Desinformação e escolas privadas : nem melhor, nem barato

          Ensino  privado:   nem  melhor,   nem  mais  barato  (I)

Este ano, a informação dos resultados dos exames do ensino básico e secundário - que permitem estabelecer os famosos «rankings de escolas» - trouxe uma novidade digna de registo: pela primeira vez, para além das classificações médias obtidas pelos alunos, o Ministério da Educação disponibilizou informação relativa ao contexto sócio-económico (nomeadamente as habilitações e profissões dos pais e a percentagem de alunos, por estabelecimento de ensino, que recorrem a apoios da Acção Social escolar).
        Estes elementos são indispensáveis para analisar, com um mínimo de seriedade, os resultados obtidos pelas escolas, obrigando a situá-las (e a interpretar o seu desempenho) no contexto em que se inserem. Isto é, trata-se de informação que permite concluir que há escolas cuja posição favorável que ocupam nos «rankings» resulta, apenas, do facto de serem dominantemente frequentadas por alunos com um estatuto sócio-económico acima da média. Ou concluir que há escolas que, apesar da sua baixa classificação, desenvolvem um trabalho notável em meios sócio-económicos menos favorecidos. Os indicadores de contexto familiar dos alunos (entre outros que seria igualmente desejável apurar) são, de facto, cruciais para poder avaliar - de forma credível - o desempenho dos diferentes estabelecimentos de ensino.
      Mas, pasme-se, apenas as escolas do ensino público forneceram estes dados, relativos às habilitações e profissões dos pais ou, indirectamente, à sua situação económica (através da existência, ou não, de apoios da Acção Social escolar). Os estabelecimentos de ensino privado limitaram-se, portanto, a enviar para o Ministério as classificações médias obtidas em exame, o que impede qualquer exercício de ponderação com os indicadores de contexto.
      Sabendo, como sabemos, que as escolas privadas são - na larga maioria dos casos - frequentadas por alunos de elevado estatuto sócio-económico, pode legitimamente pensar-se que estas instituições têm interesse em furtar-se à disponibilização da informação que os estabelecimentos de ensino público facultaram. A sobrevivência do fantasioso «mito da primazia do ensino privado» a isso, naturalmente, obriga.
       NOTA: O gráfico aqui ao lado foi elaborado pelo Público, na sua edição de 13 de Outubro. Corresponde à ordenação decrescente das classificações obtidas pelas escolas de ensino básico, em que a vermelho se encontram as privadas e a laranja as públicas. Não é descabido supor, com grande segurança, que se fosse possível ordenar os resultados anulando as diferenças de contexto entre as escolas aquela mancha ali no topo (que concentra os privados) desapareceria. Por uma questão de rigor e credibilidade, o Ministério da Educação deve pois obrigar-se a assegurar que, no próximo ano, os estabelecimentos de ensino privado fornecem exactamente a mesma informação que é coligida no ensino público. É o mínimo, como bem saberá o ministro Nuno Crato.



Publicado por Xa2 às 18:41 de 31.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Desgoverno empobrece cidadãos

            Avanço e recuo à beira de um precipício  - por Daniel Oliveira

     O governo propôs mais meia hora de trabalho diário. As reações foram violentas perante tamanho incentivo ao desemprego. O governo recuou nessa para a UGT ter um argumento para assinar um acordo inaceitável para qualquer sindicalista.

     O governo avançou com a concessão de um canal da RTP com o Estado a pagar. As reações foram de espanto por tão estapafúrdia ideia. O governo recuou para poder continuar a defender a privatização.

     O governo avançou com a redução em 10% no subsídio de desemprego mínimo. As reações foram de indignação perante tamanha insensibilidade social. O governo recuou para vir seguramente a propor uma outra qualquer patifaria que pareça um pequeno menos grave.

     A estratégia é sempre a mesma: propor uma brutalidade para a tareia que vem depois até parecer uma coisa mais ou menos decente. Resultou à primeira, resultou à segunda, não resulta, porque não somos todos idiotas, à terceira.

     O único recuo sincero deste governo foi na TSU. Aí, a rua foi demasiado forte. E, mesmo neste caso, os impostos vieram com tal violência que já ninguém se lembra que para além de roubar os salários ainda queria pôr os trabalhadores a financiarem as suas próprias empresas. Fora este caso, estes recuos são apenas jogos de sombras.

     O problema é que o governo anda a brincar com coisas sérias. Com a vida, o dinheiro e a ansiedade das pessoas. Por isso, em vez dos avanços e recuos resultarem num benefício para a sua estratégia, este jogo funciona contra o governo. Em vez de conseguir amenizar o que vem depois, apenas aumenta a impaciência dos portugueses.Consegue, em simultâneo, exibir a sua brutalidade social e a sua desorientação.

     Este foi apenas mais um episódio na triste vida de um governo desgovernado. Que, em apodrecimento acelerado, já só consegue repetir uma truque gasto. Já não resulta. Alguém que os avise.

 

         O bem comum  (dos banqueiros e administradores) - por Sérgio Lavos

É uma maravilha ver todos os bancos portugueses a apresentar lucros brutais este ano. Fico feliz por mim, e por todos os portugueses, porque o esforço foi nosso, foi colectivo, em prol do bem comum (dos banqueiros): não só foram vários milhares de milhão de euros directamente para a recapitalização de algumas destas instituições, como estas estão a lucrar com a compra da dívida portuguesa (recebem dinheiro do BCE a 1% e emprestam ao Estado português, a 5, 6 e mais). Ver dois grupos de portugueses satisfeitos - os accionistas que recebem dividendos e os administradores que recebem bónus - deve encher de orgulho o povo português. Nós, os que sofremos na pele as medidas de austeridade, estamos cá para isso mesmo. Não queremos ver os bancos pelas ruas da amargura. E se tudo falhar, se nada sobrar depois de transferidos todos os lucros e dividendos para off-shores, também estaremos cá para vos salvar, como aconteceu com o BPN. Não têm nada de agradecer, não fazemos mais do que a nossa obrigação.

 

       O desprezo pelos pobres ou brincar com as pessoas  - por Daniel Oliveira

  Entre as barbaridades que vão saindo de São Bento, há uma especialmente perturbante: a redução do subsídio de desemprego mínimo para 377 euros para beneficiários com agregado familiar e 300 euros para benificiários isolados. A medida afecta 150 mil desempregados. Isto sabendo que cerca de 300 mil desempregados inscritos nos centros de emprego não recebem qualquer prestação social. Junte-se os que já nem se inscrevem e percebemos a dimensão da catástrofe social: cerca de dois terços dos desempregados reais não têm meios de subsistência.

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Publicado por Xa2 às 18:07 de 31.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Lutar contra Desgoverno e Orçamento da morte

Não  passará !

 (via cinco dias )

 

 

    “vale  tudo  no  amor  e  na  guerra”…  de  classes!      

       Um texto imprescindível da greve dos estivadores e dos papel dos sindicatos, escrito pelo sociólogo Alan Stoleroff, do  IUL-ISCTE, que aqui publico com a sua autorização.        All’s fair in love and (class) war .      (por Raquel Varela )



Publicado por Xa2 às 18:01 de 31.10.12 | link do post | comentar |

OS MÉDICOS, OS CANGALHEIROS E O MORTO

   

Hoje fui à Assembleia da República assistir ao debate do Orçamento de Estado para 2013.

Devo dizer que embora se designe, aquele espaço, como a “casa da democracia” fiquei com a ideia que já ali se não aprende nada e a gente sai de lá com os ouvidos a sangrar de tanta agressão e disparate ouvir. O que ali se vê e se ouve tem tanto de deslumbrante como de demagógico e de disparate, como de agressão a quem lhes paga e a quem tanto massacram. É uma completa decepção.

Mas indo aos factos e fatos que as actuais circunstâncias e as vontades de quem manda nos impõem, conforme nos querem fazer crer, a verdade é que estamos entalados entre quatro tabuas.

Aqueles que nos doseiam a receita e nos fazem engolir a medicação, cada vez em doses mais reforçadas, dizem que não há outro remédio para salvar um país doente por males apanhados devido a festas e andanças para as quais tal gente nos empurrou.

Tais curandeiros reforçam, quando o seu argumentário lhes começa a faltar, que o referido caminho (prescrição do receituário e doseamento) é aconselhado por uns senhores troikianos, já habituados, experimentadamente, a esmifrar outros doentes. Sabemos bem que essa troika vem ao que vem e vem ao serviço de certos “laboratórios internacionais” que se fazem pagar através de rendosos e usurários juros.

Uns e outros são sabedores que nem a receita nem os doseamentos melhoram a saúde do doente, nem isso alguma vez foi a sua intenção. O que sabem, uns e outros (o doente ainda mais) é que de doente já passou a moribundo e a seguir virá a morte (para alguns já chegou).

Uns e outros, médicos e cangalheiros, agora preocupam-se, já não com a cura do doente, mas sim com a extorsão da herança do defunto.

A “refundação” que o médico-chefe pretende levar a cabo é bem reveladora da estratégia e do que pretende. A situação do deficit agravou-se, são previsíveis rupturas sociais, ainda há muito património e actividades publicas a ser entregues a especuladores e experientes parceiros que, de futuro, garantirão lugares muito bem pagos aos amigos de ontem, de hoje e de amanha. Á que agir com rapidez.

Para que tudo isto seja feito por um governo sem escrúpulos é conveniente que tais medidas estejam inscritas, num qualquer memorando de ajustamento assinado com a troika, de modo a justificar o aperto preconizado.

Antes de solicitarmos a intervenção de uma qualquer associação de defesa do consumidor para mediar o reescalonamento da divida, à semelhança do que é feito, tardiamente, com os devedores particulares junto dos bancos, (ninguém agiu quando os bancos forçavam os clientes a ter os tais cartões!) ou de estarmos todos mortos o governo acautelará a alienação dos transportes e aeroportos, venderá quartéis, bombeiros e militares. Entregará, à iniciativa privada, hospitais, centos de saúde, SNS, Caixa Nacional de Pesões, CGA e ADSE.

Com a política da refundação o governo alienará, a privados, a gestão dos tribunais e prisões, o Instituto do emprego e formação profissional.

O próprio governo será entregue a Bruxelas e os Passos do Conselho passarão, definitivamente, a ser passos perdidos.

Mas, é curioso! Para que quererão eles isto tudo se o país estiver, então, completamente morto?



Publicado por Zé Pessoa às 19:12 de 30.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

JÁ FOMOS ENGANADOS. TANTAS VEZES!

Mais uma vez, já fui enganado, outra vez e uma vez mais. É como diz o provérbio “não há duas sem três” mas, tanta vez arre burro que é demais!

Mais uma vez fui enganado porque, em terra de touros e de outro mais gado, não fui capaz de ser moço forcado e o boi da cidadania não ter pegado.

Mais uma vez, já fomos enganados, por no poder em nosso nome ter, outra vez, colocado os mesmos de democratas disfarçados.

Mais uma vez fui enganado por não saber para que lado é que me viro, para que lado, se nenhum actual partido demonstra ser honrado.

Mais uma vez fomos enganados, desde Cavaco até ao Sócrates José, toda a gente engana o, povinho, Zé.

Mais de uma vez já fui enganado, não há duas sem três, mas desta vez fui enganado por um amigo do peito que escrevia torto em caminho direito.

Mais uma vez já fui enganado, nesta sociedade de tanto engano, e é por isso que muitos jovens se vêm obrigados a fazer as bagagens, mandam o país para o catano, procurando melhores paragens.

Mais uma vez muitos foram enganados, por um Passos Coelhone sem nenhuma sensatez, cada vez que meta a boca no trombone é para lixar, outra vez, o povo português. Quem se não lembre veja aqui - http://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec

Mais uma vez já fui enganado, vou-me embora, não quero mais viver num país incapaz, de por os banqueiros, políticos e empresários corruptos na Boa Hora.

Mais uma vez já fui enganado e não é caso para rir, é coisa demasiadamente séria, e para não ser mais aldrabado não sei em quem irei votar a seguir.

Mais uma vez já fui enganado, tanto no país como na freguesia ou na cidade. Por mim, no próximo ano, ficarão sem governo se não houver, nos democratas, unidade. É palavra de homem honrado, e mesmo assim arrisco-me a ser, outra vez, enganado.



Publicado por Zurc às 19:17 de 28.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O Gaspar, atleta da maratona, e os outros

    Os Portugueses e quem trabalhe ou tente viver em Portugal pode dormir mais uma hora, esta noite, mas não o pode fazer descansado porque o homem vai continuar na maratona do saque aos contribuintes. Vamos todos (quem ainda o tiver) ter de vender  o automóvel e ficar a ração de combate.


MARCADORES:

Publicado por Zurc às 22:12 de 27.10.12 | link do post | comentar |

REDUZIR NA DESPESA PÚBLICA


Publicado por [FV] às 17:17 de 27.10.12 | link do post | comentar |

Hipocrisia e sem-vergonhice

Agora até o outro Pedro, o Santana Flopes, um esbanjador de dinheiros públicos em autarquias e Santa Casa Misericordiosa de Lisboa, defende (no programa prova dos 9) para Portugal a solução Islandesa. Vejam bem as voltas que o mundo dá para que tudo fique na mesma.

É bem capaz de ter razão, ainda que eu não concorde com ele, aquele pastor que disse às suas ovelhas que não adiantam nada as manifes e que nem com outra revolução lá iria. Cá por mim, acho que vai lá quando o povo, ele próprio, mudar de mentalidade e pegar numa grande vassoura.

 



Publicado por Zurc às 23:47 de 25.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O BPN e outros escândalos ofensivos da ética e da moral

João Marcelino considerou, no DN, já em Março deste ano, o caso BPN como “o maior escândalo financeiro da história de Portugal".

Não se pode esperar (já deram provas bastante) que os actuais dirigentes do PSD se desmarquem das ovelhas negras que protagonizaram este roubo, e que façam algum esforço para que a Justiça julgue e condene os responsáveis.

O caso BPN considerado a Maior Burla de Sempre em Portugal envolve um número é demasiado grande para caber nos jornais nada menos do que 9.710.600.000,00€, (consegue intender o tamanho deste númeroa?) além disso, reparem bem, nos protagonistas, tudo “gente de falas mansas e bom trato”, bem posicionada nos meandros financeiros e intocáveis, também, por parte do Ministério Publico e tribunais!

 

Não há registo de alguma vez ter havido um roubo desta dimensão e nem com tanta conivência e encobrimento por parte de políticos bem instalados no poder. Este rombo foi “tapado” por uma nacionalização que já custou, directamente, 2.400 milhões de euros furtados por gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.

O BPN criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito que era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.

Além de Oliveira e Costa por ali passaram, também, Manuel Dias Loureiro que entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros, Daniel Sanches, Rui Machete, Amílcar Theias e Arlindo Carvalho

O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar.

O Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons negócios que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu, generosamente, pelos amigos e seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários e, em muito maus negócios que continuam a exigir ao povo que pague sem que alguém seja obrigado a devolver o que rapinou.

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN.

O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é um dos mais famosos pensionistas de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.

Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência.

Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros.

Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em
1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

O julgamento do caso BPN já começou, mas, muito estranho(?), os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus.

Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes "condescendentes", vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que
puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais.

Ninguém estranhou (?) que Oliveira e Costa tenha colocado as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos costumes talvez isso não aconteça.

Dias Loureiro também não tem, agora, bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram a regra de Brecht: “Melhor do que roubar um banco é fundar um”.

Em defesa da ética, da moral e do regime democrático não parem de reivindicar, em nome da Cidadania, que estes pessoas  têm de ser responsabilizadas e condenadas a devolver o que rapinaram. Reivindiquemos, também, acabar com o escândalo de um jardim a receber mais de 150.000,00 de reforma em cada mês que passa.



Publicado por Zé Pessoa às 11:11 de 24.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Alternativas ao desastre económico-social

          Existem  alternativas      (-por Miguel Cardina)

          Em 2012, a dívida pública já aumentou 13,4 mil milhões e, só em Julho e em Agosto, cresceu 700 milhões. No final de 2012, esta dívida será mais do dobro do que era há oito anos. Em 2013, aumentará mais 12 mil milhões. Portugal está a empobrecer, a perder emprego e a promover a emigração, para ficar sempre mais endividado. Responder a esta falência anunciada  é a maior tarefa da democracia.

   O Bloco de Esquerda apresentou seis medidas  para  salvar  a  economia (ver em detalhe):

     1) A recusa do aumento do IRS no OE 2013, demonstrando que o défice pode ser corrigido com um conjunto de reformas fiscais no IRS (englobamento de todos os rendimentos), no IMI (progressividade com quatro escalões e fim de isenções), no IRC (progressividade por via de 3 novos escalões), um imposto sobre grandes fortunas (IGF), a reposição do imposto sobre heranças e ainda uma taxa marginal sobre transações financeiras. A receita estimada destas reformas é, em 2013, de 3.450 milhões, que deve ser usada para reduzir o défice.

     2) A renegociação da dívida externa, de modo a que os juros pagos sejam reduzidos para 0,75% e o capital seja abatido em 50%. Os juros pagos em Obrigações e Bilhetes do Tesouro devem passar a pagar imposto, terminando a isenção a não-residentes e ao sistema financeiro. A poupança e o aumento de receita neste contexto é, nos próximos dois anos, de 9.405 milhões anuais, ou cerca de 5% do PI B, que devem ser utilizados para um choque de investimento.

     3) A aplicação das receitas suplementares do novo regime do IMI em programas de investimento local com criação de emprego, com um gasto de 500 milhões.

     4) A reintegração dos hospitais PPP na gestão pública e o resgate financeiro das PP rodoviárias, garantindo a auditoria aos contratos estabelecidos e permitindo aliviar o esforço orçamental anual em cerca de 1.000 milhões no imediato.

     5) A proteção do sistema de segurança social garantindo uma cobrança dos encargos sociais com os trabalhadores despedidos pelas empresas que se deslocalizam e outras medidas de financiamento.

     6) Uma medida excecional de proteção das famílias desempregadas contra as penhoras por dívidas ao IMI e à banca, e ainda o tabelamento dos juros do crédito ao consumo para evitar a falência de famílias.

                          É a política,  é a  política   (-por Daniel Oliveira)

     Boas propostas apresentadas hoje pelo Bloco para uma alternativa ao caminho apontado por este orçamento. Sobretudo a parte relativa à renegociação da dívida. Como o Congresso Democrático das Alternativas demonstrou e várias destas propostas também demonstram, o problema do País não é a falta de alternativas ao empobrecimento e ao saque financeiro. É a forma política de conseguir que elas sejam aplicadas. Sabemos para onde queremos ir. Falta resolver a forma de lá chegar. Sabemos o que queremos de um governo de esquerda com forte apoio popular. Falta saber como conseguir que esse governo exista. Faz-se caminho numa alternativa viável à destruição económica de Portugal. Tem de se fazer o caminho para que ela seja politicamente maioritária. É esse o desafio que se tem de fazer a todos os partidos de esquerda. Sabendo que o memorando da Troika é o programa oposto ao do crescimento e do emprego.



Publicado por Xa2 às 07:52 de 24.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Objectivo ultra-liberal: semi-escravizar trabalhadores e cidadãos

            O  boneco    [ I ]

      A forma mais eficaz de emagrecer é passar fome. A forma mais eficaz de passar fome é não ter com que comprar o que comer. Se a comida for importada as importações baixam. Se não se produzir comida, emagrece-se.
      A forma mais eficaz de passar frio é não ter fonte de aquecimento. A forma mais eficaz de passar frio é não ter com que comprar o combustível ou a energia para aquecer. Se a energia for importada as importações baixam. Se não se produzir energia, enregela-se.
      A forma mais eficaz de submeter é criar uma rede infinda de miseráveis. A forma mais eficaz de criar essa rede é empobrecer aqueles que nela se irão meter. Se não houver emprego haverá mão-de-obra disponível para recrutar a custo mínimo. Se houver precariedade, haverá mais a sujeitarem-se à semiescravatura.
      A forma mais eficaz de estar confortável é seguir uma ideologia fanática avisando que ela será implementada custe-o-que-custar. A forma mais eficaz de conseguir implementar essa ideologia é conseguir um bode expiatório externo para demonstrar a inevitabilidade do caminho único. Se não houver aceitação da ideologia fanática não haverá ordenados nem pensões. Se não houver submissão não haverá pão para malucos.
      Além da troica é a forma mais eficaz de conseguir as metas de empobrecimento. Custe o que custar é a forma mais eficaz de as impor. Ameaçar com o fim do mundo é a forma mais eficaz de chantagear.

      Substituir este Governo é a única forma eficaz de parar o fanatismo e a destruição total. Vai ter de ser, custe-o-que-custar.

      O Boneco [II] agora em Excell para que os amantes da Microsoft entendam melhor
Excell                          (-por LNT  [0.521/2012], A Barbearia)



Publicado por Xa2 às 13:48 de 23.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Dívida e Austeridade/ destruidora vs. Alternativas e petição

Petição pela rejeição da proposta de Orçamento de Estado para 2013 :  Assina aqui

  ...    Esta proposta de O.E. agrava a recessão, aumenta o desemprego, avoluma o défice e a dívida pública, destrói a sociedade e desbarata a economia, agrava as desigualdades e ultrapassa os limites absolutos da capacidade de sofrimento do povo, põe em causa os mais elementares princípios constitucionais, incluindo o da existência de um Estado Social digno e capaz de servir a coesão social e o funcionamento da economia. 

  ...   Na realidade, não há verdadeira alternativa à proposta de OE que não passe pela redução da única despesa que pode ser cortada sem efeitos recessivos e com benefício na libertação de recursos para o investimento e a criação de emprego: os juros da dívida pública. É, pois, pela denúncia e renegociação dos termos do Memorando que passa qualquer verdadeira alternativa à proposta de OE para 2013. É nisto que consistem as razões do Congresso Democrática das Alternativas, expressas na Declaração aprovada em 5 de outubro (disponível aqui). 

   ...        Assina aqui a petição  pela rejeição da proposta de OE 2013

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                      Ainda a estória da Dívida Publica (-por G. Fonseca-Statter)

 

 

     O que não falta por aí, espalhadas por muitos meios de comunicação social e redes sociais multiplas e diversas, são explicações para a «explosão» da dívida pública. Pensando bem, nesta fase do campeonato, até já nem é bem assim... Era mais verdade aqui há uns dois anos atrás, e muito em particular por ocasião da convocatória para uma Convenção de cidadãos para uma auditoria da dívida. Hoje por hoje, parece que – a julgar pela ausência de discussão nos meios de comunicação de referência – a «coisa» está assente e não há muito mais que discutir. A dívida existe («eles emprestaram ou não emprestaram?...») e aquilo que se vai vendo e ouvindo discutir são antes as modalidades de renegociação e pagamento ou reescalonamento da dívida. Vai havendo umas vozes isoladas, aqui e ali, que lembram que há uma coisa chamada «dívida odiosa», outra coisa chamada «contratos leoninos» (que por acaso, de acordo com muita jurisprudência em todo mundo, até são ilegais). De resto o grande foco e tema de debate são a suposta (mas empiricamente demonstrada) impossibilidade de pagamento da dívida. Isto, o pagamento da dívida, sem um «enorme» empobrecimento do zé povinho (como diria o ocupante do cargo de ministro da finanças) e a que se vai juntando essa categoria analítica, mais ou menos amorfa, a que se chama de «classe média». 

      De vez em quando vêm uns ilustres doutores e consultores (pagos a peso de ouro para eu me roer de inveja...) explicar que isto da dívida pública subir mais do que seria normal» é uma coisa que acontece de vez em quando. Que a dívida é uma coisa para gerir e que os «processos de ajustamento» necessários para pagar a dívida até são uma coisa benéfica. A longo prazo claro... O problema é que, como dizia o outro, «a longo prazo estamos todos mortos». Seja como for, a este respeito, estou a pensar em encontrar uma só referência nos grandes meios de comunicação sobre as raízes desta crise da dívida de todos (repito com ênfase...) todos os países da OCDE (e não só...)

      Mas se quisermos procurar uma causa mais profunda, ir às raízes do problema (e já nem vou falar da queda tendencial da taxa de lucro, coisa de análises marxistas...) então, para isso, para procuramos explicações e debates sobre causas mais profundas da crise da divida, pelos vistos só com uma lupa... É um pouco como procurar agulha num palheiro mas em que nem sequer se sabe onde está o palheiro...

      Desde logo é preciso saber o que procurar e como procurar. De certa forma saber de antemão aquilo que se procura vir a saber... Uma espécie de confirmação com dados para que não nos acusem de invenções.

      E depois cada um fazer-se ao caminho. Hoje com a internet, o google, o youtube e a wikipedia a coisa está mais facilitada. Mas mesmo assim é preciso saber procurar.

      Então é assim: aqui há uns trinta anos as grandes empresas em todo o mundo (e os respectivos executivos) pagavam à volta de 45% de IRC e a taxa marginal de IRS dos executivos era na ordem dos 80% - nos EUA chegou a ser a ser de 90%... Depois, em meados dos anos Setenta, começou a «revolução» tatcheriana e a fuga, a evasão e a evitação fiscal por parte das grandes empresas multinacionais. Hoje muitas delas simplesmente não pagam impostos ou pagam 5% a 10% (quando pagam!...).

      Ou seja, o Capital cada vez menos contribui para as despesas do Estado. Gostam de autoestradas, universidades e sanidade pública, mas não querem pagar. Chegámos ao ponto de o ex-ministro Miguel Beleza dizer há dias, em tom sarcástico e se bem me lembro, que talvez fosse boa ideia «acabar com o IRC... também já só contribui com 3% para o Orçamento do Estado»...

      E depois anda o pessoal a discutir como «pagar a dívida», «quais as alternativas», o «reescalonamento da dívida», o «montante exagerado dos juros» e o que mais for por aí sugerido... A esse respeito vem-me à ideia uma hipotética discussão sobre os méritos da orquestra do Titanic enquanto o barco se afunda...

      Para concluir, e mesmo que a dívida publica portuguesa em 2012 fosse genuína e legítima (algo por demonstrar!...),conviria lembrar outros casos de dívidas públicas e de outros países «caloteiros» que não deixaram por isso de serem altamente cotados por todas as famigeradas agências de notação

Começo por referirque foi só em 3 de Outubro de 2010 que a Alemanha acabou de pagar a dívida soberana em que incorrera por causa da Primeira Grande Guerra. Ou seja, cerca de 95 anos mais tarde... Já no que diz respeito às dívidas incorridas por causa da Segunda Guerra Mundial, os aliados foram mais cautelosos e com medo do «papão comunista» (ou do regresso ao populismo de direita e a novas formas de fascismo) resolveram atenuar a pilula.

 Além do perdão de uma parte da dívida que já vinha da Primeira Grande Guerra, foi resolvido perdoar uma parte significativa da dívida provocada pela Segunda Guerra Mundial. Perdão esse que foi gentilmente, com bons modos e diplomacia qb (...) imposto aos Gregos que, pelos vistos, não tinham força suficiente com que argumentar contra a exigência dos Aliados em que alinhassem no tal perdão.

      Mas a condição mais interessante – para o nosso caso, agora e aqui – foi a condição de que os pagamentos anuais da dívida da Alemanha estariam sempre limitados a um montante equivalente a 5% das receitas das suas exportações... Alguém se lembre de começar a reclamar essa condição com esse precedente!!!



Publicado por Xa2 às 07:51 de 23.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

E as alternativas?

"Estupidamente", disse Mário Soares à Radio France-Culture, "o primeiro-ministro anda a fazer mais do que lhe pede a troika". E sem perder tempo concretizou a ideia: Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho "só fazem asneiras". As palavras duras do experiente ex-presi

 

dente da República resumem, de forma inequívoca e simples, a permanente onda de críticas que os partidos da oposição diariamente empurram na direção do Governo.

 

O que Mário Soares não disse, e em abono da verdade não será a ele que compete essa tarefa, é que soluções alternativas (decisiva palavra por estes dias) podem e devem ser postas à disposição dos portugueses. E a simbiose torna-se assim quase perfeita. Com uma importante diferença. É que aos partidos da oposição, e aos seus deputados eleitos, cumpre a obrigação de apresentar ao País alternativas sérias e exequíveis.

Já é tempo de dizer "chega" a esse prolongado e velho, de tanto usado, discurso (que corre sérios riscos de deterioração) dos "assaltos à mão armada". Não há um cidadão deste país que não saiba quem está contra ou a favor do Orçamento do Estado. Não há um cidadão deste país que não saiba que medidas propõe o Governo para 2013. Mas o que nenhum português sabe é quais são as soluções alternativas, os caminhos de uma diferença qualitativa que PS, PCP e BE tenham para apresentar.

A recorrente transumância do discurso político tem disto, principalmente na esquerda socialista e na direita centrista. É assim uma espécie de síndroma. Quem nos garante, para além das palavras e promessas, que estando no Governo o PS, não "oferece" ao País uma versão socialista do Excell de Vítor Gaspar?

 

DN 22-10-2012



Publicado por Izanagi às 01:06 de 23.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Contra saque de governantes fantoches e agiotas da finança

CGTP31O . 

            «Quem paga o Estado Social em Portugal ?»  os trabalhadores



Publicado por Xa2 às 07:54 de 22.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Reescrever Portugal, Reinventar a Europa

Se o sistema político não é capaz, como parece evidente estar a suceder, de gerir a crise pode suceder ser a crise a rebentar com o sistema político.

Que, o frágil actual regime democrático, está doente já não restam quaisquer dúvidas nem equívocos. Essa doença deriva das nossas atitudes e comportamentos enquanto povos, governantes e governados.

No caso português já na década de 80 situação idêntica, ainda que muito menos grave, tanto económica como socialmente e no descredito das alternativas partidárias existentes, levou ao aparecimento do PRD que ganhou as eleições que se lhe seguiram. Foi sol de pouca dura.

Nenhum avanço concreto e muito menos duradouro no plano político, cultural e comportamental se verificou com aquela nova configuração partidária o que demonstra, claramente, que nada resolve apenas mudar de caras sem que se alterem as formas de agir, quer no plano individual de cidadania como ao nível colectivo do exercício na gestão da rés-publica.

Mudar de caras é, como diz o povo, “dar continuidade às mesmas porcarias, apenas as moscas mudam de lugar” repetindo-se, momentaneamente, a ilusão de mudança.

Estarão os jovens -actuais líderes das mais recentes manifestações-, os desempregados, os trabalhadores e pensionistas e todos os que nestes últimos anos temos sido massacrados e maltratados pelos políticos actuais detentores do presente sistema político, dispostos a avançar para construir novas formas de intervenção política que consubstanciem outras exigências de actuação no plano individual e colectivo?

A experiencia islandesa, cujos frutos já se evidenciam, só foi possível materializar devido ao elevado nível cultural e comportamental no exercício democrático e das obrigações de cidadãs e cidadãos. Os islandeses assumiram-se em toda a sua plenitude cidadãos de corpo e alma inteiros, souberam distinguir as diferenças consubstanciadas no exercicio da democracia directa e na democracia representativa.

Idênticos comportamentos se conhecem noutras sociedades cujas democracias já bastante consolidadas como a Suíça onde as populações são permanentemente chamadas a tomar decisões sobre os assuntos que lhes digam directamente respeito. Neste caso a democracia directa sobrepõe-se à democracia representativa, o povo não passa cheques em branco nem passa procurações a quem mal conheça.

É muito importante demonstrarmos a nossa indignação, é imperativo que no próximo dia 14 de Novembro nos manifestemos, não muitos milhares, mas sim muitos milhões por toda a Europa incluindo Portugal, contudo não bastará, há que pensar no futuro. O que queremos no futuro em termos colectivo?

Seremos nós capazes de nos reorganizar como o fez o povo islandês que neste fim-de-semana votam uma nova Constituição escrita por 25 cidadãos eleitos directamente pelo povo e sem interferência directa de partidos?

Se assim fosse estaríamos a reescreve a história de Portugal e ajudaríamos a reinventar a Europa.

 



Publicado por DC às 21:37 de 19.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Greve geral na U.E.-sul : 14 nov.

Será desta ?   Que vai haver  UNIÃO/coordenação de acções na EUROPA Sul    (-por Renato Teixeira)

Parece que sim e que a data também já se ventila no Chipre e em Malta.



Publicado por Xa2 às 19:39 de 19.10.12 | link do post | comentar |

Manuel António Pina

A sua morte física, o calar da sua voz, o quebrar da sua pena tornam o país, ainda mais, empobrecido.

Aqui fica registado o nosso lamento, a nossa tristeza, por esta perda irreparável.



Publicado por Zé Pessoa às 19:07 de 19.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Finança e ultraliberais destroem estados, cidadania e trabalho

O que estamos a pagar e  onde querem cortar  (-por  Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online) 

 O economista Nuno Moniz fez um excelente exercício. Criou uma aplicação em que as pessoas podem colocar os seus rendimentos anuais e ficam a saber quanto vão pagar (isto sem deduções) e para onde vai o seu dinheiro. O exercício é pedagógico. Porque diz onde estão as famosas "gorduras" que se querem cortar. E porque diz para onde vão os nossos impostos em despesas em que não quer tocar

...     ... 

            A estocada final no  «modelo social europeu»  (-por Nuno Serra, Arrastão)

     O alerta chega pelo Henrique Sousa. A Comissão Europeia prepara-se - através de uma «Proposta de Directiva» - para desferir o derradeiro golpe no modelo social europeu, propondo mecanismos, na esfera dos contratos públicos, tendentes à liberalização e privatização dos serviços estatais de educação, saúde e segurança social.
     Mais concretamente, no seu Anexo XVI (o diabo está, como diz o Henrique, nos detalhes), a proposta aponta as suas baterias para os «serviços de saúde e serviços sociais; serviços administrativos nas áreas da educação, da saúde e da cultura; serviços relacionados com a segurança social obrigatória e serviços relacionados com as prestações sociais». Trata-se de lançar a derradeira ofensiva ao pote, de modo particularmente incisivo no que concerne aos fundos da segurança social, aprofundando a regressão civilizacional que o desmantelamento do Estado Social comporta e convertendo «a União Europeia num espaço económico e político inteiramente comandado pelos mercados financeiros e por um ultraliberalismo suicidário».
      Sabemo-lo cada vez melhor. A conversa das «dívidas soberanas», dos «ajustamentos», do «viver acima das possibilidades», das «reformas estruturais», do «Estado ineficiente» - de tudo o que, afinal, dá corpo à vaga austeritária que fracassa em toda a parte - é apenas o Cavalo de Troia que esconde as verdadeiras ambições da direita neoliberal europeia: entregar aos mercados e ao capital financeiro (os verdadeiros responsáveis pela crise) os apetitosos recursos dos sistemas nacionais de política social e, de caminho, cumprir o velho sonho de despedaçar o modelo social europeu, conseguindo na secretaria as vitórias negadas pela democracia.
      Esta proposta é, aliás, bem ilustrativa das disfunções democráticas que corroem a União Europeia. Quantos dos partidos da direita candidatos ao parlamento europeu, que elegeram indirectamente a Comissão, terão inscrito de forma explícita nos seus programas eleitorais esta intenção de privatizar e liberalizar serviços públicos, particularmente no que concerne aos sistemas e recursos da Segurança Social?



Publicado por Xa2 às 13:46 de 19.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Censura no jornalismo vs. democracia e liberdade

Pelo  jornalismo,  pela  democracia  

  «A crise que abala a maioria dos órgãos de informação em Portugal pode parecer aos mais desprevenidos uma mera questão laboral ou mesmo empresarial. Trata-se, contudo, de um problema mais largo e mais profundo, e que, ao afectar um sector estratégico, se reflecte de forma negativa e preocupante na organização da sociedade democrática.
     O jornalismo não se resume à produção de notícias e muito menos à reprodução de informações que chegam à redacção. Assenta na verificação e na validação da informação, na atribuição de relevância às fontes e acontecimentos, na fiscalização dos diferentes poderes e na oferta de uma pluralidade de olhares e de pontos de vista que dêem aos cidadãos um conhecimento informado do que é do interesse público, estimulem o debate e o confronto de ideias e permitam a multiplicidade de escolhas que caracteriza as democracias. O exercício destas funções centrais exige competências, recursos, tempo e condições de independência e de autonomia dos jornalistas. E não se pode fazer sem jornalistas ou com redacções reduzidas à sua ínfima expressão.      ...

      ... Conduzem, pelo contrário, a uma perda de rigor, de qualidade e de fiabilidade, que terá como consequência, numa espiral recessiva de cidadania, a desinformação da sociedade, a falta de exigência cívica e um enfraquecimento da democracia.

      ... Por isso manifestamos a nossa solidariedade activa com todos os que, na imprensa escrita e online, na rádio e na televisão, lutando pelo direito à dignidade profissional contra a degradação das condições de trabalho, lutam por um jornalismo independente, plural, exigente e de qualidade, esteio de uma sociedade livre e democrática.
     Por isso desafiamos todos os cidadãos a empenhar-se nesta defesa de uma imprensa livre e de qualidade e a colocar os seus esforços e a sua imaginação ao serviço da sua sustentabilidade.»

          A  censura  está a passar por aqui 

                                                                 Manif AR 20121015 

     As televisões noticiosas, já só falo destas porque nem vale a pena falar das de sinal aberto, passavam conversas da treta sobre a bola quando a malta do CERCO, de ontem, desatou à pancadaria.
     Não me refiro à bondade ou à concordância com a pancadaria, nem ao CERCO, coisa que já tive a oportunidade de esclarecer não me ser respeitável até por lembrar outros cercos que em 1975 se fizeram para bloquear a democracia e a liberdade.
     No entanto, tal como não gosto de assistir em directo a um terramoto, não prescindo de ser informado de que ele está a acontecer.
     Ontem, enquanto as equipas de reportagem estavam no terreno sem informar da arruaça, os programas de chacha inundavam os ecrãs e as televisões não disponibilizavam informação escrita em rodapé. As redações mantiveram silêncio e registaram imagens para resumos que só passaram quando a acção ficou controlada.
     As redes sociais já tinham filme e fotografia publicada há horas quando as notícias das televisões deixaram de estar sequestradas. Até lá (nas redes sociais) não faltaram comentários a justificar a ausência de directo e a impingir a teoria de que os directos só servem para fomentar mais violência. Teorias velhas de quem não estima a liberdade e de quem está sempre pronto para passar atestados de menoridade a um povo que se quer tutelado.
     Aquilo que ontem se passou nas televisões portugueses foi uma vergonha e foi um precedente gravíssimo. Amanhã, com iguais justificativos, outras coisas serão escondidas, outra informação será adiada e um qualquer vizinho será levado pela calada da noite e só o saberemos quando formos convocados para o funeral.
     A  censura, ontem, voltou a passar por aqui.      (-por LNT  [0.501/2012] )

 

----- Reportagem alternativa sobre o “Cerco ao Parlamento, Este Não é o Nosso Orçamento”  (-por Renato Teixeira, 5dias)   Com a assinatura do Ministério da Verdade, a dar mais uma lição ao jornalismo pop, cluster, histérico e desprovido de sentido.


Publicado por Xa2 às 07:58 de 19.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Nunca houve tantos

Tropecei numa pedra porque fui incapaz de, a tempo, desviar de caminho.

A espaços temporais, de curta distancia, ora nos dizem uma coisa ora nos afirmam coisa diferente, sem contudo darem mostras ou quaisquer indícios, minimamente sérios, de mudar de caminho.

Ora afirmam que o endividamento é profundamente excessivo e que é urgente por os burros a pão e água, ora a seguir juram a pés juntos que com esta receita os animais morrem como sucedeu ao cavalo do inglês, sendo por isso necessário tomar medidas que visem o crescimento económico e a criação de riqueza.

Os que ainda ontem diziam, com veemente convicção, não haver outra receita possível para a cura de todos os males que nos foram impingindo durante os últimos 20 anos, tanto mais que é prescrita pelos iluminados sábios da troika, e que o sacrifício não iria além de três anos, agora consideram ser uma loucura e que é mister alargar o período de tratamento, reduzindo a doze, como forma de lograr a cura publica e privada.

Os medos, que a prol se agite e se descontrole, começam a ser tantos que até já o representante, cá no burgo, de sua eminência o Papa se manifesta contra manifestações, o que não deixa de uma grande contradição em si mesma. Porque diabo de legitimidade democrática deveria ser permitido que sua eminência se possa manifestar televisivamente e os outros burros se não poderiam manifestar na via pública?

Conforme li algures, se eu pudesse dar conselhos e mos aceitassem dizia; tomem juízo e deixem de olhar só para os números e passem a ver as pessoas que andam por aí e a quem tanto mal andam a fazer.

Como ninguém aceita os meus conselhos, nem eles chegariam a quem deveria, apenas me resta dizer: burros, nunca houve tantos e com livros. Embora se saiba que, no relvado da política, nem todos os burros sejam doutores, como inversamente, nem todos os doutores são burros, a lusófona que o diga. Alguns são chico-espertos.



Publicado por Zé Pessoa às 22:23 de 18.10.12 | link do post | comentar |

O novo assalto dos 3 Reis Magos; Coelho, Portas e Gaspar

E não está aqui tudo, ora veja:

No IRS

Sobretaxa de 4% sobre o rendimento colectável retida mensalmente através de retenção na fonte, algo que vai diminuir o rendimento líquido;

Novos escalões de IRS, com a passagem de oito para cinco escalões, sendo fortemente agravadas as respectivas taxações;

Novos escalões levam a novos máximos (mais reduzidos) nas deduções à colecta admitidas;

Novas contribuições para desempregados e profissionais de baixa: de 6% para os desempregos e de 5% para os trabalhadores que se encontram de baixa;

Pensões acima de 1.350 euros vão ter uma tributação acrescida à anterior entre 3,5% e 10%. Nas pensões superiores a 6.288 euros, haverá uma taxa adicional de 2,5%;

Trabalhadores independentes vão ter de pagar IRS sobre 80% do valor das prestações de serviço do ano, acima dos 70% praticados até aqui;

No IVA

IVA relativo a créditos considerados de cobrança duvidosa ou incobrável será deduzido pelos sujeitos passivos daquele imposto sem recurso ao tribunal;

Nas Empresas, fundações e banca

Empresas verificam vários agravamentos contributivos: aumento dos pagamentos por conta (de 70% para 80%) do imposto pago no ano anterior; Escalões que definem a sobretaxa aplicada a empresas com lucros tributáveis superiores a 1,5 milhões de euros são alterados; Limite para os gastos financeiros que podem ser dedutíveis;

Fundações perdem isenção de IMI e IRC, ao contrário do que acontecia até aqui. Caso as autarquias mantenham financiamento às fundações que o Executivo quer extinguir, perdem transferências a si destinadas pelo Orçamento;

Entidades públicas com contribuição para a Caixa Geral de Aposentações de 15% para 20%;

Bancos e companhias de seguros não enfrentam limites à dedução fiscal de custos financeiros relacionados com remuneração da dívida;

Na Habitação

Rendas beneficiam de taxa liberatória de 28%;

Imposto Municipal sobre Imóveis sobe mas cláusula de salvaguarda mantém-se;

Dedução no IRS dos detentores de empréstimos à habitação vai ter limites mais baixos;

Nos Mercados Financeiros

Benefícios fiscais para pequenos investidores mudam com o fim da isenção na tributação de mais-valias;

Nos Produtos de consumo

Taxa adicional sobre tabaco de enrolar, cigarrilhas e charutos aumenta. Não há menção a alterações na taxa sobre o tabaco normal;

Na Agricultura

Fim de isenção de IVA na exploração agrícola;

No ramo Automóvel

Aumento do selo para os automóveis, agravado para carros a gasolina e veículos de maior cilindrada;

Imposto Único de Circulação (IUC) é revisto em alta, com maior aumento para automóveis de maior cilindrada;

Cultura, formação e informação

RTP com capacidade de financiamento mais apertada; Taxa audiovisual sem alterações;

Rendimentos da propriedade intelectual (os que escritores, artistas, criadores e cientistas recebem) sofrem aumento de tributação em IRS;

Outras medidas…

Governo autorizado a comprar dívida de empresas públicas;

Passagem de militares e polícias à reserva fica suspensa;

Pequenas e médias empresas recebem apoios, embora tímidos;

Possibilidade de Banco de Portugal cortar o 13º mês aos seus trabalhadores.

 

Muitos comentários se poderiam fazer sobre as medidas propostas mas fico-me só por esta: não deixa de ser estranho, pretender comprar uma coisa que é sua, que foi feita por sua conta e risco, as dividas das Empresas Publicas.



Publicado por Zurc às 11:36 de 18.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Manif. anti-Merkel(ados): 12 nov.

(Graffiti, Lisboa, via OJumento):  (Nota de) "1 SujoCop" com dizeres: 'ESCRAVOS  UNIDOS  do  MUNDO', 'O mundo é o nosso recreio e nosso campo de batalha',  'Nós confiamos no Lucro', 'F..... técnica, eu quero alma', 'LAVA AS TUAS MÃOS', (cara de palhaço) 'Em guerra de ganância', 'Nós trazemos prendas', 'Sim e depois', 'Comporta(-te)'..

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           O golpe de Estado alemão       (-por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso Online)

     O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, defendeu esta semana que os orçamentos nacionais possam ser vetados pelo comissário europeu dos Assuntos Financeiros. Ou seja, o ministro alemão defende que alguém não eleito se possa sobrepor aos representantes eleitos de um povo. E que seja ele a decidir o mais importante instrumento político de um País, decidindo, independentemente da vontade dos cidadãos, o que será feito com o seu dinheiro. E isto num momento em que vários países assistem a um autêntico assalto fiscal.

     "No taxation without representation", foi o mote para o que viria a ser a revolução americana. O que Schäuble propõe, e é coerente com o que a Alemanha tem defendido, é um golpe de Estado contra as democracias, criando uma junta de tecnocratas que retira à democracia representativa uma das suas principais funções: determinar o que se faz com os recursos de uma comunidade. Não há duas formas de dizer isto: o poder alemão quer destruir as bases fundamentais das democracias europeias. Em vez do federalismo democrático, em vez dos eurobounds e de uma integração cambial e financeira com pés e cabeça, defende uma ditadura orçamental que torne os cidadãos europeus em súbditos. Em contribuintes sem o direito de decidir o que fazer com os seus impostos.

     A posição alemã, ao contrário do que aconselham todas as evidências, continua a apostar na redução da dívida dos países europeus (muito inferior à de grande parte dos grandes blocos económicos), e não no crescimento. E nem a probabilidade de rebentar com a Grécia, fazendo, mais uma vez, cair ali a primeira peça do dominó europeu, travará Merkel e o seu ministro. Recusam um prazo suplementar para os gregos, proposto pelo FMI. A Alemanha aposta no seu crescimento económico à custa de uma hecatombe económica da Europa (aposta que, como no passado, lhes sairá cara) e não está disposta a parar perante nenhum obstáculo. Nem perante as regras da democracia.

     Não se trata de nenhuma posição anti-alemã. É apenas uma constatação de facto: a Alemanha, que já foi um dos principais motores da construção europeia, é hoje a principal inimiga da Uniãõ Europeia. E nas suas cada vez mais indisfarçáveis tentações imperais põem em risco as democracias dos países europeus, o euro, a União e, com tudo isto, sessenta anos de paz. Travar a cegueira alemã é obrigação de todos europeístas e democratas, na Alemanha e em toda a Europa. Antes que seja tarde.

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    «Isto até parece uma réplica de Vichy (governo fantoche francês, sob 'autorização' nazi). Os 'moços' que nos desgovernam, antes de tomar qualquer decisão vão perguntar o que fazer aos alemães, com o espantoso argumento de que não há alternativa.» -Bafo



Publicado por Xa2 às 13:32 de 17.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A culpa é do polvo

A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste.
Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

 

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.

Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.

 

Por: Paulo Morais [CM]



Publicado por [FV] às 09:49 de 16.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Desigualdade de rendimentos e impostos Não progressivos

Os aumentos de impostos não são progressivos  (-por J.Vasco, 13/10/2012, EsquerdaRepublicana)

   Quando apresentou a proposta de aumento do IRS Vítor Gaspar parecia ter convicções sólidas de esquerda: mostrando-se indignado com o facto de Portugal ser um dos países com maior desigualdade de rendimentos da UE e mesmo de toda a Europa, afirmou a pretensão de aumentar a progressividade do IRS como a forma mais justa de lidar com este problema. Lembro-me de pensar que, nem que fosse só por isso, a manifestação tinha valido a pena - pôr Gaspar a discursar contra as desigualdades sociais.
Não pude fazer as contas no momento, mas uma distribuição progressiva do acréscimo dos impostos era, sem dúvida, a escolha menos má para esse aumento.
    Subestimei a hipocrisia e falta de pudor de Vítor Gaspar, capaz que foi de alegar com convicção a enorme necessidade de que o aumento de impostos fosse progressivo, precisamente enquanto apresentava uma proposta que não o era.
    A imagem acima mostra os novos e antigos escalões e respectivas taxas. Acima de tudo acrescentei as 11 categorias em que cada rendimento se pode encaixar em termos da pertença aos diferentes antigos e novos escalões.
    Num aumento progressivo de impostos, para cada categoria, a resposta à pergunta «o acréscimo de impostos que sofreu é superior ao de qualquer das categorias com menos rendimento?» tem de ser afirmativa. Se for negativa, essa categoria não sofreu um aumento progressivo dos seus impostos.
Assim sendo, assinalei cada categoria a «azul» caso a resposta à pergunta fosse afirmativa, e a roxo caso fosse negativa. Qual o panorama geral? A linha parece estar quase toda a roxo.
    No entanto, talvez este critério seja muito sensível a uma subida grande numa categoria sem grande expressão. Como seria o gráfico se a pergunta tivesse em conta isso? Consideremos a seguinte alteração: «o acréscimo de impostos que sofreu é superior ao de qualquer das categorias 'grandes' com menos rendimento?»:
   Para os rendimentos mais baixos existe alguma progressividade, mas a realidade é que os mais ricos viram aumentos muito inferiores aos de parte considerável da classe média. Estas alterações podiam ter sido progressivas, mas recaíram menos sobre os mais ricos. Vítor Gaspar sabia-o e foi capaz ainda assim de alertar para a necessidade de fazer o oposto, enquanto apresentava as suas propostas.
     Aproveito para alertar que alguns dos que fazem esta mesma denúncia em relação à falta de progressividade dos impostos já têm caído num erro aqui explicado. Não é o caso destas contas.
        Poderá também gostar de:   


Publicado por Xa2 às 19:27 de 15.10.12 | link do post | comentar |

As Bertas Cabrais do PSD

Olá Berta açoriana, os teus companheiros, autarcas aqui neste massacrado continente espalhados, como que a adivinhar o que lhes vai tocar pela porta eleitoral que se avizinha, dizem que foste a primeira vítima política das incompetências e anacronismos do coelhone, chamado Passos.

Enganam-se ou têm a memória muito curta, este coelhone actual já fez, antes de ti, milhares, muitos milhares, de vítimas politicas, económicas e, sobretudo, sociais.

O coelhone anterior ainda avisava que “quem se mete com o PS leva”, este, agora, ameaça atirar-nos para cima com um comboio chamado TSU depois diz que recua e já não é um comboio mas sim um autocarro dos articulados, o pagode acredita enganadamente, respira fundo e julga-se aliviado mas a seguir sente o embate das ditas benesses impostas pelos rapazes de Chicago e verifica, pelo peso do embate, que lhe atiraram com um pacote de impostos maior que dois comboios.

Minha querida Berta, se não és cúmplice, se te sentes, verdadeiramente, vítima de tão peçonhenta ave de rapina da esperança no futuro manda-a para bastante longe daqui, manda-a a ela e a todos os que com ela têm defendido estas politicas e estas ideologias, antes que seja demasiado tarde e já nem as cinzas restem



Publicado por DC às 18:00 de 15.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Crime PSD / PP contra o País e ...

              Um crime de Estado   (-por por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online)

      O Orçamento para 2013, que será apresentado hoje, com mais ou menos pequenas alterações em relação ao que já se sabe, é um crime de Estado contra o País.
      É, antes de mais, um crime contra a economia. Desviando somas colossais da economia para pagamento de juros usurários da dívida, será o golpe de misericórdia no mercado interno. Não sobrará dinheiro para nenhum consumo para além do essencial - e para uma enorme quantidade de portugueses, nem isso. Durante o ano de 2013, somar-se-ão as falências, os despedimentos em massa, as prestações das casas e as rendas por pagar. Este orçamento será uma hecatombe para os trabalhadores e para as empresas.

      É, por isso, um crime contra as contas públicas. Porque é às empresas e ao trabalho que o Estado vai buscar a sua receita. Sem economia e sem emprego as despesas crescem - e contra isso restará acabar com os subsídios de desemprego e entregar uma parte significativa do País à miséria - e as receitas, por mais altos que sejam os impostos, caem a pique. Para resolver um problema agravaremos esse problema. Só um idiota não vê isto.

      É um crime contra a classe média, que será esmifrada até ao último cêntimo. E é preciso ter em conta que a classe média em Portugal não é a classe média do resto da Europa. Vivia apenas com um bocadinho mais do que era necessário para ter o essencial. O bocadinho que sobrava para alguma poupança e algum consumo. Ou seja, grande parte da classe média será atirada para a pobreza. E, em todas as economias, a classe média é, muito mais do que as classes altas, o motor do mercado interno. É ela que garante grande parte do consumo.

      É um crime contra a justiça social. A redução do número de escalões (do IRS) põe no mesmo saco pessoas classe média baixa e classe média, classe média e classe média alta, classe média alta e ricos. Os impostos que mais sobem são os da classe média baixa. Os que menos sobem são os que se situavam no que era o escalão mais alto. A sobretaxa, não sendo progressiva, aplica-se igualmente para todos.

      É um crime contra a honra do Estado. Porque os pensionistas que recebem reformas "milionárias" de 1.300 euros são roubados nas suas poupanças. Eles confiaram o seu dinheiro ao Estado. E essa confiança dependia de um compromisso: que, descontado o que é necessário para a redistribuição dos rendimentos, esse dinheiro lhes seria devolvido quando deixassem de trabalhar. É extraordinário que este governo se preocupe tanto em passar a ideia de que honra os seus compromissos e paga as suas dívidas externas e não se incomode com a sistemática violação dos seus compromissos com os cidadãos portugueses e os calotes que lhes dá. Que os contratos das PPP's sejam inegociáveis (?!!) mas os contratos com os portugueses não tenham qualquer valor.

     É um crime contra a autoridade do Estado. Qualquer português, perante a escolha de deixar de comer, de deixar de mandar os seus filhos à escola, de deixar de ter casa onde viver ou de deixar de pagar impostos escolherá, como é evidente, não pagar impostos. Tentará (e quem o poderá condenar) fugir ao fisco. Tentará (e quem lhe apontará o dedo) enganar o Estado. Os que não o conseguirem fazer às escondidas farão às claras e esperarão por uma justiça atolada em processos. Será o salve-se quem puder. Ficarão os que nada podem fazer para fugir ao assalto a pagar a despesa.

      Este orçamento é um crime. E como crime deve ser tratado. A partir de hoje, e confirmando-se as linhas fundamentais do Orçamento, é um imperativo patriótico impedir que ele seja aprovado. Na rua, nos tribunais, em todo o lado. E fazer tudo o que a lei permite para que estes loucos sejam escorraçados de São Bento

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  Prémio à desunião (europeia e ao neoliberalismo)  (-por João rodrigues)

O actual modelo de construção europeia conduzido pela UE e pelas suas instituições é absolutamente contrário aos interesses dos trabalhadores e dos povos do nosso Continente. Não se pode premiar, em nome da paz, uma instituição que de forma cada vez mais acentuada põe em causa direitos laborais, sociais, culturais, da paz e da cooperação entre os povos.   ...

                   Manual de instruções para   austeritários  em  fuga    (- por Nuno Serra)

     Não sabemos ainda quando (nem como) sairemos da insanidade em que nos mergulharam. Mas pode dizer-se que entrámos, nas últimas semanas, numa nova fase de evolução da crise: a evidência do fracasso da opção austeritária é cada vez mais indisfarçável e avassaladora. Bem podem os seus arautos e responsáveis continuar a insistir nos «amanhãs que cantam» que já ninguém acredita. Tinham-nos anteontem prometido que cantariam ontem. Tinham ontem prometido que cantariam hoje. E nem um pio se ouviu.

       ...       Imaginem uma unidade de cuidados intensivos onde um paciente é submetido a uma terapia errada, que não só não lhe cura o mal de que sofre como o está a matar.    Desafiados a explicar por que razão o paciente não melhora sob os seus cuidados, a Dra. Lagarde diz que as doses de medicação têm efeitos secundários preocupantes e que foram mal calculadas, mas continua a administrá-las da mesma forma.      O Dr. Barroso, por seu turno, culpa o doente por ter aceite a medicação que lhe foi prescrita.      E o Dr. Gaspar (coadjuvado pelo Dr. Abebe), diz que não há problema nenhum com a prescrição:    se não está a funcionar é porque andam uns ventos a soprar lá fora e que o que há que fazer é, seguramente, reforçar a dose terapêutica.


Publicado por Xa2 às 07:52 de 15.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Cidadãos contra massacre, dívida ilegítima e roubo de direitos sociais
  [Lusa, 14-10-2012]
     Centenas de manifestantes saíram hoje da sede do banco de investimentos Goldman Sachs, em Paris, em direção à Assembleia Nacional francesa numa marcha ensurdecedora contra a "dívida ilegítima, que impõe austeridade e rouba direitos sociais".

     Na manifestação 'Global Noise', que se iniciou pelas 14:30 locais (13:30 horas de Lisboa), participam cerca de 300 pessoas, entre grupos de jovens e de reformados, que fazem um barulho ensurdecedor com apitos, batendo tachos, tampas e garrafas de plástico vazias.   ...

     Movimentos sociais e cidadãos organizam a concentração:
Cerco ao Parlamento-  [Movimento Sem Emprego, 15-10-2012]
Objectivo é chumbar o Orçamento nas ruas no dia em que ele é apresentado na Assembleia da República e exigir a queda do governo

      Dia 15 de Outubro de 2012 é a data limite para a apresentação do Orçamento de Estado para 2013. Marcámos por isso neste dia uma concentração (15 Out.18H00) para expressar o nosso descontentamento em relação às políticas do actual Governo e ao seu orçamento criminoso.
     Opomo-nos a que o sacrifício continue a ser feito sobre os de sempre, os que trabalham, e que continue a deixar de lado o capital

...  Basta !  Fim a estas medidas homicidas !


Publicado por Xa2 às 07:47 de 15.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Cheques em branco ou fiadores de ladrões?

Nunca estiveram tão actualizadas as palavras de José Afonso: “eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada…”

Há quem afirme, dizendo ou escrevendo, que o voto é uma espécie de cheque em branco que o eleitor passa ao partido em cuja lista de deputados ou de autarcas vote. Não deixa de ser, de certo modo verdade visto que depois dos votos contados o eleito passa a responder às vontades e estratégias partidária e não aos compromissos assumidos perante quem efectivamente os elegeu, os eleitores.

Mas não houve alguém, já há muitos, muitos, muitos, muitos, anos que disse e escreveu que " a economia era algo muito sério para deixar só nas mãos dos economistas"?

Não será que o mesmo principio se deve aplicar aos políticos dizendo que "a política é algo muito, mesmo muito sério para deixarmos os políticos à solta?"

E o que foi que nós fizemos? Deixamos os políticos à solta depois de os votar em ciclos quadrienais.

Quando um sistema democrático se corrompe, ao nível da corrupção que chegou actualmente o nosso sistema de representação, que nos obriga a suarmos lágrimas de sangue como as que nos são agora impostas não podemos deixar de concluir, pelo menos, duas considerações:

A primeira é que tudo isto é, também, resultado do que semeamos ou deixamos que alguém semeasse em nosso nome e por nossa conta. Fomos fiadores de ladrões.

A segunda é que, sendo um povo digno e querendo assumir, comprovadamente, mudanças de rumo terá de assumir o debate do sistema político em que temos vivido neste últimos trinta anos. É tempo de debater, dentro do regime democrático, as virtudes e defeitos, falhas e anacronismos, alterar aperfeiçoando o regime de representação política, as formas de exercício de democracia representativa e de exercício de democracia directa.

Dito de outra forma, determinar, mais clara e inequivocamente, o que aceitamos, na gestão da rés-publica, seja executado por representantes do povo e quais as matérias em que cada caso em cada circunstância o povo deva deliberar directamente e quais as matérias que o deve fazer ao nível da freguesia, ao nível municipal, ao nível regional e ao nível nacional.

Não é debater o sexo dos anjos, de resto são práticas há muitas décadas exercidas por democracias consolidadas onde a responsabilização é partilhada entre povo e quem exerce actividade política e de gestão em seu nome. Basta pois, adaptarem-se, à nossa realidade concreta, práticas que outras sociedades vêm experimentando com sucesso.

Então não é roubarem-nos o dinheiro que nos cobram nos impostos com os quais se fazem pagar quando aprovam diplomas que os próprios proponentes têm dúvidas da sua legalidade como sucedeu com o diploma que aprovaram sobre a reforma administrativa de Lisboa e que Cavaco Silva devolveu com um valente raspanete?

Já, quase, ninguém se lembra e muito menos há quem pergunte o que espera a Assembleia da República para resolver o imbróglio.

 



Publicado por Zé Pessoa às 20:06 de 13.10.12 | link do post | comentar |

Recessão dolosa e criminosa de financeiros e seus sabujos

      Temos pena de termos levado o vosso país à bancarrota. Para a próxima corre melhor.

     O refinado exercício de cinismo a que Lagarde e o FMI se dedicam ao admitirem que as previsões sobre o impacto das medidas de austeridade estavam erradas apenas poderá sensibilizar almas ingénuas. Sobretudo porque dificilmente a admissão do erro vai levar a qualquer mudança de políticas, pelo menos enquanto a sra. Merkel não ganhar as suas eleições. Grécia, Portugal (e agora Espanha) vão continuar a ser dizimados por políticas criminosas que fazem contrair a economia a 3% ao ano.
     Muitos economistas de esquerda avisaram desde que começou a ser implementado o programa da Grécia que o efeito multiplicador da austeridade iria levar a uma contracção da economia muito superior ao esperado pelas troikas grega e portuguesa. Agora, temos este "desvio colossal" quantificado: por cada euro poupado em cortes, a economia perde até 1,7 euros, três vezes mais do que o previsto pelo modelo teórico do FMI. É este o ciclo da austeridade recessiva. Porque os 70 cêntimos que se perdem em cada euro poupado terão de ser recuperados, nem que seja por obrigação do pacto orçamental. E a única receita que a troika e os governos que lhe obedecem conseguem aplicar é mais austeridade. E por aí fora.
    - Quem lucra com este ciclo cataclísmico?   A Alemanha e alguns países do Norte da Europa. Os bancos alemães, no início da crise, estavam bastante expostos quer à dívida pública grega quer à portuguesa. Em dois anos, desfizeram-se dessa dívida. Os milhares de milhão extorquidos aos contribuintes gregos e portugueses têm servido para recapitalizar a banca alemã (e, em menor medida, a francesa), sobrando algumas migalhas para os bancos gregos e portugueses. Noventa por cento da dívida pública soberana detida pelos nossos bancos é nacional. Agora, o sistema financeiro começa a respirar muito melhor.
    - Então por que razão fez Lagarde este aviso?   Porque a recessão provocada pela austeridade nos países periféricos começa a afectar a economia real produtiva. Os seis por cento de contracção da Grécia mais os nossos quase quatro por centro começam a fazer mossa na Alemanha, e nem o bom desempenho deste país nas exportações para os países fora da UE consegue mitigar o efeito dominó. E o resto do mundo também já sofre os efeitos da gestão de crise decidida pela senhora Merkel. Neste momento, Lagarde tenta retroceder no caminho. Os milhões de vidas destruídas pelas políticas de austeridade são apenas um pormenor da História.

                 (-por Sérgio Lavos, Arrastão, tags: ,  )

                         O professor confessa a sua incompetência   (-por Daniel Oliveira)  

       No relatório semestral sobre o estado da economia mundial, tornado público esta semana, o FMI reconhece que as medidas de contenção orçamental estão a ter um impacto negativo muito maior do que aquilo que previam. A Europa, e em especial os países intervencionados, como Portugal, estão entre as vítimas deste "erro de cálculo".
     O FMI pergunta: "Estaremos a subestimar os multiplicadores orçamentais de curto prazo?" E respondem: sim, estão. Nos maravilhosos modelos de projeção que usam, por cada euro de corte na despesa pública ou em aumento de impostos o PIB perderia 50 cêntimos. A realidade, desde 2008 até hoje, foi bem diferente. Por cada euro de corte na despesa pública ou de aumento de impostos o PIB perdeu entre 90 cêntimos e 1 euro e 70 cêntimos. Em geral, a economia perdeu mais do que o Estado ganhou. Ou seja, já todos perceberam, com exceção de Angela Merkel e Passos Coelho, que a austeridade não só não resulta como é contraproducente.
     Nada disto é novidade para os que, tantas vezes tão isolados, disseram que era exatamente isto que aconteceria. Que as políticas de austeridade teriam efeitos devastadores cada vez mais profundos e que não só não resolveriam os problemas dos países intervencionados como os acentuariam. Tinham razão e nem se pode dizer que ela era difícil de ter. Era uma evidência. Infelizmente, chegaram alguns economistas comprometidos com uma agenda ideológica radical/neoliberal - que têm imposto à Academia - e uns políticos incompetentes para que a evidência fosse tomada como cegueira. Os resultados estão à vista.
    Perante esta mea culpaquem compensa os países intervencionados pelo FMI (e não só) pelos danos causados às suas economias, aos trabalhadores e aos cidadãos? Quem paga o prejuízo da incompetência? Não só ninguém o fará como, já se percebeu, a receita que o próprio FMI reconhece ser um desastre, continuará a ser aplicada pelas instituições europeias e pelo... FMI.
    A confissão do erro e a insistência no erro obriga-nos a repensar a nossa posição. Perante a confissão de incompetência do professor, como se pode continuar a manter a estratégia do "bom aluno"? Como podemos continuar a seguir uma receita em que nem quem a prescreveu acredita? Como é possível infligirmos a nós próprios estes maus tratos, sabendo nós e sabendo quem o exige que o façamos, que eles não resultam?
    É mau aceitar uma intervenção externa. É péssimo aceitar uma intervenção externa que não resulta. É grave aceitar uma intervenção externa em que a própria instituição que intervém não acredita. É estúpido aceitar uma intervenção externa em que a própria instituição que intervém não acredita mas que, ainda assim, mantém inalterável.
              Aqui fica a versão final da Declaração aprovada no Congresso Democrático das Alternativas, já contendo as emendas propostas e aprovadas pelos congressistas.


Publicado por Xa2 às 07:43 de 12.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Alternativas. O povo que as assuma!

?

Que se lixe a palavra de honra, a repressão segue dentro de momentos.

Um deles, professor que já foi bom aluno, enfiou-nos, durante a primeira leva privatizadora, com o “capitalismo popular”. O outro, aluno exemplar de uma ditosa professora alemã, atira-nos com o capitalismo, também popular, vejam bem, das democracias, chinesa e angolana.

Nem aneis, nem dedos nos restarão. Ficaremos abaixo de um alqueire ou mesmo do limiar de uma rasa de dignidade humana e nacionalista.

Entre um professor, que nunca se engana e raramente tem duvidas, e um aluno de inconfessados interesses fomos entalados por uma camarilha socrática que nos vendeu aos bancos e que, depois de tudo isto, reage só e quando lhes pisam os calos dos seus, intrínsecos, interesses.

Apertados, entre PPPs e a diminuição do número de deputados, até o seu actual líder são capazes de excomungar, não porque este não faça propostas de racionalização dos gastos públicos mas porque ponha em causa mordomias e benesses de certos grupelhos instalados no aparelho partidário e do Estado.

Equilíbrio sim, desde que se mantenham as benesses de certos beneficiados, os intocáveis do costume. Quando assim não seja lá ficam de Costas voltadas à procura de outro líder que lhes seja mais conveniente e conivente.

Ainda há quem me venha com a ladainha de direita e de esquerda quando, de um lado e de outro, nos surgem, demasiadamente frequente, gente que não presta!

Vejam bem, contrariando a opinião da maioria dos eleitores, são alguns sectores (tanto de esquerda como de direita) que recusam a redução do número de deputados e a existência de listas de círculos nacionais, o que permitiria redução de custos e representação mais plural na Assembleia da república.

Enchem a boca de democracia mas não passa de saliva peçonhenta e nada democrática, é o que é. Continuam com a cabeça salazarenta “quem não está do nosso lado é para abater”.



Publicado por DC às 15:37 de 10.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Alternativas. Onde não estão!


Publicado por [FV] às 09:57 de 10.10.12 | link do post | comentar |

Alternativas, onde estão?

 

 

Em tempos idos, já pouca gente se lembra, foi assim, a palavra dada era suficiente para firmar qualquer acordo ou contrato. Foram tempos em que a palavra era de honra.

Maior que a crise da justiça, melhor dito da falta dela, (que já é uma crise muito grande) é a crise da dignidade da palavra dada que deveria ser, também, legitimidade democrática (acrescida e mais valorada que o próprio voto) da governação de qualquer partido ou coligação.

Assim, a falta de respeito pelos compromissos e palavra dada (falar verdade, lembram-se?) em tempos de campanha ou pré-campanha eleitoral deveria ser suficiente para fazer cair qualquer governo. Se este se enganou e enganou o povo, de forma deliberada ou não, o facto é que foi defraudado o voto expresso nas urnas, tal governo deveria reconhecer não reunir as condições e confiança necessárias para continuar a representar quem nele votou.

De igual modo e pelas mesmas razões o sistema democrático e o regime político vigente deveriam prever mecanismos de substituição dos responsáveis que tão despudoramente faltem à verdade das suas próprias palavras e aos compromissos assumidos perante o eleitorado.

Porque não a consagração na constituição da república que num caso destes tais governantes pudessem ser substituídos pela segunda força política mais votada desde que fosse capaz de apresentar programa de governo coerente com as ideias anteriormente apresentadas?

Para maior credibilidade do sistema democrático deveria tornar-se imperativo que os deputados agissem na Assembleia da República em conformidade com os interesses dos eleitores (não é afinal em sua representação que ali estão?) e não obedecendo a disciplinas impostas pelos aparelhos partidários cujas listas integraram.

Por idênticas razões deveria ser consagrado na Constituição da República a incompatibilidade total do exercício de quaisquer funções, ainda que exercidas graciosamente, que não tivessem que ver directa e inequivocamente com a função de representante do povo.

O ser humano é um todo consubstanciado em comportamentos e ideologias, se a finança se sobrepõe à política é porque os políticos, nos seus conflitos de interesses, perdem a noção do interesse publico, que assumiram quando eleitos, substituindo-o pelos interesses privados, próprios e de grupos. Tais circunstâncias só podem ser corrigidas com a introdução de “freios e contrapesos” e instrumentos de controlo além de maior exercício da democracia directa concomitantemente com o permanente exercício responsável de cidadania por parte de cada um de nós.

Toda esta evolução negativa da democracia foi emergindo na exacta evolução em que nos deixamos vencer por velhos Adamastores e fantasmas os quais impediram de varrer das nossas cabeças e muito menos das nossas organizações atitudes caciqueiras e comportamentos sectários.

Temos medo do futuro, somos cobardes e não assumimos riscos.

O recente Congresso Democrático das Alternativas foi revelador do que acabo de referenciar; foram feitas importantes análises, chegou-se a algumas boas conclusões, existiram falhas bastantes (não se aflorou o gravíssimo problema da corrupção e funcionamento da justiça, as dificuldades das empresas e os elevados riscos de ser empresário nas actuais circunstâncias, p.e.). Tomada de medidas imediatas foi um colossal vazio. O que se segue no imediato?

Emergiram as habituais quintarolas. A maioria continua a olhar o umbigo, o próprio!

Com os alternantes, BE e PCP, a contar espingardas que grande parte das vezes pouco mais servem que dar tiros nos próprios pés e um PS a fazer equilíbrio no meio de uma ponte apodrecida não saímos deste pântano tão cedo.

Alternativas, onde estão? Quem souber que o divulgue, aqui o LUMINARIA fara eco de tão inusitada como importante novidade.

 



Publicado por Zé Pessoa às 19:46 de 08.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Ultimato público : Este caminho, NÃO !!

           Até Ex-vice da Moody's  apela  a  revolução  na  zona  euro

     "Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability ", publicado no "Project Syndicate".

     Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha.

Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. Considera-se um "libertário do mercado livre".

    "Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul.

     "A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode atuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair."

      E reforça: "O que advogo é uma rutura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".

      A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".

 

Cerco ao Parlamento !   Este não é o nosso  Orçamento !  (por Renato Teixeira)

 

 

       É cada vez mais evidente – a não ser para um governo que segue fanaticamente, e sem olhar a meios, o programa da Troika – que este caminho não nos serve. Temos saído repetidamente à rua para exigir que sejamos ouvidos, para mostrar que estamos indignados com tanta insensibilidade social e com tantos jogos políticos que conduzem sempre ao mesmo resultado:

 mais pobreza, mais desemprego, mais precariedade, mais desigualdade social, mais austeridade, menos futuro!

     Saímos à rua porque é nela que mora a última esperança de liberdade quando os governos se tornam cegos, surdos e mudos face às justas exigências de igualdade e justiça social.  Ler o resto do comunicado da Plataforma 15 de Outubro. ...

            A R   mais pequena    (por André Levy)

Ainda há dias aqui discutia uma ideia do Congresso das Alternativas sobre a candidatura de deputados independentes à AR, e passado pouco tempo José Seguro vem puxar para primeiro plano a redução do número de deputados na AR.  Independentemente do claro ataque à diversidade na representação parlamentar que isso implicaria, da crescente bipolarização que daria aso, há que perguntar «porquê voltar à carga com isto agora»? Peço que me ajudem a entender isto.

     Poucos dias passados da apresentação de duas Moções de Censura ao Governo, numa fase em que já se discutem elementos do Orçamento do Estado – peça fundamental para definição da política e economia do próximo ano fiscal – a direcção do PS acha que este é o momento para reformar o sistema eleitoral?

     E lança o desafio ao PSD, dizendo até para “não se esconder detrás do parceiro da coligação”. Há alguma instrução da Troika estrangeira que aponte para reformas eleitorais? (Não seria caso pioneiro.)
     Esta posição, de redução do número de deputados, encontra eco em diferentes cantos. Tanto entre os dois maiores partidos, que vêem estas alterações como forma de cimentar o seu poder e deitar alcatrão quente sobre não só os outros partidos com representação parlamentar, mas todos os outros partidos e movimentos que constem no boletim de voto.

     Como entre aqueles que achando que os dinheiros públicos são esbanjados com os deputados, que os seus salários (inflacionados) e suas regalias têm um enorme peso no Orçamento do Estado, e que portanto uma solução seria reduzir o número de deputados.

     Esta última facção terá em conta o que essa redução implicará sobre o pluralismo na AR ?  De tanto criticar os políticos e partidos entenderá que a redução do número de deputados vem precisamente favorecer os partidos que criam a ilusão que “todos os partidos são iguais” e “todos os políticos corruptos”? Será a proposta do Seguro uma tentativa de agradar esta corrente populista

               PS prepara-se para eleições  (por Tiago M. Saraiva)

      No mesmo dia em que a sebastiânica ala esquerda do PS saltitava nas televisões com os participantes no Congresso das Alternativas como cenário, definindo-se como a “esquerda responsável” que se opõe aos radicais que querem Portugal “fora da Europa” – argumento estafado e repetido há mais de 20 anos por Ana Gomes, Cavaco, Soares, Alegre, Passos Coelho, Sócrates ou Portas, e sempre utilizado para aniquilar tudo o que é discussão sobre a Europa em Portugal com as consequências que hoje conhecemos – o seu líder desafiava o PSD para uma coligação que promova a redução do número de deputados na Assembleia da República.
      Mas desengane-se quem pensa que esta redução de deputados significará uma diminuição de despesa ou o fim de deputados-calões que pululam pelas filas de trás das bancadas do PS e PSD. Este é um claro apelo ao PSD para que os dois partidos do centrão dificultem artificialmente a representação de outros partidos na Assembleia da República.

     É bom não esquecer que o PCTP-MRPP, com 62.683 votos a nível nacional nas últimas eleições, não consegue eleger qualquer deputado e que ao PSD bastam 39.321 votos para eleger dois deputados em Bragança.   ...  é a cultura política de “jota do centrão”. As pessoas que sofrem, as que vivem na miséria, não contam um chavo. Estima que não votem. O que é importante é fazer as contas aos eleitos, para ver se ganha a concelhia… perdão… o governo. ... Como se os problemas do país se resolvessem com caciques e entendimentos entre facções. Mas que não se duvide que o golpe está em curso e que esta é uma cultura política em que Passos Coelho também se movimenta à vontade.



Publicado por Xa2 às 17:15 de 08.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

* País ocupado pelo inimigo pede auxílio *

     Avançámos      (por  João Rodrigues)

     Acho que o Congresso Democrático das Alternativas, realizado a 5 Out., correu muitíssimo bem por várias razões.

Em primeiro lugar, cerca de 1800 pessoas, oriundas de diversos quadrantes político-partidários e sociais, foram capazes de debater e aprovar uma declaração substantiva que aponta para alternativas robustas ao presente rumo de desastre austeritário, indicando que a unidade à esquerda se pode fazer em torno de ideias para governar o país.

     Torna-se assim mais difícil dizer-se que não há alternativas.

     Em segundo lugar, evitou-se o vago e preguiçoso “entendam-se”, sempre sem programa, habitualmente dirigido às forças de esquerda, afirmando-se antes um exemplar “entendemo-nos” que deixa lastro. Entenderam-se milhares de cidadãs e cidadãos em torno de algo muito concreto e que inclui um elemento destinado a constituir nos próximos tempos o principal eixo da política portuguesa:

a denúncia do memorando e as suas tarefas.

     Em terceiro lugar, os cenários a jusante do acto soberano que só confirmará politicamente o que a realidade já denunciou foram discutidos sem tabus ou anátemas, com diversidade natural de pontos de vista num contexto tão difícil e complexo.

A mobilização da capacidade negocial externa do Estado, a necessidade de escolha política em relação aos diversos compromissos que o país tem, deixando de dar prioridade aos interesses dos credores, usando a reestruturação da dívida como instrumento de política, foram alguns dos muitos pontos em que houve fundamental convergência.

     Em quarto lugar, os muitos contributos escritos deixaram um lastro para aprofundar discussões e consolidar alternativas, em matéria, por exemplo, de política económica orientada para o pleno emprego.

     Em quinto lugar, num dia republicano ouviram-se, de Vasco Lourenço a Manuel Carvalho da Silva, passando por José Soeiro, Pedro Alves ou Mariana Avelãs, as palavras clarificadoras de que é feita uma República: patriotismo, soberania, povo, democracia, movimentos sociais.

As palavras são ainda mais importantes num país que, tal como a bandeira de Cavaco, precisa de uma volta. Avançámos.

     Regastar Portugal, resgatar a democracia  ...  podem ver aqui grande parte dos trabalhos. Foi um dia extraordinário.

  * Estado da nação *  e   Esbulho  (por Sérgio Lavos)

      Não deixa de ser curioso que nos estejamos a aproximar fiscalmente dos países do Norte da Europa e social e economicamente das cleptocracias do terceiro mundo. O Governo cobra impostos pornográficos a famílias e empresas enquanto alegremente decepa o estado social. O colossal buraco negro para onde está a ir o dinheiro do esbulho - para usar um termo tão caro ao bufarinheiro Portas - tem uma via directa para o bolso dos nossos credores, os vampiros do sistema financeiro perfilhado pelos nossos sabujos merkelianos. E vamos ficando mais pobres, e os bancos ficando mais ricos. As coisas são como são.

        Um cadáver adiado. ... A impunidade dos sucessivos governos veio desembocar num executivo que mente descaradamente porque sabe que não será confrontado com as suas mentiras; ou se for, sabe que há um imperativo que relativizará qualquer mentira dita enquanto "salva o país". Na Grécia, navegamos no mesmo mar de águas sujas.

     O excessivo endividamento, que nenhuma esquerda poderá negar, beneficiou bastante uma casta de empresas e indivíduos que depende do estado e dos seus negócios sujos para continuar a pairar como um abutre sobre o cadáver do regime. Este regime que apodreceu e está a cair.  

     Precisamos de dar um pontapé no cu desta gente sem moral nem decência. E, muito sinceramente, não sei que alternativa poderá haver quando se discute o futuro com gente que foi apoiando, pelo silêncio ou activamente, um PS que alimentou o polvo dos interesses e que chafurdou na malga estatal tanto como qualquer Governo do PSD, de Oliveira e Costa a Dias Loureiro.

     Este regime precisa de uma defenestração, não de uma reforma. E enquanto (...) não perceberem isto, o cheiro da podridão irá continuar a empestar tudo, e o país continuarará a ser um cadáver adiado.


MARCADORES: ,

Publicado por Xa2 às 13:39 de 08.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

BPN
in IP

Quando se transformará a banda desenhada em realidade?

MARCADORES: ,

Publicado por Izanagi às 10:31 de 07.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

PORTUGAL DE "PERNAS PARA O AR"


MARCADORES:

Publicado por [FV] às 09:21 de 06.10.12 | link do post | comentar |

5 de outubro 2012


MARCADORES:

Publicado por [FV] às 09:46 de 05.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

União para outra política

     «Europa: Cimeira para Alternativas e Tribunal/auditoria da Dívida»

 

    «A caminho de uma Cimeira Alternativa e de um Tribunal da Dívida»
Conversa com Walter Baier, hoje, às 18.30h. no espaço MOB (Travessa da Queimada, 33, no Bairro Alto, em Lisboa).
      Esta sessão insere-se na preparação do «Encontro Alternativo na Europa», que está convocado para a Primavera de 2013, na Grécia. Neste encontro juntam-se diversas organizações e personalidades que se têm manifestado contra o aprofundamento da agenda neoliberal, a pretexto da crise. Pretende-se trazer o projeto europeu para o campo da democracia e do progresso ecológico e social. Haverá debates, fóruns e um tribunal europeu da dívida (mais informações aqui).

-----------
       Os mercados, os mecanismos internacionais de controle financeiro, a Europa e os governos perderam a cabeça e insistem na prática exclusiva do mais radical instrumento de manipulação política:

a redução da capacidade de sobrevivência de cidadãos, famílias e populações.

Deste modo, garante-se o inevitável aumento do ritmo de diminuição do crescimento que, pela drástica descida de salários e apoios sociais associada à escalada de aumento de impostos, conduzirá ao grau de "crescimento zero" dos países que têm garantido a existência de um Estado Social que os mercados elegeram como inimigo público nº1 da lógica do máximo lucro.

        Por isso, os anúncios políticos deste massacre social podem ser feitos em nome dos custos de um "incumprimento" que hipotecará, de todo, o pagamento dos salários de que depende a sobrevivência das pessoas.

        Não há alternativa?   Há alternativa(s), sim...  alternativas mas são alternativas que passam, incontornavelmente!, por uma mudança ideológica profundissima que, provavelmente, os políticos contemporâneos não são capazes de ter a humildade e o saber de construir... que ninguém se convença que uma qualquer operação de cosmética política pode mudar o que é, efectivamente, decisivo, mudar!

        Mais do que o descontrole financeiro da dívida pública que, alegadamente, "afundou" as economias e as soberanias nacionais, o descontrole da gestão financeira tem um norte: proteger o mundo da alta finança e hipotecar milhões de cidadãos, cujo direito a uma vida com dignidade fica, cada vez mais, irremediavelmente hipotecado - por ser, afinal !, o preço desta "jogada final" do neoliberalismo selvagem. (ler AQUI e AQUI)

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                Dia 5 out. há Congresso Democrática das Alternativas    

     Para quem não quiser ou puder, fica um conjunto de materiais certamente uteis para  o crescente número de cidadãos que rejeitam o memorando da troika e as “inevitabilidades” austeritárias.

 

     [...] “Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor.

     A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.” [...]

Paulo Morais, professor universitário – Correio da Manhã – 19/6/2012

     [...] “Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos.” [...]

     [...] “Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters.”

      

  ... portanto, fiquem no sofá e comprem a prestações uma bisnaga de vaselina.     ou 

  ... façam  LIMPEZA  geral dos BANKSTERS  e seus  sabujos  !!!  

 República e Laicidade
   Cidadãos e não súbditos

 



Publicado por Xa2 às 13:48 de 04.10.12 | link do post | comentar |

O mundo que resta

O assalto fiscal que o Governo vai fazer

é o maior libelo acusatório de que há memória

contra os partidos que nos têm desgovernado.

Este assalto resulta totalmente do histórico abuso de poder na gestão pública e da facilidade em sacar receita a quem está indefeso. PSD, PS e CDS construíram um Estado desregulado, vampirizado por grupos de interesses, dominado por empreguismo partidário e pela corrupção. Um Estado que enche uns quantos à custa de depenar os trabalhadores por conta de outrem. Nas aflições confisca sempre aos mesmos. O mundo que nos resta há muito que só pode ser o da indignação e da luta cívica contra estes partidos vorazes e sem valores.

Por Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto do CM

 

- Sublinho que este aumento de imposto no IRS é um aumento retroativo, pois abrange os rendimentos desde janeiro deste ano e, portanto, inconstitucional.



Publicado por [FV] às 10:17 de 04.10.12 | link do post | comentar |

Discurso de António Borges e outros Borges, como Daniel Bessa



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Publicado por Izanagi às 10:13 de 04.10.12 | link do post | comentar |

Orçamento 2013, a moca da austeridade

O mago Gaspar acaba de anunciar, qual douta milagrosa anunciação, a vinda de um novo pacote de austeridade. Sempre a mesma receita.

Esta gente quer corrigir em tempo record (três/quatro anos) o regabofe que, políticos e banqueiros, andaram a incutir no povo durante quase 20 anos (foi a partir do 1º governo de Cavaco silva a propósito dos fundos de Bruxelas, lembram-se?).

Agora dão-nos com a moca da austeridade, sem apelo nem agrado e às cegas, e, acima de tudo, aos que menos beneficiaram do famigerado regabofe do novo-riquismo.

Das medidas anunciadas sobressaem:

A redução o número de escalões de IRS de 8 para 5, aumentando por via disso a taxa efectiva de IRS, e introduzindo simultaneamente, ainda, uma sobretaxa de 4 pontos percentuais sobre os rendimentos auferidos em 2013. A taxa média efetiva passa de 8,8 para 11,8% (mais 3%). Se considerarmos Com a sobretaxa, a taxa média efectiva de IRS passa de 9,8 para 13,2%, (mais 3,4%).

O próprio Ministro reconhece confessadamente que no conjunto as medidas, Gaspar correspondem a um «enorme» aumento de impostos.

Quem lhe poderá atribuir a penitência, ou será que só a excomunhão lhe seria apropriada? Há atenção do Sr. Bispo Torgal Ferreira.

Sobre a consolidação orçamental, Vítor Gaspar falou num «ajustamento sem precedentes», com o défice estrutural primário a diminuir «cerca de 6% em 2011 e 2012». Não será isto de loucos, quer troicos como dos capatazes da governação interna?

A única coisa de positivo anunciada, para alguns contribuintes, reside no facto da promessa de reposição de 1,1 subsídios aos funcionários, pensionistas e reformados públicos e empresas publicas para o efeito equiparadas, a quem, em 2012, foram extorquidos.

Do lado da despesa, segundo Vítor Gaspar, o Governo compromete-se a alcançar poupanças significativas, na ordem dos 4 mil milhões de euros até 2014. Assume a intenção de usar todos os meios legais para garantir a redução dos custos no que diz respeito às PPP, repondo a justiça entre as partes. Não lhes parece que de intenções estão o céu e o inferno cheios?

Luxos e vícios (- Agravamento do imposto sobre transacções financeiras; - Aumento da tributação sobre tabaco e bens de luxo) têm a ameaça de vir a ser tributados não se sabendo ainda qual o agravamento. Provavelmente ainda esta no segredo do deus A.B. que se fosse meu aluno da primeira fase de escolaridade não sei se faria a antiga quarta classe, mesmo em processo de alfabetização de adultos.



Publicado por Zé Pessoa às 17:57 de 03.10.12 | link do post | comentar |

Que Deus nos valha

Deve ser por isso que nós já pouco valemos e como andamos sempre com o credo na boca.

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes. Assim: - Aos Suíços fê-los estudiosos e respeitadores da lei(?)
- Aos Ingleses, organizados e pontuais..
- Aos Argentinos, chatos e arrogantes (?)
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos (?)
- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e políticos.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos portugueses foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?
- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor. Isto é verdade! - Façamos então uma correção! De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os demais povos!
- Assim, o que for político e honesto, não pode ser inteligente. - O que for político e inteligente , não pode ser honesto. - E o que for inteligente e honesto, não pode ser político.!!!!!!
Palavras do Senhor !!!.



Publicado por Zurc às 12:44 de 03.10.12 | link do post | comentar |

Manipular para transformar cidadãos em servos

Surdinas [ LXI ]      (-por  LNT  [0.466/2012] A Barbearia do sr. Luís )

                 Dez estratégias de Manipulação Mediática, de Noam Chomsky
Noam Chomsky



Publicado por Xa2 às 07:46 de 03.10.12 | link do post | comentar |

Há guerra e genocídio... e nós aceitamos ser massacrados ?!
 
   ...  se ao genocídio em curso na Síria, somarmos o histórico (mas não relativizável) drama da Palestina, as crises sociais (que são, incontornavelmente, económicas e políticas) da Grécia, de Portugal e da Espanha e as que ameaçam a Itália ou a França... temos ou não temos, um mar incendiado, aqui mesmo aos nossos pés ...
 
 
        Em  Atenas,  a  fome  organiza-se  (-por Joana Lopes) 

   «Por favor, deixem pão e comida fora do contentor» (daqui) 

       Entretanto, os três líderes da coligação governamental (grega+troika) reuniram-se para um último acordo sobre as novas trinta medidas a serem aplicadas e que, em resumo, parecem apontar para ( + 'cortes' em salários e pensões ... + despedimentos, ...):  

       Mais contentores serão necessários em Atenas (e Lisboa, Porto, Madrid, ...) – destinados apenas a restos de comida

 

 - e tu, nós, estaremos 'na valeta' já a seguir ...  se nada fizermos.

 

Não esqueçam que este é também um campo de batalha da guerra global ('abafada' e manipulada pelos mídia), é a guerra dos trabalhadores/classe média  contra os atacantes oligopolistas e plutocratas do capitalismo selvagem e agiotas sem freio, mais os seus capatazes e 'paus mandados'.



Publicado por Xa2 às 13:22 de 02.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Um canhão pelo cú

Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.

Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.

Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspectiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobre-protegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.

E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objecto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e facturar a 30, 60 ou 90 dias.
Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia
financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco.

A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.

Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.

Por Juan José Millas [dinheiro vivo]



Publicado por [FV] às 09:41 de 02.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Música ... para lembrar

 

Victor Jara para celebrar o Dia Internacional da Música (1.Out.)

 



Publicado por Xa2 às 20:10 de 01.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Despesismo e má governação da res pública

                   Não sou contra a austeridade  (-por João Vasco, 1/10/2012, Esquerda republicana)

     Eis um título bombástico para chamar a atenção do leitor.
     Num blogue de esquerda um autor alega não ser contra a austeridade? Estará ele a favor das políticas radicais e devastadoras que este desgraçado Governo tem promovido?
     Não. Não estou.
     Na verdade, eu dediquei uma série de textos a explicar que as políticas de Passos Coelho-Vítor Gaspar, longe de serem austeras, são despesistas.
Vender a Caixa Geral de Depósitos quando ela vale cerca de 5 vezes menos do que há poucos anos atrás (Visão, 26 Setembro 2012) não é austeridade - é despesismo. Vender a EDP ao desbarato em negociatas mais que suspeitas não é austeridade - é despesismo. Dar o petróleo do Algarve, prejudicando o turismo e o ambiente, a troco de nada, não é austeridade - é despesismo. E os exemplos de despesismo deste Governo são tantos e tantos...
     O problema aqui é semântico. Para mim, a palavra "austeridade", em si, tem uma conotação bastante positiva. E faz sentido que a tenha na discussão política. Um Governo austero protege os activos nacionais, e evita gastos supérfluos ou desnecessários, gerindo cuidadosamente os bens públicos.
     Perante os seus compromissos contratuais e legais, um Governo austero sente o dever de os honrar. Mas honrar os compromissos não é fazer cortes cegos na saúde, na educação e nos salários - ignorando a Constituição da República - para evitar a reestruturação da dívida pública: é priorizar os compromissos a honrar (na impossibilidade de os satisfazer todos), compreendendo que o ataque especulativo ao país e as fragilidades insustentáveis da arquitectura do euro justificam uma outra força negocial na altura de defender os interesses nacionais.
     Perante os diferentes interesses um Governo austero teria coragem de enfrentar o estigma da corrupção (há muito por onde fazê-lo), ou de lidar de outra forma com a questão das PPPs.
     Um Governo austero, caso abdicasse das Golden Shares (se devia fazê-lo ou não seria um debate ideológico interessante) não abdicaria de ser devidamente compensado - mas um Governo despesista oferece esses bens públicos aos accionistas, muitos deles bem relacionados com o poder político.
     O problema deste Governo não é austeridade a mais. É austeridade a menos. Exige muita austeridade dos Portugueses, é certo - mas em nome de um despesismo quase ilimitado. Desde a venda de activos valiosos ao desbarato, em processos pouco transparentes e muito suspeitos, até à negligência criminosa com que lida com os gastos intermédios (e o prometido orçamento de base zero, onde está?), passando pela recusa em defender os interesse nacionais no palco internacional (estamos a falar de pretensões justas e razoáveis!), este Governo encontrou no ataque ao trabalho, na tributação dos mais frágeis e no ataque às prestações sociais a saída para a crise internacional, que a sua irresponsabilidade tanto agravou.
     No entanto, não é este o sentido que tem sido dado à palavra "austeridade". Tanto a direita que a apregoa mas pratica o contrário, como a esquerda que rejeita estas políticas suicidas, usam a palavra "austeridade" para designar este ataque vergonhoso aos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos em nome de um despesismo sem fim, que só serve os mais poderosos. Para falarmos todos a mesma linguagem, posso também referir-me às políticas do actual Governo como sendo «austeras», e nesse caso rejeitar essa «austeridade».
     Mas, já que agora posso, aproveito para esclarecer que, longe de austeras, as considero despesistas, vergonhosas, e algumas delas - se tivessemos um sistema legislativo adequadamente apetrechado para combater a corrupção - criminosas



Publicado por Xa2 às 07:58 de 01.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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