Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

ASSÉDIO NO TRABALHO :  Cuidar e reprimir não basta !  ( Reconhecer,  Denunciar, Combater )

 

      «... o assédio psicológico no trabalho pode compreender-se como o sintoma ou indicador de uma violência  instituída que visa a desestabilização psicológica dos indivíduos e a destruição dos colectivos de trabalho, a fim de impor uma lógica organizacional onde os interesses do capital prevalecem sobre qualquer outra consideração humana.

     Esta violência traduz-se na precarização do emprego, na sobrecarga de trabalho constante, nos modos de gestão que criam um clima de competição, num discurso de gestão que apela ao aumento do investimento e a implicação total do sujeito no seu trabalho, numa cultura de violência psicológica banalizada ou mesmo incentivada pelas pessoas em posição de autoridade, em processos de comunicação e tomada de decisão truncados...»

     Ver artigo de Chantal Leclerc da Universidade de Quebec na da Revista Laboreal

 

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Publicado por Xa2 às 07:50 | link do post | comentar

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

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Publicado por [FV] às 17:49 | link do post | comentar | comentários (3)

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

A Grécia aqui tão perto

   A Europa vinha jogando há muito tempo um jogo perigoso com a Grécia. Hoje tudo se está a precipitar. Perguntam qual é o limite para os sacrifícios que se podem impor a um povo inteiro sem perspectiva de saída. A Grécia é a resposta. O que é que esperavam?


Publicado por Xa2 às 13:49 | link do post | comentar | comentários (20)

Governo desistiu do País e quer que os portugueses façam o mesmo

por Daniel Oliveira

            

     Mesmo tendo, como deve ter, um posicionamento político e ideológico determinado, um colunista deve usar da boa fé e da racionalidade para analisar o comportamento de um governo. Concentrar-se nos propósitos de cada medida e nas suas consequências. E partir do princípio de quem toma as decisões está genuinamente convencido que elas são as melhores possíveis para o País. E explicar, quando seja essa a sua opinião, que ou os objetivos estão errados ou as suas consequências serão diferentes do que se espera.     
     Duas exceções a esta linha de conduta: quando os governantes são corruptos ou imbecis. As motivações dos primeiros não merecem respeito, o sentido de cada decisão tomada dos segundos é inexistente. Neste caso, o trabalho de quem faz análise política, sobretudo quando é ideologicamente empenhado, fica muito mais desinteressante. Para a corrupção não há qualquer resposta a não ser a indignação. Para a imbecilidade não há qualquer reação possível para além de um suspiro e um encolher de ombros.
    Como sou obrigado a partir do princípio de que, até prova em contrário, este governo não se move pela corrupção, tenho de concluir que somos dirigidos por idiotas. Porque nenhuma explicação racional pode ser dada ao discurso que o secretário de Estado da Juventude e do Desporto fez em São Paulo. Perante a crise, tem um conselho a dar aos jovens portugueses: que emigrem. "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras", disse. Porque, afirmou, voltará do estrangeiro melhor profissional. Se alguma vez voltar, claro está.

 

     Um pai pode, com tristeza, dizer isto a um filho. Um cidadão pode dar este conselho a um amigo. Mas um governante não pode dizer isto a um jovem. Porque é algum pecado emigrar? Claro que não. Porque, para além do governante assumir a sua própria derrota logo à partida, está a prejudicar o País.

 A emigração, sendo em geral positiva para os países de acolhimento, é, também em geral, péssima para os países em dificuldades. Sobretudo quando essa emigração é de jovens quadros. O País perde, nesses momentos, os mais competentes, os mais preparados e, já agora, aqueles em quem investiu recursos para garantir o seu futuro. É como uma empresa dizer aos seus melhores profissionais, que andou a formar durante anos, para irem trabalhar para outro lado. O que concluímos? Que a empresa vai fechar as portas. Acontece que, ao contrário das empresas, os países continuam por piores que sejam os que o dirigem.

    O problema deste governo é que, sabendo que não tem qualquer saída para esta crise, optou pelo "niilismo" político. O derrotismo e a desistência é a única coisa que tem para oferecer aos cidadãos. Quando o primeiro-ministro diz que o País tem de empobrecer e um secretário de Estado manda os seus jovens ir embora só podemos tirar uma conclusão: que não só são inúteis como têm plena consciência disso mesmo. E se sabem que são inúteis, deem lugar a outros. Em vez de irem embora os jovens, vão aqueles que nada querem fazer por eles. Talvez noutro lado qualquer aprendam qualquer coisa. E, mesmo assim, não fazemos questão que regressem.

 

A responsabilidade será nossa

Contenção, austeridade, confisco, recessão, desemprego, pobreza, assistencialismo, caridade,  ...
se a evolução for esta a responsabilidade é nossa.


Publicado por Xa2 às 13:47 | link do post | comentar | comentários (3)

Um certo comentador dominical referiu que José Seguro se encontra entalado entre a esquerda e o PSD a propósito da posição que terá de indicar, aos seus companheiros de jornada, na votação do Orçamento Estado para 2012. Perfeitamente errado, na minha opinião.

O que me parece entalar o actual líder socialista é o aparelho partidário que, ideologicamente, continua a ser o mesmo do tempo de Socrates que já era o mesmo do tempo do antecessor deste e a consequente falta de ideias e propostas inovadoras no sentido de uma nova e sustentável governação do país.

Agora até há quem venha dar à tramela dizendo que Socrates anda a telefonar a seus apaniguados para que votem contra o orçamento. A ser verdade ou o homem é mesmo de esquerda (pouco provável dada a sua “ideologia” liberal) ou quer tramar o jovem líder, que se fosse verdadeiramente de esquerda não deveria necessitar de tal, putativo, empurrão.

Muitos que desde cedo nos envolvemos, com participação activa, nas questões sociais e de cidadania e que vêem manifestando, aqui no Luminária e em outras participações as posições que julgamos ser de coerência intelectual, de ética cívica e de exercício de cidadania, cultivando a liberdade de expressão, são, quase sempre, acusados, de não serem socialistas convictos ou de terem “handicapes” sindicalizantes, por parte de “camaradas” que, quase nunca são o que dizem ser e são aquilo que acusam a outros.

Tais “socialistas”, alguns com pretensões muito acima das suas capacidades de trabalho e competências técnicas, fazem-nos lembrar, o escrito de Poeta Aleixo:

                            Dizem que pareço um ladrão

                            Mas, há muitos que eu conheço

                            Que não parecendo o que são,

                            São aquilo que eu pareço. 

Alguns até andam por aí em assembleias de freguesias, assembleias municipais e várias assessorias além de acoitados em empresas privadas ou parcerias publico privadas. Esforçam-se para se mostrarem mas não se vislumbra nada de concreto que beneficie as populações e o país.

Por tais razões os socialistas que antes de o serem já o eram foram dando debandada e o partido dos ditos não consegue descolar do pântano em que foi caindo.

Agora parece que, com espaço aberto, o deserto de ideias vai sendo ocupado pelos iluminados laranjinhas que a tudo concorrem, nem a Federação Portuguesa de Futebol Escapa. Essa colossal máquina de fazer dinheiro vai ser tomada pelo PSD qualquer que venha a ser o resultado das próximas eleições.



Publicado por Zé Pessoa às 10:23 | link do post | comentar | comentários (8)

O caso do negócio dos terrenos de Valongo, comprados por quatro milhões de euros como parcelas da Reserva Ecológica Nacional (REN) e revendidos dez minutos depois por 20 milhões, já com a indicação de desafectação da REN, é uma gota no oceano.
"O volume destes negócios é gigantesco. E quem lucra são os loteadores e os intervenientes", disse Pedro Bingre ao CM. Explica ainda que os fundos de investimentos fechados usados nestas transacções estão isentos de taxas (IMI e IMT) e são veículos para as sociedades ‘offshore’.

 

 



Publicado por [FV] às 07:54 | link do post | comentar | comentários (1)

Terça-feira, 1 de Novembro de 2011

(?) 7 propostas para resolver a crise (?). Por George Soros

1. Criação de um “Tesouro comum” no qual seriam chamados a participar o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

Pergunta: com o dinheiro de quem seria criado este "Tesouro comum"? Contribuintes ou Quantitative Easing em molho Europeu? Eu tenho algumas suspeitas... (?)


2. FEEF assuma os títulos de dívida grega detidos pelo BCE e pelo Fundo Monetário Internacional, para que, reestabelecendo a cooperação entre o BCE e os Governos, houvesse uma “redução voluntária significativa da dívida grega com a participação do FEEF”.

O FEEF é o Fundo de Resgate Europeu, dinheiro dos contribuintes tanto para ser claro. Assim, a ideia de Soros é que o Fundo de Resgate (constituído pelo dinheiro dos contribuintes) assuma os Títulos da dívida grega actualmente nas mãos do Banco Central Europeu (que é privado) e do Fundo Monetário Internacional (outra entidade na qual participam activamente os bancos).

Síntese: a dívida grega das mãos dos bancos privados às dos contribuintes. (?)

3. O fundo de resgate do Euro deve ser “usado para garantir o sistema bancário” e não a dívida pública dos Estados-membros da Zona Euro.

E como não concordar? Os bancos antes de tudo o resto, máxima prioridade, os Países que se lixem. Afinal "viveram acima das possibilidades", é justo que sofram. (?)

4. Os maiores bancos deveriam “aceitar receber instruções do BCE em nome dos Governos”. Aos que se recusarem a isso, acentua, seria negado acesso à “janela de desconto do BCE”.

Ponto interessante: uma vez que o dinheiro dos contribuintes for depositado no "Tesouro comum", qual seria o banco tão estúpido de recusar as recomendações do BCE? Que, lembramos, não recebe ordens dos governos pois o que se passa é exactamente o contrário?

5. A autoridade monetária da Zona Euro deve “manter as linhas de crédito e as carteiras de empréstimos”, ao mesmo tempo que cada instituição reforçaria por si própria o controlo de risco dos bancos.

"Manter"? Querido Soros, manter o quê? Os bancos não emprestam, esta é a crua realidade. Seria preciso "estimular" (eufemismo) os bancos de forma a conceder mais empréstimos.
Mas também não seria mal controlar as instituições bancárias. Que tal alguns inúteis stress-test?

6. O BCE deve baixar as taxas de desconto, de forma a encorajar os Governos a privilegiarem a emissão de Bilhetes do Tesouro e os bancos “a manter a sua liquidez, na forma desses Bilhetes do Tesouro em vez de depósitos no BCE”.

O triunfo da dívida.
Os Países estão submergidos pela dívida: a solução é baixar as taxa de desconto (já baixa) para que os Estados possam emitir ainda mais dívida. E os bancos? Simples, comprariam estes Títulos, de forma a aumentar o poder deles.
(?)

7. Os problemas da crise da dívida seriam ultrapassados se os líderes mostrarem unidade política e vontade de resolver a situação europeia.

Uma medida inteligente e original que podemos resumir desta forma: se a minha avó tivesse rodas era um camião...



Publicado por [FV] às 12:23 | link do post | comentar

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