Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

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Publicado por Zurc às 21:11 | link do post | comentar

Jacinto Serrão formaliza candidatura à liderança do PS

Conforme divulga o jornal “Publico” o líder do PS-Madeira formalizou a entrega da candidatura à liderança do PS, para contribuir, segundo afirmou, para a "reflexão" no congresso do partido sobre a suspensão de "direitos laborais e sociais" provocada pelos "ataques especulativos".

"Queremos contribuir para uma reflexão no interior do Partido Socialista, para que o Partido Socialista possa delinear uma estratégia política não só para o país mas também que influencie toda a Europa, no quadro do socialismo democrático, de maneira a proteger os Estados-membros, o nosso país, dos ataques especulativos", disse aos jornalistas Jacinto Serrão.

O líder do PS-Madeira falava à saída da sede nacional dos socialistas, no Largo do Rato, em Lisboa, onde entregou a sua candidatura à liderança do partido e a moção de estratégia nacional global ao congresso do PS.

Assumindo que a candidatura à liderança é uma "imposição estatutária" para poder apresentar uma moção nacional no congresso socialista, que se realiza no Porto a 8, 9 e 10 de Abril, Jacinto Serrão defendeu que devido aos ataques especulativos "estão a suspender um conjunto de direitos laborais e direitos sociais".

"Entendemos que isso não se coaduna com os princípios do socialismo democrático e do Partido Socialista", defendeu o candidato.

Para Jacinto Serrão, "a reflexão é necessária no congresso, de maneira a que o Partido Socialista volte a agarrar as bandeiras de um conjunto de causas sociais, que estão a perder, não só no país, mas em toda a Europa".

Essas causas, afirmou, estão a perder-se devido a "um conjunto de imposições que vêm do exterior, que querem tentar comandar a governação da própria Europa e desmantelar o sonho europeu de uma sociedade coesa".

"Não é diminuindo ou suspendendo direitos conquistados, laborais e sociais, que nós vamos resolver os problemas da crise", afirmou.

A candidatura de Jacinto Serrão às directas de 25 e 26 de Março junta-se à do actual secretário-geral do PS, José Sócrates, à de António Brotas e de António Fonseca Ferreira.

Infelizmente, para o PS e para a própria democracia, a maioria dos próprios militantes já não acredita nas “reflexões no congresso” sempre manipuladas e não continuadas. Terminados os congressos tudo regressa ao marasmo tradicional de abafamento por parte dos controleiros aparelhisticos de tudo o que seja reflexão fora do status quo estabelecido. È recorrente e são muito raros os factos tornados publicos como o mais recente sucedido em Coimbra onde estalou o verniz e não foi possível “abafar”, como foi o caso de Lisboa, este o SG conseguiu, atempada e cirurgicamente, colocar a tampa.

 



Publicado por Zurc às 16:10 | link do post | comentar | comentários (2)

Segundo o representante da Líbia no Tribunal Penal Internacional serão cerca de 10 mil mortos e 50 mil feridos vítimas (só nestes dias) do regime Khadafiano.

Sayed al Shanuka afirmou, ao prestar declarações ao canal árabe de TV al-Arabiya, esta quarta-feira, que «o regime ditatorial impede que as pessoas denunciem» a violência em massa no país.

São muitas as contradições, sobre o número de vítimas, quando as próprias organizações não-governamentais continuam a falar em 800 mortos e o governo líbio só admite, até agora, apenas a morte de 300 pessoas.

O cerco a Khadafi e respectiva família acentua-se e já esta tarde, as autoridades de Malta negaram permissão de aterragem a um voo não programado das linhas aéreas líbias em que seguia a filha do ditador líbio.

Por causa da onda de violência, o Governo israelita já «atendeu» ao pedido do presidente Mahmoud Abbas e autorizou 300 palestinianos da Líbia a entrar nos territórios palestinianos.

Por outro lado os EUA estudam aplicação de sanções ao seu, até agora, protegido, com o argumento do, excessivo, uso da violência para reprimir os protestos. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, citado pela Reuters, estão a ser efectuadas consultas com a comunidade internacional, antes de se decidir que medidas serão tomadas sobre este tema.

Esta quarta-feira surgiram também novas revelações sobre o regime, divulgadas por homens que estiveram ao lado de Khadafi. É o caso do ex-ministro da Justiça da Líbia que garantiu ter provas de que a ordem para o ataque à bomba contra o avião da PanAm que se despenhou sobre Lockerbie, na Escócia, em 1988, partiu do próprio Muammar Khadafi.

Outro dos ex-ministros que fez revelações sobre Khadafi foi Abdul Fatah Younis, que ocupava a pasta do Interior. O ex-governante disse que um dos homens próximos do líder líbio o tentou matar.

Também esta quarta-feira, a Reuters noticiou que um avião da força aérea líbia despenhou-se perto de Benghazi, porque os militares que o pilotavam se recusaram a bombardear a cidade.

É por tudo isto que, a libertação por parte dos povos daquela região face aos regimes ditatoriais que oprimem esses povos constituem, em certa medida, a libertação de todos os povos face aos seus próprios regimes, muitas vezes coniventes com aqueles.



Publicado por Zé Pessoa às 15:28 | link do post | comentar | comentários (7)

( Da falta de INTERVENÇÃO PÚBLICA nos PRÉDIOS DEGRADADOS, da falta de PLANEAMENTO e de interesse na DEFESA do BEM  COMUM e da apropriação ou ASSALTO aos Recursos PÚBLICOS )

 

     As situações de degradação de prédios (e ruas e bairros ou quarteirões) acontecem por toda a Lisboa e na maioria dos municípios portugueses e  os cidadãos mais interessados ou afectados reclamam a intervenção dos poderes públicos.
     Quanto à intervenção Pública nos PRÉDIOS DEGRADADOS convém esclarecer alguns pontos:
  1- A freguesia não tem (nem creio que alguma vez venha a ter) meios nem competências para intervir.
  2- O município poderia obrigar coercivamente o dono a fazer obras (ou fazê-las o município e depois ser ressarcido)... porém a situação não é simples...
    a- Quem é o dono/s ? e onde está/como cantactá-lo? muitas vezes não se sabe... ou o edifício é com-propriedade de muitos herdeiros dispersos... e impossíveis de reunir e chegar a acordo...
    b- Ás vezes, no prédio ainda residem/trabalham alguns 'inquilinos' (com direito a serem re-alojados)... e o Município não tem dinheiro para avançar com as obras, nem com o re-alojamento temporário ou definitivo, para mais sabendo que não vai ser ressarcido...
    c- A não ser invocando ''expropriação por utilidade pública de força maior'' ... (mas o ''Direito'' de propriedade é muito forte neste país, para mais sem cadastros decentes, ... e há tantos agentes a querer aproveitar-se das incapacidades públicas...), não é permitido ao Estado ou ao Município nacionalizar/ municipalizar um prédio (à força, sem o acordo do proprietário), para o recuperar ou deitar abaixo e gerir ou dar um novo uso ao espaço (nem que fosse para estacionamento simples)... - que muitas vezes seria a opção mais racional e eficaz.
    d- Só resta uma posição de FORTE VONTADE POLÍTICA geral/ nacional e municipal, obrigando a revêr a lei da propriedade (e de solos e usos -agrícolas e urbanos), do cadastro, do imposto predial/ IMI ... (estão a ver a ''bomba'' que seria...)...  em associação ou alternativa à 'confiscação' e 'leilão' público por falta de pagamento de impostos, coimas e falta de obras imperiosas.   - Mas quem é o político que se quer meter neste ''vespeiro''?!!  era necessário ser um novo 'marquês de pombal'...
    e- Falta acrescentar a existência de LÓBIS (locais e nacionais, privados e org. públicos : do património, do ambiente, da cultura, dos direitos de autor dos arquitectos, dos amigos do proprietário, dos bancos e seguradoras, dos advogados, do tribunal, da paróquia, dos columbófilos, dos ciclistas, da sueca, dos idosos, dos 'gays', das mulheres, das jotas, dos partidos ...),  que quase sempre complicam/ impedem a tomada de decisões, racionais e equilibradas, e uma GESTÃO territorial/ urbana EFICIENTE (com resultados rápidos, de baixo custo e de interesse para a maioria da comunidade).

 
     Assim vamos continuar a ver o património a degradar-se, o centro das cidades a repelir os habitantes, as zonas ''difíceis''/problemáticas'' a crescer , ... até que um banco ou alguém muito endinheirado e com ''ligações especiais ao poder'' consiga comprar por ''tuta e meia'' esses prédios (tendo previamento negociado autorizações, licenças, subsídios, isenções, ...tipo PINs) ... e ganhe uma ''pipa de massa'' neles construindo uma nova aberração urbana.
 
    - Mas porque é que isto aconteceu e continua ?
    Por não existirem suficientes cidadãos esclarecidos e intervenientes (por se ter desincentivado a formação/existência de uma grande 'CLASSE MÉDIA', com 'massa crítica'), nem autarcas e governantes com sentido de Estado e de defesa do interesse Público (e com ''bolas'') ... é que o território (urbano, peri-urbano e rural, e o respectivo ambiente 'natural' e social) está uma desgraça e teve/tem custos elevadíssimos. 
    E porque existiu/existe:
- a indevida ocupação ou destruição da REN (leitos de cheia, zonas húmidas, nichos florestais/bosques diversificados, cordão litoral, ...) e da RAN (solos de alto e médio potencial agrícola, ...),
- a tardia ou não elaboração/ não cumprimento de PDMs e PROTs (ou sua alteração a favor de interesses privados...) ;
- a não reversão para o PÚBLICO (municípios e Estado) das MAIS-VALIAS da (autorização pública de) transformação dos solos rurais em urbanos (urbanização) e seu apossar pelos donos das propriedades (que por regra pagam impostos irrisórios ou não pagam nada !!) e pelos ''patos bravos'', promotores e mediadores imobiliários, bancos e seguradoras.
- a PÉSSIMA  URBANIZAÇÃO (crescimento irregular mas constante das periferias, tipo ''mancha d'óleo'') que não foi planeada/controlada e foi feita:
     - sem adequadas vias estruturantes, nem equipamentos públicos, zonas de protecção, jardins, parques, passeios, largura/faixas suficientes;
     - sem estacionamento obrigatório suficiente em todos os novos edifícios; 
     - sem adequados/melhorados CBD e sem rede de centros secundários; 
     - sem coordenação de transportes públicos colectivos, e péssima opção pelo transporte rodoviário em detrimento do ferroviário-metropolitano (subterrâneo) e do eléctrico, ...

    De que resulta:
- ter havido um progressivo afastamento dos portugueses da intervenção cívica e do acompanhamento das boas práticas de CIDADANIA (pelo privilegiar do INDIVIDUALISMO, do Dinheiro/ consumismo, da ''competitividade/salve-se-quem-puder'' e da aceitação acrítica e amorfa do ''pão e circo''...);
- a perda de sentido de NAÇÂO (da defesa do bem comum, da 'res pública' e de solidariedade entre concidadãos, gerações, vizinhos e comunidades); e
- o alargar/extremar as DESIGUALDADES económicas e o aparecimento de ''GUETOS'' de Ricos (condomínios fechados, prédios e vivendas de luxo super guardadas/vigiadas, ...) e de Pobres (bairros 'sociais', bairros ilegais/ clandestinos, edifícios ruas e zonas degradadas...).
       
        [-elaborado a partir de comentários de Zé T.]


Publicado por Xa2 às 00:07 | link do post | comentar | comentários (4)

Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Quem fala sobre a história da freguesia do Lumiar, não pode esquecer, este núcleo habitacional antigo na rua do Lumiar.

Este núcleo habitacional quando nasce, ainda o Lumiar era uma aldeia dominada por nobres quintas, olivais e vinhas, sendo os principais frutos da terra o vinho, trigo, cevada e azeite, desenvolvido em torno de uma propriedade régia rural que evoluiu a partir do século XVI.

Hoje quando visitamos a rua do Lumiar e impossível passar indiferente a este desalento e abandono que tomou conta destes edifícios.

Podemos encontrar, edifícios setecentistas, edifício pombalino destinado à habitação e ao comércio, a apresentar uma planta rectangular simples com dois pisos, sótão e águas furtadas. Na fachada principal, destacam-se as janelas rectilíneas com molduras de cantaria salientes e, na fachada lateral direita, uma mansarda totalmente revestida a telha.

Podemos encontrar, edifícios de habitação oitocentista, a apresentar uma planta rectangular regular com dois pisos e águas-furtadas nas coberturas. A sua arquitectura é apalaçada, destacando-se os panos de muro totalmente cobertos com azulejos e as guardas das janelas de sacada em ferraria ornamental.

Podemos encontrar, edifício novecentista com decoração revivalista, construído para habitação e comércio. Apresenta uma planta rectangular com dois pisos e águas-furtadas, sendo a fachada principal rematada por cornija e ampla platibanda plena.

Hoje. Século XXI o Lumiar encontra-se numa capital europeia, muito se fala da cultura e na preservação da história, como é possível tratar deste modo o nosso património, como é possível coleccionar o desalento e tristeza numa só rua.

Artigo de João Carlos Antunes também publicado em AMBCVLumiar blog


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Publicado por Gonçalo às 10:36 | link do post | comentar | comentários (6)

A estrutura do desemprego

   O processo de financeirização das economias capitalistas maduras, ou seja, o processo de aumento da importância dos agentes, mercados e motivos financeiros foi a principal transformação engendrada pela liberalização económica a partir da década de oitenta. O domínio do capital financeiro que circula sem entraves e o regime de política económica que lhe está associado à escala europeia têm gerado uma oscilação entre crises financeiras e económicas e níveis de crescimento medíocre.
   
   O poder e as exigências de um capital cada vez mais impaciente traduziram-se dentro da empresa numa aliança entre accionistas e gestores de topo para extrair bónus e dividendos à custa do esforço da esmagadora maioria dos trabalhadores, reduzidos a um mero custo a economizar.
   Isto tem gerado, à escala europeia, uma quebra dos rendimentos do trabalho a favor dos rendimentos do capital, um aumento das desigualdades salariais, uma quebra do investimento criador de capacidade produtiva adicional e um correspondente aumento do desemprego.
   Os crescentes lucros têm sido precisamente apropriados, sob a forma de dividendos, pelos impacientes accionistas com cada vez mais poder perante uma grande massa de trabalhadores cada vez mais desprotegida.
  
   Temos também assistido, à escala europeia e mundial, a desequilíbrios insustentáveis nas relações internacionais:
 modelos nacionais assentes no endividamento, que, em alguns casos, compensou temporariamente os efeitos negativos da estagnação salarial e do investimento na procura;  tendo como contrapartida modelos exportadores agressivos, assentes na compressão salarial permanente e cujos excedentes são reciclados, mal reciclados, por mercados financeiros especializados em gerar bolhas.
   O aumento da presença e do controlo público do crédito ou a taxação das transacções financeiras são hoje a melhor forma de começar a responder, no campo das propostas, a esta desastrosa hegemonia do capital financeiro. Só quebrando-a é que podemos voltar a pensar num regime de pleno emprego, tal como vigorou antes da instituição de um regime dominado pela finança de mercado que tão bem tem servido uma minoria.

 



Publicado por Xa2 às 00:07 | link do post | comentar | comentários (1)

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.

A formiga era produtiva e feliz.

O gerente besouro estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.

Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefónicas.

O besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O besouro concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora, cigarra, logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente, marimbando, que era preciso fazer um estudo de clima.

Mas, o besouro, ao rever as cifras, se deu conta que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!

E adivinha quem o besouro mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

Este filme não estará, mesmo pertinho de si?

Formigas procurem trabalhar por conta própria, sempre que tal seja possível !

(autor desconhecido)



Publicado por Zé Pessoa às 15:35 | link do post | comentar | comentários (2)

Governar para a estatística (I)

    A moda das metas quantitativas como bitola das políticas públicas veio para ficar.
    A União Europeia vem revelando uma particular afeição por esta abordagem. Com o Tratado de Maastricht, em 1992, fixou cinco metas para a chamada convergência nominal, cujo cumprimento determinaria a decisão de integração de um país na moeda única.
    Duas dessas metas – os 3% do PIB para o défice orçamental e 60% do PIB para a dívida pública – passariam a ser parte integrante da arquitectura de gestão macroeconómica do euro. Desde o início, muitos alertaram para a fraca racionalidade e os riscos de efeitos perversos que tais metas artificiais criaram.
    Não foi preciso esperar muito: privatizações a preço de saldo, redução do investimento público e contabilidade nacional criativa passaram a ser parte do quotidiano da zona euro desde então. Quando chegou a crise da dívida soberana do pós-subprime tornou-se um pouco mais claro que estas práticas têm pouco a ver com a estabilidade financeira e a sustentabilidade das finanças públicas.


Publicado por Xa2 às 13:07 | link do post | comentar

Nada nesta terra se faz bem

 De facto, Portugal é um País onde campeia a irresponsabilidade em grande.
Isto vem a propósito das anomalias surgidas nas escolas acabadas de requalificar da responsabilidade da Parque Escolar. Sete escolas em vinte têm problemas. Segundo a comunicação social de hoje ou é a ventilação ou o parqueamento ou os tectos que caem ou os estores colocados por fora ou o excesso de consumo de energia ou as canalizações, algo acusa anomalias.

O sector da construção é conhecido pela pouca qualidade. Mas parece ser grave a situação.
E isto aconteceria com este ou outro governo. Não é pois um problema de governo, mas societário.
É um problema da nossa sociedade que é grave, mas toda esta santa gente, ou seja, os construtores sabem que nada lhes acontecerá.
Há de certeza um artigozinho no código por onde eles se safam e há sempre um advogado de renome para os defender.

Assim é este país.
Comments:
Caro J.A.F.
A grande questão é a forma como são adjudicadas certas empreitadas.
Conhecem-se situações em que se criam empresas só para concorrer a certo tipo de empreitadas. Depois recorre-se à sub-empreitada sem qualidade para concluir as obras. Isto dava pano para mangas.
Claro que não é um problema do governo.
É mais a incapacidade de se tomarem medidas para acabar com as adjudicações para os amigalhaços que aparecem sempre.
   - por   folha seca
 
Obras, adjudicações e Adm. Púb.

Para além do amiguismo, nepotismo, compadrio, corrupção, cartelismo, tráfico de influências e de informação privilegiada ... e da muita incompetência (e falhas graves e dolosas na defesa do interesse público) de políticos, mandantes, intermediários e executantes, há outros aspectos que se devem referir.

Os serviços públicos foram esvaziados de competências:
- pela 'moda' (de teóricos da treta ao serviço...) dos 'outsourcings' (dando tudo a fazer/pagar ao exterior ...);
- pela redução de funções e serviços (multiplicando os custos globais para o Estado mas desorçamentados ou escondidos em obras bens e serviços adjudicados ao exterior, em consultorias, pareceres, estudos, fiscalizações ... realizadas por 'parcerias', institutos, empresas públicas e privadas de ...);
- pelo 'empurrar' de técnicos capazes/experientes para a privada (muitos em acumulação legal e ilegal) ou para a reforma antecipada;
- e por não se fazer a passagem de 'know how' para uma nova geração de técnicos que os deviam substituir gradualmente, mas que tal não aconteceu porque se congelaram promoções e aumentos decentes (para além do execrável e autocrático sistema de avaliação SIADAP) e se fecharam as entradas na Adm.Pública (com excepção para os muitos 'paraquedistas' que - por nepotismo e 'boyismo' - vieram ocupar cargos/tachos 'concursados'/criados 'à medida' e que ou não são verdadeiramente necessários ou para os quais eles não têm competência técnica).

Assim, estão criadas as condições para os desmedidos aumentos de custos das obras públicas ou das parcerias público-privadas, e das sucessivas ''derrapagens'' de orçamentos e custo final das obras ... e a sua má qualidade ou menor interesse público, seja isto devido a:
- más opções técnico-políticas nas obras e projectos;
- mau financiamento (com garantias e cláusulas 'leoninas' e empréstimos usurários);
- má elaboração de contratos e de cadernos de encargos (para além da incompetência deve juntar-se articulado desresponsabilizante e doloso para o Estado);
- má fiscalização e acompanhamento (muitas vezes 'feito' por empresas/fiscais pagos pelo consórcio executante !);
- má execução (com desresponsabilização em cadeia de empreitadas e subempreitadas, com trabalhadores não-especializados e mal pagos, e com elevado nº de acidentes de trabalho);
- má justiça (devido à má legislação e por ser lenta, ineficiente, sem meios adequados, e permeável a muitos interesses de 'poderosos' ou 'intocáveis').

Ou seja: o património e o orçamento do Estado tem servido para engordar bancos, grandes empresas e tubarões da política, da advocacia, dos gabinetes ... e outros 'mamões' em cadeia (e que, ainda por cima, se juntam em coro para bater na 'vaca' dizendo que o Estado tem de 'emagrecer'/'cortar na gordura'... mas o que verdadeiramente querem é que se 'corte' nos trabalhadores para  eles poderem continuar a sugar o O.E.).
 - por  Zé T.


Publicado por Xa2 às 07:07 | link do post | comentar | comentários (1)

Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Fonseca Ferreira candidato à liderança do PS

in Público, via Esquerda Socialista

 

     O militante socialista Fonseca Ferreira será candidato à liderança do PS, uma decisão tomada hoje em plenário pela corrente “Esquerda Socialista”.

“Dado que é uma condição para apresentarmos uma moção política de orientação nacional, vamos apresentar um candidato a secretário-geral”, afirmou Fonseca Ferreira à agência Lusa, no final da reunião plenária da corrente de opinião “Esquerda Socialista”, que decorreu num hotel de Lisboa.

A candidatura de Fonseca Ferreira nas eleições directas para a liderança do PS junta-se à do actual secretário-geral, José Sócrates, e à de António Brotas, que foi anunciada na sexta-feira, em Leiria.

     Defendendo que “não tem havido debate político interno dentro do Partido Socialista”, Fonseca Ferreira diz que sua “luta principal é para que dentro do partido haja pluralismo”.

    “O nosso objectivo central é pugnar pelas mudanças que é preciso fazer no Partido Socialista para fortalecer o Partido Socialista. Lutamos pelo reforço do Partido Socialista para podermos enfrentar os problemas do país”, afirmou Fonseca Ferreira.

    A moção ao congresso da candidatura de Fonseca Ferreira vai chamar-se “PS vivo, Portugal positivo”.

    O anunciado candidato defende que “devem ser reforçadas as condições de transparência dos actos eleitorais” para que não aconteçam “episódios lamentáveis” como o que considera que se verificou nas eleições da federação de Coimbra, cujos resultados foram impugnados pelo candidato derrotado, o deputado Vítor Baptista, que alegou irregularidades, tendo posteriormente o conselho de jurisdição do partido concluído pela validade das eleições.

    Para Fonseca Ferreira, quando há mais do que uma lista, devem ser dadas “condições de igualdade”, como o “acesso à listagem dos militantes”, assim como o estabelecimento de prazos para a regularização do pagamento de quotas.

   “Deve ser imposto um prazo para que as quotas estejam em dia, provavelmente até antes da apresentação da candidatura”, afirmou Fonseca Ferreira, que não concorda, por outro lado, que seja alargado o prazo para que os militantes possam candidatar-se e ser eleitos a órgãos do partido.

   “É continuar a entravar a chegada de novos militantes, é mais uma limitação administrativa”, justificou.

    Actualmente esse prazo é de seis meses, mas o líder da distrital de Setúbal, Vítor Ramalho, defende o seu alargamento.

    António Fonseca Ferreira esteve à frente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo durante dez anos, até 2009, e preside actualmente à empresa Arco Ribeirinho Sul, depois de nas últimas eleições autárquicas não ter conseguido ser eleito para a presidência da Câmara de Palmela, onde é vereador sem pelouro.

    As eleições directas do PS terão lugar a 25 e 26 de Março, duas semanas antes do Congresso geral do partido, que se realizará em Abril, no Porto.

   - Adicionado por Antonio Fonseca Ferreira em 20 de Fevereiro, 2011



Publicado por Xa2 às 07:00 | link do post | comentar | comentários (7)

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