Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

            O que é a EMEL?        (-por Joao Abel de Freitas)

     Teoricamente é a Empresa Municípal de Estacionamento de Lisboa, criada para fiscalizar, multar e rebocar carros que não cumpram as regras de estacionamento, designadamente quem estaciona e não paga segundo os parquímetros. 
     A EMEL não é nada disso, porque se fosse até estaria quase 100% de acordo, se houvesse uma conduta equilibrada na sua actuação.
    Que penso então da EMEL pela minha prática de cidadão, um grande consumidor de carro próprio em Lisboa e um grande cliente quer por multas quer pelo pagamento de parquímetros (3€/dia em média)?
     Interrogo-me, se esta empresa dá prejuízo e os passeios continuam todos ocupados para que serve?
     Se, em certas ruas, quem tem cunhas não paga e quem não tem paga multa quando ultrapassa uns segundos, para que serve?
     Se, no mesmo local, Jardim Constantino, já fui multado por ultrapassar sensivelmente 20minutos uma vez pela quantia de 30€ outra vez por 2€45, onde está a justiça desta actuação? Resposta da EMEL "o fiscal chefe pode aplicar a lei que entender o simples fiscal não".(a terminologia fiscal chefe e fiscal simples é minha).
     Agora inventaram outra forma de extorquir mais uns trocos. Os parquímetros, certamente não todos, só recebem moedas de 1€. Hoje na 5 de Outubro cruzamento da Miguel Bombarda era o que estava a acontecer comigo e mais pessoas. Só precisa de entregar um envelope num escritório de advogados um quarto de hora dava, tive de meter 1€ porque senão ou poderia pagar 30€ ou então cerca de 3€ se fosse "um mais baixinho" da EMEL.
     Depois disto sei dizer o que é a EMEL. Uma empresa que só dá prejuízo, rouba e discrimina os cidadãos e acaba por não organizar os estacionamentos em Lisboa.
     Muito bem, tragam mais empresas públicas como esta. O País fica extraordinariamente bem servido com serviços públicos maravilhosos e os cidadãos radiantes com os bons serviços que lhes prestam.


Publicado por Xa2 às 19:45 | link do post | comentar | comentários (3)

          MORTE EM RIBA TUA !

    Ontem (26.01.2012) morreram três trabalhadores em São Mamede de Riba Tua ! Três trabalhadores soterrados por toneladas de pedra que deslizaram pelas ingremes encostas do Tua onde se está a construir mais uma polémica barragem da EDP !
    Segundo a Lusa a empresa acionou o Plano de Emergência e, em declarações a esta mesma estação, um dos administradores considerou que tudo indicava que tinha sido «um aluimento natural de terras».
    Estas afirmações produzidas logo a quente deixam mal a quem as produz que, no desejo de desculpar a empresa, diz aquilo que não se deve dizer. Apenas após um inquérito se poderão apontar as causas reais do acidente. Um inquérito leva o seu tempo! Dias, meses….   
    Efetivamente, alguma imprensa, que falou com a população local, informa que o acidente foi provocado devido aos frequentes rebentamentos que se fazem no local !  Ou seja, como pode ser natural um deslizamento daqueles em que se está sempre a mexer com a natureza?
    É natural, isso sim, o deslize de terras fatal, considerando que existem obras no local há muito tempo. Logo, os serviços de prevenção e segurança deveriam prevenir os tais deslizamentos…. Porque o não fizeram? Incompetência? Falta de meios? Negligência? O inquérito serve para responder a estas questões. A maioria dos acidentes pode ser evitada com medidas de prevenção adequadas! Assim se queira! 
    Às famílias dos trabalhadores falecidos são devidas explicações e reparações! Os três operários mortos vão-se juntar aos milhares que perderam a vida porque, em muitos casos, a segurança e saúde no trabalho não foi levada a sério!


Publicado por Xa2 às 19:44 | link do post | comentar

Uma pessoa deixa de ser ... Pessoa,

Nesta cidade de animais habitada,

Deixámos de tratar-nos por iguais

Nesta sociedade de animais,

Em que o capitalismo financeiro e usurário nos tornou

A escandalizar qualquer capitalista judeu

Que se envergonhará tal como eu

Do mísero caminho que Europa leva

Onde desaparece a classe média

Que passa a indigente

Perante um capital omnipotente

De banqueiros sem rédea

A fazer de governantes marioneta

Tendo à frente uma Merkeleta



Publicado por Zé Pessoa às 18:00 | link do post | comentar | comentários (1)

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Essencial ...

 

 

... o essencial é perceber que nem tudo o que parece evidente é, de facto, conhecido (e assumido/ praticado)!... e que há uma História de milhões de massacrados até que os princípios aparentemente simples se tornem Lei e sejam reconhecidos como tal, universalmente!... depois... depois é a grande luta!... esta em que todos nos sentimos comprometidos de fazer o melhor que podemos para que a Lei seja uma prática natural, inquestionável... Acreditem!... todos ganhamos, muito!, em ver este vídeo até ao fim!

         

 



Publicado por Xa2 às 13:40 | link do post | comentar | comentários (1)

Classe média está em risco de “implosão”  (-por Graça B.Ribeiro, Público, 29.1.2012)

Num ensaio que esta semana chega às bancas, o sociólogo Elísio Estanque analisa a ascensão e declínio dos segmentos sociais que hoje estão rotulados como "os novos pobres".

Sociólogo diz que políticos deviam estar mais preocupados com "a possível implosão" da classe média 
    Quando entram no Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco, a primeira pergunta que as pessoas fazem é:    "Esta conversa fica só mesmo entre nós?" A resposta - "sim" - é essencial para o prosseguimento do diálogo.
    Algumas têm os vencimentos penhorados e já cortam na própria alimentação, mas fora daquelas quatro paredes agem como se nada tivesse mudado, mesmo junto de familiares e de amigos. Fazem parte de uma classe média "doente" e "em declínio", tema do ensaio do sociólogo Elísio Estanque que avisa que "os poderes políticos deviam estar mais preocupados com a possível implosão da (ex-)classe média do que com a sua eventual manifestação nas ruas".
    No seu escritório, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, o investigador do Centro de Estudos Sociais folheia um jornal. Pode ser o do dia, o da véspera ou o da semana anterior, "não interessa", diz - "Todos os dias há algo de novo: o acordo de concertação social, o anúncio de uma nova vaga de excedentários na função pública, o abandono da universidade pelos estudantes, as novas vagas de desemprego, o aumento das taxas moderadoras, a desmontagem do Estado Social – está tudo a acontecer de uma forma extraordinariamente rápida e intensa", comenta. Aponta o livro editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que este fim-de-semana chega às bancas com o título «A Classe Média: Ascensão e Declínio», e admite: "Se fosse hoje, provavelmente trocaria o termo "declínio" por "queda"".
    No ensaio, Elísio Estanque vai para além da sistematização teórica. A segunda parte do livro é dedicada às particularidades do caso português, no que respeita "à célere e pouco sustentada ascensão da classe média" e também à forma como ela "agora se desmorona, de maneira igualmente rápida e abrupta, na sequência do "empurrão" da crise e das medidas de austeridade".
    O ponto de chegada do sociólogo é uma classe média " fraca e ameaçada de ‘proletarização’"; o ponto de partida de uma sociedade "que em escassas dezenas de anos passou de predominantemente rural a marcadamente urbana". Os dados são objectivos: a população activa no sector primário encolheu de 43,6 por cento em 1960 para 11,2 em 1991 e a do sector terciário cresceu, no mesmo período, de 27,5 para 51,3 por cento.
    O peso da classe média - "que até 1974 era absolutamente residual", nota o investigador – resulta, na sua perspectiva, de vários factores conjugados. Refere-se à progressiva generalização da frequência do ensino superior que se reflectiu na proliferação das profissões liberais; e também ao crescimento do sector público, que vê como o principal canal de mobilidade ascendente para as classes trabalhadoras, graças às políticas centradas em áreas como a Educação, a Saúde, a Justiça ou a Administração Pública.
    A afirmação do Estado Social e os fenómenos de litoralização do país e de concentração urbana são outros dos factores que na sua óptica "se viriam a mostrar decisivos quando, após a instabilidade dos anos 80, Portugal entrou numa espécie de euforia política e económica", acentuada pela entrada de fundos da Comunidade Europeia.
    Despido da fundamentação teórica, o retrato é quase caricatural. Elísio Estanque fala dos grupos instalados nas periferias urbanas que alimentam a ambição de ascensão social tendo como termo de comparação o mundo rural, contingente e precário da geração dos pais. Considera que aqueles grupos, ao conquistarem empregos "limpos", que imaginavam estáveis e seguros, acreditaram estar, "desde logo, confortavelmente instalados na classe média". É neste contexto, analisa, que se dá o "casamento" que o investigador considera "fatal": a ânsia daqueles grupos de adoptarem padrões de vida europeus, modernos e urbanos coincide com o florescer do mercado do crédito.
    "Não responsabilizo especialmente as pessoas, do ponto de vista individual. Não tenho dúvidas de que se tratou de um programa de facilitação do crédito estrategicamente montado, planeado e orientado por parte da própria banca", comenta Elísio Estanque. Considera que as consequências, "que hoje estão à vista", "foram agravadas, por um discurso político que, ao invés de ter um teor pedagógico e preventivo, instigou ao consumo e ao progressivo endividamento". São inúmeras as testemunhas directas dos acontecimentos de que fala o investigador, algumas delas colocadas em postos de observação privilegiados. É o caso de Natália Nunes, responsável pelo Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS) desde que aquele foi constituído, em 2000.
    Recorda-se de que os primeiros consumidores a pedirem auxílio à DECO tinham recorrido ao crédito para comprar casa, carro, mobílias, computadores ou electrodomésticos". Hoje a situação é diferente: de uma forma genérica, diz, as pessoas não conseguem identificar o que as levou a pedir empréstimos. Por uma razão simples: "A maior parte das famílias tem cinco ou mais créditos, sendo que os mais recentes são contraídos para fazer face aos antigos...", explica Natália Nunes.
    Em 11 anos multiplicaram-se os pedidos de apoio ao GAS, que em 2000 deram origem à abertura de 152 processos, em 2010, a perto de três mil, e no ano passado a 4288. E Natália Nunes não hesita em situar as pessoas que hoje vivem as situações mais graves no grupo estudado por Elísio Estanque, a classe média. Do total de consumidores apoiados, 61 por cento têm idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos; 45 por cento concluíram o ensino secundário ou universitário e a maior parte tem rendimentos superiores a 1500 euros por mês. São pessoas reais, que aparecem diluídas no ensaio de Elísio Estanque, enquanto membros de um segmento social que se tornou vítima da "progressiva redução dos direitos sociais e laborais, do consequente aumento da insegurança, do desemprego e das medidas de austeridade".
    No livro, o investigador fala desta classe média atribuindo-lhe "vivências de carácter bipolar", em que "um quotidiano depressivo se conjuga com técnicas de dissimulação e disfarce". Estanque chega a afirmar que o quadro roça "a patologia social", já que um grupo continua "a negar a todo o custo uma realidade, mesmo quando já mergulhou nela até ao pescoço".
    A descrição corresponde ao mundo em que se move, diariamente, o presidente da Caritas, Eugénio Fonseca. "As pessoas recusam-se a assumir a perda de status, aguentam muito para além do limite do razoável, procurando manter a aparência de um estilo de vida que já não são capazes de pagar. E quando finalmente nos procuram, a gravidade das situações é tal que ultrapassa, em muito, a nossa capacidade de intervenção", lamenta.
    Natália Duarte lida com o mesmo tipo de comportamento: "As pessoas pedem ajuda sob a condição de total confidencialidade. Escondem a sua situação dos vizinhos e até dos familiares que, temem, se afastariam se dela tivessem conhecimento", afirma. O presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (CNIPE), o padre Lino Maia, confronta-se com os mesmos problemas, mas sublinha que as pessoas sobreendividadas "preocupam-se, principalmente, com a iminência de as dificuldades afectarem os filhos, aos quais procuram proporcionar o mesmo estilo de vida que tinham antes, ainda que eles próprios estejam, já, a cortar na sua alimentação".
    As próprias instituições de apoio social têm vindo a ajustar protocolos para acolher estas pessoas, que na necessidade de ajuda e na situação de pobreza se somam aos sem-abrigo, mas têm um perfil muito diferente.
    "São professores, juristas, arquitectos, engenheiros", enumera Eugénio Fonseca. E não procuram apenas o que comer: "Pedem ajuda para pagar a renda, a água, a luz, as propinas dos filhos", completa Lino Maia. Deram origem a um novo conceito: o de pobreza envergonhada, e começaram há dois ou três anos a aparecer nos noticiários sob a designação de "novos pobres", falando sempre sob anonimato, com a voz distorcida, filmados ou fotografados de costas ou em contraluz. "Nesse aspecto, a situação piorou: hoje dificilmente se consegue que estas pessoas falem, mesmo nessas condições", diz Lino Maia.
    O que aconteceu? "As pessoas estão deprimidas", diagnostica o presidente da Caritas. Elísio Estanque hesita em falar de um grupo social "doente". Mas acaba por assumir a expressão, para designar "o estado de segmentos da população que em duas décadas alimentaram expectativas fortíssimas e legítimas de mobilidade social ascendente e que agora caem na pobreza, sem perspectivas de retornar, sequer, à posição anterior". "É doentia", considera, a forma "envergonhada, calada e silenciosa" como esta frustração está a ser vivida por aqueles que ao mesmo tempo "encenam uma normalidade que já não existe".
    "Quando falam dos perigos da conflitualidade social, os agentes políticos só pensam nas manifestações de rua. Esquecem que esta forma de sofrimento é uma outra forma de conflitualidade, muito mais corrosiva, muito mais destruidora da afirmação do sujeito na sua relação com os outros", alerta o sociólogo.
    Elísio Estanque considera que "não estão a ser devidamente avaliados os custos, a médio prazo, de uma sociedade doente, incapaz de responder às necessidades do país". Eugénio Fonseca, da Caritas, recorre à experiência de contacto com estes grupos, no terreno, para avisar que, "só do ponto de vista da saúde pública, os custos já serão tremendos". "Não há dados, não há estudos, ainda está tudo a acontecer. Mas temo bem, devido a alguns casos concretos que conheço, que estes "novos pobres", com qualificações superiores e sem perspectivas de recuperar o estatuto social perdido, sejam os responsáveis pelo engrossar das estatísticas do consumo de ansiolíticos e até de suicídios", avisa o presidente da Caritas.
    O próprio Elísio Estanque prepara um trabalho académico nesta área, centrado nestes segmentos "que caíram um ou dois degraus na pirâmide social". Afirma que não quer ser dramático e que "confia na capacidade da sociedade de se regenerar", mas em relação à forma como tal acontecerá não arrisca qualquer hipótese. Tem "poucas ou nenhumas dúvidas", no entanto, "de que as consequências serão gravíssimas no que respeita ao acentuar das desigualdades entre ricos e pobres" – "Nesse aspecto, não sei como é que se pode evitar um retrocesso".


Publicado por Xa2 às 13:34 | link do post | comentar | comentários (12)

Nas presentes circunstancias a Europa não está, nem poderia estar, bem consigo própria e com o mundo na medida em que se encontra acossada por uma crise existencial conflituante entre uma ideologia a raiar o ultraliberalismo e as dificuldades de defesa das garantias sociais e de princípios de solidariedade que a caracterizaram nos últimos tempos, sobretudo, a partir da revolução francesa e com constituição da comunidade económica, então CEE.

Há já quem afirme que esse sonho, levado a cabo por Robert Schuman, ministro francês e Jean Monnet, o seu primeiro presidente que, com a ajuda reflectida de um filósofo-sociólogo Helvético, criaram uma Europa de Paz, Unida e solidária, terá entrado num processo de desagregação. Se é verdade que essa Europa atravessa uma crise grave não poderá ser menos verdadeiro que é abusiva exagerada a tese de declínio para a morte. Uma Europa Criada com tais finalidades não se pode deixar morrer por mais incompetentes que possam ser os seus actuais responsáveis políticos nomeadamente o Parlamento e respectivo Presidentes, completamente desaparecidos.

A estabilidade e a paz, conseguidas através do desiderato criativo da União Europeia, obrigam a que essa construção seja aprofundada e aperfeiçoada sem se perderem de vista os princípios impressos a quando da sua fundação.

A Europa é, como sempre foi, e nunca poderá deixar de o ser, um concreto e caldeado rico mosaico cultural que deve coexistir consigo própria como com as outras mais culturas, mundialmente, existentes sempre enriquecendo-se com o próprio evoluir societário, mas sem nunca perder de vista o respeito mútuos por esse pluralismo de ideias e pensamentos. Os mimos com que nos vamos atribuindo, como é agora o caso, entre portugueses e finlandeses são bem a prova disso.

Vivemos, hoje em dia, tanto na Europa como no mundo, completamente globalizados, momentos de convulsões e incertezas existências. Um ciclo de catástrofes naturais que vão desde as enxurradas e dilúvios aos terramotos e tsunamis asiáticos e, mais recentemente, o desastres nucleares, mortes em maça no coração da Europa, tudo circunstâncias negativas, agravadas pelos rebentamento das bolhas económico-financeiras associadas à corrupção e às fugas de capitais em massa.

Umas decorrem da, natural, necessidade que o planeta em que vivemos e raramente respeitamos, também, ele tem de proceder a ajustamentos tectónicos, as outras decorrem dos egoísmos e disparates que os Homens cometem uns contra os outros.

A falta de mecanismos, minimos que fossem, de controlo dos mercados bolsistas associados aos offshore, a ausência de instrumentos de controlo das relações interbancárias, o excessivo recurso ao credito, num total descontrolo e falta de balizamento de relações entre oferta e procura, mesmo em defesa dos grupos mais vulneráveis e indefesos da população, empurraram-nos para o fundo do abismo de um mercantilismo sem qualquer ponta de ética ou sinais de princípios morais.

Os erros cometidos no âmbito da UE, nomeadamente em torno da criação do Euro, em que não foram previstos os adequados e necessários mecanismos de intervenção politica ou a determinação de critérios de actuação, quer quanto a politicas fiscais, como no âmbito orçamental, tanto em cada um dos estados membros como no seu todo, constituíram falhas graves.

Exige-se uma mais clara clarificação das responsabilidades do Estado em tudo o que seja obrigações sociais, concessões de exploração de sectores de actividade (transportes, saúde, educação...), parcerias em obras públicas e responsabilidades próprias nomeadamente ao nivel da segurança e defesa, bem como a das autarquias locais e a, concomitante, gestão de empresas que foram surgindo que nem cogumelos, para iludir tanto os orçamentos como conflitos de interesses e mesmo actos corruptivos.

Mesmo ao nivel do sector privado, tendo em conta o princípio de que qualquer actividade económica como empresa deverão ter sempre como objectivos a obtenção do lucro e o aspecto social, quer em termos directos como colateralmente, visto que a boa ou má reputação beneficia ou afecta empresários, trabalhadores, fornecedores, clientes, os cidadãos em geral, através dos efeitos fiscais, qualquer responsável que, por acção ou omissão, não acautele tais interesses deveria responder, criminalmente, perante os tribunais e ser julgado em conformidade com o dano provocado.

Certamente seriam bastante menores em número e em menor grandeza as crises que de um modo ou de outro a todos, honestos cidadãos, nos afectam.    



Publicado por DC às 10:15 | link do post | comentar | comentários (1)

              UE:  tragédia grega   (-

    O Financial Times revelou que a Alemanha quer fazer a Grécia abdicar da soberania orçamental, transferindo-a para um comissário europeu, em contrapartida de novo pacote de resgate.
    A Grécia rejeitou liminarmente a humilhação (embora, realmente, já pouco consiga controlar).
    A Comissão Europeia veio tibiamente pôr água na fervura.
    Mas o governo alemão não desmentiu: à punição quer mesmo agora acrescentar a humilhação.
    Sem que isso sirva para nada: sobretudo não resolve, antes agrava, a crise do euro, que as tacanhas receitas e declarações alemãs de facto têm feito arrastar e aprofundar.
    Não haverá homenzinhos na Cimeira Europeia de amanhã que tenham a coragem e a capacidade de o fazer ver à Senhora Merkel?
    Pode o PM Passos Coelho continuar a assobiar para o ar sobre a Grécia e sobre o que a UE tem de fazer para ajudar a Grécia e para salvar o euro?   Pode internamente continuar a refugiar-se no mantra esburacado de que não somos a Grécia, quando a tragédia que se desenrola na Grécia é tragédia de toda a Europa?  Quando, como avisam agora até o Wall Street Journal e os idolatrados mercados, depois de morta a Grécia, será Portugal a próxima vítima.

 

        Cimeira  Europeia:  o  problema  alemão 

    Pela primeira vez desde há dois anos, que não se anuncia uma Cimeira Europeia, a de amanhã, como crucial, decisiva, definitiva, final.
E, no entanto, deveria ser. Poderá ainda ser?
    Porque o Euro, a UE e a economia mundial estão à beira do precipício, avisam todos, até o FMI.
    A tragédia que tem paralisado a Europa não é, de facto, grega. A economia grega pesa apenas 2% do PIB europeu, o problema já há muito podia estar resolvido e impedido de gangrenar.
    A Alemanha impõe à Grécia que negoceie uma impossível "restruturação voluntária" com os seus credores privados, os mesmos que, voluntária ou involuntariamente, ganharão muito dinheiro com a bancarrota grega, compensados pelos cds que detêm.
    A Alemanha continua a impôr à Grécia uma solução que entretanto deixou cair para o resto da zona Euro, na última Cimeira de Dezembro, por finalmente ter compreendido que é completamente contraproducente.
    Como se não bastassem as responsabilidades da Alemanha no arrastar e agravar da crise da Grécia e do Euro, o FT expôs a ofensiva germânica de humilhar a Grécia, forçando-a a abdicar formalmente da soberania orçamental.
    O potencial de ressentimento anti-germânico, na Grécia e por toda a Europa, é colossal.
    Muito perturbante é a evidência de que a Europa voltou a ter um problema alemão.

 

                    A reestruturação grega 

 

 Como o tempo passa e a crise só se aprofunda    

Attacar a crise 



Publicado por Xa2 às 08:12 | link do post | comentar | comentários (6)

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Com a idade e os anos a passarem todos vamos perdendo as nossas raízes: os familiares ascendentes e os amigos.

Hoje, 29 de Janeiro, seria normalmente para mim um dia de felicidade. Porém ao contrário do que aconteceu ao longo destes últimos quase 40 anos, é um dia de tristeza e saudade.

O meu querido amigo e fundador deste blogue, João Lázaro, faria anos e as nossas famílias estariam mais uma vez juntas, para comemorar a  data. A almoçar ou jantar, e no final bebermos 1/2 whisquinho... não interessa onde... desde que estivéssemos juntos em comunhão da amizade que nos unia.

Nunca tive um amigo como o João. Faz-me muita falta. Era a minha âncora. E aos poucos conforme vamos perdendo as raízes ficamos fragilizados. Porque sózinhos não somos nada.

O João, que era sportinguista, viria a morar no Lumiar pertinho do velhinho e demolido Estádio José de Alvalade, tinham a particularidade de terem nascido no mesmo dia e no mesmo ano. Ambos, se ainda existissem, fariam hoje 61 anos.

Que a minha saudade pelo amigo João Lázaro fique aqui registada para memória futura.

 



Publicado por [FV] às 14:27 | link do post | comentar | comentários (3)

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

      ACTA - um global "Acordo Comercial Antipirataria" - pode permitir que as corporações censurem a Internet. Negociado secretamente por um pequeno número de países ricos e por poderes corporativos, esse acordo configuraria um novo órgão sombrio para a regulamentação comercial internacional que daria poder para interesses privados policiarem tudo que fazemos online e iria impor enormes penalidades -- inclusive sentença à prisão -- a pessoas que eles julgarem estar afetando seus negócios.

      As regras bastante rigorosas significam que pessoas em qualquer lugar do mundo são punidas por atos simples como compartilhar um artigo de jornal ou enviar um vídeo de uma festa que possua uma música sob direitos autorais.

Vendido como sendo um acordo comercial para proteger os direitos autorais, o ACTA pode também banir medicamentos genéricos que salvam vidas e ameaçar o acesso de fazendeiros locais a sementes que eles precisam. E, espantosamente, o comitê do ACTA vai ter carta-branca para mudar suas próprias regras e sanções sem controle democrático.

      É revoltante -- os governos de quatro quintos da população mundial foram excluídos das negociações do dito «Acordo Comercial Antipirataria» (ACTA) e burocratas não eleitos têm trabalhado de perto com lobistas corporativos para criar novas regras e um regime de aplicação dessas regras altamente perigoso. O ACTA cobriria inicialmente os EUA, Europa e 9 outros países, e então se expandiria para o mundo. Mas se conseguirmos que a União Europeia diga NÃO agora, o tratado perderá sua força e poderá ser paralisado para sempre.
      Na semana passada, 3 milhões de nós contra-atacaram a investida dos Estados Unidos sobre nossa Internet! --- mas há uma ameaça ainda maior e nosso movimento global pela liberdade online está completamente decidido a acabar com essa ameaça de uma vez por todas.
     Nesse exato momento, a Europa está decidindo se ratificará ou não o ACTA -- e sem ela, o ataque global à liberdade na Internet vai desmoronar. Nós sabemos que a Europa se opôs ao ACTA anteriormente, mas alguns membros do Parlamento Europeu estão hesitando -- vamos dar o empurrão que eles precisam para rejeitar o tratado. Assine a petição -- faremos uma entrega espetacular em Bruxelas quando alcançarmos 500.000 assinaturas, assine agora e envie para todos que você conhece:
              http://www.avaaz.org/po/eu_save_the_internet/?vl
     O interesse das grandes corporações está pressionando muito pela aprovação do ACTA, mas o Parlamento Europeu está no meio do caminho. Vamos enviar um apelo enorme aos parlamentares para ignorarem o lobby e se posicionarem a favor da liberdade da Internet

     Na semana passada, vimos a dimensão do poder da coletividade quando milhões de nós juntaram forças para impedir que os EUA aprovassem leis de censura da Internet que atingiriam a rede em cheio. Nós também mostramos ao mundo o quão poderosas nossas vozes podem ser. Vamos levantar nossas vozes mais uma vez para combater essa nova ameaça.
     Com esperança e determinação,
Dalia, Alice, Pascal, Emma, Ricken, Maria Paz e o restante da equipe da Avaaz
               Mais informações:
     ACTA: poloneses vão às ruas protestar contra acordo antipirataria (Terra Brasil)
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5575829-EI12884,00-ACTA+poloneses+vao+as+ruas+protesta+contra+acordo+antipirataria.html
     Se você achava que SOPA era ruim, espere até conhecer o ACTA (em inglês) (Forbes)
http://www.forbes.com/sites/erikkain/2012/01/23/if-you-thought-sopa-was-bad-just-wait-until-you-meet-acta/
     ACTA vs. SOPA: Cinco razões pelas quais o ACTA é a ameaça mais assustadora para a liberdade na Internet (em inglês) (IB Times)
http://www.ibtimes.com/articles/286925/20120124/acta-sopa-reasons-scarier-threat-internet-freedom.htm?cid=2
     O tratado secreto: ACTA e seu impacto no acesso a medicamentos (em inglês)
http://www.msfaccess.org/content/secret-treaty-anti-counterfeiting-trade-agreement-acta-and-its-impact-access-medicines



Publicado por Xa2 às 15:40 | link do post | comentar | comentários (4)

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

        Ele disse «orgulho»?

        Santos Pereira não anunciou apenas que o 5 de Outubro deixará de ser feriado. Anunciou também que o 10 de Junho é mantido «para que se reforce o orgulho de ser português». O conceito é absurdo. Faz sentido ter orgulho em trabalhar, em cumprir deveres, em esforçar-se e em ter resultados. Mas não há mérito algum em ser português por nascimento, como também não há mérito em ser alto, de olhos verdes ou filho de pais ricos. Ter «orgulho» em ser português é ter orgulho em algo para que não se trabalhou.
       O 10 de Junho é o mais artificial dos feriados nacionais: é principalmente uma criação do "Estado Novo" (do 'botas' e da 'outra senhora'), que em tempos serviu para exaltar a «raça» e até (a partir de 1963) a guerra colonial (e "o império"). Mantê-lo quando se elimina o 5 de Outubro e aumentar a sua importância é introduzir uma deriva salazarista na cultura política do Estado português.
      O ministro Mota Soares pertence a uma Ordem monárquica «secreta»?

      Já escrevi, e mantenho, que os cidadãos têm o direito de pertencer a organizações discretas, e que não devem ser obrigados a revelar a sua pertença. No entanto, demonstra uma incrível duplicidade de critérios que poucas semanas depois de uma inusitada «caça às bruxas», em que os jornalistas andaram de microfone na mão a perguntar aos deputados se eram maçons, ninguém pergunte aos membros do governo se pertencem, por exemplo, à Ordem de S. Miguel da Ala. É que esta organização tem por objectivo «a defesa da Fé Católica, Apostólica Romana, a defesa do Rei e do Património Tradicional Português». E o governo acaba de anunciar que o 5 de Outubro, data da implantação da República, deixará de ser feriado. E o ministro Mota Soares é dado num blogue como membro dessa «Ordem» (não sei se do ramo Duarte Bragança se do ramo Câmara Pereira, mas isso a mim pouco me importa).

       Os monárquicos no governo da República

       A Causa Real está «francamente contente» com o fim do feriado do 5 de Outubro. Entende-se. O respectivo presidente esqueceu-se apenas de agradecer publicamente aos dois monárquicos publicamente assumidos do governo: o «destacado» dirigente da Causa Real Mota Soares e o «convicto» quotizante Paulo Portas. Entre outros? Em qualquer caso, é uma ingratidão.

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República e Laicidade   

        Lamentamos quererem esquecer a República e alienar a Independência.

        Viva a República!     Viva a República implantada em 1910, a restaurada em 1974, mas principalmente a que vamos construindo todos os dias.

        Por uma RES  PÚBLICA  secular e  laica,  por uma  sociedade  livre, justa, inclusiva, democrata e plural.

(-por Esquerda Republicana, "entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, é a Liberdade que oprime e a Lei que liberta" - Lacordaire)



Publicado por Xa2 às 13:40 | link do post | comentar | comentários (4)

MARCADORES

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