Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
Greve geral no Reino Unido. Desde Thatcher (ou antes) que não se via uma mobilização assim. Paralisação de hoje poderá ser a de maior adesão desde 1926, dizem sindicatos.(Por J.A.Viana, Ionline, 30.11.11)
 Occupy-manifestação  Etorre Ferrari/EPA


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UM NOVO CLUBE POLÍTICO NO PS

  Subscritores do Manifesto para uma Renovação Socialista[http://manifestops.blogs.sapo.pt/ ], reunidos em Coimbra, no passado dia 26 de Novembro, fundaram um novo clube político no âmbito do Partido Socialista.
   “CLUBE MANIFESTO – para uma renovação socialista, eis o nome que foi escolhido. Ao novo clube aderiram já quarenta e oito militantes do Partido Socialista, pertencentes a algumas das suas Federações. O documento acima referido é a identidade política do clube.

    Podem aderir aqueles que, concordando com o Manifesto, o subscrevam. Vai abrir-se, assim, um novo espaço de debate sobre a actualidade política, sobre as questões económicas e sociais mais candentes, sobre a vida do PS, sobre a esquerda em geral, sobre Portugal, a Europa e o Mundo, sobre o injusto garrote neoliberal e a dolorosa agonia do capitalismo, sobre o pós-capitalismo e o horizonte socialista.
     Foi constituída uma Comissão Instaladora, destinada a preparar uma nova reunião, em que serão aprovadas as regras essenciais para o funcionamento do Clube e uma estrutura simples de coordenação; bem como a promover outras iniciativas aprovadas.
     Desde já, ficou decidida a realização de um Colóquio, a realizar em Fevereiro próximo, que irá centrar-se em dois temas principais:

   - primeiro, a renovação político-organizativa do Partido Socialista, com destaque para a questão das eleições primárias abertas, para escolha dos candidatos a apresentar pelo PS nas diversas eleições; para o imperativo de serem criados obstáculos estruturais que tornem objectivamente inviável, dentro ou a partir do PS, qualquer promiscuidade entre política e negócios; e para a necessidade de um grande passo em frente na senda de uma maior qualidade democrática na vida do partido, especialmente nos processos eleitorais internos;
   -segundo, o projecto autárquico do PS concebido no quadro de uma reforma do Estado, numa perspectiva potenciadora da qualidade de vida das pessoas, através da territorialização de uma economia plural, ecologicamente amigável.
    No decurso da reunião do passado dia 26, foi debatida a actual conjuntura portuguesa, a situação do PS, o bloqueio do projecto europeu, a estagnação do Partido Socialista Europeu e o extravio da Internacional Socialista.
     Pela Comissão Instaladora .
     Rui Namorado



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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011



Publicado por [FV] às 17:53 | link do post | comentar

País de pobreza, famílias oligárquicas, segregação económico-social, exploração, medo, subserviência, emigração/ostracismo, caridadezinha, prisão e ditadura

(-Isabel do Carmo, Público, 28.11.2011, via PuxaPalavra)


Publicado por Xa2 às 07:55 | link do post | comentar | comentários (11)

 

- Com governantes destes quem precisa de ser governado?



Publicado por [FV] às 07:52 | link do post | comentar | comentários (6)

Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

A pilhagem da riqueza dos países pelos grandes bancos e corporações internacionais, o Banco Mundial e o FMI

 .
    A estratégia dos grandes bancos e corporações internacionais, do Banco Mundial e do FMI de pilhagem da riqueza dos países é concretizada, principalmente, através da criação de dívidas soberanas (dívidas dos estados) impagáveis, as quais acabam por obrigar os estados a realizar dinheiro, para o pagamento das suas dívidas, através da privatização (venda aos "investidores do mercado") de todo o património público dos países que possa gerar lucros. Por exemplo:

    a) Os transportes aéreos (TAP - Transportes Aéreos Portugueses e ANA - Aeroportos de Portugal);

    b) Os transportes ferroviários (CP - Comboios de Portugal e em estudo a REFER - Rede Ferroviária Nacional);

    c) Os transportes rodoviários (Carris e STCP);

    d) Os metropolitanos (Metro de Lisboa);

    e) A electricidade (EDP - Electricidade de Portugal e REN - Redes Energéticas Nacionais);

    f)  A água (Águas de Portugal);

    g) O gás e outros combustíveis (GALP);

    h) As comunicações e telecomunicações (Portugal Telecom e CTT - Correios de Portugal);

    i) A comunicação social (RTP - Rádio e Televisão de Portugal (Televisão Pública, Antena 1, 2 e 3) e LUSA - Agência de Notícias de Portugal);

    j) Campos petrolíferos (não há no caso português, ou melhor, os campos existentes ainda não foram considerados economicamente viáveis para serem explorados);

    k) Minérios (já foram concessionadas ao "capital estrangeiro", anteriormente, todas as minas rentáveis portuguesas)

    As cerejas em cima deste grande bolo são as seguintes:

    a) As privatizações são feitas a preços inferiores ao valor real das empresas devido ao facto destas vendas serem forçadas. Além disso, para ajudar a baixar ainda mais o preço de venda das empresas, as agências de notação financeira Moody's, Standard & Poor's e Fitch (controladas pelos grandes bancos e corporações internacionais) têm piorado sucessivamente a notação destas empresas. Este negócio de privatização é obviamente prejudicial para o interesse público;

    b) O aumento exigido do preço ao consumidor dos serviços a privatizar (electricidade, gás, água, transportes, etc.) serve para garantir que as empresas a privatizar possam vir a dar lucros;

    c) A diminuição generalizada dos salários em resultado do aumento brutal do desemprego e das medidas administrativas de contenção das actualizações salariais face à inflação, garante maiores lucros em resultado da diminuição dos custos de produção;

    d) O controlo total da comunicação social dos países nas mãos dos privados (grandes corporações internacionais) facilitará futuras pilhagens sem que os cidadãos se apercebam da situação;

    e) O controlo total das comunicações dos países (em especial a Internet) nas mãos dos privados (grandes corporações internacionais) juntamente com controlo total da comunicação social permitirá às grandes corporações internacionais o controlo total da informação a que os cidadãos terão acesso. A título de exemplo, veja-se o caso de França, onde Sarkosy conseguiu a aprovação de uma lei que permite às empresas fornecedoras de acesso à Internet a capacidade de cortar o acesso à Internet a qualquer cidadão ou entidade colectiva com base em denúncias de "downloads ilegais", sem ser necessária uma ordem judicial para o efeito (ver nota 2).

.

    Nota 1 - Convém chamar a atenção para o facto de que, desde há vários anos, as empresas privadas "portuguesas", que operam nestas áreas, têm vindo a ser compradas pelo chamado investimento estrangeiro (grandes bancos e corporações internacionais), graças à globalização e, em particular, à livre circulação de capitais imposta a todos os países.

    Nota 2 - A lei de Sarkosy é justificada oficialmente pela necessidade de defender os direitos de autor e impedir as cópias piratas via Internet. Porém, em termos práticos, quando o utilizador da Internet transfere um ficheiro digital (contendo uma música, uma fotografia, um livro, uma apresentação de PowerPoint , um vídeo do YouTube, etc. ) por qualquer via (downloads, messenger, e-mail, aplicações específicas, etc.), a maior parte das vezes, não sabe nem pode saber se o conteúdo está protegido por direitos de autor, ou se o pagamento do download cobre os direitos de autor. Quem disponibiliza na Internet ficheiros digitais para venda ou para partilha é que sabe se os seus conteúdos estão sujeitos ou não a direitos de autores. Portanto, não é o consumidor final dos ficheiros digitais que é responsável pela pirataria. Assim, torna-se claro, que o objectivo final e encoberto da lei de Sarkosy é o de permitir o corte discricionário do acesso à Internet aos cidadãos ou entidades colectivas "perigosos" para o sistema.

 

    As "ajudas" do FMI (os chamados resgates) para que os países possam honrar o pagamento das suas dívidas são, na prática, uma forma de endividar ainda mais os países que se encontram já muito endividados, pelas seguintes razões:

    a) As "ajudas" são, nada mais nada menos, que novos empréstimos com juros (agiotas), que serão utilizados para pagar os empréstimos já existentes. Ou seja, os países endividados, além de manterem as dívidas anteriores impagáveis, acumulam, com estas "ajudas" mais dívidas!

    b) As exigências do FMI de privatização da maior parte da riqueza pública, tornam os países endividados em países mais pobres!

    c) As medidas impostas de austeridade sufocam a economia dos países endividados, o que implica a redução da produção de riqueza e consequentemente tornam esses países ainda mais pobres!

    d) As exigências do FMI em reduzir os direitos dos trabalhadores, quer ao nível do código do trabalho, quer ao nível dos apoios sociais, mais o aumento do desemprego decorrente das medidas de austeridade, implicam o empobrecimento geral da maioria da população, o qual, por sua vez implica um menor consumo, logo, acaba por se produzir menos riqueza nos países "ajudados"!

    Em suma, as "ajudas" do FMI "enterram" ainda mais os países endividados!

 

    A pilhagem dos recursos (materiais, financeiros e laborais) dos países não é feita, desta vez, através de uma guerra militar, mas sim é feita, subtilmente, através de uma guerra financeira, com o conluio de muitos governantes e "peritos" (políticos, economistas, e jornalistas) e com a colaboração inconsciente dos restantes governantes e de quase todos os restantes peritos, nos países saqueados.

 

    Documentários

    Confissões de um "assassino económico":

    http://aeiou.expresso.pt/assassino-economico-como-se-destroi-um-pais-video=f659998

    http://www.youtube.com/watch?v=rcxRfs0ozF0  e http://www.youtube.com/watch?v=AyBS88nRhDM     (Há mais vídeos no YouTube sobre este tema)

    Citação

    Toda verdade atravessa 3 fases:

    Na 1ª fase - É ridicularizada;

    Na 2ª fase - É violentamente contrariada;

    Na 3ª fase - É aceite como a própria prova.

    Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão

    Informação complementar

    O plano de privatizações dos sectores estratégicos da Argentina:

    http://www.youtube.com/watch?v=mHKWoE8qyu0&feature=email

    Os banqueiros aceleram a marcha para o saqueio da Grécia e os sociais-democratas votam pelo suicídio nacional

    http://resistir.info/crise/hudson_24jun11_p.html

    The Essence Of Banking...

    http://dailybail.com/home/the-essence-of-banking.html

    Portugal não precisava de ajuda externa e agências de "rating" têm de ser travadas

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=479179

    Privatizações agravam défice externo e endividamento do país

    http://resistir.info/e_rosa/privatizacoes_divida_02jul11.html

    Privatização da água fracassa na América Latina e na Europa

    http://luizromanelli.com.br/modules/news/article.php?storyid=328

    Impedir a privatização da água

    http://www.aguadetodos.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=62

    Big Banks Waging Warfare Against the People of the World

    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25586

    Demolição controlada da economia mundial?

    http://octopedia.blogspot.com/2011/05/demolicao-controlada-da-economia.html

    The Rampant Criminality of the Corporate and Political Elite - Murdoch and the rule of the oligarchy

    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=25615

    Informação adicional

    http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Perkins

    http://en.wikipedia.org/wiki/John_Perkins_(author)

    http://en.wikipedia.org/wiki/A_Game_as_Old_as_Empire

    Economic Meltdown -- A Call for Systemic Change

    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=16236

    Vamos Fazer Dinheiro / Let's Make Money

    http://www.youtube.com/watch?v=m146POWBDaA (1/8)

      



Publicado por Xa2 às 13:40 | link do post | comentar | comentários (3)

NA EUROPA: melancolia socialista.

Hoje, vou dar-vos a conhecer um pequeno texto noticioso, publicado no diário espanhol El País, escrito em Bruxelas, pelo jornalista , Ricardo Martínez de Rituerto, intitulado “Papandreu culpa a los conservadores de "hacer fracasar a Europa" ”, cujo subtítulo é “Los socialistas europeos buscan respuestas a la crisis que los arrolla”.
   Pelo texto, se pode confirmar a gravidade do esvaziamento político que atingiu o Partido Socialista Europeu. Em contrapartida, não se consegue vislumbrar o mínimo sinal de esperança nos horizontes por ele sugeridos. Tenhamos esperança, apesar de tudo, de que se trate apenas de uma falha de informação e fiquemos a aguardar melhores notícias.

   Mas se isso não acontecer , talvez não nos reste outra saída do que a de nos rebelarmos contra a inércia cinzenta das burocracias que sufocam o socialismo europeu, condenando-o a uma quase irrelevância. Uma irrelevância que as dificuldades presentes tornam insuportável.

Vejamos o texto:
   "Los socialistas europeos celebran este viernes y sábado en Bruselas el congreso de su partido en la atmósfera de depresión y desorientación propia de quienes se han convertido en los administradores de políticas que sus electores consideran serviles a las ideas liberales y a los mercados. “Necesitamos otro espacio político”, dice el danés Poul Nyrup Rasmussen en el discurso de despedida como presidente del Partido de los Socialistas Europeos (PSE), un mandato que comenzó con otras expectativas en 2004. En su parlamento, Rasmusen ha dado calor político al ex primer ministro griego Yorgos Papandreu, quien, a su vez, ha arremetido contra “la Europa conservadora que ha hecho muy poco y muy tarde” por evitar la crisis que tiene a la UE contra las cuerdas.
    Papandreu ha sido el penúltimo socialista al que la crisis le ha costado el cargo, justo por delante de los socialistas españoles barridos en las urnas el pasado domingo. A ambos les precedió el portugués José Socrates. Ante este panorama, Rasmussen ha animado a sus correligionarios con el hecho de la llegada de socialistas a los Gobiernos de Irlanda, Finlandia y Dinamarca, en todos lo casos en coalición y sólo en Copenhague al frente del Ejecutivo. Socialistas quedan también en las coaliciones gubernamentales de Eslovaquia (con próximas elecciones que pintan mal para ellos), Austria y Bélgica (en funciones).
    Para animar al auditorio ha dicho Ramussen que quizá haya de nuevo socialistas al frente de Bélgica (si es que Elio di Rupo, que hace unos días tiró la toalla de formador de Gobierno, acepta el encargo regio de seguir intentándolo), Alemania (donde hay elecciones el próximo otoño), Francia (con François Hollande deseoso de desplazar a Nicolas Sarkozy en mayo de 2012) e Italia, en fecha imprevisible.
En buena ley, más deseos que realidades. “El enfado contra la austeridad está ahí fuera”, ha dicho Rasmussen a un auditorio que lo sabe de sobra porque lo está pagando caro. Con ánimo batallador ha pedido que estos dos días de debate y reflexión sean los de renovación y reactivación del socialismo europeo.
    Papandreu ha reconocido las cosas como son: Europa “hoy está dominada por los conservadores”, antes de arrojar sobre ellos toda la responsabilidad de lo que ocurre: “Son los que han hecho fracasar Europa y han fallado al pueblo”. En el caso griego, subraya, fueron los conservadores de Nueva Democracia quienes minaron el territorio. Él, ha dicho, sólo heredó los problemas y adoptó medidas impopulares “para poner la casa en orden”, siguiendo los dictados de la ('tróica') Comisión Europea, el Banco Central Europeo y el Fondo Monetario Internacional.
    Las referencias le han servido para explicar su órdago fallido del referéndum sobre el plan de rescate griego:

se trataba de “redistribuir el poder, dar el poder a la gente, voz a su voluntad e ir más allá de los intereses conservadores”. En el aire ha quedado por qué no llegó hasta el final en su deseo de dejar al pueblo que “decidiera su futuro” mientras ha vuelto a hacerse eco de palabras que de repetidas suenan a hueco a electores de izquierda frustrados: estrategia responsable de crecimiento, Europa competitiva, necesidad de invertir en la juventud y el empleo...
    Rasmussen cede la presidencia del PSE al exprimer ministro búlgaro Serguei Stanishev, que en 2009 perdió en su país las elecciones generales y europeas."



Publicado por Xa2 às 07:45 | link do post | comentar | comentários (6)

Domingo, 27 de Novembro de 2011

Este quadro é eloquente. Os maiores caloteiros da Europa são a Alemanha, com mais de doze vezes a dívida pública portuguesa, a Itália e a França. Sozinha, a Itália tem quase o triplo da dívida pública acumulada da Grécia, da Irlanda e de Portugal.
Em percentagem do PIB, os campeões são a Grécia (157,7%), a Itália (120,3%) e a Irlanda (112%).
«Isto» não vai acabar bem...

-Não será de «estranhar os «cérebros» da política europeia terem alinhado numa moeda única para países com realidades estruturais, económicas e sociais tão diferentes, sem terem definido uma política económica comum? Quais deles não sabiam que finanças e economia, são coisas diferentes? Foi mesmo «estupidez» ou apenas «maldade»?


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Publicado por [FV] às 20:33 | link do post | comentar | comentários (2)

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

O  LIXO  DA  VIRTUDE

... Acho que é um dia adequado para vos oferecer a transcrição de um texto retirado, com a devida vénia, do jornal argentino Página 12. O seu autor, Eduardo Febbro, escreveu-o em Paris. O seu título é sugestivo e revelador: “En Europa el poder es de Goldman Sachs”. E num pequeno excerto, que serve de subtítulo, acrescenta: Pertenecen a la red que Sachs tejió en el Viejo Continente y, en grados diversos, participaron en las más truculentas operaciones ilícitas orquestadas por la institución norteamericana. Además, no son los únicos.
    Vivemos numa conjuntura em que se têm vindo a incendiar alaridos, aparentemente ferozes, contra pequenos e médios corruptos, o que será bom se desembocar em punições justas e se não for a cortina de fumo necessária para se não descobrir a verdadeira grande corrupção, incrustada na lógica do próprio capitalismo ou executada com um virtuosismo suficientemente subtil para a pôr a coberto das malhas parciais de uma justiça arrastada. É certo que este vendaval de virtude, que reflecte um ascetismo teórico que chega a comover, é por vezes desviado para ajustar contas contra alguma figura pública com que as fontes não simpatizam, contra algum político que não lhes agrada. E isso é mau.

    ...E com isso não podemos deixar de nos indignar e de nos alarmar. O que pode haver de confisco invisível de bens públicos pela simples inércia das sinergias perversas desta rede de interesses, empurra para uma relativa insignificância os roubos mais onerosos de dinheiros públicos que até hoje se conhecem. E, no entanto, a comunicação social europeia, quer os virtuosos arautos do neo-liberalismo instalado, quer os miolos moles que fazem ecoar o senso comum mediático, aplaudem a chegada, a importantes alavancas do poder político e económico, do que podemos objectivamente recear que sejam alguns meliantes, mas festejando-os com se fossem puros arcanjos de um céu da economia onde se respira exclusivamente honestidade, rigor e verdade.
   Não sei se isto é uma tragédia ou uma vergonha, mas vamos lá a ler o texto para que nos lembremos sempre da estatura moral dos poderes hoje instituídos nesta Europa em delírio:


"La historia podría colmar todas las expectativas de los adeptos a las teorías del complot.

¿Dónde está el poder mundial? La respuesta cabe en un nombre y un lugar: en la sede del banco de negocios Goldman Sachs.
El banco norteamericano logró una hazaña poco frecuente en la historia política mundial: colocar a sus hombres a la cabeza de dos gobiernos europeos y del (BCE) banco que rige los destinos de las políticas económicas de la Unión Europea.
Mario Draghi, el actual presidente del Banco Central Europeo; Mario Monti, el presidente del Consejo (PM) Italiano que reemplazó a Silvio Berlusconi; Lucas Papademos, el nuevo primer ministro griego, pertenecen todos a la galaxia de Goldman Sachs. Estos tres responsables, dos de los cuales, Monti y Papademos, forman la avanzada de la anexión de la política por la tecnocracia económica, pertenecen a la red que Sachs tejió en el Viejo Continente y, en grados diversos, participaron en las más truculentas operaciones ilícitas orquestadas por la institución norteamericana.
Además, no son los únicos. Se puede también mencionar a Petros Christodoulos, hoy al frente del organismo que administra la deuda pública griega y en el pasado presidente del National Bank of Greece, al que Sachs le vendió el producto financiero conocido con el nombre de Swap y con el cual las autoridades griegas y Goldman Sachs orquestaron el maquillaje de las cuentas griegas.
    El dragón que protege los intereses de Wall Street cuenta con hombres clave en los puestos más decisivos y no sólo en Europa. Henry Paulson, ex presidente de Goldman Sachs, fue nombrado luego secretario del Tesoro norteamericano, mientras que William C. Dudley, otro alto cargo de Goldman Sachs, es el actual presidente de la Reserva Federal de Nueva York. Pero el caso de los responsables europeos es más paradigmático. La palma de honor se la lleva Mario Draghi. El hoy presidente del Banco Central Europeo, BCE, fue vicepresidente de Goldman Sachs para Europa entre los años 2002 y 2005. En ese puesto, Draghi tuvo un desempeño más que ambiguo. El título de su cargo era “empresas y deudas soberanas”. Precisamente, en ese cargo Draghi tuvo como misión vender el incendiario producto Swap. Ese instrumento financiero es un elemento determinante en el ocultamiento de las deudas soberanas, es decir, en el maquillaje de las cuentas griegas. Esa trampa fue la astucia que permitió a Grecia calificarse para formar parte de los países que iban a utilizar el euro, la moneda única europea.
   Técnicamente, y con Goldman Sachs como operador, se trató en ese entonces de transformar la deuda exterior de Grecia de dólares a euros. Con ello, la deuda griega desapareció de los balances negativos y GS se llevó una jugosa comisión. Luego, en 2006, Goldman Sachs vendió parte de ese paquete de Swaps al principal banco comercial del país, National Bank of Greece, dirigido por otro hombre de GS, Petros Christodoulos, ex trader de Goldman Sachs y en la actualidad director del organismo de gestión de la deuda de Grecia que él mismo y los ya mencionados contribuyeron a disimular primero y a incrementar después.
   Mario Draghi tiene un historial pesado. El ex presidente de la República Italiana Francesco Cossiga acusó a Draghi de haber favorecido a Goldman Sachs en la atribución de contratos importantes cuando Draghi era director del Tesoro e Italia estaba en pleno proceso privatizador. Lo cierto es que el ahora director del Banco Central Europeo aparece masivamente sindicado como el gran vendedor de Swaps en toda Europa.
    En ese entrevero de falsificaciones surge el jefe del Ejecutivo griego, Lucas Papademos. El primer ministro fue gobernador del Banco Central griego entre 1994 y 2002. Ese es precisamente el período en el que Sachs fue cómplice del ocultamiento de la realidad económica griega y en tanto que responsable de la entidad bancaria nacional, Papademos no podía ignorar la trampa que se estaba montando. Las fechas en las que ocupó el cargo hacen de él un operador del montaje
En la lista de notables le sigue Mario Monti. El actual presidente del Consejo Italiano fue consejero internacional de Goldman Sachs desde 2005.
    En resumen, muchos de los hombres que fabricaron el desastre fueron llamados ahora a tomar las riendas de puestos clave y con la misión de reparar, a costa de los beneficios sociales de los pueblos, las consecuencias de las estafas que ellos mismos llevaron a cabo. No caben dudas de que existe lo que los analistas llaman “un gobierno Sachs europeo”.
   El portugués Antonio Borges dirigió hasta hace poco –acaba de renunciar– el Departamento Europa del Fondo Monetario Internacional. Hasta 2008, Antonio Borges fue vicepresidente de Goldman Sachs.
   El desaparecido Karel Van Miert –Bélgica– fue comisario europeo de la Competencia y también un cuadro de Goldman Sachs.
   El alemán Ottmar Issing fue sucesivamente presidente de la Bundesbank, consejero internacional del banco de negocios norteamericano y miembro del Consejo de Administración del Banco Central Europeo.
   Peter O’Neill (Irlanda) es otro hombre de la enredadera: presidente de Goldman Sachs Asset Management, O’Neill, apodado El Gurú de Goldman Sachs, es el inventor del concepto de Brics, el grupo de países emergentes compuesto por Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica. A O’Neill lo acompaña otro peso pesado, Peter Sutherland, ex presidente de Goldman Sachs Internacional, miembro de la sección Europa de la Comisión Trilateral –lo mismo que Lucas Papademos–, ex integrante de la Comisión de la Competencia en la Unión Europea, fiscal general de Irlanda e influyente mediador en el plan que desembocó en el rescate de Irlanda.
   Alessio Rastani tiene toda la razón. Este personaje que se presentó ante la BBC como un trader dijo hace unas semanas: “Los políticos no gobiernan el mundo. Goldman Sachs gobierna el mundo”. Su historia es ejemplar, de doble juego, como las personalidades y las carreras de los brazos mundiales de Goldman Sachs. Alessio Rastani dijo que era un trader londinense, pero luego se descubrió que trader no era y que podría formar parte de Yes Men, un grupo de activistas que, a través de la caricatura y la infiltración de los medios, denuncian el liberalismo.
   Quedará para las páginas de la historia mundial de la impunidad la figura de estos personajes. Empleados por una firma norteamericana, orquestaron una de las mayores estafas que se hayan conocido, cuyas consecuencias se pagan hoy. Fueron premiados con el timón de la crisis con las que ellos complotaron."


Publicado por Xa2 às 13:45 | link do post | comentar | comentários (1)

Richard Wilkinson: o vídeo


   A que já fizemos referência aqui e no qual Wilkinson sugere que a prosperidade de um país decorre da existência de uma relação dialética - de mútuo benefício - entre crescimento económico e equidade social, contrariando assim as teses que defendem que o combate às desigualdades apenas pode ter lugar depois de se alcançar uma situação de crescimento da economia (coisa que, em regra, nunca é reconhecida, ficando sempre postergada para as calendas gregas).
    (Com um agradecimento à Joana Lopes, pela ajuda na colocação desta versão legendada em português, que a Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida produziu).

    (-p



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