FMI

FMI é mais amargo mas não importa que eu pago

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FMI é mais amargo mas não importa que eu pago

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Por culpa de todos nós e dos maus politicos que temos tido e iremos continuar a ter, com eleições ou sem elas



Publicado por Zurc às 09:36 de 17.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

PEC 4 = Deflação

             As medidas do PEC 4 são fundamentalmente do tipo deflação competitiva. Reduzir as pensões acima de 1.500 euros em percentagens crescentes com os respetivos valores, congelar as restantes pensões, tudo associado às medidas já tomadas de congelamento de salários da função pública abaixo dos 1.500 euros e redução a partir desse valor, significa uma diminuição global no poder de compra que não pode deixar de se refletir nas vendas dos supermercados e outros comércios. Daí pois as campanhas publicitárias; primeiro a do Pingo Doce a falar em descontos e agora do Continente.

            A produção tem de se orientar cada vez mais para a exportação ou vender no mercado nacional com margens de lucro muito menores. A banca está a cativar depósitos com juros bem mais altos; o Santander já dá 4% por um depósito a um ano com pagamento mensal de juros, permitindo o levantamento a qualquer momento sem perda dos juros já pagos, o que representa uma mudança muito significativa relativamente aos pouco mais de 1% oferecidos ainda há pouco tempo.

            Acentua-se ainda várias medidas de redução de despesas como a dos medicamentos que permite ao Estado encaixar mais de 100 milhões de euros sem benefício ou prejuízo para o consumidor.

            O mercado automóvel está em franca corrida aos descontos e as casas são vendidas, quando são, por valores muito inferiores aos de há anos atrás e os alugueres descem de dia para dia. Há inquilinos que dizem aos senhorios não poderem pagar os 500 euros de renda, pelo que ficam se a renda for de 400 e os senhorios aceitam. Um novo hotel em Braga anuncia na TSF quartos a 20 euros diários, preço que nunca o IBIS praticou. Os livros não se vendem, os jornais diários estão no fim e resta apenas um ou outro semanário. As gasolineiras afirmaram há dias que o consumo de combustíveis diminuiu em 8% e quanto mais subirem menor as vendas. Eu, por exemplo, faço o possível para não utilizar a viatura nem gastar muita eletricidade e vou a restaurantes baratos comer minipratos, apesar de não estar ainda a sofrer qualquer medida de austeridade., mas forço com isso a redução dos preços, ou antes, das margens de lucro.

            O desemprego aumenta se os lucros se mantiverem, mas pode diminuir se as empresas se contentarem com margens menores para venderem mais e, principalmente, se esforçarem por exportar.

            A Alemanha seguiu essa política deflacionária, oferecendo descontos cada vez maiores pelos seus produtos e está a conseguir aumentar as exportações e reduzir o desemprego, estando carente de mão de obra. De resto, tenho tido contactos com empresas metalúrgicas portuguesas e tenho ouvido dizer que há uma grande falta de operários capazes de trabalhar nas indústrias metalomecânicas. Curiosamente na Alemanha também, acontecendo o mesmo na agricultura.

            A política deflacionária aparentemente reduz o poder de compra, mas na prática valoriza a moeda. De resto, o euro - já tenho escrito - vale tanto mais quanto mais pobre for o bairro ou a rua. Um par de sapatos, umas calças ou camisa na Rua do Lumiar custam bem menos que na Avenida de Roma, sendo muitas vezes da mesma marca. É o contrário da política inflacionário que aparentemente aumenta o poder de compra, mas acaba por reduzi-lo devido ao aumento dos preços em resultado de uma maior procura inicial.

            É evidente que não defendo o congelamento das reformas muito baixas, até porque o seu peso no conjunto da despesa em pensões de reforma não é grande e estou de acordo com aqueles que acham que estas medidas devem ser acompanhadas por impostos sobre fortunas. É certo que o imposto de capitais sobre os juros dos depósitos a prazo subiram de 20 para 21,5% e não são os mais pobres que têm depósitos.  O IRS subiu muito nos escalões mais elevados, mas há que ir mais longe neste aspeto.

            A deflação torna-se necessária por falta de emissão de moeda pelo BCE, mas no mercado interno da zona euro acaba por haver uma valorização da moeda por via da descida dos preços. De qualquer modo, não tenho dúvidas que vamos ter eleições com um interregno que espero que seja curto por se tornar demasiado caro. Sem solução política estável os mercados deixam de fornecer os meios para que haja um défice de 4,6% e se possam pagar dívidas a vencer. No fundo, Portugal teria sempre que chegar ao dia em que terá de viver dos seus meios. Passou a longa época do Império e dos dinheiros da União Europeia e resta agora apenas o nosso trabalho. Eu vivi toda a vida do meu trabalho, pelo que vejo nisso apenas a normalidade. Tenho muita curiosidade em saber se o BE e o PCP são capazes de formarem uma coligação eleitoral para ganharem as eleições e governarem o País. Se o não fizerem é porque são de todos uns aldrabões e incapazes de governar seja o que for, não passando as suas críticas de mentirolas de adolescentes.



Publicado por DD às 23:05 de 16.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Já Basta!

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Publicado por JL às 21:28 de 16.03.11 | link do post | comentar |

Ninguém é Substituível

De homens insubstituíveis está o cemitério cheio" é um dos adágios populares com maior aceitação e aplicação no mundo empresarial. No entanto, eu cada vez estou mais convencido do contrário. Quanto mais penso, mais acredito que, pelo contrário, ninguém é substituível.

De facto, estimado leitor, pense numa qualquer equipa de futebol. O Barcelona, por exemplo. Um jogador como o Leonel Messi pode sair aos setenta minutos de jogo e ser colocado outro jogador no seu lugar, mas ninguém o pode substituir, porque ele (como qualquer outro jogador) possui uma individualidade própria e um conjunto de talentos que ninguém pode igualar. O jogador que foi ocupar a sua posição pode até correr mais, driblar melhor e rematar mais certeiro, mas não conseguirá fazer os raides com a bola colada ao pé e rematar como se estivesse a passar a bola, como faz o Messi.

Por muito que se afirme que não há insubstituíveis, a verdade é que a música não seria mesma sem Mozart, nem a poesia sem Pessoa, nem a matemática sem Einstein, ou a pintura sem Picasso, ou, ainda, o futebol sem Maradona. Quem se arrisca a dizer que eles eram substituíveis?

É possível recrutar novos colaboradores para ocupar as posições que ficaram vagas, ou adoptar novos amigos para nos ajudar a esquecer os que partiram, ou ainda encontrar novos amores para sarar as feridas dos anteriores. No entanto, nenhum deles será como os que se foram. Eles não são substituíveis. Cada um deles era único nas suas virtudes e defeitos, nas suas alegrias e tristezas. O que foi não deixará mais de ter sido.

Nas equipas de futebol como nas empresas, as funções podem ser reocupadas, mas as pessoas não podem ser substituídas. Os Anglo-saxónicos utilizam para estes dois conceitos duas palavras diferentes, que não têm correspondência literal na língua portuguesa. Dizem eles, e com razão, que uma pessoa pode ser "replaced" mas não pode ser "substituted".

Uma vaga pode ser reocupada (replaced) por outra pessoa, que até poderá alcançar melhores resultados que o anterior ocupante. Mas isso não quer dizer que substitua (substituted) a pessoa. Ninguém consegue substituir o conhecimento resultante das suas experiências e vivências, a forma como se relacionava com a equipa, o seu networking interno e externo, a sua credibilidade junto dos clientes, etc. A nova pessoa irá, provavelmente, ter uma performance melhor numas áreas e pior noutras. Mas uma coisa é certa, o seu desempenho será diferente, porque cada ser humano possui uma individualidade própria e talentos únicos. É a diferença entre uma função e uma pessoa.

Cada vez mais, a gestão de activos humanos valoriza a individualidade criativa da pessoa em detrimento da generalidade estandardizada da função. Apesar disso, continuam a existir empresas apostadas manter culturas que valorizam as funções em detrimento das pessoas que as ocupam. Estas culturas, habitualmente formalistas, centralizadoras e hierarquizadas, usam regras e procedimentos detalhados com o objectivo de reduzir ao mínimo a margem de liberdade das pessoas. Por norma, originam ambientes de trabalho bem estruturados e organizados, mas fechados ao exterior, avessos á inovação, lentos a reagir e que tornam as pessoas infelizes.

As (boas) organizações dos nossos dias já se aperceberam que a única forma de sobreviver num mundo de elevada competitividade e mudança permanente, é aproveitarem ao máximo a energia e criatividade das suas pessoas. É por isso que quando alguém talentoso abandona uma organização, existe sempre uma perda de talento que não pode ser substituída. E se esse alguém possui talentos raros e absolutamente decisivos para a organização, então essa perda pode ser irreparável, porque mesmo que se reocupe a vaga (replacement) a pessoa não pode ser substituída.

José Bancaleiro (Managing Partner da Stanton Chase international) SOL



Publicado por Zurc às 20:21 de 16.03.11 | link do post | comentar |

Abertura do Ano judicial

O dia de hoje foi marcado por vários acontecimentos, como sucede todos os dias mas neste caso a novidade foi a anulação do habitual concurso para alunos do Centro de Estudos Judiciários, facto que além de ter criado uma profunda desilusão deixou de “rastos” as expectativas de quem para tal se andava a preparar. Em trinta anos nunca tal havia sucedido.

O outro facto, igual e anualmente repetido (porque não anula-la, tambem?) foi a cerimónia da abertura do ano judicial onde, segundo o “Correio da Manhã” Pinto Monteiro afirmou que "É urgente criar uma Justiça mais transparente e mais próxima do cidadão”.

O procurador-geral da República (PGR), na sua intervenção no Supremo Tribunal da Justiça, em Lisboa,   voltou a apelar à elaboração de um novo estatuto do Ministério Público e à resolução dos problemas na progressão da carreira.  

O PGR foi eloquente ao referir que "A tentativa de resolver problemas políticos através de processos judiciais é um dos exemplos da nefasta intromissão da política na Justiça”. Alertou, também, para o facto desta situação poder levar "ao declínio da independência do poder judicial". E acrescentou: "desiludam-se aqueles que pensam e proclamam que da guerrilha com o poder político resultará o domínio do poder judicial".   

"Não será assim", garantiu o procurador, apelando ao poder político para ter coragem de clarificar que Ministério Público pretende para o país.

Já Maria José Morgado havia afirmado que “não é possível uma reforma da justiça em Portugal porque os decisores políticos não estão interessados nisso”. E porque será?

Bem se poderá afirmar que esta foi, também, uma teia onde o Partido Socialista e o seu governo se deixaram apanhar por não ter tido a coragem (ou não lhe ser conveniente?) de fazer a reforma que se imponha e de que o país tanto carece.



Publicado por Zé Pessoa às 16:53 de 16.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Alienar, amedrontar e comprar cidadãos e políticos... até ser dono do País

Como se faz um dono de Portugal

   Apesar da crise, em 2010, o 'rei' da cortiça ficou 800 milhões de euros mais rico, enquanto o patrão da Jerónimo Martins viu os seus bens reforçados em 635 milhões, o que lhe deu entrada directa no pódio dos mais ricos em Portugal.

   O capitalismo de supermercado, de rendas fundiárias e de privatizações contra o interesse público vai de vento em popa – Amorim é o ‘rei’ na Galp, graças à participação adquirida a preço de saldo.

   E que tal um imposto sobre as grandes fortunas? Nem pensar. O que é preciso é tentar fugir aos impostos como se faz no sítio do costume: tribunal dá razão ao fisco e considera que o grupo Jerónimo Martins tentou fugir ao IRC.

   Acompanhemos então Cavaco Silva e António Barreto e demos vivas ao empreendedorismo e à responsabilidade social da nossa elite económica.     Esta aguarda ansiosamente a entrega de novos serviços e infra-estruturas públicas ainda por capturar e isso exige, como é sabido, pesados investimentos na luta das ideias.



Publicado por Xa2 às 13:07 de 16.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Oficina de sobrevivência

Titulo deveras sugestivo. Na verdade a sociedade não se constrói só em contestação, também, se muda em (e com) acção.

A iniciativa, levada a cabo por esta organização sediada em Coimbra, é bem ilustrativa de que alguma coisa com inovação se vai fazendo neste país.

Estão de parabéns os seus promotores e oxalá a adesão seja aquela que o evento merece.



Publicado por Zurc às 00:03 de 16.03.11 | link do post | comentar |

O Presidente do Conselho regressou?

 “Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar”, afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.

Dizer que quem foi alistado para a guerra de África o fez com 'desprendimento' , 'determinação' e 'coragem' e que essa guerra foi, por analogia, 'uma missão ou causa essencial ao futuro do país' ultrapassa tudo o que devíamos estar dispostos a ouvir de um presidente da república em democracia.

Não está obviamente em causa discutir o sentido de homenagear quem combateu e morreu numa guerra estúpida e criminosa, ainda que com a noção de que muito de pavoroso se fez em nome da ditosa pátria bem-amada, mas pedir aos jovens de hoje que sigam o exemplo dos que foram obrigados a combater, a matar e a morrer numa guerra sem sentido ecoa, sem distância, o 'para Angola e em força' do Presidente do Conselho no Terreiro do Paço.

Isto é inaceitável e insulta a memória de todos os mortos e estropiados desta guerra. Nada, mesmo nada do que até hoje ouvi a Cavaco chega perto desta enormidade. Este homem não está, definitivamente, à altura do cargo que ocupa.

f. [Jugular]

 

Cavaco está mesmo doente. Treme. Está senil. Diz baboseiras. Fala daquilo que desconhece porque não soube o que foi passar pelo teatro de guerra no Ultramar. Ultraja não só a memórias das pessoas cujos familiares morreram naquela guerra injusta como aqueles que ainda hoje muito sofrem pelas situações horrorosas que por lá passaram e pelos problemas motores que ficaram para o resto das suas vidas.

Fui para o Ultramar forçado/obrigado, borrado/com medo e com uma única preocupação: regressar são e salvo, tudo fazer para salvar a minha pele. Esta era a minha determinação.

Recordo um dos actos dominicais, o içar da bandeira nacional portuguesa com toda a companhia perfilada. Uma cerimónia de um enorme simbolismo e respeito. Sabíamos que naquela terra a bandeira nacional era a única coisa que nos ligava à Pátria (Portugal).



Publicado por JL às 22:56 de 15.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Portugal na Vanguarda da Tecnologia dos Geradores Eólicos Marítimos

 As plataformas flutuantes para geradores eólicos resultantes da colaboração técnica entre a EDP e a empresa norte-americana Principle Power estão a suscitar grande interesse na imprensa especializada alemã e toda a gente espera que no próximo verão seja instalada na Póvoa do Varzim o primeiro protótipo para experiências.

No mar português, a nortada é quase permanente e quando esse vento não é forte há sempre outras brisas, sejam de mar ou de terra conforme a hora do dia e da noite. Por isso, no mar há a garantia de uma produção de energia elétrica ao longo de todo o ano.

Várias empresas alemãs estão interessadas em construir em Portugal este tipo de plataformas e levá-las para o Mar do Norte. Agora com a catástrofe da central japonesa de Fukushima ressuscitou de repente o enorme interesse pelos geradores eólicos.

Para Portugal é uma oportunidade de negócio e de novos postos de trabalho, apesar de que os estaleiros e as empresas metalúrgicas em geral lutam contra a falta de pessoal adequado, apesar de o Estado financiar uma parte da formação prática dos jovens trabalhadores.



Publicado por DD às 19:23 de 15.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

OS ÚLTIMOS FUROS DO CINTO

O PEC IV está em debate e cujas linhas de orientação geral aqui pode consultar, analisar e tudo o mais que lhes aprouver, nomeadamente; comentar criticar, alertar, propor alterações... É quase um PECado mortal.

Por nós chamamos particular atenção, sem prejuízo da relativa importância geral, para as páginas seguintes:

Quando se não corrigem os disparates por vontade própria mas porque a isso se é obrigado será sempre uma correcção má quanto à forma e injusta quanto à aplicação.



Publicado por Zé Pessoa às 17:49 de 15.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

União para Mudar de Políticas

           

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Os militantes do PS também poderiam parar um pouco para pensar:

- como seria a estabilidade se esta fosse assegurada pelas esquerdas representadas no Parlamento?

- Porque será que todas as medidas de carácter social, medidas civilizacionais, para serem aprovadas, precisam sempre dos votos das esquerdas?

- Porque será que os cortes sociais, a austeridade, os PECs ... com sentido neo-liberal (sim, porque poderia haver outro sentido para as medidas económicas de ataque à crise!) juntam sempre o PS ao PSD e ao CDS ?


Interroguem-se também pelo seguinte:

- quem é que apoiou o discurso de Cavaco Silva ?

- Qual é então o sentido de uma "estabilidade" que só serve para impor políticas que nunca foram votadas ?
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via Tribuna Socialista (libertária) 



Publicado por Xa2 às 13:16 de 15.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

Dizem que é mau, mas não passam sem ele

Dizem que é mau, mas não passam sem ele.

    O responsável por um dissimulado programa de propaganda semanal do PSD na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa, procurou imputar a Sócrates as culpas por uma crise que vaticinou como bastante provável. Normal, na função que ali desempenha de propagandista subtil do PSD, consistindo aqui a subtileza o modo como ostenta uma imaginária qualidade de comentador independente.
     Mas o que eu achei curioso é que, zurzindo no PS, dando notícia da grande convergência nacional que, para ele, existe quanto a essa hostilidade, o arguto propagandista apenas achou, como solução possível da crise atravessada, uma coligação de toda a direita, ou pelo menos do PSD, com o PS.
    Estranha incompetência a desse partido, que ao mesmo tempo que é agredido de todos os lados pelo que faz o seu governo, é considerado uma parcela indispensável do governo que viria substituí-lo se conseguissem derrubá-lo.
    Talvez, por isso fosse bom que o PS tornasse claro que se outros o derrubarem, menosprezando a estabilidade política mesmo nesta conjuntura, devem estar avisados que, perante qualquer outro governo saído de um derrube do actual, o PS será oposição contra ele, desde o princípio.
     De facto, se o governo do PS for derrubado pela recusa do PSD em lhe dar qualquer suporte sequer indirecto, não teria sentido que quem recusou abrir a porta da governabilidade a um adversário, mesmo numa situação limite, lhe vá pedir logo de seguida aquilo que acabou de lhe recusar.



Publicado por Xa2 às 12:45 de 15.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

HOMENS DA LUTA OU GERARAÇÃO TIRIRICA?

Já não existirão grandes dúvidas, que a malta anda mesmo à rasca. Desta vez parece que já nem o Sócrates escapa.

Por isso e porque já, tambem, se adivinhava o que por aí vinha não se sabendo, ao certo, o que por aí mais virá, é que foram marcadas e levadas a efeito, no passado Sábado dia 12 de Março, um conjunto de concentrações/manifestações que não só mobilizaram a juventude dita “geração à rasca” como ainda outras gerações.

Em boa verdade foi uma mobilização geracional que reuniu pais, avos e netos. As manifs decorreram como era de esperar e, tambem, como é decorrência habitual e onde se viu de tudo um pouco, ou de quase tudo, que se costuma ver neste tipo de manifestações. Não se viram nem se ouviram, como nunca se ouvem, quaisquer sugestões ou propostas concretas e exequíveis de saídas resolutivas dos erros e maleitas apontadas.

O que foi agitado, mais uma vez e como sempre, foram cartazes e vozearias contra a situação actual que, a quase todos, nos desagrada. Ouviram-se reclamações, mais ou menos ajustadas aos prejuízos que cada um em particular ou a sua respectiva corporação, e exigiram-se, em relação a isso, mudanças de politicas sem que se apontassem formas, meios, agentes nem metas a atingir com tais exigidas mudanças.

O que vimos, sobretudo no caso de Lisboa, e que também não é, de todo, novidade, salvo o acentuado emergir, foi um cheiro do período do PREC. Em abono da verdade e ainda bem, porque é um sinal que o regime democratico (pelo menos nesse pormenor) está vivo aqui representado pelos “homens da luta” numa representação mitigada com comédia à teririca brasileira ou coelhada madeirense.

Seja como for, a verdade é que muito por culpas próprias mas, acima de tudo, por causa dos maus políticos que nos têm, supostamente, governado, há muito tempo o pessoal diz que anda à rasca. Provavelmente os mais à rasca não são os que ali vieram, os que apareceram nas manifestações. Provavelmente os mais à rasca já nem têm meios nem condições para se manifestar.

Os factos não deixam, todavia, de constituírem um serio sinal, tanto para o governo como para os partidos políticos bastante envelhecidos e desenquadrados metodológica e funcionalmente das realidades sociais, no sentido de aproveitarem o pouco tempo que ainda lhes resta para se reorganizarem antes que sejam incinerados por uma qualquer implosão ou convolução social de imprevisíveis consequências.

Embora não seja a “indignação e protesto A Mudança que o Pais Precisa” apregoados pelo PCP numa cassete enfadonha e enganadora não seja a o necessário, visto que o país não necessita de mudança nenhuma o que urge mudar são as pessoas, tanto nos seus comportamentos como nas suas atitudes e é isso que poderá estar a acontecer.

Se assim não for, não serão os políticos que nos andam a enganar, será o povo que se engana a si próprio.



Publicado por Zé Pessoa às 00:03 de 15.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Tripla catástrofe no Japão

Crise nuclear no Japão 

«O Governo teme uma nova explosão na central nuclear de Fukushima I, ao mesmo tempo que decretou o estado de emergência numa segunda central.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) anunciou hoje que as autoridades japonesas decretaram o estado de emergência numa segunda central nuclear, em Onagawa (a norte de Fukushima) também afectada pelo sismo.

Isto depois de o Governo japonês ter assumido esta manhã que possa ter já acorrido uma fusão parcial dos bastões de combustível em dois reactores da central de Fukushima I, que fica a 270 km a norte de Tóquio, devido a falhas nos sistemas de refrigeração.

Ontem, uma explosão destruiu o edifício onde se encontra o reactor número um. E as autoridades temem que o mesmo suceda no reactor número três da central Fukushima I.» [DE]

Parecer:

Para além das consequências económicas que (a destruição feita pelo terramoto de 9ºrichter + o associado maremoto/tsunami) pode vir a ter, este acidente nuclear coloca muitas interrogações em relação à opção nuclear em regiões com elevado risco sísmico.   ..

Olhar o Japão a pensar em Lisboa (Portugal)

     ENERGIA NUCLEAR? NÃO OBRIGADO!

 «Um dia de imagens. Uma maré de tudo, que avança por campos cultivados como para nos mostrar o significado da palavra "inexoravelmente".

Os carros a vogar de pescoço mergulhado e traseira alçada, porque a indústria automobilística japonesa os faz de motor à frente.

O patinho de plástico e amarelo apanhado no remoinho de ralo de banheira que não são nem um nem outro: é um barco perdido no remoinho de toda uma baía.

Um comerciante agarrado à prateleira da sua loja, como se tudo a salvar fosse ela. Carros que desejamos vazios, sabendo que é voto piedoso: há luzes acesas. Os japoneses de Fukushima na emergência de saber que o horror nuclear não acontece só quando o homem quer.

Um aeroporto onde o lodo aterrou. Dois homens abraçados, encostados a um pilar, e, se calhar, foi a Natureza que os apresentou. A torre, símbolo de Tóquio, ontem símbolo de Tóquio ontem: com a antena torta. Num vídeo, a surpresa de no previdente Japão ainda haver um candelabro...

Em Cândido ou o Optimista, Voltaire pôs Cândido a chegar a Lisboa no dia do terramoto de 1755. O seu amigo Pangloss dizia-lhe que se vivia no melhor dos mundos e a prova era que Cândido acabava a comer pistácios apesar de toda uma vida infeliz. No fim do romance, Cândido, menos optimista, respondia: "É verdade, mas o melhor é cultivarmos o nosso jardim."

Os lisboetas viam as imagens de ontem com a suspeita de que não têm cuidado do seu jardim. » [DN, Ferreira Fernandes].

- via O Jumento


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Publicado por Xa2 às 13:13 de 14.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

o Sr. Sirva

Vossa Ex.ª é a pessoa que agora se assume, pelas atitudes que lhe são imputadas, como líder da oposição à governação socrática, não aparece aos olhos do povo como um desejavel, isento e mobilizador PR mas, mais não parece que um aparentado demagogo dos números, um malabarista de intenções mal fundadas e, ainda, menos fundamentadas, um agitador de manifestações, um ilusionista de expectativas, um merceeiro de contas furadas, um vendedor de ética que não comprova, um promotor de corruptos, um alarmista de informáticas escutas, um... de qualquer coisa de que não necessitávamos. O povo português não merecia isto, nem agora nem nunca.

É de esperar que este mesmo povo seja capaz de se recompor e de algo, muito profundamente, mudar, sobretudo ao nivél dos comportamentos e das atitudes sob pena de tudo continuar a afundar-se e com risco de queda colectiva no abismo.



Publicado por Zurc às 12:25 de 14.03.11 | link do post | comentar |

FIZ UMA APOSTA

Sócrates cai / Sócrates não cai

Fiz, com um meu amigo, uma aposta de um jantar para quatro e, neste caso, não há empates ou ganha ele e perco eu, ou será ele a perder e eu quem ganhará. Dois dos quatro ganham sempre, qualquer que sejam o resultado da aposta e o pagante da mesma. É o que resulta de ser testemunha.

O motivo da dita refrega é, simultaneamente, simples e complicado. O meu amigo apostou em como Sócrates não chega até ao fim do ano como Primeiro-ministro, eu arrisquei o inverso.

Não hajam duvidas que tenho, quase, tudo contra mim, mas, arrisco e como diz o Mourinho “não atiro a toalha ao chão logo nas primeiras dificuldades”.

Tenho contra mim, a continuada incapacidade e muita incompetência por parte da maioria dos governantes terem, reiteradamente, falta de rigor nas contas e muita displicência na redução de gastos supérfluos e de aplicação discriminada de más políticas na (quase sempre aos mesmos) dos sacrifícios para reduzir o deficit. Veja-se o sequito de ministros e assessores nas deslocações inaugurativas ou anunciadoras de obras, é só esbanjar erário público;

Tenho contra mim, o facto dos governos recorrerem, sistematicamente, às mesmas “manigâncias” orçamentais de rebuscar onde podem e, por vezes, onde não deveriam poder, verbas de fundos de pensões alheias como quem varre para debaixo do tapete e empurra para o futuro responsabilidades não assumidas no presente. O arrecadar de fundos de pensões de empresas e sectores de actividade (PT, CGD, banca...) é não resolver os problemas actuais e agrava-los no médio prazo;

Tenho contra mim, o eventual acelerar da carteira de privatizações em tempos de crise, em tempos que só os combustíveis e poucos mais produtos vêm o preço aumentado. A venda de quaisquer bens publicos, nas presentes circunstâncias e em tempos de retracção económica, será sempre um mau negócio para o Estado;

Tenho contra mim, a má vontade dos especuladores financeiros e dos credores internacionais a cobrar juros, da divida soberana, escandalosamente usurários;

Tenho contra mim, a opinião pública e publicada, assim como o descontentamento dos cidadãos e eleitores, sem saberem para onde se virar e em quem possam confiar;

Tenho contra mim, os baronetes que gravitam em torno do PSD, tendo como barão-mor o D. Ângelo de Correia a exigirem rápidas eleições antecipadas, tal é a cede de apanhar empresas e sectores de actividade ainda em controlo do Estado, numa anunciada carteira de privatizações;

Apenas tenho (e é muito) a meu favor (será mesmo a meu favor?) o facto da crise ser, efectivamente, muito grave associada a circunstancia da não existência de políticos e de políticas com credibilidade e alternativa aceitáveis;

Tenho a meu favor, a convicção de que, nas actuais e presentes circunstâncias, quer os lideres como o próprio partido oposicionista e da habitual alternância na aplicação de idênticas e mais graves políticas não quererem queimar as luvas nas fogueiras que agora se encontram ateadas. Das outras três forças partidárias, dignas desse substantivo, o que lhes restará são as feiras, as moções de rua e as moções de censura/ternura na Assembleia da República.

O chato de tudo isto é ter de esperar até ao fim do ano para comer o tal jantar.

Ele há coisas...



Publicado por Zé Pessoa às 00:03 de 14.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

É precisa uma pedrada no charco

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Está, pois, na hora, de obrigar cada um a assumir as suas responsabilidades. Não vale a pena conversar com o PSD, porque o PSD não existe. Existe Passos Coelho, que quer qualquer coisa que evite a descida de Rui Rio à capital, e cujo principal exercício político é disfarçar. Disfarçar as políticas que quer tentar, resumidas no “salve-se quem puder”. Existe Rui Rio e os que querem um PSD “credível” para tomar conta da intendência, mas que ainda não acabaram de ultimar o plano de assalto ao palácio de inverno. E existe o chefe da oposição, que reside oficialmente em Belém.

Assim sendo, Sócrates, como PM e SG do PS, deve ir a Belém e dizer a Cavaco Silva: “o senhor Presidente acha que os portugueses não podem fazer mais sacrifícios; os seus aliados nas instituições europeias passam os dias a exigir-me que peça mais sacrifícios aos portugueses; os seus aliados nos partidos portugueses concordam consigo que isto vai lá sem mais sacrifícios – e eu não estou a ver como; o senhor Presidente teve a sua manifestação da maioria silenciosa, que ajudou a convocar no seu discurso de tomada de posse, na sua habitual abrangência política alimentada pela crítica sem alternativa, porque a alternativa é onde a porca torce o rabo; portanto, senhor Presidente, eu vou-me embora, o PS vai para a oposição, que já se esforçou o suficiente, e o senhor Presidente assuma as consequências do seu activismo e arranje uma solução”.

É preciso saber sair a tempo. Sócrates não quer deixar a sua obra por mãos alheias, compreendo – mas o julgamento de Sócrates não terá lugar agora, mas daqui a dez anos, quando as estatísticas mostrarem o que mudou radicalmente por consequência da sua governação. E o grande sobressalto de que o país precisa é ser confrontado com as responsabilidades próprias dos cobardes que falam para não serem entendidos. O chefe de orquestra, que está em Belém, que trate do concerto. Única objecção razoável: o país não suporta uma crise política. A minha resposta: crise ou mudança, como lhe queiram chamar, terá sempre de acontecer antes de o país voltar a entrar nos eixos; assim sendo, que não tarde. O país precisa de uma pedrada no charco do faz de conta. Sócrates pode ser o autor de mais esse serviço ao país, habituado como está a fazer os lances decisivos.

Ler o artigo na íntegra

Porfírio Silva [Machina Speculatrix]



Publicado por JL às 22:58 de 13.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Telheiras fica no Lumiar

            Na reunião da Assembleia de Freguesia do Lumiar da passada quinta-feira 10, foi posta à votação a possibilidade de o bairro de Telheiras se tornar numa nova freguesia separada do Lumiar.

            A proposta partiu de um elemento do PS e tinha algum sentido, pois Telheiras é um bairro com características muito próprias, mas em compensação o Lumiar ficaria reduzido às zonas da Quinta do Lambert, Alta de Lisboa e Quinta das Mouras com mais um pouco do Lumiar velho e Alameda das Linhas de Torres.

            A bancada do PS tinha liberdade de voto, pelo que eu e outros camaradas votámos contra tal como o PSD e o CDS. Apenas o único representante do BE e a única do PCP votaram a favor, pois para esses partidos nada como algo para gastar mais dinheiro.

            A proposta foi chumbada pela Assembleia e ficou de pé o acordo já votado na Assembleia Municipal entre o PS e o PSD que reduziu o número de freguesias de 53 para 24. Ainda são muitas, mas sempre é melhor que nada e esperemos que seja o arranque para uma ampla reforma administrativa de todo o País que aponte para redução de concelhos e freguesias e novas unidades administrativas em locais em que a população cresceu muito.

            A redução do número de freguesias e do número de administrações, institutos, missões, empresas municipais, etc. é indispensável para acomodar as despesas do Estado na sua globalidade às receitas obtidas pelos impostos, sem esmagar o contribuinte. Claro, isso não terá um efeito positivo nos postos de trabalho, mas não há futuro para um país de défices que se alimenta de dinheiro emprestado e o empobrecimento dos contribuintes conduz igualmente à redução dos postos de trabalho.



Publicado por DD às 18:09 de 13.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Academias Musicais no Lumiar – Século XIX

No Lumiar, em Lisboa, existem ainda duas colectividades dos finais do século XIX, que se mantêm firmes, resistindo aos tempos, embora com dinâmicas diferentes, ambas fazem parte da história do Lumiar e da cidade de Lisboa.

Academia Musical Joaquim Xavier Pinheiro de 1888

Localiza-se na Alameda das Linhas de Torres ao n.º 45, próximo do estádio Alvalade XXI, edifício de primeiro andar, apresenta uma planta rectangular simples discreto, nem se dá conta dos seus 123 anos de História.

Não conheço actualmente a sua actividade recreativa, mas não deve ser muito expressiva, possivelmente não passa actualmente de um local para bater umas cartas nas mesas ou outro tipo de jogos de mesa, fomentava a modalidade ténis de mesa.

Academia Musical 1º de Junho de 1893

No Largo Júlio Castilho n.º 3, vizinha do Museu do Traje, vamos encontrar um bom exemplo de colectividade, recentemente efectuou grandes obras de requalificação no seu interior, dispõem de uma notável actividades nos campos da cultura através da Música, Teatro, danças de salão, grupo coral, responsável pelas marchas do Lumiar, aquando das festas de S. António em Lisboa.

Dinamiza ainda a praticado atletismo, Basquetebol, orientação e xadrez, dispõem ainda de um blog (http://academialumiar.blogs.sapo.pt)

Parabéns pelos seus 118 anos de História.

O Lumiar tem tradição, defendo vivamente a preservação destes espaços, a população do Lumiar ou melhor dizendo os Lisboetas, devem de forma natural manterem a tradição das colectividades.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:01 de 13.03.11 | link do post | comentar |

O País Está À Rasca

            A avaliar pelas manifestações de hoje, pelos discursos do Silva, Passos e outros, chegou a hora de deitar o Governo abaixo e entregar o destino do País aos eleitores.

            José Sócrates e a sua equipa não conseguem dominar os mercados; os juros sobem quase diariamente e há quem admita que lá para o verão estarão já ao nível dos 11% como os que a Grécia e Irlanda estão a pagar. Por mais beijos que dê à Sra. Merkel ela não se comove pois as sondagens na Alemanha apontam para derrotas sucessivas do seu partido CDU e aliados CSU e Liberais e as mesmas sondagens dizem que os alemães não querem pagar as reformas e os salários dos trabalhadores de outros países. O modelo Euro com um Banco Central que não pode emitir moeda e adquirir a baixo juro dívida dos Estados só pode ser alterado com outro Artigo 126 do Tratado de Lisboa, o que implica referendos nalguns países.

            Mas, como dá a entender Nicolau Santos no Expresso, ninguém tem a coragem de deitar abaixo o Governo.

            Repare-se que a Moção de Censura do BE foi contra o PS e PSD como que a dizer ao PSD para não votar nela e não deitar abaixo o governo. Se Louçã quisesse mesmo fazer cair o governo, apresentava um texto consensual e um apelo a toda a oposição, mas não, fê-lo de maneira que se o PSD votasse a favor sairia derrotado como se fizesse parte do governo.

            Cavaco fez um discurso duro, pelo que tinha a obrigação de dizer logo que vai demitir o governo e, eventualmente, dissolver a Assembleia da República para que se organizem novas eleições. Mas, não teve a coragem necessária para tal e não sei se a terá nas próximas semanas ou meses.

            Estão todos à espera, como diz Nicolau Santos, que Sócrates “Obviamente demita-se! O António Barreto disse na TV que o Governo se deveria demitir. Ele sabe que o seu multimilionário patrão não quer ver a direita implicada na enorme confusão que poderia resultar da queda do governo.

            Mas que soluções podem advir de um bando de cobardes que têm medo de votar uma Moção de Censura simples a dizer apenas que o atual elenco não serve o País sem colocarem questões ideológicas ou outras.

            Com o petróleo a subir e, bem assim, uma série de matérias primas e produtos alimentares e com a turbulência no Mundo Árabe e, talvez, noutros países, é óbvio que Passos tem medo de chegar ao poder e a dupla BE/PCP tem medo de ganhar eleições. As sondagens não apontam para isso, mas a degradação imposta pela União Europeia, a começar pela Alemanha, a Portugal é tão forte que até uma vitória da extrema esquerda é possível. Só que o tanto o sectarismo do PCP como do BE devem ser um impedimento a uma união de esquerdas, a uma CDU que englobe os dois partidos mais uns apêndices sem que seja o Jerónimo ou o Louçã a mandarem, mas os dois em conjunto.

            Desde os tempos de Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht, Trotsky e outros, o grande erro dos Partidos Comunistas foi não serem capazes de se aliarem a partidos tão de esquerda como eles e com programas semelhantes.

            Seria interessante saber como vão outros governar o País; tanto a direita Passos e Portas ou a extrema esquerda Louçã e Jerónimo.

            É óbvio que não iriam acalmar os mercados, antes pelo contrário, e que se quisessem mesmo ir aos bolsos dos ricos veriam milhares de milhões de euros voarem daqui para fora antes mesmo de tomarem posse. Toda a gente sabe que no exterior estão depositados quase 50% do Pib português pertencentes a cidadãos nacionais e muito dos lucros da banca resultam de vendas de investimentos feitos no exterior e de lucros vindos de fora que obedecem aos princípios de ausência de dupla tributação. Uma filial do Millenium na Polónia paga lá os seus impostos, pelo que não é obrigada a voltar a pagar IRC em Portugal, mas o banco gosta englobar todos os seus lucros para criar confiança junto dos seus clientes.

            O País não tem alternativa que não seja passar a viver dos seus próprios meios e para tal equilibrar a balança de transações correntes e deixar de ter um défice nas contas públicas. Não creio que seja possível chegar a isso sem sacrifícios tremendos e num prazo nunca inferior a uns quatro ou cinco anos. Mesmo assim, uma parte do OE terá de ser utilizado para o serviço da dívida pública, ou seja, pagamento de juros e prestações vencidas.

            A Europa não é solidária porque a Alemanha não quer. Os pequenos países não se querem juntar para formar um bloco forte. Os novos países como a Roménia, Hungria, Polónia, etc. competem todos para atrair investimentos alemães, acenando com os seus baixos salários e o mesmo fazem outros países. A Espanha abre-se em facilidades para ter mais unidades de fabrico de automóveis alemãs, francesas, etc..

            Portugal está no “fim do Mundo” europeu, não sendo o melhor local para investimentos externos e, além disso, os sindicatos não suscitam grande confiança, politizados como estão.

            Veja-se o caso da Auto-Europa. A VW teve em mente fabricar aí os modelos Tiguan e Touran, o que triplicaria a produção e o número de trabalhadores, mas teve medo. Preferiu fabricá-los na Áustria e Hungria.

            No fundo, somos um povo todo à rasca e é aí que está o problema.



Publicado por DD às 22:38 de 12.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Cidades Possíveis

O sistema subterrâneo de recolha de lixo em Barcelona

A ideia de um sistema subterrâneo de recolha de lixo em Barcelona é de 1992, quando a cidade sediou os Jogos Olímpicos.

Desde então, o projecto tem sido implantado sistematicamente e 70% da área metropolitana já possui bocas de lixo ligadas directamente aos centros de recolha.

Plástico, latas e papel são reciclados e o lixo orgânico transforma-se em energia.

Em cinco anos, a capital da Catalunha eliminará definitivamente os caminhões de lixo.


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Publicado por JL às 21:57 de 12.03.11 | link do post | comentar |

Desigualdades, precariedade e insegurança... até quando ?!

Até quando?

Actualmente, um conservador em economia é alguém, como Kenneth Rogoff, que apenas olha para a desigualdade económica, “maior do que em qualquer outra altura do último século”, por preocupação com a desestabilização política do regime económico que tanto trabalho ideológico deu a criar nas últimas três décadas. Mas é um avanço. Agora até já se reconhecem os resultados do aprofundamento da assimetria estrutural entre trabalho e capital em contexto de crise: enquanto os lucros aumentam, “os trabalhadores recebem uma percentagem cada vez mais pequena, devido ao elevado desemprego, à diminuição das horas de trabalho (pagas) e aos salários estagnados.”

Segurança, uma necessidade básica que o neoliberalismo ignora

 

"Os estados liberais de bem-estar na Europa não foram construídos a partir de uma visão utópica do futuro; foram construídos como barreira à Europa do do período 1914-1945 tal como tinha acabado de ser vivida.

Tenha-se em conta que a maioria dos homens que construíram os estados de bem-estar na Europa não eram jovens social democratas. A maior parte das pessoas que de facto implementaram este programa depois de 1945 na Europa Ocidental eram Democratas Cristãos ou liberais e não socialistas de qualquer filiação. (...)

Todos estes homens eram adultos antes de 1914. Tinham crescido na geração Edwardiana reformista dos finais do século XIX, mas também se lembravam da Europa antes da catástrofe, antes dos eventos cataclísmicos de 1914-45. Viam-se a realizar não só a conclusão dos grandes projectos de reforma liberal do fim do século XIX, mas também uma barreira, na sua maneira de ver, contra o regresso da depressão, da guerra civil, da actividade política extremista. Todos partilhavam o ponto de vista de Keynes, formulado imediatamente antes da sua morte em 1946, de que após a experiência da 2ª Grande Guerra haveria na Europa um anseio de segurança, social e pessoal. E houve. O estado de bem-estar foi construído antes de mais como uma revolução de segurança e não como revolução social."

(Ver aqui o texto completo, magnífico, de Tony Judt)


Publicado por Xa2 às 00:07 de 12.03.11 | link do post | comentar |

Bons Costumes

É "aquilo" que nos faz falta na "luta que é alegria" tudo o resto não passa de um cavaquismo bolorento que nos desgoverna sem um pingo de vergonha, ética ou memória.


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Publicado por Zurc às 16:14 de 11.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Mostre de que lado está !
 

  Amanhã, muitos, alguns ou poucos (não sabemos) jovens e menos jovens irão manifestar-se em várias cidades do País, naquele que é o primeiro protesto de alguma dimensão que nasce nas redes sociais e acaba na rua. Com a fragilidade de manifestações sem organização centralizada, esta poderá ser facilmente aproveitada.

      O aproveitamento já começou, aliás. Gente que andava há uns meses a tentar marcar um desfile pela demissão de todos os políticos (ou não quer dizer nada ou é contra a democracia) aproveitou a boleia e marcou o seu "rendez-vous" para o mesmo lugar, em Lisboa, e para a mesma hora. Quem quis apoucar a manifestação dos precários aproveitou a deixa, fez-se de desentido e fingiu que um e outro protesto eram o mesmo.

      Esta manifestação - a verdadeira, não a que aproveitou a boleia - é clara no seu tema: a precariedade nas relações laborais.

Menos clara nos seus objetivos.

Pode ser por mais direitos laborais para os mais jovens, exigindo responsabilidades a quem aproveita a crise e o desemprego para não assumir responsabilidades com os seus "colaboradores" (o próprio termo é todo um programa).

Ou pode ser por menos direitos para os mais velhos, comprando a teoria de que são os supostos "direitos adquiridos" que impedem os mais novos de entrar no mercado de trabalho.

Só os manifestantes poderão, com a sua participação, determinar quem é o seu alvo. E, já agora, quem são eles próprios: jovens contra os seus pais ou trabalhadores contra quem os explora.

     A manifestação é, por si só, positiva, porque corresponde a um ato de cidadania que troca o resmungo derrotista pela participação democrática.

Ela apresenta-se como "apartidária e laica". Ainda bem, porque há política (sim, esta é uma manifestação política) para além dos partidos.

Mas ela não é, não pode ser, neutra.

Quem protesta quer qualquer coisa. Esperemos que os manifestantes digam ao que vêm.

Para que no dia seguinte não sejam usados por quem quer tirar ainda mais direitos laborais a quem ainda os tem.

     Estou seguro que a esmagadora maioria dos que vão protestar sabe de que lado está na luta que se trava nestes tempos difíceis. Que não se esqueçam de o dizer.

Se no dia seguinte todos aplaudirem a manifestação, saberá quem lá foi que falhou o seu objetivo. Só é consensual o que é inútil. Ou o que é reciclavel para todas as agendas.



Publicado por Xa2 às 13:06 de 11.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Rajada de protesto

 

"Ora, um excêntrico, na maioria dos casos, é um caso particular e isolado. Não é verdade? (..) Não só um excêntrico "nem sempre" e um caso particular e isolado, mas, pelo contrário, acontece às vezes ser precisamente ele que transporta em si o cerne do comum, enquanto o resto das pessoas da sua época, por qualquer razão, foram arrancadas dele temporariamente, todas elas, por uma rajada de vento qualquer..." Fiódor Dostoiévski, Os irmãos Karamázov

A procissão dos cínicos tem-se afadigado em nos mostrar o absurdo das pretensões que movem o protesto da geração à rasca.

Lembram-nos que o tempo dos garantismos acabou.

Asseguram que os garantismos do passado semearam a precariedade do presente (esquecem-se que, bem ao contrário, que são as conquistas dos proletários precários das gerações passadas que inspiram a geração jovem do presente).

Assumem inevitável que Portugal seja o país mais desigual da Europa.

Explicam-nos que em tempos de competitividade global trabalho com segurança e direitos é um sonho anacrónico.

Asseguram que a desregulação económica veio para ficar.

 

Excentricidade, pelos vistos, é achar que nenhuma economia, por muito fluida que seja, pode dispensar trabalhadores.

Excentricidade, pelos vistos, é achar que esses trabalhadores têm direito a um projecto de vida que passe pela segurança do trabalho remunerado.

Excentricidade, pelos vistos, é achar que os precários deixam de ser descartáveis quando se unirem para perceber que são imprescindíveis.

Excentricidade, pelos vistos, é achar que podemos ter uma vida digna enquanto houver no mundo gente demasiado desesperada a ponto de perceber a exploração como dádiva capitalista.

Excentricidade, pelos vistos, é achar que o desemprego dos mais velhos, que a exploração do trabalho não qualificado, que as reformas míseras são tão indignos como a vala comum em que caem muitos jovens licenciados.

Excentricidade, pelos vistos, é querer mudar um estado de coisas que todos nos dizem inevitável e produto dos insondáveis desígnios do mercado.

 

Talvez, como diria Dostoiévski, que uma portentosa rajada de vento tenha mudado as coisas do lugar fazendo do bom senso uma excentricidade, talvez que o absurdo esteja no capitalismo especulativo das crises, nas empresas nacionais cujos lucros astronómicos não as impedem de fazer os trabalhadores dos seus call centers viverem em permanente tortura psicológica, talvez que o absurdo esteja no desejo de querer sair de casa dos pais, em ter um filho antes da meia-idade.

Por muito que agiotem o contrário, o "cerne do comum" está na geração à rasca, e quando as coisas estão fora do sítio, dizia o inglês, nada como desejar ter nascido para as pôr no lugar.



Publicado por Xa2 às 13:05 de 11.03.11 | link do post | comentar |

Salteadores e afins, até 2013, pelo menos

Agora são as pensões e há quem diga que a seguir serão os subsídios de ferias e de natal

As afirmações do primeiro-ministro e do Ministro da finanças foram, a propósito dos cortes salariais, que não poderia legislar de forma universal e de aplicabilidade das mesmas medidas ao sector privado, algo muito discutível segundo os princípios da universalidade da aplicação da leis e da igualdade constitucionalmente consagrada.

Em vez do emagrecimento do aparelho do Estado e das mordomias a deputados e outros beneficiários da “vaca” orçamental parece mais facil extorquir do bolso dos contribuintes as migalhas com que se alimentam.

Agora veio o ministro das Finanças afirmar que vai ser exigida uma "contribuição especial" sobre as pensões acima dos 1500 euros, a partir  de 2012, será aplicada numa lógica semelhante à dos cortes salariais e, também, aos beneficiários do regime geral da segurança social (sector privado), que se manterá enquanto for necessário.     

Teixeira dos Santos recusou-se a estabelecer um prazo limite para a cessação desta "contribuição especial", indicando apenas que se manterá "enquanto for necessário para assegurar o cumprimento" das metas orçamentais.

O ministro das Finanças disse ainda que a dedução específica dos pensionistas no IRS será alterada, equiparando-se à que está prevista para os trabalhadores por conta de outrem.

O Governo de José Sócrates também está a estudar mexidas no subsídio de desemprego, mas Teixeira dos Santos não especificou o que irá mudar. Que mais nos irão sacar?



Publicado por Otsirave às 12:44 de 11.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

O cidadão do Desassossego

Homenagem a José Luis Saldanha Sanches

“Falta igualdade entre gerações” afirmou ontem Maria José Morgado na intervenção que fez a propósito da apresentação do livro ‘Em Memória de Saldanha Sanches, Transparência, Justiça, Liberdade’ levada a efeito na Fnac do Chiado, em Lisboa.

Segundo divulga o jornal “Correio da Manhã”,  Maria José Morgado utilizou  a frase brasileira "Estão roubando o nosso futuro",  para revelar a inquietação de Saldanha Sanches, falecido em Maio de 2010 e para ilustrar a "desigualdade intergeracional que no nosso país se traduz pela hipoteca do futuro dos jovens, devido às derrapagens das contas públicas e à corrupção".

Nessa apresentação estavam presentes da própria Maria José Morgado, companheira do homenageado, os coordenadores da obra, Domitília Soares e Luís de Sousa, e vários autores dos textos nela compilados, como José Adelino Maltês e Paulo Morais.

A apresentação do livro coube a Miguel Oliveira e Silva, amigo frequente de Saldanha Sanches. Médico e professor, focou as "opções fundamentais" que explicam o lutador e o seu legado: o compromisso político, a fidelidade à família e a paixão pelo direito fiscal. A concluir sugeriu as gargalhadas que ele daria ao ver "um autarca que tanto o ameaçou" entrar em Belém para a recepção dada por Cavaco Silva.

Em manifestações, associações, clubes ou qualquer outra forma deveríamos, todos, seguir o exemplo de inconformismo, de desassossego e de incómodo a moscas travestidas de “respeitosos” e “honrados” políticos que em alguns casos mesmo prenunciados ou condenados pela justiça ainda se conseguem fazer eleger. Paradoxos de cidadãos e eleitores que não sabem o que querem nem o que fazem.


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Publicado por Zé Pessoa às 11:05 de 11.03.11 | link do post | comentar |

Precariedade no Trabalho e na Vida

O RAPAZ DAS PIZAS !  TRABALHO PRECÁRIO, VIDA PRECÁRIA !

 

Ali jaz o rapaz das pizas ! Como morreu ? A correr para entregar uma piza a um cliente ao fim da tarde. Uma curva apertada e ali ficou depois de um choque com um automóvel colorido. O Inem já chegou tarde para o salvar. Foi assim de repente, numa das tantas entregas que fazia. Foi a última!

Quase todos os dias ao fim da tarde tocava o telemóvel... O patrão ou o gerente davam o sinal para mais uma corrida contra o tempo num trabalho sem direitos e poucas regras. As entregas devem ser rápidas porque o cliente gosta do produto quente e sem demoras. Alguns dias nem contava as voltas que dava para encontrar a casa do cliente. Em poucas horas fazia o trabalho pelo qual recebia uma magras dezenas de euros. Era um trabalho que tinha a sua graça. Por vezes imaginava-se um «motoqueiro» apesar da insignificância da sua motoreta.

Tinha um especial prazer em passar por grupos de miúdas que, em geral, o saudavam com acenos e risos cheios de promessas... Emprego aquilo não era bem. Sempre ansiou um emprego a sério, como ser condutor de autocarros, maquinista de comboios ou vendedor a correr o País de norte a sul ! Um emprego com salário ao fim do mês, com férias e descontos ! Mas esse dia tardava em chegar e por ali andava fazendo um biscato aqui e acolá, porque ele sempre foi um rapaz resistente e ladino. Não, não era preguiçoso ou pasmado! Cedo abandonou a escola porque não lhe via utilidade, queria ação e liberdade! Era puto e em casa ninguém o acompanhou verdadeiramente. O pai passava o tempo a trabalhar na Líbia e a mãe nunca percebeu que ele um dia deixou de ser menino. Agora já é tarde!

Agora os bombeiros retiraram da estrada o corpo do rapaz das pizas... o trânsito retomou o seu destino depois de limpo o pavimento!
Ao outro dia, quando por ali passei, lembrei-me de escrever este texto em memória dos jovens trabalhadores que morrem ainda meninos!


Publicado por Xa2 às 00:07 de 11.03.11 | link do post | comentar |

“Perfeitas” e anacrónicas contradições

Há quem diga que não existe crescimento económico, puro engano.

Segundo o ranking da revista Forbes, Carlos Slim, empresário mexicano, continua a ser o homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em 74 mil milhões de dólares.

Na lista dos 413 mais ricos do mundo Seguem-se Bill Gates 56 mil milhões de dólares e Warren Buffet (50 mil milhões).

Nos 10 mais da lista estão, ainda, o francês Bernard Arnault com uma fortuna calculada em 41 mil milhões de dólares, o norte-americano Lawrence Ellison com 39.500 milhões e os indianos Lakshimi Mittal com 31.100 milhões e Mukesh Ambani com 27 mil milhões.

Três portugueses constam na lista dos milionários mundiais. Américo Amorim ocupa a posição 200 com uma fortuna avaliada em 3,6 mil milhões de euros.

 Alexandre Soares dos Santos, dono da Jerónimo Martins, ocupa o posto 512, com uma fortuna de 1,65 mil milhões de euros e Belmiro de Azevedo caiu para a 833.ª posição com 1,08 mil milhões de euros.

Contudo algo todos têm em comum foi o terem visto as suas ricas fortunas crescerem ao mesmo tempo que o numero de pobres e excluídos e a entrar nas cifras dos que vivem abaixo do limiar de pobreza aumentaram, drasticamente.



Publicado por Zé Pessoa às 23:00 de 10.03.11 | link do post | comentar |

Os nossos impostos (como são gastos)

grupo de "Trabalho para o Património Imaterial"...

 

A notícia ilustra o rigor com que os escassíssimos recursos financeiros são geridos oficialmente em Portugal: um fantástico Grupo de “Trabalho” para o Património Imaterial, criado por despacho governamental há cerca de um ano, não produziu qualquer trabalho, terá reunido 1 vez apenas, mas custou € 209.000...

 

Paradoxalmente, alguns dos seus membros queixam-se amargamente de falta de apoios, o que dá que pensar no orçamento que teriam em mente quando se constata que 1 reunião apenas "custou" aquela módica quantia...que mais apoios seriam necessários para que o trabalho de levantamento do Imaterial atingisse alguma “corporalidade”?

 

Ocorre pensar em quantas dezenas, centenas (quiçá milhares) de decisões deste tipo, dispersas e escondidas pelos incontáveis gabinetes ministeriais e de outras instâncias públicas (centrais, regionais, locais e empresariais) - criando grupos ou postos de trabalho/descanso a esmo, sem qq controlo dos resultados - não terão contribuído para o descalabro das contas públicas e o estado financeiro degradante em que o País se encontra, impondo agora custos enormes às empresas e às famílias...

 

...

 

Uma pergunta que inevitavelmente ocorre quando nos deparamos com a inconcebível superfluidade destes gastos e os sacrifícios que estão sendo exigidos a famílias e empresas: será que os aumentos de impostos, que acabam por ser necessários para financiar tais desvarios, têm ainda alguma legitimidade?

 

in http://www.quartarepublica.blogspot.com/

 

Qualquer semelhança entre esta notícia e o texto de Vasco Pulido Valente «Uma Casa Portuguesa», com vinte anos de idade, não é mera coincidência. Vejamos o que se passou.

 

O Grupo de Trabalho para o Património Imaterial foi constituído há cerca de um ano, no âmbito dessa inutilidade que dá pelo nome de Ministério da Cultura (outro ministério a extinguir com urgência). Já em altura de grave crise e de sucessivos sacrifícios impostos aos portugueses, custou ao estado 209 mil euros e, ao longo de quase 400 dias, reuniu somente uma vez. Por outras palavras: não fez literalmente nada e não serviu literalmente para coisa nenhuma, senão para gastar o dinheiro dos contribuintes portugueses com meia-dúzia de pessoas.

 

O famigerado Grupo tinha por «missão» fazer o «levantamento sistemático e tendencialmente exaustivo do património cultural imaterial português». Repare-se no preciosismo do «tendencialmente exaustivo», não fossem os ilustres membros do não menos ilustre Grupo de Trabalho morrer de cansaço, em vez de morrerem de tédio, como acabou por suceder.

 

Todavia, o que mais custa neste tipo de notícias nem é propriamente o seu conteúdo. É saber que nem assim os portugueses entendem por que não funciona o estado social. É não terem percebido ainda que entre o momento em que o estado nos vai aos bolsos e a famosa «redistribuição de rendimentos» para «ajudar» os mais pobrezinhos e tomar medidas para «estimular» a economia, vai um mar sem fim de desperdício, despesismo e irracionalidade, para não lhe chamarmos outra coisa.

 

in http://blasfemias.net/

 


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Publicado por Izanagi às 17:45 de 10.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

MINEIROS CHILENOS -Promessas não cumpridas!
Afinal as promessas de grandes reformas nas minas do Chile ficaram em águas de bacalhau ou ,dito de outro modo, caíram em saco roto.
 
As promessas do Presidente do Chile ,que teve uma cobertura mediática que nunca sonhou ter aquando do resgate dos 33 mineiros,afinal ,passados vários meses, estão por cumprir!

Os mineiros chilenos, mais de cem mil em todo o país, continuam a trabalhar 12 horas por dia e a sofrer uma taxa de sinistralidade laboral inaceitável!Morrem cerca de 31 mineiros anualmente no Chile e as minas, a maioria entregues a empresas privadas com a ditadura de Pinochet, continuam a exigir altos níveis de produtividade e uma segurança muito «flexível» ou seja oferecem insegurança que colocam a vida em risco.

O Chile continua sem ratificar as convenções 176 da OIT sobre segurança e saúde nas minas e a Convenção 187 sobre segurança e saúde dos trabalhadores também ainda não foi ratificada.Ora esta ratificação é um acto do governo de cada país!Mas este acto implica obrigações e essas o Chile não tem mostrado vontade política para as pôr em prática.Estamos a falar de uma das mais importantes actividades daquele País que tem dado a ganhar biliões de dólares aos seus proprietários e ao Estado Chileno!Quem paga?os mineiros e seus familiares.
Ver mais informação
 
 
Lá como cá, parece que os políticos são atacados por um qualquer vírus que lhes corrói a memoria e lhes tolhe a honra da palavra dada. Pelos vistos, por quase todo lado, os povos andam a ser governados por Triricas e Coelhos. Não admira que o mundo ande como anda ou secalhar...



Publicado por Zé Pessoa às 16:54 de 10.03.11 | link do post | comentar |

cidadãos e sociedade

Somos um país e uma sociedade ditos de católicos mas que, quase, não sabe fazer outra coisa que não seja protestar.

Se perguntarmos a alguém o que está disposto a fazer pelo seu país, pela sua região, pela sua freguesia, pelo seu bairro, pela empresa onde trabalha, pelo condomínio onde mora, é o que se sabe, o que se vê e o que se sente.

Quase ninguém está disposto ao que quer que seja de esforço para melhorar situações existentes. Direitos e mais direitos, tudo o que seja obrigações que fiquem para o vizinho do lado.

Com razão e quase sempre sem ela, tornamo-nos numa sociedade de lamurientos, de invejosos, muito pouco solidários e, ainda menos exigentes com cada um de nós. Os partidos não prestam porque os seus militantes deixaram de cumprir com as suas obrigações. A sociedade deteriorou-se porque os cidadãos deixaram de o ser.

É a vida! 

 



Publicado por Zurc às 12:03 de 10.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Protestos sócio-económicos

Dividir para reinar

 

     A era neoliberal dos últimos trinta anos constitui um recuo de enormes proporções face às aspirações de viver num mundo decente. Na generalidade das economias industrializadas - e também em Portugal -, a repartição funcional do rendimento desequilibrou-se sistematicamente em favor do capital e em detrimento do trabalho. Em termos reais, os salários encontram-se estagnados há três décadas em numerosos países, apesar dos ganhos de produtividade que se registaram entretanto.

     O Estado social vai sendo progressivamente desmantelado, com a alegação da pretensa superioridade organizativa do sector privado e as pressões austeritárias a constituirem as tenazes através das quais direitos tão básicos como a saúde e a educação são entregues à lógica da mercadorização e da exclusão dos que não têm capacidade para pagar.

     Generaliza-se a precariedade dos vínculos laborais. Reduzem-se ou eliminam-se até mesmo os mais tímidos mecanismos redistributivos, como o rendimento social de inserção ou o abono de família.

     Mas não se pode esticar a corda indefinidamente. O crescimento exponencial do crédito ao consumo, sobretudo à habitação, permitiu disfarçar a expropriação e mitigar o descontentamento durante algum tempo – mas tal como o sol não se tapa com a peneira, também a desigualdade não se resolve através do crédito. Agora, ao esgotar-se a possibilidade do recurso generalizado ao crédito enquanto mecanismo temporário de acomodação das tensões sociais, estas agudizam-se – nas ruas, nos locais de trabalho, na batalha das ideias.

     Aumentam a indignação e a mobilização populares e, com elas, as esperanças de um movimento generalizado de resistência à barbárie.

     Porém, surgem também as tentativas de deflectir a indignação e a revolta para alvos que assegurem a manutenção do status quo: os imigrantes, que supostamente estão na origem da deterioração da situação dos nacionais; os funcionários públicos, que supostamente gozam de regalias indevidas; as gerações mais velhas, que supostamente quiseram tudo e enquistaram nas posições alcançadas

     Dividir para reinar: nacionais contra estrangeiros, trabalhadores do sector privado contra funcionários públicos, precariado jovem contra as gerações anteriores.

     Conhecemos a estratégia e não nos deixamos enganar por ela. Jovens precários, desempregados, imigrantes, funcionários públicos ou trabalhadores em geral, a nossa luta é a mesma: contra a desigualdade, contra o abuso, por uma sociedade decente.

     Se temos um inimigo, são as elites medíocres que beneficiam deste estado de coisas e os ainda mais medíocres apaniguados que articulam o discurso que convém a estas. Por isso estaremos na rua no dia 12 e, depois, no dia 19. E não pararemos por aí.

     - por Alexandre Abreu          (Imagem retirada de http://oblogouavida.blogspot.com/ )

 

Razões para o protesto

 

O fenómeno da precariedade laboral, que a partir do mundo do trabalho metastiza todo o viver com incerteza e insegurança, não é novo (...)
As narrativas que consideram que a precariedade, bem como o desemprego, são formas moralmente inaceitáveis, e além disso economicamente insustentáveis, de organizar as sociedades têm de desmontar os discursos que apenas apresentam «soluções» individuais para o emprego precário (da cenoura dos casos de sucesso ao bastão da falta de «boa atitude» ou «pró-actividade») e desenvolver formas de actuação colectiva que possam trazer transformações sociais.
Nesse sentido, abrir brechas na era da precariedade terá de passar pela articulação de lutas comuns, da defesa dos serviços públicos e do emprego até todos os combates pela igualdade.
Março anuncia-se como um bom mês para essa articulação: depois do protesto contra a precariedade a 12 vem o protesto contra a austeridade e o desemprego, dia 19.
- por João Rodrigues      ;  Sandra Monteiro, A era da precariedade, Le Monde diplomatique - ed.port., Março.


Publicado por Xa2 às 00:07 de 10.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Processo, progresso, regresso, retrocesso

As Câmaras Municipais estão a colocar as aldeias às escuras, à noite, desligando as luzes para não gastarem energia. Há cinquenta/sessenta anos atrás, as aldeias também não tinham electricidade, nem de noite nem de dia.

Leio nos Jornais que a moda deste ano vai ser o espartilho e os “soutiens” feitos de materiais duros, como a corticite. Há cinquenta/sessenta anos atrás, as mulheres usavam espartilho.

Os responsáveis pela Segurança Rodoviária querem instituir a velocidade máxima nas localidades de 30 Km/h. Era isso que acontecia há cinquenta/sessenta anoa atrás, quando em vez de automóveis havia carroças nas ruas.

Também li que, devido ao aumento do preço do tabaco, já há muita gente que retomou o hábito de fumar o tabaco de enrolar, tal como era frequente há cinquenta/sessenta anos atrás.

Devido à carestia dos transportes, já há muita gente, em Lisboa, a andar nos transportes públicos (foi o "Telejornal" da RTP que o demonstrou, há dias). Tal e qual como antes, há cinquenta/sessenta anos atrás, quando as pessoas iam para o emprego de cacilheiro, de autocarro/eléctrico ou de comboio.

Por causa do desemprego e dos cortes que os nossos governantes estão a fazer, já se vêem pessoas a fazer hortas na periferia de Lisboa, produzindo couves, batatas, feijões e cebolas, nos cantinhos abandonados das urbanizações. Tal como faziam os seus pais e avós, há cinquenta/sessenta anos atrás.

Aliás, retoma-se, actualmente, o conceito de "agricultura biológica" que se fazia há cinquenta/sessenta atrás, antes de surgir a praga dos adubos industriais. E andam por aí engenheiros a ensinar técnicas de compostagem que era o que se fazia, há cinquenta/sessenta anos, ao aproveitar resíduos orgânicos, chamava-se-lhe estrume.

Li num jornal diário e vi numa peça de noticiário da televisão que as cabras estão a ser utilizadas para prevenir os incêndios florestais, mandando-as pastar para as florestas comer aquilo que, não sendo eliminado, constituiu combustível propício à deflagração dos fogos. Essa técnica era amplamente utilizada há cinquenta/sessenta anos atrás.

O mais interessante é que tudo isto está a acontecer em nome do futuro, recuperando aquilo que havia no passado.

Como lhe chamar? Processo? Progresso? Regresso? Ou retrocesso?

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Publicado por JL às 00:01 de 10.03.11 | link do post | comentar |

Cavaco Silva: Portugal precisa de um "sobressalto cívico"

 


O chefe de Estado reforçou as dificuldades económicas que o país atravessa e endureceu as palavras, dizendo que Portugal precisa de ser "realista" em relação aos seus sonhos, numa clara alusão às grandes obras como o TGV.

O chefe de Estado foi mais longe, dizendo que o país precisa de um “sobressalto cívico” e que os portugueses precisam de "despertar da letargia" para uma sociedade civil "dinâmica e sobretudo mais autónoma dos poderes públicos".

Cavaco Silva apelou assim a uma "grande mobilização da sociedade civil", repto reforçado em relação aos jovens, por quem, diz o Presidente, se decidiu recandidatar ao cargo.

"É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia", afirmou.

Aos jovens deixou, então, o apelo mais forte: "Ajudem o vosso país. Façam ouvir a vossa voz. Sonhem mais alto", disse Cavaco Silva, a apenas dois dias do Protesto "Geração à Rasca" que quer juntar em Lisboa milhares de jovens precários.

 



Publicado por DD às 18:34 de 09.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Os bons exemplos deviam vir de cima !
(

 

Para o primeiro ano deste segundo mandato de Cavaco Silva estão disponíveis 16 milhões de euros.

Em 1976, havia apenas 99 mil euros para gastar. 

Mesmo sem contar com a inflação, em democracia, as despesas de Belém têm subido 18% por ano.

Os exemplos vêm mesmo de cima...de Boliqueime!

Cavaco Silva tem quase 500 pessoas a trabalhar para si.

Um imenso laranjal ou o Palácio do Cavaquistão?




Publicado por Xa2 às 14:07 de 09.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Reforma Administrativa da cidade de Lisboa

Debate sobre as alterações propostas para as Freguesias da AmeixoeiraCharneca, no próximo sábado, dia 12.(ver cartaz)

Revela-se da máxima importância a participação do maior número possível de fregueses destas duas freguesias (e porque não das vizinhas, também?) que, a breve prazo, se tornarão numa só.

Constitui um momento adequado para que os responsáveis municipais e, sobretudo, das freguesia em causa, conjuntamente com as que lhe são limítrofes (Lumiar e Santa Maria dos Olivais) para que sejam feitos os acertos pertinentes aos respectivos limites territoriais. É que ver, todos os natais, a Ameixoeira colocar o presépio no quintal do vizinho não é de todo em todo muito curial, ainda que se argumente existir um protocolo (que ninguém conhece) de entendimento entre a Ameixoeira e o Lumiar, por exemplo.

Devem, igualmente também ficarem mais claramente definidas as competências próprias (bastante mais amplas que nas actuais) e os respectivos meios para que a dependência protocolar entre o município e as freguesias seja, significativamente, reduzida. A este propósito veja-se o que se passa, há vários anos, com a Quinta de Santa Clara, uma lástima.

Aumento da descentralização, maior proximidade aos cidadãos e mais responsabilização o que obriga, necessariamente, à exigência de melhores e mais competentes autarcas.



Publicado por Zé Pessoa às 00:09 de 09.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Chama-se fascismo...

Invadir uma reunião interna de um partido político, como aconteceu em Viseu, é uma prática introduzida há 90 anos em Itália pelos "fascios" de Mussolini, como contou Bertolucci, e chama-se fascismo, com todas as letras, e o resto são cantigas, mesmo que ganhem festivais, aliás pelo mesmo método de votação, e com o apoio dos mesmos animadores de blogues que fizeram de Salazar "o maior português de sempre" e Álvaro Cunhal "o segundo maior".

Pasma-se, mas não muito, com a cobertura simpática que alguns jornais dedicam à proeza de tais arruaceiros, desculpando-os e promovendo-os: "só queríamos expor a nossa palavra, ter um espaço onde pudéssemos falar, já que ninguém nos ouve" . A canalha de Mussolini que marchou sobre Roma em 1922 tinha um discurso igualzinho.

Fascismo em bicos de pés. Não admira que Alberto João Jardim esteja com eles.

José Teles [a boiada]



Publicado por JL às 00:02 de 09.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Mulheres
 

Não precisamos de dias que assinalem os direitos que nos são devidos na condição de seres humanos, independentemente da diferença de género.

Não precisamos de dias paternalistas que nos reconheçam capacidades ou funções imprescindíveis à dinâmica do mundo.

Precisamos de respeito todas as horas, dias, meses e anos de todos os centenários, de todos os milénios.

 

por Ana Mafalda Nunes

 

*Citação: Róża Luksemburg



Publicado por Xa2 às 18:07 de 08.03.11 | link do post | comentar |

PORTUGAL E O SEU (FRÁGIL) GOODWILL (NO MERCADO FINANCEIRO)

Em termos de gestão e valoração de património existe um termo a que se dá muita importância, o goodwill.

O goodwill é o conjunto de elementos não materiais ligados ao desenvolvimento de um negócio, pontos que valorizam a reputação de uma empresa (no nosso actual caso português do Estado). Embora o termo venha sendo utilizado desde o século XVI, é ainda controverso. O termo foi utilizado pela primeira vez na corte da Inglaterra, em decisões de disputa por terras, onde foi considerado na valorização do terreno um valor adicional pela sua localização. No entanto, o primeiro trabalho sistematizado relacionado foi produzido por Francis More, publicado em 1891 pela revista The accountant na Escócia, onde foi abordada a questão da mensuração do goodwill. (Martins, 1973).

O goodwill é, pois o que, resumidamente, se pode considerar como uma imagem, como a opinião que os “de fora” têm em torno de uma pessoa, de um bem, de um património, de um Estado. Vale o que vale e, normalmente vale muito, com justiça ou sem ela.

Os, muito erradamente, chamados (como se todos não devessem ser, com a própria sociedade, sociais) bairros sociais são, ao fim e ao cabo e no contexto em que têm sido criados, uma aberração da própria sociedade. É o caso da divida, agora chamada de soberana, que paradoxalmente tanto a faz perder tal soberania, sobretudo, com as avaliações desvalorizadoras a que a agencias nos remetem.

Pobre sociedade que não consegue integrar, normalmente, pessoas e famílias e dá alento a segregações e marginalizadas exclusões de capacidades e competências de tantos jovens. É uma questão económica, sem dúvida mas, sobretudo, também, sociocultural e comportamental.

As avaliações das agências de rating aí estão a dar machadadas a empresas e Estado, provocando cada vez maior instabilidade e custos financeiros a raiar o insuportável e o admissível, até quando?



Publicado por Zé Pessoa às 11:59 de 08.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Alguém pediu um ditador para Portugal?

 

            Estamos numa época que os ditadores fogem com milhares de milhões saqueados aos seus povos ou matam a sua gente, bombardeando manifestantes como faz Khadafi. A mulher do ditador Ali da Tunísia tinha fugido antes do marido num avião com 1,5 toneladas de ouro do banco central do seu país.

            Enfim, nenhum ditador deixou obra que se justifique. Se algo foi feito num ou noutro país é porque era rico em petróleo e gás natural ou, como na China, a ditadura oferece os seus trabalhadores à gula capitalista das multinacionais a 50 cêntimos à hora e assim consegue exportações fantásticas.

            Mas, isto faz-me recordar as muitas vezes que oiço em Portugal a dizer que os problemas do País só se resolvem com uma ditadura. Manuela Ferreira Leite, quando líder do PSD, chegou a pedir uma ditadura de seis meses.

            A ignorante não sabe que não há ditaduras a prazo ou a termo certo como nos contratos de trabalho. Para haver ditaduras de curta duração é preciso despachar prontamente o ditador ou o seu mentor a tiro. Foi o que aconteceu com o ditador João Franco que acabou quando despacharam o seu mentor Rei D. Carlos I no Terreiro do Paço ou com o Sidónio Pais que governou cerca de um ano até ser despachado à porta da estação do Rossio.

            Em Portugal, sabem os lúcidos, qualquer ditador ou candidato tem de ser despachado a tiro ou à bomba antes de se instalar comodamente nos palácios do Poder. Caso contrário, arriscamo-nos a voltar a ser um povo perseguido durante décadas



Publicado por DD às 18:23 de 07.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Se não mudarmos de rumo ...

O manifesto em livro

     O manifesto dos economistas aterrados, e já não aterrorizados, sairá no final do mês de Março:
 
     A Europa foi construída, durante três décadas, a partir de uma base tecnocrática que excluiu as populações do debate sobre a política económica. A doutrina neoliberal, que assenta na hipótese - hoje indefensável - da eficiência dos mercados financeiros, deve ser abandonada. É necessário abrir o espaço das políticas possíveis e colocar em debate propostas alternativas e coerentes, capazes de limitar o poder financeiro e de preparar a harmonização, no quadro do progresso dos sistemas económicos e sociais europeus. Isto supõe a partilha mútua de importantes recursos orçamentais, obtidos através do desenvolvimento de uma fiscalidade europeia fortemente redistributiva. Também é necessário libertar os Estados do cerco dos mercados financeiros.    
    Apenas deste modo o projecto de construção europeia poderá encontrar a legitimidade popular e democrática de que hoje carece.


Publicado por Xa2 às 13:07 de 07.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

IDOSOS – ABANDONO E SOLIDÃO

O papel que freguesias e eleitos respectivos deveria desempenhar a este nivel.

Os mais recentes acontecimentos, de casos de cadáveres, com mezes e anos, em putrefacção nas habitações em que (supostamente) viviam, deveriam ser motivo de profunda e ponderada reflexão, por parte da sociedade em geral e, muito particularmente, pelos eleitos locais, nas juntas de freguesia.

Muitas vezes e com alguma razão os eleitos (sobretudo nas freguesias urbanas) se queixam de forte dependência das atribuições que, através de protocolos, as respectivas câmaras lhes concedem e, concomitantemente, da falta de autonomia e competências próprias para desenvolverem actividades e realizar trabalhos junto e para beneficio dos respectivos fregueses.

Tais queixumes, têm tanto de verdade como de hipocrisia, na medida em que, em muitas áreas, têm tanto competências legais como os meios, só que nem umas nem outros são geridos com a parcimónia e a eficácia que as circunstancias exigem que se faça.

Casos há em que 75% ou mais dos orçamentos respectivos corresponde a encargos com pessoal cuja actividade quase se não conhece e quase não vai além do mero trabalho burocrático e de secretaria.

Uma boa gestão de tais recursos (humanos, materiais e económicos) possibilitariam, sem qualquer dúvida, um levantamento da realidade demográfica existente na freguesia no sentido de obter elementos sobre quantas são as pessoas a residirem sozinhas, aquilatar de eventuais contactos de familiar mais próximo, respectivas idades e género, necessidades mais elementares e, evidentemente, visitas regulares.

Se assim se preocupassem e procedessem, os autarcas que elegemos, não nos depararíamos com as humilhantes noticias sobre cadáveres abandonados com que ultimamente fomos “brindados”.

Parece que a nossa actual sociedade se tornou tão profundamente materialista que deixou de cultivar sentimentos e já desconhece tudo que sejam princípios societários. A continuarmos nesta senda não somos dignos de cidadania nem de viver na Cidade! É uma pena...



Publicado por Zé Pessoa às 00:13 de 07.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Obras de 6,5 milhões de euros esqueceram antigo palacete

O Jornal de Noticias publicou em 05.03.2011, uma notícia sobre o Palacete na Quinta das Conchas, reportagem efectuada pelo jornalista Cristiano Pereira.

O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” enviou um requerimento à presidente da Assembleia Municipal, Simonetta Luz Afonso, com vista obter esclarecimentos sobre o assunto. Resumidamente, os ecologistas pretendem que se clarificado os motivos que levaram a CML a não proceder a obras de requalificação de intervenção efectuadas em 2005 e quais as diligencias que prevê a autarquia fazer com vista a requalificação do imóvel. Fonte do Gabinete do Vereador Sá Fernandes disse que “ esta a ser estudada uma solução que seja viável”.

Em relação ao corte de árvores e segundo a CML, aquelas estavam doentes desde 19 de Janeiro. Vai ter lugar uma intervenção na vegetação para limpar o arvoredo deste espaço e melhorar as condições de segurança e que se está a proceder à remoção de árvores mortas, ou identificação como o risco de queda e a realizar trabalhos de limpeza de ramos secos, de controlo de infestantes e de desrame de árvores em desequilíbrio, ou a prejudicar o desenvolvimento saudável de outros exemplares.

Lisboa e em particular o Lumiar, ficam a aguardar notícias sobre a solução desejável, que passa na minha opinião pela requalificação do Palacete e, continuo achar que não ficava nada mal à CML, junto das entradas/saídas colocar informação, sobre as actividades a desenvolver na Quinta, para evitar mal entendidos.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:07 de 07.03.11 | link do post | comentar |

Foi o povo pá... "A Luta é Alegria", vence o Festival da Cancão 2011

Os Homens da Luta vencem o Festival da Canção 2011 com “A Luta é Alegria

Os Homens da Luta irão representar Portugal em Dusseldorf (Alemanha) a 5 de Maio, tendo sido os grandes vencedores da 47ª edição do Festival da Canção, ocorrido no passado sábado, 5 de Março, na RTP.

A letra da canção vencedora, preferida por 28 por cento daqueles que votaram pelo telefone, foi escrita por Falâncio, que anunciou a presença dos Homens da Luta na manifestação da Geração à Rasca, que irá percorrer as ruas de Lisboa no próximo dia 12 de Março.

Não sei se é para rir, mas o povo foi quem mais ordenou, foi o povo pá…

João Carlos Antunes


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Publicado por Gonçalo às 20:44 de 06.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

PCP: 90 anos...

Os 90 anos do PCP e a bílis do(a) editorialista do Público

   O Publico é o jornal impresso que leio todos os dias. Hoje (6.3.2011) na 1ª página, de forma pouco destacada, remetia-se o leitor para 2 páginas interiores onde um conjunto de jovens foi perguntado pela jornalista sobre as causas da sua atracção pelo PCP, no momento em que este partido completa 90 anos da sua existência.

   A peça era oportuna pelo aniversário mas também pela indesmentível constatação que qualquer pessoa mìnimamente atenta fará sobre a grande componente juvenil, aguerrida e portadora de uma grande simpatia, que existe na vida do PCP.
   Fiquei, naturalmente satisfeito.
   Não é todos os dias que falar de forma objectiva sobre o PCP se pode encontrar na generalidade dos media. E é consabido que, de entre os partidos com assento parlamentar, o PCP é aquele que mais maltratado é pelo evitar dos factos e o optar por clichés rançosos.

   Estava eu ainda nesta reflexão quando tropecei no editorial aparachik.
   Retenho as seguintes expressões sobre o PCP: "Militar no PCP é uma questão de crença", " o PCP que Alvaro Cunhal preservou em embaciadas "paredes de vidro", "Jerónimo de Sousa mantém o (PCP) no rumo antigo sem o mínimo desvio, que lhe seria fatal", "O PCP chega aos 90 anos sem que seja possível atribuir-lhe uma idade real", "pertence a uma época que já quase desapareceu, "Milhares vão-no mantendo vivo contra todas asv evidências da história", "o comunismo que deu nome ao PCP no mundo real só produziu inomináveis tragédias" e "isso só ajuda a acentuar o seu anacronismo". Em matéria de citações por aqui me fico porque o textinho praticamente se esgota nisto.
    Alguma pessoa escreve isto sem estar a fazer o frete a alguém? Que compensação espera o(a) autor(a) desta prosa por tanta bilis derramada?
   Seria bem mais interessante tentar compreender o que são as convicções e porque as têm aqueles que militam no PCP, arriscando emprego, carreiras, rejeitando mordomias e corrupção intelectual e económica. É desta massa que o país precisa para sair do buraco para o qual os "democratas" o mandaram. E não só no PCP - entendamo-nos - existem tais pessoas.
   Seria interessante ler "O Partido com paredes de vidro" para discernir sobre onde andam os "embaciamentos".
   Seria interessante reflectir sobre o destino que tiveram, ao longo destes quase quarenta anos, todas as invocadas fatalidades, anacronismos e mortes anunciadas do PCP. E porque é que isso decorreu de aqui estarem comunistas, com pés bem assentes nesta terra, a ombrear e a dar força aos que mais explorados são e potencialmente mais importantes serão na "ruptura" necessária com um estado de coisas que nos asfixia, nos subalterniza, nos faz a vida num inferno e o nos quer tirar o futuro.
   Seria interessante reflectir sobre a leitura que o PCP (e não só) fez sobre a derrota de muitas experiências socialistas, como isso é coerente com a linha política e programática do PCP ao longo dos anos, como o PCP defende as liberdades e a democracia, aponta propostas não só ousadas como realistas e susceptíveis de serem aceites por muitos outros, incluindo filiados noutros partidos.
   Seria interessante não esquecer que as tragédias em Portugal envolvendo comunistas são as que eles (e outros) sofreram nas prisões, no ceifar de vidas, nas perseguições e torturas.
   A quem escreveu esta prosa, recomendo a utilização da bílis naquilo para que ela existe.
   Sob o anonimato escapou à crítica directa mas francamente não sei se vale a pena falar mais de si, múmia borolenta que ainda faz ressoar palavras ininteligíveis neste tempo a que você deixou de pertencer.


Publicado por Xa2 às 20:07 de 06.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

No Lumiar, Estúdios da Tobis à venda, um ícone do Cinema Português

O Estado Português quer vender a sua actual participação maioritária no capital da Tobis, o estúdio histórico do cinema português, localizado no Lumiar, em Lisboa. A base de licitação para a operação pode aproxima-se dos sete milhões de euros.

O anúncio da venda já saiu em Diário da República, com a indicação de que as propostas de aquisição deverão ser entregues junto do Instituto de Cinema e Audiovisual, até 9 de Março próximo. Nesse mesmo dia, as propostas recebidas serão abertas em sessão pública.

Gostaria de deixar um pouco da sua história, é sempre bom reviver momentos de ouro do cinema Português e da sua ligação ao Lumiar.

Em 1920 – Francisco Mantero vende terreno com antigas edificações da Quinta das Conchas, mediante escritura de 5 de Janeiro, à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha.

Em 1932 – A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm é constituída a 3 de Junho. Um mês de depois, adquire uma parcela de terreno da Quinta das Conchas, outrora vendido por Francisco Mantero à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha e aqui nascia o primeiro estúdio da companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm.

Em 1934 A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm, que entretanto mudou a sua designação para Tobis Portuguesa, inaugura a 17 de Agosto o novo estúdio, aqui viriam a ser filmados obras como:

A Canção de Lisboa, realizado por Cottinelli Telmo (com Beatriz Costa, Vasco Santana, António Silva e… Manoel de Oliveira). (1933),

As Pupilas do Senhor Reitor, de Leitão de Barros, segunda longa-metragem. (1935),

Maria Papoila, de Leitão de Barros. (1937),

João Ratão, de Jorge Brum do Canto, apresentado com o filme cultural Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul de Fernando Fragoso e Raul Faria da Fonseca. (1940),

O Pai Tirano, de António Lopes Ribeiro ou O Pátio das Cantigas produzido por António Lopes Ribeiro e realizado Francisco Ribeiro (Ribeirinho). (1941),

O Costa do Castelo, de Arthur Duarte. (1943),

A Menina da Rádio, de Arthur Duarte,

O Leão da Estrela, de Arthur Duarte, com António Silva, Milú, Erico Braga, Curado Ribeiro, Laura Alves, Artur Agostinho, Maria Olguim. (1947).

A Tobis, teve um papel importante no âmbito da indústria cinematográfica nacional, na sua contribuição para o desenvolvimento do cinema em Portugal e na sua inserção no contexto mais geral da história contemporânea portuguesa; próximo de 80 anos de história na fabricação de cinema em Portugal, está a viver uma página negra na sua história, o futuro para os 66 trabalhadores não está fácil, a maioria com mais de 25 anos de casa, não são excepção no que toca por vezes ao pagamento dos salários em atraso.

Os estúdios estão integrados numa malha urbana, bastante apetecível aos especuladores imobiliários, vamos ver o que este filme nos reserva, esperando que tenha um final feliz.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 10:59 de 06.03.11 | link do post | comentar |

Cidade sem limites

A cidade onde o incrível acontece o tempo todo.

Uma cidade cujas ruas e edifícios são familiares, mas cujos habitantes, e as leis da física, são alimentados exclusivamente pelo subconsciente.

Impossível? Claro que sim. Mas isso não significa que não podemos sonhar com isso.


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Publicado por JL às 10:41 de 06.03.11 | link do post | comentar |

Sedução Ortográfica

Trata-se de uma redacção feita por uma aluna do curso de Letras, que ganhou o primeiro prémio num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa. Achei-o tão interessante e engraçado:

«Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco à tona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: óptimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a movimentar-se: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois géneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objecto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular: ela era um perfeito agente da assiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjectivos aos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois olharam-se, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. Que loucura, meu Deus. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objectos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.»

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Publicado por JL às 00:43 de 06.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Uma descoberta “macabra”

Segundo hoje publica Rui Rio terá alertado, esta quinta-feira, que a situação que o país atravessa "é de tal maneira grave que uma simples troca de Governo não é suficiente", sendo necessário intervir ao nível do regime. Mas "a reforma mais urgente é a da Justiça" que, diz o presidente da Câmara do Porto, "está pior do que no tempo da ditadura".

O que estes políticos conseguem descobrir! É mesmo um caso de admiração, com tais mentes iluminadas, não se entende como é possível o país estar “em apuros”, como afirmou, ontem, Jorge Sampaio, ex-presidente da República.


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Publicado por Otsirave às 11:02 de 04.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

DESTAQUE DO MÊS
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