos uma nova esperança, encontrar novas respostas para o beco sem saída em que se encontra, sem emprego e sem perspectivas de futuro. Falo da geração mais qualificada de sempre, a quem o nosso mercado de trabalho tarda em abrir as portas e que nunca teve outra alternativa que não a da precariedade, da falta de reconhecimento e da vontade de partir.

Foi gente desta geração que apareceu na campanha de Manuel Alegre, que desde o seu primeiro discurso se lhes dirigiu apelando a um "pacto de insubmissão". Foi a gente desta geração, dos vários partidos apoiantes da candidatura ou de partido nenhum, que eu ouvi nos comícios os melhores discursos. E foi gente desta geração que eu vi, com admiração e afecto genuínos, tomar Manuel Alegre como a grande referência moral do seu combate. 
Pela primeira vez, eu, que faço campanhas eleitorais desde 1975 e que as fiz todas - constituintes, legislativas, presidenciais e autárquicas -, senti que havia uma verdadeira passagem de testemunho. Para aqueles que, como eu e antes de mim, batalharam para que Portugal fosse uma democracia, esta é a garantia que nos faltava. É certo que cada geração trava os seus combates.

A minha geração conheceu a guerra, a Pide, a prisão, o exílio.

Esta tem pela frente o desemprego, a precariedade, a asfixia do endividamento, a mediocridade das elites mediáticas, o tacticismo dos políticos instalados, a promiscuidade entre negócios e política, a ameaça do ciclo vicioso da austeridade e da recessão.

Foi por esta geração e para ela que Manuel Alegre fez o mais importante da sua campanha presidencial: dar a cara, assumir as suas convicções com orgulho e sem qualquer cedência, recusar as meias-tintas e defender o mesmo ideal de justiça, humanismo e liberdade que norteou toda a sua vida. Mas fez mais do que isso: abriu um caminho que inevitavelmente será um caminho de futuro. 
Falo da convergência das esquerdas num projecto comum para Portugal e para a Europa. Precisamos disso com a maior urgência, num tempo conturbado em que os interesses financeiros e a especulação manipulam o poder económico e dominam o poder político democrático à escala europeia e nacional.

Manuel Alegre há muito que o defende - pelo menos desde a moção "Falar é preciso", que levou ao Congresso do Partido Socialista em 1999. Foram dele tentativas importantes de abrir o seu próprio partido à sociedade e à esquerda, primeiro com o Clube Liberdade e Cidadania, depois com a candidatura a secretário-geral e a moção "Mais igualdade, melhor cidadania" em 2004, finalmente em 2006 com uma candidatura presidencial autónoma que foi entre nós, no século XXI, a primeira grande experiência do poder dos cidadãos num acto eleitoral de escala nacional.

Foi Manuel Alegre o primeiro a abrir e impulsionar estes novos caminhos. Foi na sua experiência precursora que se inspirou o meu próprio movimento em Lisboa, cuja aliança com o PS deu a vitória a António Costa.

Desta vez empenhou-se em algo que ninguém até à data conseguira: promover a convergência das esquerdas em objectivos nacionais comuns, mesmo que as diversidades programáticas e sobretudo a história vivida continuem a separá-las. O resultado ficou aquém do necessário, mas o caminho está aberto. 
Há uma fractura entre as esquerdas que em Portugal decorre, creio eu, do confronto que se travou no PREC, em que o Partido Socialista e o próprio Manuel Alegre tiveram um papel decisivo para garantir que Portugal conseguia passar de uma ditadura à democracia sem cair numa nova ditadura. Mas a geração de Abril não viveu esta fractura e não tem dela nenhuma cicatriz. Para esta nova geração é incompreensível que as esquerdas não dialoguem, que não se entendam e que com isso dêem sistematicamente uma vantagem à direita, que não hesita em unir-se sempre que os seus interesses estão em causa. 
E não me venham dizer que já não há ideologias ou que esta dicotomia entre esquerdas e direitas é coisa do passado. Nunca como hoje foi tão urgente, no mundo, na Europa e em Portugal, contrapor ao pensamento neoliberal dominante uma alternativa mais justa e mais solidária.

Se a democracia parece definhada, é precisamente porque ela precisa do confronto entre alternativas claras e não da simples alternância entre o mesmo e mais do mesmo. Falta uma alternativa à esquerda, com novas propostas e que junte partidos, movimentos e cidadãos de boa vontade. Falta construir a maioria do futuro. 
Mas uma coisa é certa. Ficamos todos a dever a Manuel Alegre a coragem dos pioneiros. Não será ele a colher o que semeou. Mas todas as maiorias de mudança começam algures por uma minoria. Tenho a certeza que a maioria do futuro, que já germina no coração de muita gente e que terá nas novas gerações os seus protagonistas, o terá sempre como exemplo, inspirador e companheiro de viagem.

Helena Roseta Arquitecta, fundadora do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC), que apoiou a candidatura de Manuel Alegre à Presidência [Público, via MIC]



Publicado por Xa2 às 00:08 de 29.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Dito Por Não Dito

Carlos Silvino, o principal arguido do Processo Casa Pia, mais conhecido por Bibi, deu uma entrevista à Revista Focus, que a SIC transmitiu no telejornal.

Na referida entrevista Carlos Silvino dão o dito por não dito. Diz não conhecer pessoalmente os restantes arguidos do Processo Casa Pia, que estão todos inocentes, que não é homossexual nem pedófilo, e que, quando implicou os restantes arguidos no abuso sexual de menores no Processo da Casa Pia, quer em fase de inquérito, quer em fase de julgamento, o fez quer porque foi obrigado, quer porque estava sob a influência de medicamentos.

Não deixam de serem graves as declarações feitas por Carlos Silvino. Sobretudo porque feitas depois de o tribunal de primeira instância ter proferido o respectivo acórdão, que, à excepção da arguida Gertrudes Nunes, condenou a penas de prisão efectiva todos os arguidos, incluindo o próprio Carlos Silvino, que foi condenado a uma pena de 18 anos de prisão efectiva. Acórdão esse do qual foi interposto recurso quer pelos arguidos, quer pelo Ministério Público, quer pelos assistentes, recursos esses que se encontram a ser apreciados pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

Resulta pois que Carlos Silvino mentiu. Resta saber onde mentiu. Se mentiu nas declarações que prestou em sede de inquérito, se mentiu nas declarações que prestou em sede de julgamento, se mentiu na entrevista que deu à Focus, ou se mentiu em ambas as situações, já que, conforme decorre do disposto do Código de Processo Penal, o arguido, sempre que preste declarações, e com excepção dos elementos atinentes à sua identificação e aos seus antecedentes criminais, não é obrigado a falar com verdade.

Em todo o caso, a entrevista que Carlos Silvino concedeu à Focus, e onde aparentemente dá o dito por não dito nas declarações que prestou ao longo do Processo Casa Pia constituem uma pedrada no charco e servem para abalar ainda mais a imagem da Justiça em Portugal, imagem essa que se encontra pelas ruas da amargura.

[Nova Direita]


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Publicado por JL às 23:00 de 28.01.11 | link do post | comentar |

Privados lutam pelo subsídio do Estado

As escolas privadas de Coimbra também foram chorar a Lisboa

Como era de esperar a luta dos empresários privados, e confissões religiosas, continua. Vejam o caso de Coimbra. A verde os que, só da zona urbana, foram hoje manifestar-se. A amarelo a rede de ensino pública (2º e 3º ciclo e secundário), com quase todas as escolas subaproveitadas, algumas muito longe do número de alunos que já tiveram.

Escolas-de-Coimbra

Transcrevo também o comunicado do meu Sindicato, o SPRC, que desde sempre denunciou esta situação pregando aos peixes, enquanto o Ministério da Educação continuava a esbanjar o seu orçamento para satisfazer a ganância de alguns empresários e de uma confissão religiosa:

Posição do SPRC face aos protestos promovidos pelos empresários do sector da educação. 

Também na região centro, colégios privados com contrato de associação iniciaram hoje alguns dias de protesto com o objectivo de continuarem a pressionar o governo a pagar-lhes um valor superior ao do financiamento das escolas públicas.

Ao longo de muitos anos, o poder político, não só fechou os olhos, como pactuou com a proliferação destes colégios, alguns dos quais construídos ao lado de escolas públicas, mas, mesmo assim, tendo celebrado contrato de associação com o Estado.

Exemplo em Coimbra foi o Colégio de São Martinho que, praticamente, se encostou às EB 2.3 de Taveiro e Inês de Castro, ficando sempre a dúvida (que ainda hoje paira) sobre os expedientes que os proprietários do colégio (ex-dirigentes da DREC) terão utilizado para obterem o que, pela lei vigente, a todos parecia impossível.

Mas não é esse o único problema. As histórias contadas por professores de colégios são muitas e os documentos que as ilustram permitem perceber como enriqueceram empresários que encararam a Educação como um negócio, tendo, alguns, construído verdadeiros impérios.

Confessa um desses empresários que, pela forma como organiza as coisas, põe uma turma a funcionar todo o ano por pouco mais de 50.000 euros. Acima desse valor tem lucro, pretendendo garantir que ele seja o mais elevado possível. Se é assim ou não é, o SPRC desconhece, mas que os sinais exteriores de muito lucro existem, isso está à vista de todos!

O que chega ao Sindicato, relatado por vários professores, chega a surpreender e indignar. São

… os recibos de vencimento que exibem valores superiores ao que é pago;

… a devolução, em dinheiro, do montante correspondente ao subsídio de refeição;

… os horários que apresentam uma “face oculta”, havendo muitos em que são impostas actividades lectivas na componente não lectiva;

… as (muitas) horas de trabalho à borla”;

… as professoras que estiveram de licença de maternidade e entregaram ao patrão o cheque da Segurança Social que receberam quando regressaram ao serviço;

… os registos biográficos que não correspondem à assiduidade dos docentes: uns por defeito, outros por excesso;

… as actividades pagas pelo ME que também são pagas pelos pais mas que não são pagas aos professores que as desenvolvem…

São muitas as histórias que chegam ao Sindicato, grande parte seguindo depois o percurso normal da via jurídica, não surpreendendo que professores obtenham indemnizações que, no caso do SPRC, já atingiram os cem mil euros.

É agora num quadro de redução do financiamento público que os colégios ameaçam encerrar as suas portas durante alguns dias. Como? Em lock-out? Não podem! Em greve dos professores? Não há!

Por decisão dos pais que impedem as crianças de frequentar a escola? É preciso cuidado, pois, por essa razão, há pais de alunos de escolas públicas que foram abordados pela polícia por não garantirem que os seus filhos frequentassem a escolaridade obrigatória. Como vale mais prevenir do que remediar, aos professores o SPRC aconselha:   cumpram, nesses dias, o seu horário na escola, não vá a entidade patronal descontar-lhes o salário do dia de trabalho.

Apanhados neste turbilhão, sobre os professores abate-se uma violenta onda de pressões e ameaças, sendo “convidados” a aceitar cortes nos salários, alterações nos horários e até indemnizações para serem despedidos. É vergonhoso que isto aconteça, pois são situações que têm lugar num clima de grande pressão sobre os docentes!

Para o SPRC, não há qualquer justificação para que não se cumpra o clausulado do Contrato Colectivo de Trabalho e não se respeitem as normas das leis laborais, pelo que não pactuará com as ilegalidades praticadas.

É insuficiente a verba que os colégios recebem para promoverem uma resposta que, no caso dos contratos de associação, é pública? Há que fazer contas e saber isso, mas fazê-las também para o público, pois, neste caso, o ensino não pode ter custos diferentes conforme os promotores!

Foi a passividade de vários governos que permitiu chegar ao ponto a que se chegou. Durante quantos anos o poder político fechou os olhos e arquivou processos disciplinares instaurados a colégios? Talvez por isso se sinta hoje refém da sua própria apatia.

João José Cardoso [Aventar



Publicado por Xa2 às 18:07 de 28.01.11 | link do post | comentar |

Que Cavaco agradeça a vitória ao Largo do Rato

Entre culpas e desculpas pelos resultados de domingo passado, ainda não vi ninguém dizer o que para mim é uma evidência: o maior responsável pelo prolongamento da estadia do dr. Cavaco em Belém é o Partido Socialista. E não porque se atrasou no apoio a Alegre, ou por não se ter empenhado suficientemente durante a campanha eleitoral, ainda menos por ter apoiado a mesma pessoa que o Bloco já tinha escolhido. O PS só se pode queixar de si próprio por ter desprezado a questão presidencial nos últimos dez anos: nos primeiros cinco por não ter pensado na substituição de Sampaio durante o seu último mandato, nos segundos por não se preocupar com o que viria a ser esta mais do que facilitada vitória de Cavaco.

Em 2006, inventou uma solução coxa e requentada com Soares – e foi o que se viu… -, este ano acabou por apoiar alguém que manifestamente não queria e está agora a tentar colar os cacos de uma rotunda derrota. É sabido que estratégias a longo prazo não fazem parte da religião praticada no Largo do Rato, mas não parece desculpável que um partido com o peso do PS cometa duas vezes o mesmo erro.

Teria sido certamente possível identificar um português com mais de 35 anos (e menos de 70, se possível…), dentro ou fora do partido, que desde há dois ou três anos fosse «aparecendo» como o candidato incontornável. É o que se faz em todo o mundo e, mesmo que não se vendam presidentes como sabonetes, propõem-se e impõem-se. No caso concreto, até podia ser alguém com um posicionamento ideológico semelhante ao de Manuel Alegre (mas sem um passado partidário tão complicado), e nem teria sido extraordinariamente difícil, julgo, chegar a um consenso que fizesse com que Alegre não insistisse uma segunda vez. E certamente que ninguém tinha inventado Fernando Nobre…

Teria esse hipotético candidato vencido Cavaco, apesar do desgaste actual do PS? Nunca se saberá (é o encanto da História Virtual ou a tal hipótese de a minha avó poder ter sido uma trotinete se tivesse tido rodas…), mas a fraquíssima figura que tinha pela frente, a relativa pouca consideração de que esta goza mesmo à direita e os resultados de domingo passado fazem crer que, pelo menos, passaria certamente à segunda volta onde muito provavelmente venceria.

Last but not the least: no panorama existente, Manuel Alegre fez mal em avançar, o Bloco devia ter ficado na sombra, etc., etc., etc.? Não, de modo algum. «Valeu a pena lutar», como muito bem diz Rui Tavares no Público. Apesar do PS. Não foi desta, mas um dia a esquerda convergirá e não há nenhuma razão que a impeça de sair vencedora.

P.S. – Só para que não se pense que isto é justificação a posteriori de derrota mal digerida. Escrevi há um ano (29/1/2010): «Como se o PS não fosse o único culpado da situação que criou: desde 2006, teve mais do que tempo para preparar o caminho a um outro candidato, se não queria ver-se «obrigado» a apoiar hoje Manuel Alegre. Talvez não o tenha feito porque, até há meia dúzia de meses, se sentisse confortável com Cavaco. Mas agora que a situação parece ter mudado e que Alegre se adiantou – e bem, do seu ponto de vista – decidam-se: ou partem para uma campanha pela positiva, sem "mas" nem "apesares de", ou fazem uma triste figura, provocam provavelmente uma monumental abstenção e dão talvez uma preciosa ajuda ao que dizem querer evitar: que o doutor Cavaco fique mais cinco anos em Belém.»

Joana Lopes – [Entre as brumas da memória]



Publicado por JL às 14:57 de 28.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Contributos

Para a história do movimento operário!

A CGTP lançou em Lisboa o Livro intitulado «Contributos para a História do Movimento Operário e Sindical-das raízes até 1977» da autoria de vários sindicalistas fundadores da Intersindical, ainda no tempo da ditadura, e da CGTP que lhe sucedeu a seguir à Revolução de 1974/75.

O livro é um precioso contributo para nos mostrar quanto foi importante o Movimento Operário e Sindical no processo revolucionário português e na formatura da democracia económica e social plasmada na actual Constituição da República!

Um dos aspectos mais interessantes, para além da preciosa informação contida, é, sem dúvida, a forma como os autores abordam os acontecimentos dos quais eles mesmos foram actores.

A forma respeitosa e fraternal como fazem hoje a leitura dos acontecimentos, pese as divergências políticas e sindicais, buscando sempre a unidade dos trabalhadores portugueses! Ranita, Cartaxo, Canais Rocha, Kalidás, Emídio, Cabrita (autores) e tantos outros que se seguiram e trabalharam para defenderem os interesses dos trabalhadores portugueses.

O livro vai estar na próxima semana nas livrarias.

A. Brandão Guedes [Bem Estar no Trabalho]


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Publicado por Otsirave às 14:54 de 28.01.11 | link do post | comentar |

Noticias de Davos

Nos corredores dos hotéis daquela instância turística helvética corre a seguinte ideia:

se:

Em 1949 - a maioria dos intelectuais acreditava que o comunismo salvaria a China

Em 1969 - os mesmos intelectuais acreditavam que a China (com sua revolução cultural) salvaria o comunismo

Em 1979 - Deng Xiao Ping percebeu que somente o capitalismo salvaria a China

Em 2009 - o mundo inteiro acredita que somente a China pode salvar o capitalismo

Em 2011 o planeta acredita que a China pode comprar todas as dívidas soberanas e a de todos os outros mendigos...


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Publicado por Zurc às 09:09 de 28.01.11 | link do post | comentar |

Despedimento simplex

Hoje o trabalhador tem direito a 30 dias de indemnização por cada ano de casa (mais diuturnidades) em caso de despedimento. Mas o governo quer reduzir o cálculo para 20 dias, acrescido de diuturnidades. E quer que o máximo que o trabalhador receba seja 12 vezes a sua retribuição-base acrescida de diuturnidades. Mas as regras também vão mudar nos contratos a termo. Um contrato de cinco meses dá direito a compensação igual a 15 dias de trabalho. Com as novas regras, dará direito apenas a 8,3 dias.

O argumento: as regras são assim em Espanha.

O esquecimento: o salário real em Espanha é muito superior ao português. Dá mais poder de compra ao trabalhador. Ou seja, as mesmas regras dão para sobreviver mais tempo ou refazer uma vida.

Os empregadores têm de se decidir: ou querem as vantagens de Espanha e pagam por isso ou estão a fazer batota.

Mas a pergunta mais importante é esta:

num momento em que o desemprego dispara, para que servem estas mudanças na lei?

Em vez de tentar conter o desemprego a ministra que já foi sindicalista (como consegue viver nesta esquizofrenia?) convida os empregadores a, antes de mais, cortar nos postos de trabalho.

Estas regras apenas se aplicarão a novos contratos. Dirão que sendo mais fácil despedir será mais fácil criar emprego. Uma tripla mentira.

Primeiro, porque a falta de emprego não resulta da dificuldade em despedir, mas da crise económica.

Segundo, porque grande parte do emprego que agora se cria está fora de quase todas as regras. O falso recibo verde é a lei em vigor. E assim continuará a ser enquanto o Estado não cumprir a sua função fiscalizadora.

Terceiro, porque nenhum dado concreto aponta neste sentido. Na verdade, a flexibilização das leis laborais a que temos assistido em Portugal e na Europa não se tem traduzido na diminuição do desemprego. Pelo contrário. Seria altura de quem defende esta tese explicar porque raio não bate ela certo com a realidade dos números.

Na verdade, o despedimento barato e fácil tem apenas uma função: reduzir a capacidade negocial dos trabalhadores e, com isso, reduzir os salários e os custos do trabalho. E esta não é a resposta que precisamos para a nossa falta de produtividade e dificuldade em exportar. Pelo contrário, ela agrava a desigualdade - a nossa maior doença económica e social -, e reduz o valor do que produzimos.

A aposta em salários baixos, que o despedimento simplex promove, afasta-nos dos países mais desenvolvidos sem nos chegar a tornar competitivos face a países com trabalho semi-escravo. Deixa-nos em terra de ninguém, demasiado atrasados para competirmos em qualidade com a Europa, demasiado caros para competirmos no preço com a China. É um erro. Um erro que patrões sem visão aplaudem e governos sem estratégia aplicam.

Daniel Oliveira [Arrastão]



Publicado por Xa2 às 07:07 de 28.01.11 | link do post | comentar |

Empresas Públicas e Justiça em Portugal

Património (de todos nós) a saque (parte 2)

 



Publicado por Izanagi às 18:44 de 27.01.11 | link do post | comentar |

Austeridade e Direita vs aliança dos 'GIPSI...' em Europa solidária e confederada

Direita contra direita

A direita domina com grande mestria a arte de ser oposição a si mesma. Isto tem sido a chave dos seus sucessos eleitorais e continuará a ser enquanto não houver um número suficiente de pessoas que se aperceba da manha.
A direita quis um estado pequenino. Prometeu às “classes médias” que assim não teriam de pagar impostos. Muitos acreditaram, pensando que o ''Estado era só gordura e nenhuma produção'' e que teriam tudo a ganhar com o seu emagrecimento. A direita pediu e aplaudiu a austeridade, chorou por mais austeridade ainda com FMI em vez de governo. Muitos pensaram: “a austeridade só vai afectar os outros”.
Agora que a austeridade se começa a traduzir em incapacidade do Estado cumprir os seus compromissos e belisca interesses dos que pensaram que a austeridade só afectaria os outros - como sucede no caso do subsídio público às escolas privadas - a direita exercita movimentos de protesto ao estilo “tea party” com o aplauso dos políticos de direita. Mais episódios como este se seguirão, sem dúvida, dentro de momentos.
A austeridade recessiva, o tipo de consolidação do défice e da divida que não leva a lado nenhum, não pode deixar de suscitar protesto e resistência e bom seria que os economistas incorporassem esta variável nos seus modelos.

Há, é claro, um protesto e a uma resistência que podem levar a algum lado: coesão europeia e consolidação pelo crescimento.
Mas esse é o protesto que em toda a Europa tem como alvo a direita que aplaude a austeridade recessiva.
Onde está essa direita? Em muitos sítios, mesmo em partidos ditos de esquerda. Mas há uma direita particularmente manhosa e perigosa a que é preciso estar atento agora mais do que nunca: a que representa o topo da pirâmide do rendimento e do poder económico, a que engordou no forrobodó financeiro, a que pensa tudo ter a ganhar com a via da austeridade recessiva e ainda por cima tenta cavalgar o descontentamento que essa mesma austeridade inevitavelmente origina.
Acrescento, para que não haja ambiguidades, que considero o corte nos subsídios ao ensino privado, onde não existe falta de oferta pública, inteiramente justificado e só não compreendo como é que isso não aconteceu há mais tempo.
Parece-me também que se deveriam considerar, com cuidado, soluções de integração dos professores afectados na escola pública.


Publicado por Xa2 às 14:07 de 27.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Escolas Privadas e Cidadania

Coisas mais naturais

A coisa mais natural não é envolver crianças em manifestações para exigir dinheiro ao governo que todos nós suportamos em elevados impostos, seria, isso sim,  publicar as contas para que todos ficássemos a saber que dinheiro os colégios privados recebem, como são gastos e que lucros/prejuízos dão. Dos cerca de uma dúzia consultada, em Lisboa e no Posto, nenhum faz publicação das respectivas contas nos seus respectivos portais informativos.

Outra coisa mais natural seria levar o cartão de eleitor quando se vai exercer o direito/dever de cidadania em vez de se pedir a demissão do ministro por mediocridades e irresponsabilidades alheias.

Enfim a sociedades que somos habituados a mamar na teta orçamental que tanto criticamos e a sacudir, para cima de capotes alheios, os pingos de água enjeitados.

Continuamos a andar de tanga no meio de um pântano que continuamos a aumentar.


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Publicado por Zurc às 12:48 de 27.01.11 | link do post | comentar |

GREVES NOS TRANSPORTES

Semana de 7 a 14, dias de lutas e agitações nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto

A machada caiu sobre as folhas de ordenados de Janeiro, já nada de, substancialmente, significativo alterará as circunstâncias e argumentos para iremos ter uma semana de Fevereiro acalorada, como há muito se não verificava, na mobilidade e circulação de pessoas e mercadorias. Mesmo que chova e, se chover, muito naturalmente, aumentará a temperatura circulatória automobilística citadina.

As paralisações, particularmente, dos transportes publicos, durante a semana de 7 a 14 do mês de Fevereiro, serão, pelo menos, a seguintes, tome nota:

A luta, segundo os sindicatos subscritores das convocatórias, é contra a diminuição dos salários, a garantia dos direitos adquiridos, o respeito pelos direitos de cidadania dentro das empresas, entre outros.

Relativamente aos salários, os sindicatos vão exigir um aumento de 4,5 por cento, indicou o dirigente da UGT, Sérgio Monte, que acrescentou "No plenário do dia 27 vamos propor aos trabalhadores a realização de mais greves em Março à segunda e sexta-feira, por períodos de duas horas, de manhã e à tarde".

Para Março devem ser marcadas novas greves, isto porque só em Fevereiro é que os trabalhadores vão ter uma noção mais real dos cortes que sofreram, diz Sérgio Monte, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Afins (SITRA).

Os sindicatos das empresas de transportes também estão a ponderar apresentar providências cautelares para travar os cortes salariais, mas apenas depois de concretizado o corte dos vencimentos.

Tenho como certo que as medidas assim tomadas, pelo governo, ferem os princípios constitucionalmente consagrados da igualdade e da equidade. Aos sindicatos resta elaborar processos que visem pedir a declaração de inconstitucionalidade das medidas e o respectivo ressarcimento dos descontos efectuados. A greve é, conforme toda a gente deveria saber, “a última arma a ser usada” para defesa dos legítimos e reais interesses dos trabalhadores e não para outras finalidades.



Publicado por Otsirave às 00:09 de 27.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Os eleitores fantasma

A abstenção técnica chega à imprensa, sem que a verdadeira questão política aflore

Dois jornais publicaram estimativas dos «eleitores fantasma» que assombram os cadernos eleitorais.

No Correio da Manhã chega-se, citando a Aximage e através de um raciocínio quase idêntico ao meu, à estimativa a que eu cheguei: 8,37 milhões de potenciais eleitores residentes em Portugal. Simplesmente, depois o Correio da Manhã assume o número errado de eleitores recenseados: 9,62 milhões e não 9,43. Penso que devem somar os recenseados no estrangeiro aos recenseados em território nacional (o que não faz sentido), e portanto ficam com uma estimativa dos «eleitores fantasma» superior à minha (em 200 mil).

Quanto ao jornal i, através de um raciocínio que não consigo reconstituir, chega a uma estimativa inferior, de apenas 800 mil. (Mantenho o meu número, um milhão.) Mas o i abordou algumas individualidades que lançam explicações para a discrepância. A sobrevivência de mortos nos cadernos eleitorais é assumida por todos, e o porta-voz da CNE chega a dizer que aos «110, 115 anos» são automaticamente eliminados. O que leva à conclusão de que quem morre aos 70 pode sobreviver 40 anos nos cadernos eleitorais. Outros falam nos emigrantes (para o estrangeiro) e nos «duplos registos».

O que força a que se coloque a questão que tem escapado ao debate: como é que ainda ninguém acabou com isto? Ora bem. Acontece que as freguesias não apenas recenseiam os eleitores, como beneficiam de manter o número de recenseados elevado. Mais eleitores são mais mandatos autárquicos, maiores salários para os autarcas, e maiores subvenções para equipamentos sociais. Não há vantagem alguma em eliminá-los.

Ricardo Alves [Esquerda Republicana]



Publicado por JL às 00:05 de 27.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Dia Europeu da Opera – 2010, em Pamplona-Espanha

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Publicado por Zurc às 21:11 de 26.01.11 | link do post | comentar |

Ensino privado, dinheiro público

O Governo entende, e bem, que o Estado não deve financiar os colégios privados com contrato de associação (onde o ensino é, como nas escolas públicas, pago pelos contribuintes) com valores superiores àqueles com que financia as escolas públicas.

Mas os colégios querem mais, e, ontem, dirigentes de alguns deles, arrastando consigo pais e crianças (há notícia de casos em que as crianças que não foram a essa e a outras manifestações promovidas pelos colégios tiveram falta), depositaram caixões junto do ME, querendo com isso simbolizar a "morte" do ensino privado... por ter que viver com o mesmo com que vive o ensino público. É a "iniciativa privada" no seu melhor: sempre a clamar contra o Estado e, ao mesmo tempo, sempre a exigir subsídios e apoios.

Diz a ministra que o Estado não deve contribuir com dinheiro dos contribuintes para as piscinas, o golfe e a equitação de alguns colégios privados, e é difícil não lhe dar razão.

Mas talvez esta fosse boa altura para, finalmente, o ME ir mais fundo e apurar o destino que é dado em alguns desses colégios aos dinheiros públicos. Saber, por exemplo, se todas as verbas destinadas aos professores chegarão ao seu destino ou se, em certos casos, o Estado não andará a financiar, afrontando a Constituição, um ensino abusivamente selectivo e confessional, onde os professores têm, de novo só por exemplo, que "participar na oração da manhã na Capela".

Manuel António Pina [Jornal de Notícias]



Publicado por JL às 10:50 de 26.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Davos, O Forum Economico Mundial

Começou hoje, dia 26 de Janeiro a cimeira mundial económica de Davos, Suíça.

Sairá, finalmente, alguma coisa de útil e equilibradamente sustentável daquelas cabecinhas doiradas ou tudo continuará como dantes, as clivagens sociais a agravarem-se cada vez mais?

O Fórum Económico Mundial de Davos, que vai na sua 35ª realização, vai debater, este ano, a crise em torno das dívidas europeias e, segundo corre nos órgãos de comunicação social, tentar encontrar soluções.

A ser assim, debater só e apenas a “crise em torno das dívidas europeias” é o mesmo que dizer não enfrentar o boi pelos cornos. Parece já terem esquecido que a crise actual até teve inicia em bolhas e lixos especulados por todo o planeta e tiveram os primeiros estoiros nos EUA.

Se ficarem só por paliativos ou se os remédios forem apenas aplicados a certos doentes europeus nada será resolvido e as economias continuaram a viver em ziguezague fugindo a tributações fiscais, passando por praças financeiras clandestinas.

Fazemos figas para que algumas medidas de fundo e, consistentemente, possam ser implementadas para por termo a tanta especulação e clivagens económicas e sociais quer em cada país como nas mais diversas regiões e por todo o mundo.



Publicado por Otsirave às 10:21 de 26.01.11 | link do post | comentar |

Serviço Publico

Amanhã, dia 27 às 18H00 nos Paços do Concelho, Lisboa



Publicado por Zurc às 09:27 de 26.01.11 | link do post | comentar |

Empresas Públicas e Justiça em Portugal

Património (de todos nós) a saque (parte 1)


Algumas coisas, poucas, até se vão sabendo, mas não acontece nada.



Publicado por Izanagi às 01:32 de 26.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

PROJECTO FAROL, ESTRANHAS COINCIDÊNCIAS

Um inquérito de resultados, muito, questionáveis

O Projecto Farol* encomendou uma sondagem de opinião que conclui(?) aspectos interessantes como seja o facto de 94% dos inqueridos desconfiarem das classes políticas; 90% desconfiarem do governo; 89% desconfiarem dos partidos; 84% desconfiarem da Assembleia da República; 76% desconfiarem dos tribunais; 75% desconfiarem dos sindicatos e igual percentagem desconfiarem da administração pública.

Quero afirmar aqui que eu não fui inquirido, o que teria aumentado tais percentagens de desconfianças além de que, também, acrescentaria a desconfiança nos empresários em pelo menos 98% e dos banqueiros em 99,9%, visto que, tanto uns como outros, são dos mais abusivamente bem pagos deste país e ao nível mundial e responsáveis pela actual situação de crise económica e social em que nos encontramos.

O curioso, em tal inquérito, é o facto de 78% dos portugueses inqueridos (não conheço ao certo qual foi o universo, entre os mais de 10 milhões, de inquiridos) que desconfiam do Estado acham, simultaneamente, que essa mesma entidade, impessoal, é o mentor da competitividade e do desenvolvimento económico.

Igualmente interessante é, também, o facto de 54% dos que têm má opinião do Estado acharem que ele tem a obrigação de apoiar iniciativas de empreendedorismo e apoiar a criação de emprego que aos detentores dos lucros empresariais mais competiria fazer.

Estranho (será?), também, o facto de tal inquérito não abordar a questão de que em Portugal, nos últimos quinze anos, se evoluiu perigosamente, para um estado social de profundas clivagens, entre os que tanto recebem e os que tudo perdem, permitindo-se níveis remuneratórios e leques salariais a raiar o absurdo e a vergonha.

*Comissão Executiva: Daniel Proença de Carvalho (Chairman), António Pinho Cardão, Belmiro de Azevedo, Jorge Marrão, José Maria Brandão de Brito, Manuel Alves Monteiro. Relatores: Ricardo Morais, Rosa Borges, Teresa Anjinho.

Lendo o manifesto de lançamento do “Projecto Farol” verifica-se que o mesmo está ligado à empresa de auditoria Deloitte, dado que o mesmo se inicia com o seguinte parágrafo: “A Deloitte comemora esta ano 40 anos de actividade em Portugal. Foi entendimento dos seus responsáveis assinalar a data com o lançamento, muito recentemente, de um Think Tank, designado Deloitte Circle. O primeiro trabalho a ser levado a cabo por esse Think Tank é designado Projecto Farol, cujo lançamento e respectivas linhas força são hoje dados a conhecer através do presente documento.” Esse documento é um manifesto.

A Deloitte, como quase toda a gente sabe, embora tenha parcerias de cooperação em projectos de solidariedade social, nomeadamente com a Unicef e AMI, também tem alguns pés de barro e telhados de vido, ou não fosse ela de origem inglesa, país que serve de lança americana no coração da Europa para tudo o que sejam estratégias de crescimento económico.

Concluindo, não á ponto sem nó nem são servidos almoços de borla. 


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Publicado por Zé Pessoa às 00:09 de 26.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

E agora?

Carlos Silvino diz que todos os condenados são inocentes, que mentiu em tribunal.


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Publicado por JL às 23:37 de 25.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Contraste cultura / religião e não só...

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Publicado por JL às 22:49 de 25.01.11 | link do post | comentar |

Cavaco não afastou clima de suspeição

O Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira considerou que o Presidente reeleito, Cavaco Silva, não conseguiu afastar o clima de suspeita durante a campanha eleitoral.

D. Januário Torgal Ferreira sublinhou que a reeleição do actual Presidente não foi ao encontro das suas expectativas pessoais, lamentando que que Cavaco tenha optado pelo silêncio perante os ataques dos adversário.

Sobre o futuro, o Bispo das Forças Armadas disse esperar que o Presidente da República cumpra a promessa de ser provedor de todos os portugueses, uma função que não pode ser assumida com recados indirectos.

D. Januário Torgal Ferreira espera ainda que não haja uma crise política, sublinhando que não faltarão apetites, nomeadamente do PSD.

Mas antes disso era importante que o Partido Social Democrata apresentasse soluções para o endividamento e para a falta de emprego, os dois flagelos da sociedade actual, comentou D. Januário Torgal Ferreira.

[TSF]



Publicado por JL às 22:24 de 25.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Absurdas contradições entre as realidades e as politicas

Estudo do Ministério do Trabalho afirma que o risco de pobreza é de 12% entre os trabalhadores portugueses e é 66,66% do risco de pobreza total, enquanto na Europa é de 8% e 5o%, respectivamente. Isto revela, bem, o que é a política dos baixos salários e o resultado do que foi o ano europeu do combate pela irradicação de pobreza, muito particularmente em Portugal.

A distribuição de rendimentos em Portugal - diz o mesmo estudo é das mais desiguais da Europa, apesar de se verificar uma diminuição entre 1995 e 2008.

As desigualdades salariais têm- se atenuado em Portugal desde 2005 diz ainda o dito estudo!

Entretanto na Concertação Social trabalha-se para novas medidas legislativas que empobreçam mais os trabalhadores como a diminuição das indemnizações por despedimento e fazendo pagar uma taxa para pagar o próprio despedimento!

Tudo em nome do realismo de Helena André que diz que é melhor fazer alguma coisa do que estar parado! Há coisas que mais valia estar parado do que caminhar para o abismo! A história dirá, embora os que vão sofrer na pele as medidas não comam livros de História!

Apoiado em A. Brandão Guedes [Bem Estar no Trabalho]



Publicado por Otsirave às 17:06 de 25.01.11 | link do post | comentar |

Serviço Publico

Estágios na Administração Local:

1.330 vagas nas mais diversas áreas, de Norte a Sul do país.

Abriram esta segunda-feira o prazo para as candidaturas aos 1.330 estágios na administração local. Os interessados podem candidatar-se através da Internet até ao próximo dia 4 de Fevereiro.
Quem quiser entrar na quarta edição do Programa de Estágios Profissionais na Administração Local (PEPAL) pode fazê-lo através do site da Direcção-Geral das Autarquias Locais (www.portalautarquico.pt).



Publicado por Zurc às 15:23 de 25.01.11 | link do post | comentar |

Quanto vão receber do Estado os candidatos presidenciais

Manuel Alegre vai receber em subvenções estatais menos 514 mil euros do que tinha previsto. Já Cavaco Silva terá mais 351 mil euros do que o antecipado. Ao todo o Estado vai distribuir 3,8 milhões pelos quatro candidatos que conseguiram mais de 5% dos votos.

Manuel Alegre perdeu anteontem as eleições presidenciais e corre também o risco de perder o equilíbrio das contas da campanha. Isto, porque o número de votos que obteve no domingo apenas lhe confere o direito a receber 835 mil euros de subvenção estatal quando, no seu orçamento, tinha antecipado uma verba de 1,35 milhões nesta parcela.

O candidato apoiado pelo PS, BE e MRPP, esperava também obter 500 mil euros em contribuições de partidos e 50 mil euros em donativos para pagar as despesas totais orçamentadas em 1,9 milhões de euros. Todavia, se não se ultrapassarem as receitas oriundas de partidos e donativos, e a comprovar-se o total de despesas, a candidatura de Alegre ficará, assim, com um prejuízo de mais de meio milhão de euros nas mãos.

Já Cavaco Silva, tudo o indica, ficará com um excedente de 351 mil euros, pois apenas tinha antecipado 1,57 milhões de euros em subvenções estatais e, face à sua votação, vai receber 1,92 milhões de euros. Ou seja, apenas precisará de usar menos de 200 mil euros dos 550 mil que esperava obter em donativos para saldar todas as despesas de campanha, estimadas em 2,12 milhões de euros.

Quem também sai a ganhar destas eleições, não só pelo resultado surpreendente, mas também pelo lado financeiro, é Fernando Nobre. O candidato independente esperava obter 511 mil euros em subvenções estatais, mas vai receber um total de 835 mil euros, ficando os custos da campanha, orçada em 842 mil euros, quase cobertos na totalidade.

O candidato Francisco Lopes tinha inscrito nas suas receitas 512 mil euros de subvenções estatais, mas, face à votação alcançada, apenas vai receber 424 mil euros.

Já José Manuel Coelho e Defensor Moura não receberão qualquer subvenção porque não atingiram os 5% de votação. O primeiro, tinha previsto no orçamento de campanha receber 10 mil euros; o segundo, cerca 225 mil euros.

[Jornal de Notícias]



Publicado por JL às 14:57 de 25.01.11 | link do post | comentar |

Um Presidente mísero

Já tínhamos tido o "sisudo", o "bonacheirão" e o "piegas".

Depois dos discursos na noite eleitoral, passamos a ter o "rancoroso".



Publicado por JL às 14:41 de 25.01.11 | link do post | comentar |

OS CRÉDITOS DE MÁRIO CRESPO E, OS NOSSOS

O Mário Crespo, através de um texto que escreveu e fez publicar algures em órgão de Comunicação Social, queixou-se que muita gente, especialmente o Ministro das Finanças, lhe devem muito dinheiro. A ele e a quase todos nós, honestos cidadãos deste país, pagantes das suas contas, de taxas e dos impostos que sem apelo nem agrado nos impõem.

Queixou-se porque lhe disseram que as contas publicas estavam sãs quando elas se encantavam (e encontram) mais doentes que nunca.

Queixou-se porque já tentou os homens do fraque e nem mesmo assim consegue reaver o dinheiro que lhe foi pilhado (e, continuarão a extorquir com sua própria benevolência).

Na minha modéstia opinião, acho que Crespo teria toda a razão se, como todos nós de uma forma ou de outra, não fosse conivente com as situações que tanto critica e não tivesse, também como e quando pode, beneficiado, directa ou indirectamente, dos dinheiros publicos. Não foi ele funcionário de RTP e não tem sido o canal publico um sorvedouro dos dinheiros publicos?

Contudo, a avaliar pelos investimentos, não tardará muito que os portugueses comessem a ser ressarcidos dos seus créditos. Deixaremos de importar petróleo e outras fontes de energias, dado que nos tornaremos autónomos, a avaliar pelos resultados do Parque Eólico de Terra Fria, Montalegre, um investimento de 126 milhões de euros, há dias inaugurado pelo primeiro-ministro, tendo "capacidade para fornecer energia a toda a região do Alto Tâmega". Que se multipliquem!

A menos que suceda como o que vem acontecendo com a ponte 25 de Abril, parque contentores de Alcântara, Estradas de Portugal, Aeroportos, etc.

Descansem os crespos deste país que se o governo e os portugueses não forem capazes de inverter tais situações cair-nos-á em cima a prensa chamada FMI e esmagar-nos-á até ao tutano, sobretudo, aos não crespos.



Publicado por Zé Pessoa às 00:09 de 25.01.11 | link do post | comentar |

Eu também compro

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Publicado por JL às 00:05 de 25.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Para onde foram mais de 294 mil votos?

Manuel Alegre lutou mas não venceu. O candidato apoiado pelo PS e BE alcançou nestas eleições 19.75% dos votos contra 20.70% em 2006, ou seja menos 294559 votos.

Manuel Alegre, outrora o candidato rebelde e independente que conquistou o voto de mais de um milhão de portugueses, perdeu a luta nestas eleições presidenciais, mesmo contando com o apoio do seu partido de sempre, o PS, do BE e do PCTP/MRPP.

O candidato assumiu todas as responsabilidades pela derrota, isentando os partidos que o apoiaram, mas houve falhas. E esse mesmo apoio, aliado a alguma falta de tacto que Alegre demonstrou ter no contacto com as pessoas, pode ter ajudado à perda de votos.

Depois de mais de um milhão de votos em 2006, o candidato que um dia foi independente não conseguiu alcançar o seu objectivo destas eleições: ir a uma segunda volta. Nem em Águeda, a sua terra natal, conseguiu convencer e perdeu para Cavaco Silva.

Resta agora saber qual será a próxima luta de Manuel Alegre, o candidato que um dia surpreendeu o país.

[Sapo]



Publicado por JL às 00:03 de 25.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Esquina da Vergonha

 

Fomos visitar o Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar, em Lisboa. Um gueto, bem dentro da malha da cidade.

Esta zona em tempos foi uma imensidão de barracas que agora deu lugar a prédios de habitação social e de venda Livre. Morreram as Musgueiras, para dar lugar ao nome Alta de Lisboa. Se antes se vendia droga nas barracas, agora vende-se nos prédios, por vezes ombro a ombro com polícias ali destacados para fazerem serviço na 41 ª esquadra.

Este bairro é com frequência notícia, mas raramente pelas melhores razões, está associado ao tráfico e consumo de droga e a outro tipo de crimes que geram sentimentos de medo, até naqueles que lá nasceram.

Fez agora no dia 22 de Janeiro, dois anos, pouco passava das 21H00 e José António Tavares Barreto, o "Santos", como era conhecido na zona, estaria a conversar com um grupo de rapazes à entrada deste bairro de habitação social. Segundo o pai, terá havido um "desentendimento" e um deles disparou um primeiro tiro. O filho ainda terá fugido, "a correr", mas decidiu voltar atrás e foi recebido com quatro tiros no peito. José Barreto caiu, inanimado, no chão, num terreno baldio localizado nas traseiras da Escola Básica nº 91. Quando o INEM chegou, já nada havia a fazer. O óbito foi declarado no local. A vítima tinha já vários antecedentes criminais relacionados com tráfico de droga e saíra da prisão há pouco tempo, segundo fonte da Polícia Judiciária (PJ) à data. Por isso, os investigadores acreditam que um ajuste de contas nesta área possa estar na origem do crime.

A 3ª Divisão de Polícia desenvolveu durante o ano 2010 algumas operações que resultaram na detenção e apreensão de material relacionado com o tráfico de estupefacientes, armas de fogo entre outros objectos para aquisição da droga, nomeadamente, ouro, prata, relógios, telemóveis.

A presença de clientela disposta a comprar e uma constante, gente que está operar na rua e não tem medo da polícia, são alguns, acreditam nos seus sistemas de segurança, mão-de-obra não falta, possivelmente alguns aguardam a sua oportunidade.

Alguém tem que abrir os olhos para esta realidade dramática, triste e lamentável, que se está a passar no bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, O movimento de drogas no bairro é um problema que está a tornar-se crónico.

Com a demolição dos edifícios degradados, nomeadamente o antigo Castanheira de Moura, vários moradores referem que se sentem ainda mais inseguros, os toxicodependentes que frequentavam o respectivo barracão, estão a entrar para dentro do bairro e utilizar esquinas e recantos para consumir.

Espaços como cafés e colectividades, estão a ser invadidos por este tipo de população.

Resolveu-se uma situação grave mas entretanto outros fenómenos daí advêm e o problema mantém-se ou até se agrava.

Gonçalo 



Publicado por Gonçalo às 00:01 de 25.01.11 | link do post | comentar |

Votar

Os estudos de opinião que têm sido publicados não conseguem prever com exactidão a percentagem de abstenção para a eleição presidencial. No entanto, espera-se que seja alta. Hoje, no Público, é perguntado a várias personalidades o que acharam da campanha e se esta mudou o seu sentido de voto. Há duas correntes:

os que vão votar mas insistem na pobreza da campanha;

e os que não vão votar, abraçando o niilismo abstencionista por entre a amargura (Vasco Pulido Valente) e a desilusão (José Gil).

São escolhas. No fim de contas, esta vai ser apenas mais uma eleição, para um cargo que confere um poder mais simbólico do que real, e seria difícil encontrar melhor ocasião para expressar descontentamento em relação à situação política actual.

Mas será esta apenas mais uma eleição? Vejamos:

a crise em que o país se encontra mergulhado; a pressão internacional para que sejam tomadas medidas de austeridade duríssimas; a descredibilização do Governo que foi eleito há menos de um ano.

Neste panorama, grande parte da esquerda decidiu enveredar pelo apelo à abstenção, chegando muitos a mostrar mais empenhamento do que mostrariam caso tivessem um candidato em quem votar. Seria comovente, este empenhamento, se não fosse pateticamente sectarista.

Todo e qualquer voto é sempre um voto útil.

Um voto esclarecido é um voto que encontrou defeitos num candidato ou num partido, mas acaba por se decidir pelo menor dos males. Aquele que tenha lido o programa de um candidato ou de um partido a qualquer eleição e concorde com tudo, do princípio ao fim, que atire a primeira pedra. Não há unanimidades (sim, a unanimidade, como disse o grande reaccionário Nelson Rodrigues, é burra) nem gente perfeita; e concedo que um político, qualquer que seja ele, é ainda menos perfeito.

Da mesma maneira, a decisão de não ir depositar o voto na urna pode ser tão útil como o voto no candidato - discordando de todos os candidatos, o abstencionista deixa-se ficar no calor da decisão abstencionista (na realidade, uma não-decisão), renegando o maior bem que uma democracia tem para oferecer: o voto. Um abstencionista - acreditem que sei do que falo, passei por cima de muita eleição - encontra conforto em várias coisas - na atitude de protesto, no gesto que julga de combate, na crença de que o voto é na verdade ilusório, e que nada poderá mudar.

Mas a verdade é que, na maior parte das vezes, o único real conforto é o que sente ao não sair de casa, ao preferir ir à praia, o conforto burguês de quem delega nos outros decisões que devem passar por todos.

Claro que há aquela minoria que diz ser contra este sistema; estão no seu direito de não votar, embora eu ache que, nesse caso, seria mais coerente a recusa da cidadania e de todas as benesses que esta traz. Uma vez mais, o conforto fala mais alto; e é muito fácil para o ser humano convencer-se de que tudo o que faz está correcto - está nos tomos de psicologia. Mesmo que o bom senso indique precisamente o contrário.

O único voto de protesto coerente é o voto em branco - e o nulo anda muito perto. Quem vota em branco aceitará o sistema político do país onde vive - caso contrário pediria a recusa de nacionalidade - mas recusa os candidatos ou partidos que vão a concurso. Uma escolha deste tipo seria, claro, o menor dos males. O votante em branco não se interessa por quem o governa ou preside ao país, é-lhe indiferente. E por isso tem de aceitar qualquer decisão que o poder tome. Para que não possa ser acusado de incoerência. O voto de protesto é coerente, mas será sensato? E até que ponto é produtivo?

O outro caminho que resta - o voto num dos candidatos - é tão útil como o voto em branco ou o voto nulo (mas mais sensato do que a abstenção, porque menos hipócrita). Não há políticos heróis, porque o herói apenas nasce quando o Homem morre. Mas a utilidade do voto reside noutra coisa:

o que será melhor, no momento em que votamos, para as nossas vidas?

Regressando a estas eleições, recordemos o que está em causa: a reeleição de um candidato que baseou toda a sua imagem numa pose de estadista credível, sério, competente e honesto. Cavaco, durante anos, alimentou esta imagem, viveu disto. Daí os seus silêncios, as suas ausências. A imagem de Cavaco, construída fora de palco, dependeu sempre da bondade da comunicação social. Nunca foi escrutinado, questionado, pressionado. Os seus apaniguados, presentes em todos os palanques mediáticos, foram criando uma aura mítica à sua volta, enquanto os seus amigos iam preenchendo lugares em organismos públicos, fundando empresas que bebiam da teta estatal, criando grupos económicos tão poderosos que se tornaram imunes ao poder político. E claro, os amigos mais próximos, os do coração, entretiveram-se a fundar um banco, o BPN, que serviu sobretudo para o rápido enriquecimento deles próprios.

E Cavaco, na sombra de um interregno na política, foi também beneficiando deste banco laranja, sem que nunca fosse posta em causa a tal imagem séria construída ao longo de anos. Nesta campanha, tudo parece ter desabado. Por isso, é natural que a clique cavaquista que colonizou os painéis do comentarismo televisivo e jornalesco ache que foi muito fraca, a campanha. A táctica de desvalorizar o que é verdadeiramente importante numa eleição onde, não se esqueça, vamos votar numa pessoa, e não num programa partidário, vem em todas as sebentas. Para que quem vota não se interesse, concorde, não pense na importância do simples gesto de votar.

O que aí vem - o embate das medidas de austeridade que toda a gente vai sentir - é demasiado grave para o alheamento. O que aí pode vir - a eventual vitória de Cavaco; a provável dissolução da Assembleia; a possível vitória do PSD nas legislativas; Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro - é a concretização do mais perfeito sonho molhado da direita liberal do nossa país:

medidas de austeridade ainda mais duras; o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, num processo regressivo que imitará o que sucedeu recentemente nos EUA, mas no sentido contrário; a prometida (ameaçada?) revisão constitucional, o que significará a derrota definitiva dos ideais de Abril; uma revisão laboral que penalizará ainda mais os trabalhadores, caminhando para a flexibilização total do mercado de trabalho, de modo a que a economia possa competir com os países emergentes, o que na prática representará uma regressão de quarenta anos; a privatização de todas as empresas públicas que ainda existem, com tudo o que isto tem de penalizante, tanto para a economia do país como para todos os cidadãos.

Poderá ser de outra maneira? A única via de saída, sinceramente, será que não aconteça a tal tríade perigosa que Sá-Carneiro sonhou para o seu PPD: uma maioria, um governo, um presidente. E podemos começar por não eleger Cavaco, o patrocinador do rumo errado, omnipresente na luz ou na sombra, que o país levou nos últimos vinte anos.

Votar, claro, é o mais poderoso instrumento que temos para evitar esta derrocada. Afinal, será muito mais cómodo para todos ir depositar o voto.

Sérgio Lavos [Arrastão]

A imagem é de Gui Castro Felga


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Publicado por Xa2 às 14:07 de 24.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Os Silvas de malas aviadas para Belem

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Publicado por JL às 11:03 de 24.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Para os que ficaram, alegremente, tristres e para os outros todos, também

Optimismo? Pois claro!

Já não era sem tempo, aparecer uma notícia que nos alegrasse!

Finalmente, uma comprovada constatação que nos permite sentir algum orgulho...

Um estudo recente, conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa, mostrou que cada português caminha, em média, 440 km por ano.

Outro estudo, feito pela Associação Médica de Coimbra, revelou que, em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano.

Feitas as contas chega-se à, maravilhosa, seguinte Conclusão: Cada português consome, em média, 5,9 litros aos 100km, ou seja, é bastante económico!

...Afinal, nem tudo está mal, neste País! É preciso sermos positivos e fazer cara alegre, atributos que, por enquanto, o governo ainda não tachou.


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Publicado por Zurc às 10:45 de 24.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Enriquecimento ilícito: Petição Correio da Manhã

"O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O agente político ou equiparado não será punido se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."

Leia e assine aqui a petição do Correio da Manhã.



Publicado por [FV] às 10:18 de 24.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

IMUNIDADE PORQUÊ ? . . . PARA QUÊ ? . . .



Publicado por [FV] às 10:17 de 24.01.11 | link do post | comentar |

NAS FREGUESIAS, AINDA, VIGORA A INCOMPETENCIA

Nem executivos ou tão pouco as assembleias dão mostras de qualquer preocupação pela falta de informação aos fregueses.

Nos termos do disposto na alínea a) do Artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 305/2009, de 23 de Outubro compete, à assembleia de freguesia, aprovar a proposta apresentada pelo executivo o modelo de Estrutura Orgânica dos Serviços de juntas de freguesia.

De igual modo e nos termos da alínea b), o mesmo Artigo define o número máximo de unidades orgânicas e ainda, conforme disposto na alínea c) do, determina o número máximo total de subunidades orgânicas.

Segundo li, numa informação, assinada pela respectiva Presidenta (na moderna terminologia brasileira) colocada nos habituais placards informativos da Junta de freguesia da Ameixoeira o executivo aprovou, na sua respectiva reunião de 30/11/2010, uma nova estrutura de organização dos serviços que submeteu à da Assembleia na sessão de 22/12/2010 onde terá sido votada favoravelmente, não se sabendo se com alterações ou sem elas.

O paradoxo da questão é que a senhora Presidenta solicita, a quem a elegeu e caso queira conhecer da nova orgânica gestionária dos serviços, se desloque a junta para ler o documento.

Pergunto:

Acrescenta-se que, nos termos do nº 5 do Artigo 15.º, as deliberações referidas nos números anteriores são publicadas em edictal, a afixar nos lugares de estilo da freguesia, sob pena de ineficácia.

Significa isto que tais deliberações, no caso da Freguesia da Ameixoeira ainda não podem produzir eficácia legal.

Enfim, continuamos a ser representados pela incúria, pela incompetência e por oportunistas.

P.S.

Em boa hora, conforme aqui se noticia, PS e PSD chegaram a acordo e apresentaram, conjuntamente, uma proposta de Projecto de Lei que altera a composição de Freguesias em Lisboa. De 53, o projecto, propõe a redução para 24, uma redução, significativamente, louvável. Seria, igualmente louvável, que estes e os outros partidos tivessem, também, a coragem de ser criteriosos na escolha de candidatos com qualidade e competência para o exercício do “Bom Governo” das freguesias, conforme, também aqui e aqui, já abordamos.

 



Publicado por Zé Pessoa às 00:07 de 24.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

RESULTADOS DAS ELEIÇOES PRESIDENCIAIS

 

Alegre reconhece derrota pessoal e rejeita responsabilidade do PS

O candidato Manuel Alegre assumiu, pessoalmente, a derrota nas presidenciais, garantindo que esta é sua e não “daqueles que o apoiaram”, rejeitando qualquer responsabilidade do PS, recordando que “todos os candidatos”, a começar por Cavaco, tiveram menos votos.

No discurso no hotel Altis – que contou com a presença do secretário-geral do PS, José Sócrates – Manuel Alegre salientou que “não foi o Partido Socialista que perdeu este combate”.

“Assumo pessoalmente esta derrota. Rejeito qualquer comparação com outras eleições. Cada eleição tem a sua dinâmica própria”, disse.

Segundo o candidato derrotado – que afirmou já ter felicitado Cavaco Silva pela vitória nas presidenciais – “em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber pelo que se luta”.

“A derrota é minha, não é daqueles que me apoiaram. Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor”, reforçou, saudando o PS, Bloco de Esquerda e demais partidos e movimentos cívicos que o apoiaram na corrida a Belém.

Questionado pelos jornalistas sobre o que falhou para não ter conseguido uma segunda volta, o candidato rejeitou que o apoio dos partidos tenha falhado. “O que falhou foi eu não ter conseguido o resultado que pretendia. Aliás, todos os candidatos, a começar pelo vencedor, tiveram também menos votos. Isso em nada diminui a legitimidade da sua eleição”, declarou.

À pergunta se poderia ter sido prejudicado por ter o apoio do partido que está no executivo, Alegre garantiu que “não era candidato do Governo”. “Era um candidato que se apresentou por decisão pessoal e que foi apoiado depois pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda e outros partidos”, relembrou.

O ex-dirigente socialista disse ainda estar “nos combates do PS para o bem e para o mal”. “A riqueza e a força do PS é sermos um partido plural, onde há divergências e liberdade”, defendeu.

[Público]



Publicado por Izanagi às 23:32 de 23.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Um exemplo que confirma a regra de praticas caciqueiras

Queixa contra Câmara do Seixal

Júlio Almas, funcionário da Câmara do Seixal (PCP) há 17 anos, perdeu a paciência com os alegados atropelos aos seus direitos laborais, o que, a confirmar-se, contraria todo o discurso dos comunistas em defesa dos trabalhadores.

Segundo fontes camarárias, Júlio Almas - que se recusou a falar ao DN, alegando estar o caso em segredo de justiça - apresentou esta semana uma queixa na Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) e informou todos os vereadores, bem como as centrais sindicais (CGTP e UGT) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

Impedimento de entrar nas instalações da câmara e subsequente marcação de 63 faltas injustificadas, não atribuição de trabalho ou funções, impedimento de promoção na carreira e de fazer horas extraordinárias, perda de subsídio de turno sem justificação, são algumas das práticas alegadamente cometidas pelas chefias de Júlio Almas e que constam do documento por si enviado, em Dezembro passado, ao presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro.

A autarquia respondeu ao DN por escrito: "A Câmara Municipal do Seixal não divulga quaisquer dados que digam respeito à gestão dos seus recursos humanos. Tendo em conta que as questões colocadas se enquadram todas nesta matéria, entendemos que não há lugar a respostas directas, nem nos cabe tecer quaisquer comentários sobre o assunto."

Na carta enviada a Alfredo Monteiro, a que o DN teve acesso e onde se dá a entender que haverá vários outros "trabalhadores perseguidos, injuriados e desprotegidos", Júlio Almas escreveu: "(...) trabalhador exemplar (conforme classificação de serviço), vejo a minha situação laboral transformada num autêntico inferno dantesco", com consequências "resultantes de penalizações consecutivas perpetradas por esta Câmara."

"Compreendo que se queira mostrar uma câmara exemplar, onde os direitos dos trabalhadores são sempre consagrados por uma política democrática e humanitária. Mas considero inadmissível que, perante os constantes atropelos dos direitos de um trabalhador inconveniente, se proceda ao seu saneamento por intermédio de manipulação, só para mostrar que nesta Câmara [onde o PCP tem maioria absoluta] tudo vai bem", declarou Júlio Almas - que foi candidato à junta de freguesia do Seixal pelo Bloco de Esquerda.

"E isto tudo com a atitude letárgica e conivente do sindicato para o qual deduzi um por cento do meu ordenado durante 17 anos consecutivos", adiantou o funcionário, informando Alfredo Monteiro de que iria enviar uma cópia da carta "a todos os vereadores" da Câmara, ao STAL e ainda às duas centrais sindicais, CGTP e UGT.

O STAL também é visado: "Por não entender a razão pela qual o sindicato não agiu em conformidade com os seus princípios de defesa, justiça e direitos no trabalho, decidi procurar a resposta para os seus actos de subserviência ao poder executivo camarário."

"Decidi saber porque 17 anos de pagamentos de quotas, manifestações e greves que perdi a conta, só significaram desprezo (...). Sei, agora, que alguns dos delegados sindicais do STAL colocados na Câmara do Seixal são, ao mesmo tempo, autarcas e ou candidatos representantes" do PCP.

"Considero inadmissíveis existirem delegados sindicais que, quando estão representados pela força política vigente, defendam os interesses do patronato como seus interesses", bem como "os continuados actos de servilismo patronal, para fazer prevalecer os ideais políticos dos cidadãos e trabalhadores delegados sindicais (...), mesmo que isso signifique o afastamento de trabalhadores inconvenientes. Trabalhadores que, mesmo inconvenientes, têm direitos e regalias, como qualquer trabalhador", frisou Júlio Almas.

P.S.

O mínimo o que se poderá concluir, pelo exemplo exposto que, infelizmente, é uma pratica com demasiada frequência, é demonstrativa do muito que há para fazer e muito caminho a percorrer para que em Portugal se atinja em pleno a democracia. Os partidos são o que forem os seus responsáveis e militantes, uns e outros continuamos com muitos vícios do tempo do outro. Continuamos demasiadamente salazarentos.

[Diário de Noticias]



Publicado por Zurc às 19:16 de 23.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Fábrica inovadora pede insolvência três anos depois

Inovação, investimento forte e um produto nacional de qualidade foram ingredientes que não resultaram para a fábrica da Atlanti.Co, unidade de tratamento e embalagem de peixe. Este projecto, vencedor de vários prémios, previa facturar 10 milhões de euros por ano. Isto foi em 2007. Agora o grupo acaba de avançar para a insolvência, com uma divida de 2,3 milhões de euros aos credores, salários em atraso e muitas dificuldades em perspectiva.

[...]

"Queremos ser uma marca de referência no sector", explicava então Manuel Castro, administrador, que agora admite o fracasso do actual modelo, numa altura em que já deu entrada o pedido de insolvência. Em 2007 a realidade era bem diferente e a embalagem e transformação de peixe fresco oriundo de aquacultura e da pesca no Atlântico "totalmente nacional" para comercialização em cuvetes, apresentava-se como a principal atracção do negócio. De filosofia inovadora, também pela vertente social de protecção das espécies, o projecto foi reconhecido e apoiado por alguns concursos nacionais, com destaque para a conquista do prémio BES Inovação 2005.

[...]

Paulo Julião [Diário de Notícias]

 

Esta notícia veio lembrar-me um antigo caso de «sucesso» de uma exploração agrícola no Alentejo, em que a iniciativa do empresário estrangeiro foi considerada «exemplo» para todos os outros agricultores portugueses. Teve honras e destaques nos jornais e até do então Primeiro Ministro Cavaco Silva. Poucos anos depois estava ao abandono e o excelso empresário desapareceu de Portugal... Mas aí já não apareceu nenhuma figura da política para mostrar o «exemplo» a não seguir pelos outros empresários portugueses...

Constata-se porém a precaridade e a vulnerabilidade dos prémios e distinções que se atribuiem, nomeadamente este do BES Inovação.
Neste triste e lamentável caso hoje referido da Atantic.Co seria interessante saber se o Estado Português subsidiou este projecto e, em caso disso quanto, como e em que condições.



Publicado por [FV] às 16:55 de 23.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

STRESS LABORAL - O grande desafio!

Ainda que não seja muito frequente, as situações de crise, desemprego e encerramento de estabelecimentos industriais ou de comércio são mais habituais, a verdade é que já se vão verificando algumas formas de combate ao stress nos locais de trabalho. Uma vez por outra, já ouvimos noticiar iniciativas de ginástica ou dança, duas ou três vezes semana, em locais de trabalho.

O stress laboral é um dos maiores desafios para a saúde e segurança dos trabalhadores europeus. Quase um cada quatro trabalhadores é afectado pelo stress, havendo estudos que o apontam como responsável por 50% dos dias de trabalho perdidos. Os custos humanos e económicos são imensos.

Contudo o mais incrível e frequente é que a maioria das técnicas de gestão consideradas modernas, ainda, apostam na pressão repressiva e em provocar o medo do despedimento ou do insucesso, gerando, entre outros fenómenos psicológicos, uma dinâmica terrível de stress. Os suicídios recentes em empresas emblemáticas em França como a Renault e a France Telecom estão ligados a estas técnicas e ao stress.

É de todo interesse a consulta do Relatório Europeu sobre o stress e informação sobre o stress em português.

Apoio de A. Brandão Guedes [Bem Estar no Trabalho]



Publicado por Otsirave às 21:26 de 22.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

curiosidades

Presidenta?

Foi-me enviada, via email a seguinte explicação que, segundo creio será da autoria de: António Oirmes Ferrari, Maria Helena e Rita Pascale.

Tendo notado, como muitos mais que, também, acompanharam a candidata Dilma Roussef para a presidência do Grande e prospero país da América do Sul, o Brasil. O Partido dos Trabalhadores (PT) ou alguém menos avisado e exacerbado na propaganda eleitoral quis inovar na linguagem até à incorrecção linguística camoniana.

Presidenta forma verbal incorrecta como se explica, ora vejamos:

No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de medicar é mendicante...

Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, à pessoa que preside é Presidente, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.

E se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo ilustrativo resultante da errónea utilização seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.

Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta."


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Publicado por Zurc às 19:59 de 22.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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