Cidadania anti- ''Bangster''s e a barbárie de ''mercados'' especuladores

 

Via Tribuna Socialista (Libertário)

 

   "A crise que atravessa o mundo não é um desastre natural nem um acidente de percurso. Faz parte, como outras que a precederam, dos próprios mecanismos do sistema capitalista em que vivemos. Quando os negócios perdem rentabilidade e os investimentos deixam de gerar os lucros necessários, a crise torna-se um pretexto para baixar salários, privatizar bens ou serviços essenciais (água, energia, saúde, educação), reduzir direitos e conceder mais privilégios aos privilegiados.

    Depois de vários governos terem injectado fundos públicos (pagos pelo contribuinte) no sistema financeiro – para cobrir os prejuízos provocados pela especulação no sector imobiliário – o problema da dívida pública ganhou uma imp  ortância decisiva. Esse mesmo sistema financeiro cobra agora juros cada vez mais elevados aos Estados, pelos empréstimos de que estes necessitam para relançar as respectivas economias e assegurar o seu funcionamento. Os «mercados» procuram compensar as suas perdas através da dívida pública e os governos agem por sua conta (dos ''mercados''), impondo políticas de austeridade e fazendo os trabalhadores pagar a crise.
     A luta contra o pagamento da dívida é um dos elementos essenciais da resistência às imposições da alta finança mundial. Recusamos-nos a pagar para manter o capitalismo agarrado à máquina. Por todo o lado se formam grupos, movimentos e organizações para juntar esforços nesse sentido, superando o isolamento nacional e colocando a questão no plano internacional.

É tempo de começar a fazê-lo, também aqui."

(in, http://jornadasanticapitalistas.wordpress.com/)



Publicado por Xa2 às 07:07 de 04.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Novos sinais de trânsito e portagens a vigorar brevemente

A cobrança de portagens que teve início a 15 de Outubro do ano passado nas SCUT Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata e, segundo o Governo, até 15 de Abril o mesmo regime será alargado às SCUT Interior Norte, A-24; Beiras Litoral e Alta, A-25; Beira Interior, A-23 e Algarve, A-22 e aos lanços das três concessões do Norte não abrangidos na primeira fase.

Assim e nos termos do diploma que acaba de ser publicado, Decreto Regulamentar n.º 2/2011. D.R. n.º 44, Série I de 2011-03-03, vão começar a ser colocados novos sinais de trânsito nas até agora designadas auto-estradas «Sem custos para o utilizador - SCUT».

Conforme se pode constatar no mapa abaixo, alcatrão não nos falta, muito foi, por este país fora, de Norte a Sul do Litoral ao Interior (menos neste caso) do dito espalhado. Agora há que paga-lo, pois claro!

Esta é a lista de auto-estradas portuguesas:


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Publicado por Zé Pessoa às 00:07 de 04.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

DIÁLOGO COM A CIDADE – Grafite

Para quem está na cidade de Lisboa e passa na Av. Fontes Pereira de Melo, vai encontrar três edifícios emparedados, mas com desenhos surpreendentes sobre os suportes das fachadas e alçados laterais.

Desenhos que expressam algumas emoções, através dos elementos que compõem as várias obras ali gravadas, associado a um ideal de belo, conseguem absorver a nossa atenção, ficando para segundo plano o facto de os edifícios estarem devolutos.

Esta arte urbana é um produto da evolução da humanidade que expressa as suas experiencias e emoções criando este tipo de diálogo intencional, conseguindo interferir na Cidade, especialmente se considerarmos a paisagem urbana de Lisboa, abandonada, este tipo de arte, na minha opinião deixa a cidade menos tristes e monótona.

João Carlos Antunes


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Publicado por Gonçalo às 00:04 de 04.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

A resistência de Sócrates serve Portugal

Num artigo do "Financial Times" desta semana, Paulo Rangel e Marques Mendes são citados como sendo a favor de que Portugal peça ajuda externa o mais rapidamente possível.

Parece que as coisas se perspectivam mais ou menos assim, para alguns dirigentes do PSD: Portugal é forçado a pedir apoio maciço externo, reconhecendo de uma vez por todas que as taxas de juro da divida pública são incomportáveis. Imediatamente o Presidente da República convoca eleições, que o PS vai perder e o PSD vai ganhar, quem sabe até com maioria absoluta. Haverá lugares para "boys" e "girls" que estão fora do poder há anos. E o principal problema de Portugal, isto é, o facto de termos um governo liderado por José Sócrates, ficará resolvido. Vamos todos à nossa vida renovados, com o sol a brilhar e os horizontes largos. A cereja em cima do bolo será que o PSD poderá enquanto governo responsabilizar o PS, a Angela Merkel, a Comissão Europeia, ou o Jean-Claude Trichet, à vez, por tudo o que de medidas de austeridade tiverem que ser tomadas durante toda a legislatura.

Infelizmente, esta atitude tão "blasé" do PSD em relação à inevitabilidade da ajuda externa é contrária aos interesses do País. A ideia de que uma intervenção externa igual à da Grécia e Irlanda pode ser benéfica para Portugal já foi desconstruída várias vezes. Desde logo, pelo que está a acontecer naqueles dois países: desde que solicitaram ajuda as taxas de juro associadas às suas dívidas públicas não desceram. Pelo contrário. Actualmente os mercados estão interessados em testar a solidez do euro. O que está em causa é a própria sobrevivência da moeda única.

Se houver ajuda externa nos mesmos moldes que na Grécia e na Irlanda, haverá sérios efeitos económicos, como tão bem explicou Pedro Santos Guerreiro no editorial de quarta-feira deste jornal. A começar pela fuga de capitais que afectará os bancos, mas não só. Haverá também gravíssimos efeitos políticos, que atingirão não apenas o PS mas toda a classe política com responsabilidades governativas desde a entrada de Portugal na UE. A crise de soberania política que se abaterá sobre nós fará alicerces em cima de um fosso crescente que existe e tem vindo a agravar-se desde 2003 entre políticos e cidadãos. Por isso, esta ânsia do PSD em derrubar Sócrates, ao ponto de abrir os braços a uma ajuda externa maciça é um bocadinho como aqueles que apoiaram a guerra no Iraque porque serviu para tirar o Saddam do poder.

Ao longo dos últimos meses, José Sócrates e Teixeira dos Santos têm feito bem em resistir às supostas evidências de necessidade de recurso à ajuda externa invocadas por um coro de operadores económicos, muitas vezes anónimos, e agora pelo PSD. Sócrates será teimoso, mas a sua resistência tem objectivos políticos reais. Porque enquanto Portugal tem resistido, a conjuntura e a forma de auxílio a Portugal tem-se tornado ligeiramente mais favorável.

De facto, essa resistência já deu frutos. Quais? Bem, tem servido para que a Europa - e sobretudo a Alemanha - dêem passos no sentido de assumirem esta crise como uma crise do euro, e não uma crise dos "gastadores do Sul". Temos de assumir as nossas responsabilidades no que respeita ao défice orçamental, mas não somos responsáveis pela vontade que alguns operadores de mercado têm de testar a solidez da moeda europeia. No momento que escrevo, Sócrates e Merkel reúnem para decidir se vai ou não haver uma possibilidade de acesso a uma linha de crédito europeia, sem necessidade de recurso a ajudas maciças, desde que o País se comprometa com objectivos de redução de défice e de reformas. Seria um bom compromisso.

Visto desta perspectiva, o PSD não deveria fazer mais do que colocar-se responsavelmente na oposição, tal como sugere Pacheco Pereira numa entrevista desta semana honrando os seus compromissos tanto orçamentais como do PEC I e PEC II. E apoiando patrioticamente os esforços do Governo em negociar na UE um acordo que impeça que Portugal sirva como mero "firewall" de Espanha, essa sim o verdadeiro teste à solidez do euro. Neste momento, tempo é dinheiro e mais do que isso. Tempo é soberania.

Marina Costa Lobo [Jornal de Negócios]



Publicado por JL às 00:01 de 04.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Carris acaba com carreiras

Uma das mais significativas alterações diz respeito à carreira nº 7 que, fazendo os percursos Senhor Roubado/Odivelas a Campo Grande ou à Praça do Chile, serve passageiros, nomeadamente, das freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar, será uma das extintas.

Compreende-se que, nas actuais circunstancias e, com os elevados constrangimentos económicos que afectam as empresas públicas, estas se vejam obrigadas a reduzir custos, contanto que os serviços a que estão obrigadas a prestar às populações não sejam afectados.

Por outro lado e, para bem de quem utiliza os transportes públicos, os próprios deviriam, sempre e sem qualquer esquecimento, “obliterar” ou fazer o “passe verde” conforme agora a Carris pede, por forma a aferir da utilização das carreiras. Sem utilizadores não é bom uso os autocarros circularem vazios e esbanjar dinheiro pago pelos contribuintes, utilizadores ou não dos meios postos ao serviço pelas ditas empresas públicas.



Publicado por Zurc às 19:47 de 03.03.11 | link do post | comentar |

Peça a factura, se faz favor


Publicado por JL às 18:53 de 03.03.11 | link do post | comentar |

Vá lá, um pouco de memória

Bem-vindos ao fantástico mundo da Marktest

Já foi no dia 23 mas ainda vou muito a tempo de recordar que, nesse dia, foi divulgada uma sondagem sobre legislativas da Marktest para a TSF e o Diário Económico que atribuía 46% ao PSD, a vinte pontos de distância do PS. E, salvo erro, no dia a seguir, lá ouvi na rádio três ou quatro sujeitos a comentar estes dados (que transformariam Passos Coelho quase num Cavaco de 1987 e 1991) com o ar mais sério e compenetrado deste mundo, coisa que aliás também fariam caso houvesse três dias depois outra sondagem com resultados completamente diferentes, tudo dentro daquele sagrado princípio mediático de que cada dia é um dia dia, cada semana é uma semana e cada mês é um mês, ponto final parágrafo.

A este respeito e embora sabendo que estou a falar para o boneco, uma vez que no país político a memória e o espírito crítico estão pelas ruas da amargura, eu só quero lembrar que foi a Marktest que, no dia 19 de Janeiro, atribuiu a Cavaco Silva mais 37 pontos do que a soma de todos os outros candidatos, diferença que, manhosa e desonestamente, os resultados finais vieram a reduzir para 5 pontos. Estamos conversados, ou não?

Vítor Dias [o tempo das cerejas]



Publicado por JL às 18:48 de 03.03.11 | link do post | comentar |

A Mata encanta madeireiros na Quinta das Conchas, no Lumiar

Com uma área total de 24,6 hectares, (a das Conchas e a dos Lilases) as duas quintas quinhentistas é a terceira maior mancha verde da capital, a seguir ao Parque Florestal de Monsanto e ao Parque da Bela Vista.

A comunidade local olha sempre com alguma desconfiança, quando se verifica a existência de abate de árvores na Quinta das Conchas, tendo em conta o passado recente, bem viva ainda na memória daqueles que se insurgiram contra os “bullying” que esta mata sofreu, motivando por várias vezes a participação da comunidade na sua defesa, obrigando por vezes a resolução de diversos conflitos que envolveram manifestações.

A Quinta das Conchas tem uma zona que é ensombrada por frondosas árvores, denominada por mata, é serpenteada por uma estrutura de caminhos que nos convidam a deambular ao longo do espaço. O elenco vegetal é composto por um conjunto variado de espécies nos transmite uma sensação ainda de um estado “selvagem”.

Fica a sugestão à CML – Divisão de Matas, informar a população que os abates vão acontecer e o porque desses abates.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 11:11 de 03.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

FMI, PELA TERCEIRA VEZ EM PORTUGAL?

Em 1983/1984 a fome assolava o Vale do Ave e o distrito de Setúbal. Foi o tempo em que o bispo daquela diocese peninsular, onde se situa o maior porto marítimo e as melhores praias atlânticas, Manuel Martins, ergueu a voz para denunciar o aumento significativo da praga dos salários em atraso. Essa atitude veio, mesmo entre os seus, a provocar-lhe alguns dissabores e a dar-lhe o cognome de “Bispo Vermelho”. Já poucos parecem lembrar-se de tais acontecimentos. As memórias, mais uma vez, estão encurtadas.

Foram tempos que parecem regressar agora e, com maior gravidade, visto que tanto o desemprego como a fome se disseminaram, esconderam-se e generalizaram-se abrangendo todo o pais e mesmo a Europa. No mundo são factos nunca resolvidos.

Aqueles dois anos (até em termos temporais a coisa é muito mais grave e longa) 1983/1984 ficaram marcados pelas referidas situações de desemprego e de fome, que obrigaram a cortes em subsídios e a reduções salariais impostas pelas circunstâncias e reforçadas pela obrigação dos acordos estabelecidos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que impôs um agravamento extraordinário das condições de vida dos trabalhadores portugueses.

Foram tempos de bandeiras negras, que ficaram como símbolo do protesto dos trabalhadores abraços, como agora, com o desemprego motivado por falências das empresas, pelos salários em atraso, os quais chegaram a atingir mais de cem mil trabalhadores, segundo as contas dos sindicatos, e o fraco investimento em novas áreas produtivas.

Depois de em 1977 ter assinado um primeiro acordo com o FMI, Portugal recorria pela segunda ao fundo internacional para fazer apertar o cinto aos portugueses e, concordantemente, para atacar o agravamento das contas externas que, perante o disparar da factura energética devido ao primeiro choque petrolífero, a isso obrigavam.

Além do empréstimo, conseguido com o aval do FMI, dessa vez, o país viu-se obrigado, também, a vender mais de 111 toneladas de barras de ouro das suas reservas consideradas, até então, das maiores do mundo.

O que Portugal enfrentava, nessa altura como agora, era uma dívida externa a crescer, grandes dificuldades em se financiar nos mercados financeiros internacionais e uma grave deterioração das contas externas, com o agravamento consecutivo do défice das transacções correntes.

A grave situação das contas externas levou, naquele ano de 1983, à queda do Governo da AD (PSD/CDS), provocando eleições antecipadas realizadas em Abril das quais resultou uma vitória do PS, com maioria relativa, que o obrigou a um entendimento com o PSD e à constituição de um Governo de bloco central, chefiado por Mário Soares e tendo como vice-primeiro-ministro Mota Pinto.

Assim nasceu, ideologicamente, o centrão que ainda hoje parece nos governar, seja o dito exercido por um ou por outro dos referidos partidos.

Logo que tomou posse o governo que passou a designar-se de “governo do bloco central” iniciou, de imediato, conversações com o FMI, decorrendo as negociações a partir de 18 de Julho e culminando com a assinatura de um acordo, publicado em 9 de Setembro de 1983.

As medidas tomadas pelo Governo, em acordo com o FMI, assentaram em:

No ano seguinte o governo português viu-se obrigado a rever o acordo e comprometeu-se numa com novas e mais agravadas medidas como:

Se a historia se repetir será a terceira vez que Portugal terá de recorrer a negociações como o FMI e a sujeitar os portugueses a medidas draconianas cujas maiores vitimas, mais uma vês, serão os sacrificados do sistema e da sociedade injusta e desonesta em que continuamos vivendo.



Publicado por Zé Pessoa às 08:42 de 03.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Justiça social e mudança de políticas

Não se muda de políticas, sem mudar de políticos.

 

A manifestação do dia 12 da “geração à rasca” já começa a criar apreensões.

Receia-se que se esvazie o papel dos partidos e dois argumentos são utilizados para diabolizar a manifestação: não se fazem manifestações contra políticos, mas para reivindicar direitos; as manifestações são enquadradas por organizações que representam os cidadãos, pois só estas podem responder por distúrbios ou situações indesejáveis que possam acontecer.

Ora, não se é cidadão, porque há uma organização que o proteja. O cidadão é a razão da política e não o contrário. Ser cidadão é criar expectativas de justiça social e lutar por elas. Um dos direitos fundamentais que os cidadãos têm é de exigir que os políticos sejam coerentes, não criem expectativas falsas e não se aproveitem da “coisa pública” para seu próprio interesse.

Se não há nenhuma organização que represente esta reivindicação, nada melhor que os cidadãos, com sentido de responsabilidade, se manifestarem (uma forma excelente de exercer a cidadania) e com isso criarem condições para que se promovam movimentos que defendam, com energia, os seus direitos.

As organizações são fruto dos movimentos sociais:  isso aconteceu com os sindicatos e, depois, com os partidos. Se estes dão “ares” de se instalarem nos seus interesses, de formarem oligarquias que dominam a política para satisfazer interesses privados, o melhor é os cidadãos virem para a rua manifestarem-se contra esta situação: a política só faz sentido, quando serve a justiça social. Quando esta é negada pelos políticos, não é possível mudar de políticas sem mudar de políticos.     
 # por Primo de Amarante, 2.3.2011


Publicado por Xa2 às 07:07 de 03.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Saída ? : Cidadãos: assumam-se, unam-se e lutem !

O beco

 

    Com uma dívida soberana de montante próximo do PIB e a crescer alimentada pelo aumento das taxas de juro e pelo défice orçamental, uma balança comercial desequilibrada cujo défice tende a crescer com o aumento do preço do crude, uma banca com dificuldades de financiamento externo e incapaz de se financiar à base da poupança nacional, a economia portuguesa encontra-se num beco.

    Os mercados não confiam numa economia em recessão em que os juros que paga pela dívida externa são uma parte cada vez mais significativa da riqueza, os investidores não confiam num país de políticos fracos e onde os tribunais levam uma década a decidir um processo, os funcionários não confiam num governo que durante 5 anos só fez asneiras na Administração Pública, os trabalhadores não acreditam numa economia que só se alimenta de reduções salariais e perdas de direitos, os jovens não têm esperança num país que os rejeita (e obriga a emigrar ou a esmolar) ao mesmo tempo que os obriga a pagar a factura de asneiras do passado.

   

    A solução passa pela exportação mas na última década pouco de investiu na capacidade produtiva, transformaram-se os portos em fontes de rendimento para boys, em vez de se ter apostado na produção de bens transaccionáveis investiu-se tudo nos serviços. Uma boa parte do que exportamos tem um reduzido valor acrescentado ou porque são sectores de mão de obra barata ou porque os produtos exportados têm grandes inputs de matérias-primas importadas. Além disso as exportações são fortemente condicionadas pela conjuntura internacional, que desde a invasão do Iraque tem sido marcada por crises sucessivas.

    Estimular a procura interna poderia ajudar a evitar a recessão mas seria adiar e agravar os problemas, aumentar-se-ia o endividamento externo do sector privado e reduzir-se-ia a poupança forçando a banca a financiar-se ainda mais no exterior. Mas como a procura interna depende da política orçamental tal saída está vedada pois um orçamento expansionista conduziria o país à bancarrota quase em termos imediatos.

 

    Há solução para que o país saia deste beco? Há.

    O Estado deve eliminar imediatamente todos os institutos, grupos, comissões, fundações, empresas públicas e empresas municipalizadas que foram criados com o único intuito de criar empregos bem remunerados para a burguesia política.

    Devem ser cortadas todas as despesas que sejam desnecessárias ou que não contribuem para a eficácia dos serviços. Deve ser combatida a evasão fiscal e eliminadas as empresas que praticando a concorrência desleal destroem empresas geridas honestamente para serem competitivas. As empresas devem seguir os mesmos critérios do Estado acabando com a teia de mordomias que promoveram e apostar no investimento e na criação de novas empresas.

    A actual classe política está à altura dos actuais desafios que se colocam ao país?

    Não, e é isso que leva a que este beco comece a ser um beco sem saída.

  (-por O Jumento )

 «  Chegou a hora.  Cidadãos devem assumir os vossos direitos e deveres !  Unam-se e Lutem !  Por vós e pelo futuro ! »



Publicado por Xa2 às 00:07 de 03.03.11 | link do post | comentar |

Um palacete em ruína na Quinta das Conchas, no Lumiar

Situado na freguesia do Lumiar, à Alameda das Linhas de Torres, a Quinta das Conchas é um espaço verde nasceu da recuperação de duas quintas do século XVI, tendo sido instalada por Afonso Torres.

Após ter passado por várias famílias de proprietários acaba por ser adquirida a 22 de Fevereiro de 1899, por Francisco Mantero, importante roceiro em S. Tomé e Príncipe, também chamada dos Mouros, propriedade de D. Maria Juanna da Conceição Alcobia Tavares.

Em 1966, a Quinta das Conchas e dos Lilases são vendidas à Câmara Municipal de Lisboa (CML), pelo valor de 85 milhões de escudos, mediante escritura celebrada a 14 de Fevereiro.

A Quintas das Conchas foi alvo de uma recuperação importante nos meados do ano 2005, intervenção essa que foi programada a partir de estudos efectuados sobre os sistemas de composição da Quinta, que sustentou uma proposta que assegurasse a sua existência cultural, social e funcional através da recuperação, valorização e gestão do património que a constitui.

Podemos hoje encontrar neste local, duas simpáticas placas a informar “edifício encontra-se em risco de ruir, Por favor não se aproxime, agradecendo à nossa compreensão”.

Peço desculpa, mas por mais compreensão que se possa ter, não consigo compreender, por que razão este palacete até aos dias de hoje ainda não foi recuperado, na perpetuação da sua essência histórica.

João Carlos Antunes

 



Publicado por Gonçalo às 10:42 de 02.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

NO GOVERNO OU NA OPOSIÇÃO, FAZ TODA A DIFERENÇA

Na oposição o comportamento difere (ainda que, por vezes ilusoriamente) de quando estão no governo.

Há quem afirme que, nos tempos correntes, a única coisa que distingue a esquerda da direita se deve à mão com que o larápio mete na algibeira do contribuinte. Os do centro metem as duas mãos, embora nos digam o contrário. E, muitas das vezes em vez de meterem (eles próprios) mandam outros faze-lo por si. Mas a justiça não tem conseguido apanhar uns nem outros.

Ora vejam!

Adriano Rafael de Sousa Moreira propõe (agora que está na oposição) ao Governo cortes, nos vencimentos e no número de chefes, nas empresas públicas. Este, agora deputado do PSD, Adriano Rafael Moreira, que diz que "é necessário que o Ministério das Finanças solicite informações sobre estes casos" a todas as empresas que tutela, tem pouca ética e menos moral para fazer tal exigência.

A média de tais cargos no conjunto das várias dezenas de EPEs são 60 chefes em cada empresa, mas existe o caso da Refer que tem 158 chefes. Há até chefes que não têm subordinados. É, efectivamente,  muita gente disso se não duvida.

O comum do cidadão, contribuinte ou não com os impostos que todos somos, cada vez mais forçados, achará na sua boa fé que aqui temos um honestos deputado. Puro engano este “alto defensor da boa gestão da coisa pública” foi Administrador do Pelouro do Pessoal em três mandatos de Administrações da CP.

Pergunta-se, ainda, o que foi fazer para Assessor da Refer, quando saiu de Administrador da CP e antes de ir para Deputado do PSD?

Já esqueceu onde comeu do bom e do melhor, quando por cá passou mais de 6 anos, hospedado no hotel Tivoli Oriente pago pela CP?

É tão baixo e tão despudorado que não há palavras para qualificar esta situação torpe e asquerosa que só envergonha e diminui aqueles que a tornaram possível!

Este país não vai longe, com políticos deste calibre, que, apenas e só, olham para o próprio umbigo!

Será que as próximas medidas de austeridade vão mesmo abranger a redução de deputados? Eu não acredito, tal é a força lobista dos aparelhos partidários e dos boys que por aí vegetam.



Publicado por Zé Pessoa às 00:11 de 02.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Regionalizar é multiplicar os custos ... e défices democráticos !

Descentralizar em vez de regionalizar

O PSD está, agora, também convertido ao regionalismo. Nós somos um País tão pequeno (do tamanho de algumas regiões de Espanha), que não faz sentido regionalizar.
 
 Percebemos que os partidos queiram mais lugares para os seus apaniguados. Fazer-lhes esse “favor” seria multiplicar as mesas do orçamento para políticos medíocres e seus boys: tudo à custa de mais impostos.

 
Se o Estado central não desenvolve um progresso harmónico, porque aos governos lhes tem faltado o sentido do bem-comum, não será com as regiões que esse espírito será criado.

Não alterando a cultura política que domina nos partidos, as regiões só serviriam para abrir mais as portas ao caciquismo, ao populismo e à demagogia, como já acontece na Madeira e um pouco também nos Açores.
 
A regionalização é uma administração política, com parlamentos, presidentes e uma espécie de governo. Em vez de aumentar lugares políticos pagos pelos contribuintes, deveríamos exigir descentralizar: colocar a capacidade de decisão, onde é preciso que esteja mais próximo dos problemas, onde ela faz mais falta e onde é mais necessária saber decidir.
     ( # posted by Primo de Amarante, Margem esquerda , 15.9.2010 )
 
Da Regionalização, Hoje...    
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, anunciou a retirada da regionalização da agenda política.
Quem sempre foi contra a regionalização, regozijou-se com a notícia e quem, de há muito, a defende, manifestou o seu desagrado.
Pela minha parte e por muito extraordinário que a mim própria me pareça, fiquei aliviada!...

Estranhamente, reitero-o!, porque sempre defendi a regionalização como modelo de proximidade governativa das populações e instrumento de aperfeiçoamento da eficácia do planeamento e da estratégia de desenvolvimento local e regional!

Porém, confesso-o!, agora que melhor percepciono a forma de gestão técnica, ideológica e política dos nossos "eleitos", por uma questão de "controle de danos" - se assim se pode dizer!- e pelo respeito que me merece o dinheiro dos contribuintes, penso que a sociedade portuguesa -ou melhor, a classe política portuguesa!- não merece e não está preparada para gerir a regionalização.

Porquê? Porque - estou certa!- a (in)cultura política, ideológica e técnico-científica da grande maioria dos protagonistas da democracia representativa mais não faria do que gastar milhões de euros na consolidação de estruturas institucionais (equipamentos e logística para si próprios e para a classe de "súbditos" de que iriam rodear-se!) e procedimentos administrativos que, em nome da regionalização, agravariam o défice das contas públicas, adiariam o desenvolvimento regional (que, pelos vistos, mais depressa chegará via União Europeia do que através da governação nacional!) e em nada (ou quase nada!) contribuiriam, de facto!, para o aumento da qualidade de vida das pessoas, prolongando os argumentos da "crise" e do enquadramento nacional e europeu do desemprego...

Por tudo isto, sinceramente!, muito gostaria de um dia voltar a apoiar e a exigir a regionalização... mas, neste momento, conhecendo a dinâmica dos poderes locais e centrais e as suas lógicas de recrutamento, gestão e decisão, considero mais útil ao interesse público o seu adiamento... infelizmente, claro!
(-por Ana Paula Fitas, A Nossa Candeia)


Publicado por Xa2 às 00:07 de 02.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

A democracia no seu pleno

Há dias para tudo e para todos, ora leia!

O que vale é que, enquanto portugueses, somos um povo muito (demasiadamente?) crente e comemorativo. O nosso calendário está coberto de datas efemérides e não há dia nenhum que se não comemore qualquer coisa.

Temos dia dos namorados, dia do pai, dia da mãe, dia de imaculadas, dia das virgens, dia dos pecadores, dia da poesia, dia da floresta, dia do sono, dia do fumador, dia do combate contra o fumo, dia dos sinistrados do trabalho e veja-se até temos o dia do cão, o dia da fruta e o dia do orgasmo. Pasme-se, com o dito ou sem ele. No dia 31 de Julho de cada ano comemore-o, mas é muito pouco se ficar só por aí. Cuide-se e cuide da intimidade da/do sua/seu companheira/ro.


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Publicado por Zurc às 15:26 de 01.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

CENSOS 2011

O Instituto Nacional de estatística vai lançar a partir do corrente mês um levantamento sobre pessoas a habitações, em todo o território nacional.

Desta vez estão criadas as condições para que, quem tenha meios e conhecimentos, possa responder via internet, aos questionários e formulários.

Para as pessoas de idade mais avançada e, eventualmente, que vivam sozinhas aconselham-se cuidados redobrados e os respectivos familiares os devem alertar para que não recebam ninguém “dentro de portas” e aceitem os envelopes com os formulários que os agentes mais tarde os recolhem, depois de preenchidos. Há sempre a tentação de oportunistas e malfeitores se poderem aproveitar destas acções para fins perversos.

Às freguesias da residência compete-lhes, têm legitimidade, e a obrigação de esclarecer e ajudar ao preenchimento dos questionários.

Os Censos, em Portugal, têm historia.

A forma mais antiga e mais directa de conhecer o número de pessoas que, em dado momento, habitam um determinado território, consiste em realizar, literalmente, uma contagem, através duma inquirição exaustiva (habitualmente denominada recenseamento, ou censo) dos indivíduos.

No território que hoje se conhece como Portugal, o primeiro vestígio de realização de contagens que se aproximam de um registo censitário teve lugar no ano 0, por ordem do Imperador César Augusto.

Na Idade Média, durante o período de ocupação dos Árabes na Península Ibérica, foram também realizadas várias contagens.

Após a fundação da nação portuguesa realizaram também vários “numeramentos”, “contagens” e “recenseamentos”, remontando o primeiro de que se tem conhecimento ao Rol de Besteiros do Conto, no reinado de D. Afonso III no século XIII.

Em 1864 realizou-se o I Recenseamento Geral da população portuguesa, o qual foi o primeiro a reger-se pelas orientações internacionais, marcando o início dos recenseamentos da época moderna no nosso País.

Colocar a informação estatística mais próxima dos cidadãos, prestando-lhes, assim, um melhor serviço, constitui o objectivo central da actividade do INE. Nessa perspectiva a criação de uma área específica para os Censos, no Portal do INE, vai ao encontro das necessidades dos utilizadores, facilitando-lhes o acesso a toda a informação censitária.

Assim, neste espaço poderá, também, acompanhar todas as etapas de preparação do Censos 2011, além de:



Publicado por Zé Pessoa às 00:17 de 01.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Aqui mora gente no Lumiar, em Lisboa

Na principal artéria na Freguesia do Lumiar em Lisboa, na Alameda das Linhas de Torres, aos n.º 24 ao 30, mora gente, gente que não devem conhecer grandes confortos.

Este é o Lumiar, que já ninguém acredita que existe. Foram-se as barracas, mas continuam a existir estes casebres, aqui o tempo parou.

A poucos metros do complexo Alvalade XXI, que custou quase 154 milhões de euros, vive gente que corre perigo de derrocada, um cozinhado que cheira a tragédia com gente dentro.

Não é preciso ser especialista para adivinhar o que pode acontecer com as telhas esburacadas que encontramos no telhado, as águas da chuva esgueirar-se por entre os buracos, a fachada, não indicia outra coisa senão a vida de outros tempos; diante das quais quem por ali passa não pode ser insensível, a janela não abre e quem ali mora não pode ver o mundo, do mesmo modo deve esconder o que se poderia ver se a janela se abrisse.

Este post, ninguém pediu para o fazer, não é um caso de política, mas de falta de sensibilidade de quem pode fazer mais e melhor, um comportamento que é apanágio da nossa nação e que existe a necessidade reverter.

Estou a falar de gente!

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:11 de 01.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Cidadãos-pessoas ''enrascadas'' : Manif.-Protesto cheira a jasmim...

"Geração à Rasca"

... há, por todo o mundo, uma geração à rasca!... quiseram reduzi-los à expressão de "imigrantes de 2ª geração" quando, em França, na Alemanha ou na Holanda vieram para a rua mostrar a sua revolta, recearam-lhes o protesto entre os povos do Magrebe e no mundo árabe... mas a geração mais qualificada que as sociedades conhecem, continua a gritar as razões do seu pensar e do seu sentir!
   Desta vez, por cá... de forma "apartidária, laica e pacífica", contra o desemprego, a precariedade, os recibos verdes e os "quinhentos euros"!
   Em Lisboa (e Porto Pr.Batalha), o protesto juntará as pessoas que se lhe quiserem associar no próximo dia 12 de Março, a partir das 15 horas, na Avenida da Liberdade...
   Por uma sociedade mais justa, apoiar a "geração à rasca" é apoiar todas as lutas cívicas pela democracia, a justiça social, a Constituição da República Portuguesa, a liberdade e o direito a uma vida digna!
(-
 


Publicado por Xa2 às 00:07 de 01.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (20) |

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