CHEIAS QUE NEM UM OVO

 

A Aula Magna e a esperança estiveram a abarrotar, a deitar por fora, a rebentar pelas costuras.

A Aula Magna esteve, absolutamente, cheia de pessoas, também elas cheias de raiva contra um governo que se não cansa de ser aquele bom aluno, totó, a empinar e sem qualquer interrogação ou questionamento ir mais além de tudo o que os professores, enviados por Berlim e Bruxelas, mandam que seja feito.

Pessoas cheias de raiva contra os usurários e esbulhadores do património nacional, esponjas do nosso suor e sangue, mandantes da troika estrangeira e da troika nacional (governo e PR).

Pessoas cheias de raiva contra um presidente da República que, de sua fraca legitimidade, teima em legitimar um governo sem nenhuma legitimidade democrática e política, porquanto já deixou de ser reconhecido pela maior parte de quem o elegeu dado o logro em que se vê ter caído e perante as circunstâncias de, por ele, ser vergonhosamente espoliado de bens e de esperanças no futuro.

Contudo, a esperança ressurgiu e renova-se com a luta contra as troikas e pela libertação de Portugal de tão exagerada e doentia austeridade.

É certo que se constatou na conferencia a existência de um “concerto” a varias vozes e “cantado” por figuras de segundo plano partidário. Os representantes partidários “cantaram”, cada um, as suas próprias letras.

Apesar disso, ficou mais claro que das diferenças e sem as anular se podem construir, a breve prazo, convergências suficientes para inovar a política governativa.

São de realçar, nomeadamente:

 - O vigor da intervenção de Mário Soares. Uma intervenção lucida e desafiadora;

 - A verdadeira Aula Magna que foi a intervenção do Magnifico Reitor da universidade, enquanto anfitrião da conferência, com uma visão de retrospetiva histórica de Portugal que urge projetar no futuro fazendo uso das potencialidades próprias e das capacidades internas existentes.

Seja qual for a evolução política e o compromisso comum das diferentes forças e sensibilidades políticas de esquerda num futuro, desejavelmente mais próximo e menos longínqua, numa convergência governativa, o tempo foi muito bem empregue e culturalmente enriquecedor.



Publicado por Zé Pessoa às 21:50 de 31.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Povos Unidos contra a troika

        Não pagar o que não se deve    (-por T.M. Saraiva)

    (da Gui )

     Na semana passada foi tornado público um estudo da Eurosondagem em que se revela que apenas 10% dos inquiridos concordam com a aplicação do programa da troika. Mas este não é o único dado surpreendente. Entre renegociar e rasgar o Memorando, as opiniões dividem-se, com uma curta vantagem para a segunda opção.    Numa versão simplista de quem papagueia a governação, estamos perante um país de aldrabões que não gostam de pagar as contas. Contudo, parece-me irreversível que a rejeição da troika, e de qualquer governo que a represente, tenderá a aumentar cada vez que se conheça melhor o teor da dívida pública ou dos juros a que o país está sujeito. Em boa verdade, a única opção séria e racional que consigo colocar é a diferenciação entre dívida legítima e ilegítima, a rejeição liminar de juros especulativos e o início da responsabilização financeira das instituições e governantes que lucraram com a progressiva destruição da economia e do tecido produtivo.
     Sempre rejeitei a tese desresponsabilizadora de que o governo e a troika andarão alheados da realidade.   Mais: a história recente das últimas décadas devia-nos fazer ver de uma forma mais clara que os tempos que vivemos em Portugal são tempos extraordinários para a acumulação de capital, a par da destruição de direitos, liberdades e garantias conquistados ao longo de décadas – e um obstáculo a esses processos de acumulação.
     O Conselho de Estado foi mais um decrépito número, personificado pelos homens do poder das últimas décadas, que expressa a imagem de uma democracia que se vai esgotando, pela mão de uma maioria, um governo e um Presidente que bailam sobre o cadáver do seu povo e aldrabam até o mais miserável relato de uma reunião.    (- i a 25 de Maio )

 

         Povos unidos contra a troika!    (sábado) 

- Temos de dizer  NÃO .(Não à destruição de povos, de direitos sociais, de economias; Não às burlas e troikas antidemocráticas) - Susan George, escritora e activista.

- Não nos lixarão. (Combatamos as bestas promotaras da pobreza, exclusão, desemprego, ... ) - Pilar del Rio.

- Unidos para Vencer a Austeridade e para demitir o (des)Governo. - Congresso Democrático das Alternativas.

- A Vida está acima da Dívida. A crise é uma burla dos bancos. - Boaventura Sousa Santos

- Juntos seremos Alguém ! (... se continuamos a ser tão pouco corajosos, qualquer dia estamos reduzidos à condição de homenzinhos e mulherzinhas... servos e pedintes, sem Voz nem direitos ...) - Assoc. José Afonso.

- Começar de novo. (Unir partidos de esquerda e "internacional" para derrotar os ataques da alta finança neoliberal e selvagem) -Ken Loach, realizador.

- Chegou o tempo de as Vítimas se Erguerem.



Publicado por Xa2 às 19:46 de 31.05.13 | link do post | comentar |

NÃO HÁ OUTRA VOLTA A DAR....UNIDADE!

 

«Não há outra volta a dar….»-diz Arménio Carlos, Secretário -Geral da CGTP a propósito da
necessidade de unidade sindical para enfrentar as medidas de destruição do Estado Social adotadas por este governo que nos desgoverna! Fala-se em confluência umas vezes, outras vezes em convergência e por vezes em unidade! Questão de palavras? Bizantinices? Claro que não! Não podemos, todavia, sobrevalorizar o acidental e subavaliar o essencial! Não podemos deitar a perder mais uma oportunidade histórica de aproximar as estruturas sindicais e os trabalhadores mais militantes! Sim, porque os restantes trabalhadores há muito que sentem a necessidade da unidade para defender direitos que estão a perder, enquanto as organizações de classe vivem de costas umas para as outras.

Não perder esta oportunidade com atos voluntaristas ou pouco sábios como há pouco se viu ali para os lados da Frente Comum a propósito da necessidade de se lutar em conjunto com os sindicatos da UGT. Naturalmente se queremos fazer uma greve em conjunto, que seja uma forte experiencia de luta em unidade, mobilizadora dos trabalhadores, não podemos iniciar o processo com declarações confusas, dizendo que cada um se amanhe como entender e declare a greve cada um por si, etc. etc…..Isto enquanto a nível de confederações a CGTP e UGT faziam esforços de entendimento, embora conjuntural!
 
Esta falta de sabedoria dos dirigentes sindicais desmobiliza e começa por envenenar o processo. Entende-se que a unidade a fazer não apague as diferenças! Se um sindicato coloca como objetivo da luta a demissão do governo e o outro não, é natural que se encontrem, procedimentos para garantir e expressar a diferença destes objetivos. Mas esta questão não é essencial (embora para alguns seja)!Essencial é garantir uma grande adesão dos trabalhadores para se mostrar ao governo que deve arrepiar caminho! A derrota do governo será fruto de um conjunto de fatores políticos, e económicos e sociais. Expressar a demissão do governo como uma palavra de ordem fundamental de um sindicato pode até impedir a adesão de certas camadas de trabalhadores daquele setor!

Não há outra volta a dar….pese o torcer de nariz de alguns setores partidários! A unidade, sem birras pela liderança, é o caminho incontornável. Será que Arménio Carlos e Carlos Silva já entenderam isto? Creio que sim!
 
O mesmo acontece em termos políticos. As esquerdas podem caminhar cada uma pelo seu caminho…todavia, se querem ser poder alternativo devem sentar-se para debater a sério como vão fazer. Não basta fazer grandes comícios onde cada um diz qual a sua posição! Todos sabemos qual é a posição de cada um! A questão é construir uma posição comum para varrer esta direita.


Publicado por DC às 14:51 de 31.05.13 | link do post | comentar |

As Trafulhices nas Energias [sic noticias]

Entrevista com o Secretário de Estado Henrique Gomes

«demitido» logo no início do mandato do atual Governo,

quando afrontou a EDP tentado baixar as rendas em vigor

e que considerava excessivas e perniciosas para o País.

 

(o video é longo, mas é demasiado importante para não ser visto até ao fim.)

 

Houve até quem abrisse garrafas de champanhe quando este Secretário de Estado foi afastado...

 

AGORA JÁ SE PERCEBE PORQUE A EDP CONTRATOU VÁRIOS EX MINISTROS
E LHES PAGA MILHÕES AO ANO?
AGORA JÁ SE ENTENDE PORQUE TANTO LUTAM ESTES POLÍTICOS 
PARA ESTAREM NO CENTRO DESTE PODER!

O Secretário de Estado da Energia demitido, acha que as rendas da EDP são ilegítimas, e ilegais.
A Troika mandou cortar as rendas. Mas também (já) desistiu.
O cenário já vinha do anterior governo.
Todos sabem que as rendas são abusivas e ilegais. Mas ninguém faz nada. Inclusive os «palhaços» - nós!
Para o entrevistado o Ministro Álvaro Santos Pereira, é um homem sério e competente, e não foi o ministério da economia, que cedeu ao loby da EDP.
Isto é um escandalo. Os portugueses têm que perceber que isto é o cúmulo, o próprio governo trava quem tenta defender o interesse nacional.
Temos que aprender a ser justos, a perceber quem são os que nos destroem e os que nos defendem, para que possamos mudar o país, pois um dia vamos ter que escolher alguém diferente - que nos defenda.
O PS foi quem criou as rendas excessivas da EDP. O PSD quem as mantém.
 
Nota: O título deste post também poderia ser : Palhaço? Quem? Eu?

 



Publicado por [FV] às 09:21 de 31.05.13 | link do post | comentar |

Manif.: 1 Junho - Povos Unidos contra a troika

 

  Manifestação de 1 de Junho  junta 102 cidades em 12 países   (-por F.D. Mendes, 29/05/2013)

 .

... Sob o lema “Povos Unidos contra a Troika”, os movimentos cívicos pela Europa convocam os cidadãos europeus a protestar, a uma só voz, “contra a receita da austeridade e a favor de que sejam os povos a decidirem as suas vidas”, pode ler-se no comunicado enviado ao PÚBLICO.

    Contra a “desordem económica e o colapso social”, Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, França, Áustria, Holanda, Suíça e Croácia juntam-se num protesto que pretende alertar para “o retrocesso civilizacional imposto pela troika.”

   Em Portugal, 18 cidades já confirmaram que se irão juntar à manifestação. Em Lisboa, que deverá ser o centro dos protestos, o percurso começa em Entrecampos, passa pela delegação do FMI, na Avenida da República, e termina na Alameda.

   Várias personalidades internacionais já demonstraram publicamente o seu apoio à manifestação, entre elas o activista e filósofo Noam Chomsky, o realizador inglês Ken Loach, a escritora Susan George e a jornalista Pilar del Río.

Pilar del Río, viúva de Saramago, numa mensagem pública de apoio ao protesto, sublinha que “parecem acreditar os membros da troika que há pessoas que nascem com vocação para sofredoras e por isso cortam e recortam direitos legalmente adquiridos como se de relva se tratasse”. A jornalista vinca ainda que os membros da troika “não têm carta branca dos cidadãos, ainda que os governos se tenham entregado.”

    Nuno Ramos de Almeida, do movimento Que Se Lixe a Troika!, disse ao PÚBLICO que espera que esta manifestação possa marcar o “início de uma nova etapa” e que, para isso, é preciso que “muita gente vá para a rua.”

    Para o activista, que é também um dos fundadores do Que se Lixe a Troika!, o protesto de 1 de Junho é uma oportunidade para que os povos da Europa se juntem e se manifestem contra as actuais políticas, com “resultados desastrosos para a economia e para as pessoas.”

Ramos de Almeida vê a participação da Alemanha, Áustria e Suíça como um sinal de que, mesmo que os países do Sul tenham sido “os primeiros a levar uma machadada”, há a percepção de que as actuais políticas, que representam “a destruição do modelo social europeu ”, acabarão por chegar aos países do centro, vincou.   Em comunicado, os membros do movimento Que se Lixe a Troika! apelam “a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança” para que se juntem ao protesto. 



Publicado por Xa2 às 07:45 de 31.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Empreendedorismo ?! Custos, limitações e salários de miséria

                 Ora vamos lá empreender !    (por António Paço)

Ainda no rescaldo do caso Martim-empreendedor-e-defensor-do-salário-mínimo vs. Raquel Varela-o-salário-mínimo-de-485euros-é-um-escândalo, eis mais algumas conclusões sobre empreendedorismo.    Imagine você que tinha uma ideia de empreendedor. Por exemplo: tendo em conta a actual desconfiança nos banqueiros e no Estado, com muita gente (sobretudo depois do exemplo do Chipre) a suspeitar de que os limites para lhe irem ao bolso podem sempre ser ultrapassados, decidia criar uma empresa. Chamemos-lhe Colchão.com. O seu objectivo seria apenas garantir que os depósitos que as pessoas fizessem na sua empresa seriam integralmente devolvidos quando as pessoas quisessem. Comprometia-se a não usar o dinheiro que lhe tivesse sido confiado em nenhuma operação especulativa, a não o fazer navegar para as ilhas Caimão nem a mandá-lo por estrada para o Luxemburgo, nada! Só dinheiro na mão quando os depositantes quisessem. Escolhia um conselho de administração (podia até chamar-lhe board of directors, para o charme) de gente incorruptível e lançava-se no negócio.

Parece uma ideia simples, útil e relativamente fácil. Podíamos até considerar ter descoberto um ‘nicho de mercado’, não?   Não.

     Não é tudo tão simplex. Eis os gastos com que, segundo o negócios.com terá de contar se quiser iniciar uma empresa:

«Se fizermos as contas, e para manter o mínimo de actividade, gastamos pelo menos o valor a pagar a um contabilista, impostos mínimos obrigatórios, deslocações, chamadas telefónicas e impressões de documentos, ou seja, cerca de 5000€ por ano.

     (…) Se é uma empresa que vende produtos, terá de facturar 33.333€ no primeiro ano apenas para equilibrar os custos mínimos de manutenção da actividade (considerou-se uma margem média de 15% para produtos). Como vê não é assim tão pouco. Necessita dessa facturação apenas para cobrir os custos mínimos, sem considerar um ordenado para si, ou mesmo um pequeno escritório.

     (…) Se pretende receber um ordenado por mais pequeno que seja, como por exemplo cerca de 1100€ líquidos mês, já está a sobrecarregar a empresa em mais 23.000€ ano, ou seja que para o caso da prestação de serviços e para uma margem de 100% estaríamos a falar de 28.000€ ano de facturação. No caso dos produtos voltamos a dificultar a operação uma vez que as vendas teriam de subir de 33.333€ para 186.666€, logo no primeiro ano.»

      E as reacções da concorrência (neste caso, banca estabelecida e Estado)? É mais que certo que seria denunciado pelos primeiros e punido pelo segundo se não fosse admitido no círculo restrito dos primeiros. Eis o que diz o DL n.º 298/92, de 31 de Dezembro (sendo a sua mais recente actualização o DL n.º 63-A/2013, de 10/05. No artigo 8.º temos o ‘princípio de exclusividade’: «Só as instituições de crédito podem exercer a atividade de receção, do público, de depósitos ou outros fundos reembolsáveis, para utilização por conta própria», reza a alínea 1. E os incumpridores levam com o art.º 200: «Aquele que exercer actividade que consista em receber do público, por conta própria ou alheia, depósitos ou outros fundos reembolsáveis, sem que para tal exista a necessária autorização, e não se verificando nenhuma das situações previstas no n.º 3 do artigo 8.º, é punido com pena de prisão até 5 anos.»

     Ficou com algumas dúvidas? Pergunte ao Gaspar, que ele está lá para ajudar.

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A Cinderela do Empreendedorismo” – Ricardo A.Pereira interpela o jovem Martim N.  (-por R.Teix.) 

   “Eu já obtive aquela resposta uma vez mas não foi de um miúdo, foi de um Primeiro-Ministro. Foi do Primeiro-Ministro da altura que hoje é Presidente da República. ...“    (…) É possível construir pontes [entre o Martim e a Raquel] desde que os operários que a constroem não ganhem o salário mínimo. Acho eu. Era o mínimo para construir uma ponte entre essas duas pessoas.  ... Tem a verdade na boca da criança, o menino que faz ver à doutora, o bom senso prático a superiorizar-se à teoria académica e tal, tudo o que agrada ali. É uma espécie de Cinderela do empreendedorismo. ...  É como dizer: ‘pá, é como comer uma carcaça de anteontem do que não comer nada’. Agora desde que no final a gente concorde que ter uma alimentação à base de carcaças de anteontem continua a ser miserável, tudo bem. (…)”

 ...  “(…) O que está em causa, parece-me, é o seguinte. O Martim explicou o seu negócio todo, com excepção de um pequeno pormenor que eu acho fundamental. Ele disse: ‘Eu tive a ideia. Comecei a desenhar as roupas. Fui à fábrica. Convencia as miúdas mais giras da minha escola a deixarem-se fotografar com as minhas roupas e pus no facebook.’ Tudo isto está certíssimo, é uma boa ideia de negócio. Há só um pormenor que falta. No empreendedorismo é fundamental, em qualquer negócio que a gente faz, é preciso um investimento inicial. Ele disse ‘as minhas roupas hoje em dia são uma moda na linha de Cascais’.

 Eu acredito que um rapaz que não more na linha de Cascais, basta um quilómetro para o lado, provavelmente não se chama Martim chama-se Zé Manel, que tem a mesma ideia para uma linha muito gira de roupa barata, vai ao banco e tem quinze anos, e diz ‘preciso só um bocadinho de dinheiro para o investimento inicial para esta minha ideia que é espectacular’. E o banco diz: ‘vai-te embora pá’. E ele chega a casa e pede aos pais, que é é o que faz um miúdo de 15 anos quando quer começar um negócio. O que é que se passa. Os pais do Fábio, ou do Zé Manel, ao contrário dos do Martim, não têm dinheiro para lhe poder emprestar para ele começar o negócio. Porquê? Porque trabalham em fábricas de roupa barata e ganham o salário mínimo, (que só dá para SUBviver, muito mal) estás a perceber? O problema é que esta conversa do empreendedorismo é uma actualização daquela conversa do ‘não têm pão comam brioches’ (...e a rainha foi guilhotinada!!), ‘não tens emprego, faz o teu emprego’. Com que dinheiro? Quando se diz, ‘empreendam porque é facílimo’, se calhar é melhor pensar que o empreendedorismo não é bem democrático. Não é acessível a toda a gente.” RAP.



Publicado por Xa2 às 07:43 de 31.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

DUARTE LIMA, O CORDEIRO

O advogado de defesa de Duarte Lima, após a primeira sessão de audiência de julgamento, prestou declarações à Comunicação Social afirmando que o seu cliente estaria a ser sujeito a um sacrifício de expiação ou imolação por causa dos pecados de toda a classe política deste país.

Não elencou os casos porque se tornaria demasiado exaustivo e escapariam uma grande parte desses políticos e outros comediantes corruptos agora expiados.

Dentro do processo é normal as partes assumirem posições diametralmente opostas, em que uma acusa e a outra defende como pode e consoante a capacidade económica do réu.

Concordo com tudo o que o defensor disse. No lugar dele qualquer um faria parecidas declarações, só é pena que não tenha justificado ou tão pouco tentado explicar como foram criados os buracos financeiros no BPN, BCP e por aí adiante.

Nem Duarte Lima nem o seu mandatário explicaram como é que o filho do réu chegou a empresário com uma quota tão elevada na sociedade ainda tão jovem.

Cordeiros e sacrificados somos todos nós, os contribuintes, que temos de suportar tais furtos.

Faça-se justiça e condenem-se todos os criminosos tanto à cadeia como à devolução dos bens furtados. 



Publicado por Zurc às 12:20 de 30.05.13 | link do post | comentar |

Paraísos fiscais para ricos e inferno social para a maioria dos cidadãos

            Os Paraísos Fiscais são paraísos mas é só para eles !

     Somos educados no respeito por uma determinada ética, no apego a uma certa ordem moral. Não fazer batota com o dinheiro dos outros, com as nossas vidas, não vigarizar, não enganar, não roubar.  Os valores da seriedade... E depois como aceitar que a ordem política, social e económica conviva, aceite, fomente, sirva-se da desonestidade, da vigarice, do roubo nas relações económicas, sociais e políticas?...
     Já todos concluíram que estou a falar do governo de Vitor Gaspar/ Cavaco/ Portas/ Passos Coelho. Podia ser e com toda a propriedade mas não. Estou a falar dos OFF SHORES, onde se esconde o dinheiro dos negócios da droga, do tráfico de pessoas, os negócios de armas e o dinheiro limpo dos muito respeitáveis bancos de todo o mundo para encobrir negócios inconfessáveis, para fugir ao fisco através do qual os governos, que não fossem como o nosso, poderiam proceder à redistribuição da riqueza através da segurança social, da saúde e do ensino, nomeadamente.
       Sei que não se pode responsabilizar este ou aquele governo por este repugnante estado de miséria moral em que assenta a nossa querida ordem democrática, dos direitos humanos, etc, porque só um  governo (se não for o dos EUA) ou dois ou dez não conseguirão pôr fim aos offshores porque isso seria afrontar o poder estratosférico da alta finança. Mas, mesmo sem dar cabo do capitalismo, tarefa mais empolgante mas mais complicada, até por falta de um paradigma claro e mobilizador sucedâneo, acabar com os offshores está dentro do horizonte das metas possíveis
       Quantos e quais dos políticos, nossos ou da UE ou do resto do mundo se batem por este mínimo de seriedade, de decência? Vamos exigir àqueles que estão aqui mais à mão que o façam. Vamos exigir-lhes que se batam pela sua honra. Nos governos, nos parlamentos, nas ONUs, aonde quer que estejam onde quer que vão.
[Um clique nas imagens pequenas amplia-as]   (-# posted by Raimundo Narciso,PuxaPalavra)


Publicado por Xa2 às 07:46 de 30.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Quem é quem no BANIF

 O BANIF está insolvente. Mas mais uma vez se confirma que as relações entre a finança e a política são promiscuas e (pouco) claras.


 

 


Publicado por [FV] às 15:15 de 29.05.13 | link do post | comentar |

Palhaços

 

 

 

 

Quando eu fui menino só se viam palhaços no circo, em tempos natalícios, no fim de cada ano civil.

A vida era coisa seria ainda que, como hodiernamente, houvesse muita miséria.

Agora levam-nos ao engano, com a democracia o circo é todo ano, e vemos palhaços todos os dias.

Há palhaços ricos que vivem em certos condomínios fechados, ali para o Restelo, na Freguesia de Belém. E com altos cargos também.

Por todo este país, desde o interior desertificado, onde alguém mandou arrancar vinhas e olivais. Onde outros mandaram retirar maternidades além de outros serviços estatais;

Nos bairros mais diversos das cidades, em que só alguns são sociais, vivem os palhaços pobres que suportam as mordomias, além de termos de pagar as más (boas para quem obteve chorudos lucros) acções de BPNs e luxuosas mansões algarvias, de certos palhaços ricos.

Sempre houve palhaços, uns ricos e outros pobres. Os bons palhaços, ricos ou pobres, costumavam fazer-nos rir, agora há palhaços que nos fazem chorar. deve ser por isso que se não assumem.

É a vida de uma sociedade que continua feudal, de servos e senhores.



Publicado por Zé Pessoa às 12:08 de 29.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

(des) acordo ortográfico português - resistência e objecção de consciência

« Este blog ainda não adoptou o acordo ortográfico. O autor prefere escrever com erros pessoais a fazê-lo com erros oficiais. » - LNT  e ...
 ... as "vogais e consoantes politicamente incorrectas do acordo ortográfico"  + um Plano de Acção que garante que (a "irreversibilidade" e) o impossível não é mais do que aquilo que ainda não foi possível realizar:
1 – Suspensão imediata do AOPL nos organismos de administração pública e no sistema de ensino;
2 – Revogação automática e prioritária das disposições do AOLP que mereceram reprovação mais generalizada;
3 - Abertura de conversações com Angola e Moçambique para avaliação das discrepâncias entre a norma ortográfica do AOLP e a que vigora naqueles países;
4 – Nomeação de uma comissão multidisciplinar de peritos para uma revisão profunda do AOLP;
5 – Elaboração de um vocabulário otográfico comum, avalizado pela comissão de peritos;
6 – Aprovação de uma moratória de três anos para a entrada em vigor do AOLP, transferindo-a de 2015 para 2018, data em que voltará a ser avaliada a sua aplicação.         ...  (- por LNT )

         O que torto nasce nunca se endireita  (-por Pedro Correia )

Numa semana de Outubro de 1990, dúzia e meia de sábios iluminados reuniram-se no velho edifício da Academia das Ciências de Lisboa para mudarem a ortografia de uma língua falada por mais de 200 milhões de pessoas. Foi assim, neste ambiente de secretismo, quando não havia nenhuma demanda social para esse efeito, que nasceu o acordo ortográfico.
   ... O acordo nasceu torto desde logo por ignorar a esmagadora maioria dos pareceres técnico-científicos sobre a matéria. Foram produzidas notáveis peças de análise crítica por parte de escritores, professores, linguistas - e todas acabaram no fundo de uma gaveta, olimpicamente ignoradas. O poder político fez tábua rasa dos alertas da comunidade científica - não só portuguesa mas também brasileira - que advertiam para as suas inúmeras deficiências técnicas, para as suas incongruências conceptuais, para os seus clamorosos erros.      Temos, portanto, um acordo que quase ninguém defende, que quase ninguém respeita, que quase ninguém aplica na íntegra. O Presidente da República, que o promulgou, confessa numa entrevista que em casa continua a escrever como aprendeu na escola. O Ministro da Educação, que o faz aplicar no sistema lectivo, admite que não gosta de mudar a maneira de escrever. O secretário de Estado que o assinou em nome do Governo português continua a escrever, em blogues e jornais, na correcta grafia anterior ao convénio de 1990.
     Este acordo pretendia unificar o nosso idioma, na sua versão escrita, mas acabou por consagrar grafias diferentes. Hoje o Estado angolano, por exemplo, tem uma grafia diferente da do Estado português. E este, por sua vez, acolheu como boas mais de 200 novas palavras que passam a ser escritas de forma diferente entre Portugal e o Brasil. Palavras como recepção ou excepção, que viram cair o p nos documentos oficiais portugueses, enquanto mantêm o p que sempre tiveram no documentos oficiais brasileiros.
     Entre nós, em resultado das chamadas "facultatividades" reconhecidas pelo acordo, vai-se abolindo o carácter normativo da escrita, dando lugar a uma espécie de ortografia à la carte, ao sabor da subjectividade de cada um. Assim é possível ver órgãos de informação pertencentes ao mesmo grupo editorial escreverem nuns casos sector, com c, e noutros setor, sem c. Há jornais que adoptaram o acordo, mas adiantando desde logo várias excepções à regra, continuando por exemplo a pôr acento na palavra pára. Ainda há dias, a propósito da co-adopção, registámos quatro grafias diferentes desta palavra: com p e sem p, com hífen e sem hífen.
     ... O acordo acabou por conduzir, portanto, ao caos ortográfico.     O que fazer?
Aquilo que deve ser feito quando alguma coisa não está bem:    mudá-la.
     Deve ser constituída sem demora uma comissão de revisão do acordo, com carácter muito alargado e reunindo especialistas dos mais diversos saberes, de modo a produzir um dicionário ortográfico e regras claras, que não violem a etimologia das palavras, como no absurdo espetador em vez de espectador, e não separem famílias lexicais, como na frase «há egiptólogos no Egito».       Enquanto não houver essa revisão profunda e enquanto não for produzido esse dicionário, o acordo deve ser suspenso. E naturalmente a sua aplicação obrigatória, prevista para 2016, deve ser adiada, como aliás o Brasil já fez.

       Alguém me perguntava há dias por que motivo não se ouvem as vozes dos defensores do acordo.

A resposta é simples: essas vozes não se ouvem porque os defensores deste acordo são em número muito diminuto. Basta folhearmos livros que vão sendo publicados, de escritores das mais diversas tendências, das mais diversas escolas estéticas e de todas as gerações para se perceber que fazem questão em escrever estas suas obras na ortografia anterior ao acordo ortográfico de 1990. Isto sucede não apenas com escritores portugueses: ainda agora foi editado um livro póstumo de Antonio Tabucchi, intitulado Viagens e Outras Viagens. Lá vem a advertência, na ficha técnica: «Por vontade expressa dos herdeiros do autor, a tradução respeita a ortografia anterior ao actual acordo ortográfico.»      O mesmo sucede nos jornais: mesmo naqueles que aplicam o acordo, aliás cada qual a seu modo, não faltam colunistas e articulistas que insistem em escrever na ortografia pré-AO.
      Em todos os sectores da sociedade portuguesa a rejeição das normas acordísticas é claríssima. E maior seria ainda se não houvesse a imposição de adoptá-las na administração pública, incluindo nas escolas, onde são largos milhares os professores que se opõem às regras ortográficas emanadas do AO. A estes professores, tal como a todos os utentes qualificados da língua portuguesa, o poder político tem a estrita obrigação de reconhecer e garantir o estatuto de objecção de consciência.   (e Resistência activa ao AO pela Assoc. Estudantes  )
       ... Nós devemos continuar a resistir também. Em nome daquilo em que acreditamos. ... Porque nós, os mais velhos, somos fiéis depositários de valores culturais que temos o dever de legar às gerações futuras. E nenhum valor cultural é tão nobre e tão inestimável como a nossa língua.

        Parabéns !   (-por A. Vidal )A Mia Couto, que acaba de ganhar o prémio Camões. É actualmente um dos meus escritores preferidos de língua portuguesa e o único (repito, o único) que me leva ao sacrifício de ler um livro escrito em acordês. Porquê? Porque, simplesmente, pior do que isso seria não poder lê-lo. Mas é pena que tenha cedido ao AO e ao enganador argumento da uniformização do português. Logo ele, que tem um vocabulário tão próprio e por isso contribui de forma tão expressiva para a diversidade da nossa língua.    

    O Prémio Camões para Mia Couto  (com uma boa mostra de capas dos seus livros)



Publicado por Xa2 às 19:29 de 28.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Palhaço, eu?

Números de circo.
Por: Manuel Catarino, Redator Principal [CM]
OMinistério Público vai dizer se é, ou não, crime chamar ‘palhaço’ a Cavaco Silva.
O Presidente não gostou do termo, sentiu-se insultado, e queixou-se.

Está no seu direito. Mas, sobre o Chefe de Estado, já se escreveu o pior. Por exemplo: transformou o cargo na mais perfeita inutilidade, de tal maneira que a maçada de dar posse a ministros e a secretários e de promulgar umas leis e despachar outras para os juízes do Constitucional, podia ser exercida por qualquer notário. O Presidente não se importa que se diga que é um inútil. Palhaço, não! Cavaco é um equilibrista com tonturas. Não se tem distinguido no seu número. Passa mais tempo estatelado na rede do que em cima do arame.

 

Nota pessoal:

- Não sei, mas gostaria de saber, é se quem concordar com Miguel Sousa Tavares também pode vir a ser acusado pelo Ministério Público.
- Mas uma coisa eu sei: é que, para mim, «palhaços» significa fazerem-me rir. E muitos destes senhores que ultimamente exercem e têm exercido cargos de estado, só me têm feito chorar... 

Mais, aqui afirmo aqui perentoriamente: Eu não sou palhaço. Mas sou pai de palhaço.



Publicado por [FV] às 11:44 de 28.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

TEMPOS MODERNOS



Publicado por [FV] às 11:11 de 28.05.13 | link do post | comentar |

...
 


  

Lá que fala devagar é verdade... Mas a raciocinar ainda é muito mais lento, já a lixar os portugueses é super rápido! 

O fulano agora vai redimir-se. seu patrão/mentor vai dar-lhe, perdão emprestar-lhe, uma mala cheia de €uros para investir no país.

Quantos porquinhos serão necessários para compensar tais chouriços?

 



Publicado por Zurc às 12:22 de 27.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

APRe! - A LUTA CONTÍNUA !

É a “geração grisalha” em marcha de descontentamento e contestação. Tal como a luta de todo um povo A APRe! (que dele é parte) continua a crescer com núcleos a surgir em todos os locais e com a comunicação social a dar cobertura às nossas posições, nomeadamente a RTP (Prós e Contras e Jornal da uma do dia 22 de Maio), a SIC Notícias com a Opinião Pública de 22 de Maio e vários jornais onde a APRe! foi notícia. Os debates organizados pelos núcleos têm tido muita adesão; os próximos são:

EM Maio

- Dia 27 de Maio em Cascais, às 15H00 no Hotel “Pestana Cascais Ocean & Conference” (cedência gratuita) com a Drª Raquel Varela (coordenadora do livro “Quem paga o Estado Social em Portugal”) e a minha colaboração;

- Dia 30 em Coimbra, no Instituto da Juventude, às 18H00, com a Drª Raquel Varela e o Prof. Pedro Ramos (autor do livro “Torturem os Números que eles Confessam);

 - Dia 31 de Maio nas Caldas da Rainha no Auditório Municipal às 17H00 vamos fazer uma reunião de dinamização do núcleo.

 - Dia 31 de Maio – Programa “Sexta às Nove” às 21H00 na RTP1, com vários Associados da APRe! (Betâmio Almeida, Bárbara Bettencourt, Maria da Conceição Batista)

 EM JUNHO:

 - Dia 1 de Junho – Vamos responder à convocatória do movimento que organizou o 2 de Março e vamos aderir à manifestação que será uma grande manifestação internacional. Ainda não sei em que cidades vai haver desfile mas logo que saiba informo. De novo as nossas t-shirts, bonés e guarda-chuvas (agora guarda-sóis) vão dar nas vistas e vamos ser o maior grupo.

 - Dia 4 de Junho, a sessão de dinamização de núcleos será em Abrantes em local e hora a designar.

 - Dia 6 de Junho: Vamos fazer uma concentração frente ao Ministério da Solidariedade Social das 9H00 até às 21H00. Durante a tarde entregaremos um memorando ao Ministro da Solidariedade Social.

PEDIMOS PARA OS ASSOCIADOS FORA DE LISBOA SE ORGANIZAREM de carro ou de autocarro para podermos ser muitos e mostrarmos a nossa força.

 - Dia 7 em Almada com a Drª Isabel Moreira (deputada), Dr. Eugénio Rosa (economista) e Drª Conceição Couveiro no Auditório Pablo Neruda às 15H00.

 -  Dia 8 de Junho vamos a Cabeceiras de Bastos a convite do Presidente da Câmara para uma sessão com reformados.

 - No dia 10 de Junho, dia de Portugal "Vamos pintar Portugal de Negro", colocando nas janelas panos pretos. Estamos cansados mas não derrotados. Coloquem um pano, roupa ou qualquer outra coisa negra na janela, varanda ou carro e deixem-no ficar como ficaram as bandeiras de Portugal aquando de Scolari, ou os lençóis brancos quando da campanha pela independência de Timor.

 

 


MARCADORES:

Publicado por DC às 19:53 de 26.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Estado Morto, Sociedade de Escravos e Mendigos

Cavaco, Passos, Gaspar, Portas e muitos mais que por tais lugares passaram têm vindo a criar condições para que Portugal se torne numa SOCIEDADE DE ESCRAVOS E MENDIGOS. A geração grisalha é para acabar, os outros irão a seguir.

Depois de morto o Estado, depois de destruído o “Contrato Social”, depois de anulada a democracia, depois de enterrada a cidadania só restará o regresso à escravidão e a exclusão social.

Entre a desumanização da sociedade e o pensamento platónico da existência humana situa-se a hipocrisia organizativa que serve alguns e explora a maioria.

Há cada vez mais habitantes no planeta que sem cana para pescar se vêm obrigados a mendigar o peixe que lhes foi roubado. E as sociedades criam, paulatinamente, as chamadas almofadas caritativas que não resolvendo a questão de fundo entretêm o pagode para que este se não revolte. As igrejas/religiões (quase) sempre ao serviço dos poderosos estão na linha da frente desse “para-choques” social.

Assim, por mais que se encha a boca com ele nenhum Deus nos salva se não nos salvamos a nós próprios, tanto no plano individual como colectiva e universalmente.

Desumanizado o Homem, fica desumana a sociedade. Por mais peditórios que se façam, por mais associações caritativas e misericórdias “mendicantes” que se criem não deixará de se aprofundar a queda da sociedade, na imparável e contraditória hipocrisia de uns possuírem cada vez mais bens enquanto a maioria é empurrada para a margem da vivencia com dignidade natural.

Entre a brutalidade da especulação financeira, a concentração da riqueza e o exército de espoliados fica a caridade que muito atenua e nada resolve, evita o rompimento do “statu quo” enganador de que “os pobres hão-de um dia alcançar o reino dos céus”.

Enquanto continuarmos a aceitar, platonicamente, que a existência do Homem não é neste mundo e que haveremos de reencarnar um dia, vamos sendo tornados escravos de ditadores que com tais dogmas vão enganando o povo ao mesmo tempo que nos exploram e nos roubam a produção e a criatividade.

O Homem, assim entendido, não será compreendido como um ser natural e socialmente humanista nem assumirá, em toda a sua plenitude, um espírito territorialmente responsável e responsabilizador. É aqui, no local que habitamos e com as circunstâncias que nós e os que nos rodeiam formos capazes de construir, que criamos céus e infernos. O inferno que urge vencer, nos tempos que correm, é o da globalização, da especulação e do roubo.

Todas estas coisas não se conseguem nem por decreto (seja ele civil ou canónico) nem mantendo os iguais comportamentos que a humanidade tem mantido, ao longo dos séculos.

Como dia Agostinho da Silva “se a evolução tecnológica permitiu ao Homem criar escravos que lhes não colocam problemas de consciência porque é que esse mesmo Homem persiste em fazer de escravos outros homens?”



Publicado por Zé Pessoa às 14:41 de 24.05.13 | link do post | comentar |

O Estado morreu

Restam os governantes parasitas e outros mamíferos do aparelho estatal*

Trabalho num serviço aplicação repressiva da lei criminal onde as pessoas têm gosto em servir o interesse público e a justiça penal. Desde que começou a aplicação do programa de ajustamento económico e financeiro — o PAEF — que a dignidade, a resistência e a eficiência continuam a ser valores que opomos à desvalorização cega e ao sofrimento enquanto política de gestão da máquina administrativa.

Vamos substituindo a degradação das contas públicas de um Estado laxista por um Estado fantasma e impotente. O Estado é a raiz do mal, pois matemos o Estado. E com quê? Com mais Estado cobrador, num totalitarismo atípico deslizante.

Sinto esse fantasma todos os dias. A moralização na gestão das finanças públicas desfigurou-se de tal forma que fez ricochete num PAEF sem a bússola de valores intangíveis como a justiça, justiça fiscal e segurança social. Perdeu-se o objetivo de uma administração pública qualificada e motivada.

Os resultados da execução orçamental do último trimestre não são mais do que uma radiografia deste mal. Porquê?

Porque só um Estado sem função fica encarcerado no financiamento direto com base quase exclusiva nas receitas do IRS que representam 39,1% do crescimento da receita e dos impostos diretos que representam 22,3% do mesmo crescimento. No meio da tempestade fiscal que nos atravessa regista-se uma subida raquítica da receita fiscal de 3,3 milhões de euros — no aumento crescente do sofrimento das pessoas depois da destruição de empresas e de trabalho.

Neste cenário, além da dita ida aos mercados, ainda assim financiada a juros predadores, os únicos pilares financiadores do Estado são afinal o habitual grupo de pessoas, cada vez mais afunilado. Efeito de boomerang da austeridade sem metas de reorganização de um Estado, de uma justiça e de uma máquina administrativa que funcionem. Situações desta natureza pulverizam todas as funções de autoridade, equidade, segurança jurídica, proteção da sociedade e respeito pelos valores sociais e económicos.

A corrupção, em parceria com a fraude fiscal, tende a medrar no túnel das quimioterapias orçamentais. Basta cruzar aqueles dados com os resultados oficiais do programa de combate à fraude e à evasão fiscal do ano de 2011: os processos-crime por combate à fraude representam 9,45%, por combate à fraude qualificada 2,69% e por abuso de confiança fiscal 84,74%. Os resultados do combate à fraude fiscal são insignificantes numa justiça focada quase exclusivamente no ataque aos impostos diretos em falta. O mesmo estigma.

Sem reformas administrativas efetivas, sem qualificação da função pública, sem respeito pelas funções públicas substantivas, sem estímulos, sem Estado com função resta-nos o medo, a perigosa anemia da autoridade com a paralisia dos serviços administrativos públicos. Um Estado sem função pendurado na guilhotina do défice?

Despojos de um Estado velho e apodrecido incapaz de se proteger da tempestade e de construir um novo com a ajuda dos seus melhores. Um Estado que morreu.

 

Maria José Morgado - Expresso

*subtitulo da nossa responsabilidade



Publicado por DC às 12:43 de 23.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Moustaki - música, cultura e cidadania europeia

Ainda ontem se celebraram os 89 anos de  Aznavour e  Georges Moustaki morreu hoje com 79.  Para nós, ficará sempre esta pérola que nos dedicou:
    
 
+ o sempre, sempre eterno: «Le Métèque» (o estrangeiro) ... e tantas outras.
Era o único sobrevivente destes cinco «monstros sagrados:

 (Ferrat,  Brel, Ferré, Brassens  e Moustaki)



Publicado por Xa2 às 07:55 de 23.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Aliança Progressista Europeia e mundial contra neoliberalismo selvagem

 Esquerda ensaia frente global com Aliança Progressista Partidos ou sindicatos da área democrática, social-democrata, socialista ou trabalhistas lançam amanhã movimento mundial. -Público, 21/5/2013.

           Seguro ao lado de Rubalcaba e Almunia em Madrid, sábado, para diálogo sobre Europa  organizado pelo Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu (S&D) e pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

    O encontro - o primeiro dos diálogos políticos promovidos pelo PSOE antes da Conferência Política do partido, marcada para outubro próximo - conta também com a presença de Alfredo Pérez Rubalcaba, líder socialista espanhol e Javier Solana, ex-alto representante para a Política Exterior.
    Joaquin Almunia, vice-presidente da Comissão Europeia, Harlem Désir, primeiro secretário do PS francês e Felipe González, ex-presidente do Governo espanhol, estão também entre os intervenientes do encontro, que decorre na Casa da América.
    Os propósitos essenciais da conferência de sábado serão detalhados num encontro informativo marcado para sexta-feira, na qual participam os deputados socialistas Ramón Jáuregui, diretor de conteúdos políticos da Conferência Política do PSOE e Juan Moscoso del Prado, interveniente do Diálogo sobre Europa.
    Numa nota remetida à Lusa, o PS explica que António José Seguro foi convidado pelos socialistas espanhóis para falar sobre o futuro da Europa, a opção federal e as propostas para a saída da crise.  A união política europeia, tema sobre o qual intervirá Seguro, “crescimento e emprego” e “união social e democracia na Europa”, são os aspetos centrais da agenda da conferência de sábado.
    Declarado apoiante do federalismo europeu, Seguro defendeu na recente reunião da Internacional Socialista, em Cascais, um novo Tratado da União Europeia, postura vincada também no chamado “Documento de Coimbra”, aprovado no domingo passado pela Comissão Nacional do PS.
    “Este novo Tratado Europeu deve acolher, sem ambiguidades, a governação política e económica europeia (instituições, competências e instrumentos) e mais democracia (responsabilização política, através de eleição directa, dos principais decisores europeus)”, refere o documento.
    A par do novo tratado deverá ser aprovado um novo orçamento europeu “com dotação superior à existente (cerca de 1% do PIB) através de receitas próprias, com base no federalismo fiscal”, defende.
    “Um orçamento com mais recursos permite a adoção de políticas anti-cíclicas (necessárias para a saída da crise), o desenvolvimento económico (através de investimento reprodutivo), elimina os vetos aos países em dificuldades e põe fim aos ‘folhetins confrangedores’ para aprovação dos orçamentos da UE, como estamos, infelizmente, a assistir”, nota ainda.
    No texto de Coimbra, os socialistas consideram que “Portugal deve reafirmar a sua opção europeia, quer como membro da União, quer como membro da zona euro”, o que “exige ter um pensamento claro quanto ao que deve ser a Europa e que papel deve Portugal desempenhar no seio da União”.
    “Ao contrário do Governo que se comporta como um bom aluno, sem voz própria, aceitando e executando tudo o que a liderança europeia lhe transmite, o PS entende que, mesmo num quadro de assistência financeira externa, Portugal deve pugnar, de forma ativa, por uma União Europeia das pessoas que seja capaz de responder aos seus problemas concretos, de que o desemprego é o mais urgente”, refere o documento.
     O PS defende que a par de políticas orçamentais nacionais se deve caminhar para uma política económica europeia, combatendo as “ambiguidades” e evitando “a narrativa de punição moral” do atual clima de “egoísmos nacionais”.
    “Basta de ambiguidades, em que a Europa se entretém desde o início da década de noventa do século passado. É preciso fazer escolhas”, sublinha o documento que considera que “a Europa dos Governos deve dar lugar à Europa das Pessoas e dos Estados”.

.  Aleida, filha de Che Guevara, pede á Esquerda Europeia para se Unir Contra o Neoliberalismo! que está destruindo as conquistas da luta da classe trabalhadora" e apelou á sociedade para mostrar Solidariedade com o Terceiro Mundo. ...Unir é uma Palavra Muito Importante, que se perdeu na Europa. A Esquerda foi fragmentada em pedaços. A Esquerda Desunida não está a funcionar!”. ... "A velha Europa tem de perceber que os tempos estão mudando. A Política Neoliberal está destruindo os países. É a privatização da Educação e da Saúde Pública. As conquistas Sociais Históricas dos Trabalhadores, que se estão a perder".   [- Plataforma de esquerda, 22-05-2013]

 "...  homens como Vitor gaspar, Carlos Moedas ou António Borges não se trata de incompetência. Trata-se de uma agenda politica e ideológica bem definida, voltada para atingir os fins de cobrar a dívida portuguesa para não prejudicar os Grupos Financeiros de que eles são agentes, suceda o que suceder ao povo e á economia portuguesa. Os falhanços dos sucessivos indicadores mostram que essa agenda está desfasada da realidade e da resistência dos povos, mas os títeres que seguem a agenda não deistem facilmente, porquer o falhanço dessa ideologia em Portugal será desastroso para o status quo da especulação financeira mundial. "
     M. Alegre ao Jornal i (18/5/2013) :   o sonho neste momento está transformado em pesadelo. ...é necessária uma ruptura.
... Neste momento ...somos um país ocupado, esta situação de resgate em que estamos põe em causa não só a economia e o Estado social, mas o próprio país. Nunca foi feito um referendo sobre a Europa. E eu interrogo-me, ouvindo o João Ferreira do Amaral, sobre a forma como a moeda única está a ser utilizada para consolidar a hegemonia alemã, se não será de fazer um dia destes um referendo sobre o euro.
... o projecto europeu levou uma machadada muito grande nos últimos tratados, como o de Maastricht, porque aquilo que ali se consagrou foi uma espécie de constituição ideológica não escrita que nos obriga ao neoliberalismo.
... Neste momento o PS é um partido de oposição que tem de romper com a pior coisa que aconteceu ao nosso mundo que foi o bloco central dos interesses ('o centrão de interesses'). 
... é preciso uma ruptura... e alternativas e a este neo-rotativismo, que historicamente levou à queda da monarquia em Portugal, é fundamental. As pessoas têm de saber que fazem escolhas. Que a democracia é uma escolha e que elas não são monopolizáveis pelos directórios partidários e que significam mesmo políticas diferentes. É necessária uma ruptura em Portugal. 
... as políticas que se estão a fazer vão muito para além do Memorando original que foi assinado. O Memorando foi o pretexto para a troika trazer a agenda política dos credores e para este governo ter o pretexto para fazer o seu programa ideológico. (ultra neoLiberal: privatizar/dar aos oligarcas todos os bens e recursos essenciais deste país, eliminar o estado social, a liberdade e os direitos laborais, subjugar a classe média e os trabalhadores por conta de outrem, transformando-os em servos e alienados sem direitos nem vontade própria...)
 ...este governo quando negoceia com a troika fala do ponto de vista dos interesses dos credores/especuladores, como se fossem funcionários deles. ... ninguém ainda explicou o que é que acontece se a gente disser que acabou o Memorando com a Troika. Ninguém me explicou se é verdade que deixa de haver dinheiro para pagar pensões e salários ou se outras soluções são possíveis. E esta resposta não está clara. 
... Sou do PS a que aderi, que defendia as ideias de um Tito de Morais, de um Zenha e aquelas por que Mário Soares se bateu. ...Agora do PS do bloco de interesses do bloco central não sou. Não sou de um PS integrado numa linha europeia de capitulação com o neoliberalismo, isso não sou. ... Muita gente se sente sem espaço e quer participar, mas muita gente que está disponível para movimentos de cidadãos como foi a minha candidatura e as grandes manifestações do 15 de Setembro reage à transformação dessa dinâmica num partido.
... Mas o problema do sistema não é só as pessoas que estão nos partidos não estarem contentes, mas a maioria da população já não ter nenhuma participação nem sequer nas eleições.
    Temos o privilégio de ter a esquerda mais forte da Europa, mas a esquerda em Portugal não serve para nada. Isso é trágico e um dia destes vai ter consequências na própria democracia. O PC não quer entendimentos, o Bloco diz que sim mas não quer, o PS a mesma coisa. Há uma parte do PS que prefere mil vezes aliar-se à direita a aliar-se à esquerda. Em Caminha para as eleições autárquicas os dirigentes locais dos partidos de esquerda entenderam-se para uma lista, da direcção do BE e do PC veio uma contra-ordem. Acho que não se podem pôr condições a um diálogo. Não se podem impor condições a ninguém: nem o PS vai impor que o PC seja favorável a estar na União Europeia e na NATO, nem o PC e o BE podem pôr como condição que o PS rasgue com a troika.
Não se pode querer um projecto global de sociedade, mas pode-se ter um acordo à volta de alguns pontos concretos em que estamos todos de acordo, como a defesa da escola pública e do Serviço Nacional de Saúde e outra política económica.


Publicado por Xa2 às 07:46 de 23.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Neoliberais e alta finança infiltram e "condicionam" governos e políticas

Os homens do Goldman Sachs no governo que pediu a intervenção estrangeira   (-por R.Narciso)

  Os portugueses que votaram no PSD/Passos julgaram que estavam a votar no partido de Sá Carneiro e na política que o candidato falsamente anunciava. Afinal votaram na política do Goldman Sachs, do Lehman Bothers, do Morgan Stanley e do BES.           Senão vejamos:
Numa entrevista à revista Sábado, esta semana, João Moreira Rato, presidente da Agência de Gestão do Tesouro e da Dívida(IGCP, que emitia certificados de aforro - e porque deixaram de vender dívida pública/C.Aforro directamente aos particulares e só a vendem aos bancos, com bom juro/lucro para estes ?!!) dá-nos as pistas.
    Fez tese de doutoramento em Chicago, na escola do neoliberalismo radical e segundo o próprio, tinha (e suspeito que mantém) uma visão exacerbada desta teoria monetarista cujo mais conhecido guru é Milton Friedman, o Nobel que se prestou a ir a Santiago ajudar o ditador Pinochet a aplicá-la no Chile.
    E por onde é que andou o Sr João Rato antes de ir para o governo de Vitor Gaspar? Andou pelo Lehman Brothers que faliu e despoletou a grande crise nos EUA e abala a UE, pelo Morgan Stanley, pelo Goldman Sachs o banco através do qual a alta finança internacional mais ostensivamente controla governos nos EUA e na Europa, vide o caso de Mario Monti, ex-PM italiano, e Lucas Papademos, novo PM grego ambos importantes quadros do Goldman Sachs. 
   Aqui João Rato relacionou-se com Carlos Moedas e António Borges, outro elemento chave do govermo de Passos Coelho, encarregado de preparar a privatização das empresas essenciais ao funcionamento do país (EDP, REN, TAP, RTP, CTT, CP, ...). Mas João Rato também se relacionou patrioticamente com bancos nacionais. De acordo com a entrevista criou um fundo de investimento a "NAU Capital" com dinheiro do BES, por exemplo.
    Com esta rodagem nos "melhores bancos" da grande especulação financeira, com vocação para condicionar e infiltrar governos, João Rato revelou a sua apetência para a política e sacrificou mesmo um salário melhor por uns minguados 10.800 €, quase 2 vezes o ordenado de 1º M, apesar daquela decisão do Governo de limitar ao vencimento do 1ª M os ordenados destes empregados do Estado.
     O sr. João Rato iniciou-se na política no Gabinete de Estudos do PSD a convite de Carlos Moedas mas esclareceu, o que julgo ter sido desnecessário, que não era social democrata mas liberalTendo dado boas provas, suponho que revelando-se um "exacerbado" fiel da escola de Friedman, Vitor Gaspar que é quem verdadeiramente define a política do governo, convidou-o para presidente da IGCP.
    Por tudo isto concluo como comecei:      os portugueses que votaram no PSD/Passos julgaram que estavam a votar no partido de Sá Carneiro e na política que o candidato falsamente anunciava.  Afinal votaram na política (dos"Bangsters") Goldman Sachs, do Lehman Bothers, do Morgan Stanley e do BES.


Publicado por Xa2 às 13:59 de 22.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Postais

A um governo sem vergonha e a um Presidente que se faz substituir por um são Jorge e uma senhora de Fátima não há postais que valha, mesmo assim não devemos desistir de os responsabilizar.

                            

 

 

 



Publicado por Otsirave às 19:30 de 21.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Exército da alta finança e fuga ao fisco controla leis e governos

        As "Big Four" empregam 700.000 especialistas na fuga ao fisco    ( # por R. Narciso, PuxaPalavra)

    Na Alemanha, nas últimas décadas, o número de funcionários das autoridades tributárias (Finanças), mal pagos, diminuiu 5%. Em contrapartida o número de especialistas em otimização fiscal (leia-se fuga legal aos impostos) aumentou 30% e o número de advogados fiscalistas (outro tipo de especialistas na fuga ao fisco) aumentou 60% e são altamente remunerados.   Mesmo que mais nada dissesse bem se percebe para que lado têm andado as coisas.
     Há 4 grandes empresas que detêm o grosso da atividade de fuga aos fisco, uma atividade essencial ao mundo da alta finança internacional. São conhecidas pelas BIG FOUR: a Deloitte, a PriceWaterHouseCoopers, a Ernst & Young e a KPMGElas têm ao seu serviço 700 mil especialistas, trabalham em 150 países e faturam 76,5 mil milhões de euros por ano.
     Só no minúsculo Chipre têm ou tinham 2.500 especialistas. São seus clientes as maiores multinacionais. Por exemplo a Deloitte tem a Vodafone ou a Microsoft, a Ernst & Young tem, p.ex. a Google, a Aple, a Amazon, a Coca Cola.   A fonte é um estudo do alemão Walter Wullenweber que o publicou, em 15 de Março deste ano, na revista Stern, um estudo em parte reproduzido no Courrier Internacional, origem destes dados.
     Nesse estudo diz-se que as Finanças de países como a Grécia, Chipre, Portugal ou Irlanda são incapazes de cobrar impostos às grandes fortunas. Mas o exemplo poderia, se este alemão quisesse, alargar-se à Alemanha. De facto um pouco adiante ele refere que na Alemanha desde 1960 os impostos sobre salários, consumos energéticos ou sob a forma de IVA, isto é os que atingem a população em geral, quase duplicou e os impostos sobre lucros, isto é sobre o capital e portanto sobre as grandes fortunas, caíram 75% . É obra!     Todas estas situações parecem paradoxais mas “esmiuçando” percebe-se que não o são assim tanto.
     Os estados e os governos querem cobrar o máximo de impostos ou pelo menos todos os impostos que a lei estipula mas… nada se perceberá ou ganhará coerência se não se perceber que a função dos estados e dos governos é disputada e influenciada por forças contraditórias. Por um lado, pelo mundo do trabalho, por forças democráticas, por grande parte do eleitorado e por outro pelo mundo do capital, pelos bancos, gestores de fundos e fortunas, o mundo financeiro em geral. Mas os campos não são perfeitamente delimitados. Os altos salários estão em geral do lado do capital e o pequeno capital está, frequentemente, do lado do trabalho. E quem detém a maior parte da influência, e frequentemente o controlo dos governos salta à vista.  
    Aquele exército de 700.000 funcionários da fuga ao fisco e os mil e um paraísos fiscais convivem em perfeita harmonia com os governos e os Estados porque nestes prevalecem os interesses do capital e, em particular, do capital financeiro.
     Do ponto de vista ético esta situação é, para os que não conhecem bem as leis que regem a sociedade, profundamente desmoralizadora e obriga a olhar para os governos, especialmente os dos mais fortes países ou para as organizações internacionais, EUA, Alemanha, Japão, UE, ONU, etc, como entidades profundamente hipócritas, cúmplices dos multimilionários quando não da ilegalidade e do crime.    Todos sabemos que as BIG FOUR e quejandas só existem porque os parlamentos e os governos que fazem as leis fazem-nas frequentemente sob o controlo dos juristas especializados na fuga ao fisco, funcionários daquelas empresas ou de sociedades de advogados especializados no mesmo objeto, como o bastonário da AO, Marinho Pinto ou o vice-presidente da Associação Cívica Transparência e Integridade, Paulo Morais, além de outros, não se cansam de denunciar.
    A fuga aos impostos em grande escala pelas grandes empresas, bancos e sociedades é uma forma da concentração da riqueza em cada vez menos cidadãos e uma forma de contrariar a redistribuição da riqueza pelo estado social que assim fica com menos meios para a educação, para a saúde para as reformas e demais medidas sociais.


Publicado por Xa2 às 07:52 de 21.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Mais e melhor política contra a austeridade, desgoverno e desistência

      O  que  fizemos  quando  a  cidade  ardia ?  (-por Miguel Cardina, Arrastão, 17/5/2013)

   “A crise é uma oportunidade”, diz o ditado. Mas a grande maioria das vezes é apenas uma ameaça. Uma ameaça a quem não possui ferramentas para ultrapassar as vulnerabilidades do quotidiano. Uma ameaça a quem vive do seu trabalho e o vê escassear. E uma ameaça ao modo como fomos construindo – tardiamente e de forma lacunar – um modelo de Estado que foi permitindo suprir algumas carências oriundas de uma sociedade profundamente desigual. Vivemos tempos ameaçadores, em que o próprio espectro do futuro surge como indesejável. Por isso mesmo, tão importante como a análise do presente é a imaginação do possível.

      A primeira ameaça à nossa vida individual e coletiva provem da austeridade. O processo de empobrecimento induzido em que estamos submersos está a piorar o dia-a-dia da imensa maioria. A taxa de desemprego regista máximos históricos e o desemprego jovem roça os 50%. Neste cenário, a família-providência reganha importância: netos, filhos e avós são obrigados a reforçar laços de dependência económica, precisamente no momento em que os pensionistas são um dos alvos preferenciais dos cortes promovidos pelo governo. Ao mesmo tempo, a segurança social, a saúde e a educação públicas são atacadas abertamente, através de uma retórica que busca “emagrecer” o Estado e manter inquestionável a dívida e a sua necessária renegociação. A resposta à austeridade só pode passar por um aprofundamento da democracia, por uma revitalização do Estado social e por uma alternativa de esquerda seriamente apostada em combater as desigualdades e socializar a riqueza.

     A segunda ameaça vem de um populismo que atribui culpas da situação que vivemos aos “políticos”. Estes são vistos como todos iguais, todos corruptos e todos recheados de mordomias autoimpostas. Essa leitura dos “políticos”, como uma espécie de “classe” à parte, esquece o lugar no qual injustiça e corrupção efetivamente se encontram: a esquina onde uma oligarquia económico-financeira perene namora com sectores partidários que têm governado o país. Do que precisamos, pelo contrário, é de mais políticos e de mais política. Se esta é, por natureza, o cuidado com os assuntos da polis, tornar-nos políticos – ou seja, participar nos processos democráticos – é condição necessária para podemos influir no presente. E a participação, convém frisá-lo, não se restringe à democracia representativa: faz-se também nos movimentos sociais, em fóruns de debate, nos protestos de rua e nos gestos mais ou menos arrojados – das grandoladas ao recém inaugurado «direito de rirsistência» - que põem a nu quem manda.

     A terceira ameaça que assombra os tempos que correm reside na revitalização de um discurso nacionalista que divide a humanidade entre um “nós” e um “eles”. Este desenho enquadra os primeiros numa nação que – em lugar de ser pensada como uma construção política com contradições internas e inserida em dinâmicas que frequentemente a transcendem – é vista como algo natural e orgânico. A História já exemplificou como o nacionalismo resulta em refúgio conservador quando os tempos se tornam perturbantes. A este nacionalismo difuso torna-se útil contrapor um espírito cosmopolita que seja aberto à diferença e se ancore na afirmação ética da universalidade.

     A quarta, última e porventura mais perigosa ameaça – porque abre caminho a todas as outras – vem do desinteresse. Ou seja, a instalação de uma certa consciência de que cada voz individual é tão ínfima que resulta inaudível. “Vão sem mim que eu vou lá ter”, cantavam os Deolinda, expressando este sentimento de cómoda desistência. É frequente os partidos e movimentos à esquerda ficarem-se pela interpretação dessa atitude e das razões políticas, sociais ou históricas que a sustentam. Isto é importante porque capacita uma intervenção contra-hegemónica que pretende disputar os espíritos à modorra. Mas é necessário complementar esta visão com uma outra, que coloca a tónica na responsabilidade. Cada um e cada uma é responsável pelo seu voto ou pela sua abstenção, pela atitude tomada ou pela falta dela, pelo gesto de sair à rua ou de permanecer no sofá. Os tempos a isso mesmo convocam. Ignorar o presente é tomar (um mau) partido pelo futuro.

     O que diremos quando nos perguntarem: e tu, o que fizeste quando a cidade ardia ?



Publicado por Xa2 às 13:45 de 20.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Cogumelos

Há quem diga que todos se podem comer, pelo menos uma vez. Até os venenosos.

Fica aqui demonstrado que, embora os venenosos se podem comer uma vez (por engano, que não convém), há-os que nunca se podem comer. Estes aqui postados são disso exemplo. Bom, com os olhos pode!

 

 



Publicado por Zé Pessoa às 12:57 de 20.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Jílio Pomar... diz que continua um resistente

Júlio Pomar confessa que continua um resistente perante o que considera errado no país
e afirma que a reação é uma necessidade.
Em entrevista à SIC Notícias, no atelier museu que acaba de abrir em Lisboa,
o pintor nota que a sociedade portuguesa está a perder o que conquistou
ao longo de anos de aprendizagem.



Publicado por [FV] às 12:02 de 19.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Muros
Há os de pedra, os de tijolo, os de madeira e ... os de caras, que deveríamos derrubar, como se derrubam outros e outros mais deveríamos derrubar ainda. Para bem da humanidade.
  

                     

 

 


Publicado por Zurc às 22:29 de 18.05.13 | link do post | comentar |

As novas e velhas freguesias de Lisboa

Mudará alguma coisa ou tudo vai ficar na mesma, quanto à forma e rapidez de resolver os problemas que afectam os fregueses/munícipes?

Faz hoje um mês que tomaram posse, em cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho, (a 17 de Abril) as comissões instaladoras das novas freguesias de Lisboa, em resultado da reforma administrativa da capital.

As comissões têm como incumbências preparar a realização das eleições autárquicas deste ano e definir a localização das respectivas sedes das Juntas.

A reforma administrativa de Lisboa, aprovada pela Lei 56/2012 de 8 de Novembro de 2012 promulgada pelo Presidente da República, reduziu para 24 as 53 freguesias atuais. Destas, 13 resultam da agregação de 43 das atuais, dez são mantidas e é criada a nova freguesia do Parque das Nações com território pertencente ao concelho de Loures.

As eleições, como é do conhecimento geral, vão realizar-se em Outubro (a menos de seis meses) quase se não houve ninguém (políticos e cidadãos) a debater estes assuntos respeitantes à vida de todos e de cada um visto que eles mexem com os nossos impostos e com os nossos representantes mais directos.

Passividade, desinformação, desinteresse, ausência de cidadania e divórcio entre partidos militantes e sociedade. A democracia esta doente se não mesmo (quase) morta.



Publicado por DC às 14:28 de 17.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Governos fracos - Governos fortes

Costuma dizer-se que quem é forte com os fracos é sempre fraco com os fortes. Os governos fracos são sempre fortes com seus iguais fracos com os foretes.

Se assim não fosse já teriam tomado estas medidadas:



Publicado por Otsirave às 19:28 de 16.05.13 | link do post | comentar |

OS «IMPUNES« &. OS «PEIDOS»

Empresário Aprígio Santos requere Processo Especial de Revitalização.

O empresário Aprígio Santos recorreu em tribunal a um Processo Especial de Revitalização (PER), em seu nome pessoal e da mulher, ao abrigo do Código da Insolvência e Recuperação de Empresas, que também se aplica a particulares.

Aprígio Santos confirmou hoje à agência Lusa que o processo, a decorrer do Tribunal de Cantanhede, foi interposto por si, mas recusou comentá-lo.

"O processo é meu, mas não quero falar sobre isso", disse.

[Expresso]

 

Aprígio Santos: Presidente da Naval deve 154 milhões a empresa que ficou com os calotes do BPN.

 

“Parvalorem dá 4 anos de foga a Aprígio Santos.Estado aprovou um plano de renegociação que permite ao presidente da Naval adiar €154 milhões de dívidas ao antigo BPN.”

“No último dia que esteve em funções, a 28 de junho deste ano, a anterior administração da Parvalorem a provou uma posposta  de reestruturação de €154 milhões em dividas contraídas  pelo grupo de empresas de Aprígio Santos ao antigo BPN…”

A proposta de reestruturação implica que Aprígio Santos desista de uma ação interposta  em tribunal contra o BPN no ano passado, que envolve um pedido de indemnização e cujos contornos não são conhecidos…”

As condições de renegociação de crédito oferecidas, de acordo com fontes internas do veículo, são “excecionalmente boas”, uma vez que “permitem uma folga bastante grande”…

[Expresso] em Dez. 2012

 

Basta lembrar que já em 2009:

O presidente da Associação Naval 1º de Maio, era suspeito de ter um crédito incobrável de 8,5 milhões de euros no BPN.  quem o afirmou no Parlamento foi Leonor Coutinho, deputada socialista, na Comissão de Inquérito Parlamentar ao caso BPN. Teófilo Carreira, antigo director comercial com responsabilidades na região Centro e ex-Administrador do BPN, admitiu conhecer Aprígio Santos, mas sublinhou que não tinha ideia de que fosse um cliente incobrável, pois que o tinha como um empresário de algum sucesso no ramo imobiliário.Leonor Coutinho confrontou também o ex-administrador com a cedência de um crédito a José Serpa, que "valorizou um terreno em dez milhões" e que originou "um prejuízo de 2,5 milhões de euros na revenda desse mesmo terreno a Aprígio Santos." Teófilo Carreira garantiu que não tinha conhecimento dos alegados créditos incobráveis.Agora que o governo nacionalizou o BPN, vamos a ver se obrigam os ex-irresponsáveis a lembrar-se de alguma coisa. Até parece que todos agora padecem de amnésia.

 

Nota: Aprígio Santos integra a lista dos 500 maiores devedores ao BPN.



Publicado por [FV] às 15:18 de 16.05.13 | link do post | comentar |

Holanda pode provocar o colapso do euro

A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. Por Matthew Lynn, El Economista

 

Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.

A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.

O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.

Bolha imobiliária

Os juros baixos, que antes do mais respondem aos interesses da economia alemã, e a existência de muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da habitação na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da habitação caem com a mesma velocidade que os da Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.

Atualmente, os preços estão 16,6% mais baixos do que estavam no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.

Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.

Profunda recessão

As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).

A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em apenas dois anos, e em março a taxa de desemprego passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país entra nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).

Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente, como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.

Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como  a moeda foi estruturada. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.

Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.

Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.


Por: Matthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.

Publicado originalmente em El Economista, republicado em Jaque al Neoliberalismo.

Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net



Publicado por [FV] às 12:59 de 16.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

TIREM AS PATAS!

 

Esta semana os deputados europeus da esquerda manifestaram-se contra a troika.
A revolta contra a austeridade já chegou ao Parlamento Europeu.
Esta foto está a correr a Europa toda, mas alguém a viu, na imprensa ou TV portuguesas ?



Publicado por [FV] às 10:05 de 16.05.13 | link do post | comentar |

Falência da Democracia e pró-ditadores

             A falência da democracia   (-por  A. Marinho e Pinto, JN)

      «Estará a democracia representativa em falência? Estarão os alicerces da democracia política corroídos por degenerescências que ameaçam a sua própria sustentação? Seja qual for a resposta uma coisa é certa: a democracia representativa está doente, muito doente - pelo menos em Portugal.
     O que, verdadeiramente, distingue um sistema democrático de qualquer outro regime político é o respeito pela vontade popular. Por isso, nunca será verdadeiramente democrático um sistema político cujos titulares se desvinculam da vontade dos que dizem representar. As piores ameaças à democracia política são protagonizadas por aqueles que se acham superiores ao comum dos cidadãos ou então que se julgam portadores de verdades inquestionáveis. Os exemplos mais recentes são os totalitarismos da primeira metade do século XX, alguns dos quais ainda hoje persistem como fósseis de um passado de terror, enquanto outros só desapareceram depois de cataclismos bélicos cuja memória nos interpela como a terrível pergunta: "Como foi possível ?".
     Os ditadores suprimem a auscultação da vontade popular através da imposição dos seus axiomas políticos e exploraram com desbragado oportunismo as imperfeições dos regimes democráticos. Aproveitam-se inescrupulosamente das suas fragilidades e transformam algumas das virtudes das democracias em defeitos tenebrosos. Para qualquer ditador, real ou em potência, o povo nunca está preparado para exercer em plenitude as liberdades ou para escolher em consciência os seus próprios dirigentes. O povo deve apenas obedecer porque mandar é tão difícil que só homens superiores estão aptos a fazê-lo. As liberdades - dizem - conduzem à anarquia social e, por isso, o povo não deve ser chamado a decidir o seu próprio destino, antes deve ser conduzido pelas suas elites, sejam elas iluminadas vanguardas políticas ou simplesmente um caudilho de ocasião. Para eles, o conjunto dos cidadãos constitui uma massa ignara que serve apenas para aplaudir e aclamar as decisões dos seus dirigentes mas nunca para as questionar e muito menos para pôr em causa quem está nas ingratas funções do mando. Os ditadores garantem sempre que as suas medidas são as melhores ou as únicas viáveis, mas como o povo quase nunca percebe isso elas têm de ser impostas.
     Esta "cultura" está hoje subjacente à atuação de muitos dirigentes políticos das democracias formais, os quais se consideram, igualmente, portadores de verdades que o povo não aceitaria se fosse consultado. Por isso é que as suas verdades ou os benefícios que nos oferecem têm de nos ser impostos para o nosso próprio bem ou para o bem geral.
     Nas democracias formais já não é o uso da força que garante a emergência e subsistência desses iluminados, mas antes o ardil, o engano, o logro e a mentira. Esses criptoditadores recuperaram um dos mais emblemáticos paradigmas das tiranias, ou seja, a distinção entre a vontade e o interesse do povo ou, se se preferir, entre o interesse geral da governação (a que também chamam nação) e os interesses dos governados. E, tal como qualquer ditador, dizem que a sua ação é sempre em favor do interesse geral ainda que contra a vontade dos seus beneficiários, ou seja, de quem os elegeu. E porque o povo raramente aceitaria a preponderância do interesse geral é que surge essa casta de esclarecidos sempre com a missão de cumprir um grande desígnio patriótico.
     Por isso é que o mais importante para eles é a conquista do poder, pois sabem que a seguir tudo é permitido, tudo se legitima por si próprio sem qualquer responsabilização. Os benefícios do poder são tão grandes para os seus titulares (e para as suas clientelas) que vale tudo para o alcançar e para o manter. Depois, perde-se todo o sentido da honradez e da ética política, bem como todo o respeito pela verdade e pela vontade dos eleitores. Aliás, para eles, a ética política está exclusivamente nas leis que eles próprios fazem à medida dos seus interesses. São estas situações que levam ao apodrecimento da democracia e à descrença de muitos cidadãos nas suas virtudes. É neste ambiente de degradação ética da política e de degenerescência moral da democracia que as serpentes costumam pôr os seus ovos.» 


Publicado por Xa2 às 07:40 de 16.05.13 | link do post | comentar |

«se a Troika não nos emprestasse dinheiro...»

Mentem desbragadamente quando dizem que se a Troika não nos emprestasse dinheiro, não se poderia ter pago salários e pensões

      A mentira e a ignorância estão cada vez mais presentes nos ataques às funções sociais do Estado pelos comentadores com acesso privilegiado aos media. É mais um exemplo concreto do pensamento único sem contraditório atualmente dominante nos grandes órgãos de comunicação social. Quem oiça esses comentadores habituais que muitas vezes revelam que não estudaram minimamente aquilo de que falam, poderá ficar com a ideia de que Portugal é um país diferente dos outros países da União Europeia onde o "Estado Social" é insustentável e está próximo da falência por ter garantido aos portugueses uma saúde, uma educação e uma proteção, que inclui o sistema de pensões, mais "generosos" do que a dos outros países e que, por isso, é insustentável.

     Um dos arautos mais conhecidos dessa tese, não porque seja um estudioso credível mas sim porque tem tido acesso fácil aos media, é Medina Carreira com as suas diatribes periódicas contra o "Estado Social". Mas antes de confrontarmos o que dizem estes comentadores com os próprios dados oficiais, divulgados até recentemente pelo Eurostat, para que o leitor possa tirar as suas próprias conclusões, interessa desconstruir uma outra grande mentira que tem sido sistematicamente repetida em muitos órgãos de comunicação social sem contraditório o que tem determinado que ela passe, a nível de opinião pública, como verdadeira.

     SERÁ VERDADE QUE PORTUGAL FOI OBRIGADO (...) A PEDIR O EMPRÉSTIMO À "TROIKA"  PORQUE NÃO TINHA DINHEIRO PARA PAGAR SALÁRIOS E PENSÕES?

     Esta é mais uma das grandes mentiras repetidas sistematicamente que não tem qualquer fundamento real, como os dados do quadro 1, retirados do relatório do OE-2013 do próprio Ministério das Finanças, provam.

       Em 2011, as receitas dos impostos e contribuições foram superiores às despesas com Pessoal de todas as Administrações Públicas mais as despesas com pensões e outras prestações, incluindo as em espécie, que são as prestadas nomeadamente pelo SNS, em +4.229,6 milhões €; em 2012 esse excedente subiu para 4,454,1 milhões € e, para 2013, o governo previa que atingisse um excedente de +6.676,2 milhões € Para além das receitas consideradas, as Administrações Públicas têm mais receitas. Por ex. na rubrica de "Outras receitas" foram registadas, em 2012, mais 9.606,2 milhões € segundo o Ministério das Finanças. E tudo isto num período de recessão económica em que se verifica uma forte quebra nas receitas fiscais e contribuições. Afirmar, como fazem alguns comentadores e mesmo jornalistas, que o Estado foi obrigado a pedir um empréstimo à "troika" porque não tinha dinheiro para pagar salários e pensões é ignorância ou mentir descaradamente com o objetivo de manipular a opinião pública, pois os impostos e contribuições pagas todos os anos pelos portugueses são suficientes para pagar aquelas despesas. A razão porque se pediu o empréstimo à troika foi para pagar credores leoninos, que são grandes bancos, companhias de seguros, e fundos muitos deles especulativos e predadores.

     A DESPESA DO ESTADO COM AS FUNÇÕES SOCIAIS SERÁ EXCESSIVA E INSUSTENTÁVEL EM PORTUGAL COMO AFIRMAM ESTES DEFENSORES DO PODER DOMINANTE?

     Esta é uma questão que tem de ser esclarecida pois também é utilizada para manipular a opinião pública. Os dados do Eurostat constantes do quadro 1, em que é apresentada a despesa total do Estado em percentagem do PIB, permite comparar a situação portuguesa com a de outros países da União Europeia.

     Em 2011, e são os dados mais recentes disponibilizados pelo Eurostat, a despesa total das Administrações Públicas em Portugal representava 49,4% do PIB português, quando a média na União Europeia situava-se entre os 49,1% e 49,5%, portanto igual. E em 2012, segundo o Relatório do Orçamento do Estado para 2013 (pág, 90) do Ministério das Finanças, a despesa pública em Portugal reduziu-se para apenas 45,6% do PIB. E neste valor estão incluídos os juros da divida que atingiram 7.038,9 milhões € em 2012 devido a juros leoninos pagos por Portugal. Se deduzirmos aquela percentagem desce para apenas 41,4%. Afirmar ou insinuar, como muitos fazem, que a despesa pública em Portugal é excessiva pois é superior à média dos países da União Europeia é uma mentira. Mas é desta forma que se procura manipular a opinião pública para levá-la a aceitar o ataque violento que está em curso em Portugal ao Estado Social, em que um dos instrumentos é ameaça de mais um corte de 4.000 milhões € na despesa pública.

      EM PORTUGAL A DESPESA PÚBLICA COM A SAÚDE É INFERIOR À MEDIA DA UE

     O ataque ao Serviço Nacional de Saúde tem sido também um dos grandes objetivos destes defensores do poder económico e politico com acesso privilegiado aos grandes media. O argumento é que a despesa em Portugal é excessiva e superior à média dos países da União Europeia. Os dados que o Eurostat divulgou, constantes do quadro 2, prova que isso é mentira.

     Como mostram os dados do Eurostat, tanto em percentagem do PIB como euros por habitante, aquilo que o Estado gasta em Portugal com a saúde dos portugueses é significativamente inferior não só ao que se verifica nos países mais desenvolvidos da União Europeia, mas também em relação à média comunitária. Em 2011, a despesa pública com a saúde em Portugal correspondeu apenas a 6,8% do PIB quando a média na União Europeia variava entre 7,3% e 7,4% do PIB. E em euros por habitante, a diferença era ainda muito maior. Em 2011, em Portugal o gasto público com a saúde por habitante era apenas de 1.097€, quando a média nos países da União Europeia variava entre 1.843€ (+68% do que em Portugal) e 2.094€ (+91%). E nos países desenvolvidos a despesa por habitante era muito superior à portuguesa (Bélgica:+142%; Dinamarca:+229%; Alemanha:+103%; Irlanda:+142%; França : +131%), embora a diferença de ganhos em saúde entre Portugal e esses países seja reduzida. Em 2012, com cortes nas transferências para o SNS e para os hospitais públicos aquele valor ainda desceu mais.

     A DESPESA COM A PROTEÇÃO SOCIAL EM PORTUGAL É INFERIOR TAMBÉM À MÉDIA DA UE

Uma outra mentira é a de que a despesa com proteção social em Portugal, que inclui as pensões, é superior às dos outros países. O quadro 4, com dados do Eurostat, mostra que não é verdade.

     Como mostram os dados do Eurostat, quer se considere em percentagem do PIB, quer em euros por habitante, a despesa pública com a proteção social em Portugal, que inclui as pensões, é inferior quer à dos países mais desenvolvidos europeus quer à média dos países da União Europeia. Em 2011, a despesa pública com a proteção social em Portugal correspondia apenas a 18,1% do PIB quando a média na União Europeia variava entre 19,6% e 20,2% do PIB. E em euros por habitante, a diferença era ainda muito maior. Em Portugal o gasto público com a proteção social por habitante era apenas de 2.910€, quando a média nos países da União Europeia variava entre 4.932€ (+69% do que em Portugal) e 5.716€ (+96%). E nos países desenvolvidos a despesa por habitante era muito superior à portuguesa (Bélgica:+126%; Dinamarca:+274%; Alemanha:+114%; Irlanda:+110%; França: +151%). Fazer cortes significativos nas prestações com a justificação de que as despesas em Portugal são excessivas quando se comparam com outros países da União Europeia é mais uma mentira para enganar a opinião pública.

     EM % DA DESPESA TOTAL DO ESTADO, A DESPESA COM AS FUNÇÕES SOCIAIS EM PORTUGAL É TAMBÉM INFERIOR À MEDIA DOS PAÍSES DA UE

     Por ignorância ou com o objetivo de enganar a opinião pública, Medina Carreira fala de um limite mítico acima do qual o Estado e as funções sociais seriam insustentáveis, e que em Portugal esse limite foi largamente ultrapassado. Observem-se os dados do Eurostat constantes do quadro 5 que mostram que esse limite mítico é também uma mistificação e mentira.

     Como revelam os dados do Eurostat, em 2011, 63,4% da despesa do Estado em Portugal era com as funções sociais do Estado, quando a média nos países da União Europeia era de 65,7%. No entanto, na Dinamarca atingia 71,8%, na Alemanha 68,1%, e na França 68,1%, portanto superior e, alguns deles, muito superior. Afirmar como alguns fazem que as funções sociais do Estado apenas são sustentáveis se o Estado gastar com elas muito menos de 60% da sua despesa total revela ou ignorância ou a intenção deliberada de enganar a opinião pública, Será que a Alemanha, a Dinamarca, a França, são Estados inviáveis?

     Por outro lado, a legitimidade do próprio Estado assenta fundamentalmente nas suas funções sociais já que elas, através dos seus efeitos redistributivos, reduz as desigualdades e melhora de uma forma significativa as condições de vida da esmagadora maioria da população. Querer reduzir significativamente a despesa com as funções sociais terá como consequência inevitável a redução da legitimidade do próprio Estado aos olhos da população, e transformará a sociedade numa selva em que só quem tem muito dinheiro terá acesso aos principais bens necessários à vida e a uma vida humana com dignidade.

     O que é insustentável e inaceitável é que se esteja a aplicar em Portugal uma politica fortemente recessiva em plena recessão económica, que está a destruir a economia e a sociedade portuguesa de uma forma irreparável, provocando a falência de milhares de empresas e fazendo disparar o desemprego, o que está a causar uma quebra significativa nas receitas dos Estado e da Segurança Social pondo em perigo a sustentabilidade de todas as funções sociais do Estado e do próprio Estado. Mas disto aqueles comentadores com acesso privilegiado aos média não falam nem querem falar. Os cortes sobre cortes na despesa pública não resolvem este problema, apenas agrava ainda mais a recessão económica, agravando ainda mais todos estes problemas. Como dizia Keynes só os imbecis é que não entendem isto (ou não querem revelar a verdade).     [*] Eugénio Rosa, economista, 06/Abril/2013



Publicado por Xa2 às 19:56 de 15.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

'Mercados', 'grandes' gestores, 'mérito', sacrifícios e outras fraudes

               Dos  sacrifícios  e  de  outras  fraudes   (-por João Rodrigues)

  Realmente, todos têm de fazer sacrifícios, em especial esse génio da gestão global que se chama António Mexia: os presidentes executivos do PSI-20 receberam em 2012 mais de 15 milhões de euros, um aumento de 6% face ao ano anterior (mais 4,9%, em média, para os membros de 19 comissões executivas do PSI-20).
     Quando também sabemos que as remunerações médias dos trabalhadores portugueses caíram, entre reduções salariais e perdas de emprego, 7,2%, enquanto que os rendimentos dos activos registaram um comportamento quase simétrico, confirma-se o que dizia o grande economista John Kenneth Galbraith:    “Para muitos, e em especial para os que têm voz política, dinheiro e influência, uma depressão ou uma recessão está longe de ser penosa (é até bem lucrativa).  Ninguém pode confessar isto abertamente; em certas coisas há que ser discreto, mesmo do que revelamos de nós próprios”.
     Confirmam-se também outras ideias de Galbraith:    atrás da fraude do “mercado livre” esconde-se a realidade da grande empresa capitalista e das suas estruturas de poder;   estas estruturas, em especial quando estão associadas à fraqueza dos freios estatais e dos contrapesos sindicais, explicam os rendimentos de quem está no topo da cadeia alimentar e não um suposto mérito que, vá lá perceber-se porquê, costuma ser confundido com os montantes arrecadados.
     José Reis, no âmbito de mais um ciclo organizado por estudantes de economia, irá discutir, esta quinta-feira, o pensamento de John Kenneth Galbraith.
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         Ainda os gráficos mentirosos de Marques Mendes  (-por Sérgio Lavos)

Alexandre H. Cristo, do CDS-PP, especialista em educação (com o qual muitas vezes discordo) e blogger do Insurgente, denuncia a manipulação de Marques Mendes de há duas semanas. Haja na direita alguém com decência e paciência para desmontar estas mistificações:

      ...  Recorrendo a um conjunto de dados estatísticos, Marques Mendes verificou que o número de professores duplicou entre 1980-2010 e que, no mesmo período, o número de alunos matriculados no 1.o ciclo do ensino básico caiu para metade. Verificando esse contraciclo, concluiu que há professores a mais no sistema. O seu raciocínio está errado.
     Não se pode comparar o sistema educativo português em 1980 com o de 2010. É que, entretanto, houve dois alargamentos da escolaridade obrigatória. Não é coisa pouca. Em 1986, a escolaridade mínima obrigatória passou para o 9.o ano e, mais recentemente, passou para o 12.o ano (18 anos). As implicações são tremendas. Desde logo, os alunos passam mais anos a estudar, e em ciclos de estudos diferentes, pelo que é normal que sejam necessários mais professores nos ciclos que, antes do alargamento da escolaridade, a maioria dos alunos não frequentava. Depois, a partir do 2.o ciclo do ensino básico, os alunos passam a ter vários professores (um por disciplina), o que faz naturalmente aumentar o número de professores.

     Ainda não é legítimo comparar o número de alunos do 1.o ciclo com o número total de professores no sistema educativo. Não se pode comparar uma parte com o todo. Entre 1980-2010, no 1.o ciclo, é certo que diminuiu o número de alunos mas, se olharmos para o número de professores nesse ciclo, notamos que também diminuiu em 19%. Convenhamos que é muito diferente de um aumento de 50%.

     O exercício não é inédito. Mas, feito por um dos principais líderes de opinião, o facto assume particular gravidade, pela legitimidade que atribui a esta argumentação errónea. E, claro, pelo potencial de influência que o ex-líder do PSD tem nos corredores do poder.

     2. Foquemo-nos no que realmente importa: há professores a mais no sistema educativo? É verdade que o sistema educativo viveu muitos anos num desfasamento, não fazendo corresponder a queda do número de alunos com a evolução do número de professores. Mas é também claro que esse desfasamento tem vindo a ser corrigido.

     Primeiro, há cada vez menos professores nos quadros. No ano lectivo 2007/2008, no ensino básico e secundário, havia 110 mil, enquanto no ano lectivo 2010/2011 já só havia 96 mil (fonte: DGEEC). Em apenas 3 anos, diminuiu em 14 mil (13%), sobretudo devido a aposentações. De resto, entre funcionários e professores do quadro, a corrida às aposentações tem sido uma realidade desde 2006: aposentaram-se quase 28 mil no Ministério da Educação, entre 2006-2013 (fonte: “Diário da República”), e só para este ano estão ainda 6 mil em lista de espera para a reforma.

     Segundo, há cada vez menos professores contratados. É sabido, pois foi amplamente mediatizado, que o início do ano lectivo ficou marcado por uma acentuada diminuição do número de professores contratados. Não há ainda dados oficiais. Mas na Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP, 13 Fevereiro 2013) é possível observar, entre Dezembro de 2011 e Dezembro de 2012, uma queda abrupta de funcionários no Ministério da Educação. Ou seja, num ano apenas, saíram 15 475 funcionários (a esmagadora maioria são professores contratados). A expectativa é de que a tendência se mantenha.

     Assim, somando os referidos dados, é inevitável constatar que o ajustamento está a ser feito. Mantendo o rumo, o desequilíbrio do sistema educativo ficará resolvido. Havia professores a mais. Está a deixar de haver. Abandone-se, portanto, essa retórica.

     3. Daqui surgem duas conclusões. A primeira, óbvia, é que continuar a diminuir o número de professores, como se nada tivesse acontecido desde 2011, é um erro que pode pôr em causa o funcionamento do sistema educativo. A segunda é que, com o ajustamento em curso, a pergunta que importa passa a ser outra: como agilizar os sistemas de contratação e de colocação de professores, para evitar os horários zero (e consequente mobilidade especial)? O desafio está em flexibilizar o sistema, para que um professor que faz falta numa escola não fique preso a uma outra onde não faz falta. Há muitos caminhos para o fazer – preparar o futuro passa por discuti-los."



Publicado por Xa2 às 19:45 de 15.05.13 | link do post | comentar |

O BENFICA, O CANECO E O PAÍS

Hoje (quase) ninguém na comunicação social falou de crise, de desemprego, de geração grisalha, de endividamento ou de famílias a passar fome.

Hoje, como povo crente, católico e imbuído na fé de Fátima e respectivos milagres, acreditamos (quase todos) que o Benfica vai trazer o caneco de Amesterdão.

Se tal não suceder vão cair raios e coriscos sobre esse profeta chamado Jesus, que, não a é crucificado por já não estar na moda, mas arrisca-se a levar uns patins com rodas oleadas. Nem a senhora de Fátima o salvará.

Faltam apenas duas hora para que o contentamento seja absoluto e acabem todas as mazelas dos portugueses durante toda a noite ou que se chorem as habituais lágrimas de crocodilo e se cante o fado do ceguinho. E a vida continuará, como dantes, venha o caneco ou não.


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Publicado por Zurc às 19:08 de 15.05.13 | link do post | comentar |

CORRUPÇÃO E LIMITAÇÃO DE MANDATOS

Não haja duvidas que para certa gente, sobretudo quando lhes convém, a memória é curta, mesmo muito.

Essa gente esqueceu, por completo, todo o debate que antecedeu a elaboração e aprovação da lei de delimitação de mandatos dos titulares de presidentes dos órgãos executivos autárquicos.

Olvidam que os fundamentos e preocupações para a tomada dessa iniciativa legislativa giraram (e giram ainda para os eleitores e pessoas de boa fé) em torno dos detentores dos cargos e por causa de situações como as surgidas em Gondomar, Oeiras, Braga, Guarda, Santarém e tantos outros lugares onde existiram indícios de corrupção e conflitos de interesses caciqueiros.

Tais conflitos e atos corruptos não se deveram aos territórios mas sim a comportamentos de alguém, com influência nos meandros das burocracias, prejudicando o erário publico concomitantemente com o enriquecimento elícito de alguém.

Entender que a lei “não é um castigo sobre os autarcas, sobre a função é uma limitação territorial” é claramente uma interpretação desviante em função do interesse próprio.

Morreira da Silva, responsável do PSD para a coordenação autárquica, pode entender que a lei não deva ser interpretada, objectivamente, como um castigo de quem exerce a função de presidente de junta ou de município. Também assim o entendemos. Agora, afirmar que a dita legislação se destina a uma limitação territorial seria aceitar que qualquer cacique e traficante de influências em obras municipais se anula mudando-o de território e que o mesmo se pode mudar, por exemplo, de armas e bagagens de Cintra para Lisboa, de Gaia para o Porto, de Santarém para Oeiras, de Braga para Faro ou de Bragança para Lagos.

O senhor Moreira da Silva até pode ludibriar os militantes do PSD mas não pretenda atirar, a todos os eleitores, com areia para os nossos olhos. Isso é abusar da nossa paciência!

Outra nota muito estranha, (olhe que não, olhe que não) na entrevista que deu ao DN, é quando Moreira da Silva que diz que “é preciso proteger os mais pobres” só que para este governo, do qual é um dos primeiros mentores, “os mais pobres” são os que recebem menos de 600€ de reforma, os sem-abrigo que nem recorrem ao SNS, ou reclamam qualquer apoio do Estado. Todo aquele que reclamando os seus créditos do acumulado no fundo de pensões e tenham direito mais dos 600€ são considerados ricos a que se carrega com impostos.

Querem um país de pobres e indigentes pedintes às portas das misericórdias.



Publicado por Zé Pessoa às 12:15 de 15.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Desgoverno fantoche em guerra civil não declarada faz milhares de vítimas

                     Guerra  civil  não  declarada       (-por OJumento, 13/5/2013)

  photo Goya_zps31c7a636.jpg   Ainda que sem assumir a forma de conflito armado o país já foi lançado numa guerra civil, ainda que não declarada e sem que as barricadas estejam totalmente definidas. O governo, ou alguns ministros do governo decidiram actuar como se em democracia a maioria pudesse governar sem respeitar regras, como se a legitimidade do governo viesse de três fulanos com ar de parvos que de vez em quando aparecem por cá, como se o Gaspar em vez de ter de responder perante o parlamento para o qual não foi eleito, tivesse de prestar contas ao ministro das Finanças (da Alemanha) que é quem o mantém.

     Os extremistas do governo declararam que o país deixou de ter regras e que a Constituição apenas está em vigor se for para ajudar a violar a lei e permitir a candidatura dos autarcas do PSD que querem desrespeitar a lei candidatando-se a mais mandatos do que os permitidos. Para tudo o resto, principalmente para a defesa dos mais elementares direitos dos cidadãos o Tribunal Constitucional está a mais e se ousar questionar as decisões do Vítor Gaspar o ministro das Finanças leva o primeiro-ministro a Belém para que Cavaco meta o país na (sua) ordem.
     Como em todas as guerras há inimigos e no caso das guerras civis os inimigos não merecem qualquer respeito ou a protecção de quaisquer regras. E os inimigos do Gaspar e do Passos Coelho estão claramente identificados, são aqueles que eles não se cansam de acusar de terem delapidado o país, os  funcionários públicos. Depois há outros inimigos perigosos, os que ganham mais do que o ordenado mínimo, os desempregados e os jovens, a esses é permitido emigrar e fugir enquanto tiverem tempo, os idosos que já não poderão fugir serão economicamente chacinados e os funcionários públicos ficarão prisioneiros do Estado sem receber vencimento, o país será o seu campo de concentração e de extermínio.
     [... Os ditadores, corruptos e incompetentes, os canalhas governam dividindo, espalhando o ódio, ignorando que somos uma nação. Há quem os apoie e quem os critique, entre os que os apoiam aparecem os ideólogos de circunstância, os pequenos Goebelzinhos que com um suposto dom da escrita ou da palavra  tornam tudo evidente. ... (-em: O ódio e a vingança)]
     Como em todas as guerras civis há oportunistas a apoiar uma das partes e em Portugal os que odeiam o Estado e a Função Pública, como o jornalista José Gomes Ferreira, da SIC Notícias que esteve bem perto do orgasmo enquanto o Rosalino ia explicando as sacanices que iria fazer aos funcionários públicos e pensionistas, um jornalista tão crítico umas vezes e tão concordante ao ouvir cortes retroactivos de pensões ou o envio de funcionários para casa com vínculo, deveres profissionais e sem direitos.
     Outros grandes apoiantes deste governo são os que já festejaram milhares de milhões com champanhe, os banqueiros que governam bancos à beira da falência e esperam pela transfusão da riqueza dos mais pobres para as suas contas através das reduções de impostos compensadas por aumentos dos aplicados aos trabalhadores, ou dirigentes do Estado que pedem a pele dos outros funcionários públicos para que os seus tenham 15 meses de vencimentos.
     O país já está em guerra civil, já há centenas de milhares de vítimas, já houve batalhas ganhas e perdidas para os dois lados, ainda não se percebeu muito bem de que lado estão algumas personalidades, algumas até desaparecem para não terem de dizer qual o lado que apoiam, ainda não se ouviram tiros, mas já estamos em guerra.
         Apenas despedimentos
     «Vinte mil, trinta mil, cinquenta mil. Não passa um dia sem que apareça uma nova versão sobre quantos serão os funcionários públicos a despedir. E não vale a pena lembrar as palavras enfaticamente proferidas pelo ministro Portas sobre "as rescisões serem de mútuo acordo". São pura e simplesmente despedimentos, como todos sabemos, inclusive o líder do CDS. Não há necessidade de lhes chamar requalificações e convinha mesmo não insultar a inteligência das pessoas dizendo que essas pessoas não receberão salário mas mantêm o vínculo ao Estado, logo não são despedidas - esta mania governamental da mentirinha, da meia verdade, dos eufemismos, chega a causar quase tanta indignação como as políticas propriamente ditas.
     Porém, ninguém do Governo foi ainda capaz de explicar qual a razão para estarmos a falar de vinte ou cinquenta mil despedimentos na função pública.
    Salvo melhor opinião, despede-se esta gente toda porque há necessidade de fazer cortes. Como agora já sabemos que a história dos custos intermédios era uma versão da da carochinha e os ditos serão em salários e pensões, saca-se da máquina calculadora e zás: têm de ir estes para a rua. Depois põe-se um ar sério e diz-se que é uma reforma.
    Eu também sou daqueles que instintivamente diriam que há funcionários públicos a mais, mas antes gostava de saber que tipo de funções se quer para o Estado, que tipo de organização e métodos existem e que soluções se defendem para os melhorar. Até aí estes milhares de despedimentos não passam de medidas avulsas, sem racionalidade, sem estratégia e em que se corre o sério risco de estar a fragilizar ainda mais o já fraco Estado.
     Em primeiro lugar, que Estado se quer? Quais as funções, qual o papel que deve desempenhar na comunidade? Só a partir deste ponto é que podemos saber se há funcionários públicos a mais ou a menos. E é preciso dizê-lo com clareza: este Governo ou não sabe o que quer do Estado ou "esqueceu-se" de nos explicar.
     O Estado, ao mesmo ritmo que foi crescendo, foi esquecendo as suas funções essenciais. A justiça é um excelente exemplo dessa realidade, bem como a outro nível a regulação - que pouco mais é do que uma emanação das empresas que dominam o mercado - e outras funções se poderiam acrescentar. Tanto a dispersão de verbas como a de enfoque fez que as funções-chave se deteriorassem tanto ao nível dos profissionais que conseguem muito melhores compensações no sector privado, como no investimento em meios.
     Em segundo lugar, é fundamental olhar para o actual funcionamento do Estado. Não é possível aos serviços do Estado funcionarem de forma aceitável quando há um emaranhado de leis e regulamentos que entopem qualquer tipo de processo. O Estado funciona demasiadas vezes como se o seu papel fosse dificultar a vida às pessoas e às empresas de modo que sejam precisos ainda mais funcionários para tentar desenrolar o novelo. E nesta situação tanto há responsabilidades dos que foram entupindo o Estado em legislação como dos que não modernizam a sua estrutura, quer simplificando a organização e os métodos de gestão quer ao nível da formação.
     E importa fazer uma nota. Ouve-se muito a comparação dos métodos de gestão e organização entre o Estado e as empresas: digamos apenas que a falta de organização e de competências de gestão em Portugal está longe de ser monopólio do Estado, basta ver os nossos índices de produtividade.
    Não será baixando sistematicamente os salários dos funcionários públicos ou tratá-los como se eles fossem os culpados de todos os males no funcionamento do Estado que se vai melhorar o desempenho da máquina estatal. Longe disso. Esse tipo de medidas e de atitude perante os funcionários públicos afasta os melhores quadros da órbita do Estado prejudicando toda a comunidade.
     Reformar exige que se saiba exactamente o caminho que se quer tomar, impõe uma enorme dose de negociação e outra igual de firmeza, obriga a uma preparação aturada de todos os passos, a uma permanente avaliação dos sucessos e insucessos e, já agora, que não se destrua o que os nossos antecessores foram fazendo. Exige sobretudo tempo. E, aí sim, são precisos consensos que ultrapassem legislaturas.
     Grande ou pequeno, independentemente da opção política e ideológica, um Estado fraco não é opção. Mas despedindo indiscriminadamente e cortando cegamente é isso que irá acontecer. Só que há um problema: a democracia e o Estado de direito não se dão bem com Estados fracos.» [DN]-Pedro M. Lopes.   


Publicado por Xa2 às 13:37 de 14.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Não se deixem morrer lentamente ... Mudem de rumo. !

 ( Morre lentamente quem ... )- Pablo Neruda

 

 

Muere lentamente
quien no viaja,
quien no lee,
Muere lentamente
quien destruye su amor propio,
quien no se deja ayudar.


Muere lentamente
quien se transforma en esclavo del hábito
repitiendo todos los días los mismos trayectos,
quien no cambia de marca,
no se atreve a cambiar el color de su vestimenta
o bien no conversa con quien no conoce.


Muere lentamente quien evita una pasión y su remolino de emociones,

justamente éstas que regresan el brillo a los ojos y restauran los

corazones destrozados.


Muere lentamente
quien no gira el volante cuando está
infeliz con su trabajo, o su amor,
quien no arriesga lo cierto ni lo incierto
para ir atrás de un sueño
quien no se permite, ni siquiera
una vez en su vida,
huir de los consejos sensatos...


¡  Vive hoy  !
¡  Arriesga hoy  !
¡  Hazlo hoy  !
¡  No te dejes morir lentamente  !
¡  NO TE  IMPIDAS  SER  FELIZ  !
------------------------------------- 

 

A formiga no carreiro / Vinha em sentido contrário
A formiga no carreiro / Vinha em sentido contrário
E caiu ao Tejo / Caiu ao Tejo / Ao pé dum septuagenário
E caiu ao Tejo / Caiu ao Tejo / Ao pé dum septuagenário
Lerpou trepou às tábuas
Lerpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas águas
Que flutuavam nas águas
E de cima duma delas
Virou-se pró formigueiro
Mudem de rumo / Mudem de rumo / Já lá vem outro carreiro (Coro: Mudem de rumo)
Mudem de rumo / Mudem de rumo / Já lá vem outro carreiro (Coro: Outro carreiro)

A formiga no carreiro / Vinha em sentido diferente
A formiga no carreiro / Vinha em sentido diferente
Caiu à rua / Caiu À rua / No meio de toda a gente
Caiu à rua / Caiu à rua / No meio de toda a gente
Buliu abriu as gâmbias
Buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se pró formigueiro
Mudem de rumo / Mudem de rumo / Já lá vem outro carreiro (Coro: Mudem de rumo)
Mudem de rumo / Mudem de rumo / Já lá vem outro carreiro (Coro: Outro carreiro)

A formiga no carreiro / Andava a roda da vida
A formiga no carreiro / Andava a roda da vida
Caiu em cima / Caiu em cima / Duma espinhela caída
Caiu em cima / Caiu em cima / Duma espinhela caí­da
Furou furou à brava
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se pró formigueiro
Mudem de rumo / Mudem de rumo / Já lá vem outro carreiro (Coro: Mudem de rumo)
Mudem de rumo / Mudem de rumo / Já lá vem outro carreiro (Coro: Outro carreiro)
      (Coro:  Mudem de rumo / Outro carreiro / Mudem de rumo / Outro carreiro)


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Publicado por Xa2 às 07:49 de 14.05.13 | link do post | comentar |

FARSANTES E EXTERMINADORES

Parece que temos um governo de farsantes e exterminadores (contando com o apoio da primeira figura do Estado). Figuras de um teatro de uma vida real, com peças levadas à cena em vários atos, cuja conjugação resulta de uma política de ataque a tudo o que seja do mundo laboral, a funcionários públicos, a pensionistas e tudo o que cheire a Estado. É o endeusamento, puro e simples, da iniciativa privada e do mercado.

A canalhice de desrespeitar a palavra dada e de fazer o contrário do afirmado em tempos de oposição ou em campanha eleitoral é tão grande que até admira como o povo se não revolta e não assume, através de comissões had-hoc, tomar nas próprias mãos a organização de novas formas de fazer política.

Chegamos a este estado de coisas devido a um processo conjugado de uma política do “bota-abaiso” do PCP/BE associados à direita, à incoerência do PS e ao laxismo, putativamente obscurantista, do eleitorado. Já não há forças telúricas revoltosas embora se viva sob uma ditadura disfarçada de democracia. A ditadura dos mercados e da especulação financeira.

Os primeiros andam, desde as datas das suas respectivas certidões de nascimento, com o, quase, único objectivo o de derrubar governos. A direita sempre foi contra a existência de Estados capazes de controlar e enfrentar grupos económicos organizados e especulativos, sempre foi contra qualquer Estado com praticas socializantes e tudo faz para o reduzir a nada.

A direita esforça-se para exterminar o Estado colocando o sector privado como dogma quase absoluto. O PS há muito perdeu o Norte e não consegue encontrar quaisquer coordenadas depois que o partido se deixou aprisionar pelos grupos neo-religiosos e se entregou, de alma e coração, aos banqueiros.

Os cidadãos, tanto social como política e partidariamente, nunca assumiram verdadeiramente o exercício da cidadania. Não sabemos o que é, concretamente, a democracia representativa e da democracia direta ninguém demonstra interessar-se em praticar.

É fácil, não é barato nem dá milhões, dizer que os políticos são os culpados de tudo o que de mau acontece no país, que os políticos são todos uns malandros (é quase sempre verdade) e que a culpa é sempre dos outros (é quase sempre mentira) e assim vamos vivendo, governados por artistas quase sempre iguais aos espectadores. Farsantes de um teatro que, queiramos ou não, é sempre nosso.



Publicado por Otsirave às 21:35 de 13.05.13 | link do post | comentar |

Entre desgoverno, cortes, lobbies ... e roubo dos bangsters
        Por onde anda o dinheiro roubado pelo BPN
    Cheguei a pensar que o governo, autoridades, em resumo, o poder, protegia os gangsters do BPN mas que disfarçava com a desculpa de que ou tinham posto os bens no nome da mulher (de Oliveira e Costa) ou fugiram com a massa para os offshore ou para Cabo Verde (Dias Loureiro). Assim... o que é que o governo, os tribunais, o Presidente da República, podiam fazer?
     Mas não. O governo que governa às ordens da alta finança nacional e internacional, às ordens de Merkel e Schauble já nem tenta disfarçar.  Os amigos, colegas e vizinhos (na Coelha) do PR continuam por aí nos grandes negócios. Mas com quem? Ora, ora com o Estado.
     Estão recordados que a SLN era a holding proprietária do BPN que roubou e delapidou mais de 3,4 mil milhões de euros que agora todos nós (todos não, é claro), estamos a pagar. A SLN entretanto travestiu-se de Galilei e a Galilei através da sub-holdind Galilei Saúde já cobrou ao Serviço Nacional de Saúde 50 milhões de euros de serviços que o Estado lhe encomendou. Mas a Galilei não deve ao Estado 1.300 milhões de €? Deve e então? Ora são contratos não se pode fazer nada. É o mercado, “stupid”. O Passos, o Gaspar, o Portas, o Moedas e o Borges sob o olhar distraído de Cavaco estão atentos. É preciso não desiludir os mercados. Vão recuperar a massa mas… despedindo 100 mil funcionário públicos na legislatura, roubando as pensões e os salários a quem trabalha.   
    "É insustentável o Estado alimentar negócios com empresas alegadamente ligadas a um dos mais gigantescos casos de fraude no País, acarinhando e premiando os seus autores"  comentou José Manuel Silva -Bastonário da Ordem dos Médicos.
     A SLN/Galilei deve ao Estado 1.300 milhões, que não tem qualquer intenção de pagar, mas tem um valiosíssimo património. Mas este Governo não tem intenção  de lhe exigir o pagamento das dívidas. Está apostado em que lhas paguemos nós em vez deles.
        E os donos do BPN ?   Estão bem, obrigado.
No post anterior mostra-se algum do património milionário que os donos do BPN mantêm obtido (estudo da revista Visão de 4 de Abril passado) Agora apresentamos aqui os Senhores do BPN e suas fortunas. Mas neste património e nestas fortunas o Governo não pode tocar. Mas porquê? Ora porquê. Porque o governo é o governo destes portugueses. E vocemeçê, que tem uma pensão ou um salário de 300, 600, 1000, 2000 ou 5000 euros acha que é igual aos Senhores que ganham 50.000, 100.000, 200.000 por mês além de prémios anuais de 1 ou mais milhões, e auferem por ano, resultado de muito trabalho e inteligência 10, 20 ou 30 milhões em dividendos?
      Vamos ver então a situação de alguma gentinha da SLN/Galilei dona do BPN que fez desaparecer 4 a 5 mil milhões de euros que os Srs Passos, Gaspar, Portas, Cavaco querem que sejamos nós a pagar.
      Você caro leitor queixa-se que lhe roubam a pensão e a reforma, que o roubam com impostos e mais impostos, e taxas de solidariedade (solidariedade com os gangsters do BPN) que já o lançaram ou vão lançar no desemprego, na miséria e no desepero? Mas que quer você, este governo é o governo daqueles senhores e a ordem a que obedecem  è à ordem da especulação financeira mundial. Acreditou nas promessas quando lhe pediram o voto? Pois há que tirar lições e vir para a rua. Só a rua pode ajudar a demitir este governo e se o PR o quiser proteger então só a rua pode ajudar à renuncia do PR.

------- e há ainda os casos do BIC, das empresas entregues à Parvalorem para serem desbaratadas, do Banco Efisa que recentemente teve processo de reaquisição pelos anteriores detentores do BPN via uma sociedade e banco cabo-verdianos, sem rosto naturalmente ... e o BCP, BPI, BES, ...

      Roubar pensões e salários e dá-los ao BANIF      (-por by R.Narciso, PuxaPalavra)

O BANIF é o banco instrumento de Alberto João Jardim, para financiar campanhas eleitorais e toda a casta de negócios do cacique da Madeira.
    Pois bem o Banif, agora liderado por pelo ex-ministro dos NE do PS, Luís Amado,   estava falido mas foi salvo no último momento, em Dezembro, de 2012. Vitor Gaspar/Passos Coelho, o governo ao serviço da Tróica e dos banqueiros, injectou no capital do banco 1.100 milhões de euros e deu garantias do Estado para mais 1.150 milhões. Eis onde já está metade dos 4 mil e tal milhões que estes governantes querem arrecadar através de mais cortes nas pensões (parece que até retroativos), despedimentos na função pública, etc, etc. Tapem o nariz e vejam o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=OcxS1zYWJms  
.

           Como evitar o corte nas pensões

    Eis um muito oportuno artigo do Professor Valadares Tavares, publicado no Público de 2013-05-12, que oferece ao governo uma alternativa aos cortes nas pensões e revela, de caminho, a sua profunda ignorância e impreparação para governar. Mas não se trata só de ignorância e impreparação. O 1ºM, o MF e outro pessoal da sua entourage são uns crentes nos dogmas neoliberais, gente muito centrada nos seus interesses e que nutre um colossal desprezo pelos seus concidadãos que vivem do seu trabalho.  
               É urgente demitir o Governo e se o PR persistir no seu suporte para lá de toda a razoabilidade e decência então há que pressionar Cavaco a ir de B para B. É simples, é mudar-se de Belém para Boliqueime. Mas temos que o ajudar.       A começar com a manif. a 25 de Maio, em Belém.
     ... quem nunca viveu a experiência de administração pública ou não a estudou tende a formar percepções erradas e a não conseguir controlar a própria despesa tal como os factos evidenciam. Talvez o melhor exemplo deste desconhecimento seja pensar que o principal problema da despesa pública seja o montante pago em salários e em pensões quando aqueles já estão aquém da média europeia e abaixo dos 10%. Pelo contrário, toda a soma das despesas contratualizadas com outras entidades (investimentos, bens, serviços e consumos intermédios) totaliza cerca de 17% do PIB, pelo que gerar aí uma poupança de 10% significa poupar quase 2% do PIB.
     Infelizmente, esta componente da despesa pública não tem vindo a ser analisada ou controlada pois, senão, como compreender que a despesa com aquisições de bens e serviços dos institutos públicos tivesse aumentado mais de 10% em 2012, no ano de todos os cortes em salários e pensões, segundo os próprios dados do Ministério das Finanças? Ou compreender o aumento de mais de 50% desta rubrica na Administração Regional da Madeira? Quais os esclarecimentos do Governo sobre este descontrole?
 .......  aqui fica a primeira sugestão: reduzir a despesa nas aquisições de bens e serviços ('outsourcing', especialmente estudos, pareceres, intermediação, ...) dos institutos públicos, das regiões, das empresas públicas em 10%, o que irá gerar uma poupança superior à necessária, potenciando a contratação electrónica e compensando os aumentos inacreditáveis que ocorreram em 2011 e.2012.
 -------   ... No entanto, mesmo na afã de cortar  (de 'reformar' e 'igualizar' por baixo) há uns corpos especiais do Estado com estatuto 'privilegiado' (juízes, militares, segurança, diplomatas, finanças, Ass.Rep., Banco de P., ... administradores de institutos e de empresas públicas...) e estes grupos têm lobbies fortes e defensores que se batem duramente na defesa dessas remunerações e suplementos.  Mas não se pense que os FP ganham muito, os funcionários públicos das carreiras gerais é que ganham pouquíssimo ... e a sua desunião e fraca participação sindical não ajuda.


Publicado por Xa2 às 13:50 de 13.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Declaração Universal Direitos Humanos e Constituição

Não foi só a natureza do saco de pano ou da “valise” característicos dos anos 50 e 60 que se alteraram. O saco foi substituído pala mochila e o cartão cedeu o seu lugar ao plástico.

Também, diga-se em abono da verdade e da evolução dos tempos, que a qualificação dos emigrantes se alterou. Dos rústicos explorados trabalhadores agrícolas e sem terra, passou-se a uma emigração de jovens (casados ou em união de fato) e solteiros a maioria.

Gente mais ou menos qualificada e muitas vezes até cientistas altamente conhecedores das suas ciências que, enjeitados por um pais novo-rico e demasiadamente a olhar para o umbigo dos interesses grupais (isso continuou igual como dantes) não quis, ou não soube organizar-se de forma segura e sustentável, metem uma réstia de esperança na algibeira vazia e vão, como outrora seus avos, à procura do que a sua terra lhes nega.

Passos Coelho manda o pessoal emigrar e faz muito bem, pois claro, façam-se à vida!

Se a economia se globalizou e a finança se tornou especulativa, o mercado de trabalho tem de se por a jeito às necessidades dos especuladores. Para isso lá/cá estão certos governantes competentes a legislar a contento que nem capatazes dos senhores mandantes.

Andamos, há décadas, muito falando e escrevendo sobre os sucessivos e continuados atropelos à Constituição da República e temos reagido de uma forma fechada, como se a lei fundamental fosse algo isolada do mundo que nos rodeia. Não é, e em conformidade toda a sociedade deveria reagir a tais atropelos na medida em que o são no sentido universal do termo. O que nos negam é negado ao mundo e o que negam ao mundo negam-nos a nós também.

Conforme dispõe o nº 2 do artigo 16º os direitos fundamentais devem ser interpretados à luz da DUDH

Artigo 16.º - Âmbito e sentido dos direitos fundamentais

2. Os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos integra 30 artigos conforme pode ser consultada e apreendida.

Dentro da nossa casa e na nossa terra convinha, a nós mesmos, que nos habituássemos a reagir de forma mais global na defesa dos interesses, direitos e deveres individuais e colectivos. De pouco nos servirá continuarmos a olhar para o lado e a praticar a “política do umbigo”.



Publicado por Zé Pessoa às 09:28 de 13.05.13 | link do post | comentar |

APRe!-Aposentados, Pesionistas e Reformados

Digníssima Senhora Presidente da Assembleia da República

No final da discussão política relativa à petição sobre a situação dos reformados e pensionistas que teve lugar no passado dia 3 de Maio, um grupo de reformados que  assistiu à sessão manifestou-se cantando “Grândola Vila Morena”. Durante este acontecimento, V. Exª proferiu um comentário público criticando o referido acto no quadro da democracia.

Com devido respeito institucional para com V. Exª, permita-me que discorde dessa afirmação, no contexto de referido caso concreto.

Em nosso entender, em Democracia, os actos praticados são sempre passíveis de ser avaliados pela forma e pelo conteúdo.

Começo pelo conteúdo. A petição teve como objectivo político proporcionar a discussão dos  senhores deputados da Nação relativamente a decisões que um número muito elevado de cidadãos consideram ser injustas e imorais. Por configurarem actos legislativos excepcionais que dificilmente poderiam ocorrer, em situação normal, num Estado de Direito, consideramos, também, que a título excepcional, a voz dos peticionários possa ser ouvida na Casa da Democracia. Vedada a defesa, por viva voz, das razões consideradas como justas pelos signatários, um aspecto que consideramos ser uma imperfeição regimental, o que resta a quem ouviu ordeiramente, mas com indignação,  afirmações injustas ou mesmo não verdadeiras?

Resta, em situações extraordinárias, o “grito”. O grito do injustiçado, da indignação genuina, que consideramos ser um direito natural de resistência limite, num quadro de respeito democrático, Desconhecemos se alguma Constituição, se algum Código ou regimento de um país que respeite a Humanidade possa proibir este tipo de “grito”.

Agora quanto à forma. O nosso “grito” foi concretizado sob a forma de poesia, metaforicamente, por uma canção que todos os portugueses já associam a resistência. Não consideramos que, face ao assunto dramático em causa, os quatro minutos de interrupção sejam tão graves como os danos públicos associados pelas medidas legislativas em causa.

Por seu turno,entendemos que cantar “Grandola, Vila Morena” na Sala das Sessões é tão respeitoso para a Democracia como a cantar na escadaria da Assembleia, facto que, em boa hora, V. Ex permitiu que acontecesse no passado 25 de Abril, repetindo a homenagem que já tinha prestado, em outra ocasião, ao autor da canção. A Casa do Povo não é só uma sala e por isso entendemos que cantar a referida canção como “grito” é um acto que merece respeito e atenção para evitar que os gritos de desespero se confundam com últimos suspiros cívicos. Para terminar, acreditamos sinceramente que, para além do dever de cumprimento estrito de um regimento, V.Exª também sentirá, pessoalmente, a justeza da indignação dos reformados e a fraca representação política dos mesmos na Casa do Povo.

 Com os respeitosos cumprimentos

A Presidente da APRe!

Maria do Rosário Gama



Publicado por Zurc às 23:46 de 12.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Golpe de estado da finança + bando de Fantoches
"Não deixaremos que matem Portugal", diz Jean-Luc Mélenchon [D.Ribeiro, expresso.pt, 6/5/2013]
        Milhares de militantes de esquerda desfilam, em Paris, esta tarde, contra a austeridade imposta pelo Presidente François Hollande e "contra a infame troika". "Não deixaremos que matem Portugal nem nenhum outro país", diz ao Expresso o líder, Jean-Luc Mélenchon.

     Jean-Luc Mélenchon, líder da Frente de Esquerda (FG), ex-candidato às presidenciais francesas e ex-ministro da Educação do Governo socialista de Lionel Jospin, está mais combativo do que nunca no início da manifestação, na Praça da Bastilha, em Paris.
    Milhares de pessoas - 180 mil diz-nos Raquel Garrido, sua porta-voz - reclamam mudanças imediatas no Governo francês e na Europa. Na tribuna, Mélenchon apresenta-se com dois cravos vermelhos na lapela e define o desfile de esquerda como "a manifestação da fraternidade com os pobres povos europeus que as infames Troika e Comissão europeia querem matar".
    No seu discurso, no início da manifestação "das vassouras" (muitos manifestantes apresentam-se com vassouras e cartazes pedindo "uma vassourada" no poder socialista francês), o chefe da FG evoca longamente a crise europeia. "Com Chipre assistimos a um golpe de Estado da finança na Europa, as dívidas nunca serão pagas, com um pouco de inflação apaga-se a dívida, a inflação é melhor que a morte, a bancarrota ou a guerra!", exclama Mélenchon.
    "Pedem sacrifícios aos povos, põem-nos na miséria e as dívidas aumentam, o caminho não é esse, é uma evidência", acrescenta. "Nós somos a fraternidade, não deixaremos que matem Portugal nem nenhum país vítima da finança," diz Jean-Luc Mélenchon ao Expresso.
    "Aviso as infames Comissão da UE e a Troika: tenham cuidado, porque a gente não vai permitir que se metam com a França, terão um levantamento de milhões de pessoas nas ruas!", exclama.
    A manifestação reúne comunistas, ecologistas, trotskistas e socialistas descontentes com o socialista François Hollande, que comemora amanhã, segunda-feira, o primeiro aniversário da sua eleição para o Eliseu.
    É a primeira vez na história da França que estes setores da esquerda, que apelaram ao voto em Hollande na segunda volta das eleições presidenciais de 2012, se manifestam contra um Governo que se define a si próprio como "de esquerda".
    Inquieto com a forte mobilização da esquerda e com as muito más sondagens, o primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, vai dar uma entrevista esta noite, em direto, num dos principais canais da televisão francesa.

-------

                O sucesso de Gaspar e dos seus amigos     (-

A desregulamentação das relações laborais e a queda dos salários estão a fazer muito pela criação de emprego, já se vê: a taxa de desemprego atinge um novo máximo histórico, com mais 29 mil desempregados e menos de 100 mil empregados só num trimestre; cerca de 300 mil novos desempregados e quase meio milhão de postos de trabalho destruídos, ou seja, também cada vez mais inactivos e emigrantes, desde que as políticas da troika estão em vigor. Calma, entre Frankfurt, Bruxelas e a Almirante Reis, no (bando bem instalado no) Banco que não é de Portugal, economistas bem alimentados e com toda a segurança afiançam que isto só pode ser devido à incipiência do processo de desvalorização laboral e salarial em curso
     Entretanto, o governo anunciou que vai continuar a tomar todas as medidas necessáriasdespedir dezenas de milhares de trabalhadores do sector público será mais uma. Lembrem-se disto: aumentar o desemprego é o objectivo inconfessado da política de austeridade, porque é a melhor forma de destruir o Estado social e tudo o que há de civilizado, toda a acção colectiva dos trabalhadores, na economia. 


Publicado por Xa2 às 09:02 de 12.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Alta finança/ banca é perigosa para a liberdade e para os trabalhadores

    Estas palavras de Thomas Jefferson, o 3º. Presidente e dos Estados Unidos da Amérca, proferidas em 1802, continuam muito actuais :
    «Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos.  Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordaremn sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram

     Efectivamente, como todos estamos a sentir, cada vez mais a nossa vida está a ser condicionada pelo poder financeiro e económico.
    Os Bancos porque provocam as crises, como a que estamos a viver, criam condições para desvalozar tudo, que depois compram ao desbarato, acumulam enormes quantidades de bens que guardam, provocando a escassez, cujos preços mais tarde fazem subir, para assim ganharem milhares de milhões.
    O poder económico, associado aos Bancos, companhias de Seguros, fundos especulativos, bolsas e agências de rating, offshores, ..., por sua vez, constituem monopólios e carteis, criando assim os preços que lhes convêm, para ganharem fortunas colossais.
    Como vai ser a vida dos trabalhadores numa Europa, criada depois da 2ªG.G. com o objectivo de ser Unida, com direitos e protecção social, no mundo de economia global, como este em que vivemos ?  Como pode esta Europa competir com a China, Índia, Bangladesh, e outros países asiáticos, a produzir com trabalho ESCRAVO, sem quaisquer direitos (e fazendo 'dumping'), produtos que depois são vendidos na Europa por preços abaixo dos produtos europeus?  

    As multinacionais, Banco Mundial, FMI e OMC impuseram aos Estados e Povos a abertura/ditadura dos mercados, a liberalização, a desregulamentação e a Globalização, provocando a deslocalização da produção para Oriente, gerando na Europa milhares de desempregados, diminuição de salários, perda de regalias sociais e recessão económica.   A globalização é excelente para as multinacionais, para o grande capital ganhar fortunas colossais, mas é PÉSSIMA para os trabalhadores e para a produção europeia (em países com direitos e Estados sociais)
 Complemente-se isto com os paraísos fiscais/ offshores e ficamos a perceber melhor o porquê das crises, do cescimento das desigualdades, do desemprego, do empobrecimento da generalidade dos trabalhadores e a destruição do Estado social.  



Publicado por Xa2 às 07:54 de 11.05.13 | link do post | comentar |

Desgoverno transforma cidadãos em farrapos

Que ajustamento tão bonito este de Portugal :
DESEMPREGO:

17,7% !

 
É lindo de morrer !   De  morrer de fome....

------- 

             Bonito, bonito      (-por  LNT   [0.101/2013] )

BeijinhosBonito é ver de fora aquilo que se chama o "ajustamento português" sem especificar a que é que os portugueses se ajustam.
Bonito é ver esta gente a não sair à rua com medo que algum "desajustado" não esteja pelos ajustes e lhe acerte o passo.
Bonito é ter uma manada sem pasto nem ração a deambular pelas falências, a perder a energia e o alento enquanto o conceito de humanidade se reduz ao beijo no dinheiro e o conceito de Nação se traduz em empobrecimento submisso.
Bonito é sentir um Rosalino quando se mete a mão bolso.

Bonito é esfrangalhar o músculo em vez de penetrar na gordura.  ...
1.000.000 de desempregados é o bonito serviço com que esta gente tão feia transformou cidadãos em farrapos.
----------

      A ministra estranha desemprego agrícola  ... e questionou o INE sobre os números hoje divulgados.» -Jumento:   Estranha porque percebe tanto de agricultura como de  ... 

      O mínimo que se pode dizer de um governo que precisa de fazer tantas declarações de que está preocupado com o desemprego e cada vez que sai um aumento da taxa de desemprego avança com mais um pacote de austeridade em nome do crescimento é que se trata de um governo de anormalões.    

---------

           A  purga   (de 30.000 a 100.000 F.P.)

   «Em 17 de Outubro de 2011, Vítor Gaspar deu uma entrevista à RTP, onde afirmou que “não há possibilidade de fazer rescisões amigáveis com o tipo de dimensão para resolver um problema deste tipo. Isso é simplesmente inexequível.
    Estamos a falar de números enormes e seriam certamente números muito chocantes [...] entre 50 e 100 mil. Para haver uma rescisão amigável é necessário pagar compensações e portanto o efeito imediato não existiria, uma rescisão amigável pode custar mais do que manter um trabalhador no ativo".
    Este era o Vítor Gaspar de 2011. O de 2013 acha perfeitamente viável efetuar agora uma purga de 30 mil funcionários públicos, com o objetivo de chegar aos 100 mil até ao final da legislatura. Face à gravidade da situação, sejamos absolutamente claros e não poupemos nas palavras:
a medida em causa é desnecessária, irracional, ineficaz e contraproducente.
    É desnecessária porque a percentagem de emprego público em Portugal é menor do que a média dos países da OCDE; e porque o número de funcionários públicos caiu 3,2% em 2011 e 3,5% em 2012, ultrapassando sempre a meta estabelecida no memorando de entendimento, que previa um decréscimo anual de 1% na Administração Central e 2% na Administração Regional e Local.
    É irracional porque é feita a eito, de forma cega e sem critério (porquê 30 mil? por que não 10, 20 ou 40 mil?); e porque não resulta de qualquer estudo sério e sistemático que analise quais os serviços que concretamente têm funcionários a mais ou a menos.
   É ineficaz porque, como o próprio Gaspar explicou à RTP, as rescisões não permitirão obter qualquer poupança no imediato, antes acarretarão o pagamento de avultadas indemnizações; e porque, a menos que se reduzam as funções do Estado, este passará a ter de contratar serviços em ‘outsourcing'.
    É contraproducente porque, no atual contexto, atirar ainda mais trabalhadores para o desemprego terá um efeito recessivo catastrófico. Apesar de tudo isto, Vítor Gaspar, o enviado dos credores, mais troikista que a própria troika, não descansará enquanto não defenestrar milhares de servidores públicos.    A menos que os papéis se invertam. Miguel de Vasconcelos (traidor de 1640) escondeu-se dentro de um armário. Onde se irá esconder Gaspar?»   (-por Tiago Antunes [CM] )


Publicado por Xa2 às 14:20 de 10.05.13 | link do post | comentar |

Calamos e ... não fazemos nada ?!!

                   Divirtam-se, divirtam-se  ... que a seguir ... (-por OJumento, 9/5/2013)

     Quando o Gaspar cortou os subsídios aos funcionários públicos fez-se um silêncio concordante na sociedade portuguesa, se o Estado gasta demais e uma boa parte do que gasta é com  os vencimentos dos funcionários públicos é justo que se corte nos vencimentos daqueles que há muito a sociedade portuguesa identificou como uma variante de xulos do intendente. O argumento de que ainda por cima ganhavam mais do que os dos sector privado caia que nem uma luva, a austeridade e a crise seria circunscrita a esses eleitos.

     Quando o corte dos subsídios chegou aos pensionistas houve quem tivesse franzido o olho, mas continuou o silêncio, se os xulos no activo pagavam, os xulos reformados não deviam escapar. Só depois, quando se percebeu que todos os pensionistas ficariam sem subsídios se ouviram alguns lamúrios, mas em nome dos bons princípios da sustentabilidade do Estado social os que se escaparam à austeridade voltaram a ficar calados.
     Quando o Gaspar prosseguiu com a sua agenda de golpes sucessivos achou que estava na hora de estender a desvalorização que com o apoio do sector privado impôs aos funcionários públicos e pensionistas, transformando um subsídio de cada trabalhador numa subvenção aos patrões, aumentando a TSU a uns e reduzindo-a aos outros, é que a sociedade portuguesa se revoltou.
     Os mesmos jornalistas que se entretinham a elogiar o Gaspar descobriram de repente que a austeridade era brutal, isto é, quando os funcionários públicos tinham perdido 10% do vencimento, ainda no tempo do Sócrates, mais dois subsídios, mais um aumento nos descontos e, em cima de tudo isso, a austeridade que consideram brutal sob a forma de aumento de IVA e IRS, para além de todos os aumentos desde a electricidade aos transportes, não havia razões para questionar a política do Gaspar.
     Quando o ministro da Finanças decidiu aplicar aos portugueses de primeira um terço do que já tinha imposto aos funcionários públicos foi o que viu, o “que se lixe a troika” ia pondo o país de pernas para o ar.
     Agora que o país vai assistir ao despedimento colectivo de 50.000 portugueses faz-se novamente silêncio, é justo que os funcionários públicos deem o seu contributo para o desemprego. E como são uns xulos ainda devem ser tratados como criminosos e impedidos de voltar a concorrer ao Estado, condição que nenhuma empresa privada impõe a um trabalhador do sector privado. Os funcionários públicos que forem despedidos no âmbito de uma “rescisão amigável” ou de uma “requalificação” não terão direito ao subsídio de desemprego que o governo decidiu pagar aos trabalhadores do Millennium que aceitaram indemnizações bem superiores à do Estado. Os xulos não têm direito a nada e ainda devem levar com um carimbo na testa a dizer xulo e não possam voltar a enganar o pobre país.
     É tão óbvio que ninguém protestará como é mais do que evidente que dentro em breve estarão todos na rua chorando lágrimas de crocodilo e prometendo revoluções em defesa dos pobres dos trabalhadores do Estado, basta que o Gaspar se lembre de que, afinal, depois de tanto corte e aumento do horário, um estudo feito à pressa (muito bem pago a ... e resultados encomendados) vai demonstrar que os trabalhadores do sector privado vivem que nem uns nababos à custa do patrões.    Ou ainda não perceberam que vai suceder com esta vaga brutal de austeridade sobre a Função Pública o mesmo que sucedeu com a anterior?   Ou ainda não perceberam que sem dinheiro para subsidiar as empresas a única forma de promover crescimento é reduzindo custos nas empresas ('cortar' aos trabalhadores)?   Ou ainda não perceberam que o Gaspar vai cobrar bilhete pelo divertimento que está proporcionando ao povo do sector privado?   Ou estão mesmo convencidos de que o Gaspar odeia os funcionários públicos e ama o pessoal do sector privado?
        (Lembrem-se do que dizia B.Brecht e Maiakovski:   « Primeiro levaram ... depois ... »)


Publicado por Xa2 às 13:38 de 10.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

REFORMADO E SAMARITANO

 

Ora aqui fica um exemplo (in)acabado (não sabemos tudo o que envolve os interesses destes democratas) do que é a economia de mercado, a liberdade dos poderosos, a justiça social, a redistribuição de riqueza, do combate à pobreza e exclusão social, do bom comportamento de crentes e tementes a Deus e do mais que queiram acrescentar.

Palavras para quê se é um artista português e até tem apoio da troika e dos nossos "amigos" credores!



Publicado por Zurc às 12:32 de 10.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Estamos no céu!

Durante a chamada segunda República vivemos no inferno devido a uma ditadura que se prolongou durante 48 anos. Agora, depois da revolução dos cravos,  na designada terceira República e  devido, sobretudo, aos corruptos partidos e quem deles se apropriou, à população que não é capaz de ir além da lamuria e do protesto (com horário marcado) nas ruas vivemos no céu.

É a paz plena do sofá, das pantufas, do louva a deus, do futebol e da diversão nocturna. É a vida!

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Publicado por Zurc às 12:01 de 09.05.13 | link do post | comentar |

CRISE? QUAL CRISE?

 

Como diriam lá no «meu» Alentejo: É filha de quem?


MARCADORES: ,

Publicado por [FV] às 08:36 de 09.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Trabalhadores, F.P., desempregados e aposentados: bodes expiatórios e...

            Ainda bem que saí a tempo da função pública   (-por Zé da Burra o Alentejano, 7/5/2013)

    Ainda bem que me reformei há quase 3 anos, já saltei a "barreira" e agora, na condição de aposentado, já tenho mais gente que me defenda para além do PCP e do Bloco de Esquerda. Agora já posso contar também com o PS e com o CDS para me defenderem e para segurarem o mais possível o valor da pensão que recebo. Ainda assim ela já me foi reduzida: fazem-me pagar para a ADSE; aumentaram-me o IRS e também me cortaram nos subsídios.

    Mas os que ficaram e que não aproveitaram para sair da função pública a tempo, embora já estivessem em condições de o fazer, estão a ficar pior de ano para ano, "they are all fucked" (tradução: eles estão todos lixados), porque já pagaram bastante, continuarão a pagar e qualquer dia até acabam com as aposentações antecipadas e aí vão ter que ficar no seu posto de trabalho até aos 66, 67, quiçá até aos 70 anos, se lá conseguirem chegar (o apoio na saúde está em decadência), apesar de "haver funcionários públicos a mais", conforme nos dizem alguns políticos há bastante tempo.

    E a aposentação por doença, só se consegue em caso de diagnóstico de morte a curto prazo ou de acamados e, mesmo assim, muitos deles terão que ir a Juntas Médicas em local que lhes será indicado. Alguns (os que não tiverem apoio familiar) irão morrer em casa, abandonados, sem conseguirem receber a pensão a que têm direito e para a qual descontaram, porque já não podem tratar da sua aposentação e o Estado não os vai procurar. Se for proprietário da casa que habita, poderá ser que passados 13 ou mais anos as Finanças mandem um funcionário a sua casa, a fim de saberem porque não pagou o IMI - tal como aconteceu recentemente - e deparem com os restos mortais da pessoa que morreu sòzinha há mais de uma década. 

------

 FRENTE COMUM  :  Programa de rescisões é "escandaloso e chantagista" ...  a proposta do Governo permite aos dirigentes "incentivarem" a adesão dos trabalhadores que estejam "a mais" no serviço, lembrando-lhes que a alternativa à rescisão poderá ser a "sua colocação na mobilidade especial", onde acabará igualmente por ser dispensado e com piores condições (desemprego e sem subsídio).

-------

    As novas propostas de cortes na Administração Pública, mais uma "reforma" da A.P., a "dispensa" de 30.000 trabalhadores na A.P.,  as "rescisões amigáveis" e a "requalificação"/mobilidade especial, aumenta a incompetência/nepotismo e elevam o grau de assédio/terror/roubo até ao desemprego,empobrecimento, o extremar das desigualdades economico-sociais neste país,   lucrando o  1% ricos/elite  e transformando os  99% em servos e escravos

            - Cidadãos, até onde e até quando aceitam  isto ?!

 

O aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais na Função Pública determinaria um aumento de 128 milhões de horas de trabalho anuais e, se não forem pagas, o CONFISCO de 1.640 Milhões € de salários por ano. - estudo de Eugénio Rosa.

  ... O que o governo e 'Troika' pretendem também com esta medida é ter mais uma justificação para fazer grandes despedimentos sumários na F.P., aumentando o desemprego e reduzindo as funções sociais do Estado

  ... O que está em causa com o ataque aos direitos e ao emprego dos trabalhadores da Função Pública não é apenas uma questão que afeta os trabalhadores da Administração Pública. É um ataque que, a concretizar e a ter êxito, agravará imenso as condições de vida de todos os portugueses, nomeadamente dos trabalhadores e dos pensionistas, e é importante que eles tenham consciência disso.



Publicado por Xa2 às 19:46 de 08.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

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