É fel e é saque ... público

            O que é a EMEL?        (-por Joao Abel de Freitas)

     Teoricamente é a Empresa Municípal de Estacionamento de Lisboa, criada para fiscalizar, multar e rebocar carros que não cumpram as regras de estacionamento, designadamente quem estaciona e não paga segundo os parquímetros. 
     A EMEL não é nada disso, porque se fosse até estaria quase 100% de acordo, se houvesse uma conduta equilibrada na sua actuação.
    Que penso então da EMEL pela minha prática de cidadão, um grande consumidor de carro próprio em Lisboa e um grande cliente quer por multas quer pelo pagamento de parquímetros (3€/dia em média)?
     Interrogo-me, se esta empresa dá prejuízo e os passeios continuam todos ocupados para que serve?
     Se, em certas ruas, quem tem cunhas não paga e quem não tem paga multa quando ultrapassa uns segundos, para que serve?
     Se, no mesmo local, Jardim Constantino, já fui multado por ultrapassar sensivelmente 20minutos uma vez pela quantia de 30€ outra vez por 2€45, onde está a justiça desta actuação? Resposta da EMEL "o fiscal chefe pode aplicar a lei que entender o simples fiscal não".(a terminologia fiscal chefe e fiscal simples é minha).
     Agora inventaram outra forma de extorquir mais uns trocos. Os parquímetros, certamente não todos, só recebem moedas de 1€. Hoje na 5 de Outubro cruzamento da Miguel Bombarda era o que estava a acontecer comigo e mais pessoas. Só precisa de entregar um envelope num escritório de advogados um quarto de hora dava, tive de meter 1€ porque senão ou poderia pagar 30€ ou então cerca de 3€ se fosse "um mais baixinho" da EMEL.
     Depois disto sei dizer o que é a EMEL. Uma empresa que só dá prejuízo, rouba e discrimina os cidadãos e acaba por não organizar os estacionamentos em Lisboa.
     Muito bem, tragam mais empresas públicas como esta. O País fica extraordinariamente bem servido com serviços públicos maravilhosos e os cidadãos radiantes com os bons serviços que lhes prestam.


Publicado por Xa2 às 19:45 de 31.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Segurança e saúde no trabalho ... não é levada a sério.

          MORTE EM RIBA TUA !

    Ontem (26.01.2012) morreram três trabalhadores em São Mamede de Riba Tua ! Três trabalhadores soterrados por toneladas de pedra que deslizaram pelas ingremes encostas do Tua onde se está a construir mais uma polémica barragem da EDP !
    Segundo a Lusa a empresa acionou o Plano de Emergência e, em declarações a esta mesma estação, um dos administradores considerou que tudo indicava que tinha sido «um aluimento natural de terras».
    Estas afirmações produzidas logo a quente deixam mal a quem as produz que, no desejo de desculpar a empresa, diz aquilo que não se deve dizer. Apenas após um inquérito se poderão apontar as causas reais do acidente. Um inquérito leva o seu tempo! Dias, meses….   
    Efetivamente, alguma imprensa, que falou com a população local, informa que o acidente foi provocado devido aos frequentes rebentamentos que se fazem no local !  Ou seja, como pode ser natural um deslizamento daqueles em que se está sempre a mexer com a natureza?
    É natural, isso sim, o deslize de terras fatal, considerando que existem obras no local há muito tempo. Logo, os serviços de prevenção e segurança deveriam prevenir os tais deslizamentos…. Porque o não fizeram? Incompetência? Falta de meios? Negligência? O inquérito serve para responder a estas questões. A maioria dos acidentes pode ser evitada com medidas de prevenção adequadas! Assim se queira! 
    Às famílias dos trabalhadores falecidos são devidas explicações e reparações! Os três operários mortos vão-se juntar aos milhares que perderam a vida porque, em muitos casos, a segurança e saúde no trabalho não foi levada a sério!


Publicado por Xa2 às 19:44 de 31.01.12 | link do post | comentar |

Animais e Pessoas

Uma pessoa deixa de ser ... Pessoa,

Nesta cidade de animais habitada,

Deixámos de tratar-nos por iguais

Nesta sociedade de animais,

Em que o capitalismo financeiro e usurário nos tornou

A escandalizar qualquer capitalista judeu

Que se envergonhará tal como eu

Do mísero caminho que Europa leva

Onde desaparece a classe média

Que passa a indigente

Perante um capital omnipotente

De banqueiros sem rédea

A fazer de governantes marioneta

Tendo à frente uma Merkeleta



Publicado por Zé Pessoa às 18:00 de 31.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Direitos Humanos Universais e...

Essencial ...

 

 

... o essencial é perceber que nem tudo o que parece evidente é, de facto, conhecido (e assumido/ praticado)!... e que há uma História de milhões de massacrados até que os princípios aparentemente simples se tornem Lei e sejam reconhecidos como tal, universalmente!... depois... depois é a grande luta!... esta em que todos nos sentimos comprometidos de fazer o melhor que podemos para que a Lei seja uma prática natural, inquestionável... Acreditem!... todos ganhamos, muito!, em ver este vídeo até ao fim!

         

 



Publicado por Xa2 às 13:40 de 30.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Implosão económica e social ?

Classe média está em risco de “implosão”  (-por Graça B.Ribeiro, Público, 29.1.2012)

Num ensaio que esta semana chega às bancas, o sociólogo Elísio Estanque analisa a ascensão e declínio dos segmentos sociais que hoje estão rotulados como "os novos pobres".

Sociólogo diz que políticos deviam estar mais preocupados com "a possível implosão" da classe média 
    Quando entram no Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco, a primeira pergunta que as pessoas fazem é:    "Esta conversa fica só mesmo entre nós?" A resposta - "sim" - é essencial para o prosseguimento do diálogo.
    Algumas têm os vencimentos penhorados e já cortam na própria alimentação, mas fora daquelas quatro paredes agem como se nada tivesse mudado, mesmo junto de familiares e de amigos. Fazem parte de uma classe média "doente" e "em declínio", tema do ensaio do sociólogo Elísio Estanque que avisa que "os poderes políticos deviam estar mais preocupados com a possível implosão da (ex-)classe média do que com a sua eventual manifestação nas ruas".
    No seu escritório, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, o investigador do Centro de Estudos Sociais folheia um jornal. Pode ser o do dia, o da véspera ou o da semana anterior, "não interessa", diz - "Todos os dias há algo de novo: o acordo de concertação social, o anúncio de uma nova vaga de excedentários na função pública, o abandono da universidade pelos estudantes, as novas vagas de desemprego, o aumento das taxas moderadoras, a desmontagem do Estado Social – está tudo a acontecer de uma forma extraordinariamente rápida e intensa", comenta. Aponta o livro editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que este fim-de-semana chega às bancas com o título «A Classe Média: Ascensão e Declínio», e admite: "Se fosse hoje, provavelmente trocaria o termo "declínio" por "queda"".
    No ensaio, Elísio Estanque vai para além da sistematização teórica. A segunda parte do livro é dedicada às particularidades do caso português, no que respeita "à célere e pouco sustentada ascensão da classe média" e também à forma como ela "agora se desmorona, de maneira igualmente rápida e abrupta, na sequência do "empurrão" da crise e das medidas de austeridade".
    O ponto de chegada do sociólogo é uma classe média " fraca e ameaçada de ‘proletarização’"; o ponto de partida de uma sociedade "que em escassas dezenas de anos passou de predominantemente rural a marcadamente urbana". Os dados são objectivos: a população activa no sector primário encolheu de 43,6 por cento em 1960 para 11,2 em 1991 e a do sector terciário cresceu, no mesmo período, de 27,5 para 51,3 por cento.
    O peso da classe média - "que até 1974 era absolutamente residual", nota o investigador – resulta, na sua perspectiva, de vários factores conjugados. Refere-se à progressiva generalização da frequência do ensino superior que se reflectiu na proliferação das profissões liberais; e também ao crescimento do sector público, que vê como o principal canal de mobilidade ascendente para as classes trabalhadoras, graças às políticas centradas em áreas como a Educação, a Saúde, a Justiça ou a Administração Pública.
    A afirmação do Estado Social e os fenómenos de litoralização do país e de concentração urbana são outros dos factores que na sua óptica "se viriam a mostrar decisivos quando, após a instabilidade dos anos 80, Portugal entrou numa espécie de euforia política e económica", acentuada pela entrada de fundos da Comunidade Europeia.
    Despido da fundamentação teórica, o retrato é quase caricatural. Elísio Estanque fala dos grupos instalados nas periferias urbanas que alimentam a ambição de ascensão social tendo como termo de comparação o mundo rural, contingente e precário da geração dos pais. Considera que aqueles grupos, ao conquistarem empregos "limpos", que imaginavam estáveis e seguros, acreditaram estar, "desde logo, confortavelmente instalados na classe média". É neste contexto, analisa, que se dá o "casamento" que o investigador considera "fatal": a ânsia daqueles grupos de adoptarem padrões de vida europeus, modernos e urbanos coincide com o florescer do mercado do crédito.
    "Não responsabilizo especialmente as pessoas, do ponto de vista individual. Não tenho dúvidas de que se tratou de um programa de facilitação do crédito estrategicamente montado, planeado e orientado por parte da própria banca", comenta Elísio Estanque. Considera que as consequências, "que hoje estão à vista", "foram agravadas, por um discurso político que, ao invés de ter um teor pedagógico e preventivo, instigou ao consumo e ao progressivo endividamento". São inúmeras as testemunhas directas dos acontecimentos de que fala o investigador, algumas delas colocadas em postos de observação privilegiados. É o caso de Natália Nunes, responsável pelo Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS) desde que aquele foi constituído, em 2000.
    Recorda-se de que os primeiros consumidores a pedirem auxílio à DECO tinham recorrido ao crédito para comprar casa, carro, mobílias, computadores ou electrodomésticos". Hoje a situação é diferente: de uma forma genérica, diz, as pessoas não conseguem identificar o que as levou a pedir empréstimos. Por uma razão simples: "A maior parte das famílias tem cinco ou mais créditos, sendo que os mais recentes são contraídos para fazer face aos antigos...", explica Natália Nunes.
    Em 11 anos multiplicaram-se os pedidos de apoio ao GAS, que em 2000 deram origem à abertura de 152 processos, em 2010, a perto de três mil, e no ano passado a 4288. E Natália Nunes não hesita em situar as pessoas que hoje vivem as situações mais graves no grupo estudado por Elísio Estanque, a classe média. Do total de consumidores apoiados, 61 por cento têm idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos; 45 por cento concluíram o ensino secundário ou universitário e a maior parte tem rendimentos superiores a 1500 euros por mês. São pessoas reais, que aparecem diluídas no ensaio de Elísio Estanque, enquanto membros de um segmento social que se tornou vítima da "progressiva redução dos direitos sociais e laborais, do consequente aumento da insegurança, do desemprego e das medidas de austeridade".
    No livro, o investigador fala desta classe média atribuindo-lhe "vivências de carácter bipolar", em que "um quotidiano depressivo se conjuga com técnicas de dissimulação e disfarce". Estanque chega a afirmar que o quadro roça "a patologia social", já que um grupo continua "a negar a todo o custo uma realidade, mesmo quando já mergulhou nela até ao pescoço".
    A descrição corresponde ao mundo em que se move, diariamente, o presidente da Caritas, Eugénio Fonseca. "As pessoas recusam-se a assumir a perda de status, aguentam muito para além do limite do razoável, procurando manter a aparência de um estilo de vida que já não são capazes de pagar. E quando finalmente nos procuram, a gravidade das situações é tal que ultrapassa, em muito, a nossa capacidade de intervenção", lamenta.
    Natália Duarte lida com o mesmo tipo de comportamento: "As pessoas pedem ajuda sob a condição de total confidencialidade. Escondem a sua situação dos vizinhos e até dos familiares que, temem, se afastariam se dela tivessem conhecimento", afirma. O presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (CNIPE), o padre Lino Maia, confronta-se com os mesmos problemas, mas sublinha que as pessoas sobreendividadas "preocupam-se, principalmente, com a iminência de as dificuldades afectarem os filhos, aos quais procuram proporcionar o mesmo estilo de vida que tinham antes, ainda que eles próprios estejam, já, a cortar na sua alimentação".
    As próprias instituições de apoio social têm vindo a ajustar protocolos para acolher estas pessoas, que na necessidade de ajuda e na situação de pobreza se somam aos sem-abrigo, mas têm um perfil muito diferente.
    "São professores, juristas, arquitectos, engenheiros", enumera Eugénio Fonseca. E não procuram apenas o que comer: "Pedem ajuda para pagar a renda, a água, a luz, as propinas dos filhos", completa Lino Maia. Deram origem a um novo conceito: o de pobreza envergonhada, e começaram há dois ou três anos a aparecer nos noticiários sob a designação de "novos pobres", falando sempre sob anonimato, com a voz distorcida, filmados ou fotografados de costas ou em contraluz. "Nesse aspecto, a situação piorou: hoje dificilmente se consegue que estas pessoas falem, mesmo nessas condições", diz Lino Maia.
    O que aconteceu? "As pessoas estão deprimidas", diagnostica o presidente da Caritas. Elísio Estanque hesita em falar de um grupo social "doente". Mas acaba por assumir a expressão, para designar "o estado de segmentos da população que em duas décadas alimentaram expectativas fortíssimas e legítimas de mobilidade social ascendente e que agora caem na pobreza, sem perspectivas de retornar, sequer, à posição anterior". "É doentia", considera, a forma "envergonhada, calada e silenciosa" como esta frustração está a ser vivida por aqueles que ao mesmo tempo "encenam uma normalidade que já não existe".
    "Quando falam dos perigos da conflitualidade social, os agentes políticos só pensam nas manifestações de rua. Esquecem que esta forma de sofrimento é uma outra forma de conflitualidade, muito mais corrosiva, muito mais destruidora da afirmação do sujeito na sua relação com os outros", alerta o sociólogo.
    Elísio Estanque considera que "não estão a ser devidamente avaliados os custos, a médio prazo, de uma sociedade doente, incapaz de responder às necessidades do país". Eugénio Fonseca, da Caritas, recorre à experiência de contacto com estes grupos, no terreno, para avisar que, "só do ponto de vista da saúde pública, os custos já serão tremendos". "Não há dados, não há estudos, ainda está tudo a acontecer. Mas temo bem, devido a alguns casos concretos que conheço, que estes "novos pobres", com qualificações superiores e sem perspectivas de recuperar o estatuto social perdido, sejam os responsáveis pelo engrossar das estatísticas do consumo de ansiolíticos e até de suicídios", avisa o presidente da Caritas.
    O próprio Elísio Estanque prepara um trabalho académico nesta área, centrado nestes segmentos "que caíram um ou dois degraus na pirâmide social". Afirma que não quer ser dramático e que "confia na capacidade da sociedade de se regenerar", mas em relação à forma como tal acontecerá não arrisca qualquer hipótese. Tem "poucas ou nenhumas dúvidas", no entanto, "de que as consequências serão gravíssimas no que respeita ao acentuar das desigualdades entre ricos e pobres" – "Nesse aspecto, não sei como é que se pode evitar um retrocesso".


Publicado por Xa2 às 13:34 de 30.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (12) |

EUROPA DE PAZ, SOLIDÁRIA E DE CIDADÃOS

Nas presentes circunstancias a Europa não está, nem poderia estar, bem consigo própria e com o mundo na medida em que se encontra acossada por uma crise existencial conflituante entre uma ideologia a raiar o ultraliberalismo e as dificuldades de defesa das garantias sociais e de princípios de solidariedade que a caracterizaram nos últimos tempos, sobretudo, a partir da revolução francesa e com constituição da comunidade económica, então CEE.

Há já quem afirme que esse sonho, levado a cabo por Robert Schuman, ministro francês e Jean Monnet, o seu primeiro presidente que, com a ajuda reflectida de um filósofo-sociólogo Helvético, criaram uma Europa de Paz, Unida e solidária, terá entrado num processo de desagregação. Se é verdade que essa Europa atravessa uma crise grave não poderá ser menos verdadeiro que é abusiva exagerada a tese de declínio para a morte. Uma Europa Criada com tais finalidades não se pode deixar morrer por mais incompetentes que possam ser os seus actuais responsáveis políticos nomeadamente o Parlamento e respectivo Presidentes, completamente desaparecidos.

A estabilidade e a paz, conseguidas através do desiderato criativo da União Europeia, obrigam a que essa construção seja aprofundada e aperfeiçoada sem se perderem de vista os princípios impressos a quando da sua fundação.

A Europa é, como sempre foi, e nunca poderá deixar de o ser, um concreto e caldeado rico mosaico cultural que deve coexistir consigo própria como com as outras mais culturas, mundialmente, existentes sempre enriquecendo-se com o próprio evoluir societário, mas sem nunca perder de vista o respeito mútuos por esse pluralismo de ideias e pensamentos. Os mimos com que nos vamos atribuindo, como é agora o caso, entre portugueses e finlandeses são bem a prova disso.

Vivemos, hoje em dia, tanto na Europa como no mundo, completamente globalizados, momentos de convulsões e incertezas existências. Um ciclo de catástrofes naturais que vão desde as enxurradas e dilúvios aos terramotos e tsunamis asiáticos e, mais recentemente, o desastres nucleares, mortes em maça no coração da Europa, tudo circunstâncias negativas, agravadas pelos rebentamento das bolhas económico-financeiras associadas à corrupção e às fugas de capitais em massa.

Umas decorrem da, natural, necessidade que o planeta em que vivemos e raramente respeitamos, também, ele tem de proceder a ajustamentos tectónicos, as outras decorrem dos egoísmos e disparates que os Homens cometem uns contra os outros.

A falta de mecanismos, minimos que fossem, de controlo dos mercados bolsistas associados aos offshore, a ausência de instrumentos de controlo das relações interbancárias, o excessivo recurso ao credito, num total descontrolo e falta de balizamento de relações entre oferta e procura, mesmo em defesa dos grupos mais vulneráveis e indefesos da população, empurraram-nos para o fundo do abismo de um mercantilismo sem qualquer ponta de ética ou sinais de princípios morais.

Os erros cometidos no âmbito da UE, nomeadamente em torno da criação do Euro, em que não foram previstos os adequados e necessários mecanismos de intervenção politica ou a determinação de critérios de actuação, quer quanto a politicas fiscais, como no âmbito orçamental, tanto em cada um dos estados membros como no seu todo, constituíram falhas graves.

Exige-se uma mais clara clarificação das responsabilidades do Estado em tudo o que seja obrigações sociais, concessões de exploração de sectores de actividade (transportes, saúde, educação...), parcerias em obras públicas e responsabilidades próprias nomeadamente ao nivel da segurança e defesa, bem como a das autarquias locais e a, concomitante, gestão de empresas que foram surgindo que nem cogumelos, para iludir tanto os orçamentos como conflitos de interesses e mesmo actos corruptivos.

Mesmo ao nivel do sector privado, tendo em conta o princípio de que qualquer actividade económica como empresa deverão ter sempre como objectivos a obtenção do lucro e o aspecto social, quer em termos directos como colateralmente, visto que a boa ou má reputação beneficia ou afecta empresários, trabalhadores, fornecedores, clientes, os cidadãos em geral, através dos efeitos fiscais, qualquer responsável que, por acção ou omissão, não acautele tais interesses deveria responder, criminalmente, perante os tribunais e ser julgado em conformidade com o dano provocado.

Certamente seriam bastante menores em número e em menor grandeza as crises que de um modo ou de outro a todos, honestos cidadãos, nos afectam.    



Publicado por DC às 10:15 de 30.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Tragédia Europeia aproxima-se

              UE:  tragédia grega   (-

    O Financial Times revelou que a Alemanha quer fazer a Grécia abdicar da soberania orçamental, transferindo-a para um comissário europeu, em contrapartida de novo pacote de resgate.
    A Grécia rejeitou liminarmente a humilhação (embora, realmente, já pouco consiga controlar).
    A Comissão Europeia veio tibiamente pôr água na fervura.
    Mas o governo alemão não desmentiu: à punição quer mesmo agora acrescentar a humilhação.
    Sem que isso sirva para nada: sobretudo não resolve, antes agrava, a crise do euro, que as tacanhas receitas e declarações alemãs de facto têm feito arrastar e aprofundar.
    Não haverá homenzinhos na Cimeira Europeia de amanhã que tenham a coragem e a capacidade de o fazer ver à Senhora Merkel?
    Pode o PM Passos Coelho continuar a assobiar para o ar sobre a Grécia e sobre o que a UE tem de fazer para ajudar a Grécia e para salvar o euro?   Pode internamente continuar a refugiar-se no mantra esburacado de que não somos a Grécia, quando a tragédia que se desenrola na Grécia é tragédia de toda a Europa?  Quando, como avisam agora até o Wall Street Journal e os idolatrados mercados, depois de morta a Grécia, será Portugal a próxima vítima.

 

        Cimeira  Europeia:  o  problema  alemão 

    Pela primeira vez desde há dois anos, que não se anuncia uma Cimeira Europeia, a de amanhã, como crucial, decisiva, definitiva, final.
E, no entanto, deveria ser. Poderá ainda ser?
    Porque o Euro, a UE e a economia mundial estão à beira do precipício, avisam todos, até o FMI.
    A tragédia que tem paralisado a Europa não é, de facto, grega. A economia grega pesa apenas 2% do PIB europeu, o problema já há muito podia estar resolvido e impedido de gangrenar.
    A Alemanha impõe à Grécia que negoceie uma impossível "restruturação voluntária" com os seus credores privados, os mesmos que, voluntária ou involuntariamente, ganharão muito dinheiro com a bancarrota grega, compensados pelos cds que detêm.
    A Alemanha continua a impôr à Grécia uma solução que entretanto deixou cair para o resto da zona Euro, na última Cimeira de Dezembro, por finalmente ter compreendido que é completamente contraproducente.
    Como se não bastassem as responsabilidades da Alemanha no arrastar e agravar da crise da Grécia e do Euro, o FT expôs a ofensiva germânica de humilhar a Grécia, forçando-a a abdicar formalmente da soberania orçamental.
    O potencial de ressentimento anti-germânico, na Grécia e por toda a Europa, é colossal.
    Muito perturbante é a evidência de que a Europa voltou a ter um problema alemão.

 

                    A reestruturação grega 

 

 Como o tempo passa e a crise só se aprofunda    

Attacar a crise 



Publicado por Xa2 às 08:12 de 30.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Para memória futura

Com a idade e os anos a passarem todos vamos perdendo as nossas raízes: os familiares ascendentes e os amigos.

Hoje, 29 de Janeiro, seria normalmente para mim um dia de felicidade. Porém ao contrário do que aconteceu ao longo destes últimos quase 40 anos, é um dia de tristeza e saudade.

O meu querido amigo e fundador deste blogue, João Lázaro, faria anos e as nossas famílias estariam mais uma vez juntas, para comemorar a  data. A almoçar ou jantar, e no final bebermos 1/2 whisquinho... não interessa onde... desde que estivéssemos juntos em comunhão da amizade que nos unia.

Nunca tive um amigo como o João. Faz-me muita falta. Era a minha âncora. E aos poucos conforme vamos perdendo as raízes ficamos fragilizados. Porque sózinhos não somos nada.

O João, que era sportinguista, viria a morar no Lumiar pertinho do velhinho e demolido Estádio José de Alvalade, tinham a particularidade de terem nascido no mesmo dia e no mesmo ano. Ambos, se ainda existissem, fariam hoje 61 anos.

Que a minha saudade pelo amigo João Lázaro fique aqui registada para memória futura.

 



Publicado por [FV] às 14:27 de 29.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Contra a ameaça à liberdade na internet e à democracia

      ACTA - um global "Acordo Comercial Antipirataria" - pode permitir que as corporações censurem a Internet. Negociado secretamente por um pequeno número de países ricos e por poderes corporativos, esse acordo configuraria um novo órgão sombrio para a regulamentação comercial internacional que daria poder para interesses privados policiarem tudo que fazemos online e iria impor enormes penalidades -- inclusive sentença à prisão -- a pessoas que eles julgarem estar afetando seus negócios.

      As regras bastante rigorosas significam que pessoas em qualquer lugar do mundo são punidas por atos simples como compartilhar um artigo de jornal ou enviar um vídeo de uma festa que possua uma música sob direitos autorais.

Vendido como sendo um acordo comercial para proteger os direitos autorais, o ACTA pode também banir medicamentos genéricos que salvam vidas e ameaçar o acesso de fazendeiros locais a sementes que eles precisam. E, espantosamente, o comitê do ACTA vai ter carta-branca para mudar suas próprias regras e sanções sem controle democrático.

      É revoltante -- os governos de quatro quintos da população mundial foram excluídos das negociações do dito «Acordo Comercial Antipirataria» (ACTA) e burocratas não eleitos têm trabalhado de perto com lobistas corporativos para criar novas regras e um regime de aplicação dessas regras altamente perigoso. O ACTA cobriria inicialmente os EUA, Europa e 9 outros países, e então se expandiria para o mundo. Mas se conseguirmos que a União Europeia diga NÃO agora, o tratado perderá sua força e poderá ser paralisado para sempre.
      Na semana passada, 3 milhões de nós contra-atacaram a investida dos Estados Unidos sobre nossa Internet! --- mas há uma ameaça ainda maior e nosso movimento global pela liberdade online está completamente decidido a acabar com essa ameaça de uma vez por todas.
     Nesse exato momento, a Europa está decidindo se ratificará ou não o ACTA -- e sem ela, o ataque global à liberdade na Internet vai desmoronar. Nós sabemos que a Europa se opôs ao ACTA anteriormente, mas alguns membros do Parlamento Europeu estão hesitando -- vamos dar o empurrão que eles precisam para rejeitar o tratado. Assine a petição -- faremos uma entrega espetacular em Bruxelas quando alcançarmos 500.000 assinaturas, assine agora e envie para todos que você conhece:
              http://www.avaaz.org/po/eu_save_the_internet/?vl
     O interesse das grandes corporações está pressionando muito pela aprovação do ACTA, mas o Parlamento Europeu está no meio do caminho. Vamos enviar um apelo enorme aos parlamentares para ignorarem o lobby e se posicionarem a favor da liberdade da Internet

     Na semana passada, vimos a dimensão do poder da coletividade quando milhões de nós juntaram forças para impedir que os EUA aprovassem leis de censura da Internet que atingiriam a rede em cheio. Nós também mostramos ao mundo o quão poderosas nossas vozes podem ser. Vamos levantar nossas vozes mais uma vez para combater essa nova ameaça.
     Com esperança e determinação,
Dalia, Alice, Pascal, Emma, Ricken, Maria Paz e o restante da equipe da Avaaz
               Mais informações:
     ACTA: poloneses vão às ruas protestar contra acordo antipirataria (Terra Brasil)
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5575829-EI12884,00-ACTA+poloneses+vao+as+ruas+protesta+contra+acordo+antipirataria.html
     Se você achava que SOPA era ruim, espere até conhecer o ACTA (em inglês) (Forbes)
http://www.forbes.com/sites/erikkain/2012/01/23/if-you-thought-sopa-was-bad-just-wait-until-you-meet-acta/
     ACTA vs. SOPA: Cinco razões pelas quais o ACTA é a ameaça mais assustadora para a liberdade na Internet (em inglês) (IB Times)
http://www.ibtimes.com/articles/286925/20120124/acta-sopa-reasons-scarier-threat-internet-freedom.htm?cid=2
     O tratado secreto: ACTA e seu impacto no acesso a medicamentos (em inglês)
http://www.msfaccess.org/content/secret-treaty-anti-counterfeiting-trade-agreement-acta-and-its-impact-access-medicines



Publicado por Xa2 às 15:40 de 28.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Alienação e República

        Ele disse «orgulho»?

        Santos Pereira não anunciou apenas que o 5 de Outubro deixará de ser feriado. Anunciou também que o 10 de Junho é mantido «para que se reforce o orgulho de ser português». O conceito é absurdo. Faz sentido ter orgulho em trabalhar, em cumprir deveres, em esforçar-se e em ter resultados. Mas não há mérito algum em ser português por nascimento, como também não há mérito em ser alto, de olhos verdes ou filho de pais ricos. Ter «orgulho» em ser português é ter orgulho em algo para que não se trabalhou.
       O 10 de Junho é o mais artificial dos feriados nacionais: é principalmente uma criação do "Estado Novo" (do 'botas' e da 'outra senhora'), que em tempos serviu para exaltar a «raça» e até (a partir de 1963) a guerra colonial (e "o império"). Mantê-lo quando se elimina o 5 de Outubro e aumentar a sua importância é introduzir uma deriva salazarista na cultura política do Estado português.
      O ministro Mota Soares pertence a uma Ordem monárquica «secreta»?

      Já escrevi, e mantenho, que os cidadãos têm o direito de pertencer a organizações discretas, e que não devem ser obrigados a revelar a sua pertença. No entanto, demonstra uma incrível duplicidade de critérios que poucas semanas depois de uma inusitada «caça às bruxas», em que os jornalistas andaram de microfone na mão a perguntar aos deputados se eram maçons, ninguém pergunte aos membros do governo se pertencem, por exemplo, à Ordem de S. Miguel da Ala. É que esta organização tem por objectivo «a defesa da Fé Católica, Apostólica Romana, a defesa do Rei e do Património Tradicional Português». E o governo acaba de anunciar que o 5 de Outubro, data da implantação da República, deixará de ser feriado. E o ministro Mota Soares é dado num blogue como membro dessa «Ordem» (não sei se do ramo Duarte Bragança se do ramo Câmara Pereira, mas isso a mim pouco me importa).

       Os monárquicos no governo da República

       A Causa Real está «francamente contente» com o fim do feriado do 5 de Outubro. Entende-se. O respectivo presidente esqueceu-se apenas de agradecer publicamente aos dois monárquicos publicamente assumidos do governo: o «destacado» dirigente da Causa Real Mota Soares e o «convicto» quotizante Paulo Portas. Entre outros? Em qualquer caso, é uma ingratidão.

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República e Laicidade   

        Lamentamos quererem esquecer a República e alienar a Independência.

        Viva a República!     Viva a República implantada em 1910, a restaurada em 1974, mas principalmente a que vamos construindo todos os dias.

        Por uma RES  PÚBLICA  secular e  laica,  por uma  sociedade  livre, justa, inclusiva, democrata e plural.

(-por Esquerda Republicana, "entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, é a Liberdade que oprime e a Lei que liberta" - Lacordaire)



Publicado por Xa2 às 13:40 de 27.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

PS : Propor a Restauração e ...

     EU  TIVE  UM  SONHO !      (-por Rui Namorado)

    Este governo, politicamente, é um pigmeu que executa os rituais mais básicos da vulgata neoliberal como quem segue os ditames sagrados de uma religião imaginária. Na Europa, continua a servir as bicas aos patrões, embora seja tratado com a bonomia de quem partilha com eles o garrote que assombra o velho continente: o partido popular europeu.      ...

     As provocações grosseiras não pedem argumentos que as contrariem. Às provocações grosseiras responde-se sem ambiguidades e com verticalidade. Por isso, o PS tem que dar uma resposta à altura: sem blas-blas, sem hesitações, sem meias palavras. Ao abuso de maioria que a direita está a pôr em prática, só se pode responder na mesma moeda. A sobranceria não pode ser recompensada.

     ... ao Partido Socialista só resta um caminho: declarar, desde já, solenemente, que logo que a direita perca a maioria na Assembleia da República, ocorra isso quando ocorrer, o PS proporá a restauração dos feriados do 5 de outubro e do 1º de dezembro.
       Ou isso, ou um calvário de tergiversações, no decorrer do qual em cada dia a credibilidade do PS se arrisca a ir esmorecendo, mais e mais, até se reduzir a uma vaga sombra daquilo para que foi criado. Não nos deixaram uma terceira opção.

      Talvez por isso, eu tive um sonho:  desta vez o PS dá um murro na mesa !

---------  (por António Miguel :)

   Lindo sonho !
   Interessante porque é realizável!
      Mas ainda é possível juntar mais ingredientes a esse sonho que o Povo tanto anseia:

a verdade, actores dignos sérios e servidores da coisa pública, um plano que permita dar perspectivas de felicidade ao povo a quem têm juntado pobres sobre pobres, diminuir a despesa pública em esbanjamento de frotas de automóveis, em estudos e mais estudos milionários,proibir reformas acumuladas até um determinado limite, proibir que reformados até um determinado plafond exerçam trabalho remunerado, proibir gastos sumptuários como os que foram feitos na Assembleia da Republica, diminuir o nº. de deputados, reduzir Institutos, obrigar a que todos os Investimentos Públicos sejam objecto de estudo de rentabilidade, viabilizar leis que responsabilizem todos os políticos pela decisões tomadas pelo governo e autarquias.
    Esse é um exemplo pequeno do que o PS pode e deve apresentar aos portugueses com verdade, por que é exequível.
O PS tem que mostrar que servirá o Povo sem complexos, nem arrogâncias, nem sujeito a "polvos" instaladosO PS tem que reconhecer erros e mostrar que é constituído por portugueses sérios e capazes.
O PS tem gente competente e honesta capaz de implementar um projecto de regeneração da democracia, da política no ineteresse dos portugueses.
Como disse Camões "falta realizar Portugal".   Até quando ?   Somos capazes !



Publicado por Xa2 às 07:50 de 27.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

O Português reclama de quê?

Está reclamando do Sócrates? do Victor Constâncio, do Passos Coelho? do António José Seguro, do Cavaco Silva? do Mário Soares, do Dias Loureiro? do Armando Vara? do Paulo Portas? do Isaltino Morais? do Duarte Lima, do Jorge Coelho, do João Jardim? do Joe Berardo, do Ministério Publico? da Ministra da Justiça? dos Tribunais ? do Procurador Geral da República, dos Autarcas do País? do Teixeira dos Santos, do Vítor Gaspar? da CGTP, da UGT? da Maioria dos deputados no Parlamento? da Comissão de Arbitragem, do Pinto da Costa, do Valentim Loureiro, ou de outro sacana qualquer?


O Português é assim:

A- Coloca nome em trabalho/licenciatura que não fez.

B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.

C- Paga para alguém fazer os seus proprios  trabalhos.

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é apanhado cometendo uma infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, peixe, camisolas e até placas dentárias.
5. - Fala no telemóvel enquanto conduz.

6. - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o telemóvel dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.

7. - Conduz pela direita e pelos passeios nos engarrafamentos.

8. - Para em filas duplas e triplas, em frente às escolas.

9. - Viola a lei do silêncio.

10. - Conduz bêbado.

11. - Fura filas nos bancos, nas repartições públicas, etc. etc. utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

12. - Deita  lixo nas ruas, nas calçadas, nos jardins.COSPE para o chão
13. - Usa atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
14. - Usurpa  luz, água e tv por cabo.

15. - Regista imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

16. - Compra recibos para abater na declaração das finanças para pagar menos imposto.
17. - Quando viaja em serviço pela empresa, se o almoço custou 10¤, pede factura de 20¤.
18. - Comercializa objectos doados em campanhas de catástrofes, ou para ajuda a mais necessitados.

19. - Estaciona em espaços exclusivos para deficientes.

20.. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21. - Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas.

22. - Substitui o catalisador do carro por um, que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do metro, sem pagar passagem.

24. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... etc. etc. como se isso não fosse roubo.

25. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
26. - Quando volta do estrangeiro, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta ou perguntava o que traz na bagagem.

27. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos....


Escandaliza-se com a corrupção dos políticos, o dinheiro das  cartões de credito, das despesas nas passagens aéreas e da estadia no estrangeiro...


Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?

 

(enviado por mail)



Publicado por DC às 21:31 de 26.01.12 | link do post | comentar |

Alternativas e Convergências de Esquerda
                                        
     A desregulação financeira internacional originou uma crise com consequências económicas muito graves, em particular para os países periféricos da zona euro.

     Depois de uma campanha de terror económico, o problema transferiu-se para a esfera da política e social, iniciando-se uma campanha de destruição dos avanços sociais conseguidos nas últimas dezenas de anos. Urge tomar medidas que impeçam a destruição do que resta do Portugal de Abril.
     Perante a conivência ideológica e política do actual governo com as manobras do capital financeiro internacional, que propostas alternativas apresentam as forças de esquerda portuguesas?  Que convergências será possível estabelecer para aumentar a eficácia da luta contra a ofensiva em curso? 
                                       " A Esquerda, a Crise e a Alternativa"
27 de Janeiro 21.30 H. - Local, Hotel IBIS (junto ao Hospital de S.João) - Porto
Presenças confirmadas:
   - Manuel Pizarro (Partido Socialista)
   - João T. Lopes (Bloco de Esquerda)
   - Correia Fernandes(Movimento de Intervenção e Cidadania)
   - Jorge Bateira (Convergência e Alternativa)
   - Paulo Fidalgo (Renovação Comunista
      Nota: O PCP foi convidado e recusou o convite por "não ser tradição participar em debates promovidos por outras organizações políticas". 
          O núcleo do Porto da RC, 25.01.2012



Publicado por Xa2 às 13:37 de 26.01.12 | link do post | comentar |

U.E., governação desastrosa ... e represálias

             A mula da alemã

   "A minha ambição é que a Europa, daqui a vinte anos, seja reconhecida internacionalmente como uma potência económica, com produtos inovadores e pleno emprego". - Disse Angela Merkel ao "EL PAÍS", crente nos amanhãs cantantes e por isso obstinada na desastrosa receita de austeridade recessiva que hoje repetiu em Davos.
   Assim morreu o cavalo do inglês.  Assim poderá morrer a mula da alemã.

            Responder à crise: só com mais Europa no mundo
    "A economia europeia não recuperará competitividade se a UE continuar sem ambição e estratégia para resolver conflitos com implicações para o seu aprovisionamento energético, além de para a paz mundial (Israel-Palestina e Irão à cabeça, mas também o Sahara Ocidental, que poucos preocupa).     Se continuar com políticas de comércio internacional que fomentam o "dumping" social e fiscal e tornam os membros ricos da zona euro cada vez mais ricos, enquanto desindustrializam os mais pobres (veja-se a divergência estrutural entre as economias de Portugal e da Alemanha, por exemplo).
     Se for incapaz de ajudar a vizinha "primavera árabe" a não degenerar em violência e pressões migratórias, antes a florir democrática mas também economicamente;
     se negligenciar o potencial explosivo de sociedades em crescimento acelerado, tanto como a corrupção e desigualdade, de Luanda a Pequim.
     Se continuar a negligenciar a regulação financeira a nível global, deixando proliferar os paraísos fiscais que protegem a evasão fiscal e outra criminalidade e arrasam a intervenção estatal sobre as próprias economias nacionais".
    É extracto de um artigo que escrevi na semana passada para o Suplemento Europa do "Accão Socialista", edição de Janeiro 2012. Que reproduzi na "ABA DA CAUSA". 
             Antecipando represálias ...

    No artigo que cito no post anterior, aponto as "oligarquias anti-democráticas interessadas em tirar partido de uma Europa em crise, não visando apenas lucros imediatos, mas tecer a sua própria teia de dominação global".
    E remeto para o exemplo bem próximo da "entrada do Partido Comunista Chinês (PCC) na EDP, e possivelmente na REN, facultando-lhe posição determinante num sector crítico para a autonomia estratégica de Portugal, logo também da própria UE.     Já se antecipam represálias por Lisboa ou Bruxelas ousarem falar contra a repressão no Tibete ou por activistas como Liao Xiao Bo, o Nobel preso.
Sublinho a ironia de a falsa "privatização" destas duas empresas (a participação do Estado português passou para o Estado chinês) ter sido instigada por um Programa de Ajustamento imposto pela UE.
    E alerto:   "a cedência a desígnios puramente económicos tem um preço, que a Europa pagará caro, não apenas à custa da perda de controlo de infra-estruturas criticas para a sua autonomia estratégica, mas à custa de valores e princípios que são fundação da própria UE".
    Na semana passada antecipava represálias vindas da China. Vejo-as agora antecipadas pelas vindas de Angola, como demonstra a censura do programa "Este Tempo" na RDP, a nossa rádio pública (e o saneamento/'despedimento' dos 'atrevidos' jornalistas 'com espinha').

     Ou, na verdade, e pior ainda, vindas de dentro, de Portugal. Por este ser o tempo dos portugueses antecipadamente rendidos. Porque miseravelmente vendidos.

               Portugal e a Cimeira: colado à Grécia...

    No "Conselho Superior" da Antena UM /RDP, ontem de manhã, voltei a lamentar a falta de preparação e de discurso público por parte do Governo Gaspar/Passos Coelho sobre as questões que vão ou não estar (mas deveriam) na agenda da próxima Cimeira europeia, dos 'eurobonds`ao imposto sobre as transações financeiras, da salvação da Grécia à salvação do euro, do relançamento de investimento publico para haver crescimento e o emprego na Europa, ao acordo/tratado intergovernamental a 26 em preparação.
    Fiz notar a resolução que o Parlam.Europeu aprovou na semana passada, muito crítica desse acordo intergovernamental a ser negociado.
    Sublinhei as clarissimas mensagens da Sra. Lagarde, directora do FMI, ontem em Berlim, confrontando a Alemanha com a responsabilidade de não deixar a Europa e o mundo cairem na espiral recessiva e mortal de novo "momento 1930" e sublinhando que a Europa pode salvar o euro se tiver solidariedade interna, sem precisar de estender a mão a países de fora, que não contribuirão porque sabem a Europa tem riqueza suficiente para defender o euro.
    Voltei a recomendar que o governo de Passos Coelho se monte no PM Monti (se alie à Itália e outros PIGS), em vez de continuar a ser montado por ... Berlim.
    Citei o "Wall Street Journal" que avisa que se a Grécia cair na bancarrota, Portugal cai a seguir. E que diz que o que realmente ameaça o euro é a Espanha e Itália, a Grécia é mais fácil de resgatar. A ver se os parolos pseudo-cosmopolitas que alimentam a pretensão de que Portugal descole da Grécia, ao menos dão ouvidos ao neo-liberal WSJ e percebem que temos de fazer tudo na Cimeira para que os parceiros da zona euro salvem a Grécia, para salvar o Euro e ... assim salvar Portugal.



Publicado por Xa2 às 07:55 de 26.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Repelente censura, fretes e propaganda

                        Silêncio para totós  (-por Sérgio Lavos )

    Alguém sabe se a censura a Pedro Rosa Mendes está a ser noticiada nos canais televisivos, sejam eles privados ou públicos?

    O silêncio e o assobio para o lado reinam para as bandas dos indignados com a "asfixia democrática" socratista. Nem o Crespo porta-voz do Governo, nem os monárquicos Vaders. Bem podemos esperar por uma manifestação em frente à assembleia. Sentados, como os assessores do Relvas que denunciam crónicas de jornalistas e produzem comunicados para abafar a censura. No pasa nada.

    Adenda: a última crónica de Raquel Freire, uma das cronistas do programa, a quem estão a ser dirigidos os mais soezes ataques de carácter, o habitual argumento dos fracos.

 

 

 

                   Operação Propaganda (2) (por Sérgio Lavos)

É oficial: a censura foi reimplementada em Portugal. Com uma ajudinha dos nossos amigos angolanos, que percebem muito da poda. A brincadeira do Prós e Contras em Angola não foi um acidente de percurso.

                    RDP - frete a quem? (-
    No post anterior expliquei porque não critiquei logo o frete indecoroso prestado ao regime de Luanda pelo arremedo de "Prós e Contras" na RTP, a televisão pública, na semana passada.
   Mas agora não posso deixar de me apressar a comentar as alarmantes retaliações na RDP, a rádio pública, por causa de comentários criticos do frete da RTP a Luanda, emitidos no programa "Este Tempo" por Pedro Rosa Mendes e Raquel Freire, que viram subitamente dispensadas as suas colaborações.
   Dizem-me que se demitiram quadros na própria RDP, pessoas que persistem em respeitar deontologia profissional, serviço público e, sobretudo, em respeitar-se a si próprias.
   Insuportável é o silêncio comprometido da direcção da RDP: terá de tirar consequências se acaso aceitou fazer o frete a luso aprendiz de Joseph Goebbels. Um silêncio que, a prolongar-se, se torna comprometedor para a tutela, ou seja, o Ministro Relvas, o oficiador da RTP em Luanda.
    PS: sou colaboradora, semanalmente, da RDP. Até ver. Porque obviamente jamais me sujeitarei a censura ou alinharei em auto-censura. Mas já chegámos à Hungria de Orban, ou quê? (nova ditadura na Europa actual, com supressão de direitos democráticos via alteração constitucional)
                   RTP - frete a Luanda
Eu vi a parte final do programa, o tal da RTP em Luanda,na segunda-feira da semana passada. Passava da meia-noite em Estrasburgo, acabara de chegar ao hotel vinda do PE e pus a TV na RTPi para ver as ultimas noticias do dia na lusa pátria.
    Achei-o indigente no mínimo, exercício de propaganda canhestra, insultuoso na louvaminhice: não duvidei que na parte que não vi pudesse ter aparecido algum crítico do regime de Luanda, nem que fosse para disfarçar o frete.
    Desprezei a graxa barata e os sorrisos alvares do Ministro Relvas, a fazer mais do que abrilhantador de serviço, a agir como anfitrião co-patrocinador, quiçá pagador.
    Perguntei-me como é que Fátima Campos Ferreira - jornalista que respeito pelo habitual profissionalismo - se prestava àquilo.
    Vi o Francisco e a Maria João na primeira fila, rodeados por todos os lados por damas vestidas pró-bufete e pensei: embaixador sofre! mas profissional, já cafrializado ou não, engole e aguenta.
    Não escrevi logo, nem escrevi nada nos dias seguintes - estava cansada, não vira metade e a mistela não valia o esforço, havia coisas mais importantes a espingardar.


Publicado por Xa2 às 13:39 de 25.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Fazer demagogia com a austeridade dos outros

Larguem  o  romance  da  austeridade

O Público tem um trabalho sobre como a crise nos obriga a “mudar de vida”. No fundo, a crise é vista como uma oportunidade para redescobrir os valores e as “coisas simples” ou lá o que é – “vamos” deixar de ter empregadas domésticas ou de ir de férias para o estrangeiro, de ser “consumistas” e tudo, “em 2012, vamos conhecer o vizinho, cuidar da horta e integrar uma associação”.
    Não há mesmo pachorra para este romance da austeridade. Apontemos noutras direcções: vamos entrar em conflito com o vizinho, já que as disputas aumentam por falta de dinheiro nos condomínios, vamos ter de regressar à pluriactividade feita de todas as auto-explorações, vamos deixar de pagar quotas nas associações, vamos ter o tempo mais espartilhado e a vida mais condicionada pela subordinação crescente a patrões medíocres e pelos cada vez mais baixos salários, vamos entrar em insolvência, com o endividamento e o desemprego a aumentarem o stress e as depressões, o ensimesmamento e o rompimento dos laços sociais. Que tal assim?
    Em 2012 (e anos seguintes), a austeridade não é uma oportunidade para nada, mas sim um imenso desperdício de capacidades individuais e colectivas (e de investimentos e recursos individuais, familiares, empresariais e públicos), um imenso golpe no processo da vida (, no desenvolvimento, na justiça e na democracia). É claro que todos os “vamos” dependem do lugar de classe e, já se sabe, num jornal português de referência a classe universal tende a ser demasiadas vezes uma parda média que serve para tudo, inclusive para dar voz aos preconceitos de Nilton ou para transformar a intensificação da exploração numa “disponibilidade para a mudança”.
   Mil vezes o realismo social com rostos e nomes e vidas concretas lá dentro de Ana Cristina Pereira, uma das melhores repórteres portuguesas. Escreve no Público e faz o que deve ser feito: dar voz aos que não têm voz, às trabalhadoras domésticas, aos que nunca vão para fora cá dentro.
             


Publicado por Xa2 às 18:46 de 24.01.12 | link do post | comentar |

O pobrezinho de Boliqueime

O homem, constrangidamente, veio dizer que se explicou mal e que, por isso, foi mal compreendido e pior interpretado, tadinho.

O que ele agora diz que queria dizer, era que compreendia os sacrifícios por que o povo está passando e que também ele passa por idênticos esforços, pois os ridículos valores atribuídos às suas reformas lhe não chegam paras as despesas, que se vê obrigado a fazer, ao serviço da nação ou seja desse esmifrado povo.

O que lhe vale, acrescentou o homem que embora ande, há mais de 30 anos, metido nestas coisas continua a afirmar nunca ter sido e tem raiva a quem seja político, são as poupanças feitas por si e a sua extremosa Maria nos tempos em que foi professor e modesto funcionário do Banco de Portugal.

A questão que o povo deve colocar é como é que o senhor de Boliqueime conseguiu tão m0odesto pecúlio (ver a seguir)?

Peça vossa mercê demissão do cargo que ocupa e do qual afirma nada receber e venha dar explicações a esse povo que diz tanto amar como se consegue providenciar tão gordo mealheiro. O povo agradece ambas as iniciativas: a demissão e a explicação.

 

Declaração de Rendimentos de 2010 (fonte DN):

Rendimentos do trabalho

138.942,02

Pensões

141.519,46

Depósitos à Ordem:

 

BCP

16.881,65

BPI

5.543,24

CGD

10.688,15

MG

6.304,12

Depósitos a Prazo:

 

BCP

185.000,00

BCP

175.000,00

BPI

91.000,00

BPI

141.000,00

CGD

20.000,00

PPR

 

BCP

53.016,21

Obrigações

 

CGD

15.000,00

                  TOTAL

999.894,85

 

 



Publicado por DC às 17:10 de 24.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Pague mas bufe, isto é, Reclame

Com o próximo aumento e entrar em vigor no dia 1 de Fevereiro os transportes públicos de Portugal passam a ser dos mais caros da Europa.

15 factos sobre transportes públicos 


(Carris, Metro de Lisboa e do Porto, Transtejo/Soflusa, CP, Refer e STCP)

Sabias que…
- 76% dos prejuízos das empresas de transportes públicos deve-se ao pagamento de juros aos bancos?
- Os preços aumentaram 4,5% em Janeiro/2011, 15% em Agosto/2011 e vão aumentar novamente em Fevereiro?
- Dois terços dos passageiros da Carris têm mais de 65 anos?
- O total de juros pagos pelas empresas é 153% o valor dos salários?
- A CP e o Metro pagam mais em juros do que em salários, incluindo encargos com a Segurança Social?
- Despediram-se 37% dos trabalhadores entre 2001 e 2011?
- O Metro Sul do Tejo (privado) recebe 4 vezes mais indemnizações por cada passageiro do que o Metro de Lisboa?
- A Fertagus (comboios privados) recebe 1,5 vezes mais indemnizações do que a CP?
- Que não há nenhuma empresa de transportes públicos na Europa que dê lucro?
- Até nos EUA a empresas de transporte ferroviário são públicas?
- Foram eliminados 900 km de linhas ferroviárias desde 1988 e estão em curso planos para acabar com mais 430 km?
- Em 1988 realizaram-se 231 milhões de viagens de comboio em Portugal e em 2011 apenas 128 milhões?
- Portugal vais gastar 42.395.604.000 euros (42,4 mil milhões de euros) em 16 PPP de estradas até 2050, 2,5 vezes o total da dívida das empresas de transportes públicos acumulada ao longo de décadas?
- O transporte público tem efeitos positivos no ambiente, na saúde, na mobilidade, na poluição sonora e no trânsito?
- O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações foi assessor da Mota-Engil no polémico caso do Terminal de Contentores de Alcântara, contra o Estado?
Os dados aqui apresentados foram retirados de documentos oficiais das empresas.
Não te deixes enganar!

http://attacportugal.webnode.com/news/a15-factos-sobre-transportes-publicos-attac-portugal/ <http://attacportugal.webnode.com/news/a15-factos-sobre-transportes-publicos-attac-portugal/>



Publicado por DC às 17:01 de 24.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Estado estratega desenvolve, banca e utopia global-neoliberal destrói

             Realismo

     Nas últimas duas décadas, as elites portuguesas foram influenciadas por um romance de mercado, globalista e pós-nacional, segundo o qual o controlo público de sectores estratégicos, os controlos de capitais e outros instrumentos para o desenvolvimento nacional seriam relíquias de um passado estatal e ineficiente, substituído pelos amanhãs europeus e globais que cantam, apesar da performance económica nunca ter voltado a ser a mesma.
   Agora que uma empresa pública chinesa, que dá pelo transparente nome de State Grid, se prepara para passar a controlar a REN, no quadro do último fôlego de um irresponsável processo de privatizações que caberá reverter no futuro, isto se quisermos reconstruir um Estado estratega capaz depois da ruína causada pelo tal romance, podem ler o dossiê da The Economist sobre a projecção internacional do capitalismo de Estado.
    Apesar do óbvio viés liberal, até esta revista reconhece alguns factos sobre o papel central do chamado Estado desenvolvimentista ao longo da história: “todas as potência emergentes necessitaram do Estado para desbloquear o crescimento ou para, pelo menos, proteger as indústrias mais frágeis”. Daqui até começarmos o processo de libertação das utopias globalistas (neo-ultra-liberais), um processo realista de protecção socioeconómica, é só um passo que a The Economist ou estas elites políticas capturadas nunca terão incentivos para dar.   



Publicado por Xa2 às 19:08 de 23.01.12 | link do post | comentar |

Decrescimento -vs- expansão do produtivismo predatório

Decrescimento  (uma proposta polémica ?)

     Até à próxima 3ª feira, estão abertas as inscrições para um conjunto de iniciativas, organizadas pelo CIDAC, subordinadas ao tema Decrescimento: uma proposta polémica?”. Incluem três sessões de um círculo de leitura orientado por Fernando Florêncio, antropólogo da Universidade de Coimbra (4, 11 e 25 de Fevereiro, em Lisboa), seguidas por um seminário (9 e 10 de Março, também em Lisboa) com Serge Latouche, um dos mais conhecidos proponentes desta linha de pensamento e proposta política.
     Os defensores do decrescimento chamam a atenção para as consequências e limites ecológicos à expansão da produção e desmontam muitas das falácias intrínsecas à ideologia produtivista que, de tão naturalizada, raramente é posta em causa (consideramos normal que a escala da actividade económica esteja em constante expansão – e inquietamo-nos quando assim não acontece).

    Perante o carácter socialmente iníquo e ecologicamente destrutivo da acumulação capitalista, a crítica ao produtivismo anárquico e predatório é, por isso, não só pertinente como sobretudo urgente.

     Porém, esta crítica, sob pena de ter um carácter meramente utópico, deve assentar na compreensão de que o produtivismo predatório tem as suas raízes na própria lógica de funcionamento do modo de produção; deve fazer-se acompanhar pelo reconhecimento de que o desenvolvimento social e humano, particularmente no caso dos países ditos do “Sul”, requer o desenvolvimento das forças produtivas e a transformação das relações de produção; e não deve servir para legitimar a inacção face a situações de desemprego generalizado (que se caracterizam tipicamente pela estagnação ou “decrescimento”cíclicos), na medida em que estas, além de socialmente dramáticas em si mesmas, constituem também fases de recuo na relação de forças entre o trabalho e o capital.
    Em suma, trata-se de uma crítica e de uma proposta que, a meu ver (e no de autores como John Bellamy Foster), fazem todo o sentido e têm toda a pertinência... se e só se constituírem parte integrante de uma crítica mais ampla ao capitalismo e de uma proposta para a sua superação.
     Em todo o caso, este é um debate que é necessário e urgente aprofundar - e esta louvável iniciativa é uma ocasião extraordinária para o fazer. Mais informações e inscrições aqui.    (-por )


Publicado por Xa2 às 07:58 de 23.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Nunca chega !!! Falta de vergonha

Omissões, inverdades e vídeos

Muppley     Desta vez foi Cavaco. Acredito que ele tenha dito o que disse para explicar que também lhe caiu em sorte uma parte dos "sacrifícios" exigidos aos portugueses e que faz parte do grupo daqueles a quem eles são impingidos de forma desigual.
     No fundo Cavaco é pensionista e é sobre os pensionistas e os trabalhadores da administração pública que estão a recair as maiores cargas de pancadaria.
     Cavaco Silva, o Presidente que jurou a Constituição, que reconheceu que as medidas tomadas por este Governo ferem o princípio da igualdade enunciado nessa mesma Constituição e que mesmo assim promulgou as medidas sem consultar o Tribunal Constitucional, é o mesmo que agora se lamenta por lhe ter sido retirado parte do seu sustento a favor de muitos que não são chamados equivalentemente a colaborar no esforço nacional.
     Até aqui entendeu-se (incluida a incoerência), a partir daqui ofendeu-nos.
     Quando só refere a pensão de 40 anos como Professor e fala de 1.300 euros mensais está a falar de qualquer coisa da qual omite razões. Nenhum professor universitário que trabalhou 40 anos recebe 1.300 euros de reforma a não ser que os descontos feitos se refiram a parcelas muito curtas de trabalho diário.
     Quando não refere o valor da pensão que recebe de Banco de Portugal nem o tempo que nele fez descontos para a poder usufruir, está a tentar enganar aqueles a quem dirige a mensagem. Sabemos que as pensões do Banco de Portugal são uma afronta a todos os que trabalharam toda a vida, fizeram descontos toda a vida e agora estão na dependência da prepotência de uma entidade patronal que unilateralmente lhes subtrai parte do pagamento.
     Quando diz que prescindiu do ordenado que a sua função lhe determinou e não explica o porquê, isto é, que entre o ordenado de Presidente da República e aquilo que recebe em reformas acumuladas preferiu as reformas por lhe darem um rendimento superior, está a tentar fazer de parvos todos os cidadãos.
     Quando informa que ele e a sua mulher foram muito poupados toda a vida e que agora usam parte dessas poupanças para fazer face à vida de luxo que levam (porque a quem 10.000 euros mensais não chegam tem de ter uma vida de luxo) está a insultar todos os portugueses que nunca puderam poupar porque o dinheiro nunca lhes chegou até ao fim do mês.
     Azar não ter acontecido mais perto do Natal. Alguém lhe teria metido uma fatia de bolo-rei na boca e teríamos sido poupados a mais este ultraje.
                  LNT, [0.045/2012]A Barbearia  ---------------------------

         A mentira (e a falta de vergonha na cara) como modo de vida ,(por Sérgio Lavos)
Cavaco diz que as reformas dele não chegarão para pagar despesas.        Palavras para quê? É um artista português. Pode-se bater mais fundo? Todos os dias se confirma que sim.     Adenda: para quem acredita ainda em fadas. As reformas de Cavaco totalizaram 10.042 euros por mês em 2009. Portanto, mentiu descaradamente. Outra coisa extraordinária na declaração de Cavaco é ele ter sugerido que abdicou de forma benemérita (!?!!) do seu salário de presidente, sendo apenas um mísero reformado. A expressão popular adequa-se: parem de gozar com a cara das pessoas. 
                
Nunca chega , Cavaco aufere rendimentos anuais que o colocam no último percentil nacional (o tal 1% do topo de que agora se fala). Ao afirmar que estes rendimentos não chegam para as despesas, Cavaco exemplifica bem o autismo social da sua economia política e moral.
   Indica também como estas elites políticas reaccionárias parecem ter sempre os olhos postos no peixe capitalista bem graúdo com quem convivem, seja a nível nacional, seja a nível internacional, tomando como suas as expectativas, hábitos e também os interesses destes. Só assim se compreende...


Publicado por Xa2 às 07:55 de 23.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

União na acção de esquerda

  Uma boa notícia  , (-por Daniel Oliveira,  no Expresso Online)

     A constitucionalista e deputada independente pelo PS Isabel Moreira, os deputados do Bloco de Esquerda e pelo menos nove deputados do PS, a que se deverão juntar os deputados do PCP e do PEV, vão requerer a verificação sucessiva da constitucionalidade do Orçamento de Estado. A iniciativa conta com a oposição de Seguro. A alguma coisa o homem se há de opor, bolas!
     Esta é uma excelente notícia, pela substância e pela forma.
     Qualquer pessoa atenta não duvida que a Constituição da República está a ser violada quotidianamente e que o Orçamento também a desrespeita. Como o Tribunal Constitucional é também um órgão político, muito vulnerável ao ambiente que se vive no País, é provável que decida ignorar as suas funções. Não seria a primeira vez. Parece ter-se instalado um estado de emergência não declarado, em que a lei e o Estado de Direito foram suspensos.    Ainda assim, a iniciativa não é meramente simbólica. Ela obriga a um debate e devolve às instituições democráticas a sua função, em crise ou fora dela.
    Por outro lado, o facto de uma parte do PS, o BE e o PCP se conseguirem juntar para qualquer coisa de útil dá algum sinal de esperança. Quer dizer que os partidos à esquerda do PS aceitam que o ataque sem precedentes ao Estado Social exige todas as convergências necessárias e que a construção de uma oposição democrática à ditadura da mais bárbara das austeridades os obriga a ultrapassar as muitas discordâncias que têm.
    E quer dizer que há, no PS, mesmo que poucos, quem não aceite a degradante submissão dos socialistas à agenda mais violenta que alguma vez a direita tentou impor ao País. Uma posição que contrasta com a "abstenção violenta" impõe ao PS e a vergonhosa rendição de João Proença.
    Independentemente do resultado final desta iniciativa, é bom, pelo menos por uma vez, saber que está a acontecer alguma coisa à esquerda. Esperemos que sirva de lição para o que tem de ser feito na oposição. Todos são poucos para resistir a esta gente.


Publicado por Xa2 às 13:30 de 20.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Partido, governância ... e nomeações
O post "Quando os estarolas estão a regularizar as transferências do partido para o Estado":
« 
  O jovem Carlos A. de Sá Carneiro e M. (primo 2º, do ex-PM) abandonou a advocacia e juntou-se à trupe dos estarolas quando ela se alçou à São Caetano. Após as eleições legislativas, este jovem advogado rumou, com Passos Coelho, para São Bento.  Hoje, o Diário da República publica dois curiosos despachos de Passos Coelho:
• No primeiro, exarado a 10 de Janeiro do corrente ano, procura-se “legalizar” a situação deste Sá Carneiro, tendo, agora (equiparado a assessor), sido incumbido de realizar tarefas (estudos, trabalhos e conselho jurídico) no período entre 21 de Junho e 30 de Novembro de 2011 ;
• No segundo despacho, de 9 de Janeiro, é nomeado assessor com efeitos a partir de 1 de Dezembro de 2011.
Esta forma atabalhoada de regularizar a situação dos funcionários do PSD que transitaram para o aparelho de Estado tem o seu lado cómico, suscitando algumas questões:
• Como é que o primeiro despacho de Passos Coelho tem uma data posterior ao segundo despacho?
• Se, só a partir da publicação do despacho, Sá Carneiro pode ser remunerado, é o PSD que lhe vem pagando o ordenado (apesar de estar a exercer funções no gabinete de Passos Coelho desde 21 de Junho de 2011), fazendo-se agora um acerto de contas entre São Bento e a São Caetano?
• Estando atribuída por lei a remuneração dos adjuntos dos gabinetes ministeriais, mas não a dos assessores, qual vai ser a remuneração de Sá Carneiro, que o despacho não fixa?
Até nestas questões (e a procissão ainda vai no adro) se vê como os estarolas estavam preparados para governar o país. »  (-via OJumento)


Publicado por Xa2 às 07:48 de 20.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Acordo de concertação social
Mais vaselina para alargar o  "orifício"
 


Publicado por Izanagi às 09:06 de 19.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Autarquias: A dança de cadeiras e corrupção

Afinal, não é só nas empresas do chamado Sector Empresarial do Estado (SEE) ou nas privadas que sob influência do poder político e a ele deverem favores, como por exemplo  EDP`s, PT`s, REN`S, Motas Engis, Soares de Costas, Água, etc., etc., que as moscas, sempre as mesmas, poisam nas diversas cadeiras.

Como se aproximam as eleições autárquicas de 2013 agitam-se os tubarões (grandes e mais pequenos) e caciques locais em torno da polémica lei da limitação de mandatos.

Com o aproximar das referidas eleições, a realizar no decurso do próximo ano, o assunto vai entrando na agenda política e já se sentem os rumores sobre a intenção de alguns, dinossáurios, se candidatarem a câmaras vizinhas das que actualmente ocupam, como forma de se perpetuarem em tais tronos. Os tachos proporcionados pelos capitalistas chineses não são em abundancia que de para todos.

Ao que tudo indica, a avaliar pelo que vai surgindo nos órgãos de comunicação social, tanto PS como PSD, já defendem que a lei, que delimita o número de mandatos consecutivos, deverá ser interpretada como não impeditiva de um qualquer ditoso dinossauro se candidate a câmara vizinha.

Não seria melhor profissionaliza-los?

Como poderá alguém pretender que, algum dia, se acabe com a corrupção na sociedade portuguesa, enquanto ela não for eliminada, irradiada dentro dos próprios partidos?

Maria José Morgado, Procurador-Geral adjunta, terá afirmado que a sede principal, onde se organiza a alta corrupção, estará dentro da própria Assembleia da República. Eu digo que as suas raízes rebentam, germinam de dentro dos próprios partidos políticos e do interior de outras agremiações congéneres, infelizmente.

Não seria positivo as agências de rating avaliarem os partidos da mesma forma como avaliam a economia dos países e das empresas? Àh já sei, não o fazem porque os mercados não lhes dariam qualquer relevância, infelizmente, também



Publicado por Zé Pessoa às 18:57 de 18.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Wikipedia pára pela liberdade, contributos grátis e de acesso livre
(-por Ricardo Paz Barroso, 18 Jan 2012)
wikipedia
 Jornalistas gregos param dois dias e enciclopédia online contesta legislação do senado americano

Wikipédia contra s.o.p.a.

    Também hoje há uma greve, a da Wikipédia, o site enciclopédico de contributos grátis e de acesso livre, que tem sido contestado por eventuais faltas de veracidade na informação prestada, mas que se tornou uma ferramenta de consulta indispensável para centenas de milhões de pessoas.

    A partir das 5 horas de hoje e durante 24 horas, a Wikipédia, na sua versão inglesa, vai estar parada em protesto contra a legislação que o senado norte-americano se prepara para aprovar contra a pirataria. Segundo o “Diário de Notícias”, também o responsável pela edição portuguesa desta gigantesca enciclopédia online pondera aderir ao protesto.   Em causa está a Stop Online Piracy Act (SOPA), o que em português dá qualquer coisa como Lei de Combate à Pirataria Online, redigida pelo republicano Lamar Smith, do Texas.

    A SOPA pretende o fecho de sites que divulguem conteúdos que não respeitem a propriedade intelectual (e o pagamento de direitos de autor), não só obras como música, filmes e livros, como também trabalhos de amadores. É altamente contestada, não só pela Wikipédia, mas também por gigantes como Facebook, Twitter, Google, Yahoo!, LinkedIn, Mozilla, Wikimedia, Zynga, Amazon, eBay.  Mas conta com o apoio poderoso de Motion Picture Association of America, Recording Industry Association of America, Sony Pictures Entertainment, Time Warner, entre outras.



Publicado por Xa2 às 13:37 de 18.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Cá como na America

 É para lá que caminhamos, ao mesmo tempo que a administração Obama se esforça por conseguir alguma humanização do9s serviços de saúde nos EUA. contradições que só podem ser explicadas pela ganância dos lucros e da concomitante concentração de riqueza nas mão de ocultos poderes.

 

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Publicado por DC às 12:10 de 18.01.12 | link do post | comentar |

Desilusão e ... acordar totalitário ultra-neo-liberal

           E a Hungria aqui tão perto

    As recentes alterações constitucionais na Hungria, já condenadas pela União Europeia, veio relançar a discussão sobre o futuro da Europa e sobre o que leva um povo, recentemente liberto de um regime totalitário, a embarcar num processo que o faz retroceder, agora que vivia em Democracia, para um regime que se apresenta, de novo, autoritário.
    E vem relançar a discussão pelos motivos, já bem à vista, da proliferação e aumento de notoriedade de movimentos ligados à extrema direita.
    E que razões podem justificar o aumento de adeptos destas formas de intervenção política ?
    Em primeiro lugar a desilusão que o regime democrático, porque incapaz de dar resposta aos desejos das populações, tem  sido incapaz de colmatar. Os cidadãos voltam a olhar para soluções paternalistas que lhes facultem o mínimo dos mínimos como preferíveis à livre expressão liberal das suas capacidades e daí à não dependência do Estado.
    A promoção da "ideologia" ultra-neo-liberal que tem sido a pedra de toque da política económica global, o canibalismo dos mercados, a falta de respeito pelos direitos consagrados nas constituições democráticas, especialmente na Europa, como a defesa  do Estado Social, são razões suficientes para que os povos olhem para soluções, em que vendendo os direitos de Liberdade real, se considerem mais protegidos, nem que o seja minimamente.
    A corrupção, os escandalos, a falta de credibilidade dos governos e governantes, o desaparecimento de aspectos básicos no que se refere à Educação, à Saúde, à Protecção Social, à Cultura, etc. fazem parte do caldo que leva à decepção dos cidadãos.
    E é aqui que se entronca a relação com o que se passa no nosso país.
    Não será de estranhar que a curto/médio prazo estas manifestações de desagrado se possam vir a verificar no nosso país.
    E ultimamente, ainda mais grave, tem-se verificado algo de ainda mais preocupante como a caça às bruxas que se tem desenvolvido com o ataque descabelado às obediências maçónicas para já não falar nas declarações de gente com responsabilidades, que chocaram a grande maioria,  em que o desprezo a que eram votados os mais desprotegidos  ou, também, o exacerbamento do valor individual e a sua recompensa, mesmo que despudoradamente chocante.
   Por isso, ou levamos a peito a defesa efectiva dos nossos valores democráticos ou podemos descobrir um dia destes que acordamos num outro regime.


Publicado por Xa2 às 07:51 de 18.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Trabalho, concertação, ... desunião, empobrecimento e desigualdade

BEM ESTAR NO TRABALHO É A CHAVE!

 

  Nunca encontrei tanta gente a dizer mal do trabalho como na última década!  Professores, funcionários públicos, quadros de multinacionais, operários e gente do comércio e serviços!  São muitos os que suspiram por sair, mudar de emprego ou pedir a reforma!  Então na Função Pública é uma calamidade.  Temos que convir que esta situação não é normal ! 
    Há razões para a existência de um clima desta natureza nas empresas e serviços públicos? Sim, todos temos a experiência de ouvirmos estes desabafos a colegas, vizinhos ou amigos. De que se queixam afinal esta pessoas? De mau ambiente de trabalho, de formas de gestão á base da pressão e assédio, de salários baixos e de ameaças de desemprego, pois cada vez há mais gente com vínculos precários!
    Em muitos locais de trabalho, nomeadamente no Estado, existe descoordenação, mudanças permanentes de chefias, falta de reconhecimento pessoal e muita desconsideração! A maioria das pessoas queixa-se mais da falta de reconhecimento e de ambiente de trabalho do que dos congelamentos salariais.
    Com o desemprego e a promoção de políticas de gestão do medo e da mudança permanente desvaloriza-se o trabalho com ganhos para o capital e perdas para o trabalhador. A polivalência , a facilitação do despedimento e as mudanças permanentes enviam a mensagem de que ninguém tem seguro o seu posto de trabalho nem a sua função! A mensagem radical que a empresa envia ao trabalhador é: tu não tens qualquer valor e o teu lugar e a tua vida está nas nossas mãos! Isto fragiliza o trabalhador e o coletivo dos trabalhadores. Individual e coletivamente fragilizados os trabalhadores não existem como força organizada e capaz de gerar um contrapoder. Será muito mais fácil a sua exploração intensiva.
    Ora, este tipo de relações laborais não tem futuro. Destrói o ser humano e prejudica a produtividade mesmo que conjunturalmente exista, por medo, qualquer aumento da mesma.
    Apenas a promoção do bem-estar no trabalho produz estabilidade, abertura á mudança necessária, desejo de participação. As formas de gestão, quer no privado, quer no público que sejam de natureza predadora levarão á resistência e á insubmissão! Animar esta insubmissão é missão das organizações de trabalhadores!

   Daniel Bessa, um dos intelectuais orgânicos de um certo patronato, saúda a coragem de João Proença e considera que a meia hora era uma brincadeira de crianças ao pé do que foi conseguido. Bessa tem razão: trata-se de uma vitória em toda linha para o patronato medíocre, o que é bem sucedido a usar a crise como pretexto para reforçar um modelo extensivo de acumulação, assente em despedimentos mais fáceis e baratos, em cada vez menos férias ou em horas extraordinárias que se tornam ordinárias.
   Tudo parte de uma engenharia de desvalorização interna que só vai aumentar o desemprego e transferir todos os custos do ajustamento para os trabalhadores, para os seus salários cada vez mais reduzidos, para as suas cada vez mais precárias condições de vida.   Desgraçadamente, a UGT cumpre o papel que muitos lhe reservaram: servir para tentar legitimar todos os retrocessos laborais. Para isto não é preciso ter coragem; basta apenas ter disponibilidade para dizer que sim a tudo.  
         (-por João Rodrigues )
       Trabalhadores vão financiar a redução do seu salário   

         Os jornais dão conta de mais uma proposta do governo: os desempregados que aceitem um emprego com um salário inferior ao seu subsídio poderão manter até 50% desta prestação social nos primeiros seis meses de trabalho e até 25% durante os seis meses seguintes ...   ...   ... será paga com um empobrecimento geral dos trabalhadores e um aumento da desigualdade na distribuição de rendimentos. Que é, devo recordar, a principal doença deste país.   

          (-por Daniel Oliveira, publicado no Expresso Online )

       Um debate a não perder (a rever)

A propósito do novo pacote laboral, esta "entrevista" de Mário Crespo a Arménio Carlos é obrigatória. O sindicalista desmonta, de forma consistente, os argumentos do jornalista (?!"Os novos cães de guarda"?!) e explica por que foi a CGTP a única organização com uma posição decente nestas negociações.


Publicado por Xa2 às 07:48 de 17.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

Uma Fatia de pão e um litro de vinho

Vamos vendo, ouvindo e lendo, com demasiada frequência, nos órgãos de comunicação social, afirmar que os últimos governos do país fizeram e fazem coisas que “nem o Salazar ousou fazer”.

Dizer que:

Mas, a culpa não será, também, derivada do excesso de passividade e do respectivo comodismo dos cidadãos? É de crer que sim, verifica-se a existência (quase ausência) de um muito fraco exercício de cidadania.

Como o país tem que empobrecer (afirmou o 1º Ministro)  já só falta dizer que com uma fatia de pão e um litro de vinho se governa o zé-povinho.


MARCADORES:

Publicado por DC às 22:36 de 16.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Parceria EDP ... dá choque aos consumidores

 Factura EDP "dá desconto" no Continente (mais uma parceria-esquema prejudicial para o consumidor).

Vejam o que está depois da notícia (retirado de uma resposta no Expresso online…)

    « Há dez minutos atrás, ao preencher o formulário para aderir ao descontinho de 10%, deparo-me com a obrigatoriedade de inserir um NIB para pagamento bancário. Como já tenho pagamento por conta bancária, recorri à menina EDP, através do 808 501 501 (linha dedicada aos patos que querem este descontinho e eu fui um deles).

- Fulana de tal... EDP... em que posso ser útil?

- Estou a tentar preencher online a adesão ao desconto de 10% e não há nenhum campo para indicar que já tenho pagamento pelo banco.

- Este será um novo contrato, por isso tem de introduzir o NIB, mesmo que seja o mesmo.

- Um novo contrato? Porquê?

- Porque a senhora está a deixar de ser cliente da EDP Universal e está a passar a ser cliente da EDP mercado liberalizado.

- E... isso quer dizer o quê???

- Que passa a estar no mercado liberalizado de fornecimento de energia que a TROIKA obrigou.

- E se eu não sair da EDP Universal?

- Mais tarde vai ter de sair, porque o mercado regulado vai acabar, por ordens da TROIKA.

- E vai acabar quando?

- Em 2015 vai deixar de haver.

- Então quer dizer que até 2015 ainda posso estar como cliente do mercado regulado!?

- Sim, mas depois tem de sair.

- E se sair já, o que acontece ao preço que vou pagar?

- Até final da campanha os preços mantêm-se...

- E depois de Dezembro de 2012 (final da campanha)?

????

- JÁ PERCEBI !  NÃO QUERO ADERIR, MUITO OBRIGADA.

 Espero que os caros comentadores e leitores também consigam perceber a tempo o que aí vem. »

   

- E O QUE PAGAMOS NA FACTURA DA ELECTRICIDADE ?!...

   Caros amigos:

Vocês por acaso sabem o que pagam na factura da electricidade?

 Eu também fiz a mesma pergunta antes de saber o que andamos a pagar.

 Vejam, neste exemplo duma factura de cerca de 66,50 €.  O que se paga:

 - 3,8 €, correspondentes a 6% do IVA (vamos passar  a pagar 23%);

 - 4,5 €, correspondente a 7% de Taxa para a RDP e RTP (para que Malatos, Jorge Gabrieis, Catarinas Furtados e outras que tais possam receber 17.000 e mais €/mês;

 - 35,6 €, para subsídios vários, que correspondem a 53% do total da factura (em 2011 estes subsídios vários já atingiram 2.500 M€. Para não se perderem são dois mil milhões de Euros)

 - 22,6 € correspondente realmente ao EFECTIVO consumo efectuado, ou seja 34% do total da factura. Desta forma, apenas consumimos 22,6 € de electricidade, mas pagamos no total 66,50 €.

 Mas agora vamos ver o que são os subsídios vários, ou seja, os 53% do total da factura que pagamos, e que este ano já vão em 2.500 M€.

 Permaneçam sentados para não caírem:

 - 3% são a harmonização tarifaria para os Açores e Madeira, ou seja, e um esforço que o país (TODOS NÓS) fazemos pela insularidade, dos madeirenses e açorianos, para que estes tenham electricidade mais barata. Isto é, NÓS já pagamos durante 2011, 75 M€ para aqueles ilhéus terem a electricidade mais barata!!!!

 - 10% para rendas aos Municípios e Autarquias. Mas que m... vem a ser esta renda? Eu explico: a EDP (TODOS NÓS) pagamos aos Municípios e Autarquias uma renda sobre os terrenos, por onde passam os cabos de alta tensão. Isto é, TODOS NÓS, já pagamos durante 2011, 250 M€ aos Municípios e Autarquias por aquela renda.

 - 30% para compensação aos operadores. Ou seja, TODOS NÓS, já pagamos em 2011, 750 M€ para a EDP, Tejo Energia e Turbo Gás, ...

 - 50% para o investimento nas energias renováveis. Aqueles incentivos que o Sócrates deu para o investimento nas energias renováveis e que depois era descontado no IRS, também o pagamos. Ou seja, mais uns 1.250 M€.

- 7% de outros custos incluídos na tarifa, ou sejam 175 M€. Que custos são estes? São Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência, custos de funcionamento da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Eléctricos), planos de promoção do Desempenho Ambiental da responsabilidade da ESE e planos de promoção e eficiência no consumo, também da responsabilidade da ERSE.

   

ou, para uma factura de 100 €, os custos serão os seguintes:

 - IVA de 6% (passará a 23% em Novembro 2011) .......   5,7 €

 - Taxa de 7% para RDP e RTP ..............................   6,8 €

 - Subsídios diversos .............................................  53,5 €

 - 3% para harmonização tarifária dos Açores e da Madeira.......  1,6 €

 - 10% de rendas por passagem de cabos de alta tensão para Municípios e Autarquias.      5,4 €

 - 30% para compensar operadores - EDP, Tejo Energia e Turbo Gás.....   16,1 €

 - 50% para investimento em energias renováveis................................    26,7 €

 - 7% para custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência e da ERSE......   3,7 €

 - CUSTO EFECTIVO DA ELECTRICIDADE CONSUMIDA ..............   34,0 €

                                                  TOTAL.................          100,0 €

 Estão esclarecidos?

     Isto é uma vergonha. NÓS TODOS pagamos tudo!  Pagamos para os açorianos e madeirenses terem electricidade mais barata, pagamos aos Municípios e Autarquias, para além de IMI's, IRS's, IVA's em tudo que compramos e outras taxas... somos sugados, chupados, dissecados ...

 

EDP (ou IDIPI *) / Electricidade cara ?!! … Se fosse em país de carteis, burlões, ladrões e corruptos ...

     Antes, ainda se podia dizer que 21% dos lucros da empresa revertiam em benefício do Estado Português (teoricamente para todos nós), agora privatizada ... a ABERRAÇÂO  é maior e vai ainda ser PIOR !... aumento do IVA, aumento de taxas, aumento de preços em mercado liberalizado mas com poder de monopolista!

  IDIPI - iletlecidade di Plotugal impossível !



Publicado por Xa2 às 19:39 de 16.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

"A política morreu"

A política morreu porquê?

Não é político. Mas tem influência política, sublinha Nuno Artur Silva. O humorista Ricardo Araújo Pereira encerrou as "Desconferências" do São Luiz. E começou assim:

Várias hipóteses:
1. A primeira é a de que morreu porque deixou de ser necessária. O sonho dos nossos antepassados cumpriu-se. Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagamos impostos como no Norte da Europa e temos a qualidade de vida do Norte de África.

Somos um País onde nem Américo Amorim se acha rico. E porquê? Porque somos dez milhões de milionários. Temos a vida que os milionários têm. Cada um de nós tem um banco e uma ilha, é certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, que é o BPN e a Madeira, mas todos os contribuintes são proprietários de um bocadinho.

2. A outra hipótese é: não há política porque só há economia. E enfim, a teoria medieval concebia apenas duas formas de governo: na primeira, o fluxo do poder era ascendente. O poder emanava do povo e o povo delegava nos seus representantes. Na outra forma de governo, o poder fazia o percurso inverso: emanava do príncipe e o príncipe delegava nas outras figuras do Estado. O nosso modelo é um híbrido, no sentido em que do povo emana o poder para eleger os representantes na figura de pessoas como Miguel Relvas e o seu vice-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. E há depois o príncipe, que é a troika, do qual também emana poder. E a troika delegou o poder nas mesmas pessoas. Portanto, há um engarrafamento de poder nesta gente e, como é evidente, o poder que vem de cima é mais forte do que aquele que nós mandámos para lá e é isso. O poder deles tem mais força. E o nosso... voltou para trás.


Há problemas no facto de a política ter morrido:
1. O primeiro é: a política percebe-se. Já a economia é muito mais difícil de compreender. Eles simplificam, isso é verdade. Por exemplo, primeiro os mercados começaram a dizer que nós éramos PIGS: Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha. PIGS, porcos! Depois disseram: Portugal é lixo. É uma metáfora muito repetitiva, mas é clara. Facilita a compreensão. Reparem, eu não sei ao certo o que é o "subprime", nem o que são "hedge funds", mas quando uma pessoa me diz: "tu és lixo", eu percebo do que está a falar. Eu sei exactamente. Claro que é triste esta liberdade vocabular não ser permitida a quem está em baixo: a gente vê uma manchete a dizer: "mercados consideram que Portugal é lixo", mas é impensável, na página seguinte, ter: "Portugal vai tentar renegociar a dívida com os chulos". Isso não nos é permitido. Eles têm o capital financeiro e o capital semântico, tudo o que é capital, açambarcam, isto torna a vida difícil.


Mas também há vantagens no facto da política ter morrido:
1. Saiu agora um estudo que diz: "Portugal é uma democracia com falhas". Em primeiro lugar, é importante elogiar um grupo de cientistas políticos que é tão eficaz que consegue olhar para Portugal e ver uma democracia com algumas falhas, e não uma falha com alguma democracia. É inquietante sermos uma democracia com falhas porque, até agora, éramos uma democracia sem falhas. Nós éramos felizes e não sabíamos.

2. Depois, levanta-se outra questão, que é saber se se pode dizer democracia com falhas. Eu estava convencido que a democracia ou é ou não é, no sentido em que também não se pode dizer "ele é ligeiramente pedófilo, ou ele estava mais ou menos morto". Ou está morto ou não está! O facto de sermos uma democracia com falhas põe outro problema mais inquietante: a partir de quando é que uma democracia com falhas passa a ser uma ditadura com qualidades?

3. Outras vantagens: assim que Passos Coelho foi eleito, nós deparámo-nos com um problema interessante: Passos Coelho nunca fez nada na vida a não ser política, JSD, por aí fora. O homem licenciou-se com 37 anos, esteve ocupado a tratar de coisas políticas. No entanto, não tem experiência política nenhuma, o que é difícil para um homem que só fez política na vida. Lá está, ele teve empregos, mas só em empresas administradas pelo Ângelo Correia. O primeiro emprego que teve que não foi arranjado pelo Ângelo Correio, foi este, que nós lhe arranjámos. Passos Coelho acaba por ser uma inspiração para todos os desempregados. É possível, sem grande currículo, com alguma sorte, arranjar um emprego, desde que, lá está, o outro candidato seja... o Sócrates. Para quem tem pouca experiência, governar com a troika é como andar de bicicleta com rodinhas e, portanto, tem esse lado vantajoso.

4. Paradoxalmente, o nosso voto tornou-se mais importante. Antigamente votávamos nas eleições nacionais portuguesas, hoje votamos nas regionais alemãs.

5. E é excelente por questões de respeito. Por causa da senhora Merkel. E digo senhora Merkel com propriedade. Não dizemos o senhor Sarkozy ou o senhor Obama. Nunca. Mas senhora Merkel dizemos. E temos em português aquela expressão, quando nos referimos ao passado: "o tempo da outra senhora". Este é o tempo desta senhora. Saiu uma senhora e entrou outra senhora.


Queria acabar dizendo que há esperança para nós. Porque a política parece ter morrido, mas ainda há réstias de política. Vou dar dois casos:
1. O assassinato político voltou e isso significa que há política. Em 1908 mataram D. Carlos. Em 2011 foi abatido a tiro, também por razões políticas, o pórtico da A22. Há qualquer coisa no início dos séculos que excita o gatilho dos conspiradores. E alguém leva um tiro. Enfim, podiam ter morto o rei, mas entre D. Duarte e o pórtico, os atiradores optaram, e bem a meu ver, pelo que politicamente era mais relevante. E deram uma chumbada na portagem.

2. A segunda razão pela qual devemos ter esperança é este incentivo à emigração constante, que é de facto uma medida política. Geralmente, o programa xenófobo, que é vasto e risco, consubstancia-se na frase "vai para a tua terra", dita aos imigrantes. O nosso Governo tem este programa ligeiramente diferente que é: "sai da tua terra!", dito aos nativos. Fica difícil saber para quem é esta terra afinal. Eu quero sugerir o Brasil como um destino interessante para nós. O Brasil é uma terra de oportunidades e possibilidades de riqueza, como demonstra o caso inspirador do Duarte Lima.

 

Por: Ricardo Araújo Pereira

 



Publicado por [FV] às 17:08 de 16.01.12 | link do post | comentar |

A HONRA PERDIDA DA POLÍTICA

 

Que pensaria um cidadão comum se alguém em quem tivesse confiado e com quem tivesse feito um acordo, apanhando-se com o acordo na mão, violasse todos os compromissos assumidos fazendo exactamente o contrário daquilo a que se comprometera?

Imagine agora o leitor que esse alguém é um político que obteve o seu voto jurando-lhe repetidamente que faria determinadas coisas e nunca, nunca!, faria outras ("Dizer que o PSD quer acabar com o 13º mês é um disparate"; "Do nosso lado não contem com mais impostos"; "O IVA, já o referi, não é para subir").

Um político que lhe jurou que "ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam" e que fez o que a própria CE já reconheceu, que em Portugal as medidas de austeridade estão a exigir aos pobres um esforço financeiro (6%) superior ao que é pedido aos ricos (3%, metade).

Um político que lhe garantiu que "não quero ser eleito para dar emprego aos amigos; quero libertar o Estado e a sociedade civil dos poderes partidários" e cujos amigos aparecem, como que por milagre, com empregos de dezenas e centenas de milhares de euros na EDP, na CGD, na Águas de Portugal, nas direcções hospitalares e em tudo o que é empresa ou instituto público.

Quando os eleitos actuam impunemente à margem de valores elementares da sociedade como o da honra e o do respeito pela palavra dada não é só o seu carácter moral que está em causa mas a própria credibilidade do sistema democrático.

In [JN]



Publicado por [FV] às 16:51 de 16.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (13) |

U.E.: precisam-se de medidas e políticos 'a sério'

    

     AAA minha machadinha... ,
    AAA, meu triplo A, quem te pôs a mão, afundando-nos cá...
    Em aziaga sexta-feira 13, as agências de "rating" decidiram dar golpe de misericórdia à zona euro, rebaixando notações a nada menos que 9 membros.
O lixo atribuído a Portugal é isso mesmo: lixo.
    Nada foi realmente mais arrasador do que arrasar o triplo A à França: para Sarko é subtrair-lhe os tacões e ver fugir a reeleição. Para os franceses, é a "dégringolade" (bienvenus au Club PIG !).
    Mas, independentemente dos desígnios das ratazanas do "rating", a verdade é que o golpe pode revelar-se misericordioso mesmo: isto é, pode finalmente sobressaltar a Europa. E, inadvertidamente, ironicamente, empurrar o euro e a UE para a salvação.
    Se na cabecinha redonda de Angela Merkel finalmente se acenderem os fusíveis de alarme, iluminando também as cabeçonas quadradas de muita gente à sua volta, designadamente no Bundesbank.
    Este é o desastroso resultado das suas embotadas obsessões com austeridades punitivas: não são apenas os cidadãos europeus que protestam. Os seus sacrossantos mercados também se revoltam: e sobretudo não acreditam na fuga para a frente com um novo tratado, regras de ouro gravadas na pedra e outras tretas tão incumpríveis como o nado-morto PEC.
    Desde que nos lixaram a nós, depois da Grécia, em meados de 2011, que eu me resignei a apostar no "quanto pior, melhor", rezando por um dia destes: com lideranças tão toscas e pitosgas como as de hoje na UE, só uma súbita precipitação no abismo as poderia fazer pensar em bater asas...
    Talvez assim a próxima cimeira europeia accione realmente o "firepower" de vários canhões e comece a resultar em solidariedade e governação económica: BCE a funcionar como verdadeiro banco central deitando mão a Estados como hoje deita a bancos, euro-obrigações para mutualizar a divida soberana e arranjar recursos para investir numa estratégia de crescimento e emprego, imposto sobre transações financeiras, políticas industriais e comerciais para reduzir os desiquilibrios macro-económicas, harmonização fiscal, etc...
    Talvez assim a próxima cimeira europeia seja mesmo decisiva. AAA, minha machadinha ...

                Política europeia: procura-se !  (-por
   A Cimeira europeia está aí está à porta, com novo Tratado em cima da mesa, além de tudo o mais de premente que esta Sarko-sexta-feira aziaga imporá.

    Mas Portugal não tem posição sobre nada, não anuncia preferências nem recusas, desistiu de fazer lobby, de apresentar propostas, de fomentar sinergias, de promover alianças, de ajudar a construir soluções, de sensibilizar governos, parlamentos, opiniões publicas.
    A sua cartilha é a da austeridade, a sua obediência é a Merkozy, para explicações recorre a Barroso, a Troika marca e corrige o TPC.
    Para quê perder tempo a conferenciar com "like minded", aprender com o infortunio dos gregos, os truques dos irlandeses, tentar fazer frente com Monti e Rajoy?
    Nao vale a pena, tudo se define em Berlim, agora: o PM corre a receber instruções.
    Enquanto o seu MNE se aplica a viajar pelo planeta, inebriado no frenesim da diplomacia económica, com a descoberta do caminho aéreo para os negócios por horizonte. Marte é o seu limite, o seu Secretario Estado de Assuntos Europeus assegura a contabilidade no Rilvas. 
    Política europeia no AICEP-MNE ?  Isso é "peanuts". Ou fiasco para sobrar para o PM.

                                Lixo, 3 vezes lixo , (por Sérgio Lavos, Arrastão)

    Estranhamente, as medidas de austeridade do Governo PSD/CDS não estão a merecer a confiança dos "mercados". Terão estes tido conhecimento da venda da EDP e do pacote de boys que ela implicou?

    Curioso é também ver que a vitória da direita teve como consequência a descida de dois níveis em Espanha. E o Governo de salvação nacional de Itália também levou o mesmo tratamento. Bem, querem lá ver que a crise é mesmo sistémica e a solução não passa pelo diktat de Merkel e Sarkozy (by the wayadieu, rating AAA)?

                 AAA ,  (-por , Ladrões de B.)

   O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, ataca «a cupidez sem limites, a procura de lucros cada vez maiores nos mercados de capitais com responsabilidades na crise bancária e económica, e depois na de países inteiros, com que estamos confrontados desde 2008».

   Isso porém não impede que Wolfgang Schauble entregue a essa tal «cupidez sem limites» meia dúzia de nações europeias arruinadas e exangues. «Seria fatal suprimir por completo os efeitos disciplinadores das taxas de juro que aumentam», explica-lhes aliás Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, o banco central alemão. «Quando o crédito se torna mais caro para os Estados, a tentação de contraírem empréstimos diminui muito.» E se os países mais endividados não aprenderem a conter as suas «tentações», se a recessão os impedir de voltar ao equilíbrio financeiro, se os «lucros cada vez maiores» dos seus credores os estrangularem, a União Europa ajudá-los-á infligindo-lhes uma multa

   Em contrapartida, os bancos privados continuarão a dispor de todos os créditos que reclamam, e isso por uma bagatela. Poderão assim fazer empréstimos aos Estados endividados, obtendo com isso um belo lucro. A fortuna favorece os culpados!

    Excerto do editorial de Serge Halimi num número com muito que ler.



Publicado por Xa2 às 07:58 de 16.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Contra a precariedade e o desemprego.

TODOS SOMOS PRECÁRIOS !   A LUTA É DE TODOS !

 

    Ontem dia 12 de Janeiro vários movimentos sociais contra o trabalho precário entregaram na Assembleia da República uma proposta de lei com 36 mil assinaturas que pretende ilegalizar a precariedade.
    Tal lei pretende que se acabe com os famosos falsos recibos verdes dando poderes á ACT para reencaminhar os casos rapidamente para o Tribunal de Trabalho para legalizar a situação.

     Estes Movimentos Sociais (12 de Março, Geração á Rasca, Precários Inflexíveis, FERVE e Intermitentes do Espetáculo) estão a travar umas das mais importantes lutas laborais do nosso século.

     Trabalhar a recibo verde em vez de um contrato é a desvirtuação completa da relação laboral. É transformar um contrato de trabalho com deveres e direitos e proteção do mais fraco, num contrato comercial, numa falsa prestação de serviços. É sabotar a contratação coletiva, os direitos laborais e a Constituição!
     Diga-se em abono da verdade que estas corajosas ações contra a precariedade atacam uma das colunas mestras do capitalismo moderno - a flexibilidade laboral como modelo ideal a concretizar. A crise é um excelente expediente!
     O sistema atual pretende transformar em precários todos os assalariados, ou seja, estabelecer a precariedade como relação de trabalho dominante! Inclusive os funcionários públicos! Aqui também já se legislou nesse sentido com o contrato individual de trabalho e de funções públicas!
     Podemos assim dizer apropriadamente que todos somos trabalhadores precários, já ou a prazo! A ameaça real ou latente paira sobre todos nós juntamente com a maior das ameaças, o desemprego!
     Podemos dizer também que esta luta é de todos os trabalhadores e desempregados!

     (-



Publicado por Xa2 às 07:54 de 16.01.12 | link do post | comentar |

Políticos: todos iguais

Todos sabemos que os políticos não são, pelo menos na forma de actuar, todos iguais. Como também sabemos que há uns mais iguais do que outros, como afirmava aquele outo que mandou, neste “nosso” império (a propósito dos portugueses) durante mais de 48 anos.

Mas, como se dizia da mulher de Cezar “não basta ser seria é preciso, também, parecer.

No caso dos nossos actuais políticos se não “são todos iguais”, como diz o povo, o seu comportamento deixa transparecer que sim.

Pelos vistos e quanto ao “assalto” a lugares principescamente remunerados nos políticos, sejam eles do PS, do PSD ou do CDS, não se vislumbram, significativas, diferenças. E será que os do PCP ou do BE seriam diferentes em iguais circunstâncias?

“Não é crime ser militante de um partido político” terá afirmado o Dr. Pedro Passos Coelho, actual 1º Ministro. Não é crime e não basta, digo eu, para ascender a tais lugares, além de ser militante tem de se pertencer à elite partidária e se usar avental ajuda muito.

Como dizia o homem das botas, somos todos militantes mas há uns mais militantes que outros. Uns ascendem a certos lugares, outros carregam bandeiras em comícios. Tem razão o  comentador que afirmou, algures, qui no Luminária “este governo está cada vez mais parecido com um programa de culinária, uns andam à volta dos tachos, enquanto outros andam de avental e os restantes querem fazer pastéis.”



Publicado por Zé Pessoa às 19:02 de 15.01.12 | link do post | comentar |

privatizações e outras nomeações

Mas que catroga de vida. Esta coisa dos valores de mercado tem muito que se lhe diga.

 Para uns é sempre a subir, para outros é sempre a f....er

 Ora esta quando é que a gente consegue isto inverter?

  

 



Publicado por Zurc às 15:42 de 14.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Bom senso e Solidariedade?

Na madeira é assim, um oásis de impunidade? Será, como no resto do país...

 
           & 

Parece que na próxima segunda-feira o senhor que governa o “feudo madeirense” há mais de trinta anos se desloca a Lisboa, a menos que se recuse (conforme ameaça velada) a aceitar os termos inscritos na carta de compromisso e respectivo plano de ajustamento financeiro aplicado à “sua” ilha.

O homem, que ao longo de mais de trinta anos se habituou a fazer tudo o que lhe ia dando na real sua gana, custa-lhe agora engolir um elefante do tamanho das exigências impostas pela troika aos continentais e vem, mais uma vez, reclamar bom “senso e solidariedade”.

A ideia de bom senso e solidariedade do senhor Alberto João, o madeirense, é uma ideia de sentido único, o sentido do macaco.

Neste recanto da ibéria não seria compreendido e muito menos aceite que o senhor Gaspar pudesse usar de outa benevolência para os portugueses da Madeira diferente da que usa e aplica aos demais do restante país. As discriminações, que as circunstâncias possam permitir, têm de ser aplicadas por igual e em todo o território nacional, conforme, aliás, é imperativo constitucional.

Por outo lado, “aos poderes de Lisboa”, o bom senso que se lhes deve pedir é que olhem para uma maior e melhor coesão nacional devendo por isso atender, primordialmente, há regiões mais desfavorecidas. É preciso dizer, ao senhor do charuto e do chapéu de palha, que nos tempos que correm há regiões no continente com índices de desenvolvimento, significativamente, inferiores aos que se registam na “sua” ilha.



Publicado por DC às 16:01 de 13.01.12 | link do post | comentar |

Renegociar ou não pagamos ! -- Troica e governantes : ponham-se finos !!

Estou-me a marimbar para a troika

(-por Daniel Oliveira, publicado no Expresso Online)

      Primeira informação do Banco de Portugal: este ano a recessão vai ser maior do que se esperava. A contração da economia não tem precedentes. E essa recessão resulta das medidas de austeridade decidas pelo governo e com forte impacto no consumo.
      Segunda informação do Banco de Portugal: o governo vai ter de tomar mais medidas de austeridade (que Vítor Gaspar nega e ninguém acredita) porque receitas extraordinárias, como a que foi conseguida com os fundos de pensões dos bancos, significam mais despesas futuras para o Estado.
Fecha-se o (mau) ciclo perfeito: mais austeridade, mais crise, necessidade de receitas extraordinárias para cumprir o défice quando a economia abranda, mais despesas, mais défice, mais austeridade, mais crise. Ou seja, a receita contra a doença vai piorar a doença. Vamos morrer por causa dela.
      Tudo aquilo que os críticos do caminho da austeridade para lidar com esta crise disseram confirma-se de forma ainda mais rápida e profunda do que o previsto. Não porque fossem visionários. Apenas porque era evidente.
       Pergunta-se: qual é a alternativa? Há muitas e todas passam pela Europa. Se não for por aí, não debatemos alternativas mas inevitabilidades.
A primeira: não vamos pagar a nossa dívida. Ponto final. Não é política, é matemática. O que fica para a política é se, havendo incumprimento, saímos dele vivos e capazes de recuperar. O tempo joga contra nós. Hoje já é tarde para exigir uma renegociação. Amanhã será ainda pior. Depois de amanhã pior ainda. Daqui a uns meses será inútil. Nada teremos para renegociar. Em vez de um acordo sério com os credores teremos as suas condições sem mais conversas. E as suas condições serão a nossa morte.
      O que deputado Pedro Nuno Santos disse há umas semanas, e que tanta indignação causou, é mesmo a única saída. E os que então se mostraram tão melindrados terão de engolir as suas palavras e dar-lhe razão. A nossa única arma é mesmo esta: ou renegociamos a dívida - nas condições e prazos de pagamento e até nos seus montantes - ou não pagamos. É a bomba atómica? Não. Já se transformou em armamento convencional. É apenas isso que está em debate em relação à Grécia: ou há uma renegociação profunda da dívida ou ela não será paga. E a Grécia acabará por sair do euro.
      É isto que estará em debate em Portugal. Quanto mais cedo assumirmos a inevitabilidade menos estreito será o caminho para a recuperação. Assumindo de uma vez por todas que a austeridade não resulta. Temos duas possibilidades: ou renegociamos já (e poderemos respirar um pouco), usando, se necessário, a ameaça do não pagamento, ou saímos do euro (o que será trágico, mas sempre nos dará novos instrumentos para sair da crise).
      Está na hora de acabar com esta fantasia que nos está a atirar para a um poço sem fundo. E para nada: no fim, nem pagaremos o que devemos, nem teremos as contas públicas em ordem, nem reergueremos a nossa economia. Tudo o que estamos a fazer é inútil. Que alguém tenha a coragem de dar um murro na mesa e por fim a esta loucura. A troika não deixa? Como dizia o outro, estou-me a marimbar para a troika. É o nosso futuro e não o deles que está em causa.


Publicado por Xa2 às 07:49 de 13.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Promiscuidade, troca de favores e tachos para avençados dourados

Pedro Santos Guerreiro e os tachos  (- por Sérgio Lavos)

    Depois de na semana passada a crónica de Pedro Santos Guerreiro sobre a deserção de Alexandre Soares dos Santos ter feito furor nas redes sociais, tendo sido citada por tudo quanto era blogue de direita e percorrido a via sacra do Facebook, só posso esperar que o mesmo aconteça com esta:      "As nomeações para a EDP são um mimo. Catroga, Cardona, Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo... isto não é uma lista de órgãos societários, é a lista de agradecimentos de Passos Coelho. O impudor é tão óbvio nas nomeações políticas que nem se repara que até o antigo patrão de Passos, Ilídio Pinho, foi contratado.
    Estava a correr bem de mais... Um grande negócio para o Estado, uma privatização que reforça a EDP, a gestão reconduzida. Mas a carne é fraca. É sempre fraca. Só falta uma proposta na Assembleia Geral da EDP: mudar o nome de Conselho Geral e de Supervisão (CGS) para o de Loja do Governo.
    É extraordinário como uma empresa em vias de total privatização se consome na absurda politização. E é surpreendente: a recondução de António Mexia fora uma demonstração de isenção de Passos Coelho: este Governo não gosta de Mexia nem do poder da EDP (basta ler a entrevista de hoje do secretário de Estado da Energia neste jornal) mas quando os chineses perguntaram se o queriam, Passos não se opôs - remeteu a decisão para os accionistas. Ingenuidade do primeiro-ministro? Não, ingenuidade nossa. A troca foi esta lista de famosos da política. Porquê?
    Eis porquê: primeiro, os chineses concebem as estruturas de poder ancoradas no Estado, pelo que acharão normal a sofreguidão de emissários políticos; segundo, os chineses trabalham em ciclos longos, pelo que os próximos três anos de mandato são, como na anedota, um "deixa-os poisar" que deixará crer que os novos donos não vêm controlar. Mas o mais importante é outra coisa: o CGS representa os accionistas da EDP e muitos, aflitos que estão, também querem vender aos chineses. O triângulo amoroso produziu esta aberração.
    Para ser isto, o CGS da EDP devia ser extinto. Este órgão, criado para gerir o equilíbrio entre o Estado e privados, tornou-se numa loja de vendedores e vendidos. Paradoxalmente, o Conselho de Administração Executivo seria mais independente se o CGS fosse extinto e funções como as de auditoria e remunerações fossem transferidas.
    António Mexia não é desta loja, ser convidado para um novo mandato é uma grande vitória sua, mas ele sai mais fraco: tem um Governo hostil, aceitou nomes na comissão executiva impostos pelos chineses e está apoiado em accionistas que estão de saída (BES, Mello, BCP). 
    Voltemos às nomeações. Podíamos dizer que não está em causa o mérito pessoal de cada uma destas pessoas, mas está. Porque o mérito que está a ser recompensado não é o técnico ou sentido estratégico, é o da lealdade e trabalho político. É Catroga (ainda assim, o único aceitável) ter suado por Passos como "ministro sombra", é Teixeira Pinto ter feito a proposta de revisão constitucional, é Braga de Macedo ter feito uma estratégia para a internacionalização que foi triturada por Portas. 
    É curioso, mas Miguel Relvas, tendo a fama de "apparatchik" que tem, está a fazer as coisas bem. Na RTP, manteve a administração de Guilherme Costa, que tem gente essencialmente próxima do PS. Já Passos reincide na fórmula tenebrosa da Caixa Geral de Depósitos, reforçando a dose: dois cavaquistas (Catroga e Rocha Vieira), dois passistas (Braga e Teixeira Pinto) e um CDS (Celeste Cardona, a mulher mais polivalente de Portugal, já foi ministra, banqueira e agora será conselheira na Energia). 
    Duas linhas para Ilídio Pinho: é um grande empresário, está ligado ao Oriente e não precisa deste cargo para nada. Precisam talvez as suas empresas. E é pouco recomendável ver metido nisto o accionista e membro dos órgãos da Fomentivest, onde trabalhava Passos Coelho. O próprio devia sabê-lo - e não aceitar.
    Por esta lógica, ainda veremos Ângelo Correia ou José Luis Arnaut assomarem numa das próximas nomeações (a próxima é já a Portugal Telecom). O problema é que, enquanto isso, milhões de portugueses estão a perder salários, empregos, a pagar mais impostos, mais pelas rendas ou pela saúde. Estas nomeações são uma provocação social. Porque enquanto muitos tratam da sua vida, alguns tratam da sua vidinha.
    As nomeações da EDP, como antes as da Caixa, são um mau sinal dentro da EDP e da Caixa, e são um mau sinal do País. Já não é descaramento, é descarrilamento. A indignação durará uns dias, depois passa, cai o pano sobre a nódoa. A nódoa fica. Quem é mesmo o macaquinho do chinês?"tachos edp.jpg  . há coisas que nunca mudam  (-por Pedro Vieira).. 
   Os avençados da Nação  (-por Daniel Oliveira)
     "Ó Manuel, a CGD nunca deu dinheiro, dava prestígio. Quem ia para administrador tinha status. Agora vocês abandalharam o banco todo! Meteram lá o Vara e o Bandeira [presidente do BPN e vice-presidente da CGD]! Abandalharam aquilo tudo! Meteram lá o aparelho que controla os movimentos de crédito da CGD. A Caixa está ao serviço de interesses!" Eduardo Catroga contou, há mais de um ano, que terão sidos estas as palavras que dirigiu a Manuel Pinho quando se falava do antigo ministro da Economia para dirigir o banco do Estado. O cavaquista Eduardo Catroga foi o autor do programa eleitoral do PSD. Um programa que era mau mas que nem sequer foi cumprido.
     Paulo Teixeira Pinto é autor da proposta de revisão constitucional do PSD. Uma revisão que era escandalosa mas que nem sequer foi feita. O governo optou por violar diariamente a Constituição existente sem que o Presidente fizesse nada. Paulo Teixeira Pinto queria o fim da justa causa para despedimento subsituido-a para uma vaga "razão atendível". Saiu do BCP por razão atendível. Não precisou dela para entrar na EDP.
     Celeste Cardona não diz nada há anos. Tornou-se na girl honorária do CDS. Deixa de fazer agora companhia a Nogueira Leite na Caixa Geral de Depósitos, onde chegou sem currículo e com a promessa de uma carreira promissora.
     Ilídio Pinho foi patrão de Passos Coelho quando este fazia um intervalo no deserto profissional. Não preciso de dizer mais nada.
     A este grupo juntam-se o antigo governador de Macau e ministro da República nos Açores, Rocha Vieira, e o antigo ministro das Finanças, Braga de Macedo, os dois vindos do tempo de Cavaco Silva.
     Estas são as pessoas que o governo enfiou na EDP. Foi esta a moeda de troca para vender a parte que era nossa do monopólio energético nacional. Os acionistas escolheram pessoas próximas do poder. Porque é assim, nesta absoluta promiscuidade entre a política e as empresas, que se fazem negócios em Portugal. E depois perguntam: porque não somos competitivos? E sabem como resolver o problema: obrigar os outros a trabalhar meia hora de borla por dia.
     Apenas uma diferença em relação aos governos anteriores:
estes são os homens que, nos últimos anos, nos explicam que o emprego seguro tinha chegado ao fim. Que defendem a meritocracia. Que cospem no papel do Estado (aquele que se faz com transparência e regras claras, não este que vive da troca de favores e de cromos) na economia.
  Que olham para os portugueses como se eles fossem um meninos mimados habituados a vida fácil. 
  Vivem num País muito especial. Nesse País, não há carreiras, não há mérito, não há a ansiedade do desemprego e da penúria. Há acumulação de mesadas. Seja no público ou no privado, vivem entre a política e os negócios para se pendurarem no trabalho dos outros. São os avençados da Nação. Recebem um rendimento máximo garantido por nos venderem a austeridade que nunca irão conhecer. Liberais de pacotilha, vivem de expedientes enquanto afundam, há décadas, as esperanças de um povo que trabalha.


Publicado por Xa2 às 07:47 de 13.01.12 | link do post | comentar |

Vergonha, mentiras, demagogia e ... nojo d'elites (des)governantes

Sem Sombra de pecado Vergonha

    É simpático e muito correto. Está em campanha eleitoral. Ele está indignado com as pouca-vergonhas que se vêem na política, na governação, com a partidarização dos empregos, revoltado com os boys for the jobs, exige ética, isenção e com a sinceridade e indignação a banhar-lhe o rosto, já rouco, admoesta e grita: 
Precisamos de despartidarizar a nossa administração !
Eu não quero ser primeiro-ministro para dar empregos ao PSD !! (e cds/pp)
Eu não quero ser primeiro-ministro para tomar conta do estado !!! (gabinetes do governo, administração pública, empresas e ...)
Mal chegado ao poder e lá vão descaradas, sem rebuço nem pudor, as nomeações partidárias, os tachos e os boys do PSD, a revelar que os indignados protestos da campanha eleitoral não passavam de estudadas e cínicas mentiras:
Maio/2011- Administração da CGD: Nogueira Leite, Nuno Thomaz.
Nov 2011: Centros hospitalares do Porto, Cova da Beira Viseu, Coimbra, Médio Tejo,
Dez 2011 Centro Regional da Segurança Social de Aveiro.
Jan 2012 EDP: Eduardo Catroga, Celete Cardona, Teixeira Pinto, Braga de Macedo.
Jan 2012 Águas de Portugal (AdeP): Manuel Frexes deixa a presidência (PSD) da CM do Fundão e é nomeado presidente da empresa a que o seu município deve 7,5 milhões  de euros, a AdeP, o outro nomeado é Álvaro Castello-Branco, vice-presidente (CDS) da câmara do Porto.
E ainda a procissão vai no adro.
 [Link para o video da TVI]
   Mas anteriormente o PS, e antes dele o PSD/CDS, e antes destes o PSD, não fizeram o mesmo ou parecido? Sim, fizeram. Mas o que choca é o ênfase colocado na campanha eleitoral, os protestos indignados do candidato, o Jota simpático, que garantia que ir pôr cobro a tais desmandos. Uma total falta de vergonha.
Não havia necessidade...  
     Eduardo Catroga que já tem uma reformazita de 9.600 euros por mês, foi contemplado com um lugar não executivo, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, um job para reformados, com uma remuneraçãozeca um pouco acima dos 45.000 euros/mês !!. Não surpreende. E não são "pentelhos".   (# por Raimundo Narciso)

Não vales um pentelho, pá!

PalhaçoCatroga faz saber que ninguém melhor do que ele está habilitado a ganhar a taluda.
   Ele esteve sempre ao lado de Passos Coelho, esteve sempre ao lado de Mexia, esteve sempre ao lado dos três – gargantas – tlês, ele está sempre por trás do nosso querido Gaspar dos impostos.
   Ele, Eduardo Catroga, ilustre pentelho desta piolheira nacional, lambuza-se no pote à fartazana e deixa escorrer o mel pelos parolos que, segundo ele, terão sempre mais a ganhar se ele ganhar sempre mais.
   O nojo a que este País chegou.
                                     (-LNT, A Barbearia)


Publicado por Xa2 às 07:49 de 12.01.12 | link do post | comentar |

Grande Centro Comercial

Mais do que uma Loja, um grande Centro Comercial.
Surpreendido? Eu não.



Publicado por Izanagi às 09:30 de 11.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

A Constituição e a Assembleia da Republica

Recebi hoje, mais uma vez, um e-mail a relembrar que 2012 é ano de possíveis alterações à Constituição e que muito há quem queira aproveitar a oportunidade para adequar o texto conforme o regabofe que por aí abunda, em termos de corrupção, especulação financeira, práticas usurárias e em tudo o que respeite ao livre arbítrio do mercado económico, financeiro e à ideologia laboral.

Convenhamos que, com a actual representatividade na Assembleia da Republica, tais possibilidades não são de excluir, de todo.

A nosso ver a oportunidade deveria ser aproveitada para se debater a concordância ou não das leis com o espirito plasmado no texto constitucional, nomeadamente, o conteúdo da lei a que se refere o nº 2 do artigo 117º da Constituição, no sentido de o respetivo Estatuto (Lei n.º 7/93, de 1 de março com as alterações introduzidas pelas Leis n.ºs 24/95, de 18 de agosto, 55/98 de 18 de agosto, 8/99 de 10 ...), dos deputados da Republica o qual seria da mais elementar justiça, consagrar o seguinte:

   1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato cujo tempo contará para a sua respetiva reforma proveniente exclusivamente da segurança social, para a qual contribui de maneira igual aos restantes cidadãos (como é o caso de um país rico como a Suíça).

   2. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial sendo o mesmo indexado ao aumento do SMN e da inflação prevista para o respetivo ano em curso.

   3. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde atual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

   4. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses.

   5. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (no máximo 2 mandatos), regressando, depois disso, à sua atividade normal.

Isto sim é que seria democracia, transparência e igualdade de tratamento entre cidadãos. Enquanto assim não for continua sem se cumprir o desiderato consagrado no Artigo 108.º, “O poder político pertence ao povo e é exercido nos termos da Constituição.”



Publicado por DC às 16:52 de 10.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Os cortes Salariais

A corrida aos tribunais já está em andamento

Conforme divulgam hoje vários órgãos de comunicação social o Tribunal do Trabalho de Lisboa decidiu que os CTT têm de devolver o corte dos salários aos trabalhadores sindicalizados, determinados pelo governo e impostos pela Trioka, na sequência de um processo movido pelo Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Média.

Segundo o acórdão, os CTT terão de devolver as verbas retiradas ao longo do ano de 2011 ou seja com efeitos a partir de 1 de Janeiro e “acrescidos de juros de mora legais, vencidos e vincendos, até integral pagamento”.

Contudo, um advogado especialista em direito do trabalho confirmou, a um jornal, que esta decisão do Tribunal do Trabalho de Lisboa não é definitiva porque vai ser alvo de recurso e esclarece que mesmo que outros trabalhadores sigam esta via não há qualquer garantia de que consigam ganhar acções, mesmo utilizando exemplos semelhantes ao deste processo.

Assim, como é evidente a administração dos CTT, disse que vai recorrer desta decisão, para o Tribunal Constitucional, e que até que haja nova decisão vai manter os cortes salariais.

Por outro lado, há quem diga que, caso a decisão do Tribunal Constitucional venha a ser favorável ao sindicato que agora ganhou este processo, ela só se aplica aos trabalhadores que reclamaram os seus direitos – a não ser que os CTT decidam aplicar a alteração a todos os trabalhadores.

Ou seja quem queira ver ressarcidos os seus direitos e recuperar o que lhe foi retirado tem de seguir o mesmo caminho e proceder do mesmo modo, meter processos judiciais contra as, respetivas, empresas e o Estado, que as tutela.



Publicado por Zé Pessoa às 12:53 de 10.01.12 | link do post | comentar |

SÍMBOLOS: O USO DO «AVENTAL»

 (Victoria’s Secret’s Sexy Little Things collection)

 - O «AVENTAL» que o povo gosta. Eu cá gosto!


MARCADORES: ,

Publicado por [FV] às 10:41 de 10.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Transparência, benefícios fiscais, fugas de capital e soberania democrática

      Pela transparência fiscal  (-

    «A transparência fiscal é um instrumento fundamental na Democracia. É um direito nosso enquanto contribuintes, eleitores e cidadãos. Mas a transparência fiscal neste domínio preciso é também um dever do Estado. (...) O Governo, que, em nome da austeridade, tem aumentado fortemente a carga fiscal sobre os cidadãos nos últimos meses e que tem garantido que será implacável no combate à fraude e evasão fiscais, não pode continuar a violar, por omissão, uma das regras de transparência previstas no próprio Orçamento do Estado».
    Do texto da Petição pela transparência nos benefícios fiscais, que se encontra disponível para subscrição e que solicita ao governo «a publicação integral da lista de contribuintes sujeitos passivos de IRC (empresas) que, em 2010, usufruíram de benefícios fiscais». 

 

     O rapto da Europa  (-

   «Se o BE tiver razão, 19 das 20 empresas do PSI-20 (as maiores "portuguesas") estão localizadas para efeitos fiscais fora de Portugal. Virgínia Alves explicou bem, no DN de 3 de janeiro [ontem], como a família Soares dos Santos, detentora de 56% do grupo Pingo Doce, realizou, às claras, uma das maiores fugas ao fisco da história portuguesa. No penúltimo dia de 2011, fugiram para a Holanda 4,6 mil milhões de euros, o que ridiculariza o investimento chinês com a aquisição da parte que o Estado detinha na EDP.
   Recentemente, ficámos a saber que a própria CGD tinha interesses num paraíso fiscal situado nas Ilhas Caimão, num curioso jogo de masoquismo fiscal do Estado português. A Holanda, utilizando a anarquia fiscal europeia, vai recolhendo os dividendos de um esforço que não lhe pertence. A Alemanha, escudada na retórica luterana da sua chanceler, vai beneficiando do pânico que ela própria fomenta.
   Com efeito, uma das razões pelas quais o euro continua bastante forte reside no facto de a maioria dos capitais que fogem da Grécia, de Portugal, da Itália ou da Espanha não serem transformados em dólares, libras ou ienes, mas sim em euros que transitam da periferia em crise para bancos e fundos de investimento na Alemanha.
   Entre 2010 e 2012, Portugal vai pagar 21 mil milhões de euros em juros. Não admira que Klaus Regling, o chefe alemão do FEEF, recorde aos seus compatriotas que os resgates ("ajudas") têm sido um ótimo negócio para a economia alemã.
   A Europa está a tornar-se um sítio pouco recomendável. Quem hoje manda parece querer transformar aquele que foi um projeto orgulhoso e exemplar num gigantesco "estado de natureza". A história mostra que onde o federalismo falha, a guerra nunca falta aos seus compromissos.»
    O artigo de Viriato Soromenho-Marques, «Todos contra todos», no DN de hoje.
 
       Contextualizemos então     
    Cotadas portuguesas de malas feitas para a Holanda.   É preciso contextualizar, é preciso ter em atenção as estruturas que compelem os gestores/ proprietários dos grupos económicos a seguir determinados cursos de acção, ou seja, é preciso aplicar a quem supostamente tem mais poder e autonomia uma grelha estruturalista que não é para aplicar aos grupos sociais subalternos.
    Isto significa que estar a discutir ética da responsabilidade com gente como Soares dos Santos é, como dizia o outro, estar a discutir pentelhos. O contexto é o da combinação da fragmentação nacional dos regimes fiscais e da livre circulação de capitais, uma combinação criada por uma integração europeia feita para incentivar todas as arbitragens fiscais vantajosas para os grandes grupos económicos e para os mais ricos que os controlam, feita para gerar uma economia da chantagem, imoral nas justificações e nos efeitos gerados, facto que não tem escapado a jornalistas económicos atentos.
    A economia moral é inescapável. Como afirma o economista político Colin Crouch, a questão não é tanto saber se ocorrem corridas regulatórias para o fundo ou para cima, embora em matéria de taxação sobre as empresas as corridas europeia e global sejam para o fundo, mas sim quem fixa, cada vez mais, as regras das corridas estatais: a grande empresa com poder político, uma criatura ausente de um discurso económico convencional que prefere só falar de vaporosos mercados.
   Dada a impossibilidade de destrancar esta integração assimétrica através de uma convergência fiscal com escala europeia, que exigiria unanimidades impossíveis, é preciso reintroduzir controlos de capitais à escala nacional, ou seja, desafiar as regras do mercado interno em nome da soberania democrática.


Publicado por Xa2 às 13:48 de 09.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Reformas neoliberais negativas para trabalhadores e para a humanidade

Da mercadorização humana

O que parece demonstrável - nomeadamente pela experiência dos dois países ibéricos, nos últimos 25 anos - é que as reformas laborais são praticamente neutras sob os pontos de vista do crescimento e do emprego, mas não no tocante à precariedade e à insegurança económica das populações activas (…) O país está, até agora, ciente de que o Governo só conhece, para aumentar a competitividade da economia e das empresas, um tipo de soluções: fazer as pessoas trabalhar mais tempo, sob a ameaça do despedimento e de uma protecção reduzida no desemprego. Isso já se percebeu. O que não se entendeu ainda é como espera que tais medidas produzam o efeito pretendido - em vez de o anularem, como tudo indica.
    Recupero o artigo de António Monteiro Fernandes, especialista em direito do trabalho da área do PS, no Público de anteontem. Noto o reconhecimento da irrelevância das liberais reformas laborais” realizadas, do ponto de vista do crescimento e do emprego, mas não dos custos sociais gerados.
     É possível identificar efeitos negativos causados pelas reformas liberais, pela agora intensificada redistribuição regressiva de direitos e obrigações entre patrões e trabalhadores, no emprego gerado:
 menor investimento em formação, sobretudo aquela que é específica às actividades da empresa, devido à insegurança laboral;
 contracção da procura interna devido aos menores salários e efeitos perversos da extensão desta lógica à escala europeia em termos de procura externa, sendo que é a procura que determina o fundamental nesta área;
 efeitos perversos da maior desigualdade económica gerada, uma causa de uma crise destruidora de emprego, segundo o próprio FMI;
 menor incentivo a todo o tipo de inovações progressivas, já que a pressão laboral diminui e as soluções mais fáceis e medíocres estão à mão de semear de demasiados patrões, tão habituados à ausência de freios e contrapesos laborais, tão habituados a violações dos direitos laborais ou fiscais, que quando são escrutinados começam logo a queixar-se que “o português” não valoriza a “iniciativa privada”.
     Noto ainda que Monteiro Fernandes parece pressupor, generosamente, que o governo tem por objectivo aumentar a competitividade da economia. Na realidade, acho que o objectivo é outro: trata-se de alterar as regras que enquadram as relações laborais para facilitar ainda mais a transferência de poder e de rendimentos de baixo para cima. É caso para dizer que, entre o forte e o fraco, é a noção liberal de flexibilidade laboral que oprime e a de rigidez que liberta...
  Nota: a foto é de Pedro Medeiros do projecto Mercadoria Humana.   (-por João Rodrigues, Ladrões de bicicletas)


Publicado por Xa2 às 13:25 de 09.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Corrupção e voyeurismo, uma mistura explosivamente destruidora

Os casos da semana: Pingo Doce e Serviços de Informação e Segurança

Afinal, não é a legislação laboral que impede os grandes grupos económicos de investir e criar empregos em Portugal, como certos políticos e comentadores da nossa praça andam, há anos a fio, a fazer crer e a tentar fazer doutrina moldando pensamentos e as cabeças mais distraídas.

Se dúvidas existissem quem ouviu, outra vez, na recente entrevista, o homem forte do grupo Pingo Doce a propósito da recente polémica que fez correr tinta, discursos e outras alegorias ao longo da última semana, pelo facto da família Soares dos Santos, ou seja, o grupo Jerónimo Martins ter, formal e juridicamente, transferido a sua residência fiscal para a Holanda através da venda da respectiva quota a si mesmo, teria ficado esclarecido.

O homem afirmou que, a razão de o ter feito, foi devido aos elevados índices de corrupção, à instabilidade legislativa, dificuldades de captação de créditos ao financiamento, e à má qualidade dos políticos.

Alexandre Soares dos Santos, decano do grupo, nunca fez qualquer referencia no seu argumentário a razões de natureza laboral e, embora tenha assumido um quase odio ao sindicalismo afirmou que tal se devia ao facto de este, na sua opinião, estar demasiadamente dependente de certas forças político-partidárias e não por razões intrínsecas de organização de defesa dos interesses dos trabalhadores que diz reconhecer como legítimos.

Como prova do que afirmou e de que não pretende retirar as actividades do grupo nem deixar de pagar os impostos a que legalmente esteja obrigado, afirmou ter criado, só em 2011, mais de mil empregos neste país.

Haja quem investigue em abono do rigor, da verdade (tão apregoada por quem tantas vezes mente) e da transparência, porque a ser verdade o que o homem afirma bastariam duas ou três centenas de empresários como este para que a taxa de desemprego baixa-se a níveis económica e socialmente quase admissíveis.

Sem busca do rigor e da verdade mínimas temos de concluir que o que existe em Portugal, em vez de políticos e jornalistas sérios, são voyeuristas corruptos.

Àh e o povo, esse eterno hipócrita, que não sabe por onde seguir nem para onde cair é tal qual o preguiçoso agricultor, a pedir ao mesmo tempo sol na eira e chuva no nabal, vivendo de subsidiodependência, condena o exagerado aumento de impostos e foge de os pagar, como dizem que o diabo foge da cruz, criticando sempre que alguém faz o que cada um faria em idêntica situação.

Já dizia o antigo pretor romano, nas breves que enviava ao seu imperador, “que estranho povo este aqui do sul da Ibéria que ... “

Durante toda a semana passada, o debate dos políticos e dos jornalistas portugueses circulou em torno de dois assuntos e nenhum foi tratado com o mínimo de dignidade nem no essencial das suas circunstâncias muito menos em ordem ao aprofundamento das reais razões merecedoras de correção.

Tais matérias acabam por se misturar uma com outra visto que a forma como foram abordadas foram iguais na sua (in)substancia.  Alem da já aqui abordada o pais distraiu-se a debater quem pertence ou deixou de pertencer a lojas maçónicas distraindo-se do fundamental que seria saber como, quem, que meios foram usados, quem beneficiou e que foi prejudicado pelo uso indevido dos meios que os portugueses custeio com os seus impostos par que o Estado disponha de adequados Serviços de Investigação e Defesa.

Os deputados revelaram-se, mais uma vez, de incapazes e de incompetentes para defender o país e dignificar o Estado muito menos capazes ainda para defender os interesses do povo.  



Publicado por DC às 10:04 de 09.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Jornalismo e comentadores não autónomos repetem discurso hegemónico

A subserviência dos jornalistas perante o poder económico

[- por Daniel Oliveira, publicado no Expresso Online ]

    Guardo para o Expresso em papel desta semana a minha opinião sobre o caso Jerónimo Martins. A um triplocomendador devemos garantir um estatuto especial. Por agora, queria apenas escrever sobre a reação de alguns jornalistas e comentadores ao caso.
     Perante a justificada indignação de muita gente, mais por a figura em causa se ter dedicado, no último ano, a repetidas lições de patriotismo a políticos e cidadãos do que por o caso em si, os relações públicas da Jerónimo Martins tiveram a vida facilitada. Dali vieram apenas os primeiros "esclarecimentos". Ainda o caso não era caso e já abundavam notícias contraditórias, explicações de fiscalistas e artigos de opinião que oscilavam entre as acusações a um Estado que teima em ainda cobrar alguns impostos a grandes empresas e o derradeiro e infantil argumento de que "os outros fazem o mesmo". Sempre que está em causa um grande empresário a cena repete-se: a reação em defesa da sua honra é imediata e empenhada.
     Nada de mal. Todos têm direito ao contraditório (e é dele que nasce o esclarecimento público), mesmo quando a defesa da incoerência de comportamentos parece difícil. O que espanta é que este empenhamento pelo pluralismo na defesa do bom nome de quem é criticado não se alargue a todos os sectores da sociedade e seja sempre muito mais militante quando estão em causa pessoas com um enorme poder económico.
     Por causa deste caso, estive a rever entrevistas na imprensa e na televisão feitas a Alexandre Soares dos Santos. Como costumo prestar pouca atenção aos conselhos que esta gente dá à Nação - cada um dá atenção a quem quer e, com todo o respeito por merceeiros, não os considero mais habilitados do que qualquer outro cidadão para o debate político -, tinha matéria para rever. Fiquei atónito. Não se pode dizer que tenha lido e ouvido entrevistas. Os jornalistas (quase sempre de economia) pedem conselhos e dizem frases para as quais esperam a aprovação do senhor. É uma amena cavaqueira onde nada de difícil, embaraçoso ou aborrecido é perguntado. Nunca é confrontado com contradições, incoerências ou dificuldades. Nada se pergunta sobre a relação da sua empresa com os produtores nacionais, com os seus trabalhadores ou com o Estado. E havia tantas coisas para perguntar. Não se trata de uma entrevista a um empresário, com interesses próprios, mas a um "velho sábio" que o País deve escutar com todo o respeito.
     Trata-se de um padrão e não de um tratamento especial ao dono da Jerónimo Martins. Se ouvirmos as entrevistas a banqueiros ou outros grandes empresários acontece o mesmo. O que me leva a perguntar: de onde vem esta bovina subserviência de tantos jornalistas perante o poder económico, que não tem paralelo com qualquer outro poder, sobretudo com o poder político?
     Explica-se de três formas: dependência, concorrência e imitação.
     A dependência é a mais simples de explicar e talvez a menos relevante. A comunicação social não depende do poder político. Não é ele que lhes paga as contas. Depende de quem detém os órgãos de comunicação social e de quem neles anuncia. Claro que há notícias más para os empresários. Se não houvesse, dificilmente teríamos alguma pergunta embaraçosa a fazer a este senhor. Mas perante este poder o jornalista pensa duas vezes, vê os dois lados da questão e procura todas as fragilidades da informação que dispõe - coisa que, sendo outros os sujeitos, tantas vezes se esquece de fazer. Isto, claro, se for sério. Se não o for fecha o assunto na gaveta e não pensa mais no assunto.
     A concorrência tem mais a ver com o poder político. A ideia de que a comunicação social é um contrapoder é absurda. E a de que é um quarto poder é um equívoco. Os media não são um poder autónomo, são um salão onde se cruzam os vários poderes. E o poder político também. Por isso, é com este, que tem a legitimidade representativa que falta aos jornalistas, que os jornalistas concorrem.
     A imitação vive mais do simbólico. Os jornalistas são uma classe muito particular: a proximidade que têm dos poderes - que os namoram e seduzem - dá-lhes a ilusão de poder. A sua fragilidade profissional (cada vez maior, com a crescente proletarização da profissão) torna-os extraordinariamente fracos. A sua osmose com o poder dominante fá-los repetir o discurso hegemónico de cada momento. E esse discurso é definido pelo poder mais forte de cada momento. E esse poder é, hoje, o económico e financeiro. Sendo de classe média, o jornalista de economia tende a pensar como um rico. Não representando ninguém, o jornalista de política tende a pensar como se fosse eleito.
     É por tudo isto que devemos ter em atenção três premissas.
   A primeira: a independência do jornalista não depende de quem é o seu empregador. Nem a empresa privada garante maior autonomia que o Estado nem a coragem de um jornalista depende do seu patrão. Ou tem, ou não tem.
   A segunda: sendo a comunicação social fundamental para a democracia ela não substitui a democracia. A opinião de um jornalista não é mais descomprometida e livre do que a de qualquer outra pessoa, incluindo os agentes políticos tradicionais. E a opinião publicada (a minha incluída) não é a mesma coisa que a opinião pública.
   A terceira: os jornalistas não têm como única função fiscalizar o poder político, mas fiscalizar todos os poderes. Incluindo o seu. Quando não o fazem tornam-se inúteis.


Publicado por Xa2 às 07:53 de 09.01.12 | link do post | comentar |

MAÇONARIA | COMO ENCONTRAR UM MAÇON...

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Publicado por [FV] às 11:11 de 08.01.12 | link do post | comentar |

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