Precários inflexíveis

PSD e CDS-PP apresentam propostas de incentivo à precariedade 

O PSD e o CDS-PP continuam a defender a tese de que mais vale um emprego precário do que o desemprego. A proposta do PSD, para flexibilizar a contratação a prazo de jovens à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração, e a proposta do CDS-PP para aumentar o limite máximo de duração dos contratos de trabalho a prazo, parecem ignorar que mais de 40% dos novos desempregados são derivados do fim do trabalho a prazo e que 9 em cada 10 empregos são precários (segundo o Banco de Portugal).
 
O incentivo à não-integração dos trabalhadores nas empresas e nas instituições públicas corresponde à promoção da precariedade com o falso argumento de combate ao desemprego. No entanto, os números do desemprego também são claros nisso: 44,1% das inscrições no Centro de Emprego efectuadas no decurso do mês de Dezembro de 2010 decorrem de situações de término de contratos a prazo.
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 XI. O que é o Falso Trabalho Temporário ?
Trabalhadores temporários são todos e apenas aqueles que trabalham para Empresas de Trabalho Temporário (ETT) e que por isso estão submetidos a legislação própria (Arigo 172.º ao 192.º do Código do Trabalho). Uma legislação injusta e, na maioria das situações, pior do que qualquer outro tipo de relação de trabalho previsto na lei, pois entre outras injustiças não impõe qualquer limite ao número de renovações de contratos e desresponsabiliza os verdadeiros empregadores, designados no Código do Trabalho por "Empresas Utilizadoras" - aquelas que requerem os serviços das ETT's. Mas as diversas injustiças já contempladas na legislação não chegam aos patrões das ETT's, para quem a impunidade é um facto e por isso transgridem a lei permanentemente e de forma diversa, de seguida abordamos a mais comum.
 
A maioria dos trabalhadores temporários - 400 mil trabalhadores, anunciou recentemente o patrão dos patrões das ETT's, Marcelino Pena Costa - trabalham em situação ilegal, são falsos trabalhadores temporários, porque executam funções permanentes, transgredindo as regras de admissibilidade para este tipo de relações laborais determinadas pelo Artigo 175.º do Código do Trabalho.
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  A Adecco, ao serviço da Portway, estará a chantagear os trabalhadores precários no acesso ao posto de trabalho, obrigando a que estes tenham de pagar 350 euros para terem acesso à formação necessária ao posto de trabalho. Está ainda incluído no processo, um conjunto de 19 dias úteis em que o trabalho não é remunerado, ou seja, trabalho escravo.



Publicado por Xa2 às 13:07 de 28.02.11 | link do post | comentar |

Geração Parva, Geração Rasca, geração...

PROTESTO DOS JOVENS TRABALHADORES PRECÁRIOS!

 

No próximo dia 12 de Março vai realizar-se uma grande manifestação de jovens trabalhadores com vínculos precários e desempregados! Sob o nome de «Geração à rasca» a manif vai realizar-se na Avenida da Liberdade em Lisboa e na Praça da Batalha no Porto.

A forma como se está a organizar este protesto , na linha da organização autónoma dos trabalhadores, está a levantar algumas suspeitas da parte dos partidos tradicionais e organizacões sindicais!É tempo de nos habituarmos a novas formas de organização das pessoas.São iniciativas que beneficiam o aprofundamento e revitalização da democracia.É uma luta pelo trabalho digno!
Mais informação
 


Publicado por Zurc às 21:32 de 27.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Sócrates 2011 ?

Moção de Sócrates ao congresso - Governo, governo, governo, governo … o Partido morreu?, o socialismo passou a chamar-se liberalismo?

O secretário-geral do PS, José Sócrates, apresentou ontem a sua moção de estratégia ao próximo congresso (do partido) socialista, que decorrerá nos dias 8, 9 e 10 de Abril, após as directas para a liderança do partido a realizar nos 25 e 26 de Março

Além do actual Secretário-geral são, também candidatos Fonseca Ferreira, Jacinto Serrão e António Brotas. Estes, muito naturalmente (?) serão candidatos perdedores dado que, como sempre e mais uma vez, têm contra si na medida em que se encontra/m favor do primeiro, o aparelho partidário e a maioria dos militantes, sempre à espera de qualquer benesse ou favor mesmo ao nível de imagem pública e publicitaria.

Conforme declarações à Lusa por fonte partidária, a moção apresentada por Sócrates intitula-se «Defender Portugal, Construir o Futuro» e sublinha a importância da estabilidade política como «uma condição de respeito dos portugueses» no contexto de crise económica.

O que essa fonte não terá sido capaz de esclarecer é quem são os portugueses que são obrigados a suportar os custos da crie e quem são os que ficam fora de tais sacrifícios porque tais medidas se lhes não aplicam e a quem se atribuem (sempre os mesmos) carácter de excepcionalidade.

Vivemos a ilusão das luzes e dos arautos do mediatismo das passarelas televisivas e dos poderes, ainda que efémeros, muito apelativos.

Debate interno? O Presidente do Partido manda que cada um “faça-se eleger” e “apareça nos debates das Novas Fronteiras”, quanto a secções fechadas e abandonadas sem actividades ou acção militante, nem uma palavra, quanto à inércia das esturras internas concelhias e federativas na promoção de verdadeiro debate interno, para bem do partido, para garantia e reforço da democracia, para que de melhor forma o país saia da crise, é uma surdez ensurdecedora.

Temos um país a muitas velocidades e a demasiadas excepcionalidades e sempre os mesmos. Este tipo de socialismo o povo dispensaria de bom grado como também os socialistas, aqueles de convicção, aqueles que, apesar de tudo e de todas as circunstâncias, ainda se vão esforçando por nutrir algum respeito pelos princípios que enformam tal doutrina ideológica.



Publicado por Zé Pessoa às 20:02 de 27.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Edifício Escolar da Sociedade José Estêvão em ruína no Lumiar, em Lisboa

Este edifício localiza-se no centro do Lumiar, entalado entre dois edifícios modernos, junto do Centro Comercial na Alameda das Linhas de Torres, teimosamente resiste, dando apenas neste momento abrigo aos pombos que por lá fazem a sua vida.

Em 2007 suspeitava-se que iria ser substituído por mais um bloco de cimento, pois o estado de degradação era tal que colocava em risco à data, a segurança de quem por ali passava.

Passados quatro anos, como devem calcular o risco aumentou consideravelmente, embora tenha sido colocado uma protecção junto ao passeio, para evitar males maiores.

Este edifício foi em tempos aula infantil, cantina e balneário e pertenceu à Sociedade Instrução e Beneficência José Estêvão fundada em 1911, perfazendo agora o seu centenário.

O Lumiar irá perder mais um ponto de interesse local e assim se apaga a história.

Aproveito o momento para falar dos centros escolares republicanos que fazem parte da riquíssima história do associativismo, tão vigoroso na segunda metade do século XIX e nas primeiras décadas do século XX e o Lumiar faz parte deste roteiro Republicano.

Fenómeno também europeu o associativismo oitocentista visava responder aos problemas e solicitações sociais decorrentes de transformações muito importantes, então vividas tanto na sociedade portuguesa como nas demais sociedades dos países ocidentais.

Entre essas transformações, merece referência particular o fenómeno do desenvolvimento das cidades, decorrente do crescimento demográfico e das intensas migrações do campo para as cidades.

É neste contexto historicamente inédito que se assiste ao declínio de formas tradicionais de sociabilidade, à proletarização de camadas importantes da sociedade, à emergência de formas novas de pobreza e mesmo ao agravamento de formas de comportamentos desviantes como o alcoolismo, a vadiagem e a prostituição. Da imensa variedade de todos esses problemas decorre a infinita variedade das associações então criadas, muito diversas quanto à sua natureza, às suas finalidades e às qualidades e condições sociais dos seus associados.

As associações surgem assim como resposta a problemas sociais graves de desenraizamento e de sociabilidade, pois visam o reenquadramento social do indivíduo, sobretudo urbano, numa determinada “associação”, que pode ter objectivos meramente bairristas, ou então sérias motivações profissionais, culturais, filantrópicas, cívicas, políticas, recreativas ou mesmo explicitamente educativas.

A pujança do associativismo oitocentista acaba por envolver todas as camadas sociais, embora seja de longe mais intenso nas cidades, entre as classes médias e as camadas mais pobres da sociedade.

Sabemos que a generalidade das associações tinha objectivos estritamente laicos e era muitas vezes politicamente progressista. Muitas das associações criadas entre nós no último quartel do século XIX tinham, porém, uma importante acção cultural e educativa.

Era necessário e urgente acudir ao gravíssimo problema social proporcionado pela existência de amplas camadas infanto-juvenis vítimas da pobreza, da orfandade, do abandono e do analfabetismo. Face à falência ou à inoperância dos sistemas assistenciais e educativos do Estado, muitas associações procuraram contribuir, cada uma de acordo com a sua natureza, os seus fins e os seus meios para a resolução, sempre pontual e localizada, dos problemas sociais vividos pelas crianças e jovens da comunidade em que se integravam e que serviam. Por isso, muitas das associações então criadas procuravam contribuir para a criação e sobretudo para a educação das crianças desprotegidas, de modo a transforma-las em verdadeiros cidadãos, devidamente escolarizados, portadores de uma eficiente formação profissional, como hoje diríamos e, enfim, úteis à comunidade.

Por outro lado, face às fragilidades do sistema oficial de ensino, nomeadamente ao nível do ensino primário, havia que procurar alternativas mais ou menos informais e até improvisadas mas que respondessem, mesmo que parcialmente, a alguns dos problemas inerentes à deficiente escolaridade dos portugueses e em particular ao problema do analfabetismo. Assim, desde pelo menos o início dos anos 80 do Século XIX que se vão improvisando e ensaiando, promovidos por entidades particulares, modelos organizativos de escolas e de cursos alternativos à escola oficial e às suas graves deficiências. Visava-se quer o combate às carências escolares de sectores importantes da população, quer o ensaio de modelos escolares e pedagógicos alternativos, eventualmente conducentes a uma praxis e a uma escola “nova” e mesmo “republicana”.

Pela sua origem, pela sua natureza, pelos seus objectivos e até pelos seus estatutos, os Centros Escolares Republicanos distinguem-se de outras associações e sociedades da época, mesmo quando estas também tivessem, embora sempre subsidiariamente, objectivos educativos. Com efeito, os Centros Escolares Republicanos, pelos seus estatutos, tinham como objectivo determinante uma função escolar, proporcionando educação e formação a segmentos importantes da comunidade em que se inseriam e que serviam. Os Centros Escolares Republicanos distinguem-se, do mesmo modo, dos chamados Centros Republicanos, pois estes tinham essencialmente objectivos políticos e partidários.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:11 de 27.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Social-democracia e estado social x neo-liberalismo e estado mínimo

HAVERÁ FUTURO PARA A SOCIAL-DEMOCRACIA?

 

    «Haverá futuro para a social-democracia*, entendida como uma forma de organização política que atribui ao estado consideráveis responsabilidades na área social

Durante décadas, ela foi tão consensual no Ocidente que a questão nem se colocava; mas, nos últimos tempos, esse estatuto foi algo abalado.

    Diz-se, por exemplo, que o estado social pressupõe uma carga fiscal incomportável, que a presente debilidade financeira dos estados impõe uma urgente inversão de rumo, que o envelhecimento da população tornou inviável o sistema de pensões, que o apoio aos desempregados prejudica a competitividade, que sairia mais barato transferir para o sector privado a saúde e a educação e que os poderes públicos deveriam concentrar-se nas suas funções essenciais de defesa e segurança.

 

    O argumento económico contra o estado social não é, porém, muito forte. O Sistema Nacional de Saúde britânico surgiu quando o Reino Unido estava arruinado, não numa era de prosperidade - e o mesmo pode ser dito do ''New Deal'' americano. Os estados assumiram amplas funções sociais quando o seu rendimento per capita era bem menos de metade do actual, não se entendendo que nações muito mais prósperas não possam assegurá-las. Depois de um período inicial de rápido crescimento, o peso das despesas sociais no produto estabilizou ou reduziu-se mesmo.

   As soluções para fazer face ao envelhecimento das populações são politicamente difíceis, mas tecnicamente triviais. Por fim, a experiência demonstra que a provisão privada de serviços de saúde, ensino e transportes é, regra geral, mais cara e pior que a pública.

    A sensação que fica do actual debate é que a animosidade contra a social-democracia se estriba menos em argumentos sólidos do que em preconceitos, indiferenças, recriminações e ódios sociais que não ousam dizer o seu nome.

     Quais serão então os problemas reais que ameaçam a sobrevivência do Estado Social ?

    - O primeiro reside na frequente captura dos serviços sociais pelos agentes envolvidos na sua prestação, degradando-os e encarecendo-os.

Na prática, é como se as escolas públicas estivessem ao serviço dos professores; os comboios, ao dos maquinistas; e os hospitais, ao do pessoal hospitalar. Naturalmente, isso reduz o apreço do cidadão pelos serviços sociais, ao constatarem que a retórica dos direitos foi apropriada por egoístas corporações profissionais.

    - O segundo resulta de uma parte crescente dos beneficiários mais pobres serem estrangeiros ou percebidos como tal - por vezes de outras etnias ou religiões - donde decorre uma menor identificação com os problemas dos destinatários da ajuda, tanto mais suspeitos de parasitismo quanto mais distinta for a sua cultura de origem. Recorrendo à elegante linguagem do Dr. Portas, os "ciganos do Rendimento Mínimo" são olhados como oportunistas que "comem os nossos impostos".

    - Em terceiro lugar, vivemos hoje em sociedades tribalizadas e fragmentadas, em que se diluíram sensivelmente não só o sentido de grupo social como mesmo o de nação. Ora a criação de sistemas de solidariedade públicos estribou-se num sentido de identidade partilhada envolvendo cidadãos com cultura e valores comuns, agora postos em causa.     As pessoas hoje mobilizam-se para exigir o comboio do Tua, salvar o lince da Malcata ou apoiar uma consumidora maltratada pela Ensitel, mas desvalorizam a importância do voto e desinteressam-se de grandes causas nacionais.

    Muito mais do que qualquer imaginária crise de sustentabilidade são essas circunstâncias que contribuem para minar o sentimento de solidariedade, encolher a base social de apoio do estado social e questionar a sua legitimidade.

  

   No seu último livro ("Ill Fares the Land", em português "Um Tratado Sobre os Nossos Actuais Descontentamentos"), Tony Judt conclui que só a recordação de como eram cruéis as nossas sociedades antes da emergência da social-democracia permitirá impedir o seu desmantelamento. Mas é provável que uma atitude nostálgica, não enraizada no presente, a faça parecer ainda mais obsoleta.  Em vez de contemplarmos a social-democracia como um paraíso perdido, talvez devêssemos antes adoptar uma postura crítica orientada para a sua reforma.(... do sistema partidário-eleitoral, da governação, economia e valores sociais)

  

    Convém recordar que a estatização da solidariedade, antes a cargo das famílias ou das instituições de socorro mútuo, veio excluir os cidadãos da sua gestão quotidiana e liquidar o instinto de cooperação. A universalidade transformou a protecção social num mecanismo automático de distribuição de benesses cujo funcionamento e custos não são entendidos pelas pessoas comuns. A generosidade foi superada pela reivindicação de direitos abstractos. Ora nada disto é bom.

    O grande problema do estado social não é talvez a falta de dinheiro, mas a alienação dos cidadãos em relação aos seus propósitos e funcionamento - logo, é por aí que se deverá começar.

   A boa notícia é que as tecnologias digitais disponibilizam-nos hoje instrumentos de cooperação que facilitam o envolvimento dos cidadãos na determinação dos objectivos dos programas sociais, na busca de soluções alternativas, na avaliação e selecção de projectos alternativos ou mesmo na co-criação de serviços de melhor qualidade. No decurso desse processo conseguiremos porventura tornar o estado mais democrático, empenhar os cidadãos na produção cooperativa de serviços públicos e, quem sabe, reinventar a social-democracia. » [Jornal de Negócios , João Pinto e Castro]

 

* «social-democracia» é um conceito e prática equivalente, na Europa ocidental, ao ideal e prática tradicional dos partidos trabalhistas, socialistas e sociais-democratas, mas não ao do PSD português ou ao do trabalhista-blair-3ªvia, ... )



Publicado por Xa2 às 00:07 de 27.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Talvez, mas receio duvidar...

Talvez um dia nos reencontremos e possamos rir com vontade as agruras de hoje. Talvez, mas não deixa de ser uma esperança. Pode ser que as palavras voltem ao seu sítio e deixem de ser deturpadas pelos fazedores de discursos e textos ocos. Talvez, pode ser que sim. Mas há razões para algum pessimismo, porque cada vez é mais importante o parecer em vez do ser. Talvez um dia as diferenças possam confrontar-se sem ambiguidades nem fingimentos. Talvez. Pode ser que um dia todos nos juntemos para festejar a palavra e brindar à sua força, à sua infinita compreensão, à sua vontade indomável de ir mais longe na busca da verdade. Talvez. Mas neste mundo dúbio parecem existir tantas falsas verdades, confundindo, iludindo, enganando, aviltando, degenerando. (...) As pessoas não escrevem palavras mas sim signos encomendados longes da pureza das águas, textos pretensiosos escondidos sob mantos de falsas palavras, iludindo, aviltando... incentivando ao ódio ou à indiferença.

Pode ser que um dia nos vejamos novamente e possamos rir sem medo, respirar a liberdade outra vez, esquecer o ruído ensurdecedor de um silêncio cada vez mais insidioso. Até lá... um abraço camarada.

Paulo Frederico Gonçalves

Público


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Publicado por Izanagi às 23:54 de 26.02.11 | link do post | comentar |

Aceitamos isto ?! tudo depende de nós.

Tudo depende de nós.

    O Governo corre contra o tempo. Procura desesperadamente obter financiamento fora do “mercado”. Mas a autonomia financeira para alguns meses de pouco servirá. O BCE tem nas mãos o financiamento dos bancos portugueses e, por conseguinte, tem o poder de precipitar a qualquer momento o telefonema que o Primeiro-Ministro fará a pedir ajuda a Bruxelas.
   Uma vez que Angela Merkel não tem margem de manobra para aceitar um acordo sobre o Fundo de Estabilização que abra a porta à mutualização da dívida dos Estados-Membros, começa a ficar claro que não só vamos ter de aceitar um empréstimo em condições gravosas (taxa de juro incomportável, austeridade selvagem, degradação adicional do Estado social), como nem sequer serão tomadas decisões que acabem com a especulação contra o euro. Arrumado Portugal, segue-se a Espanha.

Tudo indica que a Eurozona está presa do discurso populista contra os “países despesistas” da periferia da União, um discurso com grande aceitação junto das classes populares dos países ricos do centro que há muito estão sujeitas à política de “moderação salarial”, com deslocalizações da indústria e cortes no Estado social, para responder à pressão competitiva da globalização sem freio. De pouco importa que o problema da dívida soberana seja sobretudo o resultado da especulação financeira desenfreada e dos inevitáveis desequilíbrios macroeconómicos entre países de muito desigual nível de desenvolvimento integrados numa zona monetária sem integração política. O que importa é que a narrativa neoliberal é hegemónica nos meios de comunicação social.

   Muito provavelmente pela mão do PSD, os Portugueses terão de suportar uma deflação (austeridade selvagem no Estado, privatização de sectores do Estado social, redução dos salários também no sector privado) imposta por Bruxelas e mais que desejada pelos "falcões" do PSD.

   É uma fatalidade? Não, não é.

   Está nas mãos dos cidadãos portugueses dizer NÃO por (pelo menos) três grandes razões:

1) Com uma deflação não conseguiremos pagar as dívidas, como os exemplos da Grécia e Irlanda sugerem;

2) Os bancos alemães, franceses e outros tinham obrigação de avaliar melhor a sustentabilidade do crédito que concederam anos a fio, sabendo muito bem que o país não tinha capacidade competitiva para crescer e permanecer solvente;

3) Quem deve pagar a crise deve ser quem mais beneficiou das suas causas, as classes de mais elevados rendimentos e a finança.

   E então? Se nos mobilizarmos como os cidadãos do outro lado do Mediterrâneo, podemos eleger um governo que atenda a estas razões, um governo que reestruture a dívida pública e promova uma política de crescimento apoiada por uma fiscalidade corajosamente progressista. Ao fim de um ano teríamos um crescimento que nos daria força negocial para negociar a reestruturação da dívida para um montante e calendário suportáveis.

   E teríamos posto Bruxelas no seu lugar. Mais importante, teríamos evitado um desastre social e estaríamos em melhores condições para exigir algumas derrogações aos Tratados que possibilitem políticas de desenvolvimento industrial (política orçamental activa, política industrial, discriminação fiscal para a produção de bens transaccionáveis).
   Tudo depende de nós.    (- por Jorge Bateira)

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             O Elefante na sala

"...É espantoso como toda esta crise foi orçamentalizada [fiscalized, no inglês]; Os défices, que são de forma esmagadora, um resultado da crise, foram retroactivamente considerados a causa. E ao mesmo tempo, pessoas influentes em todo o Mundo agarraram-se à ideia de austeridade expansionista, tornando-se cada vez mais determinadas na sua defesa enquanto a alegada evidência histórica se desmoronou."  -  Paul Krugman
 
    É de facto espantoso que se esqueça que os problemas orçamentais são o resultado da crise. Não apenas da crise, mas sobretudo da crise. Quanto mais não seja, porque se agravaram decisivamente depois. Só não é tão espantoso por ser uma narrativa que tem óbvias conveniências em termos da agenda política (neo)liberal.
    Para já, porque permite atirar para segundo plano, quer a desregulação dos mercados financeiros que provocou a crise, quer as assimetrias na construção europeia que lhe potenciaram o impacto.
    Mas também porque, se aceitamos que o que criou toda esta situação foi um surto despesista, então nada como cortar a eito para resolver o problema. E onde é que se corta? Nas políticas públicas
 


Publicado por Xa2 às 00:07 de 26.02.11 | link do post | comentar |

Liberdade e Dignidade: Há que defende-las exercitando-as

NOVIDADE NAS REVOLTAS ÁRABES!
A grande novidade do movimento revolucionário que assola o Norte de África é, sem dúvida, o claro desejo de liberdade e de trabalho digno! Um desejo expresso fundamentalmente por gerações jovens que estão fartas de dirigentes, famílias e clãs corruptos que governavam os respectivos países de forma ditatorial, usufruindo alguns, durante demasiado tempo, do amiguismo económico de europeus e americanos!


A situação mais complexa e trágica é, sem dúvida, a da Líbia que, neste momento em que escrevo, se prepara para talvez (ou não) a última batalha de Kadafi! Um Kadafi que recorre a gente mercenária para atacar a sua própria população e não hesita no massacre se tal for necessário!


Essa esperança e a nova mentalidade política não violenta que os revoltosos do Norte de África comportam são um sinal de algo qualitativamente diferente que germinou e que de algum modo também está relacionado com a mobilidade humana e com as lutas pela democracia noutras partes do mundo! Sem deixar de realçar também os novos instrumentos informativos e comunicacionais que as novas tecnologias permitiram!


Os sindicatos em vários destes países têm sido um dos meios mais importantes de contacto e de informação politica e sindical. Por outro lado, na Líbia nomeadamente, a população tem experiência política e organizativa suficientes como o demonstra a organização dos cidadãos nas cidades rebeldes. O facto da existência de tribos pode até ajudar num bom desfecho final da revolta. Muitos ocidentais têm preconceito relativamente ao termo «tribo». Mas a tribo é um poderoso elemento de identificação e não invalida que as pessoas não sejam educadas e cultas como qualquer um de nós.

imagem EPA/STR

Via Bem Estar no Trabalho



Publicado por Zé Pessoa às 14:16 de 25.02.11 | link do post | comentar |

Revolta e esperança

por Daniel Oliveira ]

    A crise económica provocou um movimento de revolta nos países árabes. Não se tratou, como alguns românticos gostam de pensar, de uma revolta espontânea. As revoltas que vencem nunca são. No Egito, teve uma direção política que a preparava há pelo menos três anos. No caso, jovens educados e apostados num movimento assumidamente não-violento.

    Contaram com o descontentamento que resultou da situação económica? Sim.

    Com o facto de, vivendo numa ditadura, não haver outra forma de protesto? Claro.

    De, com um desemprego galopante e a ausência de Estado Social, os egípcios não terem nada a perder? Provavelmente.

Mas contaram, antes de mais, com a única coisa que constrói movimentos em tempos de crise: a esperança, essa palavra maldita para os cínicos. Não tinham um programa, mas tinham um objetivo possível: o fim da ditadura. E um inimigo claro: Mubarak. A revolta só constrói alguma coisa quando sabe contra quem e para onde vai. Os egípcios não estavam desesperados. Eles acreditaram que podia ser diferente.

   

    E essa, entre tantas outras, é a diferença entre o que se passa nos países árabes e na Europa.

    Somos mais ricos e temos mais a perder, é verdade. Mas é mais do que isso: estamos desesperados. Não sabemos quem é o inimigo ou então ele é demasiado etéreo para cair. E não acreditamos que pode ser diferente. A revolta que se sente nas conversas públicas e privadas não se vai transformar num movimento coletivo porque lhe falta um horizonte e um adversário com rosto.

    Quem julga que este será um momento cheio de enormes lutas sociais e de oportunidades para a esquerda se afirmar engana-se. Sim, haverá uma minoria mais politizada que irá à luta. Mas para a grande maioria o desespero traduz-se em medo. Medo da crise, de perder o emprego, das taxas de juro, da dívida, da instabilidade, de tudo. Não é por acaso que o discurso do poder sobre a crise aposta no medo. Porque resulta.

 

A radicalização, nestes períodos, não é apenas ineficaz. Ela alimenta o medo que devia combater. Mas, acima de tudo, ela isola os que querem dirigir uma oposição que não aposte apenas na alternância. É o populismo autoritário de quem promete 'pôr o país na ordem' que conquista apoios nestes momentos. É a situação e não a oposição que ganha nestas alturas.

     Nada a fazer? Pelo contrário. Há uma forma de vencer o desespero: dar esperança. E para isso é preciso que as pessoas acreditem que há alternativas e que elas podem vencer. Ninguém se arrisca a troco de coisa nenhuma. Duas condições para que isso seja possível: credibilidade no que se propõe e uma ação política que se dirija a uma base social maioritária. Programa exequível e alianças alargadas. Exatamente o oposto da radicalização.

 

    Não, não estou a falar de flores. Estou a falar do Bloco de Esquerda, do PCP e dos muitos eleitores e militantes do PS que ainda acreditam que o poder pode ser mais do que gestor da desgraça. Estou a falar dos sindicatos, dos movimentos sociais, de quem tem espaço na comunicação social. Na radicalização podemos sentir-nos mais fortes, mas é uma ilusão. Porque ninguém acredita que podemos vencer, fica a faltar a esperança. E, sem ela, o medo acaba sempre por levar a melhor.

            Texto publicado na edição do Expresso de 19 de fevereiro de 2011



Publicado por Xa2 às 08:07 de 25.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Estrada da Torre em Lisboa, vivendas a ser engolidas pela vegetação

Mais uma artéria da cidade de Lisboa, na freguesia do Lumiar, um corredor importante de ligação do Alto do Lumiar ao centro da freguesia, podemos aí encontrar um núcleo habitacional à espera de melhores dias, teimosamente vão resistindo, mas o abandono a que estão votadas, dificilmente vão conseguir evitar a sua degradação e o tempo irá ditar o seu destino, possivelmente a do colapso.

É triste assistir ao abandono deste património, vivendas a serem engolidas pela vegetação outrora ali plantadas como adorno, fazendo agora lembrar um ramalhete gigante.

Quem sai do metro vai dar de caras com uma casa fechada à mais de 20 anos, embora emparedada, o telhado ameaça ruir a qualquer momento, não deve resistir a muitos mais invernos.

Deviam ser tomadas medidas tendentes a evitar que a degradação deste património assuma consequências irreversíveis, medidas essas que permitiriam uma intervenção tendo em vista a execução da respectiva reabilitação destes imóveis, considerando que estes fazem parte da identidade local.

João Carlos Antunes


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Publicado por Gonçalo às 00:09 de 25.02.11 | link do post | comentar |

A Europa

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Publicado por Zurc às 21:11 de 24.02.11 | link do post | comentar |

Um “Coelho” chamado Jacinto

Jacinto Serrão formaliza candidatura à liderança do PS

Conforme divulga o jornal “Publico” o líder do PS-Madeira formalizou a entrega da candidatura à liderança do PS, para contribuir, segundo afirmou, para a "reflexão" no congresso do partido sobre a suspensão de "direitos laborais e sociais" provocada pelos "ataques especulativos".

"Queremos contribuir para uma reflexão no interior do Partido Socialista, para que o Partido Socialista possa delinear uma estratégia política não só para o país mas também que influencie toda a Europa, no quadro do socialismo democrático, de maneira a proteger os Estados-membros, o nosso país, dos ataques especulativos", disse aos jornalistas Jacinto Serrão.

O líder do PS-Madeira falava à saída da sede nacional dos socialistas, no Largo do Rato, em Lisboa, onde entregou a sua candidatura à liderança do partido e a moção de estratégia nacional global ao congresso do PS.

Assumindo que a candidatura à liderança é uma "imposição estatutária" para poder apresentar uma moção nacional no congresso socialista, que se realiza no Porto a 8, 9 e 10 de Abril, Jacinto Serrão defendeu que devido aos ataques especulativos "estão a suspender um conjunto de direitos laborais e direitos sociais".

"Entendemos que isso não se coaduna com os princípios do socialismo democrático e do Partido Socialista", defendeu o candidato.

Para Jacinto Serrão, "a reflexão é necessária no congresso, de maneira a que o Partido Socialista volte a agarrar as bandeiras de um conjunto de causas sociais, que estão a perder, não só no país, mas em toda a Europa".

Essas causas, afirmou, estão a perder-se devido a "um conjunto de imposições que vêm do exterior, que querem tentar comandar a governação da própria Europa e desmantelar o sonho europeu de uma sociedade coesa".

"Não é diminuindo ou suspendendo direitos conquistados, laborais e sociais, que nós vamos resolver os problemas da crise", afirmou.

A candidatura de Jacinto Serrão às directas de 25 e 26 de Março junta-se à do actual secretário-geral do PS, José Sócrates, à de António Brotas e de António Fonseca Ferreira.

Infelizmente, para o PS e para a própria democracia, a maioria dos próprios militantes já não acredita nas “reflexões no congresso” sempre manipuladas e não continuadas. Terminados os congressos tudo regressa ao marasmo tradicional de abafamento por parte dos controleiros aparelhisticos de tudo o que seja reflexão fora do status quo estabelecido. È recorrente e são muito raros os factos tornados publicos como o mais recente sucedido em Coimbra onde estalou o verniz e não foi possível “abafar”, como foi o caso de Lisboa, este o SG conseguiu, atempada e cirurgicamente, colocar a tampa.

 



Publicado por Zurc às 16:10 de 24.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Líbia: Assassinos à solta

Segundo o representante da Líbia no Tribunal Penal Internacional serão cerca de 10 mil mortos e 50 mil feridos vítimas (só nestes dias) do regime Khadafiano.

Sayed al Shanuka afirmou, ao prestar declarações ao canal árabe de TV al-Arabiya, esta quarta-feira, que «o regime ditatorial impede que as pessoas denunciem» a violência em massa no país.

São muitas as contradições, sobre o número de vítimas, quando as próprias organizações não-governamentais continuam a falar em 800 mortos e o governo líbio só admite, até agora, apenas a morte de 300 pessoas.

O cerco a Khadafi e respectiva família acentua-se e já esta tarde, as autoridades de Malta negaram permissão de aterragem a um voo não programado das linhas aéreas líbias em que seguia a filha do ditador líbio.

Por causa da onda de violência, o Governo israelita já «atendeu» ao pedido do presidente Mahmoud Abbas e autorizou 300 palestinianos da Líbia a entrar nos territórios palestinianos.

Por outro lado os EUA estudam aplicação de sanções ao seu, até agora, protegido, com o argumento do, excessivo, uso da violência para reprimir os protestos. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, citado pela Reuters, estão a ser efectuadas consultas com a comunidade internacional, antes de se decidir que medidas serão tomadas sobre este tema.

Esta quarta-feira surgiram também novas revelações sobre o regime, divulgadas por homens que estiveram ao lado de Khadafi. É o caso do ex-ministro da Justiça da Líbia que garantiu ter provas de que a ordem para o ataque à bomba contra o avião da PanAm que se despenhou sobre Lockerbie, na Escócia, em 1988, partiu do próprio Muammar Khadafi.

Outro dos ex-ministros que fez revelações sobre Khadafi foi Abdul Fatah Younis, que ocupava a pasta do Interior. O ex-governante disse que um dos homens próximos do líder líbio o tentou matar.

Também esta quarta-feira, a Reuters noticiou que um avião da força aérea líbia despenhou-se perto de Benghazi, porque os militares que o pilotavam se recusaram a bombardear a cidade.

É por tudo isto que, a libertação por parte dos povos daquela região face aos regimes ditatoriais que oprimem esses povos constituem, em certa medida, a libertação de todos os povos face aos seus próprios regimes, muitas vezes coniventes com aqueles.



Publicado por Zé Pessoa às 15:28 de 24.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Cidadania e território

( Da falta de INTERVENÇÃO PÚBLICA nos PRÉDIOS DEGRADADOS, da falta de PLANEAMENTO e de interesse na DEFESA do BEM  COMUM e da apropriação ou ASSALTO aos Recursos PÚBLICOS )

 

     As situações de degradação de prédios (e ruas e bairros ou quarteirões) acontecem por toda a Lisboa e na maioria dos municípios portugueses e  os cidadãos mais interessados ou afectados reclamam a intervenção dos poderes públicos.
     Quanto à intervenção Pública nos PRÉDIOS DEGRADADOS convém esclarecer alguns pontos:
  1- A freguesia não tem (nem creio que alguma vez venha a ter) meios nem competências para intervir.
  2- O município poderia obrigar coercivamente o dono a fazer obras (ou fazê-las o município e depois ser ressarcido)... porém a situação não é simples...
    a- Quem é o dono/s ? e onde está/como cantactá-lo? muitas vezes não se sabe... ou o edifício é com-propriedade de muitos herdeiros dispersos... e impossíveis de reunir e chegar a acordo...
    b- Ás vezes, no prédio ainda residem/trabalham alguns 'inquilinos' (com direito a serem re-alojados)... e o Município não tem dinheiro para avançar com as obras, nem com o re-alojamento temporário ou definitivo, para mais sabendo que não vai ser ressarcido...
    c- A não ser invocando ''expropriação por utilidade pública de força maior'' ... (mas o ''Direito'' de propriedade é muito forte neste país, para mais sem cadastros decentes, ... e há tantos agentes a querer aproveitar-se das incapacidades públicas...), não é permitido ao Estado ou ao Município nacionalizar/ municipalizar um prédio (à força, sem o acordo do proprietário), para o recuperar ou deitar abaixo e gerir ou dar um novo uso ao espaço (nem que fosse para estacionamento simples)... - que muitas vezes seria a opção mais racional e eficaz.
    d- Só resta uma posição de FORTE VONTADE POLÍTICA geral/ nacional e municipal, obrigando a revêr a lei da propriedade (e de solos e usos -agrícolas e urbanos), do cadastro, do imposto predial/ IMI ... (estão a ver a ''bomba'' que seria...)...  em associação ou alternativa à 'confiscação' e 'leilão' público por falta de pagamento de impostos, coimas e falta de obras imperiosas.   - Mas quem é o político que se quer meter neste ''vespeiro''?!!  era necessário ser um novo 'marquês de pombal'...
    e- Falta acrescentar a existência de LÓBIS (locais e nacionais, privados e org. públicos : do património, do ambiente, da cultura, dos direitos de autor dos arquitectos, dos amigos do proprietário, dos bancos e seguradoras, dos advogados, do tribunal, da paróquia, dos columbófilos, dos ciclistas, da sueca, dos idosos, dos 'gays', das mulheres, das jotas, dos partidos ...),  que quase sempre complicam/ impedem a tomada de decisões, racionais e equilibradas, e uma GESTÃO territorial/ urbana EFICIENTE (com resultados rápidos, de baixo custo e de interesse para a maioria da comunidade).

 
     Assim vamos continuar a ver o património a degradar-se, o centro das cidades a repelir os habitantes, as zonas ''difíceis''/problemáticas'' a crescer , ... até que um banco ou alguém muito endinheirado e com ''ligações especiais ao poder'' consiga comprar por ''tuta e meia'' esses prédios (tendo previamento negociado autorizações, licenças, subsídios, isenções, ...tipo PINs) ... e ganhe uma ''pipa de massa'' neles construindo uma nova aberração urbana.
 
    - Mas porque é que isto aconteceu e continua ?
    Por não existirem suficientes cidadãos esclarecidos e intervenientes (por se ter desincentivado a formação/existência de uma grande 'CLASSE MÉDIA', com 'massa crítica'), nem autarcas e governantes com sentido de Estado e de defesa do interesse Público (e com ''bolas'') ... é que o território (urbano, peri-urbano e rural, e o respectivo ambiente 'natural' e social) está uma desgraça e teve/tem custos elevadíssimos. 
    E porque existiu/existe:
- a indevida ocupação ou destruição da REN (leitos de cheia, zonas húmidas, nichos florestais/bosques diversificados, cordão litoral, ...) e da RAN (solos de alto e médio potencial agrícola, ...),
- a tardia ou não elaboração/ não cumprimento de PDMs e PROTs (ou sua alteração a favor de interesses privados...) ;
- a não reversão para o PÚBLICO (municípios e Estado) das MAIS-VALIAS da (autorização pública de) transformação dos solos rurais em urbanos (urbanização) e seu apossar pelos donos das propriedades (que por regra pagam impostos irrisórios ou não pagam nada !!) e pelos ''patos bravos'', promotores e mediadores imobiliários, bancos e seguradoras.
- a PÉSSIMA  URBANIZAÇÃO (crescimento irregular mas constante das periferias, tipo ''mancha d'óleo'') que não foi planeada/controlada e foi feita:
     - sem adequadas vias estruturantes, nem equipamentos públicos, zonas de protecção, jardins, parques, passeios, largura/faixas suficientes;
     - sem estacionamento obrigatório suficiente em todos os novos edifícios; 
     - sem adequados/melhorados CBD e sem rede de centros secundários; 
     - sem coordenação de transportes públicos colectivos, e péssima opção pelo transporte rodoviário em detrimento do ferroviário-metropolitano (subterrâneo) e do eléctrico, ...

    De que resulta:
- ter havido um progressivo afastamento dos portugueses da intervenção cívica e do acompanhamento das boas práticas de CIDADANIA (pelo privilegiar do INDIVIDUALISMO, do Dinheiro/ consumismo, da ''competitividade/salve-se-quem-puder'' e da aceitação acrítica e amorfa do ''pão e circo''...);
- a perda de sentido de NAÇÂO (da defesa do bem comum, da 'res pública' e de solidariedade entre concidadãos, gerações, vizinhos e comunidades); e
- o alargar/extremar as DESIGUALDADES económicas e o aparecimento de ''GUETOS'' de Ricos (condomínios fechados, prédios e vivendas de luxo super guardadas/vigiadas, ...) e de Pobres (bairros 'sociais', bairros ilegais/ clandestinos, edifícios ruas e zonas degradadas...).
       
        [-elaborado a partir de comentários de Zé T.]


Publicado por Xa2 às 00:07 de 24.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Rua do Lumiar em Lisboa colecciona ruína

Quem fala sobre a história da freguesia do Lumiar, não pode esquecer, este núcleo habitacional antigo na rua do Lumiar.

Este núcleo habitacional quando nasce, ainda o Lumiar era uma aldeia dominada por nobres quintas, olivais e vinhas, sendo os principais frutos da terra o vinho, trigo, cevada e azeite, desenvolvido em torno de uma propriedade régia rural que evoluiu a partir do século XVI.

Hoje quando visitamos a rua do Lumiar e impossível passar indiferente a este desalento e abandono que tomou conta destes edifícios.

Podemos encontrar, edifícios setecentistas, edifício pombalino destinado à habitação e ao comércio, a apresentar uma planta rectangular simples com dois pisos, sótão e águas furtadas. Na fachada principal, destacam-se as janelas rectilíneas com molduras de cantaria salientes e, na fachada lateral direita, uma mansarda totalmente revestida a telha.

Podemos encontrar, edifícios de habitação oitocentista, a apresentar uma planta rectangular regular com dois pisos e águas-furtadas nas coberturas. A sua arquitectura é apalaçada, destacando-se os panos de muro totalmente cobertos com azulejos e as guardas das janelas de sacada em ferraria ornamental.

Podemos encontrar, edifício novecentista com decoração revivalista, construído para habitação e comércio. Apresenta uma planta rectangular com dois pisos e águas-furtadas, sendo a fachada principal rematada por cornija e ampla platibanda plena.

Hoje. Século XXI o Lumiar encontra-se numa capital europeia, muito se fala da cultura e na preservação da história, como é possível tratar deste modo o nosso património, como é possível coleccionar o desalento e tristeza numa só rua.

Artigo de João Carlos Antunes também publicado em AMBCVLumiar blog


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Publicado por Gonçalo às 10:36 de 23.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Financeirização da economia e esmagamento do trabalho

A estrutura do desemprego

   O processo de financeirização das economias capitalistas maduras, ou seja, o processo de aumento da importância dos agentes, mercados e motivos financeiros foi a principal transformação engendrada pela liberalização económica a partir da década de oitenta. O domínio do capital financeiro que circula sem entraves e o regime de política económica que lhe está associado à escala europeia têm gerado uma oscilação entre crises financeiras e económicas e níveis de crescimento medíocre.
   
   O poder e as exigências de um capital cada vez mais impaciente traduziram-se dentro da empresa numa aliança entre accionistas e gestores de topo para extrair bónus e dividendos à custa do esforço da esmagadora maioria dos trabalhadores, reduzidos a um mero custo a economizar.
   Isto tem gerado, à escala europeia, uma quebra dos rendimentos do trabalho a favor dos rendimentos do capital, um aumento das desigualdades salariais, uma quebra do investimento criador de capacidade produtiva adicional e um correspondente aumento do desemprego.
   Os crescentes lucros têm sido precisamente apropriados, sob a forma de dividendos, pelos impacientes accionistas com cada vez mais poder perante uma grande massa de trabalhadores cada vez mais desprotegida.
  
   Temos também assistido, à escala europeia e mundial, a desequilíbrios insustentáveis nas relações internacionais:
 modelos nacionais assentes no endividamento, que, em alguns casos, compensou temporariamente os efeitos negativos da estagnação salarial e do investimento na procura;  tendo como contrapartida modelos exportadores agressivos, assentes na compressão salarial permanente e cujos excedentes são reciclados, mal reciclados, por mercados financeiros especializados em gerar bolhas.
   O aumento da presença e do controlo público do crédito ou a taxação das transacções financeiras são hoje a melhor forma de começar a responder, no campo das propostas, a esta desastrosa hegemonia do capital financeiro. Só quebrando-a é que podemos voltar a pensar num regime de pleno emprego, tal como vigorou antes da instituição de um regime dominado pela finança de mercado que tão bem tem servido uma minoria.

 



Publicado por Xa2 às 00:07 de 23.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Bicharadas, Cortes Remuneratórios e Assessorias

Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.

A formiga era produtiva e feliz.

O gerente besouro estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.

Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefónicas.

O besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O besouro concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora, cigarra, logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente, marimbando, que era preciso fazer um estudo de clima.

Mas, o besouro, ao rever as cifras, se deu conta que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!

E adivinha quem o besouro mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

Este filme não estará, mesmo pertinho de si?

Formigas procurem trabalhar por conta própria, sempre que tal seja possível !

(autor desconhecido)



Publicado por Zé Pessoa às 15:35 de 22.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Por uma governação + transparente, racional e legítima

Governar para a estatística (I)

    A moda das metas quantitativas como bitola das políticas públicas veio para ficar.
    A União Europeia vem revelando uma particular afeição por esta abordagem. Com o Tratado de Maastricht, em 1992, fixou cinco metas para a chamada convergência nominal, cujo cumprimento determinaria a decisão de integração de um país na moeda única.
    Duas dessas metas – os 3% do PIB para o défice orçamental e 60% do PIB para a dívida pública – passariam a ser parte integrante da arquitectura de gestão macroeconómica do euro. Desde o início, muitos alertaram para a fraca racionalidade e os riscos de efeitos perversos que tais metas artificiais criaram.
    Não foi preciso esperar muito: privatizações a preço de saldo, redução do investimento público e contabilidade nacional criativa passaram a ser parte do quotidiano da zona euro desde então. Quando chegou a crise da dívida soberana do pós-subprime tornou-se um pouco mais claro que estas práticas têm pouco a ver com a estabilidade financeira e a sustentabilidade das finanças públicas.


Publicado por Xa2 às 13:07 de 22.02.11 | link do post | comentar |

Obras e Administração Pública

Nada nesta terra se faz bem

 De facto, Portugal é um País onde campeia a irresponsabilidade em grande.
Isto vem a propósito das anomalias surgidas nas escolas acabadas de requalificar da responsabilidade da Parque Escolar. Sete escolas em vinte têm problemas. Segundo a comunicação social de hoje ou é a ventilação ou o parqueamento ou os tectos que caem ou os estores colocados por fora ou o excesso de consumo de energia ou as canalizações, algo acusa anomalias.

O sector da construção é conhecido pela pouca qualidade. Mas parece ser grave a situação.
E isto aconteceria com este ou outro governo. Não é pois um problema de governo, mas societário.
É um problema da nossa sociedade que é grave, mas toda esta santa gente, ou seja, os construtores sabem que nada lhes acontecerá.
Há de certeza um artigozinho no código por onde eles se safam e há sempre um advogado de renome para os defender.

Assim é este país.
Comments:
Caro J.A.F.
A grande questão é a forma como são adjudicadas certas empreitadas.
Conhecem-se situações em que se criam empresas só para concorrer a certo tipo de empreitadas. Depois recorre-se à sub-empreitada sem qualidade para concluir as obras. Isto dava pano para mangas.
Claro que não é um problema do governo.
É mais a incapacidade de se tomarem medidas para acabar com as adjudicações para os amigalhaços que aparecem sempre.
   - por   folha seca
 
Obras, adjudicações e Adm. Púb.

Para além do amiguismo, nepotismo, compadrio, corrupção, cartelismo, tráfico de influências e de informação privilegiada ... e da muita incompetência (e falhas graves e dolosas na defesa do interesse público) de políticos, mandantes, intermediários e executantes, há outros aspectos que se devem referir.

Os serviços públicos foram esvaziados de competências:
- pela 'moda' (de teóricos da treta ao serviço...) dos 'outsourcings' (dando tudo a fazer/pagar ao exterior ...);
- pela redução de funções e serviços (multiplicando os custos globais para o Estado mas desorçamentados ou escondidos em obras bens e serviços adjudicados ao exterior, em consultorias, pareceres, estudos, fiscalizações ... realizadas por 'parcerias', institutos, empresas públicas e privadas de ...);
- pelo 'empurrar' de técnicos capazes/experientes para a privada (muitos em acumulação legal e ilegal) ou para a reforma antecipada;
- e por não se fazer a passagem de 'know how' para uma nova geração de técnicos que os deviam substituir gradualmente, mas que tal não aconteceu porque se congelaram promoções e aumentos decentes (para além do execrável e autocrático sistema de avaliação SIADAP) e se fecharam as entradas na Adm.Pública (com excepção para os muitos 'paraquedistas' que - por nepotismo e 'boyismo' - vieram ocupar cargos/tachos 'concursados'/criados 'à medida' e que ou não são verdadeiramente necessários ou para os quais eles não têm competência técnica).

Assim, estão criadas as condições para os desmedidos aumentos de custos das obras públicas ou das parcerias público-privadas, e das sucessivas ''derrapagens'' de orçamentos e custo final das obras ... e a sua má qualidade ou menor interesse público, seja isto devido a:
- más opções técnico-políticas nas obras e projectos;
- mau financiamento (com garantias e cláusulas 'leoninas' e empréstimos usurários);
- má elaboração de contratos e de cadernos de encargos (para além da incompetência deve juntar-se articulado desresponsabilizante e doloso para o Estado);
- má fiscalização e acompanhamento (muitas vezes 'feito' por empresas/fiscais pagos pelo consórcio executante !);
- má execução (com desresponsabilização em cadeia de empreitadas e subempreitadas, com trabalhadores não-especializados e mal pagos, e com elevado nº de acidentes de trabalho);
- má justiça (devido à má legislação e por ser lenta, ineficiente, sem meios adequados, e permeável a muitos interesses de 'poderosos' ou 'intocáveis').

Ou seja: o património e o orçamento do Estado tem servido para engordar bancos, grandes empresas e tubarões da política, da advocacia, dos gabinetes ... e outros 'mamões' em cadeia (e que, ainda por cima, se juntam em coro para bater na 'vaca' dizendo que o Estado tem de 'emagrecer'/'cortar na gordura'... mas o que verdadeiramente querem é que se 'corte' nos trabalhadores para  eles poderem continuar a sugar o O.E.).
 - por  Zé T.


Publicado por Xa2 às 07:07 de 22.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Vários candidatos à liderança do PS

Fonseca Ferreira candidato à liderança do PS

in Público, via Esquerda Socialista

 

     O militante socialista Fonseca Ferreira será candidato à liderança do PS, uma decisão tomada hoje em plenário pela corrente “Esquerda Socialista”.

“Dado que é uma condição para apresentarmos uma moção política de orientação nacional, vamos apresentar um candidato a secretário-geral”, afirmou Fonseca Ferreira à agência Lusa, no final da reunião plenária da corrente de opinião “Esquerda Socialista”, que decorreu num hotel de Lisboa.

A candidatura de Fonseca Ferreira nas eleições directas para a liderança do PS junta-se à do actual secretário-geral, José Sócrates, e à de António Brotas, que foi anunciada na sexta-feira, em Leiria.

     Defendendo que “não tem havido debate político interno dentro do Partido Socialista”, Fonseca Ferreira diz que sua “luta principal é para que dentro do partido haja pluralismo”.

    “O nosso objectivo central é pugnar pelas mudanças que é preciso fazer no Partido Socialista para fortalecer o Partido Socialista. Lutamos pelo reforço do Partido Socialista para podermos enfrentar os problemas do país”, afirmou Fonseca Ferreira.

    A moção ao congresso da candidatura de Fonseca Ferreira vai chamar-se “PS vivo, Portugal positivo”.

    O anunciado candidato defende que “devem ser reforçadas as condições de transparência dos actos eleitorais” para que não aconteçam “episódios lamentáveis” como o que considera que se verificou nas eleições da federação de Coimbra, cujos resultados foram impugnados pelo candidato derrotado, o deputado Vítor Baptista, que alegou irregularidades, tendo posteriormente o conselho de jurisdição do partido concluído pela validade das eleições.

    Para Fonseca Ferreira, quando há mais do que uma lista, devem ser dadas “condições de igualdade”, como o “acesso à listagem dos militantes”, assim como o estabelecimento de prazos para a regularização do pagamento de quotas.

   “Deve ser imposto um prazo para que as quotas estejam em dia, provavelmente até antes da apresentação da candidatura”, afirmou Fonseca Ferreira, que não concorda, por outro lado, que seja alargado o prazo para que os militantes possam candidatar-se e ser eleitos a órgãos do partido.

   “É continuar a entravar a chegada de novos militantes, é mais uma limitação administrativa”, justificou.

    Actualmente esse prazo é de seis meses, mas o líder da distrital de Setúbal, Vítor Ramalho, defende o seu alargamento.

    António Fonseca Ferreira esteve à frente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo durante dez anos, até 2009, e preside actualmente à empresa Arco Ribeirinho Sul, depois de nas últimas eleições autárquicas não ter conseguido ser eleito para a presidência da Câmara de Palmela, onde é vereador sem pelouro.

    As eleições directas do PS terão lugar a 25 e 26 de Março, duas semanas antes do Congresso geral do partido, que se realizará em Abril, no Porto.

   - Adicionado por Antonio Fonseca Ferreira em 20 de Fevereiro, 2011



Publicado por Xa2 às 07:00 de 21.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Generais e políticos gostam de brinquedos caros

Paulo Portas gosta de brinquedos muito caros e inúteis

 

Soubemos pelo WIKILEAKS que o ex- embaixador americano em Portugal, Thomas Stephenson considerava que muitos políticos portugueses gostavam de brinquedos muito caros e inúteis.

Por outro lado arrasou completamente o Ministério Português da Defesa, onde afirma que mais generais por habitante que na maioria dos países.
Mas afinal onde está o porquê do título deste poste?
Exactamente porque o embaixador refere os submarinos como um desses brinquedos, dos mais caros mesmo e foi, como todos sabemos, o Dr. Paulo Portas quem decidiu a compra.

 



Publicado por Xa2 às 00:10 de 21.02.11 | link do post | comentar |

Khadafi O Grande Assassino do seu Povo

 

 

            Hoje, 19 de Fevereiro, foi um dia trágico na Líbia.

            Na cidade de Benghazi, os forças de elite sob o comando de Muhamar Khadafi dispararam armas de guerra contra os manifestantes que exigiam uma democracia eleitoral. Segundo a BBC, foram utilizadas espingardas automáticas, metralhadoras e morteiros contra a multidão, matando e ferindo centenas de populares.

            Khadafi cobriu-se do sangue do seu povo, tornou-se num monstro inacreditável e cometeu o maior massacre de pacíficos cidadãos deste século.

            Exército e polícia dispararam contra o povo e a polícia secreta prendia e matava feridos nos hospitais.

            As cenas foram as mais horríveis vistas nos últimos tempos. Evitou-se o uso de balas de borracha ou granadas de gás lacrimogéneo. Khadafi deu ordens para matar, matar até não haver mais oposição.

            Na Argélia, em Argel, a polícia também disparou contra os manifestantes que pretendiam chegar à praça central da cidade, mas encontraram barricadas das forças especiais da polícia e exército. O ditador Buteflika ordenou que se matasse e os helicópteros chegaram a disparar sobre as pessoas que acabaram por fugir.

            O Mundo Árabe cobre-se de vergonha com estas ações e sabemos que nenhum ditador vai sair do poder sem assassinar. A sua política baseia-se no assassinato do seu povo, tal como fez Hussein que assassinou com gases letais toda a população curda de uma cidade iraquiana e, por isso, foi enforcado.

            Não sei se matar é a solução política para os países muçulmanos e ditaduras. A China matou na Praça Tien A Men e voltará a matar quando os estudantes chineses se revoltarem outra vez para exigir direitos democráticos.

            Não devemos esquecer que o assassinato de uma população em manifestação em 1917, o chamado massacre da manif do Pope Gapone não impediu a revolução bolchevique. Acredito que nenhum massacre garantirá o poder e resolverá o problema das populações. Mais dia, menos dia, os ditadores irão cair e afogar-se no sangue derramado pelos seus povos sob as suas ordens.

 

 

 



Publicado por DD às 23:24 de 19.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

A Manuela não Quer Fusões de Serviços por causa do custo do Papel

 

            A Manuela Ferreira Leite raramente tem alguma ideia positiva, mas no passado falava como fala o Passos hoje em reduzir o número de serviços do Estado. Emagrecer a burocracia.

            Mas não, ela falava, mas, afinal, é contra e acha que o projeto de fundir a Direção Geral das Alfândegas com as Direções-Gerais dos Impostos é mau, como escreveu num pequeno texto no Expresso Economia.

            Ela acha que se vai gastar muito dinheiro em novos impressos e que haverá problemas com o facto de uns funcionários ganharem mais que outros, etc.

            A Dona Manuela não trabalha em empresas e não sabe que hoje a maior parte do comércio externo português (importação e exportação) é feitos com países da União Europeia. Até muitos produtos chineses, japoneses, indianos vêm da Holanda, Luxemburgo, Alemanha, etc. onde estão as organizações que fazem a redistribuição desses produtos para toda a Europa.

            Por isso, o trabalho das alfândegas é pouco e muitos funcionários que passaram à reforma não foram substituídos, além de terem sido fechados grandes instalações alfandegárias como as de Alverca e outras. De vez em quando aparecem alguns contentores e à Trafaria vem um barco carregado de cereais, óleo de girassol, soja, etc. Por isso acho bem que alfândegas e impostos estejam juntas para saber quanto é que a empresa Sovena, por exemplo, dirigida pelo Catroga, paga pelo óleo de girassol que importa da Argentina, mas que pode vir faturado pela empresa XPTO das Ilhas Virgens.

            O IVA na importação é pago quando da liquidação da fatura ao fornecedor e na exportação não há IVA, mas o valor da fatura pode ser aldrabado para pagar menos IVA (7%) , redução, ou menos IRC, aumentada a fatura, pois o IRC é de 27%, pelo que pode interessar colocar uma parte do valor faturado nas Ilhas Virgens. Assim, é bom que alfândegas e fisco sejam uma única organização para terem uma melhor visão das possíveis aldrabices que as grandes empresas fazem.

            Acrescente-se que uma parte cada vez maior dos contentores desembarcados em Sines seguem para Espanha sem tramitação alfandegária portuguesa. Apenas é colocado um selo para ser aberto por uma alfândega espanhola.

            Enfim, os economistas políticos, como de costume, não percebem nada de economia. Eu não queria a Dona Manuela para gerir qualquer atividade comercial em termos de negócios internacionais.

            Ela representa bem o PSD. Quer reformas do Estado, mas é contra qualquer uma. Até falou na sinalética da nova organização.

            Assim, não vamos a parte alguma.

            Sócrates já foi criticado por ter estado a extinguir dezenas de serviços que já estavam extintos ou limitados a quase nada e é verdade. Falta mesmo é mexer no miolo do Estado e fundir grandes serviços, pois o que está faz falta, apesar de poder ser reorganizado com menos chefias, menos gabinetes e menos carros por conta e é isso que está a ser feito, mas que os estúpidos não querem ver.



Publicado por DD às 20:19 de 19.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O Governo em Perigo

 

            A redução em Janeiro do défice público em 58% relativamente ao mesmo mês do ano anterior é um perigo para Sócrates e o seu governo.

            Se os números de Fevereiro confirmarem esta evolução, é natural que o governo vá abaixo em Março ou Abril. O PSD não vai votar a moção do Louçã porque a 10 de Março ainda não devem ser conhecidos os dados do segundo mês do ano, mas na segunda quinzena ou pouco depois, o PSD não pode deixar o Governo governar e cumprir as metas orçamentadas. Antes disso, terá de cair para que Passos não venha a ser PM à custa do trabalho do PS, ou nem consiga depois ganhar as eleições ou obter uma maioria suficientemente ampla.

            Esta foi a pior notícia para o PSD, apesar dos juros altíssimos que fustigam Portugal.

            Barroso quer que o Governo se ponha de joelhos a implorar uma esmola da megera Merkel ou do Banco Central Europeu como se tivesse de o fazer e o BCE não fosse igualmente propriedade de Portugal.

            O BCE deve ter uma visão global da Zona Euro e agir em conformidade sem que algum país tenha de pedir. Num dos primeiros artigos do seu estatuto está a estabilidade da moeda e o controle dos preços. Ora, o controle dos juros praticados pelo mercado não pode ser dissociado do controle dos preços e não ser considerado como independente da estabilidade da moeda.

            O défice de Janeiro multiplicado por 14 dá uns 3,9 mil milhões de euros, o que representa cerca de 2,3% do Pib. Claro, é muito cedo para fazer extrapolações deste tipo apesar de ser habitual fazer passar muitos pagamentos de Dezembro para Janeiro, a fim de limitar o défice do ano anterior.



Publicado por DD às 16:14 de 19.02.11 | link do post | comentar |

Aliança para juro baixo, condições sociais e convergência fiscal

Ex-ministra de Guterres alerta Portugal corre risco de se transformar num fornecedor de mão-de-obra da Alemanha  - J.Negócios, 16..2.2011, Eva Gaspar

     Maria João Rodrigues insurgiu-se hoje contra rolo compressor que a Alemanha está a exercer sobre as economias periféricas do euro. Em última análise, avisa, países como Portugal poderão ficar condenados a ser meros fornecedores de mão-de-obra barata e qualificada para alimentar a economia do centro, em especial a alemã.

     Maria João Rodrigues, antiga ministra do Emprego de António Guterres e conselheira especial da União Europeia, lançou hoje um forte apelo ao Governo português para que rapidamente mobilize todos os recursos diplomáticos e os aliados” de Portugal na União Europeia para combater a corrente “bem organizada” que encara a contenção orçamental e um maior aumento da competitividade à custa da redução dos salários na periferia como a única saída para a actual crise na Zona Euro.
    Falando à margem da mesa redonda "Europa 2020: Desafios ao Programa Nacional de Reformas para o Crescimento e o Emprego", que decorre no Centro Cultural de Belém, a actual conselheira especial, designadamente da Comissão Europeia de Durão Barroso, disse acreditar ser ainda possível “endireitar o barco” e evitar que nas cimeiras decisivas, marcadas para 11 e 24 de Março, Berlim consiga ver aprovado seu “Pacto para a Competitividade” tal como está e, simultaneamente, para que se dê luz verde a um reforço e uma flexibilização do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).
    “Com uma argumentação inteligente, conseguiremos endireitar o barco e contrariar uma corrente forte e organizada de opinião que acha que o que é preciso para ultrapassar a crise da Zona Euro é mais disciplina orçamental e liberalizar os mercados de trabalho para conseguir travar salários e levar a que as pessoas emigrem dos sítios em que há desemprego para aqueles em que há falta de trabalho”, disse aos jornalistas, numa referência à falta de mão-de-obra na Alemanha – que é apontada como um dos principais factores de estrangulamento do potencial de crescimento da maior economia do euro. 
    “Essa lógica de organização da Europa tem de ser contestada. (…) Temos de apresentar um programa ambicioso de crescimento ligado ao nosso compromisso de consolidação orçamental”, porque “o problema central de Portugal é ter condições para crescer”, frisou.
    “Estão-nos a dizer que Portugal tem de ser uma economia mais competitiva. Estou de acordo, mas a questão é como. E se nos disserem que a via é travar os salários, degradar o nosso sistema de protecção social, eu não concordo”, disse a antiga ministra socialista. 

    Em sua opinião, Portugal tem de apostar – e tem de ter condições para o fazer – em produtos e serviços com mais valor acrescentado que tire partido do “paradoxo de termos hoje uma população mais qualificada, sobretudo uma massa de jovens, que não está a ser suficientemente aproveitada”. “Essa é que é a prioridade para Portugal e nós aí temos de ter uma posição muito clara, intransigente e determinada, porque estamos cobertos de razão”.

    “Portugal tem um potencial muito interessante para conseguir dar a volta por cima. Mas só isso não chega. Temos de conseguir nas próximas semanas que as regras que estão a ser negociadas ao nível europeu nos ajudem a crescer”, acrescentou, precisando que é preciso dotar o FEEF dos recursos e dos instrumentos que lhe permita “garantir que todos os países têm acesso a taxas de juro mais baixas”.

"Eurobonds é o futuro"
    “Essa é uma condição fundamental”, insistiu, lembrando que não é viável permanecer numa união monetária quando uns pagam taxas de juro de 2-4% e a outros são reclamadas taxas que oscilam entre os 4-7%. Nestas circunstâncias “não é possível convergir na Zona Euro”. 
    “Nós queremos mais solidariedade, na forma de um fundo financeiro, e é natural que tenhamos de aceitar uma maior coordenação das políticas económicas e sociais e mesmo mais convergência”. Mas é preciso “convergência não só nas metas de disciplina orçamental, mas também na capacidade económica e nas condições sociais”, sublinhou a conselheira europeia, referindo que para isso ser possível “é preciso uma taxa de juro mais favorável” e, mais do que isso, que o FEEF passe a fazer em maior escala o que hoje está a fazer em pequena: “A emissão de eurobonds, é o caminho do futuro”.
    Maria João Rodrigues diz compreender as exigências da Alemanha no que respeita à convergência da idade da reforma e da fiscalidade sobre as empresas no seio da Zona Euro, mas insiste que a sobrevivência do euro passa por emissão de obrigações europeias numa dimensão capaz de “garantir que todos os Estados-membros tem condições para reduzir os seus défices e dívidas mas também de investir no seu crescimento”.


Publicado por Xa2 às 00:07 de 19.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

PS: vamos a isto que se faz tarde

António Brotas é candidato à liderança do PS

Segundo terá afirmado à agência Lusa, António Brotas, “se ganhar, «José Sócrates continua primeiro-ministro de Portugal, mas passa a governar muito melhor».”

Na sequência de um acordo firmado entre as diversas tendências «descontentes e preocupadas com a evolução do partido e do país», Cândido Ferreira, médico e antigo presidente da Federação Distrital de Leiria do PS, que no mês passado anunciara a candidatura a secretário-geral do PS, disse que, «em função de todos os obstáculos que a comissão organizadora do congresso tem vindo a colocar», «ponderava a hipótese de desistir».

No entender António Brotas (e pelos vistos de muitos socialistas) José Sócrates «Fica libertado do encargo de ser simultaneamente o secretário-geral, para o qual manifestamente não tem condições para dar suficiente atenção, e passa a ter um partido com capacidade crítica, com gabinetes capazes de estudar problemas, de lhe chamar a atenção para as lacunas em vez de ter um partido reduzido quase a uma claque de apoio», declarou.

Acrescentou, ainda, estar convicto de que «esta candidatura é um poderoso contributo para o PS ter um bom resultado nas próximas eleições legislativas».



Publicado por Zé Pessoa às 15:51 de 17.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

PCP prometeu, CGTP cumpre, com moção de censura na rua

Com os mesmos slogans de sempre, o Conselho Nacional da CGTP-IN decidiu, em Resolução do dia 16 de Fevereiro de 2011, vir para a rua com a seguinte moção de censura ao governo “contra o desemprego, as injustiças e as desigualdades, mudança de políticas!”, comprometendo-se tão-somente com:

Os argumentos até são validos, infelizmente a inovação de propostas e compromissos é que são nenhumas, como sempre, e aí é que reside o busílis da questão.

A mesma cacete de sempre. O poder do PCP é tão só e apenas o poder da rua e enquanto a CGTP mantiver alguma credibilidade junto da opinião pública porque em boa verdade já só mobiliza os funcionários publicos, autárquicos, transportes (não todo o sector) e pouco mais. De vitória em vitória até à derrota final, para mal de todos nós.



Publicado por Zurc às 09:12 de 17.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Política de Família vs grandes interesses neoliberais

Os bons sentimentos e o que interessa

por Daniel Oliveira

 

 Depois do caso de Augusta Martinho, a senhora que esteve morta em sua casa durante nove anos, sucedem-se na imprensa casos semelhantes, apesar de menos graves e sem a evidente negligência do Estado. Não que tenha havido um súbito surto de mortes de velhos solitários, mas porque o assunto se tornou moda. É assim que a imprensa funciona.

 ...

Vou então á política. A que interessa.

Se não queremos que as mulheres deixem de trabalhar e não queremos os nossos pais em lares ou abandonados e sozinhos em casa e os nossos filhos educados pela televisão, só há uma forma de resolver o problema: que, trabalhando homens e mulheres, ambos consigam ter mais tempo para a sua família. Para os filhos e para os pais. E já agora para o lazer, para os amigos, para o bairro onde vivem. Ou seja, que trabalhem menos. E que tenham empregos mais seguros para poderem dar tempo aos outros. Que tenham horários decentes, segurança mínima e direito a vida pessoal.

Que haja mais gente com emprego e empregos que nos tomem menos tempo e energia.

 

Não podemos às segundas, quartas e sextas querer famílias que dediquem mais tempo aos seus filhos, aos seus pais, ao bairro, à escola, à comunidade, e às terças, quintas e sábados explicar que o emprego para a vida é coisa do passado, que para sermos competitivos temos de nos matar a trabalhar e que o centro da nossa vida deve ser a nossa carreira, a medida de todos o nosso mérito como seres humanos.

 

Os velhos não estão sós porque nos tornámos mais insensíveis do que éramos. Uns são e outros não, como sempre foi. Estamos nós todos mais sós porque uma sociedade que vive apenas para produzir não deixa tempo para mais nada. Nem tempo, nem afetos, nem energia. Se quebramos a rede social do bairro, da empresa de uma vida e das relações pessoais porque tudo é temporário, não podemos querer que, por milagre, a família seja para sempre. Se tudo é precário na nossa vida como poderia ser a família segura? Se tudo se mede pelo que se produz e só quem produz é relevante, como poderíamos nós dar valor aos velhos?

 

Os consensos dos bons sentimentos são insuportáveis não por os sentimentos serem bons, mas por os consensos os tornarem inúteis. A sociedade que lamentamos resulta de escolhas. E a essas escolhas damos o nome de POLÍTICA, esse abjeto bicho que parece enojar tanta gente.



Publicado por Xa2 às 00:08 de 17.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O Governador do Banco de Portugal veio para desanimar a malta

 

 

            Temos como governador do Banco de Portugal um senhor que parece que veio do nada para desanimar a malta. Um tal de Carlos Costa arranjou um bom emprego em que ganha mais que o PR para andar a dizer asneira sobre asneira e a desanimar todo o tecido económico e o País.

            O tal de Costa disse que Portugal está já em recessão. É certo que no 4º trimestre de 2010 houve uma queda do Pib de 0,3% relativamente ao 3º trimestre, mas tecnicamente considera-se que um País está em recessão quando há três trimestres em queda. Ora, estamos a meio do 1º trimestre do ano, pelo que os resultados só serão conhecidos lá para Maio. Por isso, foi imprudente ou má fé dizer que estamos em recessão, mesmo que se venha a saber que foi verdade, mas por enquanto não se conhecem os dados de nenhum trimestre subsequente ao último do ano passado e o primeiro recessivo.

            Depois falou da necessidade de os bancos não distribuírem dividendos para reforçarem o seu capital.

            Bem, isso é uma das maneiras de aumentar o capital, pois pode haver um interesse matemático maior em distribuir dividendos para fazer subir a cotação das ações na bolsa e depois fazer emissões de capital. É um assunto em que os especialistas se dividem e não diz muito respeito ao governador do BP. No fundo, a questão é quantitativa, o que dará mais? O que vale mais? Uma emissão ou a não distribuição de dividendos, sabendo-se que muitos dos acionistas da banca portuguesa são grandes bancos mundiais. O homem não veio dizer - e o jornalista não quis perguntar - a razão por que os bancos pagam aparentemente um menor IRC. Isso acontece porque são obrigados a provisionar uma parte importante dos lucros sobre os quais não incide o imposto. O aumento das provisões destina-se a evitar uma crise bancária que acabaria por sair mais cara aos contribuintes que o diferencial de IRC não pago e dar segurança aos dinheiros de todos nós trabalhadores e empresas que estão depositados na banca.

            Para acabar a asneirada, o homem veio dizer que não acreditava que o País pudesse sair da recessão por via das exportações.

            Costa, também Carlos, não ajuda o País, pelo que não justifica o ordenado que ganha até porque já não está à frente de um banco emissor e não gere parte das reservas de ouro, divisas e moeda do País que estão no Banco Central Europeu.

            A tarefa mais difícil de um Banco Central é emitir ou não moeda, pois os bancos emissores são sempre pressionados pelos governos para emitirem agregados monetários para comprarem os títulos de tesouro do Estado a juro baixo. Isso já não é da competência do BP.

            Mas claro, o sujeitinho está a posicionar-se para servir o próximo governo porque sabe que o governo Sócrates vai cair antes do fim do ano, a não ser que a situação se agrave ainda mais e o OE de 2012 tenha de ser pior que o atual, o que não é nada provável.

            A execução orçamental vai ser boa, as exportações continuarão a crescer e provavelmente o desemprego ainda poderá estar a aumentar ligeiramente porque passará tudo por um aumento de competitividade e isso significa sempre mais trabalho com menos trabalhadores.

            A suceder isso, será o momento para derrubar o PS, fazer novas eleições e o PS perderá tanto que Passos Coelho acaba por ser PM com o seu “não programa liberal”, portanto,  não pelo seu mérito, mas ao colo da crise. Quer dizer, o PSD não ganhará eleições, o PS é que as vai perder porque não tem dinheiro, o BCE não emite moeda e compra uma percentagem ridícula dos títulos portugueses. Além disso, a Merkel tem muitas eleições regionais este ano e os alemães estão convencidos que estão a sustentar a Europa porque se julgam donos do BCE sedeado em Frankfurt. Acham que os outros 16 países da Zona Euro nada têm a ver com o BCE e não puseram lá o seu dinheiro.



Publicado por DD às 22:49 de 16.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Aliar periferias: Fim à Ditadura €€€$£, Privatização, Cortes e Desemprego

Bruxelas em estado de choque

É preciso ler um jornal irlandês para ficarmos a saber como reagiu a liderança neoliberal europeia ao programa e à campanha eleitoral do principal partido da oposição na Irlanda, o Fine Gael. Se passar a chefiar o governo como indicam as sondagens, o Fine Gael (centro-direita) quer que Bruxelas reduza substancialmente a taxa de juro da "ajuda" que recebeu do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (em média 5,8%) e, se tal não for concedido a curto prazo, decidirá unilateralmente uma reestruturação da dívida de dois bancos que foram nacionalizados e afundaram as finanças públicas da Irlanda. Tal "corte" atingiria em cheio bancos ingleses e alemães. Chocante!

É uma forma de lidar com a austeridade selvagem imposta por Angela Merkel que devia fazer reflectir os restantes países da periferia da UE. Mas parece que por cá se prefere a diplomacia do "bom aluno" para ir à boleia do que se vier a decidir sobre o Fundo e as condições impostas à desesperada Irlanda. Em vez da acção concertada da periferia, temos o "cada um por si". O pior dos cenários.
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Publicado por Xa2 às 13:07 de 16.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Lisboa, Assembleia Municipal

Novo Mapa das feguesias, e respectiva passagem das actuais 53 para 24.

Seguindo divulgação da LUSA a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem dia 15 do corrente o novo Mapa de freguesias que em termos genéricos havia sido acordado entre PS/PSD.

A aprovação, como já se esperava foi “ratificada” , na assembleia municipal, com os votos dos deputados municipais daqueles dois grupos parlamentares e sem votos favoráveis da restante oposição

Por sua vez, com os votos contra dos dois maiores partidos e de um independente eleito na lista do PS e os votos favoráveis da restante oposição (PCP, CDS, BE, PEV, MTP e PPM), foram chumbadas uma proposta do CDS, que já havia sido rejeitada na câmara, e outra do BE.

Com esta deliberação, o novo mapa acordado entres as respectivas estruturas concelhias e distritais pelo PSD e pelo PS, será a partir de agora submetido a discussão pública assim que estiver disponível no site da assembleia municipal e até 22 de Março, estando prevista a realização de um debate público a 15 de Março em local ainda a determinar.

 



Publicado por Zé Pessoa às 10:11 de 16.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

''Centrão'': das oligarquias, do vazio de princípios e do aparelhismo clientelar

Alfredo Barroso - na "mouche"! 

Com o certeiro artigo "O PS no 'centro do centro' e a reprodução das oligarquias partidárias"., publicado hoje no Jornal i.
A ler obrigatoriamente por todos os militantes do PS que ainda, apesar de tudo, se sentem socialistas e querem que o seu PS seja mesmo "Partido Socialista".
O "centro do centro" é o vazio ideológico, é a ausência de principios democráticos, é a indiferença a escrúpulos ou ética, é o polvo aparelhista e clientelar.
Não faz apenas o jogo da direita: é pior que a direita, pois descredibiliza a esquerda e arruina a democracia.


Publicado por Xa2 às 08:07 de 16.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Produto, desigualdades, proteccionismo, soberania produtiva e migração

Acrescentos e precisões 

 Numa posta que escrevi há tempos, toquei algo superficialmente numa série de temas relacionados com o desenvolvimento internacional. Por uma questão de clareza e rigor, quero agora regressar com um pouco mais de profundidade a dois ou três aspectos que então referi.

 O primeiro é o ‘mapa distorcido’ novamente reproduzido em cima, que retirei de www.worldmapper.org e apresentei na altura como representando a distribuição mundial da riqueza em 2002. Cometi aí uma imprecisão, aliás algo grosseira. Primeiro que tudo, porque o que aqui está representado é o produto (variável de fluxo) e não a riqueza (variável de stock).
Em segundo lugar, e mais importante, porque o mapa ilustra bem a desigualdade entre países e continentes, mas não tem em conta a desigualdade dentro de cada país, ou no seio da população mundial como um todo. Falta a componente inter-individual da desigualdade, que decorre principalmente da posição de classe. Por confrangedor que seja, o mapa representa apenas uma parte da desigualdade global – a realidade é bastante pior.

    A segunda questão tem a ver com a defesa da remoção das quotas e tarifas no acesso ao mercado norte-americano e europeu por parte das exportações originárias dos países menos desenvolvidos. Não se trata aqui de um argumento geral em favor do comércio desregulado. O comércio “livre” é o proteccionismo dos poderosos: dadas as enormes diferenças ao nivel da dotação infraestrutural e do controlo político e tecnológico sobre os processos produtivos monopolistas e quase-monopolistas, a desregulação contribui para a desestruturação da produção nos países mais pobres, para o aprofundamento da desigualdade e para a instabilidade global.
    Isso é tanto mais perverso quanto se trate de produtos essenciais, como os alimentos, em relação aos quais a soberania produtiva é mais importante do que a suposta eficiência global.
    Dito isto, defender a abolição de barreiras proteccionistas no caso específico do acesso aos mercados do Norte por parte dos exportadores do Sul é defender a remoção de um dos mecanismos que aprofundam a desigualdade e o desequilíbrio. O aumento das receitas de exportações dos países do Sul não reverte automaticamente para os respectivos assalariados ou camponeses, como é óbvio – mas permite potenciar as dinâmicas de acumulação nesses países e isso, se acompanhado por suficientes sucessos ao nível da luta pela repartição dos benefícios, constitui um progresso em termos globais.

    A terceira precisão tem a ver com a defesa de uma política migratória mais progressista através da "concessão de um contingente extraordinário de vistos a migrantes oriundos de países vítimas de catástrofes".  É certo que, como referi na altura, esta medida constitui apenas um avanço meramente simbólico. Entendamo-nos: os fluxos migratórios auto-regulam-se, sendo determinados na sua maior parte pela procura (ou seja, pelos empregadores) no contexto de mercados de trabalho que são, sempre, segmentados e socialmente incrustados; tipicamente, políticas migratórias mais restritivas têm como único resultado que os mesmos fluxos passam a ter um carácter irregular, com todas as desvantagens que daí advêm para todos os trabalhadores (nacionais e imigrantes); e, consequentemente, a posição progressista em relação à política migratória tem necessariamente de passar pela sua completa liberalização, ainda que enquadrada pelo planeamento.
    Dito isto, mesmo um avanço tímido como o que é atrás referido poderia, e poderá, constituir um progresso efectivo, na medida em que reflicta e contribua para a progressiva tomada de consciência de que:
   (i) a possibilidade de migração constitui uma das vias mais eficazes para a melhoria da situação dos migrantes, das suas famílias e, em certas circunstâncias, das suas comunidades; e
   (ii) o regime internacional de restrição da liberdade de movimentos e de instalação em que hoje vivemos (e que muitos consideram natural e inevitável) é nada mais nada menos do que um apartheid global, que urge desconstruir e abolir.
Foi possível na África do Sul e quase todos festejámos. Façamo-lo agora à escala mundial.
          -por Alexandre Abreu


Publicado por Xa2 às 00:07 de 16.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

O Cretinismo de Louçã

 

            Louçã mostrou ao País o seu cretinismo endemoninhado quando agora o Passos Coelho e o Portas disseram que se vão abster. Provavelmente também o PCP fará o mesmo, mas se não fizer não há qualquer interesse.

            Como é que o líder de um dos partidos mais pequenos da AR com poucos deputados pôde pensar que os restantes partidos vão submeter-se à sua agenda ou dançar ao som do seu pífaro? Louçã não é Berlusconi e Coelho não é uma menor marroquina. O parvalhão julgava que ia estar um mês nas “bocas do mundo” com toda a informação a querer adivinhar se o governo cai ou não. O assunto morreu e Louçã não sabe se vai continuar no ridículo ou retira envergonhado a sua moção que até quis que fosse contra o PS e o PSD, quando o segundo partido nem está no governo. Para estupidez é mesmo demais.

            O governo PS irá cair quando o PSD quiser e isso acontecerá logo que a situação financeira melhorar um poucos, as exportações subirem mais e a balança comercial começar a equilibrar-se com a eventual descida ligeira do desemprego. Passos Coelho não anda atrás dos cacos produzidos pela crise mundial e pelo egoísmo extremo dos alemães que teimam em não querer que o Banco Central Europeu emita moeda para adquirir dívidas soberanas a juros razoáveis como faz o Fed e faria qualquer banco central nacional. Passos quer subir ao poder na fase de transição quando a austeridade ainda é sentida por toda a gente, mas pode deixar de o ser em breve. Ele vai querer passar por ser o homem que salvou a Pátria e o Povo de todas as misérias deste mundo e do outro. O pior é que não pode prometer muita coisa pois a situação pode inverter-se num ápice.

            O fundo criado para apoio a países endividados – e são todos da zona euro – no valor de 500 mil milhões de euros só começará a funcionar em 2013, o que pode levar Passos Coelho a atrasar o seu projeto de deitar o governo abaixo, a não ser que Portugal consiga sair mais rapidamente pelos seus próprios meios do “olho do furacão financeiro” e então Passos vai querer ir para o leme já num mar bonançoso.

            O objetivo de Passos é imitar o Silva que subiu ao poder quando começou o maná europeu e o desbaratou completamente, mas o pessoal viveu feliz naqueles anos primeiros. Claro, o maná europeu não virá do tal fundo e ou o País faz algo por si próprio ou voltará a afundar-se.

            Ontem no “Prós e Contra” vimos que há gente a trabalhar pelo País e que Sócrates tem feito um esforço formidável para incrementar as exportações, a única coisa que deve ser feita agora. Não venham com politiquices sociais ou não porque ou há dinheiro e salva-se muita coisa ou não haverá e a ruína será uma certeza.

            Todo o Norte de África está praticamente no desemprego e centenas de milhões de habitantes do nosso planeta estão desempregados ou vivem com menos de dois dólares por dia. Enquanto a globalização não for mais solidária e keynesiana, os sete mil milhões de habitantes do nosso globo afundar-se-ão cada vez mais num mar de lixo e miséria.



Publicado por DD às 21:55 de 15.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Discutir a democraticidade no P.S. e as causas de decadência
Carta aberta ao presidente do PS
Convido-o a organizar um debate aberto aos militantes, com a participação de ambos, sobre a democracia interna e sobre as causas da inexistência de debate político no PS
[Henrique Neto,  Jornal i, 14-02-2011, via MIC ]
Estou feliz por o Presidente do PS ter vindo a terreiro discutir a democraticidade interna do Partido Socialista, coisa rara, ainda que tenha utilizado duas páginas de jornal para dizer muito pouco e esclarecido ainda menos. Além de tentar julgar a verdade dos outros em causa própria, o que nem sempre é uma boa prática. Porque de facto o Dr. Almeida Santos sabe melhor do que ninguém de que falei verdade, limitando-me a dizer em voz alta o que muitos militantes do PS dizem em surdina.

E como me pede respostas aqui as tem:

1. Aquilo que denunciei, e que se passou na última Comissão Nacional, foi confirmado pelo próprio Dr. Almeida Santos na sua carta aberta, ou seja, que um dirigente do PS se queixou ao Presidente do partido de que as actas não são entregues aos militantes antes de serem votadas e que, com demasiada frequência, não condizem com as intervenções feitas. A declaração deste nosso camarada apresenta casos concretos e a única via para o esclarecimento e a reposição da verdade é publicando o texto no jornal do partido, o que naturalmente lhe peço que seja feito. Sei que o nosso camarada concorda com essa publicação.

Como isso não bastará para se saber quem fala verdade, sugiro também a publicação das datas de aprovação das actas e do número e orientação dos votos expressos em cada uma das votações. É ainda importante clarificar as razões de as actas não serem distribuídas antes da sua votação, para que os dirigentes presentes as possam consultar e votar em consciência. Aliás se, como confessa na sua carta, " o presidente propõe ao plenário o necessário mandato à mesa para poder aprovar a acta", antes mesmo de ser redigida, é óbvio que estamos em presença de, no mínimo, uma lamentável ausência de pedagogia democrática, que, como sabemos, conduz ao hábito dos militantes se autolimitarem nos seus direitos e nas importantes funções para que foram eleitos.

2. Por outro lado, o facto de o Presidente do PS, ou a Mesa da Assembleia, não aceitarem o pedido escrito de um dirigente eleito para que seja distribuído um seu texto crítico sobre a condução dos trabalhos, se não é censura o que acha que será?

3. Para informação do Presidente do PS, iniciei a minha militância contra o anterior regime aos quinze anos e folgo que também o tenha feito cedo, todavia isso não nos dá, a ambos, qualquer direito especial e menos ainda o de usar esse estatuto para limitar a participação democrática seja de quem for. Apenas nos dá o dever acrescido de sermos mais escrupulosos e mais rigorosos, dando o exemplo de ética e pedagogia das boas práticas democráticas. A este respeito, talvez o Manuel Maria Carrilho se recorde tão bem como eu do que se passou no XIII Congresso do Partido Socialista realizado na Expo sob a direcção do Dr. Almeida Santos.

3. Concedo que a censura praticada no PS é feita com a passividade, porventura com o acordo, da maioria dos militantes nos órgãos do partido, mas ninguém desconhece que esses militantes foram, na sua esmagadora maioria, escolhidos a dedo pela direcção, que o debate interno não existe, que as sedes estão vazias e que as poucas reuniões partidárias existentes, mesmo em Lisboa, se realizam com meia dúzia de militantes. Ou, já agora, porque acha o Presidente do partido que não existe oposição interna ao actual secretário-geral e as votações são praticamente unânimes, recordando-nos o triste passado contra o qual lutámos?

4. Ou porque terá o PS alterado as condições anteriormente existentes no regulamento eleitoral, no sentido de, no próximo congresso, apenas os candidatos à liderança poderem apresentar moções?   Será que é para facilitar o debate interno no partido com o objectivo de surgirem "as novas ideias" que o secretário-geral reclama?

5. Tenho na minha frente o "Diário de Leiria", em que o militante Cândido Ferreira, que tinha anunciado a sua candidatura à liderança do partido no próximo congresso, diz agora, depois de ter falado com o Presidente do PS:

"É com natural repúdio que verificamos que a candidatura ''natural'' de José Sócrates já está a utilizar os meios que insistentemente temos solicitado e nos têm sido sistematicamente negados." Acrescentando: "Violação grosseira das regras que devem presidir a eleições dentro de qualquer estrutura democrática e respeitadora de princípios universalmente aceites." O que me pode dizer o Presidente do PS sobre isto, ou, já agora, sobre as últimas eleições para a Federação de Coimbra?

6. Se, como espero, o Presidente do PS está interessado em contribuir para a democraticidade do partido e para a reposição da verdade, convido-o a organizar um debate aberto aos militantes, com a participação de ambos, sobre a democracia interna e sobre as causas da inexistência de debate político no PS, nomeadamente quando isso mais falta faz ao nosso partido, neste tempo em que os portugueses expressam a sua desconfiança nos partidos políticos e nas pessoas que, como o Dr. Almeida Santos, os dirigem.

Lamento profundamente que o debate interno no nosso partido se limite às "missas" previamente organizadas, cujo resultado final só pode ser a decadência e a irrelevância. É isso que procuro contrariar e se o Presidente do PS não gosta, paciência.
Apresento-lhe as minhas cordiais saudações democráticas e socialistas.



Publicado por Xa2 às 13:07 de 15.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

È mais difícil reaver objectos perdidos

A outra

 

 

Falta de pessoal e redução do horário de funcionamento dos Perdidos e Achados da PSP ajudam a explicar problemas do serviço ao qual vão parar pertences esquecidos na capital.

" Se a rapariga seminua do cartaz pregado na parede falasse, havia de pedir para a tirarem daqui. E não é só por causa do frio que se faz sentir dentro do armazém dos Olivais dos Perdidos e Achados da PSP, que um pequeno radiador de varetas se mostra impotente para aquecer.

Os nove polícias que a modelo da revista Maxmen tinha há ano e meio a mirar-lhe as curvas estão reduzidos a menos de metade, e há dias em que o telefone por baixo dela toca incessantemente sem que ninguém o atenda. Separados dos seus donos, os pertences esquecidos Lisboa fora jazem agora, inúteis, em velhas prateleiras e caixotes plásticos, empilhados uns contra os outros.

Agentes de baixa

"Desde Outubro que somos apenas quatro agentes. Os restantes cinco estão doentes, quatro deles com baixas prolongadas, e também houve reformas", justifica o chefe do posto, Vítor Pinto. "Mas na semana que vem [a partir de hoje] vamos ser reforçados com mais duas pessoas." O responsável tenta negar as evidências: o ambiente caótico - no qual, apesar de tudo, os polícias se orientam -, algumas disfuncionalidades do portal de pesquisa de objectos criado para facilitar a vida aos utentes de todo o país (http://perdidoseachados.mai. gov.pt)...

A reconhecida falta de condições do pequeno armazém, onde vão parar desde banais telemóveis e guarda-chuvas até dentaduras postiças e geradores, fará com que ainda este ano o serviço deva ser transferido para o novo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, em Moscavide. Enquanto isso não sucede, muitos dos pertences perdidos ficam nas esquadras mais próximas, em vez de virem pari aqui. Uma solução de recurso que já tem dois anos, e que impede o registe destes objectos no portal de acesso público. A sua inscrição fica apenas no sistema interno da PSP.

A somar a todas as dificuldades há ainda a redução do horário de atendimento ao público dos Perdidos e Acha dos: até Julho funcionava das 9hOC às 12h30 e das 13h30 às 17h00, mas desde aí que, no período da tarde, sé é possível resgatar objectos entre as 14h00 e as 16h00. Porquê? "Por decisão superior", responde Vítor Pinto garantindo que não houve nenhum pedido seu nesse sentido. "Desde a que temos menos tempo para dar alegrias a quem cá aparece", observa.

Segundo as estatísticas, todos os anos vêm parar aos Perdidos e Acha dos cerca de 135 mil objectos, a maioria dos quais encontrados nos auto carros da Carris, no Metropolitano e nas estações dos CTT.


MARCADORES: ,

Publicado por Izanagi às 02:25 de 15.02.11 | link do post | comentar |

O mundo que construímos

Mubarak, 30 anos de poder

Caiu Mubarak. A sua demissão era simbólica e politicamente decisiva

Defesa do aeroporto na OTA por alto responsável do PS: “Precisávamos de pontes para ir para o lado de lá. Imagine que dinamitavam uma ponte. Há muito terrorismo.” Quase há 30 anos que ocupa o mesmo cargo.

No Congresso de Santarém foi o exemplo oposto do que deve ser deve ser observado em democracia.

Agora duas situações que não se deviam identificar com um governo socialista. Uma, a eficácia do sistema fiscal que apenas captura o peixe miúdo. No mesmo dia em que li os textos no jornal, fiquei a saber que o BES ficou isento de pagar compensações á CML pelo aumento substancial do imóvel onde se situa a sua sede. A outra prende-se com a política da Administração Interna, consubstanciada através da PSP, que revela uma disponibilidade total para aplicar coimas ao mesmo tempo que mostra uma total rejeição para servir o cidadão.

Não pelos motivos que a oposição pede a demissão do Ministro da AI, mas pelas directrizes que emana para as forças de segurança, sou solidário com a sua demissão.

 

O mundo que construímos

Augusta Martinho foi encontrada em casa nove anos depois da sua morte.

A GNR esteve à porta mas não entrou por falta de "autorização". As autoridades procuraram a "desaparecida" em todo o lado menos em casa. A nossas estruturas sociais e administrativas levaram nove anos a entrar em casa de Augusta Martinho.

Não foi a segurança social a encontrar a idosa naquela casa, nem um qualquer apoio domiciliário, como também não foram os vizinhos ou a família.

Mesmo ao fim de nove anos, o fisco conseguiu chegar primeiro.

 

http://31daarmada.blogs.sapo.pt

Diz-se que só há duas coisas certas na vida: a morte e os impostos. Parece que para o Estado português só a segunda parte é verdadeira.

Os tribunais não fazem o que têm de fazer. As polícias muito menos. Estão todo quietos. Ninguém quer chatices. A senhora desapareceu? Tem a certeza? Arrombar a porta é muito complicado. Só dá problemas. Volte cá depois. É assim com tudo. Faz-se de conta que se faz alguma coisa inventando causas nos sectores da moda: agora é o género. Antes foram as alterações climáticas. O povinho fica entretido. E isso é que conta. Entretanto que de facto manda e pode continua a arrebanhar dinheiro. No fundo dos bolsos. O fantasma congratula-se com o dinheiro arrebanhado.  E a máquina fiscal a única que de facto existe e se mexe anda por aí. Faz penhoras, executa. Para ela não há problemas com as portas. Onde os tribunais e as polícias duvidam sequer poder entrar as Finanças penhoram e vendem. Foi a isto que o socialismo nos reduziu: contribuintes.

http://Blasfemias.net

Reduzidos à condição de contribuintes



Publicado por Izanagi às 02:21 de 15.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Durante a crise não há desperdicios

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Publicado por JL às 00:07 de 15.02.11 | link do post | comentar |

MOÇÕES CENSURA AO GOVERNO, A RUA E O PARLAMENTO

A luta pela reposição dos salários entalada entre a rua e os tribunais

Trabalhadores da função pública e das empresas do sector empresarial do estado “entalados” entre a barra dos tribunais e as agitações de rua para onde um governo, dito socialista, os empurrou por não ter tido a coragem de legislar (segundo o principio da igualdade legislativa e constitucional) para todos só cidadãos nacionais (trabalhando dentro ou fora do pais e estrangeiros que colaboram, entre nós, para a produção da riqueza nacional.

O Governo de Sócrates empurra-nos e o PCP usa-nos, visto que a pertença moção, que o Comité Central se preparava elaborar para que os seus camaradas com assento na Assembleia foi “extorquida” pela antecipação do BE que assim se descola da imagem, errónea, de colagem ao PS a propósito das recentes eleições presidenciais, fazendo, simultaneamente, (com acordo um sem ele) um grande favor político a uns e a outros. Agora o PCP já diz que a verdadeira censura ao governo Sócrates é feita na rua, afinal o único sito onde, ainda, têm alguma expressão de poder, controlam a CGTP, é o que lhes basta.

A redução de salários nas empresas públicas, imposta pelo Governo na Lei nº. 55-A/2010 que aprovou o Orçamento do Estado (OE) para 2011, gerou uma vaga de contestação junto dos seus trabalhadores que vai arrastar-se até aos tribunais. Muitos sindicatos preparam-se para interpor acções judiciais contra as empresas e o Estado já este mês. O objectivo é travar a aplicação dos cortes e reembolsar os funcionários.

São diversos e variados os sindicatos que afirma estar a preparar-se, através dos seus departamentos jurídicos e/ou com apoio de assessores especializados, para a litigância jurídica nos tribunais, onde vão pedir a anulação das reduções nos vencimentos. Entre eles os que parecem mais avançados são a CGD, a RTP, os CTT e a TAP.

Convenhamos que as agitações, da semana passada, provocadas pelos surtos grevistas, que de não corresponderem, realmente, aos números divulgados por alguns dos sindicatos e prejudicaram grandemente quem a elas tenha aderido como igualmente a quem necessitou de transporte, não vão alem, conforme um amigo meu costuma dizer, de “um espirro no meio de uma gripe”.

 Não seja a, eventual, declaração de inconstitucionalidade por parte do tribunal respectivo e, simultaneamente com concordância ou não, os ganhos de causa nas respectivas barras do tribunal, é caso para se afirmar como é costume dizer-se “perdoa-lhe metade que eu não tenho outro remédio que perdoar-lhe a outra.

Naturalmente que tais lutas tambem servem outros fins e para atender a outros interesses que não os dos trabalhadores, mas isso são outras historias passadas, presentes e certamente que futuras. A ver vamos visto que bem ou mal com justeza ou sem ela “a luta continua”.



Publicado por Zé Pessoa às 00:04 de 15.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

SALVAR A QUINTA DAS CONCHAS

Quem por estes dias visitar a Quinta das Conchas fica a pensar que as árvores do seu pequeno bosque foram vendidas a algum madeireiro, tal é o frenesim com que estão a ser abatidas às dezenas, processo que se tem vindo a repetir nos últimos anos. Dizem que estão doentes, mas nesse caso estaremos perante uma epidemia local altamente contagiosa.

Há tempos António Costa prometeu aumentar a biodiversidade em Lisboa em 20%, mas não é aquilo a que se assiste na Quinta das Conchas e noutros parques de Lisboa, a não ser que a CML considere que se aumenta a biodiversidade plantando árvores exóticas. No caso deste parque de Lisboa assiste-se a um processo de empobrecimento contínuo, desde a sua criação à sua gestão tudo parece obedecer mais a critérios estéticos mais próprios de uma esteticista do que a qualquer preocupação com a biodiversidade. Alguém está a querer transformar a Quinta da Conchas e a Quinta dos Lilases num imenso prado inútil e sem vida, para se jogar futebol e levar cachorros a fazer xixi.

[O Jumento]


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Publicado por JL às 22:17 de 14.02.11 | link do post | comentar |

Sociedade "Saca-dinheiro"

Às sociedades, ao longo dos tempos, sempre se lhe atribuíram certos epítetos associados aos hábitos gerais e colectivos.

A esta, em que actualmente vivemos, bem se lhe poderia chamar de "sociedade saca-dinheiro".

Esta foi a artimanha mais recente que recebi. é engraçada e apelativa, não é ?

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Este ano, Julho terá 5 sexta-feiras, 5 sábados e 5 domingos.

Isto acontece uma vez a cada 823 anos. Estes anos são conhecidos como 'Money bag'.
Passe para 8 boas pessoas e o dinheiro aparece em 4 dias, baseado no Fengshui chinês.
Quem parar não recebe, diz aqui...
Bom, não custa tentar....



Publicado por Zurc às 14:08 de 14.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Vivam as Mulheres !

Nós, Cidadãs e Cidadãos, Mulheres e Homens, com a Itália, Contra Berlusconi !Berlusconi ultrapassou todos os limites, alardeando corrupção, falta de escrúpulos, de valores, de ética e de respeito para com a liberdade, a dignidade e, acima de tudo, para com as Mulheres! Berlusconi envergonha a União Europeia que, em nome da não ingerência nos assuntos internos dos Estados-membros, calou a indignidade que simboliza a sua existência como Primeiro-Ministro de Itália... uma União Europeia que, pelo contrário, em nome dos Direitos Humanos, dos Direitos das Mulheres e dos Direitos Fundamentais das Pessoas, deveria ter feito saber ao povo italiano que o nosso espaço comum não quer símbolos do que de pior tem a História Humana... porém, por ser política e económicamente gerida por homens, cujos valores em termos de igualdade de género e de compreensão cultural da sexualidade muito deixam a desejar, agarrados que estão a uma história de escravidão e submissão sexual das mulheres a quem consideram ainda como seres imberbes, infantis e descartáveis, El Cavalieri manteve o seu poder com a cumplicidade tácita do atraso cultural dos "machões" que se escondem sob a capa da hipocrisia do que se considera "correcto". Eu, pela minha parte, de há muito a este momento, prometera a mim mesma só voltar a evocar o seu nome neste espaço, depois de italianas e italianos levantarem alto e inequivocamente a sua voz contra este ditador da "velha ordem" que, de facto!, não representa a sociedade italiana mas, apenas e só!, as corporações de interesses que, masculinamente, dominam o mercado financeiro, económico e político, de que as mulheres e os homens sãos há muito se afastaram. Hoje, porém, é dia de voltar a dizer "com todas as letras" o que deve ser dito sobre esta aberração política que ainda governa, entre nós, na Europa... é Dia porque as Mulheres Italianas vieram à rua gritar "alto e bom som" que "a Itália não é um Bordel", exigindo a saída desta vergonha internacional, protagonizada por um insolente narcisista que não tem a mais leve consciência do que representa para todos nós.... foram 100.000 mulheres, italianas, a exigir respeito e dignidade na forma de tratamento com que a sociedade as retrata, dando a saber ao mundo que não estamos dispostas a deixar a nossa imagem nas mãos dos que descredibilizam a Dignidade Humana e consideram de importância menor os comportamentos violentos e agressivos que significam os padrões de comportamento que a masculinidade de Berlusconi personifica! Viva Itália! Vivam as Mulheres Italianas!



Publicado por Xa2 às 07:07 de 14.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A REDUÇÃO DOS DEPUTADOS E AS TRAPALHADAS SOCIALISTAS

Entre o Populismo e a realidade económica e social uma moção

Não será para já que essa redução se vai processar, visto que o BE vai fazer um, grande, favor ao governo socialista (?) de José Socrates ao apresentar a anunciada Moção de Censura, retirando, desse modo, o espaço político tanto ao PSD como a CDS que juntos aprovariam a iniciativa que um deles apresentasse e já o não farão nem aprovarão a apresentada pelos bloquistas.

O bom senso que a gentes do Partido Socialista deixaram escapar entre demagógicas declarações e atropelos sociais, parece ser agarrado pelos liberalistas da social-democracia portuguesa.

O PSD na senda da tomada do poder lá vai subindo a escadaria de acesso ao dito. Entre calinada aqui, jornadas de reflexão alem e estudos mandados fazer acolá vai pregando rasteiras ao governo que, já de si próprio desgastado, não conseguem evitar tantas calinadas políticas como foi a decisão de legislar sobre redução dos ordenados de funcionários publicos e trabalhadores do Sector empresarial do Estado quando o deveria ter feito para a generalidade de quem quer que fosse sendo remunerado em Portugal ou por empresas e Estado português e agora sobre a redução de deputados na Assembleia da Republica.

Mais inteligentemente a Comissão Política Nacional do PSD pediu a elaboração de um estudo técnico para preparar um anteprojecto de lei de reforma do sistema eleitoral, que reduza o número de deputados e permita o voto alternativo.

Miguel Relvas afirmou ainda que se o PS tivesse «a ousadia de apresentar um projecto sobre esta matéria, que já vimos que não vai acontecer, também careceria do apoio do PSD», referiu. «Aguardamos pela disponibilidade do PS para se poder encontrar um entendimento».

Pois é, os socialistas, tudo indica, andam enredados por outras preocupações reactivas e parece terem perdido o espírito da iniciativa e da inovação. Como alguns já vão afirmando, depois da queda governamental, “irá ser longa e penosa a travessia do deserto político e governativo”. A confiança quando perdida com muita dificuldade se consegue reganhar.

Alguém, parece que de memória curta, afirmou que “há muitas razões de censura ao governo”. Toda a gente parece estar de acordo mesmo no meio das hostes do partido apoiante do governo, até o próprio fundador, cujas mais recentes sugestões escritas não deixam qualquer réstia de dúvida. Mas, também pouca gente duvidará que, nas presentes circunstâncias em que o país e a Europa vivem, se este governo cai-se o que a seguir viesse seria muito pior e mais profundamente gravoso, tanto para os trabalhadores como para a população em geral.



Publicado por Zé Pessoa às 00:11 de 14.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Queres ver que o FMI não vem?

Os mercados acreditam bastante menos nos resultados da intervenção do FMI. Basta ver as taxas de juro que Irlanda e Grécia continuam a pagar.

Querem ver que afinal o FMI não vem? Pois é. Para todos, cá dentro e lá fora, que têm escrito ou dito que o acordo está feito e que os homens do Fundo estão prestes a desembarcar no aeroporto da Portela, os últimos sinais não são encorajadores. Em primeiro lugar, a emissão de dívida desta semana correu bem. A procura superou de novo largamente a oferta, a esmagadora maioria veio do estrangeiro e, em relação ao leilão anterior, os juros desceram 0,3 pontos a um ano e 0,7 pontos a meio ano, mantendo-se a tendência descendente. Dir-se-á: é da expectativa em relação à remodelação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Ou da crise no Médio Oriente e Norte de África, que nos tira dos holofotes da imprensa internacional. Dir-se-á: mesmo assim, juros acima dos 6% nos prazos mais longos (a cinco e dez anos) continuam a ser demasiado elevados. E tudo somado viremos a pagar um elevado preço por isto: cerca de €5000 mil até ao final de 2013.

Dir-se-á: não estamos a coberto de novas surpresas negativas. E se a execução do Orçamento do Estado derrapa? E se a chanceler alemã Angela Merkel volta a reafirmar que os países periféricos têm de se virar por si e comer o pão que eles amassaram? Pois tudo é possível acontecer neste caminho estreitíssimo que estamos a trilhar. Mas que o FMI está mais longe, lá isso está.

Para isso, é necessário, claro, contar com uma forte conjunção dos astros. O primeiro ponto decisivo é que Alemanha e França reforcem os sinais que têm dado nas últimas semanas, ou seja, que perceberam que a estratégia de "salvação" individual de cada um dos países pressionados pelos mercados tem sido um desastre. Não só não se salvam, como os pedidos de ajuda que Grécia e Irlanda fizeram não pararam a pressão especulativa que se passou a centrar sobre novas presas. Se Berlim e França mudaram efectivamente a sua percepção sobre a estratégia a seguir, então é provável que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira possa ter uma acção muito mais directa e decisiva na compra de dívida pública dos países ameaçados, contribuindo para a redução drástica das taxas de juro. E o segundo ponto é que a execução orçamental seja cumprida de forma draconiana. Bem podem os juízes, os sindicatos, as escolas privadas ameaçar, fazer campanhas na rua, avançar para os tribunais. Se o Governo ceder aos sucessivos interesses que vão resistir a estas medidas de austeridade, então o Orçamento não será cumprido e a paciência da Alemanha e Bruxelas para connosco acaba no mesmo instante. Nesse dia, aterram em Lisboa os homens do FMI e faremos tudo o que se está a tentar fazer - e mais umas quantas coisas que não nos vão agradar de todo.

Última nota: a crise mostrou que os mercados acreditam bastante menos nos resultados da intervenção do FMI. Basta ver as taxas de juro de longo prazo a que é transaccionada a dívida pública de Irlanda e Grécia (à volta de 9% e 10% respectivamente). Ou os receios de que os dois países entrem em incumprimento da sua dívida externa. Não se vendo claramente o que Atenas e Dublin ganharam com os pedidos de ajuda que fizeram, não se percebe porque tantos notáveis do reino continuam a insistir que seria preferível pedirmos ajuda ao FMI. Ou melhor, percebe-se muito bem. Mas isso nada tem que ver com a situação económica.

Nicolau Santos [Expresso]



Publicado por JL às 23:48 de 13.02.11 | link do post | comentar |

Como nos anos da brasa

Quando esta semana Francisco Louçã apresentou a moção de censura do Bloco lembrei-me dos anos da brasa da revolução, em que a Extrema-Esquerda exultava sempre que na guerra da rua, manifs e contra -manifs, conseguia infligir uma derrota aos "revisionistas" do PCP.

Nesses tempos em que os corredores das Universidades - e até algumas salas de aula - eram verdadeiros laboratórios de ciência política e de técnicas de manipulação de massas, o PCP era um grande partido operário, com grande aceitação nos sectores intelectuais, e a Extrema-Esquerda - UDP, LCI e outros - estava reduzida, na boca dos comunistas, à condição de "grupelhos esquerdistas".

O tempo passou, os "grupelhos" estão na sua maioria reunidos no Bloco de Esquerda, com uma sólida representação conseguida mercê da capacidade de atrair descontentes do PS e do PCP. Com o passar do tempo e, sobretudo, com o crescimento do Bloco, poder-se-ia pensar que os objectivos eram outros. Mas o que se viu esta semana foi um Francisco Louçã regressado à rua e à puberdade política, gozando, simultaneamente, com duas coisas: poder engasgar o revisionista Jerónimo, que se preparava para, em breve, apresentar uma moção de censura que o próprio Louçã já descredibilizara; e poder dirigir-se ao primeiro-ministro e aos deputados de Portugal não já para gritar uma palavra de ordem mas para soltar o anúncio de que a primeira moção de censura era a sua. Como recreação teatral dos idos do Verão Quente a peça poderia ser boa, mas o palco não era o ideal. Como episódio político digno do século XXI é do pior, e o tempo dirá se os que foram chegando ao Bloco ao longo dos anos terão gostado tanto do episódio - por muito que queiram apear Sócrates - quanto os militantes que acompanham Louçã desde os tempos da LCI.

Pense-se o que se pensar do Governo, a verdade é que a moção não faz sentido.

Ao PSD, o Bloco dá uma de duas coisas: ou o rápido acesso ao poder, se houver eleições e ganhar; ou o reforço do papel de fiel da balança, que os sociais-democratas reforçarão ao recusarem empurrar o país para eleições; ao PCP dá um trunfo: o de poder com este caso reclamar, mais uma vez, a irresponsabilidade do Bloco, os seus desvios infantis; ao PS, perante o mais que previsível bom senso do PSD, Francisco Louçã terá dado algum oxigénio, a tranquilidade de uns quantos dias mais, provavelmente até ao próximo Orçamento.

Alguns dirigentes do Bloco já terão percebido isto mesmo. O que nem eles nem ninguém percebeu ainda é o que terá levado o líder do partido a anunciar a censura ao Governo com um mês de antecedência e antes mesmo de a Comissão Europeia aprovar um conjunto de medidas económicas estruturantes de grande importância para a União, e, sobretudo, para Portugal. Na terça-feira se verá o que diz o PSD, mas Passos Coelho poderia ter antecipado a decisão: a infantilidade de Louçã não merece tanta perda de tempo e a afirmação do PSD como líder da Oposição também passa por deixar claro que os timings da queda de Governo e da solidificação de uma alternativa credível não podem estar à mercê de um (apesar de tudo) pequeno partido de Extrema-Esquerda.

PS - Quando em todos os partidos houver gente disponível e corajosa para dizer o que pensa pela sua própria cabeça e apontar os erros do seu próprio partido, a Democracia dará uns passos em frente. Daniel Oliveira fez na SIC (a partir do quarto minuto), possivelmente a mais dura crítica por estes dias endereçada a Louçã, sem, obviamente, cuidar de saber o que isso lhe acarretará. Um raro e excelente exemplo.

José Leite Pereira [Jornal de Notícias]


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Publicado por JL às 11:40 de 13.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

O Zé e outros mentirosos

Ainda a Quinta/Jardim de Santa Clara, na Ameixoeira

Fez, no passado dia 11 do corrente um ano que o vereador dos espaços verdes José Sá Fernandes, se deslocou à Ameixoeira, conforme a seu tempo aqui no LUMINÁRIA noticiamos e, no Instituto Superior de Gestão (ISG) fez a respectiva apresentação do projecto de requalificação do espaço publico, há muito dotado ao abando e em estado adiantado de degradação no coração da Ameixoeira, a quinta Jardim de Santa Clara. 

O Estudo prévio do Jardim de Santa Clara e Plano de Acção Territorial (PAT) da Ameixoeira foi apresentado e no decurso do debate foi referido que o mais importante é que, conforme foi, apresentado pelo chefe da divisão de matas da autarquia, João Castro, o estudo prévio prevê a instalação de um parque infantil, de um quiosque que inclui casas de banho públicas e com esplanada e de uma área dedicada à fruição infantil e juvenil, adequada a bicicletas e patins será lançado o projecto a concurso de execução das obras em Setembro do corrente ano e no próximo ter a obra pronta, disse Sá Fernandes, na sequência da pergunta feita por um dos moradores.

O que falhou para que, como tantas vezes e quase sempre, não tivessem cumprido com a palavra publicamente dada? Será que são compulsivamente mentirosos?

O estranho, tanto quanto é do conhecimento público, nem executivo ou tão pouco a Assembleia da Freguesia pareçam ou demonstrem qualquer preocupação ou desagrado. É caso para nos perguntarmos o que andarão a fazer se não manifestam qualquer preocupação com a defesa dos interesses dos fregueses e do património (até do histórico) da freguesia?



Publicado por Zé Pessoa às 11:28 de 13.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Suíça, um exemplo de democracia
Referendo sobre armamento, guardado ou não em casa
Nem tudo o que a Suíça tem ou de lá emerge é positivo, veja-se o mais recente caso publicitado do desaparecimento, tudo indicia de morte, das duas crianças, presumivelmente, pelo próprio pai. Contudo em termos do exercício democrático e da participação directa, por parte dos cidadãos, é um exemplo que outros deveríamos seguir.

Como em quase todos os domingos, por uma razão ou por outra, num qualquer dos seus 26 cantões, amanhã todos são chamados a pronunciar-se em referendo, uma iniciativa popular que, neste caso, visa aumentar a fiscalização de armas de fogo no país, e que sendo votado favoravelmente passa a impedir, por exemplo, que os militares na reserva as possam manter em casa.

A iniciativa, segundo a óptica dos movimentos e partidos do centro-esquerda, serve "para a protecção face à violência das armas" exige que as armas dos reservistas suíços passem a ser guardadas num armazém militar, que seja criado um registo centralizado a nível nacional e que nenhuma arma seja entregue aos soldados que deixam o exército, excepto aos atiradores desportivos licenciados.

A consulta popular de domingo foi apresentada por uma plataforma composta por cerca de 70 entidades, entre as quais organizações ligadas à igreja e às forças de segurança, organizações de paz e direitos humanos (incluindo a Amnistia Internacional), sindicatos ou associações de luta contra o suicídio.

Na Suíça, todos os cidadãos cumprem serviço militar no activo até aos 36 ou na reserva até aos 50 anos, período durante o qual guardam as suas armas em casa. Quando terminam o serviço, e caso respeitem as condições exigidas por lei, podem ficar com as respectivas armas.

A nível político, a iniciativa popular conta com o apoio dos partidos de esquerda. Mas o governo federal helvético e a maioria de direita do Parlamento são contra a proposta, argumentando que a legislação em vigor garante protecção suficiente contra o uso indevido das armas, segundo a imprensa helvética.

Nesse sentido, lembram, por exemplo, que os soldados não guardam as munições de guerra em casa e que aos reservistas com um risco psicológico, ainda que pequeno, não lhes é permitido manter as suas armas.

Segundo as ultimas sondagens a população encontra-se dividida com 47% a defender a interdição e 45% a defender a manutenção da actual situação, entre as duas posições encontram-se 8% de indecisos e é nestes que se encontra a decisão final.

Qualquer que seja o resultado, findo o processo de consulta, ganhadores ou perdedores, todos respeitam de igual modo e perfeitamente conhecedores da lei são não só acatadores dela como do seu respectivo cumprimento são vigilantes.

Nós, por cá é o que se vê. Até quem as promulga delas desdenha. Muito temos para aprender, no que respeita ao exercício da cidadania e do respeito democrático pelas diferenças de opinião.



Publicado por Zurc às 21:34 de 12.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Contradições

O PSD com todos os seus líderes e o atual Passos Coelho sempre defenderam uma Constituição Simples que definisse as liberdades essenciais e pouco mais.

Mas, eis que em contradição absoluta, propuseram incluir na Constituição um artigo que obrigasse as pessoas portadoras de doença contagiosa a serem internadas à força. A ideia em si é positiva e não sei se está já consignado na lei através da proibição de propagação de doença contagiosa. Mas, o que é hilariante é colocar isso na Constituição da República Portuguesa, pois é muito mais um assunto para a legislação em geral que para o texto constitucional.

Outra contradição vem do Sr. Silva que se propôs ser um auxiliar estratégico no plano económico tanto no primeiro como no segundo mandato. No primeiro nada fez e agora vem vetar a lei que permite substituir na farmácia medicamentos de marca por genéricos mais baratos com o mesmo princípio ativo. 

O economista Silva deveria ter a consciência da crise económica portuguesa e europeia e dos custos de um bom Serviço Nacional de Saúde em época de crise, daí que deveria ter favorecido um lei que visava essencialmente poupar alguns dinheiros ao Estado para garantir a continuidade do Estado Social

Eu trabalhei anos na indústria farmacêutica e sei como são aldrabados os preços dos princípios ativos que podem ser hoje adquiridos a preços extremamente baixos nos mercados italiano, mexicano, indiano e até português. O essencial para um laboratório é ter um bom controlo de qualidade com um químico farmacêutico que saiba trabalhar bem com as indicações dadas pelas diversas farmacopeias para os diferentes princípios ativos e temos óptimas farmacopeias como a britânica, a francesa, a americana e a portuguesa.

O Sr. Silva anda a trair a Pátria, ele quer agora o quanto pior em matéria financeira melhor, ou seja, quanto mais o Estado for obrigado a gastar melhor, porque assim será mais fácil a um governo de direita destruir por completo o Estado Social.

Muita gente aqui neste blog confunde a gestão rigorosa de meios financeiros com a destruição do Estado Social quando o que se passa é precisamente o contrário. Os que não querem o Estado Social estão contra a gestão rigorosa porque querem posteriormente demonstrar que não é viável.

Outra contradição vinda no Expresso. O reputado economista e professor Daniel Bessa desconhece a legislação europeia anti-dumping quando propõe um prémio em sede de IRC às empresas que mais exportem com maior valor acrescentado nacional. Sucede que isso é proibido e tido como falseamento da concorrência no mercado europeu. No âmbito do QREN é possível apoiar projetos de investigação e desenvolvimento e de formação nas empresas sujeitos à aprovação de Bruxelas, mas sem que isso seja apenas um incentivo à exportação de produtos artificialmente mais baratos. Enfim, diariamente, pessoas de grande reputação universitária aparecem nos jornais a escrever algo sem terem feito os trabalhos de casa e sem conhecerem os assuntos de que estão a escrever.

O Expresso continua com a sua fúria neo-ortográfica e está a anular todos os c e p sem consultar o Portugal da língua portuguesa da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Aí é que estão todas as palavras do Acordo Ortográfico.



Publicado por DD às 15:39 de 12.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O Racismo Britânico

Um conhecido tabloide britânico publicou um artigo de um racista típico da Grã-Bretanha e da maior parte dos países do Norte da Europa.

O homem escreveu que Portugal é o país mais atrasado da Europa porque os portugueses são o povo menos europeu do velho continente com uma percentagem muito elevada de ADN africano. Segundo o autor, há 200 anos atrás, mais de 15% da população do País era negra e desapareceu totalmente sem que tenha sofrido uma solução final do tipo germânico. Simplesmente, essa população negra misturou-se com a população branca e, com isso, reduziu a capacidade de os portugueses serem criadores e trabalhadores, etc.

Cita ainda o autor os EUA que tendo tido uma vasta população negra, esta nunca se misturou verdadeiramente com os elementos das raças brancas, mantendo um rigorosa linha divisória entre as duas populações e entre estas e outros de origem mexicana e sul-americana.

Cheio de desprezo, o racista britânico salienta que os portugueses continuam a receber muitos negros africanos e os jovens casam-se cada vez mais sem se preocuparem com a respectiva cor da pel. Os portugueses, além da sua herança africana, estão a tornar-se cada vez mais africanos, daí os problemas que enfrentam, diz o racista.

O homem não percebeu que o racismo não tem razão de ser. Não há populações superiores ou inferiores, há apenas situações geográficas e educacionais diferentes. O ser humano faz o que precisa de fazer e não faz o que não necessita. Uma mulher esquimó não compra um bikini para se banhar nas águas geladas e uma família californiana não se instala num iglu.

Pegando em uma amostra aleatória de qualquer população infantil, há muito que se verificou que, sujeita a uma mesma educação, os resultados são iguais desde que o ambiente familiar não seja muito diferente. Haverá sempre uns melhores que os outros, mas nenhuma raça tem o monopólio da qualidade ou da inferioridade. Qualquer um de nós que fosse viver numa aldeia da floresta amazónica era capaz de não sobreviver por falta de “inteligência” no reconhecimento do novo meio ambiente e dos perigos que ele encerra, ao contrário do que sucede com a população local.

Claro, há casos excepcionais como um Einstein e burros extremos. Assim, o racista britânico deve ser geneticamente um cruzamento de homo sapiens com um arcaico homo asinus e escreveu o seu texto com os cascos da frente, raciocinando com o seu ânus asinário. Por isso, esqueceu-se de descrever a profunda decadência dos povos britânicos que perderam quase toda a sua indústria e encontram-se perante uma gigantesca crise financeira, talvez porque se tenham cruzado com espécies animais do tipo asnal.

Mesmo assim, o racista britânico tem algumas desculpas, pois não há povo mais racista que o português, mas racista contra si mesmo. Mesmo neste blog, quase todos os escribas desprezam os seus conterrâneos, não reconhecem qualidades, não veem o que foi feito e desconhecem a existência de uma plêiade de cientistas e intelectuais saídos recentemente das muitas universidades relativamente novas com que o Portugal se dotou depois do 25 de Abril. Para muitos, nada do que é português tem valor.

Ainda hoje, o Expresso compraz-se a escrever que o País desceu na escala mundial de valores, listando a posição de Portugal sem esquecer que estão à frente um conjunto daquilo que designo por “não países” ou seja, estados minúsculos que por via da especulação financeira e do roubo e fuga aos impostos instalaram uma banca enorme que lhe proporciona lucros avultados per capita porque as suas populações são ínfimas, ou porque são um bocado de deserto cheio de petróleo por baixo.

Por exemplo, o principado do Luxemburgo gere perigosamente ativos financeiros no valor de 1.486% do seu PIB e a Irlanda geria ativos da ordem dos 1.390% do seu PIB. Os estrangeiro que confiaram o seu aforro à Islândia e à Irlanda perderam os seus haveres e não é por acaso que o Sr. Jean Claude Junker do Luxemburgo defende as posições de Portugal e o apoio da EU e BCE aos Pigs, pois sabe que a riqueza do seu país assenta em pés de barro. Para além disso, há muitos outros “não países” à frente de Portugal em termos de PIB per capita como o Qatar, Singapura, Brunei, Hong Kong, Macau, Emiratos Árabes Unidos, Ilhas Virgens, etc.

A maioria dos portugueses só têm de se orgulhar de não ser racista relativamente a outros grupos étnicos que têm vindo para o País e que os casamentos mistos são cada vez mais numerosos. E não é por acaso que os africanos se sentem muito melhor em Portugal que em qualquer outro país europeu, apesar de haver mais dinheiro e melhores salários por essa Europa fora.



Publicado por DD às 15:15 de 12.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

EGIPTO

O exemplo de resistência e perseverança de um povo

É certo que muitas dezenas de populares tiveram de cair, mortalmente, no meio da luta contra a ditadura e contra o regime que lhe dava apoio, no qual só os seus acólitos ainda acreditavam.

É sempre assim, mesmo na hora da queda, as ditaduras, produzem suas vítimas.

Só depois de mais de 18, consecutivos, dias de concentrações, manifestações e de resistências os cidadãos do Cairo, de Alexandria, Al 'Arish, Kafr Dawar, Kharga, Al Kharijah, Kom Ombo, LuxorEl-Mahalla, El-Kubra, Al Mansurah Marsa Matruh, Al Minya, Nag Hammadi, Noubarya, Asyut, Bani Suwayf, Bur Safajah, Dakhla, Damanhur e tantas outras cidades, vilas e aldeias poderam, finalmente, nos dias 11 e 12 de Fevereiro do ano da graça do Senhor seu (deles, há que respeitar os credos religiosos) Deus de 2011 (segundo o calendário gregoriano) puderam cantar louvores e hinos de alegria à liberdade e à democracia que se avizinha nos horizontes do futuro.

A Praça Thair, no centro da capital do Egipto, que adquiriu nova designação, “Praça da Libertação” passou a ter, para aquele povo, um significado idêntico ao que adquiriu, para os portugueses, o Largo do Carmo, em Lisboa no dia 25 de Abril de 1974, onde se consumou a queda de um regime que oprimiu o povo durante mais de 48 anos. Parece que há quem já tenha esquecido, infelizmente.

O que tudo indica é que esta revolução libertadora, venha a produzir idêntica influencia, á que então teve, nesta região da europa, a queda do regime português. O que, também, ira suceder com o agora consumado derrube de Hosni Mubarak,  é o crescer do movimento libertário naquela região do Médio Oriente. Tudo isso com uma diferença, certamente, impulsionadora de tais acontecimentos futuros, é que a libertação do povo egípcio foi adquirida, nasceu das entranhas do próprio povo sem o impulso alavancador das forças armadas, como teve que ser no caso português.

Agora, com a mesma resistência e preseverança terá o povo egípcio de garantir a permanência da liberdade bem como o edificar, paulatinamente, a democracia. Assim se espera, para bem dos povos egípcios, de toda a região como do mundo e aqui registamos a nossa alegria, admiração e solidariedade a esse povo cujas diferenças culturais, de usos e costumes se devem respeitar os quais, afinal, nesta sociedade globalizante acabam por não ser assim tão profundos e inconciliáveis.



Publicado por Zé Pessoa às 14:58 de 12.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

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