TV | José Sócrates x Paulo Portas

José Sócrates diz que ganhou o debate televisivo de ontem frente ao líder do CDS-PP.
Paulo Portas recusa implicitamente integrar Governo PS.

 

 


O secretário-geral do PS, José Sócrates, considerou ter ganho o debate televisivo com o líder do CDS, enquanto Portas voltou a acusar o primeiro-ministro.
"Ganhei este debate e vou ganhar as eleições", disse José Sócrates, em declarações aos jornalistas no final do debate transmitido pela TVI.

O líder do CDS, Paulo Portas, recusou implicitamente integrar um Governo de coligação com o PS ao afirmar que "é coerente" e que não deve entregar-se a gestão do empréstimo financeiro a José Sócrates.

"Sou coerente quando disse uma palavra [a José Sócrates, no Parlamento], saia. Eu não entendo que se devam colocar 78 mil milhões que são a última oportunidade que nós temos para pôr o Estado e as contas em dia e para permitir o crescimento económico (...) que se deva colocar a gerir esse dinheiro quem apenas soube gastar mais, desperdiçar mais, endividar mais, ou seja, José Sócrates", afirmou Paulo Portas, após questionado se fará Governo com o PS caso PSD e CDS não reúnam maioria nas eleições de 5 de Junho.

Questionado sobre que entendimentos admite, no debate na TVI, o secretário-geral socialista, José Sócrates respondeu que a atitude do PS "é de abertura e diálogo".

Sapo



Publicado por [FV] às 10:14 de 10.05.11 | link do post | comentar |

Escolhas, custos ... e responsáveis

Uma escolha inadiável

Num artigo muito lúcido no FT a propósito dos rumores sobre a saída da Grécia da zona euro, Wolfgang Münchau termina assim:
      «As elites políticas europeias têm medo de dizer a verdade que os historiadores da economia sempre souberam: que uma união monetária sem união política é simplesmente inviável. Isto não é uma crise da dívida. Isto é uma crise política. A zona euro estará em breve confrontada com a escolha entre um inimaginável passo em frente para a união política ou um igualmente inimaginável passo atrás. Sabemos que o Sr. Schäuble [ministro das finanças alemão] equacionou, e rejeitou este último. Também sabemos que ele prefere o primeiro. Está na hora de o dizer.»
      Óptimo. Já sabemos qual é a escolha do ministro das finanças da Alemanha. Só falta saber qual é a escolha do povo alemão.

O pirómano bombeiro

Cavaco Silva, o pai da economia do endividamento, que estabeleceu com os portugueses o contrato-promessa de tornar o «crédito fácil até ao infinito» para compensar a manutenção de baixos salários (como ontem lembrava oportunamente Miguel Portas, em entrevista ao Público), vem agora dizer que é preciso «mudar de vida», que «não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades, a gastar mais do que aquilo que produzimos e a endividar-nos permanentemente perante o estrangeiro». E di-lo sem pestanejar, como um incendiário que inocentemente se apresenta, fardado de bombeiro, perante o inferno de chamas que ateou.


Publicado por Xa2 às 08:07 de 09.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

PCP e BE iniciaram a mudança de discurso, talvez não seja tarde

Sindicatos destroem a sua mais poderosa arma reivindicativa, a greve.

O recurso ao uso recorrente e corriqueiro de uma arma que, apenas e só, deveria ser usada em último recurso, torna-se ineficaz, além de a voltar contra quem dela deveria beneficiar.

Muitos trabalhadores já perceberam esses factos e circunstâncias erróneas do excessivo uso, por parte dos dirigentes sindicais que, a reboque de certos interesses partidários, recorrem excessiva e abusivamente à marcação de greves.

Esta realidade verificou-se, mais recentemente, com a greve promovida pelos sindicatos da função pública em que a adesão se redundou num claro fracasso para os comunistas acolitados pelos bloquistas, promotores de tais greves.

Mais uma vez, como sempre, estalou a guerra dos números que, para as contas oficiais das instituições públicas a greve não foi além dos 4,52% e para os sindicalistas chegou aos 60%.

Os números, a serem verdadeiros, conforme o DN fez publicação, (algo desconcertantes) foram, na área da saúde, de um universo de 78 mil, só não trabalharam 4.845 e nas finanças a adesão terá rondado os 4,52%. Já ao nível da educação, dos 78582 trabalhadores, terão picado o ponto 4.845 (demasiado preciosismo e muita coincidência!).

Sendo que no conjunto e, conforme divulgado, ao todo os que não picaram o ponto terão sido, em concreto, os 12.583.

O que não se sabe é quantos são os que fogem ou estão isentos de picagem de ponto ou, de qualquer forma, isentos de controlo de assiduidade, coisa que, também, muito frequentemente os sindicatos são permissíveis ou mesmo coniventes com tais irresposabilizações e laxismos.

Contradições, promiscuidades, corrupção de éticas comportamentais que prejudicam todos, muito particularmente os poucos sérios e cumpridores trabalhadores. Tais promiscuidades e faltas de ética nos empurraram ao estádio de irresponsabilidades e laxidão em que nos encontramos e que nos impõem a circunstância de ter vindo do exterior alguém para nos imporem regras de comportamentos e de novas atitudes.

É pena mas não será em vão se aprendermos a lição.

Bastar-nos-á a aprendizagem de novas atitudes e a correcção de erros cometidos, conseguido isso não será necessária a overdose de ultraliberalismo com que o PSD nos pretende brindar, segundo aquela velha máxima de ser mais papista que o próprio papa, sendo neste caso que o papista seria Passos Coelho e seus acólitos e o papa a troika, que nos veio impor as mediadas que deveríamos ter sido capazes de acolher por iniciativa própria.

Sem prejuízo do debate, mais aprofundado, que estas e outras matérias, muito urgentemente, exigem que seja feito.

Tanto como reclamar direitos é igual e primeiramente importante assumir obrigações, o nosso primeiro e, talvez, principal erro foi termos olvidado este principio.



Publicado por Zurc às 23:08 de 08.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

PORREIRO PÁ

Afinal de contas a troika até é nossa amiga

Atendendo aos nossos desvairados hábitos gastadores, corruptivos, hábitos de vilanagem e nepotismos, tanto em políticos como na sociedade, foram muito perdulários no tempo, ao que parece, pelo menos à primeira vista.

A comunicação social, sempre de faca e alguidar para aparar o sangue que ela própria produz, terá ficado algo decepcionada. O sangue recolhido, provocado pelo FMI, BCE e CE, não dará para fazer meia morcela.

Segundo a troika, a de cá (governo, PSD e CDS) que agora reivindica louros desmedidos quando inicialmente sacudiram a responsabilidade negocial uns para os outros, foi feito um bom acordo, um óptimo acordo. O que ficou por dizer, visto que nada está, minimamente, claro, é saber-se quem beneficiará de tanta bondade.

A outra troika (PCP, BE, e CGTP) continua a bradar aos céus dizendo que o país está a ser vendido ao desbarato, que o povo será uma vítima das sanguessugas capitalistas, sem dizer uma palavra de como se recomporiam os cofres vazios e seriam pagos os salários aos trabalhadores que tanto apregoam defender.

Vamos esperar para ver e, desta vez, não será necessários esperar sentados visto que as contas já começaram a aparecer para serem pagas. Viajar agora para pagar depois ou comprar carro novo e começar a paga-lo daqui por dois anos. Tanto o depois como os dois anos expiraram faz tempo. Estão aí os cobradores e não vieram de fraque...


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Publicado por Zé Pessoa às 00:04 de 05.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (12) |

A morte d'Oussama Ben Laden ou A peçonha e o bicho

Nem sempre a peçonha morre com o bicho, como é costume dizer-se

Se é certo (tudo indica que sim) que os guardiões do mundo, os garbosos militares dos Estados Unidos da América do Norte (e desta feita não são conhecidas quaisquer ajudas internacionais de natureza militar), acabaram com a vida do terrorista numero um do mundo, já a mesma certeza quanto ao mal, veneno e terror, por si e seus comparsas espalhado, não se sabe quando terminará.

Do mesmo modo, tambem, não é certo que um dia, mais próximo ou mais longínquo, também acabem outros terroristas e outros terrores que atormentam os cidadãos, os povos e o mundo, quer eles se manifestem pelas armas, pelas drogas, pela prostituição, pela exploração de quem trabalha ou de quem o não pode fazer, pela degradação da ética, pelos vícios culturais ou pela manobra das consciências inconscientes, sejam tais manobrismos feitos através da política, da religião ou da comunicação social.

Espero que me não tomem por terrorista do pensamento ou da escrita



Publicado por DC às 16:36 de 04.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A 'troika', os mitos neocapitalistas, o acordo ... e nós

Uma troika em seis mitos

 por Daniel Oliveira

 

 

    Antes de conhecermos, pela voz dos senhores da troika, a parte má do acordo assinado pelo governo (deixo a análise das medidas para quando as conhecermos em pormenor - há coisas que exigem tempo e ponderação), vale a pena desmistificar seis mitos sobre a intervenção externa: que ela só acontece porque o governo nos trouxe até aqui; que a troika está cá para nos ajudar; que, tendo governantes incompetentes, devemos aceitar que seja ela a governar-nos; que todos temos de nos sacrificar; que temos a obrigação de evitar a instabilidade social; e que o nosso grande problema é ter Estado a mais.  (ver aqui o desenvolvimento).

    Acordar com o acordo

                    [por Ana Gomes]

     O PM veio dizer o que não terá o acordo, em troca dos necessários 78 mil milhões. Sugeriu um PEC IV não excessivamente agravado, que o Governo negociou como pode, entre a metralhagem do PSD sobre os números a partir dos quais se negociava. 
    O que vai implicar o acordo - se vier a ser acordado a nível europeu - a ver vamos, talvez já amanha.
    Importa saber se a corda que nos estendem com este acordo será  só para nos prolongar a austeridade/agonia, pagando aos credores.  
    Ou se vai servir para nos içarmos do fundo do poço, facultando-nos condições para voltarmos a crescer.
    Ou seja, se nos abre algum caminho para, transformarmos a crise em oportunidade, fazendo as reformas estruturais precisas.
    E isso, em última análise, ninguém nos dá ou impõe: só dependerá de nós.
Trata-se de acordarmos com o acordo.

Catroga dixit, voto PSD fugit...



Publicado por Xa2 às 13:11 de 04.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (25) |

Um Isaltino na prisão?, finalmente!

Efeito ou não das pressões externas, parece que se começa a ver a luz ao fundo do túnel que media entre os actos de corrupção e as decisões judiciais.

Segundo avança, esta quarta-feira, jornal «Público» o Supremo Tribunal de Justiça terá rejeitou o pedido de anulação de pena de dois anos de prisão efectiva a que foi condenado Isaltino Morais no ano passado e fez subir para o dobro a indemnização cível a que estava sujeito a pagar.

«Tendo sido confirmada a condenação em definitiva e ela se vier a efectivar, embora seja mais um encargo a suportar pelo erário público as despesas do “hotel” é, todavia uma demonstração evidente que os poderosos começam a cair.

Em Junho do ano passado, já o Tribunal da Relação de Lisboa havia aplicado a Isaltino Morais uma pena de dois anos de prisão efectiva, pelos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais mas (infelizmente na nossa opinião) anulou a pena de perda de mandato, de cuja pena o condenado recorreu.

A Relação condenou, alem da pena de prisão, ainda ao pagamento de uma indemnização cível de 197 266,88 euros, que agora, por decisão do Supremo, aumentou para 463 mil euros.

Da condenação, Isaltino Morais avançou também com recurso para o Tribunal Constitucional, de onde se aguarda a decisão final.



Publicado por Zurc às 12:53 de 04.05.11 | link do post | comentar |

Retratos da direita como embuste

Rui Namorado , 1.5.2011

    1. Mais sociedade”, esse conglomerado de engomadinhos, devidamente temperado por um ou outro renegado mais ostensivo, junta-se, fingindo que pensa, apenas para desenrolar com estrondo mediático a lista das conveniências de alguns patrões de luxo, que pretendem aproveitar a presença da troika neoliberal, para imaginarem novas maneiras de levar ainda mais longe a exploração dos trabalhadores e o confisco de bens públicos pela voracidade ilimitada dos barões do capital.
    2. Tal como antes as matilhas salazarentas pretendiam perseguir como culpados de um crime de opinião os portugueses que não pensavam como eles, algumas das suas projecções ideológicas actuais, revestidas pelo verniz neoliberal, querem perseguir como culpados de um crime de governação os governantes democraticamente escolhidos pelos portugueses, que não governaram (ou não governem) como eles queriam.
Isto é,  se a direita ganha as eleições  governa;  se ganha o PS, ou governa como a direita governaria se ganhasse ou metem-no em tribunal.
    3. O espaço mediático foi invadido por um enxame de comentadores, de jornalistas, de capatazes intelectuais de grandes interesses, de advogados de negócios, de professores de economia falando do estrangeiro, de graves especialistas sociais de inenarráveis banalidades, de inertes politólogos de laboratório. Falando muitas vezes perante verdadeiras obtusidades jornalísticas, vão poluindo os nossos ouvidos com ladainhas previsíveis que traduzem, na sua prosa embrulhada de ideólogos ainda verdes, o jargão neoliberal de antes da actual crise, servido como se continuasse com as mãos limpas, apesar do desastre para onde nos levou.
    Essas carcaças engravatadas, mais ou menos jovens, mais ou menos senatoriais, dividem-se em dois grandes grupos, embora , por vezes se desorientem embrulhando os dois grupos dentro de si próprios.
    Num deles alinham os que insultam grosseiramente o PS e o governo, culpando-os da crise financeira internacional desencadeada nos USA, da tendência da banca internacional para ignorar a ética e roçar a fronteira da criminalidade organizada; atirando-lhes para cima as culpas pela especulação nos mercados das dívidas soberanas e pelo estranho mix de conveniências e tecnicidade, que parece guiar as agências de “rating”. São os que acusam o PS e o Governo do essencial das consequências do neoliberalismo (que afinal defendem ), pretendendo imputar-lhes, como grave responsabilidade, o facto de não serem suficientemente neoliberais. São os que parecem querer mandar o PS e o governo para Peniche, para Caxias, ou quiçá para o próprio Tarrafal. Se pudessem...
     No outro grupo, situam-se os que, sem deixarem de atribuir também ao PS e ao Governo todas as culpas que consigam imaginar, determinam que o PS tem que participar numa solução de poder como disciplinado acólito da direita.
    Trata-se pois de uma cambada de ideias que se atropelam no espaço mediático, numa imensa operação de propaganda, que, no entanto, não tem um norte que verdadeiramente a oriente. De facto, ora parece querer pôr o PS e o Governo na cadeia, ora parece querer obrigá-lo a partilhar o poder com a direita. É como se tivessem medo que os seus desajeitados intérpretes politico-institucionais excedam a margem de asneira que, da sua própria natureza, esperam. E, por isso, querem dispor de alguns socialistas que impeçam os seus capatazes de cairem em todos os pequenos abismos que o dia a dia da governação lhes ponha pela frente.
    4. Fiquei emocionado. Desta vez a direita colocou-se toda na balança da luta eleitoral. Não estou, no entanto, seguro que essa sofreguidão táctica, não a faça incorrer em sobreriscos estratégicos. De facto, a direita classicamente organiza-se, desdobrando-se em centros de poder dispersos, entre os quais avultam quer os centros de poder económico, que de facto mandam, quer os seus partidos políticos, protagonizados por capatazes profissionais, alguns dos quais necessariamente de luxo. Para potenciar a própria eficácia, a intercomunicação entre as duas esferas é fisiológica e discreta.
    Assistimos agora, pelo lado do PSD, à quebra dessa discrição, a uma verdadeira desocultação do que estava escondido. Talvez tenha sido uma precipitação, gerada pela vertigem dos acontecimentos, mas o facto é que se transformou numa verdadeira experiência de um teatro do absurdo. Bem na frente dos nossos olhos, os mandatários fingem mandatar os seus próprios mandantes, para que estes venham, em praça pública, dar-lhes como conselhos as orientações políticas que lhes transmitiram já como ordens nos fisiológicos canais da informalidade.
    Eles talvez tenham temido que o descrédito público, que desgastou particularmente os agentes político-partidários da direita, possa ultrapassar o eleitoralmente suportável, julgando poder minorar esse risco com o apadrinhamento público ostensivo de uns tantos agentes dos poderes de facto económicos. Porém, os riscos de fugirem aos rotinados canais normais são grandes. Por exemplo, a provável ausência dos habituais filtros ideológicos, preparados para travarem as medidas mais brutais ou para as envolverem nos sete véus da dissimulação, pode fazer com que os destinatários da propaganda acabem por perceber aquilo que lhes deveria ser ocultado. Ou seja, que aquela gente defende principalmente os seus negócios, a rentabilidade do seu capital, se possível no quadro dos interesses nacionais, se necessário contra eles.
     Na verdade, o que realmente entrou em cena não foi um generoso impulso para "mais sociedade", mas um egoístico apego a "mais negócios".


Publicado por Xa2 às 08:07 de 04.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Alerta: querem (branquear) a PIDE e o fascismo

Querem branquear a PIDE

A direcção do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM) acaba de emitir o seguinte comunicado:

À Comunicação Social

A direcção do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória manifesta a sua profunda indignação perante o julgamento de Margarida Fonseca Santos, Carlos Fragateiro e José Manuel Castanheira. Não está apenas em causa a liberdade de expressão destes prestigiados intelectuais (e o precedente que este caso pode configurar), mas também o desrespeito pela memória de todos aqueles que, durante o fascismo, combateram por um regime democrático.

Na manhã de 3 de Maio de 2011, acusados por familiares do último director da PIDE/ DGS, vão estar, na barra do tribunal, cidadãos que se propõem preservar a memória da ditadura, e não Silva Pais, um dos maiores responsáveis pelo regime de terror em que se viveu até 1974. As atrocidades infligidas aos opositores, por inspectores e agentes sob a alçada de Silva Pais, enchem milhões de páginas no Arquivo da Torre do Tombo, jamais foram objecto de confrontação por parte desses seus autores, mas não são esquecidas pelas vítimas.

Há poucos dias, foi inaugurada uma exposição na antiga Cadeia do Aljube, em Lisboa: «A Voz das Vítimas». Impressiona pela dimensão que transmite dos crimes cometidos pela polícia política, ao longo de 48 anos. E vem lembrar-nos, de novo, que os autores desses crimes nunca foram julgados. Os obreiros da Democracia, nascida em Abril, não abdicaram de uma atitude de tolerância que se tem revelado enormemente injusta para com os milhares de portugueses que sofreram, até à morte, as consequências de torturas, de prisões, de perseguições, ou o exílio. Foram décadas vividas sob o terror da PIDE /DGS, com o comando de Silva Pais, seu Director.

O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória saúda os acusados neste processo, por se juntarem àqueles que deixam, para as gerações futuras, um legado de memórias desse tenebroso tempo de opressão. Estaremos, sempre, ao lado dos que impedem o branqueamento, quer de um regime que destruiu vidas e famílias, quer dos seus responsáveis máximos. E Silva Pais é um nome que não se apaga da nossa memória.

Em 2 de Maio de 2011

A Direcção do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória

_____________
O julgamento ocorrerá às 9h 15m de 3 de Maio de 2011 no 2º Juizo Criminal, 3ª Secção, Av D. João II, n.º
10801 - Edifício B. Parque das Nações. Metro: Gare do Oriente.
- Por Raimundo Narciso


Publicado por Xa2 às 08:10 de 03.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Será verdade que, agora, já anda por aí muita gente a

Lavar as mãos 

«As empresas [públicas] de transporte estão em pré-ruptura [financeira]"» -- diz o administrador de uma delas.
As perguntas que se impõem são as seguintes: E só descobriu agora? A situação não era já evidente quando aceitou o cargo? E o que fez para a corrigir? E por que é que só agora denuncia a situação, nem por acaso no "think tank" político do PSD?
Há muitos anos que aqui e noutras tribunas venho denunciando, sem nenhum eco,a insustentabilidade do "modelo de negócio" de transportes públicos urbanos de Lisboa e Porto. É evidente que a principal responsabilidade cabe aos gestores políticos (Ministros dos Transportes e Ministros das Finanças) que deixaram arrastar esta lamentável situação. Mas e os sucessivos gestores dessas empresas, que aceitaram geri-las nessas condições, que não fizeram nada para a corrigir, será que podem lavar as mãos assim?!
 
P.S.
Efectivamente é caso par nos perguntarmos: então os outros dirigentes, directores e os sindicatos o que têm andado a fazer? nunca se viu, ouviu ou leu que tal gente alguma vez se insurgisse contra tais, lamentáveis, situações, porquê?


Publicado por Zé Pessoa às 10:11 de 02.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

25 de Abril, sempre?

Sobrinhos de último director da PIDE processam ex-responsáveis do D. Maria II.

Os sobrinhos de Silva Pais, último director da PIDE/DGS, apresentaram uma acção em tribunal contra a autora da peça 'A Filha Rebelde' e os ex-directores do Nacional D. Maria II, que será julgada a 3 de Maio.

Fontes ligadas ao processo disseram à Lusa que está em causa uma alegada insinuação na peça de que o ex-director da polícia política foi um dos responsáveis pelo assassinato de Humberto Delgado, que os queixosos consideram difamatória e ofensiva da memória do tio.

Os sobrinhos de Silva Pais, falecido em Janeiro de 1981, acusam a autora da peça, Margarida Fonseca Santos, bem como o então director artístico do teatro do Rossio, Carlos Fragateiro, e o seu adjunto, José Manuel Castanheira, e pedem uma indemnização de 30.000 euros.

A peça, com encenação de Helena Pimenta, esteve em cena no Teatro Nacional D. Maria II em 2007 e baseia-se no livro homónimo dos jornalistas Valdemar Cruz e José Pedro Castanheira.

«Consideram os sobrinhos que, dentro da total liberdade criativa da autora, houve ofensa à memória de Silva Pais. Em causa estão concretamente três falas da peça», disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Os autores da acção judicial são Carlos Alberto Mano Silva Pais, a residir em Zurique, e Berta Maria Mano da Silva Pais Ribeiro que mora em Portugal.

Considerada uma acusação de âmbito privado por ser uma injúria, o Ministério Público (MP) demarcou-se do processo, não acompanhando a acusação. O MP pode associar-se quando considera estarem em causa bens essenciais para a comunidade, explicou à Lusa fonte judicial.

Silva Pais não chegou a ser sentenciado no processo do assassínio de Humberto Delgado por ter morrido seis meses antes de terminar o processo no Tribunal Militar de Lisboa em que o Promotor Público o tinha acusado de co-autoria moral do crime.

Os sobrinhos do ex-director da PIDE/DGS (Polícia Internacional de Defesa do Estado/Direcção Geral de Segurança) baseiam a queixa no facto de o tio não ter sido condenado.

Este processo corre no 2.º Juízo Criminal do Tribunal de Lisboa e será julgado a 3 de Maio.

Lusa / SOL


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Publicado por [FV] às 11:27 de 01.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

1º de Maio

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Publicado por JL às 00:00 de 01.05.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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