Do 'Santa Maria' para o mundo o "maior comício" anti-Salazar

Há 50 anos, não havia redes sociais, mas a tomada de um paquete com 600 passageiros e 350 tripulantes por um punhado de 23 revolucionários mal armados teve o efeito de um comício à escala planetária: a comunidade internacional virou as costas a Salazar.

"Se não foi outra coisa", o assalto ao paquete português "Santa Maria", na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, no mar das Caraíbas "foi o maior comício do mundo contra Salazar, foi um comício à escala planetária, foi um sufrágio mundial à credibilidade do regime fascista". Camilo Mortágua, então com 27 anos, foi um dos 12 exilados políticos portugueses em Caracas, Venezuela, a embarcar na aventura do Directório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL). Com 11 espanhóis, idealizaram apossar-se do navio, rumar à ilha de Fernando Pó, apoderar-se de uma canhoneira e de armas da guarnição militar espanhola, apontar a Luanda, assumir o poder na colónia portuguesa, instalar um governo provisório e irradiar a sublevação armada contra as ditaduras peninsulares.

Liderados pelo capitão Henrique Galvão, importante quadro dissidente do regime e delegado plenipotenciário do general Humberto Delgado (outro dissidente, depois de ter ocupado destacados cargos), derrotado na farsa das eleições presidenciais de 1958, os revolucionários acabariam por ver frustrados os seus objectivos. Mas não completamente os políticos imediatos. "Pretendia-se uma operação com impacto", conta Mortágua [ler entrevista]. E teve: a "Operação Dulcineia" - em alusão à quimérica dama do D. Quixote ("D. Quixote de la Mancha") de Cervantes - convocou a imediata atenção dos média de todo o Mundo, que se precipitaram a enviar repórteres.

Com os jornais do país submetidos a férrea censura e manipulados pelas notas oficiosas do Governo, apenas os estrangeiros podiam narrar o acontecimento (a primeira captura de um navio por razões políticas, como viria a sê-lo o desvio de um avião da TAP 11 meses depois) e  colocar na agenda internacional a ditadura. Foi através da cadeia de televisão norte-americana NBC que Galvão, que partilhava a liderança da operação com o comandante "Jorge Soutomaior" (nome de guerra do galego José Hernánez Vasquez, ex-combatente comunista na Guerra Civil de Espanha), invocou a condição de combatente político e neutralizou a arma diplomática de Salazar. Acusando os revolucionários de pirataria, o ditador pretendia que os aliados na NATO, com a frota norte-americana no Atlântico à frente, recapturassem o paquete. França e Holanda não reagiram; a Inglaterra desistiu face à pressão trabalhista. Só os Estados Unidos se fizeram ao mar, com cinco vasos de guerra e uma esquadrilha de aviões.

A esquadra aeronaval dos EUA localizou o "Santa Maria" cinco dias após a aventura começar. O barco zarpara no dia 20 do porto venezuelano de La Guaira, com destino a Miami. Dissimulada entre os 600 passageiros seguia uma parte do comando revolucionário; a outra embarcou clandestinamente e acoitou-se com armas. Três outros homens, Galvão entre eles, entrariam no dia seguinte em Curaçao.

A acção foi desencadeada cerca da 1.10 horas do dia 22. Foi rápida - coisa de dez ou 15 minutos. Na tomada da ponte de comando, um oficial de bordo é morto e outro gravemente ferido. O desembarque humanitário de feridos, no dia 23, na ilha de Santa Lucia - decisão controversa na liderança - foi fatal: denunciou a presença do navio, atrasando a navegação para África.

Só no dia 25 foi avistado, mas não abordado. Galvão insistiu com os EUA que se tratava de um acto político e não de pirataria vulgar. John Kennedy, recentemente eleito, cede. Entre 27 e 31 de Janeiro, decorrem conversações entre os líderes do comando e o contra-almirante Allen Smith, em representação dos EUA, atentas à alteração política no Brasil: hostil aos revolucionários, o presidente cessante, Kubitchek de Oliveira, seria substituído no dia 1 de Fevereiro por Jânio Quadros, democrata amigo de Delgado. No dia 2, o navio chega a Recife e os revolucionários recebem asilo político.

Mas já nada será como dantes. "O governo fascista de Salazar está menos seguro no poder do que julga", sentencia o clandestino "Avante!", classificando a operação do "Santa Maria" como "uma séria derrota" e anunciando "um novo período de ascenso revolucionário". E 1961 foi muito agitado.

[Jornal de Notícias]



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Economia, trabalho e ... jornalismo alinhado

Os custos e proveitos da liberalização dos despedimentos  (- por Ricardo Paes Mamede, 19.1.2011)

     «(…) entre o tudo, do está despedido à americana, e o ponto em que o País está em matéria de obstáculos ao despedimento há um espaço em que a mudança pode gerar uma sociedade menos desigual». No editorial de hoje do Jornal de Negócios, a jornalista Helena Garrido (HG) ensaia assim uma defesa da introdução de mudanças adicionais na legislação laboral. O recurso à retórica do ‘no meio é que está a virtude’ esconde mal a fraqueza da argumentação utilizada - algo a que HG não nos habituou ao longo dos anos.
     Escreve HG que, face à legislação existente (código do trabalho, c. processo t., ...), a «racionalidade económica ditava obviamente que o empregador reduzisse ao mínimo o número de empregados que não poderia despedir quer por ser muito caro, quer por não encontrar razão na lei. A precariedade foi aumentando e hoje poucos são os que se podem sentir efectivamente seguros no seu posto de trabalho

     Ou seja, para HG a generalização dos contratos atípicos (precários, 'recibos verdes') em Portugal, praticamente sem paralelo na Europa, não tem nada a ver com a falta de fiscalização ou com a atitude laxista das autoridades. É que a racionalidade das empresas não existe no abstracto: quem teme penalizações, não prevarica. Se as leis fossem cumpridas, a maioria dos contratos atípicos não existiriam. E, ao contrário do que o senso-comum dos economistas do jornal das oito sugere, ainda está por provar que as empresas deixariam de contratar por isso.
     Escreve ainda HG que a «regra do "está despedido" sem mais é, do ponto de vista frio e estrito da racionalidade económica, aquela que melhor servia os objectivos de cada uma das empresas”.  Aqui, HG ignora duas lições básicas da Economia do Trabalho:
   . primeiro, a fragilidade dos vínculos laborais constitui um desincentivo ao investimento em capital humano específico por parte de empresas e de trabalhadores, com impactos negativos na produtividade empresarial;
   . segundo, a facilidade de ‘ajustamento’ das empresas ao ciclo económico através da 'variável emprego' pode ser um presente envenenado – se todas as empresas se apressarem a despedir em momentos de crise, tal implicará uma queda mais rápida da procura agregada, com prejuízo... para todas as empresas.
     HG apressou-se a alinhar por um discurso com uma sustentação científica e empírica questionável, que serve os interesses de quem está apostado na pressão sobre o factor trabalho como solução para o país. Faria melhor em atender às conclusões a que sistematicamente chegam os estudos sobre os factores de competitividade da economia portuguesa (como este, da consultora Ernst & Young, baseado num inquérito a investidores internacionais), os quais nos dizem que a flexibilidade do mercado de trabalho não é um problema em Portugal.

     Num dos países desenvolvidos com mais baixos níveis de qualificações da população e uma estrutura produtiva dominada por grupos económicos que fogem como o diabo da cruz de actividades transaccionáveis, insistir que os nossos problemas se resolvem com a alteração de uma relação contratual que é já desequilibrada a favor do empregador não parece muito sensato. Nem parece sensato defender que se resolve o problema da segmentação do mercado de trabalho sujeitando todos à mesma precariedade.
Mesmo quando é HG que o sugere. Mesmo quando procura convencer-nos que anda em busca do meio virtuoso.


Publicado por Xa2 às 00:09 de 22.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Liberdade de Expressão

OS GUARDIÕES DO TEMPLO

    «No domínio da liberdade de expressão, a sociedade portuguesa é, hoje, atravessada por pulsões liberticidas que ameaçam os alicerces da democracia e do estado de direito.

    Essas pulsões são provenientes dos mais variados sectores sociais, mas confluem nas tentativas de calar ou limitar aqueles que ousam denunciar factos ou situações anormais ou simplesmente exprimir a sua opinião sobre acontecimentos relevantes da vida pública.

    Tentar compreender as causas ou as consequências de certas situações com evidente interesse público ou apenas divulgar esses factos, torna-se uma tarefa arriscada desde que tal seja susceptível de pôr em causa interesses ou pessoas que se julguem acima do escrutínio democrático. Parece que o paradigma autoritário da ditadura cristalizou no subconsciente colectivo de onde irrompe sempre que alguém ousa cometer a audácia de exprimir o seu pensamento com liberdade.

    Estabeleceu-se que há coisas que não se podem dizer, não porque sejam falsas, mas, justamente, porque são verdadeiras. Ou seja, quer-se proibir a verdade em nome de aparências, de moralismos ou de conveniências, por vezes as mais mesquinhas.

    Já se chegou mesmo ao ponto de querer impor o silêncio a certas categorias de pessoas unicamente para salvar a face de certos poderes. Pretende-se que cidadãos acusados por factos cuja autoria sempre negaram sejam impedidas de rebater esses factos na mesma instância onde foram feitas as acusações. Tudo em nome da infalibilidade de quem os acusou ou condenou, mesmo quando, as acusações começaram por serem feitas na comunicação social, através de cirúrgicas violações do segredo de justiça, destinadas, precisamente, a criar artificialmente as condições necessárias à condenação. O último direito que se pode negar a um condenado é o de poder afirmar publicamente a sua inocência.

 

    A liberdade de expressão do pensamento é o mais sagrado direito de todo o ser humano. Ele abrange três faculdades fundamentais:

 a liberdade de estar calado, a liberdade de elogiar e a liberdade de criticar.

Numa outra perspectiva, ele desdobra-se em duas dimensões igualmente relevantes: o direito de divulgar factos (informar) e o direito de exprimir as opiniões.

    Num estado de direito democrático, o que verdadeiramente constitui a essência da liberdade de expressão é, obviamente, a liberdade de criticar o que se julga errado ou de divulgar factos que se consideram de interesse público.

 

    Aqueles que no exercício da liberdade de expressão optam por ficar calados ou apenas por elogiar o que consideram certo, reduzem esse direito fundamental a um mero instrumento de conveniências. A liberdade de elogiar ou de ficar calado existe em qualquer ditadura, pois envolve sempre um sentido obsequioso ou tolerante que não perturba nenhum poder.

    Os ditadores nunca se preocuparam com os opositores que se remetem ao silêncio ou com os que optam pelo elogio.    Eles sentem-se ameaçados é com os que escolhem o caminho da crítica ou da denúncia dos factos que os poderes gostariam de ver afastados do conhecimento público. Muitas vezes, nem são as opiniões que perturbam os ditadores, mas sim, a verdade dura e crua dos factos. Na realidade, certos factos, desde que verdadeiros, são mais demolidores do que todas as opiniões do mundo. É que, uma vez trazidos ao conhecimento público, ninguém mais pode continuar a fingir que os não conhece e, pior do que isso, o silêncio perante eles pode tornar-se socialmente insuportável. Ficar calado perante certos factos constitui, por vezes, uma forma qualificada de mentir.

 

    Infelizmente, mais de 35 anos depois de instaurada a democracia em Portugal, o exercício efectivo da liberdade de expressão continua a debater-se com enormes dificuldades. Sempre que alguém ousa ir um pouco mais para lá do silêncio ou do elogio de circunstância, logo emergem, um pouco por todo o lado, pequenos censores cuja função é reprimir moralmente essa audácia. Execrar publicamente quem pratica a liberdade tornou-se hoje em Portugal o desporto favorito de alguns opinion makers ou até de jornalistas encartados. Só eles se julgam com o direito criticar. Aos outros restaria apenas o direito ao silêncio obsequioso ou o elogio reverencial.

    São os novos guardiães dos velhos templos da hipocrisia institucionalizada. São os sátrapas da moralidade autoritária. São, enfim, fariseus amestrados nas artes do cinismo. Sentados nos cadeirões da sua soberba intelectual, eles lançam permanentemente fatwas contra quem não pactuam com a paz podre dos impérios que servem. » [- por A. Marinho e Pinto, JN, via Jumento]



Publicado por Xa2 às 00:07 de 22.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Não enfie o barrete


Publicado por JL às 21:47 de 21.01.11 | link do post | comentar |

Leitura obrigatória

Tabus de Cavaco


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Publicado por JL às 21:30 de 21.01.11 | link do post | comentar |

Curiosidades da Alemanha da Merkel

Em Portugal, a quem levanta dinheiro numa caixa Multibanco não lhe é debitado qualquer quantia pelo serviço, mesmo que não seja cliente do banco em que está a caixa.

Na Alemanha, todos os levantamentos custam dinheiro e chegou-se a descontar 20 euros por levantar qualquer quantia, mesmo 20 euros e o cliente nunca sabe o que vai pagar numa caixa desconhecida.

Os bancos têm aí uma suposta fonte de rendimento. Digo suposta porque os bancos alemães não fizeram como em Portugal um serviço único como a Siebes que é muito mais barato, pelo que cada um tem as suas caixas e os seus servidores e comunicadores. Por isso não gostam dos clientes de outros bancos e na Alemanha é tudo pago, até para ir a uma praia no Báltico há que tirar à entrada um senha do tipo parque automóvel pelo tempo que a pessoa pretende ficar na praia. Todos estes e muitos outros serviços pagam o IVA alemão, pelo que o Estado recebe mais.

Voltando às caixas do tipo multibanco alemãs. Depois de mais de 10 anos de protestos contra o pagamento dos levantamentos, saiu uma lei que não acaba com os mesmos, mas obriga as caixas a mostrar o custo da operação, permitindo ao utente interromper a operação.

Isso produziu já uma queda nos custos em causa, mas, mesmo assim, são raros os bancos que debitam menos de 5 euros pela operação. Apenas as Caixas de Aforro locais estão a cobrar 1,95 euros pela operação realizada numa zona limitada. Fora daí, o alemão paga o que o capitalismo bancário exige.

No que respeita à Netbanco, a Alemanha está igualmente muito atrasada. Quase só as empresas é que utilizam o serviço ainda muito dispendioso para o utente particular.

Enfim, o capitalismo alemão procura apoderar-se do salário relativamente alto que paga ou pagava aos seus trabalhadores. Digo pagava, porque o atual modelo económico da direita dita cristã democrática é o da “desinflação competitiva”, em que o factor concorrencial da economia reside na redução salarial e na minimização do Estado Social acrescido à ausência de emissão de moeda.

Isto com algumas aldrabices à mistura levou a Alemanha a fazer crescer as suas exportações e assim a conseguir um crescimento do Pib em 2010 de 3,7%, o que não compensa ainda a queda de 4,1% em 2009. Como não há possibilidade de emitir moeda na Europa porque os alemães não deixam, qualquer vantagem alemã resulta em desvantagem de outros países e quando estivermos todos falidos, a Alemanha não deixará de seguir o mesmo caminho.

Os alemães destruíram a tiro duas vezes a Europa no Século XX, acabando ainda mais destruídos,  e agora querem fazê-lo com meios financeiros. Será que vão ganhar o mesmo que ganharam nas duas guerras mundiais? Parece-me bem que sim.



Publicado por DD às 21:28 de 21.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Há 50 anos

Faz hoje, precisamente, 50 anos que nos deixou.

Ficaram mais pobres o teatro e a cultura portuguesas.


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Publicado por Zurc às 14:18 de 21.01.11 | link do post | comentar |

Entrevista a Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos recebeu o Prémio México de Ciência e Tecnologia2010, que distinguiu pela primeira vez um cientista social. O sociólogo confessa que se sente feliz por este reconhecimento das ciências sociais.

Nesta entrevista conduzida pela jornalista Carolina Ferreira, Boaventura de Sousa Santos fala ainda sobre a situação atual do país, considerando que poderá haver agitação social caso as medidas de austeridade decretadas pelo Governo falhem.

Em relação a uma eventual intervenção em Portugal do Fundo Monetário Internacional (FMI), Boaventura de Sousa Santos afirma que não é necessária e seria negativa para o país. O sociólogo analisa ainda a campanha eleitoral para as eleições presidenciais de domingo e sublinha que há sinais de uma possível crise política.

 

RDP, Antena 1



Publicado por [FV] às 10:15 de 21.01.11 | link do post | comentar |

O voto em Manuel Alegre


Publicado por JL às 08:05 de 21.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

PRESIDENCIAIS 2011

Os que votam no Senhor Silva e os que usam a cabeça

Um amigo meu comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso:

"Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar".

O frigorífico ficou três dias no passeio sem receber um olhar dos passantes.

Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso:

"Frigorífico à venda por 50,00 €. No dia seguinte, tinha sido roubado!

Cuidado! Este tipo de gente vota! No Senhor Silva.

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Ao visitar uma casa para alugar, o meu irmão perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A agente perguntou: "O sol nasce no Norte?"

Quando o meu irmão lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela disse: "Eu não estou actualizada a respeito destes assuntos".

Ela, também, vota! No Senhor Silva.

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Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores.

Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto.

Eu respondi: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana."

Ele então perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?"

Para acabar logo com o assunto, respondi: "Horário do Brasil."

Ele vota! No Senhor Silva.

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Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para o litoral.

Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento."

Ela, também, vota! No Senhor Silva.

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A minha cunhada tem uma ferramenta, salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-bagagem!

A minha cunhada, também, vota! No Senhor Silva.

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Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades. O caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto de 20%.

Ele também vota! No Senhor Silva.

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Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um brinco, por meio de uma corrente.

 O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?"

Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não.

O meu amigo, também, vota! No Senhor Silva.

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Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem.

Fui então ao sector da bagagem extraviada e disse à senhora que as minhas malas não tinham aparecido.

Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos. "Agora diga-me, perguntou ela... o seu avião já chegou?"

Ela também vota! No Senhor Silva.

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À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6.

Ele pensou algum tempo, antes de responder: "Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços."

Isso mesmo, ele também vota! No Senhor Silva.

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Mais ninguém vota no Senhor Silva porque há outras escolhas e a maioria das pessoas têm cabeça e fazem uso dela. Não se esqueça de, no próximo Domingo, usar a sua cabeça.


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Publicado por Zé Pessoa às 08:00 de 21.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Domingo...Vote

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Publicado por JL às 22:47 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Tem toda a razão

A ministra da Educação, Isabel Alçada, considerou "absolutamente justo" o diploma sobre o regime dos apoios do Estado ao ensino particular e cooperativo, que coloca este financiamento num patamar "equivalente" ao do ensino público.

"O financiamento tem que ser idêntico. Nenhum português compreenderá que se financie a níveis superiores o ensino privado em relação ao ensino público. Tem que ser equivalente", argumentou a ministra.

[Jornal de Notícias]



Publicado por JL às 22:45 de 20.01.11 | link do post | comentar |

O homem não está bem…

Cavaco diz que prolongar campanha mais três semanas reduz crédito e aumenta taxa de juro.



Publicado por JL às 22:18 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O mensageiro trocado

Queremos a liberdade de expressão e a autonomia de consciência, dentro do Partido Socialista. Por isso, não podemos recusá-la a quem assuma posições que nos desagradem, especialmente, quando somos nós a estar em consonância com a direcção do partido e não eles, como é costume. Mas uma coisa é reconhecer-lhes o direito a tomarem as posições individuais que entenderem, outra coisa é deixar de os criticar.

Isto vem a propósito de declarações do Correia de Campos, em desfavor de Alegre que, como por milagre, ecoaram na comunicação social, com ecos relevantes na blogosfera. Que fosse quem fosse preferisse outro candidato seria verdadeiramente trivial. Mas é muito diferente que entre os candidatos realmente existentes um ex-ministro, actual deputado europeu pelo PS e membro da sua Comissão Política Nacional acorde da sua tranquila sesta europeia, para vir dar umas bicadas no candidato apoiado pelo PS e para dizer umas vagas untuosidades favoráveis a Cavaco. Tudo isso, está muito longe da decência política.

De facto, nos últimos dias, tem vindo a ficar claro que Cavaco combate Alegre, não só porque ele é o candidato que realmente protagoniza uma alternativa estratégica à sua continuidade, mas também por Cavaco estar desde já determinado a varrer o PS do Governo, para lá instalar o PSD, se possível, ou uma nova AD, se necessário. Cavaco está pois a assumir-se como o verdadeiro chefe de uma ambicionada desforra da direita, que ainda não perdoou o 25 de Abril. Esta eleição é, por isso, uma batalha decisiva que poderá abrir a porta a uma guerra mais funda e mais implacável. Uma batalha em que Alegre é o primeiro protagonista, mas em que o PS não deixaria de ser também atingido e muito prejudicado, se o candidato que apoia fosse derrotado.

Quem não perceber isto, anda a dormir. E se já é triste ver outros candidatos, alegadamente de esquerda, passarem ao lado do essencial e atacarem em conjunto Cavaco e Alegre, fingindo que os consideram idênticos, é deplorável ver alguém como Correia de Campos a procurar contribuir para o enfraquecimento de Alegre e a favorecer, descarada conquanto melifluamente, Cavaco.

É que ele não está apenas, num acto de mesquinhez política, a procurar desforrar-se das críticas que Alegre lhe fez quando ele foi Ministro, está a combater num momento difícil o seu próprio Partido. E deve dizer-se, aliás, como agravante, que não teve sequer a grandeza de o fazer com frontalidade, sem ambiguidade, sem meias palavras, assumindo sem tergiversar uma posição clara. Nada disso. As suas bicadas em Alegre pretenderam-se subtis, o seu apoio a Cavaco foi cuidadosamente embrulhado numa untuosa hipocrisia, bem expressa pelo modo como esse apoio foi negado. Isto é, o modo como foi feita a negação desse apoio foi afinal, em si própria, uma dissimulada manifestação de apoio. Enfim, procurou prejudicar Alegre e beneficiar Cavaco tanto quanto lhe fosse possível, à luz do imperativo de ser discreto, para não tornar demasiado escandalosa a sua quebra de solidariedade para com o seu Partido numa conjuntura tão difícil.

Mas se é certo que alguns membros do Partido Socialista, que andam tontamente a apanhar canas de alguns inacreditáveis foguetes políticos, podem ser olhados com a bonomia com que se costumam encarar os ingénuos e os despassarados, Correia de Campos não pode ser olhado com essa complacência. Ele sabe muito bem o que faz.

Por isso, sendo difícil saber-se se prejudicou muito, pouco ou nada, a candidatura presidencial de Alegre, é certo que fez minguar muito a sua própria estatura como político, demasiado ronronante numa situação em que a direita ruge com tanta energia e despudor contra os valores centrais da democracia e do socialismo.

Rui Namorado [O Grande Zoo]



Publicado por JL às 22:12 de 20.01.11 | link do post | comentar |

Todos


Publicado por JL às 19:57 de 20.01.11 | link do post | comentar |

As novas freguesias de Lisboa

PS e o PSD assinaram a proposta para reforma administrativa de Lisboa que implica uma redução do número de freguesias para cerca de metade (24).

Além desta redução, a proposta inclui um reforço de competências das juntas de freguesia em vários domínios como da manutenção do espaço público - lavagem de ruas, por exemplo -, na gestão de equipamentos, da intervenção comunitária e da política de habitação. No entanto, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, garantiu que este aumento nas transferências de competências não corresponde a um aumento das transferências financeiras do Estado para as juntas, sendo suportado pelo orçamento municipal.

A intenção de alterar a organização de Lisboa já tinha sido anunciada pelo Executivo camarário e resultou de um estudo elaborado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, que indicava algumas hipóteses para a reorganização de Lisboa, entre as quais a redução de 53 freguesias para 27, pelo que o acordo assinado hoje vai mais longe na redução do número de freguesias.

A ideia é que estas alterações estejam já operacionais nas próximas eleições autárquicas em Outubro de 2013. Mas antes disso, haverá ainda um longo processo legislativo: a proposta será analisada na próxima reunião de Câmara que decorre na próxima quarta-feira, tendo depois que ir à Assembleia Municipal e a discussão pública. A proposta volta depois à Câmara para incluir os acertos e alterações que decorrerem da discussão pública e vai de novo à Assembleia Municipal. Só depois deste processo, a proposta dará entrada na Assembleia da República e se for aprovada poderá então iniciar-se o processo de reorganização da capital.

[Diário Económico]


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Publicado por JL às 17:02 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Vota

A CAMINHO DA 2ª VOLTA

Alegro Pianissimo


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Publicado por Xa2 às 12:39 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Campanha perdida

Esta terá sido uma oportunidade perdida para transformar esta eleição não na chave que iria resolver todos os problemas do País mas pelo menos na discussão que poderia lançar alguma luz sobre os desígnios que queremos colar ao futuro de Portugal.

Os poderes presidenciais são limitados, ou mesmo inexistentes, em matéria executiva, mas nada inibiria os candidatos de reflectirem sobre a natureza do regime, a vocação que a economia deve ter, os consensos partidários essenciais para que a vida política não seja uma mera fogueira de reputações e vaidades. Seria essencial fazer destas eleições não um despique sobre projectos escondidos de esquerda e de direita, mas uma pedrada no charco em que estamos metidos.

Era essencial que se discutisse a real eficácia do combate ao desperdício de dinheiros públicos, como reforçar instituições essenciais a um paradigma de Estado de Direito Democrático, como tornar eficaz a Justiça, como eliminar a crescente fractura social entre quem tem e quem não tem dinheiro. Não cabe aos candidatos discutirem um programa de governo, mas poderiam perfeitamente estabelecer balizas para a boa governação do País. E nada disso aconteceu nesta campanha perdida.

Eduardo Dâmaso [Correio da Manhã]


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Publicado por [FV] às 12:35 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A (r)lazão dos chineses


Publicado por JL às 10:57 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

BANCO DE PORTUGAL REDUZ SALÁRIOS...

O Banco de Portugal veio, por estes dias, divulgar que, mesmo não sendo obrigado, optou por cortar 10% nas remunerações dos membros dos órgãos sociais e 7%, em média, nos salários dos trabalhadores. É moralizador

É pena, vivermos num país em que se extremaram, demasiadamente, os leques salariais pelo que reduzir 10% a quem assim ganha (conforme relatório) não é sequer parecido ao aumento das taxas moderadoras às consultas médicas e hospitalares para não falar nos que caiem no desemprego ou nos pensionistas.

Esta atitude fica muito aquém do que seria exigível. Parece aquele candidato que alivia a sua inconsciência com o apoio à distribuição da sopa aos infortunados da crise.

Feitas as contas em termos de órgãos sociais que, entre administradores conselho de auditoria e conselho consultivo serão 23, repartiram, de forma desigual naturalmente, em 2009, 1,429M€ tendo calhado aos trabalhadores 77.163.000€ que, a dividir por 1.672 corresponde a uma remuneração média de 46.150€ e aqui há-de existir muita discrepância, certamente.


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Publicado por Otsirave às 00:15 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Porque não voto Cavaco

O exercício da política é demasiado nobre para que resulte da coincidência da rodagem de um carro, especialmente quando anteriormente se percorre de táxi as distritais e concelhias do partido, promovendo a candidatura.

É demasiado nobre, para que sistematicamente se tenha dúvida nas decisões polémicas, especialmente quando “nunca se engana e raramente tem duvidas”.

É demasiado nobre para que se negue a relação com amigos que sistematicamente aparecem associados a escândalos e verdadeiros roubos do bem público.

Não consigo votar em quem já foi dispensado, corrido apupado e descredibilizado pelo povo.

Não poderia votar num português que não me inspire confiança. Que me revele o pior do estilo egoísta, invejoso, malicioso e sobranceiro do lado negro do estilo tuga. O mais respeitado do bairro, só porque dizem que é boa pessoa, só porque dizem que é sério e sabe-se lá quem é e do que é capaz.

Especialmente, porque quero querer na vida real, no que vejo e no que sinto. Cavaco é um mito, construído sobre o desaparecimento de outros. Aproveitou-se do desaparecimento de Sá Carneiro e especialmente estuda e adapta o que um povo valoriza quando elege Salazar como o melhor português. Cada passo, cada expressão, cada opinião, são de acordo com o interesse do momento.

Acredito no político genuíno e sincero. Cavaco é calculista, sabe que todos os burros comem palha, só é preciso saber dar-lha. Não responde, não considera, não tem opinião.

Trata-se de eleger um português e convém que o meu voto represente identidade, compromisso e cumplicidade. Não é o caso.

Nenhuma consciência é extremista. Logo não poderia votar num extremista. Especialmente quando disfarçado.

Recebido por email, de um leitor anónimo deste Blog



Publicado por JL às 00:14 de 20.01.11 | link do post | comentar |

Habitação social e a sua emancipação

Considerando que a emancipação significa o ato de libertar um indivíduo ou um grupo social ou equiparar o padrão legal de cidadãos em uma sociedade política, registo que muito se tem feito nos bairros sociais, mas Lisboa ainda não atingiu este patamar.

Os bairros sociais construídos ou mal construídos seja ao nível urbanístico como ao nível arquitectónico e são muitos os exemplos em Lisboa, tem servido apenas para concentrar uma população socialmente homogénea e este tipo de concentração, mesmo quando é culturalmente heterogénea, mais tarde ou mais cedo, traz problemas de socialização negativa, sobretudo entre os mais novos, gerando abandono escolar precoce e predominância de comportamentos menos disciplinados, entre outras atitudes.

A passagem de barracas a alojamento em altura em bairros sociais permitiu apenas melhorar as condições de habitação, mas piorou as condições de sociabilidade, vizinhança e integração, ouvimos todos os dias dizer aos nossos vizinhos que têm um grande prazer pela casa, mas um grande desgosto pelo bairro.

Esse desgosto, passa muitas vezes pela atitude comportamental de alguns indivíduos, muitos de nós já ouviu esta expressão: “Basta uma maçã podre dentro de uma caixa, para dar cabo das outras.”

Para combater este fenómeno, terá de haver uma intervenção ao nível das famílias, a questão passa por haver meios humanos dentro da CML ou na empresa Gebalis para criar equipas multidisciplinares para intervir rapidamente no terreno, especialistas em comportamentos que sejam capazes de trabalhar ao nível da inclusão e exclusão social, psicólogos clínicos de forma a acompanhar as famílias ditas problemáticas.

Na minha opinião, Lisboa deve também abrir o mercado de arrendamento de fogos municipais aos jovens, aos estudantes Universitários que vem para Lisboa estudar, a casais em início de vida, colocar dentro deste tecido urbano pessoas que possam trazer mais-valias para o território.

Mas também pergunto e porque não o Município aproveitar o mercado imobiliário e colocar algumas famílias de forma dispersa dentro da cidade.

Do mesmo modo, não sabei até que ponto o Município ou o Estado não deveria apoiar os agregados familiares a viver nos Bairros Sociais que pagam renda ditas técnica no valor de 300,00€, 500,00€ etc…, no arrendamento de uma habitação fora dos bairros sociais, cobrindo o valor que o agregado familiar não conseguisse suportar. Possivelmente seria uma boa aposta, quem sabe?

Será utopia, penso que não, é necessário sim a emancipação da população.

O que sei e não tenho qual quer dúvida é que este modelo está esgotado.

Texto de opinião de João Carlos B. Antunes também publicado em AMBCVLumiar blog



Publicado por Gonçalo às 00:13 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Serviço Público: SMS Reboque

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Publicado por JL às 00:12 de 20.01.11 | link do post | comentar |

Post sem final feliz

Muitos britânicos começam, finalmente, agora a compreender o legado dos doze anos de Partido Trabalhista, nomeadamente ao nível do Estado Social. Só agora, que o governo de direita se prepara para pôr em causa a generalidade dessas medidas.

É fácil antecipar que, um dia, o mesmo venha a acontecer por cá. Que só quando a direita chegar ao poder e começar a desfazer, tijolo a tijolo, o edifício do Estado Social, é que compreenderemos melhor o legado do actual governo (o tijolo do CSI, o tijolo da escola pública de qualidade para todos, o tijolo da Segurança Social pública, o tijolo do SNS, o tijolo da concertação social, etc.).

Aí tudo ficará mais claro. Mas também será tarde demais para voltar atrás.

Tiago Tibúrcio [A Forma Justa]



Publicado por JL às 00:11 de 20.01.11 | link do post | comentar |

O que está em causa

O nervosismo dos mercados é um conjunto de especuladores financeiros, dominados pela vertigem de ganhar rios de dinheiro com a bancarrota do nosso país.

   

Portugal é um pequeno barco num mar agitado. Exigem-se bons timoneiros, mas se o mar for excessivamente agitado não há barco que resista, mesmo num país que séculos atrás andou à descoberta do mundo em cascas de noz. A diferença entre então e agora é que o Adamastor era um capricho da natureza, depois da borrasca era certa a bonança e só isso tornava "realista" o grito de confiança nacionalista, do "Aqui ao leme sou mais que eu..." 

Hoje, o Adamastor é um sistema financeiro global, controlado por um punhado de grandes investidores institucionais e instituições satélites (Banco Mundial, FMI, agências de notação) que têm o poder de distribuir as borrascas e as bonanças a seu bel-prazer, ou seja, borrascas para a grande maioria da população do mundo, bonanças para eles próprios. Só isso explica que os 500 indivíduos mais ricos do mundo tenham uma riqueza igual à da dos 40 países mais pobres do mundo, com uma população de 416 milhões de habitantes. Depois de décadas de "ajuda ao desenvolvimento" por parte do Banco Mundial e do FMI, um sexto da população mundial vive com menos de 77 cêntimos por dia.

O que vai acontecer a Portugal (no seguimento do que aconteceu à Grécia e à Irlanda, e irá acontecer à Espanha, não ficando talvez por aí) aconteceu já a muitos países em desenvolvimento. Alguns resistiram às "ajudas" devido à força de líderes políticos nacionalistas (caso da Índia), outros rebelaram-se pressionados pelos protestos sociais (Argentina) e forçaram a re-estruturação da dívida. Sendo diversas as causas dos problemas enfrentados pelos diferentes países, a intervenção do FMI teve sempre o mesmo objetivo: canalizar o máximo possível do rendimento do país para o pagamento da dívida.

No nosso contexto, o que chamamos "nervosismo dos mercados" é um conjunto de especuladores financeiros, alguns com fortes ligações a bancos europeus, dominados pela vertigem de ganhar rios de dinheiro apostando na bancarrota do nosso país e ganhando tanto mais quanto mais provável for esse desfecho. E se Portugal não puder pagar? Bem, isso é um problema de médio prazo (pode ser semanas ou meses). Depois se verá, mas uma coisa é certa: "As justas expectativas dos credores não podem ser defraudadas.

"Longe de poder ser acalmado, este "nervosismo"  é alimentado pelas agências de notação: baixam a nota do país para forçar o Governo a tomar certas medidas restritivas (sempre contra o bem-estar das populações); as medidas são tomadas, mas como tornam mais difícil a recuperação económica do país (que permitiria pagar a dívida), a nota volta a baixar. E assim sucessivamente até à "solução da crise", que pode bem ser a eclosão da mais grave crise social dos últimos 80 anos.

Qualquer cidadão, com as naturais luzes da vida, perguntará como é possível tanta irracionalidade? Viveremos em democracia? As várias declarações da ONU sobre os direitos humanos são letra morta? Teremos cometido erros tão graves que a expiação não se contenta com os anéis e exige os dedos, se não mesmo as mãos?

Ninguém tem uma resposta clara para estas questões, mas um reputado economista (Prémio Nobel da Economia em 2001), que conhece bem o anunciado visitante, FMI, escreveu a seu respeito o seguinte: "As medidas impostas pelo FMI falharam mais vezes do que as em que tiveram êxito...Depois da crise asiática de 1997, as políticas do FMI agravaram as crises na Indonésia e na Tailândia. Em muitos países, levaram à fome e à confrontação social; e mesmo quando os resultados não foram tão sombrios e conseguiram promover algum crescimento depois de algum tempo, frequentemente os benefícios foram desproporcionadamente para os de cima, deixando (as classes médias e) os de baixo mais pobres que antes.

O que me espantou foi que estas políticas não fossem questionadas por quem tomava as decisões...

Subjacente aos problemas do FMI e de outras instituições económicas internacionais é o problema de governação: quem decide o que fazem?" (Joseph Stiglitz, Globalization and its Discontents, 2002). Haverá alternativa? Deixo este tema para a próxima crónica.

Boaventura Sousa Santos 



Publicado por Xa2 às 00:07 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Um mundo em rede

Cavaco Silva não mudou substancialmente nada desde que apareceu na política portuguesa. As pessoas é que se vão esquecendo dos pormenores. No plano político, Cavaco Silva é, fundamentalmente, o homem que, acabado de chegar à presidência do PSD, tentou travar a assinatura do tratado de adesão de Portugal à CEE, porque queria ser ele a "ficar na fotografia" de uma glória que não lhe cabia; é o primeiro-ministro que presidiu ao esbanjamento dos fundos comunitários após a adesão de Portugal à "Europa"; o político que usou o dinheiro público para comprar maiorias eleitorais concedendo (em momento "oportuno") à função pública regalias insustentadas no estado da nação; o calculista que pensa primeiro em si, depois em si, depois em si, e só em último lugar pensa nos outros se já não se lembrar de nada em que lhe convenha pensar primeiro em si - o que o faz reincidir na traição aos seus companheiros políticos, apesar de se aproveitar bem dos seus amigos de negócios. Em Portugal (e por esse mundo fora), tudo isso dá votos.

No plano pessoal, para não entrar em conversas desagradáveis - são sempre desagradáveis as conversas sobre tipos que se fazem de santos para melhor explorarem a boa vontade dos outros - basta lembrar este episódio (contado no Random Precision) para compreender quem é o verdadeiro Cavaco Silva. E a sua rede.

Porfírio Silva [Machina Speculatrix]



Publicado por JL às 19:14 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Contra o manhoso, votar, votar!

Tinha dificuldades, desta vez, em ir às urnas. E admitia abster-me. Por não ter candidato…

E isto porque a Alegre não perdoarei o passado recente: a responsabilidade na queda dos dois melhores ministros – e estes sim, consequentemente empenhados da defesa do estado social -as chantagens sobre o governo do seu partido, a ingenuidade na defesa da união das esquerdas, como se fosse do vinagre que se faz o vinho e não o contrário.

Mas os últimos dias da campanha obrigam-me a rever as coisas. Não tanto por mérito de Alegre. Acontece que o manhoso é ainda pior, mais intelectualmente desonesto, que o que já tinha por adquirido. E, com enorme falta de tacto, permite-se mesmo declinar já o que será a sua futura postura presidencial: chefiar, de forma ostensiva, a oposição, a partir de Belém. De facto, o que tem dito do governo, as acusações feitas, boca escancarada, só permitem concluir que assim será.

Sentiu-se alcandorado a divindade com as velinhas com que se viu rodeado na contestação a lei que ele mesmo promulgou. E tomou-lhe o gosto.

Mas, porque manhoso é muito pior que gato assanhado, toca a votar. Contra o manhoso, votar, votar!

A. Moura Pinto [O Azereiro]


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Publicado por JL às 15:16 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

- Estabilidade para quem ? Allô esquerda.

 . 

Estabilidade para quem ? (por João Rodrigues)
O ex-ministro da saúde Correia de Campos, o das parcerias público-privadas, do esvaziamento do Serviço Nacional de Saúde, decidiu decretar que Cavaco garante “estabilidade”. Claro que garante. Estabilidade para quem quer aproveitar a crise para fragilizar o SNS e outros serviços públicos, substituindo os direitos sociais pela ineficaz caridade. Estabilidade para quem, como Passos Coelho, quer aprofundar as políticas de subversão constitucional, as que transferem ainda mais instabilidade para os trabalhadores através de mudanças nos princípios que enquadram as relações laborais. Estabilidade para os banqueiros que vivem à custa do Estado bombeiro. Cavaco sempre se deu demasiado bem com banqueiros. Estabilidade para criar crises políticas. Estabilidade para apoiar o FMI em tudo o que for preciso, da generalizada redução dos salários até à entrega de ainda mais recursos públicos aos privados. Estabilidade para criar instabilidade para a maioria.

 

O ressabiamento é menos importante do que a ideologia na reacção de Correia de Campos. As suas posições são a expressão da colonização ideológica da social-democracia pelo neoliberalismo, como já aqui defendi. Manuel Alegre, pelo contrário, sempre recusou esse triste destino, um destino que contribuiu para o actual impasse da União Europeia e para esta crise.

 

O Rui Tavares já disse o essencial sobre Manuel Alegre e sobre os seus valores. Sublinho apenas dois ou três pontos.

Em primeiro lugar, Manuel Alegre foi dos primeiros em Portugal a defender a necessidade de uma iniciativa diplomática das periferias para evitar uma austeridade que as vai destruir, o que requer reformas na arquitectura do euro.

Em segundo lugar, Manuel Alegre tem um compromisso político firme com a defesa do Estado social e com o seu reforço, uma das melhores expressões de uma comunidade política decente que não desiste de garantir as mais amplas e concretas liberdades para todos.

Isto também passa pela defesa de direitos laborais fundamentais, já que a democracia não pode ficar à porta da empresa.

Isto quer dizer que Manuel Alegre é o candidato em melhores condições para garantir a estabilidade constitucional ameaçada por derivas reaccionárias.

Em terceiro lugar, Manuel Alegre sabe que o actual “capitalismo de pilhagemameaça o Estado social, gera crises e desemprego e tem de ser superado pela acção de um Estado estratego autónomo face aos grandes interesses. É preciso mudar os termos da conversa.

 

Estas parecem-me ser as linhas de fractura mais importantes na actual conjuntura política, as linhas onde se decide politicamente a estabilidade para a maioria. É aqui que as esquerdas têm de estar, nas presidenciais e para lá delas.

    aviso.jpg                                     

Imagens de Gui Castro Felga

 



Publicado por Xa2 às 12:37 de 19.01.11 | link do post | comentar |

PRESIDENCIAIS 2011

Uma pergunta e uma resposta

Sabem porque, em Portugal, não se consegue constituir uma “Coligação de Esquerda Unida”?

É porque os políticos andam todos fora da graça de Deus e porque já não acreditam que o CEU existe!

Contudo, se o povo quiser, no próximo Domingo, dia 23, consegue forçar que venha a existir, efectivamente, uma “Coligação de Esquerda Unida”, basta para tanto que cada um


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Publicado por Otsirave às 00:15 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Pior do que antes do 25 de Abril?

Num artigo do Público lê-se que "Metade dos portugueses diz que o país está pior do que antes do 25 de Abril".

No artigo em questão não se refere, tanto como me apercebi, qual a idade dos entrevistados para a realização do estudo "As Escolhas dos Portugueses e o Projecto Farol".

Qualquer pessoa com menos de quarenta anos não pode afirmar, com rigor, se o país está pior ou melhor que antes da Revolução do Cravos, pela simples razão que não viveu naquela época. Pode fazer uma ideia através do que leu, estudou, viu em reportagens ou ouviu dizer. Mas isso não é a mesma coisa que ter vivido na época e ter sentido a realidade socioeconómica desse tempo.

Acresce que mesmo tendo estudado a época não poderia ter acesso a dados com grande base científica, pois o que havia na altura, a esse nível, era quase nada. A realidade de hoje é também incomensuravelmente diferente da que existia na época.

No entanto, outras afirmações do Estudo em causa parecem-me interessantes, como seja o caso de 90 por cento dos inquiridos dizem desconfiar ou confiar muito pouco na classe política e nos Governos.

António Garcia Barreto [O Voo das Palavras]


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Publicado por JL às 00:11 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Não confio no candidato ''boa'' moeda

A boa moeda  (-por Daniel Oliveira, 17.01.2011)

Para apelar ao votos dos jovens, Cavaco Silva deixou frase enigmática:
"Pensem bem o que significa alhear, deixar àqueles que são mais medíocres, àqueles que têm menos conhecimentos e capacidades, aqueles que são menos sérios, o poder de decisão".

Sabemos que o Presidente não tem uma relação fácil com verbo - os exercícios interpretativos das incompreensíveis declarações públicas do Presidente são já um clássico da política portuguesa -, mas seria bom perceber qual é a ideia.
- Que os mais velhos são medíocres? Espero que não.
- Que quem costuma votar é pior do que quem não vota? Seria estranho.
- Que os mais velhos tendem a escolher gente menos capaz? Improvável.
Talvez o candidato queira dizer, na sua língua de trapos, que é necessário ir votar nele para impedir que se escolham medíocres, desonestos, incapazes e ignorantes.

Feita a mais benigna das interpretações, o que Cavaco Silva deixa nesta frase é o que deixou em toda a campanha e, diga-se em abono da verdade, durante quase toda a sua carreira política:
a arrogância como programa político.
Já foi assim nos debates com quase todos os candidatos, assim continua.

O que se tira desta declaração é que o que divide Cavaco Silva dos restantes oponentes são as qualidade pessoais de cada um. E qualidades de carácter.
Segundo o Presidente, que sempre teve de si próprio uma opinião que se aproxima perigosamente da megalomania, os seus opositores são mais medíocres, menos conhecedores e capazes, e, veja-se bem, menos sérios do que ele.
O discurso de Cavaco sempre se resumiu a isto mesmo: ele é a boa moeda.
E fala assim o homem que teve, até há uns meses, Dias Loureiro como um dos seus principais homens de confiança.

Cavaco tem de se decidir.
Ou quer falar dos problemas do País, e abandona de uma vez por todas o elogio quase delirante às suas qualidades pessoais, concentrando-se nas alternativas políticas que se apresentam nestas eleições,
ou mantém esta estratégia e temos todo o direito a escrutinar se o que diz sobre si próprio é comprovável.

Ou os seus traços de carácter não são relevantes nestas eleições e ele não se compara nesse domínio aos restantes candidatos, ou eles são fundamentais para o nosso voto e esse é um tema desta campanha.

Se são um tema, digo sem rodeios:

NÃO CONFIO na seriedade de Cavaco Silva.
Não confiava quando o seu governo se enterrava em escândalos de corrupção, quando Dias Loureiro era ministro e Oliveira Costa era secretário de Estado e
quando os dinheiros europeus serviam para engordar patos bravos.

NÂO CONFIO quando fica evidente que continuou, durante anos, a fazer negócios com a quadrilha do BPN.

NÃO CONFIO nas capacidades políticas de Cavaco Silva.
Não confiava quando escolheu, numa das maiores oportunidades que Portugal já teve, o modelo de desenvolvimento que nos levou à ruína e quando tratava da contestação de estudantes, de trabalhadores, de utentes da ponte 25 de abril ou de forças de segurança à bastonada.

NÂO CONFIO quando o vejo embrenhar-se numa novela como a das escutas ou deixa que o País seja insultado pelo chefe de Estado checo, ao seu lado, sem abrir sequer a boca.
Não confiava nem confio nos conhecimentos de Cavaco Silva sempre que demonstrou e continua a demonstrar a sua inquietante iliteracia e a sua perturbante falta de Mundo.

Estarei a ser insultuoso para o nosso Presidente? Não mais do que Cavaco Silva foi ao referir-se aos seus opositores. É que já cansa tanta pesporrência.



Publicado por Xa2 às 00:07 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Trabalho, economia, ideologia e ''estudos'' enviesados

A lógica da batata aplicada ao trabalho...
É sabido que a investigação económica do Banco Portugal é influente no contexto político nacional, o consenso da Almirante Reis. Já muito se tem escrito neste blogue sobre os enviesamentos do trabalho aí conduzido, mas vale a pena olhar para o mais recente trabalho publicado sobre mercado de trabalho português para se perceber os preconceitos ideológicos que se escondem sob o manto da produção “positiva”. 

    Num documento de trabalho publicado em anexo no boletim de inverno do BP, três autores fazem a análise da sensibilidade dos salários ao ciclo económico português (taxa de desemprego). Concluem que a sensibilidade dos salários ao desemprego diminuiu na última década graças à moeda única: num contexto de baixa inflação é mais difícil reduzir salários reais. Até aqui tudo bem.

   No entanto, é interessante ler como se considera o mercado de trabalho português “esclerosado”, na medida em que as dinâmicas de criação e destruição de postos de trabalho são mais lentas do que no mercado norte-americano (comparações europeias não existem aqui).
   Ou seja, para os autores a brutalidade de se perder e conseguir emprego várias vezes na vida é desejável face à modorra da segurança no trabalho (e na vida, digo eu). Deve ser díficil ter (um belíssimo) emprego para a vida, como no Banco de Portugal.

   Mas, ainda mais desgraçado, é o lamento que percorre o trabalho sobre a redução da sensibilidade dos salários ao desemprego. Os salários não caíram o suficiente face ao aumento do desemprego, segundo os autores. Duas premissas (e já nem entro no que considero ser um imenso autismo social) comandam este lamento:
 1) uma visão estreita da competitividade da economia: esta depende estritamente dos custos salariais absolutos; nada interessam as comparações com os nossos competidores ou a análise da estrutura da economia portuguesa face ao exterior (mão-de-obra intensiva, pouco qualificada, etc.);
 2) a total negligência dos efeitos agregados que uma queda de salários provoca na economia (menos procura, mais desemprego).

Esta última merece maior atenção. Segundo os autores, é essencialmente o custo salarial (a sua “rigidez”) que causa o desemprego. Face a choques externos (sei lá, como uma crise internacional), os salários deviam ter sido reduzidos o suficiente para impedir a falência ou o despedimento.
Não interessa saber se as empresas têm encomendas, ou se afinal, o mercado de trabalho não é “esclerosado” e é fácil despedir. O que interessa é o preço de equilíbrio.

E aqui os autores apontam (especulam?) três grandes causas para este mítico preço não ser atingido:
 1) a existência de um salário mínimo (ignorando assim a evidência empírica);
2) “a crescente generosidade do subsídio de desemprego”;
3) a existência de acordos colectivos de trabalho, onde são acordados aumentos salariais por sector (novamente não é apresentada qualquer evidência empírica para o facto dos patrões acordarem salários que os conduzem à falência...).
Mas nada disto é ideológico. Pois.
"Ministros de seis países com 'rating' da dívida de AAA reúnem antes do Eurogrupo."


Publicado por Xa2 às 00:06 de 19.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Cavaco Explosivo

Cavaco Silva anda a incitar o povo da direita a manifestar-se; declarou mesmo que era uma manifestação de vitalidade, isto a propósito do financiamento das escolas dos paizinhos ricos que, além de não quererem pagar impostos, querem o dinheiro do Estado para as suas escolas quando há uma rede nacional de escolas públicas com muita qualidade e que tem sofrido uma queda de alunos matriculados devido à baixa natalidade nos últimos vinte e tal anos.

O candidato e putativo presidente eleito brinca com o fogo, pois essa manifestação de vitalidade pode estender-se a muitos ou todos os sectores da sociedade, dado que há algo de novo na sociedade portuguesa.

Como economista, Cavaco tinha o dever de saber que, com os atuais juros, acabou o ciclo do viver na base do fiado, isto é, do crédito barato e, além disso, o custo dos juros vão absorver tudo aquilo que poderia no futuro ser défice para despesas gerais como apoios às escolas privadas, às misericórdias e a quase toda a gente de direita ou de esquerda, rica, média ou pobre.

O Estado deverá terminar o ano com um défice de 4,6% , quase todo destinado a juros. Por isso, toda a gente terá o direito de mostrar a sua vitalidade e ir para a rua manifestar-se, mas daí não virá mais dinheiro e, provavelmente, sabe bem o economista Cavaco, os mercados irão fazer subir ainda mais os juros das obrigações do tesouro a colocar em leilão. Cavaco e Correia de Campos não sabem que o Banco Central Europeu não pode emitir moeda em valor superior a 1% do Pib da zona euro (93 mil milhões de euros) e que o economista Paul Krugman (Prémio Nobel) disse que isso representava umas algemas colocadas a todos os europeus, pois sem moeda nenhuma economia pode crescer. A única alternativa é exportar para fora da Europa como está Sócrates a fazer. Mas, claro, isso é areia a mais para a camioneta do economista Cavaco e do não sei quê Correia de Campos.

Cavaco mostra a sua estupidez, brincando com o fogo, mas não tem a coragem de apresentar uma alternativa e se acha que não é assim deveria proclamar bem alto a célebre frase de Humberto Delgado, “obviamente demito-o” ou antes “obviamente dissolvo a Assembleia da República e convoco novas eleições”. E depois explicaria que não é verdade que os juros estejam tão altos e que não é verdade que o Governo tenha de fazer cortes em todas as despesas como está a fazer e que é tudo má vontade do José Sócrates e que outro PM faria aparecer dinheiro para os bispos e suas escolas e para todos os que exigem mais e mais disto e daquilo, incluindo o fim dos cortes nos salários superiores a 1.500 euros dos funcionários públicos e os cortes nas pensões milionários com uma limitação quase completa à multiplicação de pensões e destas com salários.

Provavelmente, o atual presidente dirá que não é verdade que a dissolução da AR tenha custos para o País e que novas eleições não terão influência nos mercados, antes pelo contrário, estes ao saberem que é possível a saída de Sócrates vão descer os juros para 1 ou 2%.

Cavaco não sabe o que dizer nas suas arruaças, pelo que entrou num perigoso ciclo de asneira e estupidez extremamente graves para o País.

Correia de Campos tinha a obrigação de ouvir os discursos do Sr. Silva e saber que não é nenhum referencial de estabilidade. Só os estúpidos é que podem acreditar nele. Cavaco é um "obviamente ... nada".



Publicado por DD às 21:09 de 18.01.11 | link do post | comentar |

Correia deCampos: “Alegre não é alternativa. Cavaco garante estabilidade”

O ex-ministro da Saúde de José Sócrates e actual membro da Comissão Política do PS, acha que nem vai haver segunda volta nas eleições presidenciais: “O país precisa de estabilidade e Cavaco é que a garante.”

[Jornal I]

 

Os militantes socialistas, que não apoiem Manuel Alegre, têm a obrigação de não divulgar publicamente essa opinião. Podem discordar de Manuel Alegre, mas não podem é apoiar publicamente adversários políticos. E se esta obrigação militante se aplica mesmo aos militantes de base, por maioria de razão se deve aplicar aos membros da comissão política do PS.

Pode Correia de Campos até estar certo, mas deveria conter-se até às eleições. Reconheço que esta atitude Correia de Campos não me surpreende, atendendo aquilo que dele conheço, desde a Escola Nacional de Saúde Pública, até à sua passagem pelo governo. Quem acompanhe, ainda que pouco a sua postura nos diferentes palcos que pisou, facilmente se apercebe da sua ambição e dos meios que utiliza para alcançar os seus fins.

O problema para o PS não é só Correia de Campos: é que no PS os Correia de Campos são muitos.

Mas tudo seria diferente se no PS não houvesse tantos militantes acéfalos.



Publicado por Izanagi às 15:21 de 18.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Exemplar deputado da Nação

Horácio Antunes, eleito pelo círculo de Coimbra, deputado do Partido Socialista é simultaneamente presidente da Associação de Futebol de Coimbra.

Na sua qualidade de deputado aprovou a Lei de Bases da Educação Física e do Desporto assim como o Regime Jurídico das Federações Desportivas.

Como dirigente associativo/desportivo não está de acordo com a referida Lei e Regime, nomeadamente com a eleição de alguns Órgãos da FPF e afirma que há uma ingerência do poder político na esfera desportiva.

Curioso que não se recordou de tal facto quando na qualidade de deputado, aprovou tal diploma sem pestanejar.



Publicado por JL às 14:49 de 18.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Bairros Sociais e sua fractura

As bancas de droga não se fixam ao acaso, fixa-se por várias razões estruturais.

Um dos aspectos terá a ver com a recruta de mão-de-obra, nada mais fácil, encontrar nos Bairros Sociais, pessoas que não conseguem entrar no mercado de trabalho, nem tem grandes expectativas de lá entrar.

Depois para muitos dos nossos jovens, consideram a escola como um destino que abre para parte nenhuma.

Os bairros sociais continuam a ser sítios de margem, a manter um certo aspecto de fortificações onde é mais fácil desenvolver este tipo de actividades.

Com a crise a bater à porta, com a perda económica das famílias, algumas pessoas não olham a meios e lançam mãos as economias paralelas.

O tráfico instala-se nos bairros sociais, em primeiro lugar, porque há uma clientela disposta a comprar, depois em segundo lugar, os mercados ilícitos necessitam de quem opere ao nível da rua sem grande medo da polícia, com mecanismos de protecção perante as invasões, em terceiro faz-se normalmente em terrenos urbanos de mais difícil acesso.

 E então a polícia vai aos bairros sociais? Sim, vai, muitos bairros até têm esquadras, com 41 efectivos, mas de nada vale e como brincar ao jogo do rato e do gato.

Como se resolve o problema do tráfico? Possivelmente como é que se resolver a divida do país? Possivelmente como é que se resolve os problemas dos fechos das fábricas em Portugal? Possivelmente como é que se resolve o problema do desemprego em Portugal?

Texto de opinião de João Carlos B. Antunes também publicado em AMBCVLumiar blog 



Publicado por Gonçalo às 14:20 de 18.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Prepotência

Uma mulher idosa "bastante debilitada" entrou no Centro de Acolhimento de Xabregas numa sexta-feira à tarde para lá ficar o fim-de-semana. Dormiu e, no dia seguinte, não entregou a chave do cadeado do armário como obriga o regulamento. Nessa noite, não foi autorizada a entrar e "dormiu à porta".

"Foi encontrada morta. O INEM já nada pôde fazer. Um auxílio não se nega a ninguém. O caso foi abafado e não foram apuradas as responsabilidades".

[Diário de Notícias]



Publicado por JL às 11:34 de 18.01.11 | link do post | comentar |

MAS QUE RAIO DE JUSTIÇA É ESTA?

Homicida confessa e é solto

Procuradora do Ministério Público promoveu liberdade para homem que matou rival a tiro.

Lei impede magistrados de decretar preventiva.


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Publicado por [FV] às 09:42 de 18.01.11 | link do post | comentar |

Viva o povo tunisino

TUNÍSIA: jovem imola-se pelo fogo e derruba ditadura

    No dia 17 de Dezembro, em Sidi Bouzid, localidade tunisina, Mohamed Bouazizi, de 26 anos, com curso superior de informática, no desemprego, ia subsistindo como vendedor ambulante de fruta e hortaliça, quando mais uma vez a polícia o proibiu de vender na rua, única forma que lhe restava de subsistência da família. Revoltado, Mohamed Bouazizi foi comprar gasolina e imolou-se pelo fogo, em frente da câmara municipal.
    Em 14 de Janeiro, menos de um mês depois, o ditador Ben Ali, que há 23 anos governava o país, teve de fugir para a Arábia Saudita, derrubado pela onda de revolta que por todo o país alastrou resistindo à repressão que causou 66 mortos (dados de organizações dos direitos humanos.)
    O acto de desespero de Mohamed Bouazizi foi a centelha que incendiou o mar de descontentamento, humilhação, desemprego e pobreza da população tunisina revoltada com a corrupção e o enriquecimento faustoso do ditador e seus apaniguados.
    O ditador prometeu tudo. Não se “recandidatar”, dar liberdade de expressão, diminuir os preços da alimentação. Tarde demais. As manifestações principalmente de estudantes e comerciantes não paravam e receando os excessos na repressão (e a justiça internacional) o chefe do Exército suspendeu-a contra as ordens do ditador.
    Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egipto, como aliás os restantes países árabes vivem sob ditaduras toleradas quando não apadrinhadas pela Europa. Só quando os ditadores não são “os nossos ditadores”, e atacam os “nossos” interesses, é que a democrática Europa se agonia com as ofensas à liberdade.
    Estes ditadores corruptos e a minoria privilegiada que os apoia, saqueiam e condenam à miséria e atraso os seus povos. A democrática União Europeia, a França, a Alemanha, a Suiça, a Itália e outros, recebem, escondem e aplicam as fabulosas fortunas roubadas por estes ditadores e ao apoiarem-nos são um factor decisivo contra a  democratização dos seus países.
    E não serve de desculpa o perigo de serem substituídas por ditaduras fundamentalistas piores. O fundamentalismo é alimentado pela miséria, pela consciência das injustiças sociais e do conúbio do Ocidente com estes regimes corruptos e despóticos em troca do saque das riquezas nacionais. Na Tunísia o movimento islâmico fundamentalista, proibido, Nahda (Renascimento) não teve nenhum papel nesta revolta popular.
    Obama saudou o derrube do ditador. Os líderes europeus seguem-lhe o exemplo timidamente. A queda do ditador, por enquanto é só isso e para dar lugar a uma revolução democrática a movimentação popular tem de continuar e desmantelar o aparelho que suportava o regime.
      Dois dados muito interessantes da “revolução” tunisina:
1º: O papel das novas tecnologias, telemóvel, internet, canais estrangeiros de televisão não censurados, nomeadamente da Al Jazira permitiram a comunicação e a coordenação das manifestações à escala nacional.
2º: o surgimento de manifestações de apoio por todo o norte de África onde o Egipto poderá estar na calha para seguir o exemplo da Tunísia.
__________________
Tunísia:  163.610 Km2. Cerca de 10,6 milhões hab. Pib/capita USA $9,500 (2010 est.) Link ; link .

 # posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra 



Publicado por Xa2 às 07:07 de 18.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Conversa de pombos

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Publicado por JL às 00:15 de 18.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Município de Lisboa, atitudes e verdades

Contrariamente ao que foi o seu comportamento, em 2010, o PSD permitiu, este ano, a aprovação do Orçamento Municipal de Lisboa.

No passado dia 14, a Assembleia Municipal da capital aprovou por maioria dos eleitos o orçamento para governo da maior cidade do país.

Para se chegar a tal desiderato o PSD exigiu que as freguesias recebessem mais apoios além da redução orçamental de 1.005M€ para 900M€ através da retirada de 100M€ de receitas provenientes de um putativo negócio com a EPAL cujos contornos duvidosos já aqui havíamos alertado.

Deste modo, a nosso ver, o PSD acaba por, numa cajadada, fazer dois favores ao executivo de Antonio Costa: aprovou o orçamento e evitou um mau negócio.

É de louvar, concomitantemente, a atitude de reconhecimento assumida por Miguel Coelho, enquanto líder da bancada socialista.

As atitudes, boas ou más, são para serem reconhecidas e as verdades para serem ditas e escritas. Haja agora controlo e observância dos “Príncipes de Bom Governo” na aplicação das verbas aprovadas é o que os eleitores esperam.



Publicado por Zé Pessoa às 00:11 de 18.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Nunca mais acaba…

Acredito que Cavaco Silva esteja ansioso pelo fim da campanha, é que não deve ser fácil andar tantos dias a falar verdade ao povo. Tanta verdade também cansa.



Publicado por JL às 00:01 de 18.01.11 | link do post | comentar |

Relações laborais e bem-estar no trabalho

Oito em dez franceses trabalham com gosto!

Oito em dez franceses vão com gosto ao trabalho segundo uma sondagem recente. Apesar da crise económica e do desemprego bem como da mediatização do sofrimento no trabalho a satisfação parece estável naquele País europeu.

Os mais satisfeitos são os quadros e as profissões intelectuais (92%) e os menos satisfeitos são os operários (73%) e, até alguns operários, nada satisfeitos(26%).

Todavia, 10% dos trabalhadores franceses têm necessidade de uma droga para enfrentar o seu trabalho.

Segundo o primeiro barómetro do «bem estar no trabalho» os franceses, embora maioritariamente satisfeitos com o seu trabalho consideram que a sua situação no trabalho se degradou nos últimos seis meses!

P.S.: Por cá, do trabalho e da política foge-se como o diabo da cruz, a avaliar pelas taxas de absentismo e de abstenção.

A. Brandão Guedes [Bem Estar no Trabalho



Publicado por Zurc às 15:49 de 17.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Que Cavaco é este?

Quem segue de perto a campanha para as presidenciais já percebeu que Cavaco Silva endureceu o discurso.

Quase todas as intervenções da última semana incluíram recados ao Governo. Ele foi a admissão de que a eventual vinda do FMI representa um falhanço do Governo; ele foi o reconhecimento de que pode haver crise política grave; ele foram referências a má governação; ele foram críticas aos cortes cegos na Educação e apoios sociais; ele foram críticas ao corte de salários na Função Pública.

O que significa esta mudança? É o Presidente a falar para a sua base tradicional de apoio, que se sente traída por não ter sido mais interventivo no primeiro mandato? É o Presidente a sinalizar que, se reeleito, não vai ser tão tolerante com o Governo? É o Presidente a introduzir outros temas na campanha, tentando sacudir a colagem ao BPN? Talvez seja um pouco de tudo: Cavaco precisa de recuperar a iniciativa e mostrar que tem uma agenda que responde às preocupações de um largo espectro do eleitorado. Até para evitar uma segunda volta… Mas isso é uma coisa; não largar o pé do Governo é outra. Os eleitores não são estúpidos e podem perguntar: mas se não está de acordo porque não falou mais cedo?

Acresce que ao exagerar na crítica Cavaco pode ser acusado de querer dar o poder ao PSD, juntando maioria presidencial e parlamentar. Um tema já glosado por Manuel Alegre, que associou a coincidência entre maioria presidencial e parlamentar a riscos para a Democracia. Uma estupidez (afinal Jorge Sampaio e PS já coincidiram no Poder)? Sem dúvida. Só que sociologicamente mais de 50% do eleitorado português continua a ser de Esquerda.

Camilo Lourenço [Jornal de Negócios]



Publicado por JL às 15:46 de 17.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Presidência da República aumentou despesa do estado

Gastos do PR subiram 31% em cinco anos

As despesas da Presidência da República aumentaram de forma constante ao longo dos cinco anos de mandato de Cavaco Silva. Em 2006, primeiro ano de mandato, a despesa inscrita no OE foi de 14,1 milhões de euros, subindo progressivamente até atingir o valor máximo de 17,4 milhões de euros em 2010.
[Vida Económica]

 

Que bem prega Frei Tomás…


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Publicado por [FV] às 15:02 de 17.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

A explicação da crise financeira europeia

(clicar na imagem para visualizar o vídeo)


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Publicado por JL às 12:43 de 17.01.11 | link do post | comentar |

não se meta onde não é chamado

(clicar na imagem)



Publicado por JL às 00:29 de 17.01.11 | link do post | comentar |

ELEIÇÕES, AGENTES NAS MESAS DE VOTO

O deplorável comportamento de executivos e agentes partidários no exercício dos seus respectivos cargos electivos

Nos termos do disposto no Artigo 4.º da Lei N.º 22/99 de 21 de Abril que “Regula a Criação de Bolsas de Agentes Eleitorais e a Compensação dos Membros das Mesas das Assembleias ou Secções de Voto em Actos Eleitorais e Referendários” os cidadãos, no pleno exercício dos seus direitos de cidadania, podem inscrever-se para poderem ser seleccionadas a fim de fazer parte da referida bolsa.

Assim, as câmaras municipais, com a colaboração das juntas de freguesia, promovem a constituição das bolsas através do recrutamento dos agentes eleitorais, cujo anúncio será publicitado por edital, afixado à porta da câmara municipal e das juntas de freguesia, e por outros meios considerados adequados, nº 1 do referido artigo 4º.

Algumas juntas divulgaram nos placares, fixados junto das suas respectivas portas, mas não o fizeram nos mais locais habituais de divulgação informativa das suas actividades, como de resto e habitualmente sempre precária.

O diploma remete para “outros meios considerados adequados” naturalmente que, com a evolução das tecnologias e concomitante criação dos sítios (paginas electrónicas), seria espectável que muita divulgação da actividade dos representantes eleitos por seus pares fosse disponibilizada a quem os elegeu, como sejam as iniciativas e as propostas que têm. Não, lamentavelmente continuam com atitudes e procedimentos de caciquismo atroz e arrepiante fazendo convites em círculo fechado e exclusivamente por contactos pessoais.

O nº 3 do mencionado artigo determina que “Os candidatos à bolsa devem inscrever-se, mediante o preenchimento do boletim de inscrição anexo à presente lei, junto da câmara municipal ou da junta de freguesia da sua circunscrição até ao 15.º dia posterior à publicitação do edital referido no n.º 1 do presente artigo”. É claro que são poucos, além dos contactados pelos controleiros político-partidários, que têm conhecimento atempado e dentro do prazo para efectuar a respectiva inscrição.

Assim funciona a nossa democracia, mesmo ao nível mais baixo, anda de rastos, anda ao nível do chão. Será que os cerca de 80,00€uros, mais um dia de ausência ao trabalho, justificam tão baixo nível democrático?



Publicado por Zé Pessoa às 00:04 de 17.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A maior crise na economia cubana
Alberto João Jardim terá de desfazer-se dos seus havanos

A maior crise que alguma vez, a economia cubana teve de enfrentar vai acontecer a breve prazo, bem como a da economia do principado mmadeirense.

Este JJ não poderá, para bem da sua própria saúde, continuar a consumir charutos, sobretudo, cubanos nem a famosa poncha mmadeirense.

A saúde de um príncipe acima de tudo. Saúde e longa vida, é o que se lhe deseja, que políticos destes fazem falta para animar as hostes politiqueiras dos nossos jardins continentais e insulares.


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Publicado por Otsirave às 22:40 de 16.01.11 | link do post | comentar |

Bettencourt: fica! Olha o que ai vem!

O deputado do PSD Luís Campos Ferreira

admitiu a possibilidade de avançar com uma candidatura à presidência do Sporting…



Publicado por JL às 20:38 de 16.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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