Opções de cidadania e política activa

[Que Democracia e partidos ? ou como substituir os líderes partidários-políticos...?]

 

    O sistema em que vivemos ('democracia partidária' em 'regime económico capitalista', num 'Estado de direito', ...) reconhece como valores pertinentes o DINHEIRO, o Direito/'legalidade'  e o VOTO, pelo que a CONQUISTA do PODER  se faz através deles ... ou com uma REVOLUÇÂO  (popular e/ou militar).

    Mas há que colocar algumas considerações:

1- se quer/ 'deseja com muita força' uma determinada opção política/medidas para a comunidade (para a maioria ou grande parte da população) ... isso implica querer CONQUISTAR o PODER ... (logo, do estar/ser/ fazer 'política', passiva e/ou activa, preferencialmente em colaboração com outros).

2- se não tem armas nem um grupo de seguidores dispostos a correr grandes riscos físicos/pessoais (e até vitais, familiares e patrimoniais) ... esqueça a opção Revolucionária ... embora, se for dotado para a informática, possa tentar a ciber-revolução ('Anonymous', 'wikileaks', 'piratas informáticos', ...)

3- se não tem grandes dotes persuasivos, nem dinheiro (muito), nem amigos muito bem colocados ... esqueça opções fáceis e rápidas.

 

   Ainda quer prosseguir ? Sim, é um cidadão conscencioso e com algumas ideias...

4- Então, prepare-se que vai ter de 'torcer' seus valores/ética, fazer cedências e 'engolir muitos sapos'... e, porque 'isto' (nós e o 'nosso' sistema e cultura) está muito mal e 'minado', se quer mesmo mudar talvez tenha de 'rastejar', 'sabujar', 'subir na horizontal', 'engraixar' muito, ... ter muita paciência, ir arranjando e dispondo de 'pedrinhas/peões' ... e mesmo assim não é seguro...

5- Neste percurso, abrem-se algumas escolhas (ou combinações de opções):

    5a- Pode criar um partido /movimento de raíz (mas é difícil manter o 'elan' inicial e chegar ao poder político de 1º nível),

    5b- pode ''tomar e alterar'' um pequeno e semi-arruinado partido já existente (opção mais prática),

    5c- pode inscrever-se e militar num partido já existente e ''trepar'' toda a hierarquia (incluindo para tal fazer rasteiradas, 'punhaladas', atropelos à ética/regulamentos/ legalidade/ democracia... temporários acordos e alianças discretas) - esta é a posição 'intermédia', mais comum, mas que faz desistir muitos... (se fizer o percurso prévio das ''jota'' fica muito melhor preparado nas práticas e retóricas...).

    5d- pode ''herdar um lugar'', ''cair de paraquedas'' ou ''contornar'' uma série de degraus hierárquicos se for ''especial'' (convidado por amigo, sócio ou familiar bem posicionado...) ou se fizer uma ''carreira'' de sucesso num sector da ''sociedade civil'' (do ''dinheiro'', do ''direito'', das ''corporações'' profissionais, associativas, desportivas, ONGs, académicas, ...) - há muitos casos de sucesso pessoal por esta via rápida, mesmo com estranhos zigzagues e ligações (da maçonaria à OpusD., do nepotismo ao crime, ...), mas são precisamente casos destes que descredibilizam partidos e política.

 

6- Nesta altura, se conseguiu chegar ao grupo de topo, ... é enorme a probabilidade de ser/proceder como aqueles que criticava antes e queria substituir... embora admita que alguns ainda tenham boas intenções, alguns valores éticos e sentido de Estado... mas se ficarem mais de 2 mandatos...

7- Para os 'crentes/alienados' e/ou 'menos dotados' de clareza há sempre a esperança de um milagre, um d.Sebastão, um herói salvador da pátria.... e entretanto podem continuar a beber, ver tv e a barafustar baixinho ...

 

8- Então que fazer ? (em alternativa à participação na POLÍTICA activa [1 a 6] ):

8a- Emigrar... sim é duro, muito, mas para quem não tem dinheiro, nem 'tomates' mas tem 'espinha', ... é sempre uma hipótese a considerar ... até porque está em vigor uma 'fatwa'/decreto de "ostracismo ou submissão" do governo/elite deste país desde há séculos...

8b- Convidar/ convencer suiços, nórdicos, canadianos ou neo-zelandeses a residir em Portugal, obter dupla cidadania, criarem um partido político e tomarem o poder ... desde que incluam a obrigatoriedade de em cada ano irem substituindo 1/4 de todos os quadros, com novos cidadãos expatriados...

 

8c- Submeter-se à semi-escravatura, ... e esperar que umas côdeas ossos e migalhas caiam da mesa dos poderosos, que o milagre ou a lotaria/euromilhões lhe saia, ... sofrer (excesso de trabalho e humilhações, poupar muito...) para ''investir'' numa ''mini-bóia'' salvadora para o futuro ... investir na educação/futuro dos filhos... para que pelo menos eles se salvem/tenham um futuro melhor/decente.

8d- ''comer (pouco) e calar (a maior parte das vezes)'' ... mas fazer resistência passiva, greve de zelo, pôr ''areia na engrenagem'', ... manifestar-se quando possível, escrever, conversar, ''educar''/esclarecer jovens familiares amigos colegas... equilibrar a auto-preservação (familiar, física, mental e ético-ideológica) com o ''poupar e investir'' ... para um futuro melhor.

8e- uma mistura (em graus idiferentes) de várias opções/ comportamentos, conforme as circunstâncias e meios existentes (iniciais e ao logo da vida...), informação a recolher, capacidade de descernimento e preparação própria e/ou de grupo ... i.e. sobrevivendo, ''preparando-se para'' e aproveitando as eventuais oportunidades...

 

    9- Claro que para estas 'opções' existe um enquadramento, uma organização e uma cultura, ...

que de facto é cada vez mais individualista, anti-colectivo/ anti-público, consumista/materialista e alienadora, ... 

que 'oferece/investe' doses maciças de ''DROGAs'' (tabaco, alcoól, químicos, ... mas também espectáculos, 'shows', concursos, novelas, jogos, desinformação, excesso de sons/imagens/ texto/dados-LIXO, e excesso de publicidade/ marketing, marcas, 'gadgets', produtos,... - o novo ''pão-e-circo'' dos romanos de topo para manter o 'povo' entretido e não se revoltar, não os tirar do poder), ...

para viciar, embutir sentidos e raciocínios, para 'deformar', alienar e desUNIR os cidadãos ...perante as forças/elites que detêm o poder.

    Uma 'cultura' do poder que, à maioria da população, Retira direitos e meios, Desincentiva e Desacredita a Educação, o Ensino, a Investigação, a Justiça, a Honestidade, o Trabalho, a Família, a Cidadania participativa, a Comunidade, os serviços e servidores isentos do Estado, ....

    Uma 'cultura' que promove (ou não penaliza) modelos /exemplos de Estupidez comportamental/social, de Corrupção, de Sacanice, Fuga a Impostos e às Responsabilidades Sociais, trafulhice/esquemas de desenrascanço, 'economia subterrânea', ...

    Uma 'cultura' de enriquecimento/lucro rápido/ fácil, de sucesso do ''self-made-man'' com pouco esforço/ estudo/ trabalho/ poupança/ investimento e pouco ou nenhum Desenvolvimento...

    Uma 'cultura' que se entranhou a nível global no espaço e nas sociedades ... que usa o ''dinheiro'' como meio de referência, de presssão, de conquista e de endeusamento - e que beneficia das fraquezas Humanas e da Democracia para se instalar, crescer, dominar e ... abafar/abater outras culturas, outros pensamentos propostas práticas pessoas e organizações menos unidas/estruturadas, minoritárias, alternativas ou diferentes.

 

    10- « o Homem é um animal político », entendendo-se : homem e mulher; animal com necessidades, instintos, capacidades, vivência,...; que vive (só sobrevive como tal) em sociedade/polis, mais ou menos estruturada, segundo condições e regras que não são imutáveis mas dinámicas, partilhando (quer queira ou não queira, conscientemente ou manipulado) o estar e o fazer, as causas, os factos e as consequências ... partilha essa que geralmente é desigual e depende de um conjunto de recursos e forças sempre em 'jogo'.... ; e se alguém (pensa que) ''se abstém de jogar'' é, de facto, ''jogado e joguete'' de outros.

     Assim, embora compreenda/respeite ...a 'opção' de emigração, de abstenção, de apatia ou de alienação relativamente à participação activa na Política ... NÃO posso concordar... nem posso ficar quieto.

     A Democracia (apesar de não ser perfeita) é o melhor sistema político que temos, tem de ser melhorada, praticada, defendida e conquistada (não nos é oferecida de graça) no dia-a-dia, por todos os que não querem, não gostam da opressão, da injustiça e da exploração desenfreada.

     Quanto às tentativas e lutas de cada um... Nunca será o facto de perdermos que retirará justeza ao que defendemos. E sem tentarmos/ lutarmos nunca obteremos nada (pois ''não há almoços grátis'' !).

     Em democracia ganha quem tem mais votos mas não são os votos que dão mais ou menos razão. O que eles nos dizem é que, mesmo sem razão, alguma coisa ganhou e alguma coisa perdeu. Validam a legitimidade, nunca validam a razão. Pelo que devemos continuar a lutar pela Justiça e por uma Democracia melhor, sempre.

 

(- adaptado de comentários de Zé T.)



Publicado por Xa2 às 13:52 de 08.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Literacia financeira e vazio económico, em Portugal

Segundo divulgação da LUSA Banco de Portugal apresenta hoje os resultados sobre Literacia Financeira.

Essa apresentação é feita na primeira Conferência do BdP sobre o referido tema e que será realizada hoje no Centro Cultural de Belém.

O inquérito foi feito entre Fevereiro e Março de 2010 e realizado com base em 94 questões feitas a entrevistados com mais de 16 anos de ambos os sexos.

Quando há um ano, o BdP divulgou resultados provisórios do inquérito, mostravam que só 52% dos portugueses costumavam fazer poupanças, com a maioria dos restantes a dizerem que os seus rendimentos não lhes permitiam poupar.

"A percentagem de inquiridos que afirmam fazer poupanças está ao nível dos valores mais baixos registados em países que realizaram inquéritos deste tipo: 52% nos EUA ou 58% na Holanda, face a 71% na Nova Zelândia ou 82% na Austrália", lia-se na síntese preliminar dos resultados publicada em Outubro de 2010.

A conclusão que se poderá tirar é que alem do agravamento na literacia financeira, muitas das vezes se não provocado muito agravado pelo assédio sem freios por parte dos bancos junto das populações, existe um grande vazio económico dado que há muita gente que nem para as necessidades mais básicas consegue obter o suficiente rendimento.

Dois assuntos muito sérios com os quais os políticos, governantes ou na oposição, se deveriam preocupar, com seriedade criando mecanismos de controlo “obrigando” a que uns paguem com justiça as compensações do esforço laboral e a outros que apliquem, a beneficio da sociedade e de si próprios, os proventos das riquezas produzidas e não os exturcam em esquemas de fugas para paraísos fiscais.



Publicado por DC às 10:28 de 08.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Democracia e partidos

Substitui-los, mas como?

Efectivamente, o que se passou, recentemente, com a Grécia, propósito do nado morto referendo, veio clarificar, para quem ainda tivesse duvidas, que a democracia e a solidariedade na Europa já não é o que soía.

A “ausência de democracia e de solidariedade” na Europa começou/nasceu dessa mesma ausência no interior dos próprios partidos e em quem os controla. Assim, a cura de tal doença só será conseguida quando e na medida em que se resolva dentro desses partidos a menos que surja algo que os substitua.

Neste caso, os povos e, eminentemente, os políticos europeus não conseguiram salvaguardar uma sã convivência entre a democracia representativa e a democracia participada, coisa que nada trem de novidade, bastaria aprendermos e copiar, com a necessárias e sábias adaptações, o que se pratica na confederação helvética, a Suíça.

Veja-se o que se passa no próprio partido socialista, cuja participação foi fundamental e estruturante da democracia pós 25 de Abril no que se tornou. Que evolução tem trilhado o PS dos tempos mais recentes no âmago do debate interno, na dinamização da sua estrutura, supostamente, de funcionamento democratico desde as bases (leia-se secções) até ao topo?

Quais são, efectivamente, os espaços de debate, abertos e sem calculismos, sobre a ocupação de um qualquer pelouro na própria estrutura e de legitimidade dos que já estão agarrados?

Será convocando, com duas horas de antecedência, os militantes para um qualquer debate sobre o momento político que o país atravessa, que se mobilizam os socialistas?

Quando, como e quem debate a situação interna partidária e o respectivo exercício da democrático, com exigências de funcionamento transparente, a todos os níveis?

Como são obtidos os dinheiros gastos em campanhas internas?

Como são escolhidos os candidatos propostos ou que se auto propõem(?) para o desempenho de cargos internos e os que são propostos ao exterior?

Não sendo capazes de se regenerar, sobretudo nos seus funcionamentos internos e nos seus comportamentos exteriores, haveria que substitui-los mas como?



Publicado por Zé Pessoa às 14:16 de 07.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Sinais e alertas das esquerdas

Sinais de morte, sinais de vida

    Repito uma pergunta: a frase bem torneada compensa o mais odioso preconceito de classe, a flagrante falta de rigor histórico, o desconhecimento de economia política ou o extremismo ideológico neoconservador mais empedernido? Repito esta pergunta mais uma vez a propósito das crónicas de Pulido Valente no Público. A resposta é negativa, claro.
    O artigo de hoje, “sinais de morte”, sobre a suposta nulidade de uma parte da esquerda que nunca desistiu, onde questões políticas e intelectuais são propositadamente confundidas por alguém cuja acção política, que a foto ilustra, está ao nível do resto, leva-me a um tema que me parece importante nestes tempos sombrios: lembrar como muito à nossa volta parece ter dado razão a uma tradição plural que estará viva enquanto não desistir de fazer análises e propostas à margem da sabedoria convencional dos valentes desta vida. Será esta o sinal de morte?
    Alguns exemplos? Aqui vão eles, sob a forma de perguntas. Seria fastidioso fazer ligações para tantas análises e posições individuais e colectivas que os leitores deste blogue conhecem.

- Quem é que ainda defende a bondade de termos entrado neste euro de estagnação, triplicação da taxa de desemprego e inevitável dependência financeira e comercial? Quem a criticou a tempo e horas?
Quem é que identificou, também a tempo e horas, a chamada regulação assimétrica da Zona Euro, contra os euroidiotas do bloco central, que, a menos que seja corrigida, nos levará a crises cada vez mais graves e à implosão deste arranjo disfuncional e enviesado?
Quem é que defende, desde há muitos anos, que não pode haver moeda sem emissão europeia de dívida pública, as euro-obrigações, cuja lógica e funcionamento Valente desconhece?
Quem é que, contra a esmagadora maioria dos economistas sem memória, criticou a tempo e horas o que hoje é óbvio até para tantos desses economistas: os estatutos do BCE e os limites à sua acção monetária destroem a Europa e é preciso recusar os infundados papões da inflação “descomunal” que em tempos de crise aguda, de desemprego de massas e de problemas de financiamento só ignorantes ou rentistas podem agitar? Estará Pulido nas duas categorias? Na primeira está certamente neste e noutros campos.
Quem é que ainda defende a acção das agências de rating? Quem é que também contribuiu para introduzir este tema no debate público?
Quem é que sempre criticou privatizações ou parcerias público-privadas ruinosas que criaram grupos económicos medíocres, os tais donos de Portugal, e defendeu um Estado estratego robusto capaz de os disciplinar e de os travar? Quem é que nunca acreditou na regulação, ainda para mais ligeira, como substituto da propriedade em sectores estratégicos?
Quem é que nunca acreditou na infantil hipótese dos mercados eficientes e sempre apontou para a relação entre liberalização financeira, financeirização e instabilidade económica, defendendo controlos de capitais?
Quem é que identificou há muito uma incompatibilidade entre a globalização económica e processos de integração que lhe foram tributários, por um lado, e as democracias de base nacional, por outro? Quem é que assinalou que uma economia viável tem de estar enraizada social e territorialmente?
Quem é que introduziu em Portugal o tema da taxação das transacções financeiras ou dos paraísos fiscais, criticando, com tantas propostas alternativas, o Estado fiscal de classe à vista de todos?
Quem é que introduziu no debate a reestruturação da dívida, perante a ignorância e preconceito generalizados de desprezíveis elites, hoje reconhecida como inevitável?
Quem é que criticou a hipótese da austeridade expansionista em nome do bom senso keynesiano com escala europeia? É a procura, estúpido.
Quem é que sempre identificou as desigualdades económicas abissais como um dos problemas do país, antes deste tema ter sido suficientemente identificado, dos EUA ao Reino Unido, como um dos mecanismos mais eficientes para gerar problemas sociais e desequilíbrios económicos?

Paro por aqui, mas hei-de continuar. Estes são sinais de vida das esquerdas, sublinho o plural, que não podem desistir. Os seus problemas estão mais no campo puramente político, de poder, embora os dilemas intelectualmente bicudos não cessem, claro. Saibamos então identificar as forças que são portadoras dos sinais de vida.



Publicado por Xa2 às 13:34 de 07.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Cidadãos : pagar e calar ?

Semanada

     O aparecimento da fada boa transformou a pinochetada orçamental numa história de amor com um final feliz, depois de uma semana de dureza política o governo amoleceu graças ao namoro entre o Tozé e o seu velho amigo Passos Coelho. Os portugueses podem ficar felizes, graças à intervenção do líder da oposição amorosa ao governo em vez de perderem dois subsídios perdem só um e não se discute mais isso, nem a natureza discriminatória da medida, nem o seu carácter inconstitucional. Para a história ficará uma encenação preparada por Passos Coelho e Seguro para fazer passar mais um PEC.

     Num ambiente de tanta paz e amor e com um pote reabastecido para 2012 começa a haver margem para que sejam os contribuintes a pagar todos os prejuízos, sejam resultantes de iniciativas falhadas de associações empresariais, sejam os provocados por negócios duvidosos de banqueiros dados a compadrios. A AEP do Ludgero Marques passou para o Estado a Europarques mais o prejuízo de 32 milhões, os banqueiros querem que o Estado crie um "bad bank" onde eles possam depositar os seus prejuízos. Enfim, em tempo de austeridade brutal os contribuintes das classes mais pobres e da classe média têm de suportar ainda as asneiras alheias.

     Com tanta injustiça não admira que comece a ser fácil verem-se lágrimas de crocodilo, até o ex-ministro Pedro Silva Pereira se esqueceu de que foi o seu governo (PS/Sócrates) a abrir o caminho da facilitação do despedimentos dos funcionários públicos e a cortar mais do que um subsídio através de uma redução dos vencimentos, vem acorda designar o corte dos subsídios previsto na pinochetada orçamental como uma injustiça brutal. Digamos que é tão injustiça e tão brutal quanto o corte de 10% dos vencimentos que o seu governo decidiu.

     A Europa pode estar descansada, a Grécia aceita tudo o que lhe impuserem mais um par de botas e não consulta (referenda) a vontade dos seus cidadãos, a austeridade é para comer e calar. É mais ou menos o que está sucedendo com os portugueses, estão a suportar as medidas robustas, brutais e colossais de um ministro das Finanças que julga estar no Chile de Pinochet ou nos primeiros meses da ditadura do Estado Novo. A regra é comer e calar e para que não hajam dúvidas o Gaspar aumentou o orçamento das polícias, o único sector do Estado a ignorar a crise financeira. Vivemos num tempo em que o governo desinveste nos livros escolares e aposta nos cassetetes.

     Talvez por sentir ciúmes da paixão entre o Passos Coelho e o Tozé o ministro dos Negócios Estrangeiros não se quis ficar atrás em histórias de amor, foi para a Venezuela assegurar a Chavez que o adora com todas as suas forças e que melhor prova de amor poderia ter dado do que se tornar em mais um militante defensor da Magalhães!

(-por Jumento em 12:30 6.11.2011)



Publicado por Xa2 às 13:25 de 07.11.11 | link do post | comentar |

Precisávamos, agora, de um...

Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos. O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.  

Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.

Formou-se em Direito.

Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.

Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.

Foi reitor da Universidade de Coimbra.

Foi Procurador-Geral da República.

Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.

Com 71 anos foi eleito Presidente da República.

Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."

Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este.

Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.

Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.

Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.

... Manuel de Arriaga, o primeiro Presidente da República Portuguesa.

 



Publicado por DC às 09:20 de 07.11.11 | link do post | comentar |

Procuram-se líderes políticos sérios e com coragem

Procuram-se políticos sérios

    «Os gregos ameaçaram seguir na direcção do abismo, arrastando com eles quem lhes lançou a corda (para os ajudar na perspectiva de uns e para os enforcar na perspectiva dos outros), e o mundo tremeu. Afinal, a política e o voto do povo ainda assustam o capital. Foi um desastre no sistema financeiro cotado em bolsa. Depois, o Governo grego recuou e o G20 respirou de alívio e voltou a decidir que faria de conta que estava a fazer alguma coisa.
    Os gregos estão convencidos de que o mundo inteiro se uniu para os tramar, mas é o mundo inteiro que está tramado porque eles chegaram onde chegaram e nós andamos lá perto. A culpa nem é exclusivamente nossa. É até mais do sistema de usura em que assenta o financiamento das economias. Adiante, conhecíamos as regras e fizemos asneira ao colocar-nos nas mãos dos usurários. Agora, nós e os gregos temos de pagar o que devemos e exigir líderes capazes de mudar as regras.
    Nós, que tão mal dizemos dos políticos de uma forma geral, temos de exigir que o primado da política volte a prevalecer. São precisas lideranças nos países que, executando em nome do povo que os elegeu, saibam exigir do capital respeito por quem trabalha. É bem mais fácil do que parece. Acabem com os paraísos fiscais, regulem e fiscalizem como deve ser a actividade financeira. Garantam, no fundo, que quem empresta dinheiro ganha dinheiro, mas sem usura.
    Precisamos de líderes mundiais que falem e decidam em nome do povo, que não se acobardem perante a força do sistema financeiro. Mas este caminho nunca poderá ser feito colocando uns contra os outros. Se quem gere o capital tem de mudar de vida, também quem precisa desse capital, e tem de o pedir emprestado, vai ter de mudar de vida.
    Assim sendo, convém que paremos uns minutos para pensar nas consequências desta usura. O capital reprodutivo é odiado da mesma forma que o capital especulativo, mas na verdade quem investe capital na produção é tão vítima da usura como o povo trabalhador. Os empresários, por esse mundo fora, não retiram prazer da necessidade de reduzirem os custos de produção para compensarem as consequências do aumento dos custos do capital.
    A memória é que não pode ser tão curta. Foi para resolver o problema da crise do subprime, resultado de um sistema financeiro sem controlo, que os Estados começaram a despejar dinheiro (público e) emprestado nas economias nacionais (principalmente para salvar bancos). Com essa solução pouco milagrosa chegamos à crise das dívidas soberanas. E aqui estamos, sem ter alterado nada do que os líderes mundiais, com Obama, Sarkozy e Merkel à cabeça, garantiam que ia mudar. Há três anos, prometiam-nos que os Estados iam colocar os mercados na ordem. Nada aconteceu. Esta semana voltaram a prometer. Tem de acontecer.»

 [DN, Paulo Baldaia].



Publicado por Xa2 às 08:20 de 07.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Quando a crise é só para alguns…



Publicado por [FV] às 14:33 de 04.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Não à revolução ultra-liberal

AJUSTE DE CONTAS

    A Europa está ameaçada, não pelo anúncio do referendo grego, mas pela ausência de democracia e solidariedade, pela deriva de um directório sem mandato nem legitimidade (como sublinhou, em Florença, Cavaco Silva), pela impotência da Comissão Europeia e por políticas, comandadas pela Alemanha, que provocam recessão, desemprego, empobrecimento, destruição do modelo social e desvalorização do mundo do trabalho.

    E também pela sobreposição de poderes não legitimados e sem rosto (mercados e especuladores) ao poder legítimo dos Estados, em dimensões nunca vistas. A democracia e a soberania estão sequestradas pelo poder incontrolado e desregulado do capital financeiro. Esta é a raiz da crise, da qual não se sairá enquanto se propuserem e impuserem soluções destinadas a preservar o sistema que a originou. O referendo grego não é uma causa, é um efeito e um revelador.
    Repetem-se as mesmas receitas:    supressão da procura e do crescimento internos, apoiadas na fé monetarista do BCE e na sua cruzada contra a inflação. Nem políticas fiscais e orçamentais comuns, nem um BCE com uma função adequada em matéria de emissão monetária, crédito e controle da taxa de câmbio, nem eurobonds como garantia mútua do endividamento europeu.
    Em 2010, a UE absorveu quase 80% do excedente comercial alemão (56% para a zona euro). Apenas uma parte de 20% desse excedente alemão resultou de exportações para o resto do mundo. A França foi, de longe, o maior contribuinte do excedente alemão (29 mil milhões de euros de saldo favorável para a Alemanha nas trocas entre os dois países). Ao longo dos últimos anos, e sobretudo desde o surgimento do euro, este fosso foi sendo cavado e alimentado pelo recurso ao endividamento (público e privado) pela maioria dos países da UE, numa pirâmide de dívida que tem, no seu topo – sem surpresa –, os maiores bancos alemães. Ou seja os mesmos que os actuais planos de resgate visam agora proteger, depois de anos a emprestar à tripa forra. A imprudência não veio apenas de quem pediu emprestado (a taxas de juro que eram inferiores à inflação, é bom lembrar), mas também de quem emprestou.
    A Alemanha teve o mérito de saber prosperar à custa dos outros europeus, mas está na hora de o resto da Europa acordar, incluindo Portugal. Sem o conjunto das cigarras europeias (do qual fazem parte a francesa e a italiana, que estão agora aflitas), não haveria nenhuma formiga rica alemã.
    O projecto de construção europeia -baseado na solidariedade de facto, do carvão e do aço até ao mercado interno e à moeda única - trouxe décadas de paz e de prosperidade partilhada ao velho continente. Poucos países beneficiaram tanto deste projecto como a Alemanha. Com muito mérito e esforço dos alemães, mas a verdade é que nada do que conseguiram teria sido possível sem os outros europeus.
    O limite do tolerável está a ser ultrapassado. É o que explica o anúncio de um referendo na Grécia. Os que não têm nada a perder, para além da sua dignidade, podem sempre dizer não. Assim escreveu Miguel Torga: “ Temos nas nossas mãos /o terrível poder de recusar”.
    Também Portugal deve trilhar o seu próprio caminho. Não o que defende o PM, empobrecimento da generalidade da população, destruição da classe média, degradação de serviços públicos essenciais como a saúde e a educação. Não tirando aos pobres e remediados para poupar os ricos, nomeadamente a banca. Não virando os trabalhadores do privado contra os funcionários públicos. Não privatizando as empresas públicas ao desbarato, em sectores de interesse estratégico nacional, como a água, nem desvalorizando os custos do trabalho para além do limite da dignidade de cada trabalhador.
    Os ditames externos de austeridade não podem servir de pretexto para um ajuste de contas ideológico em Portugal, com o qual a direita sempre sonhou.
    É tempo de compreender que este não é um ciclo político normal. O governo está a aproveitar a crise para fazer uma revolução ideológica, conservadora e ultra liberal. Essa é a estratégia consagrada no OE. Ultrapassa a agenda da troika e põe em causa o consenso sobre o nosso modelo de organização democrática e social. Passos Coelho o disse, no Paraguai: “Temos de mudar o regime económico”. Só que essa mudança significa uma mudança de democracia. O que já nada tem a ver com a consolidação das contas públicas nem com o interesse nacional. É um PREC de direita. Contra o qual têm de estar todos aqueles, em primeiro lugar os socialistas, que ajudaram a construir a nossa democracia.

    [-por Manuel Alegre, JN, 04-11-2011, via MIC]


Publicado por Xa2 às 13:35 de 04.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

A crise, Uma chaga hemorroidal

A crise que nos afecta é uma verdadeira Hemeroida, ora veja porquê

Uma multinacional japonesa em Portugal, recebeu um engenheiro japonês para uma acção formativa de índole técnica.

Passados alguns dias, o japonês foi ter com o presidente da empresa e reclamou:

- Japonês muito chateado com portugueses!

- Mas porquê, o que é que aconteceu?

- Japonês não gostar da alcunha que colocaram nele!

- Mas que alcunha foi essa?

- Hemorroida!

- Mas isso é uma vergonha, vou  já  resolver isso.

Convoca todos os funcionários para uma reunião e...

- Vocês não têm vergonha de fazer uma coisa dessas! Chamar a este senhor, hemorroida. Eu não quero ouvir mais isso aqui. De hoje em diante chamem-no pelo  nome, aliás, como é mesmo seu nome?

- SAI SANG DU KU


MARCADORES:

Publicado por Zurc às 09:04 de 04.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Assédio/s no trabalho

ASSÉDIO NO TRABALHO :  Cuidar e reprimir não basta !  ( Reconhecer,  Denunciar, Combater )

 

      «... o assédio psicológico no trabalho pode compreender-se como o sintoma ou indicador de uma violência  instituída que visa a desestabilização psicológica dos indivíduos e a destruição dos colectivos de trabalho, a fim de impor uma lógica organizacional onde os interesses do capital prevalecem sobre qualquer outra consideração humana.

     Esta violência traduz-se na precarização do emprego, na sobrecarga de trabalho constante, nos modos de gestão que criam um clima de competição, num discurso de gestão que apela ao aumento do investimento e a implicação total do sujeito no seu trabalho, numa cultura de violência psicológica banalizada ou mesmo incentivada pelas pessoas em posição de autoridade, em processos de comunicação e tomada de decisão truncados...»

     Ver artigo de Chantal Leclerc da Universidade de Quebec na da Revista Laboreal

 

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MARCADORES: ,

Publicado por Xa2 às 07:50 de 04.11.11 | link do post | comentar |

Compreender a Dívida Pública

MARCADORES: , , ,

Publicado por [FV] às 17:49 de 03.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Que saída para os sacrifícios ?

A Grécia aqui tão perto

   A Europa vinha jogando há muito tempo um jogo perigoso com a Grécia. Hoje tudo se está a precipitar. Perguntam qual é o limite para os sacrifícios que se podem impor a um povo inteiro sem perspectiva de saída. A Grécia é a resposta. O que é que esperavam?


Publicado por Xa2 às 13:49 de 02.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (20) |

Emigrar ou ''correr'' com eles... ?!

Governo desistiu do País e quer que os portugueses façam o mesmo

por Daniel Oliveira

            

     Mesmo tendo, como deve ter, um posicionamento político e ideológico determinado, um colunista deve usar da boa fé e da racionalidade para analisar o comportamento de um governo. Concentrar-se nos propósitos de cada medida e nas suas consequências. E partir do princípio de quem toma as decisões está genuinamente convencido que elas são as melhores possíveis para o País. E explicar, quando seja essa a sua opinião, que ou os objetivos estão errados ou as suas consequências serão diferentes do que se espera.     
     Duas exceções a esta linha de conduta: quando os governantes são corruptos ou imbecis. As motivações dos primeiros não merecem respeito, o sentido de cada decisão tomada dos segundos é inexistente. Neste caso, o trabalho de quem faz análise política, sobretudo quando é ideologicamente empenhado, fica muito mais desinteressante. Para a corrupção não há qualquer resposta a não ser a indignação. Para a imbecilidade não há qualquer reação possível para além de um suspiro e um encolher de ombros.
    Como sou obrigado a partir do princípio de que, até prova em contrário, este governo não se move pela corrupção, tenho de concluir que somos dirigidos por idiotas. Porque nenhuma explicação racional pode ser dada ao discurso que o secretário de Estado da Juventude e do Desporto fez em São Paulo. Perante a crise, tem um conselho a dar aos jovens portugueses: que emigrem. "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras", disse. Porque, afirmou, voltará do estrangeiro melhor profissional. Se alguma vez voltar, claro está.

 

     Um pai pode, com tristeza, dizer isto a um filho. Um cidadão pode dar este conselho a um amigo. Mas um governante não pode dizer isto a um jovem. Porque é algum pecado emigrar? Claro que não. Porque, para além do governante assumir a sua própria derrota logo à partida, está a prejudicar o País.

 A emigração, sendo em geral positiva para os países de acolhimento, é, também em geral, péssima para os países em dificuldades. Sobretudo quando essa emigração é de jovens quadros. O País perde, nesses momentos, os mais competentes, os mais preparados e, já agora, aqueles em quem investiu recursos para garantir o seu futuro. É como uma empresa dizer aos seus melhores profissionais, que andou a formar durante anos, para irem trabalhar para outro lado. O que concluímos? Que a empresa vai fechar as portas. Acontece que, ao contrário das empresas, os países continuam por piores que sejam os que o dirigem.

    O problema deste governo é que, sabendo que não tem qualquer saída para esta crise, optou pelo "niilismo" político. O derrotismo e a desistência é a única coisa que tem para oferecer aos cidadãos. Quando o primeiro-ministro diz que o País tem de empobrecer e um secretário de Estado manda os seus jovens ir embora só podemos tirar uma conclusão: que não só são inúteis como têm plena consciência disso mesmo. E se sabem que são inúteis, deem lugar a outros. Em vez de irem embora os jovens, vão aqueles que nada querem fazer por eles. Talvez noutro lado qualquer aprendam qualquer coisa. E, mesmo assim, não fazemos questão que regressem.

 

A responsabilidade será nossa

Contenção, austeridade, confisco, recessão, desemprego, pobreza, assistencialismo, caridade,  ...
se a evolução for esta a responsabilidade é nossa.


Publicado por Xa2 às 13:47 de 02.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

PS: Factos e caramunhas

Um certo comentador dominical referiu que José Seguro se encontra entalado entre a esquerda e o PSD a propósito da posição que terá de indicar, aos seus companheiros de jornada, na votação do Orçamento Estado para 2012. Perfeitamente errado, na minha opinião.

O que me parece entalar o actual líder socialista é o aparelho partidário que, ideologicamente, continua a ser o mesmo do tempo de Socrates que já era o mesmo do tempo do antecessor deste e a consequente falta de ideias e propostas inovadoras no sentido de uma nova e sustentável governação do país.

Agora até há quem venha dar à tramela dizendo que Socrates anda a telefonar a seus apaniguados para que votem contra o orçamento. A ser verdade ou o homem é mesmo de esquerda (pouco provável dada a sua “ideologia” liberal) ou quer tramar o jovem líder, que se fosse verdadeiramente de esquerda não deveria necessitar de tal, putativo, empurrão.

Muitos que desde cedo nos envolvemos, com participação activa, nas questões sociais e de cidadania e que vêem manifestando, aqui no Luminária e em outras participações as posições que julgamos ser de coerência intelectual, de ética cívica e de exercício de cidadania, cultivando a liberdade de expressão, são, quase sempre, acusados, de não serem socialistas convictos ou de terem “handicapes” sindicalizantes, por parte de “camaradas” que, quase nunca são o que dizem ser e são aquilo que acusam a outros.

Tais “socialistas”, alguns com pretensões muito acima das suas capacidades de trabalho e competências técnicas, fazem-nos lembrar, o escrito de Poeta Aleixo:

                            Dizem que pareço um ladrão

                            Mas, há muitos que eu conheço

                            Que não parecendo o que são,

                            São aquilo que eu pareço. 

Alguns até andam por aí em assembleias de freguesias, assembleias municipais e várias assessorias além de acoitados em empresas privadas ou parcerias publico privadas. Esforçam-se para se mostrarem mas não se vislumbra nada de concreto que beneficie as populações e o país.

Por tais razões os socialistas que antes de o serem já o eram foram dando debandada e o partido dos ditos não consegue descolar do pântano em que foi caindo.

Agora parece que, com espaço aberto, o deserto de ideias vai sendo ocupado pelos iluminados laranjinhas que a tudo concorrem, nem a Federação Portuguesa de Futebol Escapa. Essa colossal máquina de fazer dinheiro vai ser tomada pelo PSD qualquer que venha a ser o resultado das próximas eleições.



Publicado por Zé Pessoa às 10:23 de 02.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Valor da isenção de IMI e IMT = Valor do resgate ao FMI

O caso do negócio dos terrenos de Valongo, comprados por quatro milhões de euros como parcelas da Reserva Ecológica Nacional (REN) e revendidos dez minutos depois por 20 milhões, já com a indicação de desafectação da REN, é uma gota no oceano.
"O volume destes negócios é gigantesco. E quem lucra são os loteadores e os intervenientes", disse Pedro Bingre ao CM. Explica ainda que os fundos de investimentos fechados usados nestas transacções estão isentos de taxas (IMI e IMT) e são veículos para as sociedades ‘offshore’.

 

 



Publicado por [FV] às 07:54 de 02.11.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Soros. Sete Passos para a Forca

(?) 7 propostas para resolver a crise (?). Por George Soros

1. Criação de um “Tesouro comum” no qual seriam chamados a participar o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

Pergunta: com o dinheiro de quem seria criado este "Tesouro comum"? Contribuintes ou Quantitative Easing em molho Europeu? Eu tenho algumas suspeitas... (?)


2. FEEF assuma os títulos de dívida grega detidos pelo BCE e pelo Fundo Monetário Internacional, para que, reestabelecendo a cooperação entre o BCE e os Governos, houvesse uma “redução voluntária significativa da dívida grega com a participação do FEEF”.

O FEEF é o Fundo de Resgate Europeu, dinheiro dos contribuintes tanto para ser claro. Assim, a ideia de Soros é que o Fundo de Resgate (constituído pelo dinheiro dos contribuintes) assuma os Títulos da dívida grega actualmente nas mãos do Banco Central Europeu (que é privado) e do Fundo Monetário Internacional (outra entidade na qual participam activamente os bancos).

Síntese: a dívida grega das mãos dos bancos privados às dos contribuintes. (?)

3. O fundo de resgate do Euro deve ser “usado para garantir o sistema bancário” e não a dívida pública dos Estados-membros da Zona Euro.

E como não concordar? Os bancos antes de tudo o resto, máxima prioridade, os Países que se lixem. Afinal "viveram acima das possibilidades", é justo que sofram. (?)

4. Os maiores bancos deveriam “aceitar receber instruções do BCE em nome dos Governos”. Aos que se recusarem a isso, acentua, seria negado acesso à “janela de desconto do BCE”.

Ponto interessante: uma vez que o dinheiro dos contribuintes for depositado no "Tesouro comum", qual seria o banco tão estúpido de recusar as recomendações do BCE? Que, lembramos, não recebe ordens dos governos pois o que se passa é exactamente o contrário?

5. A autoridade monetária da Zona Euro deve “manter as linhas de crédito e as carteiras de empréstimos”, ao mesmo tempo que cada instituição reforçaria por si própria o controlo de risco dos bancos.

"Manter"? Querido Soros, manter o quê? Os bancos não emprestam, esta é a crua realidade. Seria preciso "estimular" (eufemismo) os bancos de forma a conceder mais empréstimos.
Mas também não seria mal controlar as instituições bancárias. Que tal alguns inúteis stress-test?

6. O BCE deve baixar as taxas de desconto, de forma a encorajar os Governos a privilegiarem a emissão de Bilhetes do Tesouro e os bancos “a manter a sua liquidez, na forma desses Bilhetes do Tesouro em vez de depósitos no BCE”.

O triunfo da dívida.
Os Países estão submergidos pela dívida: a solução é baixar as taxa de desconto (já baixa) para que os Estados possam emitir ainda mais dívida. E os bancos? Simples, comprariam estes Títulos, de forma a aumentar o poder deles.
(?)

7. Os problemas da crise da dívida seriam ultrapassados se os líderes mostrarem unidade política e vontade de resolver a situação europeia.

Uma medida inteligente e original que podemos resumir desta forma: se a minha avó tivesse rodas era um camião...



Publicado por [FV] às 12:23 de 01.11.11 | link do post | comentar |

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