CEGUINHOS, DE TODO

Observatórios: Será por isso que ninguém vê o que deveria ver?

Observatório do medicamento e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório vida
Observatório médico

Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas
Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento
Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça
Observatório estatístico de Oeiras
Observatório da criação de empresas
Observatório Mcom
Observatório têxtil
Observatório da neologia do português
Observatório de segurança
Observatório do desenvolvimento do Alentejo
Observatório de cheias
Observatório da sociedade de informação
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento
Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das artes e tradições
Observatório de festas e património
Observatório dos apoios educativos
Observatório da globalização
Observatório do endividamento dos consumidores
Observatório do sul Europeu
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal
Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório dos territórios rurais
Observatório dos mercados agrícolas
Observatório virtual da astrofísica
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais
Observatório da segurança rodoviária
Observatório das prisões portuguesas
Observatório nacional dos diabetes
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira
Observatório estatístico
Observatório dos tarifários e das telecomunicações
Observatório da natureza
Observatório qualidade
Observatório da literatura e da literacia
Observatório da inteligência económica
Observatório para a integração de pessoas com deficiência
Observatório da competitividade e qualidade de vida
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório nacional da dança
Observatório da língua portuguesa
Observatório de entradas na vida activa
Observatório europeu do sul
Observatório de biologia e sociedade
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório solar e heliosférico
Observatório do sistema de aviação civil
Observatório da cidadania
Observatório da segurança nas profissões
Observatório da comunicação local
Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório urbano do eixo atlântico
Observatório robótico
Observatório permanente da segurança do Porto
Observatório do fogo
Observatório da comunicação (Obercom)
Observatório da qualidade do ar
Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais
Observatório europeu das PME
Observatório da restauração
Observatório de Timor Leste
Observatório de reumatologia
Observatório da censura
Observatório do design
Observatório da economia mundial
Observatório do mercado de arroz
Observatório da DGV
Observatório de neologismos do português europeu
Observatório para a educação sexual
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório europeu da sismologia
Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório da caça
Observatório da habitação
Observatório do emprego em Portugal
Observatório Alzheimer
Observatório magnético de Coimbra



Publicado por Zurc às 22:05 de 30.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

PS e partidos + transparentes, responsáveis e não submisso a lóbis
-------  « Camaradas,
   Partilhamos convosco uma carta aberta enviada ao Secretário-geral e Secretariado Nacional do PS,
com a proposta de três medidas essenciais para reforçar a veracidade, rigor e credibilidade das eleições internas do PS
   Tratam-se de medidas administrativas que portanto, não requerem quaisquer alterações de estatutos, mas que se implementadas, melhorarão substancialmente a qualidade da democracia interna do partido.
   O conteúdo da carta está em http://bit.ly/eleicoesinternasnops  
   Convidamos todos os camaradas a lerem esta carta, e se concordem com as medidas propostas, a expressar o seu apoio às mesmas, no formulário no final da carta.    Obrigado.     Saudações socialistas,  ...
Nota:  A carta está aberta ao apoio todos os militantes Socialistas.   Acreditamos que traduz algumas das mudanças que a Esquerda Socialista quer para o PS
«
  Três medidas essenciais para reforçar a veracidade, rigor e credibilidade das eleições internas do PS
  Caro Secretário Geral do Partido Socialista,
    A história e os valores do Partido Socialista, bem como a importância do partido no nosso sistema democrático, obrigam a que sejamos um partido irrepreensível nos métodos de eleição dos seus representantes.
    A recente revisão de Estatutos que se traduzem numa maior democracia interna e credibilidade dos seus actos eleitorais é um passo na direcção certa.
Mas esse passo tem de ser complementado com medidas de controlo que assegurem que as eleições internas são verdadeiras, escrutinadas e portanto representativas da vontade dos militantes do PS.
    Nesse sentido, apelamos a que a Direcção do PS implemente as seguintes três medidas:
   1. Instituir já para as próximas eleições federativas como regra obrigatória para votar, a apresentação do Bilhete de Identidade/ Cartão de Cidadão (para além obviamente do cartão de militante),     que comprove que quem vai votar, é efectivamente o militante que se apresenta para votar, excluindo todas as outras possibilidades menos rigorosas (e portanto facilitadores da fraude), dessa forma alinhando a prática interna do PS com as práticas das eleições de âmbito nacional.
   2. Publicitar no website do PS, o número de militantes inscritos nos cadernos eleitorais, por secção, concelhia e federação (e nacional).
Sempre que existirem eleições deve, complementarmente, ser publicado o universo eleitoral, ou seja, os números de militantes com quotas pagas, por secção, concelhia e federação, prática usada nas eleições de âmbito nacional.
   3. Como referido no ponto 1, sabemos que há muitos milhares de falsos militantes inscritos, algo permitido por estatutos permissivos que agora foram corrigidos.    Nesse sentido, deve o partido planear para num espaço de um ano, iniciar um processo de refiliação de todos os militantes, obrigando à apresentação de documentos de identificação iguais aos que se exigem aos novos militantes.
     Não é aceitável que o partido aceite ter na sua base, falsos militantes que sabemos que são usados para deturparem a verdade eleitoral.
     No final desse processo de refiliação, devem ser tornados públicos o número de militantes por secção, concelhia e federação de forma a todos conheçam a base de militantes do PS,     devendo o partido passar a publicitar anualmente esses dados com a respectiva informação de variação face ao ano anterior, um elemento fundamental para perceber variações anómalas que possam ser fiscalizadas pelo partido.
     A crise em que o país e a Europa caiu foi também causada por uma crise na democracia, a começar pela dos partidos que não a souberam cuidar e aperfeiçoar.
     Essa crise tem também de ser tratada, e o PS tem uma oportunidade única de ser um partido líder na transparência e rigor dos seus actos eleitorais internos, um elemento fundamental para o PS e a nossa Democracia recuperarem a confiança dos portugueses.
     Defender a veracidade, o rigor e a credibilidade das eleições internas é defender a Democracia, um dos valores máximos do Partido Socialista.
     Ficamos a aguardar vossa resposta, na convicção de que merecerá a melhor aceitação.     ... 
» 
( #4.  E publicitar também todos os resultados eleitorais internos e resumo das contas - receitas, despesas, saldos- anuais e de campanhas.)
--------
« ...  Da moção que suporta a minha candidatura e caso concordem com as propostas enunciadas, assinem a declaração de aceitação e enviem-na para AnaLuz.PSLisboa   Cordiais Saudações Socialistas, 24 Maio 2012
      POR  UM  PS  COM  VISÃO,  RUMO  E  LIDERANÇA
             Porque chegámos aqui ?
   Desde 1995 até 2011, com excepção do período entre 2002 e 2005, todos os Governos Constitucionais de Portugal foram da responsabilidade do Partido Socialista.
   A situação dramática que Portugal enfrenta actualmente tem causas externa, mas também tem enormes causas internas.
   A crise económica internacional somada às sucessivas más políticas dos governos que lideraram Portugal desde o último pedido de empréstimo ao FMI em 1983, fez com que o país esteja agora novamente na iminência da bancarrota.
   O modo como a democracia está implementada em Portugal faz com que ela seja um obstáculo ao desenvolvimento económico.
    O Estado é caracterizado por um enraizamento cada vez mais profundo de grupos de interesse e lóbis que defendem os seus interesses particulares contra o interesse geral.    Assim, em vez de se incentivar a criação de riqueza e a sua redistribuição pelos mais carenciados, promove-se a satisfação de clientelas com poder de influência.
    Por outro lado, para mostrarem obra, os anteriores governos aumentaram enormemente a despesa pública, sem limites ao endividamento, impondo um pesado ónus às gerações futuras através do mecanismo de parcerias público-privadas (PPP rentistas).
    Urge que o Partido Socialista assuma sem equívocos a sua grande responsabilidade pelos erros de governação que levaram à situação actual onde é a troika da "ajuda" externa que, em boa parte, está a governar Portugal.
    Só assim o Partido Socialista poderá voltar a pedir aos Portugueses confiança para a boa gestão da causa pública, em tudo o que se refere à estrutura, ao funcionamento e ao desempenho das instituições do Estado.
           Reforma do sistema eleitoral
   A democracia não se esgota nas urnas, tem de se consolidar na forma como o governo exerce o poder.
   A legalidade que advém do voto nem sempre legitima a acção de quem governa.
   Para a maioria dos portugueses, a reforma do sistema eleitoral é um problema secundário quando comparado com a deterioração dramática da sua situação económica que está a levar a uma grave crise política e social.
   No entanto, uma análise mais cuidada mostra que a desorientação e indecisões dos sucessivos governos medíocres amolgaram seriamente a democracia e conduziram à miséria e desolação da sociedade portuguesa.
   Urge reorganizar o modo de funcionamento da democracia em Portugal.
   A sociedade civil não se revê nos partidos nem nos políticos porque eles não nasceram da sociedade civil, nasceram de cima para baixo.
   Actualmente os principais partidos são partidos de cartel, ou seja, precisam do Estado para sobreviver e distribuir tachos.     ...  » 
( #5.  E que todos os candidatos internos preencham e publicitem no 'círculo' a que concorrem, um modelo simplificado de candidatura, com resumo de CV académico, profissional, cívico, partidário e de cargos políticos já exercidos, para além da moção/manifesto/ programa de compromissos ou objectivos específicos que pretende concretizar, se for eleito.)


Publicado por Xa2 às 19:32 de 29.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Pessoas, famílias, cidadãos, trabalho e governação insana

   MENSAGEM  DE  UM  PSIQUIATRA !

     «Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

      Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
     Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.
     Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.
    Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
    Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
    Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de PESSOAS. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
    E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.
         Pedro Afonso, médico psiquiatra     



Publicado por Xa2 às 07:53 de 29.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

OS “CoCos” JÁ CHEIRAM MAL, MUITO MAL

Os deputados, na Assembleia da república, e os governantes, no governo de Passo Coelhone, andam às turras por questões de semântica linguística e, nem uns como outros, se preocupam, minimamente, em resolver os reais e verdadeiros problemas que afligem os portugueses que, tão profundamente, afectam a economia do país. Em vez disso vão resolvendo, em lutas intestinas, os diferentes interesses dos vários agrupamentos de que fazem, uns e outros, parte, legislando, aqui e ali, a contento e em prol de tais benefícios.

Chamam-lhe, semanticamente, “CoCos” mas do que, realmente, se trata, na perspectiva dos interesses do povo, são de verdadeiros baldes de merda que se entornam sobre as nossas cabeças, dejectos piores que “cocos” de cão em passeio público, visto que estes ainda se podem limpar, não subindo além dos calcanhares.

Na verdade trata-se do dinheiro dos contribuintes, extorquido ao povo de forma descarada, despudorada e, arrogantemente, esbulhado, tanto por via de pesados impostos como através de aumento de preços em bens essenciais e de primeira necessidade ou retirada de direitos de acesso à saúde, educação e de compensação remuneratória condigna de uma sociedade dita desenvolvida.

Será que, sendo o dinheiro deles mesmos aceitariam entrega-lo, numa qualquer entidade bancaria, sem exigirem exercer controlo sobre a sua respectiva gestão?

Será que sendo o dinheiro deles mesmos e sendo accionistas de 51% do capital social só aceitariam exercer o controlo sobre 1% desse capital?

Pois é, é mesmo isso que, tudo indica, o tão cioso ministro Gaspar e respectivo governo, bastante lestos a cobrar impostos e a cortar nos salários e subsídios dos trabalhadores portugueses, vão acordar com os banqueiros entregando-lhes o dinheiro que eles quiserem para que tais senhores patinhas dele façam o que muito bem entenderem.

Poderão repetir-se “fenómenos” do tipo BPN`s, os portugueses ficam com o “CoCos” nas mãos e por mais que lhes cheira, semanticamente, a merda têm de arcar com os encargos de tão repetitivos roubos, para salvar o sistema financeiro especulador, como já diziam Sócrates, o Pinóquio, Teixeira o contabilista e Constâncio, o zarolho.

Não acham que isto tudo cheira mesmo muito mal, desculpem, chamando os bois pelos nomes, não cheira mesmo a merda?



Publicado por DC às 16:14 de 28.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Secretas e empresas

Revista de blogues (28/5/2012)

    «Tudo o que sabíamos dos serviços secretos do Estado português, Jorge Silva Carvalho e a Ongoing chegava e sobrava para uma ação exemplar, em que não ficasse pedra sobre pedra.

    A informação de que Silva Carvalho e outros ex-agentes do SIED, a trabalhar para Ongoing, recolheram e fazeram divulgar informações sobre a vida privada de Francisco Pinto Balsemão, dono da Impresa, com quem a empresa empregadora do ex-espião mantém um contencioso (que, para que fique claro, não me diz respeito), já está para lá do que se poderia imaginar. Se tudo o que temos sabido for verdade, ninguém está a salvo.

    Qualquer um que critique Silva Carvalho ou ponha em causa os interesses da Ongoing pode ver, de um dia para o outro, a sua vida privada devassada.

    Como em qualquer ditadura, o poder desta gente sustentar-se-á no medo. Tudo isto começa a atingir proporções tão assustadoras que não podemos fechar os olhos.

    Se a Ongoing e Silva Carvalho fizeram o que se escreve que fizeram, todos os responsáveis por isto têm de acabar atrás das grades. E todos os seus cúmplices políticos têm de ser responsabilizados.

    Porque com a nossa liberdade não se brinca. Por enquanto, estamos perante uma nebulosa. É tudo demasiado escabroso e reles para parecer verdade. Mas isto não é mais um escândalo. Que se cuidem os que, tendo um envolvimento direto ou indireto nisto, estão só à espera que a coisa passe. Se ainda nos consideramos um Estado de Direito, não pode passar.

    Confirmando tudo o que se tem escrito, estamos perante gangsters. E a lei tem de saber como lidar com gangsters e com os seus cúmplices.» (Daniel Oliveira)



Publicado por Xa2 às 13:58 de 28.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Partilhar valores

          Os olhos dos camponeses...      e          Contra muros ...

 

   
... cantava Adriano... e porque há vozes que ultrapassam o tempo... partilho...



Publicado por Xa2 às 13:37 de 28.05.12 | link do post | comentar |

Bancarrotocracia, lóbis, ladroagem, agiotagem, chantagem à U.E. e países

       Para lá do romance europeu

Num dos seus últimos artigos, Vicenç Navarro chama a atenção para a “corrupção do processo democrático europeu nas instituições que comandam a nossa economia política, cujas actividades e prioridades são essencialmente determinadas pelas fracções do capital, em especial do financeiro, cujo horizonte de operação, independentemente das raízes nacionais que ainda contam, é europeu ou está mesmo para lá do continente. Alguns números: 15.000 a 20.000  lobistas em Bruxelas gastam cerca de 3000 milhões nas suas actividades de compra de influência para definir as inevitáveis regras do jogo que estruturam a construção de mercados, a principal especialidade europeia. O défice democrático em Bruxelas facilita imenso este processo. É por estas e por outras que a propaganda europeia, a que faz equivaler egoísmo a nacional, é enviesada: o míope egoísmo organizado do capital opera em múltiplas escalas e tende a ser mais forte ali onde a democracia e as luzes do debate e escrutínio públicos são mais fracas. O drama é que estes poderes europeus estão a minar as democracias na escala onde estas são mais fortes.

    O$ negócio$ de Bruxela$ :  quem gere a União Europeia ?

  La  bancarrotocracia    (-

[«os especuladores deixam-nos em trajes menores», «...»]

    O Estado espanhol prepara-se para entrar com o equivalente a 2% do PIB num Bankia que já foi abandonado pelo Rato. Os novos dirigentes fazem questão de dizer que não querem apurar responsabilidades. A bancarrotocracia está bem e recomenda-se em Espanha: basta lembrar que o ex-presidente do falecido Lehman Brothers de Espanha é agora o ministro da economia.
    Este regime monetário e financeiro favorece o seguinte padrão nas periferias consideradas bem sucedidas até há pouco:

 liberalização financeira, influxos de capitais também promovidos pela suposta desaparição do risco cambial, endividamento numa moeda que não se controla (€), bolhas especulativas nos activos, em especial na construção, captura de reguladores pelo poder financeiro reforçado, convenção “milagre económico”, superávites orçamentais, sobreapreaciação cambial, défices na balança corrente, dependência externa crescente, rebentamento da bolha;
 crise financeira e económica, défices orçamentais e crise da dívida que não é soberana, constando-se que afinal a produtividade não cresceu, dados os sectores promovidos pela finança de mercado, ou que os bancos afinal não eram um modelo de boa gestão do risco e de robustez, até porque o banco central sem escrutínio democrático andava entretido a promover a redução dos direitos laborais, a sua verdadeira obsessão;
seguem-se programas de austeridade recessiva que procuram socializar todos os fardos/custos e que trancam as economias numa espiral depressiva.
    Isto só acaba quando se recriar um regime de controlo de capitais, presença pública determinante na banca e soberania monetária com controlo democrático do banco central. Tem de se começar por algum lado: razão tem por isso a esquerda espanhola em não ter desistido de exigir a criação de um pólo bancário público robusto ao serviço do desenvolvimento (até o PSOE começa a defender tal ousadia perante a pressão da realidade...), parte de um processo mais vasto de reformas estruturais – sim, esta expressão tem de ser reconquistada pela esquerda – que ataquem as verdadeiras causas dos problemas.  

É uma ÓTARICE deixar actividades estratégicas para a soberania/comunidade à mercê dos privados!    Exemplos:
- roubalheira a 'torto e a direito': Portugal tem a terceira gasolina mais cara da Europa antes de impostos;
- chantagens: a espanhola 'Endesa' decidiu chantagear o Estado português;
- e mais chantagens: para que a Europa não caísse num caos económico, a dívida da Grécia a privados foi transferida para os contribuintes (instituições públicas);
- e... mais chantagens: economistas que aconselhavam a privatização da Caixa Geral de Depósitos... depois, para que a economia do país não caísse num caos... passaram a aconselhar... (nota: e depois de terem sido desviados milhões e milhões!!!) a entrada do Estado em negócios "madoffianos": nacionalização do BPN, Estado vai controlar posição accionista de 20% no BCP, etc.

       MFonseca disse ...

...enquanto não existir massa crítica não conseguiremos mudar esta situação. Muito pouca gente em Portugal tem "tomates" para chamar as coisas pelos nomes e muitas menos teriam coragem de se revoltar    As sociedades "modernas" são uma amálgama de zombies e ovelhas que usam qualquer desculpa para ficarem quietos, deixando para a hora do café as suas lamúrias inconsequentes.   Qualquer pessoa com 1 dedo de testa e acesso à internet consegue perceber o jogo que a Goldman Sachs, UBS, Deustche Bank, JP Morgan e outros estão a fazer...
     A pouco e pouco não restam quaisquer bens (assets) públicos e depois ??

... O que faz não chegar para todos é que uma mão cheia (de super-ricos, bancos e multinacionais) possui 90% dos recursos naturais e financeiros.
... enquanto não "matarmos" este paradigma vicioso e viciado nada mudará. ... Basta olharmos para a história conhecida da "civilização" humana e compreendemos que a "elite 1%" procura manter e alargar o seu poder, dominando e pisando os "99%" povo (trabalhadores)...



Publicado por Xa2 às 07:50 de 28.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Corrupção e ... : uns enriquecem, maioria empobrece

"Corrupção" na Assembleia da República ?

  Perante afirmações desta gravidade a Assembleia da República deveria ... criar + uma Comissão para enganar esclarecer o país...    Sobre o BPN já é a segunda e a nada conduz ...  (-# por Joao Abel de Freitas)


Publicado por Xa2 às 13:21 de 25.05.12 | link do post | comentar |

Quero lá saber !!!...

        Eu quero la saber
        Da roubalheira e da alta corrupção
        Que o Djaló esteja no Benfica ou no Casaquistão
        Que não se consiga controlar a inflação
      
        Eu quero la saber
        Que haja cada vez mais desempregados
        Que dêem diplomas e haja cursos aldrabados
        Que me considerem reformado ou um excedentário?
        Que se financie cada vez mais a fundação do Mário
        Que se ilibe o Sócrates do processo
        Que não haja na democracia um só sucesso
      
        Eu quero la saber
        Que o Sócrates já não finja que namora a Câncio
        Que o BCE se livre do pavão armado do Constâncio
        Que roubem multibancos com retroescavadora
        Que o Nascimento esburaque os processos à tesoura
        Que deixe até  de haver o feriado do 1º de Maio
        Que a tuberculose seja mesmo um tacho pró Sampaio
        Que em Bruxelas mamem muitos deputados
        Que o Guterres trate apenas dos refugiados
        Que a nós nos deixou bem entalados
      
        Eu quero lá saber
        Que ele vá a cento e sessenta e não preguem uma multa
        Que amanhã ilibem os aldrabões da face oculta
        Que o Godinho pese a sucata e abata a tara
        Que pra compensar mande uns robalos ao Vara
        Que o buraco da Madeira sobre também para mim
        Que a Merkl se esteja borrifando pró Jardim
      
        Eu quero lá saber
        Que a corja dos deputados só se levante ao meio-dia
        Que a "justiça" indemenize os pedófilos da Casa Pia
        Que não haja aumentos de salários nem digna concertação social
        Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal
        Que Guimarães este ano se mantenha a capital
        Que alguem compre gasolineira na cidade de Elvas
        Que só abasteça o condutor do Dr. Relvas
        Que na Assembleia continuem  230 cretinos
        Que nas autarquias haja muitos Isaltinos
        Que o Álvaro por tu ai esse sim  hei-de eu vir a tratar
        Que se lixe o falar doce do grande actor Gaspar
        Que morram os pobres e os velhos portugueses
        Que eles querem é que fiquem só os alemães e os franceses
      
        Eu quero lá saber
        Que o Zé seja montado quer por baixo quer por cima
        Que a justiça safe bem depressa o influente Duarte Lima
        Que o bancário Costa não volte a dormir na prisão
        Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão
        Que na Procuradoria continue o Pinto Monteiro
        Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro
        Que os offsores andem a lavar dinheiro
        Que o BPN tenha sido gamado pelo Loureiro
        Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
        Que à CEE presida um ex-maoista sacana e manhoso
        Que agora é o snob democrata Zé Manel Barroso
        Tudo isto já nada pra mim tem de anormal
      
        Mas o que eu quero mesmo saber
        é onde está o meu país chamado PORTUGAL
        que isto aqui é vilanagem pura roubalheira corrupção
        Meu Deus manda de novo o Marquês de Pombal
        antes que este povo inerte permita a destruição !!!
      
        Maria (pseudonimo, claro!)
        Funcionária  Pública



Publicado por Izanagi às 23:21 de 24.05.12 | link do post | comentar |

Desenvolvimento, liberdade e soberania

         Para  acabar  de  vez  com  a  cultura     (-por Daniel Oliveira)

 

 

      Os subsídios à cultura têm três funções: desenvolvimento económico, defesa da liberdade de escolha e promoção da soberania cultural.

         Comecemos pelo desenvolvimento económico.

      Quando andei pela Islândia a preparar a reportagem que a revista do "Expresso" publicou há 15 dias visitei uma empresa que se tem saído muito bem nesta crise. A CCP, criada em 1997 por três jovens, é responsável por um jogo online com tanta gente registada como toda a população da Islândia. Como as suas receitas são em moeda estrangeira, não foi afectada pela desvalorização da coroa islandesa. Como tudo o que faz é exportar um serviço, não foi afectada pela crise no mercado interno. Como exporta um bem imaterial, o isolamento do país não a afecta. Como tudo o que precisa é de uma mão de obra altamente especializada, tem na Islândia o excelente lugar para trabalhar.

      A CCP é hoje a maior empresa instalada no porto de Reiquiavique e tem escritórios em Atalanta, Xangai e Newcastle. É maior do que as maiores empresas de pescas do País, o ganha pão mais seguro dos islandeses. Compreensivelmente, o Presidente da Islândia, Ólafur Grímsson, deposita muitas esperanças neste sector. Disse-me, na entrevista que então lhe fiz:

 "Vemos jovens a abrir empresas, a fazer investigação, a trabalhar nas artes, na música, no design, no cinema, na literatura, na tecnologias de informação, e percebemos que temos uma vida mais vibrante nos últimos três anos do que nos anteriores. O sucesso das economias no século XXI não dependerá do sector financeiro, mas dos sectores criativos."

      Também por cá, o sector da tecnologias de informação e do entretenimento é tratado, em discursos de circunstância de muitos políticos, como fundamental para termos algum futuro económico que não dependa de salários baixos. Regresso então à sede da CCP, onde tive uma interessante conversa com um dos responsáveis pelas relações públicas da empresa. Dizia-me Eldor Astthorsson:

 "A indústria IT não cresce num país onde não haja muita atividade cultural tradicional. É a ela que vamos buscar os músicos, os guionistas, os estilistas, os desenhadores e os realizadores que fazem os nossos jogos. Os computadores não chegam para garantir a indústria de entretenimento".

       E isto não se aplica apenas à indústria dos jogos de computador. Não há indústria do calçado, do têxtil ou do mobiliário que sobreviva sem bons designers. E não há bons designers sem bons artistas plásticos. Não há desenvolvimento das telecomunicações, dos novos media e do entretenimento sem conteúdos. E não há conteúdos sem desenvolvimento das artes. Não há turismo competitivo sem atividades culturais. E não há atividades culturais, incluindo as do puro entretenimento, sem cinema, teatro, literatura. Não há cinema comercial sem o experimentalismo do cinema de autor. Não há marketing sem publicidade, não há publicidade sem realizadores e guionistas.

       O sector cultural e criativo representava, em 2010, 3,4% do comércio mundial. Em Portugal gerava 2,8% da riqueza e dava emprego a 126 mil pessoas. Neste sector estão incluídas muitas atividades, que vão do património à publicidade. Mas o combustível desta gigantesca indústria em crescimento são as atividades culturais nucleares: o cinema, a literatura, o teatro, a dança. Sem elas, o motor para. E a criatividade que pode alimentar a economia também.

       Se os sucedâneos comerciais das atividades criativas têm retorno quase imediato, o mesmo não acontece com as atividades culturais de que se alimentam. Todos os países desenvolvidos do mundo, EUA incluídos, têm financiamento público à criação artística. E se isto é verdade em países com mercados de alguma dimensão, em países do tamanho de Portugal deveria ser indiscutível. Assim como o apoio público à Investigação e Desenvolvimento não tem retorno imediato mas é central para o desenvolvimento económico e social de qualquer país, o apoio à cultura é prioritário para quem não queira condenar uma sociedade ao subdesenvolvimento económico, social e cultural. Os subsídios à cultura não são uma esmola. São um investimento. Um pequeníssimo investimento, para dizer a verdade. Talvez dos investimentos públicos onde a relação entre o que é gasto e o retorno final é mais favorável.

          Quanto à defesa da liberdade de escolha, a coisa é ainda mais simples de perceber.

       O Estado não tem gosto. Não escolhe o que é bom e o que é mau. Sabe apenas uma coisa: se deixarmos a cultura apenas ao mercado só teremos acesso ao que tenha retorno financeiro imediato. E o que tem retorno imediato é o que agrada ao máximo de pessoas pelo mínimo investimento possível. E, acima de tudo, o que represente menor risco. A produção com intuitos meramente comerciais é, por natureza, conservadora e avessa ao risco. Inova pouco porque se dirige ao gosto mainstream. Isso não tem mal nenhum. Eu gosto de filmes comerciais. Mas se ficarmos por aí nem os filmes comerciais sobrevivem.

      É comum dizer-se que devem ser as pessoas a escolher o que querem ler, ouvir e ver. Assino por baixo. Não tenho a arrogância de pensar que o que eu gosto é melhor do que o gosto dos outros. Apenas sei que se não houver uma política pública para garantir a diversidade ela morre. E eu, como todos os outros, deixo de ter a possibilidade de escolher. Apenas posso ler, ouvir e ler o que a maioria quer ler, ouvir e ver.

       Ponho a coisa assim: sem investimento público (seja de Estados, seja de monarcas ou instituições mais ou menos públicas), não teríamos podido ouvir Bach ou contemplar grande parte do nosso património arquitectónico. E sem isso, até a nossa música comercial e arquitetura mais acessível seriam hoje muito mais pobres. Resumindo: o investimento público na cultura é a única forma, sobretudo num país da dimensão de Portugal, de garantir a liberdade de escolha que os absolutistas do mercado dizem defender.

          Por fim, soberania cultural.

      Talvez não se saiba, mas, depois do futebol e das praias, a literatura e o cinema portugueses são, de longe, os melhores embaixadores do País. Fica bem desprezar Manoel de Oliveira e João César Monteiro. Mas vão por essa Europa fora e ficarão a saber que são bem mais conhecidos do que a esmagadora maioria das nossos banqueiros ou estadistas. Claro que saem mais caros que um Saramago ou um Lobo Antunes. Apenas porque o cinema exige um investimento dispensável na escrita. Mas um país sem criadores é um país que não existe. Porque nada tem a acrescentar a um mundo globalizado. Não existe na economia, não existe na política, não existe na diplomacia.

      O cinema português assistiu a um corte de 100% de investimento público. Nenhum outro sector vive tal sangria. Neste momento, nenhum dinheiro público (que resulta de taxas sobre a publicidade e não, como muitos julgam, do Orçamento do Estado) está a ser canalizado para a produção cinematográfica. Assistimos, na música (os membros da Orquestra Metropolitana de Lisboa estão hoje em greve, garantindo eventos culturais à população de borla), noteatro e na dança ao mesmo tipo de desinvestimento público que está a levar a criação cultural à penúria absoluta. O estado de falência é generalizado. Dirão: no meio desta crise económica, o que interessa? Interessa tudo. Isto, claro, se alguma vez quisermos sair do subdesenvolvimento político, económico e social que nos atrasou e nos deixou tão vulneráveis a esta crise.

      Tenho lido, pacientemente, muitos disparates sobre os subsídios ao cinema e à cultura. Muito resulta de pura ignorância.

Noutros casos, trata-se de ressentimento social e cultural. Noutros ainda, de populismo barato, num país onde a palavra "intelectual" é usada como insulto. Sobre os prémios internacionais recebidos pelos realizadores João Salaviza e Miguel Gomes, houve mesmo quem tivesse escrito que se tratavam de subsidiodependentes de "chapéu na mão" incapazes de captar investidores internacionais para o seu trabalho. Dá-se o caso de "Rafa" e "Tabu" terem conseguido, antes dos prémios que receberam, financiamento francês, alemão e brasileiro. Porquê?

      Porque há países que sabem o que andam a fazer. Passaram, por assim dizer, à fase da maioridade. Investir na cultura (incluindo na produzida por estrangeiros) é visto como uma indiscutível prioridade política. Aqui, pelo contrário, desprezar os artistas e tratá-los como pedintes mimados rende muito aplauso fácil.

      Pagaremos cara tanta ignorância atrevida.

 (idem para o (des)investimento na Educação, Ciência, Saúde, ... e nos bens públicos.)



Publicado por Xa2 às 19:26 de 24.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Esta economia e política é indigna !

       Da OCDE à Dignidade da Vida Humana...     (por )

A OCDE é uma instituição credível ao nível das previsões socio-económicas, razão pela qual devem ser tomados em séria consideração os dados que ontem foram conhecidos:
em 2013, Portugal continuará em recessão, a dívida pública atingirá 120% do PIB e o desemprego ultrapassará os 16%... conclui a OCDE, em sintonia com a teoria económico-política dominante, que o país terá que aumentar as medidas de austeridade... e se a conclusão não é, seguramente!, a indicada para efeitos da promoção da melhoria das condições de vida das populações, a verdade é que está de acordo com o que, na actual conjuntura política europeia e nos termos que regem a gestão global das finanças internacionais, se pode prever...
 porque não há, no horizonte político dominante, designadamente no que se refere às relações internacionais, sinais de alteração das regras e dos princípios que subalternizam as pessoas, os direitos e a cidadania.
     A degradação social continuará por isso ao vertiginoso ritmo que estamos a viver, corroendo, cada vez mais perigosamentea democracia e o crescimento (ao contrário do que se "apregoa" por esta Europa que pretende integrar a aparente diversidade que muitos pensam poder ver na nova liderança francesa) continuará a caminho do chamado ponto zero... Calamitosa, a realidade é inequívoca no apelo que implica relativamente à indispensável mudança radical dos métodos de gestão das economias... ignorá-lo é, no mínimo, um atentado contra a dignidade da vida humana.      

 

Pessimismo ?! ... 

    (via M.J. Araújo e F.Guadalupe no FB)

            Cenários da memória...  (por )


... "Si me quieres escribir" - uma das canções que, em tempos de Guerra Civil em Espanha, ficaram na memória popular...  (via C.Salomé no FB)
 A nossa candeia 


Publicado por Xa2 às 13:38 de 24.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A "morder" sempre os mesmos ...?!. Há Alternativa.

        Alternativas   (-por Miguel Cardina )

 AuditoriaCidada.info

        bem-vindos ao país que é uma pescada de rabo na boca  (-por Pedro Vieira)

Portugal vai ter de adoptar mais medidas de austeridade para cumprir metas da troika 

  

           Mudar para ficar tudo na mesma  (-por Sérgio Lavos )

   Enquanto o Governo PSD/CDS vai cortando em tudo o que consegue tocar - o Estado Social e os contribuintes privados - o verdadeiro cancro que foi corroendo as contas públicas ao longo dos anos continua a crescer. Durante o primeiro trimestre deste ano, o Estado gastou mais 324 milhões de euros com as PPP's - um aumento de 28.8% - face ao mesmo período de 2011.
   Não admira que o centrão dos interesses esteja em sintonia em quase tudo e que a oposição de Seguro seja uma anedota, uma farsa pseudo-democrática; valores mais altos se levantam, quando chegamos às empresas que dependem da teta do Estado para prosperar. O capitalismo corporativista luso é um fenómeno que está para durar.
   Custe o que custar... ao bolso dos portugueses mais pobres (à classe média e aos trabalhadores por conta de outrem).


Publicado por Xa2 às 07:49 de 24.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Nigel Farage no parlamento europeu - Fracasso do euro


Publicado por [FV] às 11:12 de 23.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Suspenso o futuro do país ... emigrar ou levantar a cabeça ?

                              Levantar a cabeça    (-por Andrea Peniche)

      Quando nos anos 90 do século passado o movimento estudantil avisava que se estavam a abrir as portas à desigualdade no acesso e frequência do ensino superior público, chamaram-nos fantasistas; quando avisámos que a introdução de propinas traria consigo a elitização do ensino superior, chamaram-nos catastrofistas; quando dizíamos que a justiça se fazia nos impostos e não com a introdução de novas taxas, disseram-nos que não sabíamos do que falávamos.

      20 anos depois temos um ensino superior público destinado a quem consegue pagá-lo. Quem tanto enche a boca com o discurso meritocrático, devia abri-la agora: o ensino superior público não é para os melhores mas para aqueles que conseguem pagá-lo. A desigualdade está aí, servida com brutalidade.

      Há 20 anos dizíamos que uma lei injusta não podia ser lei. Porque perdemos a batalha, porque a solidariedade nos foi recusada, o resultado é hoje este: 30 mil estudantes perderam a bolsa, 10 mil abandonaram o ensino superior e o futuro de milhares de estudantes e do país está em suspenso.

      Amanhã, no Porto, é dia  de  LEVANTAR  a  CABEÇA.       [Mais informação aqui.]
       Alguém se esqueceu de desligar a RTP memória   (-por Pedro Sales )      ... O Governo vai aumentar o número de alunos por turma, vai encerrar cursos profissionais e concentrar os recursos da formação profissional nas áreas da caça, pesca e agricultura, em detrimento das novas tecnologias e informação.
     Austeridade/crise faz aumentar o desemprego (15%), incluindo o desemprego jovem e de diplomados ...
     Governo aconselha a emigrar. 
     Ofertas de emprego no estrangeiro para áreas da saúde, engenharia e ciência ... levam à emigração da massa crítica  e de importantes activos portugueses (Pessoas, famílias) ... para além da privatização/ venda de infra-estruturas, recursos, empresas (quase-)monopolistas...


Publicado por Xa2 às 13:34 de 22.05.12 | link do post | comentar |

Poder centrão e atentados à Liberdade

       Relvas,  as  pressões  aos  jornalistas  e  os  silêncios   (-por Daniel Oliveira)

       Nas relações entre políticos (ou dirigentes desportivos, agentes culturais, empresários) e jornalistas, a fronteira entre a irritação, a indignação ou a crítica e a pressão é ténue. Depende dos modos do político, da sensibilidade do jornalista e da intimidade entre os dois. Não há regras escritas sobre a forma como se gere a inevitável tensão que existirá sempre entre comunicação social e política. Não gosto, por isso, da moda do jornalismo queixinhas e de quando o jornalista se torna no centro de notícias. Há políticos que pressionam jornalistas usando abusivamente o seu poder para limitar o trabalho da imprensa. Assim como há, já agora, jornalistas que pressionam políticos usando abusivamente o seu poderpara conseguir uma notícia.

     Dito isto, há terrenos que estão claramente para lá da fronteira em que possam existir dúvidas. Do que se sabe, na conversa entre Miguel Relvas e a jornalista do "Público", Maria José Oliveira, o ministro foi muito para lá do que possa ser discutível. Ameaçar publicar coisas sobre a vida privada de uma jornalista ou prometer um blackout do governo a um jornal é chantagem pura e simples. É um atentado à liberdade de imprensa. Acresce que se sabe que Miguel Relvas é, na relação com a comunicação social, useiro e vezeiro neste tipo de comportamentos. Ainda nos lembramos do caso Pedro Rosa Mendes.

     Sobre a decisão do jornal em não publicar a notícia que Maria José Oliveira terá escrito não me pronuncio. Não li a notícia. E não basta que tenha havido uma pressão para que uma notícia passe a ser publicável. A relação de um jornal com os trabalhos jornalísticos não é igual à relação que tem com os trabalhos de opinião. Cabe ao jornal decidir se uma notícia é relevante para ser publicada. Acresce que o comunicado do Conselho de Redação do "Público" parece-me pouco fundamentado. Nesta matéria, os leitores do jornal terão de esperar por mais esclarecimentos, por exemplo, do Provedor do Leitor.

     Quanto à existência de um ato inaceitável de chantagem, as coisas não podiam ser mais claras. Relvas chantageou a jornalista. Mesmo que esta lhe estivesse a fazer exigências ilegítimas - como dar-lhe um prazo de 32 minutos para responder a uma pergunta -, há coisas que um titular de um cargo público não tem o direito de dizer ou fazer. E que, fazendo-o, significam uma violação da liberdade de imprensa. Se elas são ditas ou feitas pelo titular da tutela da comunicação social, pior um pouco.

      José Sócrates ultrapassava muitas vezes esta fronteira. Não me lembro - mas pode ser falha de memória minha - se alguma vez terá chegado tão longe. Mas foi muitas vezes longe demais. E teve direito à justa indignação (também a minha), tendo havido mesmo quem defendesse que vivíamos num ambiente de "asfixia democrática". Por essa altura, um grupo de jovens (e menos jovens) bloguistas chegou mesmo a organizar uma concentração em frente ao Parlamento em defesa da liberdade de imprensa, coisa nunca vista, nem nos tempos do cavaquismo, aqueles em que a pressão aos jornalistas foi, em democracia, mais sistemática.

      É agora interessante observar o silêncio dessas mesmas pessoas. Fui ver a lista de promotores dessa passeata dos tempos socráticos. Deixei de fora os meros subscritores do apelo para a manifestação e os blogues coletivos que a ela se associaram. Fiquei-me pelos promotores individuais iniciais. À espera que gritassem presente por uma imprensa livre. Entre os poucos promotores estavam pessoas que o leitor pode não conhecer mas são relativamente populares na blogosfera: Adolfo Mesquita Nunes, Carlos Nunes Lopes, Vasco Campilho e Rodrigo Moita de Deus, por exemplo.

      Porquê o seu silêncio? Porque alguma coisa mudou na vida do País e nas suas vidas. Adolfo Mesquita Nunes poderia ser coerente e protestar também agora. Mas entretanto tornou-se deputado do CDS. Carlos Nunes Lopes podia ter vindo de novo em defesa da liberdade de imprensa, mas agora é chefe de gabinete do secretário de Estado dos Transportes. Vasco Campilho poderia ir para a frente de São Bento defender os jornalistas dos abusos de Relvas, mas agora trabalha no Ministério do Ambiente e é um dos coordenadores do Plano Operacional de Valorização do Território. Rodrigo Moita de Deus, o mais ativo dos protestantes do passado, podia ter organizado outra concentração contra a "asfixia democrática", mas entretanto passou a ser membro da Comissão Política do partido de Miguel Relvas. Se em relação a José Sócrates não lhe faltaram palavras, hoje escreve: "Miguel Relvas lida com jornais e jornalistas há mais de uma década. Se fosse pessoa para fazer o que acusam já todos teríamos dado por isso. Nem teria sobrevivido até aqui." Ou seja, de indignados pela liberdade de imprensa os jovens bloguistas passaram a obedientes e silenciosos assessores, deputados e dirigentes partidários.

      É por estas e por outras que escuto sempre com muita cautela discursos difusos, que ignoram as condições de proletarização crescente em que jornalistas trabalham, sobre a liberdade de imprensa e a sua relação com o poder político (esquecem sempre o mais eficaz dos poderes, que é o económico). Cansei-me de ouvir o silêncio presente dos indignados do passado e a indignação presente dos silenciosos do passado. E, sobretudo, tenho sempre muitas dúvidas sobre a coerência de quem defende a precariedade profissional e editorial dos jornalistas e se quer trasvestir, quando dá jeito, em advogado da sua liberdade.

      Dito isto, o que Miguel Relvas fez com a jornalista do "Público" é grave. Não por o caso em si, que poderia corresponder apenas a um excesso do momento, mas por ser evidente que se trata de um padrão de comportamento. Assim como a cumplicidade com estes atropelos a uma imprensa livre é um padrão dos apoiantes do centrão que, à vez, passam de defensores dos jornalistas para disciplinadores dos jornalistas. Só depende de quem está no poder.

               - Publicado no Expresso Online

Razão teve o Arrastão em não se manifestar com esta gente quando fingiram acreditar no que não acreditavam.



Publicado por Xa2 às 07:52 de 22.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Pela primavera global

           "Moda Revolta" - Pela  Primavera  Global...  ... de Vitorino ...

 ...  (via Carlos Salomé no FB e Aqui

                 A  nova  geografia  política  da  Europa... 

(via Jose Luis Montero no Facebook)

                                                           A  soberania... é  deles ?!

As dinâmicas (...) face a lideranças da gestão política e económica, arreigadamente conservadoras, que vão resistindo a toda a mudança, em função de uma subserviência que denota a absoluta subalternização do interesse público dos cidadãos e um compromisso incondicional com o que consideram essencial à sua continuidade no poder, nos termos em que o impõe a conjuntura internacional em que se inscrevem... atravessam assim os tempos, esses poderes cuja legitimidade radica na eficácia da manipulação das opiniões públicas... ao ponto de invocarem o exercício de uma autoridade que ninguém lhes concedeu ou, sequer, lhes reconhece... é o caso da mais escandalosa afirmação de Jean Claude Trichet que vem agora sugerir/defender a perda de soberania para os países que não cumprem as "recomendações" (??!!) das instâncias financeiras internacionais...

a proposta é tão prepotente, como o é a passividade das reações das lideranças a que se dirige... nomeadamente porque, para além de todos os argumentos susceptíveis de serem invocados, aceitam ignorar o mais elementar princípio subjacente a todo o Direito:

 o entendimento entre as partes e o carácter negocial das regras... ora, se, como diz o Poeta, "somos feitos de palavras", a afirmação de Trichet abre caminho à extinção dos países enquanto entidades soberanas e inaugura a promoção pública da centralização global do poder, afastando as pessoas da participação política e arrasando, de vez!, o espírito com que se quiseram construir as Democracias  (LER AQUI)...  (-



Publicado por Xa2 às 13:39 de 21.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Falácia do empreendedorismo criador de empregos

Sobre empreendorismo, criação de empregos e outras falácias capitalistas (-por Sérgio Lavos)

    Nick Hanauer poderia ser, segundo algum jargão de esquerda, um porco capitalista. É um investidor de Seattle habituado a contratar pessoas para trabalhar nas suas empresas. E foi convidado para uma palestra TED - uma organização não-lucrativa norte-americana dedicada à divulgação de ideias inovadoras nas áreas da tecnologia e do investimento. A palestra que decidiu dar aparentemente não agradou aos organizadores. Tanto que o vídeo não foi publicado no site - eles consideraram a palestra demasiado politizada.
      E qual é a tese do milionário?     
A de que não são os empreendedores que criam postos de trabalho, emprego, mas sim os consumidores, quem compra os produtos que as empresas criam. Numa das passagens mais polémicas do discurso, Hanauer afirma mesmo que um patrão apenas contrata um empregado como último recurso; se a empresa não crescer, se os consumidores não comprarem, se a classe média perder poder de compra, não há novos empregos e os antigos começam a ficar ameaçados.

     Por isso, o milionário defende que os impostos sobre os mais ricos sejam aumentados e desse modo as desigualdades sociais se atenuem e a classe média possa aumentar o seu poder de compra. Parece simples e evidente, não é?

    Seria interessante que alguém do Governo português lesse o discurso de Hanauer e percebesse que a destruição da classe média que está a ser levada a cabo é meio caminho andado para a ruína do país. O "empreendedorismo", um dos fétiches favoritos de uma direita padecendo de uma absoluta falta de ideias, é uma cortina de fumo que não colhe numa realidade de consumidores sem dinheiro e de bancos que não querem financiar a economia. E a ideia, muito portuguesa, de que um empresário é um benemérito criador de postos de trabalho, não passa de um mito fantasioso e salazarento de quem apenas quer manter o status quo da rigidez social e da diferença de classes.

Perceber e agir de acordo com esse entendimento seria a verdadeira mudança de paradigma. Portugal tem de perder o medo de existir.

 - Ver o discurso completo aqui -



Publicado por Xa2 às 14:49 de 18.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Europa federalista ou morte do euro

Um  europeísmo  realista

     A crise da zona euro parece encaminhar-se a grande velocidade para um desfecho ditado pela dinâmica especulativa dos mercados financeiros, sendo esta acelerada pelo impasse político em que a Grécia caiu após as recentes eleições e pela recusa da Alemanha, da Comissão e do BCE em admitir que a política de austeridade é contraproducente. Fala-se agora numa agenda para o crescimento, uma retórica que está longe de obter consenso e, mesmo que venha a traduzir-se em decisões, está ainda mais longe de se concretizar em investimentos reais com efeitos significativos sobre a criação de emprego em Portugal. Por agora ainda não se reconhece que a crise é muito mais privada do que pública e que é sistémica já que une devedores do Sul e credores do Norte.
     Em Julho de 2009 escrevi no Ladrões: "De facto, uma moeda única não é sustentável quando as grandes desigualdades de nível de desenvolvimento dos estados envolvidos não são contrabalançadas por uma política económica comum. Confirmando esta objecção de fundo, o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) aguentou-se mal no passado recente e teve de ser flexibilizado. Agora a recessão global em que estamos mergulhados está a criar as condições que vão precipitar o fim do próprio euro. Custa-me fazer esta afirmação, mas o meu europeísmo é um projecto político realista e não uma ideologia que transporta para fora da realidade. E a realidade a que não podemos fugir é que a Alemanha está a criar as condições perfeitas para acabar com o euro."
     Decorridos mais de dois anos de crise do euro, ainda há muitos europeístas que tomam os desejos pela realidade. Alguns acreditam que a Alemanha até poderá deixar cair a Grécia, contra a qual construiu uma narrativa de culpabilização extrema. Já quanto à Irlanda, Portugal, e sobretudo a Espanha, todos esperam uma viragem de política que evite o colapso. Mas estão enganados. Nos próximos meses vão ter de se render à evidência. Vão ter de reconhecer que a saída para esta crise não se fará por reformas a partir do que existe, antes exige uma refundação do projecto europeu.
     O tempo das ilusões já se esgotou. Talvez o Norte da Europa possa suportar perdas da ordem dos 400 mil milhões de euros em créditos de diferente natureza concedidos à Grécia. Mas há que contar com a corrida aos bancos após a bancarrota grega e com os efeitos de contágio que produzirá. Ora a recente nacionalização do Bankia, o quarto maior banco de Espanha, criado pela fusão de várias caixas de aforro que não foram reestruturadas, com 10 milhões de clientes e cerca de 37 mil milhões de euros em crédito imobiliário tóxico, é um sinal precursor da enorme escala das perdas que vêm a caminho. Como em Portugal, a recessão em Espanha vai fazer crescer o crédito malparado que se adicionará aos créditos imobiliários tóxicos, ou seja, ainda avaliados aos preços anteriores à explosão da bolha.
     Percebe-se a crescente preocupação dos EUA com a crise europeia.
     Não me parece realista pensar que as dívidas públicas alemã, holandesa e finlandesa vão explodir para financiar a reestruturação do sistema financeiro espanhol e recapitalizar os bancos credores europeus, a que terá de se juntar o financiamento do estado espanhol e o segundo pacote à Irlanda e a Portugal.

     A emissão de eurobrigações e uma inundação de moeda criada pelo BCE, para financiar tudo o que fosse preciso, permitiria ganhar o tempo necessário para enfrentar a dimensão estrutural desta crise. Acontece que os eleitorados do Norte não parecem dispostos a caminhar em direcção ao federalismo. Um europeísmo realista deveria reconhecer que a União Europeia só sobrevive se for libertada desta união monetária insustentável.
     (O meu artigo de hoje no jornal i , 



Publicado por Xa2 às 13:56 de 18.05.12 | link do post | comentar |

Esperança europeia

Heaven's on Fire * 

     François HollandeConsta na imprensa internacional que Hollande, ao contrário do resto da rapaziada que tem andado por aí nos últimos anos, não beijou Merkel. Bom sinal, diz que é entendido nisto dos beijos políticos, porque o Mundo precisa de higiene e as trinta moedas rareiam à medida que os Judas se multiplicam.
     Hollande que, tal como Durão Barroso, sabe falar bom francês, mas que ao contrário do Presidente do Conselho da Europa, não toca piano, nem é um gato maltês, foi a Berlim marcar a diferença. Quem esteve atento aos discursos de um e outra pôde notar o respeito que Hollande mostrou ao povo grego em contraste com o habitual dedo em riste que Merkel apontou a Atenas. Quem não deu por isso faça o favor de rever a conferência comum e anote.
     Gostei do primeiro dia do novo Presidente da V República francesa. 
     Fez-me crescer a esperança para que, apesar de raios e coriscos, volte a despontar a ideia europeia baseada nos conceitos de fraternidade e solidariedade rompendo com a teoria da supremacia ensaiada pela dupla franco-germânica que agora enviuvou.
     Gostei de ver que Hollande se molha quando está à chuva ao contrário dos líderes da União que se escapam por entre as gotas que caem do céu.
Gostei de saber que o raio que atingiu o avião de Hollande ao cruzar a fronteira alemã não só não o derrubou como também não evitou que ele cumprisse a agenda que tinha determinado.
     Gostei de saber que Sarko não assistiu à tomada de posse do único Presidente que nesta República Francesa conseguiu vencer um Presidente da República que lutava pela reeleição. Confirmou que os franceses tiveram razão quando o despediram abrindo-lhe, segundo a filosofia de Passos Coelho, uma janela de oportunidades.
     Gostei das palavras que Hollande disse em todas as intervenções de ontem. Dão-me ânimo para poder responder aos que continuam a desconhecer que o combate à política do capitalismo selvagem se faz com a política global da social-democracia europeia reunida na Internacional Socialista, que afinal há esperança e que a Europa provavelmente não morreu. Só precisa de menos beijos e de mais coluna vertical.
(por LNT, a Barbearia [0.266/2012]) * Inspirado na hard rock band "Kiss"

 
 Paris não ratifica pacto sem medidas de crescimento
     «A França não vai ratificar o Pacto Orçamental Europeu se o documento não contemplar medidas de estímulo ao crescimento da economia, reiterou hoje o novo ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici.
      "O que já foi dito muito claramente foi que o tratado não será ratificado, e que deve ser complementado com um capítulo dedicado ao crescimento, com uma estratégia para o crescimento", afirmou hoje o ministro, no canal de notícias francês BFMTV.» [DN]
      Parecer do Jumento:
Como (o governo de) Portugal dispensa tais medidas, não as quer nem gosta delas já aprovou o pacto sem quaisquer condições.
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            O exemplo grego 
     O FMI, a gaja alemã e os gasparzinhos da Europa elegeram a Grécia como o exemplo de castigo a dar aos que ousem não cumprir as regras europeus. O resultado está à vista, a Grécia transforma-se rapidamente numa jangada revolucionária que não tarda começará a navegar em direcção ao centro da Europa.
     As universidades católicas dos Gasparzinhos ensinam religião e moral a mais e história a menos, os Gasparzinhos saem convencidos de que a justiça é coisa dos padres e a economia é matéria de gente que tanto se lhes dá se governam em democracia ou se servem o ditador Pinochet.
     Agora correm um sério risco de estarem a atear um incêndio que não saberão apagar. 
O  AVESSO  SOMBRIO  DA  DEMOCRACIA  (-por Rui Namorado)
     Um conjunto de mangas de alpaca não eleitos, estacionado na União Europeia, mais um leque de empregados bancários de luxo em quem ninguém votou, estacionado no Banco Central Europeu, mais uma alcateia de tecnocratas chamada FMI, alheia ao mais leve perfume de democracia, conluiaram-se para enxovalhar a liberdade do povo grego votar como entender nas eleições que vão ter lugar em Junho. Ameaças e admoestações, mais ou menos ostensivas, que envergonhariam qualquer consciência minimamente democrática.
     Estranho que os mesmos que arrasaram o antigo poder líbio, em nome de uma enorme e confessada paixão pelos valores da democracia, dormitem agora sossegadamente como se nada estivesse a acontecer. Sabemos como a sua consciência democrática subitamente se apaga, quando se trata de algo que tenha a ver com as monarquias autocráticas do petróleo, cuja alergia a tudo o que cheire a democracia é já uma lenda, mas não imaginaríamos que alguma vez se sentissem autorizados a fazer passar a consciência dos gregos, pelo filtro pequeno dos seus  preconceitos burocrático-liberais.
     Pergunto-me, por isso, onde pára a consciência democrática europeia, quando consente que um punhado de tecnocratas, que ninguém elegeu, procure constranger vergonhosamente o exercício da democracia pelo povo grego? Um espanto. Em vez de arrepiarem caminho, reconhecendo, de uma vez por todas, que estão a matar o “doente” com a cura, insistem no caminho suicida como se fossem autómatos desgovernados, arrasando os sinais de humanidade que lhes apareçam pela frente.
     Só lhes falta, num gesto final de degradação, ajoelhar perante os mais fundos demónios totalitários, para caírem num inimaginável apelo ao regresso dos “coronéis” gregos, como aliados últimos da austeridade e do rigor, capazes de corrigirem o erro da simples existência de tantos gregos dispostos a exercer a liberdade de escolha.
     Quem pôs estes burocratas fantasmas dentro do sonho europeu, transformando-o assim em vítima de uma assombração sem limites ?


Publicado por Xa2 às 13:50 de 18.05.12 | link do post | comentar |

CATASTROIKA
 
O novo documentário da equipa responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacte da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy.
De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadores registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.

 



Publicado por [FV] às 10:03 de 17.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Sofrimento, assédio, desemprego, desigualdade ... revolta

            SOFRIMENTO  NO  TRABALHO  E  LAMÚRIA !

      Embora contra a corrente, nomeadamente do pensamento do primeiro-ministro de Portugal, quero aqui falar de um assunto- sofrimento no trabalho- que, no nosso país, é assunto de que não se fala e nada ou pouco tem interessado aos investigadores da área da segurança e saúde no trabalho. Na área da psicologia social já aparece uma ou outra pessoa a tratar do assunto ou a referir investigadores internacionais como a equipa de Dejours. O sofrimento no trabalho é assunto económico, social e político. A sua existência e a sua eventual progressão nas nossas sociedades atuais é um sinal de alarme.
     Hoje com as novas formas de organização do trabalho criadas para responder cada vez mais á competição, às exigências dos clientes e às encomendas, bem como ao lucro rápido, aparecem cada vez mais os problemas de stresse no trabalho e a depressão relacionada com este. A sobre-exploração dos trabalhadores, possível por essas formas de organização do trabalho e pelas enormes potencialidades das novas tecnologias, pode criar um mundo laboral doente, tanto sobre ponto de vista físico como psíquico!
      Claro que este discurso ainda é olhado com desconfiança por muita gente! Alguns, inclusive, especialistas, dizem, por exemplo, que não podemos dar acolhimento a uma mentalidade lamurienta e de queixinhas! Dizem, inclusive, quanto ao stresse no trabalho, que há «stresse bom e stresse mau». Dizem ainda que a maioria dos trabalhadores «está muito bem e até anda satisfeita» e, portanto, atenção, não vamos «pôr em causa o trabalho»!
     Ora, vamos então colocar as questões no seu lugar. Primeiro as «queixas» dos trabalhadores são um elemento fundamental a ter em conta na avaliação de riscos e no estabelecimento de medidas de segurança e saúde. Quando ouço alguém desvalorizar estas queixas está tudo dito!
     Em segundo lugar temos que dizer quanto ao stresse o seguinte. Existe o stresse ocasional, agudo, e o stresse crónico que se prolonga por tempo indeterminado. O stresse agudo, caso seja meramente pontual e não tenha afetado o trabalhador de forma traumática não acarreta problemas de maior para a nossa saúde! Já o stresse crónico pode comportar vários problemas para a saúde do trabalhador. Quanto mais prolongado pior.
     Quanto á ideia de que existe uma minoria de trabalhadores com problemas de saúde há que estar atento ao seguinte. Os efeitos das doenças profissionais em geral não se manifestam de imediato. Podem levar anos e, em alguns casos décadas. Por outro lado, o facto de termos um trabalhador doente num local de trabalho deve servir de alerta para nos interrogarmos sobre o que poderá estar a acontecer no mesmo ou na empresa.
     A existência de um caso evidente de depressão num local de trabalho pode ser um indicador de um alto nível de sofrimento que está a atingir uma larga percentagem de trabalhadores.
     A existência de um serviço efetivo de segurança e saúde no trabalho, o recurso á formação de trabalhadores, nomeadamente de representantes para a SST, na dimensão dos riscos psicossociais, a elaboração de guias de apoio, a criação de grupos na empresa para falar destes problemas são medidas que podem ajudar a prevenir o sofrimento no trabalho.
     Num quadro de grande desemprego e precariedade, o medo e a concorrência entre trabalhadores aumenta. A aplicação de sistemas de avaliação competitivos, a meritocracia endeusada e o assédio são os grandes fatores do desgaste, do medo de não «estar á altura», de não «responder aos desafios»!
     Para os ideólogos do velho pensamento liberal, agora globalizado, estes são os condimentos necessários, o caldo cultural do «novo homem» que querem construir. Um «homem» que colocam como modelo a seguir- forte e não lamuriento- mas que não passa de um escravo moderno que mais tarde ou mais cedo vai quebrar! Desde sempre os homens se revoltaram contra a escravatura. Adoecer também poder ser uma revolta!  (-



Publicado por Xa2 às 19:55 de 16.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

O PS e o Primado do Direito

Já vem de longe e era suposto que em democracia assim não fosse, depois de vários governos, tanto em coligação como de exclusiva responsabilidade de partido único (no caso Partido Socialista e Partido Social Democrata) acontecer a subversão da ordem das coisas.

No caso, o primado do direito cedeu a sua soberania ao poder dos governantes, invertendo, por isso, o lugar próprio e a ordem natural das coisas, mesmo em governos socialistas.

O poder do governante deixou de derivar do primado do direito, passando este a submeter-se ao primado do governante, que amiúdo se posiciona acima da lei e adiante dos agentes da justiça e dos tribunais.

Tal desiderato é conseguido através da tecelagem de ardilosas teias tecidas por linhas de interesses obscuros e nada transparentes de certos senhores engajados nos diferentes partidos (sobretudo da orbita do poder) que, a espaços, se vão revezando no topo, sem colocar, todavia, em causa os dividendos, que partilham.

Os “empregos” públicos conseguidos por via de eleições ou, em consequência disso, em nomeações, estrategicamente, tecidas de tal forma que o pano daí resultante constitua uma manta com tal força telúrica que nem Juízes, Provedor de justiça, Ministério Publico, ou tribunais conseguem resistir muito menos fazer inverter.

Casos como o Freeport, BPN/SLN, Portucal, Submarinos, Ongoing e tantos outros que se torna impossível enumerá-los a todos ou seria deveras fastidioso, são bastante ilustrativos da inversa do primado da soberania do direito face à soberania (temporária) de quem exerce cargos ou empregos públicos.

Perante tais factos e o desiderato de tal inversão não é possível, honestamente, (só por demagogia gratuita) se pode dizer que uma qualquer sociedade viva num Estado de Direito nem tão pouco se salvaguardam os direitos do Estado, a boa e rigorosa gestão da coisa pública, o respeito pela rés-publica.

Se o PS, o seu líder e outros altos responsáveis socialistas quiserem, efectivamente e sem equívocos, ser alternativa a esta desgraçada governação neoliberal têm de dar mostras de que são capazes de fazer diferente, não só dos actuais governantes como do que o próprio Partido Socialista andou a fazer nos últimos anos dos seus governos, começando por se demarcar de certos interesses esquemáticos envolventes de alguns dos seus militantes e dirigentes concelhios, federativos e nacionais. A esmagadora maioria dos militantes e eleitores dificilmente voltarão a dar o seu voto ao PS enquanto não vislumbrarem, sem equivocos, que ele é merecido.

Olhem, comecem por alterar a legislação sobre a prescrição de certos processos-crime bem como sobre as imunidades.



Publicado por Zé Pessoa às 19:19 de 16.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

François Hollande, e os raios

François Hollande, novo presidente francês, por mais pragas que a senhora Merkel lhe rogue não há raio que o parta. O avião não caiu ainda que tenha obrigado a dama a esperar duas horas para receber o novo interlocotor.

É assim mesmo, alguém tem de fazer frente e colocar no devido lugar aquela dama de ferro à alemã.



Publicado por Zurc às 22:05 de 15.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Cortes, mas não para todos
 
As excepções aos cortes salariais no sector público estão a crescer. Este ano, o Governo já autorizou 23 empresas e institutos públicos a terem regras menos rígidas em reduções salariais de trabalhadores ou gestores. E há mais a caminho.

Todos vão ficar sem os subsídios de férias e de Natal, mas há várias «adaptações» ao corte entre 3,5% e 10% ainda em vigor. Além disso, os limites de vencimentos para gestores não são para todos, o que pode custar cinco milhões de euros por ano.

Os principais beneficiários das excepções são os administradores de empresas públicas. Os responsáveis de oito empresas vão escapar ao tecto salarial de 6.850 euros mensais – o salário do primeiro-ministro – imposto pelo novo estatuto do gestor público.

Ganhar mais 20 mil euros do que Passos Coelho

O diploma aprovado pelo Governo permite que as empresas em processos de privatização ou extinção, ou que actuem em regime concorrencial, escapem àquele tecto, o que abrange a TAP, CGD, CTT, RTP, ANA, a Empresa de Meios Aéreos, a Empordef e a Parque Expo.

Com estas excepções às estruturas de topo, o Estado gasta mais 3,5 milhões de euros em salários de administradores de empresas públicas, face a um cenário em que houvesse limites.

O presidente da TAP, Fernando Pinto, pode manter o salário mensal de 26 mil euros, e o CEO da Caixa, José de Matos, continua a receber 19 mil euros. O presidente da RTP, Guilherme Costa, fica com 14 mil euros.

Salários de dirigentes de institutos

A estes encargos somam-se os dos dirigentes de institutos públicos que vão ter um regime especial de remuneração. O Governo aprovou uma nova lei-quadro dos institutos públicos, com tabelas salariais mais restritas.

Os dirigentes destes organismos passam a ter vencimentos ao nível de cargos superiores na administração central (entre 3.750 euros e 4.500 euros).

Mas, até ao momento, foram definidas 14 excepções em que os salários podem ir, no limite, até ao do primeiro-ministro. Num primeiro momento, foram abertas excepções a um grupo de dez organismos, dado o seu grau de especificidade e autonomia. São os casos do Instituto Nacional de Estatística ou do Infarmed.

Mais recentemente, foi aprovada uma norma que abre quatro novas excepções, desta vez a institutos envolvidos na gestão de fundos comunitários. Neste caso, os excepcionados são o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, IEFP, Turismo e o Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas.

No limite, estas 14 excepções poderão elevar a factura com os vencimentos dos dirigentes em cerca de 1,5 milhões de euros (a diferença entre a indexação ao primeiro-ministro e o que seria pago se fossem dirigentes de institutos convencionais).

Governo fala de adaptações

Mas as excepções não ficam por aqui. No corte salarial aos trabalhadores, uma medida que reduziu os salários entre 3,5% e 10% em 2011 – mas que foi mantida este ano –, também há «adaptações», segundo a expressão utilizada por membros do Governo.

Em três empresas, está a ser seguida esta opção. Quem trabalha na CGD, na TAP e_na SATA vai receber o seu ordenado por inteiro este ano, sem os cortes médios de 5% para todos os trabalhadores do Estado que recebem mais de 1.500 euros mensais.

Só na TAP e no banco público – os dados da SATA estão indisponíveis – esta alteração agrava a factura anual com os trabalhadores em cerca de 66 milhões de euros. Esta subida terá de ser compensada com cortes equivalentes noutras áreas. O Executivo justificou estas alterações com o facto de as empresas estarem em mercado concorrencial.

Mais excepções

As «adaptações» orçamentais podem não ficar por aqui. Pedidos semelhantes foram efectuados pelos CTT, NAV e ANA, mas apesar da insistência das empresas, o ministro das Finanças ainda não tomou qualquer decisão.

Há ainda uma forte pressão por parte dos trabalhadores das empresas de transportes públicos para obrigarem as diferentes administrações a pedirem ao Governo um regime de excepção para os cortes salariais. Já houve greves na Carris e para a semana ocorrem no Metro de Lisboa. A administração da Carris garantiu ao SOL que não vai ceder à pressão dos trabalhadores e a do Metro de Lisboa não comenta.

Nos institutos podem também surgir novos casos especiais. No âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado, vão ser fundidos e extintos múltiplos organismos, e ainda estão por publicar novas leis orgânicas em cerca de 20 deles, segundo o último levantamento do Ministério das Finanças comunicado aos sindicatos.

José Abraão, da Frente Sindical da Administração Pública, explicou ao SOL que «é nesta fase que é definido o perfil de remunerações dos institutos e poderá haver mais estatutos diferenciados». Questionado pelo SOL sobre os regimes remuneratórios diferenciados, o gabinete de Gaspar respondeu que «não faz qualquer comentário».

frederico.pinheiro@sol.pt

joao.madeira@sol.pt



Publicado por [FV] às 17:26 de 15.05.12 | link do post | comentar |

A justiça à Portuguesa

A justiça portuguesa, a corrupção e as (i)legalidades económicas

· Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia…
· Ao caso Casa Pia

· Ao caso Portucale

· E Operação Furacão

· Da compra dos submarinos

· Às escutas ao primeiro-ministro

· Do caso da Universidade Independente

· Ao caso da Universidade Moderna

· Ao desaparecimento de Madeleine McCann e de muitas outras crianças

·Do Futebol Clube do Porto e do “apito dourado”

· Ao Sport Lisboa Benfica e “Vale e Azevedo”

· Da corrupção dos árbitros

· À corrupção dos autarcas e “patos bravos-construtores civis”

· De Fátima Felgueiras e “Felgueiras Futebol clube”

· O Isaltino Morais e “Parque … “

· Da Braga parques e “Feira Popular/Parque Mayer”

· Ao grande empresário Bibi (SLB)

· Das queixas tardias de Catalina Pestana

· Às de João Cravinho e “processo legislativo de combate à corrupção”

. Do processo Costa Freire / Zeze Beleza, quem não se lembra?

· Do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático

· Das crianças assassinadas na Madeira e a “Pedofilia de padres e não só”

· Do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal

· As famosas fotografias de Teresa Costa Macedo. Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos e a universidade Lusófona.

· Os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran e dos negócios escuros, em Portugal, do grupo Carlyle do senhor Carlucci, antigo embaixador dos EUA.

· O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

· E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência.

São tudo casos bem esclarecidos e resolvidos, sem quaisquer equívocos ou margem para duvidas…

Pois é, embora tenha prescrito o processo Isaltino Morais a justiça portuguesa está de parabéns, depois de anos e anos a batalhar eis que surge um caso de sucesso, prenderam e, foi levado a tribunal, um sem-abrigo por ter roubado uns chocolates numa superfície comercial enquanto certos donos de superfícies se furtam aos impostos de forma legal!

Agora sim, sinto-me mais seguro! Quaisquer outros comentários são uma mera ficção da realidade, pois claro.



Publicado por DC às 21:45 de 14.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Empreendedorismo neoliberal -vs- cooperativismo

O empreendedorismo liberta * (-por Sérgio Lavos)

       Ainda pairava no ar a bestialidade proferida por Pedro Passos Coelho (reiterada no dia seguinte) e já a conversa do costume se multiplicava por todo o lado. Mas que diabo, o primeiro-ministro apenas disse o que deveria ser evidente: um Estado que não só não consegue criar condições às empresas para contratarem mais gente e que, ainda por cima, consegue produzir todos os dias centenas de novos desempregados - em consequência da austeridade além do memorando - é um Estado que desistiu de garantir que a economia funcione. Portanto, a Passos Coelho apenas resta realizar as exéquias do Estado e servir como conselheiro laboral ao milhão de desempregados, é isso?  

 ...

     Como mostra o quadro publicado neste post de João Vasco, Portugal é quarto país da OCDE em percentagem de "empreendedores", o maravilhoso termo de newspeak que define as pessoas que trabalham por contra própria. 23,5% da população. À nossa frente, surpreendentemente, não estão os EUA. Nem qualquer outro país que seja exemplo do "empreendedorismo". Estão o México, a Turquia e, extraordinário, a Grécia. Os países mais pobres, os que não conseguem garantir empregos à população, seja directamente no Estado seja através de estimulos à economia. No fundo, são os países com maiores desigualdades que lideram este ranking

     O disparate torna-se perigoso sabendo-se que, neste momento, os bancos, apesar da promessa de recapitalização por parte do Governo, não estão dispostos a financiar a economia privada. E em tempo de crise, começar um negócio pode ser meio caminho andado para um ainda maior endividamento de quem já está no desemprego e a passar por sérias dificuldades financeiras. 

     As declarações de Passos Coelho são vergonhosas, sim. Sobretudo porque o seu percurso profissional - carreira partidária desde os tempos da JSD, licenciatura aos 37 anos, emprego garantido nas empresas do padrinho Ângelo Correia - é uma afronta para as centenas de milhar que trabalharam uma vida inteira e agora se vêem atirados para o desespero do desemprego. Mas são também perigosas - incentivar os desempregados ao risco do investimento em pleno período de contracção económica. E são a evidência de uma de duas possibilidades: ou Passos Coelho e o Governo PSD/CDS vivem completamente alheados da realidade, das pessoas que os elegeram e do país que era suposto governarem; ou sabem muito bem o que se passa, qual o resultado da sua louca demanda austeritária, mas não vão parar, cegos por uma ideologia neoliberal sem histórico de aplicação prática (Vítor Gaspar dixit). Dê por onde der, o país parece ter perdido.

   (*- por analogia com o slogan nazi nos campos de extermínio: «o trabalho liberta» ? )

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     Muito prosaicamente, acho que o Jota às vezes não as pensa de todo. Com a mesma facilidade com que diz aos portugueses "vão-se embora, emigrem que vão ver que é engraçado", também lhes diz "parem com o parasitismo de assalariados, meros trabalhadores por conta doutrém, e tornem-se empreendedores."

    Outro que está a precisar que um esperto lhe escreva um livrinho com o título:  "Como explicar o empreendedorismo às crianças". E é assim, sem mais nem menos, como beber um copo de água?

    Refiro apenas um caso que conheço muito de perto:

    a empresa onde ele trabalhava faliu, e, tal como a mulher, ficou também no desemprego.

    Depois foi o percurso a que já nos vamos habituando:

    vendem-se os anéis, passa-se fome, pedem-se umas esmolas à família, e por último entraram no mais absoluto desespero.

    E foi então, que hipotecaram a casa e pediram ao banco dinheiro para um "empreendorismo".

    Ao fim de poucos meses foram à falência, porque não tinham quaisquer conhecimentos de gestão, e nem um nem outro eram donos da mais leve sombra de "perfil empreendedor", o que exige para além do mais, como é óbvio, um talento específico com o qual a mãe natureza não dota a maior parte de nós, condenados que estamos à dependência de um patrão e de um salário. 

    O casamento acabou, ele anda por terras de Angola, e ela ficou com dívidas que não consegue pagar, mesmo fazendo, como faz todos os dias a partir das seis horas da manhã, trabalhos que a maior parte dos imigrantes já se recusa a fazer.  

 

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  "laDrang:  ...  Porque esquecem  o cooperativismo?   Ou sofrem de fobia à criação de Cooperativas de produção (e de consumo, de serviços, ...)?

      Tem de divulgar-se mais António Sérgio,  para compreender bem  a força do dinamismo  económico e  de desenvolvimento social do movimento  cooperativo (recomendo: CASES e o boletim cooperativista comentado, ligações, informações práticas, ...).  

      Compreende-se o receio dos neocapitalistas em ver os trabalhadores organizados  provarem que têm a mesma capacidade de inovação e de produção que qualquer empresa privada dirigida por um gurú ao serviço da alta finança.



Publicado por Xa2 às 13:24 de 14.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Subversão e mudança da União Europeia, BCE e Euro

As  escolhas  da  Grécia

    Os gregos votaram contra a austeridade que lhes foi imposta. Mas, ao que tudo indica, não votaram pela saída da zona euro. Será possível satisfazer a vontade dos gregos? É, se admitirmos que há uma alternativa à saída e à submissão, a desobediência. Albert Hirschman pode ser uma inspiração. Mas não me parece que, após novas eleições, as esquerdas da Grécia tenham inteligência e maturidade política para, com base nesta alternativa, constituir um governo de coligação.
    No entanto, é esse o caminho defendido pelo economista Jacques Généreux, do Parti de Gauche, nesta entrevista de que traduzo um excerto:
Regards.fr : É preciso sair agora do euro?
    Jacques Généreux : Tudo o que digo não parece possível no quadro europeu e um número importante de pessoas sérias defende a saída do euro. Há outras vias para além do nacionalismo, frequentemente neo-fascista, ou da abdicação frente ao neoliberalismo. Nós desejamos manter-nos no quadro europeu a partir do qual vieram contributos importantes em termos de ambiente, de segurança, de desenvolvimento económico, de progresso social, de bens públicos. Somos internacionalistas e portanto pelo reforço da cooperação entre os povos. Há uma via para fazer mudar as coisas na União Europeia: a subversão a partir de dentro. Permanecemos dentro e desobedecemos de maneira muito educada e diplomática: prevenimos os outros governos que, em conformidade com o mandato do povo francês, nós não vamos respeitar um certo número de tratados e de directivas europeias. Arriscamo-nos a medidas de retaliação? Não, existem muitas condições para entrar na União Europeia mas nenhuma para dela ser excluído. Se um único país decide retomar em parte o controlo do seu banco central, se proíbe alguns produtos financeiros, e se retoma o controlo parcial dos movimentos de capitais, em síntese, se decide proteger-se da especulação, isso muda tudo para a França e para a Europa. Os países vizinhos verão que, sem sair do euro, sem drama, podemos proceder de outra forma para resolver a crise. Os gregos, os portugueses, os irlandeses deixarão de aceitar a austeridade e despedirão os actuais governos. A partir desse momento teremos uma revolução através do voto que desembocará numa verdadeira renegociação dos tratados europeus e das directivas. (e das dívidas)     (-


Publicado por Xa2 às 07:56 de 14.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

bernardo sassetti (1970-2012)
 
«...copiem os meus discos.
Pirateiem a minha música à vontade, mas oiçam-na.
Eu prefiro que o façam, mas que oiçam,
que tentem compreender, gostar, partilhar...»

 



Publicado por [FV] às 16:04 de 11.05.12 | link do post | comentar |

COMBATE Á CORRUPÇÃO?
 

O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, a quem nos anos mais próximos não deverá ser permitido voltar a pôr os pés numa televisão, explicou no programa «Opinião Pública» da SIC Notícias como, em Portugal, as leis são feitas exatamente para não ser possível apanhar as pessoas em situação de corrupção...

 



Publicado por [FV] às 15:49 de 11.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

2018, O ANO SANTO DOS PORTUGUESES

Não é previsto que acabe o mundo nem que se verifique a ressurreição de nenhuma vida daquelas já acabadas, ou seja a chegada de nova vida para além da morte como muita gente, ainda, acredita e algumas igrejas apregoam.

Pondo de lado, com o devido respeito, crenças e religiões chama-se à atenção dos portugueses para a importância, quase vital, do ano de 2018.

Segundo suas santidades o papa Pedro Passos, os cardeais Gaspar e Relvas, além de outros bispos governativos, 2018 será o ano sagrado do regresso do período das luzes dos portugueses e de Portugal.

Ele é o regresso dos feriados, ainda não retirados totalmente, já é prometido para aquele sagrado ano o seu retorno;

É a devolução, ainda que sem reposição do sacado e provavelmente não na totalidade, dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e outros similares que nem como tal eram considerados face à lei de vínculo laboral;

É o ano da devolução dos benefícios fiscais e das taxas moderadoras aos níveis do século passado;

É o ano do regresso das taxas de desemprego a níveis inferiores de cinco por cento considerada como taxa técnica admissível numa economia desenvolvida e em pleno funcionamento;

É o ano do regresso dos preços dos transportes públicos de passageiros e dos respectivos descontos a reformados e pensionistas, a jovens e famílias de fracos recursos económicos;

É o ano do regresso do funcionamento competente e em tempo útil dos tribunais;

É o ano do regresso do respeito pelos mais elementares princípios de justiça económica e social, segundo as capacidades e as responsabilidades que a cada um devem ser inculcadas;

É o ano do regresso da aplicação e respeito pelos mais elementares direitos e obrigações consagrados na Constituição da República e nas leis com ela conexas;

Enfim, a esperança é (deve ser) a ultima a desfazer-se e 2018 é um ano de esperança, pelo menos para o governo e para a igreja católica a avaliar pelo acordo em torno dos feriados, e não só.



Publicado por DC às 10:47 de 11.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

TVI - Portagens nas Scut ruinosas para o Estado


Publicado por [FV] às 19:23 de 09.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Radicalismo de esquerda ou centrismo de empobrecimento ?!

           Falta de vergonha  (-por Daniel Oliveira, Arrastão)

   A Nova Democracia, partido que enganou a Europa com a sua contabilidade criativa e que depois ajudou a destruir a economia grega com a sua austeridade, acusa o Syriza, dois dias depois das eleições, de lançar da Grécia no caos. Há gente que não tem mesmo vergonha na cara. Ainda nem governo conseguiram formar e já são os culpados do que esta gente andou a fazer na última década.

 

        Propostas radicalmente radicais de um partido extrememamente extremista e radicalmente radical, o Syriza , coligação de esquerda grega (-por Sérgio Lavos)

"1) Imediato cancelamento de todas as medidas vigentes de empobrecimento, como cortes nas pensões e salários;

 2) Cancelamento de todas as medidas vigentes que vão contra os direitos fundamentais dos trabalhadores, como a abolição dos contractos colectivos de trabalho;

 3) Abolição imediata da lei garantindo imunidade aos deputados e reforma da lei eleitoral (principalmente a questão dos 50 deputados bónus para o partido vencedor);

 4) Investigação aos bancos gregos e imediata publicação da auditoria feita ao sector bancário pela BlackRock;

 5) Uma comissão de auditoria internacional para investigaras causas do défice público da Grécia, com uma moratória em todo o serviço de dívida até serem publicados os resultados da auditoria."

     Os media andam histéricos com o radicalismo do partido que ia ganhando as eleições na Grécia. Esquecem-se de que o partido de direita que ganhou as eleições desistiu de formar Governo ao fim de poucas horas. E claro, defende as medidas de austeridade que levaram à destruição do país. Com propostas destas, quem é verdadeiramente responsável nesta situação? A direita "responsável" que levou a Grécia ao fundo ou a esquerda "radical" que a quer salvar?     (Via 5 Dias, traduzido por Nuno Moniz.- por Sérgio Lavos, Arrastão)

 

   Duas revolucionárias mudanças de paradigma trazidas pelos resultados eleitorais em França (-por Sérgio Lavos)

      Mário Soares apela ao PS para rasgar o acordo da troika. 
    A direita hayekiana chega à conclusão de que o pagamento integral da dívida pública é anti-liberal e o discurso moralista da direita contra esta dívida um dia irá virar-se contra ela. E de passagem até elogia Sócrates e a sua célebre frase do exílio parisiense: "A dívida não é para se pagar, é para se ir gerindo"*.
      Não tarda nada, iremos ver Passos Coelho a pedir políticas de crescimento à Europa. Não, esperai, já o fez, por interposta pessoa. E ainda há quem diga que Hollande não traria nada de novo ao panorama europeu... 
    *Terei generalizado sobre o Insurgente, como nota André Azevedo Alves. Elogio o pluralismo de um blogue onde tanta gente escreve e concedo que pode haver razões liberais contra os resgates financeiros.


Publicado por Xa2 às 13:15 de 09.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Finalmente de acordo

Finalmente, todos os partidos representados na Assembleia Legislativa da Madeira (e até deputados independentes) se puseram de acordo. E sem bandeiras nazis, abandonos do hemiciclo ou ameaças de pancadaria.

O suave milagre foi conseguido pelo Ministério Público, que reclama dos partidos madeirenses a devolução de verbas recebidas nos anos de 2006 e 2007 para a actividade parlamentar e que, segundo o "Público", foram desviadas "para pagar propaganda partidária e a campanha das regionais de 2007, ou até para comprar e reparar viaturas de uso privado".

O festim financeiro envolve algo como 6,3 milhões de euros, generosamente distribuídos pelo PSD (4,4 milhões), PS (1,3 milhões), CDS (229 mil), dois deputados independentes (170 mil), PCP (159 mil), BE (62 mil) e PND (25 mil). O MP aplicou ainda aos líderes parlamentares, todos suspeitos de crime de peculato, multas de 9 800 euros.

Obviamente ninguém pagou. As razões são ponderosas (são mesmo as mais ponderosas de todas) e os partidos da Madeira esqueceram divergências e juntaram a voz num coro por uma vez unânime: "Não devolvemos o dinheiro! Já o gastámos!". Apoiados no parecer de um dos escritórios de advogados do costume, querem responder perante o Tribunal Constitucional. Aí, ao menos, 10 dos 13 juízes são escolhidos pelos partidos e os outros 3 cooptados por esses 10. [JN]



Publicado por [FV] às 11:42 de 09.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Movimentos de cidadãos

Ainda o BPN e outras manigâncias corruptivas

Caros jornalistas, em primeiro lugar os meus modestos parabéns pelo profundo, importante e fundamentado tralho realizado.

Trouxe ao conhecimento publico, por via de um excelente trabalho, o DN e publicado durante oito dias em “Grande Investigação” há uma semana atrás.

Não restam quaisquer duvidas se é que ainda algumas havia de que os responsáveis de tão vergonhosa delapidação são gente da orbita do PSD e do PS, uns com responsabilidades materiais e outros de cobertura funcional não restando também duvidas dos interesses transversais de gente das duas agremiações partidárias.

Colocando de fora os respectivos partidos visto serem uma criação das pessoas, sejam elas de mérito ou como são o caso em apreço de demérito, a questão que se levanta, já tarda em coloca-la em pratica (muita gente a coloca), é porque cidadãos com tais conhecimentos como o são, inequivocamente, os jornalistas que levaram tão meritório trabalho à estampa e de tão elevada importância não assumam (a titulo de cidadania já que o DN tem de se manter com a necessária autonomia) a promoção de um movimento de cidadãos que promova a organização de um processo-crime contra certos e incertos de modo a que hajam consequências sobre tais praticas (acções e omissões) e sobre quem as praticou ou deveria ter agido e não agiu.

É possível que no plano interno “o manto do silêncio” continue a ser demasiadamente grande mas, não haverá uma qualquer forma de um certo tribunal nacional, europeu ou internacional de colmatar a inércia, a apregoada promiscuidade que tem existido entre juízes, tribunais e MP com os corruptos e ladrões de colarinho branco?

Então não é que os bancos, para sacar dinheiro de juros, retiram da conta os valores que uma pessoa tiver subscrito para um PPR mesmo que ela esteja a descoberto aplicando-lhe depois uma taxa de juros entre quinze e vinte e quatro por cento. Isto é que se chama dar com uma mão e tirar com quatro! Atenção às contas ordenado.

Muitos dos cidadãos comuns estarão dispostos a contribuir para que, pelo menos, se tente.

O caso da decisão do Juiz de Portalegre acalenta esperança de que algo pode algum dia mudar.



Publicado por Zé Pessoa às 09:16 de 09.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Donos do país, (des)economia e crise

          Los duenos de España  (ou de Portugalistãn ...)

     Rodrigo Rato demitiu-se do cargo de presidente do banco espanhol Bankia (seu BPN !), deixando atrás de si um banco que se prepara para uma injecção de 10 mil milhões de euros do Estado espanhol, mas com direito a pára-quedas dourado de 1,2 milhões de euros. Há variedades de capitalismo, mas há coisas que não mudam no capitalismo financeirizado e desigual: Rato foi ministro da economia e vice-presidente do governo do PP, tendo sido um dos arquitectos da bolha imobiliária espanhola.

    Ajudou uma lei de solos feita à medida da economia da construção, puxando uma economia que era dada como exemplo de disciplina laboral e orçamental e adaptação ao euro no discurso neoliberal português nos primeiros anos do milénio; uma bolha que como bom seguidor da sabedoria económica convencional Rato sempre negou, já que as forças de mercado é que sabem.

    Depois Rato foi para o topo do FMI, graças ao tal milagre espanhol e regressou depois ao sistema financeiro espanhol para ganhar umas massas. Lembram-se como se dizia que era bem regulado o sistema financeiro espanhol em 2008 e 2009? De facto, não há sistema que resista ao rebentamento de uma bolha destas dimensões, o que só mostra que o controlo público dos capitais tem de ser muito mais forte. É claro que o Banco de Espanha, tal como o Banco irmão do lado de cá, só pensa em desregulamentar as relações laborais para transferir para as classes populares os custos de um sistema financeiro disfuncional, em que só um banco custará mais do que os cortes em educação e saúde anunciados por Rajoy.

    Lá como cá, temos uma economia desigual, em que uma “pequena elite de 1400 pessoas, que representa 0,0035% da população espanhola, controlava recursos que equivalem a 80,5% do PIB” (Hay alternativas, p. 39). O problema é sempre o mesmo...
 

 



Publicado por Xa2 às 07:56 de 09.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

intocáveis (monopólios, quasi-m., oligop., carteis, promiscuidade, ...) até ...

EDP - O Estado capturado pelo grande capital

     Este artigo de Paulo Morais, hoje no CM, mostra bem quem manda, descaradamente, no Governo de Passos Coelho. Revela bem como o Estado está, ao serviço dos grandes interesses e pôe a nu a consabida precaridade do voto como fonte do poder.

                            O  estado  da  EDP

"A EDP beneficia de favores políticos sem limite por parte de políticos sem vergonha.

(- Por:Paulo Morais, Professor Universtário)

     O poder da EDP em Portugal atingiu uma dimensão perigosa. Enquanto consumidores de electricidade, estamos hoje indefesos perante um domínio absoluto e arbitrário.

    Na factura de electricidade, a par dos seus consumos, as famílias são coagidas a financiar as empresas de energias renováveis, os gastos perdulários em painéis solares ou os investimentos em antenas de energia eólica. Ao onerar as contas de energia com taxas e mais taxas, em benefício próprio ou em proveito do lóbi da energia, a EDP está a exercer um poder tributário, privilégio dos estados.

    A sua fúria despesista, a expensas do povo, não pára. A nova e malfadada barragem do rio Tua irá gerar lucros milionários para a EDP porque tem uma rentabilidade garantida pelo Estado, pela via do défice tarifário que todos pagamos.

     Acresce que a EDP arroga-se estar à margem da lei. Bem recentemente lançou uma campanha publicitária utilizando ilegalmente crianças, visando a venda de serviços que não têm relação directa com a sua faixa etária. O que é interdito, nos termos da lei da publicidade. A EDP emprega trabalho infantil, lesa a dignidade das crianças, mas fica impune. O que só é possível porque dispõe de uma enorme influência sobre o poder político. Eduardo Catroga, em nome do PSD, advogava a redução das rendas pagas à empresa, para logo a seguir defender, enquanto presidente da eléctrica, a manutenção do seu pagamento. A ministra Assunção Cristas e o deputado Mesquita Nunes estão ligados ao escritório de advogados que assessora a sociedade nos seus maiores processos, enquanto tutelam e fiscalizam negócios em que o estado tem favorecido descaradamente a empresa. O deputado Pedro Pinto é consultor de empresas intimamente dependentes da EDP. E muitos mais.

     Há muitos políticos de duas caras. Duas caras… e muitas coroas. Por outro lado, todos quantos se opõem ao poder da eléctrica, como o ex-secretário de estado Henrique Gomes, que pretendia reduzir-lhe as rendas em 165 milhões, são convidados a "demitirem-se".

     Como a EDP beneficia de favores políticos sem limite por parte de políticos sem vergonha, estamos condenados à servidão a uma organização que já não é só uma empresa eléctrica. É um estado dentro do estado."        (# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra)



Publicado por Xa2 às 07:54 de 09.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Educação, delação, assédio, produtividade, economia ... e nossas ruas

                Educação para a delação
     «Mais tarde ou mais cedo tinha que acontecer algo assim. Conta o "Público" que uma escola do 1º Ciclo pôs alunos (crianças entre os 6 e os 10 anos) a fazer patrulhas durante as horas de recreio, com instruções, acusam os pais dos alunos de uma turma do 4.oº ano, como "tomar nota do nome dos colegas que apresentam comportamentos inadequados", nomes depois "colocados em local público para que toda a comunidade escolar tenha conhecimento dos mesmos". E, pelo andar que as coisas levam em Portugal, ainda vamos no princípio...
     Fardadas com uma "t-shirt" com a inscrição "PSP", significando "Patrulha de Segurança do Pontal", as crianças da escola do Pontal (Portimão), duas por turma, são enquadradas por graduados, digo, professores, devendo efectuar "rondas no recinto escolar nos horários críticos da escola, valorizando sempre o diálogo".
     Os pais contestatários pensam antiquadamente que "as crianças têm como principal função aprender, tendo direito a um intervalo para brincar; não têm de 'espiar' os colegas". Presume-se que a maioria, ciente da sociedade de novo tipo hoje em construção, veja na educação para a delação dos seus rebentos apenas a preparação destes para um paisano futuro profissional brilhante a denunciar colegas de trabalho ou, se fardado, a espancar manifestantes e jornalistas "valorizando sempre o diálogo".»  ([JN], Manuel António Pina, via OJumento)

                 PRODUTIVIDADE  E  ASSÉDIO  MORAL ! 

    «O objetivo deste artigo é mostrar o modo como as práticas organizacionais e a cultura dos locais de trabalho podem levar a experiências de humilhação e a situações constrangedoras no trabalho. A discussão baseia-se em entrevistas realizadas no decorrer de 2007, com 20 trabalhadores de três fábricas de calçados localizadas no Ceará (Brasil).

     A análise de conteúdo das entrevistas indica que, apesar da humilhação e do constrangimento serem formas de violência conduzidas por indivíduos investidos de poder e autoridade na empresa, essas práticas transcendem as relações interpessoais e estão relacionadas às políticas de gestão organizacional centradas no estabelecimento de metas de produção a serem cumpridas pelos trabalhadores. As políticas determinam quanto e como produzir e, ao mesmo tempo, as relações interpessoais que se estabelecem dentro das fábricas.»

     Um artigo de investigadores brasileiros com muito interesse sobre uma temática cada vez mais pertinente e atual !Infelizmente os nossos investigadores tardam na abordagem destas questões naturalmente incómodas porque têm uma dimensão social.VER   (-p 
                       Na minha rua
Lisboa     Na minha rua existem dois organismos do Estado. Nota-se que as pessoas que neles trabalham passaram a transportar uma marmita com os restos do jantar.
      O vai-e-vem que animava a minha rua transformou-se no lá-vai-um.
      Na minha rua existem dois cafés. O do Sr. José, com o anúncio na montra a avisar que o Joaquim e o Francisco já não trabalham lá porque o estabelecimento assumiu o aumento do IVA sem o reflectir nos preços e o da Dona Maria, que deixou de fornecer refeições por falta de pessoal.
      Na minha rua havia uma papelaria que fechou. Os funcionários da marmita deixaram de comprar o jornal e os empregados dos cafés deixaram de lá entrar.
      Na minha rua há uma farmácia onde os avós iam com os netos para se aviarem. A farmácia despediu a Sara e a Sofia porque as receitas do fim do mês não chegavam para os parcos vencimentos que tinham.
      Os avós da minha rua já não ficam com os netos. As reformas não aguentam e os pais que trabalhavam no escritório, que entretanto fechou, e no infantário, que tem cada vez menos miúdos, dispensam esse apoio.
      Consta que, lá para a Guarda, encerrou a fábrica de peças de automóveis depois da oficina, que havia na minha rua, ter fechado as portas.
      Na minha rua já não passa o autocarro porque as pessoas que o apanhavam ficam em casa.
      Na minha rua já não se ouvem lamentos piegas. O último foi aquele que o vizinho do 76 proferiu durante o voo que fez do sexto andar.
      Na minha rua o silêncio inquieto que sempre antecedeu barulhos violentos só é quebrado pelo ruído das persianas que se abrem para deixar à mostra o anúncio de venda e pelo grito de quem se aventura ao assalto frequente.    (- LNT [0.250/2012], A Barbearia do sr.Luís)


Publicado por Xa2 às 07:51 de 08.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Carris e Metro a estratégia dos números

Também poderia ser a “Lisboa Transportes” mas será a “Transportes de Lisboa, EPE” a nova designação jurídica da empresa que vai gerir a exploração conjunta dos autocarros e metropolitano, lisboetas.

A nova empresa de transportes de Lisboa terá, nos termos do diploma agora publicado, quatro administradores (dois provenientes de uma e dois provenientes da outra das actuais empresas, menos seis que a soma actual da Carris e Metro. Sendo que os administrados provenientes do lado da carris são eleitos em assembleia geral, visto o seu estatuto ser de SA e os dois do Metropolitano são nomeados em conselho de ministros o que vai dar no mesmo visto que a Carris pertence a um só accionista - o Estado

Contudo, em termos práticos, quase não passa de uma ficção (eventualmente idêntica à que ocorreu com a criação da Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa e Porto - a propósito, alguém sabe de qualquer fruto concreto nascido de tal criação?) a ocorrer, eventualmente no prazo de três anos, pois o próprio artigo quatro do D. Lei nº 98/2012 de 03 de Maio prevê que o mandato dos administradores, agora nomeados, é de “… três anos, se aquela fusão se não tiver entretanto concluído”.

O Governo argumenta que a decisão de aprovar o diploma agora publicado em Diário da República, foi para dar resposta ao estipulado na resolução nº 45/2011 do conselho de ministros e às exigências da tróica, consagradas no Plano Estratégico para os Transportes

A questão de fundo fica sem resposta e é a de se saber se esta medida se insere, efectivamente, num plano estratégico de boa gestão de recursos ou não passa, de poeira para tróica ver, ou de gestão de números com o argumentário, populista e demagógico, de redução de 10 para 4 administradores, sem cuidar da funcionalidade destas empresas nem da qualidade dos serviços prestados ao clientes pagantes, quer por via dos impostos, quer pela utilização do transporte.

O presidente da Carris, Silva Rodrigues, tem sido dado como tendo probabilidade para liderar a TL, mas até ao momento não houve confirmação oficial e como em tempos, também, foi muito badalado para ministro dos transportes e não foi nomeado, poderá esta nomeação, a verificar-se, constitui-se como um desagravo às goradas, anteriores, espectativas.



Publicado por DC às 11:34 de 07.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Portugal: somos dos maiores

É do domínio público que o Automóvel clube de Portugal (ACP), por intermédio do seu presidente, Carlos Barbosa (vá-se lá saber movido por que ímpetos?) apresentou queixa no DIAP e quer que se investiguem as actividades de ministros de anteriores governos ligados a lóbis das SCUTS. Acho que sim, investigue-se e puna-se, se houver que punir!

Foi, também, por estes dias divulgado o 1º relatório emitido pelo Sistema Nacional de Integridade (SNI) sobre o “fenómeno” da corrupção, onde se constata, entre muitas outras constatações aí registadas, um número significativo de condenações em processos-crime de corrupção (501 em 841 arguidos) por ilícitos praticados por funcionários públicos. Os grandes tubarões da corrupção continuam a coberto por um manto de silêncio e de tais sancionamentos. Acho mal, muito mal, só serem punidos os fraquitos. Deve ser porque estes não financiaram os partidos e seus acólitos!

Não admira, assim, que Portugal tenha melhorado o seu ranking na classificação internacional dos países mais corruptos subindo cerca de uma dúzia de lugares na respectiva tabela classificativa.

Somos dos maiores, no futebol e na corrupção!

Desculpem, esquecia-me do fado, de Fátima e Pingo Doce.



Publicado por DC às 15:20 de 06.05.12 | link do post | comentar |

PRESIDENCIAIS FRANCESAS

Uma possível mudança de rumo (na Europa) e não só

Histórica e culturalmente a França tem representado (e pode continuar a representar), naquilo que é o conceito de “Estado Social”, uma espécie de berço do nascimento, pois foi aí que se assinou, na sequência de uma progressiva evolução política, económica e social o primeiro e único “Contrato Social” ao seu tempo.

Esse “contrato”, inicialmente definido John Locke depois por Thomas Hobbes e mais tarde por Jean-Jacques Rousseau, determinava (e ainda deveria ser suposto determinar) a relação (compromissos, direitos e obrigações das partes) entre o Estado, enquanto entidade soberana de defesa dos interesses da polis, das necessidades do todo colectivo de cidadãos, enquanto tal, e esses mesmos cidadãos no plano de contribuintes individuais ou pessoas organizadas em empreendimentos económico-financeiros, conforme as responsabilidades os meios e compromissos de cada um.

O conceito foi-se alastrando ao longo dos tempos, inicialmente pela Europa e, através dos diferentes países eminentemente pelos chamados colonizadores, pelo resto do mundo, ainda que não tenha abrangido, tão pouco por igual, o mundo todo.

O conceito de “Contrato Social” terá, naturalmente, alterado e, de igual modo, o seu conteúdo, também, teve as suas grandes alterações. Infelizmente, em vez do seu aperfeiçoamento (até porque as evoluções tecnológicas foram incomensuravelmente grandes) o “Contrato Social” sofreu grandes revés e deteriorou-se, mesmo na própria Europa, seu berço de nascimento.

Perante as actuais circunstâncias de globalização da economia e da sociedade, perante a crise económica e de valores ético-morais, perante a agiotagem financeira e ausência de regras dos fluxos financeiros, perante a falta de mecanismos de controlo aos mais diferentes níveis, emergem comportamentos que desrespeitam e cilindram a dignidade das pessoas.

Estamos (ainda mais grave) também perante o colapso da justiça, qualquer que seja a natureza dos diversos ramos  a que nos queiramos referir assim como de todas as esferas envolventes da mesma.

Assim, as eleições francesas, a realizarem-se no domingo próximo, poderão constituir, não só nem em exclusivo para os franceses, uma esperança de viragem de rumo e um sopro de ar fresco.  

 

 



Publicado por Zé Pessoa às 19:24 de 04.05.12 | link do post | comentar |

Pingo Doce-A grande jogada de fuga de capitais

Com o saco cheio, lá foram cantando e rindo, mas tesos para o resto do mês.

O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em poucas horas em capitalização de produtos armazenados.
De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se organizarem com ele. Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a crédito.

Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se à rasca porque com arroz não se paga a electricidade. O resto, 75% da quantia aparentemente “oferecida”, distribuiu-se assim:
1 - Uma parte dos produtos (talvez 20 a 25%) devem estar a chegar ao fim do prazo de validade. Teriam de ser amortizados como perdas e lançados ao lixo. Enquanto não fosse lixo seria material que entraria como existência, logo considerado como ganho e sujeito a impostos. Assim poupam-se impostos, despesas de armazenamento (logística, energia, pessoal) e o povinho acartou o lixo futuro;
2 – Outra parte (10 -15%) seria vendida com os habituais descontos de ocasião e as promoções diárias. Uma parte foi ainda vendida com lucro, apesar do "desconto".
3 – O Pingo Doce prescinde ainda de 30 a 40 % do que seria lucro por motivos de estratégia empresarial a saber:
1 - Descartar-se da concorrência das pequenas empresas. Quem comprou para dois meses, não vai às compras nesse mesmo tempo;
2 - Aumentar a clientela que agora simpatiza com a cadeia “benfeitora”;
3 - Criar uma situação de monopólio ao fazer pressão sobre os preços dos produtores (que estão à rasca e muitos são espanhóis) para repor os novos stocks em grande quantidade;
4 – Transpor já para euros parte do capital parado em armazém e levá-lo do país uma vez que a Sede da Empresa está na Holanda. Não vá o diabo tecê-las e isto voltar ao escudo nos próximos tempos o que levou já J. Martins a passar a empresa para a Holanda;

5 – Diminuir com isto o investimento em Portugal, encurtar a oferta de produtos, desfazer-se de algum armazém central e com isso despedir alguns funcionários. O consumo vai diminuir no futuro e o Estado quer "imposto de higiene" pago ao metro quadrado;
6 – Poupança em todo o sistema administrativo e em publicidade. A comunicação social trabalhou para eles.

Mesmo que tudo fosse ilegal, a multa máxima para Dumping é de 15 a 30.000 Euros, para o resto não há medidas jurídicas. Verdadeiramente isto são “Peanuts” em sacos de Pingo Doce, empresa do homem mais rico de Portugal.

 

Os trabalhadores/consumidores contribuiram. A ASAE irá só apresentar serviço.

 

"recebido via e-mail"



Publicado por Otsirave às 22:18 de 03.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Donos de Portugal .vs. República Argentina

        Donos de Portugal, o documentário  (-por M.Cardina e D.Oliveira, Arrastão)

Documentário de Jorge Costa, baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Francisco Louçã, Luís Fazenda, Cecília Honório e Fernando Rosas (Afrontamento, 2010). Estreia na RTP2, na noite de 24 para 25 de Abril.
      Donos de Portugal é um documentário sobre cem anos de poder económico (e de chorudas negociatas de oligarcas sob a protecção ou colaboração de governantes).
O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.
    Mello, Champalimaud, Espírito Santo, ... – as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.
    Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui
 
 
      Cojones  da Argentina e  Memória do Saque a um País / Povo (-por Sérgio Lavos, Arrastão)
 Cristina Kirchner, insatisfeita com os investimentos da maior empresa petrolífera (YPF) argentina no seu país, decidiu nacionalizá-la. A Espanha não gostou, porque a empresa é detida em parte pela Repsol. A resposta da Presidente argentina esteve à altura:

 "Esta Presidente não responderá a qualquer ameaça", disse ainda. "Sou um chefe de Estado, não uma vendedora de legumes", frisou. "Todas as empresas presentes no país, e mesmo que o acionista seja estrangeiro, são empresas argentinas". Simples e directo; em questões de economia, o interesse nacional terá sempre de se sobrepôr aos interesses estrangeiros, sobretudo quando se trata de sectores estratégicos. Qualquer semelhança com a realidade portuguesa é pura coincidência.

     (No Ladrões de Bicicletas encontrei o documentário que relata os verdadeiros crimes contra o povo argentino cometidos inicialmente por Carlos Menem e continuados por Fernando de la Rúa em nome de um capitalismo predatório. A bancarrota argentina de 2001 foi o resultado dessas políticas que apostavam na privatização de toda a economia, incluindo a YPF que agora foi resgatada a mãos estrangeiras.)



Publicado por Xa2 às 07:50 de 03.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Dia do Trabalhador e amarguras

            Hoje não é dia do colaborador...  (

     Todos nós, quando nos levantamos da cama, de segunda a sexta, não o fazemos para ir colaborar. Não chegamos ao fim do dia cansados por termos estado a colaborar. Não é a nossa colaboração que enche de orgulho – ou de frustração. Grande parte do que somos, fazemos e representamos está no nosso trabalho. Por isso, somos trabalhadores. No fundo, é isso que se celebra no 1.º de Maio. E para que possa ser festejado é feriado. Um feriado que homenageia o trabalho no seu sentido mais nobre, o trabalho que não é apenas fonte de rendimento, mas também de realização e de prazer. E de respeito. A isso chama-se trabalho. Nunca colaboração.
Manuel Esteves no Negócios. As palavras são importantes e as lutas dos trabalhadores pelo trabalho com direitos, pelo respeito, fazem-se com elas. Tal como acontece por toda a imprensa, também neste jornal a palavra colaborador enxameia as notícias sobre o mundo do trabalho. Hoje, pode ler-se no sítio, por exemplo, que um jornal espanhol vai despedir um terço dos 600 colaboradores...

                                               

               Porque ontem foi dia do trabalhador...       (-por )



Publicado por Xa2 às 07:36 de 02.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

O Pingo Doce e o dia do Trabalhador

Se ninguém lá tivesse ido no próximo ano não abriam mas, os portugueses sempre que alguém lhes acena com uma cenoura é o que se viu. São mesmo burros ou disso se vestem.

Infelizmente é assim depois queixamo-nos. Somos uma sociedade de lamurias, mal criados e espertalhões, ou será que não?



Publicado por Zé Pessoa às 20:55 de 01.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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