Onde está o Pinóquio?

A diferença entre José Sócrates e Passos Coelho, é que este último mente mais. Duvida? então veja

 


http://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec


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Publicado por Izanagi às 23:25 de 31.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Entre Deus e o Diabo

Padre Frederico e Duarte Lima

Há quem diga que um não existe sem o outro, ou dito de outra forma, um é a razão de existência do outro.

Quem ainda se lembra de um tal padre Frederico que, segundo se dizia na época, tinha a protecção do seu respectivo Bispo na Ilha da Madeira? Seria só do bispo essa, tão divina, protecção que lhe permitiu a fuga para o Brasil?

São poucos é verdade, mas ainda há alguém que não esqueceu e coloca agora a hipótese de uma troca, entre os dois estados irmãos, desses dois “filhos ... de Deus”. Pois se um é padre o outro um, carismático, católico praticante e ilustre ex-deputado da Assembleia da Republica.

Esta será a hipótese que o juiz-desembargador brasileiro, Marco António Silva, coloca para que os arguidos, padre Frederico regresse a terras lusas e o advogado Duarte Lima rume até terras cariocas.

Se for para que se faça justiça, nós por cá, não nos importaremos de contribuir com os nossos impostos para que se entregue “o seu a seu dono”.



Publicado por DC às 22:52 de 31.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

MEE, o novo ditador europeu?
 
Ler mais em:

 


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Publicado por [FV] às 11:24 de 31.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Quando o povo lhes vai às ventas?

Cavaco não dominou a besta que é o seu ego político – e pôs a nu que em matéria de sensibilidade social e sentido de Estado ele e o farsola têm muito pouco em comum para além da sigla que os amarra à mesma classe patronal. Mas isso não adiantaria nem atrasaria ao destino dos portugueses se não fossem eles quem a Europa pôs no poder.

A Europa de Merkel e Zarkozy está tão preocupada com o iminente default dos países do sul como com a meteorologia do Burkina Fasso. Mas isso em nada afetaria os portugueses se a devastação de Portugal estivesse apenas nas mãos do FMI.
As medidas de arrasamento económico e escravidão social impostas pela troika nunca na História solucionaram crises. Mas isso não bastaria para arruinar Portugal se o Governo do farsola tivesse uma estratégia económica e financeira.
Vitor Gaspar não tem a menor ideia de que a obsessiva tara de arruinar o Estado para salvar os luxos e os privilégios do capitalismo selvagem assenta na religião de uma corrente neo-liberal caduca e desmentida pela Ciência e pela História, por incompatível com a equidade, as regras do Estado de Direito e do humanismo da civilização contemporânea e o equilíbrio social que são pressuposto da governação dos povos. Mas isso não seria suficiente para assassinar o País e a Nação portugueses se em Portugal não estivesse instalada uma classe de políticos predadores do bem comum à custa do oportunismo e do compadrio protegidos por verdadeiras mafias corporativas.
Os autarcas, políticos profissionais e demais tachistas reunidos na gigantesca associação criminosa que domina Portugal sublimam a incompetência (de nada terem feito na vida senão a graxa, o compadrio e o lobbing político) com a acumulação de mordomias, privilégios e arranjinhos com que se ajeitam entre si – e o consequente locupletamento ladroeiro à custa do erário público. Mas isso não acordaria o Povo se não sofresse a ladroagem mais que na pele e já no osso.
O Povo português é ordeiro, pacífico e resignado. Mas isso não o levaria da indignação à revolta se todos os pressupostos mínimos da decência não estivessem já a ser grosseiramente violados pela corja no poder.
E é por isso que aqueles que toda a vida lutaram pela cidadania, pelo debate de ideias, pela vitória do pensamento e da palavra justos, já sentem um justiceiro gozo diante desta realidade cada vez mais evidente e iminente: A POPULAÇÃO VAI COMEÇAR A ESPERAR OS POLÍTICOS DA TRAFULHICE PROFISSIONAL À PORTA DE SÃO BENTO E NO TERREIRO DO PAÇO - PARA LHES IR ÀS VENTAS!
E nesse dia, que já se avizinha, havemos de ser muitos mais a rir. Pobres mas livres.
por António Leal Salvado [pegada.blogs.sapo.pt]


Publicado por [FV] às 11:13 de 31.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

LISBOA E OS SEUS CAMPUS HORTÍCOLAS

E o Vale da Ameixoeira é mesmo aqui ao lado

Foram, recentemente, atribuídos 20 dos 38 talhões que compõe o campus hortícola de Benfica, ali mesmo, paredes meias do Centro Comercial Colombo, a correspondente número de beneficiados dos cerca de 350 concorrentes ao respectivo sorteio.

Prova bastante de que tais iniciativas, idealizadas fazem bastantes anos, pelo arquitecto paisagista, Gonçalo Ribeiro Telles, têm forte acolhimento entre as populações.

Essa idealização, defendida pelo prestigiado estudioso do ambiente e da conservação da natureza, para que Lisboa se torne numa cidade aprazível de viver, seja mais, comunitariamente, ecológica e recupere muitas das suas raízes criando uma orla envolvente de hortas “as hortas de Lisboa” começa a ganhar vida.

Depois de Benfica seguir-se-ão, brevemente, os Jardins de Campolide, as hortas de Carnide, de Telheiras, do Vale de Chelas e, espera-se que não fique para último pois terá sido das primeiras a ser equacionadas e estudadas, as do Vale da Ameixoeira.

Aqui, neste vale, onde ainda brota o liquido que irrigou ao longo de muito séculos hortas e pomares, vinhos e pastos que serviram de alimento a rebanhos da mais variada fauna do reino animal desde o velho forte da Ameixoeira até às entranhas do histórico Conselho de Santa Maria de Belém. Do conselho resta a história registada nos respectivos livros de memórias mas, as hortas poderão ser revividas para gáudio e satisfação a quem a elas queira aderir e dos visitantes.



Publicado por DC às 10:30 de 31.10.11 | link do post | comentar |

Boicotar

Não volto a comprar as marcas "Sagres" e "Luso"

   «O presidente executivo da Sociedade Central de Cervejas (SCC), Alberto da Ponte, defendeu hoje que o setor privado deve apostar nos despedimentos como alternativa aos cortes do subsídio de Natal e de férias aplicado à função pública.
Em declarações à agência Lusa, à margem de uma conferência realizada no Estoril (Cascais) sobre impacto e tecnologias de informação na competitividade, Alberto da Ponte afirmou que "dispensar pessoal é alternativa".
   Alberto da Ponte sublinhou a importância de "ter pessoas motivadas" a trabalhar e, como alternativa aos cortes dos subsídios de Natal e de Férias anunciados pelo Governo no setor público, defendeu que no setor privado quem não tiver uma boa performance deve ser dispensado.
   "Não há espaço para as pessoas que não queiram trabalhar, para a não produtividade, no Portugal de hoje", sustentou.
   "É uma medida excelente para aumentar a produtividade. Se peca, é por ser pouco"
   O gestor da empresa proprietária das marcas Sagres e Luso considerou ainda que o acréscimo de meia hora extra de trabalho, outra das medidas anunciadas pelo Governo para 2012, peca por ser pouco.
   "É uma medida excelente para aumentar a produtividade. Se peca, é por ser pouco", defendeu.» [Expresso]
Parecer (de o Jumento):
Como não aceito o que este senhor diz e defende para o país vou boicotar as suas marcas.


Publicado por Xa2 às 07:36 de 31.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Economês do politiquês

O que este governo deveria fazer para tirar o país as situação em que nos encontramos, recessão económica, desemprego, corrupção, ladrões à solta, deficit publico e privado que não mais acaba, etc. etc., era PORRANENHUMA. Ora veja a produtividade que poderia atingir.

Já pensaram naquelas pessoas que dizem que estão a dar mais de 100%, como o agora nosso 1º diz que temos de nos esforçar ?????

Todos nós já estivemos em reuniões em que alguém quer mais que os 100%, não é verdade?

Ora veja como se pode, então, chegar a 200% !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Aqui vai uma pequena matemática que pode ser útil:

Se »  A B C D E  F G  H  I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z,

Corresponderem, respectivamente, 1 2 3 4  5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

Então teremos » S A B E D O R I A = 19+1+2+5+4+15+18+9+1 = 74%

                            » T R A B A L H A R = 20+18+1+2+1+11+8+1+18 = 80%

                            » A T I T U D E S = 1+20+9+20+21+4+5+19 = 99%

 e     F A Z E R P O R R A N E N H U M A =

6+1+26+5+18+16+15+18+18+1+14+5+14+8+21+13+1=200%

 

Conclusão:

A SABEDORIA dá 74% de aproveitamento, enquanto TRABALHAR vai melhorá-lo um pouco.

Já as ATITUDES vão levar próximo da perfeição. Mas, FAZER PORRA NENHUMA vai-te levar ao dobro da tua capacidade !!!

Se o governo actual estivesse quieto parece que o país estaria bem melhor e ainda estaríamos melhor se o BE e o PCP se não tivessem colado ao PSD e CDS.



Publicado por Zurc às 15:43 de 28.10.11 | link do post | comentar |

Quando a crise se agudiza

OS PORTUGUESES TÊM DE REAGIR,

DE SE INDIGNAR,
DE ENCONTRAR SOLUÇÕES
PARA SAIRMOS DESTE INFERNO.

 

 



Publicado por [FV] às 11:18 de 28.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

NA POLÍTICA, É BOM TER AMIGOS...



Publicado por [FV] às 18:22 de 27.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A César o que é de César, ...

 

Corre por aí que a ASAE vai mandar encerrar o Parlamento dado que na última visita que por ali fez descobriu que andam todos a comer do mesmo tacho.

Deveriam seguir o exemplo de Carlos César nos Açores que assumiu respeitar o limite de mandatos embora o que a lei em vigor estipula se lhe não aplique. Há manifesta diferença em relação à atitude do seu homólogo madeirense. 

A mesma exigência, rigor e transparência deveria ser aplicada à vida interna partidária pois, é aí que reside e radicam as raízes corruptoras e mafiosas que minam a sociedade portuguesa.

Quantos socialistas pugnarão por igual coerência e quantos os que lhe seguirão o exemplo no plano interno do aparelho? Não nos parece que sejam muitos, a ver vamos mas continuamos a esperar sentados.



Publicado por Zurc às 15:59 de 27.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Justiça e democracia fiscal .vs. potências privadas

    O  Estado (orçamento e serviços) é genericamente suportado pelo dinheiro dos contribuintes ... (para além do dos consumidores/utilizadores, que pagam IVA, IEC, IA, IMI, taxas municipais, etc).

Mas quem paga impostos sobre o Rendimento, de facto, é quase só a classe média de trabalhadores por conta de outrem.  - Duvida ?!

 - Quem são os contribuintes ? são os que de facto pagam IRC  (entidades colectivas, empresas) ou IRS (entidades singulares, trabalhadores por conta de outrem), que têm actividade ou residem no território português....

   E aqui já há uma diferença importante:  só as empresas têm a possibilidade de ''domiciliar'' a sua sede no local efectivo da sua produção ou no local onde está registada a ''empresa-mãe''/ holding/ sgps ... geralmente em ''lugares/jurisdições especiais'',  com facilidades, benefícios e isenções fiscais - os chamados “offshores”, paraísos fiscais ou zonas francas.

   De facto, neste país, quem paga IR... são principalmente os trabalhadores por conta de outrem (que pagam IRS) ... e  2 ou 3 grandes empresas (públicas ou participadas) que dão lucro e têm sede em Portugal e por isso pagam os impostos devidos (IRC) e entregam dividendos de acordo com a respectiva participação estatal.

    Explicando melhor:

    Relativamente aos trabalhadores / IRS (imposto sobre o rendimento singular):

  1- os trabalhadores por conta de outrem não podem fugir ao imposto/IRS, que lhes é descontado automaticamente no salário, ...

  1.1- se pertencem àquele grupo de pobreza/ classe muito baixa são isentos de IRS ...

  1.2- se pertencem ao grupo de trabalhadores por conta própria ou a “recibo verde” mas de baixo rendimento (e grande precariedade), de facto não têm rendimentos suficientes para serem tributados a sério... embora possam fugir total ou parcialmente ao ‘passar recibos’ e ao pagamento do respectivo imposto (alguns exemplos: 'biscateiros', oficinas, cabeleireiros, lojitas de bairro, …).

  1.3- se pertencem ao grupo de (muito) altos rendimentos de trabalho, estes actuam como empresários criando/ tendo, paralela e directa ou indirectamente,  empresas (unipessoal, Lda e até offshores) por onde fazem passar os seus rendimentos, lucros, dividendos, comissões, ... e/ou às quais imputam custos e despesas pessoais e familiares, fazendo com que na contabilidade não tenham lucro e, portanto, não paguem  impostos (ou só paguem uma ninharia, referente à parte a que não conseguem fugir).

  1.4- dentro do grupo de trabalhadores a pagar IRS resta a “classe média” (com várias subclasses de rendimentos individuais ou por capita do agregado familiar, classe que é cada vez mais pequena e com menores rendimentos, pois é ‘espremida’…) de trabalhadores por conta de outrem (que não podem fugir aos impostos nem são deles isentados), sejam da privada ou do público. Nesta classe enquadram-se grande parte dos técnicos e quadros superiores.

        Relativamente às empresas / IRC (imposto sobre o rendimento colectivo):

  2.1- a maioria das PEQUENAS empresas (enganando ou fugindo ao Fisco) NÃO PAGAM IMPOSTOS  porque «declaram NÃO ter LUCROS»:

     - se tiverem volume de negócios positivo, arranjam todo o tipo de despesas pessoais e familiares que incluem nas contas da empresa para anular esses lucros, e ao mesmo tempo, os sócios e seus familiares usufruem de carros, casas, férias, almoços, telefones, computadores, roupas, seguros de saúde, formação, ... «tudo por conta da empresa», fazendo baixar as receitas e não pagar impostos;

     - ou, simplesmente, têm ''contabilidade paralela'' (ou sem recibos), fugindo ao Fisco.

  2.2- a quase totalidade das GRANDES empresas (e seus administradores, dirigentes, accionistas ... através de 'holdings/SGPS e "fictícias micro-empresas") NÃO PAGAM IMPOSTOS porque têm os seus negócios e rendimentos sediados/domiciliados para efeitos fiscais em OFFSHORES (Holanda, Madeira, Lichenstein, Gibraltar, Caraíbas, ...) - pelo que o  FISCO do Estado Português NÃO cobra/RECEBE nada destas...

    Algo semelhante se passa também com o Imposto sobre Capitais (cujos depósitos da classe média pagam, mas que os ricos não pagam porque os passam através de empresas, “trusts”, fundações, … idem para as propriedades/prédios relativamente ao IMI, etc).

 

    3- Há fortes lóbis/grupos de pressão (de magnatas, “trusts”, fundações, grandes corporações, associações empresariais e profissionais) para manter/obter do Estado importantes privilégios e benefícios, protecções, concessões, subsídios e isenções várias …

    Há grandes interesses privados (nacionais, internacionais, apátridas, sem rosto … de grandes empresas, bancos, especuladores, ...) para controlar e aproveitar-se dos Estados, economias e recursos públicos …

    Estes grandes interesses/lóbis têm recursos e poder que competem com o dos Estados… e usam-nos para apoiar, fazer campanhas, financiar, corromper, … alterar legislação, derrubar governos e democracias ... – são autênticas «potências privadas», não validadas por quaisquer cidadãos e sem peias de fronteiras ou éticas.     

    No entretanto, vão 'pisando' e explorando a maioria das famílias e trabalhadores... e também os pequenos/novos concorrentes ao seu lucrativo nicho ou mercado (oligopolista ou cartelizado).

    Como estratégia global de dominação, estas corporações/ potências privadas, fomentam a falta de transparência, a desinformação, a divisão entre grupos e sectores de cidadãos, de trabalhadores públicos e privados … a corrupção e desacreditação de políticos e o enfraquecimento dos Estados e da União Europeia (reduzindo-lhe os meios técnicos e financeiros, a capacidade de controlo inspecção fiscalização e aplicação da Justiça) para que o interesse e património público possa ser absorvido pela élite e oligarquias nacional e internacional … seja através da transferência/privatização de bens “a preço d’amigo”/ subavaliados, seja através do pagamento de serviços (consultorias, intermediações, ‘out-sourcings’, empréstimos usurários…) com chorudos valores, rendas sobreavaliadas e contratos com cláusulas abusivas e prejudiciais para o Estado/ interesse público/ contribuintes.

 

    4- Assim, todos os discursos e programas governamentais e partidários, todas as medidas que não passem pela prioridade em resolver com Justiça o problema fiscal, transformam-se em medidas populistas (como 'cobrar mais impostos aos ricos...', 'cortar gorduras do estado…', 'aumentar a produtividade e o crescimento', …), são balelas/ falácias para enganar/entreter os papalvos ... para que os contribuintes de facto e os eleitores (a grande maioria mal informados ou alienados ...) não se revoltem contra as «potências privadas» e seus serviçais.

    Para haver JUSTIÇA fiscal e verdadeira Democracia  (e ''equidade na repartição dos custos'' de manter o país/Estado a funcionar... e resolver o problema da/s ‘crise’/s) é necessário, com absoluta prioridade, :

- controlar/ acabar com os “offshores”;

- taxar fortemente as transações financeiras para o exterior;

- exigir que no espaço da União Europeia haja harmonização fiscal (impedindo que uns países ou enclaves façam ''concorrência fiscal desleal''/ ''dumping'' fiscal);

-  exigir/ impor (acordos e instituições com meios adequados para) que haja verdadeira transparência  bancária e de transacções financeiras (acabando também com o segredo bancário), com obrigatória e automática troca de informações entre autoridades fiscais e as empresas/entidades que gerem as ''jurisdições especiais'';

- exigir verdadeira Transparência e publicitação “online” das contas públicas, concursos, adjudicações, contratos, concessões ou parcerias, … isenções, subsídios e contrapartidas … e o respectivo acompanhamento e fiscalização;

- fazer auditoria pública à dívida soberana (para conhecer quem são os credores e os devedores, as componentes de empréstimos e de juros, …);

- proibir importações de países com ‘dumping’ salarial, social e ambiental…

- …

    Isto é uma verdadeira guerra escondida entre as «potências privadas» (formada pela grandes corporações e alta elite capitalista/financeira, com suas marionetas e agentes comprados), a minoria de 1% da população (que tem/ quer controlar a maioria dos recursos, mercados, governos e Estados), contra os Estados dos cidadãos, verdadeiramente livres e democráticos, contra a maioria/ 99% da população (que em grande parte é enganada, dominada e explorada).

    Os cidadãos, eleitores, associações cívicas, sindicatos e partidos defensores da razão e interesse público, têm que se unir e contra-ATACAR estas potências privadas:

 - os seus quarteis-generais/ porta-aviões (os Offshores/ paraísos fiscais);

 - as suas marionetas/ lacaios (governos, deputados, administradores, jornalistas, comentadores e economistas 'do costume'...  submetidos ou comprados);

 - os seus abastecimentos (as transações Financeiras, obrigando estas e as sedes/empresas a pagar impostos como qualquer empresa socialmente responsável); e

 - os meios opacos e nebulosos onde manobram (exigindo-se TRANSPARÊNCIA dos poderes públicos, dos seus actos, nomeações, justificação técnica, decisões, contas, contratos, … legislação adequada e uma Justiça eficiente).

 

Cidadãos, estão convocados !



Publicado por Xa2 às 13:37 de 27.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

Politicos, opinadores de TV e penicos

  

Passam a vida a atirarem-nos com areia aos olhos e ainda lhes pagam, com o nosso dinheiro, para nos fazerem tais mimos. As hipocrisias e invejas que nos consomem.

Quero afirmar, por minha honra, coisa que já vai sendo rara, que não escrevo sob o efeito da inveja nem de outra qualquer razão hipócrita.

Feita a ressalva declarativa de interesse trago à colação esses exactos(?) termos que em rigor (não direi absoluto) têm morto este país e a sociedade que nele deveria viver em harmonia consigo própria.

Sobre a inveja apenas direi que nos tem levado à auto destruição, à pobreza e quase à indigência quando se propagandeiam como excessivos ordenados de 2/3 mil €uros mensais, coisa que seria normalíssima não houvessem fugas de capitais para offshore, roubos descarados em bancos, negociatas de contratos em parcerias publicas com privados, tudo peças de um mesmo puzzle, composto essencialmente por fuga aos impostos e corrupção.

Alguns dos comentadores da televisão pública recebem 600,00 ou mais euros por sessão/semana onde proferem comentários moralistas. Não que o não mereçam, tendo como comparação o que, outros seus colegas, recebem nos canais da concorrência. Contudo embora se diga que, em economia de mercado, é o mercado (mão invisível) que tudo regula, não deixa de não ser uma profunda e hipócrita imoralidade visto que, para um país com uma sociedade em dificuldades, não deveria aceitar a existência de dois pesos e duas medidas.

Aceitar isso é aceitar-se uma sociedade divida em duas metades: de um lado os privados de outro o publico, como se não fossemos todos parte integrante de um todo, que deve observar iguais direitos e obrigações. Mesmo nas TVs privadas não deveriam ser admitidas tais avenças e gratificações, a menos que os intervenientes não aufiram, em outras actividades, o suficiente para viver com dignidade e desafogo.

Como referido, um destes dias, pelo Correio da Manhã, Rui Rangel, Moita Flores, Joana Amaral Dias, o sindicalista Carvalho da Silva, e o bastonário dos advogados, Marinho e Pinto, são alguns dos comprometidos com certas hipocrisias.

Se o Estado tem as dificuldades (foi sendo roubado) que sabemos e por todos reconhecidos é urgente tomar a posição que o antigo presidente americano proferiu, vamos perguntar-nos o que poderemos fazer pelo país e a primeira atitude será prescindirmos da remuneração de certas actividades desenvolvidas a título de serviço público até porque o facto de, a tais individualidades, se possibilitarem “luzes de ribalta” já deveria ser considerada uma honrosa distinção e recompensa.

No plano da hipocrisia deriva do facto dos senhores políticos terem colocado as empresas públicas na situação de penúria financeira em que elas se encontram e não reconhecerem, publicamente, as suas irresponsabilidades, o mesmo que têm feito aos cofres da Segurança Social.

A cereja no bolo, de tanta hipocrisia, conforme um amigo comentava à mesa do café, decorre do facto de um dos assessores do actual secretario de Estado dos transportes ter andado a negociar acordos de empresa que agora renega e quer destruir; o outro facto é ter sido convidado, para coordenar o grupo de trabalho para a reformulação da rede de transportes a entregar aos privados, o senhor que mais dinheiro esbanjou no Metropolitano e ter determinado a estratégia de gestão de recursos humanos, ou seja os ditos acordos de empresa, durante mais de uma década além de influir nas restantes.

Quem ler o presente escrito e tenha facilidade de chegar à fala com esse demagogo ideólogo de quinta-feira a quem um dia passaram a designar de “Ganda Noia” que a avaliar ao preço a demagogia, certamente, receberá, por cada ida à TV, alguns 800 euros, ou com o senhor Álvaro Santos Pereira, digam-lhes que os tais responsáveis que eles andam à procura, para que possam ser julgados, são os que lhes estão a passar a informação distorcida e andam a cooperar com o governo para agora fazer sangue nas empresas que eles próprios usaram e mal geriram.

Conforme comentou Zé das Esquinas, o Lisboeta algures num dos recentes postes, aqui do LUMINÁRIA, a esmagadora maioria dos políticos são como os penicos “estão fora de moda, podem ser de porcelana, barro ou plástico, podem ser pintados à mão ou com decalques, mas lá dentro são sempre idênticos no que têm...”

E ninguém foi/vai preso? Onde é que eu já li isto!?



Publicado por DC às 09:06 de 27.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Melhorar o sindicalismo

E DEPOIS DA GREVE GERAL ?

     Vamos ter uma nova greve geral a 24 de Novembro, no mesmo dia, aliás da que foi realizada há um ano!

O que mudou entretanto?

Muito na situação social e política e pouco no campo sindicalNeste as coisas estão como estavam há um ano!

Depois da greve do ano passado cada Central Sindical foi à sua vida, os trabalhadores que aderiram tiveram a oportunidade de protestar contra as ameaças e medidas de Sócrates, em particular os funcionários públicos, claro! Sócrates, entretanto também foi estudar filosofia e ainda veio um outro primeiro ministro que faz tudo ao contrário do que tinha prometido!

A situação piorou para todos os trabalhadores: mais desemprego, mais cortes, mais impostos!

Vamos a outra greve geral igual à do ano passado, com os mesmos protagonistas e de 24 horas!  E depois?  Voltamos ao mesmo?

A próxima greve geral pode ser diferente e não ser um mero protesto repetido e ordeiro! Pode ser algo de novo que dê esperança a quem trabalha e tenha alguma eficácia. Mas teria que existir uma outra visão política e estratégica dos seus principais actores. Nesta linha seria importante:

1.  CGTP , UGT e sindicatos não filiados prepararem a greve geral em conjunto. Reuniões nos locais de trabalho conjuntas com distribuição de documentos preparados e cuidados no discurso, explicando o que está em curso e o que se vai fazer a seguir á greve geral.

2. Preparação conjunta de propostas a apresentar no CCS (Conselho de Concertação Social), nomeadamente sobre salário mínimo, reforma, despedimentos, participação nas empresas, formação profissional, recibos verdes/precariedade e horários, saúde e segurança no trabalho -tudo no quadro de revitalização da contratação colectiva.

3. Trabalhar para se constituir uma plataforma sindical e social, plural consistente em Portugal capaz de mobilizar cada vez mais camadas da sociedade e  tornar eficaz a luta contra a subversão neoliberal e conservadora em curso.

Sei que existem muitos sindicalistas que gostariam de alinhar num processo destes. Uns não o fazem por fidelidades partidárias, outros porque estão presos a pactos políticos do passado que dividiram as forças sindicais e ainda outros que perspectivam o sindicalismo na concorrência sindical como fosse uma empresa!
Idealista- dizem alguns! De facto, eu diria pragmático, para além de uma dose de esperança!

Mas, por acaso temos outro caminho em Portugal e na Europa? Temos, claro, é o que estamos a seguir e, se nada se fizer, vamos perder muito do que se ganhou no século XX!


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Publicado por Xa2 às 07:20 de 27.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Mordomias de políticos e deficiente cidadania

A revolta contra as "mordomias dos políticos"

por Daniel Oliveira

  Muito se tem falado das mordomias de políticos e ex-políticos. Os subsídios imorais que mantêm. A forma súbita como alguns enriquecem depois de saírem do governo. A revolta dos cidadãos com estes casos pode ser natural, positiva, perigosa, míope ou hipócrita. Ou tudo isto ao mesmo tempo.
    É (revolta) natural porque os mesmos que nos exigem sacrifícios, que roubam o 13º mês e o subsídio de férias aos funcionários públicos, que falam das "gorduras do Estado", que aumentam impostos e que, com as suas medidas, destroem o nosso futuro, se isentam sempre a si próprios de qualquer esforço.
    É positiva porque revela que, apesar de tudo, as pessoas ainda têm a capacidade de se indignar com o que é indigno. Que ainda não desistiram deste País. Que não estão completamente anestesiadas.
    É perigosa porque demasiadas vezes beneficia o infrator. Pondo todos os políticos no mesmo saco acaba por absolver quem se aproveita da política para interesse próprio. E muitas vezes alimenta e alimenta-se de um discurso contra o papel social e económico do Estado. Um poder político desacreditado é um poder político frágil. Os interesses privados agradecem a sua fraqueza.
    É míope porque trata o sintoma como se fosse a doença. A nossa democracia foi sequestrada. Comprada pelo poder do dinheiro. O mais grave assalto ao que é de nós todos não são estas "curiosidades". Isto são trocos (embora sejam milhares e criticáveis).
 Ele é evidente no tratamento fiscal de exceção à banca.
Ou quando Ricardo Salgado se dirige à sede do governo horas antes de Pedro Passos Coelho apresentar o Orçamento. Ou nas Parcerias Público-Privado, sempre ruinosas para o Estado e lucrativas para quem dele se aproveita.
Ou nos ministros que saltam de empresas para ministérios - para a saúde, Coelho hesitou entre Isabel Vaz, presidente do BES Saúde, e Paulo Macedo, fundador da Médis - e de ministérios para empresas - Jorge Coelho na Mota-Engil, Ferreira do Amaral na Lusoponte.
Ou nos ex-políticos que se dedicam, depois de abandonarem as suas funções, ao tráfico de influências económicas junto do poder político.
Ou nos financiamentos de empresários a partidos - apesar do financiamento público ser o bombo da festa, não se percebendo que o que se pouparia aí sairia muito mais caro nos favores que os "mecenas" receberiam em troca.
Ou nas privatizações de monopólios a saldo que se preparam.
Ou no financiamento público a colégios privados no mesmo momento em que se fazem cortes violentos na Escola Pública.
Tudo sintomas da mesma coisa: um Estado que é refém do poder económico. A democracia roubada aos cidadãos. Não falta quem tenha bom remédio: menos Estado ou até menos democracia. É como dizer que a melhor forma de atacar um enfisema é arrancar o pulmão ao paciente.     
    É hipócrita porque muitos dos que se revoltam são os primeiros a demitir-se das suas obrigações de cidadão.
Se há eleições, não votam porque "eles querem é poleiro".
Se há uma greve, nem querem saber porque "a minha política é o trabalho".
Se há um protesto, devemos é ficar quietos que isso nunca dá em nada.
Indignados sem causa, comportam-se como clientes maldispostos. Como se a democracia fosse uma coisa de políticos. Como se não fossem elas próprias a ter de a defender. E, quando votam, não hesitam em eleger homens como Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. A qualidade da nossa democracia é um espelho do que nós somos.
    Ontem vi, no DocLisboa, um documentário sobre a revolta egípcia. No início, alguns dos que arriscaram a vida na Praça Tahrir queixavam-se da apatia e do medo da maioria dos seus compatriotas. Da sua mesquinhez. Da sua indiferença. Ao fim de trinta anos de ditadura e corrupção, foi preciso a crise bater à porta para que o povo se revoltasse. E, afinal, o que parecia improvável aconteceu. O poder desmoronou-se sem um tiro. Foi preciso que uns tarados corressem todos os riscos para que os restantes acordassem.
    Na verdade, tudo era mais fácil ali do que numa democracia. Ali queriam conquistá-la. Aqui, temos de cuidar dela. Ali só havia esperança. Aqui há desencanto. Ali o inimigo tinha um nome. Aqui nem se sabe bem quem ele é (a finança agiota, oligopólios e grandes empresas rentistas). Mas num e noutro caso, nenhum poder corrupto sobrevive sem a demissão do seu povo. Acham que a nossa democracia foi capturada? Libertem-na!
    Não é preciso ficar à espera que apareça um salvador. Ele não existe. Só que para correr o risco de assumir uma posição é preciso empenhamento e compromisso. A saúde da nossa democracia não está à distância de um e-mail com muitos pontos de exclamação. Eles só servem de alguma coisa se corresponderem a um pouco mais. Felizmente, não faltam neste País heróis anónimos e generosos que nunca desistiram. No seu bairro, no seu local de trabalho, na sua associação, no seu sindicato. Esses, e não indignados inconsequentes (mesmo que cheios de razão), são a esperança da nossa democracia.
    A revolta contra quem se serve da política para amealhar uns trocos é justa. Ainda mais em tempo de crise. Mas não é, não pode ser, um programa político. Falta-lhe o programa. Mas, acima de tudo, falta-lhe a política.


Publicado por Xa2 às 07:07 de 27.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Lutar contra o mito e o roubo

Para acabar de vez com os mitos da crise 

 

    Se nalguma coisa a narrativa austeritária tem sido singularmente bem sucedida, é a disseminar e explorar o mito de que os países da periferia europeia viveriam acima das suas possibilidades por os seus trabalhadores trabalharem de menos e terem regalias a mais. Esta visão hegemónica foi abundantemente vendida aos eleitorados e opiniões públicas dos países do centro europeu, claro, mas tem também exercido grande influência na própria periferia.

    Acontece que é, simplesmente, mentira. Este post publicado no blogue da Real World Economics Review, que tem por base um exercício anterior de Kash Mansori, reúne cinco tabelas que mostram isso muito bem. É um conjunto de indicadores a que nós e outros já nos temos referido, mas que aqui se encontram convenientemente reunidos e resumem a questão de forma cristalina.

    As figuras falam por si, mostrando que, de uma forma geral, os trabalhadores da periferia europeia…

1) trabalham mais horas;

2) têm taxas de actividade idênticas ou mais elevadas (especialmente Portugal e Espanha);

3) no caso de Portugal e sobretudo da Grécia, apresentaram níveis de crescimento médio anual da produtividade do trabalho, entre 2000 e 2008, idênticos ou superiores aos do centro europeu;

4) registam níveis de despesas sociais per capita bastante mais reduzidos; e

5) apresentam um nível de despesas com pensões de reforma em percentagem do PIB (isto é, relativamente à capacidade da economia) idênticos aos do centro europeu;

    Ou seja, a narrativa hegemónica é uma rematada mentira de consumo fácil, destinada a persuadir as vítimas da espoliação de que "não há alternativa". Quanto à verdadeira história, resume-se nos seguintes pontos:

1) Uma perda de competitividade dos países da periferia europeia ao longo da última década que não se deveu à evolução da produtividade do trabalho mas sim à pertença a uma zona monetária perversa, com um euro sobrevalorizado face ao exterior e, no interior da zona euro, uma competição cerrada ao nível da compressão salarial promovida acima de tudo pela Alemanha...

2) …perda de competitividade essa que, ao longo da última década, provocou o gradual aumento do défice comercial e constrangeu o nível de actividade económica, com consequente perda de receitas fiscais (aumentando o défice orçamental)...

3) …a que se seguiu uma recessão mundial, de 2008 em diante, que implicou uma contracção dos mercados de exportação, com consequente aumento adicional do défice externo e contracção adicional da actividade económica, implicando uma perda adicional de receitas fiscais e um aumento dos gastos do estado por acção dos estabilizadores automáticos (como o subsídio de desemprego)…

4) …recessão mundial essa que incluiu uma crise bancária que esteve na origem da opção política pelo resgate público de bancos falidos em condições desastrosas (somando défice ao défice), aliás na sequência das gigantescas rendas que os estados vêm há muito, e por diversas vias, assegurando à banca…

5) …somando-se ainda ao desperdício obsceno de fundos públicos decorrente da captura do Estado por interesses rentistas, nomeadamente através das ruinosas parcerias" público-privadas.

      Portanto: uma crise cujos fundamentos residem nas estratégias do capital centro-europeu; que foi despoletada por uma recessão mundial também ela decorrente do funcionamento do capitalismo financeirizado; e que se tornou insustentável devido ao desperdício acumulado do erário público em benefício de interesses rentistas nacionais, com a banca e os grandes grupos económicos à cabeça.

     E pela qual são os trabalhadores, pensionistas e classes populares a pagar - de uma forma nunca vista e, se não reagirmos à altura, permanente.

Mais do que uma crise, é um gigantesco roubo. E temos todos a obrigação de lutar contra ele nas ruas, nos locais de trabalho… e nas mentes daqueles com quem falarmos.


MARCADORES: , ,

Publicado por Xa2 às 13:35 de 26.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

E nós a vê-los passar ... ?!

"Passo" diz Passos, a ver a finança passar...

      Para amaciar banqueiros resistentes a que lhes seja imposta a recapitalização dos bancos por terem de levar cortes nos activos à conta da reestruturação da dívida grega, o Primeiro Ministro disse que não tinham de se preocupar pois o Estado não os quereria nacionalizar e se limitaria a ser "accionista silencioso" e "passivo".
      Ora os nossos bancos, ou melhor os banqueiros, financeiros e gestores bancários ou são tolinhos (e não são), ou foram agentes conscientes da engenharia defraudante para o Estado que sustentou o despesismo nas PPPs, as empreitadas de obras, bens e serviços a preços inflaccionados, com falsas contrapartidas ou subornos, como a dos submarinos e de muitos outras aquisições publicas, desde equipamento para a Defesa ao fornecimento de consultadorias diversas.

     Além da conivência, pelo menos pelo silêncio, dos casos de polícia que foram, e são, o BPN e o BPP. Além de terem sido promotores, patrocinadores e instigadores da espiral de endividamento que agora dramaticamente estrangula as famílias portuguesas. E além de serem veículos centrais de esquemas de cartelização e de desvio de recursos financeiros gerados em Portugal para "off shores" e outras paragens ajudando empresas e indivíduos a fugirem ao fisco ou a arrecadarem proveitos de criminalidade diversa.
     Isto é, se estamos na crise em que estamos, os bancos têm indesmentíveis responsabilidades. Não só os americanos e os europeus: os portugueses também.
     Por isso é escandaloso que o governo entregue aos bancos e aos accionistas dos bancos dinheiro que é de todos nós, como são os 12 mil milhões que estão reservados para a recapitalizacão da banca portuguesa no empréstimo de 78 mil milhões de euros que o Estado contraiu junto da Troika BCE/CE/FMI.  E que o faça sem cuidar da utilização que lhes será dada e sem garantir que banqueiros, bancários e quejandos passam a ser devidamente regulados, fiscalizados e disciplinados, designadamente para cumprirem o papel para que os bancos estão licenciados, que deve ser o de financiar a economia real e não o de promover a especulação.
     Depois dos cerca de 5 mil milhões de euros já enterrados pelo governo de Sócrates no BPN e no BPP, Passos Coelho prepara-se para passar agora à banca mais 12 mil milhões de euros que todos nós, os contribuintes portugueses, pagaremos com língua de palmo.
     É por isso intolerável que o governo diga que se limitará a ser "accionista silencioso e passivo", continuando a deixar os bancos enterrar-se - e enterrar-nos - em comportamentos económica e moralmente questionáveis, quando não ilegais, desde a distribuição de bónus e dividendos desproporcionados à cooperação encobridora com a criminalidade organizada que drena a riqueza produzida em Portugal.
     É intolerável que um Primeiro Ministro que está a impor tão drásticos, injustos e iníquos sacrifícios aos portugueses, que não têm culpa da crise, tenha a desfaçatez de mandar a bancos e banqueiros - co-responsáveis pela economia de casino que nos pôs à beira da bancarrota - uma mensagem de aviltante submissão e de grotesca demissão.

            Cortesia

«"Só vamos sair desta situação empobrecendo", diz Passos». O problema é que, enquanto quase todos empobrecem, uns tantos há que continuam a enriquecer, primeiro por que mal são afectados pela crise, segundo por que conseguem furtar-se a contribuir para os sacrifícios colectivos.

Cortesia de Governo amigo...



Publicado por Xa2 às 13:16 de 26.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

O conselho de estado pede o impossível

O presidente entendeu reunir os “senadores” pela primeira vez neste seu segundo mandato na presidencia. Quem espera-se alguma novidade, que dali pode-se sair, enganou-se.

 A declaração proferida pelo presidente constitui o habitual auto-justificativo de preocupações “eu avisei!” acrescentando que “Decidi de imediato ouvir os membros do Conselho de Estado, os quais se pronunciaram no sentido de o Governo e os partidos representados na Assembleia da República realizarem um esforço adicional para chegar a um compromisso tão rapidamente quanto possível e antes da próxima quarta-feira, dia em que terá lugar a votação na generalidade da proposta de Orçamento para 2011.”

Como poderá haver algum entendimento sendo verdade que, conforme noticias publicamente conhecidas, em 2012 exigem que os portugueses paguem mais do que recebem?

Quem, honestamente, poderá pagar um aumento de juros superiores a 25% conforme está previsto que aumente nos encargos da divida que o Estado terá de suportar, circunstancia que alem de não permitir qualquer amortização faz, isso sim, disparar a divida entrando numa espiral de suicido económico colectivo. Conforme documento apresentado pelo governo na AR só este ano ainda terão de ser pagos mais de 6 mil milhões e em 2012, tal extorsão, irá alem dos 8 mil milhões, sem qualquer amortização.

Além do actual governo ter apresentado um projecto de Orçamento em que mandou para as ortigas quaisquer perspectivas ou propostas com vista ao crescimento económico, as recentes declarações de Passos Coelho são, absolutamente, desconcertantes ao vir dizer que todos e o país temos de empobrecer. Se empobrecemos como podemos cumprir com as obrigações perante os credores. Não é isto contraditório?

Cá como em Bruxelas, Berlim ou Paris pedem coisas impossíveis de concretizar. Esta gente não são avestruz são outra coisa qualquer que eu não sei nomear.

Enquanto o país e a Europa continuarem a ser governados por estes, medíocres, políticos os povos continuarão a verter lágrimas, suor e sangue.



Publicado por Zé Pessoa às 12:07 de 26.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

«O DONO DA VOZ»

 

Estas sábias palavras foram escritas por Ângelo Correia o ano passado.
Como se pode então considerar as recentes declarações do «dono da voz»

quando refere em relação às subvenções vitalícias dadas aos ex-políticos?

«Os direitos que nós temos são...direitos adquiridos!»



Publicado por [FV] às 10:55 de 26.10.11 | link do post | comentar |

População mundial a crescer... recursos a diminuir

Population Seven Billion [The Atlantic]

     A  ONU estima que em 31.10.2011 a população mundial chegará aos 7 biliões (7.000.000.000).

Há 200 anos atrás havia só 1 bilião de pessoas no planeta Terra, e nos 150 anos seguintes, o número cresceu para 3 biliões. Mas nos últimos 50 anos, a população mundial mais do que duplicou, e está projectado que cresça para os 15 biliões no ano 2100.

    Este crescimento trará enormes desafios para satisfazer as necessidades básicas de tanta gente. Implica cultivar/criar e distribuir mais alimentos, prover mais água potável, cuidados de saúde, habitação/abrigo, ... tudo sem infligir demasiados/ irreparáveis estragos no nosso ambiente/ planeta.  [ veja:  42 photos excelentes]

 

 


Publicado por Xa2 às 07:06 de 26.10.11 | link do post | comentar |

«carpe diem»
FAMÍLIA, ESCOLA E CIDADANIA: QUAIS OS CAMINHOS?
[FLORIANÓPOLIS, SC / BRASIL] 2008
Palestra de Mário Sérgio Cortella [Filósofo, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP]
 

 



Publicado por [FV] às 16:41 de 25.10.11 | link do post | comentar |

U.Europeia e dívidas: auditoria, renegociação, reestruturação, corte.

Chora por nós Argentina (' crie for us, Argentina ...')

O Alexandre Abreu já tinha assinalado a recuperação socioeconómica argentina. Um sucesso que se seguiu precisamente à reestruturação da dívida e à desvalorização cambial, ambas tão incompreensivelmente diabolizadas entre nós. Graças a um comentário de José M. Sousa, confirmando que o blogue é bem mais do que os posts que escrevemos, tomei conhecimento de um novo estudo do Center for Economic and Policy Research. Este dá-nos uma visão actualizada da trajectória argentina que confirma a análise feita pelo Alexandre e que explica o sucesso político do apelido Kirchner, primeiro com Nestor e depois com Cristina, que será hoje reeleita Presidente da Argentina por margem histórica.

Pudera:

o mais intenso crescimento “ocidental”, desde 2002, com autonomia face à finança internacional, com diversificação económica e não na base de um mítico “boom” das exportações agrícolas, com redução das desigualdades ou diminuição da pobreza, graças, entre outros factores, à triplicação das despesas sociais em termos reais neste período e ao aumento do emprego. O estudo implode com várias ideias feitas e que ainda circulam, à esquerda e à direita, no nosso país e retira algumas implicações para as atascadas periferias europeias, as actuais vítimas de elites predadoras:

é necessário proceder a uma reestruturação maciça da dívida por iniciativa dos devedores, por forma a reduzir substancialmente o seu fardo, mesmo que isso possa envolver, para a Grécia em primeiro lugar, sair do euro.

Este pode ser um dos efeitos da rebelião das periferias, o outro pode ser uma reconfiguração do euro que supere a austeridade. Por isso é que temos de trabalhar com cenários neste contexto. Uma leitura a não perder.

       (-por João Rodrigues)

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60% de corte de cabelo? (' hair cut ' à dívida)
   O Financial Times teve acesso a um relatório confidencial da troika – BCE, FMI e Comissão Europeia – sobre possíveis cenários de reestruturação da dívida grega. A primeira novidade é que se chega à conclusão que é necessário um ('perdão' ou) corte na dívida de 60% (maior do que os 50% de que se tem falado) para que a Grécia não precise de um terceiro pacote de financiamento. O colapso da economia grega e o falhanço da austeridade são evidentes.
   No entanto, a troika não dá o braço a torcer e culpa os gregos pela lentidão na aplicação das “reformas estruturais”. O autismo relativo ao que se está a passar na Grécia consegue ainda surpreender. A realidade não interessa quando temos uma teoria elegante. Mais interessante é constatar o desacordo dentro da troika.
   O BCE, porta-voz dos interesses do capital financeiro europeu, recusa os cenários de corte da dívida grega. Qualquer proposta de solução europeia implicará a refundação deste Banco, colocando-o ao serviço da economia e sob controlo democrático. Contudo, dada a actual correlação de forças europeias, tal proposta é cada vez mais do domínio da “Terra do Nunca”.
 


Publicado por Xa2 às 07:07 de 25.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

A caminho da escravatura ou do matadouro ?!
   Basta pôr os olhos na Grécia para perceber o caminho a que estamos a ser conduzidos [-São José Almeida, Público.pt, 22-10-2011]
   Por que é que o Governo não lança o debate sobre os benefícios para o sistema económico e financeiro do regresso de formas de trabalho escravo?
Com o ritmo despudorado com que o poder político está a queimar etapas na persecução do objectivo de baixar o nível de vida das populações europeias, por que não avançar mais rápido ainda e discutir já o interesse e a possibilidade de uso de formas de trabalho não remunerado?
Se estão convencidos de que têm força suficiente para fazer regredir a história e o objectivo é retirar os direitos dos trabalhadores e o nível de vida atingido na Europa com o pacto social que adveio à Segunda Guerra Mundial, então por que não avançam ainda mais rápido?
...

   É o carácter de corte de aldeia, de baixa aristocracia, que permite que os governantes portugueses sejam tão zelosos no cumprimento dos objectivos que servem o interesse dos donos do mundo. Ou seja, desviar para o lucro privado dos detentores das sociedades financeiras o dinheiro, que através do modelo da redistribuição de riqueza acordado no pós-guerra é pago pelo seu trabalho aos trabalhadores para que tenham uma vida digna.
   A receita é alimentar a circulação de dinheiro através da especulação financeira e dos empréstimos internacionais e dar lucros a ganhar aos donos do mundo, através de pagamentos de juros. Agora especulando já não apenas com a concessão de empréstimos às pessoas, mas também aos países, cujos governos ficam com a tarefa de ir buscar o rendimento aos bolsos dos cidadãos e de lhes baixar o nível de vida. Os governos ficam assim reduzidos ao papel de empregados do sistema financeiro, de uma espécie de cobradores de fraque, e não já mais de representantes políticos eleitos. Resta saber se o PS tem autonomia e será coerente com o socialismo democrático que diz professar e, ao lado do PCP e do BE, vota contra o Orçamento do Estado (OE) para 2012, que extrapola o documento da troika com que os socialistas se comprometeram.
   É claro que haverá mil e uma explicações para a suposta inevitabilidade das medidas do OE. É claro que se os critérios são os que são - ou seja, aqueles que favorecem a circulação e a multiplicação do capital financeiro através da especulação financeira e o pagamento de juros para assegurar a manutenção do lucro -, assim não há alternativa. E é claro que está em curso desde há anos uma profissionalíssima operação de propaganda para convencer as populações disso mesmo. E criando o clima psicológico que leve à aceitação, à não reacção perante o despudorado roubo a que estão a ser sujeitas, não só ao nível de rendimento monetário directo, mas ao nível do rendimento que entregam em impostos ao Estado, e que estão a ser desviados também para os donos do mundo, sob a forma de subsídios aos bancos, por exemplo.
   É assim expectável que o coro dos papagaios do poder continue a papaguear que não há alternativas. É difícil a quem é crítico deste poder fazer-se ouvir. O pluralismo é cada vez menor na comunicação social portuguesa. E os intelectuais e os académicos que em Portugal pensam de modo diferente com dificuldade furam o mainstream dos comentadores políticos e penetram nos domínios da corte de aldeia que manda em Portugal - uma corte ainda por cima profundamente conservadora, que perpetua atavismos, e profundamente fechada, incapaz de exercer um mínimo de reflexão crítica. Uma situação que é, em Portugal, piorada pela desistência da maioria dos académicos e dos intelectuais, que discordando dos pressupostos da ideologia neoliberal desistiram há muito de se manifestar, cederam o seu lugar, renunciando ao seu papel social.
   Daí que haja já paletes de explicações em circulação para formatar a cabeça dos portugueses de que este caminho é inevitável, assim como para defender o roubo seguinte e o seguinte. Basta pôr os olhos na Grécia para perceber o caminho a que estamos a ser conduzidos. Uma das explicações é a de que não há dinheiro, que o Estado não tem dinheiro para garantir o Modelo Social Europeu. Ora, é normal que não tenha se há mais de dez anos que nos Estados Unidos e na Europa foram brutais as reduções da carga fiscal sobre as mais-valias financeiras e os lucros das empresas e também sobre o património, as ditas grandes fortunas. Mas não seria socialmente mais justo que as mais-valias voltassem a ser tributadas? Por que razão apenas se cobra extraordinariamente os rendimentos do trabalho?
   Assim confiscam-se os subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos, parte integrante do seu salário, de acordo com o pacto social adoptado após o 25 de Abril, que aceitou salários baixos perante a garantia de que o nível de desemprego o seria também. O que é facto é que o pacto está rompido: os subsídios são confiscados e o desemprego atinge níveis altíssimos: está acima dos 12%, apontando o OE para 13,4%.
   Qual vai ser a decisão imposta a seguir, sob forma de falsa proposta para debate na concertação social? O fim dos subsídios de desemprego? Acabar com o salário mínimo em Portugal, à semelhança do que já foi proposto na Grécia? Para que, sem limite mínimo, os trabalhadores concorram entre si na aceitação de cada vez mais baixos salários.
   Já agora, repito a ideia, por que não a discussão do regresso do trabalho escravo? É simpático. O patrão dá casa, dá comida, dá roupa. Afinal, que é mais preciso?



Publicado por Xa2 às 18:08 de 24.10.11 | link do post | comentar |

Os cágados que falam

 

...«São como os cágados alcandorados na árvore: não treparam, alguém os pôs lá

 



Publicado por [FV] às 09:53 de 24.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Genial cinismo para além da troica ...

Cinismo [ III ]

Vitor Gaspar

   As contas do cinismo são fáceis de fazer. Só não se apresentam em Euros porque, se nem o próprio Governo sabe quantos são os trabalhadores do Estado nem quanto ganham, como poderia saber um miserável barbeiro.
   Mas vamos por salários para que se entendam as contas que o cínico-mor fez (possivelmente ajudado pelo matemático da Educação) e como se chega aos 100.000 trabalhadores da Administração Pública que eles vão despedir.
  Tudo parte da afirmação do Ministro dos Impostos quando fala de 50 /100.000 trabalhadores do Estado para justificar o número de despedimentos que não fará no próximo ano justificando assim o roubo dos 13º e 14º mês e informando que não avançou para o despedimento porque não tinha dinheiro para pagar as indemnizações.

Contas por alto, para não me diferenciar muito das contas do Governo:
   Há 700.000 trabalhadores do Estado (central, local e empresarial)
   Retirando dois meses de salário a esta gente poupa-se em 2012:
700.000 X 2 = 1.400.000 salários que a dividir por 14 meses dá 100.000, logo o equivalente ao vencimento de 100.000 trabalhadores do Estado. Imaginando que a indemnização para despedir um trabalhador do Estado barato anda por dois anos de salários, em Janeiro de 2013 já se conseguem despedir 50.000 trabalhadores.
   Aplique a regra em 2013 e teremos o Governo, com o dinheiro retido aos trabalhadores do Estado, a conseguir os montantes necessários para despedir 100.000 trabalhadores do Estado.
   É verdade que ele disse que eram entre 50 e 100.000 trabalhadores e isso dependerá certamente de despedir só em 2013, poupando 2014 para que em 2015 não tenham uma derrota mais que certa nas eleições.

[...Gaspar, pretende financiar-se com estas reduções dos vencimentos da Administração Pública para ... passar a dispor de meios financeiros que lhe proporcionem pagar as indemnizações dos despedimentos que quer fazer.
Despedir funcionários públicos usando para o efeito o dinheiro que lhes retirou do vencimento durante dois anos é o cúmulo do cinismo, não é?  ]
    Esta malta é genial, muito para além da troika, não é?
LNT , [0.474/2011]
 
Valha-nos Deus
... É esta religião por si (Passos Coelho) mal compreendida que o levou a evocar Deus quando soube que o seu mestre-escola declarou que ele praticava a iniquidade. É essa moral mal captada que não lhe mete a mão na consciência quando ele pratica o contrário do mandamento que diz: Não roubarás.
   É que Passos Coelho e Paulo Portas e pelos vistos também a senhora do banco alimentar, Isabel Jonet, que melhor faria em estar calada para evitar más vontades que levem o Banco Alimentar a não ter os sucessos do passado, não conseguem entender que os vencimentos são calculados anualmente e que os 13º e 14º mês, ao contrário do que se pretende quando os designam como "subsídios", entram nesse cálculo. Não é o facto desse vencimento ser dividido por 14 e não por 12, como deveria ser, que faz deles um suplemento. Se ela assim entendesse, facilmente teria percebido que o que se está a passar é um abuso ilegal por parte do patrão-estado, uma vez não se tratar de um imposto (se o fosse tinha de ser aplicado a todos os trabalhadores independentemente da entidade patronal para quem trabalham), e que a aplicação desta medida escancara a possibilidade de, a partir de agora, o Governo poder unilateralmente decidir que também não pagará o mês de Janeiro, Fevereiro ou qualquer outro que lhe venha a passar pela cabeça.
   Valha-nos Deus, porque quem entrevista esta gente nunca é capaz de nos fazer esse favor. Valha-nos Deus, porque quem é entrevistado não faz a mínima ideia de que as relações de trabalho têm regras de conduta legais.
LNT

Surdinas [ XII ] (baixinho para que ninguém nos ouça)

Se as pensões tivessem tecto, o Estado gastava menos cumprindo à mesma o seu papel social. Isto porque se sabe que não é verdade que aquilo que se desconta é aquilo que se recebe de pensão. Também se sabe que quem mais tem deve pagar mais para que os que menos têm, possam ter mais qualquer coisa.
   De mansinho: o valor dos descontos X o valor de meses em que se fizeram + uns pozinhos que esses capitais renderam ao longo do tempo + muito boa vontade, é igual a uma data de dinheiro do Orçamento de Estado para cobrir os muitos anos de pensões que estão para além dos descontos efectuados.
   Guterres diria sobre isto: "façam as contas" e eu acrescento que tem mesmo de se estabelecer um tecto máximo para as pensões (únicas e acumuladas, a pagar pelo Estado). (já para não falar das muitas pensões que nem sequer têm por suporte o tempo necessário de descontos suficiente para que sejam pagas; nem das ultrajantes pensões douradas de nababos da élite caseira)
LNT , [0.470/2011]


Publicado por Xa2 às 07:21 de 24.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Cópias e reles imitações

Eu, Zé Pessoa, que faz tempo aqui não rabisco uma palavra, sou uma cópia de mim mesmo, sou uma cópia de todos os zés, sou uma cópia de todas as pessoas. Mas tento ser uma cópia o mais fiel possível. Raramente o consigo.

Os que me lêem ou comentam, são cópias uns dos outros e, alguns, que pouco criam ou constroem, passam a vida a copiar.

Vejam, por exemplo, que o actual Presidente da República é uma cópia de um ex-Primeiro Ministro que, por sua vez, foi cópia de um ministro das finanças, o qual já havia sido cópia de um tal professor de economia, cópia de um aluno universitário vindo das berças algarvias algures de um lugar chamado Boliqueime.

O actual Primeiro-ministro é uma, quase reles, cópia de si próprio, de tão fraca qualidade que se torna irreconhecido, face ao original.

Os ministros são umas cópias, de fraca qualidade, dos seus antecessores, pese embora o facto de muitos deles terem sido "importados" numa tentativa de iludir a fraca qualidade das cópias.

O líder da oposição, um tal Seguro, é uma cópia do actual 1º ministro, ainda que tentem disfarça-lo, através de artifícios e retoques fotoshopianos.

Os deputados da Assembleia da República são cópias, uns dos outros, e os actuais cópias, desbotadas, dos que lhes antecederam, sendo que dos originais já nenhum resta.

Os líderes europeus nem cópias chegam a ser dos seus antecessores, tão medíocre é o seu papel que não vão além de reles imitações.

A própria europa é hoje uma cópia, pardacenta, de si própria, inserida num mundo que se descaracteriza face às suas históricas raízes, cuja descoloração lhe não permite vislumbrar a cor do futuro mais ou menos próximo ou longínqua.



Publicado por Zé Pessoa às 15:53 de 23.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

QUANTO MAIS CEDO A DESOBEDIÊNCIA, MENOR SERÁ O DESASTRE

Está em curso o processo de subdesenvolvimento do País. As medidas que o anunciam, longe de serem transitórias, são estruturantes e os seus efeitos vão sentir-se por décadas. As crises criam oportunidades para redistribuir riqueza. Consoante as forças políticas que as controlam, a redistribuição irá num sentido ou noutro. Imaginemos que a redução de 15% do rendimento aplicada aos funcionários públicos, por via do corte dos subsídios de Natal e de férias, era aplicada às grandes fortunas, a Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos, Belmiro de Azevedo, famílias Mello, etc. Recolher-se-ia muito mais dinheiro e afetar-se-ia imensamente menos o bem-estar dos portugueses. À partida, a invocação de uma emergência nacional aponta para sacrifícios extraordinários que devem ser impostos aos que estão em melhores condições de os suportar. Por isso se convocam os jovens para a guerra, e não os velhos. Não estariam os superricos em melhores condições de responder à emergência nacional?

Esta é uma das perplexidades que leva os indignados a manifestarem-se nas ruas. Mas há muito mais. Perguntam-se muitos cidadãos: as medidas de austeridade vão dar resultado e permitir ver luz ao fundo do túnel daqui a dois anos? Suspeitam que não porque, para além de irem conhecendo a tragédia grega, vão sabendo que as receitas do FMI, agora adotadas pela UE, não deram resultado em nenhum país em que foram aplicadas - do México à Tanzânia, da Indonésia à Argentina, do Brasil ao Equador - e terminaram sempre em desobediência e desastre social e económico. Quanto mais cedo a desobediência, menor o desastre.

Em todos esses países foi sempre usado o argumento do desvio das contas superior ao previsto para justificar cortes mais drásticos. Como é possível que as forças políticas não saibam isto e não se perguntem por que é que o FMI, apesar de ter sido criado para regular as contas dos países subdesenvolvidos, tenha sido expulso de quase todos eles e os seus créditos se confinem hoje à Europa. Porquê a cegueira do FMI e por que é que a UE a segue cegamente? O FMI é um clube de credores dominado por meia dúzia de instituições financeiras, à frente das quais a Goldman Sachs, que pretendem manter os países endividados a fim de poderem extorquir deles as suas riquezas e de fazê-lo nas melhores condições, sob a forma de pagamento de juros extorsionários e das privatizações das empresas públicas vendidas sob pressão a preços de saldo, empresas que acabam por cair nas mãos das multinacionais que atuam à sua sombra.

Assim, a privatização da água pode cair nas mãos de uma subsidiária da Bechtel (tal como aconteceu em Cochabamba, após a intervenção do FMI na Bolívia), e destinos semelhantes terão a privatização da TAP, dos Correios ou da RTP. O back-office do FMI são os representantes de multinacionais que, quais abutres, esperam que as presas lhes caiam nas mãos. Como há que tirar lições mesmo do mais lúgubre evento, os europeus do Sul suspeitam hoje, por dura experiência, quanta pilhagem não terão sofrido os países ditos do Terceiro Mundo sob a cruel fachada da ajuda ao desenvolvimento.

Mas a maior perplexidade dos cidadãos indignados reside na pergunta: que democracia é esta que transforma um ato de rendição numa afirmação dramática de coragem em nome do bem comum? É uma democracia pós-institucional, quer porque quem controla as instituições as subverte (instituições criadas para obedecer aos cidadãos passam a obedecer a banqueiros e mercados) quer porque os cidadãos vão reconhecendo, à medida que passam da resignação e do choque à indignação e à revolta, que esta forma de democracia partidocrática está esgotada e deve ser substituída por uma outra mais deliberativa e participativa, com partidos mas pós-partidária, que blinde o Estado contra os mercados, e os cidadãos contra o autoritarismo estatal e não estatal. Está aberto um novo processo constituinte. A reivindicação de uma nova Assembleia Constituinte, com forte participação popular, não deverá tardar.

 Por Boaventura Sousa Santos, [Visão]



Publicado por [FV] às 17:01 de 21.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Uma carta fora do baralho

Afinal, Portugal não é a Grécia. É o Chile. De há 30 anos. Não vamos apenas recuar no rendimento per capita, mas também na História, na integração europeia e, seguramente, na qualidade da democracia.

Afinal, Portugal não é a Grécia. É o Chile. De há 30 anos. Não vamos apenas recuar no rendimento per capita, mas também na História, na integração europeia e, seguramente, na qualidade da democracia. Em prol de quê? - Em prol de uma fé. E a troco de quê? - A troco de uma mão cheia de nada.

Deixem-me personalizar porque é caso para isso. Conheço o pensamento de Vítor Gaspar, porque várias vezes me cruzei com ele, em seminários, e porque ele se interessa por história económica e várias vezes entrámos em diálogo. Sempre concordámos em discordar. Também conheço o seu pensamento porque por onde ando há outros economistas assim, também dos bons. Posso talvez dizer que em cada 100 economistas ou historiadores económicos que conheço, cinco pensam como o ministro das Finanças e um é fora de série. A presença de um deles num debate é sempre fonte de animação.

Mas há dois grandes problemas. O primeiro é que estes economistas, no fundo, não estão muito interessados em causalidades. Estão mais preocupados com equilíbrios. Não acham importante determinar se vem primeiro o ovo ou a galinha. Há um défice, um desequilíbrio? Corrija-se. Mas as causas são… Não interessa, corrija-se para recuperar a confiança, criar um círculo virtuoso e restabelecer o crescimento. Onde foi isso visto? Aqui e ali. Mas como prova que a recuperação foi o resultado da contracção, se o mundo entretanto mudou? Porque a teoria assim o diz.

O segundo problema, porventura maior, muito maior, é que esses economistas não chegam, nem perto nem longe, aos governos dos países avançados e europeus como Portugal. Os ministros das Finanças europeus são políticos, não teóricos e sobretudo não teóricos da fasquia dos 5%, brilhantes, é certo, de Vítor Gaspar. Quanto muito chegam a governadores de bancos centrais. Tivemos azar.

E tivemos azar por culpa de muita gente e, em última análise, do actual primeiro-ministro. Ele ouviu à saciedade que era preciso "mudar o rumo", que vivíamos "acima das possibilidades", que era preciso um "corte radical com o passado". E acreditou nisso tudo. Primeiro, acreditou nas "gorduras do Estado" - até ver que as havia, mas que eram macroeconomicamente marginais. Ficou sem eira nem beira. Até que Vítor Gaspar lhe apresentou um plano, o único plano que havia para pôr tudo em linha como recorrentemente lhe pediam.

O plano de Vítor Gaspar já chocou muita gente, porque é chocante. E não o fez só à esquerda, pois o PSD também ficou chocado e muito. Mas não se consegue mexer. Nem o PS. A principal razão porque o plano é chocante é que ele assenta numa carta que não estava no baralho: a contracção sem limites de salários - e mais aumento de impostos. Assim qualquer um sabe governar.

Passos Coelho não parece ter percebido o que se estava a passar, como revelam duas das suas declarações. A primeira foi quando disse que os funcionários públicos "ganham mais 10 a 15% que trabalhadores privados". Sim, ganham, mas não todos e porque os de rendimentos mais baixos ganham mais e as mulheres ganham o mesmo que os homens.

Se queria corrigir essa "injustiça" teria de ter feito de outro modo. E não podia, pois tinha de ir aos salários mais baixos. A segunda foi quando disse que a medida era para dois anos, o que o ministro das Finanças prontamente desmentiu. Obviamente. Um choque destes para durar tem de durar. Não há milagres.

Ou seja, este Orçamento equilibra as contas, segundo o memorando da troika, à custa de uma contracção permanente, feita num acto, brutal, do rendimento disponível. E a troco de quê? Já lá vamos.

Passos Coelho ainda será dos poucos que acredita que a culpa disto tudo não é dele, que "não tem de pedir desculpa aos portugueses". Vítor Gaspar já sabe que não, claro. A dimensão do "ajustamento", como lhe querem chamar é de tal forma grande, é de tal forma brutal que, como é evidente, ultrapassa qualquer estrago que tenha sido feito pelo Governo anterior. Percebe-se esta lógica simples, não se percebe? Julgo que não é preciso ir mais longe.

O actual Governo, uma vez por todas, tem de assumir as suas opções. As suas opções radicais. E profundamente anti-europeias.

O mantra por trás destas opções é também, por seu lado, incompreensível. Trata-se de "recuperar a confiança dos mercados". Este mantra, dito em 2011, não revela uma completa falta de percepção do que se está a passar na economia internacional? Revela.

E, claro, ninguém com tanta fé notou que os mercados nada notaram sobre o que por cá se está a fazer. Inclusivamente, até podem responder negativamente, esses mercados, por causa da enorme contracção que aí vem, desta desgraçada economia.

Mas insistamos nos mercados e voltemos ao Chile. Nos anos 1980, um grupo de rapazes de Chicago entrou pela ditadura chilena adentro e "cortou com o passado", fazendo um "ajustamento profundo". Os pormenores não cabem aqui, mas quatro questões importantes cabem: o país era então uma ditadura; não estava integrado num espaço económico e monetário alargado; havia uma enorme taxa de inflação; e os mercados internacionais não estavam de rastos. E o desemprego subiu a perto de 25%, sem subsídios, claro, que isso é para os preguiçosos.

A estratégia de Vítor Gaspar, sufragada por Passos Coelho, é profundamente desactualizada e mesmo errada. Ela insere-se num quadro mental em que os gastos do Estado provocam inflação, quando estamos numa fase de baixíssima inflação; pressupõe o financiamento nos mercados internacionais de capitais, quando estes estão retraídos em todo o Mundo.

Há alternativa? Claro que há. A Europa não se gere pelos 5% de ideias económicas que infelizmente foram parar ao Ministério das Finanças. Nem de perto, nem de longe. Passos Coelho tem muito que aprender. Já está é a ficar sem tempo para o fazer. Vítor Gaspar tem um bocado de razão em pensar como pensa. É isso que acontece sempre, entre economistas. Mas deitou essa razão por borda fora, ao ir tão longe, tão fora da realidade do país, do euro e da Europa. Precisamos de recentrar o País, para o que convém começar por reconhecer as causas das coisas.

Pedro Lains [Economista, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa]



Publicado por [FV] às 16:53 de 21.10.11 | link do post | comentar |

A DIFERENÇA ENTRE POLÍTICA E O FUTEBOL

 

Agora entendo a diferença entre «política» e «futebol».

Infelizmente a «política» sai a perder...



Publicado por [FV] às 16:24 de 21.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

MAS QUE RAIO DE «JUSTIÇA» É ESTA?

Tribunal de Setúbal

 

Condenado a 5 anos de prisão, ficou com pena suspensa «tendo em conta a situação que está integrado na sociedade, tem uma nova família e que não voltou (que se saiba) a cometer qualquer ilícito» [Tribunal de Setúbal]

- Mas que raio de «justiça» é esta?



Publicado por [FV] às 16:09 de 21.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Declaração Universal dos Direitos do Homen

Para relembrar às mentes esquecidas e algumas perversas "aqui se leva à estampa" o preambulo e os três primeiros artigos. Poderá ser que algum desses senhores, betinhos, que de cátedra sapiente nos vieram, lá de longe, governar atentem ao facto de que para alem e muito antes da existência do deficit haviam/haverão/irão haver pessoas.

 

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;

Considerando que é essencial a protecção dos direitos do homem através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;

Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;

Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declararam resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;

Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos do homem e das liberdades fundamentais;

Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:

A Assembleia Geral

Proclama a presente Declaração Universal dos Direitos do Homem como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.

Artigo 1.º

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 2.º

Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Artigo 3.º

Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.



Publicado por DC às 15:43 de 21.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

«ELES SABEM LÁ O QUE É A VIDA...»



Publicado por [FV] às 08:16 de 21.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Responsáveis! para quando?

História com final feliz

 

É só um mais caso mas ilustrativo dos labirintos políticos através dos quais, passando pelo Estado, os milhões fluem, em Portugal, do bolso dos contribuintes para o de certos grupos económicos, invariavelmente os mesmos.

Noticia a "Agência Financeira" que a reguladora do sector rodoviário denunciou em 2010 ao então secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, que a Estradas de Portugal estava a negociar um contrato ruinoso com o grupo Ascendi, referente às auto-estradas entre Barcelos e Guimarães e Famalicão e Vila Pouca e a várias ligações dos IC16, IC17 e IC30.

O trânsito era, pelos vistos, pouco e a concessionária perdia dinheiro pois se pagava apenas com portagens. O anterior Governo resolveu-lhe o problema: passou a pagar à Ascendi, por estradas que não custavam um cêntimo ao Estado, 1,864 milhões em rendas fixas, recebendo 1,267 milhões de portagens. Para isso mudou o Código da Contratação Pública e entregou depois (ou antes, não se sabe) a feitura do contrato a um escritório de advogados... ligado às construtoras.

O resultado foi um rombo de 597 milhões anuais na despesa pública que você, leitor, e eu estamos agora a pagar à Ascendi, isto é, à Mota-Engil de Jorge Coelho e ao BES.

O então presidente da Estradas de Portugal [Almerindo Marques] é hoje presidente da Opway, construtora do BES e accionista da Ascendi. E Paulo Campos figura de proa do "novo PS" de Seguro. Tudo está bem quando acaba em bem.

 

in JN



Publicado por Izanagi às 19:23 de 20.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Isto é governar ?

As (muitas e variadíssimas) excepções e a regra (só para os do costume) (- por Sérgio Lavos )

   Olha, não é que o "todos" de que o amigo Gaspar falava não inclui, para além dos políticos na reforma e dos funcionários do Banco de Portugal, os digníssimos deputados à Assembleia da República?  Ah, mas esperem: eles têm uma razão fortíssima para esta excepção; a medida já estava aprovada antes do anúncio do Orçamento de Estado. Ah, pronto, assim está bem, já compreendemos. No fim de contas, estamos a falar de migalhas, meras migalhas. 
 
"limites para os sacrifícios dos portugueses"  
   Depois de na semana passada o primeiro-ministro mais despesista desde o 25 de Abril ter alertado o mundo (e a Europa) para o número de circo da dupla Merkel/Sarkozy, agora vêmo-lo queixar-se das bondosas medidas de recuperação do país que o Governo PSD/CDS decidiu incluir no Orçamento de Estado.
   A evidência da acusação ("corte dos subsídios viola a equidade fiscal") já teve a merecida resposta do co-conspiracionista das escutas de Belém - na realidade, o que Cavaco pretende é proteger a sua reforma de 10.000 euros, pois claro, é tão evidente. Há quem ainda vá mais longe e, num súbito assomo de hipermemória, venha recordar os tempos do Cavaco destruidor dos sectores produtivos nacionais (agricultura e pescas à cabeça) ou se insurja, num grito de revolta, contra o silêncio do presidente nos casos da Madeira, das PPP's e das regras de atribuição de pensões.
   Esta revolta provoca em mim um misto de satisfação (finalmente vejo blogues que não são de esquerda a falar da herança de destruição deixada por Cavaco primeiro-ministro) e de surpresa; não é que bastou uma criticazinha às fabulosas medidas de Gaspar e do seu amigo tenor para que o caldo se entornasse, a tampa saltasse e a paciência se esgotasse a esta gente?
   Mais calma, meus amigos, mais calma; como se não conhecessem a esfíngica figura, o homem que paira sempre um palmo acima do comum dos mortais, nunca hesitando e raramente se enganando. Que interessa a Cavaco o futuro do país ou o destino do pobre Coelho? O ego fala mais alto, e não é com este Coelho, de quem ele nunca gostou, que a sua imagem será beliscada.
   O país estará arruinado daqui por três anos; mas, do meio dos escombros, uma figura emergirá para nos iluminar: "Eu bem vos disse, bem vos disse, já em 2011: há limites para o sacrifício dos portugueses..."
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  Deus ex machina   (-por Bruno Sena Martins )
   Se bem percebemos, a estratégia política que sustenta o Orçamento de Estado passa por afirmar credibilidade pela implementação de medidas que mantenham a validade dos números do défice acordados com a Troika - não obstante a miséria acrescida que seja necessário semear para lá se chegar. Mais. Defendem os autores das políticas de austeridade que a violência da mesma terá compensado o seu efeito negativo - recessão, desemprego, pobreza - com os benefícios de credibilidade - a imagem exterior que configurará Portugal como país cumpridor.
    Sinceramente custa-me a crer que  (aqui como lá fora) alguém confira demasiada credibilidade a um governante que, sem mugir nem tugir, empurre a economia do seu país para consabido abismo a fim de se mostrar determinado; determinado em cumprir etapas parciais que, em bom rigor, desviam Portugal dos objectivos últimos a que se comprometeu: pagar a dívida, promover a sustentabilidade da economia.
   Passos Coelho não muge nem tuge, excluindo impor uma negociação da dívida (inclusive, como condição do seu efectivo pagamento), porque acha que a melhor forma de ficar na fotografia é dizer que tentou tudo.
    Para que conste: Passos Coelho limitou-se a tentar ser um ordeiro executor do desastre. No fim, como tantos burocratas ao serviço do deus do momento, Passos Coelho repetirá que se limitou a cumprir ordens. 

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Publicado por Xa2 às 18:45 de 20.10.11 | link do post | comentar |

CARRIS | E O «ZÉ» PAGA...



Publicado por [FV] às 12:43 de 20.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Somos governados pelo homem do lixo

Se nos dermos ao trabalho de ler o curriculum profissional de Pedro Passos Coelho, constatamos, para além da vida política, estar lá alguma experiência empresarial com cargos sucessivos de director, administrador e presidente, fundamentalmente em empresas de tratamento de resíduos.

Tratamento de resíduos é um nome modernaço, embrulhado com a fita garrida da defesa do ambiente, para identificar a prosaica recolha de lixo. Ou seja, o primeiro-ministro é um homem do lixo.

Poderíamos dizer, depois do anúncio do saque ao contribuinte que o próprio fez na televisão para explicar o próximo Orçamento do Estado, que só quem está habituado a fazer um trabalho sujo estaria disposto àquele difícil papel.

É possível pensar que aquele homem sente a redenção da mesma missão visionária do presidente da Câmara de Paris que, no final do século XIX, enfrentou multidões a exigirem manter o direito de deitar no meio da rua o lixo que faziam em casa, em vez de se sujeitarem a um sistema de recolha.

Uma terceira hipótese é a de o País ter acumulado tanta porcaria que só um especialista em lixo será capaz de proceder, com eficácia, à limpeza.

Olhemos, porém, os factos. Passos Coelho deitou para o lixo a promessa de que não cortaria subsídios de Natal e 13.º mês. Deitou para o lixo a garantia de que não haveria aumento de impostos. Deitou para o lixo a insensata redução da taxa social única. Deitou para o lixo (ou, pelo menos, pôs na reciclagem) os cortes nas gorduras do Estado que beneficiam os poderosos (empresas de capitais públicos de gestão e utilidade suspeita, fundações com objectivos ridículos, autoridades que fingem que regulam, organismos e observatórios inócuos, etc., etc.). A caminho do lixo, aposto, está também a prometida redução de assessores dos ministérios em 20%. Tudo o que foi sufragado favoravelmente pelo eleitorado há apenas quatro meses está, já, no lixo.

Diz este gestor de resíduos que encontrou mais porcaria debaixo do tapete, uns três mil milhões de euros em despesas, o que justifica programar a ida de mais meio milhão de pessoas para o desemprego, a ruína de milhares de empresas e a humilhação dos funcionários públicos. Vão para o lixo.

Diz ainda que não há alternativa... Há e nada tem de revolucionária. Basta perceber o que se está a passar na Europa e aquilo que até Cavaco Silva, insuspeito de demagogia nesta matéria, tenta explicar há meses. Mas, é verdade, esse não é trabalho de tratamento de resíduos, é trabalho político complexo. Isso, o nosso homem do lixo parece não saber ou querer fazer.

 

DN 18-10-2011


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Publicado por Izanagi às 12:27 de 19.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Se o povo é quem mais ordena, que o povo se levante

Como alguém referiu num encontro em que participei somos (des)governados por estes "estrangeirados" que vindos de púlpitos, catedrais e areópagos criadores de ideologias que nos levaram ao estádio de penúria em que nos encontramos nos aparecem agora quais salvadores da pátria aplicando-nos receitas que cangalheiros e outros abutres de desgraças alheias nos administram.

Há quem chame a estes, vindos de fora, e a muitos que “andam por aí” os boys de Chicago, os rapazes que no período do governo democratico do então presidente do Chile, Salvador Allende, congeminaram, naquela cidade americana, o seu derrube e a implantação da ditadura de Pinochet.

Estes rapazes são tambem conhecidos por discípulos de Milton Friedman e acérrimos defensores das suas teorias liberalistas da economia que nos tempos correntes significam “um Estado mínimo com um mercado máximo”. O privado é endeusado ao mesmo tempo que se diaboliza tudo o que possa cheirar a intervenção publica.

Neste caso a ditadura não incide num só país mas em todo o planeta. É a ditadura especulativa financeira de fuga capitalista para os tais paraísos. É do conhecimento público que faz tempo existir gente (certos escritórios de gente importante) cuja actividade principal é tratar de fugas de dinheiro para tais paraísos.

Alguém acredita que uma mãe queira, por sua livre vontade, matar um dos seus filhos? Mesmo as putas, que me perdoem as mulheres cuja situação extrema as empurra para práticas que nunca desejaram e mesmo aquelas que por opção assumiram tal actividade nos merecem o maior respeito, não destroem os seus filhos, como podemos esperar que os filhos da pu... que criaram as offshores as matem? Para que tal desiderato se concretize será necessário que as populações se levantem e mostrem sem rodeios nem equívocos o seu descontentamento.



Publicado por DC às 10:51 de 19.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

U.E. precisa de governação económica a sério

Recapitalização da banca -  u  é  a  UE ?

Em debate com Durão Barroso no Plenário do Parlamento Europeu, no passado dia 12, perguntei:)

   "Se os bancos vão ser salvos porque são demasiado grandes para falir, então não serão também igualmente grandes os nossos Estados, o nosso euro, a nossa União e os nossos povos, para que os nossos chefes de governo e a Comissão façam o que é preciso para os salvar ?
   Como compreender, então, as recentes e indecentes propostas da Comissão destinadas a impor condicionalidade macroeconómica sobre os fundos estruturais, penalizando os povos dos Estados-Membros em piores condições económicas e financeiras, logo os mais necessitados de solidariedade europeia?
   Se os bancos vão ser recapitalizados à conta dos contribuintes, é preciso uma forte condicionalidade, que inclua uma separação clara entre banca comercial e de investimento (e a banca pública ou nacional).

   E que procure que os bancos não continuem a ser instrumentais na teia de corrupção, de evasão fiscal, de fraude fiscal, de lavagem de dinheiro, de criminalidade organizada - a nível europeu e global - que tem vindo a debilitar os nossos Estados, a nossa União e a roubar os nossos cidadãos.
   Sem controlo (ou fim) dos paraísos fiscais e sem harmonização fiscal (na UE), a governação económica será uma paródia".

 

(O líder do PS também já veio declarar que a solução para a crise mundial passa por a União Europeia e o G20 atacar o problema dos 'offshores'... e pediu aos chefes de governo e de Estado discutam e resolvam isso nos foruns políticos europeus e mundiais)



Publicado por Xa2 às 07:10 de 19.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Governo/ direita neo-liberal : desvalorizar, privatizar/ saldar e despedir + e +

Cinismo

Vitor Gaspar O pensamento e a estratégia deste Governo começam a sair das trevas.  Aos poucos, o cinismo vai aparecendo e deixa escorregar pistas para que nos guiemos no futuro.
    Tal como fizeram no BPN que venderam por tuta-e-meia deixando os prejuízos para serem pagos por todos nós;
tal como fizeram com as Golden Share que entregaram aos accionistas sem retirarem qualquer contrapartida para os cofres públicos;
tal como estão a fazer nas empresas públicas reduzindo-lhes o valor para as privatizar/ comercializar a preço de saldo;
também estão a desvalorizar o custo dos Trabalhadores da Administração Pública para depois os despedir barato.
    O cinismo feito de meias verdades e de silêncios, acabou por revelar as colossais mentiras que vendem como inevitabilidades e ganha contornos quando o Ministro dos Impostos afirma que em 2012 e 2013 o défice será combatido sem o recurso a medidas excepcionais ao mesmo tempo que anuncia as medidas excepcionais que escravizam os Trabalhadores da Administração Pública. Completa a tramóia deixando ficar o recado que as medidas estruturais passam pelo despedimento de 100.000 trabalhadores, medida que só não foi ainda aplicada porque seria cara e politicamente inoportuna.
    Não disse, mas já se percebe, porque razão as projecções do acréscimo de desemprego são as que anunciou.
    O governo Coelho/Portas não hesita em fazer o downgrade de todos os valores do Estado para os poder manipular a baixo custo. Os 100.000 trabalhadores da Administração Pública têm de ficar suficientemente baratos para que depois possam ser descartados sem custos, enquanto se blindam as reformas  escandalosamente milionárias que estão instaladas no purgatório do Estado.
    Está lá tudo. Releiam, revejam e confirmem.
As entrelinhas são o diabo e o Inferno está próximo.
           LNT, [0.461/2011]


Publicado por Xa2 às 18:35 de 18.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Gordos, íncompetentes e destruidores

gordo  é  você  !

     Há dois anos que escrevo neste jornal que a austeridade só acrescenta crise à crise. Que tratá-la como uma inevitabilidade é um ato de desistência. Porque ela torna qualquer sacrifício inútil.
    Infelizmente, as pessoas aceitaram a mentira de que o nosso problema era a dívida pública e não, como sempre foi, (2/3 do problema é a dívida externa privada. Compraram a tese do "Estado gordo" que lhes foi vendida em doses cavalares de populismo mediático.
     Houve quem tentasse explicar que grande parte da despesa do Estado é em pensões e salários. Que para a dieta que se tem defendido, e para a qual as pessoas foram preparadas, não chega acabar com o TGV, com as SCUT, com os motoristas dos ministros ou uns quantos institutos. Acabou então o tempo das palavras. Os factos estão aí. Agora já sabem: a gordura de que se falava são vocês (não o Estado). São vocês e não outros que vivem, nas palavras de tantos políticos e comentadores, acima das vossas possibilidades.   
    Trabalha no sector privado e julga que não lhe toca? Toca e não é pouco. Porque, como também já houve quem tentasse explicar, a economia de um país não é como a economia doméstica. Quando se corta na receita de uns, os que dependem do seu consumo são os próximos a sentir a pancada. Se se poupa de mais, o dinheiro não fica guardado debaixo do colchão. Sai da economia e a dieta torna-se fatal.  
    A suspensão do subsídio de férias e do 13º mês dos funcionários públicos e dos reformados que recebam mais de mil euros - gente rica, portanto - não é apenas um roubo. É o enterro da nossa economia por muitos anos. Depois desta decisão todas as empresas ligadas ao comércio podem começar a preparar-se para fechar as portas. E depois delas todas as empresas que as fornecem. E quando tudo fechar, sempre quero saber onde vai o Governo sacar impostos. E como vai pôr em ordem as contas públicas.

    E como vamos crescer e poupar para ter liquidez e não depender do crédito externo. Não somos apenas governados por incompetentes. Esta gente é estúpida. E está a destruir o nosso futuro.

        (-por Daniel Oliveira)



Publicado por Xa2 às 13:18 de 18.10.11 | link do post | comentar |

Mais próximos da escravatura

Meia hora mais próximos do fuso horário de Pequim

    O aumento em meia hora da jornada diária de trabalho é um truque. Um truque para aumentar a produtividade nas estatísticas sem mudar nada nas empresas e na economia. Único resultado: reduzir o preço unitário do trabalho. É esta a fezada dos ultras que nos governam: se reduzirmos o preço do trabalho - que já é um dos mais baixos da Europa, sem que se tivesse notado nenhuma vantagem para a nossa economia - seremos mais competitivo.    Um pequeno problema: a criação de emprego deveria ser uma prioridade absoluta. Uma prioridade social, económica e até para as finanças dos Estado. Esta esperteza saloia apenas aumentará o desemprego. E com o aumento do desemprego reduzem-se as receitas fiscaise aumentam as despesas sociais - isto para me ficar por argumentos económicos e financeiros, os únicos que os amigos de Gaspar percebem.

    Sim, aproxima-nos do fuso horário de Pequim. Mas só há uma forma de competir com a China: queimar o País, destruir a democracia e começar tudo a partir da miséria absoluta. No fundo, é mesmo nisto que estes irresponsáveis acreditam.

    A outra fezada destes engenheiros sociais é que se reduzirem os rendimentos - e é nisso que este aumento de meia hora resulta (menos trabalhadores a fazer o mesmo significa menos rendimento para o conjunto dos trabalhadores) -diminuirão o consumo. Se diminuírem o consumo diminuem as importações. Apenas um pequeno problema: a maioria dos portugueses quase só consome o básico. Ou seja, querem mexer na balança de transações à custa da miséria. É exatamente o que o regime chinês faz: trabalho escravo, rendimentos apenas suficientes para a sobrevivência, acumulação de capital no meio da pobreza.

    Só que a China é uma ditadura. Sem sindicatos livres ou eleições. Portugal, por enquanto, ainda é uma democracia. E é por isso que aplaudo o acordo anunciado entre a CGTP e a UGT para a realização de uma greve geral. Acrescentam às contas chinesas de Passos e Gaspar um factor com que eles nunca contam: a resistência das pessoas a esta "revolução cultural".

         (-por Daniel Oliveira )



Publicado por Xa2 às 13:17 de 18.10.11 | link do post | comentar |

Crise provocada com intenções usurpadoras. Eu não sou adivinho!

Eu não sou adivinho como parece ter sido o juiz que ilibou das acusações elencadas pelo Banco de Portugal a alguns dos presumíveis responsáveis pelos desvios nos BPN. Vejam lá que o dinheiro desaparece, nos pagamos e ninguém foi ou vai dentro. Isto é o máximo do expoente solidário em que os pobres, os excluídos, os sem abrigo, ajudam à faustosa vivencia de certas pessoas.

Ângela Merkel que havia dito, na semana passada, "não há milagres" na cimeira de domingo para a resolução da crise demonstrou que os seus interesses são outros que não seja a valorização dos mercados e o crescimento da economia.

Tudo indicia que esta gente está mais interessada nas quebras generalizadas nas bolsas europeias com o EuroStoxx 50 a cair 1,68% e o Bloomberg European 500 a descer 1,05%. Em Wall Street o balde de água frio germânico foi ainda mais pernicioso - com os principais índices a serem atacados pelo "urso": o índice Dow Jones quebrou 2,13%, o S&P 500 caiu 1,94% e o Nasdaq  teve uma queda de 1,98%. O saldo diário final das palavras alemãs foi uma quebra bolsista mundial de 1%. A nível do sector financeiro, a quebra de capitalização nas bolsas mundiais foi superior, de 1,2%.

Eu não sou adivinho mas lendo as declarações proferidas por certos alemães como sejam Wolfgang Schauble que falando de "irrealismo" na resolução da crise em oito dias, fez baixar drasticamente as expectativas sobre a cimeira de domingo quase a matando, mais parece estarem a fazer o jeito a certos empresários e especuladores para adquiram as empresas públicas gregas, portuguesas, espanholas e italianas e pelo menos uma ou duas ilhas dispersas, no Atlântico “ao preço da uva mijona”. 

Depois disso iremos constatar e retoma bolsista e a valorização da economia para que o capitalismo especulativo retome a sua marcha, a menos que, entretanto, os indignados se indignem, efectivamente, e as populações do planeta assumam nas suas mãos outras soluções e novos rumos para a economia mundial e fluxos financeiros.



Publicado por DC às 13:04 de 18.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

POLÍTICAS SÉRIAS, PRECISAM-SE!



Publicado por [FV] às 11:17 de 18.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

União contra o rebaixar dos servidores públicos e o pilhar recursos públicos

Vale a pena ler (via PuxaPalavra) o texto de André Freire (clicar na imagem para ampliar):

. Ler

 

Em artigo no Público, André Freire identifica bem a natureza ideológica de uma política orçamental que radica no “ódio profundo” aos servidores públicos e à justiça social, que para esta gente não passa, para usar uma formulação reaccionária clássica, de “inveja idealizada”. Desvalorizar e desmoralizar os servidores públicos é fundamental para a economia política da pilhagem dos recursos públicos. André Freire faz por isso um pertinente apelo à unidade das forças sindicais e políticas, onde se inclui um PS que se quer ser de esquerda, se quer ser civilizado, se quer ser qualquer coisa, só pode votar contra o orçamento da depressão.
   Entretanto, no Económico, João Cardoso Rosas identifica com realismo alguns dos custos do planeado incremento da desigualdade económica num país já tão fracturado.


Publicado por Xa2 às 07:07 de 18.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Demagogia, divisionismo e desvalorização dos trabalhadores

Conversas do tretas

GuilhotinasDeixem-me lá pensar em voz alta.
    Passos Coelho anunciou que, cortando nos vencimentos da Administração Pública, estava a agir directamente sobre o défice ao passo que os vencimentos da privada não tem esse efeito.
    Até parece verdade, não fosse a alarvidade ser coisa da idade média e a escravatura estar abolida em Portugal há muitos séculos.
É que:
1- Não se combate o desemprego com medidas que desvalorizam o trabalho;
2- A medida social minimamente justa seria a criação de um imposto extraordinário como o que foi feito em relação ao subsídio de Natal deste ano, porque isso não desvaloriza o valor do trabalho e porque,
ao contrário da actual mais que previsível ilegalidade que é o roubo de parte dos salários de uma parcela da sociedade portuguesa, se trata de uma forma de repartição do esforço nacional para enfrentar a emergência em que nos encontramos;
3- A coragem que eles tanto gostam de evocar quando reduzem a sua inteligência ao fácil e ao demagogo, não passa por criar mecanismos de regulação do sector estado mas sim por escravizar os funcionários.
P.e. tratem o sector estado com as mesmas regras do sector privado, incluindo todas as formas indirectas de vencimentos como são as atribuições de carros e telemóveis (não há gato-pingado no privado que os não tenha) que nunca são contabilizados para efeitos de IRS, e também com os despedimentos legais na AP;
4- Se têm funcionários que não produzem, tenham a coragem de reformar esse sector usando o mérito como medida, em vez do igualitarismo populista e divisionista que estão a aplicar.

Deixem-me lá pensar em voz alta.
   Passos Coelho anunciou que queria ter gente de craveira à frente da Administração Pública e por isso iria rever em alta os salários das chefias (interessante que ele disse isto em directo na televisão ao mesmo tempo que falava da invenção do desvio médio 10...15% e não ouvi um único comentador referir-se ao assunto).
   Pelo silêncio feito em volta desta declaração parece que a miuçalha se convenceu da bondade, mas:
   1- Sabemos pelo anúncio feito que quase toda a Administração vai entrar em reestruturação, fusão, etc. e que a Lei prevê que esta realidade determine que caiam todos as chefias. Logo, todas as novas chefias da Administração Pública vão ser nomeadas, em breve, pelo actual poder;
2- Os corredores, mangas e baldios do PSD e arredores estão cheios de boy's ávidos a aguardar o seu momento pas-de-deux, muitos deles já calçaram as sapatilhas de pontas. No CDS são menos porque os táxis têm lotação limitada, mas isto é uma janela de oportunidade para o upgrade à caminheta;
3- Há que criar condições para que os boy's fiquem mansos e isso consegue-se com o aumento da ração. (Em tempos chamavam-lhe o "POTE");
4- Há que pulverizar a ração, para a tornar mais apetecível, com mais uns pós de ouro que entretanto estão a ser desviados de quem trabalha.

 


Deixem-me lá pensar em voz alta.
    Passos Coelho anunciou aos autarcas do seu Partido que deixava cair o corte nas reformas dos pensionistas acima dos 1.500 Euros porque já lhes retirava os subsídios de Natal e de Férias.
    Até parece ser uma medida socialmente justa uma vez que quando falamos de pensionistas lembramo-nos daqueles que vemos a jogar à bisca nos jardins públicos, mas:
1- Esses pensionistas não têm reformas superiores a 1.500 Euros;
2- Os pensionistas como o nosso Presidente da República, ex-dirigentes do Banco de Portugal, ex-deputados, ex-administradores da Caixa Geral de Depósitos e por aí fora, não só deviam acompanhar esses cortes feitos aos trabalhadores no activo, como deveriam também ter um tecto máximo de reforma.
    A demagogia levada ao mais alto nível e a defesa dos direitos próprios é um escândalo inaceitável numa sociedade que está a ser todos os dias mais e mais espoliada. É mesmo um caso para veemente indignação pública.

Deixem-me lá pensar em voz alta.
    Passos Coelho anunciou aos autarcas do seu Partido que partia do conhecimento de que "EM MÉDIA" os trabalhadores da Administração Pública auferiam vencimentos 10...15% acima dos do sector privado.
    Na explicação da demagogia que se destina a virar os portugueses uns contra os outros, para que os portugueses não se virem com si (contra ele – Passos Coelho), não informou várias coisas, entre elas:
1- Quais as fontes que o levaram a tal conclusão;
2- Sabendo essas fontes, qual a data desses estudos;
3- Sabendo as duas coisas anteriores, quais as categorias da administração pública que provocam o desvio de 10...15% que ele diz haver;
4- Sabendo as três coisas anteriores, qual o universo que foi considerado como administração pública (se é só a administração pública ou os trabalhadores do sector empresarial do estado)
5- Sabendo as quatro coisas anteriores, qual a percentagem de desvio (10 ou 15%)
         É que:
1- É importante saber se os estudos que o levaram a tal conclusão são anteriores aos congelamentos dos últimos anos na AP e à redução decretada, em Janeiro, aos salários acima de 1.500 Euros;
2- É importante saber se o tal desvio de 10...15% se obtém em relação às categorias mais baixas da AP (possivelmente porque o salário mínimo praticado na AP é superior ao salário mínimo nacional). Isto também é importante saber porque, como se sabe, as medidas aplicam-se a quem tem salários acima dos 1.000 Euros e já anteriormente se aplicou aos salários acima dos 1.500 Euros, não indo estas medidas em consequência, alterar esse desvio;
3- É importante saber se o tal desvio se refere aos trabalhadores da administração pública ou a todos os do sector Estado, porque isso acentuará a mentira que Passos Coelho está a usar para fundamentar uma medida esclavagista, imoral e sem contrapartidas que penalizará todos os que recebem do estado mas que, do Estado, obtêm tratamento diferente;
4- É importante saber se o tal desvio "em média" de 10...15% é de 10 ou de 15% porque quem fala destas coisas tem obrigação de ser claro e não de usar margens de incerteza para fundamentar os seus delírios.
LNT, [0.453/2011]
 
(5- E é importante e necessário comparar o que é comparável, por ex: quanto ganha em média um licenciado em direito na AP e um na privada. E deve referir-se que os universos e as médias (...) destes são incomparáveis !! pois, na AP, existem muito mais licenciados - médicos, professores, juízes, ...- do que no sector privado.  Para querer impôr medidas ... não vale ser demagogo rasca e considerar que a maioria dos cidadãos 'engole tudo' porque são alienados ou destituídos de raciocínio e coragem!).



Publicado por Xa2 às 18:17 de 17.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

POLÍTICOS A SÉRIO, PRECISA-SE!



Publicado por [FV] às 12:36 de 17.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Orçamento de Estado: O esbulho e o Tribunal Constitucional

Como é do conhecimento público o Tribunal Constitucional (TC) rejeitou, há cerca de um ano, o pedido feito por um grupo de deputados da Assembleia da Republica (AR) de declarar inconstitucional a norma do Orçamento de Estado (OE) de 2011 que impôs o corte nos salários dos funcionários publicos e da Empresas Publicas, apesar destas se regerem, segundo a lei, pelas normas do sector privado.

O argumento justificativo que o TC encontrou foi o de que aquela medida (corte até 10% nos ordenados) não tinha validade superior a um ano, por isso de carácter transitório e de natureza excepcional.

O TC parece, assim, ter enviado para as ortigas o conceito da não descriminação negativa cujo principio da igualdade de tratamento perante a lei consagrado constitucionalmente e segundo a Declaração Universal dos direitos do Homem.

Sendo que a mesma filosofia e medidas, ainda muito mais discricionárias e gravosas, estão previstas serem aprovadas para vigorar até 2014, ou seja uma duração de pelo menos quatro anos, os argumentos dos Juízes do TC decaíram. Que argumentos irão arguir se um próximo grupo de deputados ou conjunto de cidadãos voltar a suscitar o pedido de declaração de inconstitucionalidade das normas que venham a ser aprovadas?

Parece que ainda, não entenderam, os juízes, ser muito repetitivo o argumento por si invocado de “natureza excepcional e indispensável” das medidas avulso que sucessiva e recorrentemente fazem tábua rasa dos preceitos constitucionais. Os abusos, fugas e desvios de dinheiros publicos que têm levado à situação em que o país se encontra nunca conheceram responsabilização de quem o deveria ser e os senhores juízes nada fizeram, ex ofício, como lhes competiria.

O TC afirma, tambem, com frequência demasiada que a constituição não consagra a garantia da irredutibilidade dos salários remetendo para a lei ordinária essa consagração. É caso para nos perguntarmos como interpretará o nº 2 do artigo 16º da CR que prevê que “os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem” e que essa declaração salvaguarda os princípios da dignidade humana e que o direito a uma remuneração digna salvaguarda essa dignidade.

Será que os juízes do TC admitem mais plausível da dignidade do homem e da humanidade é admitir-se o esbulho de tudo o que pertence ao Estado e ir parar às mãos de usurários especuladores, concentrando riquezas desmedidas?

Hoje comemora-se o dia internacional do combate contra a pobreza. Tal tem sido a evolução das disparidades na distribuição da riqueza produzida que como diz Alfredo Bruto da Costa “os ricos riem-se” visto que o foço entre aqueles e estes vem aumentando como os postes abaixo ilustram.



Publicado por DC às 10:06 de 17.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Coordenar e protestar globalmente

A outra globalização

 

A outra globalização é a dos milhões que se coordenam para protestar pacificamente no mesmo dia.
   O que há de importante no 15 de Outubro não é só os milhares em Lisboa, Porto e outras cidades portuguesas. É a escala mundial do movimento. A globalização de pernas para o ar.
   Não faltam razões para o protesto.
   Até agora nada de importante mudou quanto às razões que provocaram a crise: a compressão dos salários, o enriquecimento do 1% que vive de rendimentos, o desvio desses rendimentos do investimento para aplicações especulativas via off-shores (e fuga aos impostos), hedge-funds e outras aberrações financeiras.
   Esta crise não é Grega, Portuguesa ou Irlandesa.

   É o episódio final de um regime de acumulação de compressão dos salários e procura sustentada a crédito. A tentativa desesperada de preservar este regime e os privilégios do 1% que vive de rendimentos é o verdadeiro nome da crise. O alvo escolhido pelos 99% é certeiro.
   Agora é preciso alargar, unir, avançar ideias e propostas em que os 99% se reconheçam. Ser inteligentes, apesar de indignados. Perceber que querem confundir protesto com motim para produzir imagens chocantes para os telejornais. Nada disso é difícil para os serviços de provocação mesmo que sejam pobrezinhos.
   Mas ontem não conseguiram. Pareceu-me até que os profissionais da PSP não estavam para aí voltados. E se algum dia estiverem é preciso resistir... pacificamente. Esse é um dos ensinamentos mais importantes de muitas lutas ganhadoras.


Publicado por Xa2 às 08:15 de 17.10.11 | link do post | comentar |

«ELES SABEM LÁ O QUE É A VIDA...»



Publicado por [FV] às 08:14 de 17.10.11 | link do post | comentar |

«ELES SABEM LÁ O QUE É A VIDA...»



Publicado por [FV] às 08:13 de 17.10.11 | link do post | comentar |

CP | E O «ZÉ» PAGA...


Publicado por [FV] às 16:03 de 16.10.11 | link do post | comentar |

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