Dar cabo do ganha-pão

(Ferreira Fernandes - DN)

Os tripulantes da TAP vão fazer dez dias de greve.

Eu sempre gostei de gestos atrevidos. Por isso ainda me lembro de René Higuita. Guarda-redes colombiano, brilhou no seu clube, o Atlético Nacional, e na selecção. Era bom, mas tanto como outros de quem já me esqueci o nome.

De Higuita, El Loco, lembro-me. A bola caía-lhe na área, e ele esperava o adversário para o fintar. Deve ter sido o guarda-redes que mais ataques de coração deu aos seus adeptos. Inventou uma defesa, arriscadíssima: quando a bola vinha em sua direcção, pelo ar, atirava-se em mergulho para a frente, mas não a agarrava. Deixava que a bola sobrevoasse a sua cabeça e as suas costas e quando se pensava que ela ia entrar na baliza, com os calcanhares cortava-lhe o perigo.

Chamaram àquela jogada a defesa do escorpião, porque também este se defendia com a cauda. Esperava-se que o ponto alto de Higuita fosse o Mundial de 90, em Itália. A Colômbia chegou aos oitavos e deveria continuar: jogava com o fraco Camarões.

A dado momento, Higuita saiu da sua área e deu-lhe para fintar Millá, um velho e astuto camaronês. Não fintou. E a Colômbia foi para casa. Mas ainda me lembro de Higuita.

Também vou lembrar-me deste gesto atrevido na TAP, do fintar a crise com uma greve - a cauda do escorpião a picar o seu próprio ganha-pão. A concorrente Ryanair também gosta de gestos soberbos: mandou dez rosas ao sindicato, uma por cada dia de greve da TAP.

 



Publicado por Otsirave às 12:31 de 04.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

ATRÁS DE MIM VIRÁ QUEM BEM DE MIM FALARÁ

Nos últimos anos assisti a muita coisa, vi muita oposição a medidas governamentais, eu próprio me opus a algumas medidas e me senti atingido pelos meus interesses, quando um país sofre reformas isso é inevitável e se tiver de enfrentar a maior crise financeira mundial de que os vivos têm memória estão reunidas as condições para todos terem razão para protestar.

Vi muito boa gente dizer que eram eleitores arrependidos, alguns eram figurantes e outros estariam mesmo arrependidos. Mas se a direita governar vou ver muito boa gente que no passado se arrependeu por pouca coisa vir a arrepender-se novamente por muito mais.

Vi muita manifestação em defesa de serviços de saúde sem qualidade que foram encerrados porque o Estado disponibilizou serviços mais modernos. Não tenho dúvidas de que muitos desses vão ter saudade dos serviços que rejeitaram.

Vi muitos professores estarem dispostos a entregar o país a qualquer um desde que os deixassem sossegados com os seus pequenos privilégios. Vou ver muitos professores descontentes por deixarem de ter tido avaliações, mas sim porque com o apoio ao ensino privado será necessário poupar recursos no ensino público, basta aumentar uma ou duas horas de trabalho por semana dando razão ao argumento de que se queriam dedicar ao ensino ou aumentar o número de alunos por turma para quinze ou vinte mil professores se verem definitivamente livres da avaliação porque os desempregados não são avaliados.

Vi muitos polícias protestarem por tudo e mais alguma coisa, protestarem porque as suas ex-esposas deixaram de ter acesso ao sistema de saúde dos polícias e por outras aberrações. Mas vou vê-los protestar novamente quando se puser fim aos serviços remunerados que fazem concorrência desleal à custa do uso dos recursos públicos.

Na hora de defender os nossos interesses é fácil esquecer o que se fez, é por isso que o povo costuma dizer que atrás de mim virá quem bem de mim falará.

[O Jumento]



Publicado por JL às 00:33 de 04.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Ao serviço dos bancos/ ''mercados''... prejudicando economia e cidadãos

Este país não é para trabalhadores

     Ontem defendi que este país não é para crianças. Hoje confirma-se, através de Pedro Romano do Negócios, que este país também não é para trabalhadores: “Portugal é o país da Zona Euro onde os salários vão sofrer a maior queda real, mesmo superior à prevista para a Grécia. Os números são da Comissão Europeia e reflectem, em grande parte, as medidas aplicadas aos funcionários públicos. Em 2013, o funcionário público médio estará a receber quase menos dois salários - o equivalente ao subsídio de férias e 13º mês - do que em 2010. A quebra salarial variará entre 7% e 17%.”
     A lógica insana da austeridade está, como temos insistido neste blogue, na promoção deliberada da redução dos salários no público e no privado, ajudada pelo crescimento do desemprego, a variável de ajustamento por excelência deste euro mal amanhado e que alimenta a crise da insolvência pública e privada. Tudo servido por uma fraude intelectual que ignora, como bem sublinha Ricardo Coelho, o que nos diz a alguma investigação económica sobre as relações laborais e o efeito pernicioso da quebra dos rendimentos do trabalho. Para as troikas o que importa mesmo é ter força política para reduzir o salário directo e indirecto, do salário à pensão de reforma, passando pelo subsídio de desemprego e pela provisão pública de bens sociais.
    As motivações humanas são complexas, o enquadramento ideológico das decisões conta e o conhecimento das alternativas disponíveis é variável. Neste contexto, resta-me desejar que muitos trabalhadores tenham consciência dos seus interesses esclarecidos no momento do votoe para lá dele.



Publicado por Xa2 às 00:07 de 04.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Eu voto PS

Já todos perceberam que o Luminária é um espaço plural de opinião consciente.

Cada um dos seus membros tem a sua própria opinião, respeitada e considerada.

A consciência envolve um olhar crítico que não disfarça opções.

Este processo eleitoral acontecesse por demissão de responsabilidade de vários actores políticos.

O PSD e, o Presidente da Republica, consideraram que a promoção do ódio pessoal, pânico e medo para ser governo.

Infelizmente para a democracia não foram capazes de mostrar defeito que não seja transversal a todos os partidos em escolha.

O PSD quer ganhe quer perca, deverá fazer uma verdadeira introspecção e perceber que politica não é intimidação.

Passos Coelho está refém do frenesim acusatório, não apresentou uma ideia e as que apresentou desmentiu-as e manifestou impreparação.

Em democracia é um dislate pretender imiscuir-se na escolha do líder do adversário e á força chantagear e pressionar as escolhas.

Espero que o PS ganhe as eleições e se sinta preparado e obrigado a gerar consensos sem ódios, no interesse dos socialistas e demais povo português.

Com clareza declaro que prefiro José Sócrates a Passos Coelho para primeiro-ministro e o PS ao PSD para formar governo. 

Gostaria com a minha opção contribuir para um novo tempo, uma nova democracia e, que estas eleições fossem mais do que um confronto de claques.



Publicado por JL às 16:34 de 03.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Voto crítico e vigilante, pela renegociação e responsabilidade

A alternativa que vai a votos tem um nome: renegociação.

(- por Daniel Oliveira)

    Nuns textos falo da única hipótese de respirarmos: renegociar a dívida. Nos outros faço o diagnóstico e falo do que nos espera se seguirmos a receita criminosa da troika. Mas há uma incomunicabilidade que leva a que nos segundos muita gente ignore o que escrevi nos primeiros e me pergunte: e soluções?    A renegociação não é a solução para a crise estrutural com que temos de lidar. Mas é a única saída que permite fazer a escolhas que dão espaço ao crescimento económico para pagarmos o que devemos. Quando se diz "renegociação da dívida" parece que se fala estrangeiro. Não cabe na narrativa sacrificial que foi imposta ao País por quem tenciona ganhar alguma coisa com a crise no processo de privatização do Estado Social. E as pessoas compraram a inevitabilidade de, no meio disto, serem saqueadas.

    No entanto, a inevitabilidade da renegociação fez, nesta campanha, o seu caminho. Responsáveis do PSD e do CDS já a admitem. Extraordinário é que, sendo inevitável, não seja o centro do debate. E ainda mais que esta condição para qualquer solução seja adiada para quando já servir de muito pouco. Quando estivermos em bancarrota já não renegociamos nada. Limitamo-nos a não pagar. E aí, aqueles que, como Sócrates, disseram que renegociar é ser caloteiro terão de explicar o seu calote.

    Ainda assim, o que no início era uma heresia já é aceite por dirigentes da troika nacional. É um avanço e uma vitória dos dois partidos que colocaram o tema tabu no debate político nacional: Bloco de Esquerda e PCP. Os dois partidos que, depois de vários erros de avaliação sobre o estado de espírito dos portugueses - mais tomados pelo medo (e apatia pela alienação cansaço e incredulidade) do que pela revolta -, fizeram as únicas campanhas que se concentraram em temas relevantes para o País. E que tiveram a coragem de defender uma alternativa.

    Essa alternativa terá de ser coordenada com os restantes países vítimas de um ataque sem precedentes das instituições financeiras. Mas para que essa coordenação seja possível é preciso que a sua urgência seja aceite pela classe política de cada um deles. O meu voto, no próximo domingo, não será apenas contra a receita sociopata da troika, apesar disso não ser, como escrevi ontem , um pormenor. Será o voto pela única solução possível.

Como não tenho o hábito de falar em código, digo-o de forma clara: votar no Bloco de Esquerda ou na CDU é a melhor forma de enviar essa mensagem. No meu caso, mesmo irritado com erros de palmatória cometidos por bloquistas e comunistas no último ano, voto no que me está politicamente mais próximo.

    Assumo esta clivagem clara, a que nenhum partido pode fugir: quem acredita na solução da troika terá de responder por ela. Mas quem está contra ela também terá de estar à altura dos votos que receber: fazer todos os compromissos para garantir uma renegociação urgente da dívida e estar disponível para, depois dela, assumir a responsabilidade de ajudar a reconstruir este País. O meu voto é crítico e será vigilante. Mas, nestas eleições, mais do que em qualquer outra, não poderia ser diferente.

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As contas dos três da troika

...

    O último fim de semana passou-se como se tem passado o resto da campanha: em vez de debaterem os problemas do País, PS, PSD e CDS discutem coisas lá deles. Em vez de pensar como salvam o País, preparam-se para repartir o pouco que sobra do bolo, que do programa sabe a troika estrangeira que decide o que esta troika nacional deve fazer.

    Para cortar na segurança social, na saúde, na educação, nas prestações sociais não é preciso fazer grandes contas. Assina-se de cruz o que a troika mandar. O esforço matemático faz-se para saber dos lugares que há para cada um. Quem coliga com quem e quantos ministerios há para os que se coligarem, sendo certo que em todas as combinações estará um barrete de Paulo Portas. A soma seguida da divisão, é tudo o que interessa para quem não pensa muito na subtração que está a ser feita aos direitos e aos rendimentos dos portugueses. É que quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte.



Publicado por Xa2 às 13:20 de 03.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Pepinos porreiros, pá.

Esta é uma foto que se tirou, há dois ou três dias, num supermercado sem Pingo de vergonha com um Doce de espantosa inteligência.

Vejam lá se são capazes de descobrir em que supermercado foi a foto tirada e qual é, realmente, a origem dos pepinos. Uma ajudinha, não é do Belmiro mas tambem apoia o Passos...

Eu próprio já chamei à atenção dos colaboradores desta rede de “vendilhões do templo” pelo facto de terem uma banca de exposição onde diziam promover os produtos portugueses e os lá colocados eram, na sua esmagadora maioria, de origem estrangeira. É aquilo que muito pomposamente se apelida de “publicidade enganosa” mas que dá escandalosas margens de lucro muitas vezes, inclusivamente, com fuga a pagamento de impostos.

Foi com atitudes e situações como estas que nos empurraram para a crise e da qual não sairemos tão depressa, pelo menos a avaliar por estes comportamentos e enquanto eles persistirem.



Publicado por DC às 10:36 de 03.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Razão da troika externa em Portugal

A grandeza dos Homens

Não deveria ser medida

Nem pelo tamanho da sua altura ou corpulência

Nem pela conta no banco

Nem pela riqueza material e carro à porta

Nem pelos cargos políticos e outros, desempenhados ou em perspectiva

A grandeza dos homens deveria medir-se pela afectividade que se nutre pelo semelhante, sobretudo, quando este tem mais fragilidades.

 

Se os nossos políticos sofrem do complexo de Urbios

Não lhes dê vivas

Preturbios

E seja capaz de criar alternativas

 

Portugal até parece que se tornou num país, só, de homens pequenos


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Publicado por Zé Pessoa às 09:25 de 03.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Cultura e pensamento político

--"Não há pior tirania do que a que se exerce à sombra das leis e com cor de justiça."- MONTESQUIEU 

 

--"Se repetires uma mentira muitas vezes, torna-se verdade? Não. Torna-se política." (-autor desconhecido)

 

--"Uma sociedade onde a paz não tem outras bases senão a inércia dos súbditos – que se deixam levar como carneiros e se não exercitam senão na escravidão – não é uma sociedade, é uma solidão." - Espinosa

 

--"Com tirania e violência só se enriquece um reino:  o tenebroso reino das trevas."- BERTOLD BRECHT

 

--"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política.

Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo." -Bertolt Brecht (1898-1956) (via “País do burro”)

 
--"Crer que basta sonhar a força para ser forte, bem vimos ao que isso leva, a que terríveis desastres."- ZOLA , Discurso aos estudantes de Maio de 1893


--"É tempo de dizer ao povo que o povo em massa deve precipitar-se sobre os seus inimigos."- DANTON , Discursos

 

--"O povo há-de erguer o braço; não o duvidemos; há-de pelejar, e há-de vencer.

Façamos quanto em nós está, para que bem o erga, bem peleje, bem vença, e bem saiba usar a vitória."- GARRETT

 

--"A liberdade é uma consequência, uma conquista, não uma ingénua afirmação programática para consolo dos satisfeitos". - RAMÓN DE GARCIASOL , Arte y Libertad  

 
--É justo exigir da árvore da vida os frutos da alegria, as doces maçãs da felicidade.

Mas por que razão, tantos esperam debaixo de eucaliptos por tão ambicionados frutos, quando deviam saber que daí só podem esperar a sombra da tristeza ? (- por Rui Namorado, Talvez um provérbio que poderia ser chinês)

 

--"Os homens são iguais porque são livres; e são livres porque são iguais; eis um círculo vicioso à primeira vista, mas uma demonstração verdadeira e exacta para quem a quiser aprofundar". - ALMEIDA GARRET

 

--«Somos todos bastardos e mestiços, é por isso que somos inteligentes»- Georges Duby, que disse "nous sommes tous des bâtards et des métisses, c'est pourquoi nous sommes intelligents".

 

--"Muralha alguma defenderá o homem que, devido à riqueza, pisa, cheio de insolência, o altar da justiça; há-de perecer".  - ÉSQUILO ( Agamémnon)

 

--"A sociedade mais rica é aquela em que a condição das pessoas é relativamente mais próxima." (com uma grande classe média e poucas desigualdades de rendimentos)- Oliveira Martins

 

-- Muitos nos dão bons conselhos e poucos bons exemplos.’ - SWIFT

 

-- ‘Não se deve ser pessimista; os pessimistas são espectadores.’ - GUIZOT

 

-- "De vez em quando os homens tropeçam na verdade, mas a maioria deles levanta-se rapidamente e continua o seu caminho como se nada tivesse acontecido." - Winston Churchill

 

--"Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito." – cardeal de Retz 

 

--" O produto do trabalho é hoje distribuído na razão inversa do trabalho: a maior parte cabe àqueles que nunca trabalham." - JOHN STUART MILL

 

-- "A maior razão para não conhecer as respostas, é não ter feito as perguntas"... (??)

 

--"A RUA TEM MAIS PODER DO QUE OS GOVERNOS." - Olivier Besancenot (partido anti-capitalista francês)

 

--“Muita gente me diz que sou pessimista; mas não é verdade, é o mundo que é péssimo. O ser humano limita-se na actualidade a “ter” coisas, mas a humanidade esqueceu-se de “ser”. Este último dá muito trabalho: pensar, duvidar, perguntar-se sobre si mesmo…” – J.Saramago, 11.07.2006 - “No soy pesimista, es el mundo el que es pésimo”


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Publicado por Xa2 às 00:07 de 03.06.11 | link do post | comentar |

Novo sindicalismo contra ultra-neoliberais

Em defesa do sindicalismo

Contra a corrente: em defesa do sindicalismo, por uma nova agenda sindical (-por Henrique Sousa )



Publicado por Xa2 às 18:08 de 02.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

OS VERDADEIROS FACTOS DA CAMPANHA
Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituida por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega. E para quem não sabe, os factos que realmente interessam são os seguintes:
1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos
2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB
3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional)
4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.
5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar.
6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses
7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos.
8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações
9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis
10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB
11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB
12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível
13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB
14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado
15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos
16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE
17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos
18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB
19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa
20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia)
21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB
22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais.
22) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade

Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver.
Por Álvaro Santos Pereira
 


Publicado por [FV] às 14:02 de 02.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Privatizem-se os Estados !

Função pública
Passos Coelho defendeu ontem a indexação dos salários da função pública à produtividade.”-Público

    Lembro-me de, desde a segunda metade da década de 80, se ter iniciado - e sempre em crescendo - a introdução das ideias de “exploração” da actividade que é exercida pela Administração Pública (AP) como se de uma actividade privada se tratasse, como se fosse industrial ou, pior ainda, cada Direcção-Geral fosse uma empresa de comércio.

    [A estas ideias, juntaram-se as "parcerias público privadas", o "outsourcing" - 'adjudicando' a empresas, consultores e gabinetes privados ... o 'fornecimento' de bens e serviços que antes eram realizados dentro da AP - e, mais tarde, um novo sistema de 'avaliação' (o SIADAP) dos trabalhadores da AP, e as 'reformas' de vínculos, estatutos, carreiras, categorias e mobilidade 'especial'... tudo tendo como objectivo final a redução do Estado (para o 'mínimo') e o desmantelamento da sua capacidade de produção, intervenção e regulação económica ... Ao mesmo tempo multiplicavam-se institutos e empresas públicas e os custos exponenciais eram escondidos em desorçamentações e contabilidade criativa.]
   

    Começou, entre outras coisas (como a de que a AP tinha que seguir as regras de concorrência, por exemplo), com o seu símbolo máximo: o cidadão - ou outro utilizador dos serviços públicos - deveria ser tratado como “CLIENTE”.
    Ora, cliente é sinónimo de (dizem os dicionários) “pessoa que requer serviços mediante pagamento, que compra algo; comprador; freguês”.
    Ao ponto onde o avanço de tal ideia nos trouxe, parece-me, ninguém tem dúvidas. Mas há sempre alguns que querem mais e não hesitam em atirar tudo ao precipício, no afã de, dos cacos, apanharem uma jóia reluzente.
    Sabemos, não vale a pena metermos a cabeça na areia, que a AP sofreu uma desmesurada inflação nos recursos humanos, no período a seguir à revolução de Abril, como forma de secar potenciais conflitos sociais, tal o nível a que chegou a destruição do tecido económico e, com ele, a possível horda de desempregados, não fosse a abertura de todas as portas, mesmo as que não existitam, a quem quer que se apresentasse à função pública.
    Depois, temos assistido à desenfreada distribuição de lugares públicos, dos mais humildes aos mais elevados, como forma de comprar votos e garanti-los no futuro, quiçá até, dominar pontos chave do poder administrativo do Estado, ou “dividindo” o Estado em tantas partes quantas as que conseguem a imaginação e as necessidades partidárias, quer dentro da Adinistração Central, quer fora dela, criando e fazendo nascer, com mais facilidade que cogumelos, instituições e empresas públicas que prosseguem funções em cumulação com as funções públicas tradicionais para as quais existem Direcções-Gerais ou equivalentes, ou mesmo em contradição com elas, ou fingem que têm algo útil a prosseguir a par delas, e chegámos, sem dúvida, a um corpo da AP insustentável.
    Nunca se viu, ou só se viu de forma tíbia, um partido político “meter o dedo na ferida” e tomar as medidas [PRACE e Simplexes...] que, em minha opinião, são realmente necessárias.
    Tem sido este o caminho escolhido pelos principais partidos políticos que, nos últimos tempos, ou não têm quadros capazes de analisarem as reais causas do estado a que o Estado-Administração chegou ou/e de tomarem as consequentes e necessárias medidas que ele necessita.
   A manutenção do princípio de que o Estado-Administração tem de prosseguir a sua actividade pública como se privada fosse vai-nos atirar, definitivamente, lá para o fundo, onde nem cacos sobrarão.
    Não há outra forma de ver o exercício da função pública (entenda-se, as funções públicas) que não seja como o exercício de uma missão, onde o objectivo primordial é servir, com desprendimento (abnegação, generosidade e independência), os que são a sua razão de existir, quer como fim, quer como meio de financiamento da mesma. De forma racional, q.b., mas não mais que isso. Sem querer dizer que quem se dedica a essa missão tenha que ser “franciscano”.
   A este propósito, sem que esteja totalmente de acordo com o que a sua ironia pretende transmitir, vem bem a calhar lembrar este texto de José Saramago:
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.» - In Cadernos de Lanzarote - Diário III



Publicado por Xa2 às 13:07 de 02.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Poesia & Política

Podia ser: by Catroga


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Publicado por [FV] às 10:36 de 02.06.11 | link do post | comentar |

Rússia proíbe importação de legumes frescos de toda a UE

Inicialmente, o surto infeccioso foi associado a pepinos espanhóis exportados para o território alemão. No entanto, uma responsável pela Saúde Pública em Hamburgo informou na terça-feira que os pepinos espanhóis não são a fonte do surto, que já provocou 17 mortes e mais de 1.400 contaminados na Alemanha e, pelo menos, uma vítima mortal na Suécia.

França cria comité de crise
As autoridades francesas criaram um comité de crise, composto por diversas entidades públicas, para acompanhar a evolução da contaminação bacteriana que já matou 16 pessoas na Europa, anunciou um porta-voz governamental.

E em Portugal?
O Ministério da Agricultura mostra-se indignado coma a atitude russa, uma irresponsabilidade diz o Ministro. “Exagerada e não tem qualquer relação com a realidade, porque não é fundamentada em bases científicas. É uma medida cautela que prejudica todos os produtores – embora nós não exportemos, praticamente nada para a Rússia. Esta é uma mensagem de pânico”.

Fonte: Sapo


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Publicado por [FV] às 10:06 de 02.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Lisboa em festa

            

Faltavam cinco minutos para as 22 horas de ontem (25 minutos de atraso em relação à hora prevista no programa) quando o município lisboeta deu o tiro de partida para um mês de festejos. É caso para se dizer que:

 

Mesmo com a troika em casa

E em tempo de campanha eleitoral

O pessoal quer é sardinha na brasa

A gente quer é festa e muito arraial

 

Mesmo com a troika em casa

Ninguém arreda pé

Quer muita sardinha na brasa

E olé, olé


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Publicado por Zurc às 08:51 de 02.06.11 | link do post | comentar |

Transparência, jornalistas/comentadores e opções político-ideológicas

O exemplo de Pedro Tadeu
    Num país onde quase todos os ex-líderes do PSD são comentadores de televisão ou escrevem em jornais nunca assumindo o seu estatuto partidário, chegando o professor Marcelo a quase se armar em independente o exemplo do jornalista Pedro Tadeu merece o elogio, num artigo reproduzido mais abaixo faz o que muitos poucos jornalistas deste país não fazem, assume as suas opções políticas e informa os seus leitores do seu vínculo partidário.
    Infelizmente não é a regra, é a excepção. (-O Jumento, 1.6.2011)

 

Factos que o leitor deste texto deve saber 
   «Os que me rodeiam avisam: "Não o faças. É um suicídio profissional." Mas não me sinto tranquilo: como pode um jornalista ser honesto com os seus leitores se escrever artigos de opinião política sem revelar as suas opções ideológicas?
    Pululam jornalistas, todos os dias, todas as semanas, a sentenciar o Governo e a oposição. O substantivo "jornalista" distingue-os do académico, do político, do jurista ou do economista que com eles partilham o exercício do comentário político: os jornalistas beneficiam da imagem de equidistância, de imparcialidade e de isenção que a sua posição de observadores privilegiados da sociedade, em princípio, possibilitaria e, até, obrigaria... É uma ilusão.
    O jornalista, como qualquer outro cidadão, não se limita a observar a sociedade, participa nos seus movimentos e, mais até do que a generalidade dos cidadãos, influencia a evolução dos acontecimentos.
     E se é verdade que a moderna técnica de narrativa jornalística pode limpar, nas notícias e nas reportagens, uma parte (só uma parte) das ideias pessoais dos jornalistas - políticas, culturais e morais -, quando se passa para a coluna de opinião, o caso muda de figura.
     É frequente, também, ler na imprensa, diária e semanal, jornalistas a dar lições de ética profissional por causa de notícias polémicas de natureza política. Esses candidatos a "deontólogos", no entanto, nunca revelam ao leitor se votaram, em quem votaram ou em quem pensam votar, se são ou não são militantes de algum partido, se alguma vez se envolveram em qualquer forma de participação política ou cívica, se convivem pessoalmente com algum político. Não são transparentes. A sua lição moral soa sempre, por isso, a falso.
     A cinco dias das eleições é meu dever, dado o que nos últimos meses aqui escrevi, informar os leitores: sou, há mais de duas dezenas de anos, militante do PCP e vou votar CDU. Sou jornalista há mais de 25 anos. Trabalhei no Avante!. Desde 1996 ocupo sucessivos lugares de topo, de chefia ou de direcção, na imprensa generalista de circulação nacional, apartidária. Nunca aí fui acusado de favorecer o meu partido. Também nunca fui acusado de não pensar pela minha cabeça.
     Nos artigos de opinião escrevo, apenas, o que penso, usufruindo em pleno da liberdade que me dão no local onde trabalho. Ora, o que penso e o que escrevo, nestes artigos, repito, de opinião, num jornal que dá muita atenção à política, não podem ser dissociados do que voto. O leitor tem direito, para fazer o seu juízo, para o bem ou para o mal, a saber destes factos...
     Agora, sim, estou tranquilo.» [Pedro Tadeu,  DN]



Publicado por Xa2 às 08:07 de 02.06.11 | link do post | comentar |

“Passos não tem fibra para ser primeiro-ministro” ?

 

Coligação PS/CDS e Marcelo Rebelo de Sousa próximo primeiro-ministro de Portugal?

A presente campanha eleitoral tem sido de uma inutilidade brutal. Chocante mesmo. Os partidos - sobretudo, os principais que deveriam ter mais responsabilidade e juizinho - entretêm-se com questões menores, com superficialidades, até com palhaçadas que não interessam rigorosamente a ninguém. Até parece que o país não está mergulhado numa crise económica, financeira e social sem precedentes. E qual a figura principal desta campanha? Passos Coelho? Não, nada disso. José Sócrates? Também não. Imaginem só: Marcelo Rebelo de Sousa. Dá a sensação de que o comentador da TVI é o verdadeiro candidato a primeiro-ministro de Portugal.

Com efeito, os comentários do Professor de Direito têm merecido uma atenção verdadeiramente inusitada dos candidatos às legislativas. O CDS colocou uma das suas principais figuras, Nuno Melo, a criticar duramente os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa - e teima em não largar o assunto, inventando uma mentirosa e ridícula incompatibilidade com o seu cargo de Conselheiro de Estado. Percebe-se a estratégia do CDS: desacreditar ao máximo o PSD, batento em tudo e todos os sociais-democratas. É uma estratégia arriscada, que Paulo Portas considera eleitoralmente pagante - mas que confirma a paixão dos centristas por José Sócrates. Já o PS, coloca Vieira da Silva, uma figura de proa do atual governo, a dar uma conferência de imprensa - imagine-se só! - para comentar os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa do dia anterior! Quer dizer: o ministro da Economia que andou desaparecido em combate durante meses, sem falar, sem piar, aparece agora, cheio de força....para bater num comentador político! Este país perdeu a noção do ridículo! Então, o PS evita falar dos temas que verdadeiramente interessam ao país, foge das questões atinentes à celebração do memorando com a troika como o diabo foge da cruz, ignora majestosamente o líder do PSD....e Vieira da Silva, o ministro da economia, surge aos portugueses finalmente para falar de....Marcelo Rebelo de Sousa!

O curioso é que parece que é Marcelo Rebelo de Sousa o líder do PSD. O PS e o CDS levam mais a sério as opiniões do professor do que as posições assumidas por Passos Coelho. E a verdade é que as opiniões de Marcelo Rebelo de Sousa têm mais força junto dos portugueses do que as constantes e incoerentes mudanças programáticas de Passos Coelho. O objetivo de PS e CDS - que ensaiam neste domínio uma possível coligação - é duplo:

a) descredibilizar os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, ao considera-lo como o verdadeiro estratega social-democrata, que faz semanalmente um frete ao seu partido - para o tentar silenciar futuramente,

b) Desconsiderar o atual líder do PSD, Passos Coelho, para transmitir a ideia de que não pertence ao mesmo campeonato de José Sócrates e Paulo Portas. Ao ignorarem Passos Coelho, apresentando-o como um fantoche político, o PS e o CDS adensam a sensação dos portugueses de que Passos não tem fibra para ser primeiro-ministro.

(O Politólogo João Lemos Esteves)

Será que seria mais vantajosa, há governação do país, uma coligação PS/CDS que PSD/CDS, pergunta-se aqui e agora?



Publicado por Zé Pessoa às 09:20 de 01.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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