Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

Quando se não tomam medidas as situações agravam-se

Já tinhamos referido aqui, no Luminária, a propósito do esfaqueamento de jovens em visita a Lisboa aquando das festas populares da cidade, precisamente na noite de Santo António, tendo um deles sido obrigado a delicada cirurgia e internamento hospitalar de cerca de quinze dias.

O processo-crime e a respectiva queixa, apresentada junto dos serviços de segurança foi arquivada sem que qualquer responsável tivesse sido encontrado e responsabilizado.

Agora foi um morto além de um policia ferido, após troca de tiros no Lumiar, em Lisboa conforme a própria policia confirmou. A vítima mortal será um dos ladrões, tendo o outro sido detido.

Após o tiroteio que ocorreu ao início desta tarde, na Azinhaga da Cidade, freguesia da Ameixoeira em perseguição de dois indivíduos que teriam roubado uma viatura de passageiros.

A excessiva passividade da justiça associada ao agravamento económico e social tornam, como é evidente, a cidade menos segura que urge colmatar com mais regular policiamento bem como a adopção de medidas socioeconómicas mais responsabilizantes dos jovens em particular e dos cidadãos em geral.



Publicado por Zé Pessoa às 15:14 | link do post | comentar | comentários (3)

Que sociedade é esta, em que vivemos, na qual permitimos que existam tantas famílias desestruturadas ao ponto de “empurrarem” mais de 10.000 crianças para instituições ou andarem por aí ao abandono, conforme no passado domingo relatava o DN?

Lamentavelmente, muito se debate o problema da adopção e dos problemáticos contornos dela, naturalmente de elevada importância e acuidade, mas ao Estado e à sociedade é-lhe exigível o debate das situações familiares que levam a tão grandes e graves disfuncionalidades familiares.


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Publicado por Zurc às 14:18 | link do post | comentar

Segundo escreve a Lusa, o presidente do PS, Almeida Santos, considerou este domingo que Cavaco Silva foi «cruel» na hora da sua vitória ao mesmo tempo que lamentou ver Manuel Maria Carrilho zangado por ter sido «apeado» de embaixador de Portugal na UNESCO,.

«Neste momento, o dr. Carrilho é quase um adversário do PS, porque está agastado por ter sido apeado do lugar que tinha [embaixador de Portugal na UNESCO, em Paris]. Está zangado connosco, compreendo isso, mas não é bem o exemplo típico do indivíduo que se possa citar como característica da situação interna do partido», sustentou o presidente do PS, terá afirmado, Almeida Santos, aos jornalistas à entrada para a reunião da Comissão Nacional do PS, que confirmou as datas da eleição do Secretario Geral e da realização do próximo congresso nacional, no PORTO.

Parece que, quem critica o partido, com razão ou sem ela, para o núcleo duro socialista “está zangado connosco”. Mal vai o PS quando as suas principais figuras assim se posicionam publicamente. Mesmo que tais criticas tiverem como razão a reacção ao desapeamento deveria ser questão de debate interno, para se averiguar da justeza ou não desse facto, e de igual modo também deveriam ser debatidas certas colocações em Governos Civis e outros lugares de nomeação.

Como querem que haja debate se quando se levanta uma voz a segregam de imediato?

Promovam o debate interno e desvalorizem o que é feito na comunicação social não se pondo a jeito para dar razão a tais quezílias.



Publicado por Otsirave às 12:21 | link do post | comentar | comentários (3)

Domingo, 30 de Janeiro de 2011

Passos Coelho mostrou a sua extrema “lucidez” e “inteligência” ao exigir do Governo a lista das empresas públicas que têm prejuízos e que devem encerrar.

Qualquer cidadão sabe que as empresas públicas de transporte registam prejuízos, os quais são tanto maiores quanto mais elevados são os custos em combustíveis. Em particular podemos citar a CP, as empresas dos Metros, a Carris, a Soflusa, a TAP e um certo número de empresas municipais, umas mais que outras.

O Coelho falou em fechar as empresas públicas que dão prejuízo. Será que ele quer deixar os lisboetas sem o Metro, a Carris e os cacilheiros da Soflusa, etc.

Estas empresas dão prejuízo porque cobram valores relativamente baixos e a sua atividade tem grandes implicações sociais, principalmente no que respeita aos passes sociais, algo fundamental para os portugueses e que não podem ser retirados através de qualquer birra de Passos Coelho.

Assim, a CP tem linhas muito lucrativas como as suburbanas com grande número de passageiros, a linha Lisboa ao Porto, mas tem igualmente linhas para o interior com poucos passageiros e resultados negativos, mas não com uma menor valia social.

Não há muitas outras empresas públicas significativas com grandes prejuízos excepto o BPN, a empresa do PSD Cavaquista com figuras gradas do partido do Passos Coelho como o Oliveira e Costa e Dias Loureiro.

Segundo o Expresso, Passos Coelho está rodeado de economistas radicalmente financeiros e, na maior parte dos casos, milionários ou quase, que nunca andam de Metro ou de comboio, pelo que nada entendem de transportes públicos e acham que o País se resume às finanças públicas e que seria barato fechar empresas importantes com grande relevância social. Será que Catroga, Bento, Duque, Moedas e outros percebem algo de qualquer coisa que não sejam as suas contas bancárias.

Essas e outras empresas até podem ser privatizadas, mas na condição de os preços que cobram subirem bem mais de 150%, segundo um estudo publicado há tempos num blog.

Passos Coelho, diz o Expresso, anda a estudar a fundo com uma equipa de 60 pessoas as questões do Estado, nomeadamente as finanças. Pela primeira proposta parece que não aprendeu muito ou está rodeado de nabos.



Publicado por DD às 21:36 | link do post | comentar | comentários (5)

A candidatura de Manuel Alegre prejudicou a esquerda no seu conjunto e muito em particular o PS que se viu envolvido numa teia funesta.

A derrota foi tremenda, pelo humilhante número de votos abaixo dos 20%, mas também porque não serviu nenhum objectivo estratégico positivo. Tratou-se de um ato pueril, incongruente e portador de falaciosas esperanças.

Este desenlace era contudo mais do que previsível. Alegre é um homem do passado que já só entusiasma o conservadorismo que se vem instalando à esquerda. Alegre representa uma nova espécie de saudosismo pseudo-revolucionário, tacanho e reaccionário como todo o saudosismo o é.

Mas, pelo menos num aspecto, o desaire serviu para alguma coisa. Mostrou como a aliança entre Bloco e PS não tem qualquer viabilidade prática nem aceitação popular. Mostrou como esta cooperação não acrescenta mas antes diminui. Facto que serve também de lição e aviso para aqueles que no PS acenam com a miragem de uma grande esquerda. Ela, simplesmente, não é possível. Nem desejável, acrescento.

Nas últimas décadas, sobretudo a partir do rescaldo do Maio de 68, temos vindo a assistir a uma deriva daquilo que se designa por esquerda, ou seja, o que sempre foi a componente liberal e progressista das sociedades. Agarrada a uma espécie de "espírito de missão" na defesa dos mais pobres e desfavorecidos, tantas vezes de perfil quase religioso, parte da esquerda foi-se tornando conservadora, na defesa intransigente do Estado, na resistência contra qualquer mudança, no ódio à inovação. Nesse processo foi-se esquecendo que a esquerda, a par da luta contra as injustiças, sempre teve um papel fundamental e pioneiro na modernização social, cultural e económica. A esquerda, precisamente porque de raiz liberal e progressista, sempre foi historicamente um motor de modernidade contra as forças conservadoras. O drama é que hoje parte dessas forças conservadoras estão também na própria esquerda.

A incompatibilidade entre o PS - ou pelo menos a sua parte representada no actual governo de Sócrates -, e o Bloco e o PC, tem pouco a ver com personalidades e tudo com visões totalmente opostas da evolução social. Bloco e PC assumem-se como movimentos de resistência contra qualquer mudança, enquanto o PS protagoniza a modernização social, cultural, científica, tecnológica e económica. É aliás o único partido que em Portugal o faz com convicção e determinação. E por isso, apesar de tanta campanha suja e tanto ódio destilado, se mantém com uma forte expressão eleitoral.

Assim, da aventura desastrada de Manuel Alegre devem tirar-se algumas lições importantes para o futuro próximo. As ilusões de alianças partidárias à esquerda devem ser frontalmente desfeitas. PC e Bloco são partidos conservadores que devem ser tão combatidos como as forças conservadoras da direita. O PS deve fazer o seu caminho e assumir-se, se possível ainda mais e sem quaisquer hesitações, como partido da modernização do país.

Há contudo uma aliança possível à esquerda que não deve ser minimizada. A evolução social tem ampliado o campo daqueles que não estando filiados em qualquer partido são activos na sua cidadania e nos contributos diversos que dão para o avanço do país. São os chamados independentes, ainda que o nome seja ambíguo e por vezes inapropriado já que há muita maneira de se fazer política que não só a partidária. Sobretudo nos domínios do empreendedorismo, das novas tecnologias, da investigação científica, da criatividade e da inovação existe um mar de gente empenhada em fazer Portugal evoluir. São, na sua maioria, pessoas que não apreciam os rituais de submissão partidária, nem têm tempo para retóricas sem sentido nem propósito. Mas estão disponíveis para a cooperação em projectos concretos e mobilizadores. Por isso, mais do que debater geometrias ideológicas, o PS tem que mostrar um empenho declarado em continuar a via da modernização, única aliás que nos pode fazer ultrapassar as crises conjunturais.

O mundo, tal como está, não precisa de uma esquerda resignada na resistência. Precisa sim de uma esquerda, plural, liberal e progressista, que ajude decisivamente a construir um futuro melhor. Gente não falta se houver determinação.

Leonel Moura [Jornal de Negócios]



Publicado por JL às 00:25 | link do post | comentar

Num período de dois anos, entre 1913 e 1915, a América seguiu atentamente uma dura batalha judicial que haveria de mudar radicalmente a forma como as mulheres eram encaradas nos locais de trabalho.

Uma professora de Nova Iorque fora despedida a 22 de Abril de 1913 por estar grávida, com as autoridades escolares a defenderem o despedimento com base em “negligência do dever com o propósito de dar à luz”.

Numa atitude rara para a época, a professora não aceitou a decisão dos seus superiores e levou o caso para tribunal. Dois anos depois, o processo acabaria por instituir as bases de um direito que alastraria por todo o globo: a licença de parto. Esta professora, pioneira na luta pelos direitos laborais das mulheres chamava-se Bridget Peixotto e era membro da comunidade de judeus nova-iorquinos de ascendência portuguesa.

Bridget casara a 12 de Fevereiro de 1912 com Francis Raphael Maduro Peixotto, um corretor de seguros — que, nascido em 1860, era 20 anos mais velho que ela. Quando casou, Bridget Peixotto trabalhava já há 18 anos no sistema de ensino primário nova-iorquino, tendo passado com distinção os exames de promoção aos escalões mais elevados do magistério primário.

No ano lectivo de 1912/1913, Bridget e Francis Maduro Peixoto moravam no número 41 de St. Nichols Terrace, em Manhattan, ela era professora principal da Escola Pública 14, em Thongs Neck, Bronx, auferindo um salário anual de 2400 dólares (o que daria hoje qualquer coisa como 4500 dólares mensais ajustados pela inflação).

Em Fevereiro de 1913, Bridget Peixotto adoece gravemente enquanto estava grávida e notifica de imediato as autoridades escolares, tal como obrigava a lei. Na altura, no entanto, as professoras não podiam continuar na profissão depois de darem à luz, uma vez que a sociedade não via com bons olhos que uma mulher casada, e mãe de filhos, trabalhasse fora de casa.

Bridget Peixotto acabou por ser suspensa e seguidamente despedida — enquanto estava ainda no hospital depois de ter sido mãe de Helen Esther Peixotto — por “negligência do dever com o propósito de dar à luz”.

Não se dando por vencida, Bridget Peixotto desafia a acusação e a própria ideia de que uma mulher não poderia continuar a ensinar depois de ser mãe. Citada na edição de 29 de Maio de 1913 do New York Times, ela afirma: Contestarei o caso até ao fim. O Conselho Educativo, ao permitir que mulheres casadas ensinem ao mesmo tempo que as proíbe de cumprirem uma função fundamental do casamento, está a agir de forma ilegal. É absolutamente imoral e não será apoiado por nenhum tribunal. Em nenhum lado se pode proclamar a maternidade como uma negligência do dever. É permitido às mulheres casadas ensinarem nas escolas públicas, mas negasse-lhes tempo para que tenham filhos.

Em primeira instância, a verdade é que o Conselho Educativo manteve a decisão, votando 27 contra 5 em favor do despedimento de Bridget Peixotto. É então que ela avança para os tribunais. Depois de ver o processo arrastar-se infinitamente, com várias decisões judiciais em seu favor, por ordem do Supremo Tribunal, em 1914 Bridget Peixotto faz uma exposição ao Comissário Estadual para a Educação, John Huston Finley, que anos mais tarde seria director do New York Times. Em resposta, Finley dá-lhe razão e escreve: A Senhora Peixotto foi acusada de negligência do dever, mas não foi declarada culpada de negligência — foi sim declarada culpada de ter dado à luz.

Finalmente, em Janeiro de 1915, numa decisão histórica, John Finley dá ordens para que Bridget Peixotto seja reabilitada nas suas funções prévias com salário pago por completo. Três anos depois, em 1918, ela tornar-se directora da escola, mantendo-se no magistério primário em Nova Iorque até se reformar, em 1948, quando atingiu a idade limite de 70 anos.

Bridget Peixotto faleceu a 10 de Abril de 1972, em Nova Iorque, aos 92 anos de idade, deixando um legado invejável. No obituário que lhe dedicou dois dias após o seu falecimento, o New York Times afirmava que ela era responsável pela institucionalização da licença de parto por todo o país e pelo mundo: O seu caso permitiu que largos milhares de mulheres pudessem tirar uma licença para dar à luz. A decisão motivou também alterações no sistema do sector privado, fazendo com que hoje seja perfeitamente normal que uma mulher possa manter o emprego quando fica grávida.


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Publicado por JL às 00:14 | link do post | comentar | comentários (2)

É inacreditável como uma estalada dada por um polícia na Tunísia num engenheiro informático sem emprego que para sobreviver andava a vender hortaliças na rua tenha causado a queda do regime ditatorial da Tunísia e passou para o Egito em que a teimosia do ditador de há trinta anos está a causar uma verdadeira explosão popular sem liderança nem partido legal ou ilegal atrás. O jovem tunisino desesperado imolou-se pelo fogo e com isso desencadeou a revolta popular. O exemplo passou para o Egito, onde a partir de informações dadas na Internet e twiters centenas de milhares de jovens vieram para a rua e iniciaram uma verdadeira guerra civil de desarmados contra a polícia que já matou e feriu um número apreciável de pessoas.

Mubarak está de saída e acicatou ainda mais os ânimos ao nomear como vice-presidente o chefe da secreta militar, uma espécie de Pide local. O presidente não tentou falar com o prestigiado político El Baradei, prémio Nobel da Paz, o qual poderia exercer uma influência pacificadora, dirigindo um governo ou substituindo provisoriamente o próprio Mubarak para convocar eleições democráticas.

As imagens dadas pela CNN, BBC e outros canais mostram como as multidões jovens perderam o medo e o exército apareceu de uma forma quase neutra, pelo que admito como possível que, tal como na Tunísia, venham a ser as forças armadas a deporem o ditador Mubarak que apostava em colocar no poder o seu filho.

Os países árabes, africanos e alguns asiáticos como a China são ditaduras. Depois da queda das ditaduras comunistas parece ter chegado a hora das restantes ditaduras. Todas deixam obra por fazer e se mantiverem países unidos pela força, não resolveram os problemas das populações que cresceram muito para além do próprio crescimento económico, principalmente nos países árabes e não se modernizaram a não ser nas fachadas de prédios e gigantescos edifícios.

Enfim, todas as ditaduras têm os dias contados e chegará a vez também à China. Aí a exploração desmesurada do trabalho originou um crescimento económico gigantesco e uma classe capitalista podre de rica em poucos anos que vive rodeada de uma luxo inacreditável para quem visita Xangai, Beijing e Cantão. Por enquanto, os pobres acreditam que a riqueza chegará também a eles, mas se não chegar, a ditadura comunista e capitalista terá de os enfrentar um dia e não resolverá o problema tão facilmente como na praça Tien A Men.

A atual situação económica que tem favorizado apenas a China e alguns outros países emergentes está a provocar a queda das ditaduras. Por enquanto não de todas, mas a prazo todas vão cair, mesmo que substituídas por outras ditaduras. Contudo acalente-se a esperança que muitas democracias acabarão por surgir com todos os seus defeitos, mas mais visíveis e mais susceptíveis de serem punidos.

A solução ditadura, mesmo a termo, não responde a nada. Será sempre um vácuo para a grande maioria da população.

  



Publicado por DD às 00:04 | link do post | comentar

Sábado, 29 de Janeiro de 2011

Um tal L.M., colunista ou jornalista do Expresso, apareceu com a peregrina ideia de que o ministro Santos Silva era o principal motivo da raiva mostrada pelo Sr. Silva na noite da vitória eleitoral.

A "indignação" de Cavaco acerca da afirmação do Ministro da Defesa de que quer um “presidente que não torpedeia e que não se mete onde não é chamado” não tem nenhuma lógica.

Ora, o Sr. Silva apresentou-se mesmo às eleições com o propósito de respeitar a Constituição e de respeitar os poderes dos diferentes órgãos de soberania e de não se meter a governar o País. Além disso, nada há de ofensivo nas afirmações de Santos Silva.

Toda a gente sabe e viu pela crispação de Cavaco Silva na televisão que aquilo que mais o irritou foram duas questões nada esclarecidas: a das ações compradas a 1 euro e vendidas a 2,4 e a forma como adquiriu a nova moradia no Algarve num terreno da aldeia da Coelha que pertenceu ao BPN/SLN com vários amigos como vizinhos muito próximos como o conhecido Dr. Oliveira e Costa.

Aparentemente, não há registos notariais da transação, a qual teria sido feita por permuta com um construtor civil. Permuta ou não, tudo tem de ficar notarialmente registado e deveria haver licença de construção, etc.

Estes dois casos fragilizam o Sr. Silva durante todo o seu próximo mandato e causam-lhe uma profunda ansiedade e crispação porque se apresentou ao eleitorado precisamente como uma pessoa impoluta e que para se ser mais honesto que ele alguém teria de nascer duas vezes.

Acrescente-se ainda que outras críticas de Santos Silva sobre questões sociais relacionadas com os restos dos restaurantes, etc., são apenas matéria de política que surge em qualquer campanha eleitoral. Ninguém pode aspirar a participar numa campanha eleitoral sem ser criticado e sem criticar.

Cavaco tem agora de aguentar com algo que não explicou e isso é, em termos de opinião pública, pior que o caso Freeport para Sócrates que sempre se explicou e que a Justiça não encontrou a mais pequena matéria de facto que permitisse elaborar uma acusação e, mesmo assim, os dois magistrados deixaram ao fim de mais de seis anos de investigações umas perguntas em forma de rasteira para enganar a opinião pública com a ideia que não tiveram tempo para investigar tudo e que muito ficou por perguntar ao PM, quando nos últimos momentos antes de o processo terminar nenhum facto novo apareceu que justificasse aquelas perguntas.

Cavaco Silva é na verdade um político como muitos outros, interessado em si mesmo e capaz de muita malandrice para lixar o parceiro como fez com o caso das pretensas escutas que estavam a ser sujeito pelo Governo quando era precisamente o PM Sócrates que estava a ser escutado ilegalmente pelos magistrados do Ministério Público ou à ordem deles.



Publicado por DD às 22:04 | link do post | comentar

Entre a “bagunçada eleitoral” que o Ministro Rui Pereira atribui a responsabilidade ao Ministério da Administração Interna, tutelado por Rui Pereira e a responsabilidade da Agencia para a Modernização Administrativa, que gere o Cartão do Cidadão, tutelada por Silva Pereira e que deveria ter respondidos às solicitações de esclarecimento via DMS e que terá impedido cerca de 4000 cidadãos de votar anda a irresponsabilidade dos factos.

Entre chuta para cá e o chuta para lá o melhor seria chutar os dois e aproveitar a remodelação do governo para satisfação da oposição e refrescamento da política. Já agora que o Benfica e o Sporting precisam de reforços talvez fossem boas aquisições para aqueles debilitados clubes.


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Publicado por Otsirave às 19:48 | link do post | comentar | comentários (1)

No Expresso, o professor Luis Mira Amaral do IST ataca as energias renováveis com a afirmação que não permitem poupar na importação de petróleo, pois este combustível é quase todo utilizado nos transportes.

É verdade e significa um êxito espetacular do atual governo e dos anteriores do PS que muito fizeram para não termos a eletricidade toda à base de carvão, hidrocarbonetos pesados ou gás natural importados. Não importamos o vento nem a água e criámos uma indústria importante no que respeita às eólicas.

As centrais térmicas, diz o professor, não consomem petróleo, mas toda a gente sabe que o carvão e o gás natural não descem quando o petróleo sobe, antes pelo contrário, sobem e muito. Na atual conjuntura no Egito e acreditando que o efeito dominó vá afectar o preço do petróleo que está a subir quase hora a hora, o efeito das eólicas é cada vez mais importante.

Mira Amaral pretende que a poupança em gás natural no ano passado não compensou o sobrecusto resultante das energias renováveis. É evidente que sim e já escrevi aqui que seria possível importar centrais térmicas a carvão da China extremamente baratas e importar carvão um pouco mais barato que o petróleo em termos de caloria produzida, mas teríamos uma produção altamente poluente de energia eléctrica e, além disso, estaríamos na total dependência do estrangeiro, sabendo, como afirmei antes, que a um aumento muito grande do preço do petróleo corresponde também a aumentos no carvão e no gás natural.

No futuro, é natural que as energias renováveis possam vir a tornar-se ainda mais baratas, mas mesmo assim, mais caras que a produção térmica, salvo o caso de a turbulência no mundo árabe ter reflexos muito graves no custo do crude. Isto porque todo o Mundo está a instalar parques eólicos e, curiosamente, sem informarem o professor, até países grandes produtores de petróleo estão a fazê-lo, o que pode vir a causar uma queda brutal no preço de todos os combustíveis poluentes. A China que é o maior produtor de carvão do Mundo está a braços com a poluição e começou a instalar grandes parques eólicos e a apostar mais na energia nuclear. A Austrália que produz carvão extremamente barato a céu aberto, instalou igualmente grandes parques eólicos, apesar de pagar um preço mais alto pelo vento devido ao custos dos equipamentos, os quais tenderão a tornar-se mais baratos quanto mais vulgares forem no Mundo.

Mira Amaral acaba o seu artigo com a pergunta de “quando é que entraremos num novo ciclo político para aceitar a proposta do Presidente e começarmos a tratar os assuntos de uma forma séria”?

Parece que ele entende que Cavaco é favor do carvão ou do gás natural importado da Argélia e que a independência nacional em termos de produção de eletricidade não é um assunto sério, principalmente agora quando o mundo árabe começa a agitar-se e verificaram-se graves acidentes com a exploração petrolífera no mar.

Sabe o senhor professor Mira Amaral se a ditadura argelina permanecerá estável no futuro próximo?

Mira Amaral deve estar ligado a um grupo interessado nas centrais térmicas ou é estúpido e anti-patriota, pois qualquer pessoa inteligente percebe que, na atual conjuntura financeira, a independência nacional, a produção nacional e a exportação de equipamentos da Martinfer, Efacec, Estaleiros Navais de Viana do Castelo, etc. são importantes para o futuro do País.

Saliente-se ainda que o governo Sócrates não está só apostado no desenvolvimento das energias renováveis para a eletricidade de consumo domésticos e industrial, mas também no transporte eléctrico, a começar pelo TGV, agora suspenso, e pelo automóvel movido a eletricidade para o qual Sócrates quer trazer fábricas de baterias e até de automóveis movidos exclusivamente a eletricidade, pensando já em adoptar um rede nacional de carregamento ou substituição de baterias. Os comboios e os metros são transportes movidos a eletricidade, o que parece ser desconhecido do engenheiro professor do IST. Ainda este ano, o Metro chegará ao Aeroporto de Portela, o que permitirá poupar bastante em gasolinas e gasóleos.

 

Nota: Pessoalmente não tenho a mais pequena ligação a qualquer tipo de negócio de produção de energia e nada ganho com uma ou outra energia, mas acredito que a independência do País em termos energéticos é muito importante para a minha pessoa por o ser para todos os portugueses sem exceção. Ao contrário disso, é sabido que muita gente do PSD e do BPN está ligada aos negócios de importação de gás natural em que Angelo Correia pontua com grandes lucros. Passos Coelho foi gestor financeiro de uma das empresas do grupo de Angelo Correia dedicada ao lixo. Parece pois que há ligação corrupta entre PSD, Mira Amaral, Cavaco e Passos Coelho contrária à independência energética nacional.

 

Adenda: A motivação do eng. Mira Amaral nos seus ataques às eólicas resulta afinal de ser a favor da instalação de uma central nuclear em Portugal, estando ligado a um grupo nacional e estrangeiro que pretende essa instalação, como li noutro local do Expresso.
No canal do Crespo, um gajo defendeu como solução o conjunto renováveis e nuclear quando uma central nuclear trabalha continuamente, é difícil pará-la e é demasiado cara para funcionar uma parte do ano. O nuclear não é um complemento das renováveis para quando não há chuva ou o vento é pouco. Para isso, as centrais térmicas são muito mais baratas e, mesmo assim, o Estado tem de pagar algo para estarem paradas quando não são necessárias. Quanto teria de pagar por uma central nuclear parada?
Mira Amaral escreve de acordo com os seus interesses corruptos e pessoais e pretende que Cavaco está com ele. Estará? Será que o Sr. Silva vai receber alguma comissão se for instalada uma central nuclear m Portugal? Será que temos dinheiro para isso quando a potência instalada em Portugal ultrapassa já os picos de consumo?
É evidente que no PSD quando se trata de interesses pessoais, ninguém é a favor do País. Todos são como os homens da SLN/BPN



Publicado por DD às 18:40 | link do post | comentar | comentários (2)

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