Povos da Europa : Levantem-se !
Greve geral no Reino Unido. Desde Thatcher (ou antes) que não se via uma mobilização assim. Paralisação de hoje poderá ser a de maior adesão desde 1926, dizem sindicatos.(Por J.A.Viana, Ionline, 30.11.11)
 Occupy-manifestação  Etorre Ferrari/EPA


Publicado por Xa2 às 19:15 de 30.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Clube político para renovação socialista (em Portugal, Europa e internacional)

UM NOVO CLUBE POLÍTICO NO PS

  Subscritores do Manifesto para uma Renovação Socialista[http://manifestops.blogs.sapo.pt/ ], reunidos em Coimbra, no passado dia 26 de Novembro, fundaram um novo clube político no âmbito do Partido Socialista.
   “CLUBE MANIFESTO – para uma renovação socialista, eis o nome que foi escolhido. Ao novo clube aderiram já quarenta e oito militantes do Partido Socialista, pertencentes a algumas das suas Federações. O documento acima referido é a identidade política do clube.

    Podem aderir aqueles que, concordando com o Manifesto, o subscrevam. Vai abrir-se, assim, um novo espaço de debate sobre a actualidade política, sobre as questões económicas e sociais mais candentes, sobre a vida do PS, sobre a esquerda em geral, sobre Portugal, a Europa e o Mundo, sobre o injusto garrote neoliberal e a dolorosa agonia do capitalismo, sobre o pós-capitalismo e o horizonte socialista.
     Foi constituída uma Comissão Instaladora, destinada a preparar uma nova reunião, em que serão aprovadas as regras essenciais para o funcionamento do Clube e uma estrutura simples de coordenação; bem como a promover outras iniciativas aprovadas.
     Desde já, ficou decidida a realização de um Colóquio, a realizar em Fevereiro próximo, que irá centrar-se em dois temas principais:

   - primeiro, a renovação político-organizativa do Partido Socialista, com destaque para a questão das eleições primárias abertas, para escolha dos candidatos a apresentar pelo PS nas diversas eleições; para o imperativo de serem criados obstáculos estruturais que tornem objectivamente inviável, dentro ou a partir do PS, qualquer promiscuidade entre política e negócios; e para a necessidade de um grande passo em frente na senda de uma maior qualidade democrática na vida do partido, especialmente nos processos eleitorais internos;
   -segundo, o projecto autárquico do PS concebido no quadro de uma reforma do Estado, numa perspectiva potenciadora da qualidade de vida das pessoas, através da territorialização de uma economia plural, ecologicamente amigável.
    No decurso da reunião do passado dia 26, foi debatida a actual conjuntura portuguesa, a situação do PS, o bloqueio do projecto europeu, a estagnação do Partido Socialista Europeu e o extravio da Internacional Socialista.
     Pela Comissão Instaladora .
     Rui Namorado



Publicado por Xa2 às 07:37 de 30.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (13) |

REFORÇO: PARA COMEÇAR A RESOLVER A «CRISE»



Publicado por [FV] às 17:53 de 29.11.11 | link do post | comentar |

Não a ''Estado Novoliberal''

País de pobreza, famílias oligárquicas, segregação económico-social, exploração, medo, subserviência, emigração/ostracismo, caridadezinha, prisão e ditadura

(-Isabel do Carmo, Público, 28.11.2011, via PuxaPalavra)


Publicado por Xa2 às 07:55 de 29.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

Tão amigos que eles são. Ou eram?

 

- Com governantes destes quem precisa de ser governado?



Publicado por [FV] às 07:52 de 29.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Guerra financeira para pilhagem de países e cidadãos

A pilhagem da riqueza dos países pelos grandes bancos e corporações internacionais, o Banco Mundial e o FMI

 .
    A estratégia dos grandes bancos e corporações internacionais, do Banco Mundial e do FMI de pilhagem da riqueza dos países é concretizada, principalmente, através da criação de dívidas soberanas (dívidas dos estados) impagáveis, as quais acabam por obrigar os estados a realizar dinheiro, para o pagamento das suas dívidas, através da privatização (venda aos "investidores do mercado") de todo o património público dos países que possa gerar lucros. Por exemplo:

    a) Os transportes aéreos (TAP - Transportes Aéreos Portugueses e ANA - Aeroportos de Portugal);

    b) Os transportes ferroviários (CP - Comboios de Portugal e em estudo a REFER - Rede Ferroviária Nacional);

    c) Os transportes rodoviários (Carris e STCP);

    d) Os metropolitanos (Metro de Lisboa);

    e) A electricidade (EDP - Electricidade de Portugal e REN - Redes Energéticas Nacionais);

    f)  A água (Águas de Portugal);

    g) O gás e outros combustíveis (GALP);

    h) As comunicações e telecomunicações (Portugal Telecom e CTT - Correios de Portugal);

    i) A comunicação social (RTP - Rádio e Televisão de Portugal (Televisão Pública, Antena 1, 2 e 3) e LUSA - Agência de Notícias de Portugal);

    j) Campos petrolíferos (não há no caso português, ou melhor, os campos existentes ainda não foram considerados economicamente viáveis para serem explorados);

    k) Minérios (já foram concessionadas ao "capital estrangeiro", anteriormente, todas as minas rentáveis portuguesas)

    As cerejas em cima deste grande bolo são as seguintes:

    a) As privatizações são feitas a preços inferiores ao valor real das empresas devido ao facto destas vendas serem forçadas. Além disso, para ajudar a baixar ainda mais o preço de venda das empresas, as agências de notação financeira Moody's, Standard & Poor's e Fitch (controladas pelos grandes bancos e corporações internacionais) têm piorado sucessivamente a notação destas empresas. Este negócio de privatização é obviamente prejudicial para o interesse público;

    b) O aumento exigido do preço ao consumidor dos serviços a privatizar (electricidade, gás, água, transportes, etc.) serve para garantir que as empresas a privatizar possam vir a dar lucros;

    c) A diminuição generalizada dos salários em resultado do aumento brutal do desemprego e das medidas administrativas de contenção das actualizações salariais face à inflação, garante maiores lucros em resultado da diminuição dos custos de produção;

    d) O controlo total da comunicação social dos países nas mãos dos privados (grandes corporações internacionais) facilitará futuras pilhagens sem que os cidadãos se apercebam da situação;

    e) O controlo total das comunicações dos países (em especial a Internet) nas mãos dos privados (grandes corporações internacionais) juntamente com controlo total da comunicação social permitirá às grandes corporações internacionais o controlo total da informação a que os cidadãos terão acesso. A título de exemplo, veja-se o caso de França, onde Sarkosy conseguiu a aprovação de uma lei que permite às empresas fornecedoras de acesso à Internet a capacidade de cortar o acesso à Internet a qualquer cidadão ou entidade colectiva com base em denúncias de "downloads ilegais", sem ser necessária uma ordem judicial para o efeito (ver nota 2).

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    Nota 1 - Convém chamar a atenção para o facto de que, desde há vários anos, as empresas privadas "portuguesas", que operam nestas áreas, têm vindo a ser compradas pelo chamado investimento estrangeiro (grandes bancos e corporações internacionais), graças à globalização e, em particular, à livre circulação de capitais imposta a todos os países.

    Nota 2 - A lei de Sarkosy é justificada oficialmente pela necessidade de defender os direitos de autor e impedir as cópias piratas via Internet. Porém, em termos práticos, quando o utilizador da Internet transfere um ficheiro digital (contendo uma música, uma fotografia, um livro, uma apresentação de PowerPoint , um vídeo do YouTube, etc. ) por qualquer via (downloads, messenger, e-mail, aplicações específicas, etc.), a maior parte das vezes, não sabe nem pode saber se o conteúdo está protegido por direitos de autor, ou se o pagamento do download cobre os direitos de autor. Quem disponibiliza na Internet ficheiros digitais para venda ou para partilha é que sabe se os seus conteúdos estão sujeitos ou não a direitos de autores. Portanto, não é o consumidor final dos ficheiros digitais que é responsável pela pirataria. Assim, torna-se claro, que o objectivo final e encoberto da lei de Sarkosy é o de permitir o corte discricionário do acesso à Internet aos cidadãos ou entidades colectivas "perigosos" para o sistema.

 

    As "ajudas" do FMI (os chamados resgates) para que os países possam honrar o pagamento das suas dívidas são, na prática, uma forma de endividar ainda mais os países que se encontram já muito endividados, pelas seguintes razões:

    a) As "ajudas" são, nada mais nada menos, que novos empréstimos com juros (agiotas), que serão utilizados para pagar os empréstimos já existentes. Ou seja, os países endividados, além de manterem as dívidas anteriores impagáveis, acumulam, com estas "ajudas" mais dívidas!

    b) As exigências do FMI de privatização da maior parte da riqueza pública, tornam os países endividados em países mais pobres!

    c) As medidas impostas de austeridade sufocam a economia dos países endividados, o que implica a redução da produção de riqueza e consequentemente tornam esses países ainda mais pobres!

    d) As exigências do FMI em reduzir os direitos dos trabalhadores, quer ao nível do código do trabalho, quer ao nível dos apoios sociais, mais o aumento do desemprego decorrente das medidas de austeridade, implicam o empobrecimento geral da maioria da população, o qual, por sua vez implica um menor consumo, logo, acaba por se produzir menos riqueza nos países "ajudados"!

    Em suma, as "ajudas" do FMI "enterram" ainda mais os países endividados!

 

    A pilhagem dos recursos (materiais, financeiros e laborais) dos países não é feita, desta vez, através de uma guerra militar, mas sim é feita, subtilmente, através de uma guerra financeira, com o conluio de muitos governantes e "peritos" (políticos, economistas, e jornalistas) e com a colaboração inconsciente dos restantes governantes e de quase todos os restantes peritos, nos países saqueados.

 

    Documentários

    Confissões de um "assassino económico":

    http://aeiou.expresso.pt/assassino-economico-como-se-destroi-um-pais-video=f659998

    http://www.youtube.com/watch?v=rcxRfs0ozF0  e http://www.youtube.com/watch?v=AyBS88nRhDM     (Há mais vídeos no YouTube sobre este tema)

    Citação

    Toda verdade atravessa 3 fases:

    Na 1ª fase - É ridicularizada;

    Na 2ª fase - É violentamente contrariada;

    Na 3ª fase - É aceite como a própria prova.

    Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão

    Informação complementar

    O plano de privatizações dos sectores estratégicos da Argentina:

    http://www.youtube.com/watch?v=mHKWoE8qyu0&feature=email

    Os banqueiros aceleram a marcha para o saqueio da Grécia e os sociais-democratas votam pelo suicídio nacional

    http://resistir.info/crise/hudson_24jun11_p.html

    The Essence Of Banking...

    http://dailybail.com/home/the-essence-of-banking.html

    Portugal não precisava de ajuda externa e agências de "rating" têm de ser travadas

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=479179

    Privatizações agravam défice externo e endividamento do país

    http://resistir.info/e_rosa/privatizacoes_divida_02jul11.html

    Privatização da água fracassa na América Latina e na Europa

    http://luizromanelli.com.br/modules/news/article.php?storyid=328

    Impedir a privatização da água

    http://www.aguadetodos.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=62

    Big Banks Waging Warfare Against the People of the World

    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25586

    Demolição controlada da economia mundial?

    http://octopedia.blogspot.com/2011/05/demolicao-controlada-da-economia.html

    The Rampant Criminality of the Corporate and Political Elite - Murdoch and the rule of the oligarchy

    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25615

    Informação adicional

    http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Perkins

    http://en.wikipedia.org/wiki/John_Perkins_(author)

    http://en.wikipedia.org/wiki/A_Game_as_Old_as_Empire

    Economic Meltdown -- A Call for Systemic Change

    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=16236

    Vamos Fazer Dinheiro / Let's Make Money

    http://www.youtube.com/watch?v=m146POWBDaA (1/8)

      



Publicado por Xa2 às 13:40 de 28.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Esquerda: rebelar contra a inércia e contra 'mercados' e ideias neoliberais

NA EUROPA: melancolia socialista.

Hoje, vou dar-vos a conhecer um pequeno texto noticioso, publicado no diário espanhol El País, escrito em Bruxelas, pelo jornalista , Ricardo Martínez de Rituerto, intitulado “Papandreu culpa a los conservadores de "hacer fracasar a Europa" ”, cujo subtítulo é “Los socialistas europeos buscan respuestas a la crisis que los arrolla”.
   Pelo texto, se pode confirmar a gravidade do esvaziamento político que atingiu o Partido Socialista Europeu. Em contrapartida, não se consegue vislumbrar o mínimo sinal de esperança nos horizontes por ele sugeridos. Tenhamos esperança, apesar de tudo, de que se trate apenas de uma falha de informação e fiquemos a aguardar melhores notícias.

   Mas se isso não acontecer , talvez não nos reste outra saída do que a de nos rebelarmos contra a inércia cinzenta das burocracias que sufocam o socialismo europeu, condenando-o a uma quase irrelevância. Uma irrelevância que as dificuldades presentes tornam insuportável.

Vejamos o texto:
   "Los socialistas europeos celebran este viernes y sábado en Bruselas el congreso de su partido en la atmósfera de depresión y desorientación propia de quienes se han convertido en los administradores de políticas que sus electores consideran serviles a las ideas liberales y a los mercados. “Necesitamos otro espacio político”, dice el danés Poul Nyrup Rasmussen en el discurso de despedida como presidente del Partido de los Socialistas Europeos (PSE), un mandato que comenzó con otras expectativas en 2004. En su parlamento, Rasmusen ha dado calor político al ex primer ministro griego Yorgos Papandreu, quien, a su vez, ha arremetido contra “la Europa conservadora que ha hecho muy poco y muy tarde” por evitar la crisis que tiene a la UE contra las cuerdas.
    Papandreu ha sido el penúltimo socialista al que la crisis le ha costado el cargo, justo por delante de los socialistas españoles barridos en las urnas el pasado domingo. A ambos les precedió el portugués José Socrates. Ante este panorama, Rasmussen ha animado a sus correligionarios con el hecho de la llegada de socialistas a los Gobiernos de Irlanda, Finlandia y Dinamarca, en todos lo casos en coalición y sólo en Copenhague al frente del Ejecutivo. Socialistas quedan también en las coaliciones gubernamentales de Eslovaquia (con próximas elecciones que pintan mal para ellos), Austria y Bélgica (en funciones).
    Para animar al auditorio ha dicho Ramussen que quizá haya de nuevo socialistas al frente de Bélgica (si es que Elio di Rupo, que hace unos días tiró la toalla de formador de Gobierno, acepta el encargo regio de seguir intentándolo), Alemania (donde hay elecciones el próximo otoño), Francia (con François Hollande deseoso de desplazar a Nicolas Sarkozy en mayo de 2012) e Italia, en fecha imprevisible.
En buena ley, más deseos que realidades. “El enfado contra la austeridad está ahí fuera”, ha dicho Rasmussen a un auditorio que lo sabe de sobra porque lo está pagando caro. Con ánimo batallador ha pedido que estos dos días de debate y reflexión sean los de renovación y reactivación del socialismo europeo.
    Papandreu ha reconocido las cosas como son: Europa “hoy está dominada por los conservadores”, antes de arrojar sobre ellos toda la responsabilidad de lo que ocurre: “Son los que han hecho fracasar Europa y han fallado al pueblo”. En el caso griego, subraya, fueron los conservadores de Nueva Democracia quienes minaron el territorio. Él, ha dicho, sólo heredó los problemas y adoptó medidas impopulares “para poner la casa en orden”, siguiendo los dictados de la ('tróica') Comisión Europea, el Banco Central Europeo y el Fondo Monetario Internacional.
    Las referencias le han servido para explicar su órdago fallido del referéndum sobre el plan de rescate griego:

se trataba de “redistribuir el poder, dar el poder a la gente, voz a su voluntad e ir más allá de los intereses conservadores”. En el aire ha quedado por qué no llegó hasta el final en su deseo de dejar al pueblo que “decidiera su futuro” mientras ha vuelto a hacerse eco de palabras que de repetidas suenan a hueco a electores de izquierda frustrados: estrategia responsable de crecimiento, Europa competitiva, necesidad de invertir en la juventud y el empleo...
    Rasmussen cede la presidencia del PSE al exprimer ministro búlgaro Serguei Stanishev, que en 2009 perdió en su país las elecciones generales y europeas."



Publicado por Xa2 às 07:45 de 28.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

DÍVIDA PÚBLICA DA ZONA EURO

Este quadro é eloquente. Os maiores caloteiros da Europa são a Alemanha, com mais de doze vezes a dívida pública portuguesa, a Itália e a França. Sozinha, a Itália tem quase o triplo da dívida pública acumulada da Grécia, da Irlanda e de Portugal.
Em percentagem do PIB, os campeões são a Grécia (157,7%), a Itália (120,3%) e a Irlanda (112%).
«Isto» não vai acabar bem...

-Não será de «estranhar os «cérebros» da política europeia terem alinhado numa moeda única para países com realidades estruturais, económicas e sociais tão diferentes, sem terem definido uma política económica comum? Quais deles não sabiam que finanças e economia, são coisas diferentes? Foi mesmo «estupidez» ou apenas «maldade»?


MARCADORES: , ,

Publicado por [FV] às 20:33 de 27.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Rede de 'dourados sacan..': Poder global e mandaretes estaduais

O  LIXO  DA  VIRTUDE

... Acho que é um dia adequado para vos oferecer a transcrição de um texto retirado, com a devida vénia, do jornal argentino Página 12. O seu autor, Eduardo Febbro, escreveu-o em Paris. O seu título é sugestivo e revelador: “En Europa el poder es de Goldman Sachs”. E num pequeno excerto, que serve de subtítulo, acrescenta: Pertenecen a la red que Sachs tejió en el Viejo Continente y, en grados diversos, participaron en las más truculentas operaciones ilícitas orquestadas por la institución norteamericana. Además, no son los únicos.
    Vivemos numa conjuntura em que se têm vindo a incendiar alaridos, aparentemente ferozes, contra pequenos e médios corruptos, o que será bom se desembocar em punições justas e se não for a cortina de fumo necessária para se não descobrir a verdadeira grande corrupção, incrustada na lógica do próprio capitalismo ou executada com um virtuosismo suficientemente subtil para a pôr a coberto das malhas parciais de uma justiça arrastada. É certo que este vendaval de virtude, que reflecte um ascetismo teórico que chega a comover, é por vezes desviado para ajustar contas contra alguma figura pública com que as fontes não simpatizam, contra algum político que não lhes agrada. E isso é mau.

    ...E com isso não podemos deixar de nos indignar e de nos alarmar. O que pode haver de confisco invisível de bens públicos pela simples inércia das sinergias perversas desta rede de interesses, empurra para uma relativa insignificância os roubos mais onerosos de dinheiros públicos que até hoje se conhecem. E, no entanto, a comunicação social europeia, quer os virtuosos arautos do neo-liberalismo instalado, quer os miolos moles que fazem ecoar o senso comum mediático, aplaudem a chegada, a importantes alavancas do poder político e económico, do que podemos objectivamente recear que sejam alguns meliantes, mas festejando-os com se fossem puros arcanjos de um céu da economia onde se respira exclusivamente honestidade, rigor e verdade.
   Não sei se isto é uma tragédia ou uma vergonha, mas vamos lá a ler o texto para que nos lembremos sempre da estatura moral dos poderes hoje instituídos nesta Europa em delírio:


"La historia podría colmar todas las expectativas de los adeptos a las teorías del complot.

¿Dónde está el poder mundial? La respuesta cabe en un nombre y un lugar: en la sede del banco de negocios Goldman Sachs.
El banco norteamericano logró una hazaña poco frecuente en la historia política mundial: colocar a sus hombres a la cabeza de dos gobiernos europeos y del (BCE) banco que rige los destinos de las políticas económicas de la Unión Europea.
Mario Draghi, el actual presidente del Banco Central Europeo; Mario Monti, el presidente del Consejo (PM) Italiano que reemplazó a Silvio Berlusconi; Lucas Papademos, el nuevo primer ministro griego, pertenecen todos a la galaxia de Goldman Sachs. Estos tres responsables, dos de los cuales, Monti y Papademos, forman la avanzada de la anexión de la política por la tecnocracia económica, pertenecen a la red que Sachs tejió en el Viejo Continente y, en grados diversos, participaron en las más truculentas operaciones ilícitas orquestadas por la institución norteamericana.
Además, no son los únicos. Se puede también mencionar a Petros Christodoulos, hoy al frente del organismo que administra la deuda pública griega y en el pasado presidente del National Bank of Greece, al que Sachs le vendió el producto financiero conocido con el nombre de Swap y con el cual las autoridades griegas y Goldman Sachs orquestaron el maquillaje de las cuentas griegas.
    El dragón que protege los intereses de Wall Street cuenta con hombres clave en los puestos más decisivos y no sólo en Europa. Henry Paulson, ex presidente de Goldman Sachs, fue nombrado luego secretario del Tesoro norteamericano, mientras que William C. Dudley, otro alto cargo de Goldman Sachs, es el actual presidente de la Reserva Federal de Nueva York. Pero el caso de los responsables europeos es más paradigmático. La palma de honor se la lleva Mario Draghi. El hoy presidente del Banco Central Europeo, BCE, fue vicepresidente de Goldman Sachs para Europa entre los años 2002 y 2005. En ese puesto, Draghi tuvo un desempeño más que ambiguo. El título de su cargo era “empresas y deudas soberanas”. Precisamente, en ese cargo Draghi tuvo como misión vender el incendiario producto Swap. Ese instrumento financiero es un elemento determinante en el ocultamiento de las deudas soberanas, es decir, en el maquillaje de las cuentas griegas. Esa trampa fue la astucia que permitió a Grecia calificarse para formar parte de los países que iban a utilizar el euro, la moneda única europea.
   Técnicamente, y con Goldman Sachs como operador, se trató en ese entonces de transformar la deuda exterior de Grecia de dólares a euros. Con ello, la deuda griega desapareció de los balances negativos y GS se llevó una jugosa comisión. Luego, en 2006, Goldman Sachs vendió parte de ese paquete de Swaps al principal banco comercial del país, National Bank of Greece, dirigido por otro hombre de GS, Petros Christodoulos, ex trader de Goldman Sachs y en la actualidad director del organismo de gestión de la deuda de Grecia que él mismo y los ya mencionados contribuyeron a disimular primero y a incrementar después.
   Mario Draghi tiene un historial pesado. El ex presidente de la República Italiana Francesco Cossiga acusó a Draghi de haber favorecido a Goldman Sachs en la atribución de contratos importantes cuando Draghi era director del Tesoro e Italia estaba en pleno proceso privatizador. Lo cierto es que el ahora director del Banco Central Europeo aparece masivamente sindicado como el gran vendedor de Swaps en toda Europa.
    En ese entrevero de falsificaciones surge el jefe del Ejecutivo griego, Lucas Papademos. El primer ministro fue gobernador del Banco Central griego entre 1994 y 2002. Ese es precisamente el período en el que Sachs fue cómplice del ocultamiento de la realidad económica griega y en tanto que responsable de la entidad bancaria nacional, Papademos no podía ignorar la trampa que se estaba montando. Las fechas en las que ocupó el cargo hacen de él un operador del montaje
En la lista de notables le sigue Mario Monti. El actual presidente del Consejo Italiano fue consejero internacional de Goldman Sachs desde 2005.
    En resumen, muchos de los hombres que fabricaron el desastre fueron llamados ahora a tomar las riendas de puestos clave y con la misión de reparar, a costa de los beneficios sociales de los pueblos, las consecuencias de las estafas que ellos mismos llevaron a cabo. No caben dudas de que existe lo que los analistas llaman “un gobierno Sachs europeo”.
   El portugués Antonio Borges dirigió hasta hace poco –acaba de renunciar– el Departamento Europa del Fondo Monetario Internacional. Hasta 2008, Antonio Borges fue vicepresidente de Goldman Sachs.
   El desaparecido Karel Van Miert –Bélgica– fue comisario europeo de la Competencia y también un cuadro de Goldman Sachs.
   El alemán Ottmar Issing fue sucesivamente presidente de la Bundesbank, consejero internacional del banco de negocios norteamericano y miembro del Consejo de Administración del Banco Central Europeo.
   Peter O’Neill (Irlanda) es otro hombre de la enredadera: presidente de Goldman Sachs Asset Management, O’Neill, apodado El Gurú de Goldman Sachs, es el inventor del concepto de Brics, el grupo de países emergentes compuesto por Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica. A O’Neill lo acompaña otro peso pesado, Peter Sutherland, ex presidente de Goldman Sachs Internacional, miembro de la sección Europa de la Comisión Trilateral –lo mismo que Lucas Papademos–, ex integrante de la Comisión de la Competencia en la Unión Europea, fiscal general de Irlanda e influyente mediador en el plan que desembocó en el rescate de Irlanda.
   Alessio Rastani tiene toda la razón. Este personaje que se presentó ante la BBC como un trader dijo hace unas semanas: “Los políticos no gobiernan el mundo. Goldman Sachs gobierna el mundo”. Su historia es ejemplar, de doble juego, como las personalidades y las carreras de los brazos mundiales de Goldman Sachs. Alessio Rastani dijo que era un trader londinense, pero luego se descubrió que trader no era y que podría formar parte de Yes Men, un grupo de activistas que, a través de la caricatura y la infiltración de los medios, denuncian el liberalismo.
   Quedará para las páginas de la historia mundial de la impunidad la figura de estos personajes. Empleados por una firma norteamericana, orquestaron una de las mayores estafas que se hayan conocido, cuyas consecuencias se pagan hoy. Fueron premiados con el timón de la crisis con las que ellos complotaron."


Publicado por Xa2 às 13:45 de 25.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Desigualdade prejudica a sociedade e o desenvolvimento

Richard Wilkinson: o vídeo


   A que já fizemos referência aqui e no qual Wilkinson sugere que a prosperidade de um país decorre da existência de uma relação dialética - de mútuo benefício - entre crescimento económico e equidade social, contrariando assim as teses que defendem que o combate às desigualdades apenas pode ter lugar depois de se alcançar uma situação de crescimento da economia (coisa que, em regra, nunca é reconhecida, ficando sempre postergada para as calendas gregas).
    (Com um agradecimento à Joana Lopes, pela ajuda na colocação desta versão legendada em português, que a Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida produziu).

    (-p



Publicado por Xa2 às 13:36 de 25.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

CIRCULAR É VIVER

Vamos fazer circular esta mensagem.

Em nome dos cortes salariais e do roubo do subsídio de Natal e férias vamos circular este apelo que ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!


“Exigimos:

Reduzir os salários de TODOS os cargos políticos até 50%.


Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão auferir o salário.


Limitar o salário dos cargos políticos e no sector privado (é preciso moralizara o mercado) ao valor de 25 salários mínimos (+/- 12.500?)


Apenas poderão auferir UM salário.

 
Reforma para os políticos com critérios iguais aos aplicados ao comum dos cidadãos”

Vamos fazê-la circular em PORTUGAL MUITAS VEZES, tantas quantas as necessárias...

 

 

 



Publicado por Zurc às 13:03 de 23.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Depois vieram buscar ...

- E tu ficas calado e quieto ?   - Até ser demasiado tarde ?!   ... chega de desculpas:  Levanta-te  e  Luta.

 

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Publicado por Xa2 às 07:40 de 23.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

Greve e anti-demagogia

Aprender com a coragem de Yucheng

(-por Daniel Oliveira, Expresso online)

  Notícias recentes dão-nos conta que 700 trabalhadores chineses de uma fábrica de calçado desportivo, em Yucheng, que fornece a Nike e a Adidas, entraram em greve. Resistem a despedimentos e à redução dos seus já miseráveis salários. Foram, como é evidente, ferozmente reprimidos. Como se sabe, o impressionante crescimento económico da China não tem sido acompanhado por aumentos salariais proporcionais. A sua miséria serve para acumular riqueza em meia dúzia de mãos. 
   Estes trabalhadores suspeitam que se prepara uma deslocalização. Mesmo sendo trabalhadores muito baratos há ainda mais barato que eles num outro lugar do planeta. E esta "contenção salarial", como agora se chama à escravatura, é garantida por um regime totalitário que os mantém ordeiros e obedientes. Não faltará quem lhes diga que o risco que correm com esta greve, para além da prisão, é a da empresa ir mesmo embora. Que o melhor que teriam a fazer era comer e calar. Porque a vida é mesmo assim. 
   Esta greve, e tantas outras que, apesar da repressão, se vão multiplicando na China, é uma esperança para todos nós. A luta social dos chineses é o que mais facilmente pode travar a competição entre países para degradar a vida dos trabalhadores. E esta competição vem sempre com uma chantagem: ou aceitam, ou vão para o desemprego. E não falta quem tente mascarar isto de justiça global. Empobrecemos para os chineses viverem melhor. Chega então o memento em que os chineses ouvem o mesmo argumento: empobrecerão para outros quaisquer viverem melhor. Até, globalmente, vivermos todos pior. Menos os que lucram com esta concorrência pela miséria
    Os chineses que fazem greve são também uma lição. O risco que correm, ao fazer uma greve, é incomensuravelmente maior do que aquele que corremos. Por enquanto, ainda temos o direito à greve.
Podemos perder o emprego? Sim, muitos dos que estão na situação laboral que este governo sonha para todos nós - sem segurança nem contratos -, podem. Podemos perder uma promoção? Sim, podemos. É o preço que se paga pela coerência e coragem
    Cada um decidirá se vale a pena. Se a defesa da escola pública para os seus filhos, dos hospitais para si e para os seus pais vale o risco. Se a resistência ao assalto aos seus salários, às indemnizações por despedimento, aos subsídios de natal e de férias, às reformas para as quais descontaram e aos seus impostos vale o risco. Se o nosso futuro como comunidade e se a defesa do Estado Social que nos garantiu, apesar da nossa pobreza, uma vida um pouco mais digna (é comparar os números de há quarenta anos e de hoje) merece esta luta. Sendo certa uma coisa: se a greve de amanhã não se justifica, nenhuma outra se justificará. 
    O argumento contra a greve é sempre o mesmo. É sempre a mesma chantagem. Que ela só piorará a nossa economia. Que precisamos "é de trabalho". Aqueles que vivem à custa do nosso esforço, do nosso trabalho e dos nossos impostos contam com isso.
Contam os que esperam reduções salariais - que, como se vê pela China, nunca nos permitirão competir com ninguém, porque lá no fundo do poço há sempre quem receba menos para produzir mais - para aumentar ainda mais a desigualdade no mais desigual dos países europeus.
Contam os banqueiros, que fazem exigências ao governo para determinar as condições para receberem o dinheiro que os contribuintes pagarão com juros.
Conta o governo, que entre a troika e os banqueiros, tem de escolher a quem cede, sem nunca passar pela cabeça ceder a quem trabalha. Porque se quem trabalha não mostra o poder que tem não tem poder nenhum. Não conta na equação de governos avençados a interesses. Governos que só se lembram de onde vem a sua legitimidade em campanhas eleitorais. Campanhas onde nos prometem o que não tencionam cumprir
    Na vida, nada se consegue sem lutaTudo o que temos - do Serviço Nacional de Saúde à Escola Pública, do salário mínimo às férias e fins-de-semana - custou demasiado a muitos para desistirmos sem resistir. Foram criados porque os que vivem apenas do seu trabalho foram suficientemente corajosos para mostrar que sem eles não há paz social, não há produção, não há riqueza, não há lucro. Que eram e continuam a ser eles que criam a riqueza. De tempos em tempos isso tem de ser recordado. 
    Vivemos um momento histórico. Tudo está em causa. Os nossos direitos são tratados, por uma elite que vive numa redoma social, como privilégios. A nossa dignidade é tratada como um luxo. Não falta quem nos explique que é de cabeça baixa e em silêncio que sairemos desta crise. Cada um por si. Cada país por si, cada trabalhador por si, cada cidadão por si. Paralisados pelo medo que nos vendem em horário nobre. Nunca foi assim que nenhuma sociedade evolui. 
    A greve de amanhã não nos tirará da crise. Nem arruinará o País. Mas, se ela correr mal, é um sinal que damos. Um sinal de desistência e resignação. Na sexta-feira, se isso acontecesse, estaríamos todos mais desesperados, sozinhos e derrotados. Prontos para perder tudo o que conquistámos com muito mais esforço do que aquele que nos é pedido para esta greve. Às vezes, não trabalhar é a única forma de mostrar a quem tem poder que é do nosso trabalho que o seu poder depende. Espero, por isso, que corramos um décimo dos riscos que os trabalhadores de Yucheng correram. Pela mesma dignidade a que eles julgam ter direito. Quem falta nos momentos históricos não se pode queixar da história. Porque ela é feita por nós.


Publicado por Xa2 às 07:30 de 23.11.11 | link do post | comentar |

Combate fingido

Com o surgimento de organismos inúteis, o que se tenta prevenir de facto... é o combate à corrupção

O combate à corrupção tem sido uma promessa de todos os políticos. Um compromisso que nunca passou da teoria à prática. Têm sido muitas as experiências, mas os resultados, esses, são nulos. A primeira tentativa neste regime nascido a 25 de Abril, que assumiu o combate à corrupção como uma tarefa imediata (?!), foi a famosa Alta Autoridade Contra a Corrupção. Os resultados da sua acção ainda hoje, passados trinta anos, não se conhecem.

Daí para a frente, foi sempre a piorar. Nos últimos anos, então, surgiram dois organismos inúteis e risíveis.

Um deles, felizmente já extinto, foi a comissão parlamentar eventual de combate à corrupção. Era constituída por deputados ligados à banca, à promoção imobiliária e a outros negócios, sectores interessados em tudo menos no combate a essa praga.

A comissão nem fez comichão; deu um pequeno ar de sua graça e esfumou-se, deixando a corrupção no lugar central que sempre ocupou na política portuguesa.

A par desta, e sobrevivendo até ho-je, surgiu um outro organismo, o fracassado Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC). O CPC é constituído maioritariamente por directores da administração pública, dependentes dos partidos, sendo pois os melhores representantes da corrupção, e não do seu combate.

E que fez, entretanto, o CPC nos três anos que leva de vida? Decidiu que as entidades gestoras de dinheiros públicos "elaborassem planos de gestão de riscos de corrupção e infracções conexas".

Ao incumbir a elaboração dum modelo de prevenção àqueles que usufruem das vantagens da corrupção, garantiu que os resultados seriam nulos. Já que os maiores beneficiados pelo sistema não iriam obviamente modificá-lo.

É como pedir a um bando de ladrões para produzir um relatório de segurança sobre os edifícios que eles próprios costumam assaltar...

A luta contra a corrupção deveria ser uma tarefa fundamental das entidades públicas. Mas com o surgimento de organismos inúteis, que apenas fingem combater a corrupção, o que se tenta prevenir de facto... é o combate à corrupção.

Por: Paulo Morais, Professor Universitário, no CM



Publicado por [FV] às 18:15 de 22.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

As buscas vergonhosas

Ainda não se sabia o que aconteceria a Duarte Lima e já a praça estava inundada de carpideiras preocupadas com o homem. A Ordem dos Advogados já tinha um representante nas buscas mas, mesmo assim, um dos seus responsáveis foi ao local.

Provavelmente para se assegurar de que ninguém lhe batia... O procurador-geral foi ao ponto de dizer que as buscas eram "vergonhosas". O que é vergonhoso é a forma como esta gente condiciona a justiça. Foi assim na ‘Face Oculta’, agora marcada por uma ameaça, essa sim, vergonhosa, do PGR a um inspector e a um procurador, e vai ser assim com Lima. Os investigadores acabarão a ser investigados e ultrajados pelos mais togados da República.

Por: Eduardo Dâmaso, director-adjunto do CM



Publicado por [FV] às 18:11 de 22.11.11 | link do post | comentar |

Dívidas 'soberanas': causas e soluções

Crise da dívida pública e soluções

   Num destes dias, li um artigo interessante de um economista francês situando as causas da dívida soberana em:
        . Ter confiado aos grandes especuladores e seus bancos privados, aquilo a que chamam de mercados financeiros, a concessão aos Estados em crise do essencial do crédito a taxas de juro de agiotas.
        . Desigualdades desmesuradas. O excesso de riqueza concentrada em poucos alimenta a especulação, porque permite-lhe emprestar aos Estados em dificuldade a juros altos e quando a dívida explode ainda ganham mais mediante a especulação de produtos financeiros feitos com essa finalidade. Estes detentores do capital vão jogando um país a seguir a outro (é o que está a acontecer na UE), numa sequência estratégica bem conseguida que passou pelo imobiliário americano, pela especulação sobre bens alimentares, petróleo e matérias primas.
   Estas causas ligadas sustentam a plutocracia a nível mundial, a liberalização da finança e a privatização do crédito aos Estados alimentando assim a grande riqueza.
   Estas desigualdades foram deliberadamente construídas pelos governos e pelo patronato neoliberais sustentadas numa fiscalidade de classe em que os muitos ricos são duplamente ganhadores: menos impostos (ou fuga total), mas lucros especulativos sobre a dívida soberana.
   Há causas complementares como os paraísos fiscais, a concorrência (desleal e  o 'dumping') entre territórios, etc.
   A titulo de exemplo, segundo esse artigo o montante de receitas que a UE não recebe pela existência de paraísos fiscais ascende a 1500/2000 milhares de milhões de euros.
        - Como sair da crise?
    No curto prazo, BCE emprestar directamente aos Estados; reforma fiscal; taxar as transacções financeiras a começar pela UE; interditar produtos financeiros de riscos sistémicos.
    No médio/longo prazo há questão da regulação do sistema financeiro controlo dos movimentos de capitais entre a UE e o resto do mundo; acabar com os paraísos fiscais e uma política de partilha do trabalho e a criação de emprego de utilidade social e ecológica
   Estas algumas das ideias de Jean Gadrey que merecem reflexão e acção porque vão numa óptica diferente.

Nota: no mesmo sentido (críticas e propostas) já outros autores e comentadores se pronunciaram e aqui no Luminária se fez eco.

[Billions+for+Bankers.gif] «Biliões para os Banqueiros, Dívidas para o Povo». Por Sheldon Emry

 



Publicado por Xa2 às 19:10 de 21.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

«BAILINHO» DA MADEIRA


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Publicado por [FV] às 16:16 de 21.11.11 | link do post | comentar |

Porque têm MEDO da TRANSPARÊNCIA nas contas públicas ?

Quem tem medo de uma auditoria à dívida?

 

     A ofensiva austeritária tem sido protegida por um conjunto de cortinas de fumo, ardilosamente tecidas, que não só dificultam uma percepção clara e generalizada das evidências do seu fracasso como impedem uma discussão séria, aberta e democrática das alternativas para sair da crise.
   Uma dessas cortinas é ideológica e materializa-se na capacidade de influência, nos espaços de decisão, de um pensamento económico que continua a sacralizar os mercados (finança, especuladores, ...) e que tem no neoliberalismo a sua mais eficaz e contundente expressão política.

   Uma segunda cortina de fumo, decisiva para assegurar a persistência da narrativa austeritária, forma-se no espaço comunicacional e traduz-se na sua colonização pelo discurso da inevitabilidade dos sacrifícios, que um coro disciplinado e monolítico de economistas se encarrega de repetir sem cessar, protegido do confronto de ideias e do pluralismo de opinião.

   Assegurado o domínio do espaço mediático, a terceira cortina ergue o muro da desinformação, transportando consigo a ofensiva contra o Estado, a protecção social e os serviços públicos de educação, saúde e transportes.
    É este denso manto de ocultação e bloqueio que permitiu converter a crise financeira resultante da desregulamentação dos mercados numa crise das dívidas soberanas, criando a ilusão de que reside no Estado e na despesa pública a responsabilidade pela situação económica e social em que as periferias europeias se encontram.

   É no colo desta retórica que os cidadãos têm sido embalados, com a melodia inquinada do «viver acima das possibilidades», das «gorduras do Estado» e da engenhosa falácia de que este «consome» em demasia o que a economia produz.

Como se as infraestrutruras (, serviços) e equipamentos públicos, a saúde, a educação, a segurança e a justiça não fossem igualmente economia e não beneficiassem, decisivamente, as condições necessárias ao funcionamento do sector privado. Como se o crescimento anémico da última década não fosse uma das causas centrais de um modelo económico assente no endividamento, enquadrado por uma moeda única que é interessante para a Europa desenvolvida, mas catastrófica para as economias do sul.

    A auditoria cidadã à dívida é por isso um passo crucial para rasgar uma brecha de luz na atmosfera carregada das deturpações, encobrimentos, mitos e mentiras de que a narrativa austeritária necessita para se conseguir impor e sobreviver. Por imperativo elementar numa sociedade democrática, mas também por exigência basilar de transparência, há perguntas que não podem ficar sem resposta.

- Porque devemos e porque nos endividámos? - A quem e quanto devemos?

- Que juros comportam as abnegadas «ajudas» que nos prometem a salvação? - Quanto representam no total da dívida?

- Que parte deve afinal ser imputada aos serviços públicos, tomados de assalto pelos selváticos cortes orçamentais?
   Quando o desconhecimento deliberado é a principal força do embuste austeritário, a exigência de verdade e transparência é a primeira arma para devolver à democracia o seu mais pleno sentido.
   (-por Nuno Serra, publicado originalmente na página da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida)



Publicado por Xa2 às 13:38 de 21.11.11 | link do post | comentar |

(des)União Europeia da direita: retrocesso social e humanista

O contra-senso

    Bomba máscaraO projecto europeu é uma ideia social-democrata. Baseia-se nos princípios sociais-democratas europeus (Internacional Socialista) e consiste numa federação social e económica das nações europeias.
   A direita (que agora se diz liberal) sempre foi contra este projecto e mesmo os eurocépticos só admitiram que ele pudesse andar porque o viam como uma forma de suportar a globalização.
   A direita sempre detestou que as sopeiras se vestissem como as meninas da casa e que os pobres pudessem engarrafar as auto-estradas onde eles queriam circular sem impedimento.
   Os pobres, os ex-remediados que gostam de ser considerados classe média, perdem-se de amores pela aparência e, ao vestirem as camisolas da moda - laranjas e azuis, sentem-se em pé de igualdade. Pensam que o canudo e o cartão de crédito resolvem o resto.
   Nunca repararam, como os espanhóis estão à beira de não reparar, que é um contra-senso ter uma Europa com um projecto social-democrata (em Portugal e em Espanha, PS e PSOE, respectivamente) e ter um poder que o odeia e tudo fará para o destruir e, tal como já aconteceu em França, na Alemanha, na Grã-Bretanha, em Portugal e por aí fora, vão dar mais uma ajuda ao fim do projecto social fazendo também a Espanha voltar à direita.
   É um contra-senso que fará a Europa continuar no retrocesso humanista e civilizacional e que só terminará quando se voltar a reconhecer na rua, pela indumentária, quem é o assalariado e quem é o patrão.
LNT, [0.528/2011]  ---- Finalmente em todos os países da UE estão governos de Direita/ centro direita. Agora é que ... !!

Anotem bem 

FascismoHoje é sexta-feira, dia 18 de Novembro de 2011, data em que a grande maioria dos trabalhadores da administração pública recebeu o seu maior salário dos próximos anos, mesmo que ele seja o menor de todos os salários que os trabalhadores da administração pública receberam nos últimos dez anos em Novembro.
   Em Janeiro deste ano veio, para ficar, uma desvalorização de perto de 10% dos salários desses trabalhadores, fossem eles administrativos, técnicos altamente especializados ou pessoal auxiliar. Em Setembro, ou coisa que o valha, foi anunciado que o 13º mês levaria um corte valente e pouco depois ficaram a saber que nos próximos dois anos, enquanto não se despedirem 100.000 desses trabalhadores, vão ser-lhes retidos dois meses de salário em cada ano.
   Como se não bastasse ainda fazem ouvir que a equidade existe porque ao público é garantido emprego, apesar de haver 100.000 em linha de despedimento, porque ganha mais que o privado, apesar de qualquer médico, advogado, economista, informático, etc., do privado ter melhores rendimentos, apesar de serem exemplares no pagamento dos seus impostos, coisa que no privado se camufla com carros, telemóveis, cartões de crédito, contas de restaurantes e envelopes de fim do ano.
   Mentem dizendo que há uma imposição dos agiotas que obriga a cortes nas despesas, como se a redução do pagamento de salários na administração pública não fosse uma forma de receita.
   Dizem que esses cortes não se devem aplicar ao privado porque a lei não o permite, como se o permitisse no público e ainda rematam que o privado tem casa e escolas para pagar como se o público recebesse esses bens de borla.
   Os malandros dos funcionários públicos, aqueles que lhes tratam dos pais e dos filhos, aqueles que lhes ensinam os filhos a ler, aqueles que lhes mantém os passeios limpos e as estradas em condições, aqueles que lhes garantem que os impostos são cobrados, aqueles que lhes garantem o pagamento das pensões, aqueles que os protegem e lhes proporcionam segurança, aqueles que defendem o seu País, aqueles que garantem a justiça, aqueles que são tão ou mais esforçados do que qualquer privado, tão ou mais competentes do que qualquer privado, tão ou mais dedicados do que qualquer privado, são o bode expiatório, o inimigo interno de um Governo preconceituoso embora ele próprio seja público.
   Lembrem-se bem deste dia 18 de Novembro porque, ainda assim, no sacrifício exigido a um povo que tem o azar de ter dirigentes incapazes, incompetentes, ladrões e corruptos e que por o serem exigem escravatura para saldar o seu desleixo e gula, foi o último dia em que o esforço exigido foi cobrado em igualdade.
LNT , [0.525/2011]



Publicado por Xa2 às 07:20 de 21.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Contradições e falhas em Portugal, Europa e mundo ultra-liberal

       EDP - o Estado sai, para entrarem outros Estados ? 

Por ortodoxia neoliberal deste Governo, o Estado prepara a venda da sua participação na EDP, uma das empresas mais rentáveis deste país à conta da situação de privilégio que o Estado lhe concedeu sempre.
Mas agora o Estado português vai sair, quer sair. E vai vender a sua participação na EDP a quem?
Ora, três das quatro empresas admitidas a concurso estão sob controlo estatal, as duas brasileiras e a chinesa. O Estado sai da EDP e vai passar a sua participação a um outro Estado?
Ninguém se importa, ninguém se incomoda, ninguém se alarma?

----(então o estatal é que é mau gestor ?! e já não é importante o centro de decisão desta empresa/sector estratégico ficar na mão de uma empresa estrangeira, na mão de um Estado estrangeiro ?! e, depois de privatizada, o Estado português vai permitir a situação de quase/facto monopólio/privilégio desta empresa ?!)

As contradições na Alemanha, a que aludo no post anterior (abaixo), têm implicações para Portugal, onde vemos o PM, Pedro Passos Coelho, mostrar-se solícito discípulo da merkeliana ortodoxia.
    Discorda do Presidente da República, discorda do líder da oposição, quando defendem ser precisa a intervenção do Banco Central Europeu para emprestar dinheiro aos Estados (função que o BCE já cumpre mas enviesadamente, apenas através dos mercados secundários, tendo chegado a emprestar a bancos a 1%, para depois estes emprestarem aos Estados a 6%...).  O PM também disse não ser solução a criação de "eurobonds".
    E está contra a renegociação do Memorando de assistência com a Troika, quando devia procurar obter a extensão dos prazos de reembolso e um abaixamento dos juros. Isto quando sabemos que o Governo renegociou já as condições da intervenção nos bancos, relativamente aos 12 mil milhões que a Troika reservou para a sua recapitalização. Houve renegociação afinal, mas só para ceder aos bancos. O Governo só não quer renegociar aquilo que mais aliviaria o conjunto dos portugueses, ou seja quem paga a crise e quem mais sacrificado se acha.
    Já sabemos também que o PM é contra um imposto sobre fortunas ou sobre o património. Mas importa agora conhecer onde se posiciona o PM, ele que é zeloso cumpridor das orientações alemãs, quanto ao imposto sobre as transacções financeiras que a Alemanha da Senhora Merkel está a propor.
    Atente-se na entrevista que o Sr. Schauble, Ministro das Finanças da Senhora Merkel, deu dia 14 de Novembro ao jornal "Le Monde", defende o lançamento de um imposto sobre as transacções financeiras, ideia da qual a Alemanha foi dos principais apoiantes no contexto do G20, que quer ver avançar a nível mundial, e se propõe começar por aplicar a nível europeu
    Esta é, penso eu, uma das iniciativas importantes e positivas que estão a vir da Alemanha, podendo gerar consideráveis recursos para a UE e os Estados Membros investirem no crescimento económico e na criação de emprego, com a vantagem adicional de implicar um mecanismo que obriga a controlar as transferências para os paraísos fiscais.
    Ora, onde está o PM português nesta relevantissima matéria?  É particularmente importante perceber onde se situa, num momento em que o Governo está a deixar que o regime de tributação de dividendos das SGPS escape ao fisco, em condições mais favoráveis do que as determinadas pelo governo de José Sócrates (vd. PÚBLICO, dia 14.11 "Governo opta por regime que favorece empresas na tributação de dividendos"). E como é que a posição do PM se traduz relativamente à Zona Franca da Madeira? O Governo vai deixar que se mantenha um esquema que arruina o controle fiscal na Madeira e no país
           Alemanha: contradições da Sra. Merkel 
   Podia antever-se que a mudança de governos na Grécia e na Itália não mudaria nada de fundamental para os mercados e isso está a ver-se, com a subida dos juros em relação à Itália.
   (...) Estamos perante fórmulas governativas que muitos dizem serem "tecnocráticas", mas que passam por cima da democracia e não parecem dar soluções de governação menos condicionadas.
   (...) Na Alemanha, a Senhora Merkel bem pode dizer que não quer a divisão da Europa, fazer protestos de que quer mais Europa, pensar que a Europa sem o euro não vai longe. Mas a verdade é que continua a enviar mensagens aos mercados de que a Alemanha, em concreto, não sustentará o euro por todos os meios, designadamente continuando a impedir a intervenção do Banco Central Europeu e a mutualização da divida através de euro-obrigações ou "eurobonds". E também ao mostrar que a Europa não está a investir em nenhuma estratégia de crescimento e emprego, nem de justiça social.

       Um poder colonial na UE ?  
  "Era bom que o agravar da crise faça a Europa acordar e tomar as medidas que importam. Hoje todos podem ver que o problema não era a crise da Grécia, que corresponde a cerca de dois por cento do PIB da zona euro, mas sim um problema (de governação) da Europa no seu conjunto (e do mundo capitalista ultra-liberalizado e global). Isso fica evidente quando vemos a Itália numa situação de grande aflição, e a própria França com o Primeiro-Ministro a falar de tomar medidas para evitar a falência".
   (...) "Para que não vejamos a Itália e outros países europeus nesta situação de mandados pela Alemanha, como se fosse um novo poder colonial, precisamos de mudanças políticas e de um processo de federalização que transfira para o Parlamento Europeu a capacidade de controlo das medidas que os governos vão ter de tomar".
  (...) Acho que em Portugal temos andado mal - andou mal José Sócrates e agora Passos Coelho - com este mantra de que "nós não somos a Grécia". E inclusivamente, agora, a querer ser mais papistas do que a Troika, indo mais longe no zelo e nos próprios objectivos que a Troika nos impõe. Se esta é uma estratégia para nos demarcarmos da Grécia, isso não está a acontecer.
  (...) É preciso uma narrativa distinta, que diga que a Alemanha não tem, de facto, moralidade para acusar Portugal e a Grécia de violarem o Pacto, quando foram a Alemanha e a França os primeiros a violá-lo e por isso fecharam os olhos aos desmandos que se produziam nas contas da Grécia" (e ...).

        (-por AG, em CausaNossa)


Publicado por Xa2 às 13:41 de 18.11.11 | link do post | comentar |

Diferença e mérito .vs. desigualdade, dominação, colonização e austeridade

A  CULTURA  DA  DESIGUALDADE !

   Nos últimos tempos (não só) é notória uma certa dinâmica cultural (política e económica) manifestada pelas classes ricas que querem marcar ostensivamente as distâncias relativamente ao geral da população. Mais que uma cultura da diferença, perfeitamente legítima, exprimem e incentivam uma cultura da desigualdade.
   Fazem inclusive questão em marcar essa desigualdade nas suas manifestações da vida quotidiana, na forma como habitam (condomínios fechados), como fazem as suas festas, como se vestem, os carros que compram.
Nos bastidores da política de austeridade está de facto uma cultura da desigualdade !
   Consideram esta forma de agir uma distinção de classe, um tique aristocrático e recriam-se em estabelecer limites aos outros tratando-os com desprezo. Consideram que o que têm é legítimo e merecido, mesmo que não tenham mexido a ponta de uma palha! Têm tiques de casta, são particularmente narcísicos e, a maioria, extremamente vulneráveis. Para eles o mundo gira á sua volta e os outros estão aí para os servir, para trabalharem para eles a baixos salários e sem horários, claro! A palavra igualdade provoca-lhes urticária.
   O mais grave, porém, é que esta cultura que eles segregam contamina outras pessoas que desde a escola foram colonizados e se tornaram acríticos e manipuláveis. O desejo legítimo de viver melhor não se pode confundir com a adoção de uma cultura da desigualdade, bebendo os tiques dos ricos e a sua maneira de pensar! Nada mais trágico do que ver alguém vestir a camisola de outrem e esquecer a sua identidade! A dominação começa precisamente no momento em que o dominado pretende imitar o dominador! No fundo está possuído pelo dominador!
   Combater a cultura da desigualdade é fundamental para não nos deixarmos dominar e construirmos o nosso trajeto de vida com autonomia e identidade !
   Este combate passa por um trabalho cultural e político a que os sindicatos e organizações cívicas deveriam dar mais espaço e importância. Afirmar uma cultura da igualdade económica e social, na diferença de cada um, é um valor histórico e atual dos movimentos de trabalhadores. É que o pensamento neo-liberal afirma em todo o mundo a «lei do mais forte e mais hábil» sem se interessar pelas razões (condições materiais e espirituais) que estão na base da desigualdade entre as pessoas. Essa lógica levada ao extremo pode fundamentar a liquidação da maioria da humanidade!
   A igualdade do movimento operário e socialista não é o igualitarismo castrador mas também não é a mera igualdade de oportunidades e muito menos a cultura da casta e das elites. Tendo em conta estas balizas os conteúdos de uma verdadeira igualdade devem ser hoje repensados, onde seja tida em conta o mérito e esforço de cada um, sem que a sociedade deixe, no entanto, que se reproduzam as dominações de quem acumula á custa do trabalho de outros.



Publicado por Xa2 às 07:52 de 18.11.11 | link do post | comentar |

Riem de quê? Ou de quem?

 



Publicado por [FV] às 18:11 de 17.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Castanhas e queijo da Serra em Lisboa

Divulgação e venda produtos regionais durante uma mostra a realizar de sexta-feira a domingo (18 a 20 de Novembro), na Praça do Comércio, em Lisboa.

Segundo foi referido à Agencia Lusa Associação de Desenvolvimentos das Freguesias da Encosta da Serra da Estrela (ADEFES)

José Morgado, presidente daquela associação, informou que a mesma é composta pelas juntas de Vale de Estrela, Fernão Joanes, Corujeira, Meios, Videmonte, Maçainhas e Sé, a iniciativa é organizada com o objectivo de dar a conhecer "os melhores" produtos endógenos do seu território.

Desta forma os visitantes terão a possibilidade de apreciar e comprar, directamente aos produtores castanhas, nozes, queijo de ovelha da Serra da Estrela, enchidos (morcela, chouriça e farinheira), mel, bolos esquecidos, abóboras, doces, pão centeio cozido em forno de lenha, requeijão, licores, jeropiga e cobertores de papa (acessório característico dos pastores serranos), são alguns dos artigos que estarão presentes na mostra.

Mais do que fazer negócio a primeira intenção é "darmos conhecimento dos nossos produtos", afirmou aquele responsável associativo.

O responsável, que também desempenha o cargo de presidente da Junta de Freguesia de Corujeira, adiantou que durante os três dias do certame serão comercializados géneros "de qualidade", a preços "muito acessíveis", justificando que o objectivo não é fazer negócio mas dar a conhecer alguns dos produtos mais típicos da região serrana.

Explicou que a associação realiza a mostra na capital para "divulgar produtos junto de pessoas que ouvem falar deles mas que não têm contacto com eles".

Também é intenção da entidade promotora estabelecer contactos com eventuais compradores da zona da Grande Lisboa, para que, futuramente, os agricultores da região "possam ter mais facilidade em escoar" a sua produção.

 


MARCADORES:

Publicado por Zé Pessoa às 17:25 de 17.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Justiça, 'estado de direito' ou ...

Marinho Pinto afirma que ministério foi "entregue a um escritório de advogados" 

(-por Agência Lusa, 16 Nov 2011)
      "(PM)... deve explicar o que se passa com o Ministério da Justiça para ser entregue a um escritório de advogados de Lisboa",   ... depois de ter dito "manter os mesmos termos" que usou quando acusou a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, de "nomear amigos e familiares" para cargos do ministério que lidera.
   O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) justificou a acusação exemplificando com a nomeação do advogado João Correia, que segundo Marinho Pinto é "cunhado da senhora ministra", para coordenador da Comissão da Reforma do Processo Civil.  ...a nomeação do "sócio" de João Correia para chefe de gabinete de Paula Teixeira da Cruz, o também advogado Miguel Barros.
   "Ela que diga onde está a mentira", desafiou Marinho Pinto, referindo também a nomeação de Júlio Castro Caldas, "também sócio de João Correia" para "uma comissão de revisão do Código Penal", como exemplos.
   ... "o Ministério da Justiça foi praticamente entregue ao Dr. João Correia" e que "se calhar a senhora ministra não era capaz de sozinha tomar conta daquele ministério" precisando "dos sócios, amigos e colaboradores do Dr. João Correia". O bastonário disse "não saber" se "é porque João Correia é cunhado" de Paula Teixeira da Cruz "ou por outras razões", "mas que isto tem que ser explicado".
   Sobre as acusações de Paula Teixeira da cruz de que existem fraudes no apoio judiciário, Marinho Pinto concordou mas afirmou que se fizesse uma auditoria ao ministério da Justiça "mesmo depois" de Teixeira da Cruz tomar posse "com certeza se encontraria coisas mais graves".
   O responsável pela OA afirmou ainda que a "prioridade" da ministra da Justiça "foi acerca da arbitragem" e que anda "toda eufórica" com esta questão.
   No entanto classificou a arbitragem como "uma justiça clandestina em que os juízes são escolhidos e pagos pelas partes" afirmando que "é utilizada muitas vezes para legitimar negócios ilícitos em que o Estado e os recursos públicos saem sempre a perder".

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De comentadores anónimos:

       . Soc.d'advogados (des)governam Portugal.

       .TRAFICANTEs da DEMOCRACIA e da JUSTIÇA.

Ainda hoje o bastonário da OA, Marinho Pinto, disse que entre os (advogados que também são) DEPUTADOS ou GOVERNANTES existe TRÁFICO de INFLUÊNCIAS (e defesa de interesses privados, das grandes empresas para quem trabalham ou de quem são defensores ou para onde voltam, com bons 'tachos', após a sua ''comissão nos órgãos de soberania''... Eles não defendem o interesse (da maioria do) Povo, da Democracia, da Justiça, mas sim o seu próprio interesse e o das elites económicas e sociais.
            Isto é uma FARSA de Democracia.!!
        .Advogado INCOMPATIBILIDADE ou tráfico...
   Nem deputados, nem jornalistas, nem padres devem exercer a actividade da advocacia em acumulação. Este regime de incompatibilidades foi ontem aprovado no congresso da classe (Ordem dos Advogados) que terminou ontem na Figueira da Foz
   "Todos os titulares de órgãos de soberania, incluindo DEPUTADOS, jornalistas, agentes de execução e ministros de confissões religiosas", exercem actividades que devem ser consideradas INCOMPATÍVEIS com o exercício da advocacia.
Esta orientação foi aprovada, ontem, com 124 votos a favor, 40 contra e nove abstenções.  (DN, 13.11.2011)
        .Estatuto DEPUTADO e tráfico d'influências
Oito deputados têm participações em SGPS   (por Sónia Cerdeira, i-online, 15 Nov 2011 ) 
   PCP quer proibir deputados de terem participações em SPGS e cerca os que exercem advocacia 
   Dos 230 deputados da Assembleia da República, oito têm participações em empresas SGPS, entidades que gerem participações sociais, de acordo com os registos de interesses entregues no parlamento, uma questão que o PCP quer resolver, uma vez que os deputados podem, no parlamento, tomar posições favoráveis a estas empresas.
   Por isso os comunistas vão apresentar uma proposta de alteração ao Estatuto dos Deputados.
   A questão que se levanta com as empresas SGPS que podem gerir participações sociais de outras empresas, do mesmo grupo, que tenham negócios com o Estado. E não há qualquer impedimento a que os deputados participem nas SGPS, onde podem até ser administradores não executivos.
   "São situações em que pode existir uma almofada entre a empresa que tem o negócio com o Estado e o deputado, numa espécie de relação triangular", explica ao i o deputado comunista João Oliveira.
   Actualmente não existe qualquer ilegalidade ou incompatibilidade entre o exercício do cargo de deputado e a participação em empresas.
   O Estatuto dos Deputados não permite apenas os titulares de mandatos parlamentares de exercerem cargos de gestão em empresas públicas ou maioritariamente participadas pelo Estado, ou de deterem mais de 10% do capital social de entidades privadas que assinem contratos públicos.
   Segundo os registos de interesses dos deputados publicados online, Paulo MotaPinto, do PSD, é um dos parlamentares que têm participações em SGPS:o deputado é administrador não executivo e membro da Comissão de Auditoria da ZON Multimédia SGPS.
   Também o deputado socialista José Lello é membro do conselho de administração da DST, SGPS, uma empresa de gestão de participações sociais. Carlos CostaNeves – presidente do conselho de administração da MEC – Holding SGPS, SA –, Paulo Batista Santos – presidente da mesa da Assembleia Geral da J.B.S. SGPS, S.A – e Pedro Saraiva – administrador da Creative Wings, SGPS – são os outros deputados social-democratas com cargos neste tipo de empresas.
   Já João Portugal, do PS, tem uma participação de 1% na Atédia SGPS, SA, enquanto o deputado do CDS-PP, João Rebelo, tem uma de 13,13% na Fransglobal, SGPS, SA, e João Serpa Oliva, também do CDS, regista uma participação de 6,5% na Si-VALIS SGPS.
   Além da questão das SGPS, o PCP quer apertar o cerco aos deputados-advogados.
   Trata-se de um tema polémico desde sempre, até porque esta é a profissão mais representada no parlamento: 47 parlamentares são advogados e apenas dois têm suspensa a sua actividade.
   Ainda esta semana o bastonário daOrdem dos Advogados, Marinho Pinto, denunciou a existência de muitos deputados que sendo advogados traficam influências.
   Para o bastonário existe uma solução: os advogados devem ficar impedidos de exercer a advocacia enquanto cumprirem o mandato.
   O PCP não vai tão longe mas vai propor alguns impedimentos num projecto de lei a apresentar após o debate do Orçamento.
   Entretanto também o BE já apresentou um projecto para alterar o Estatuto dos Deputados.
   Os bloquistas querem proibir a prestação de serviços de deputados "sempre que esteja em jogo dinheiro público", diz ao i Catarina Martins.
Por exemplo, a prestação de serviços de consultadoria, assessoria e patrocínio ao Estado, regiões autónomas, autarquias locais, sociedades com participação ou capitais públicos, concessionários do serviço público ou empresas que participem em concursos públicos.


Publicado por Xa2 às 13:15 de 17.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Coelho é para o tacho!

 

 

Pronto, confesso: eu gosto do Passos Coelho!

Na minha opinião ele é um original. É o único Coelho que não teme o caçador, de tão habituado que está a dar tiros nos próprios pés. Além disso, é dono de um sentido de humor refinado, como ficou provado nas últimas eleições legislativas. Chamar à sua campanha eleitoral "campanha da verdade" revela um domínio da ironia que, tenho de reconhecer, invejo.

Foi durante a campanha eleitoral que comecei a simpatizar com o líder do PSD. Quem me conhece sabe que não resisto a uma boa piada, e com Eduardo Catroga e Fernando Nobre a apoiarem a sua candidatura Passos Coelho conquistou-me logo ali, ainda eu não sonhava que metade da sua campanha ia ser feita em Lá Menor. Aliás, se há coisa que posso apontar hoje ao nosso primeiro-ministro é o facto de, desde que foi eleito, nunca mais ter aparecido a cantar. Cheira-me que Passos Coelho é como a Dina: hoje em dia só os ouvimos a cantar em tempo de eleições. Outra coisa que admiro em Passos Coelho é a inteligência. Por exemplo: depois de ter subido o IVA dos refrigerantes e dos bilhetes para espetáculos, percebeu que mexer no IVA do vinho depois de uma ano em que o Benfica não foi campeão era má ideia. Como não gostar de uma pessoa assim?

E sim, eu sei que há quem o acuse de ter mentido e de não cumprir as promessas. A essas pessoas só tenho uma coisa a dizer: a eletricidade e o gás passaram de IVA de "bens essenciais" para IVA de "bens de luxo", mas o certo é que Passos Coelho sempre disse que era ó "o mais africano de todos os candidatos"!

 

Jornal  I


MARCADORES: ,

Publicado por Izanagi às 12:43 de 17.11.11 | link do post | comentar |

Sobre serviço público da RTP (e RDP e LUSA), "a bem da nação"

   

 em vez de porem o doutor joão duque no grupo de reflexão poderiam pô-lo no livrinho da terceira classe. a bem da nação.  (- por Pedro Vieira)

 Um grupo que fez uma redação sobre a RTP  (- por Daniel Oliveira)    ... 

     O serviço público de televisão deve ser, antes de mais, um garante do pluralismo.
    As televisões comerciais dependem exclusivamente do lucro. E é esse o primeiro e único critério que têm. Reparem que eu não escrevi que dependem das audiências. Não é exatamente a mesma coisa. Nem sempre as telenovelas, os concursos mais idiotas ou os enlatados são o que tem mais audiência. Têm é uma relação custo/audiência mais favorável. Porque são, regra geral, dentro dos programas mais populares, os mais baratos de produzir. Assim como um noticiário feito de pequenos crimes locais é mais barato de fazer do que ter jornalistas a fazer uma investigação de meses ao caso BPN ou enviados aos grandes acontecimentos internacionais.
     Ou seja, quando se diz que não há serviço público sem público não se está a criar uma dicotomia irresolúvel. Está a dizer-se que o serviço público está no ponto de equilíbrio entre a ideia de prestar um serviço à comunidade e essa comunidade consumir esse serviço. Um exemplo, para facilitar: o programa "Conta-me como foi", tendo sido resultado de uma adaptação de um modelo espanhol, cumpria plenamente a sua função. Era entretenimento, tinha excelentes audiências e dava a novas e velhas gerações um retrato do que foi a sociedade portuguesa. Só que cada episódio sai mais caro do que os dos "Morangos com Açúcar". O que fazia aquele programa? Concorrência aos privados. Nivelando por cima. E ao fazer isso ajudava a melhorar a oferta geral.
     Ou seja, no panorama geral de estupidificação dos públicos, em que os concorrentes oferecem quase todos o mesmo, abria uma outra possibilidade, permitindo o pluralismo da oferta. Isto não se faz contratando "serviço público" aos privados, que eles atiram para horas mortas.
     A televisão pública também deve garantir o pluralismo político. E ele não se resume, como parece defender a ERC, a medir o tempo dado a cada partido político. Nem a televisão é um guichet burocrático de tempos de antena, nem a política se esgota nos partidos. A obrigação de uma televisão pública é dar aos cidadãos o conjunto de pontos de vista mais significativos sobre um qualquer problema, não permitindo que o debate se estreite e a democracia empobreça. O melhor exemplo é o do tratamento dado à crise económica atual. Com honrosas exceções - de que o"Prós e Contras", com todos os seus defeitos e limitações, até tem sido um bom exemplo e de que o programa "Plano Inclinado" foi, talvez, o pior dos exemplo -, ouvimos/vemos sempre e apenas uma mesma versão dos factos. E nada é mais discutível dos que os factos.
    O problema dos privados não é não darem voz às minorias. É darem voz a quem entendem. Por vezes, apenas às minorias. Esperando que elas se tornem maiorias. Porque respondem apenas aos seus proprietários, sem qualquer obrigação para com a comunidade.
    Por outro lado, a televisão pública deve ser um garante de independência. Não é uma posição fácil, tendo em conta a sua dependência política e financeira perante o governo. Tem, no entanto, a vantagem de, sendo de todos e pago por todos, ter de corresponder às exigências de todos. Repararão que somos quase sempre mais exigentes com a televisão pública, o mais escrutinado de todos os órgãos de comunicação social. E, apesar da sua má fama, o telejornal da RTP tem sido, não apenas o mais plural, como aquele que, cedendo menos (mas ainda demais) à facilidade, consegue, de longe, as melhores audiências. E quando acontece alguma coisa relevante - desastres naturais ou eleições, por exemplo - os seus shares são ainda mais esmagadores.
    Uma das mais extraordinárias tónicas do relatório prende-se exatamente com a suposta falta de independência da RTP. A lógica é esta:com base em pressupostos que nem se preocupa em comprovar, propõe a redução ao mínimo da informação. Antes de mais, seria preciso provar que o "pluralismo é garantido pelo próprio funcionamento do mundo da comunicação social em democracia". Poderia ficar aqui horas a mostrar como isso é, para dizer o mínimo, discutível.
    Houve quem apresentasse propostas para reforçar a independência da RTP. A principal é esta: mudar radicalmente o processo de nomeação da sua administração. Fico por uma proposta que já fiz, com a certeza de que haverá outras melhores: nomeação por dois terços do parlamento do presidente do conselho de administração - que só posteriormente escolheria a sua equipa, para evitar as costumeiras partilhas de poder pelo PS e PSD -, com um mandato único e diferenciado do dos deputados, sem possibilidade de demissão (excluindo casos extremos).
   Essa nomeação deveria estar vinculada a um contrato-programa com objectivos claros e um orçamento plurianual, dado logo à cabeça, para evitar o uso do financiamento público como forma de pressão. Tutela da RTP pelo Ministério da Cultura (que este governo encerrou, mas quando voltar a sanidade política será reativado) e não na alçada do mais partidário dos ministérios - o da Presidência. Não é uma solução perfeita, mas é uma tentativa.
    O grupo nem se deu ao trabalho de tanto. Propõe que o "Estado promova um debate alargado", que "a empresa concessionária seja profundamente remodelada" e que "o Estado deve estudar as virtualidades de subsistir o atual modelo institucional do operador público de capitais públicos para o modelo de uma instituição sem fins lucrativos nem concorrenciais". Generalidades vazias. E quando vão ao pormenor, socorrem-se de expressões como a "sociedade civil", que quer sempre dizer tudo e coisa nenhuma. No caso do relatório, quer dizer "fundações privadas".  Pois !  ...


Publicado por Xa2 às 07:52 de 17.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Bancos enriquecem, famílias e Estados empobrecem

 O colossal roubo perpetrado pelos Bancos às famílias, às empresas e aos Estados, admiravelmente explicado por três professores de economia monetária e financeira.

           Os bancos comerciais praticam essencialmente dois grandes tipos de fraude :

1 – Quando lhes é pedido um empréstimo, os bancos criam dinheiro a partir do nada sob a forma de depósitos bancários, e cobram juros desse «dinheiro» que possui uma existência apenas contabilística.  Estas «operações» são tornadas possíveis porque os bancos comerciais funcionam em circuito fechado - o dinheiro levantado num banco é depositado noutro, e actuam sob a batuta dos bancos centrais, na sua maioria privados ou geridos por privados (FED, BCEuropeu, b.c.italiano, ...), que determinam as taxas directoras e regulam os movimentos financeiros entre os bancos comerciais.
2 – Os bancos facilitam ou dificultam a concessão de crédito, diminuindo ou aumentando as taxas de juro e os spreads, e levando, deste modo, a períodos inflacionários e depressões económicas que conduzem empresas e famílias à pobreza e à falência, e de cujos bens se apropriam por uma fracção do seu real valor.

 

   Um banco concede crédito a uma família no valor de 100.000€ para a compra de uma casa, creditando a conta de depósitos à ordem dessa família no montante de 100.000€. Para essa operação, um funcionário do banco altera os números que estão registados informaticamente na conta à ordem da família, somando 100.000€ ao valor que lá se encontrava anteriormente. Esse dinheiro não existia antes em lado nenhum. O banco cria-o a partir do nada digitando essa quantia no teclado de um computador.
   Como resultado desta «operação de crédito», passam a existir na economia mais 100.000€ de depósitos à ordem. Uma vez que os depósitos à ordem fazem parte da massa monetária, a operação de crédito fez aumentar o stock de moeda existente na economia.
   Ao fim de 30 anos, a uma taxa de juro de 5%, a família pagou ao banco um total de cerca de 255.000€, dos quais 155.000€ são juros.
   Resumindo, o banco inventou 100.000€ que emprestou com juros a uma família, e esta, ao fim de 30 anos, entrega os 100.000€ inventados pelo banco mais 155.000€ em juros, estes bem reais. A família foi espoliada pelo banco em 155.000€ de juros sobre um capital que o banco inventou e lhe «emprestou».
   Murray N. Rothbard [Professor de economia e liberal da Escola Austríaca] fala da gigantesca fraude bancária que os bancos comerciais têm vindo a praticar até aos nossos dias:

"Desde então, os bancos têm criado habitualmente recibos de depósitos, originalmente notas de banco e hoje depósitos, a partir do nada [out of thin air]. Essencialmente, são contrafactores de falsos recibos de depósitos de activos líquidos ou dinheiro padrão, que circulam como se fossem genuínos, como as notas ou contas de cheques completamente assegurados." " Este tipo de fraude ou contrafacção é dignificado pelo termo reservas mínimas bancárias [fractional-reserve banking], o que significa que os depósitos bancários são sustentados apenas por uma pequena fracção de activos líquidos que prometem ter à mão para redimir os seus depósitos."   [ ... ]

 



Publicado por Xa2 às 19:50 de 16.11.11 | link do post | comentar |

Poder de 'criar', controlar e ganhar dinheiro .vs. dívida de escravidão

 Biliões para os banqueiros = Dívidas para as populações. As manipulações financeiras que hoje conduzem Portugal à miséria, magnificamente explicadas por Sheldon Emry

    Uma descrição excepcionalmente bem conseguida da "Crise da Dívida", que coloca a nu a ingenuidade de indivíduos que se consideram «doutorados em Economia» isto, quando são cada vez mais as vozes a considerar a economia como uma não-ciência. Quanto à Finança, uma cienciazita para a qual basta uma calculadora barata, é extraordinariamente simples mas extremamente traiçoeira e manipulável. Os povos do mundo que o digam! 

    I - Biliões para os banqueiros = Dívidas para as populações

    Os americanos, vivendo naquela que é considerada a nação mais rica do planeta, parecem estar sempre com falta de dinheiro. É impossível a muitas famílias subsistir a não ser que os dois progenitores trabalhem. Homens e mulheres anseiam por horas extraordinárias ou arranjar trabalhos em part-time è noite ou aos fins-de-semana; as crianças procuram biscates para terem algum dinheiro, a dívida da família continua a aumentar.

   Psicólogos dizem que uma das principais causas das quezílias familiares e das separações são resultado de "discussões sobre dinheiro". Muita desta confusão pode remontar ao nosso sistema actual de "dinheiro como dívida".

   Muito poucos americanos sabem porque é que os Fundadores da América escreveram no Artigo I da Constituição Americana:

  "O Congresso terá o poder de cunhar moeda e regular o seu valor". - Thomas Jefferson

 Fizeram-no, como veremos, na esperança de que evitaria que o "amor ao dinheiro" destruísse a República que eles fundaram.

       "Criar" Dinheiro é muito Lucrativo!

    Como é que Perdemos o Controlo da Reserva Federal (e dos 'Bancos Nacionais' ou 'Centrais')

    Em vez do método constitucional de criar o nosso dinheiro e colocá-lo em circulação, temos agora um sistema completamente inconstitucional. Este facto trouxe o nosso país à beira do desastre, como veremos.

   Como o nosso dinheiro era tratado tanto legalmente como ilegalmente antes de 1913, vamos considerar apenas os anos posteriores a 1913, porque a partir desse ano, todo o nosso dinheiro foi criado e impresso por um método ilegal, que se não for alterado acabará por destruir os Estados Unidos. Antes de 1913, a América era uma nação próspera, poderosa e em crescimento, em paz com os seus vizinhos e a inveja do mundo. Mas em Dezembro de 1913, o Congresso, com muitos dos seus membros fora em férias de natal, faz aprovar o que desde então se chamou a Lei da Reserva Federal. Omitindo os pormenores mais fastidiosos, esta lei autorizava o estabelecimento de uma Corporação (empresa privada) da Reserva Federal, gerida por um Conselho Director (o Conselho Director da Reserva Federal). A lei dividia os Estados Unidos em 12 "Distritos" da Reserva Federal.

   Esta lei simples, mas terrível, removia completamente do Congresso o direito de "criar" dinheiro ou ter qualquer controlo sobre a sua "criação", e dar essa função à Corporação da Reserva Federal. A aprovação da lei foi acompanhada pela fanfarra apropriada. A propaganda invocou que esta lei iria "retirar o dinheiro dos políticos" (não disseram "e portanto do controlo dos cidadãos") e prevenir que os altos e baixos da actividade económica prejudicassem os nossos cidadãos. Às pessoas não foi dito na altura, e a maior parte não o sabe hoje, que a Corporação da Reserva Federal é uma corporação privada controlada por banqueiros e portanto é operada para o ganho financeiro dos banqueiros sobre o povo em vez de o ser em benefício do povo. O termo "Federal" foi apenas usado para enganar o povo.

    Desde desse "dia da infâmia", mais desastroso para nós do que Pearl Harbor, o pequeno grupo de pessoas "privilegiadas" que nos emprestam o "nosso" dinheiro acumularam para eles os lucros da impressão do nosso dinheiro – e mais! Desde 1913 criaram dezenas de milhares de milhões de dólares em dinheiro e crédito, que, como sua propriedade, podem emprestar ao nosso governo e ao nosso povo com juros. "Os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres" tornou-se a política secreta do governo federal. Um exemplo do processo de "criação" de dinheiro e da sua conversão em "dívida" das pessoas ajudará à compreensão do processo.

        Milhares de Milhões em Juros Devidos a Bancos Privados

 Vamos começar com a necessidade de dinheiro. O governo federal, tendo gasto mais do que aquilo que arrecadou em impostos aos cidadãos, precisa, a título de exemplo, de mil milhões de dólares. Como não possui esse dinheiro, e o Congresso lhe retirou a autoridade para o "criar", o governo tem de ir pedir aos "criadores" mil milhões de dólares.

   Mas, a Reserva Federal, uma corporação privada, não dá assim o dinheiro de qualquer maneira! Os banqueiros estão desejosos de entregar mil milhões de dólares em dinheiro ou crédito ao Governo Federal em troca da aceitação por parte de governo em pagar o empréstimo – com juros. Portanto, o Congresso autoriza o Departamento do Tesouro a imprimir mil milhões de dólares em títulos do tesouro, que são então entregues aos Banqueiros da Reserva Federal.   A Reserva Federal paga então os custos da impressão de mil milhões de dólares (cerca de mil dólares) e procede à troca dessas notas pelos títulos do tesouro. O governo utiliza então o dinheiro para pagar os seus encargos. Quais são os resultados desta fantástica transacção? O governo endividou o povo perante os banqueiros em mil milhões de dólares, sobre os quais o povo terá de pagar juros!

    Dezenas de milhares deste tipo de transacções tiveram lugar desde 1913, de tal forma que em 1996, o governo americano deve aos banqueiros mais do que cinco biliões de dólares (trillions). A maior parte dos impostos sobre o rendimento que hoje pagamos como indivíduos (IRS) vai direitinho para as mãos dos banqueiros, só para pagar os juros, sem esperanças de pagar o capital dos empréstimos. Os nossos filhos serão forçados a viver na escravidão.

                      "Isto é terrível !"  Mas há mais !

    Mostrámos apenas uma parte desta história sórdida. Sob este sistema horrível, os Títulos do Tesouro [Obrigações – Bonds] dos Estados Unidos tornaram-se agora "activos" dos bancos (privados, donos) do Sistema de Reserva ('Federal') que eles agora utilizam como "reservas" para "criarem" mais "crédito" para emprestar. As actuais exigências de "reservas" permite-lhes utilizar esses mil milhões de dólares em Títulos do Tesouro para "criar" 15 mil milhões de dólares em "crédito" novo para emprestar aos estados, aos municípios, aos indivíduos e às empresas.

   A somar aos mil milhões de dólares originais, eles podem acrescentar 16 mil milhões de dólares de "crédito criado" em empréstimos a pagar juros, sendo o seu único custo os mil dólares para imprimir os originais mil milhões de dólares! Como o Congresso Americano não emite dinheiro constitucional desde 1863, de forma que as pessoas tivessem esse dinheiro para usar nos negócios e no comércio, estas são forçadas a pedir emprestado o "crédito criado" pelo Monopólio dos Banqueiros e pagar-lhes juros usurários!

        Manipular Acções por Divertimento e Lucro

    A somar a uma usura quase ilimitada, os banqueiros têm outro método de arrecadar grandes quantidades de riqueza. Os bancos que controlam o dinheiro têm a capacidade de aprovar grandes empréstimos a grandes empresas de sucesso de tal forma que a recusa de um empréstimo traz consigo uma redução do valor das acções dessa empresa.

    Depois de causarem a baixa do valor das acções dessa empresa, os agentes dos banqueiros compram grandes quantidades das acções da companhia. Então, se o banco aprovar subitamente um empréstimo milionário à companhia, os preços das acções sobem e são então vendidas com lucro. Desta forma, milhares de milhões de dólares são ganhos e com os quais se pode comprar mais acções. Esta prática está tão refinada hoje que o Conselho de Directores da Reserva Federal só precisa de anunciar nos jornais um aumento ou descida da taxa de desconto para fazer com que o valor das acções disparem ou se afundem.

    Usando este método desde 1913, os banqueiros e os seus agentes compraram o controlo secreto ou às claras de quase todas as grandes corporações na América. Usando esta influência económica, forçam as corporações a pedirem emprestadas (ao seu banco) largas somas de dinheiro de tal forma que os lucros das empresas são transformados em juros dos bancos. Isto deixa poucos lucros às empresas que possam ser pagos como dividendos e explica porque é que os bancos conseguem obter milhões em juros de empréstimos a empresas mesmo quando o valor das acções está em baixo. Com efeito, os banqueiros conseguem uma grossa fatia dos lucros, enquanto os (pequenos) accionistas individuais ficam com os restos (a que ainda têm de subtrair as comissões de corretagem).

    Os milhões de famílias trabalhadoras da América estão agora endividados a poucas famílias banqueiras pelo dobro do estimado valor de todos os Estados Unidos. E estas famílias banqueiras obtêm essas dívidas a troco do custo do papel, da tinta e da contabilidade!



Publicado por Xa2 às 19:45 de 16.11.11 | link do post | comentar |

Banca, Senhores do Mundo e Fascismo

Os senhores do mundo :    'Dividir para reinar' e 'Os fins justificam os meios' 

  (logotipo usado nas cimeiras do euro)

 Carta Aberta de Mikis Théodorakis (anti-fascista e compositor grego) aos povos da Europa:

    «ao ritmo em que as coisas estão a evoluir os bancos implantarão o fascismo sobre o continente europeu» «Os seus programas de ajuda à Grécia só ajudam os bancos estrangeiros, aqueles que, precisamente, por intermédio dos políticos e governos ao seu serviço, impuseram o modelo político que nos levou à actual crise.(…)

   A democracia nasceu em Atenas quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. É tempo de não deixar agora os bancos destruírem a democracia europeia, a extorquir somas gigantescas que eles geraram sob a forma de dívidas. (…) Resistam ao totalitarismo dos mercados que ameaça desmantelar a Europa, transformando-a num novo Terceiro Mundo, que lança os povos europeus uns contra os outros, e que destrói o nosso continente preparando o terreno para o regresso do fascismo

    

O mundo ocidental está nas mãos de mafiosos financeiros globalistas, o que estamos a ver é a consequência disso. 

“Deixem-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e eu não quero saber quem escreve as leis.”-Mayer Amschel Rothschild, 1790

Comissão Trilateral: - Uma organização privada fundada em 1973 por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski. Existem cerca de 300 membros, que são vitalícios e provenientes da Europa, Japão e América do Norte. Esses membros elitistas consistem de diretores de grandes empresas, acadêmicos e políticos de alto escalão.

    ''Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg'' (livro de Daniel Estulin diz-nos que:) 

Por detrás de portas fechadas…  … e passando os guardas armados, chega-nos a verdadeira história da poderosa elite mundial e dos seus planos secretos para o SEU futuro… Entre num mundo de intrigas e secretismo e passe a saber o que nunca antes foi revelado!
   Desde que se reuniram pela primeira vez no Hotel Bilderberg, em 1954, os homens mais poderosos do mundo cumprem anualmente este ritual e durante um fim-de-semana planeiam os destinos da Humanidade, estejam eles relacionados com questões económicas e políticas ou com relações internacionais.  Intitularam-se o Clube Bilderberg e este é constituído por nomes tão sonantes quanto Bill Clinton, Tony Blair, Paul Wolfowitz, Henry Kissinger, David Rockefeller, entre outros. Mais de 50 encontros foram realizados, mas a imprensa nunca teve acesso nem às conclusões nem à ordem de trabalhos destas reuniões.
   De que falam os homens mais poderosos do mundo? Que influências têm estes sobre os nossos destinos? O autor responde-nos exactamente a estas questões, e a muitas mais, provando-nos que este Clube tem ramificações bem enraizadas por todo o planeta. Saiba toda a verdade sobre os planos secretos de um clube de elite que acredita que tem o direito de ditar os destinos do mundo!



Publicado por Xa2 às 13:18 de 16.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Auditoria Cidadã à dívida e às contas

Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública

por Miguel Cardina

 Foi hoje apresentada, em Lisboa, a Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública. A estrutura irá promover, a 17 de Dezembro, a Convenção de Lisboa. O texto da convocatória, subscrito por 274 pessoas, pode ser lido no seu site.


Publicado por Xa2 às 07:45 de 16.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

nem tudo é cantiga - FMI


Publicado por [FV] às 20:17 de 15.11.11 | link do post | comentar |

Face Oculta: Afinal, a maçonaria move-se?

Segundo divulgou o jornal Expresso, o Procurador João Marques Vidal, responsável pelo Ministério Público no julgamento do processo Face Oculta, foi esta semana substituído na direcção do DIAP de Aveiro.

O “afastamento”/ substituição de João Marques Vidal  fica a dever-se, segundo a justificação oficial, à "impossibilidade total" de estar quatro dias por semana na sala de audiências do julgamento do caso Face Oculta e, simultaneamente, coordenar o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público de Aveiro.

Fonte oficial da Procuradoria-Geral da República, referiu ao Expresso que "era humana e funcionalmente impossível" acumular ambas as funções, desdramatizando assim a saída do procurador da direcção do DIAP de Aveiro.

As divergências entre a posição do tribunal de Aveiro e o procurador-geral eram públicas, o que não é do conhecimento público é até onde irá a “mão” oculta da irmandade, no sistema judicial. Assim vai, por cá, a justiça dos ricos. A dos pobres tem as prisões cheias.



Publicado por DC às 14:41 de 15.11.11 | link do post | comentar |

Certezas deles duvidas nossas

Álvaro Santos Pereira:

“Em 2012 vamos sair da crise”

Onde é a porta de sida?

 

Cavaco Silva:

 "Espero que em 2013 Portugal já esteja a crescer"

Será em altura?

Vamos, finalmente, chegar à Madeira?



Publicado por DC às 14:18 de 15.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

De governos e políticas ilegítimas ... a formas ilegais de oposição

Ao aceitarmos governos ilegítimos legitimamos formas extremas de oposição

por Daniel Oliveira

    Já se percebeu que a crise do euro, a cegueira da União Europeia e os desastrosos planos de austeridade serão a máquina trituradora dos governos europeus, sejam eles de esquerda ou de direita. Assim foi em Portugal e na Irlanda. Assim será em Espanha.

    Mas agora a coisa está a ficar um pouco diferente. Perante os hipertensos mercados, que veem na democracia um factor de risco, começa-se a desistir de ir sequer a eleições. Também os governos grego e italiano, um "socialista" e outro de direita, não resistiram à crise. E, para não perturbar os mercados, passou-se ao governo seguinte sem a maçada de ouvir os cidadãos. Na Grécia, será um governo onde socialistas, direita e extrema-direita convivem sem outro programa que não seja o de obedecer à chantagem da troika. À frente do executivo, terão um homem de confiança dos mercados, vindo do BCE e da Trilateral(*). Em Itália, passa-se, sem direito ao voto dos italianos, a um governo de "tecnocratas", dirigido por um ex-comissário europeu em quem ninguém votou. E será este governo, sem a legitimidade do voto, a aplicar um programa de austeridade.

    Sejamos claros: os governos de Papademos e Monti são governos ilegítimos. Isso dificultará a aplicação dos desastrosos programas de austeridade, o que é, como devem imaginar, o menor dos meus problemas. Acontece que as democracias têm estipuladas formas legítimas de governo. E a essas formas legítimas de governo correspondem formas legítimas de oposição e resistência. Definidas pelas regras do Estado de Direito. Se falta legitimidade ao governo, a oposição também a dispensará.

    Quando eu digo a alguém que não são aceitáveis formas ilegais de oposição - o uso da violência, as greves selvagens ou a sabotagem económica, por exemplo -, tenho um excelente argumento para isso: os cidadãos devem respeitar a legalidade democrática porque os seus governos têm a legitimidade do voto. E poderão derrubar esse governo através do voto. Se, pelo contrário, os governos passam a apenas a responder a poderes não eleitos, a ser escolhidos administrativamente e a aplicar programas de austeridade sem sufragarem o seu programa nas urnas, este argumento deixa de ter validade. Se se dispensa legitimidade democrática aos governos, ela está dispensada para quem a eles se opõe.

    A ausência de democracia europeia está a contagiar as democracias nacionais na Europa. Quando, nos países que têm governos que não foram a votos (e haverá outros, depois da Grécia e de Itália), aparecer um qualquer Otelo local a defender um golpe militar, não lhe poderá ser respondido o mesmo que respondemos por cá: que quem quer derrubar governos concorre a eleições. Se elas foram banidas, sobram os instrumentos que aceitamos para combater governos ilegítimos.

    É isto que a Europa está a construir: não apenas governos ilegítimos, mas excelentes argumentos para formas de oposição que consideramos ilegítimas em democracias. Volto então a deixar o aviso: a gestão europeia desta crise não está a pôr em perigo apenas as nossas economias; está a destruir os fundamentos das nossas democracias. Quem aceita estes procedimentos como inevitáveis terá de se responsabilizar pelas suas consequências: aceitar como inevitáveis formas extremas de oposição. Porque ao dispensar a democracia para combater a crise faz-se uma escolha antidemocrática. E, sendo coerente, aceita-se que outros, para se oporem a essa escolha, sigam o mesmo caminho. Que isto nem sequer esteja a ser um debate na Europa é apenas um sintoma da doença que vivemos.

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* «ComissãoTrilateral»: - Uma organização privada fundada em 1973 por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski. Existem cerca de 300 membros, que são vitalícios e provenientes da Europa, Japão e América do Norte. Esses membros elitistas consistem de directores de grandes empresas, académicos e políticos de alto escalão. Foi o início na correria para a globalização. Não é surpresa então, que as "condicionalidades" se tenham tornado uma prática comercial padrão em 1974 com a introdução da Facilidade Estendida do Fundo (EFF)... [ver também: FMI, Banco Mundial, BCE, FED, clube Bilderberg]



Publicado por Xa2 às 18:40 de 14.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Greve Geral e União dos Trabalhadores

GREVE GERAL EUROPEIA ?

    Há muitos trabalhadores que hoje se interrogam se não seria altura para se fazer uma greve geral europeia. Altura seria, pois nunca tivemos no pós-guerra uma ofensiva de tal envergadura contra os direitos fundamentais dos trabalhadores.
    Esta ofensiva é, aliás, transversal, pois afecta mais ou menos todos os paises e todos os trabalhadores europeus. Porém, ela não se convoca porque, infelizmente, a este nível as questões estão muito pouco maduras no interior das organizações sindicais europeias.
    No último congresso da Confederação Europeia de Sindicatos (CES) o ano passado a questão é abordada e obviamente pensada por muita gente no interior dos sindicatos. No documento de acção final pode ler-se:

« para criar uma correlação de forças favorável é necessário proporcionar formas de acção que partam dos locais de trabalho, incorporando no nosso debate o conceito de «greve geral europeia», sua viabilidade e possíveis formas. Lutamos para que o conceito de «greve transnacional» se incorpore no direito europeu.»
    Portanto a CES está á espera de debater o conceito e de que o mesmo venha a ser reconhecido no direito europeu! Bem pode esperar sentada! Imaginem que no passado os sindicatos estavam á espera que  o direito a oitos horas de trabalho e outras conquistas fossem reconhecidas pelo direito de cada país!
    O problema é complexo e mostra que nesta ofensiva os sindicatos europeus estão em parte manietados! Uma parte dos dirigentes da CES desconfiam dela própria! Ainda há pouco li um artigo de um dirigente sindical da Função Pública portuguesa em que considerava a CES e a CSI uma criação do grande capital. 

Por outro lado vários sindicalistas da CES de países do Leste consideram que dentro da Confederação Europeia estão  comunistas, o seu anterior inimigo!Por outro lado há dirigentes da CES que estão instalados e fazem do sindicalismo uma carreira profissional. São profissionais de uma instituição europeia e como tal são burocratas e legalistas.... O castelo está sitiado e ainda debatem a legalidade de pegarem na espada!
    Uma grande parte das organizações sindicais continuam assim com dificuldade em dar passos significativos para um novo patamar a que nos obriga a realidade presente! São muitos os sindicalistas que têm essa consciência! Outros continuam a fazer congressos, seminários e viagens; a fazer congressos e disputas que são mais partidárias (poder) do que sindicais!
    Mas o que está verdadeiramente na mesa é o que já os primeiros animadores do movimento operário pediam, ou seja a unidade de todos os trabalhadores para além dos países tal como faz, aliás, o capital financeiro.



Publicado por Xa2 às 14:22 de 14.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Empresas Publicas, A clareza das coisas

A propósito dos comentários e do post anterior e porque o tema é capaz de ser bastante mais sério do que à primeira vista não parece aqui fica o escrito que um amigo que navega na blogosfera me enviou: titulo da nossa responsabilidade.

“resposta a  vários comentários desfavoráveis sobre a gestão das empresas públicas  de transportes no facebook, causadoras da greve de hoje (8.11.11) e de todos os males do sector!!!

Deixem-me prestar os seguintes esclarecimentos, já que profissionalmente, estou em condições de o fazer. Em primeiro lugar os administradores das Empresas Públicas de transportes, e nestas estão só incluídas aquelas onde o Estado tem 100% do capital, Metro, Carris, Transtejo, CP, etc, auferem vencimentos brutos entre os 4 mil e 6 mil euros. Não têm mais qualquer prémio, pois estes são baseados nos lucros e, como se sabe a prestação do serviço público não tem como objectivo ganhos de rendimentos (teria que ter um tarifário incomportável!), mas apenas o objectivo da qualidade do serviço prestado.

Também, a dívida acumulada apregoada, tem a ver como, por exemplo, no caso do Metropolitano de Lisboa, em que nos últimos 15 anos foram construídos cerca de 40 Km de linhas e algumas dezenas de Estações sem um cêntimo do OE, mandando a tutela governamental a empresa endividar-se e suportar os encargos financeiros. Cada 100 m. de túnel custa cerca de 10 milhões de euros!!!

Também, o tarifário é estabelecido pelo Governo, comprometendo-se este, no final do ano, a entregar à empresa uma indemnização compensatória referente á diferença entre o custo que devia custar o bilhete e aquele que, nos termos de serviço público, é praticado, gerando prejuízos como é óbvio! Só que também as indemnizações compensatórias, raramente, têm sido pagas pelo Estado e em valores muito reduzidos.

Daí, a génese e o acumular da dívida das empresas públicas transportadoras, que nada têm a ver, no essencial, com a gestão dos administradores e, muito menos, com os seus ordenados ou regalias milionárias que não existem.

Aliás, com todo este clima que deliberadamente se propaga referente aos gestores destas empresas, chega-se à triste conclusão que ser gestor público de empresas de transportes é, infelizmente, mais um cadastro do que um curriculum!

Também, como o Ministro vem ameaçando, a falência destas empresas não pode significar o fim do serviço público que prestam, já que este é uma competência constitucional de um estado Social. Pelas mesmas razões, também fechariam Hospitais, Escolas, etc. onde a prestação do serviço público, como é óbvio, é deficitário  senão não seria serviço público!”

RC   8/11/2011



Publicado por Zé Pessoa às 09:05 de 14.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Um plano alvar
por FERNANDA CÂNCIO11 Novembro 2011

 

O Plano Estratégico dos Transportes foi ontem publicado no Diário da República. São 26 páginas que repetem os mesmos parágrafos três e quatro vezes e nas quais é notória a vocação propagandista que, em detrimento de concretização e de fundamentação estruturada das propostas, anima as intervenções do ministro da Economia. Aliás, a menção frequente a "opções erradas" e "investimentos duvidosos", à "situação económico-financeira a que o País foi conduzido" e "descontrolo e desgoverno das finanças públicas" faz crer que, em vez de uma estratégia para os transportes, é de um manifesto eleitoral que se trata - como se a prioridade deste Governo fosse diabolizar o anterior e não governar.

E isso é tanto mais preocupante quando 26 páginas não é muito para explanar a situação das várias empresas estatais que se pretende "sanear" e para apresentar as soluções que se preconizam para um sector que se admite estratégico e fundamental. Citam-se os passivos actuais e a dívida de cada empresa, assim como a estimativa da oferta, contabilizada em passageiros, e da procura efectiva. Atentando ao facto de a oferta ser muito superior à procura, parte-se para a ideia de "racionalização", que, nas propostas tornadas públicas do grupo nomeado para a operacionalizar, aponta para um corte brutal de serviços. Notória é a ausência de menção ao mercado potencial de cada transporte e à possibilidade de captação de mais clientes. Ou aos motivos que poderão levar as pessoas a não optar pelos transportes públicos, e cuja análise deveria ser primordial num plano que afirma caber ao Estado "uma correcta articulação entre as políticas de transporte e as políticas económicas, de ordenamento do território, energéticas, ambientais e sociais". Não: parece que o discurso da competitividade, tão caro ao ministro Álvaro Santos Pereira (que aliás insiste em articular "competividade", como articula "precaridade" e "empreendorismo"), só serve para justificar a entrega dos transportes públicos aos privados - porque, dogma intocável para este Governo, a gestão privada é sempre boa e a pública sempre má.

Há, é claro, nas empresas de transportes um problema grave de passivo e de dívida que é preciso encarar, e decerto existem, como aliás o Tribunal de Contas apontou em 2010, vários aspectos na respectiva gestão, da política de títulos e preços às chamadas "regalias" dos trabalhadores, que é preciso rectificar. Mas um plano que visa sobretudo ou mesmo só "despachar" as empresas para privados, sem sequer explicar em que condições (convindo citar exemplos de sucesso noutros países - a existirem, claro) e como isso se articulará com a necessidade de investimento em infra-estruturas, enverga a ineficiência congénita da gestão pública que é fetiche da sua visão liberalóide. Seria cómico se não fosse dramático - se não tivéssemos como ministro da Economia alguém que, na melhor tradição ditatorial, diz "é assim ou acabam-se os transportes públicos".



Publicado por Zurc às 14:51 de 13.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

UE | democracia ou fascismo?


Publicado por [FV] às 15:42 de 12.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Jogos do capital, privatizações, corrupção de elites , ... e polícia

Até os bispos já falam em jogos sombrios do capital

«Os bispos portugueses temem que “sombrios jogos de capital” coloquem em causa a democracia, em Portugal e na Europa. Na mensagem final da 178.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que teve lugar em Fátima, os prelados lembram a importância da solidariedade nos tempos actuais, que consideram de elevada perigosidade [CM, via OJumento]
 
Passos Coelho está muito preocupado com os polícias
"Não poderemos deixar de corrigir as situações mais gritantemente injustas e, nessa medida, ... englobamos uma verba de cerca de sete milhões de euros para que nas forças de segurança as situações mais gritantes possam ser corrigidas", disse Passos Coelho.» [i]
OJumento: São um elemento central na sua política, indispensáveis para a versão democrática do Estado Novo que Gaspar defende.
 

Governo cede

«As autarquias vão manter a autonomia para contratar novos trabalhadores. A proposta do Governo que proibia as novas contratações de funcionários, vai ser eliminada do Orçamento do Estado para 2012 (OE2012).» [DN]

Com o dinheiro dos subsídios (cortados) Passos já pode atender as suas clientelas. «Pergunte-se a Passos Coelho se já sabe quantos funcionários da administração central vão ser despedidos para que os seus amigos autarcas continuem a esbanjar dinheiro

 

Um país prisioneiro da corrupção

   Em Portugal debate-se ciclicamente o tema da corrupção mas sempre na perspectiva mais restrita do Código Penal, mas a corrupção é algo mais amplo e grassa livremente pelo país de tal forma que as suas elites tornaram-se corruptas. Os intelectuais anseiam vender-se a merceeiros, os ex-líderes partidários são comentadores de televisão e assalariados de patos-bravos, os jornais são detidos por sucateiros.

...

    Mas alguém questiona a forma como estão a ser preparadas as privatizações do que resta de rentável no sector público? É evidente que impera o silêncio, quase todos os que têm espaço nos jornais ou nas televisões estão envolvidos em grupos empresariais interessados nas privatizações e como sucede com a RTP alguns até já deverão ter garantida a sua fatia do bolo.
    Um país onde o debate político é conduzido por gente corrupta, gente que está mais emprenhada em assegurar o benefício de quem lhes paga e que despreza o sofrimento a que possam ser sujeitos os portugueses, é um país prisioneiro da corrupção, refém dos interesses da elite corrupta que o dirige.


Publicado por Xa2 às 07:48 de 11.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

União e manifestação de cidadãos

FESAP apela à união dos trabalhadores para que adiram à manifestação este sábado12 Nov. concentração às 14:30 na Rot. Marquês de Pombal, Lisboa.

    A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) apelou hoje à união dos trabalhadores para que adiram à manifestação de 12 de novembro, destinada a contestar os “brutais” cortes salariais e a suspensão dos subsídios de férias e de Natal.

    Em declarações à Lusa esta manhã em Lisboa, o coordenador da FESAP, Nobre dos Santos, acusou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de “aprendiz” e pediu ainda aos funcionários públicos que se juntem à greve geral de 24 de novembro.

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UGT e CGTP destacam "claríssimo descontentamento

    Os líderes das duas centrais sindicais portuguesas, CGTP e UGT, afirmaram hoje que a greve geral de 24 de novembro representa "um claríssimo descontentamento" perante a atual situação económica e social.



Publicado por Xa2 às 07:23 de 11.11.11 | link do post | comentar |

Democracia: da manipulação à suspensão e à ditadura dos mercados

Acabou o tempo de Citizen Kane

por Daniel Oliveira

   Nascido da implosão do sistema partidário corrupto de Itália, Silvio Berlusconi parecia  ser o político de uma nova era. Eu próprio julguei que assim fosse. Uma era em que os homens do dinheiro metessem a mão na massa e tomassem, eles próprios, as rédeas do poder. O primeiro-ministro italiano criou um partido à imagem e semelhança das suas empresas. Sem qualquer democracia interna, os candidatos, fossem eles gestores intermédios ou bombásticas apresentadoras de televisão, eram escolhidos com a mesma lógica que um departamento de recursos humanos escolhe os seus quadros e os promove. Sempre garantido a obediência ao chefe.
    Berlusconi tinha máquina de propaganda com a qual qualquer político populista sonha. O quase monopólio das televisões e um enorme poder na imprensa e na indústria editorial e de entretenimento garantiu anos de alheamento e estupidificação da política italiana. E nesse mundo virtual que ele criou a sua aberrante figura passava a parecer aceitável. Ele vivia para o show que ele próprio produzia para o País. E, com o poder político nas mãos, adaptava o Estado às suas próprias necessidades empresariais e pessoais, mudando leis para fugir a processos por corrupção ou para impedir qualquer ação contra o seu monopólio. 
    Escapou a tudo. E até os escândalos sexuais, numa Itália católica e conservadora, não lhe custaram a carreira política.
    Mas Berlusconi pode cair. Não será a oposição de esquerda a derrubá-lo. Nem a contestação e os sindicatos. Nem a comunicação social. Nem ele próprio. Tudo isso são forças do passado. De um tempo em que o poder político esperava ter o apoio do povo. De um tempo em que o poder económico tinha rosto. Afinal, Berlusconi representa o fim de uma era. E a sua queda é o virar de página. Foram os mercados que o fizeram cair. Que fazem cair, um a um, os governantes da Europa. Para os substituir por tecnocratas que "façam o que ter de ser feito". Não precisam de carisma, porque não precisam da simpatia povo. Têm as suas dívidas. O devedor, resignado, acata ordens. Os mercados têm os juros e o crédito e as agências de notação. Chega-lhes. Dispensam a democracia. Mesmo aquela que escolhe magnatas da comunicação social para primeiros-ministros. 
    O tempo em que Citizen Ken tinha o mundo a seus pés acabou. A manipulação da democracia já não é necessária. Porque a democracia está suspensa. O populismo já não tem qualquer utilidade. Porque o povo não tem voto na matéria. Os mercados ditam a lei. Isso chega.


Publicado por Xa2 às 13:27 de 10.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Capitalismo agiota, rentista, corrupto e manipulador de governos

a crise do capitalismo corrupto

   Quando tanto se fala da competitividade da nossa economia vale a pena recordar que o capitalismo português nunca viveu da competitividade da economia portuguesa, nunca cresceu em função do mercado, nunca gerou empresas competitivas. O capitalismo português sempre sobreviveu à custa de expedientes, de recursos alheios ou, quando entrou em crise, explorando ao limite os trabalhadores.
    A crise poderá ter sido gerada pelos mais diversos factores consoante a preferência de cada um, mas a verdade é que com o fim dos subsídios europeus a crise do capitalismo luso era inevitável, como é inevitável a solução que está a ser encontrada pela direita, salvar as suas empresas e interesses económicos á custa dos trabalhadores.
    É estranho que num país onde tanto se discute a competitividade na hora das soluções apenas se encontre uma, reduzir os rendimentos dos trabalhadores. Isto significa que o pensamento dos nossos economistas, empresários e políticos ainda é o mesmo do dos donos das minas de carvão inglesas do tempo da revolução industrial. Ou talvez pior pois esses ainda modernizaram as minas com a introdução da máquina a vapor e daí resultaram melhorias significativas para os mineiros.
    Numa economia que desde a entrada na CEE foi alimentada por subsídios e onde a concorrência e o mercado foram substituídos pela corrupção esta crise era inevitável a partir do momento em que não houvesse mais para roubar. Nos últimos trinta anos os empresários de sucesso não foram os que melhor geriram as suas empresas, mais apostaram na competência ou os que mais inovaram, os empresários melhor sucedidos foram aqueles a que alguém na madeira designou por vendedores de sifões de retrete.
    Não foram os mercados que escolheram as empresas mais competitivas, foram os jogos de bastidores nos ministérios, os financiamentos ilegais dos partidos, a corrupção generalizada na sociedade portuguesa, uma corrupção que vai para além do conceito estrito do código penal. Não admira que assalariados de políticos que enriqueceram rapidamente cheguem a primeiro-ministro ou que a moda seja os ministros transitarem para as administrações das grandes empresas. Até os candidatos a presidente já não dispensam que grandes grupos económicos lhes emprestem gestores para lhes dirigirem as campanhas.
    A actual crise do capitalismo português é mais profunda do que se diz e é a crise de um modelo de capitalismo onde o mercado foi substituído pela corrupção. Não admira que viciados no dinheiro fácil tenham encontrado nos vencimentos e subsídios dos funcionários públicos o pote para se poderem continuar a lambuzar. Ainda nem sequer o OE está aprovado e já são emitidos despachos manhosos permitindo aos mais ricos que fujam aos impostos.
     (-OJumento, 9.11.2011)

Aldrabices dos donos

A lata dos banqueiros não tem fim. Depois de terem contribuído para provocar a intervenção externa com a sua aberta pressão política, tratam agora de escrever à Comissão Europeia a fazer queixinhas das tímidas condições que o governo quer propor para a capitalização da banca, comparando-a a nacionalizações de boa memória, que puseram fim ao esteio económico do fascismo. Não há comparação possível até porque o Estado troikista terá de ser um parceiro silencioso nos três próximos anos, ou seja, para sempre, prometendo não exercer direitos de voto e fazendo apenas vagas exigências de fiscalização, através de um representante em órgãos de administração ou de fiscalização, de concessão de crédito e de limitação de alguns dos abusos remuneratórios entretanto registados, mas sem mexer nos abusos da distribuição de dividendos. Continua a ser muito pouco para tanto dinheiro público que será canalizado para um sector tão especial.
    Dizem os bancos que as suas dificuldades são devidas à dívida soberana, ao malvado Estado. Quem é que os obrigou a comprar dívida soberana, beneficiando das diferenças de juros face ao BCE? Mas isto nem sequer é rigoroso: a sua muito recente fragilidade financeira deve-se sobretudo à fragilidade das famílias e empresas geradas por uma austeridade que os banqueiros exigiram, mas que só gera aumentos do crédito mal parado, insolvências. Isto para não falar da forma, cada vez mais clara, como os bancos usaram e abusaram da assimetria de poder e de “literacia financeira” na sua relação com quem se dirige aos seus balcões, perante a complacência de reguladores. Entretanto, sigamos os conselhos dos Bessas desta vida – cortar ainda mais nos rendimentos – e veremos o que acontece.
    Mas as aldrabices de financeiros pouco recomendáveis não têm fim: ontem Ricardo Salgado, em entrevista a Pedro Santos Guerreiro do Negócios, declarava, entre outros dislates interesseiros, que a banca estava a ajudar o Estado com as transferências dos fundos de pensões para a segurança social, que assim contribuem para diminuir o défice. A banca alivia-se das suas responsabilidades futuras, mostrando como a gestão privada das pensões não é a solução de que precisamos, transferindo-as para o Estado e ainda chama a esta transferência de custos ajuda ao Estado. Estamos perante os mais eficazes operacionais políticos da economia portuguesa, um sector que sabe bem como capturar o Estado e monopolizar o debate para fazer valer os seus interesses.
    Por isso, não sei se hei-de rir ou chorar quando Pedro Santos Guerreiro associa a tímida presença do Estado à entrada da porca da política na banca. Isto num sector económico intrinsecamente político, um sector que tem comandado a economia política nacional e que continuará a comandar se depender deste governo. Esta suposta tensão com o governo só serve para fazer passar a socialização dos prejuízos em curso. Pedro Santos Guerreiro usa Vara, um personagem quase irrelevante, como metáfora do Estado, só para distrair, como se a cortina de fumo não fosse já densa. Por cada Vara, eu tenho um Oliveira e Costa para a troca. E conhecerá Pedro Santos Guerreiro actores políticos mais relevantes do que Ulrich ou Salgado? E se o público fosse constituído só por Varas, por que é os accionistas do BCP os foram buscar à Caixa? E como poderia funcionar uma banca que acaba sempre por depender do Estado, se este fosse composto só por Varas?
    E, já agora, os problemas principais da Caixa não terão o nome BPN e a sua captura parcial por interesses privados, isto para não falar da crise geral? E não é isto que é precisamente de evitar, através de um aumento do controlo político democrático sobre este sector tão crucial, nacionalizando de facto, nomeando gestores competentes e que respondam perante o poder político, perante a ideia de uma banca mais parecida com um serviço público de crédito?  O que haverá melhor do que descobrir como aplicar a seguinte fórmula:
nem um só tostão sem controlo e gestão, a bem do interesse cidadão? Sim, a banca é uma questão de toda a economia e, por isso, de cidadania.
    (-
 
Quando todos devem a todos e ninguém consegue pagar
...
    As políticas de resposta à crise têm-se limitado até agora a fazer circular a dívida de mão em mão, sem se decidirem a atacar o fundo do problema, que é este: não há nenhuma forma de voltarmos a ter crescimento económico duradouro enquanto se persistir em exigir que a colossal dívida acumulada a nível mundial seja integralmente paga, especialmente quando, não sendo questionadas as políticas mercantilistas da China e da Alemanha que se encontram na sua origem, ela não pára de crescer.
    Na antiga Lei de Moisés, a cada meio século era decretado um Jubileu de reconciliação entre os homens, remissão dos pecados e perdão universal: os escravos e os prisioneiros eram libertados e as dívidas eram anuladas. Mas o perdão das dívidas, mesmo que parcial, é hoje estigmatizado como blasfemo por ofender o poder do Dinheiro, deus verdadeiro do mundo contemporâneo.
    Note-se que a anulação total ou parcial das dívidas, cancelando simultaneamente ativos e passivos, não afecta a riqueza existente, mas altera a sua distribuição. Porém, ao transferir recursos para aqueles que tem maior propensão a despendê-los, contribui para desbloquear a retoma.
    Ainda que os obstáculos políticos a uma tal operação fossem superados, a renegociação caso a caso das dívidas à escala mundial envolveria uma tal complexidade e tomaria tanto tempo que teremos que reconhecer a sua inviabilidade. A solução prática para a desvalorização rápida, progressiva, generalizada e implacável das dívidas é conhecida desde tempos imemoriais e chama-se inflação. Isso consegue-se monetarizando as dívidas dos estados, coisa que, na actual crise, os EUA e o Reino Unido têm vindo a fazer com bons resultados.
    Resta, no caso da Europa, uma pequena dificuldade: uma superstição bárbara e irracional proíbe o BCE de comprar directamente títulos da dívida pública nos mercados primários, o que o impossibilita de funcionar como emprestador de última instância – uma singularidade nada invejável do sistema monetário a que estamos amarrados.
    Se no tempo de Moisés já houvesse banco central, é provável que a Bíblia lhe recomendasse que agisse como emprestador de última instância em caso de crise financeira adequada. Como os textos sagrados nada dizem a este respeito, resta-nos esperar que, antes da queda no abismo, Mario Draghi se atreva a interpretar de forma ousada o mandato que a União lhe atribuiu, enfrentando, se necessário, a ira dos Nibelungos. Hoje em dia nem é preciso pôr a máquina de fazer notas a funcionar – basta carregar num botão.»
 [-por João P. e Castro, Jornal de Negócios]


Publicado por Xa2 às 13:24 de 10.11.11 | link do post | comentar |

Evolução da crise na UE

Ontem:

Cuidado com os gregos...

 

Hoje:

Vêm aí os romanos!


MARCADORES: , ,

Publicado por [FV] às 10:33 de 10.11.11 | link do post | comentar |

Politicas draconianas e injustas no Orçamento

Muita coisa que circula na blogosfera está deturpada, passa demasiada demagogia, inveja e botabaixismo, por isso devemos averiguar se o que nos mandam corresponde a factos verdadeiros ante de reenviarmos. Por isso antes de reenviar o quadro que aqui se publica verifique que corresponde à verdade. Neste caso estamos convencidos que sim por isso aqui se publica.

    



Publicado por Zé Pessoa às 10:22 de 10.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Orçamento de 2012

E agora “Sr. Silva”? Será o Senhor Presidente da República (PR) coerente com aquilo que diz serem as suas preocupações, publicamente manifestadas?

Hoje inicia-se, na Assembleia da Republica, (AR), o debate do Orçamento de Estado para vigorar em 2012. O ilustre constitucionalista, Jorge Bacelar Gouveia, ideologicamente próximo do governo PSD de quem, alias, foi deputado à AR, tem afirmado, pública e reiteradamente, que o Orçamento, se aprovado como proposto, é, inequivocamente, inconstitucional visto que ofende, desrespeita, anula, alguns dos princípios fundamentais consagrados na Constituição que Vossa Ex.ª jurou cumprir e fazer cumprir, quando assumiu a sua tomada de posse no mais alto cargo da magistratura portuguesa, o de Presidente da República.

O Senhor Presidente pode intervir de diversas formas e a diferentes níveis, desde a forma preventiva até à deliberativa, sem esquecer a prepositiva. Se uma delas não for bastante use-as todas mas, assuma-se.

Estará, pois, o Senhor Presidente à altura do compromisso assumido e da coerência das suas palavras?

Assim o esperamos, nós portugueses, sob pena de desacreditarmos (ainda mais) na Nação e em quem a representa.



Publicado por Zé Pessoa às 09:19 de 10.11.11 | link do post | comentar |

Alternativas para uma nova economia

(-Antonio Martins,  16/03/2009) 

     As idéias do Put People First: ao invés de discurso ideológico, propostas concretas, capazes de grandes transformações

Eis uma versão em português da plataforma de doze pontos do movimento quer organiza a grande manifestação de Londres:

      I. Salvar primeiro as pessoas: assegurar governança democrática da economia:

1. Obrigar os paraísos fiscais a respeitarem normas internacionais rigorosas.

2. Promover reformas amplas no sistema de direção e governança do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

3. Tornar todas as instituições financeiras, produtos financeiros e empresas transnacionais transparentes e sujeitas a prestação pública de contas.

     II. Empregos: ocupações decentes e serviços públicos para todos:

4. Promover investimentos maciços num new deal verde, para construir uma economia sustentável, baseada em trabalho decente e remuneração justa.

5. Fortalecer os orçamentos destinados aos serviços públicos.

6. Agir para assegurar recursos de emergência para todos os países que deles necessitam, sem exigir contrapartidas e condicionalidades prejudiciais às sociedades.

     III. Justiça: acabar com a pobreza e a desigualdade globais:

7. Destinar, até 2013, ao menos 0,7% da renda nacional dos países ricos para o apoio ao desenvolvimento, e de forma mais eficaz; pressionar para o cancelamento de todas as dívidas ilegítimas ou impagáveis dos países do Sul.

8. Assegurar que os Estados mais pobres tenham condições de gerir suas economias, inclusive controlando os fluxos externos de capital financeiro.

9. Interromper as pressões para que os países em desenvolvimento liberalizem e desregulamentem suas economias; não tentar retomar a Rodada (negociações internacionais da ronda) de Doha, rejeitada diversas vezes por estas nações.

     IV. Clima: Construir uma economia verde:

10. Além do new deal verde (recomendação 4), introduzir as regulamentações robustas e os incentivos financeiros necessários para construir uma economia verde.

11. Promover, na conferência de Copenhagem, um acordo que assegure cortes substanciais e comprováveis nas emissões de gases do efeito-estufa, de forma a evitar que o aquecimento terrestre ultrapasse 2º C.

 

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A busca de alternativas espalha-se pelo mundo

...

Movimentos  de várias partes do mundo programaram mais que manifestações de rua. Estão constituindo, aos poucos, uma rede de núcleos dedicados ao estudo da crise e das alternativas. Alguns dos pontos deste mosaico estão relacionados abaixo:

> Global Crises 2008
 É uma rede de redes, que procura reunir iniciativas que tratam da crise econômica, crise ambiental e crise alimentar. Funciona através de uma lista internet e conferências telefônicas mais ou menos regulares. Tem articulado as manifestações em Londres, outras cidades da Europa e outras partes do mundo.
> Put People First

Baseada em Londres, mas com ramificações em outros países (principalmente europeus) é a coalizão que está organizando os protestos na Inglaterra, durante a reunião do G20.
> Bretton Woods Project
Criado em 2002, por uma rede de organizações européias, dedicava-se inicialmente a monitorar a atuação de instituições como o FMI e Banco Mundial. Mais recentemente, tem-se envolvido muito na busca de alternativas à crise, concentrando-se em especial, como sugere o nome, na reforma das instituições financeiras multilaterais.
> Rethinking Finance
Surgiu há poucos dias, resultado também de uma rede, articulada principalmente por Peter Wahl, que dirige a ONG alemã Weed e atua na busca de alternativas ao sistema financeiro atual há décadas (foi quem organizou o primeiro encontro-manifestação paralelo a uma reunião do FMI, em Berlim, 1989). É uma espécie de portal, participativo, com análises e notícias.

> Debtonation
Dirigido por Ann Petifor, co-autora da proposta Green New Deal, é um site de análises e notícias. Dá muita atenção às alternativas e concentra o foco na busca de sustentabilidade. É um dos espaços onde se pode acompanhar melhor os últimos acontecimentos ligados à crise, tratados a partir de um ponto de vista alternativo.

> Green New Deal
É um paper produzido por um grupo de nove pessoas (cientistas sociais, ativistas, jornalistas e dirigentes políticos) que diz inspirar-se nas idéias de Roosevelt para propor alternativas capazes de enfrentar, ao mesmo tempo, as crises econômica, ambiental e energética. O documento tem 48 páginas e pode ser encontrado no link acima.

> New Economics Foundation
Tem como centro o debate do Green New Deal, mas mantém informações e análises sobre temas como transformação dos mercados, bancos éticos, mudança climática e outros.

> CEPR
O Center for Economic and Political Research é uma ONG e rede de pesquisadores, baseada em Londres. Dele participam, entre muitos outros, Dean Baker e Ha-Joon Chang. O site publica papers e artigos, sobre a natureza da crise, seu desenvolvimento e as alternativas

> Casino Crash
É um blog criado pelo Transnational Institute, um thinktank sediado em Amsterdam, que tem Susan George como uma das principais animadoras. O blog é irregular, tanto em intensidade da atualização quanto em qualidade. Há bons textos, mas às vezes pesam demais interpretações que vão pouco além da denúncia — como as do Walden Bello e Atilio Borón

> ATTAC França
Apesar de ter vivido muitas turbulências nos últimos anos, o ATTAC francês ainda reúne capacidade de mobilização e reflexão. O site reproduz (ver coluna lateral direita) com certa frequência textos de economistas como François Chesnais, Dominique Plihon, Jacques Cossart. Também criou um blog sobre a crise.

> Tax Justice Network
Existente há cerca de cinco anos, a rede tem-se dedicado, mais recentemente, à denúncia da falta de um sistema tributário global, e a propostas que permitam criá-lo.

> Choike
O site denomina-se “um portal das sociedades civis do Sul”. Trata de crise financeira e econômica, geopolítica, comércio internacional e temas mais específicos como a disputa em torno da água.

> Focus on the Global South
Dirigida pelo Walden Bello, esta ONG-rede filipina prefere frequentemente a crítica e a denúncia à alternativa. Porém, acompanha atentamente a evolução da crise na Ásia, principalmente do ponto de vista social, e com algumas boas análises.
> CleanStart
Um espaço no jornal The New Internationalist dedicado à “criação de uma economia global mais justa

> Guardian: a New Bretton Woods
Espaço criado no jornal londrino especialmente para debater o tema do título. O Guardian não chega a ser alternativo, mas é, em geral, sério e profundo.

...



Publicado por Xa2 às 07:26 de 10.11.11 | link do post | comentar |

«Não há alternativa» dizem os pró-ditadura

Nem tudo nos media é produto tóxico neo-liberal

José Vítor Malheiros escreve no Público (donde recentemente foi despedido Vital Moreira) artigos de análise política de grande importância para o esclarecimento de uma realidade em geral escamoteada nos media. Os seus artigos de opinião constituem assim verdadeiro serviço cívico. Parabéns.
O de hoje partilho-o com vocês.



Publicado por Xa2 às 18:23 de 09.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Faces ocultas, quantas serão elas?

Face oculta, uma montanha de ratos pardacentos que se passeiam em passerelles alaranjadas e revistas cor-de-rosa, acabam, quase todos, juntos em tribunal.

Foi no recinto judiciário de Aveiro que, finalmente, ontem teve inicio apesar das peripécias acontecidas de escutas para cá, escutas pala lá nas quais o próprio Procurador-geral da Republica e Presidente do Supremo tribunal de Justiça iam ficando (se é que não ficaram, pelo menos cheirou a fumo) chamuscados.

Vamos ver quantos ratos, devidamente castigados e inocentados, vai parir tão grande montanha, visto que alguns escaparam de ali estarem presentes.

A avaliar pelas noticias nocturnas há fortes evidencias que, mais uma vez, o processo vá, como diz o povo, por água abaixo.

Não admira que se tenha tornado corrente a ideia de que “o crime compensa” sobretudo se cometido por gente bem encaixada no sistema... da corrupção partidária, politica e económica. Um tabuleiro de pedras...preciosas.



Publicado por DC às 09:06 de 09.11.11 | link do post | comentar |

Estados e povos 'ajudadores'/fornecedores vs. devedores

As dívidas da Alemanha

por Sérgio Lavos

  (Museu Pergamon, em Berlim) 
Absolutamente a ler até ao fim, esta resposta de um grego a uma carta enviada para a revista Stern escrita por um alemão que se sente ofendido com o "estilo de vida" grego. Traduzida por Sérgio Ribeiro, via Aventar. Já agora, seria bom que, tanto o Rui Rocha como o Pedro Correia, que andam entretidos no Delito de Opinião a convencer-nos de que os gregos merecem aquilo por que estão a passar, lessem este post até ao fim. Talvez ganhassem algum bom senso e deixassem de apontar o dedo a quem mais sofre com o austeritarismo imposto por Merkozy. 

     "Há algum tempo, foi publicada , na revista, uma “carta aberta” de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a “caros gregos”, com um título e sub-título:

«    Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia

Os gregos, que primeiro fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves

     Caros gregos,

    Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.

    Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.

    Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.

    No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.

    Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.

    Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.

    Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante  !!!  »

 

Na semana seguinte, o Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:

«    Caro Walter, Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.

    O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.

    Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.

    A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.

    Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

    Estimado Walter,

    Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.

    Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;

2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.

3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.

4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.

5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).

6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

    Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.

    Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

    Amigo Walter:

na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

    Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, Perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.

    Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.

    E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:

    EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM  !!!  

Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.

    E EXIJO QUE SEJA AGORA !!  Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

Cordialmente,

Georgios   »



Publicado por Xa2 às 18:00 de 08.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

As greves e o Plano de Transportes de Lisboa e do Porto

Metro e Carris Desmantelamento e entrega a privados. Ao serviço de quem trabalha o grupo?

Pedro Gonçalves (ex-presidente da Soares da Costa e antigo administrador do Metro de Lisboa), entregou uma versão preliminar de um estudo feito pelo grupo de trabalho por si liderado aos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa, onde propõe a supressão de um total de 15 carreiras da Carris, além do que designa de "encurtamento" e da "implementação de medidas de racionalização da oferta" em 33 carreiras.

No que se refere ao Metro de Lisboa, aquele ex-administrador e o seu grupo ponderam a redução de mais de 2h00 no período de exploração, com a passando aqueles serviços a encerrar às 23h00 e não à 01h00 em todas as linhas. Nas zonas periféricas das linhas azul e amarela o encerramento passaria a ser às 21h30 nas.

No âmbito da simplificação tarifária, é proposta a criação de um bilhete de tarifa plana, que será válido na Carris e Metro, do ‘Bilhete Cidade’. Além do significativo aumento tarifário.

Contudo, mais recentemente, por pressão dos grevistas ou por outra qualquer razão, o governo já veio “desautorizar”, algumas daquelas propostas, nomeadamente o encerramento às 23h00 do Metro.

O que não há dúvida é que alguma coisa tem de ser feito, os contribuintes não tolerarão, por muito mais tempo, a falta de clareza nas responsabilidades dos investimentos e da gestão dos recursos que continuadamente têm vindo a suportar.



Publicado por Zurc às 15:55 de 08.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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