ONU, O CLIMA E AS POPULAÇOES

Teve início na passada segunda-feira em Doha, Qatar, a 18ª conferência da ONU sobre a mudança climática , na presença de representantes de 190 países. Nesta iniciativa procura-se alargar e firmar o compromisso de quioto e avançar nas complexas negociações sobre a limitação das emissões de gases que provocam o efeito estufa que como se sabe tem provocado o degelo no polo norte e em outras regiões do globo, alem de outras presumiveis catastrofes naturais.

A conferência prosseguirá até 7 de dezembro na capital do Qatar. A partir do dia 4, os negociadores receberam mais de 100 ministros que tentarão concluir um acordo que permita ou preveja cumprir uma nova etapa no difícil processo de negociações da ONU iniciado em 1995.

Esta reunião acontece no momento em que os efeitos do aquecimento global são sentidos em diversos pontos do planeta e aumentam os apelos por uma ação.

"É uma conferência de importância vital", declarou o presidente da conferência, o ministro do Qatar Abdullah Al-Attiyah.

Entre os grandes temas da agenda estão o segundo ato do Protocolo de Kyoto, cujo alcance será fundamentalmente simbólico, o rascunho de um grande acordo global previsto para 2015 e a ajuda financeira aos países mais vulneráveis.

Noutro ambito a Assembleia Geral  da ONU aprovou o reconhecimento da Palestina como um Estado soberano, apesar das ameaças dos EUA e de Israel de punir a Autoridade Palestina, retendo verbas importantes para o governo da Cisjordânia.

Esta resolução, da autoria palestina, altera o status da Autoridade Palestina de "entidade" observadora para "Estado não-membro", como sucede com o Estado do Vaticano.



Publicado por Zé Pessoa às 14:00 de 30.11.12 | link do post | comentar |

Carta aberta a Passos Coelho

"Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,

Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.

À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.

O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente. O Programa eleitoral sufragado pelos Portugueses e o Programa de Governo aprovado na Assembleia da República, foram em muito excedidos com a política que se passou a aplicar. As consequências das medidas não anunciadas têm um impacto gravíssimo sobre os Portugueses e há uma contradição, nunca antes vista, entre o que foi prometido e o que está a ser levado à prática.

Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.

Daí também a rejeição que de norte a sul do País existe contra o Governo. O caso não é para menos. Este clamor é fundamentado no interesse nacional e na necessidade imperiosa de se recriar a esperança no futuro. O Governo não hesita porém em afirmar, contra ventos e marés, que prosseguirá esta política - custe o que custar - e até recusa qualquer ideia da renegociação do Memorando.

Ao embuste, sustentado no cumprimento cego da austeridade que empobrece o País e é levado a efeito a qualquer preço, soma-se o desmantelamento de funções essenciais do Estado e a alienação imponderada de empresas estratégicas, os cortes impiedosos nas pensões e nas reformas dos que descontaram para a Segurança Social uma vida inteira, confiando no Estado, as reduções dos salários que não poupam sequer os mais baixos, o incentivo à emigração, o crescimento do desemprego com níveis incomportáveis e a postura de seguidismo e capitulação à lógica neoliberal dos mercados.

Perdeu-se toda e qualquer esperança.

No meio deste vendaval, as previsões que o Governo tem apresentado quanto ao PIB, ao emprego, ao consumo, ao investimento, ao défice, à dívida pública e ao mais que se sabe, têm sido, porque erróneas, reiteradamente revistas em baixa.

O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.

A recente aprovação de um Orçamento de Estado iníquo, injusto, socialmente condenável, que não será cumprido e que aprofundará em 2013 a recessão, é de uma enorme gravidade, para além de conter disposições de duvidosa constitucionalidade. O agravamento incomportável da situação social, económica, financeira e política, será uma realidade se não se puser termo à política seguida.

Perante estes factos, os signatários interpretam - e justamente - o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o Senhor Primeiro-Ministro altere, urgentemente, as opções políticas que vem seguindo, sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências.

É indispensável mudar de política para que os Portugueses retomem confiança e esperança no futuro.

PS: da presente os signatários darão conhecimento ao Senhor Presidente da República.

Lisboa, 29 de Novembro de 2012"

MÁRIO SOARES, ADELINO MALTEZ (Professor Universitário-Lisboa) ALFREDO BRUTO DA COSTA (Sociólogo) ALICE VIEIRA (Escritora) ÁLVARO SIZA VIEIRA (Arquiteto) AMÉRICO FIGUEIREDO (Médico) ANA PAULA ARNAUT (Professora Universitária-Coimbra) ANA SOUSA DIAS (Jornalista) ANDRÉ LETRIA (Ilustrador) ANTERO RIBEIRO DA SILVA (Militar Reformado) ANTÓNIO ARNAUT (Advogado) ANTÓNIO BAPTISTA BASTOS (Jornalista e Escritor) ANTÓNIO DIAS DA CUNHA (Empresário) ANTÓNIO PIRES VELOSO (Militar Reformado) ANTÓNIO REIS (Professor Universitário-Lisboa) ARTUR PITA ALVES (Militar reformado) BOAVENTURA SOUSA SANTOS (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS ANDRÉ (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS SÁ FURTADO (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS TRINDADE (Sindicalista) CESÁRIO BORGA (Jornalista) CIPRIANO JUSTO (Médico) CLARA FERREIRA ALVES (Jornalista e Escritora) CONSTANTINO ALVES (Sacerdote) CORÁLIA VICENTE (Professora Universitária-Porto) DANIEL OLIVEIRA (Jornalista) DUARTE CORDEIRO (Deputado) EDUARDO FERRO RODRIGUES (Deputado) EDUARDO LOURENÇO (Professor Universitário) EUGÉNIO FERREIRA ALVES (Jornalista) FERNANDO GOMES (Sindicalista) FERNANDO ROSAS (Professor Universitário-Lisboa) FERNANDO TORDO (Músico) FRANCISCO SIMÕES (Escultor) FREI BENTO DOMINGUES (Teólogo) HELENA PINTO (Deputada) HENRIQUE BOTELHO (Médico) INES DE MEDEIROS (Deputada) INÊS PEDROSA (Escritora) JAIME RAMOS (Médico) JOANA AMARAL DIAS (Professora Universitária-Lisboa) JOÃO CUTILEIRO (Escultor) JOÃO FERREIRA DO AMARAL (Professor Universitário-Lisboa) JOÃO GALAMBA (Deputado) JOÃO TORRES (Secretário-Geral da Juventude Socialista) JOSÉ BARATA-MOURA (Professor Universitário-Lisboa) JOSÉ DE FARIA COSTA (Professor Universitário-Coimbra) JOSÉ JORGE LETRIA (Escritor) JOSÉ LEMOS FERREIRA (Militar Reformado) JOSÉ MEDEIROS FERREIRA (Professor Universitário-Lisboa) JÚLIO POMAR (Pintor) LÍDIA JORGE (Escritora) LUÍS REIS TORGAL (Professor Universitário-Coimbra) MANUEL CARVALHO DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa) MANUEL DA SILVA (Sindicalista) MANUEL MARIA CARRILHO (Professor Universitário) MANUEL MONGE (Militar Reformado) MANUELA MORGADO (Economista) MARGARIDA LAGARTO (Pintora) MARIA BELO (Psicanalista) MARIA DE MEDEIROS (Realizadora de Cinema e Atriz) MARIA TERESA HORTA (Escritora) MÁRIO JORGE NEVES (Médico) MIGUEL OLIVEIRA DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa) NUNO ARTUR SILVA (Autor e Produtor) ÓSCAR ANTUNES (Sindicalista) PAULO MORAIS (Professor Universitário-Porto) PEDRO ABRUNHOSA (Músico) PEDRO BACELAR VASCONCELOS (Professor Universitário-Braga) PEDRO DELGADO ALVES (Deputado) PEDRO NUNO SANTOS (Deputado) PILAR DEL RIO SARAMAGO (Jornalista) SÉRGIO MONTE (Sindicalista) TERESA PIZARRO BELEZA (Professora Universitária-Lisboa) TERESA VILLAVERDE (Realizadora de Cinema) VALTER HUGO MÃE (Escritor) VITOR HUGO SEQUEIRA (Sindicalista) VITOR RAMALHO (Jurista) - que assina por si e em representação de todos os signatários)



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/carta-aberta-a-passos-coelho-na-integra=f770322#ixzz2DcgTBXFE



Publicado por [FV] às 14:44 de 29.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

GOVERNO: A QUEDA EMINENTE, E DEPOIS?

Apesar de ontem ter sido (envergonhadamente e em definitivo?) aprovado na Assembleia da República o OE para 2013 há fortes indícios da eminente queda do governo.

Quer seja pela não homologação (nada provável) por parte de Cavaco Silva ou pela declaração de inconstitucionalidade, após o envio ao respectivo tribunal (seja qual for a iniciativa ou a forma de solicitação), é facto que este Orçamento de Estado é, como já alguém lhe chamou, “um nado morto”.

Desse desiderato outra não será a consequência mais imediata que não seja a queda do governo ultraliberal e, concomitantemente, da maioria que o apoia.

Andam muita gente, com razões mais que suficientes e de sobra, a gritar “a luta contínua governo para a rua” e muita mais deveria gritar essa vontade calada que contudo deveria ser acompanhada por reflexões do que a seguir se deveria fazer.

Se o governo cair (como já dentro da própria maioria se teme) e as lutas não mudarem de rumo, continuará “a chover no molhado” e o país a ficar, ainda mais, empobrecido.

A queda é mais que justificada e depois, o que vem a seguir?

Qual vai ser o comportamento dos partidos da, agora, oposição?

Quais são as propostas, credíveis e seguras, que garantam um novo e diferente rumo de governança, diferente do até agora levado a cabo, nomeadamente, pelas gentes do PS?

Continuaremos a ver e ouvir, em período de campanha, propostas demagógicas e não realizáveis, que enganam os incautos eleitores, conforme vem sucedendo há três décadas?

Saberão os eleitores distinguir, entre as diferentes propostas, quais são as mais serias e credíveis?

Fica aqui o “recado” a todos os militantes partidários, sobretudo aos militantes socialistas que, como os do PSD, têm estado, quase sempre, nos governos, para que, dentro dos próprios partidos, questionem os respectivos responsáveis para serem mais sérios, honestos e consequentes com as suas propostas para a governação de Portugal.

Assuma e promovam o desenvolvimento de uma cultura de responsabilidade e de responsabilização no governo da rés-publica.

 



Publicado por Zé Pessoa às 13:21 de 28.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

Contra a violência familiar e social

Da Violência Contra as Mulheres  ... 

  

    Hoje, 25 de Novembro, assinala-se o "Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres", momento em que não podemos relativizar o facto de, em Portugal, só este ano, já terem sido assassinadas, até momento, 30 mulheres (ver anotação no final do texto)! No espaço doméstico e no espaço público, por razões históricas que o presente perpetua, mulheres e crianças são os mais expostos e vulneráveis ao exercício de todas as formas de violência... designadamente, porque, ao longo do tempo, foram estes os grupos sociais que menos capacidades de defesa aprenderam e vivenciaram, face ao que as dinâmicas históricas desenvolveram como grupo dominante pelo recurso à força como forma de resolução dos problemas...

deste modo, como em todos os reflexos comportamentais enraizados pela cultura que os perpetua, aos olhos da opinião pública e da perceção das relações interpessoais, o problema "legitimou-se" apenas e só pela sua repetição constante - mimesis que conduziu a uma espécie de perspectiva assente numa espécie de banalização que, podemos dizê-lo!, adquiriu estatuto formal de recurso psicossocial no contexto da análise das chamadas "relações de poder". O século XX, na senda da valorização das ciências humanas e dos estudos sociais, revelou os condicionalismos subjacentes a um crime "silenciado" pelas famílias e ignorado pela sociedade e promoveu a criação de instrumentos legislativos, comunicacionais, educacionais e cívicos capazes de combater o flagelo...
     Contudo, ainda hoje, em pleno século XXI, a realidade continua a fazer um número elevadissimo e intolerável de vítimas, sendo previsível o seu aumento exponencial em contextos de grave crispação social e crise económica. É, por isso,  fundamental insistir na mensagem de que não podemos deixar sucumbir a voz da razão e do conhecimento subjacente ao Humanismo que, coletivamente, construimos, exigindo, cada vez mais, contundentemente, o seu reforço e a sua consolidação.
    Insistir nas campanhas contra a violência, promover esta consciência em todas as fases da educação, mobilizar meios de comunicação, protagonistas políticos e toda a opinião pública, mantendo atualizada a informação e promovendo a sua visibilidade como forma de "despertar consciências" para a urgente necessidade de alteração destas práticas sociais, é determinante para reduzir um fenómeno que, além de matar pessoas, causa danos invisíveis e irreversíveis em quem os vive! Neste contexto e no âmbito deste fim-de-semana dedicado à luta contra a violência contra as mulheres (vejam-se os 3 posts anteriores que aqui reproduzem os esforços nacionais nesse sentido), em que se integra, de forma transversal, a problemática da violência contra as crianças e os idosos - porque em todos os grupos sociais, a maior parte das vítimas são mulheres, vale a pensa ler a entrevista (lamentavelmente, apenas disponível em língua inglesa) da socióloga Sylvia Walby.
     Anotação: as estatísticas variam em função de inúmeros factores que vão do tempo de recolha às fontes; por isso, atendendo à atualização que vai sendo divulgada, vale a pena referir a informação da UMAR que indica 49 tentativas de homicídio e 36 crimes consumados - ver AQUI... já agora, a propósito de actualizações, ler também a informação que se divulga AQUI)...   (-registe-se que a entrevista chegou via Sara Falcão Casaca e a imagem via Paula Brito, no Facebook)
     NÃO  à  VIOLÊNCIA,   NÃO ao assédio sexual, assédio moral, violência fisica , violência verbal, violência psíquica,  violência social, ...

                  Em  Vossa  Defesa  ...

 


Publicado por Xa2 às 07:40 de 28.11.12 | link do post | comentar |

Offshores para ricos não pagarem impostos e 'lavarem' dinheiro

Investigação divulga segredos das offshores britânicas  (26/11/2012)

O diário Guardian começou a publicar os resultados duma investigação em parceria com a BBC e o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que pretende revelar quem são os donos das empresas registadas nos paraísos fiscais. E conseguiu identificar 21.500 empresas que usam os mesmos 28 "testas de ferro".
O negócio da venda de empresas offshore - para fugir ao fisco ou simplesmente esconder a identidade do titular dessas empresas - está em franca expansão entre os britânicos. A investigação que começou a ser publicada esta segunda-feira revela que há mais de 21.500 empresas em offshores que apresentam as mesmas 28 pessoas como "testas de ferro". Estas pessoas apenas vendem o seu nome para fingir que mandam na empresa, quando na realidade não fazem a mínima ideia das transações que lhes estão associadas.

Um casal a gerir duas mil empresas

     O Guardian dá o exemplo de um casal britânico, Sarah e Edward Petre-Mears, que emigrou para a ilha de Nevis, nas Caraíbas, e aí tem o seu nome associado a mais de duas mil empresas de ramos que vão do imobiliário de luxo com capital russo a sites de casinos e pornografia online. Na prática, limita-se a receber e a devolver assinados muitos documentos dessas empresas, em troca de pagamento.

     Dos verdadeiros donos dessas empresas, a investigação conseguiu apurar alguns nomes, como o do bilionário russo residente em Londres Vladimir Antonov, proprietário do clube de futebol Portsmouth e procurado por fraude na Lituânia ou o do engenheiro informático Yair Spitzer, que afirma ter sido aconselhado pelos contabilistas a entrar neste esquema "perfeitamente legal".

     Numa investigação paralela que a BBC transmite esta semana, um repórter infiltrado foi aconselhar-se com um destes criadores de empresas em paraísos fiscais, que lhe ofereceu a possibilidade de registar uma empresa no Belize, já com diretores incluídos. "Eles nem sequer sabem que são diretores, apenas recebem o pagamento", disse-lhe o agente da Turner Little. Numa visita semelhante à Atlas Corporate Services, um quadro da empresa garante que muitos destes nomeados nem chegam a saber que os seus nomes estão a ser usados. E asseguram ao falso cliente que estará a salvo do fisco britânico: "As autoridades fiscais não têm os recursos para caçar toda a gente. Eles reconhecem que têm as mesmas probabilidades de apanhar alguém como de ganhar a lotaria", explicou Jesse Hester, que gere a empresa desde as ilhas Maurícias, ao repórter infiltrado.

     Apenas nas Ilhas Virgens britânicas, que é um paraíso fiscal desde 1984, já foram vendidas mais de um milhão de empresas offshores detidas por donos anónimos e com testas de ferro locais. Trata-se de um negócio bem visto pelas autoridades locais e que o Governo britânico nunca investigou.

Ministro promete investigar... mas sem colocar obstáculos aos offshores

     Após a divulgação desta investigação, o ministro do Comércio e Inovação, prometeu investigar as fraudes utilizadas na legalização das empresas offshore. "Não somos complacentes nem ingénuos. Reconhecemos a existência de indivíduos que abusam ou escapam" às regulações, declarou Vince Cable.

     Apesar das palavras do ministro, a verdade é que o Governo britânico permitiu durante mais de uma década a explosão destas empresas dirigidas por testas de ferro, que foram aumentando o seu investimento no imobiliário e noutros setores económicos no país, escondendo a identidade dos verdadeiros compradores. E mesmo agora, quando se começa a conhecer a verdadeira extensão da fraude dos offshores, Cable insiste em dizer que quer "evitar colocar mais obstáculos à vasta maioria das companhias e diretores que cumprem a lei".

Paraísos fiscais: o roubo do século

     Em julho passado, a Tax Justice Network calculou que o desvio de dinheiro para os paraísos fiscais ascende a um valor entre 17 biliões e 26,3 biliões de euros. E concluía que se os bens colocados pelos seus milionários no estrangeiro e em praças offshore pagassem imposto, em vez de devedores, os 139 países com menor rendimento tornar-se-iam credores num valor que ascenderia aos 10,77 biliões de euros.   

     Outras contas da Tax Justice Network indicam que se o dinheiro que hoje pertence a empresas offshore rendesse 3% de juro anual e o rendimento desses juros fosse taxado a 30%, a receita para os cofres públicos alcançaria até 230 mil milhões de euros num ano, ou seja, cerca do triplo do valor do empréstimo da troika a Portugal. Isto sem contar com outras taxas sobre mais-valias financeiras ou heranças que fariam a receita fiscal subir muito mais.
 



Publicado por Xa2 às 18:18 de 27.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

UMA CARTA A CAVACO SILVA

Meu caro Ilustre Prof. CAVACO SILVA,
Tomo a liberdade de me dirigir a V. Exa., através deste meio
[o Facebook],  uma vez que o Senhor toma a liberdade de se dirigir a mim da mesma forma. É, aliás, a única maneira que tem utilizado para conversar comigo (ou com qualquer dos outros Portugueses, quer tenham ou não, sido seus eleitores).
Falando de eleitores, começo por recordar a V. Exa., que nunca votei em si, para nenhum dos cargos que o Senhor tem ocupado, praticamente de forma consecutiva, nos últimos 30 anos em Portugal (Ministro das Finanças, Primeiro Ministro, Primeiro Ministro, Primeiro Ministro, Presidente da República, Presidente da República).
No entanto, apesar de nunca ter votado em si, reconheço que o Senhor: 1) Se candidatou de livre e espontânea vontade, não tendo sido para isso coagido de qualquer forma e     foi eleito pela maioria dos eleitores que se dignaram a comparecer no acto eleitoral; 2) Tomou posse, uma vez mais, de livre vontade, numa cerimónia que foi PAGA POR MIM (e por todos     os outros que AINDA TINHAM, nessa altura, a boa ventura de ter um emprego para pagar os seus     impostos); 3) RESIDE NUMA CASA QUE É PAGA POR MIM (e por todos os outros que AINDA TÊM a boa ventura de     ter um emprego para pagar os seus impostos); 4) TEM TODAS AS SUAS DESPESAS CORRENTES PAGAS POR MIM (e pelos mesmos); 5) TEM TRÊS REFORMAS CUMULATIVAS (duas suas e uma da Exma. Sra. D. Maria) que são PAGAS por     um sistema previdencial que é alimentado POR MIM (e pelos mesmos); 6) Quando, finalmente, resolver retirar-se da vida política activa, vai ter uma QUARTA REFORMA     (pomposamente designada por subvenção vitalícia) que será PAGA POR MIM (e por todos os outros     que, nessa altura, AINDA TIVEREM a boa ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos).
Neste contexto, é uma verdade absoluta que o Senhor VIVE À MINHA CUSTA (bem  como toda a sua família directa e indirecta).
Mais: TEM VIVIDO À MINHA CUSTA quase TODA A SUA VIDA.
E, não me conteste já, lembrando que algures na sua vida profissional: a) Trabalhou para o Banco de Portugal; b) Deu aulas na Universidade.
Ambos sabemos que NADA DISSO É VERDADE.
BANCO DE PORTUGAL: O Senhor recebia o ordenado do Banco de Portugal, mas fugia de lá, invariavelmente com gripe, de cada vez que era preciso trabalhar. Principalmente, se bem se lembra (eu lembro-me bem), aquando das primeiras visitas do FMI no início dos anos 80, em que o Senhor se fingiu doente para que a sua imagem como futuro político não ficasse manchada pela associação ao processo de austeridade da época. Ainda hoje a Teresa não percebe como é que o pomposamente designado chefe do gabinete de estudos NUNCA esteve disponível para o FMI (ao longo de MUITOS meses. Grande gripe essa).
Foi aliás esse movimento que lhe permitiu, CONTINUANDO A RECEBER UM ORDENADO PAGO POR MIM (e sem se dignar sequer a passar por lá), preparar o ataque palaciano à Liderança do PSD, que o levou com uma grande dose de intriga e traição aos seus, aos vários lugares que tem vindo a ocupar (GASTANDO O MEU DINHEIRO).
AULAS NA UNIVERSIDADE: O Senhor recebia o ordenado da Universidade (PAGO POR MIM). Isso é verdade. Quanto ao ter sido Professor, a história, como sabe melhor que ninguém, está muito mal contada. O Senhor constava dos quadros da Universidade, mas nunca por lá aparecia, excepto para RECEBER O ORDENADO, PAGO POR MIM. O escândalo era de tal forma que até o nosso comum conhecido JOÃO DE DEUS PINHEIRO, como Reitor, já não tinha qualquer hipótese de tapar as suas TRAPALHADAS. É verdade que o Senhor depois o acabou por o presentear com um lugar de Ministro dos Negócios Estrangeiros, para o qual o João tinha imensa apetência, mas nenhuma competência ou preparação.
Fica assim claro que o Senhor, de facto, NUNCA trabalhou, poucas vezes se  dignou a aparecer nos locais onde recebia o ORDENADO PAGO POR MIM e devotou toda a vida à sua causa pessoal: triunfar na política.
Mas, fica também claro, que o Senhor AINDA VIVE À MINHA CUSTA e, mais ainda, vai, para sempre, CONTINUAR A VIVER À MINHA CUSTA.
Sou, assim, sua ENTIDADE PATRONAL.
Neste contexto, eu e todos os outros que O SUSTENTÁMOS TODA A VIDA, temos o direito de o chamar à responsabilidade: a) Se não é capaz de mais nada de relevante, então: DEMITA-SE e desapareça; b) Se se sente capaz de fazer alguma coisa, então: DEMITA O GOVERNO; c) Se tiver uma réstia de vergonha na cara, então: DEMITA O GOVERNO e, a seguir, DEMITA-SE.
Aproveito para lhe enviar, em nome da sua entidade patronal (eu e os outros PAGADORES DE IMPOSTOS), votos de um bom fim de semana.
Respeitosamente, Carlos Paz

 

(recebida via e-mail e publico-a por me rever, em absoluto, nela)



Publicado por DC às 12:28 de 27.11.12 | link do post | comentar |

Alternativas a austeritários e securitários

Contra o pensamento único  (-por Sérgio Lavos )

      Alexandre Abreu, do Ladrões de Bicicletas, numa rara oportunidade televisiva de furar o discurso austeritário e o pensamento único que ocupou o espaço mediático nos últimos anos. Excelente intervenção, clara, directa e lógica, o contrário do discurso neoliberal - que se tem vindo a revelar completamente desfasado da realidade - ensaiado pelas cabeças pensantes do regime austeritário.

      A caminho de um Estado policial (2)  (-por Sérgio Lavos )

      Chegámos lá. Quando um ajuntamento de mais de duas pessoas é considerado crime e quando alguém que organiza um protesto público é perseguido pela polícia e pelo sistema judicial.

Resta a pergunta: como é que chegámos aqui, como é que podemos aceitar este estado de coisas? Fica aqui o comunicado do Movimento "Que se lixe a troika!":  ...

      Alternativas  (- por Sérgio Lavos )

      Entregue o país às garras dos especuladores financeiros coadjuvados por meros funcionários de organismos internacionais com escasso conhecimento da realidade nacional e nenhuma vontade de perceber realmente o sofrimento que as políticas de empobrecimento estão a provocar nas pessoas, com a execução desta política rapace às mãos de um Governo de autistas, incompetentes e corruptos, intocáveis onde a justiça nunca há-de chegar, protegidos por uma polícia que começa a usar métodos e técnicas a que apenas os regimes totalitários costumam recorrer, começa a ser tempo de pensar em todas as formas de luta e de resistência, tudo o que estiver ao nosso alcance para parar esta deriva anti-democrática.

     Na rua pode-se fazer muito, mas também há outras formas de resistência. No Insurgente, C.G.Pinto publica um manual de evasão à opressão estatal inspirado nas ideias de Ayn Rand. Não concordando com algumas das premissas motivadoras do manual, acho os conselhos bastante úteis.  Aqui ficam:   ...  - Emigre: ... - Deslocalize: ... - Tire uma sabática: ... - Devolva a factura: ... - Livre-se dos certificados de aforro: ... - Troque bens: ... - Pague tarde: ... - Evite grandes compras: ...- Não colabore: ... 



Publicado por Xa2 às 13:41 de 26.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

UMA MEMÓRIA SENIL OU A MEA CULPA ENCAPOTADA?

Anda por aí uma certa figura pública que afirma a pés juntos não ser nem nunca ter sido político, a dizer, à boca cheia, que “nas últimas décadas os portugueses esqueceram o mar, a agricultura e a industrialização do país”.

Sei que esse tribuno público, a residir ali perto do belenenses (não sei se será sócio, visto que a sua reforma mal lhe dá para viver), foi 1º ministro durante mais de 10 anos, pelo menos uma dessas últimas décadas.

Sei também que esse ancião, nos seus tempos de juventude e de primeiro mandante deste jardim à beira mar plantado, mandou abater navios de pesca e mercantes, incentivou o arranque de vinhas, subsidiou o abate de oliveiras, pagou para que se fechassem fábricas e se abrissem santuários de venda e consumo de produtos importados da europa central e não só.

Sei o seu nome, que tenho quase na ponta da língua, mas a minha memória está um pouco senil. Deve ser o efeito do Alzheimer!



Publicado por Zurc às 09:03 de 25.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

PRESÉPIOS

Que os portugueses não queiram o Gaspar no presépio é compreensível e há razões de sobra para essa atitude. Agora que o Cardeal Ratzinger venha retirar, também, o burro e a vaca é que não lembraria ao diabo.

Por este andar das carruagens, tato da política como da fé, qualquer dia só nos resta o homem barbudo da coca-cola!



Publicado por DC às 09:56 de 24.11.12 | link do post | comentar |

IMPÉRIOS E IMPERADORES

Grosso modo, o Império Romano, como qualquer sociedade actual, (a esse nível parece que pouco evoluímos) assentava em três pilares fundamentais:

Socialmente, tal como hodiernamente, o Império Romano dividia-se em três extractos: o clero, a nobreza e o povo. Os escravos, tal como nos nossos dias (agora têm outros nomes), não contam. Nem para as estatísticas dos bifes.

A nobreza e o clero, conjuntamente e de forma mais ou menos partilhada, controlam o povo que representa o extracto social com menos poder e que, por via da sua insignificância e fragilidade, tinha (tem) a obrigação, involuntária, de sustentar as cortes e as igrejas.

A este nível pouca coisa se alterou, salvo a ilusão de que agora “o povo é quem mais ordena”.

A organização militar modificou-se, muito significativamente, na sua estrutura e forma de actuar contudo, continua a obedecer a certos nobres, agora impregnados de um republicanismo que em nada difere, no comportamento, dos antigos pretores imperiais.

O clero, também ele impregnado de vícios antigos, teve com concílio vaticano II algum arrimo de laivos modificativos que lhe não chegaram para desmistificar as razões da sua própria existência: as fragilidades do espírito ou a fraqueza da mente humana, que nos levam a acreditar na existência de uns deuses protectores de tais fraquezas e até aliviam as nossas inconsciências e malfeitorias.

A religião existirá enquanto o Homem não for capaz de assumir as suas, intrínsecas e naturais, fraquezas. A religião católica constitui-se como uma das mais profundas e duradoiras reminiscências do Imperio Romano.

Em termos de organização administrativa ainda hoje, pelo menos nas suas designações, continuamos a confundir paróquias com freguesias (umas e outras apegadas a santos e santas). Mesmo agora, com o debate da reorganização administrativa das freguesias, não houve a capacidade de se avançar, mais claramente, na laicidade do Estado.

Reminiscências culturais de impérios e imperadores de cujos fantasmas não conseguimos libertar-nos, até agora.



Publicado por Zé Pessoa às 13:05 de 23.11.12 | link do post | comentar |

O TESTE DO ALGODÃO

Há por aí muita gente a afirmar, que para se tirarem todas as dúvidas (sim, porque ainda há quem as tenha) e se chegar a vias de facto (expulsar este governo) se deveria fazer o teste do algodão.

Eu não posso estar, nem sequer minimamente, de acordo e apresento, apenas, duas razões para tal posição.

A primeira decorre-me daquela máxima popular que diz “não liga por que se vai ligar não tem ligadura que chegue”;

A segunda, mais pragmática, é não existir disponível, nem se crê que isso alguma vez possa vir a suceder, ainda que aumentando a capacidade produtiva e empregando toda a mão-de-obra disponível (são cerca de um milhão de desempregados) e  muitos mais reformados obrigados a trabalhar para prover o sustento que a misera reforma não acautela, exista algodão para limpar tanta porcaria. A já feita e a que por aí virá se tal gente nos continuar a des)governar.



Publicado por Zurc às 17:03 de 22.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A quem servem as pedras?

Que razões podem existir para, no decurso de uma manifestação contra o Governo, atirar uma saraivada de pedras da calçada aos polícias que guardam o Parlamento?

O gesto poderia ser compreensível como uma manifestação incontível de raiva, numa situação de enorme tensão, eventualmente como retaliação por uma agressão previamente praticada pela própria polícia sobre os manifestantes. No entanto, mesmo numa situação deste tipo, em que esta acção teria uma justificação moral, ela apenas se voltaria contra os seus autores, justificando maior repressão.

O gesto poderia ser compreensível se se tratasse de um gesto simbólico de repúdio e denúncia, perante uma polícia que assumisse de forma violenta o papel de defensor de um Governo desrespeitador dos direitos dos cidadãos e dos seus compromissos perante os eleitores (como este é). No entanto, não há nada de simbólico numa pedra de calçada arremessada contra uma pessoa. Enquanto um ovo lançado contra um polícia pode transportar uma forte carga simbólica, o objectivo de uma pedrada é sempre provocar violência. A pedrada até pode ser uma consequência de estar maldisposto, como a metafísica, mas, tal como o Esteves, não tem metafísica nenhuma.

Por que se atiram pedras? Para desencadear a revolução? Não parece verosímil. A revolução exige muita gente e, se fosse esse o objectivo, os atiradores de pedras estariam envolvidos num enorme trabalho de fundo junto do povo para os incentivar à prática.

Por que se atiram pedras então? Vejo duas razões: "Porque é giro", uma opção seleccionada pela esmagadora maioria dos respondentes abaixo de 50 de QI, ou porque se pretende fornecer argumentos para uma dura repressão policial de futuras manifestações e porque se pretende amedrontar futuros manifestantes e evitar grandes manifestações como a de 15 de Setembro.

Ou seja e de facto: aqueles que, na manifestação de dia 14 de Novembro, se entretiveram a lançar pedras e outros projécteis à polícia são agitadores que apenas beneficiam as forças mais reaccionárias no poder e que limitam de forma inaceitável a liberdade de manifestação de todos os cidadãos. Se estes agitadores são jovens mentecaptos ou se são pagos por serviços de informação capturados por interesses privados interessados em proteger o Governo não sei. Mas o resultado não é muito diferente.

Posto isto, quanto aos manifestantes apedrejadores, é preciso dizer outras coisas: 

1. A polícia podia e devia ter detido os apedrejadores muito antes de a situação ter atingido a gravidade que atingiu e é incompreensível que não o tenha feito. A única explicação razoável para a polícia não o ter feito é que os seus superiores (quem?) tenham desejado um crescendo de violência para poder reagir com mais brutalidade. Esta posição é inaceitável. Inaceitável porque expôs polícias e civis a um risco evitável. Inaceitável porque só se compreende ao serviço de uma estratégia política que visa justificar o endurecimento da acção policial e o cerceamento de liberdades.

2. A polícia tem todo o direito de infiltrar agentes no meio da manifestação e é natural que estes se comportem como manifestantes comuns. Mas não é aceitável em caso algum que estes agentes se permitam actos de violência ou incitamento à violência. Porque isso são crimes. Seria bom que tivéssemos a certeza de que isso não aconteceu. Não temos.

3. É evidente que o zelo persecutório da polícia, uma vez dada a ordem de "limpeza", foi excessivo, com perseguições e agressões injustificadas. As imagens mostram isso. Os testemunhos referem isso. Esse zelo foi, provavelmente, uma consequência do apedrejamento continuado e, provavelmente, era o objectivo de quem deu ordens à polícia para não deterem os apedrejadores, mas seria bom que a formação da polícia permitisse evitar estes abusos, que podem acontecer uma vez numa situação de tensão, mas acontecem com demasiada frequência.

4. As condições em que foram feitas as detenções, com revista humilhante dos detidos, sem contacto com advogados, sem informação sobre as acusações que lhes eram feitas e pressões para assinar documentos incompletamente preenchidos lembram de forma inquietante a ditadura. É fundamental lembrar o ministro da Administração Interna que o Estado de direito não é um pormenor de que se pode prescindir quando há um bocadinho de pressa.

5.Finalmente, é inquietante que o ministro Miguel Macedo tenha sido tão mal informado pela sua polícia e/ou nos tenha mentido descaradamente quanto ao facto de não haver polícias infiltrados na manifestação. O que dizer quando o ministro se mostra ofendido com a pergunta sobre os infiltrados, garantindo que isso não aconteceu, para ser desmentido pela própria PSP no dia seguinte? 

O que dizer quando chegámos a um momento da nossa vida política em que um comentário sobre a seriedade de um ministro não se pode referir senão à sua expressão facial?


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Publicado por Izanagi às 12:27 de 21.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

"Cada vez me convenço mais dona Umbelina, ser verdade o que certas pessoas dizem dos deputados." Dizia a senhora Genoveva à saída da missa dominical, acrescentando,:“então não é que, justificação dali desculpa dacolá uns e outros, todos chegaram a acordo na comissão de inquérito ao caso BPN, sem ninguém ter sido, clara e inequivocamente, condenado!”

"Olhe nem sequer uma condenação ao deleve, andam todos à solta e a gozar com o povo que paga os desaforos de uns e de outros", contrapõe dona Umbelina.

“Agora, entre uma acentuada insuficiência e uma insuficiente acentuação das alterações apresentadas, o Orçamento para 2013 lá vai ser aprovado. Não será com unanimidade como sucede, habitualmente no caso do Orçamento da própria Assembleia da república, caso em que todos beneficiam, quase por igual e directamente”, afirma a senhora Genoveva.

Enfim há quem diga ser ali a casa da democracia, deles já se sabe. Agora digo eu que também sou gente e a pagar tudo o que me vão, democraticamente vejam lá, extorquindo.

 



Publicado por DC às 15:30 de 20.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Austeridade criminosa .vs. resistência e desobediência civil : tic-tac-tic-tac...
     Dilma Rousseff, a presidente brasileira, teceu hoje duras críticas às políticas de excessiva austeridade que estão a ser aplicadas na Europa e que estão a causar "sofrimento" às populações, considerando que a confiança não se constrói apenas com austeridade. [- Lusa, 17-11-2012]

     “O erro é achar que a consolidação fiscal colectiva, simultânea e acelerada, seja benéfica e resulte numa solução eficaz”, disse Dilma Rousseff que falava na primeira sessão plenária da XXII Cimeira Ibero-americana, que decorre em Cádis (sul de Espanha). “Temos visto medidas que apesar de afastarem o risco da quebra financeira, não afastam a desconfiança dos mercados nem a desconfiança das populações. A confiança não se constrói apenas com sacrifícios”, afirmou.
     Para Rousseff é necessário que a estratégia e as medidas adoptadas “mostrem resultados eficazes para as pessoas, horizontes de esperança e não apenas a perspectiva de mais anos de sofrimento”.
     Na sua intervenção a chefe de Estado brasileira referiu-se amplamente à crise financeira que “golpeia de forma particular” a Península Ibérica.
     “Portugal e Espanha estão diante de tarefas de complexa solução. Mas sabemos da força destes países, da energia criativa das suas sociedades, da capacidade de superação, tantas vezes comprovada ao longo dos séculos”. 
     “Temos assistido nos últimos anos aos enormes sacrifícios das populações dos países mergulhados na crise: redução de salário, desemprego, perda de benefícios”, insistiu, considerando que “políticas que só enfatizam a austeridade demonstram os seus limites. Devido ao baixo crescimento e apesar do austero corte de gastos, assistimos ao crescimento dos défices fiscais e não à sua redução”, afirmou.
     Recordando que as previsões para o biénio 2012-2013 apontam a um aumento dos défices e à redução do PIB, Rousseff afirmou que o Brasil continua a defender “que a consolidação fiscal exagerada e simultânea em todos os países não é a melhor resposta para a crise mundial e a pode até agravar, levando a uma maior recessão”.
    Rousseff considerou ainda que os países em excedente orçamental “devem também fazer a sua parte”, investindo, consumindo mais e importando mais.
    “Sem crescimento será muito difícil o caminho da consolidação fiscal, que será cada vez mais oneroso socialmente e cada vez mais crítico politicamente”, afirmou. 
     Em contraste à austeridade, Rousseff apresentou as políticas adoptadas pelo Brasil, incluindo a ampliação do investimento público e privado em infraestruturas, a redução da carga tributária sob o salário e programas sociais que ajudaram a manter o consumo interno.

     David Lipton, primeiro diretor-adjunto do Fundo Monetário Internacional, explicou em Londres o que orienta a organização na gestão da atual crise. Veja as diferenças com os defensores da austeridade na Europa.
     A deputada do BE Ana Drago disse esta quinta-feira que os técnicos da `troika´ deram como exemplo de "má despesa pública" prestações sociais aos reformados e na Educação, sugerindo que pode haver cortes nestas áreas.  "Houve exemplos, quando foi discutido e perguntado de onde surgiu a ideia da refundação do Estado e do corte de 4 mil milhões. A `troika´ não respondeu mas foram dados exemplos de despesa má: gastos da Segurança Social ao nível das prestações sociais nos reformados", disse a deputada.
     Executivo garante que nenhum membro de gabinete ou funcionário público recebeu subsídios à margem da lei ...
      O Movimento Sem Emprego (MSE) defende que o “Governo está a condenar pessoas à morte” e, por isso, pede aos cidadãos para considerarem a “desobediência civil como forma de resistência”.

    O movimento considera que o Governo “está a violar a Constituição” ao implementar medidas que “tornam impossível a sobrevivência de muitos portugueses”. Por outro lado, o MSE defende que o “Governo está propositadamente a eliminar postos de trabalho” e que “grande parte dos cidadãos deixou de ter lugar na sociedade”.
    Neste sentido, sublinham que o Executivo “está a pôr direitos na gaveta para manter privilégios de certas pessoas”. Uma situação “inaceitável”, segundo Alcides Santos, membro do MSE, que “tem que ser travada”.
    Por isso, o Movimento Sem Emprego declarou esta terça-feira, em comunicado, “para si próprio e para todos os cidadãos em luta o direito à desobediência civil como forma de resistência”. Apesar do aumento de manifestações contra o Orçamento do Estado para 2013, Alcides Santos considera que as iniciativas “não são suficientes”, já que “o país continua no mesmo caminho”.
    O MSE afirma que o Governo é criminoso”, já que “obriga idosos a optar entre remédios e comida e jovens a escolher entre passar fome e pagar propinas”.

**  Deixem-nos falir como a Islândia  (-por Tiago Mota Saraiva)

     No dia da greve geral foi anunciado que a taxa de desemprego aumentou para 15,8%. A este número acresce que, entre os jovens com idades entre os 15 e os 24 anos e que fazem parte da população activa, a taxa de desemprego já atingiu uns insustentáveis 39%.  Precisamente no dia seguinte, Passos Coelho não conseguia disfarçar o orgulho declarando que, num ano, havia feito o que o FMI estimava que fosse realizado em seis.
     O governo demonstra que se está a marimbar para os dados devastadores que a economia nacional vai revelando, para a expressão da greve geral ou para o significativo aumento do desespero e a radicalização de que a manifestação junto à Assembleia da República não é exemplo único.
     A cedência a determinados sectores, como o anunciado aumento salarial às polícias ou a aparente negociação com os reitores, revelam a falta de uma ideia para o país que não passe pelo truque e pela cacicagem sectorial – como se se tratasse de um negócio entre distritais de um partido.
     O governo ignora o tiquetaque da bomba-relógio em que transformou o país.  Há dois anos e meio, Eduardo Catroga e Medina Carreira divertiam-se a choramingar pela presença do FMI e não hesitavam em dar a opinião para um artigo do DN escrito por Rui Pedro Antunes sob o título: “Se o país sair do euro corre o risco de falir como a Islândia. Hoje, tanto um como o outro estão bem na vida, mas não será prudente começar a pensar fazer exactamente o contrário do que defendem?



Publicado por Xa2 às 07:50 de 20.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

ULISSES, UM PROJECTO PARA A EUROPA

Normalmente às minorias, para se afirmarem, não lhes basta serem iguais às maiorias, têm de as superar, tanto em quantidade como, sobretudo, na qualidade. Mesmo assim quase sempre são negligenciadas ou mesmo silenciadas por parte dos detentores do poder.

No caso em apreço, o silêncio não é de ouro mas é quase absoluto. Pouco ou nada se sabe e menos se conhece do que fazem os nossos representantes, deputados, em Bruxelas ou Strasbourg.

Contudo, um dos deputados portugueses das minorias, no caso os Verdes, Rui Tavares, apresentou um inédito projecto designado por “Ulisses” que visa resgatar a própria Europa da crise em que deixou que a mergulhassem.

O “Projecto Ulisses” propõe o relançamento da economia, a partir da Europa do sul, consubstanciado num paradigma do desenvolvimento económico e ambiental, valorizando as fontes de energia naturais e que assenta no compromisso de um novo contrato político, social, económico e financeiro, planetariamente global.

"Projeto Ulisses" com propostas de alternativas para Europa ... será apresentado em Lisboa no Próximo dia oito de Dezembro em Lisboa.

Um tal programa de resgate da Europa deve ultrapassar-se a si mesmo, no sentido de responder aos desafios de coesão social e territorial combatendo toda e qualquer corrupção, evasão e paraísos fiscais.

Os mais recentes acontecimentos, tanto na Europa como a nível mundial, demonstram que, pior do que as dívidas soberanas e as crises económico-financeiras, são as crises valorativas da ética, da moral e da SOLIDARIEDADE.

Nessa medida pode assegurar-se que o mais grave dos problemas dos países sob regência do triunvirato troikiano não são as dívidas soberanas mas sim o que lhe esteve subjacente.

Essa gente que agora nos acusa, tão hipocritamente, de termos vivido numa orgia económica, quase, colectiva, nunca será capaz de resolver esta crise pois foram eles mesmos que nos empurraram para os males e práticas de que nos acusam.

Não podemos continuar a ser ingénuos, outros novos e diferentes comportamentos só poderão ser implementados por novos protagonistas, gente que não tenha as mãos, pelo menos tão sujas, quanto as de quem permitiu que chegássemos ao que se chegou.


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Publicado por Zé Pessoa às 14:12 de 19.11.12 | link do post | comentar |

Greve é resistência a ser escravizado

    Verdades e mentiras sobre a greve dos estivadores   (-por Daniel Oliveira)

    Pedro Passos Coelho justificou a queda nas exportações com a paralisação dos trabalhadores portuários. Começa a ser um hábito: tudo o que corra mal é responsabilidade de quem se oponha ao governo.      Falemos da greve dos estivadores. A intoxicação sobre o tema tem atingido níveis pornográficos. E resume-se a isto: os estivadores, que ganham 22 euros por hora e mais de quatro mil euros por mês, querem continuar a viver à custa dos seus privilégios enão aceitam que mais ninguém seja contratado.

      Primeiro: os estivadores recebem cerca de 1.492 euros por mês e 8,6 euros por hora. É este o seu ordenado bruto médio e não os valores que têm sido indicados. Os estivadores trabalham muito mais do que as 40 horas semanais. A prova disso está nos efeitos da greve: a paralisação resume-se à recusa em laborar mais do que um turno normal. Ou seja, os trabalhadores dos portos em greve efectuam 8 horas de trabalho diário, de segunda a sexta feira. O horário da maioria dos trabalhadores portugueses. Os estivadores têm uma profissão de altíssimo desgaste, que obriga a uma disponibilidade de horário quase permanente e que tem um nível de sinistralidade muito acima da média. Por corresponder ao manuseamento de máquinas perigosas, os estivadores têm uma profissão especializada. E, desde 1979, têm a sua profissão regulamentada.

      Este governo decidiu que, apesar da atividade portuária continuar a ter regras próprias, isso deixava de se aplicar aos trabalhadores do sector. Esta decisão tem um objectivo: fazer com que os profissionais da área passem a ser precários sem qualquer preparação, pagos miseravelmente e sem nenhumas garantias laborais. Não resulta de nenhuma crise. A atividade portuária está bem e recomenda-se. De tal forma que têm sido recrutados bastantes profissionais na última década. E, ao contrário do que se diz, o sindicato dos estivadores exige ainda mais contratações. Mas com as regras que até agora existiam. Esta nova legislação resulta de pura ganância. O resultado desta decisão será despedimento de cerca de 2/3 dos estivadores, para serem substituídos por mão de obra barata, não qualificada e totalmente precária.

      Os estivadores não estão a fazer greve para verem os seus salários aumentados - logo, o argumento do seu salário é pura demagogia. Os estivadores não estão a fazer greve para trabalharem menos. Nem para terem mais direitos. Estãoa fazer greve para defenderem os seus postos de trabalho. Sabendo que esses postos de trabalho correspondem a funções que continuam a ser necessárias.

      O único crime dos estivadores é levarem o direito à greve a sério. A greve não é um mero gesto simbólico. Não cumpre a função de uma manifestação. É o momento em que o trabalhador usa a única arma que tem: a do lucro do seu empregador depender do seu trabalho. Só há um responsável pelas perdas económicas que resultam desta greve: um governo que, servindo a ganância de quem prefere ter escravos ao seu serviço, em vez de profissionais especializados, se recusa a negociar.

      Os estivadores, pela sua coragem, determinação e firmeza (que os faz perder muito dinheiro todos os meses), são um exemplo. De quem não aceita perder a sua dignidade sem dar luta. 

      Os que, garantindo que respeitam o direito à greve, exigem uma requisição civil (ou os serviços mínimos unilaterais, que abarcam as exportações e que na prática proíbem a greve num sector não militar ou policial), mostram até onde pode ir o seu cinismo. A greve só é aceitável se tiver como única consequência a perda de um dia de salário para quem a faz. Mas não, a greve não é isso. É o direito de, usando o poder de não trabalhar, defender quem vive do seu trabalho da arbitrariedade. Os estivadores apenas fazem uso pleno, e dentro da lei, das prerrogativas democráticas que a Constituição e o Estado de Direito lhes garante. Se, para defenderem o seu trabalho, se veem forçados a fazer greve e a perder com ela rendimento, é o governo, que se recusa a negociar, que deve ser responsabilizado pelas perdas que esta paralisação traz para o País e, já agora, e em primeiro lugar, para os próprios estivadores em greve.  Ou julgava que podia fazer tudo o que queria sem encontrar nenhuma resistência?



Publicado por Xa2 às 07:46 de 19.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O PAÍS

Entre a ladroagem e a desordem está o país e não o ministro, ainda que não o pareça!

 



Publicado por DC às 19:51 de 16.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Autárquicas, Lisboa e não só

A unidade dos democratas deverá começar já nas próximas eleições para as autarquias.

No caso de Lisboa a Lei n.º 56/2012. D.R. n.º 216, Série I de 2012-11-08 já determina a nova redistribuição geografica, principios e competencias das futuras novas freguesia.

Não é que acalente, nem grandes nem muitas, esperanças. As chamadas “directas” dentro dos partidos já estão no debate, com os directórios dos aparelhos partidários a imporem suas escolhas, em muitos casos a repristinar, para outros feudos, candidatos que deveriam, segundo o limite de mandatos previstos na lei, permitir a renovação autárquica. É por isso que, com muita razão, certas vozes populares afirmam que “já nem as moscas mudam, mudam de lugar e o resto fica na mesma”.

Manda o bom senso e o respeito pelas “públicas virtudes” que, os portugueses, em especial aqueles que se assumem (ou não) como militantes partidários e cidadãos, socialmente activos, comece-mos a assumir publicamente as nossas posições e, democrática, aberta e assumidamente a polemizarão do tema.

Independentemente de até lá, o que não será muito provável, o governo cair e de por iniciativa presidencial (ainda menos provável) ser o mesmo substituído. Independentemente haver eleições e de tal resultar um governo de esquerda, nada garantido (poderia resultar uma coligação à direita) as organizações de esquerda devem, pressionadas pela opinião desenvolvida na globosfera, começar a fazer caminho no sentido da unidade partidárias e, eminentemente, de democratas autonomamente independestes das forças estruturadas partidariamente.

Concretamente em Lisboa, agora com 24 freguesias, deveríamos pugnar por esse desiderato. Todos, sem excepção, nos deveríamos comprometer nesse projecto de unidade. Uma unidade respeitadora de diferenças, congregadora de vontades e saberes, convergindo num acordo para a constituição de uma “convergência eleitoral comum” para o bom governo da cidade, cujo lema poderia ser: “Pela Esquerda é que Vamos: Por Uma Lisboa de Pessoas”.

António Costa, se quiser e para isso tiver condições, seguir o exemplo e até o percurso de seu camarada, Jorge Sampaio, bem pode protagonizar esse desiderato. Ainda que critico e devo dizer que, pessoalmente, não nutro grande apreço pela figura, mas o pragmatismo de uma boa convergência leva-me a defender essa solução.

Aqui, no LUMINÁRIA, sempre se promoveu o debate de ideias, se deu espaço à confrontação, positiva, das mesmas ao confronto respeitoso de pontos de vista e foi abrigo à divulgação das diferentes opiniões.

O LUMINÁRIA sempre foi espaço de encontros e desencontros, escritos e comentados, pois vamos a isso. Se o governo de Passos, Portas e Gaspar nos aumenta, desmesuradamente, os impostos, nos diminui os rendimentos, nos quer destruir o Serviço Nacional de Saúde e nos retirar a totalidade dos benefícios fiscais, nos quer vender todo o património nacional, não podermos permitir que nos roube a capacidade do debate. É pois nosso dever e obrigação continuar o debate destas ideias.



Publicado por DC às 09:44 de 16.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Privilégios de juízes e independência de outros poderes

Independência e privilégios

«O presidente do sindicato dos juízes foi à Assembleia da República dizer que a independência dos magistrados pode estar em causa se o governo lhes aplicar os cortes salariais previstos na proposta do Orçamento do Estado para todos os funcionários do estado. José Mouraz Lopes sublinhou que a «independência dos juízes é uma garantia da sua própria exclusividade» e que os magistrados «têm de ter uma capacidade económica, estatutária e financeira que permita dizer não, sem medo». Aproveitou ainda para apresentar aos deputados um conjunto de propostas relacionadas com os cortes salariais, o suplemento remuneratório nos turnos e as deslocações dos juízes.
   
Mouraz Lopes é um juiz desembargador de Coimbra, honesto e competente, que é respeitado e que, em geral, recolhe a simpatia das pessoas com quem se relaciona. Não se lhe conhecem atitudes ou decisões que envolvam desrespeito pelos advogados ou pelos cidadãos nos tribunais, bem pelo contrário. Por isso, surpreendeu a sua decisão de aceitar liderar a associação sindical dos juízes portugueses, ou seja, presidir a um sindicato de titulares do órgão de soberania tribunais, como se os juízes fossem trabalhadores por conta de outrem que actuam sob as ordens e a direcção de uma qualquer entidade patronal.
   
O sindicato dos juízes é um instrumento para subverter alguns dos princípios mais relevantes dos estados modernos, principalmente o da separação de poderes, pois, através dele os titulares de um órgão de soberania estão permanentemente a interferir e a pressionar outros poderes soberanos do estado. E, como quaisquer proletários, já chegaram ao ponto de fazerem greves, sem qualquer respeito pela dignidade das suas funções soberanas.
   
Mouraz Lopes deveria saber que há coisas que não podem ser ditas por quem possui determinadas obrigações sob pena de poderem assumir um significado diferente do que se lhes queria dar. A independência dos juízes não é um direito profissional deles, mas sim uma garantia dos cidadãos e do próprio estado de direito, pelo que não poderão os juízes transformá-la em moeda de troca de uma qualquer reivindicação «laboral». Dizer que a independência de um magistrado pode estar ameaçada se eles forem chamados a fazer sacrifícios iguais aos de todos os outros titulares de órgãos de soberania, assume objectivamente o significado de uma chantagem intolerável sobre o próprio estado de direito democrático.
   
A independência dos juízes, como a dos titulares de qualquer outra função do estado, depende da honestidade das pessoas e não daquilo que ganham ao fim do mês ou dos privilégios que possuem. Há pessoas que ganham pouco e até muito menos do que os juízes e são absolutamente independentes no exercício das suas funções. E mais: estão em situação de exclusividade e são mais independentes do que muitos juízes. Militares, polícias, titulares de funções de regulação e de supervisão também estão em exclusividade e não ameaçam alienar a sua independência. Será que o presidente da República e o Provedor de Justiça também vão perder a sua independência devido aos sacrifícios que lhe são exigidos?
   
É um sinal perigoso de disponibilidade para relativizar o próprio sentido genuíno da independência judicial andar a pedinchar regalias ao governo, ao parlamento ou a uma qualquer maioria política. É uma ameaça perigosa para a independência dos juízes quando estes vão ao Parlamento pedir privilégios aos deputados/advogados que lá estão.
   
Quem anda nos tribunais sabe bem que os juízes não são feitos de carne diferente da dos dirigentes políticos ou da de qualquer outro cidadão. Por isso, o que a actuação do sindicato dos juízes pode objectivamente significar é que eles estão disponíveis para espúrias alianças com o governo desde que este aceite as suas reivindicações. No fundo, o que os juízes portugueses poderão estar a tentar dizer, ao quererem ser isentados dos sacrifícios exigidos a todos os portugueses, é que estão disponíveis para «cooperarem» com o governo numa altura em que este vai precisar muito deles. Nunca será verdadeiramente independente quem anda a pedir privilégios a políticos. Não há almoços grátis!» 
[ - A. Marinho Pinto,  JN


Publicado por Xa2 às 19:33 de 15.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Isto é Guerra !!: económico-financeira contra a Democracia e os Trabalhadores

Querem dominar a Europa uma vez mais (agora com outras armas: o Euro, os políticos do Conselho e da Comissão Europeia, a banca, ... e a austeridade ultra-liberal).

 
 Vejam este vídeo e oiçam/leiam com muita atenção este conferencista e cientista alemão, o dr. Rath e o seu apelo. Todos temos de tomar muito a sério as suas palavras, porque o problema não é apenas nacional nem europeu, como sabemos. É mundial, global !!  Trata-se de uma "guerra" que as populações estão a travar com o poder económico-financeiro e, se a perderem, acabarão por ser escravizadas!, serão párias sem direitos Humanos e de Cidadania, Liberdade, Trabalho, ... sub-vivendo em Estados fantoches ditatoriais !!

 

Apela-se aos cidadãos para não serem indiferentes, para que se unam e lutem contra os carteis  globais e acima da Lei  que já dominam e querem escravizar o Cidadão, o Estado, a Europa e o Mundo (sendo este poder global apoiado por marionetas 'nacionais' e sectoriais, como a  'imperatriz' Merkel e outros governantes, deputados, administradores, TVs, jornais, comentadores, ... comprados/ corruptos).   São os carteis da alta finança, das farmacêuticas, do petróleo, do automóvel, dos mídia, ... que querem controlar todos os recursos desde a água e a terra até ao nosso corpo e razão.


À rua, Cidadãos !  Formai vossos batalhões !!



Publicado por Xa2 às 23:50 de 13.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

14 DE NOVEMBRO, UMA LUTA DOS TRABALHADORES EUROPEUS E NÃO SÓ

 

Por cá, por mais porrada que os portugueses esteja a levar nos seus precários orçamentos, falo do povo em geral, claro está, continuamos a presenciar, com demasiada frequência, uma política sindical de “contar as bandeiras”.

Fica sem se saber se foi a CGTP que avanço isoladamente se foi a UGT que se isolou avançadamente, o facto é que a primeira parece estar a actuar mais em conformidade coma as actuais circunstâncias de tal forma que as centrais espanholas e não só se decidiram a marcar, também, greves e outras formas de luta para o mesmo dia. Mesmo a Confederação Europeia de Sindicatos.

Já é tempo e as circunstâncias o exigem de se acabar com atitudes de “capelinhas”.

É estranha a posição da UGT portuguesa tanto mais que, tudo indica, em Espanha a greve foi marcada, concertadamente, pelas principais centrais (UGT, Comissiones e USO). Se assim vier a suceder constitui uma iniciativa inédita que vem dar força á iniciativa portuguesa e levar com mais força o eco das lutas na Península Ibérica!

Para além disso a própria Confederação Europeia de Sindicatos (CES), na reunião do seu órgão executivo, de 17 de Outubro, marcou para esse mesmo dia uma Jornada de Luta para toda a Europa!

Será que o dia de amanhã poderá constituir o embrião de uma futura Greve Geral Europeia! A ver vamos, assim for não poderá a UGT ter quaisquer argumentos para ficar de fora.

Por outro lado, a CGTP tem evoluído no relacionamento com os movimentos sociais e associações de trabalhadores que não têm carácter sindical como os trabalhadores precários e os organizadores das manifestações autónomas que tiveram a maior expressão no 15 de Setembro. Como articular as acções de rua de forma coordenada mantendo a expressão autónoma, mas convergente, na contestação das políticas de austeridade e de destruição do Estado Social? Os movimentos sociais exprimem aspirações e expressões próprias. Os sindicatos, por sua vez, também têm uma história, organização e estratégia próprias! Existe espaço para todos! Todos somos necessários!

A luta, para ser virada a favor das populações, exige o máximo de convergência de acções e menos iniciativas sobrepostas nas mesmas datas e locais diversos, para mudar a relação de forças sociais, impedir que a exploração financeira, o esbulho da riqueza e a fuga de capitais destruam o nossos países e as nossas sociedades democráticas assim como o que gerações inteiras levaram a construir com trabalho, suor, sangue e lágrimas!

Que os reformados os trabalhadores no activo ou desempregados saibamos demonstrar, profunda e inequivocamente, o nosso descontentamento pelo trabalho dos políticos e rumo à venda do país.  



Publicado por Zé Pessoa às 18:21 de 13.11.12 | link do post | comentar |

União, solidariedade e luta dos europeus
Vários países fazem greve geral em simultâneo, num protesto inédito a nível europeu. E mais de 15 organizam manifestações e acções de solidariedade.

As Portas de Brandeburgo, em Berlim, vão ser palco de um protesto inédito, a 14 de Novembro: milhares de sindicalistas afectos à DGB, a maior estrutura sindical do país, vão manifestar-se no monumento mais simbólico da cidade alemã, em solidariedade com os trabalhadores europeus alvo de medidas de austeridade

 

14 de Nov.2012, quarta-f., será dia de greve contra governos traidores da confiança depositada neles pelos cidadãos, uma greve contra a austeridade ditada pelos mandaretes/ títeres da alta finança transnacional. ...   contra a troika e suas políticas de ruína e de miséria.

Greve Geral em  Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Chipre, Malta, França, ...

 ... contra a "austeridade" que destrói a Europa Social que queremos!   Para que as regras mudem e a UE seja, de facto, o espaço comunitário onde as pessoas contam mais! 
  Pela cidadania, amanhã é dia de união europeia ! 


Publicado por Xa2 às 20:00 de 12.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Avé ... morituri te salutant *

   ( Fora !)  daqui 

* Viva ... os que vão morrer te saúdam *

      O capitalismo mata.    (-por C. Guedes)

Mata de repente. Quando a Amaya Egaña decide pôr termo à vida no momento em que está prestes a perder a casa em que vivia.

Mata lentamente. De cada vez que nos esmaga as expectativas. De cada vez que perdemos o emprego. De cada vez que nos rouba o sonho.

Mata por afogamento. Sempre que o silêncio toma o lugar do grito de revolta que fica abafado na garganta.

Mata à machadada. De cada vez que vemos nos olhos de uma criança o espelho de uma miséria que parece regressada de um passado que julgávamos distante e enterrado.

Mata por estrangulamento. Quando vemos, na farmácia, aquele homem com ar envergonhado a deitar contas à vida, à fome e à doença, enquanto decide qual dos dois medicamentos prescritos vai poder levar para casa.

Mata à facada. Quando nos faz sofrer por uma dívida que não é nossa e nos desvia o dinheiro dos salários, dos subsídios, das pensões e das reformas, dos hospitais, das escolas e, porra, dos teatros e de tudo o que é cultura para o ir deixar no colo do banqueiro agiota.

O capitalismo mata. Já se sabe. É da sua natureza.

É da minha combatê-lo. Até ao dia em que consigamos espetar-lhe um tiro nos cornos.

Ou até morrer.

          ( para a Amaya e para quem o quiser. E para a minha mãe. )



Publicado por Xa2 às 08:34 de 12.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

ALUNOS, DE BONS A BESTIAIS: “SOMOS OS MELHORES DO MUNDO”

 

1

 A troika, na sequência da sua quinta avaliação á execução de memorando assinado, com a sua homónima interna, em Maio de 2011 e depois de ter sido entregue a, desastrosa, proposta A (na pratica a B ou C, já se não sabe ao certo) do OE para 2013, intimou, publica e humilhantemente, o governo português (não dos portugueses) a apresentar, no prazo de um mês, o que chamam de “plano B”.

“Quem manda, dá ordens” diz o povo e já se percebeu que não com intenção, de que com tais ordenamentos, sejam resolvidos os problemas do país e de quem nele vive, mas para o vergar e o colocar a “saque” obrigando-o a vender, a retalho, o seu património.

E que fez o governo? Em vez de forçar os “saqueadores” a sentarem-se à mesa para que expliquem, com clareza e evidência, as suas exigências e a fundamentação das mesmas foi lesto em prosseguir no mesmo caminhar acelerando o passo e agravando a dose da mesma receita já, comprovadamente, demonstrada perniciosa aos males que apregoam querer curar.

A este governo já não lhe basta ser um bom aluno, faz jus em ser um aluno exemplar, pretende ficar na história do ultraliberalismo como o melhor aluno de sempre, ser lembrado como o aluno que ultrapassou, sempre pela direita, os mestres mais ortodoxos da especulação financeira, os agiotas dos juros usurários, os coveiros do empobrecimento do país e do aumento dos excluídos sociais, os assassinos da esperança e do apagamento do futuro da juventude que são obrigados a fugir da terra que os viu nascer.

2

 As preposições de alguns acólitos do actual governo são hipócritas dado que são feitas tardiamente e não para salvar o país e o povo mas, tão-somente, para acautelar, a prazo, os seus ameaçados interesses.

Miguel Cadilhe não esclareceu o que pretende ou significa a sua “renegociação honrada”.

De igual modo, é muito estranha e mal explicada, para não dizer de nenhumas garantias, a proposta de “eleições em Maio de 2013” feita por Fernando Wulrich que elas levariam a um desiderato diferente sendo os mesmos actores na cena eleitoral.

Por outro lado alguém acha que a “honesta” proposta, desse “honrado” reformado, de um governo de bloco central (PS/PSD) pretenderia conseguir que, todos os pensionistas deste Portugal maravilhoso, passassem a receber, como ele, a modesta reforma mensal de 150.000,€? O que pretenderá Jardim Gonçalves?

Migue Júdice afirmou que “o Estado é uma empresa falida e, como tal, deve despedir os funcionários que tem em excesso para se tornar sustentável” tendo acrescentado que para tal é preciso “uma revisão constitucional que facilite os despedimentos…”.

Vejam bem que o homem não pede uma revisão da constituição que vise um maior rigor e mais eficaz controlo nos gastos nem foi capaz de afirmar (a não ser que o tenha feito metaforicamente quando se referiu ao corte das árvores, o que não acredito, de todo) que, também, foram e continuam a ser as adjudicações feitas a escritórios de advogados como o seu que contribuíram passa essa falência.

3

 O Rato espanhol, ex-ministro de Aznar e ex-director-geral do FMI, que esteve envolvido no processo de nacionalização do Bankia, vai ser ouvido em audiência de julgamento, por um juiz de Audiência Nacional espanhola.

Rodrigo Rato e mais 33 implicados estão acusados por delitos de burla, apropriação indevida, falsificação de contas e outros crimes considerados lesivos dos interesses do Estado e do povo espanhol.

O Movimento 15M e o partido União e Progresso Democrático apresentaram queixa, na Audiência Nacional que lhe deu provimento, sem qualquer embargo.

Como se pode ver, até parece o caso português do BPN/SLN, não acham?



Publicado por DC às 08:22 de 12.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Provérbios Populares Portugueses

 

1.           Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a cantar, se vires o Coelho, põe-te a chorar.

2.         Quem vai ao mar avia-se em terra; quem vota  Coelho, mais cedo se enterra.

3.         Coelho  a rir em Janeiro, é sinal de pouco dinheiro.

4.         Quem anda à chuva molha-se; quem vota em  Coelho  lixa-se.

5.         Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão; parvo que vota em  Coelho, tem cem anos de aflição.

6.         Gaivotas em terra temporal no mar;  Coelho  em São Bento, o povinho a penar.

7.         Há mar e mar, há ir e voltar; só vota em  Coelho  quem se quer afogar.

8.         Março, marçagão, manhã de Inverno tarde de Verão; Coelho de Inverno, tarde de inferno.


9.         Casa roubada, trancas na porta;  Coelho  eleito, Relvas na horta.

10.        Peixe não puxa carroça; votar em Coelho, asneira grossa.

11.        Amigo disfarçado, inimigo dobrado;  Coelho empossado, povinho lixado.

12.        A ocasião faz o ladrão, e de  Coelho  um aldrabão.


13.        Não há regra sem excepção, nem Coelho sem confusão. 

14.        A fome é o melhor cozinheiro, Coelho o melhor coveiro.

15.        Olhos que não vêem, coração que não sente, mas aturar o Coelho, não se faz à gente.

16.        Boda molhada, boda abençoada;  Coelho eleito, pesadelo perfeito.

17.        Com Coelho  e bolos se enganam os tolos.

 



Publicado por Izanagi às 18:28 de 10.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

A MERKELMANIA E AS MOSCAS

Um dos mensageiros, anunciantes das medidas governamentais, noutros tempos conhecido por “Ganda Noia” afirmou, em jeito de petição colectiva, que “Ângela Merkel deve ser saudada e não hostilizada, na sua visita a Portugal” tendo, simultaneamente, revelado parte da agenda da chanceler alemã.

Provavelmente, o que este arauto do governo estará à espera é que o povo português se espalhe pelas ruas e avenidas, desde o aeroporto até ao forte de São Julião da Barra, para saudar a dona da Europa. Só faltou referir como fazer a saudação, se seria punho cerrado ou de mão estendida?

Estranha-se o governo não ter dado feriado, aos funcionários públicos. Contudo, o bom aluno português, numa atitude de excesso de zelo e subserviência desmedida, chega ao ponto de mandar fechar o espaço aéreo Lisboeta (porque não o nacional?) para garantir a plenitude de segurança a sua Exa. a senhora Europa, como se Portugal se parecesse a uma Somália.

Será que a dona Merkel vem assim tão carregada de eurobondes ou de projectos de investimento que justifiquem tamanhas medidas?

A ver vamos, provavelmente esta escala feita visita será igual a muitas cimeiras europeias que não têm feito outra coisa que parir ratos.

Contudo, homem que, frequentemente, anuncia, antes da Assembleia da República ou os partidos da oposição as conhecerem, as drásticas medidas com que o governo vai brindando o povo português, tem profundas esperanças na senhora e lembrou que “se trata da visita da chanceler de um país amigo, de um líder da União Europeia e uma oportunidade para Ângela Merkel conhecer melhor Portugal e até de ouvir as queixas dos portugueses.” Será que os português, “o melhor povo do mundo” tem algumas queixas a apontar à solidária senhora? No lo cremos, como diriam nuestros hermanos.

Só não entendo é porque, não sendo “político de plástico”, Marques Mendes se aguentou tão pouco tempo na liderança do PSD! Provavelmente seria apenas uma questão de moscas tudo o resto estaria igual.

Na verdade o que Portugal e a Europa, na sua totalidade, precisam é de mudar de moscas de politicas em particular e de atitude dos cidadão em geral. isso sim alteraria os desequilíbrios económicos e sociais. Não basta o abrigo do chapéu protector dos EUA até porque Obama não pode (nem deve) fazer tudo sozinho.



Publicado por Zé Pessoa às 16:37 de 10.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

14.nov.- Greve Geral Europeia de indignados e explorados

CARTA  ABERTA  A  ANGELA  MERKEL   (-por Tiago M. Saraiva, 5Dias)

           Não estamos sozinhos. No próximo dia 14 de Novembro, dois dias depois da sua anunciada visita, erguer-nos-emos com outros povos irmãos numa greve geral que inclui muitos países europeus. Será uma greve contra governos que traíram e traem a confiança depositada neles pelas cidadãs e cidadãos, uma greve contra a austeridade conduzida por eles. ...  A carta, na íntegra, pode ser lida aqui e está a ser divulgada com mais de cem subscritores de todos as áreas políticas que se opõe à troika e às suas políticas de ruína e de miséria.  E, acreditem, chovem subscrições para   moc.liamgnull@lekremsodadroca.

      – Entretanto, há momentos, em Atenas (unem-se bandeiras de irmãos espezinhados):

A  caminho  da  greve  geral  europeia  

14 de Novembro – Greve Geral em Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Chipre, Malta,...

Acções já anunciadas na Europa:

Alemanha : Comícios da DGB em 12 cidades. Mensagens de solidariedade a nível nacional e a nível de empresas transnacionais com filiais nos países mais atingidos pela crise. Reunião do Presidente da DGB, no dia 14, com Angela Merkel (a confirmar).

Bélgica : Concentrações junto a embaixadas de países da UE e acções de sensibilização.

CES : Participação na Jornada Europeia de Acção e Solidariedade através do facebook.

Espanha : Greve Geral

França : CFDT, CGT, FSU, Solidaires e UNSA : Manifestações unitárias em todo o país.

Grécia : Greve Geral de 48 horas (6 e 7) e Greve Geral no dia 14 (ainda por confirmar).

Itália : A CGIL convocou 4 horas de greve geral e manifestações em todas as regiões para o dia 14 de Novembro. A Administração Pública da CGIL faz greve de 24 horas, também no dia 14. A CGTP participa, nesse dia, na manifestação da CGIL, em Nápoles.

Portugal : Greve Geral.

Roménia : Acções em todas as regiões.

Reino Unido : O TUC prevê acções de solidariedade, com actividades na internet, publicação de um blogue, uso de páginas facebook e comunicados de imprensa.

Republica Checa: Manifestações em 17 de Novembro, contra cortes orçamentais.

Eslovénia: Manifestação da ZSSS, no dia 17 de Novembro, contra a austeridade.

Suíça: Acções da USS em conjunto com Sindicatos alemães em empresas transnacionais, de 6 a 14 de Novembro.

Áustria: A OGB organiza acções de solidariedade com os trabalhadores europeus confrontados com medidas de austeridade, em Viena, no dia 14 de Novembro

Holanda: A FNV promove uma Conferência no dia 14 de Novembro, para expressar solidariedade aos trabalhadores europeus confrontados com medidas de austeridade.

     ...

Tal  como na  Grécia :  o  desemprego  não  cura !    Vamos à Luta !

Temos vindo a expressar a nossa indignação face a um conjunto alargado de problemas, que o estado de miséria tem vindo a impor progressivamente à maioria das pessoas, sobretudo àqueles a quem a crise resgatou o seu posto de trabalho.

     Esta semana, na Grécia, chegou-nos mais uma notícia inquetante, que dá conta que os desempregados gregos perderam o acesso ao sistema nacional de saúde. Esquecida entre as tantas notícias que nos chegam do país mais fustigado pela crise em toda a Europa, os desempregados gregos têm contado com a solidariedade de comités clandestinos de médicos, que desenvolveram núcleos de apoio médico para quem depois de perder o trabalho enfrenta ainda o desafio de se manter com saúde.

     Atenas acordou novamente a ferro e fogo, com mais uma greve geral e as ruas voltam a dar uma espantosa demonstração de força, seguramente com muitos daqueles a quem está a ser negado um dos direitos fundamentais mais preciosos, como é o caso do bem estar e a saúde.

     Sabemos a melhor maneira de prestar a nossa solidariedade. Lá como cá não há outro caminho e por isso mesmo estaremos com quem ainda não perdeu o seu posto de trabalho nos piquetes da greve geral europeia de 14 de Novembro, na Concentração de Solidariedade com os Estivadores e na manifestação convocada pela CGTP e pelos movimentos sociais que terá como destino São Bento.
Só a luta nos devolverá a saúde, o trabalho, a esperança e a vida. 
         Dia 10 - Manifestação  do  Exército              Dia 12 - Badamerkel       Dia 14 - Greve Geral      piquetes e concentrações em todo o país ;  marcha dos estivadores e desempregados - 13h no Cais Sodré.  
                      Que  se  lixe  a  troika !   A Merkel  não  manda  aqui  !

 

...

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  European Cry of Action and Solidarity  
  For  Jobs and Solidarity in Europe  
  No to Austerity  


Publicado por Xa2 às 19:38 de 09.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

CES - CONSELHO ECONOMICO E SOCIAL

O recente parecer deste organismo que congrega participantes do governo, dos empresários, dos sindicatos e entidades de relevo económico e social, “sem querer ser contra ninguém” não deixa de “malhar” fortemente no governo e nas suas políticas governativas.

O Parecer sobre a Proposta de Orçamento do Estado para 2013, refere nomeadamente que “…O CES considera que a proposta de OE/2013 não vai dar resposta adequada ao necessário e premente crescimento económico, a melhoria do financiamento da economia e ao aumento do emprego. O CES considera, aliás, que o processo de consolidação orçamental preconizado irá contribuir para a degradação da actividade económica, que tem vindo a decrescer desde 2011, das condições de financiamento e ainda para a deterioração das condições sociais, devido ao aumento da carga fiscal.”

Acrescentando que “…No que se refere às despesas de capital, o seu decréscimo não só contribui para a redução do investimento público a curto prazo (de 2001 a 2013 será superior a 60%) como poderá trazer efeitos extremamente negativos no comportamento do investimento privado e na própria capacidade produtiva do País.”

Na renegociação proposta são sugeridas que imperativamente devem ser consideradas, pelo menos, “Três áreas, em concreto, devem estar no centro de renegociação. São elas:

- A dos encargos financeiros a suportar com a dívida pública e que deverá conduzir a uma redução expressiva dos juros a pagar pelo empréstimo concedido a Portugal.

- A reavaliação dos prazos, seja relativamente à necessidade de flexibilizar as metas do défice orçamental, seja em relação aos períodos de amortização dos empréstimos;

- A do estabelecimento de um maior equilíbrio entre política orçamental e crescimento, mediante a introdução de novas e eficientes medidas fomentadoras de uma retoma da economia e de criação de emprego;

Ou seja, o processo negocial deve partir de uma reavaliação das próprias políticas até agora seguidas e não apenas da análise dos seus resultados e deve flexibilizar o processo de ajustamento das contas públicas tornando-o compatível com a realidade económica e social do país”

Naturalmente, é fácil de ver, que se os juros chuparem todas as economias e poupanças "sacadas" pelo governo aos contribuintes e aos funcionários e pensionistas públicos não restará qualquer cêntimo para investir e para fazer crescer a economia e criar emprego. Será o abismo total.

Assim, parece já não haver quaisquer duvidas sobre a inevitabilidade da renegociação do memorando, com os donos da troika externa. Naturalmente que nunca reconhecerão que se enganaram na receita, se tivessem coragem para isso, eles próprios, já teriam sugerido a renegociação.

A gora outra coisa importaria saber, com o mínimo de rigor e de justiça, qual o valor real dessa divida soberana e qual o montante desviado (com a conivência de credores e a permissão de governantes nacionais) e que o país nunca usufrui-o e não deverá suportar. Demonstrar isso é o trabalho, que tarda, de Auditoria Cidadã à Dívida



Publicado por DC às 12:13 de 09.11.12 | link do post | comentar |

Fome e Desemprego vs. Caridade e Voluntariado

BANCO  ALIMENTAR:  A  ENGORDA  DA  IGREJA  CATÓLICA    (-por Serafim Lobato)

    Os meios de comunicação social dominantes e os piedosos moralistas defensores da especulação caritativa deram azo à sua veia "humanista", neste últimos tempos, enaltecendo o "trabalho" de uma entidade chamada Banco Alimentar contra a Fome por uma recolha "monumental" de produtos alimentares que, segundo os seus promotores, serão entregues a 2116 "instituições de solidariedade social" com quem aquele mantém "acordos".

De onde vieram os produtos? dos próprios contribuintes. Boa malha.
Chama-se isto "auto-abastecimento" para ser distribuído pelas "capelas".
     Porque não recorreu o Banco Alimentar aos dividendos dos accionistas dos bancos, aos chorudos lucros dos capitalistas para "ajudar" quem passa fome?
     É o Banco uma instituição idónea, independente? Não.  Os três directores executivos para o triénio de 2012-2014, são Isabel Jonet, José Manuel Simões de Almeida e Sérgio Augusto Sawaya, que foi até, há alguns anos atrás, administrador do Banco BPI (que curiosamente tem como principal accionista a catalã La Caixa, ligada à Opus Dei).

     Convém explicar, até com pormenor, qual a razão prática da inutilidade destes Bancos "moralistas", que são, apenas, instituições privadas, que não produzem riqueza,  nem fomentam o emprego produtivo, nem educam as massas populares para exigirem os seus direitos, que são deles próprios, porque fazem descontos, logo, pagam impostos.
     É função do Estado - e não de qualquer empresa privada, apelidada de de "solidariedade", ou de "caridade" - de prover o bem-estar dos seus cidadãos.
A chamadas Instituições de Solidariedade Social - na sua esmagadora maioria, imensamente esmagadora - estão sob controlo financeiro, político e social da Igreja Católica portuguesa. O dinheiro não provem da sua acção.    É o Estado que transfere os dinheiros públicos para os homens-fortes dessas instituições (IPSS, Misericórdias, e outras) os hierarcas religiosos, que dependem dos bispos.   E a dotação orçamental do Estado (OE), repito do Estado ultrapassou em 2011 os 1,2 milhões de euros. 
     Além do mais os utentes, nos casos dos lares, entreguem ainda até 80 por cento das suas reformas. Um duplo ganho para os cofres da Igreja Católica.
Do ponto de vista do progresso humano, da evolução societária, não podemos ser cúmplices das falsificações dos tipos de solidariedade colectiva social e das próprias relações sociais que atravessam todo o sistema da actividade humana. 
     É natural que numa situação de empobrecimento real da população, que busca, em primeiro lugar, a sobrevivência, as pessoas - e são em número elevado - pensem na sua "barriga" e na alimentação, ainda que mínima, e dos seus próximos.
Naturalmente, os apaniguados da caridade, como reacção, lançar-se-ão, como leões esfaimados, contra aqueles que denunciam os manipuladores da miséria, os hipócritas do bem fazer, encobertos com a perfídia de evitar que os instigadores do empobrecimento do povo, sejam apontados e severamente castigados.
     O Banco Alimentar contra a Fome (BACF) é "uma grande empresa e tem de ser gerido como uma grande empresa", confessa à revista da CIA norte-americana "Selecções Reader's Digest", numa entrevista conduzida por uma senhora chamada Anabela Mota Ribeiro à Presidente da Direcção da citada entidade, Isabel Jonet.
     Consultado o relatório do BACF de 2010, verifica-se que o grosso da distribuição de produtos se espalha, essencialmente, por "conferências vicentinas", "centros paroquiais", "centros sociais" e "associações", umbilicalmente, ligadas à Igreja Católica portuguesa.
     Naturalmente, o BACF tem, ao seu serviço, muitos voluntários, mas igualmente trabalha com "profissionalismo", ou seja há um sector que recebe dos "donativos" para seu favor. Como sempre, em instituições da Igreja Católica, os valores monetários são "enrolados", obscurecidos, como por encanto.
Vamos referir e enquadrar a parte a que isso diz respeito no relatório de actividades de 2010, que tem a assinatura principal de Isabel Jonet.
Circulam, portanto, produtos, mas também dinheiro - não sabemos quanto, porque o relatório não o divulga.
     "Em 2010, registou-se um grande acréscimo (19,7%) no total de produtos angariados relativamente ao ano anterior, resultante sobretudo da dotação orçamental extraordinária aprovada pelo Conselho de Ministros da UE para o Programa Comunitário de Ajuda a Carenciados (excedentes da União Europeia), em resposta à crise vivida na União Europeia e à qual Portugal não escapou", assinala o Relatório, ou seja a UE deu dinheiro ao Banco.
No mesmo relatório, pag. 12, são explanadas, em traços, largos, as contas, em dinheiro, repito, em dinheiro, que são "movimentadas", não sabemos como!!!, com os títulos gerais "Custos" e "Proveitos". Os primeiros, no total, ascendem, em 2010, a 17.500.303,38 euros, e os "Proveitos" somam 17.510.470,89 euros.

     Dos produtos, doados pelas grandes empresas, como Pingo Doce, SONAE, entre outras, recebem os "restos", bem como do MARL, ao fim do dia, ou seja quando se encontram, provavelmente, no limite do prazo de validade.
     Estamos perante uma domesticação grosseira das necessidades das pessoas carenciadas.   Roubam-se salários, roubam-se pensões, lançam no desemprego milhões de pessoas, e depois entregam o dinheiro a uns "seres morais" que, privadamente, com o dinheiro público e as doações populares, servem as refeições aos esfomeados.   O desprezo mais repugnante pela condição, a hipocrisia do falso moralizador que, hipocritamente, se intitula em salvador e em benfeitor.  ...



Publicado por Xa2 às 09:29 de 09.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

A comida (não) é uma arma: caridade .vs. solidariedade, trabalho e dignidade

Carta aberta a Isabel Jonet,

     Não pude deixar de ficar chocada com as suas declarações em como «devemos empobrecer» e que «não podemos comer bife todos os dias» e «que vivemos acima das nossas possibilidades».

     O boletim do INE (Balança Alimentar Portuguesa 2003-2008)[1] lembra-nos que a dieta dos Portugueses está cada vez menos saudável. A fome, escreveu um dos seus maiores estudiosos, o médico e geógrafo Josué de Castro, pode ser calórica ou específica, isto é, pode-se comer muitas calorias e mesmo assim ter fome. Hoje os reis são elegantes e os pobres gordos, num padrão histórico inusitado. Os Portugueses estão a comer uma quantidade absurda de hidratos de carbono. O consumo de papas aumentou 7% com a crise, com consequências graves para a saúde – diabetes, doenças degenerativas, obesidade – porque se trata de açúcares simples. As pessoas alimentam-se apenas de forma a garantir a energia necessária para continuarem a produzir. Sentem-se saciadas, mas manifestam carências alimentares de vitaminas, nutrientes, sais minerais e proteínas de qualidade. Os Portugueses têm uma alimentação hipercalórica – média de 3883 kCal por dia – pobre em peixe e carne, proteínas de origem animal, essenciais, porque são de digestão lenta e indispensáveis ao sistema nervoso.

     O peixe era um dos raros alimentos na viragem do século XIX para o século XX que os pobres comiam mais que os ricos. Agora, o peixe chega à lota e é imediatamente colocado em carrinhas de frio em direcção à Alemanha e à Suíça, embora umas caixas fiquem na mesa dos ricos e do Governo que a senhora defende. O mesmo começou a passar-se  com os medicamentos – o paraíso das exportações é um inferno para quem vive do salário e empobrece.

     No Norte da Europa os trabalhadores foram convencidos a comer «sandes» ao almoço para aumentar a produtividade e quase só a alta burguesia tem acesso a restaurantes. Comer de faca e garfo nos países nórdicos é fine dining.     ...

     Com o aumento das rendas, diminuição dos salários, perseguição da ASAE e saque fiscal, os restaurantes populares fecham portas na mesma proporção que aumentam as filas do Banco Alimentar.

     A fome é um problema cuja origem reside única e exclusivamente no sistema capitalista. Hoje, há tecnologia, terras e conhecimento para que o homem não esteja dependente das vicissitudes Natureza para se alimentar. É aliás isso que distingue o homem dos outros animais, domar a Natureza, através do trabalho, e superar o reino da necessidade, isto é, comer todos os dias e poder compor música ou escrever um livro. Isso é a liberdade.

     A fome em Portugal deve-se única e exclusivamente a escolhas políticas pelas quais a senhora é co-responsável, com a sua defesa da política de «empobrecimento». A fome deve-se:

  1) à manutenção de salários abaixo do limiar de subsistência, abaixo do cabaz de compras, o que torna os sectores mais pobres dependentes das instituições que os alimentam;

  2) ao encerramento de fábricas, empresas e aos despedimentos para elevar a taxa de lucro na produção;

  3) ao desvio de investimentos para a especulação em commodities, entre elas, grãos;

  4) à deflação dos preços na produção, ou seja, se não obtêm uma taxa média de lucro que considerem apetecível, as empresas de produção de alimentos preferem não produzir.

     Mas a fome deve-se ainda a um factor mais importante tantas vezes esquecido, a questão da propriedade da terra. Enquanto mercadoria produzida para gerar lucro, a produção de alimentos deve render um lucro médio ao proprietário da produção semelhante ao lucro alcançado na indústria. Para além desse lucro médio temos que arcar também com a renda da terra (um pagamento inaceitável por aquilo que a natureza nos deu de borla). É também essa renda responsável pela existência de subsídios à produção. Porque a agricultura é menos produtiva do que a indústria, a renda da terra é subsidiada. Com a crise do crédito, esses subsídios diminuem e o preço dos alimentos dispara até preços incomportáveis. Por isso, sem emprego e expropriação de terras (reforma agrária) sob controle público, a fome só irá aumentar.

     Quem percorre Portugal percebe também que se aqui há fome não é por falta de terras, máquinas ou pessoas para trabalhar. Em Portugal, 3 milhões de pessoas são consideradas oficialmente pobres. Produzimos uma riqueza na ordem dos 170 mil milhões de euros (PIB português que poderia ser bem maior não fosse a política de desemprego consciente do governo) e temos de “empobrecer”?! Para onde vai este dinheiro, dona Isabel Jonet? 170 mil milhões de euros produzem os Portugueses juntos e não podem comer bife?

     As tropas de famintos são uma mina de ouro para as instituições que vivem à sombra do Estado a gerir a caridade: os nossos impostos, em vez de serem usados para o Estado garantir o bem-estar dos que por infortúnio, doença ou desemprego precisam (solidariedade), são canalizados para instituições dirigidas sobretudo pela Igreja católica (caridade). A solidariedade é de todos para todos, a caridade usa a fome como arma política. Por isso nunca dei um grão de arroz ao Banco Alimentar contra a Fome. A fome é um flagelo, não pode ser uma arma para promover o retrocesso social que significa passarmos da solidariedade à caridade(zinha).

     A sua cruzada, dona Isabel Jonet, lembra infelizmente os tempos do Movimento Nacional Feminino e as suas campanhas de socorro «às nossas tropas». As cartas das «madrinhas de guerra» e os pacotes com «mimos» até podiam alegrar momentaneamente o zé soldado, mas destinavam-se a perpetuar a guerra. Os pacotes de açúcar e de arroz do seu Banco Alimentar aliviam certamente a fome das tropas de destituídos que este regime, o seu regime, está a criar todos os dias. Mas a senhora e as políticas que defende geram fome, não a matam.

     (-por Raquel Varela, historiadora, coordenadora do livro Quem Paga o Estado Social em Portugal? (Bertrand, 2012)

 (-por Quino, via Sérgio Lavos)

Veja o video «P'rà sopa dos pobres» [deputada interpelando o ministro da solidariedade...]


Publicado por Xa2 às 09:28 de 09.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Mais e melhor Sindicalismo

  DESAFIOS  DO  SINDICALISMO  EM  TEMPOS  DE  CRISE  !

 
    Os sindicatos estão perante desafios enormes no quadro da atual crise do capitalismo internacional. Os desafios maiores são o desemprego galopante a nível mundial e a precariedade que conduz á pobreza milhões de trabalhadores.  Mas existem outros desafios tremendos como é o caso da destruição do Estado Social em vários países na Europa no âmbito da crise do euro. Neste quadro urge responder á desfiliação sindical e descredibilização que afeta não apenas os políticos mas também os sindicalistas.
    De forma breve podemos apontar alguns desafios imediatos a que os sindicatos terão que responder relativamente á desfiliação sindical:
   . A dessindicalização é devida ao desemprego, á falta de dinheiro, ao medo, á descrença e á credibilidade sindical. Nos últimos tempos a dessindicalização é bastante forte em alguns setores de atividade.
    Neste sentido seriam necessárias algumas medidas com destaque para a eventual diminuição das quotas sindicais, melhores serviços jurídicos, uma maior proximidade dos dirigentes sindicais aos locais de trabalho e a uma maior dinâmica sindical nas empresas e serviços. Dada a limitação de quadros, vários locais de trabalho são contatados por 'sms' e não têm delegados sindicais há muitos anos. Seria necessário dar uma maior importância á formação sindical, dignificando-a e fazer com que a mesma fosse reconhecida com estatuto de formação profissional!
    Formação ao nível nomeadamente da legislação laboral para que os trabalhadores tivessem uma maior informação no domínio dos direitos laborais! A ignorância neste domínio é confrangedora e nefasta para a luta reivindicativa e para a emergência de ativistas sindicais!
    Seria necessário igualmente rever algum discurso sindical escrito em geral pouco esmerado, repetitivo e demasiado conotado partidariamente!
    Por outro lado o movimento sindical deve estudar (outras) formas de prestação de serviços aos seus associados. O sindicalismo reivindicativo não é incompatível com a prestação de serviços aos associados para que estes vejam outras utilidades em estarem sindicalizados. O sindicalismo é um movimento de massas, é uma organização dos trabalhadores, se possível de todos os trabalhadores!
    Quanto á credibilização o problema tem a ver com a transparência e a democraticidade das organizações! Dar mais poder aos associados e menos decisões de cúpula, nomeadamente nas decisões sobre as lutas que se fazem!
    O provável futuro Secretário -Geral da UGT, Carlos Silva, mostrou-se recentemente preocupado com algumas destas questões e, ainda, com a ligação dos sindicatos aos movimentos sociais. Eis uma reflexão pertinente e obrigatória! Os sindicatos não devem ter medo de perder a sua identidade! A realidade não pára e os trabalhadores ou apostam nos seus sindicatos ou criam outras organizações. Os sindicalistas profissionais que se cuidem….


Publicado por Xa2 às 13:20 de 08.11.12 | link do post | comentar |

ESCUTAS - PASSOS “APANHADO”, MAIS UMA VEZ

O Primeiro-ministro foi apanhado a falar com um sem-abrigo, cuja conversa aqui se divulga, publicamente e em primeira mão.

“Senhor primeiro-ministro, sou um sem-abrigo, adaptado às circunstâncias e com larga experiencia de alguns anos nesta vida de excluído que já mal me lembro da anteriormente vivida.

Não lhe vou contar agora, as circunstâncias e rupturas que para aqui me arrastaram, é uma longa história que levaria muito tempo a contar e o senhor, seu ex-amigo e consigo, também ele, desenganado, que fez o favor de me emprestar o telemóvel, já me avisou que é curto o tempo disponível do mesmo.

O que lhe quero dizer é que o senhor e a camarilha que o acompanha, assim como as suas, desastrosas, políticas me têm complicado, desastrosamente, a vida.

O cartão que me faz de cama e em que me abrigo todas as noites começa a escassear. Com frequência encontro ocupados, com novos concorrentes, os meus cantos e vãos de escada, que habitualmente escolhia, conforme as circunstâncias do tempo e a época do ano ou os eventos na cidade.

As associações de beneficência, até há pouco tempo, quase se acotovelavam umas às outras, para nos darem uma sopa quente e um papo-seco besuntado com margarina que molhávamos na referida, passaram a aparecer mais espaçadamente e agora ou dão a sopa ou o papo-seco, já não ambas.

O senhor além de mentiroso é um ladrão. Está a fazer tudo ao contrário do que disse e foge ao que afirmou quando enganou quem em si votou. O senhor rouba-nos os bens, a dignidade e a esperança.

O senhor não tem um pingo de vergonha e muito menos de ética política, caso contrário já teria concluído ser indigno de continuar no lugar que ocupa, na medida em que faltou, tão profunda e descaradamente, à palavra dada aos seus eleitores, seus compatriotas.

O contrato, que com eles celebrou, já não está valido visto que o senhor não o tem respeitado, minimamente, e, segundo os princípios da boa-fé contratual, o não respeito de um acordo, por uma das partes, permite que o mesmo seja resolvido, tanto pela parte que o defraudou como pela parte defraudada.

Não espere que alguém o coloque em tribunal e lhe peça indemnizações por danos causados. Vá-se embora, por sua própria iniciativa, se não pela honra à palavra dada, que já percebemos não ter mas, para salvar a honra de quem o pariu.  

É essa a vontade expressa por quem passa na rua onde me julgam dormitando e pensam que não oiço o que dizem: este filho da pu.., desculpe mas não sou capaz de dizer a palavra, a senhora sua mãe não tem culpa dos seus desvarios nem da sua falta de seriedade e de respeito à palavra dada mas, numa coisa eles, os que passam por aqui e todos mais, têm razão é que foi ela que o pariu e se tal não tivesse acontecido não teríamos nós agora de o aturar. Está bem, diz-me que não sendo o senhor seria outro no seu lugar mas, nesse caso, já a sua mãe não era para aqui chamada, seria a desse outro.

Mas, concluído a frase sem dizer a tal palavra toda, o que eu oiço é: este filho da pu.. deste Passos Coelho não há maneira  de desaparecer e de deixar de dar cabo do país e estragar as nossas vidas…,  prrirrir……...”

Caiu a chamada ou esgotou-se o plafond!?

 

P.S.

A divulgação desta escuta não teve a autorização do senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça mas, tal como nas mais situações, não há perigo de julgamento ou condenação tanto mais que não disponho de morada certa nem uso identificação. Não há como poder receber qualquer, eventual, citação.



Publicado por Zé Pessoa às 10:17 de 08.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

CES : realismo e sensatez, renegociação urgente

        Realismo  e  sensatez 

   «Pode haver dor sem haver ajustamento. (...) Esta ideia de ganhar tempo, aguardando os resultados da execução orçamental do próximo ano, é - na opinião do Conselho Económico e Social - contrária aos interesses do país, pois na eventualidade de não serem atingidas as metas para 2013, as negociações com a troika far-se-ão numa posição de maior fragilidade. Por isso, o Conselho recomenda que o processo de negociação deva ter lugar no mais curto espaço de tempo, de forma a poder reflectir-se nas metas para 2013.» (...)      [São três os pontos que é preciso rever:]

   . redução expressiva dos juros a pagar pelo empréstimo concedido a Portugal;

   . uma reavaliação dos prazos em relação aos períodos de amortização dos empréstimos;

   . estabelecimento de maior equilíbrio entre austeridade e crescimento, mediante a introdução de novas e eficientes medidas fomentadoras da retoma da economia e da criação de emprego. (...)

    O Conselho alerta, com a maior das preocupações, para as possíveis consequências - no plano político - decorrentes das situações de desamparo, miséria, incerteza, insegurança e intranquilidade, que poderão contribuir, de forma muito grave, para situações de ruptura social.»       Excertos da declaração de Silva Peneda, na apresentação do parecer do CES sobre a Proposta de Orçamento de Estado para 2013, que mereceu a abstenção dos representantes do governo, por considerarem que «o parecer do CES, ao ignorar elementos fundamentais, apresenta uma análise desequilibrada e que não permite uma percepção correcta das escolhas que efectivamente se colocam a Portugal».
     Quando se somam, dia após dia (e vindas dos mais insuspeitos sectores), as vozes que apontam para a necessidade de iniciar urgentemente uma renegociação radical do memorando, dada a crescente evidência do erro da escolha austeritária, o governo persiste - por fanatismo alienado, interesse ideológico ou simples cobardia - na sua estratégia delirante e suicidária. Depois da aprovação na generalidade, pela maioria, do Orçamento de Estado, resta esperar que Cavaco Silva dê sinais de que mora em Belém um presidente com um mínimo de sentido de patriotismo e responsabilidade. É também a ele que será entregue a Petição pela rejeição do Orçamento de Estado para 2013, promovida pelo Congresso Democrático das Alternativas e que ainda pode ser subscrita, até ao final deste mês.   (-



Publicado por Xa2 às 07:58 de 08.11.12 | link do post | comentar |

Esquerda europeia : Aliar e contra-atacar ultraliberalismo

    João Ferreira do Amaral arrasa política do governo    ( # por Raimundo Narciso)

Extratos da entrevista a Dinheiro Vivo    [texto completo da entrevista Dinheiro Vivo ou aqui]
     ...     Tem defendido que Portugal deveria sair de uma forma organizada do euro. Mas ninguém, nem os partidos mais à esquerda, parece defender isso. Vamos mesmo acabar por sair de uma forma atabalhoada?
     Há uma grande probabilidade de isso acontecer porque, olhando friamente para as condições em que Portugal está, não vejo como possa sustentar--se dentro da zona euro....
     ... Há vinte anos, quando começou o caminho para a moeda única, o nosso sector industrial pesava 24% do produto interno bruto (PIB). Hoje pesa 13 %, que é metade do que pesava em 1953, quando começou a haver contas nacionais. Nenhum país consegue prosperar e crescer assim, é impossível.
     ...     Nesta semana, a maioria aprovou o Orçamento e o governo convidou o PS a participar de forma ativa naquilo a que chamou refundação do acordo com a troika. São quatro mil milhões de cortes permanentes na despesa a efetuar em 2013 e 2014. Há alguma coisa que o Estado possa deixar de fazer? Ou cortar?
     O Estado faz hoje, em Portugal, o mesmo, e às vezes até menos, do que faz a generalidade dos Estados na União Europeia. Os Estados da  UE têm as funções de soberania, a segurança, a justiça, os negócios estrangeiros, etc. Depois têm as funções sociais, educação e saúde. Não gastamos mais, nem por sombras, do que se gasta por essa Europa fora. Pode-se, evidentemente, melhorar a eficiência e reduzir as despesas para obter o mesmo resultado, mas não creio que isso sejam quatro mil milhões de euros. Creio, sim, que isso é um absurdo e é preciso ver como é que surgem esses quatro mil milhões de euros. Penso que aí o Partido Socialista tem razão: isto resulta em grande parte da estratégia seguida de provocar uma grande recessão.
   ... Ouvi que já estariam três mil e quinhentos milhões de euros destinados a ser cortados nas funções sociais, mas não nos esqueçamos de que a Segurança Social estava equilibrada. Só se desequilibrou este ano devido justamente à recessão. Esta estratégia não tem futuro nenhum. Se estamos agora a cortar quatro mil milhões, daqui a dois anos estamos a cortar seis mil milhões. Isto vai ser uma bola de neve que nunca mais acabará. Não faz sentido.
     Voltando ao início desta entrevista, e ao início também da sua história... Esteve em 1977 com o FMI, esteve em 1983 com o FMI, tem olhado de fora para o trabalho do Fundo. Este FMI é menos esclarecido? São tecnocratas de quinta ou sétima linha, como disse Fernando Ulrich?
     Não sei o que é a responsabilidade do governo ou do FMI na forma como o memorando foi delineado. Agora que estes programas não fazem sentido nenhum, não fazem. Para mim, pior ainda é a Comissão Europeia, que se tornou numa espécie de capataz da Alemanha em conflito com os países mais débeis, quando não era nada disso que a Comissão Europeia fazia no passado.
 
  O centro da Europa     (-por Miguel Cardina)
 Lisboa vai estar no centro da Europa. E não só por causa da visita da Merkel na próxima segunda-feira. Alexis Tsipras (Syrisa), Jean-Luc Mélenchon (Front de Gauche), Gabriele Zimmer (Die Linke), Cayo Lara (Izquierda Unida), Francisco Louçã, Marisa Matias e Alda Sousa (Bloco de Esquerda) vão estar esta sexta em Lisboa num comício inédito. A esquerda europeia contra-ataca. Estão todos/as convidados/as.


Publicado por Xa2 às 07:57 de 07.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

UM RAPAZ DE TOMAR

O rapaz vai, ali das bandas de Tomar, para Lisboa estudar, mas a meio do 1º semestre acaba o dinheiro que o pai lhe deu. Então ele tem uma ideia brilhante.

Telefona ao pai e sai-se com esta:

- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?

O pai, um homem simplório, fica maravilhado:

- E como é que faço para que aceitem o Rex?

- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.

E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.

Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:

- E então, meu filho? Como vai o Rex?

- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.

- Não brinques! E podemos matricular o Rex?

- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!

E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.

O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar. O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como sempre.

Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.

A primeira pergunta do pai não podia ser outra:

- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.

- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o Rex no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:

"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"

E o pai, mais do que rapidamente:

- Bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!

- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!

- É assim mesmo, filho!...

Dizem que o rapaz se formou, na Universidade Lusófona, e que se tornou um político de renome...

Enviado, gentilmente, por e-mail



Publicado por Zurc às 19:27 de 06.11.12 | link do post | comentar |

Re(a)fundar a economia e sociedade

        Re(a)fundar      (- por Alexandre Abreu)

     O meu artigo de opinião desta semana no Diário Económico, em resposta à questão "O que há para refundar no Estado português?":
     Há muita coisa a refundar no Estado português. Primeiro que tudo, haveria a refundar, no sentido de reafirmar, o contrato social em vigor desde a instauração da democracia – o qual permitiu, como contrapartida da solidariedade fiscal dos contribuintes, que o país realizasse avanços tremendos ao nível da saúde, longevidade, educação, cultura e qualidade de vida.
     Haveria também a refundar, no sentido de realizar efectivamente, a figura do Estado como pessoa de bem, erradicando práticas ilegais como a contratação de falsos recibos verdes ou os atrasos sistemáticos nos pagamentos a fornecedores.
     Haveria ainda a refundar, no sentido de erradicar, a predação do Estado por interesses particulares através dos compadrios que nascem da promiscuidade entre o poder político e económico.
     E haveria a refundar, no sentido de recuperar, os instrumentos de política económica (industrial, orçamental e monetária/cambial) que temos vindo a perder e que, no mundo real e ao longo da história, foi o que permitiu que as economias desenvolvidas chegassem onde estão.
     Infelizmente, não é nada disto que o primeiro-ministro tem em mente. O que o seu apelo à refundação anuncia é a fase seguinte do processo de afundamento da economia e da sociedade portuguesas. Perante um serviço da dívida que é uma bola de neve e não cessará de aumentar, a opção no OE 2013 para tapar o sorvedouro consistiu no brutal aumento da carga fiscal. No próximo ano, quando for visível para todos o carácter contra-producente dessa opção, ser-nos-á imposto como inevitável o desmantelamento de parte substancial das funções sociais do Estado, a fim de realizar na prática o ideal do Estado mínimo que povoa o imaginário neoliberal. Só que essa receita, como sobejamente revela a análise comparada das trajectórias de desenvolvimento na história real, representa a certeza de um país em vias de subdesenvolvimento capturado por uma oligarquia. Em vez de refundação, se não se inverter o caminho, teremos mais e mais afundamento. (isto é, através de um golpe de Estado palaciano/AR-S.Bento-Belém, querer ir mais além que Pinochet !)


Publicado por Xa2 às 13:35 de 05.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

A REFUNDAÇÃO DE PORTUGAL E O GOVERNO ACTUAL

Ao que nós chegamos!

A vinda dos técnicos de um dos nossos "tutores", o FMI, para determinarem onde se vai cortar nos gastos públicos é bem ilustrativa, se alguma duvida ainda subsistisse, da incompetência e do completo desastre que tem sido e continuará a ser (se não for demitido) o actual governo.

As oposições, que não foram capazes apresentar propostas mobilizadoras da opinião pública e dos portugueses, também elas mesmo têm muitas culpas na actual situação. Por acção e por omissão, de algum modo, têm contribuído para o actual descredito popular. Poderiam, ainda que simbolicamente, abandonar por algum tempo a Assembleia e juntarem-se, enfrente dela, ao povo.

Como é que alguém, vindo de fora, que não conhece, minimamente, a realidade social e cultural dos portugueses, alguém que não conhece o terreno do próprio país é que vai dizer ao governo o que deve fazer. Vai, com certeza que vai, e nós também vamos pagar muito mais caro tais propostas. Aposto que nenhuma delas incidirá nem no combate a evasão fiscal nem na fuga dos capitais para paraísos fiscais, o que bastaria para obter varias vezes os necessários 4.000 milhões de euros

Mais uma vez vamos ser obrigados a pagar múltiplas vezes o serviço que os eleitos, para isso o foram, deveriam fazer. Pelos vistos nem os governantes, nem os funcionários do Estado, nem os deputados na Assembleia da República nem o Presidente da República fazem o que seria suposto fazerem.

Os primeiros, os governantes, não dão trabalho aos técnicos do Estado, para fazer os necessários pareceres técnicos, por lhes ser mais conveniente mandá-los elaborar a certos escritórios de advogados, depois argumentam que há funcionarizo públicos a mais. Assim amealham de um lado e do outro.

Muitos deputados trabalham para tais escritórios e para interesses inconfessados, numa vergonhosa e sem precedentes promiscuidade, em vez de desempenharem, com abnegação e exclusividade, as tarefas para que os seus eleitores os elegeram.

O Presidente, a tudo isto assiste, sem ter a coragem, necessária e suficiente, para tomar medidas de, como jurou, fazer cumprir a Constituição da República.

Será que o Presidente da República não tem a mínima noção do que deveria fazer a um governo que já deu mostras inequívocas de incompetência, que já deu provas de desgoverno, que já nos envergonhou e prejudicou vezes sem conta?

Se não tem eu permito-me, enquanto cidadão cumpridor das minhas obrigações e cioso dos meus direitos de cidadania, sugerir-lhe o que deve fazer, com a máxima urgência: DEMITA-O.



Publicado por Zé Pessoa às 13:33 de 05.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

AS ESCATOLOGIAS DO AMORIM

O escatologista Carlos Amorim, emérito deputado do PSD afirmou, no púlpito da Assembleia da República, que a sua geração deveria “olhar a história de olhos nos olhos”.

Creio que se referia à história recente visto que a mais longínqua, salvo a inscrita em certos períodos do século XX, não se coaduna com escatologias.

A percepção escatológica de Carlos Amorim terá mais a ver e melhor adequação com história do Orçamento de Estado para 2013 e com o comportamento do actual governo.

Este governo tem-se mostrado tão escatológico que, embora não reconhecendo factualmente as sua incompetências e cobardias, se vê obrigado a aceitar as imposições que, mais uma vez, os senhores do FMI lhe irão ditar.

A chamada “refundação” do memorando assinado com a troika não é outra coisa que não seja gato escondido com rabo de fora e que significa empurrar a classe media e a maioria do povo português para o limbo da exclusão económica e social e para tanto socorre-se de estrangeiros.

As reformas estruturais a que, o “mentiroso do reino” lhe chama eufemisticamente “refundação”, se propõe fazer o actual governo, na sua concepção ideológica, consubstanciam-se em entregar, à gestão de privados, áreas de actividade da competência do Estado.

Quem enche a boca contra o que diz ser crime as Parcerias Publico Privadas, as famigeradas PPP, pretende no dito processo de reestruturação do Estado entregar tudo e mais alguma coisa a lóbbys especuladores.

Ainda há quem duvide que Portugal se não tornou numa colónia de inconfessados interesses estrangeiros, isso sim uma enorme escatologia



Publicado por Zurc às 21:23 de 04.11.12 | link do post | comentar |

REFORMA ADMINISTRATIVA DE LISBOA, CAVACO PROMULGA DIPLOMA

Será, brevemente, publicado em Diário da República o diploma ontem, dia 2 de Novembro de 2012, promulgado pelo Presidente da República e que aprova a reforma administrativa de Lisboa, notícia que foi recebida com grande satisfação por parte do PS, do PSD promotores da iniciativa no âmbito da Assembleia municipal e da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações que viram criada a nova freguesia, conforme há muito vinham reivindicando.

Assim, estão criadas as condições formais e legais para que nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, já seja reduzido o número de freguesias de 53 para 24 e de, concomitantemente, não serem necessários 900 eleitos, numa inusitada e desnecessária dispersão de meios e instituições.

Podem, os partidos, agora escolher os melhores, porque menos, não é necessário um tão grande esforço de “pesca à linha” com a quase exclusiva preocupação de arranjar “figurantes” para as respectivas listas



Publicado por Zé Pessoa às 12:35 de 03.11.12 | link do post | comentar |

PRESTAMISTAS E EXTORSIONÁRIOS

Malos Prestamistas De Crédito Hipotecario

Os investidores são nossos amigos e os prestamistas também, nem todos pois claro.

o país há muito não pede emprestado para investir em fábricas, hospitais ou projectos agrícolas como, aliás, nunca pediu pela razão simples de não ser necessário. Bastou pedir para auto-estradas de acesso à Europa Central fonte de toda a riqueza e dos bens necessários que milagrosamente nos foram proporcionados nas novas catedrais de consumo.

Agora o país pede emprestado para pagar outros empréstimos e os respectivos, gananciosos, juros.

Agora o país, como não tem riqueza nem forma de a produzir, vende ao preço que os extorsionários lhe oferecerem, o que ainda lhe resta de seu, para pagar os juros a prestamistas ditos nossos amigos. Uns e outros são os mesmos.

Prestamistas e extorsionários não estão minimamente interessados em renegociar qualquer divida, rever montantes, juros e prazos. Mandaram seus agentes, agiotas do FMI, preparar o terreno para uma dita refundação do famigerado memorando. Mandam criar instrumentos que lhes abra caminho e dite o espaço de manobra ao saque patrimonial dos bens do Estado, património de todos nós.

O caso BPN foi o exemplo ensaiado e cujos resultados lhes ultrapassou espectativas permitindo, a uns e a outros, lucrar múltiplas vezes: na fase da nacionalização foram aliviados dos lixos do banco que o Estado passou (nos cidadãos deste país) a suportar, na fase da reprivatização quando o banco foi vendido muito abaixo do valor do seu próprio património e por 40% da avaliação.

Mais, não só querem apanhar o património físico existente, bens imóveis e empresas públicas, como fazem questão de açambarcar (com a ajudo do governo) o património futuro: o controlo, ad aeternum, de todos os sectores de actividade que, no âmbito do “Contrato Social”, compete ao Estado proporcionar, aos seus cidadãos, de forma tendencialmente gratuita por contrapartida dos impostos cobrados.

Por via da acção de vários governos, desde Cavaco Silva até ao actual ultraliberalista Passos Coelho, o referido Contrato Social foi sendo rasgado, folha a folha, dele restando, só e apenas, a parte dos compromissos e obrigações impostas ao povo.

Deste modo o Estado resolve, abusiva e unilateralmente, a sua parte no Contrato não compensa a outra parte por esse incumprimento e ainda a obriga a pagar, repetidamente, os bens e serviços a que está obrigado.

Na falta de cumprimento de um contrato não há responsabilidade civil da parte incumpridora?

Não deveria ser crime lesar o interesse público e a lapidação do património do Estado?

O MP e o TC não deveriam investigar a forma como é gerida a rés-publica e sentar no banco dos réus os criminosos?

Não é tempo de PS, PCP e BE serem capazes de, conjuntamente, apresentar propostas alternativas de governo? Se o não são devem estar quietos e calados, deixem espaço a que surjam outras alternativas!

Se o PS é co-responsável pela assinatura do memorando estabelecido com a trioka, também, o PCP e o BE são co-responsáveis por colocar esta ideologia no governo.



Publicado por DC às 14:47 de 02.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

"Refundação" ultraliberal é destruição do estado social

A  refundação  social  de Passos Coelho  (-por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online)

     Às escondidas, o governo está, mais uma vez, a negociar com representantes de instituições internacionais o futuro deste País pelas próximas décadas. Nada mais, nada menos do que a "reconfiguração do Estado Social" ou, como eufemisticamente chamou Pedro Passos Coelho, a "refundação do memorando". Marques Mendes deu com a língua nos dentes e levantou o véu: uma poupança de 4 mil milhões anuais, quase tudo na educação, saúde e segurança social. Quem conhece os valores das despesas do Estado percebe que não estamos a falar de um ajuste, mas da destruição do Estado Social. A receita é simples:

 passar as principais funções sociais do Estado para privados. Sabendo que Dias Loureiro continua a ser um dos principais conselheiros deste governo, não ficamos descansados quanto à seriedade do processo. Sabendo que António Borges é o ministro sem pasta, não ficamos descansados quanto à sensibilidade social com que isto será feito.

      Sabemos bem o que quer dizer esta "refundação": o fim do Estado Social para grande parte da classe média e para os pobres. E um Estado Social mínimo e caritativo para os indigentes. Dos anos 60 até ao final do século XX Portugal deu um salto assombroso de que nos deveríamos orgulhar. O País que o nascimento do Estado Social recebeu era este: grande parte da população sem direito a segurança social e reformas; cinco milhões de portugueses sem cobertura médica; a mortalidade infantil mais alta da Europa; vinte vezes mais analfabetos do que licenciados. Miséria e ignorância, como sabem os mais velhos e deviam saber os mais novos. Graças àquilo a que Pedro Passos Coelho, num artigo publicado em Julho de 2010, considerou serem "políticas sociais demasiado generosas", o País mudou. Mudou muito. Mudou radicalmente. E eu, como português, orgulho-me disso.

      É a esta mudança que Passos Coelho e os fanáticos ideológicos que o acompanham sempre chamaram de "gorduras do Estado". E quem leu o seu projeto de revisão constitucional feito por Teixeira Pinto, que acabou por ser guardado para não revelar demais dos verdadeiros objectivos dos então candidatos a governar o País, não fica espantado com o que aí vem. E sabe que não se trata apenas de uma resposta às nossas dificuldades financeiras. Trata-se de uma confissão e de um pretexto. Confissão de que tudo o que fizeram até agora teve os efeitos opostos aos que se diziam serem pretendidos. Um pretexto para aplicar a agenda ideológica em que este governo realmente acredita.

      uma alternativa:

uma renegociação profunda da dívida. Só os juros levam 9% da despesa. Cortar uma parte disto chega e sobra para resolver o problema do défice. Mas é mais fácil violar o contrato social com os portugueses. E, no meio, dar aos privados o maravilhoso negócio da saúde, da educação e da segurança social, negando à maioria dos portugueses uma vida digna e a possibilidade de garantirem para si e para os seus filhos a igualdade de oportunidades que a democracia lhes deve.

      Não é admissível que uma revolução social destas dimensões seja decidida em negociações escondidas. É o nosso futuro, enquanto comunidade, que está em causa. É o salto social que nos permitiu ser um País digno do primeiro mundo que está a ser destruído. A Escola Pública, o Serviço Nacional de Saúde e o Estado Providência são nossos. Não se vendem nas nossas costas.



Publicado por Xa2 às 07:49 de 02.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

14 DE NOVEMBRO, UMA LUTA DE TODOS

 

Por cá, por mais porrada que os portugueses esteja a levar nos seus precários orçamentos, falo do povo em geral, claro está, continuamos a presenciar , vezes em demasia, uma política sindical de “contar as bandeiras”. É preciso que amanhã todos os reformados e trabalhadores, no activo ou desempregados, saíamos à rua em protesto.

Fica sem se saber se foi a CGTP que avanço isoladamente se foi a UGT que se isolou avançadamente, o facto é que a primeira parece estar a actuar mais em conformidade coma as actuais circunstâncias de tal forma que as centrais espanholas se decidiram a marcar, também, greve geral para o mesmo dia.

Mesmo alguns sindicatos considerados, política e ideologicamente, próximos do actual governo e filiados na UGT, perante a gravidade dos factos, se decidiram pela marcação da greve nesse dia.

É estranha a posição da UGT portuguesa tanto mais que, tudo indica, em Espanha a greve foi marcada, concertadamente, pelas principais centrais (UGT, Comissiones e USO). Se assim vier a suceder constitui uma iniciativa inédita que vem dar força á iniciativa portuguesa e levar com mais força o eco das lutas na Península Ibérica!

Para além disso a própria Confederação Europeia de Sindicatos (CES), na reunião do seu órgão executivo, de 17 de Outubro, marcou para esse mesmo dia uma Jornada de Luta para toda a Europa!

Será que amanhã a greve poderá constituir o embrião de uma futura Greve Geral Europeia! A ver vamos, assim for não poderá a UGT ter quaisquer argumentos para ficar de fora.

Por outro lado, a CGTP tem evoluído no relacionamento com os movimentos sociais e associações de trabalhadores que não têm carácter sindical como os trabalhadores precários e os organizadores das manifestações autónomas que tiveram a maior expressão no 15 de Setembro. Como articular as acções de rua de forma coordenada mantendo a expressão autónoma, mas convergente, na contestação das políticas de austeridade e de destruição do Estado Social? Os movimentos sociais exprimem aspirações e expressões próprias. Os sindicatos, por sua vez, também têm uma história, organização e estratégia próprias! Existe espaço para todos! Todos somos necessários!

A luta para ser virada a favor das populações exige o máximo de convergência de acções e menos iniciativas sobrepostas nas mesmas datas e diversos locais para mudar a relação de forças sociais, impedir que a exploração financeira, o esbulho da riqueza e a fuga de capitais destruam o nossos países e as nossas sociedades democráticas e aquilo que gerações inteiras levaram a construir com trabalho, suor, sangue e lágrimas!



Publicado por Zé Pessoa às 08:45 de 01.11.12 | link do post | comentar |

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